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02/04/2025, 15:34 UNIP Universidade Paulista : DisciplinaOnline Sistemas de conteúdo online para Alunos. Módulo 1 Reabilitação Legislação Art. 93 - A reabilitação alcança quaisquer penas aplicadas em sentença definitiva, assegurando ao condenado o sigilo dos registros sobre o seu processo e condenação. Parágrafo único - A reabilitação poderá, também, atingir os efeitos da condenação, previstos no art. 92 deste Código, vedada reintegração na situação anterior, nos casos dos incisos I e II do mesmo artigo. Art. 94 A reabilitação poderá ser requerida, decorridos 2 (dois) anos do dia em que for extinta, de qualquer modo, a pena ou terminar sua execução, computando-se o período de prova da suspensão e o do livramento condicional, se não sobrevier revogação, desde que o condenado: I - tenha tido domicílio no País no prazo acima referido; II tenha dado, durante esse tempo, demonstração efetiva e constante de bom comportamento público e privado; III tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstre a absoluta impossibilidade de o fazer, até o dia do pedido, ou exiba documento que comprove a renúncia da vítima ou novação da dívida. Parágrafo único Negada a reabilitação, poderá ser requerida, a qualquer tempo, desde que o pedido seja instruído com novos elementos comprobatórios dos requisitos necessários. Art. 95 A reabilitação será revogada, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, se o reabilitado for condenado, como reincidente, por decisão definitiva, a pena que não seja de multa. Conceito Medida declaratória de competência do juízo da condenação, que visa promover o sigilo dos registros criminais e a recuperação de prerrogativas cuja perda, incapacidade ou inabilitação fora decretada como efeito secundário da condenação. Consiste em "declaração judicial de que estão cumpridas ou extintas as penas impostas ao sentenciado, que assegura o sigilo dos registros sobre o processo e atinge outros efeitos da condenação" (MIRABETE). Objetivo Estimular o condenado a regenerar-se permitindo sua reinserção no meio social de maneira integral e completa, mediante: 1/2102/04/2025, 15:34 UNIP Universidade Paulista : DisciplinaOnline Sistemas de conteúdo online para Alunos. o sigilo dos registros criminais contra si; recuperar o gozo e o exercício dos direitos cassados por força dos efeitos da condenação (Ex.: incapacidade para exercer o poder familiar, a tutela ou curatela; exercer cargo público, mandato eletivo; ou a reabilitação para conduzir veículos automotores). Cabimento Somente em decorrência de sentença condenatória com trânsito em julgado, cuja pena tenha sido cumprida ou extinta. Assim, não cabe reabilitação criminal em face de mero inquérito policial. Também não cabe em IP. Não cabe quando da ocorrência da prescrição em abstrato. Cabe na Prescrição da Pretensão Executória. Natureza jurídica Causa suspensiva de alguns efeitos secundários da condenação (art. 92) e dos apontamentos em registros criminais. Sigilo dos registros criminais Como mencionado acima, o objetivo que se busca alcançar por meio da reabilitação criminal é duplo: o sigilo sobre os registros criminais; e a recuperação do gozo ou exercício de direitos cassados em decorrência de sentença penal condenatória. A crítica que se faz gira em torno do art. 202 da Lei de Execução Penal, que dispõe: Art. 202. Cumprida ou extinta a pena, não constarão da folha corrida, atestados ou certidões fornecidas por autoridade policial ou por auxiliares da Justiça, qualquer notícia ou referência à condenação, salvo para instruir processo pela prática de nova infração penal ou outros casos expressos em lei. Como se nota, o sigilo é consequência do cumprimento ou extinção da pena. Logo, nesse aspecto, seria desnecessário socorrer-se da reabilitação para alcançar o sigilo que a própria lei já assegurado ao seu interessado. Contudo, na prática, o sigilo não é automático; depende de providências de cunho administrativo para a inserção de dados em sistemas informatizados, o que se dá, embora de forma lenta, em descompasso com a expectativa ou necessidade do interessado, que vê na reabilitação a forma de se obter efetivo sigilo. Por outro lado, é indiscutível a utilidade da reabilitação para a superação dos efeitos secundários da sentença condenatória, estipulados no art. 92 do Código Penal: https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 2/2102/04/2025, 15:34 UNIP Universidade Paulista DisciplinaOnline Sistemas de conteúdo online para Alunos. Art. 92 - São também efeitos da condenação: (Redação dada pela Lei n° 7.209, de 11.7.1984) I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo: (Redação dada pela Lei 9.268, de 1°.4.1996) a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública; (Incluído pela Lei n° 9.268, de 1°.4.1996) b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos. (Incluído pela Lei n° 9.268, de 1°.4.1996) II a incapacidade para o exercício do poder familiar, da tutela ou da curatela nos crimes dolosos sujeitos à pena de reclusão cometidos contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro descendente ou contra tutelado ou curatelado; (Redação dada pela Lei n° 13.715, de 2018) III a inabilitação para dirigir veículo, quando utilizado como meio para a prática de crime doloso. (Redação dada pela Lei n° 7.209, de 11.7.1984) Parágrafo único Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos, devendo ser motivadamente declarados na sentença. (Redação dada pela Lei 7.209, de 11.7.1984) Mandado de segurança Relevante registrar que o interessado pode se valer de mandado de segurança, diante de qualquer embaraço ou dificuldade em se obter quaisquer direitos que se pretenda alcançar com a reabilitação criminal, pois se trata de direito líquido e certo, assegurado por lei. Em tal situação, a impetração de mandado de segurança deverá se voltar contra ato da autoridade administrativa responsável pela organização do cadastro estatal do qual a informação foi extraída. Caráter relativo do sigilo dos registros criminais sigilo não é absoluto, eis que o juízo criminal pode solicitar informações, que terá acesso à todas informações acerca do reabilitado, como se extrai do art. 748 do Código de Processo Penal: Art. 748. A condenação ou condenações anteriores não serão mencionadas na folha de antecedentes do reabilitado, nem em certidão extraída dos livros https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 3/2102/04/2025, 15:34 UNIP Universidade Paulista : DisciplinaOnline Sistemas de conteúdo online para Alunos. do juízo, salvo quando requisitadas por juiz criminal. Justifica-se a relatividade do sigilo porque, para efeitos judiciais, o acesso a todas as informações relativas aos antecedentes penais deve servir à análise de diversos pleitos, tais como a concessão de transação penal ou sursis processual, além de interferir na dosimetria da pena em relação à primariedade, antecedentes e conduta social do agente. Relevante notar que o Superior Tribunal de Justiça já decidiu que o livre acesso aos terminais de um instituto de identificação fere direito daqueles protegidos pelo manto da reabilitação. Impõe-se, assim, a exclusão das anotações das bases de dados de tais institutos, mantendo-se tão somente nos arquivos do Poder Judiciário. Requisitos objetivos a) Tempo de cumprimento de pena (94, caput) transcurso de 2 (dois) anos do dia, contados do dia em que tiver sido extinta, de qualquer modo, a pena ou terminar a sua execução, computando-se o período de prova do sursis e do livramento condicional, se não sobrevier revogação. Importante: inicia-se a contagem do prazo na data em que ocorreu a prescrição, independentemente do momento em que se deu o seu reconhecimento judicial. b) Reparação do dano causado (94, III) ressarcimento do dano causado; ou demonstração de absoluta impossibilidade de fazê-lo, até o dia do pedido; ou comprovação de renúncia da vítima ou novação da dívida Importante: o estado de pobreza, em acepção jurídica, justifica a dispensa da reparação do dano. 4/2102/04/2025, 15:34 UNIP Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. Requisitos subjetivos a) domicílio no país (94, II) necessário que o condenado tenha tido domicílio no País no prazo de 2 (dois) anos, a contar do cumprimento ou extinção da pena. b) bom comportamento público e privado o condenado, no prazo de 2 (dois) anos após a extinção da pena, deve ter apresentado bom comportamento, de forma efetiva e constante. Importante: o bom comportamento não deve estar limitado aos 2 (dois) anos seguintes à extinção da pena, mas deve acompanhar o condenado em todo o período, como sinal de regeneração do condenado Procedimento para a reabilitação procedimento relativo à reabilitação criminal está previsto nos arts. 743 e seguintes do Código de Processo Penal: Art. 743. A reabilitação será requerida ao juiz da condenação, após o decurso de quatro ou oito anos, pelo menos, conforme se trate de condenado ou reincidente, contados do dia em que houver terminado a execução da pena principal ou da medida de segurança detentiva, devendo o requerente indicar as comarcas em que haja residido durante aquele tempo. Art. 744. requerimento será instruído com: I - certidões comprobatórias de não ter o requerente respondido, nem estar respondendo a processo penal, em qualquer das comarcas em que houver residido durante o prazo a que se refere o artigo anterior; II atestados de autoridades policiais ou outros documentos que comprovem ter residido nas comarcas indicadas e mantido, efetivamente, bom comportamento; III atestados de bom comportamento fornecidos por pessoas a cujo serviço tenha estado; IV quaisquer outros documentos que sirvam como prova de sua regeneração; 5/2102/04/2025, 15:34 UNIP Universidade Paulista : DisciplinaOnline Sistemas de conteúdo online para Alunos. V - prova de haver ressarcido o dano causado pelo crime ou persistir a impossibilidade de fazê-lo. Art. 745. O juiz poderá ordenar as diligências necessárias para apreciação do pedido, cercando-as do sigilo possível e, antes da decisão final, ouvirá o Ministério Público. Art. 746. Da decisão que conceder a reabilitação haverá recurso de ofício. Art. 747. A reabilitação, depois de sentença irrecorrível, será comunicada ao Instituto de Identificação e Estatística ou repartição congênere. Art. 748. A condenação ou condenações anteriores não serão mencionadas na folha de antecedentes do reabilitado, nem em certidão extraída dos livros do juízo, salvo quando requisitadas por juiz criminal. Art. 749. Indeferida a reabilitação, o condenado não poderá renovar o pedido senão após o decurso de dois anos, salvo se o indeferimento tiver resultado de falta ou insuficiência de documentos. Art. 750. A revogação de reabilitação (Código Penal, art. 120) será decretada pelo juiz, de ofício ou a requerimento do Ministério Público. Competência (art. 743 CPP) É competente o juízo de conhecimento (responsável pela condenação) e não o juízo da execução criminal competente. Legitimidade (art. 93 CP) Somente o condenado tem legitimidade para requerer a reabilitação, representado por quem tenha habilitação para postular em juízo (advogado constituído ou dativo ou defensor público) Assim, em caso de falecimento do condenado, sucessores ou herdeiros não o sucederão no procedimento porque não mais subsistirá a necessidade de reinserção social do condenado. Instrução (art. 744 CPP) pedido de reabilitação deve ser instruído com certidões, atestados e quaisquer outros documentos que comprovem a regeneração do reabilitando, além de provar o ressarcimento do dano causado pelo crime ou a real impossibilidade de fazê-lo. Reexame necessário - (art. 746 CPP) deferimento do pedido de reabilitação criminal provoca o reexame necessário outrora denominado recurso de ofício ou seja, a análise da sentença por órgão jurisdicional hierarquicamente superior. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 6/2102/04/2025, 15:34 UNIP Universidade Paulista : DisciplinaOnline Sistemas de conteúdo online para Alunos. Quanto ao indeferimento, dele cabe recurso de apelação (art. 593, II, do CPP). Efeitos da reabilitação a) assegurar o sigilo dos registros referentes ao processo e à condenação. Como já observado acima, o sigilo é relativo, pois não alcança o juízo criminal, que pode solicitar informações (art. 748 CPP) b) excluir os efeitos secundários da condenação (art. 93, parágrafo único, do CP), desde que aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública; ou quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos. Hipóteses Perda de cargo, função pública ou mandato eletivo (art. 92, I) Importante destacar que o interessado jamais será reintegrado, ou seja, a partir do deferimento da reabilitação, ele poderá ser prestado novo concurso, receber nova nomeação. Incapacidade para o exercício do poder familiar, da tutela ou da curatela (art. 92, II) Nos crimes dolosos sujeitos à pena de reclusão cometidos contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro descendente ou contra tutelado ou curatelado. Importante frisar que a reabilitação jamais será restabelecida em face da pessoa sobre a qual o reabilitado perdeu tal poder Inabilitação para dirigir veículo, quando utilizado como meio para a prática de crime doloso (art. 92, III) Importante ressaltar que a inabilitação para dirigir veículo automotor é imposta para crimes de trânsito praticados de forma intencional. Revogação - art. 95 CP Art. 95 - A reabilitação será revogada, de ofício ou a requerimento do MP, se o reabilitado for condenado, como reincidente, por decisão def, a pena que não seja de multa. 7/21

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