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UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES PRÓ-REITORIA DE ENSINO, PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO CÂMPUS DE SANTIAGO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA ANGÉLICA DE ALMEIDA MACHADO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO ÂMBITO FARMACÊUTICO III SANTIAGO – RS 2018 ANGÉLICA DE ALMEIDA MACHADO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO ÂMBITO FARMACÊUTICO III Relatório apresentado como requisito parcial à obtenção da aprovação na Disciplina de Estágio Supervisionado no Âmbito Farmacêutico III, Curso de Farmácia, Departamento de Ciências da Saúde da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – Câmpus de Santiago. Orientador: Prof. D.r Ricardo Bizogne Souto SANTIAGO - RS 2018 AO ANGÉLICA DE ALMEIDA MACHADO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO ÂMBITO FARMACÊUTICO III Relatório apresentado como requisito parcial à obtenção da aprovação na Disciplina de Estágio Supervisionado no Âmbito Farmacêutico III, Curso de Farmácia, Departamento de Ciências da Saúde da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – Câmpus de Santiago. Santiago, 10 de dezembro de 2018. BANCA EXAMINADORA Prof. D.r Ricardo Bizogne Souto (Orientador) URI Câmpus de Santiago Esp. Mirian Maria Caetano (Avaliadora) URI Câmpus de Santiago D.ra Catiuscia Molz de Freitas (Avaliadora) URI Câmpus de Santiago ANGÉLICA DE ALMEIDA MACHADO SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 4 Objetivo geral 6 Objetivos específicos 6 Informações pertinentes sobre o estágio 7 Infraestrutura do estabelecimento 7 Descrição das atividades desenvolvidas no decorrer do estágio 8 Qualificação de fornecedores 8 Cotação de medicamentos e materiais 8 Recebimento e armazenamento de mercadorias 9 Unitarização de medicamentos 10 Avaliação e dispensação da prescrição médica 11 Dispensação e controle de medicamentos sujeito à controle especial 13 Medicamentos de Alta Vigilância 15 Verificação de Temperatura e Umidade Ambiente e Câmara Fria 16 Sistema de Gestão Hospitalar Integrado (SIGH) 17 Sistema de Notificações da Vigilância Sanitária (NOTIVISA) 17 Controle de estoque e verificação da validade de medicamentos e materiais de uso hospitalar 18 Descarte de medicamentos vencidos 18 3.4 Trabalho de Atenção Farmacêutica desenvolvido 19 CONCLUSÕES 20 REFERÊNCIAS 21 APÊNDICES 23 Apêndice A – Trabalho de Atenção Farmacêutica 24 ANEXO A – Lista de Medicamentos Potencialmente Perigosos 26 1 INTRODUÇÃO A farmácia hospitalar caracteriza-se como uma unidade com a missão de suprir às demandas por medicamentos e correlatos do hospital, tendo como foco principal o paciente e o uso racional de medicamentos, é o órgão responsável pelo planejamento, aquisição, controle e dispensação de medicamentos e materiais de uso médico-hospitalar (NOVAES et al., 2007; NETO, 2005). Atualmente, A farmácia hospitalar se divide em dois principais campos de atuação, sendo eles a gestão e a clínica. Na gestão de farmácias hospitalares, o farmacêutico deve realizar atividades gerenciais de modo eficaz, ou seja, visando o maior número de benefícios possíveis com o menor custo, enquanto, por outro lado, nas atividades clínicas o farmacêutico deve estar comprometido, primeiramente, com o bem-estar do paciente, ou seja, o mesmo deve promover diversas ações assistenciais capazes de contribuir para a melhoria da qualidade e eficácia do tratamento medicamentoso ao paciente (CRF/SP, 2017). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o farmacêutico é o profissional habilitado para o desenvolvimento de atividades em unidades que envolvem medicamentos em meio hospitalar, uma vez que apresenta conhecimentos que englobam toda a ampla cadeia de distribuição de medicamentos e correlatos, além de uma vasta gama de informações técnicas sobre a utilização prática de fármacos (OPAS/OMS/CFF, 2004). O farmacêutico desempenha um significativo papel no sistema de promoção da saúde e de uso racional de medicamentos, proporcionando o aumento da efetividade da terapia medicamentosa, minimizando eventos adversos e problemas relacionados à medicamento, atuando em todas as etapas com destaque especial para a avaliação de prescrições e dispensação de medicamentos, onde é essencial para a garantia da administração da posologia terapêutica adequada ao paciente (REIS et al., 2013; CFF, 2012). O estágio final de conclusão de curso de graduação constitui etapa obrigatória e de fundamental relevância para a formação profissional dos alunos de cursos de Farmácia da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Câmpus de Santiago. Este estágio é realizado no último semestre do curso, possui 6 carga horária de 495 horas e possui como proposta permitir ao discente vivenciar experiências e consolidar conhecimentos em diferentes áreas farmacêuticas. A seguir, serão apresentadas as atividades de estágio final realizadas na Farmácia do Hospital de Caridade de Jaguari, como requisito parcial para a aprovação na disciplina de Estágio Supervisionado no Âmbito Farmacêutico III. 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo geral Acompanhar o exercício ético e profissional farmacêutico no âmbito hospitalar. 2.2 Objetivos específicos · Conhecer a atuação do farmacêutico frente à farmácia hospitalar, de acordo com as normas e parâmetros sanitários; · Acompanhar a aquisição de medicamentos, bem como seu recebimento e armazenamento; · Auxiliar em atividades de controle de estoque de mediamentos e materiais médico-hospitalares; · Participar de atividades referentes ao controle de validade de medicamentos hospitalares, considerando a sua forma farmacêutica e a legislação sanitária vigente; · Acompanhar a avaliação da prescrição em ambiente hospitalar, assim como a dispensação de medicamentos, em suas diferentes classes e formas farmacêuticas; · Conhecer a realização do controle de dispensação de medicamentos classificados como controle especial no âmbito hospitalar; · Desenvolver trabalho de atenção farmacêutica aplicado no âmbito de estágio, voltado à orientação de pacientes. 3 DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO ÂMBITO FARMACÊUTICO III 3.1 Informações pertinentes sobre o estágio O Estágio Supervisionado no Âmbito Farmacêutico III foi realizado na empresa Hospital de Caridade de Jaguari, CNPJ 23.931.208/0001-20, localizada no município de Jaguari, no período de 02 de agosto de2018 a 19 de novembro, no horário das 08 as 15:30 horas, perfazendo um total de 495 horas. A supervisão local ficou a cargo da farmacêutica responsável técnica Bruna da Silva Parise (CRF-RS no 17196) e a orientação acadêmica ficou a cargo do professor Ricardo Bizogne Souto (CRF-RS no 18926). 3.2 Infraestrutura do estabelecimento A farmácia central é composta por duas salas, sendo uma destinada ao fracionamento de medicamentos, equipada com bancada de fácil higienização, pia para higienização das mãos, sabonete líquido antisséptico, computador, impressora própria para a confecção de etiquetas e lixo, devidamente identificado como risco biológico, para o descarte de luvas, toucas e máscaras. A segunda sala é composta por balcão de dispensação, prateleira para o armazenamento de medicamentos, armário com chave para o armazenamento de medicamentos de controle especial, duas mesas com computadores e lixo para o descarte de resíduos comuns. A farmácia possui uma sala para estoque de medicamentos e materiais adjacente, a qual apresenta prateleiras para o armazenamento do estoque, assim como ar-condicionado e termômetro para temperatura e umidade, assim como na farmácia central. O quadro de funcionários é formado por uma farmacêutica responsável técnica e uma auxiliar, e fixado em local visível, a certidão de regularidade junto ao CRF. 3.3 Descrição das atividades desenvolvidas no decorrer do estágio Durante o decorrer do estágio foram realizadas diversas atividades inerentes ao farmacêuticoatuante em farmácia hospitalar, sendo todas executadas com a supervisão da farmacêutica responsável técnica. O farmacêutico é o profissional responsável por toda a cadeia de medicamentos utilizados em âmbito hospitalar, dessa forma, foram executadas ou acompanhadas tarefas que incluem desde a aquisição, recebimento, armazenamento, distribuição e descarte de medicamentos durante o período de estágio. Dentre as atividades realizadas, podemos citar a unitarização de medicamentos, verificação da validade, contagem de estoque, conferência e recebimento de mercadorias, controle de medicamentos sujeitos à controle especial, dispensação de medicamentos, avaliação de prescrição médica, devolução de medicamentos, verificação da temperatura e umidade do ambiente e descarte de medicamentos vencidos, e ao final, foi aplicada uma atividade de atenção farmacêutica. 3.3.1 Qualificação de fornecedores A qualificação é um processo que visa a garantir a boa procedência e qualidade de produtos adquiridos, uma vez que através desta o fornecedor comprova que atende às adequações e normas exigidas pela legislação vigente (NETO, 2005). Para a realização deste procedimento, a farmacêutica responsável, periodicamente, solicitava os documentos necessários, que eram compostos, basicamente, por alvará sanitário, certificado de responsabilidade técnica, ficha técnica, autorização para de funcionamento para medicamentos sujeitos à controle especial, Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e autorização de comercialização. Com base nesta documentação a farmacêutica então realizava a qualificação de fornecedores, a qual era repassada à diretoria geral. 3.3.2 Cotação de medicamentos e materiais A cotação é uma etapa fundamental para a aquisição para medicamentos e materiais, é através dela, juntamente com a qualificação do fornecedor, que a farmacêutica realiza a análise sobre qual o melhor custo-benefício para a compra de produtos de uso hospitalar. Para a determinação de quais produtos devem ser adquiridos, quinzenalmente, a farmacêutica avalia as quantidades em estoque geral de todos os itens, para então preencher o caderno de pedidos com os produtos e quantidades necessários. Após essa verificação a responsável então solicitava, aos fornecedores qualificados, a cotação de preços médios para a solicitação de itens e quantidades conforme o caderno de pedidos. Após o retorno da cotação de fornecedores era realizado uma verificação sobre qual o melhor custo-benefício para a aquisição de produtos, a qual era repassada à administração do hospital. 3.3.3 Recebimento e armazenamento de mercadorias Durante o ato do recebimento de medicamentos e materiais hospitalares a farmacêutica efetuava a conferência de volumes e unidades conforme a nota fiscal, os produtos adquiridos eram lançados no sistema pela farmacêutica, a qual carimbava e assinava o recebimento e armazenava uma cópia do documento em arquivo próprio organizado pela data de recebimento, a nota fiscal original era encaminhada ao setor administrativo. Os medicamentos e materiais em baixa no estoque central eram destinados à reposição da farmácia central, e o restante, era encaminhado à sala de estoque da farmácia, onde eram acondicionados afastados da parede, teto e piso, em ambiente protegido da luz solar e com controle de temperatura e umidade. Quando se tratava de substâncias sujeitas à controle especial, seu armazenamento deveria ser, sempre em armário fechado, com a chave em poder da farmacêutica responsável, como preconiza a portaria n° 344/98 (BRASIL, 1998), o qual era localizado na farmácia central. Comprimidos não controlados destinados ao fracionamento eram deslocados à sala de unitarização. A sala de dispensação da farmácia central estava equipada com prateleiras e gavetas para a guarda de medicamentos e materiais, sendo duas prateleiras destinadas ao armazenamento de comprimidos, uma estante destinada à ampolas, uma destinada à guarda de soluções, uma para medicamentos em gotas e suspensões, e um balcão com gavetas e duas estantes pequenas para a guarda de materiais. Soros glicosados e fisiológicos, durante o armazenamento, deveriam ser etiquetados, para facilitar a sua distinção, sendo fitas amarelas utilizadas para soluções fisiológicas, e fitas azuis utilizadas para soluções glicosadas. Todo o estoque estava organizado em ordem alfabética, em bins na cor preta, sendo a prateleira usada para a guarda medicamentos potencialmente perigosos (MPP) identificada com escritas de alerta em vermelho, e a prateleira destinada à gotas e suspensões pediátricas identificadas com escritas em rosa e amarelo, com a finalidade de auxiliar na sua identificação e alertar para o uso de medicamentos pediátricos, substâncias classificadas como antimicrobianas apresentavam fundo amarelo em etiquetas de identificação. Para a identificação dos bins eram utilizadas etiquetas contendo em cima o nome da substância ativa do medicamento, e embaixo, em letras menores, entre parênteses, o nome comercial do medicamento de referência. Substâncias destinadas à controle especial eram armazenados em armário com chave, sendo que que as três primeiras prateleiras eram utilizadas para formas farmacêuticas injetáveis ou medicamentos em suspensão ou solução oral, armazenados em bins pretos enquanto as três últimas prateleiras eram usadas para a guarda de comprimidos, drágeas ou cápsulas, armazenados em bins na cor azul. Todos os medicamentos estavam identificados pelo princípio ativo, e logo embaixo, entre parênteses e em letra menor, o nome comercial do medicamento de referência, todos dispostos em prateleiras de acordo com a ordem alfabética. 3.3.4 Unitarização de medicamentos A unitarização de medicamentos é regida pela RDC/Anvisa n° 80, de 11 de maio de 2006, a qual regulamenta como dose unitária o fracionamento do medicamento para a dose posológica, desde que conservadas as características de rastreamento e qualidade originais (BRASIL, 2006). Respeitando a legislação vigente em relação às boas práticas de fracionamento, o procedimento era realizado com o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), sendo estes jaleco, luvas, touca e máscara descartáveis, o fracionamento era realizado em sala própria, dotada de bancada e seladora, pia e sabonete para assepsia das mãos. Todos os medicamentos eram registrados em ata, contendo nome do princípio ativo, nome comercial, dosagem, lote, validade, quantidade anterior à unitarização e quantidade após unitarização e código de rastreio. Com base nessas informações, eram geradas etiquetas, em computador próprio, contendo validade, lote, inscrição no Conselho de Farmácia Regional (CRF) do responsável, em nomes maiores o nome comercial e dosagem, seguido, do denominação comum brasileira (DCB). Todos os medicamentos eram armazenados em embalagem plástica transparentes, exceto medicamentos sujeitos à controle especial, para os quais eram utilizados embalagens na cor vermelha, com a finalidade de diferenciação dos demais. Eram fracionados apenas um medicamento de cada vez, de modo que, sobre a bancada, deveriam ficar apenas a quantidade correta do medicamento e os materiais a serem utilizados, deveriam ser feitas o número exato de etiquetas a serem utilizadas, e as demais, em caso de sobras, descartadas. Eram fracionados drágeas, comprimidos ou cápsulas, e durante o ato, as embalagens primárias jamais deveriam ser rompidas. Após, os medicamentos eram devidamente acondicionados e etiquetados, e colocados nos bins para dispensação. 3.3.5 Avaliação e dispensação da prescrição médica A avaliação e interpretação de prescrições médicas é responsabilidade do farmacêutico, de forma que, cabe ao profissional a sua análise do ângulo técnico e legal (CFF, 2001). O primeiro procedimento, anterior a dispensação, era a cuidadosa avaliação da prescrição médica, onde a farmacêutica responsável realizava uma análise sobre aspectos de dosagem, expressão de doses, denominação de medicamentos, legibilidade, uso de abreviaturas, cuidando sempre medicamentoscom nomes semelhantes. Além disso, medicamentos classificados como alta vigilância devem ser calculados em dupla checagem, pela farmácia e pela enfermeira responsável na dupla checagem. A dispensação de medicamentos ocorria somente via prescrição médica, os quais deveriam ser prescritos, de preferência, via sistema informatizado, ou quando este não era possível, manualmente. Em sistema informatizado todos os medicamentos e materiais eram solicitados pela equipe de enfermagem através da requisição, a qual era conferida, a cada atendimento, em relação à medicamentos, materiais e quantidades, de acordo com a prescrição médica. Cada medicamento ou material dispensado ao paciente era registrado via sistema, sendo que, cada requisição gerada, ou segunda via em caso de prescrição manual, deveria ficar retida na farmácia. A prescrição médica deveria conter nome do paciente, sexo, data de nascimento, data de internação, classificação internacional de doenças (CID), nome do médico prescritor, convênio do paciente, validade da prescrição, nome do medicamento, via de administração e frequência de administração. Medicamentos aplicados apenas em situações específicas, como dor ou febre eram descritos na prescrição, mas não estavam descritos na requisição solicitada, uma vez que, em caso de uso necessário do medicamento, o mesmo deveria ser solicitado à farmácia. Na requisição impressa constavam, assim como na prescrição, dados referentes ao paciente e ao médico prescritor, medicamentos, materiais, quantidades e observações referentes ao uso, sendo que medicamentos psicotrópicos apresentavam destaque em negrito. Eram dispensadas quantidades suficiente para 24 horas, o tempo válido de cada prescrição, dentro do qual, a enfermagem aprazava todos os medicamentos. Após a conferência de cada requisição, a mesma era atendida em sistema informatizado e impressa, todos os medicamentos eram acondicionados em saco plástico, devidamente etiquetado, com o nome do paciente, leito e data, dietas enterais e soluções fisiológicas ou soros glicosados eram identificados com leito e data, logo após ficavam à disposição da equipe de enfermagem para retirada, a qual realizava uma nova conferência, com a prescrição impressa de cada paciente. Pacientes em quartos destinados à observação deveriam permanecer, nesta condição, por no máximo 24 horas, dessa forma, a enfermeira ou técnica em enfermagem retirava a medicação e material em quantidade suficiente para o aprazamento da medicação momentânea, não sendo dispensada a quantidade relativa à 24 horas, como demais pacientes em internação, devendo toda a medicação ser retirada na farmácia, a segunda via da prescrição retida juntamente com as demais provenientes internações. Em caso de atendimento ambulatorial que houvesse a necessidade do uso de medicamento, a enfermeira responsável pelo atendimento deveria preencher uma folha de gastos assinalando materiais e medicações utilizadas, a qual era encaminhada à farmácia para o lançamento na conta do paciente. Quando a prescrição apresentava medicamentos com a forma farmacêutica de suspensão, solução, pomada ou creme o mesmo deveria ser retirado na farmácia a cada aprazamento, para a retirada, a enfermeira responsável preenchia uma planilha própria devidamente identificada, com o nome do paciente, leito, data, medicamento utilizado, quantidade em gotas ou mililitro e assinatura. A dispensação de insulinas do tipo NPH (Neutral Protamine Hagedorn) ou Regular ocorria da mesma forma, com planilha distinta, contendo nome do paciente, leito, data, tipo de insulina, quantidade descrita em unidades e responsável pela retirada. Sempre que se fazia necessário a abertura de um novo frasco, o mesmo deveria ser imediatamente etiquetado com data de abertura e validade. Tudo o que não fosse utilizado deveria retornar à farmácia, portanto, após as 16 horas, quando expirava o prazo de validade das prescrições, a enfermeira responsável devolvia à farmácia todos os sacos transparentes dispensados na dia anterior, quando o paciente não fazia uso da medicação ou de algum material o mesmo deveria permanecer no saco em que foi dispensado, para ser devolvido à farmácia, onde então, um responsável realizava a conferência e anotava na requisição do dia anterior tudo o que havia retornado, para então, ser guardado e descontado, imediatamente, da conta do paciente. Quando algum medicamento não era administrado e retornava à farmácia, a equipe de enfermagem realizava a justificativa de devolução através do preenchimento de um formulário próprio, criado pela farmacêutica, com a finalidade identificar possíveis erros de administração, onde constava o nome do paciente, leito, medicamento devolvido e motivo da devolução, sendo que comumente, a mesma havia sido suspensa pelo médico, ou o paciente não apresentava condições para uso. Após a realização da devolução, todas as requisições eram separadas, entre às que continham medicamento com controle especial, e as que não apresentavam medicamentos com controle especial, identificadas com a data e armazenadas em pastas distintas identificadas com o mês, e, mensalmente, armazenadas em um estoque de acordo com o ano. 3.3.6 Dispensação e controle de medicamentos sujeito à controle especial A dispensação de substâncias sujeitas à controle especial é regida pela portaria n° 344, de 12 de maio de 1998, responsável por aprovar o Regulamento Técnico que institui como deve ocorrer a aquisição, controle e dispensação, com a finalidade de impedir o desvio ou uso incorreto de substâncias controladas, de acordo com a sua classificação em listas como entorpecentes, psicotrópicas ou retinóicas de uso sistêmico (BRASIL, 1998). Em ambiente hospitalar não se faz necessário a notificação de receita, mas sim prescrição diária em receituário privativo da instituição por profissional habilitado, entretanto, cabe à farmácia a elaboração de ferramentas que permitam a rastreabilidade, bem como o devido controle de estoque a qualquer momento, preferencialmente em sistema informatizado (CRF/PR, 2012). Para dispensação, todo medicamento deveria estar prescrito, em receituário eletrônico ou manual, os quais eram aviados mediante avaliação e conferência de todos os itens como nome do paciente, nome do prescritor, leito, data, via de administração, frequência, nome do medicamento e dosagem, sendo que na prescrição, ficavam destacados em negrito para distinção dos demais. Como forma de controle de estoque, diariamente, era gerado um relatório de estoque via sistema informatizado, contendo todos os medicamentos controlados, forma farmacêutica e quantidades, através do qual a auxiliar em farmácia realizava a contagem diária, conferindo com o relatório gerado, de forma que, toda inconformidade encontrada entre o estoque que constava no sistema e o estoque físico deveriam ser relatadas à farmacêutica, a qual verificava possíveis erros que poderiam ter ocasionado a divergência. Substâncias classificadas como antimicrobianas, em uso isolado ou associação são controladas pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n° 20, de 5 de maio de 2011, a qual abrange a prescrição, dispensação, embalagem e rotulagem (BRASIL, 2011). Antibióticos eram dispensados, em âmbito hospitalar, apenas para pacientes internados, não sendo permitida a dispensação ambulatorial. O receituário deveria estar devidamente preenchido, contendo, de forma clara e específica, a dosagem, nome do medicamento, frequência diária e via de administração, de maneira que, a farmacêutica pudesse realizar a análise do receituário. Sempre que um paciente iniciava um tratamento com antimicrobianos, além do registro eletrônico na conta do paciente, era realizado um registro manual em planilha, contendo nome do paciente, leito, data de início do tratamento, medicamento, dosagem e frequência diária, a fim de aprimorar o controle de tratamento com antibióticos, dessa forma, a farmacêutica poderia facilmente controlar a administração de tratamentos antimicrobianos. Diariamente, a farmacêutica realizavao controle de antimicrobianos, gerado através de sistema informatizado, onde poderiam ser observadas todas as saídas de medicamentos para pacientes, quantidades e dias dispensados, além de ter acesso à um formulário, que deveria ser preenchido pelo médico durante o ato da prescrição, onde constava o tipo de infecção, local, CID e justificativa para o tratamento. O controle de saída e justificativa para prescrição de antibióticos era impresso todos os dias, assim, a farmacêutica possuía acesso ao tratamento farmacológico do paciente, sobre suas dosagens, administrações. 3.3.7 Medicamentos de Alta Vigilância É um grupo de medicamentos classificados como de alto risco, devido à possibilidade de ocasionar grandes danos ao paciente, em casos de inconformidades na prescrição, dispensação ou administração, também denominados Medicamentos Potencialmente Perigosos, abreviadamente, MPP (HC- UFTM, 2017). É importante que a instituição estabeleça uma lista com medicamentos de alta vigilância e a divulgue, além de promover ações que visem a prevenção de erros envolvendo MPPs, como barreiras que dificultem a ocorrência de erros, a elaboração de protocolos para sua utilização, além da revisão constante a lista padronização de medicamentos potencialmente perigosos, mantendo-a sempre atualizada (ISSN, 2015). A instituição mantinha uma lista contendo, ao todo, oito medicamentos, conforme lista apresentada no anexo A, a qual era revisada e atualizada periodicamente, levando em conta a padronização de medicamentos do hospital, frequência de uso e probabilidade de dano ao paciente. Durante a reposição de estoque, o medicamento classificado com MPP era destacado com etiquetas na cor vermelha e armazenados em bins na cor preta na farmácia, em prateleira própria, com identificação de alerta. Em novembro iniciou-se a implementação de um novo sistema para a dispensação de medicamentos de alta vigilância, onde a sua dispensação ocorria em sacos plásticos individuais, com etiquetas vermelhas de alerta dentro dos sacos, e ao irem para a unidade, onde a enfermagem realizava a guarda da medicação dispensada para posterior administração, os mesmos ficariam em armários m chave coseparados conforme a medicação, sendo que cada paciente tinha o seu medicamento de alta vigilância separado em embalagem plástica transparente, individual, com nome, leito, data, na cor vermelha como sinal de alerta. 3.3.8 Verificação de Temperatura e Umidade Ambiente e Câmara Fria O controle de temperatura e umidade era realizado com a finalidade de manter o ambiente em condições adequadas para o armazenamento de medicamentos, insumos e materiais. Para isso, ambas as salas da farmácia central e o estoque estavam munidos de ares-condicionados e relógios digitais capazes de aferir a temperatura máxima, mínima e momentânea. A leitura era realizada, diariamente, pela farmacêutica, pelo turno da manhã e pelo turno da tarde, a temperatura deveria estar em torno de 25° C, permitindo-se ligeiras oscilações entre 15°C e 30°C, e a umidade deveria estar entre 40 e 70%. A cada aferição de temperatura e umidade o medidor deveria ser resetado, de forma a iniciar um novo ciclo. No refrigerador responsável pela armazenagem de medicamentos termolábeis também era mantido um termostato, do lado externo, sendo que, pelo lado interno, era mantido um fio extensor conectado à um sensor no interior da câmara fria, no visor a temperatura classificada como IN era, basicamente, a temperatura no interior do refrigerador, enquanto a temperatura OUT correspondia à temperatura exterior, aparecendo estas em visualizações separadas no visor, sendo que, o equipamento também mostra as temperaturas máximas, mínimas e momentâneas, e, a temperatura interior, deveria estar entre 2°C e 8°C, que também deveria ser inicializado a cada novo ciclo de aferição.O estoque localizado fora da farmácia também apresentava termômetro, com os mesmos parâmetros e modo de medição da farmácia central. A farmácia central, o refrigerador e o estoque tinham, cada um, uma planilha para o registro e controle diário da temperatura e umidade ambiental, a qual apresentavam temperatura máxima e mínima, horário de aferição e assinatura da responsável pelo procedimento. 3.3.9 Sistema de Gestão Hospitalar Integrado (SIGH) O SIGH era o sistema implementado responsável pela gestão de todos os procedimentos hospitalares, sendo que a farmácia utilizava as recursos referentes à parte de materiais, e as prescrições eram visualizadas através do SIGH Plus. O software armazenava todas as informações referentes à pacientes e produtos, sendo o responsável pela gestão de estoque e pela dispensação de produtos, além da geração de relatório pelos quais era realizado o controle substâncias determinadas conforme a legislação. Através do sistema informatizado todos os setores hospitalares encontravam- se integrados, uma vez que, além de estoque, ali encontravam-se todas as informações referentes à pacientes, internados, em atendimento de urgência e emergência ou ainda que realizavam exames, o que agilizava significativamente todo o processo de atendimento, interligando todos os setores da instituição. Todos os pacientes na unidade de internação ou em observação ambulatorial são denominados por leito, gerando assim, uma identificação individual. O sistema apresenta a possibilidade de geração eletrônica de prontuários, eficiência no faturamento, acessibilidade do Padrão de Troca de Informação Complementar (TISS), classificação de riscos de acordo com prioridade à pacientes em urgência e emergência, e ainda facilita a rastreabilidade de medicamentos. 3.3.10 Sistema de Notificações da Vigilância Sanitária (NOTIVISA) O NOTIVISA é um módulo específico, criado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o qual têm como objetivo principal a notificação de Eventos Adversos (EA) e Queixas Técnicas (QT) relacionados à assistência à saúde, com a finalidade de identificar riscos sanitários, contribuindo para a avaliação sanitária em nível federal, contribuindo para a tomada de decisões em todos as esferas governamentais (ANVISA, 2015). Para uso do sistema, tanto instituição como profissionais devem estar cadastrados, dessa forma, a farmacêutica responsável pelo setor de farmácia possuía senha e login próprios, através dos quais deveria realizar a notificação em casos de eventos adversos decorrentes do uso de medicamentos, artigos médico- hospitalares ou saneantes, erros de medicação, ou ainda, queixas técnicas relacionados produtos em geral, suspeitas em casos de falta de registro ou falsificações, suspeita da ausência de autorização de funcionamento para empresa ou quaisquer desvios na qualidade em geral, como medicamentos sem rótulos, comprimidos faltando em blisters. 3.3.11 Controle de estoque e verificação da validade de medicamentos e materiais de uso hospitalar A verificação da validade era realizada mensalmente, para medicamentos e materiais, através de lista impressa pela responsável do setor. Na presente lista eram registrados a validade mais próxima ao vencimento de cada produto, de forma que, se evitasse que produtos com validade excedida fossem dispensados. Medicamentos ou materiais de uso hospitalares com o vencimento mais próximo deveriam ficar mais próximo à dispensação, de forma a minimizar o descarte por vencimento. Caso o prazo de vencimento não ultrapassasse os três meses seguintes o produto deveria ser sinalizado com etiquetas na cor dourada, com a finalidade de sinalização. Todas as listas de validades eram armazenadas, em ordem conforme o mês, e ao final do ano armazenadas em estoque. A contagem de estoque de produtos e medicamentos não controlados eram realizados mensalmente, através de relatório expedito pelo sistema informatizado. Eram realizadas contagem no estoque fora da farmácia, e, posteriormente, nos itens localizados na unidade da farmácia hospitalar. Todos os itens eram conferidos e listados conforme o relatório, sendo a responsável comunicada sempre que houvessem divergências.Medicamentos sujeitos à controle especial eram contados diariamente, sendo que, quaisquer divergências deveriam ser investigadas e justificadas. Todas as contagens ficavam armazenadas, conforme data. 3.3.12 Descarte de medicamentos vencidos As boas práticas para gerenciamento de resíduos em serviços de saúde estão descritas na Resolução da Diretoria Colegiada n° 222, de 28 de março de 2018. Todo resíduo gerado em estabelecimento de saúde deve é classificado em conformidade com seu a sua origem e a periculosidade que representa, classificação essa responsável por orientar seu armazenamento e descarte, sendo medicamentos classificado como grupo B, ou grupo químico (BRASIL, 2018). Conforme a legislação vigente, o acondicionamento para descarte de medicamentos sólidos era realizado em saco laranja, com identificação de risco químico e sinal de alerta. Sempre que um medicamento sólido era descartado, o mesmo deveria ser descaracterizado, retirado de sua embalagem primária, e, após acondicionado em prateleira no estoque, devidamente identificado. Medicamentos em soluções, sejam estas de uso oral ou injetável, eram descartados em frasco próprio, devidamente identificado como risco químico e sinal de alerta, sendo que as embalagens, deveriam ser descartadas em coletor de resíduos perfurocortantes. Todos os medicamentos descartados eram armazenados e encaminhados para empresa terceirizada responsável pelo descarte dos rejeitos. 3.4 Trabalho de Atenção Farmacêutica desenvolvido Em ambiente hospitalar, pode-se afirmar que o paciente encontra-se em meio a um sistema controlado, que busca satisfazer todos os elementos necessários ao sucesso farmacoterapêutico idealizado. No entanto, é comum, durante o período de retorno domiciliar, o surgimento de dúvidas em relação ao tratamento medicamentoso, que quando não sanadas, podem acarretar em sério prejuízo à melhora clínica do paciente, acarretamento, por muitas vezes, no retorno do mesmo à unidade de internação clínica. Por outro lado, é frequente que, durante a chegada em atendimento médico ambulatorial, ou ainda na unidade de internação, que o paciente não informe ao médico assistente ou à equipe de enfermagem toda a farmacoterapia que já utiliza diariamente em decorrência de tratamentos já prescritos, ou ainda, que o mesmo não comunique se já utilizou recentemente a medicação, o que pode ocasionar erros como interações farmacológicas, ou ainda, duplicação de doses. Durante o decorrer Estágio Supervisionado no Âmbito Farmacêutico III, pôde ser observada o retorno de pacientes em tratamentos em pouco tempo de alta médica devido a erros ocorridos após alta hospitalares, devido à utilização errônea medicamentosa, ou ainda, pela falta de adesão ao tratamento. Da mesma forma, verificou-se que, grande parte do público atendido diretamente em meio hospitalar não possuía uma ampla percepção sobre a importância de informar à equipe durante o atendimento medicações prescritas anteriormente. As necessidades constatadas já descritas nortearam a elaboração de um folder informativo (apêndice A), o qual visava sanar dúvidas mais frequentes em relação à farmacoterapia, além de, buscar o esclarecimento da população durante o atendimento assistencial. 4 CONCLUSÕES O Estágio Supervisionado no Âmbito Farmacêutico III, focado na atuação do farmacêutico em âmbito hospitalar, proporcionou um grande crescimento acadêmico e profissional, uma vez que, através deste foi possível a visualização e a prática diária do exercício ético do profissional, vislumbrando assim, o farmacêutico como um profissional essencial para a eficiência de um sistema de saúde. Foram acompanhadas diversas responsabilidades inerentes ao farmacêutico, o que inclui, amplamente, todo o sistema distribuição de medicamentos, desde a sua aquisição até o destino final, incluindo atividades de controle de estoque e validade, avaliação de prescrições, dispensação de medicamentos e controle de antimicrobianos e medicamentos sujeito à controle especial. Todas as atividades foram executadas em acordo com parâmetros definidos conforme a legislação sanitária vigente, de forma que, pôde ser visualizado, na prática, a importância e a utilização de critérios e normas estabelecidos em boas práticas. A atividade de atenção farmacêutica elaborada possibilitou gerar uma contribuição à comunidade que faz uso de serviços médicos hospitalares no estabelecimento, uma vez que, além das informações prestadas, o mesmo teve por finalidade incentivar a busca por orientações, mostrando a importância da utilização correta de medicamentos e da adesão ao tratamento. Por fim, pode-se destacar que a experiência prática proporcionada através do estágio em âmbito hospitalar foi de extrema relevância para união dos conhecimentos já obtidos em aula com a vivência cotidiana, colaborando de maneira ímpar na construção ética e profissional da discente na área de Farmácia Hospitalar. REFERÊNCIAS AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Manual do Usuário: NOTIVISA – Sistema Nacional de Notificações para a Vigilância Sanitária, Módulo de Notificação. Brasília, 2015. Seção 1. Páginas 228-231. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n° 344, de 12 de maio de 1998. Aprova o Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos à controle especial. Diário Oficial [da] União, Poder Executivo, Brasília, DF, 19 de maio de 1998. Seção 1. Página 61. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n° 80, de 11 de maio de 2006. Dispõe sobre o fracionamento de medicamentos e dá outras providências. Diário Oficial [da] União, ANVISA, Brasília, DF, 12 de maio de 2006. Seção 1. Página 58. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n° 20, de 05 de maio de 2011. Dispõe sobre o controle de substâncias classificadas como antimicrobianas, de uso sob prescrição, isoladas ou em associação. Diário Oficial [da] União, ANVISA, Brasília, DF, 09 de maio de 2001. Seção 1. Páginas 39- 41. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n° 222, de 28 de março de 2018. Regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde e dá outras providências. Diário Oficial [da] Unão, ANVISA, Brasília, DF, 29 de março de 2018. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução n° 375: Aprova o Regulamento Técnico e Boas Práticas de Farmácia. Brasília, 2001. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolulção n° 568, de 6 de dezembro de 2012: Ementa que dá nova redação aos artigos 1° ao 6° da Resolução/CFF n° 492, de 26 de novembro de 2008, que regulamenta o exercício profissional nos serviços de atendimento pré-hospitalar, na farmácia hospitalar e em outros serviços de saúde, de natureza pública ou privada. Brasília, 2012. CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO PARANÁ. Guia de Orientação ao Exercício Profissional em Farmácia Hospitalar. Curitiba, 2012. HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO. Uso Seguro de Medicamentos Potencialmente Perigosos. Minas Gerais, 2017. INSTITUTO PARA PRÁTICAS SEGURAS NO USO DE MEDICAMENTOS. Boletim Técnico: Medicamentos Potencialmente Perigosos de Uso Hospitalar e Ambulatorial – Listas Atualizadas 2015. V. 4; N. 3. Brasília, 2015. Neto, J.F.M. Farmácia Hospitalar e Suas Interfaces Com a Saúde. 1 ed. São Paulo: RX Editora, 2005. NOVAES, et al. Métodos gerenciais da indústria aplicados à farmácia hospitalar: proposta para redução de custos. Resende, 2007, v. 2, n.3, p. 1-15. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. O Papel do Farmacêutico No Sistema de Atenção à Saúde. Brasília, DF, 2004. REIS, et al. Análise das intervenções de farmacêuticos em um hospital de ensino terciário do Brasil. Einstein, 2013, v. 11, n.3, p. 190-196. APÊNDICES Apêndice A – Trabalho de Atenção Farmacêutica Frente Verso Fonte: Revista Brasileira de Saúde e Sistema Nacional de Informações Tóxico-FarmacológicasANEXOS ANEXO A – Lista de Medicamentos Potencialmente Perigosos MEDICAMENTO APRESENTAÇÃO Insulina NPH Frasco-Ampola 10 mL Insulina Regular Frasco-Ampola 10 mL Cloreto de sódio 20% Ampola 20 mL Cloreto de sódio 0,9% Ampola 10 mL Cloreto de potássio 10% Ampola 10 mL Heparina 25.000 UI – via subcutânea Ampola 0,25 mL Heparina 25.000 UI - via endovenosa Frasco-Ampola 5 mL Sulfato de Magnésio 50% Ampola 10 mL image1.jpeg image2.jpeg