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CENTRO DE PROFISSIONALIZAÇÃO E EDUCAÇÃO TÉCNICA MARIA SARAH NUNES MOURA PREVENÇÃO DE ACIDENTES POR FALTA DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA EM EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS: CONCEITOS E ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO DE PLANOS DE MANUTENÇÃO MANUS - AM 2024 MARIA SARAH NUNES MOURA PREVENÇÃO DE ACIDENTES POR FALTA DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA EM EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS: CONCEITOS E ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO DE PLANOS DE MANUTENÇÃO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Trabalho de Conclusão de Curso - Segurança do Trabalho, da Centro de Profissionalização e Educação Técnica, como requisito parcial para a Obtenção do grau de Bacharel em Trabalho de Conclusão de Curso - Segurança do Trabalho. Orientador: TUTORA ADA MANUS - AM 2024 MARIA SARAH NUNES MOURA PREVENÇÃO DE ACIDENTES POR FALTA DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA EM EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS: CONCEITOS E ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO DE PLANOS DE MANUTENÇÃO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Trabalho de Conclusão de Curso - Segurança do Trabalho, da Centro de Profissionalização e Educação Técnica, como requisito parcial para a Obtenção do grau de Bacharel em Trabalho de Conclusão de Curso - Segurança do Trabalho. Manaus, 23 de setembro de 2024. BANCA EXAMINADORA __________________________________ Prof. Dr. .............. Universidade .............. __________________________________ Prof. Dr. .............. Universidade .............. __________________________________ Prof. Dr. .............. Universidade .............. RESUMO Este trabalho trata da importância da manutenção preventiva em equipamentos industriais, com foco na prevenção de acidentes e na promoção da segurança no trabalho. O estudo aborda desde os conceitos fundamentais de manutenção preventiva até a elaboração e implementação de um plano de manutenção, destacando sua contribuição para a saúde e integridade física dos trabalhadores. A pesquisa é baseada na Norma Regulamentadora NR-12 e na NBR 5462 da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, que fornecem diretrizes essenciais para a segurança e funcionamento adequado dos equipamentos industriais. Ao longo dos capítulos, são explicados os principais tipos de manutenção preventiva, como a baseada no tempo, no uso e a preditiva, além de explorar a relação com a curva de potencial de falha (PF) para identificar os equipamentos mais críticos. O estudo também aponta os impactos negativos da falta de manutenção, que incluem riscos à saúde dos trabalhadores e prejuízos financeiros para as empresas, além das penalidades legais envolvidas. As vantagens da manutenção preventiva, como a redução de custos e a prevenção de acidentes, são destacadas, assim como as etapas para a implementação eficaz de um plano de manutenção. Palavras-chave: Manutenção preventiva; Segurança do trabalho; Prevenção de acidente; Equipamentos industriais. ABSTRACT This paper addresses the importance of preventive maintenance in industrial equipment, focusing on accident prevention and the promotion of workplace safety. The study covers everything from fundamental concepts of preventive maintenance to the development and implementation of a maintenance plan, highlighting its contribution to the health and physical integrity of workers. The research is based on the Regulatory Standard NR-12 and NBR 5462 from ABNT, which provide essential guidelines for the safety and proper functioning of industrial equipment. Throughout the chapters, the main types of preventive maintenance are explained, such as time- based, usage-based, and predictive maintenance, along with an exploration of the relationship with the potential failure curve (PF) to identify the most critical equipment. The study also highlights the negative impacts of lack of maintenance, which include risks to workers' health, financial losses for companies, and the legal penalties involved. The benefits of preventive maintenance, such as cost reduction and accident prevention, are emphasized, as well as the steps for effectively implementing a maintenance plan. Keywords: Preventive maintenance; Work safety; Accident prevention; Industrial equipment. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . LISTA DE IMAGEMS Imagem 1 — Gráfico da Curva de PF (Potencial de falhas) 12 Imagem 2 — Níveis de dificuldade de tarefas de manutenção 21 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2.1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.4 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . SUMÁRIO CONCEITO DE MATUTENÇÃO PREVENTIVA 8 TIPOS DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA 9 MANUTENÇÃO PREVENTIVA BASEADA NO USO (UBMA) 9 Vantagens da manutenção baseada no uso (UBM) 9 MANUTENÇÃO BASEADA NO TEMPO (TBM) 10 Vantagens da manutenção baseada no tempo (TBM) 10 NR 12 E MANUTENÇÃO PREVENTIVA 11 RELAÇÃO ENTRE A CURVA PF E A MANUTENÇÃO PREVENTIVA 12 IMPACTOS DA FALTA DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA 14 RISCO À INTEGRIDADE FÍSICA DOS TRABALHADORES 14 IMPACTOS FINANCEIROS 14 MULTAS E PENALIDADES 15 VANTAGENS DA MANUTENÇÃOPREVENTIVA 18 REDUÇÃO DE CUSTOS 18 AUMENTO DA VIDA ÚTIL E QUALIDADE DOS EQUIPAMENTOS 18 PREVENÇÃO DE ACIDENTES 18 PLANO DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA 20 ANÁLISE E PLANEJAMENTO INICIAL 20 GERENCIAR PRIORIDADES E RECURSOS 21 ELABORAÇÃO DO CRONOGRAMA DE MANUTENÇÃO 22 INDICADORES-CHAVE DE DESEMPENHO (KPIS) 23 CONCLUSÃO 25 REFERÊNCIAS 26 INTRODUÇÃO A manutenção preventiva é uma prática essencial na indústria, cujo objetivo é garantir o funcionamento contínuo e seguro de máquinas e equipamentos. Ela envolve inspeções periódicas, ajustes e reparos antes que ocorram falhas, visando minimizar o risco de acidentes e interrupções inesperadas. Existem diferentes tipos de manutenção preventiva, como a baseada no tempo, no uso e a preditiva, cada uma projetada para atender às necessidades específicas de cada equipamento. Essa prática não apenas garante a eficiência operacional, mas também contribui para a integridade física e a segurança dos trabalhadores. A NBR 5462 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, define a manutenção preventiva como uma ação realizada de forma planejada, antes que ocorra qualquer falha nos equipamentos, com o objetivo de evitar a parada inesperada e reduzir custos de reparo. Já a Norma Regulamentadora NR-12 estabelece medidas de segurança no trabalho com máquinas e equipamentos, reforça a importância da manutenção preventiva ao exigir a implementação de planos de manutenção regulares. Essa norma visa prevenir acidentes e garantir o funcionamento seguro dos equipamentos industriais. Além disso, a curva de PF (Potencial de Falha) é uma ferramenta crucial na identificação de equipamentos com maior risco de falha, permitindo uma intervenção antes que esses problemas impactem a produção ou causem acidentes. A falta de manutenção preventiva pode ter consequências graves, como o aumento do risco de acidentes, lesões aos trabalhadores, e até mesmo impactos financeiros, tanto para as empresas quanto para a sociedade. Penalidades legais, interrupção das operações e aumento dos custos de reparo emergencial também são problemas que podem surgir. Em contrapartida, a manutenção preventiva traz várias vantagens, tanto para as empresas quanto para a sociedade. Para as empresas, ela reduz custos operacionais, aumenta a vida útil dos equipamentos, previne acidentes e garante a conformidade com a legislação, evitando multas. Para a sociedade, a redução de acidentes de trabalho gera menor pressão sobre os sistemas de saúde e previdência social. Por fim, a implementação de um plano de manutenção preventiva eficaz consiste em estabelecer um cronograma de inspeções e manutenções regulares, com base nas necessidades de cada equipamento. Quando bem implementado, esse plano aumenta a eficiência da operação, diminui o tempo de inatividade das máquinas e contribui para um ambiente de trabalho mais seguro e produtivo. 7 1 CONCEITO DE MATUTENÇÃO PREVENTIVA De acordo com a NBR 5462 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), a manutenção preventiva é a manutenção efetuada em intervalos predeterminados, ou de acordo com critérios prescritos, destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item. Diferente da manutenção corretiva, que é feita após a ocorrência de um defeito, a manutenção preventiva busca atuar proativamente, garantindo que os equipamentos estejam sempre em condições ideais de funcionamento. O conceito parte do princípio de que é mais econômico e seguro prevenir problemas do que corrigir falhas que podem resultar em interrupções da produção, acidentes de trabalho ou até mesmo em grandes perdas financeiras. A manutenção é realizada de forma programada, com base no tempo de uso, ciclos operacionais ou recomendações do fabricante, para evitar falhas e garantir a continuidade da produção sem interrupções inesperadas. Além de inspeções regulares, ela envolve a substituição de peças sujeitas a desgaste, como rolamentos e filtros, antes que causem problemas maiores. O monitoramento contínuo dos equipamentos, por meio de inspeções ou tecnologias como sensores, permite a detecção antecipada de problemas, garantindo intervenções rápidas e eficazes, prevenindo falhas catastróficas e melhorando a segurança e a eficiência operacional. Por fim, a manutenção preventiva ajuda a reduzir os custos operacionais de uma empresa, pois, embora tenha um custo inicial de planejamento e execução, ela evita gastos emergenciais com reparos, substituições e, em casos mais graves, com indenizações ou multas decorrentes de acidentes. 8 2 TIPOS DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA 2.1 MANUTENÇÃO PREVENTIVA BASEADA NO USO (UBMA) Manutenção Baseada no Uso (UBM) é uma modalidade de manutenção preventiva que se baseia no monitoramento do tempo de operação de um equipamento. Ao acompanhar o tempo de atividade e inatividade, os gestores conseguem determinar quando a máquina precisa de intervenção, considerando as horas de uso acumuladas, em vez de seguir apenas um calendário fixo Para implementar a UBM de forma eficaz, é essencial que os gestores de manutenção tenham acesso a informações precisas, como: Uso médio diário: Quantas horas por dia o equipamento está em operação; Data de vencimento: Quando a próxima manutenção ou inspeção está prevista com base nas horas de uso; Diagnóstico do operador: Relatórios e feedbacks fornecidos por quem usa o equipamento diariamente; Sistema de monitoramento online: O uso de tecnologias que permitem o acompanhamento remoto em tempo real das condições operacionais 2.1.1 Vantagens da manutenção baseada no uso (UBM) Aumento da vida útil dos equipamentos: Ao realizar a manutenção com base nas horas de uso, evita-se o desgaste excessivo, prolongando a durabilidade dos ativos. Maior disponibilidade dos equipamentos: A manutenção é realizada no momento exato, evitando paradas desnecessárias e garantindo que as máquinas estejam disponíveis quando necessário. Decisões mais inteligentes: Com dados precisos sobre o uso dos equipamentos, os gestores podem fazer um planejamento mais eficiente e tomar decisões embasadas para otimizar recursos e reduzir custos. A UBM permite um controle mais preciso do ciclo de vida dos equipamentos, resultando em uma manutenção que atende às necessidades operacionais de maneira mais eficaz e econômica. 9 2.2 MANUTENÇÃO BASEADA NO TEMPO (TBM) A manutenção baseada no tempo (TBM) é uma abordagem de manutenção preventiva que segue um cronograma fixo para a realização de inspeções e reparos, independentemente de como o equipamento esteja operando no momento. Esse cronograma pode ser baseado em períodos específicos, como meses ou anos, definidos de acordo com as recomendações do fabricante ou a experiência da equipe de manutenção. Por exemplo, se uma máquina necessita de manutenção a cada seis meses, a intervenção será feita nesse intervalo, mesmo que o equipamento não apresente sinais evidentes de falha. Para implementar a manutenção periódica, é necessário considerar as prioridades de cada máquina no setor industrial, os ciclos de manutenção de cada equipamento e o momento adequado para realizar os serviços. Dessa forma, os gestores garantem que a manutenção ocorra no tempo certo, evitando paradas inesperadas ou falhas críticas. 2.2.1 Vantagens da manutenção baseada no tempo (TBM) Custos reduzidos: Como as intervenções são programadas com antecedência, há mais tempo para planejar as atividades de manutenção e negociar preços de peças ou serviços, evitando gastos emergenciais. Facilidade de aplicação: O planejamento é simples, uma vez que o cronograma é predefinido, tornando o processo mais gerenciável para os responsáveis pela manutenção. Previsibilidade: Ao seguir um cronograma fixo, os gestores conseguem prever quando as máquinas precisarão de manutenção, o que facilita o planejamento da produção e evita interrupções inesperadas. A manutenção baseada no tempo é amplamente utilizada por sua simplicidade e eficácia em manter os equipamentos em boas condições de operação, promovendoa longevidade das máquinas e a segurança no ambiente de trabalho. 10 3 NR 12 E MANUTENÇÃO PREVENTIVA A NR 12 - SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS é uma norma regulamentadora que estabelece medidas de proteção para resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores e estabelece requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e doenças do trabalho nas fases de projeto e de utilização de máquinas e equipamentos. Ela exige que as empresas implementem um plano de manutenção preventiva e destaca a importância dela como um componente essencial das medidas de seguranç Essa manutenção deve ser realizada de forma regular e preventiva, com o objetivo de evitar falhas que possam comprometer a segurança durante a operação. A NR-12 também estabelece a importância de garantir que os profissionais responsáveis pela manutenção sejam adequadamente treinados, para que possam executar o trabalho de forma segura e eficiente. Esses procedimentos garantem que os riscos de acidentes sejam minimizados, protegendo tanto os operadores quanto os demais colaboradores que possam ser impactados por falhas nos equipamentos. Além disso, a NR-12 exige que todas as manutenções realizadas sejam registradas em um sistema de controle, que pode ser um livro, ficha ou sistema informatizado. Esses registros devem incluir informações detalhadas sobre as intervenções, como o tipo de serviço realizado, a data e as ações executadas. O acesso a esses registros deve ser permitido a todos os trabalhadores envolvidos na operação, bem como à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, ao Serviço de Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT e à Auditoria Fiscal do Trabalho, garantindo transparência e controle sobre as condições de manutenção dos equipamentos. O descumprimento da NR-12 pode resultar em multas e até na interdição de máquinas ou do próprio estabelecimento. Além das sanções financeiras, a negligência na manutenção preventiva pode expor a empresa a riscos legais e trabalhistas, especialmente em casos de acidentes. Isso demonstra que a observância da NR-12 não apenas protege os trabalhadores, mas também é vital para a viabilidade e conformidade legal das operações industriais. 11 4 RELAÇÃO ENTRE A CURVA PF E A MANUTENÇÃO PREVENTIVA A curva de PF (potential failure em inglês, ou potencial de falha em português) é uma ferramenta de analise de dados amplamente utilizada na gestão de manutenção de equipamentos e sistemas industriais. Ela permite uma visão mais clara do potencial de falha de um equipamento ao longo do tempo ajudando a identificar quando é necessário realizar manutenção preventiva ou corretiva. Seu objetivo é analisar a taxa de falha de um equipamento ao longo do tempo e identificar os pontos críticos em que ele pode apresentar defeitos ou perder desempenho. Isso permite que os gestores de manutenção possam estabelecer planos de manutenção preventiva ou corretiva de forma mais eficiente e eficaz. Vale ressaltar ainda que a curva PF também ajuda a estabelecer a vida útil dos equipamentos e a determinar o momento ideal para a substituição ou modernização, possibilitando uma gestão mais eficiente do ciclo de vida dos ativos. A curva PF é um gráfico que representa o comportamento de um ativo antes que realmente falhe. Ela é composta por dois eixos principais, um representando a performance e outro o tempo. O objetivo é demonstrar o desempenho de um determinado equipamento em relação à sua durabilidade. No gráfico, você encontra dois pontos principais: o P e o F: O ponto P refere-se à falha de potência, ou seja, o momento em que o equipamento começa a perder performance; O ponto F é a falha funcional, quando o equipamento se torna incapaz de desempenhar suas funções no processo de produção Imagem 1 — Gráfico da Curva de PF (Potencial de falhas) Fonte: modularcursos.com/. 12 O intervalo entre o ponto P e o ponto F é o intervalo PF, que é o intervalo entre a falha potencial e a falha funcional. A curva PF é calculada a partir da identificação dos equipamentos críticos, definição de intervalos de manutenção, priorização de recursos, planejamento de investimentos e monitoramento contínuo. Existem alguns sinais que identificam o ponto em que o equipamento começa a perder desempenho, apresentando falhas potenciais. Por exemplo, uma impressora de alta produção pode apresentar problemas com: a alimentação de papel, como atolamentos de papel, papel preso ou rasgado; a qualidade de impressão, como linhas ou manchas na impressão, impressão desalinhada ou desbotada. 13 5 IMPACTOS DA FALTA DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA 5.1 RISCO À INTEGRIDADE FÍSICA DOS TRABALHADORES A falta de manutenção preventiva coloca diretamente em risco a segurança dos trabalhadores. Equipamentos desgastados ou mal ajustados podem falhar durante a operação, expondo os operadores a perigos como cortes, esmagamentos, quedas de peças ou incêndios causados por falhas elétricas. Dispositivos de segurança, como botões de emergência e sensores, podem não funcionar corretamente, elevando a possibilidade de acidentes graves. A negligência na manutenção das máquinas compromete a proteção de quem trabalha diretamente com elas, aumentando as chances de acidentes fatais ou lesões permanentes. Máquinas e equipamentos são os principais causadores de acidentes de trabalho no Brasil, respondendo por 15% do total registrados entre 2012 e 2021. Somente este grupo respondeu por 734.786 ocorrências no período – uma média de 200 acidentes por dia. Os dados são do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em cooperação com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). As estatísticas fornecidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério da Saúde revelam a gravidade dos acidentes provocados pela falta de manutenção adequada de máquinas e equipamentos. Entre 2012 e 2021, os acidentes com esses equipamentos resultaram em 2.756 mortes, representando 12% dos casos fatais no período. Além disso, os acidentes com máquinas têm uma frequência 15 vezes maior de provocar amputações e outras lesões graves em comparação com outras causas de acidentes, e geram três vezes mais mortes do que a média geral. Esses números reforçam a importância de práticas como a manutenção preventiva para proteger os trabalhadores e reduzir o risco de incidentes fatais. 5.2 IMPACTOS FINANCEIROS Os custos associados a esses acidentes são imensos. De 2012 a 2018, as despesas com afastamentos acidentários custaram R$ 732 milhões à Previdência Social, e o Brasil perdeu mais de 14 milhões de dias de trabalho devido a afastamentos provocados por acidentes com máquinas. Esses dados demonstram 14 que, além das consequências para a saúde e a segurança dos trabalhadores, a falta de manutenção e o descumprimento de normas de segurança geram impactos financeiros diretos, tanto para as empresas quanto para a sociedade, devido à necessidade de afastamentos prolongados e tratamentos médicos. Segundo Pastore (1998), é comprovado que para cada um real gasto com o pagamento de benefícios previdenciários, a sociedade paga quatro reais, pois há necessidade de gastos com saúde, horas de trabalho perdidas, reabilitação profissional, custos administrativos, destruição de equipamentos e materiais, interrupção da produção, o re-treinamento da mão de obra, a substituição de trabalhadores, o pagamento de horas extras, o salário pago aos trabalhadores afastados, dentre outros. Esses gastos elevam a um custo total para o país de aproximadamente 33 bilhões de reais por ano. Tais valores limitam-se aos custos econômicos e não incluem aqueles decorrentes dos impactos emocionais e familiares, dificilmente mensuráveis. Já os custos menos óbvios, segundo Pastore (1998), passam a ser o adicional que os trabalhadores exigem para trabalhar em condições perigosas, o pagamento de altos prêmios de seguros, a degradação da imagem da empresa e as ações por danos morais. “Aoafetar o custo de produção, os acidentes e doenças do trabalho forçam as empresas a elevar os preços dos bens e serviços que produzem, o que pode gerar inflação ou sabotar a sua capacidade de competir, o que compromete a sua saúde econômica, a receita tributária e o desempenho da economia como um todo”, diz Pastore. 5.3 MULTAS E PENALIDADES Acidente de trabalho, de acordo com o Art. 2º da lei Nº 6.367, de 19 de outubro de 1976 que dispõe sobre o seguro de acidentes de trabalho, é aquele que ocorrer pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, ou perda, ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. As empresas que negligenciam as normas de segurança no trabalho, estão sujeitas a diversas multas e penalidades legais. Essas sanções variam de acordo com a gravidade da infração, o número de trabalhadores expostos ao risco, a reincidência e as consequências dos acidentes. A seguir estão as principais multas e penalidades previstas pela legislação brasileira: Responsabilidade Administrativa: O não cumprimento das NRs , leva a multas 15 aplicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Essas multas variam conforme a gravidade da infração e podem ser bastante elevadas. Além disso, o MTE pode embargar obras ou interditar estabelecimentos, máquinas ou equipamentos que não estejam em conformidade com as normas de segurança. Tais ações podem paralisar atividades produtivas, resultando em prejuízos financeiros significativos. Responsabilidade Trabalhista: Os empregadores podem ser obrigados a pagar adicionais de insalubridade e periculosidade quando os trabalhadores estão expostos a condições de trabalho prejudiciais à saúde ou perigosas. Além disso, a falta de cumprimento das NRs pode resultar em estabilidade provisória para o trabalhador acidentado, o que garante ao empregado o direito de permanecer no emprego enquanto se recupera. Outras consequências incluem ações civis públicas movidas por sindicatos ou pelo Ministério Público, e a necessidade de celebrar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para corrigir irregularidades. Responsabilidade Previdenciária: A Previdência Social pode entrar com uma ação regressiva acidentária (Art. 120 da Lei n. 8.213/91) contra o empregador. Essa ação busca recuperar os valores pagos a trabalhadores em decorrência de acidentes de trabalho, quando o empregador não cumpriu suas obrigações de segurança. Responsabilidade Civil: Em termos de responsabilidade civil, o empregador pode ser responsável por despesas com tratamento médico, lucros cessantes (perda de renda do trabalhador durante o período de recuperação), e danos estéticos resultantes de acidentes de trabalho. Em casos graves, onde o acidente resulta na morte do trabalhador, a empresa pode ser condenada a pagar pensão vitalícia para os dependentes do falecido, além de danos emergentes, danos morais e uma pensão mensal para a família. Responsabilidade Tributária: O não cumprimento das NRs pode levar ao aumento da alíquota do SAT (Seguro de Acidente de Trabalho), também conhecido como Fator Acidentário de Prevenção (FAP). O aumento da alíquota reflete o maior índice de acidentes e pode resultar em custos adicionais significativos para a empresa. Responsabilidade Criminal: No âmbito criminal, as penalidades podem variar de acordo com a gravidade da infração. Se a empresa descumprir as normas de segurança sem causar danos, pode haver uma infração penal (Art. 19, §2º da Lei 8.213/91). Se o descumprimento resulta em risco ou perigo à saúde ou à vida dos trabalhadores, pode configurar um crime de perigo (Art. 132 do Código Penal). Em casos onde o descumprimento das normas resulta em lesão corporal, pode haver uma acusação de lesão corporal (Art. 129, §6º do Código Penal). Finalmente, se o 16 acidente causado pela falta de manutenção resulta em morte, o empregador pode enfrentar uma acusação de homicídio (Art. 121 do Código Penal). Essas sanções demonstram a importância de manter máquinas e equipamentos em perfeitas condições de uso e a necessidade de cumprir rigorosamente as normas de segurança, como a NR-12, para evitar penalidades severas, tanto para a empresa quanto para seus gestores. 17 6 VANTAGENS DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA 6.1 REDUÇÃO DE CUSTOS A manutenção preventiva permite identificar falhas não aparentes nos equipamentos que, se não corrigidas, podem levar a um consumo excessivo de recursos ou energia. Detectar esses problemas antecipadamente possibilita uma intervenção antes que se tornem críticos, o que evita gastos maiores com reparos de emergência. Além disso, ao ser planejada, a manutenção preventiva dá mais tempo para a empresa pesquisar preços e fornecedores de peças, resultando em economia na compra de componentes. Outro ponto importante é a redução de horas extras, que são comuns nas manutenções corretivas realizadas de maneira emergencial 6.2 AUMENTO DA VIDA ÚTIL E QUALIDADE DOS EQUIPAMENTOS Manter os equipamentos em bom estado de funcionamento por meio de manutenções regulares prolonga sua vida útil. Ao garantir que as máquinas operem dentro de suas especificações, a empresa evita desgastes prematuros e falhas que poderiam inutilizar os ativos de forma antecipada. Além disso, os equipamentos mantidos em boas condições produzem com maior qualidade, melhorando o desempenho geral da operação e os resultados obtidos com sua utilização. 6.3 PREVENÇÃO DE ACIDENTES Um dos aspectos mais importantes da manutenção preventiva é a segurança. Falhas em máquinas e equipamentos podem gerar desde interrupções na produção até graves acidentes que colocam em risco a integridade dos colaboradores, o meio ambiente e a comunidade ao redor. A manutenção preventiva minimiza esses riscos ao garantir que os equipamentos funcionem corretamente e dentro dos padrões de segurança, prevenindo assim situações que possam colocar em perigo a vida dos trabalhadores e gerar complicações legais e financeiras para a empresa. Esses benefícios demonstram que a manutenção preventiva desempenha um papel crucial em diversos aspectos da gestão empresarial. Ela garante a eficiência operacional, pois reduz falhas inesperadas e otimiza o desempenho dos 18 equipamentos, minimizando paradas não planejadas. Além disso, ela assegura a segurança no ambiente de trabalho, prevenindo acidentes que poderiam colocar em risco a saúde e a vida dos colaboradores. Por fim, a manutenção preventiva contribui para a sustentabilidade financeira das empresas, já que reduz custos com reparos emergenciais, prolonga a vida útil dos ativos e evita gastos inesperados com acidentes e indenizações. 19 7 PLANO DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA A manutenção preventiva é uma prática fundamental para assegurar o funcionamento contínuo e eficiente de máquinas e equipamentos industriais, prevenindo paradas inesperadas que podem gerar perdas financeiras significativas e comprometer a produtividade. O principal objetivo é garantir que os equipamentos operem em sua capacidade máxima durante o maior tempo possível, minimizando interrupções e prolongando a vida útil dos ativos. Para que esse plano seja eficaz, é necessário seguir uma série de estratégias que ajudem a identificar, monitorar e corrigir falhas potenciais antes que se tornem problemas críticos. A seguir, exploraremos os elementos essenciais que compõem um plano de manutenção preventiva eficaz, assim como as etapas para sua elaboração 7.1 ANÁLISE E PLANEJAMENTO INICIAL A análise e planejamento inicial são etapas cruciais para a implementação bem-sucedida da manutenção preventiva. Esse processo envolve uma avaliação detalhada dos equipamentos, com o objetivo de entender as necessidades específicas de cada um e estabelecer um plano eficaz. A consulta às recomendações dos fabricantes é fundamental, pois oferece informações valiosas sobre os ciclos de manutenção sugeridos, peças com desgaste programado e orientações para o funcionamentoideal dos equipamentos. Além disso, fatores ambientais e operacionais, como temperatura, umidade e carga de trabalho, devem ser considerados, uma vez que esses elementos podem influenciar diretamente o desempenho e a vida útil das máquinas. A análise dos históricos de falhas e reparos permite identificar padrões recorrentes e pontos críticos que precisam ser abordados. Outro passo importante é entrevistar a equipe de manutenção e os operadores, que têm experiência prática com os equipamentos e podem fornecer insights valiosos sobre os desafios diários, facilitando a identificação de problemas que nem sempre são detectáveis pelos registros formais ou sensores automáticos. 20 7.2 GERENCIAR PRIORIDADES E RECURSOS Gerenciar prioridades e recursos na manutenção preventiva envolve transformar os objetivos definidos em ações práticas de curto prazo, levando em conta o tempo e os recursos disponíveis. Isso começa com a priorização dos ativos mais críticos, que são aqueles cujas falhas têm maior impacto na produção e na segurança. Com isso em mente, o próximo passo é organizar as tarefas de manutenção de acordo com a complexidade e o nível de habilidade necessário para executá-las, garantindo que o uso da mão de obra e dos recursos seja eficiente. Para isso, as tarefas de manutenção são divididas em cinco níveis, com base na dificuldade e no tipo de intervenção necessária: Imagem 2 — Níveis de dificuldade de tarefas de manutenção Fonte: blog.infraspeak.com. A maioria das tarefas de manutenção preventiva encontra-se nos níveis 1 a 3. Tarefas de nível 1 são as mais simples e podem ser realizadas pelos próprios operadores do equipamento ou pela equipe interna de manutenção. Já as tarefas de nível 2 e nível 3 são mais complexas e, geralmente, exigem a contratação de empresas especializadas por meio de contratos de manutenção (outsourcing). Isso envolve atividades que requerem habilidades específicas ou equipamentos de diagnóstico avançados. Os níveis 4 e 5 são destinados a manutenções de maior complexidade, normalmente associadas a equipamentos pesados ou situações de reparo emergencial. O ideal é evitar que as operações cheguem a esse ponto, já que manutenções em níveis mais altos exigem mais tempo, recursos e podem causar 21 paradas prolongadas na produção. Portanto, o foco da manutenção preventiva deve ser manter as intervenções nos níveis mais baixos, garantindo que os problemas sejam resolvidos antes de se tornarem críticos. 7.3 ELABORAÇÃO DO CRONOGRAMA DE MANUTENÇÃO Uma vez feito a análise e planejamento inicial, gerenciado prioridades e recursos, é hora de definir um cronograma para a execução das atividades de manutenção preventiva. O cronograma deve ser baseado na frequência recomendada para cada tarefa, levando em consideração as especificações dos fabricantes, as condições operacionais e as necessidades específicas de cada equipamento. Isso inclui identificar as manutenções que precisam ser feitas com mais frequência, especialmente para máquinas de uso intenso ou com peças sensíveis a desgastes mais rápidos. É importante estabelecer uma periodicidade clara para cada tarefa de manutenção. Isso dependerá de alguns parâmetros, como: • características do tipo de maquinário (alguns demandam manutenções mais recorrentes, outros, mais espaçadas); • intensidade do uso (máquinas que sejam mais utilizadas tendem a se desgastar mais recorrentemente); • desgaste das peças (peças mais sensíveis tendem a necessitar de mais cuidados recorrentes). O cronograma deve especificar claramente os horários de execução das manutenções, preferencialmente fora do horário de pico, ou em momentos de baixa demanda, para minimizar interrupções na produção e evitar prejuízos. Nos casos em que não seja possível parar os equipamentos fora do expediente, é essencial planejar essas intervenções com o menor impacto possível nas operações. Além disso, o cronograma deve designar responsáveis específicos por cada tarefa de manutenção em diferentes setores. Isso permite que, em caso de não conformidades ou problemas, os gestores saibam a quem recorrer para garantir que as atividades sejam realizadas corretamente. A criação de uma checklist para cada equipamento é outro ponto importante, pois facilita o trabalho dos responsáveis pela manutenção preventiva. Essa checklist deve incluir itens como os componentes que precisam ser verificados, os insumos utilizados, o estado da máquina antes e depois do reparo, e outros detalhes que ajudem a manter um controle rigoroso sobre as condições dos equipamentos. 22 Essa organização detalhada não só ajuda na visualização rápida da situação dos equipamentos, mas também reduz o risco de erros durante a execução da manutenção, além de fornecer um histórico valioso para futuras intervenções e ajustes no cronograma. 7.4 INDICADORES-CHAVE DE DESEMPENHO (KPIS) Os KPIs de produtividade, ou Key Performance Indicators, são fundamentais para medir a eficácia e a eficiência das atividades de manutenção preventiva, oferecendo uma visão objetiva do desempenho da equipe e dos equipamentos. Na manutenção preventiva, esses indicadores ajudam a verificar se o plano está sendo executado conforme o esperado, permitindo ajustes e melhorias contínuas. Aqui estão alguns exemplos de KPIs relevantes: Tempo Médio Entre Falhas (MTBF): Esse KPI mede o intervalo médio entre as falhas de um equipamento. Um MTBF alto indica que o equipamento está operando por longos períodos sem apresentar problemas, refletindo uma boa manutenção e operação. Tempo Médio para Reparo (MTTR): Esse indicador quantifica o tempo necessário para realizar o conserto de um equipamento. Ele é essencial para avaliar a rapidez e eficiência das ações de manutenção em restabelecer a operação dos ativos. Disponibilidade dos Equipamentos: Mede o percentual de tempo em que os equipamentos estão disponíveis para uso em relação ao tempo total. Esse KPI reflete o impacto da manutenção na capacidade produtiva da empresa, sendo crucial para evitar interrupções prolongadas. Confiabilidade do Ativo: Avalia a capacidade de um equipamento em operar sem falhas ou interrupções. Quanto mais confiável o ativo, menor será a necessidade de manutenções corretivas, indicando que as ações preventivas estão funcionando. Cumprimento do Cronograma: Verifica o grau de adesão às datas e prazos estabelecidos no cronograma de manutenção. Um alto índice de cumprimento mostra que a equipe está seguindo o plano preventivo de forma eficaz, o que é essencial para evitar falhas inesperadas. Custos de Manutenção: Monitora os gastos financeiros associados à manutenção preventiva. Manter os custos sob controle é importante para equilibrar o investimento em prevenção e o retorno obtido em termos de redução de paradas e 23 falhas. Cumprimento dos Planos de Manutenção Preventiva (MP): Verifica se as atividades planejadas no plano de manutenção preventiva estão sendo executadas conforme previsto. Esse KPI é um indicador direto de disciplina operacional e adesão ao planejamento. Ao estabelecer metas específicas para cada um desses KPIs e monitorá-los regularmente, é possível obter uma visão clara sobre o desempenho do plano de manutenção preventiva. Isso facilita a identificação de áreas que precisam de ajustes, como o aumento na frequência de manutenções para reduzir falhas ou a melhoria na eficiência dos reparos para reduzir o MTTR. Além disso, a análise dos KPIs permite uma avaliação contínua, promovendo uma cultura de melhoria contínua e assegurando que as práticas de manutenção estejam sempre otimizadas para aumentar a produtividade e reduzir custos. 24 8 CONCLUSÃO Neste trabalho, evidenciamos que a manutenção preventiva é essencial para garantir a segurança nas atividades da indústria de base. Ao assegurar que os equipamentos operem com eficiência, essa prática não apenas maximiza o desempenho sob demandas elevadas, mas também contribui para a entrega de produtos de qualidade dentro dos prazos estabelecidos.Além disso, abordamos como a implementação consciente e planejada da manutenção preventiva eleva o nível de produtividade e sustentabilidade de um negócio. Os resultados obtidos corroboram os objetivos deste estudo, que enfatizam a importância da gestão de manutenção. Esses resultados originam-se de uma abordagem fundamentada em procedimentos organizados em um sistema de manutenção preventiva, segundo uma lógica de controle de qualidade e de custo. Portanto é fundamental que haja um plano de manutenção para cada sistema/equipamento. Esse plano servirá de orientarão para as atividades de manutenção e as rotinas de operação, de acordo com uma estratégia de ação estabelecida pelo gestor. As vantagens da manutenção preventiva não se estendem só para aas empresas, mas para a sociedade também. Quando as empresas adotam práticas de manutenção regulares e sistemáticas, a probabilidade de falhas em máquinas e equipamentos diminui. Isso não só protege os trabalhadores diretamente envolvidos, mas também impacta positivamente toda a comunidade ao reduzir os custos associados a acidentes, como despesas médicas, indenizações e perda de produtividade. Além disso, a redução de acidentes de trabalho tem um efeito positivo na imagem das empresas perante a sociedade. Em suma, a prevenção de acidentes por falta de manutenção preventiva é uma responsabilidade compartilhada entre gestores e operadores. A adesão a práticas de manutenção planejada não apenas protege os trabalhadores e equipamentos, mas também fortalece a competitividade da empresa no mercado. Assim, investir em manutenção preventiva é um passo decisivo em direção à excelência operacional e à sustentabilidade do negócio. 25 REFERÊNCIAS . Sienge – Consequências de não se cumprir as NRs, Normas de Segurança do Trabalho. Disponível em: https://www.sienge.com.br/blog/consequencias-nrs- normas-de-seguranca/. Acesso em: 18 set. 2024. ABECOM.COM.BR – Manutenção preventiva: o que é, quando fazer e exemplos. Disponível em: https://www.abecom.com.br/o-que-e-manutencao-preventiva/. Acesso em: 21 set. 2024. BRAZIL.MINISTERIO do Trabalho e Emprego. NR 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e- emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos- colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas- regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no- 12-nr-12. Acesso em: 16 set. 2024. INFRASPEAK Blog – Planos de manutenção preventiva em 5 passos. Disponível em: https://blog.infraspeak.com/pt-br/plano-de-manutencao-preventiva/. Acesso em: 21 set. 2024. NBR 54562 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – Confiabilidade e Mantenabilidade. Disponível em: https://ufsb.edu.br/propa/images/dinfra/coman/Legisla%C3%A7%C3%B5es/NBR- 5462.pdf. Acesso em: 16 set. 2024. PRODUTTIVO – Manutenção preventiva: o que é e tudo que precisa saber. Disponível em: https://www.produttivo.com.br/blog/manutencao-preventiva-quando- aplicar/#manuteno-preventiva-corretiva-e-preditiva. Acesso em: 18 set. 2024. PRODUTTIVO – Tipos de manutenção: quais suas diferenças? . Disponível em: https://www.produttivo.com.br/blog/tipos-de-manutencao-quais-suas- diferencas/#quais-os-tipos-de-manuteno. Acesso em: 17 set. 2024. SEGECOMPANY.COM.BR - Atividades e maquinas são as principais causa de acidentes de trabalho no Brasil. Disponível em: https://www.segecompany.com.br/2023/02/atividades-em-maquinas-sao-as- principais-causas-de-acidentes-de-trabalho-no-brasil/. Acesso em: 17 set. 2024. 26