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A História da Enfermagem 
A enfermagem é uma profissão que se desenvolveu através dos séculos. 
Somente nos séculos XII e XIV é que houve o progresso da ciência, aumentando os 
recursos profissionais na área da cura. 
Período Antes de Cristo 
Nesse período a doença era considerada como castigo de Deus ou efeito do poder do 
demônio; por isso recorriam à sacerdotes que acumulavam funções de médico e enfermeiro. 
O tratamento consistia em afastar os maus espíritos através de banhos, massagens, etc. 
No Egito praticava-se o hipnotismo. 
Na Assíria a medicina era praticada através da magia. 
Na Grécia os médicos conheciam os sedativos, fortificantes, ossos, circulação e faziam 
ataduras. 
 
 
 
 
 
 
Período Florence Nithingale 
Nascida em Florença em 12 de maio de 1820, era dotada de uma inteligência incomum. Em 
1854, seguiu para a guerra da Criméia, instalou em dois hospitais o seu serviço, prestando 
atendimento a 4.000 feridos. Florence ficou conhecida como a dama da lamparina, pois era 
com uma lamparina na mão que ela percorria as enfermarias à noite. Até meados do século 
XIX, era praticamente nula a assistência aos enfermos nos hospitais de campanha, onde a 
insalubridade aumentava ainda mais o número de mortos. Com seu trabalho, Florence 
Nightingale lançou as bases dos modernos serviços de enfermagem. Educada pelo pai, 
aprendeu grego, latim, francês, alemão e italiano, história, filosofia e matemática. Em 7 de 
fevereiro de 1837, acreditou ter ouvido a voz de Deus conclamá-la a uma missão. 
Interessou-se então pela enfermagem, e após formar-se por uma instituição protestante de 
Kaiserweth, Alemanha, transferiu-se para Londres, onde passou a trabalhar como 
superintendente de um hospital de caridade. Florence não conhecia o conceito de contato 
por microorganismos, uma vez que este ainda não tinha sido descoberto, porém já 
acreditava em um meticuloso cuidado quanto à limpeza do ambiente e pessoal, ar fresco e 
boa iluminação, calor adequado, boa nutrição e repouso, com manutenção do vigor do 
paciente para a cura. Em suas escolas, Florence baseava sua filosofia em quatro idéias-
chave: 1. O dinheiro público deveria manter o treinamento de enfermeiras e este, deveria 
ser considerado tão importante quanto qualquer outra forma de ensino. 2. Deveria existir 
uma estreita associação entre hospitais e escolas de treinamento, sem estas dependerem 
financeira e administrativamente. 3. O ensino de enfermagem deveria ser feito por 
enfermeiras profissionais, e não por qualquer pessoa não envolvida com a enfermagem. 4. 
Deveria ser oferecida às estudantes, durante todo o período de treinamento, residência com 
ambiente confortável e agradável, próximo ao local. Durante a guerra da Criméia, entre 
1854 e 1856, integrou o corpo de enfermagem britânico em Scutari, Turquia. Seu trabalho 
de assistência aos enfermos e de organização da infra-estrutura hospitalar a tornou 
conhecida em toda a frente de batalha. Publicou Notes on Matters Affecting the Health, 
Efficiency and Hospital Administration of the British Army (1858 Notas sobre a saúde, a 
eficiência e a administração hospitalar no exército britânico). Fundou em 1860 a primeira 
escola de enfermagem do mundo. Em 1901, completamente cega, parou de trabalhar. 
Morreu em Londres, em 13 de agosto de 1910. 
A Enfermagem como profissão 
Atualmente a enfermagem não é somente arte, mas uma ciência, pois baseia-se em 
princípios científicos. 
Para Wanda Horta a enfermagem tem três seres: 
- o ser enfermagem 
- o ser enfermeiro 
- o ser paciente. 
Simbologia Aplicada à Enfermagem 
Os significados dados aos símbolos utilizados na Enfermagem, são os seguintes: 
· Lâmpada: caminho, ambiente; 
· Cobra: magia, alquimia; 
· Cobra + cruz: ciência; 
· Seringa: técnica 
· Cor verde: paz, tranqüilidade, cura, saúde 
- Pedra Símbolo da Enfermagem: Esmeralda 
- Cor que representa a Enfermagem: Verde Esmeralda 
- Símbolo: lâmpada, conforme modelo apresentado 
 
Enfermeiro: lâmpada e cobra + cruz 
 
Técnico e Auxiliar de Enfermagem: lâmpada e seringa 
 
 
JURAMENTO DA ENFERMAGEM 
"SOLENEMENTE, NA PRESENÇA DE DEUS E DESTA ASSEMBLÉIA, JURO: 
DEDICAR MINHA VIDA PROFISSIONAL A SERVIÇO DA HUMANIDADE, 
RESPEITANDO A DIGNIDADE E OS DIREITOS DA PESSOA HUMANA, 
EXERCENDO A ENFERMAGEM COM CONSCIÊNCIA E FIDELIDADE; 
GUARDAR OS SEGREDOS QUE ME FOREM CONFIADOS; RESPEITAR O 
SER HUMANO DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ DEPOIS DA MORTE; NÃO 
PRATICAR ATOS QUE COLOQUEM EM RISCO A INTEGRIDADE FÍSICA OU 
PSÍQUICA DO SER HUMANO; ATUAR JUNTO À EQUIPE DE SAÚDE PARA 
O ALCANCE DA MELHORIA DO NÍVEL DE VIDA DA POPULAÇÃO; 
MANTER ELEVADOS OS IDEAIS DE MINHA PROFISSÃO, OBEDECENDO 
OS PRECEITOS DA ÉTICA, DA LEGALIDADE E DA MORAL, HONRANDO 
SEU PRESTÍGIO E SUAS TRADIÇÕES". 
 
Ética Profissional 
O termo Ética refere-se aos padrões de conduta moral, isto é, padrões de comportamento relativos ao 
paciente, ao patrão e aos colegas de trabalho. Ter boa capacidade de discernimento significa saber o que é 
certo e o que é errado, e como agir para chegar ao equilíbrio. 
Respeite todas as confidencias que seus pacientes lhe fizerem durante o serviço. 
Jamais comente em público durante as horas de folga, qualquer incidente ocorrido no hospital nem de 
informações sobre seu doente. Qualquer pergunta que lhe for feita sobre os cuidados que ele recebe, bem 
como de suas condições atuais e prognosticas, por seus familiares, deverá ser relatada ao supervisor. 
Evite maledicências- jamais critique seu supervisor ou seus colegas de trabalho na presença de outros 
funcionários ou dos enfermos. 
Respeite sempre a intimidade de seus paciente. Bata de leve á porta antes de entrar no quarto. Cubra-o antes 
de executar qualquer posição. Cuide para que haja sempre lençóis disponíveis para exames e posições 
terapêuticas. 
Aceite suas responsabilidades de bom grado. Antecipe-se ao chamado do paciente; procurando adivinhar-lhe 
as necessidades. É importante que você não exceda suas responsabilidades nem sua habilidade. Conheça bem 
seu trabalho. 
Tenha cuidado com os objetos ao paciente, para prevenir posteriores complicações, tanto para você quanto 
para o hospital. Guarde os objetos pessoais do doente, isto é, dinheiro, jóias, como se fossem seus.Cuide para 
que os objetos de valor sejam guardados no cofre do hospital. 
Assuma a responsabilidade de seus erros e falhas de julgamento, levando-se logo ao conhecimento do 
supervisor, do contrario, você poderá colocar em risco sua própria pessoa, o paciente e o hospital. 
O bom atendimento ao enfermo não permitir que haja preconceitos de raça, religião ou cor. Dispense a todos 
a mesma consideração e o mesmo respeito, e dê-lhes o melhor de si. 
Recorra á igreja da qual faz parte do paciente sempre que necessário. Nunca se coloque na posição de 
conselheiro espiritual, mas esteja ciente de sua obrigação, em providenciar este tipo de apoio sempre que 
necessário. Comunique ao supervisor quando o paciente exigir um apoio religioso especial. 
Não comente sua vida nem seus problemas pessoais ou familiares com seus doentes a não ser em termos 
gerais. 
Falar alto e fazer muito barulho é um comportamento impróprio que incomoda ao paciente e a seus familiares. 
Ande não corra, mesmo em situações de emergência. 
Ter boas maneiras é uma obrigação. Os visitantes são convidados dentro do hospital. Se você os tratar com 
respeito e cortesia, eles confiarão mais em você e no hospital. 
Gratificações, como dinheiro, presentes e gorjetas por parte dos pacientes, devem ser recusadas. 
Não faça refeições no quarto do enfermo nem no local onde é preparada sua comida. Não é permitido comer 
restos deixados pelo doente e nem servir-se da comida que lhe é destinada. 
Use com moderação o material fornecido pelo hospital. Tenha cuidado com os equipamentos. Levar para casa 
objetos de propriedades do hospital, como termômetros, canetas e loção para as mãos é roubo. 
Durante a carreira de enfermagemvocê encontrará certos tipos especiais de pacientes, como viciados em 
drogas, alcoólicos, criminosos, suicidas e pervertidos sexuais. Não deixe que sua simpatia e antipaia pessoal 
interfiram no atendimento a essa espécie de doente. Não permita, tampouco, que a condição social ou 
econômica do paciente modifique a qualidade do atendimento que você dispensa. 
Tirar medicamentos da reserva do hospital ou do paciente é roubo. Não se aproveite da presença do médico 
para lhe pedir que prescreva medicação para você ou seus familiares. 
Delicadamente desencoraje-o quando ele fizer tentativas neste sentido. 
Você poderá ser despedido(a) se for encontrado(a) sobre efeito de álcool ou de outras drogas, o fato deverá 
ser levado imediatamente ao conhecimento do seu supervisor. 
Permaneça no seu setor de trabalho, só saindo quando lhe for permitido, como nos intervalos para almoço e 
descanso. 
Responda logo a qualquer chamado do paciente. Atenda a suas solicitações, sempre que possível. Quando 
estiver em dúvida ou não for capaz de fazê-lo, chame o supervisor. 
Normalmente é a enfermeira chefe quem atende ás chamadas telefônicas. Caso você tenha de fazê-lo seja 
educado(a) e cortês. Encaminhe qualquer chamada telefônica á autoridade competente. As ordens médicas 
dadas por telefone só devem ser recebidas pela enfermeira chefe. O telefone da enfermeira só deve ser usado 
para chamadas internas do hospital e nunca para chamadas pessoais. 
Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987 
Regulamenta a Lei nº 7.498,de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre o exercício da Enfermagem, e dá 
outras providencias. 
O Presidente da Republica, usando das atribuições que lhe confere o art. 81, item III, da Constituição, e tendo 
em vista o disposto no art.25 da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, decreta: 
Art. 1º- É livre o exercício de Enfermagem em todo o território nacional, observadas as disposições dessa Lei. 
Art 2º - A Enfermagem e suas atividades Auxiliares somente podem ser exercidas por pessoas legalmente 
habilitadas e inscritas no Conselho Regional de Enfermagem com jurisdição na área onde ocorre o exercício. 
Parágrafo Único- A Enfermagem é exercida privativamente pelo Enfermeiro, pelo Técnico de Enfermagem, 
pelo Auxiliar de Enfermagem e pela Parteira, respeitados os respectivos graus de habilitação. 
Art. 3º - O planejamento e a programação das instituições e serviços de saúde incluem planejamento e 
programação de Enfermagem. 
Art. 8º- São Auxiliares de Enfermagem: 
I- o titular do certificado de Auxiliar de Enfermagem conferido por Instituição de ensino, nos termos da Lei e 
registrado no órgão competente; 
II- o titular do diploma a que de refere a Lei nº 2.822, de 14 de junho de 1956; 
III- o titular do diploma ou certificado a que se refere o inciso III do art. 2º da Lei nº 2.604, de 17 de setembro 
de 1955, expedido até a publicação da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961; 
IV- o titular de certificado de Enfermeiro Prático ou Prático de Enfermagem, expedido até 1964 pelo serviço 
Nacional da Medicina e Farmácia, do Ministério da Saúde, ou por órgão congênere da Secretaria de saúde na 
unidades de Federação, nos termos do decreto-lei nº 23.774, de 22 de janeiro de 1934, do Decreto-lei nº 
8,778, de janeiro de 1946, e da Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959; 
V- o pessoal enquadrado como Auxiliar de Enfermagem, nos termos do decreto-lei nº299, de 28 de fevereiro 
de 1967; 
VI- o titular do diploma ou certificado conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do país, 
registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como certificado de Auxiliar 
de Enfermagem. 
Art. 11- O Auxiliar de Enfermagem executa as atividades auxiliares, de nível médio atribuídas á equipe de 
Enfermagem, cabendo-lhe: 
I- preparar o paciente para consultas, exames e tratamentos; 
II- observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas, ao nível de sua qualificação; 
III- executar tratamentos especificamente prescritos, ou de rotina, além de outras atividades de Enfermagem, 
tais como: 
a) ministrar medicamentos por via oral e parenteral; 
b) realizar controle hídrico; 
c) fazer curativos; 
d) aplicar oxigenoterapia, nebulização, enteroclisma, enema e calor ou frio; 
e) executar tarefas referentes á conservação e aplicação de vacinas; 
f) efetuar o controle de pacientes e de comunicantes em doenças transmissíveis; 
g) realizar testes e proceder á sua leitura, para subsidio de diagnósticos; 
h) colher material para exames laboratoriais; 
i) prestar cuidados de Enfermagem pré e pós-operatórios; 
j) circular em sala de cirurgia e, se necessário, instrumentar; 
k) executar atividades de desinfecção e esterilização; 
IV- prestar cuidados de higiene e conforto ao paciente e zelar por sua segurança, inclusive: 
a) alimentá-lo ou auxiliá-lo a alimentar-se; 
b) zelar pela limpeza e ordem do material, de equipamentos e de dependência de unidades de saúde; 
V- integrar a equipe de saúde; 
VI- participar de atividades de educação em saúde, inclusive: 
a) orientar os pacientes na pós-consulta, quando ao cumprimento das prescrições de Enfermagem e médicas; 
b) auxiliar o Enfermeiro e o técnico de Enfermagem ma execução dos programas de educação para saúde; 
VII- executar os trabalhos de rotina vinculados á alta de pacientes; 
VIII- participar dos procedimentos pós-morte. 
Lei nº 5.905, de 12 de junho de 1.973 
Dispões sobre a criação dos Conselhos Federal e Regionais de Enfermagem e das outras providencias. 
O Presidente da Republica. 
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art 1º - São criados o Conselho Federal de Enfermagem (COFEM) e os Conselhos Regionais de Enfermagem 
(COREN), constituindo em seu conjunto uma autarquia, vinculada ao Ministério do Trabalho e Previdência 
Social. 
Art 8º- compete ao Conselho Federal: 
I- aprovar seu regimento interno e dos Conselhos Regionais; 
II- instalar os Conselhos Regionais; 
III- elaborar o Código de Deontologia de Enfermagem e alterá-lo, quando necessário, ouvidos os Conselhos 
Regionais; 
IV- baixar provimentos e expedir instruções para uniformidade de procedimento e bom funcionamento dos 
Conselhos Regionais; 
V- dirimir as duvidas suscitadas pelos Conselhos Regionais; 
VI- apreciar, em grau de recursos, as decisões dos Conselhos Regionais; 
VII- instituir o modelo das carteiras profissionais de identidade e as insígnias da profissão; 
VIII- homologar, suprir ou anular atos dos Conselhos Regionais; 
IX- aprovar anualmente as contas e a proposta orçamentária da autarquia, remetendo-as aos porgãos 
competentes; 
X- promover estudos e campanhas para aperfeiçoamento profissional; 
XI- publicar relatórios anuais de seus trabalhos; 
XII- convocar e realizar as eleições para sua diretoria; 
XIII- exercer as demais atribuições que lhe forem conferidas por lei; 
Art. 9º- O mandato dos membros do Conselho Federal será honorifico e terá a duração de três anos, admitida 
uma reeleição. 
Art. 10º- A receita do Conselho Federal de Enfermagem será constituída de: 
I- um quarto da taxa de expedição das carteiras profissionais; 
II- um quarto das multas aplicadas pelos Conselhos Regionais; 
III- um quarto das anuidades recebidas pelos Conselhos Regionais; 
Art. 15º - Compete aos Conselhos Regionais: 
I- deliberar sobre inscrição no Conselho e seu cancelamento; 
II- disciplinar e fiscalizar o exercício profissional, observados as diretrizes gerais do Conselho Federal; 
III- fazer executar as instruções e provimentos do Conselho Federal; 
IV- manter o registro dos profissionais com exercício na respectiva jurisdição; 
V- conhecer e decidir os assuntos atinentes á ética profissional, impondo as penalidades cabíveis; 
VI- elaborar a sua proposta orçamentária anual e o projeto de seu regimento interno e submetê-los á 
aprovação do Conselho Federal; 
VII- expedir a carteira profissionalindispensável ao exercício da profissão, a qual terá fé publicada em todo 
território e servirá de documento de identidade; 
VIII- zelar pelo bom conceito da profissão e dos que a exerçam; 
IX- publicar relatórios anuais de seus trabalhos e relação dos profissionais registrados; 
X- propor ao Conselho Federal medidas visando á melhoria do exercício profissional; 
XI- fixar o valor da anuidade; 
XII- apresentar sua prestação de contas ao Conselho Federal, até o dia 28 de fevereiro de cada ano; 
XIII- eleger sua diretoria e seus delegados eleitores ao Conselho Federal; 
XIV- exercer as demais atribuições que lhes forem conferidas por esta Lei ou pelo Conselho Federal. 
 
 
Nutrição 
Dietas Hospitalares 
De acordo com a finalidade, as dietas são classificadas em: 
- Dietas de Rotina 
- Dietas especiais 
1- Dietas de Rotina 
- Dieta Líquida 
tem consistência líquida e requer o mínimo de trabalho digestivo. Usada nas 
disfagias, desconforto gastro intestinal, dificuldade de mastigação e deglutição e 
nos pré e pós-operatórios. 
Alimentos permitidos: água, chá, gelatinas, sucos, vitaminas de frutas, caldos, 
sopas liquidificadas, mingau ralo. 
- Dieta Leve 
Tem consistência semi líquida. Usada nos pré e pós-operatórios e distúrbios 
gastrointestinais. 
Alimentos permitidos: caldos, sopas, carnes, verduras, legumes (bem cozidos e 
em forma de purê), arroz, frutas macias, gelatinas e pudins. 
- Dieta Branda 
Constituída de alimentos bem cozidos, restrita em celulose e alimentos 
fermentáveis. Usadas nos pré e pós-operatórios e em transição para a dieta geral. 
- Dieta Pastosa 
Usada principalmente em casos onde há dificuldade de mastigação e deglutição. 
Alimentos permitidos: todos com consistência pastosa cremosa (purês, sopas 
cremosas, arroz bem cozido, papa de bolacha, pudins, frutas cozidas, etc.) 
- Dieta Geral, Livre ou Voluntária 
Usada nos casos em que o paciente pode receber qualquer tipo de preparação e 
alimentos variados sem restrições, de acordo com sua tolerância. 
2- Dietas Especiais 
- Dieta para Diabéticos/Hipocalórica 
Dieta para pessoas que não podem comer açúcar, sendo necessário controlar os 
alimentos energéticos: arroz, batata, pão e massa. 
São proibidos: 
- alimentos e bebidas que contenham açúcar 
- alimentos gordurosos e frituras em excesso. 
- Dieta Hipercalórica 
Dieta com o objetivo de fornecer mais energia. Deve ser oferecida maior 
quantidade de arroz, massa, doces. 
- Dieta Obstipante ou Sem Resíduos 
Para pacientes com diarréia. Não podem comer verduras cruas ou cozidas, 
legumes, frutas cruas, frituras e alimentos gordurosos, leite e derivados, doces (só 
gelatina) e sucos de frutas (com exceção do limão, maçã e goiaba) 
- Dieta Laxativa ou Com Resíduos 
Para pacientes com intestino preso. Devem comer maior quantidade de verduras, 
legumes, frutas (laranja, mamão, ameixa) e líquidos. 
- Dieta Hiperproteíca 
Contém maior quantidade de proteínas. Oferecer leite, gelatina, carne, iogurte, 
queijos e ovos. 
- Dieta Hipoproteíca 
Contém menor quantidade de proteínas. 
- Dieta Hipogordurosa (para pessoas com problemas de fígado) 
Contém pouca quantidade de gordura. São proibidos: manteiga, margarina, queijo, 
iogurte, leite (só desnatado), frituras e alimentos gordurosos. 
- Dieta Hipossódica 
Dieta com controle de sódio e sal. São proibidos: pão francês, bolacha de água e 
sal, cream craker, queijos salgados e embutidos. Pode ser oferecido até 2g de sal 
em sache. 
- Dieta Assódica ou Sem Sal 
Dieta preparada sem adição de sal no cozimento dos alimentos. 
 
Farmacologia 
Regras dos 5 certos: 
- paciente certo 
- medicamento certo 
- posologia certa 
- via certa 
- hora certa 
Medidas equivalentes 
1 colher de café- 2ml-2g 
1 colher de chá- 5ml- 5g 
1 colher de sobremesa- 10ml- 10g 
1 colher de sopa- 15ml- 15g 
1 copo- 250ml 
Vias de administração 
Via ocular, nasal, pavilhão auditivo, oral, sublingual, região gástrica, tópica, genital, 
anal. 
Vias parenterais: intramuscular (I.M), endovenosa (E.V), subcutânea (S.C), 
intradermica (I.D). 
Via Intramuscular- bisel para baixo. Local: deltóide- 3ml; ventro glúteo ou 
hockstetter- 4ml; dorso glúteo- 5ml; antero lateral da coxa- 4ml. 
Via Subcutânea- bisel para baixo, limite de líquido até 2ml. Local: escapular, 
tríceps, bíceps, abaixo da mama, parede abdominal, acima da crista helíaca e face 
externa mediana da coxa. 
Via Intradermica- utilizada para vacina e teste, para teste é 0,5ml, para vacina 
1ml, bisel para cima. 
Via Endovenosa- não tem limite de liquido, bisel para cima. Local: veia vasilica, 
mediana, cefálica, cubital, radial, dorso da mão. Em criança: jugular, epicraniana. 
Controle de gotejamento ( Fórmula) 
Macrogotas/minuto 
Volume 
hora x 3 
Microgotas/minuto 
Volume 
Hora 
Minutos 
Volume x 20 
minuto 
Exemplo: Um soro de 800ml para correr em 8 horas. Quantas microgotas deverá 
correr? 
800 =100 microgotas/minuto 
8 
Insulina Graduada 
Frasco - seringa 
prescrição médica - X 
Exemplo: Tem uma seringa de 1ml graduada em 40ui e insulina de 40ui/ml, a 
dose prescrita foi de 525ui/ml 
40ui/ml - 40ui 
25ui/ml - X 
40X= 25x40 
40X= 1000 
X= 1000 
 40 
X=25ui/ml 
Seringa Tuberculina 
Prescrição médica x seringa 
 Frasco 
Exemplo: Tem uma seringa tuberculina 100ui em milésimos/ml, sendo que a dose 
é 40ui e o frasco U-100 
40x100 = 4000 = 40 milésimos/ml 
100 100 
Fórmula em Mínimos ( a seringa será sempre 16mínimos) 
16 mínimos= 1ml 
Exemplo: Tem uma seringa tuberculina, quantos mínimos de insulina devo 
administrar, sendo que a prescrição médica é 25ui e o frasco U-80? 
Prescrição médica x seringa 
 Frasco 
25x16 = 400 = 5 mínimos 
80 80 
16 mínimos - 1ml 
5 mínimos - X 
16X= 5x1 
X= 5 
 16 
X= 0,31ml 
Penicilina Cristalizada 
Frasco - diluente 
prescrição médica- X 
Obs: se o problema não der o diluente será sempre 8ml e mais 2ml do pó= 10ml, 
se o problema der o diluente (exemplo:diluente 4ml, você tem sempre que somar o 
pó que será sempre 2ml = 6ml) 
Exemplo: Prescrição médica penicilina cristalizada 1.200.000ui, frasco 
5.000.000ui, quantos ml devo administrar? 
5.000.000ui - 10ml 
1.200.000ui - X 
5.000.000X= 1.200.000x10 
5.000.000X= 12.000.000 
X= 12.000.000 
 5.000.000 
X= 2,4ml 
Comprimidos, antibióticos 
Frasco - diluente 
prescrição - X 
Obs: Se no problema a prescrição ou frasco estiver em grama você terá que 
transformar em mg. Exemplo: 0,5g = 500mg (número inteiro, coloca-se três 0, um 
número depois da vírgula coloca-se dois 0) 
Exemplo: Prescrição médica de 125mg, de uma medicação subcutânea, frasco é 
de 0,5g por 2ml. Quanto devo administrar? 
500mg - 2ml 
125mg - X 
500X= 125x2 
500X= 250 
X= 250 
 500 
X=0,5ml 
Transformação de soro Isotônico para hipertônico 
Exemplo: 
Numa prescrição médica temos SG(soro glicosado)10% 400ml e eu tenho na 
enfermaria SG5% 400ml e ampolas de glicose 25% com 20ml. Transforme o soro 
de 5% para 10%. 
1o. Passo(numa prescrição médica temos SG10% 430ml) 
100ml ____10g(10% transformado em grama) 
400ml ____ x 
100x= 400x10 
100x= 4000 
x=4000 
____ 
100 
x= 40g 
2o. passo (e eu tenho na enfermaria SG 5% 400ml) 
100ml ____5g 
400ml ____x 
100x= 400x5 
100x= 2000 
x= 2000 
____ 
100 
x= 20g 
Diferença 
40g(resultado do 1o passo) - 20g(resultado do 2o. passo)= 20g. 
3o passo (e ampolas de glicose 25% com 20ml) 
100ml ______ 25g 
20ml _______ x 
100x= 25x20 
100x= 500 
x= 500 
____ 
100 
x= 5 g 
O final do problema eu coloco como 4o passo. 
4o. passo 
5g(resultado do 3o passo)_____20ml(ampolas de glicose25%com 20ml) 
20g (resultado da diferença)____x 
Então ficou: 
5g_______ 20ml 
20g______x 
5x=20x20 
5x= 400 
x=400 
___ 
5 
x= 80ml 
400(do soro) +80(resultado do 4o. passo)= 480ml 
Resultado: 480ml. 
 
 
 
Sistemas Digestivo Sistema Respiratório Sistema Urinário 
reações químicas por meiodas quais substâncias 
complexas são 
transformadas em outras 
mais simples. 
* Boca - é a primeira seção 
do tubo digestivo. Suas 
funções principais são: 
mastigação e o 
umedecimento do alimento. 
* Dentes- divide o alimento 
em pedaços bem 
pequenos. 
* Faringe- participa na 
deglutição 
* Esôfago- é um corredor 
formado por músculos lisos 
que empurram 
delicadamente o bolo 
alimentar para o estômago. 
* Estômago- produz p suco 
gástrico que modifica a 
estrutura dos alimentos e 
impede o desenvolvimento 
de bactéria e fermentação. 
* Intestino Delgado- 
produz o suco entérico e 
absorve os nutrientes. 
* Intestino Grosso- o 
material que chega ao 
intestino grosso contém 
muita água. Uma função 
importante do intestino 
grosso é a reabsorção 
dessa água, que passa 
para o sangue, o que não 
foi digerido transforma-se 
em fezes. 
* Fígado- produz a bile, 
armazena nutrientes, atua 
sobre grandes gorduras, 
produz fator VIII. 
* Vesícula Biliar- 
Equação da respiração: 
glicose+oxigenio-gás 
carbônico. 
* Cavidade Nasal - filtra, 
aquece, umedece o ar. 
* Faringe - conduz o ar 
para a laringe. 
* Laringe - produz o muco 
que umedece e retém 
substâncias, impede a 
penetração de corpo 
estranho e também é o 
órgão da fonação. 
* Traquéia- sua função 
resulta no transporte de 
muco e material inspirado 
para a laringe. 
* Pulmões- regulam o 
nível de dióxido de 
carbono. 
* Brônquios e 
Bronquíolos- levam o ar 
até os alvéolos 
pulmonares. 
* Alvéolos pulmonares- 
neles ocorre a troca de 
gases. 
* Diafragma- quando o 
diafragma se expande 
(inspiração), o ar é sugado 
através das narinas e da 
boca. Quando ele se 
contrai, o ar é expulso 
(expiração), eliminando o 
gás carbônico no ar 
inspirado. 
A excreção consiste na 
eliminação das 
substâncias inúteis ou 
nocivas ao organismo, 
resultantes da atividade 
celular. 
* Rim - é formado por uma 
cápsula que envolve 
externamente por um 
córtex e pela medula. Na 
região do córtex estão 
situados os néfrons. O rim 
filtra o sangue e seleciona 
o que deve ser eliminado, 
também regula quantidade 
de água no organismo. 
* Néfrons - nos néfrons o 
sangue é filtrado, dessa 
filtração resulta a urina. 
* Ureter - é um duto, que 
também é um canal que 
comunica o rim com a 
bexiga. 
* Bexiga- é uma bolsa de 
parede elástica que pode 
aumentar em volume. Sua 
função é acumular a urina 
produzida pelo rim. 
* Uretra- é um duto que se 
comunica com o meio 
externo. 
* Glândula supra-renal- 
produz hormônios que 
ajudam no funcionamento 
do rim. 
Sistema Nervoso 
Conjunto dos elementos que, nos 
organismos animais, estão envolvidos com 
a recepção dos estímulos, a transmissão 
dos impulsos nervosos ou a ativação dos 
mecanismos dos músculos. 
Anatomia e função 
Os animais vertebrados têm uma coluna 
vertebral e um crânio, que abrigam o 
sistema nervoso central, enquanto que o 
sistema nervoso periférico se estende pelo 
resto do corpo. A parte do sistema 
nervoso situada no crânio é o cérebro e a 
que se encontra na coluna vertebral é a 
medula espinhal. 
No sistema nervoso, a recepção dos 
estímulos é a função de células sensitivas 
especiais, os receptores. Os elementos 
condutores são células chamadas 
neurônios, que podem desenvolver uma 
atividade lenta e generalizada ou podem 
ser unidades condutoras rápidas, de 
grande eficiência. A resposta específica do 
neurônio chama-se impulso nervoso (ver 
Neurofisiologia). 
Os receptores encontram-se na pele e 
captam os diferentes estímulos, 
transformando-os em um sinal elétrico. 
Quando ativados, estes neurônios 
sensitivos mandam os impulsos até o 
sistema nervoso central e transmitem a 
informação para outros neurônios, 
chamados neurônios motores, cujos 
axônios estendem-se de novo para a 
periferia. Através destas últimas células, 
os impulsos se dirigem às terminações 
motoras dos músculos, excitando-os e 
provocando a contração e o movimento 
adequado. 
Há grupos de fibras motoras que levam os 
impulsos nervosos aos órgãos que se 
encontram nas cavidades do corpo, como 
o estômago e os intestinos. Estas fibras 
constituem o sistema nervoso vegetativo. 
Afecções do sistema nervoso 
O sistema nervoso é suscetível a infecções 
provocadas por uma grande variedade de 
bactérias, vírus e outros microorganismos 
(meningite, poliomielite e encefalite). 
Em certas afecções, como a neuralgia, a 
enxaqueca ou a epilepsia, pode não haver 
 Sistema Esquelético 
A função mais importante do esqueleto é 
sustentar a totalidade do corpo e dar-lhe 
forma. 
Torna possível a locomoção ao fornecer ao 
organismo material duro e consistente, 
que sustenta os tecidos brandos contra a 
força da gravidade e onde estão inseridos 
os músculos, que lhe permitem erguer-se 
do chão e mover-se sobre sua superfície. 
O sistema ósseo também protege os 
órgãos internos (cérebro, pulmões, 
coração) dos traumatismos do exterior. 
Osso: em todo osso longo, o corpo 
geralmente cilíndrico, recebe o nome de 
diáfise, e os extremos, recebem o nome 
de epífise. 
A diáfise é oca e seu interior é ocupado 
pela medula amarela. 
Também na epífise há um grande número 
de cavidades formadas pelo 
entrecruzamento dos delgados tabiques 
ósseos, os quais contém a medula 
vermelha, formadora de glóbulos 
sangüíneos. 
O periósteo é uma membrana muito tenaz 
e extremamente vascularizada que 
envolve os ossos e permite que estes 
cresçam em espessura; esta membrana é 
de grande importância pois, por meio de 
seus vasos sangüíneos, chegam às 
células ósseas as substâncias nutritivas. 
O ESQUELETO : é composto por ossos, 
ligamentos e tendões. O esqueleto 
humano é formado por 203 ou 204 
ossos e se divide em cabeça, tronco e 
membros. Na face os ossos são: 
maxilares, zigomáticos, nasais, e a 
mandíbula, único osso móvel da cabeça 
que serve para a mastigação. Em 
continuação do crânio está a coluna 
vertebral que é formada pelas vértebras. 
As vértebras são uma série de anéis 
colocados sobretudo de maneira que o 
orifício central de cada uma corresponda 
com o do superior e o do inferior, de tal 
maneira que no centro da coluna vertebral 
existe uma espécie de conduto, pelo qual 
passa a medula espinal, órgão nervoso de 
fundamental importância. A articulação 
que se interpõe entre uma vértebra e a 
nenhuma evidência de dano orgânico. 
Outra doença, a paralisia cerebral, está 
associada a uma lesão cerebral. 
 
vértebra seguinte permite a mobilidade de 
toda a coluna vertebral, garantindo a esta 
a máxima resistência aos traumas. Entre 
uma vértebra e outra existem os discos 
cartilaginosos que servem para aumentar 
a elasticidade do conjunto e atenuar os 
efeitos de eventuais lições. As vértebras 
são 33 e não são todas iguais; as 
inferiores tem maior tamanho porque 
devem ser mais resistentes para realizar 
um trabalho maior. As primeiras 7 (sete) 
vértebras se denominam cervicais; a 
primeira se chama atlas e a segunda áxis. 
Em continuação das cervicais estão 12 
vértebras dorsais que continuam através 
das costelas e se unem ao esterno, 
fechando a caixa torácica mediante as 
cartilagens costais, protegendo os órgãos 
contidos no tórax: coração, pulmões, 
brônquios, esôfago e grandes vasos. A 
coluna vertebral continua com as 5 
vértebras lombares. A estas, seguem-se 
outras 5 vértebras soldadas entre si, que 
formam o osso sacro e, por último, as 4 ou 
5 rudimentarias, quase sempre soldadas 
entre si, que tomam o nome de cóccix ou 
osso caudal. Os ossos dos membros 
superiores começam com o ombro 
formado pela cintura escapular, de forma 
triangular, plana, e pela clavícula situada 
em frente da anterior, que é longa e 
curvada. A articulação do ombro é 
bastante móvel, o que permite mover o 
braço em todas as direções; esta 
articulação junto com a do quadril é uma 
das mais importantes no corpo humano. O 
osso do braço é o úmero, longo e robusto; 
o antebraço é formado pelos ossos: rádio 
e Ulna (cúbito). O rádio termina no 
cotovelo com a articulação e o ulnam 
(cúbito) apresenta (em correspondênciacom o cotovelo) um saliente que não 
permite ao antebraço pregar-se quando 
está distendido em linha reta com o braço. 
Com os dois ossos do antebraço se articula 
na sua parte inferior a mão, que é 
formada por uma série de 13 ossos 
pequenos: 8 são chamados ossos do 
carpo, são os que formam o punho; 5 
denominados metacarpos e que 
correspondem à superfície dorso-palmar 
da mão. Os dedos da mão, estão formados 
pela primeira, segunda e terceira falanges 
(o polegar tem só dois). Os membros 
inferiores estão unidos ao osso sacro por 
meio de um sistema de ossos que são 
denominados cintura pélvica ou pélvis, que 
é formada pela fusão de três ossos: íleo, 
ísquio e púbis. Com a pélvis se articula o 
fêmur, osso do quadril que é o mais longo 
e mais robusto de todo o corpo. Na sua 
parte inferior o fêmur se une à tíbia e ao 
Fíbula (perônio), que são os dois ossos da 
perna. Esta união tem lugar na articulação 
do joelho, do qual forma parte a Patela 
(rótula) e os meniscos (dois discos 
cartilaginosos cuja rotura é muito 
freqüente em alguns esportistas). 
Interpostos entre os côndilos femorais, a 
tíbia e o fíbula (perônio). Por último, aos 
ossos da perna se articulam com os do pé: 
o calcâneo, o astrágalo, os ossos 
metatarsos, os dos dedos que têm três 
falanges, exceto o primeiro que tem duas. 
 
O esqueleto constitui o arcabouço do 
organismo e é formado pelos ossos. Além 
da função de sustento, tem aquela, 
também, importantíssima, de permitir ao 
homem de se mover. Os ossos constituem 
a parte passiva do aparelho locomotor: o 
seu movimento é devido à contração e ao 
relaxamento dos músculos que neles se 
inserem. Sobre a forma dos ossos têm 
influência a direção e a potência dos 
músculos. 
Os ossos que formam o esqueleto do 
adulto são 203, excluindo os ossos 
considerados "supranumerários" (que 
existem na cabeça) e os ossos 
"sesamóides" (pequenos ossos acessórios 
que se acham na vizinhança das 
articulações, geralmente imersos em um 
tecido fibroso). Cada osso do nosso corpo 
apresenta uma forma característica que 
permite reconhecê-lo imediatamente, não 
obstante as variações que possam existir 
de um indivíduo para outro. A forma dos 
ossos não é casual mas devida a um 
complexo de razões. A primeira de tais 
razões é a forma do seu esboço devido a 
causas hereditárias; intervêm depois 
outras causas que influem sobre a forma 
de cada uma das suas porções: o modo 
pelo qual dois ossos se põem em relação 
determina uma mudança das duas 
superfícies de contacto, e os músculos e os 
tendões que neles se inserem produzem 
modificações na superfície de implantação. 
Além disso, as partes contíguas deixam 
sobre os ossos impressões, mesmo que 
sejam menos duras do que ele, como, por 
exemplo, uma artéria ou um nervo; 
mesmo o cérebro deixa uma impressão 
sobre os ossos que o encerram. 
 
Curativos 
Introdução 
A pele constitui uma barreira mecânica de proteção ao corpo, além de participar da 
termorregulação, de excreção de água e eletrólitos e das percepções táteis de pressão, dor e 
temperatura. Ela apresenta três camadas: epiderme, derme e tecido conjuntivo subcutâneo. 
Qualquer interrupção na continuidade da pele representa uma ferida. 
O tratamento de uma ferida e assepsia cuidadosa tem como objetivo evitar ou diminuir os 
riscos de complicações de correntes, bem como facilitar o processo de cicatrização. 
Classificação das feridas 
As feridas podem ser classificadas de três formas diferentes: de acordo com a maneira 
como foram produzidas, de acordo com o grau de contaminação e de acordo com o 
comprometimento tecidual. 
Quanto ao mecanismo de lesão as feridas podem ser descritas como incisas, contusas, 
lacerantes ou perfurantes. 
- Feridas incisas ou cirúrgicas- são aquelas produzidas por um instrumento cortante. 
- Feridas contusas- são produzidas por objetos rombo e são caracterizadas por traumatismo 
das partes moles, hemorragia e edema. 
- Feridas laceradas- são aquelas com margens irregulares como produzidas por vidro. 
- Feridas perfurantes- são caracterizadas por pequenas aberturas na pele. Feridas por bala 
ou ponta de faca. 
Quanto ao grau de contaminação, as feridas podem ser limpas, limpas contaminadas, 
contaminadas ou sujas e infectadas. 
- Feridas limpas- são aquelas que não apresentam inflamação e que não são atingidos os 
tratos respiratórios, digestivos, genital ou urinário. 
- Feridas limpas-contaminadas- são aquelas nas quais os tratos respiratórios, digestivos ou 
urinário são atingidos, porém em condições controladas. 
-Feridas contaminadas- incluem feridas acidentais, recentes e abertas e cirúrgicas em que a 
técnica de assepsia não foi devidamente respeitada. -Feridas infectadas ou sujas- são 
aquelas nas quais os microorganismos já estavam presentes antes da lesão. 
De acordo com o comprometimento tecidual as feridas são classificadas em quatro estágios: 
- Estágio I- caracteriza-se pelo comprometimento apenas da epiderme. 
- Estágio II- caracteriza-se por abrasão ou úlcera, ocorre perda tecidual e comprometimento 
da epiderme, derme ou ambas. 
- Estágio III- caracteriza-se por presença de úlcera profunda, com comprometimento total 
da pele e necrose de tecido subcutâneo, entretanto a lesão não se estende até a fáscia 
muscular. 
- Estágio IV- caracteriza-se por extensa destruição de tecido, chegando a ocorrer lesão 
óssea ou muscular. 
Processo de cicatrização 
- Incisão/injúria: coágulo, estase, liberação de substâncias vasoativas. 
- 2 horas: crosta 
- 6 horas: neutrófilos liberam enzimas que efetuam a quebra dos restos celulares e dos 
agentes invasores 
- 12 horas: monócitos fagocitam bactérias e restos celulares 
- 24-48 horas: formação da ponte epitelial 
- 48 horas: fibroblastos produzem colágeno para formação da cicatrização 
- 6 dias: a proliferação de fibroblastos atinge seu pico, repondo o tecido conjuntivo. 
Formação do tecido de granulação (forma precoce de tecido cicatricial) 
- 2 semanas: realinhamento das fibras colágenas- aumento da resistência redução da 
espessura da cicatriz 
- Semanas e meses: contração- a cicatriz altera a sua aparência. 
Tipos de cicatrização 
- Primeira intenção (união primária): esse tipo de cicatrização ocorre quando as bordas da 
ferida são apostas ou aproximadas, havendo perda mínima de tecido, ausência de infecção e 
edema mínimo. 
- Segunda intenção (granulação): neste tipo ocorre perda excessiva de tecido e presença de 
infecção. O processo de reparo, é mais complicado e demorado. 
- Terceira intenção (sutura secundária): caso uma ferida não tenha sido suturada 
inicialmente ou as suturas se rompem e a ferida tem que ser novamente suturada. 
Fatores que influenciam a cicatrização das feridas 
- perfusão de tecidos e oxigenação 
- localização da ferida 
- corpo estranho na ferida 
- medicamentos 
- nutrição 
- hemorragia 
- edema e obstrução linfática 
- infecção 
- idade do paciente 
- hiperatividade do paciente. 
Existem os seguintes tipos de curativos padronizados: 
- Curativo limpo- curativo limpo e seco deve ser mantido oclusivo por 24 horas; 
- Curativo com dreno- deve ser realizado separado do da incisão e o primeiro a ser 
realizado será sempre o do local menos contaminado; 
- Curativo contaminado- deve ser protegido durante o banho. 
Objetivos do curativo 
Tratar e prevenir infecções, eliminar fatores desfavoráveis que retardam a cicatrização, 
diminuir infecções cruzadas, através de técnicas e procedimentos corretos. 
Finalidades 
- remover corpo estranho 
- reaproximar bordas separadas 
- proteger a ferida contra contaminação e infecções 
- promover a hemostasia. 
Termos Técnicos 
Abrasão.....esfoladura, arranhão. 
Abscesso.....coleção de pus externa ou internamente. 
Acinésia.....impossibilidade de movimentos voluntários, paralisia. 
Acne.....doença inflamatória das glândulas sebáceas. 
Adenosa.....tumor de uma glândula e que reproduz a estrutura dela. 
Adiposo.....gordura. 
Afagia.....impossibilidade de deglutir. 
Afasia.....impossibilidade de falar ou entendera palavra falada. 
Afebril.....sem febre, apirético. 
Afonia.....perda mais ou menos acentuada da voz. 
Agrafia.....não consegue escrever. 
Algia.....dor em geral. 
Algidez.....resfriamento das extremidades. 
Alopécia.....é a queda total ou parcial dos cabelos. 
Aloplastia.....(prótese), substituto de uma parte do corpo por material estranho. 
Amenorréia.....falta de menstruação. 
Anasarca.....edema generalizado. 
Anorexia.....falta de apetite, inapetência. 
Anoxia.....falta de oxigênio nos tecidos. 
Anúria.....ausência da eliminação urinaria 
Apático.....sem vontade ou interesse para efetuar esforço físico ou mental. 
Apnéia.......parada dos movimentos respiratórios. 
Ascite.....edema localizado na cavidade peritonial com acúmulo de liquido. 
Asfixia.......sufocação, dificuldade da passagem do ar. 
Astenia.....fraqueza, cansaço. 
Atrofia.....diminuição do tamanho ou peso natural de um órgão ou tecido. 
Azia.....sensação de ardor estomacal, eructação azeda e ácida. 
Balanite.....inflamação da glande ou da cabeça do pênis. 
Bandagem.....enfaixe. 
Benigno.....que não ameaça a saúde nem á vida.Não maligno, como certos tumores, 
inócuo. 
Bilioso.....referente á bile, peculiar a transtornos causados por excesso de bile. 
Blefarite.....inflamação das pálpebras. 
Blenúria.....presença de muco na urina. 
Bócio.....hiperplasia da glândula tireóide. 
Bradicardia.....diminuição das batidas cardíacas 
Bradicardia.....diminuição dos batimentos cardíacos. 
Bradipnéia.....movimento respiratório abaixo do normal. 
Braquialgia.....dor no braço. 
Bursite.....inflamação da bolsa sinovial. 
Cacofonia.....voz anormal e desagradável 
Calafrio.....contrações involuntárias das musculatura esquelética com tremores e bater 
dos dentes. 
Caquexia.....desnutrição adiantada, emagrecimento severo. 
Cefaléia.....dor de cabeça. 
Choque.....síndrome que se manifesta com pele fria, queda de temperatura, cianose e 
morte. 
Cianose......coloração azulada por falta de oxigênio. 
Cirrose.....fibrose com destruição do tecido. 
Cistite.....inflamação da bexiga. 
Cistostomia.....abertura de comunicação da bexiga com o exterior. 
Colecistectomia.....remoção da vesícula biliar. 
Colecistite.....inflamação da vesícula biliar. 
Cólica.....dor espasmódica. 
Colostomia.....abertura artificial para saída de fezes a nível do cólon. 
Coma.....estado de inconsciência 
Congênito.....doença herdada no nascimento. 
Congestão.....acúmulo anormal ou excessivo de sangue numa parte do organismo. 
Constipação.....não evacua normalmente. 
Contratura.....rigidez muscular. 
Convalescença.....caminha para o restabelecimento. 
Convulsão.....contrações violentas involuntárias do músculo, agitação desordenada. 
Coprólito.....massa endurecida de matéria fecal nos intestinos. 
Debilidade.....fraqueza, falta de forças. 
Debridamento..... limpeza de um tecido do infectado ou necrótico de um ferimento. 
Decúbito.....posição deitada. 
Desmaio.....lipotínea, ligeira perda dos sentidos. 
Diaforese.....sudorese excessiva. 
Diarréia.....evacuações freqüentes e liquidas. 
Diplegia.....paralisia bilateral. 
Diplopia.....visão dupla. 
Disfagia.....dificuldade de deglutir. 
Disfonia.....distúrbio na voz. 
Dismenorréia.....menstruação difícil e dolorosa. 
Dispnéia.....dificuldade respiratória. 
Distensão.....estiramento de alguma fibra muscular, intumescimento ou expansão. 
Distrofia.....perturbação da nutrição. 
Disúria.....micção difícil e dolorosa. 
Diurese.....secreção urinaria. 
Ecopraxia.....repetição dos movimentos ou maneirismo de outra pessoa. 
Edema.....retenção ou acúmulo de líquidos no tecido celular 
Emese.....ato de vomitar. 
Epigastralgia.....dor no epigástrio. 
Epistaxe.....hemorragia nasal. 
Epistótomo.....contrações musculares generalizados com encurvamento do corpo para 
frente. 
Equimose.....pequeno derrame sanguíneo debaixo da pele. 
Eritema.....vermelhidão na pele. 
Eructação.....emissão de gases estomacais pela boca,arroto. 
Escabiose.....moléstia cutâneas contagiosa, caracterizada por lesão multiformes, 
acompanhadas por prurido intenso. 
Escara de decúbito.....úlcera perfurante em região de proeminências ósseas. 
Esclerose.....endurecimento da pele,devido a uma proliferação exagerada de tecido 
conjuntivo.Alteração de tecidos ou órgãos caracterizado pela formação de tecidos 
fibroso. 
Escoriações.....abrasão, erosão, perda superficial dos tecidos. 
Esfignomanometro.....aparelho para verificar a pressão arterial. 
Esfoliação.....desprendimento de tecido necrosado sob a forma de lâminas 
Espasmo.....contrações involuntárias, violenta e repentina de um músculo ou grupo de 
músculo;pode acometer as vísceras ocas como estômago e os intestinos 
Esplenite.....inflamação do baço 
Esplenomegalia......aumento do volume do baço. 
Estenose.....estreitamento. 
Eupnéia......respiração normal. 
Exantema.....erupção da pele. 
Fadiga.....cansaço, esgotamento. 
Falo.....pênis. 
Fétido.....mal cheiro 
Flato.....ar ou gases no intestino 
Gangrena.....necrose maciça dos tecidos devido á falta de irrigação sanguínea. 
Halitose.....mau hálito 
Hematêmese.....vomito com sangue. 
Hematoma.....extravasamento de sangue fora da veia. 
Hematúria......presença de sangue na urina. 
Hemiparesia.....fraqueza muscular em um lado do corpo. 
Hemoptise.....hemorragia de origem pulmonar,escarro com sangue. 
Hemorragia.....sangramento, escape do sangue dos vasos sanguíneos. 
Hemostasia.....processo para conter a hemorragia, coagulação do sangue 
Hidrocefalia.....aumento anormal da quantidade de líquidos na cavidade craniana 
Hiperglicemia.....excesso de glicose no sangue. 
Hipertensão.....aumento da pressão arterial. 
Hipertrofia.....aumento anormal de um órgão ou tecido. 
Hipoestesia.....diminuição da sensibilidade. 
Hipofixia.....falta de oxigênio. 
Hipotensão....baixa pressão arterial. 
Icterícia.....coloração amarelada da pele e mucosa. 
Isquemia.....insuficiência local de sangue. 
Mácula.....mancha rósea da pele sem elevação 
Melena.....hemorragia pelo ânus em forma de borra de café, é o sangue que vem do 
estômago ou duodeno e sofreu transformações químicas. 
Menarca.....primeira menstruação 
Midríase.....dilatação da pupila. 
Miose.....contração da pupila. 
Náuseas.....desconforto gástrico com impulsão para vomitar. 
Necrose.....morte dos tecidos localizados, de uma região do corpo. 
Obstipação.....constipação rebelde, prisão de ventre. 
Oligúria.....diminuição da quantidade de urina. 
Paralisia.....diminuição ou desaparecimento da sensibilidade e movimentos. 
Parenteral.....por via que não é a bucal. 
Paresia.....paralisia incompleta. 
Parestesia.....alteração da sensibilidade, desordem nervosa, com sensações anormais. 
Pirose.....azia, fermentação ácida com sensação de calor no estômago. 
Piúria.....presença de pus na urina. 
Poliúria.....excessiva eliminação urinaria. 
Posição de fowler.....posição semi sentada que se obtém com cama articulada ou com 
auxilio de travesseiros. 
Posição de trendelemburg.....com os´pés em nível mais alto que a cabeça. 
Prostração.....exaustão, grande estafa. 
Prurido.....coceira intensa. 
Quelóide.....excesso de tecido conjuntivo na cicatriz, que fica exuberante. 
Regurgitação.....volta de comia do estômago á boca. 
Retenção urinária.....incapacidade de eliminar a urina. 
Rinorréia.....coriza, descarga mucosa pelo nariz. 
Sialorréia.....salivação excessiva. 
Taquicardia.....aceleração dos batimentos cardíacos.O normal é entre 72 e 80.De 200 
em diante o pulso se torna incontável. 
Taquipnéia.....aumento de freqüência dos movimentos respiratórios. 
Úlcera.....necrose gradual do tecido, com perda de substância. 
Urticária.....erupção eritematosa da pele com prurido. 
Vertigem.....distúrbio neuro vegetativo, tontura. 
Vesículas.....bolhas. 
Xantorréia.....corrimentovaginal amarelo,acre e purulento. 
Xerodérmia.....secura da pele. 
Xeromicteria.....falta de umidade nas vias nasais. 
 
 
 
Terminologia Cirúrgica 
Angi- vaso 
Arteri- artéria 
Art- articulação 
Blefar- pálpebra 
Cardi- coração 
Cefal- cabeça 
Ciste- bexiga 
Col- intestino grosso 
Cole- vesícula biliar 
Calp- vagina 
Derm- pele 
Enter intestino delgado 
Esplen- baço 
Estom- abertura 
Lito- calculo 
Omã- tumor 
Pexia- fixação 
Penia- falta de 
Plast- modelar 
Ptose- queda 
Ráfia- sutura 
Scopia- ato de ver 
Faring- faringe 
Fleb- veia 
Gastr- estomago 
Gloss- língua 
Hem- sangue 
Hepat- fígado 
Hidr- água 
Laring- laringe 
Mast- seio 
Mul- medula 
Nefr- rim 
Oftalm- olho 
Ooforo- ovário 
Orqu- testículo 
Oste- osso 
Oto- ouvido 
Piel- pelve renal 
Pneum- pulmão 
Pneumato- ar 
Proc- anus 
Raqui- coluna vertebral 
Rin- nariz 
Salping- trompa 
Tireoid- tireóide 
Tórax- tórax 
Traque- traquéia 
Uretr- uretra 
Algia- dor 
Cintese- punção, orifício 
Dese- ligação 
Estase- parada 
Fasia- fala, palavra 
Fago- comer 
Ite- inflamação 
Lese- destruição 
 
 
Lavagem da Mãos 
As mãos devem ser lavadas antes e após todo e qualquer procedimento. É a 
lavagem das mãos o cuidado que evita infecção cruzada, ou seja, a veiculação de 
microorganismos: 
- de um paciente para o outro; 
- de um paciente para o profissional; 
- de utensílios permanentes pra o profissional ou para o paciente ( camas, 
telefone, etc); 
Podemos citas que a lavagem das mãos tem por finalidade: 
- diminuir o número de microorganismos; 
- eliminar sujidades, substâncias tóxicas e medicamentosas; 
- evitar disseminação de doenças; 
- proteger a saúde do profissional. 
Técnica 
Material: 
- sabão de preferência líquido 
- toalha de papel. 
1- abrir a torneira; 
2- molhar as mãos; 
3- passar o sabão; 
4- friccionar bem; 
5- passar as mãos ensaboadas na torneira; 
6- conservá-la aberta; 
7- proceder assim: 
- palma com palma; 
- palma no dorso (incluso entre os dedos); 
- dorso na palma (incluso entre os dedos); 
- ponta dos dedos em concha e vice-versa; 
- polegares; 
- costas das mãos; 
- unhas; 
8- enxaguar; 
9- com as mãos em concha, jogar água na torneira; 
10- pegar o papel toalha; 
11- secar as mãos; 
12- com o papel, secar a torneira e fechá-la. 
 
Calçan
do 
Luvas 
Estérei
s 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1- Quando se calça primeira a luva direita, pegase o punho pelo lado de dentro com a mão esquerda. 
2- Introduz-se a mão direita no interior da luva, a qual é então puxada para sua posição com a mão 
esquerda (deixando a dobra da luva virada). Solta-se a luva 
3- Depois deisso pode-se pegar a luva com a mão esquerda com a mão direita já enluvada, 
introduzindo os dedos sob a dobra do punho (o lado externo é esterilizado). 
4- Introduz-se a mão esquerda, e a luva é levada para sua posição. Desdobra-se então o punho. 
5- Com a mão esquerda enluvada, pode-se puxar com segurança o punho dobrado da mão direita. 
 
Admissão do Paciente 
1- Receber o paciente cordialmente, verificando se as fichas estão completas; 
2- Acompanhar o paciente ao leito, auxiliando-o a deitar e dando-lhe todo o 
conforto possível; 
3- Apresentá-lo aos demais pacientes do seu quarto; 
4- Orientar o paciente em relação à: 
a- localização das instalações sanitárias; 
b- horários das refeições; 
c- modo de usar a campainha; 
d- nome do médico e da enfermeira chefe. 
5- Explicar o regulamento do hospital quanto à: 
a- fumo; 
b- horário de repouso; 
c- horário de visita. 
6- Preparar o paciente em relação aos exames a que será submetido, afim de obter 
sua cooperação; 
7- Fornecer roupa do hospital se a rotina da enfermeira não permitir o uso da 
 
 
 
 
 
 
 
própria roupa; 
8- Fazer o prontuário do paciente; 
9- Verificar temperatura, pressão arterial, pulso e respiração; 
10- Anotar no relatório de enfermagem a admissão, que deve constar variando de 
acordo com a rotina do hospital o seguinte: 
a- data, hora e modo de admissão; 
b- sintomas subjetivos- queixas do paciente; 
c- sintomas objetivos- erupções, anomalias, paralisias, etc.; 
d- funções fisiológicas 
e- condições de higiene; 
f- observações sobre o estado físico e aparência geral do paciente. 
11- Anotar no Relatório Geral a admissão e o censo diário. 
 
 
 
Sinais Vitais 
Os sinais vitais do paciente são: temperatura, pulso, respiração e a pressão 
arterial. Existem equipamentos próprios para a verificação de cada sinal vital, que 
devem ser verificados com cautela e sempre que possível não comentá-lo com o 
paciente 
* Temperatura 
A temperatura é a medida do calor do corpo: é o equilíbrio entre o calor produzido 
e o calor perdido. Tempo para deixar o termômetro no paciente é de 5 a 10 
minutos. 
- Valores da temperatura: 
É considerado normal 36ºC a 37ºC 
Temperatura axilar- 36ºC a 36,8ºC 
Temperatura inguinal- 36ºC a 36,8ºC 
Temperatura bucal- 36,2ºC a 37ºC 
Temperatura retal- 36,4ºC a 37,2ºC 
* Pulso e Respiração 
O pulso e a respiração devem ser verificados no mesmo procedimento, pois o 
paciente pode interferir, parando ou alterando o ritmo respiratório. 
- Pulso 
O pulso radial é habitualmente o mais verificado. 
Média normal do pulso: 
Lactentes: - 110 a 130 bpm (batimentos por minuto) 
Abaixo de 7 anos: - 80 a 120 bpm 
Acima de 7 anos: - 70 a 90 bpm 
Puberdade: - 80 a 85 bpm 
Homem: - 60 a 70 bpm 
Mulher: - 65 a 80 bpm 
Acima dos 60 anos: - 60 a 70 bpm 
- Respiração 
A principal função da respiração é suprir as células do organismo de oxigênio e 
retirar o excesso de dióxido de carbono. 
Valores normais: 
Homem: - 16 a 18 mpm (movimentos por minuto) 
Mulher: - 18 a 20 mpm 
Criança: - 20 a 25 mpm 
Lactentes: - 30 a 40 mpm 
* Pressão Arterial 
É a medida da força do sangue contra as paredes das artérias. A medida da 
pressão arterial compreende a verificação da pressão máxima chamada sistólica e 
pressão mínima diastólica. 
- Valores normais para um adulto: 
Pressão sistólica: 140x90mmHg 
Pressão diastólica: 90x60mmHg 
 
 
Limpeza de Unidade 
A unidade do paciente é composta de: mesa de cabeceira e cadeira, mesa de 
refeição, escadinha e painel. 
Objetivos: 
- preparar para receber outro paciente, diminuindo os riscos de infecção; 
- proporcionar conforto e segurança ao paciente, mantendo o ambiente limpo 
e agradável. 
Indicações: 
1- Alta ou transferência- limpeza terminal 
2- Óbito- limpeza terminal 
3- Permanência prolongada- limpeza terminal (mais de 05 dias) 
4- Cama de operado- limpeza terminal 
5- Sempre que necessário 
Material: 
- 02 panos de limpeza; 
- sabão ou detergente; 
 
 
 
 
 
 
 
- jarro; 
- balde; 
- bacia; 
- 02 folhas de jornal; 
- hamper; 
- luva de procedimento. 
Técnica: 
1- abrir portas e janelas 
2- desocupar mesa de cabeceira 
3- retirar roupa de cama e colocar no hamper 
4- levar o hamper para o local da roupa usada, evitando tocar no uniforme 
5- levar o material para unidade, colocando-o sobre a escadinha 
6- forrar o chão com jornal e colocar o jarro e o balde sobre ele 
7- lavar a mesa de cabeceira, enxaguar e enxugar, usando pano embebido na 
água, os movimento devem ser firmes, longos, únicos e sempre no mesmo 
sentido 
8- limpar a cadeira, colocá-la ao lado da cama 
9 - limpar a campainha e saída de sistemas 
10- limpar um lado do travesseiro sobre o colchão 
11- colocar o travesseiro sobre a cadeira e limpar a ultima face 
12- limpar a face superior do colchão, no sentido cabeceira para os pés da 
cama 
13- colocar o colchão sobre os pés da cama, expondo a metade superior do 
estrado 
14- proceder a limpeza da cabeceira e a parte exposta do estrado 
15- virar o colchão sobre a cabeceira, apoiando a parte limpa na cabeceira 
expondo a parte do estrado e espaldar dos pés da cama16- proceder a limpeza do estrado e espaldar do lado dos pés da cama 
17- colocar o colchão na posição correta 
18- proceder a limpeza na parte superior da colchão 
19- recompor a unidade 
20- levar o material para sala de serviço, lavar, enxugar e guardar em seus 
devidos lugares. 
 
 
Arrumação de Cama 
1- Cama Simples 
- aberta- com paciente 
- fechada- sem paciente 
2- Cama com paciente acamado 
3- Cama de operado 
Material necessário 
- dois lençóis grandes 
- um lençol móvel 
- uma colcha 
- uma fronha 
- cobertor se necessário 
Objetivos: 
- Conforto do paciente 
- Estética da enfermaria 
Técnica 
1- Colocar a roupa na cadeira ao lado da cama, na ordem que vai ser usada. 
2- Soltar a roupa de cama, iniciando pelo lado distal, retirando uma peça de cada 
vez. Voltando as pontas para dentro e colocando no hamper. 
3- Colocar a fronha no travesseiro, deixando-o sobre a cadeira. 
4- Estender o lençol protetor do colchão. 
5- Estender o lençol móvel. 
6- Estender o lençol normal. 
7- Estender o cobertor e a colcha. 
8- Fazer a dobra da cabeceira se a cama for aberta. 
9- Ajeitar o travesseiro e examinar se a cama ficou bem feita. 
Observações : 
- se o paciente tiver incontinência urinária ou em caso de puérpera, acrescenta-se 
um impermeável sob o lençol móvel. 
- quando o leito estiver vago, o lençol de cima ficará esticado e o travesseiro de pé 
encostado no espaldar da cama. 
Cama com paciente 
Deve ser feita evitando cansar o paciente, o qual deve ser afastado para o lado 
contrário aquele em que se está trabalhando. 
O paciente ficará em decúbito lateral ou dorsal, conforme seu estado. 
 
Banhos 
Tipos: 
1- Aspersão - banho de chuveiro; 
2- Imersão - banho na banheira; 
3- Ablução - jogando pequenas porções de água sobre o corpo; 
4- No leito - usado para pacientes acamados em repouso absoluto. 
Objetivos: 
- limpeza da pele e conforto do paciente; 
- estímulo a circulação e prevenção de úlceras de pressão. 
Material: 
- material para higiene oral; 
- bacia; 
- balde; 
- jorro com água morna; 
- material para lavagem externa; 
- luva de banho; 
- sabonete; 
- roupa de cama e de uso do paciente; 
- luva de procedimento. 
 
Sonda Nasogátrica 
Definição: 
A Sonda Nasogátrica é um tubo de polivinil que quando prescrito, deve ser 
tecnicamente introduzido desde as narinas até o estômago. Sua finalidade está 
associada à maneira com ficará instalada no paciente. 
Objetivo da Sonda Nasogástrica: 
A maneira como ela estará instalada determinará seu objetivo. Pode ser aberta ou 
fechada. 
a- Sonda Nasogátrica Aberta: 
Quando o objetivo é drenar líquidos intra-gástrico, a saber: 
- esverdeado: Bile 
- borra de café: bile + sangue 
- sanguinolenta vivo 
- sanguinolento escuro 
- amarelado 
Podemos exemplificar cirurgias onde no pós operatório se deseja o repouso do 
sistema digestivo e também em casos de intoxicação exógena, onde o conteúdo 
ingerido precisa ser removido rapidamente. 
b- Sonda Nasogástrica Fechada 
Utilizada com finalidade de alimentação, quando por alguma razão o paciente não 
pode utilizar a boca no processo de digestão. Ex: câncer de língua, anorexia, 
repouso pós- cirúrgico. 
Material: 
Bandeja contendo: 
- Sonda Nasogástrica (também chamada de Levine) de numeração 10, 12, 14, 16, 
18 (adulto) 
- esparadrapo 
- xilocaína gel 
- gaze 
- par de luvas 
- seringa de 20cc 
-estetoscópio 
- copo com água 
- toalha de rosto de uso pessoal 
Caso a Sonda Nasogástrica seja aberta adicione: 
-extensão 
- saco coletor. 
Técnica: 
- explicar a procedimento ao paciente; 
- colocá-lo em posição de Fowler; 
- colocar a toalha sob o pescoço; 
- calçar as luvas; 
- abrir a sonda; 
- medir o comprimento da sonda: da base da orelha até a ponta do nariz e descer 
até o apêndice xifóide; 
- marcar o local com o esparadrapo; 
- passar xilocaína gel aproximadamente uns 10 cm; 
- introduzir a sonda s por uma das narinas; 
- flexionar o pescoço aproximando ao tórax, pedindo ao paciente para realizar 
movimentos de deglutição; 
- introduzir a sonda até o ponto do esparadrapo; 
- fazer os 3 testes: pegar a ponta da sonda e colocá-la em um copo com água, se 
borbulhar, retirar a sonda, pois ao invés de estar no estômago, está no pulmão; 
pegar a ponta da sonda, encaixar a seringa e aspirar se vier líquido, a sonda está 
no lugar certo; pegar o estetoscópio e auscultar. 
 
Cateterismo Vesical 
Conceito: é a introdução de uma sonda até a bexiga a fim de retirar a urina. 
Indicações: 
- quando o paciente está impossibilitado de urinar 
- colher urina asséptica para exames 
- preparo pré-parto, pré-operatório e exames pélvicos (quando indicados) 
- incontinência urinária 
Material 
Bandeja contendo: 
- pacote de cateterismo estéril com: 
cuba rim 
cúpula 
pinça kocher 
5 gazes dobradas 
seringa de 20cc (a seringa no caso masculino serve para lubrificar a mucosa da uretra 
introduzindo Xilocaína gel e também aliviando a dor na sondagem vesical, também casos 
de sondagem em que há presença de coágulos como por exemplo em paciente com infecção 
do trato urinário, ou lesão de bexiga, a seringa pode ser utilizada para aspirar os coágulos e 
permitir a passagem da urina....) 
- um pacote de luva estéril 
- sonda vesical apropriada estéril 
- frasco com povidine tópico 
- lubrificante (xilocaína gel) 
Acessório (quando houver necessidade) 
- comadre coberta 
- biombo 
- material para lavagem externa 
- seringa com água destilada 
- extensão de sonda mais saco coletor 
- esparadrapo 
- agulha de aspiro 
Técnica 
1- explicar ao paciente o que será feito 
2- preparar o material 
3- preparar o ambiente 
- desocupar a mesa de cabeceira 
- cercar a cama com biombo 
- fazer lavagem externa 
Tudo conforme as condições e necessidades do paciente 
4- lavar as mãos 
5- colocar a bandeja com o material na mesa de cabeceira 
6- abrir o pacote de cateterismo junto ao paciente, despejando o produto para anti-
sepsia na cúpula (povidine), com técnica asséptica, 
7- abrir o pacote da sonda indicada e colocar junto a cuba rim, sem contaminar 
8- colocar o lubrificante sobre uma das gazes do pacote 
9- posicionar o paciente. A posição ginecológica para o sexo feminino e decúbito 
dorsal com as pernas juntas, para o sexo masculino 
10- calçar as luvas 
11- posicionar o material adequadamente e lubrificar a ponta da sonda com a mão 
enluvada 
12- fazer a anti-sepsia com a pinça montada da seguinte forma: 
para o sexo feminino: 
- separa os pequenos lábios com o polegar e o indicador de uma mão e não retirar 
a mão até introduzir a sonda 
- passar uma gaze molhada no anti-séptico entre os grandes e pequenos lábios do 
lado distal de cima para baixo em um só movimento (clitóris, uretra, vagina) 
- pegar outra gaze e fazer o mesmo do lado proximal 
- umedecer a última gaze e passar sobre o meato urinário 
para o sexo masculino: 
- fazer anti-sepsia na glande com a pinça montada com gaze umedecida no anti-
séptico, afastando com o polegar e o indicador da mão esquerda o prepúcio que 
cobre a glande, por último passar uma gaze com anti-séptico no meato urinário. 
13- pegar a sonda com a mão direita e introduzir no meato urinário, deixar a outra 
extremidade dentro da cuba rim, verificando a saída da urina. 
 
Técnica de Curativo 
Definição: é o tratamento de uma lesão aberta. 
Finalidades: 
- isolar o ferimento do exterior, impedindo a contaminação 
- proteger contra traumatismo externos, amortecendo os choques 
- absorver as secreções 
- facilitar a cicatrização 
Material necessário: 
Bandeja contendo: 
- pacote de curativo (2 pinças dente de rato e 1 kocher) 
- cuba rim 
- frasco com soro fisiológico 
- frasco com povidine tópico 
- atadura de crepe se necessário 
- pomada se prescrito 
- luva 
- esparadrapo ou micropore 
- gaze 
Técnica 
1- limpar e prepara a bandeja com álcool 70% 
2- lavar as mãos 
3- levar o material para junto dopaciente 
4- abrir o pacote sobre a mesa de cabeceira, dispor o material com técnica de 
forma a não cruzar o campo estéril 
5- colocar as gazes no campo, abrindo o pacote de gaze com técnica 
6- desprender o esparadrapo, limpando todas as marcas da pele 
7- descobrir o local do curativo 
8- retirar o curativo sujo existente, colocar na cuba rim 
9- proceder a limpeza do ferimento, com a pinça montada com gaze embebido em 
solução prescrita. Seguir os princípios do menos contaminado para o mais 
contaminado. 
10- observar as condições da lesão 
11- aplicar a solução prescrita, em caso de pomada usar sobre a gaze distribuindo 
com uma espátula 
12- cobrir o local com gaze 
13- fixar o curativo com tiras de esparadrapo ou micropore 
14- desprezar o material contaminado 
15- deixar o paciente confortável 
16- cuidar do material usado 
17- lavar as mãos 
18- anotar no prontuário do paciente, hora, local do ferimento, solução e 
medicamento usado, aspecto e grau de cicatrização. 
 
* Ferimento limpo: limpa-se de dentro para fora 
* Ferimento sujo: limpa-se de fora para dentro 
 
 
Cuidados com o corpo após a morte 
Objetivos: 
- preparar o corpo para o funeral; 
- preparar o corpo para autópsia; 
- facilitar a identificação do corpo. 
Após a constatação do óbito: 
- observar a hora; 
- fechar os olhos do morto; 
- retirar da cama travesseiro e roupas extras; 
- cobrir o corpo com um lençol. 
Material: 
- algodão; 
- atadura de crepe; 
- pinça longa; 
- esparadrapo; 
- etiquetas de identificação ( 3 ou 4 etiquetas); 
- cuba rim; 
- luva de procedimento; 
- 2 lençóis; 
- bacia com água e luva de banho se necessário. 
 
Prontuário do Paciente 
É registro minucioso e de leitura fácil: 
- é importantíssimo que a caligrafia seja legível 
- serviços diurnos normalmente utilizam a cor azul e serviços noturnos 
normalmente utilizam a cor vermelha 
- deve-se evitar o termo paciente repetidas vezes, pois o prontuário é pessoal e 
intransferível 
- utilize frases curtas e objetivas 
- cada intercorrencia, a anotação deve ser imediatamente relatada por escrita no 
prontuário 
- não deixe linhas em branco 
- assine seu nome 
- nunca rasure ou rabisque um erro. 
Exemplo de prontuário: 
9:00hs- apresenta-se consciente, comunicativo, ictérico, aceitou o desjejum 
oferecido, tomou banho de aspersão, deambulando, afebril, dispneico, 
normotenso, taquicardico, mantendo venóclise por scalp em MSE, com bom 
refluxo, sem sinais flogisticos, abdômen ascistico doloroso à palpação, SVD com 
débito de 200ml de coloração alaranjada, eliminação intestinal ausente há 1 dia. 
Refere algia generalizada. Marcela 
 
HISTÓRIA DA ENFERMAGEM 
 
PERSONALIDADES 
 
Florence Nightingale 
 
(1820 -1910) 
 
Florence Nightingale é considerada a fundadora da enfermagem moderna. Sua 
família considerava a enfermagem algo inapropriado para uma dama de boa 
estirpe, por isso, começou seus estudos após os 31 anos, em um curso de 
treinamento na Alemanha. Na Inglaterra, Florence abriu o primeiro curso de 
treinamento, em 1860. 
 
Florence não conhecia o conceito de contato por microorganismos, uma vez que 
este ainda não tinha sido descoberto, porém já acreditava em um meticuloso 
cuidado quanto à limpeza do ambiente e pessoal, ar fresco e boa iluminação,calor 
adequado, boa nutrição e repouso, com manutenção do vigor do paciente para a 
cura. 
 
Ao longo de toda a Guerra da Criméia, Florence conseguiu reduzir as taxas de 
mortalidade entre os soldados britânicos, através de seus esforços como 
enfermeira e, provando a eficiência das enfermeiras treinadas para a recuperação 
da saúde.Até o momento, só homens e mulheres religiosos podiam cuidar dos 
soldados no exército. 
 
Em suas escolas,Florence baseava sua filosofia em quatro idéias-chave: 
1.O dinheiro público deveria manter o treinamento de enfermeiras e este, deveria 
ser considerado tão importante quanto qualquer outra forma de ensino. 
2.Deveria existir uma estreita associação entre hospitais e escolas de treinamento, 
sem estas dependerem financeira e administrativamente. 
3.O ensino de enfermagem deveria ser feito por enfermeiras profissionais, e não 
por qualquer pessoa não envolvida com a enfermagem. 
4.Deveria ser oferecida às estudantes, durante todo o período de treinamento, 
residência com ambiente confortável e agradável, próximo ao local. 
 
As primeiras escolas de treinamento Nightingale ministravam cursos de 1 ano, 
que, com o tempo, passaram a ser de 2 anos. 
Florence deu origem às prescrições médicas por escrito e, também, exigia que 
suas enfermeiras acompanhassem os médicos em suas visitas aos pacientes 
"para prevenirem erros, diretivas mal compreendidas e instruções esquecidas ou 
ignoradas" (Palmer,1983 apud Atkinson). A seu ver, para a melhoria do estado de 
saúde do país, o ensino da Enfermagem era uma grande responsabilidade das 
enfermeiras. Preconizava a idéia de que a saúde era não apenas estar bem, mas 
ser capaz de usar toda a nossa capacidade." Florence julgava que o propósito da 
enfermagem era"colocar-nos na melhor condição possível para que a natureza 
possa restaurar ou preservar a saúde, prevenir ou curar as doenças"(Palmer,1983 
apud Atkinson). 
Curiosidades 
 
 
Esta é a versão correta da lâmpada de Florence Nigh tingale, segundo 
Richard Gordon (em "A Assustadora História da Medic ina"). Trata-se de uma 
lâmpada usada pelo exército turco. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Edith de Magalhães Fraenkel 
 
Organizadora e primeira diretora da Escola de Enfermagem da 
USP 
1941 - 1955 
 
Nascida no Rio de Janeiro no dia 09/05/1889, pelo lado materno 
era neta do insigne brasileiro Benjamim Constant Botelho de 
Magalhães. Em virtude dos cargos exercidos pelo pai, de cônsul 
brasileiro na Alemanha, Suécia e Uruguai, fez seus primeiros 
estudos nestes países. Dominava os idiomas alemão, sueco, 
espanhol, inglês, francês e italiano. 
Foi professora primária por 6 anos no Rio de Janeiro. 
Durante a primeira guerra, em 1918, fez o curso de Samaritana na 
Cruz Vermelha. Em 1920 fez o curso de visitadora na Inspetoria de 
Tuberculose do Departamento Nacional de Saúde Pública onde foi 
nomeada enfermeira-chefe. 
Edith Fraenkel candidatou-se e foi aceita em 1922 na Escola de 
Enfermagem do "Philadelphia General Hospital" pelo qual se 
diplomou em outubro de 1925. 
De volta ao Brasil passou a lecionar na Escola Ana Néri onde 
permaneceu de 1925 a 1927 como instrutora e coordenadora do 
ensino. Em 1926 influiu na criação da Associação Nacional de 
Enfermeiras Diplomadas Brasileiras, hoje Associação Brasileira de 
Enfermagem (ABEN) da qual foi a primeira presidente de 1927 a 
1938. 
Em 1927 foi nomeada enfermeira chefe do Departamento Nacional 
de Saúde Pública e no ano seguinte diretora da Divisão de 
Enfermeiras de Saúde Pública desse mesmo departamento. 
Em 1936 fundou no Rio de Janeiro a primeira Escola de Serviço 
Social a funcionar no Brasil. 
No ano de 1939 foi convidada pela Fundação Rockefeller para 
organizar e dirigir a Escola de Enfermagem a ser criada em São 
Paulo. 
Sua sábia e eficiente direção levou a Escola de Enfermagem de 
São Paulo a atingir, em poucos anos, padrão de ensino 
comparável ao das melhores instituições congêneres dos EUA.

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