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A História da Enfermagem A enfermagem é uma profissão que se desenvolveu através dos séculos. Somente nos séculos XII e XIV é que houve o progresso da ciência, aumentando os recursos profissionais na área da cura. Período Antes de Cristo Nesse período a doença era considerada como castigo de Deus ou efeito do poder do demônio; por isso recorriam à sacerdotes que acumulavam funções de médico e enfermeiro. O tratamento consistia em afastar os maus espíritos através de banhos, massagens, etc. No Egito praticava-se o hipnotismo. Na Assíria a medicina era praticada através da magia. Na Grécia os médicos conheciam os sedativos, fortificantes, ossos, circulação e faziam ataduras. Período Florence Nithingale Nascida em Florença em 12 de maio de 1820, era dotada de uma inteligência incomum. Em 1854, seguiu para a guerra da Criméia, instalou em dois hospitais o seu serviço, prestando atendimento a 4.000 feridos. Florence ficou conhecida como a dama da lamparina, pois era com uma lamparina na mão que ela percorria as enfermarias à noite. Até meados do século XIX, era praticamente nula a assistência aos enfermos nos hospitais de campanha, onde a insalubridade aumentava ainda mais o número de mortos. Com seu trabalho, Florence Nightingale lançou as bases dos modernos serviços de enfermagem. Educada pelo pai, aprendeu grego, latim, francês, alemão e italiano, história, filosofia e matemática. Em 7 de fevereiro de 1837, acreditou ter ouvido a voz de Deus conclamá-la a uma missão. Interessou-se então pela enfermagem, e após formar-se por uma instituição protestante de Kaiserweth, Alemanha, transferiu-se para Londres, onde passou a trabalhar como superintendente de um hospital de caridade. Florence não conhecia o conceito de contato por microorganismos, uma vez que este ainda não tinha sido descoberto, porém já acreditava em um meticuloso cuidado quanto à limpeza do ambiente e pessoal, ar fresco e boa iluminação, calor adequado, boa nutrição e repouso, com manutenção do vigor do paciente para a cura. Em suas escolas, Florence baseava sua filosofia em quatro idéias- chave: 1. O dinheiro público deveria manter o treinamento de enfermeiras e este, deveria ser considerado tão importante quanto qualquer outra forma de ensino. 2. Deveria existir uma estreita associação entre hospitais e escolas de treinamento, sem estas dependerem financeira e administrativamente. 3. O ensino de enfermagem deveria ser feito por enfermeiras profissionais, e não por qualquer pessoa não envolvida com a enfermagem. 4. Deveria ser oferecida às estudantes, durante todo o período de treinamento, residência com ambiente confortável e agradável, próximo ao local. Durante a guerra da Criméia, entre 1854 e 1856, integrou o corpo de enfermagem britânico em Scutari, Turquia. Seu trabalho de assistência aos enfermos e de organização da infra-estrutura hospitalar a tornou conhecida em toda a frente de batalha. Publicou Notes on Matters Affecting the Health, Efficiency and Hospital Administration of the British Army (1858 Notas sobre a saúde, a eficiência e a administração hospitalar no exército britânico). Fundou em 1860 a primeira escola de enfermagem do mundo. Em 1901, completamente cega, parou de trabalhar. Morreu em Londres, em 13 de agosto de 1910. A Enfermagem como profissão Atualmente a enfermagem não é somente arte, mas uma ciência, pois baseia-se em princípios científicos. Para Wanda Horta a enfermagem tem três seres: - o ser enfermagem - o ser enfermeiro - o ser paciente. Simbologia Aplicada à Enfermagem Os significados dados aos símbolos utilizados na Enfermagem, são os seguintes: · Lâmpada: caminho, ambiente; · Cobra: magia, alquimia; · Cobra + cruz: ciência; · Seringa: técnica · Cor verde: paz, tranqüilidade, cura, saúde - Pedra Símbolo da Enfermagem: Esmeralda - Cor que representa a Enfermagem: Verde Esmeralda - Símbolo: lâmpada, conforme modelo apresentado Enfermeiro: lâmpada e cobra + cruz Técnico e Auxiliar de Enfermagem: lâmpada e seringa JURAMENTO DA ENFERMAGEM "SOLENEMENTE, NA PRESENÇA DE DEUS E DESTA ASSEMBLÉIA, JURO: DEDICAR MINHA VIDA PROFISSIONAL A SERVIÇO DA HUMANIDADE, RESPEITANDO A DIGNIDADE E OS DIREITOS DA PESSOA HUMANA, EXERCENDO A ENFERMAGEM COM CONSCIÊNCIA E FIDELIDADE; GUARDAR OS SEGREDOS QUE ME FOREM CONFIADOS; RESPEITAR O SER HUMANO DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ DEPOIS DA MORTE; NÃO PRATICAR ATOS QUE COLOQUEM EM RISCO A INTEGRIDADE FÍSICA OU PSÍQUICA DO SER HUMANO; ATUAR JUNTO À EQUIPE DE SAÚDE PARA O ALCANCE DA MELHORIA DO NÍVEL DE VIDA DA POPULAÇÃO; MANTER ELEVADOS OS IDEAIS DE MINHA PROFISSÃO, OBEDECENDO OS PRECEITOS DA ÉTICA, DA LEGALIDADE E DA MORAL, HONRANDO SEU PRESTÍGIO E SUAS TRADIÇÕES". Ética Profissional O termo Ética refere-se aos padrões de conduta moral, isto é, padrões de comportamento relativos ao paciente, ao patrão e aos colegas de trabalho. Ter boa capacidade de discernimento significa saber o que é certo e o que é errado, e como agir para chegar ao equilíbrio. Respeite todas as confidencias que seus pacientes lhe fizerem durante o serviço. Jamais comente em público durante as horas de folga, qualquer incidente ocorrido no hospital nem de informações sobre seu doente. Qualquer pergunta que lhe for feita sobre os cuidados que ele recebe, bem como de suas condições atuais e prognosticas, por seus familiares, deverá ser relatada ao supervisor. Evite maledicências- jamais critique seu supervisor ou seus colegas de trabalho na presença de outros funcionários ou dos enfermos. Respeite sempre a intimidade de seus paciente. Bata de leve á porta antes de entrar no quarto. Cubra-o antes de executar qualquer posição. Cuide para que haja sempre lençóis disponíveis para exames e posições terapêuticas. Aceite suas responsabilidades de bom grado. Antecipe-se ao chamado do paciente; procurando adivinhar-lhe as necessidades. É importante que você não exceda suas responsabilidades nem sua habilidade. Conheça bem seu trabalho. Tenha cuidado com os objetos ao paciente, para prevenir posteriores complicações, tanto para você quanto para o hospital. Guarde os objetos pessoais do doente, isto é, dinheiro, jóias, como se fossem seus.Cuide para que os objetos de valor sejam guardados no cofre do hospital. Assuma a responsabilidade de seus erros e falhas de julgamento, levando-se logo ao conhecimento do supervisor, do contrario, você poderá colocar em risco sua própria pessoa, o paciente e o hospital. O bom atendimento ao enfermo não permitir que haja preconceitos de raça, religião ou cor. Dispense a todos a mesma consideração e o mesmo respeito, e dê-lhes o melhor de si. Recorra á igreja da qual faz parte do paciente sempre que necessário. Nunca se coloque na posição de conselheiro espiritual, mas esteja ciente de sua obrigação, em providenciar este tipo de apoio sempre que necessário. Comunique ao supervisor quando o paciente exigir um apoio religioso especial. Não comente sua vida nem seus problemas pessoais ou familiares com seus doentes a não ser em termos gerais. Falar alto e fazer muito barulho é um comportamento impróprio que incomoda ao paciente e a seus familiares. Ande não corra, mesmo em situações de emergência. Ter boas maneiras é uma obrigação. Os visitantes são convidados dentro do hospital. Se você os tratar com respeito e cortesia, eles confiarão mais em você e no hospital. Gratificações, como dinheiro, presentes e gorjetas por parte dos pacientes, devem ser recusadas. Não faça refeições no quarto do enfermo nem no local onde é preparada sua comida. Não é permitido comer restos deixados pelo doente e nem servir-se da comida que lhe é destinada. Use com moderação o material fornecido pelo hospital. Tenha cuidado com os equipamentos. Levar para casa objetos de propriedades do hospital, como termômetros, canetas e loção para as mãos é roubo. Durante a carreira de enfermagemvocê encontrará certos tipos especiais de pacientes, como viciados em drogas, alcoólicos, criminosos, suicidas e pervertidos sexuais. Não deixe que sua simpatia e antipaia pessoal interfiram no atendimento a essa espécie de doente. Não permita, tampouco, que a condição social ou econômica do paciente modifique a qualidade do atendimento que você dispensa. Tirar medicamentos da reserva do hospital ou do paciente é roubo. Não se aproveite da presença do médico para lhe pedir que prescreva medicação para você ou seus familiares. Delicadamente desencoraje-o quando ele fizer tentativas neste sentido. Você poderá ser despedido(a) se for encontrado(a) sobre efeito de álcool ou de outras drogas, o fato deverá ser levado imediatamente ao conhecimento do seu supervisor. Permaneça no seu setor de trabalho, só saindo quando lhe for permitido, como nos intervalos para almoço e descanso. Responda logo a qualquer chamado do paciente. Atenda a suas solicitações, sempre que possível. Quando estiver em dúvida ou não for capaz de fazê-lo, chame o supervisor. Normalmente é a enfermeira chefe quem atende ás chamadas telefônicas. Caso você tenha de fazê-lo seja educado(a) e cortês. Encaminhe qualquer chamada telefônica á autoridade competente. As ordens médicas dadas por telefone só devem ser recebidas pela enfermeira chefe. O telefone da enfermeira só deve ser usado para chamadas internas do hospital e nunca para chamadas pessoais. Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987 Regulamenta a Lei nº 7.498,de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre o exercício da Enfermagem, e dá outras providencias. O Presidente da Republica, usando das atribuições que lhe confere o art. 81, item III, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art.25 da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, decreta: Art. 1º- É livre o exercício de Enfermagem em todo o território nacional, observadas as disposições dessa Lei. Art 2º - A Enfermagem e suas atividades Auxiliares somente podem ser exercidas por pessoas legalmente habilitadas e inscritas no Conselho Regional de Enfermagem com jurisdição na área onde ocorre o exercício. Parágrafo Único- A Enfermagem é exercida privativamente pelo Enfermeiro, pelo Técnico de Enfermagem, pelo Auxiliar de Enfermagem e pela Parteira, respeitados os respectivos graus de habilitação. Art. 3º - O planejamento e a programação das instituições e serviços de saúde incluem planejamento e programação de Enfermagem. Art. 8º- São Auxiliares de Enfermagem: I- o titular do certificado de Auxiliar de Enfermagem conferido por Instituição de ensino, nos termos da Lei e registrado no órgão competente; II- o titular do diploma a que de refere a Lei nº 2.822, de 14 de junho de 1956; III- o titular do diploma ou certificado a que se refere o inciso III do art. 2º da Lei nº 2.604, de 17 de setembro de 1955, expedido até a publicação da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961; IV- o titular de certificado de Enfermeiro Prático ou Prático de Enfermagem, expedido até 1964 pelo serviço Nacional da Medicina e Farmácia, do Ministério da Saúde, ou por órgão congênere da Secretaria de saúde na unidades de Federação, nos termos do decreto-lei nº 23.774, de 22 de janeiro de 1934, do Decreto-lei nº 8,778, de janeiro de 1946, e da Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959; V- o pessoal enquadrado como Auxiliar de Enfermagem, nos termos do decreto-lei nº299, de 28 de fevereiro de 1967; VI- o titular do diploma ou certificado conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do país, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como certificado de Auxiliar de Enfermagem. Art. 11- O Auxiliar de Enfermagem executa as atividades auxiliares, de nível médio atribuídas á equipe de Enfermagem, cabendo-lhe: I- preparar o paciente para consultas, exames e tratamentos; II- observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas, ao nível de sua qualificação; III- executar tratamentos especificamente prescritos, ou de rotina, além de outras atividades de Enfermagem, tais como: a) ministrar medicamentos por via oral e parenteral; b) realizar controle hídrico; c) fazer curativos; d) aplicar oxigenoterapia, nebulização, enteroclisma, enema e calor ou frio; e) executar tarefas referentes á conservação e aplicação de vacinas; f) efetuar o controle de pacientes e de comunicantes em doenças transmissíveis; g) realizar testes e proceder á sua leitura, para subsidio de diagnósticos; h) colher material para exames laboratoriais; i) prestar cuidados de Enfermagem pré e pós-operatórios; j) circular em sala de cirurgia e, se necessário, instrumentar; k) executar atividades de desinfecção e esterilização; IV- prestar cuidados de higiene e conforto ao paciente e zelar por sua segurança, inclusive: a) alimentá-lo ou auxiliá-lo a alimentar-se; b) zelar pela limpeza e ordem do material, de equipamentos e de dependência de unidades de saúde; V- integrar a equipe de saúde; VI- participar de atividades de educação em saúde, inclusive: a) orientar os pacientes na pós-consulta, quando ao cumprimento das prescrições de Enfermagem e médicas; b) auxiliar o Enfermeiro e o técnico de Enfermagem ma execução dos programas de educação para saúde; VII- executar os trabalhos de rotina vinculados á alta de pacientes; VIII- participar dos procedimentos pós-morte. Lei nº 5.905, de 12 de junho de 1.973 Dispões sobre a criação dos Conselhos Federal e Regionais de Enfermagem e das outras providencias. O Presidente da Republica. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art 1º - São criados o Conselho Federal de Enfermagem (COFEM) e os Conselhos Regionais de Enfermagem (COREN), constituindo em seu conjunto uma autarquia, vinculada ao Ministério do Trabalho e Previdência Social. Art 8º- compete ao Conselho Federal: I- aprovar seu regimento interno e dos Conselhos Regionais; II- instalar os Conselhos Regionais; III- elaborar o Código de Deontologia de Enfermagem e alterá-lo, quando necessário, ouvidos os Conselhos Regionais; IV- baixar provimentos e expedir instruções para uniformidade de procedimento e bom funcionamento dos Conselhos Regionais; V- dirimir as duvidas suscitadas pelos Conselhos Regionais; VI- apreciar, em grau de recursos, as decisões dos Conselhos Regionais; VII- instituir o modelo das carteiras profissionais de identidade e as insígnias da profissão; VIII- homologar, suprir ou anular atos dos Conselhos Regionais; IX- aprovar anualmente as contas e a proposta orçamentária da autarquia, remetendo-as aos porgãos competentes; X- promover estudos e campanhas para aperfeiçoamento profissional; XI- publicar relatórios anuais de seus trabalhos; XII- convocar e realizar as eleições para sua diretoria; XIII- exercer as demais atribuições que lhe forem conferidas por lei; Art. 9º- O mandato dos membros do Conselho Federal será honorifico e terá a duração de três anos, admitida uma reeleição. Art. 10º- A receita do Conselho Federal de Enfermagem será constituída de: I- um quarto da taxa de expedição das carteiras profissionais; II- um quarto das multas aplicadas pelos Conselhos Regionais; III- um quarto das anuidades recebidas pelos Conselhos Regionais; Art. 15º - Compete aos Conselhos Regionais: I- deliberar sobre inscrição no Conselho e seu cancelamento; II- disciplinar e fiscalizar o exercício profissional, observados as diretrizes gerais do Conselho Federal; III- fazer executar as instruções e provimentos do Conselho Federal; IV- manter o registro dos profissionais com exercício na respectiva jurisdição; V- conhecer e decidir os assuntos atinentes á ética profissional, impondo as penalidades cabíveis; VI- elaborar a sua proposta orçamentária anual e o projeto de seu regimento interno e submetê-los á aprovação do Conselho Federal; VII- expedir a carteira profissionalindispensável ao exercício da profissão, a qual terá fé publicada em todo território e servirá de documento de identidade; VIII- zelar pelo bom conceito da profissão e dos que a exerçam; IX- publicar relatórios anuais de seus trabalhos e relação dos profissionais registrados; X- propor ao Conselho Federal medidas visando á melhoria do exercício profissional; XI- fixar o valor da anuidade; XII- apresentar sua prestação de contas ao Conselho Federal, até o dia 28 de fevereiro de cada ano; XIII- eleger sua diretoria e seus delegados eleitores ao Conselho Federal; XIV- exercer as demais atribuições que lhes forem conferidas por esta Lei ou pelo Conselho Federal. Nutrição Dietas Hospitalares De acordo com a finalidade, as dietas são classificadas em: - Dietas de Rotina - Dietas especiais 1- Dietas de Rotina - Dieta Líquida tem consistência líquida e requer o mínimo de trabalho digestivo. Usada nas disfagias, desconforto gastro intestinal, dificuldade de mastigação e deglutição e nos pré e pós-operatórios. Alimentos permitidos: água, chá, gelatinas, sucos, vitaminas de frutas, caldos, sopas liquidificadas, mingau ralo. - Dieta Leve Tem consistência semi líquida. Usada nos pré e pós-operatórios e distúrbios gastrointestinais. Alimentos permitidos: caldos, sopas, carnes, verduras, legumes (bem cozidos e em forma de purê), arroz, frutas macias, gelatinas e pudins. - Dieta Branda Constituída de alimentos bem cozidos, restrita em celulose e alimentos fermentáveis. Usadas nos pré e pós-operatórios e em transição para a dieta geral. - Dieta Pastosa Usada principalmente em casos onde há dificuldade de mastigação e deglutição. Alimentos permitidos: todos com consistência pastosa cremosa (purês, sopas cremosas, arroz bem cozido, papa de bolacha, pudins, frutas cozidas, etc.) - Dieta Geral, Livre ou Voluntária Usada nos casos em que o paciente pode receber qualquer tipo de preparação e alimentos variados sem restrições, de acordo com sua tolerância. 2- Dietas Especiais - Dieta para Diabéticos/Hipocalórica Dieta para pessoas que não podem comer açúcar, sendo necessário controlar os alimentos energéticos: arroz, batata, pão e massa. São proibidos: - alimentos e bebidas que contenham açúcar - alimentos gordurosos e frituras em excesso. - Dieta Hipercalórica Dieta com o objetivo de fornecer mais energia. Deve ser oferecida maior quantidade de arroz, massa, doces. - Dieta Obstipante ou Sem Resíduos Para pacientes com diarréia. Não podem comer verduras cruas ou cozidas, legumes, frutas cruas, frituras e alimentos gordurosos, leite e derivados, doces (só gelatina) e sucos de frutas (com exceção do limão, maçã e goiaba) - Dieta Laxativa ou Com Resíduos Para pacientes com intestino preso. Devem comer maior quantidade de verduras, legumes, frutas (laranja, mamão, ameixa) e líquidos. - Dieta Hiperproteíca Contém maior quantidade de proteínas. Oferecer leite, gelatina, carne, iogurte, queijos e ovos. - Dieta Hipoproteíca Contém menor quantidade de proteínas. - Dieta Hipogordurosa (para pessoas com problemas de fígado) Contém pouca quantidade de gordura. São proibidos: manteiga, margarina, queijo, iogurte, leite (só desnatado), frituras e alimentos gordurosos. - Dieta Hipossódica Dieta com controle de sódio e sal. São proibidos: pão francês, bolacha de água e sal, cream craker, queijos salgados e embutidos. Pode ser oferecido até 2g de sal em sache. - Dieta Assódica ou Sem Sal Dieta preparada sem adição de sal no cozimento dos alimentos. Farmacologia Regras dos 5 certos: - paciente certo - medicamento certo - posologia certa - via certa - hora certa Medidas equivalentes 1 colher de café- 2ml-2g 1 colher de chá- 5ml- 5g 1 colher de sobremesa- 10ml- 10g 1 colher de sopa- 15ml- 15g 1 copo- 250ml Vias de administração Via ocular, nasal, pavilhão auditivo, oral, sublingual, região gástrica, tópica, genital, anal. Vias parenterais: intramuscular (I.M), endovenosa (E.V), subcutânea (S.C), intradermica (I.D). Via Intramuscular- bisel para baixo. Local: deltóide- 3ml; ventro glúteo ou hockstetter- 4ml; dorso glúteo- 5ml; antero lateral da coxa- 4ml. Via Subcutânea- bisel para baixo, limite de líquido até 2ml. Local: escapular, tríceps, bíceps, abaixo da mama, parede abdominal, acima da crista helíaca e face externa mediana da coxa. Via Intradermica- utilizada para vacina e teste, para teste é 0,5ml, para vacina 1ml, bisel para cima. Via Endovenosa- não tem limite de liquido, bisel para cima. Local: veia vasilica, mediana, cefálica, cubital, radial, dorso da mão. Em criança: jugular, epicraniana. Controle de gotejamento ( Fórmula) Macrogotas/minuto Volume hora x 3 Microgotas/minuto Volume Hora Minutos Volume x 20 minuto Exemplo: Um soro de 800ml para correr em 8 horas. Quantas microgotas deverá correr? 800 =100 microgotas/minuto 8 Insulina Graduada Frasco - seringa prescrição médica - X Exemplo: Tem uma seringa de 1ml graduada em 40ui e insulina de 40ui/ml, a dose prescrita foi de 525ui/ml 40ui/ml - 40ui 25ui/ml - X 40X= 25x40 40X= 1000 X= 1000 40 X=25ui/ml Seringa Tuberculina Prescrição médica x seringa Frasco Exemplo: Tem uma seringa tuberculina 100ui em milésimos/ml, sendo que a dose é 40ui e o frasco U-100 40x100 = 4000 = 40 milésimos/ml 100 100 Fórmula em Mínimos ( a seringa será sempre 16mínimos) 16 mínimos= 1ml Exemplo: Tem uma seringa tuberculina, quantos mínimos de insulina devo administrar, sendo que a prescrição médica é 25ui e o frasco U-80? Prescrição médica x seringa Frasco 25x16 = 400 = 5 mínimos 80 80 16 mínimos - 1ml 5 mínimos - X 16X= 5x1 X= 5 16 X= 0,31ml Penicilina Cristalizada Frasco - diluente prescrição médica- X Obs: se o problema não der o diluente será sempre 8ml e mais 2ml do pó= 10ml, se o problema der o diluente (exemplo:diluente 4ml, você tem sempre que somar o pó que será sempre 2ml = 6ml) Exemplo: Prescrição médica penicilina cristalizada 1.200.000ui, frasco 5.000.000ui, quantos ml devo administrar? 5.000.000ui - 10ml 1.200.000ui - X 5.000.000X= 1.200.000x10 5.000.000X= 12.000.000 X= 12.000.000 5.000.000 X= 2,4ml Comprimidos, antibióticos Frasco - diluente prescrição - X Obs: Se no problema a prescrição ou frasco estiver em grama você terá que transformar em mg. Exemplo: 0,5g = 500mg (número inteiro, coloca-se três 0, um número depois da vírgula coloca-se dois 0) Exemplo: Prescrição médica de 125mg, de uma medicação subcutânea, frasco é de 0,5g por 2ml. Quanto devo administrar? 500mg - 2ml 125mg - X 500X= 125x2 500X= 250 X= 250 500 X=0,5ml Transformação de soro Isotônico para hipertônico Exemplo: Numa prescrição médica temos SG(soro glicosado)10% 400ml e eu tenho na enfermaria SG5% 400ml e ampolas de glicose 25% com 20ml. Transforme o soro de 5% para 10%. 1o. Passo(numa prescrição médica temos SG10% 430ml) 100ml ____10g(10% transformado em grama) 400ml ____ x 100x= 400x10 100x= 4000 x=4000 ____ 100 x= 40g 2o. passo (e eu tenho na enfermaria SG 5% 400ml) 100ml ____5g 400ml ____x 100x= 400x5 100x= 2000 x= 2000 ____ 100 x= 20g Diferença 40g(resultado do 1o passo) - 20g(resultado do 2o. passo)= 20g. 3o passo (e ampolas de glicose 25% com 20ml) 100ml ______ 25g 20ml _______ x 100x= 25x20 100x= 500 x= 500 ____ 100 x= 5 g O final do problema eu coloco como 4o passo. 4o. passo 5g(resultado do 3o passo)_____20ml(ampolas de glicose25%com 20ml) 20g (resultado da diferença)____x Então ficou: 5g_______ 20ml 20g______x 5x=20x20 5x= 400 x=400 ___ 5 x= 80ml 400(do soro) +80(resultado do 4o. passo)= 480ml Resultado: 480ml. Sistemas Digestivo Sistema Respiratório Sistema Urinário reações químicas por meiodas quais substâncias complexas são transformadas em outras mais simples. * Boca - é a primeira seção do tubo digestivo. Suas funções principais são: mastigação e o umedecimento do alimento. * Dentes- divide o alimento em pedaços bem pequenos. * Faringe- participa na deglutição * Esôfago- é um corredor formado por músculos lisos que empurram delicadamente o bolo alimentar para o estômago. * Estômago- produz p suco gástrico que modifica a estrutura dos alimentos e impede o desenvolvimento de bactéria e fermentação. * Intestino Delgado- produz o suco entérico e absorve os nutrientes. * Intestino Grosso- o material que chega ao intestino grosso contém muita água. Uma função importante do intestino grosso é a reabsorção dessa água, que passa para o sangue, o que não foi digerido transforma-se em fezes. * Fígado- produz a bile, armazena nutrientes, atua sobre grandes gorduras, produz fator VIII. * Vesícula Biliar- Equação da respiração: glicose+oxigenio-gás carbônico. * Cavidade Nasal - filtra, aquece, umedece o ar. * Faringe - conduz o ar para a laringe. * Laringe - produz o muco que umedece e retém substâncias, impede a penetração de corpo estranho e também é o órgão da fonação. * Traquéia- sua função resulta no transporte de muco e material inspirado para a laringe. * Pulmões- regulam o nível de dióxido de carbono. * Brônquios e Bronquíolos- levam o ar até os alvéolos pulmonares. * Alvéolos pulmonares- neles ocorre a troca de gases. * Diafragma- quando o diafragma se expande (inspiração), o ar é sugado através das narinas e da boca. Quando ele se contrai, o ar é expulso (expiração), eliminando o gás carbônico no ar inspirado. A excreção consiste na eliminação das substâncias inúteis ou nocivas ao organismo, resultantes da atividade celular. * Rim - é formado por uma cápsula que envolve externamente por um córtex e pela medula. Na região do córtex estão situados os néfrons. O rim filtra o sangue e seleciona o que deve ser eliminado, também regula quantidade de água no organismo. * Néfrons - nos néfrons o sangue é filtrado, dessa filtração resulta a urina. * Ureter - é um duto, que também é um canal que comunica o rim com a bexiga. * Bexiga- é uma bolsa de parede elástica que pode aumentar em volume. Sua função é acumular a urina produzida pelo rim. * Uretra- é um duto que se comunica com o meio externo. * Glândula supra-renal- produz hormônios que ajudam no funcionamento do rim. Sistema Nervoso Conjunto dos elementos que, nos organismos animais, estão envolvidos com a recepção dos estímulos, a transmissão dos impulsos nervosos ou a ativação dos mecanismos dos músculos. Anatomia e função Os animais vertebrados têm uma coluna vertebral e um crânio, que abrigam o sistema nervoso central, enquanto que o sistema nervoso periférico se estende pelo resto do corpo. A parte do sistema nervoso situada no crânio é o cérebro e a que se encontra na coluna vertebral é a medula espinhal. No sistema nervoso, a recepção dos estímulos é a função de células sensitivas especiais, os receptores. Os elementos condutores são células chamadas neurônios, que podem desenvolver uma atividade lenta e generalizada ou podem ser unidades condutoras rápidas, de grande eficiência. A resposta específica do neurônio chama-se impulso nervoso (ver Neurofisiologia). Os receptores encontram-se na pele e captam os diferentes estímulos, transformando-os em um sinal elétrico. Quando ativados, estes neurônios sensitivos mandam os impulsos até o sistema nervoso central e transmitem a informação para outros neurônios, chamados neurônios motores, cujos axônios estendem-se de novo para a periferia. Através destas últimas células, os impulsos se dirigem às terminações motoras dos músculos, excitando-os e provocando a contração e o movimento adequado. Há grupos de fibras motoras que levam os impulsos nervosos aos órgãos que se encontram nas cavidades do corpo, como o estômago e os intestinos. Estas fibras constituem o sistema nervoso vegetativo. Afecções do sistema nervoso O sistema nervoso é suscetível a infecções provocadas por uma grande variedade de bactérias, vírus e outros microorganismos (meningite, poliomielite e encefalite). Em certas afecções, como a neuralgia, a enxaqueca ou a epilepsia, pode não haver Sistema Esquelético A função mais importante do esqueleto é sustentar a totalidade do corpo e dar-lhe forma. Torna possível a locomoção ao fornecer ao organismo material duro e consistente, que sustenta os tecidos brandos contra a força da gravidade e onde estão inseridos os músculos, que lhe permitem erguer-se do chão e mover-se sobre sua superfície. O sistema ósseo também protege os órgãos internos (cérebro, pulmões, coração) dos traumatismos do exterior. Osso: em todo osso longo, o corpo geralmente cilíndrico, recebe o nome de diáfise, e os extremos, recebem o nome de epífise. A diáfise é oca e seu interior é ocupado pela medula amarela. Também na epífise há um grande número de cavidades formadas pelo entrecruzamento dos delgados tabiques ósseos, os quais contém a medula vermelha, formadora de glóbulos sangüíneos. O periósteo é uma membrana muito tenaz e extremamente vascularizada que envolve os ossos e permite que estes cresçam em espessura; esta membrana é de grande importância pois, por meio de seus vasos sangüíneos, chegam às células ósseas as substâncias nutritivas. O ESQUELETO : é composto por ossos, ligamentos e tendões. O esqueleto humano é formado por 203 ou 204 ossos e se divide em cabeça, tronco e membros. Na face os ossos são: maxilares, zigomáticos, nasais, e a mandíbula, único osso móvel da cabeça que serve para a mastigação. Em continuação do crânio está a coluna vertebral que é formada pelas vértebras. As vértebras são uma série de anéis colocados sobretudo de maneira que o orifício central de cada uma corresponda com o do superior e o do inferior, de tal maneira que no centro da coluna vertebral existe uma espécie de conduto, pelo qual passa a medula espinal, órgão nervoso de fundamental importância. A articulação que se interpõe entre uma vértebra e a nenhuma evidência de dano orgânico. Outra doença, a paralisia cerebral, está associada a uma lesão cerebral. vértebra seguinte permite a mobilidade de toda a coluna vertebral, garantindo a esta a máxima resistência aos traumas. Entre uma vértebra e outra existem os discos cartilaginosos que servem para aumentar a elasticidade do conjunto e atenuar os efeitos de eventuais lições. As vértebras são 33 e não são todas iguais; as inferiores tem maior tamanho porque devem ser mais resistentes para realizar um trabalho maior. As primeiras 7 (sete) vértebras se denominam cervicais; a primeira se chama atlas e a segunda áxis. Em continuação das cervicais estão 12 vértebras dorsais que continuam através das costelas e se unem ao esterno, fechando a caixa torácica mediante as cartilagens costais, protegendo os órgãos contidos no tórax: coração, pulmões, brônquios, esôfago e grandes vasos. A coluna vertebral continua com as 5 vértebras lombares. A estas, seguem-se outras 5 vértebras soldadas entre si, que formam o osso sacro e, por último, as 4 ou 5 rudimentarias, quase sempre soldadas entre si, que tomam o nome de cóccix ou osso caudal. Os ossos dos membros superiores começam com o ombro formado pela cintura escapular, de forma triangular, plana, e pela clavícula situada em frente da anterior, que é longa e curvada. A articulação do ombro é bastante móvel, o que permite mover o braço em todas as direções; esta articulação junto com a do quadril é uma das mais importantes no corpo humano. O osso do braço é o úmero, longo e robusto; o antebraço é formado pelos ossos: rádio e Ulna (cúbito). O rádio termina no cotovelo com a articulação e o ulnam (cúbito) apresenta (em correspondênciacom o cotovelo) um saliente que não permite ao antebraço pregar-se quando está distendido em linha reta com o braço. Com os dois ossos do antebraço se articula na sua parte inferior a mão, que é formada por uma série de 13 ossos pequenos: 8 são chamados ossos do carpo, são os que formam o punho; 5 denominados metacarpos e que correspondem à superfície dorso-palmar da mão. Os dedos da mão, estão formados pela primeira, segunda e terceira falanges (o polegar tem só dois). Os membros inferiores estão unidos ao osso sacro por meio de um sistema de ossos que são denominados cintura pélvica ou pélvis, que é formada pela fusão de três ossos: íleo, ísquio e púbis. Com a pélvis se articula o fêmur, osso do quadril que é o mais longo e mais robusto de todo o corpo. Na sua parte inferior o fêmur se une à tíbia e ao Fíbula (perônio), que são os dois ossos da perna. Esta união tem lugar na articulação do joelho, do qual forma parte a Patela (rótula) e os meniscos (dois discos cartilaginosos cuja rotura é muito freqüente em alguns esportistas). Interpostos entre os côndilos femorais, a tíbia e o fíbula (perônio). Por último, aos ossos da perna se articulam com os do pé: o calcâneo, o astrágalo, os ossos metatarsos, os dos dedos que têm três falanges, exceto o primeiro que tem duas. O esqueleto constitui o arcabouço do organismo e é formado pelos ossos. Além da função de sustento, tem aquela, também, importantíssima, de permitir ao homem de se mover. Os ossos constituem a parte passiva do aparelho locomotor: o seu movimento é devido à contração e ao relaxamento dos músculos que neles se inserem. Sobre a forma dos ossos têm influência a direção e a potência dos músculos. Os ossos que formam o esqueleto do adulto são 203, excluindo os ossos considerados "supranumerários" (que existem na cabeça) e os ossos "sesamóides" (pequenos ossos acessórios que se acham na vizinhança das articulações, geralmente imersos em um tecido fibroso). Cada osso do nosso corpo apresenta uma forma característica que permite reconhecê-lo imediatamente, não obstante as variações que possam existir de um indivíduo para outro. A forma dos ossos não é casual mas devida a um complexo de razões. A primeira de tais razões é a forma do seu esboço devido a causas hereditárias; intervêm depois outras causas que influem sobre a forma de cada uma das suas porções: o modo pelo qual dois ossos se põem em relação determina uma mudança das duas superfícies de contacto, e os músculos e os tendões que neles se inserem produzem modificações na superfície de implantação. Além disso, as partes contíguas deixam sobre os ossos impressões, mesmo que sejam menos duras do que ele, como, por exemplo, uma artéria ou um nervo; mesmo o cérebro deixa uma impressão sobre os ossos que o encerram. Curativos Introdução A pele constitui uma barreira mecânica de proteção ao corpo, além de participar da termorregulação, de excreção de água e eletrólitos e das percepções táteis de pressão, dor e temperatura. Ela apresenta três camadas: epiderme, derme e tecido conjuntivo subcutâneo. Qualquer interrupção na continuidade da pele representa uma ferida. O tratamento de uma ferida e assepsia cuidadosa tem como objetivo evitar ou diminuir os riscos de complicações de correntes, bem como facilitar o processo de cicatrização. Classificação das feridas As feridas podem ser classificadas de três formas diferentes: de acordo com a maneira como foram produzidas, de acordo com o grau de contaminação e de acordo com o comprometimento tecidual. Quanto ao mecanismo de lesão as feridas podem ser descritas como incisas, contusas, lacerantes ou perfurantes. - Feridas incisas ou cirúrgicas- são aquelas produzidas por um instrumento cortante. - Feridas contusas- são produzidas por objetos rombo e são caracterizadas por traumatismo das partes moles, hemorragia e edema. - Feridas laceradas- são aquelas com margens irregulares como produzidas por vidro. - Feridas perfurantes- são caracterizadas por pequenas aberturas na pele. Feridas por bala ou ponta de faca. Quanto ao grau de contaminação, as feridas podem ser limpas, limpas contaminadas, contaminadas ou sujas e infectadas. - Feridas limpas- são aquelas que não apresentam inflamação e que não são atingidos os tratos respiratórios, digestivos, genital ou urinário. - Feridas limpas-contaminadas- são aquelas nas quais os tratos respiratórios, digestivos ou urinário são atingidos, porém em condições controladas. -Feridas contaminadas- incluem feridas acidentais, recentes e abertas e cirúrgicas em que a técnica de assepsia não foi devidamente respeitada. -Feridas infectadas ou sujas- são aquelas nas quais os microorganismos já estavam presentes antes da lesão. De acordo com o comprometimento tecidual as feridas são classificadas em quatro estágios: - Estágio I- caracteriza-se pelo comprometimento apenas da epiderme. - Estágio II- caracteriza-se por abrasão ou úlcera, ocorre perda tecidual e comprometimento da epiderme, derme ou ambas. - Estágio III- caracteriza-se por presença de úlcera profunda, com comprometimento total da pele e necrose de tecido subcutâneo, entretanto a lesão não se estende até a fáscia muscular. - Estágio IV- caracteriza-se por extensa destruição de tecido, chegando a ocorrer lesão óssea ou muscular. Processo de cicatrização - Incisão/injúria: coágulo, estase, liberação de substâncias vasoativas. - 2 horas: crosta - 6 horas: neutrófilos liberam enzimas que efetuam a quebra dos restos celulares e dos agentes invasores - 12 horas: monócitos fagocitam bactérias e restos celulares - 24-48 horas: formação da ponte epitelial - 48 horas: fibroblastos produzem colágeno para formação da cicatrização - 6 dias: a proliferação de fibroblastos atinge seu pico, repondo o tecido conjuntivo. Formação do tecido de granulação (forma precoce de tecido cicatricial) - 2 semanas: realinhamento das fibras colágenas- aumento da resistência redução da espessura da cicatriz - Semanas e meses: contração- a cicatriz altera a sua aparência. Tipos de cicatrização - Primeira intenção (união primária): esse tipo de cicatrização ocorre quando as bordas da ferida são apostas ou aproximadas, havendo perda mínima de tecido, ausência de infecção e edema mínimo. - Segunda intenção (granulação): neste tipo ocorre perda excessiva de tecido e presença de infecção. O processo de reparo, é mais complicado e demorado. - Terceira intenção (sutura secundária): caso uma ferida não tenha sido suturada inicialmente ou as suturas se rompem e a ferida tem que ser novamente suturada. Fatores que influenciam a cicatrização das feridas - perfusão de tecidos e oxigenação - localização da ferida - corpo estranho na ferida - medicamentos - nutrição - hemorragia - edema e obstrução linfática - infecção - idade do paciente - hiperatividade do paciente. Existem os seguintes tipos de curativos padronizados: - Curativo limpo- curativo limpo e seco deve ser mantido oclusivo por 24 horas; - Curativo com dreno- deve ser realizado separado do da incisão e o primeiro a ser realizado será sempre o do local menos contaminado; - Curativo contaminado- deve ser protegido durante o banho. Objetivos do curativo Tratar e prevenir infecções, eliminar fatores desfavoráveis que retardam a cicatrização, diminuir infecções cruzadas, através de técnicas e procedimentos corretos. Finalidades - remover corpo estranho - reaproximar bordas separadas - proteger a ferida contra contaminação e infecções - promover a hemostasia. Termos Técnicos Abrasão.....esfoladura, arranhão. Abscesso.....coleção de pus externa ou internamente. Acinésia.....impossibilidade de movimentos voluntários, paralisia. Acne.....doença inflamatória das glândulas sebáceas. Adenosa.....tumor de uma glândula e que reproduz a estrutura dela. Adiposo.....gordura. Afagia.....impossibilidade de deglutir. Afasia.....impossibilidade de falar ou entendera palavra falada. Afebril.....sem febre, apirético. Afonia.....perda mais ou menos acentuada da voz. Agrafia.....não consegue escrever. Algia.....dor em geral. Algidez.....resfriamento das extremidades. Alopécia.....é a queda total ou parcial dos cabelos. Aloplastia.....(prótese), substituto de uma parte do corpo por material estranho. Amenorréia.....falta de menstruação. Anasarca.....edema generalizado. Anorexia.....falta de apetite, inapetência. Anoxia.....falta de oxigênio nos tecidos. Anúria.....ausência da eliminação urinaria Apático.....sem vontade ou interesse para efetuar esforço físico ou mental. Apnéia.......parada dos movimentos respiratórios. Ascite.....edema localizado na cavidade peritonial com acúmulo de liquido. Asfixia.......sufocação, dificuldade da passagem do ar. Astenia.....fraqueza, cansaço. Atrofia.....diminuição do tamanho ou peso natural de um órgão ou tecido. Azia.....sensação de ardor estomacal, eructação azeda e ácida. Balanite.....inflamação da glande ou da cabeça do pênis. Bandagem.....enfaixe. Benigno.....que não ameaça a saúde nem á vida.Não maligno, como certos tumores, inócuo. Bilioso.....referente á bile, peculiar a transtornos causados por excesso de bile. Blefarite.....inflamação das pálpebras. Blenúria.....presença de muco na urina. Bócio.....hiperplasia da glândula tireóide. Bradicardia.....diminuição das batidas cardíacas Bradicardia.....diminuição dos batimentos cardíacos. Bradipnéia.....movimento respiratório abaixo do normal. Braquialgia.....dor no braço. Bursite.....inflamação da bolsa sinovial. Cacofonia.....voz anormal e desagradável Calafrio.....contrações involuntárias das musculatura esquelética com tremores e bater dos dentes. Caquexia.....desnutrição adiantada, emagrecimento severo. Cefaléia.....dor de cabeça. Choque.....síndrome que se manifesta com pele fria, queda de temperatura, cianose e morte. Cianose......coloração azulada por falta de oxigênio. Cirrose.....fibrose com destruição do tecido. Cistite.....inflamação da bexiga. Cistostomia.....abertura de comunicação da bexiga com o exterior. Colecistectomia.....remoção da vesícula biliar. Colecistite.....inflamação da vesícula biliar. Cólica.....dor espasmódica. Colostomia.....abertura artificial para saída de fezes a nível do cólon. Coma.....estado de inconsciência Congênito.....doença herdada no nascimento. Congestão.....acúmulo anormal ou excessivo de sangue numa parte do organismo. Constipação.....não evacua normalmente. Contratura.....rigidez muscular. Convalescença.....caminha para o restabelecimento. Convulsão.....contrações violentas involuntárias do músculo, agitação desordenada. Coprólito.....massa endurecida de matéria fecal nos intestinos. Debilidade.....fraqueza, falta de forças. Debridamento..... limpeza de um tecido do infectado ou necrótico de um ferimento. Decúbito.....posição deitada. Desmaio.....lipotínea, ligeira perda dos sentidos. Diaforese.....sudorese excessiva. Diarréia.....evacuações freqüentes e liquidas. Diplegia.....paralisia bilateral. Diplopia.....visão dupla. Disfagia.....dificuldade de deglutir. Disfonia.....distúrbio na voz. Dismenorréia.....menstruação difícil e dolorosa. Dispnéia.....dificuldade respiratória. Distensão.....estiramento de alguma fibra muscular, intumescimento ou expansão. Distrofia.....perturbação da nutrição. Disúria.....micção difícil e dolorosa. Diurese.....secreção urinaria. Ecopraxia.....repetição dos movimentos ou maneirismo de outra pessoa. Edema.....retenção ou acúmulo de líquidos no tecido celular Emese.....ato de vomitar. Epigastralgia.....dor no epigástrio. Epistaxe.....hemorragia nasal. Epistótomo.....contrações musculares generalizados com encurvamento do corpo para frente. Equimose.....pequeno derrame sanguíneo debaixo da pele. Eritema.....vermelhidão na pele. Eructação.....emissão de gases estomacais pela boca,arroto. Escabiose.....moléstia cutâneas contagiosa, caracterizada por lesão multiformes, acompanhadas por prurido intenso. Escara de decúbito.....úlcera perfurante em região de proeminências ósseas. Esclerose.....endurecimento da pele,devido a uma proliferação exagerada de tecido conjuntivo.Alteração de tecidos ou órgãos caracterizado pela formação de tecidos fibroso. Escoriações.....abrasão, erosão, perda superficial dos tecidos. Esfignomanometro.....aparelho para verificar a pressão arterial. Esfoliação.....desprendimento de tecido necrosado sob a forma de lâminas Espasmo.....contrações involuntárias, violenta e repentina de um músculo ou grupo de músculo;pode acometer as vísceras ocas como estômago e os intestinos Esplenite.....inflamação do baço Esplenomegalia......aumento do volume do baço. Estenose.....estreitamento. Eupnéia......respiração normal. Exantema.....erupção da pele. Fadiga.....cansaço, esgotamento. Falo.....pênis. Fétido.....mal cheiro Flato.....ar ou gases no intestino Gangrena.....necrose maciça dos tecidos devido á falta de irrigação sanguínea. Halitose.....mau hálito Hematêmese.....vomito com sangue. Hematoma.....extravasamento de sangue fora da veia. Hematúria......presença de sangue na urina. Hemiparesia.....fraqueza muscular em um lado do corpo. Hemoptise.....hemorragia de origem pulmonar,escarro com sangue. Hemorragia.....sangramento, escape do sangue dos vasos sanguíneos. Hemostasia.....processo para conter a hemorragia, coagulação do sangue Hidrocefalia.....aumento anormal da quantidade de líquidos na cavidade craniana Hiperglicemia.....excesso de glicose no sangue. Hipertensão.....aumento da pressão arterial. Hipertrofia.....aumento anormal de um órgão ou tecido. Hipoestesia.....diminuição da sensibilidade. Hipofixia.....falta de oxigênio. Hipotensão....baixa pressão arterial. Icterícia.....coloração amarelada da pele e mucosa. Isquemia.....insuficiência local de sangue. Mácula.....mancha rósea da pele sem elevação Melena.....hemorragia pelo ânus em forma de borra de café, é o sangue que vem do estômago ou duodeno e sofreu transformações químicas. Menarca.....primeira menstruação Midríase.....dilatação da pupila. Miose.....contração da pupila. Náuseas.....desconforto gástrico com impulsão para vomitar. Necrose.....morte dos tecidos localizados, de uma região do corpo. Obstipação.....constipação rebelde, prisão de ventre. Oligúria.....diminuição da quantidade de urina. Paralisia.....diminuição ou desaparecimento da sensibilidade e movimentos. Parenteral.....por via que não é a bucal. Paresia.....paralisia incompleta. Parestesia.....alteração da sensibilidade, desordem nervosa, com sensações anormais. Pirose.....azia, fermentação ácida com sensação de calor no estômago. Piúria.....presença de pus na urina. Poliúria.....excessiva eliminação urinaria. Posição de fowler.....posição semi sentada que se obtém com cama articulada ou com auxilio de travesseiros. Posição de trendelemburg.....com os´pés em nível mais alto que a cabeça. Prostração.....exaustão, grande estafa. Prurido.....coceira intensa. Quelóide.....excesso de tecido conjuntivo na cicatriz, que fica exuberante. Regurgitação.....volta de comia do estômago á boca. Retenção urinária.....incapacidade de eliminar a urina. Rinorréia.....coriza, descarga mucosa pelo nariz. Sialorréia.....salivação excessiva. Taquicardia.....aceleração dos batimentos cardíacos.O normal é entre 72 e 80.De 200 em diante o pulso se torna incontável. Taquipnéia.....aumento de freqüência dos movimentos respiratórios. Úlcera.....necrose gradual do tecido, com perda de substância. Urticária.....erupção eritematosa da pele com prurido. Vertigem.....distúrbio neuro vegetativo, tontura. Vesículas.....bolhas. Xantorréia.....corrimentovaginal amarelo,acre e purulento. Xerodérmia.....secura da pele. Xeromicteria.....falta de umidade nas vias nasais. Terminologia Cirúrgica Angi- vaso Arteri- artéria Art- articulação Blefar- pálpebra Cardi- coração Cefal- cabeça Ciste- bexiga Col- intestino grosso Cole- vesícula biliar Calp- vagina Derm- pele Enter intestino delgado Esplen- baço Estom- abertura Lito- calculo Omã- tumor Pexia- fixação Penia- falta de Plast- modelar Ptose- queda Ráfia- sutura Scopia- ato de ver Faring- faringe Fleb- veia Gastr- estomago Gloss- língua Hem- sangue Hepat- fígado Hidr- água Laring- laringe Mast- seio Mul- medula Nefr- rim Oftalm- olho Ooforo- ovário Orqu- testículo Oste- osso Oto- ouvido Piel- pelve renal Pneum- pulmão Pneumato- ar Proc- anus Raqui- coluna vertebral Rin- nariz Salping- trompa Tireoid- tireóide Tórax- tórax Traque- traquéia Uretr- uretra Algia- dor Cintese- punção, orifício Dese- ligação Estase- parada Fasia- fala, palavra Fago- comer Ite- inflamação Lese- destruição Lavagem da Mãos As mãos devem ser lavadas antes e após todo e qualquer procedimento. É a lavagem das mãos o cuidado que evita infecção cruzada, ou seja, a veiculação de microorganismos: - de um paciente para o outro; - de um paciente para o profissional; - de utensílios permanentes pra o profissional ou para o paciente ( camas, telefone, etc); Podemos citas que a lavagem das mãos tem por finalidade: - diminuir o número de microorganismos; - eliminar sujidades, substâncias tóxicas e medicamentosas; - evitar disseminação de doenças; - proteger a saúde do profissional. Técnica Material: - sabão de preferência líquido - toalha de papel. 1- abrir a torneira; 2- molhar as mãos; 3- passar o sabão; 4- friccionar bem; 5- passar as mãos ensaboadas na torneira; 6- conservá-la aberta; 7- proceder assim: - palma com palma; - palma no dorso (incluso entre os dedos); - dorso na palma (incluso entre os dedos); - ponta dos dedos em concha e vice-versa; - polegares; - costas das mãos; - unhas; 8- enxaguar; 9- com as mãos em concha, jogar água na torneira; 10- pegar o papel toalha; 11- secar as mãos; 12- com o papel, secar a torneira e fechá-la. Calçan do Luvas Estérei s 1- Quando se calça primeira a luva direita, pegase o punho pelo lado de dentro com a mão esquerda. 2- Introduz-se a mão direita no interior da luva, a qual é então puxada para sua posição com a mão esquerda (deixando a dobra da luva virada). Solta-se a luva 3- Depois deisso pode-se pegar a luva com a mão esquerda com a mão direita já enluvada, introduzindo os dedos sob a dobra do punho (o lado externo é esterilizado). 4- Introduz-se a mão esquerda, e a luva é levada para sua posição. Desdobra-se então o punho. 5- Com a mão esquerda enluvada, pode-se puxar com segurança o punho dobrado da mão direita. Admissão do Paciente 1- Receber o paciente cordialmente, verificando se as fichas estão completas; 2- Acompanhar o paciente ao leito, auxiliando-o a deitar e dando-lhe todo o conforto possível; 3- Apresentá-lo aos demais pacientes do seu quarto; 4- Orientar o paciente em relação à: a- localização das instalações sanitárias; b- horários das refeições; c- modo de usar a campainha; d- nome do médico e da enfermeira chefe. 5- Explicar o regulamento do hospital quanto à: a- fumo; b- horário de repouso; c- horário de visita. 6- Preparar o paciente em relação aos exames a que será submetido, afim de obter sua cooperação; 7- Fornecer roupa do hospital se a rotina da enfermeira não permitir o uso da própria roupa; 8- Fazer o prontuário do paciente; 9- Verificar temperatura, pressão arterial, pulso e respiração; 10- Anotar no relatório de enfermagem a admissão, que deve constar variando de acordo com a rotina do hospital o seguinte: a- data, hora e modo de admissão; b- sintomas subjetivos- queixas do paciente; c- sintomas objetivos- erupções, anomalias, paralisias, etc.; d- funções fisiológicas e- condições de higiene; f- observações sobre o estado físico e aparência geral do paciente. 11- Anotar no Relatório Geral a admissão e o censo diário. Sinais Vitais Os sinais vitais do paciente são: temperatura, pulso, respiração e a pressão arterial. Existem equipamentos próprios para a verificação de cada sinal vital, que devem ser verificados com cautela e sempre que possível não comentá-lo com o paciente * Temperatura A temperatura é a medida do calor do corpo: é o equilíbrio entre o calor produzido e o calor perdido. Tempo para deixar o termômetro no paciente é de 5 a 10 minutos. - Valores da temperatura: É considerado normal 36ºC a 37ºC Temperatura axilar- 36ºC a 36,8ºC Temperatura inguinal- 36ºC a 36,8ºC Temperatura bucal- 36,2ºC a 37ºC Temperatura retal- 36,4ºC a 37,2ºC * Pulso e Respiração O pulso e a respiração devem ser verificados no mesmo procedimento, pois o paciente pode interferir, parando ou alterando o ritmo respiratório. - Pulso O pulso radial é habitualmente o mais verificado. Média normal do pulso: Lactentes: - 110 a 130 bpm (batimentos por minuto) Abaixo de 7 anos: - 80 a 120 bpm Acima de 7 anos: - 70 a 90 bpm Puberdade: - 80 a 85 bpm Homem: - 60 a 70 bpm Mulher: - 65 a 80 bpm Acima dos 60 anos: - 60 a 70 bpm - Respiração A principal função da respiração é suprir as células do organismo de oxigênio e retirar o excesso de dióxido de carbono. Valores normais: Homem: - 16 a 18 mpm (movimentos por minuto) Mulher: - 18 a 20 mpm Criança: - 20 a 25 mpm Lactentes: - 30 a 40 mpm * Pressão Arterial É a medida da força do sangue contra as paredes das artérias. A medida da pressão arterial compreende a verificação da pressão máxima chamada sistólica e pressão mínima diastólica. - Valores normais para um adulto: Pressão sistólica: 140x90mmHg Pressão diastólica: 90x60mmHg Limpeza de Unidade A unidade do paciente é composta de: mesa de cabeceira e cadeira, mesa de refeição, escadinha e painel. Objetivos: - preparar para receber outro paciente, diminuindo os riscos de infecção; - proporcionar conforto e segurança ao paciente, mantendo o ambiente limpo e agradável. Indicações: 1- Alta ou transferência- limpeza terminal 2- Óbito- limpeza terminal 3- Permanência prolongada- limpeza terminal (mais de 05 dias) 4- Cama de operado- limpeza terminal 5- Sempre que necessário Material: - 02 panos de limpeza; - sabão ou detergente; - jarro; - balde; - bacia; - 02 folhas de jornal; - hamper; - luva de procedimento. Técnica: 1- abrir portas e janelas 2- desocupar mesa de cabeceira 3- retirar roupa de cama e colocar no hamper 4- levar o hamper para o local da roupa usada, evitando tocar no uniforme 5- levar o material para unidade, colocando-o sobre a escadinha 6- forrar o chão com jornal e colocar o jarro e o balde sobre ele 7- lavar a mesa de cabeceira, enxaguar e enxugar, usando pano embebido na água, os movimento devem ser firmes, longos, únicos e sempre no mesmo sentido 8- limpar a cadeira, colocá-la ao lado da cama 9 - limpar a campainha e saída de sistemas 10- limpar um lado do travesseiro sobre o colchão 11- colocar o travesseiro sobre a cadeira e limpar a ultima face 12- limpar a face superior do colchão, no sentido cabeceira para os pés da cama 13- colocar o colchão sobre os pés da cama, expondo a metade superior do estrado 14- proceder a limpeza da cabeceira e a parte exposta do estrado 15- virar o colchão sobre a cabeceira, apoiando a parte limpa na cabeceira expondo a parte do estrado e espaldar dos pés da cama16- proceder a limpeza do estrado e espaldar do lado dos pés da cama 17- colocar o colchão na posição correta 18- proceder a limpeza na parte superior da colchão 19- recompor a unidade 20- levar o material para sala de serviço, lavar, enxugar e guardar em seus devidos lugares. Arrumação de Cama 1- Cama Simples - aberta- com paciente - fechada- sem paciente 2- Cama com paciente acamado 3- Cama de operado Material necessário - dois lençóis grandes - um lençol móvel - uma colcha - uma fronha - cobertor se necessário Objetivos: - Conforto do paciente - Estética da enfermaria Técnica 1- Colocar a roupa na cadeira ao lado da cama, na ordem que vai ser usada. 2- Soltar a roupa de cama, iniciando pelo lado distal, retirando uma peça de cada vez. Voltando as pontas para dentro e colocando no hamper. 3- Colocar a fronha no travesseiro, deixando-o sobre a cadeira. 4- Estender o lençol protetor do colchão. 5- Estender o lençol móvel. 6- Estender o lençol normal. 7- Estender o cobertor e a colcha. 8- Fazer a dobra da cabeceira se a cama for aberta. 9- Ajeitar o travesseiro e examinar se a cama ficou bem feita. Observações : - se o paciente tiver incontinência urinária ou em caso de puérpera, acrescenta-se um impermeável sob o lençol móvel. - quando o leito estiver vago, o lençol de cima ficará esticado e o travesseiro de pé encostado no espaldar da cama. Cama com paciente Deve ser feita evitando cansar o paciente, o qual deve ser afastado para o lado contrário aquele em que se está trabalhando. O paciente ficará em decúbito lateral ou dorsal, conforme seu estado. Banhos Tipos: 1- Aspersão - banho de chuveiro; 2- Imersão - banho na banheira; 3- Ablução - jogando pequenas porções de água sobre o corpo; 4- No leito - usado para pacientes acamados em repouso absoluto. Objetivos: - limpeza da pele e conforto do paciente; - estímulo a circulação e prevenção de úlceras de pressão. Material: - material para higiene oral; - bacia; - balde; - jorro com água morna; - material para lavagem externa; - luva de banho; - sabonete; - roupa de cama e de uso do paciente; - luva de procedimento. Sonda Nasogátrica Definição: A Sonda Nasogátrica é um tubo de polivinil que quando prescrito, deve ser tecnicamente introduzido desde as narinas até o estômago. Sua finalidade está associada à maneira com ficará instalada no paciente. Objetivo da Sonda Nasogástrica: A maneira como ela estará instalada determinará seu objetivo. Pode ser aberta ou fechada. a- Sonda Nasogátrica Aberta: Quando o objetivo é drenar líquidos intra-gástrico, a saber: - esverdeado: Bile - borra de café: bile + sangue - sanguinolenta vivo - sanguinolento escuro - amarelado Podemos exemplificar cirurgias onde no pós operatório se deseja o repouso do sistema digestivo e também em casos de intoxicação exógena, onde o conteúdo ingerido precisa ser removido rapidamente. b- Sonda Nasogástrica Fechada Utilizada com finalidade de alimentação, quando por alguma razão o paciente não pode utilizar a boca no processo de digestão. Ex: câncer de língua, anorexia, repouso pós- cirúrgico. Material: Bandeja contendo: - Sonda Nasogástrica (também chamada de Levine) de numeração 10, 12, 14, 16, 18 (adulto) - esparadrapo - xilocaína gel - gaze - par de luvas - seringa de 20cc -estetoscópio - copo com água - toalha de rosto de uso pessoal Caso a Sonda Nasogástrica seja aberta adicione: -extensão - saco coletor. Técnica: - explicar a procedimento ao paciente; - colocá-lo em posição de Fowler; - colocar a toalha sob o pescoço; - calçar as luvas; - abrir a sonda; - medir o comprimento da sonda: da base da orelha até a ponta do nariz e descer até o apêndice xifóide; - marcar o local com o esparadrapo; - passar xilocaína gel aproximadamente uns 10 cm; - introduzir a sonda s por uma das narinas; - flexionar o pescoço aproximando ao tórax, pedindo ao paciente para realizar movimentos de deglutição; - introduzir a sonda até o ponto do esparadrapo; - fazer os 3 testes: pegar a ponta da sonda e colocá-la em um copo com água, se borbulhar, retirar a sonda, pois ao invés de estar no estômago, está no pulmão; pegar a ponta da sonda, encaixar a seringa e aspirar se vier líquido, a sonda está no lugar certo; pegar o estetoscópio e auscultar. Cateterismo Vesical Conceito: é a introdução de uma sonda até a bexiga a fim de retirar a urina. Indicações: - quando o paciente está impossibilitado de urinar - colher urina asséptica para exames - preparo pré-parto, pré-operatório e exames pélvicos (quando indicados) - incontinência urinária Material Bandeja contendo: - pacote de cateterismo estéril com: cuba rim cúpula pinça kocher 5 gazes dobradas seringa de 20cc (a seringa no caso masculino serve para lubrificar a mucosa da uretra introduzindo Xilocaína gel e também aliviando a dor na sondagem vesical, também casos de sondagem em que há presença de coágulos como por exemplo em paciente com infecção do trato urinário, ou lesão de bexiga, a seringa pode ser utilizada para aspirar os coágulos e permitir a passagem da urina....) - um pacote de luva estéril - sonda vesical apropriada estéril - frasco com povidine tópico - lubrificante (xilocaína gel) Acessório (quando houver necessidade) - comadre coberta - biombo - material para lavagem externa - seringa com água destilada - extensão de sonda mais saco coletor - esparadrapo - agulha de aspiro Técnica 1- explicar ao paciente o que será feito 2- preparar o material 3- preparar o ambiente - desocupar a mesa de cabeceira - cercar a cama com biombo - fazer lavagem externa Tudo conforme as condições e necessidades do paciente 4- lavar as mãos 5- colocar a bandeja com o material na mesa de cabeceira 6- abrir o pacote de cateterismo junto ao paciente, despejando o produto para anti- sepsia na cúpula (povidine), com técnica asséptica, 7- abrir o pacote da sonda indicada e colocar junto a cuba rim, sem contaminar 8- colocar o lubrificante sobre uma das gazes do pacote 9- posicionar o paciente. A posição ginecológica para o sexo feminino e decúbito dorsal com as pernas juntas, para o sexo masculino 10- calçar as luvas 11- posicionar o material adequadamente e lubrificar a ponta da sonda com a mão enluvada 12- fazer a anti-sepsia com a pinça montada da seguinte forma: para o sexo feminino: - separa os pequenos lábios com o polegar e o indicador de uma mão e não retirar a mão até introduzir a sonda - passar uma gaze molhada no anti-séptico entre os grandes e pequenos lábios do lado distal de cima para baixo em um só movimento (clitóris, uretra, vagina) - pegar outra gaze e fazer o mesmo do lado proximal - umedecer a última gaze e passar sobre o meato urinário para o sexo masculino: - fazer anti-sepsia na glande com a pinça montada com gaze umedecida no anti- séptico, afastando com o polegar e o indicador da mão esquerda o prepúcio que cobre a glande, por último passar uma gaze com anti-séptico no meato urinário. 13- pegar a sonda com a mão direita e introduzir no meato urinário, deixar a outra extremidade dentro da cuba rim, verificando a saída da urina. Técnica de Curativo Definição: é o tratamento de uma lesão aberta. Finalidades: - isolar o ferimento do exterior, impedindo a contaminação - proteger contra traumatismo externos, amortecendo os choques - absorver as secreções - facilitar a cicatrização Material necessário: Bandeja contendo: - pacote de curativo (2 pinças dente de rato e 1 kocher) - cuba rim - frasco com soro fisiológico - frasco com povidine tópico - atadura de crepe se necessário - pomada se prescrito - luva - esparadrapo ou micropore - gaze Técnica 1- limpar e prepara a bandeja com álcool 70% 2- lavar as mãos 3- levar o material para junto dopaciente 4- abrir o pacote sobre a mesa de cabeceira, dispor o material com técnica de forma a não cruzar o campo estéril 5- colocar as gazes no campo, abrindo o pacote de gaze com técnica 6- desprender o esparadrapo, limpando todas as marcas da pele 7- descobrir o local do curativo 8- retirar o curativo sujo existente, colocar na cuba rim 9- proceder a limpeza do ferimento, com a pinça montada com gaze embebido em solução prescrita. Seguir os princípios do menos contaminado para o mais contaminado. 10- observar as condições da lesão 11- aplicar a solução prescrita, em caso de pomada usar sobre a gaze distribuindo com uma espátula 12- cobrir o local com gaze 13- fixar o curativo com tiras de esparadrapo ou micropore 14- desprezar o material contaminado 15- deixar o paciente confortável 16- cuidar do material usado 17- lavar as mãos 18- anotar no prontuário do paciente, hora, local do ferimento, solução e medicamento usado, aspecto e grau de cicatrização. * Ferimento limpo: limpa-se de dentro para fora * Ferimento sujo: limpa-se de fora para dentro Cuidados com o corpo após a morte Objetivos: - preparar o corpo para o funeral; - preparar o corpo para autópsia; - facilitar a identificação do corpo. Após a constatação do óbito: - observar a hora; - fechar os olhos do morto; - retirar da cama travesseiro e roupas extras; - cobrir o corpo com um lençol. Material: - algodão; - atadura de crepe; - pinça longa; - esparadrapo; - etiquetas de identificação ( 3 ou 4 etiquetas); - cuba rim; - luva de procedimento; - 2 lençóis; - bacia com água e luva de banho se necessário. Prontuário do Paciente É registro minucioso e de leitura fácil: - é importantíssimo que a caligrafia seja legível - serviços diurnos normalmente utilizam a cor azul e serviços noturnos normalmente utilizam a cor vermelha - deve-se evitar o termo paciente repetidas vezes, pois o prontuário é pessoal e intransferível - utilize frases curtas e objetivas - cada intercorrencia, a anotação deve ser imediatamente relatada por escrita no prontuário - não deixe linhas em branco - assine seu nome - nunca rasure ou rabisque um erro. Exemplo de prontuário: 9:00hs- apresenta-se consciente, comunicativo, ictérico, aceitou o desjejum oferecido, tomou banho de aspersão, deambulando, afebril, dispneico, normotenso, taquicardico, mantendo venóclise por scalp em MSE, com bom refluxo, sem sinais flogisticos, abdômen ascistico doloroso à palpação, SVD com débito de 200ml de coloração alaranjada, eliminação intestinal ausente há 1 dia. Refere algia generalizada. Marcela HISTÓRIA DA ENFERMAGEM PERSONALIDADES Florence Nightingale (1820 -1910) Florence Nightingale é considerada a fundadora da enfermagem moderna. Sua família considerava a enfermagem algo inapropriado para uma dama de boa estirpe, por isso, começou seus estudos após os 31 anos, em um curso de treinamento na Alemanha. Na Inglaterra, Florence abriu o primeiro curso de treinamento, em 1860. Florence não conhecia o conceito de contato por microorganismos, uma vez que este ainda não tinha sido descoberto, porém já acreditava em um meticuloso cuidado quanto à limpeza do ambiente e pessoal, ar fresco e boa iluminação,calor adequado, boa nutrição e repouso, com manutenção do vigor do paciente para a cura. Ao longo de toda a Guerra da Criméia, Florence conseguiu reduzir as taxas de mortalidade entre os soldados britânicos, através de seus esforços como enfermeira e, provando a eficiência das enfermeiras treinadas para a recuperação da saúde.Até o momento, só homens e mulheres religiosos podiam cuidar dos soldados no exército. Em suas escolas,Florence baseava sua filosofia em quatro idéias-chave: 1.O dinheiro público deveria manter o treinamento de enfermeiras e este, deveria ser considerado tão importante quanto qualquer outra forma de ensino. 2.Deveria existir uma estreita associação entre hospitais e escolas de treinamento, sem estas dependerem financeira e administrativamente. 3.O ensino de enfermagem deveria ser feito por enfermeiras profissionais, e não por qualquer pessoa não envolvida com a enfermagem. 4.Deveria ser oferecida às estudantes, durante todo o período de treinamento, residência com ambiente confortável e agradável, próximo ao local. As primeiras escolas de treinamento Nightingale ministravam cursos de 1 ano, que, com o tempo, passaram a ser de 2 anos. Florence deu origem às prescrições médicas por escrito e, também, exigia que suas enfermeiras acompanhassem os médicos em suas visitas aos pacientes "para prevenirem erros, diretivas mal compreendidas e instruções esquecidas ou ignoradas" (Palmer,1983 apud Atkinson). A seu ver, para a melhoria do estado de saúde do país, o ensino da Enfermagem era uma grande responsabilidade das enfermeiras. Preconizava a idéia de que a saúde era não apenas estar bem, mas ser capaz de usar toda a nossa capacidade." Florence julgava que o propósito da enfermagem era"colocar-nos na melhor condição possível para que a natureza possa restaurar ou preservar a saúde, prevenir ou curar as doenças"(Palmer,1983 apud Atkinson). Curiosidades Esta é a versão correta da lâmpada de Florence Nigh tingale, segundo Richard Gordon (em "A Assustadora História da Medic ina"). Trata-se de uma lâmpada usada pelo exército turco. Edith de Magalhães Fraenkel Organizadora e primeira diretora da Escola de Enfermagem da USP 1941 - 1955 Nascida no Rio de Janeiro no dia 09/05/1889, pelo lado materno era neta do insigne brasileiro Benjamim Constant Botelho de Magalhães. Em virtude dos cargos exercidos pelo pai, de cônsul brasileiro na Alemanha, Suécia e Uruguai, fez seus primeiros estudos nestes países. Dominava os idiomas alemão, sueco, espanhol, inglês, francês e italiano. Foi professora primária por 6 anos no Rio de Janeiro. Durante a primeira guerra, em 1918, fez o curso de Samaritana na Cruz Vermelha. Em 1920 fez o curso de visitadora na Inspetoria de Tuberculose do Departamento Nacional de Saúde Pública onde foi nomeada enfermeira-chefe. Edith Fraenkel candidatou-se e foi aceita em 1922 na Escola de Enfermagem do "Philadelphia General Hospital" pelo qual se diplomou em outubro de 1925. De volta ao Brasil passou a lecionar na Escola Ana Néri onde permaneceu de 1925 a 1927 como instrutora e coordenadora do ensino. Em 1926 influiu na criação da Associação Nacional de Enfermeiras Diplomadas Brasileiras, hoje Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN) da qual foi a primeira presidente de 1927 a 1938. Em 1927 foi nomeada enfermeira chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública e no ano seguinte diretora da Divisão de Enfermeiras de Saúde Pública desse mesmo departamento. Em 1936 fundou no Rio de Janeiro a primeira Escola de Serviço Social a funcionar no Brasil. No ano de 1939 foi convidada pela Fundação Rockefeller para organizar e dirigir a Escola de Enfermagem a ser criada em São Paulo. Sua sábia e eficiente direção levou a Escola de Enfermagem de São Paulo a atingir, em poucos anos, padrão de ensino comparável ao das melhores instituições congêneres dos EUA.