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MICROSCOPIAS CITOLOGIA, HISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA PROF. RODRIGO MONTE OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Conceituar microscopia • Identificar os componentes do microscópio óptico e suas funções. AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM: Diferenciar microscopias especiais, descrevendo os princípios básicos de microscopia eletrônica de transmissão e de varredura. MATERIAL DIDÁTICO DO AVA: • Assistir o Vídeo (Conceitos de Microscopia) • Leitura da Trilha de Aprendizagem (Conceitos de Microscopia) • Leitura do E-Book (Conceitos de Microscopia), p. 26-32 CONCEITO: Microscopia é a ciência que estuda e realiza aplicações utilizando o microscópio para observar objetos, células, entre outros, com dimensões invisíveis a olho nu (0,1mm) ▪ Exame ao microscópio ▪ Hoje, o método de detecção mais comumente usado em países em desenvolvimento é a microscopia. MICROSCOPIA MICROSCOPIA ▪ Olho humano → 100 μm ou 0,1 mm LIMITES DA VISÃO HUMANA MARCOS HISTÓRICOS DA MICROSCOPIA MICROSCOPIA ÓTICA ▪ Utiliza feixes de luz ▪ Sistemas de lentes (condensador, objetiva e ocular) ▪ Resolução: menor distância para que duas partículas apareçam como objetos separados. O limite de resolução do MO é de 0,2 µm e depende essencialmente da objetiva. APLICABILIDADE: exame de rotina das lâminas histológicas, visualização de tecido, células, microrganismos. MICROSCOPIA COMPONENTES GERAIS MICROSCOPIA COMPONENTES MECÂNICOS ▪ pé ou base ▪ braço ▪ platina ▪ revólver ▪ charriot ▪ tubo ou canhão ▪ parafuso macrométrico ▪ parafuso micrométrico COMPONENTES GERAIS COMPONENTES ÓTICOS ▪ condensador ▪ diafragma ▪ fonte luminosa ▪ lente ocular ▪ lente objetiva COMPONENTES GERAIS COMPONENTES ÓTICOS ▪ condensador ▪ diafragma ▪ fonte luminosa ▪ lente ocular ▪ lente objetiva MICROSCOPIA COMPONENTES GERAIS LENTES OBJETIVAS ▪ vermelha: 4X ▪ amarela: 10X ▪ azul: 40X ▪ branca: 100X MICROSCOPIA Obs: Lente de maior aumento com óleo de imersão UTILIZAÇÃO DO MICROSCÓPIO ▪ Uso de lâminas para visualização de amostras biológicas ▪ Tenha cuidado ao manuseá-lo ▪ JAMAIS ARRASTE OU DÊ TRANCO NOS MICROSCÓPIOS! ▪ Iniciar sempre com a objetiva de menor aumento ▪ Ao finalizar seu uso, a luz deverá ser desligada e guardá-lo nos devido local MICROSCOPIA ELETRÔNICA MICROSCOPIA ▪ O microscópio eletrônico é um microscópio com potencial de aumento muito superior ao óptico ▪ A diferença básica entre o microscópio óptico e o eletrônico é que o eletrônico não é utilizada a luz, mas sim feixes de elétrons. ▪ No microscópio eletrônico não há lentes de cristal e sim bobinas, chamadas de lentes eletromagnéticas. TIPOS: ✓ Microscopia eletrônica de transmissão (MET) ✓ Microscopia eletrônica de varredura (MEV) MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE TRANSMISSÃO MICROSCOPIA ▪ Imagens bidimensionais e com maiores detalhes ▪ Aumento de 1.000 a 500.000X APLICABILIDADE: análise morfológica MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE TRANSMISSÃO MICROSCOPIA MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA ▪ Imagens tridimensionais ▪ Elevada resolução de estruturas de superfície ▪ Elucidação de ultra estruturas de superfície incapazes de serem elucidados no microscópio óptico ▪ Aumento de 20 a 100.000X ▪ Etapa de metalização Imagem de um ácaro (colorida em computação gráfica) MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA TREINANDO MICROSCOPIA QUAL TIPO DE MICROSCOPIA? A B TREINANDO MICROSCOPIA QUAL TIPO DE MICROSCOPIA? A B MET MEV TREINANDO MICROSCOPIA QUAL TIPO DE MICROSCOPIA? TREINANDO MICROSCOPIA MO MET MEV QUAL TIPO DE MICROSCOPIA? MICROSCOPIAS ESPECIAIS MICROSCOPIA ▪ As lentes, os filtros e a iluminação do microscópio podem ser manipulados para ampliar, resolver e intensificar uma variedade de imagens. O tipo de amostra usada e a documentação que necessita fazer determinam qual o método a ser escolhido, são eles: TIPOS: ▪ Campo Escuro ▪ Contraste de Fases ▪ Contraste interferencial ▪ Fluorescência COMPLEMENTAR ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO MICROSCÓPIO https://www.youtube.com/watch?v=v3m4A7n1drg COMO MANUSEAR O MICROSCÓPIO https://www.youtube.com/watch?v=W4qYyARFug0 https://www.youtube.com/watch?v=v3m4A7n1drg https://www.youtube.com/watch?v=W4qYyARFug0 MÉTODOS DE ESTUDO DAS CÉLULAS E TECIDOS CITOLOGIA, HISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA PROF. RODRIGO MONTE OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Saber a importância das técnicas de coleta de material biológico. • Descrever as etapas envolvidas no processamento de material biológico para análise ao microscópio óptico. AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM: Diferenciar as técnicas citoquímicas empregadas na localização de macromoléculas; Diferenciar microscopias especiais, descrevendo os princípios básicos de microscopia eletrônica de transmissão e de varredura. MATERIAL DIDÁTICO DO AVA: • Leitura da Trilha de Aprendizagem (Métodos empregados no estudo de células e tecidos – técnicas citoquímicas; • Leitura do E-Book (Conceitos de Microscopia), p. 26-32; (Técnicas citoquímicas), p. 39; • Assistir o Vídeo (Métodos empregados no estudo de células e tecidos) MÉTODOS DE ESTUDO MÉTODOS DE ESTUDO ▪ Quase todos os componentes das células e da matriz extracelular são transparentes ▪ Por esse motivo, são empregados corantes, que coram os componentes celulares com certa especificidade COLETA PAPANICOLAU MÉTODOS DE COLETA MÉTODOS DE ESTUDO ANÁLISE CITOLÓGICA ▪ Esfregaço: Células são espalhadas sobre uma lâmina de vidro, formando uma monocamada – Ex: Citologia ginecológica (Papanicolaou) ▪ Impressão: Uma superfície de tecido é pressionada contra uma lâmina de vidro, transferindo células para a lâmina – Ex: Impressão de tumores, de lesões cutâneas ▪ Aspiração por agulha fina (AAF): Uma agulha fina é inserida no tecido e as células são aspiradas – Ex: Punção de nódulos tireoidianos, linfonodos, tumores COLETA PAPANICOLAU MÉTODOS DE COLETA MÉTODOS DE ESTUDO ANÁLISE HISTOLÓGICA ▪ Biópsia: Remoção de uma pequena porção de tecido para análise. Biópsia excisional: Remoção completa de uma lesão. Biópsia incisional: Remoção de parte de uma lesão. Biópsia por punção: Remoção de um fragmento de tecido usando uma agulha. ▪ Ressecção: Remoção completa de um órgão ou tumor. ▪ Necropsia: Exame de um organismo após a morte. MÉTODOS DE COLETA MÉTODOS DE ESTUDO OUTROS MÉTODOS ▪ Espalhamento - raspagem (espátula / palitos) de camadas superficiais (mucosas) ▪ Distendido sanguíneo - espalhamento de células livres sobre a lâmina MICROSCOPIA ELETRÔNICA MÉTODOS DE ESTUDO ▪ Quase todos os componentes das células e da matriz extracelular são transparentes ▪ Por esse motivo, são empregados corantes, que coram os componentes celulares com certa especificidade MÉTODOS DE ESTUDO MÉTODOS DE ESTUDO ETAPAS EM SEQUÊNCIA: 1. fixação dos tecidos 2. desidratação 3. diafanização 4. inclusão 5. microtomia (corte em fatias finas) 6. coloração 7. montagem e visualização de lâminas MÉTODOS DE ESTUDO MÉTODOS DE ESTUDO FIXAÇÃO ▪ Preserva a morfologia e composição do tecido - Insolubilizar as proteínas dos tecidos ▪ Fixador mais utilizado: Formaldeído 4% MÉTODOS DE ESTUDO MÉTODOS DE ESTUDO DESIDRATAÇÃO ▪ Retirar a água do fragmento através de sucessivos banhos em uma série de etanol (70% → 80% → 90% → 100%) ▪ Causa o endurecimento deste e tornando-o adequado às etapas posteriores MÉTODOS DE ESTUDO MÉTODOS DE ESTUDO DIAFANIZAÇÃO (OU CLAREAMENTO) ▪ Substituição do etanol por líquido miscível (xilol), e torna-lo transparente, preparando-o para as próximas etapas MÉTODOS DE ESTUDO MÉTODOS DE ESTUDO INCLUSÃO ▪ Incluir o fragmento em molde contendo meio de inclusão em estado líquido que ao solidificar forma um bloco ▪ MO: parafina a 60°C / ME: Resina MÉTODOS DE ESTUDO MICROTOMIA ▪ Obtenção de cortes delgados (MÉTODOS DE ESTUDO ETAPAS FINALIDADE DURAÇÃO Fixação em fixador simples ou em mistura fixadora (líquido de Bouin, Helly, etc) Preservar a morfologia e a composição dos tecidos Cerca de 12h, dependendo do fixador e do tamanho da peça Desidratação em álcool etílico de concentrações crescentes, começando com álcool a 70% e terminando com álcool absoluto Remover a água dos tecidos 6 a 24h, dependendo do tamanho da peça Clareamento ou diafanização em benzol, xilol ou tuluol, solventes do álcool e da parafina Embeber a peça em substância miscível com a parafina 1 a 6h, dependendo do tamanho da peça Inclusão pela parafina fundida, geralmente realizada em estufa a 600oC Impregnar a parafina nas estruturas teciduais, para facilitar a obtenção dos cortes no micrótomo 30 min a 6h, dependendo do tamanho da peça Inclusão: a peça é colocada num molde retangular contendo parafina fundida. Obtenção do bloco de parafina de forma regular e, para ser cortado no micrótomo - MÉTODOS DE ESTUDO MÉTODOS DE ESTUDO COLORAÇÃO ▪ Estrutura celular basófila, liga-se a corantes básicos. ▪ Estrutura celular acidófila, liga-se a corantes ácidos. Corantes básicos: azul-de-tuluidina, azul-de-metileno, hematoxilina... Corantes ácidos: eosina, orange G, fucsina ácida... Outros corantes: Leishman, Gram, Giemsa, Lugol, Hematoxilina/Eosina (HE) Hematoxilina: núcleo (azul) Eosina: citoplasma (vermelho) MÉTODOS DE ESTUDO MÉTODO PRINCÍPIO FINALIDADE Hematoxilina-Eosina (HE) A hematoxilina, um corante básico, se liga a componentes ácidos do núcleo, corando-o em azul ou roxo. A eosina, um corante ácido, se liga a componentes básicos do citoplasma, corando-o em rosa ou vermelho. Coloração de rotina, visualiza a maioria das estruturas teciduais, distinguindo núcleo e citoplasma. Papanicolaou Combinação de vários corantes (hematoxilina de Harris, Orange G e EA50) que coram o núcleo em azul, o citoplasma em diferentes tons de rosa e o queratina em laranja. Utilizada em citologia, especialmente para o exame de Papanicolaou, permitindo a identificação de alterações celulares associadas ao câncer de colo uterino. PAS (Periodic Acid- Schiff) Detecta glicogênio, muco e outras substâncias ricas em glicogênio, corando-os em magenta. Utilizada para identificar glicogênio em células hepáticas, células renais e em tecidos tumorais. Tricrômico de Masson Combinação de corantes que coram o núcleo em preto, o colágeno em azul, o músculo em vermelho e o citoplasma em rosa. Utilizada para a visualização de fibras colágenas, fibras musculares e tecido conjuntivo. Wright e Giemsa Corantes utilizados em hematologia para a coloração de sangue e medula óssea, permitindo a diferenciação de células sanguíneas. Utilizado para o diagnóstico de leucemias, linfomas e outras doenças hematológicas. Gram Diferencia bactérias em Gram-positivas (roxas) e Gram-negativas (vermelhas). Utilizada em bacteriologia para a identificação de bactérias e auxilia no diagnóstico de infecções bacterianas. Ziehl-Neelsen Corante utilizado para identificar micobactérias, como o Mycobacterium tuberculosis, que possuem parede celular rica em lipídios. Utilizado para o diagnóstico de tuberculose. COMPLEMENTAR PREPARO DE LÂMINA https://www.youtube.com/watch?v=-CJ3jw2lyf0 https://www.youtube.com/watch?v=-CJ3jw2lyf0 Slide 1: MicroscopiaS Slide 2: OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM Slide 3: MICROSCOPIA Slide 4: LIMITES DA VISÃO HUMANA Slide 5: MARCOS HISTÓRICOS DA MICROSCOPIA Slide 6: MICROSCOPIA ÓTICA Slide 7 Slide 8: COMPONENTES GERAIS Slide 9: COMPONENTES GERAIS Slide 10: COMPONENTES GERAIS Slide 11: COMPONENTES GERAIS Slide 12: UTILIZAÇÃO DO MICROSCÓPIO Slide 13: MICROSCOPIA ELETRÔNICA Slide 14: MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE TRANSMISSÃO Slide 15: MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE TRANSMISSÃO Slide 16: MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA Slide 17: MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA Slide 18: TREINANDO Slide 19: TREINANDO Slide 20: TREINANDO Slide 21: TREINANDO Slide 22: MICROSCOPIAS ESPECIAIS Slide 23: COMPLEMENTAR Slide 24: métodos de estudo das células E TECIDOS Slide 25: OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM Slide 26: Métodos de estudo Slide 27: Métodos de COLETA Slide 28: Métodos de COLETA Slide 29: Métodos de COLETA Slide 30: MICROSCOPIA ELETRÔNICA Slide 31: MÉTODOS DE ESTUDO Slide 32: MÉTODOS DE ESTUDO Slide 33: MÉTODOS DE ESTUDO Slide 34: MÉTODOS DE ESTUDO Slide 35: MÉTODOS DE ESTUDO Slide 36: MÉTODOS DE ESTUDO Slide 37: MÉTODOS DE ESTUDO Slide 38: MÉTODOS DE ESTUDO Slide 39: MÉTODOS DE ESTUDO Slide 40: MÉTODOS DE ESTUDO Slide 41: COMPLEMENTAR