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COMO O PROCESSO DE ENFERMAGEM É APLICADO NUMA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO
Autores: Fernando Ferreira Rosa, Jhennie Leopoldino dos Santos, Raquel da Penha Reis, Yasmim da Silva Lage
Tutora: Yasmin Tatielle de Sousa Santos
RESUMO
A aplicação do Processo de Enfermagem (PE) em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) visa garantir um cuidado sistemático e seguro, atendendo às necessidades dos pacientes em situações de urgência. O PE orienta o enfermeiro no planejamento e execução do cuidado, exigindo habilidades diversas. A singularidade de compreender como o PE é aplicado em uma UPA reside na complexidade e especificidade desse ambiente, onde a aplicação do PE deve ser sistematizada, incluindo avaliação rápida, identificação de prioridades, planejamento, implementação e avaliação contínua, sempre considerando as particularidades dos pacientes, justificando a relevância dessa abordagem. A pesquisa baseou-se na revisão de literatura com análise de artigos com abordagem na assistência de enfermagem em UPA com base e evidências científicas destacando a Sistematização de Assistência de enfermagem como metodologia de trabalho de enfermeiro, publicados no período entre 2020 a 2024. O objetivo geral é aplicar o PE numa UPA e específicos garantir um cuidado padronizado, eficaz e humanizado, promover assistência integral e segura. Impactos potenciais da não aplicação do PE são principalmente o comprometimento da qualidade que pode levar à desorganização e comprometer a qualidade da assistência, aumento da possibilidade da ocorrência de eventos adversos e impactos legais e éticos e para evitar uma assistência negligente é necessário capacitação contínua, esforço, segurança e conhecimento. 
Palavras-chave: Processo de Enfermagem, SAE, papel do enfermeiro em Unidades de Pronto atendimento, enfermeiro
1 INTRODUÇÃO
A UPA é um estabelecimento assistencial de complexidade que integra a Rede de Atenção à Saúd (RAS) e, onde se realiza o acolhimento para diversas demandas de urgência e emergência, funcionando 24 horas por dia, através de um sistema de triagem que exige respostas rápidas e eficazes. A UPA busca oferecer um atendimento integral e humanizado aos pacientes em quadros agudos e o PE, com suas etapas, sendo direcionado ao paciente e não a sua patologia, serve como um guia baseado em teorias de enfermagem aplicáveis ​​na UPA, sendo essencial para organizar o serviço de enfermagem com evidências científicas e melhorar a qualidade da assistência. (LEAL e NUNES, 2023; TANNURE e PINHEIRO, 2023).
Os serviços de urgência e emergência são pilares fundamentais de qualquer sistema de saúde, devido à alta frequência de acidentes e episódios de doenças que exigem atenção imediata em todas as populações ao redor do mundo e essa realidade exige da equipe de enfermagem uma atuação ágil, técnica e especializada, com foco na identificação das necessidades humanas básicas alteradas. Essa abordagem é necessária para embasar diagnósticos precisos e intervenções específicas, garantindo um cuidado integral, personalizado, humanizado, resolutivo e sistematizado (ALMEIDA BASTOS et al, 2023; CAMPOS, 2022; LEAL e NUNES, 2023).
Segundo Almeida Bastos (2023), Peruna et al (2022), Farias et al (2023), COFEN (2024) o PE é uma ferramenta que orienta o enfermeiro no planejamento e execução do cuidado, exigindo habilidades cognitivas, emocionais e práticas. Ele é composto por cinco etapas interligadas a avaliação – com coleta de dados e exame físico inicial (antes era investigação), o diagnóstico, o planejamento, a implementação e a evolução - compreende a avaliação dos resultados alcançados (antes avaliação). Contudo, em UPAs, a alta demanda, o ritmo acelerado e as tarefas administrativas são desafios para o enfermeiro seguir e documentar todas as etapas do PE durante a permanência do paciente no setor. 
A ausência ou falhas no PE nos serviços de urgência e emergência comprometem a qualidade da assistência, ocasionado eventos adversos, incluindo óbitos. A Resolução 736/24 publicada em janeiro de 2024 em substituição a Resolução 358/2009, atualizando-se às novas demandas da profissão reforça a necessidade de implementação do PE nesses setores (PERINOT et al, 2024, COFEN, 2024). Sendo assim justifica-se a relevância do PE ser aplicado cuidadosamente numa UPA na busca de aprimorar a assistência em setores críticos, fortalecer a efetividade do PE e garantir uma atuação segura e eficiente do enfermeiro, bem como valorizar a profissão.
O objetivo geral é aplicar do PE em uma UPA e específicos garantir um cuidado sistematizado através da padronização do cuidado eficaz e humanizado, mesmo em contextos de alta demanda e urgência, promover uma assistência integral, individualizada e segura, contribuir para a qualidade do atendimento, priorizar as necessidades dos pacientes, melhorar a qualidade da assistência.
2 METODOLOGIA 
Trata-se de uma revisão da literatura, com abordagem sobre o tema proposto como o PE é aplicado numa UPA. Os critérios de inclusão foram a pesquisa de artigos com abordagem na assistência de enfermagem em UPA com bases e evidências científicas baseadas nas teorias de enfermagem destacando a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) como metodologia de trabalho do enfermeiro. Foram analisados artigos científicos publicados entre 2020 e 2024 e também o Guia Prático de Sistematização da Assistência de Enfermagem, 3ª edição. Cerca de 15 artigos foram selecionados, alguns como com abordagem no tema em questão, no idioma português, com texto completo disponível, nas bases de dados Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e Google Acadêmico e após leitura, alguns foram descartados devido ao conteúdo não estar explícito dentro do propósito. 
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A Política Nacional de Atenção às Urgências e Emergências (Portaria nº 2.048/2002) estabelece a importância de um atendimento qualificado e resolutivo, destacando o acolhimento e a qualificação profissional como sendo essenciais. Na triagem, o enfermeiro deve utilizar de suas habilidades clínicas, baseadas em evidências para avaliar, priorizar e direcionar o fluxo de atendimento. A consulta de enfermagem, composta por anamnese e exame físico direcionado, permite identificar sinais e sintomas críticos para a classificação de risco. Um atendimento de qualidade prioriza casos graves, otimiza recursos e respeita as particularidades de cada paciente, garantindo eficiência e humanização (SILVA et al, 2024, ZABOTT e NETO, 2024). 
Ao favorecer a organização das atividades realizadas pela equipe de enfermagem, a SAE contribui com melhora na qualidade da assistência prestada e permite a caracterização do corpo de conhecimentos da profissão, o que, por sua vez, traz implicações positivas para todos os envolvidos, bem como para os serviços de saúde (TANNURE e PINHEIRO, p.1, 2023).
Numa UPA não é fácil escolha da melhor teoria de enfermagem, pois depende de diversos fatores, como as características específicas da unidade, a equipe de enfermagem, os recursos disponíveis e os tipos de pacientes atendidos. A combinação de elementos de diferentes teorias pode resultar em um modelo de cuidado mais completo e adaptado às necessidades individuais de cada paciente, garantindo atenção abrangente às dimensões biológicas, psíquicas, sociais e espirituais (RODRIGUES et al., 2021; TANNURE e PINHEIRO, 2023; SILVA et al., 2024). Além disso, a teoria escolhida deve estar integrada aos protocolos e diretrizes da UPA, garantindo padronização e qualidade no atendimento. As teorias de enfermagem são “capazes direcionar o olhar desses profissionais para as necessidades biológicas, psíquicas, sociais e espirituais (TANNURE e PINHEIRO, p.1, 2023)”. 
Conforme Tannure e Pinheiro (2023) e Perinot et al (2024) o PE é a ferramenta da SAE, para elaborar planos de cuidados personalizados e validar estratégias, além de orientar a assistência e, também permite planejar, executar, controlar e avaliar as ações de enfermagem e nos serviços de urgência e emergência, com base nas necessidades individuais. OPE deve ser aplicado por meio de uma abordagem sistematizada que inclui avaliação inicial rápida, identificação de prioridades, planejamento de cuidados, implementação de intervenções e evolução. A falta de padronização nos instrumentos do PE nos setores de urgência e emergência representa uma lacuna crítica, podendo comprometer a qualidade do atendimento e a segurança dos pacientes, exigindo atenção e intervenções imediatas (PERINOT et al, 2024). As etapas a serem realizadas no PE conforme COFEN (2024) compreendem: avaliação: Coleta de dados por meio de entrevista e exame físico; diagnóstico: identificação de problemas existentes, condições de vulnerabilidades ou disposições para melhorar comportamentos de saúde com julgamento clínico; planejamento: plano assistencial direcionado para à pessoa, família, coletividade, grupos especiais, priorizando os diagnósticos de enfermagem, determinados resultados esperados e tomada de decisão terapêutica por meio da prescrição de enfermagem; implementação: realização das intervenções, ações e atividades previstas no planejamento assistencial, pela equipe de enfermagem e evolução: avaliar se resultados foram alcançados, permitindo a análise e a revisão de todo o Processo de Enfermagem (COFEN, 2024).
O PE é organizado de maneira a auxiliar a equipe de enfermagem a abordar, de forma lógica e sistemática, as necessidades apresentadas pelos pacientes. Sua aplicação permite identificar, determinar e monitorar as dificuldades sob a responsabilidade dos enfermeiros. A capacidade de identificar e solucionar problemas apresentados pelos pacientes, familiares ou membros da comunidade requer conhecimento e habilidades que favoreçam a coleta e a interpretação dos dados. É essencial definir os cuidados a serem implementados, sempre priorizando as necessidades individualizadas de cada sujeito. Dessa forma o PE promove o desenvolvimento do pensamento crítico e a tomada de decisões que sejam efetivas, eficazes, centradas no paciente e seguras (TANNURE e PINHEIRO, 2023). 
Algumas considerações críticas que dificultam a implementação completa do PE são volume de pacientes e a necessidade de atendimento rápido dificultam a realização completa de todas as etapas do PE; cuidado fragmentado por falta de continuidade entre diferentes equipes e turnos compromete a avaliação e revisão das intervenções planejadas; falta de conhecimento e a resistência de alguns profissionais em relação ao PE impedem sua plena implementação e escassez de recursos materiais e humanos limita as intervenções que podem ser realizadas. E como considerações criativas sugere-se uso de aplicativos e softwares para agilizar a coleta de dados e o registro do PE, facilitando a continuidade do cuidado, oferta de cursos e treinamentos regulares para que os profissionais desenvolvam as habilidades necessárias, seguir versões simplificadas do PE para situações de urgência, permitindo um registro inicial rápido; promover integração entre equipe multidisciplinar, incentivar e valorizar os profissionais que se dedicam à implementação do PE, envolver o paciente no processo de cuidado, instituindo questionários avaliativos, estabelecer indicadores de desempenho e realizar auditorias regulares para identificar lacunas e propor soluções (FARIAS et al, 2023; PERUNA et al, 2022; ZABOTT e NETO, 2024; PERINOT et al, 2024). 
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Diante da leitura dos artigos selecionados foi possível observar que o PE em UPAs ainda não é totalmente realizado por motivos diversos incluindo falha no quadro de funcionários, o que para Peruna et al (2022), poderia ser resolvido com a instituição realizando o dimensionamento da equipe (preconizado pela SAE) com a contratação de funcionários para o setor, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem, para que dessa forma, possam cumprir as etapas do PE. Evidenciam também falta de interesse da instituição na implementação, capacitação e conhecimento por parte dos enfermeiros, necessidade de avaliação dos resultados alcançados com a implementação do PE como forma de fechar o ciclo do cuidado. Demonstram ainda que, entre os enfermeiros, uma boa porcentagem são despreparados ao que diz respeito a SAE, possuindo dificuldade em implementá-la e sugerem que nos campos de estágio com mais afinco pelos docentes, a SAE deve ser demonstrada por ser uma importante ferramenta não tão enfatizada durante a graduação. Afirmam ainda, que as necessidades dos pacientes quando há implementação do PE serve também como parâmetro para a comunicação multidisciplinar, além de ser a oportunidade de o enfermeiro evidenciar seu conhecimento científico e elevar a qualidade da assistência. 
Para os profissionais que atuam nas UPAs, a aplicação do PE apresenta desafios significativos. Um dos principais é o alto volume de pacientes de baixa complexidade, que idealmente deveriam ser atendidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde há uma estrutura mais adequada para esses casos. Além disso, a deficiência de profissionais muitas vezes dificulta a organização de escalas de plantão adequadas. Foram identificadas dificuldades na implementação, devido à falta de materiais e realização de improvisos por parte dos enfermeiros. Para melhorar a fluidez do PE, é fundamental corrigir problemas como a superlotação, a carência de recursos, a distribuição no nível de atenção básica e a valorização da saúde dos profissionais. Além disso, é imprescindível investir em um conhecimento teórico aprofundado, possibilitando que os profissionais apliquem na prática os fundamentos e técnicas previstas no PE (PERUNA et al, 2022; ZABOTT e NETO, 2024). 
Zabott e Neto (2024), complementam que os serviços de urgência e emergência exigem agilidade e organização, e a SAE é uma ferramenta essencial que auxilia o enfermeiro a atender às exigências. A profissão de enfermeiro é marcada por sobrecarga, jornadas exaustivas, escassez de recursos e desvalorização. A SAE implementada e adaptada à instituição, permite organizar o ambiente, capacitar profissionais e melhorar o cuidado prestado e numa UPA a SAE é essencial desde a entrega do paciente até sua transferência, promovendo divisão de tarefas, fortalecendo o trabalho em equipe e contribuindo diretamente para a qualidade do tratamento e recuperação do paciente. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A enfermagem é uma profissão dinâmica em constante evolução, onde, protocolos e pesquisas surgem a cada dia, exigindo atualização contínua e a educação continuada é essencial para garantir qualidade da assistência, segurança e satisfação do paciente, desenvolvimento profissional, adaptação as novas tecnologias, às mudanças nos processos de trabalho e às novas demandas da sociedade.
Na rotina das UPAs, desafios de alta demanda, recursos humanos limitados, falta de materiais, desconhecimento sobre o PE e resistência a mudanças dificultam sua aplicação. A ausência do PE compromete a eficiência e a segurança do cuidado, destacando a importância do preparo gerencial dos enfermeiros para lidar com precisão. 
Para que o processo de enfermagem aconteça de forma eficaz, é necessário corrigir problemas como a superlotação, a falta de recursos, a distribuição adequada de recursos na saúde básica, e a priorização da saúde dos profissionais. 
Apesar dos desafios, é essencial buscar um conhecimento teórico por meios de leituras, participação em oficinas, seminários, congressos, para que, no exercício da profissão, os profissionais possam aplicar na prática o conhecimento adquirido, seguindo as técnicas disponibilizadas na SAE.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA BASTOS, Rosângela Alves et al. PESQUISA CONVERGENTE ASSISTENCIAL: potencialidades do método para implementação da sistematização da assistência de enfermagem. Enfermagem Atual in Derme, v. 97, n. 2, 2023. Disponível em: https://revistaenfermagematual.com.br/index.php/revista/article/view/1750. Acesso em: 27 nov. 2024.
Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN nº 736/2024. Dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem em todo contexto socioambiental onde ocorre ocuidado de enfermagem. Resolução Cofen [Internet]. 2024 [citado em: fev. 2024]. Disponível em https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-736-de-17-de-janeiro-de-2024/. Acesso em: 01 de dezembro de 2024. 
FARIAS, Dilzilene Cunha Sivirino et al. Elaboração de um padrão de registro de enfermagem para Unidade de Pronto Atendimento. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 57, p. 52-61, 2023.Disponível em: https://www.scielo.br/j/reeusp/a/cz6N9Q9mDMvhMTrhRCyYkdr/?lang=pt. Acesso em: 27 nov. 2024.
LEAL, Erica Geralda Rodrigues; NUNES, Marilene Rivany. Diagnóstico de enfermagem predominante na sala de urgência/emergência da Unidade de Pronto Atendimento. Revista Mineira de Ciências da Saúde, v. 10, p. 39-52, 2023. Disponível em: https://revistas.unipam.edu.br/index.php/revistasaude/article/view/5130. Acesso em: 27 nov. 2024.
PERINOTI, Lívia Cristina Scalon da Costa et al. Processo de enfermagem na urgência e emergência: desenvolvimento de instrumento. REVISA, [S. l.], v. 13, n. 4, p. 1041–1060, 2024. Disponível em: https://rdcsa.emnuvens.com.br/revista/article/view/391. Acesso em: 29 nov. 2024.
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RODRIGUES, Thiago Tavares et al. Sistematização da assistência de enfermagem: uma década de implementação sob a ótica do enfermeiro. Revista Enfermagem Atual In Derme, v. 95, n. 34, 2021. Disponível em: https://revistaenfermagematual.com.br/index.php/revista/article/view/996/871. Acesso em: 27 nov. 2024.
SILVA, Patrícia Eduarda Santana et al. PAPEL DO ENFERMEIRO NA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO: uma revisão de literatura. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 9, p. 1709-1722, 2024. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/3454/3605. Acesso em: 27 nov. 2024.
TANNURE, Meire Chucre; PINHEIRO, Ana Maria. SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: Guia Prático. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.2023, 325p. 
ZABOTT, Ana Carolina Simão; NETO, Altair Justus. A IMPORTÂNCIA DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PRONTO-SOCORRO–uma revisão integrativa. Revista Científica Interdisciplinar, p. 52, 2024. Disponível em: https://guarapuava.camporeal.edu.br/content/uploads/2024/08/PROPAGARE-REVISTA-CIENTIFICA-INTERDISCIPLINAR-VOLUME-14-NUMERO-01-2024.pdf#page=52. Acesso em: 27 nov. 2024.

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