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UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO FACULDADE DE CIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE FÍSICA PRÁTICAS DE LABORATÓRIO DE FÍSICA MOLECULAR E TERMODINÂMICA TRABALHO PRÁTICO N°7 BOMBA DE CALOR ELABORADO POR: Anselmo Gomes Tomás APOIOS DE: Eduardo Panzo Adolfo Chitula Chinhama Nilton Marcelino Victória Sandumbo LUANDA 2016 Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 2 ÍNDICE 2.Conceitos introdutórios………………………………………………………...............Página 3 2.1.Objectivos da prática experimental………………………………………...………...Página 3 3.Fundamentação teórica…………………………………………………………………Página 3 4.Método experimental………………………………………………………….…..........Página 6 4.1.Instalação dos equipamentos e funcionamento………………………………………Página 6 4.2.Procedimentos experimental…………………………..……………………………...Página 7 5.Conteúdos relacionasdos……………………………………………………………….Página 8 6.Anexos………………………………………………………………………………….Página 9 7.Bibliografia………………………………………………………………..…………..Página 13 Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 3 2. Conceitos introdutórios Bomba de calor, é um dispositivo que opera segundo um ciclo que precisa de trabalho para que seja possível a transferência de calor de um corpo a baixa temperatura para outro a alta temperatura. São equipamentos projectados para mover energia térmica na direcção oposta ao fluxo espontâneo de calor, sendo que o calor flui espontaneamente de uma fonte de temperatura alta para uma fonte de temperatura baixa. 2.1. Objectivos da prática experimental: Verificar o funcionamento de uma máquina térmica e analisar a variação do seu rendimento em função da diferença de suas temperaturas. 3. Fundamentação teórica A denominação bomba de calor ou ciclo de refrigeração depende do uso que se faz do ciclo, já que o equipamento é o mesmo para ambos os casos, se utilizarmos para obtenção do frio chamamos de ciclo de refrigeração e se utilizarmos para obtenção de calor chamaremos de bomba de calor. Devemos também notar que ambos os processos acontecem simultaneamente, e podemos aproveitar tanto a produção do frio como a de calor ao mesmo tempo. A bomba de calor utiliza trabalho para retirar energia de uma fonte de calor a baixa temperatura (fonte fria) e tornar essa energia disponível para uma fonte de calor a temperatura mais alta (fonte quente). É um processo não espontâneo realizado por meio de um ciclo termodinâmico que necessita de uma fonte de calor, permutador de calor (absorvendo e liberando o calor) e certa quantidade de energia para manter o sistema em andamento. Figura 1- Diagrama de energias num refrigerador Em uma bomba de calor ideal, todos os processos são reversíveis e não há perdas nas transferências de energia que ocorrem em virtude do atrito e da turbulência. Nas bombas de calor, sempre ocorre troca de calor entre o refrigerante e as substâncias externas ao equipamento, entretanto, num sistema real, a fonte quente perde calor para o meio e a fonte fria recebe calor do meio, devido à diferença de temperatura entre eles. Então, não existem bombas de calor perfeitas, pois não é possível uma série de Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 4 processos cujo único efeito seja a transferência de energia na forma de calor de um reservatório a baixa temperatura para o outro a temperatura mais alta. A bomba de calor explora as propriedades físicas da evaporação e condensação de um fluido volátil conhecido como refrigerante, esse fluido é comprimido para se tornar mais quente no lado a ser aquecido e libera a pressão no lado onde o calor é absorvido. Dependendo da finalidade e das condições de operação, o fluido que mais se adequa é escolhido, uma vez que não há um refrigerante que possua todas as qualidades consideradas ideais, a saber, condensar-se a pressões moderadas, evaporar-se a pressões acima da atmosférica, ser quimicamente estável, não ser corrosivo, não ser tóxico, ser de fácil localização em caso de vazamentos e não atacar a camada de ozono. São algumas das principais propriedades de um bom refrigerante. Segundo a EPA (Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos), alguns dos fluidos recomendados são, o R-410A, o R-134a e o R-407C, pois, são compostos por átomos de carbono, hidrogénio e flúor, não são prejudiciais à camada de ozono por não possuírem cloro em sua composição. O ciclo de refrigeração aparentemente afronta o princípio da entropia, transporta- se calor de uma fonte mais fria para uma fonte mais quente. Se analisarmos detalhadamente, no entanto, o que ocorre é que fazemos uso das características físicas de um gás, para elaborar um ciclo termodinâmico no qual o gás realiza o trabalho de transporte de calor. Com a ajuda do diagrama de Mollier ( ) que nos monstra uma representação idealizada do diagrama da bomba de calor, podemos descrever as leis associadas a esses fenómenos: . Figura 2- Diagrama de Mollier para a Bomba de Calor. Os estados e suas respectivas propriedades referem-se ao ciclo real de compressão de vapor, onde é a pressão de evaporação e a pressão de condensação do fluido refrigerante. Partindo do ponto , o compressor comprime a substância de trabalho até ao ponto . Logo, a energia para accionar a bomba de calor pode ser o trabalho ou simplesmente calor. O compressor realiza trabalho para poder comprimir o gás, então o trabalho é determinado pela entropia do modo seguinte: Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 5 No caminho do ponto , o calor útil é liberado e a substância de trabalho condensa no ponto , então, o calor cedido à fonte quente é determinado por: Em seguida, a substância de trabalho flui através da válvula redutora e atinge o ponto . A medida que passa do ponto para o ponto , a substância de trabalho absorve a energia do meio ambiente e evaporiza, então, o calor absolvida à fonte fria, é determinado por: Neste processo, a entalpia permanece constante, logo: Uma bomba de calor, pode ser analisada em termos de sua eficiência energética através do coeficiente de performance (COP), sendo esta comummente utilizada para se avaliar a relação entre a capacidade de aquecimento obtido e o trabalho gasto, ou para se avaliar a relação entre a capacidade de arrefecimento cedido e o trabalho gasto. À medida que a válvula limitadora, controlada por um termostato, deixa passar a substância de trabalho, o processo nem sempre é uniforme, logo, o fluxo de energia no lado do condensador e vaporizador é calculado pelo aquecimento e arrefecimento da água do banho. O desempenho resultante é, portanto: A eficiência volumétrica do compressor é a razão entre o volume de curso efectivo e o volume geométrico . O fluxo real de volume da substância de trabalho no circuito e a eficiência volumétrica do compressor pode ser calculado a partir da relação com o fluxo de calor do vaporizador, volume específico e as entalpias, de modo seguinte: Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 6 4. Método experimental 4.1. Instalação dos equipamentos e funcionamento: Materiais utilizados: Bomba de calor, compressor; Termómetro de laboratório, -10ºC à 100 °C; Termómetro de laboratório com haste, -10ºC à 100 °C; Pasta condutora de calor, 50 g; Ventilador de ar quente, 1700 W; Cronómetro, digital, 1/100 seg; Vareta de vidro, boro 3.3, ; Medidor de energiae potência. Montagem: A experiência é montada como na figura 1 dos anexos. Funcionamento: A bomba de calor funciona de acordo com o ciclo de refrigeração por compressão a vapor mostrado na figura 2 dos anexos, sendo que o fluido percorre este ciclo termodinâmico circulando pelo sistema através de tubos isolados. Na mudança do estado para o estado , o fluído recebe trabalho no compressor e transfere calor no condensador, ou seja, o compressor ao comprimir o fluído de forma adiabática, reduz o seu volume e consequentemente aumenta a sua pressão e a sua temperatura. É essencial que o refrigerante atinja uma temperatura suficientemente alta quando comprimido para liberar calor através do condensador e a diferença de pressão deve ser grande o bastante para que o fluido se condensa no lado quente. Quanto maior a diferença de temperatura maior será a diferença de pressão necessária e, consequentemente, maior a será a energia requerida para comprimir o fluido. Na mudança do estado para o estado , o calor é então rejeitado à pressão constante no condensador o que resulta na diminuição da temperatura, e o fluido de trabalho deixa o condensador como líquido saturado. Ao passar pelo condensador, o fluído refrigerante a uma temperatura maior em relação ao condensador, rejeita calor a fonte quente e então, sofre uma condensação, ou seja, acontece uma mudança de fase, de vapor para líquida. Na mudança do estado para o estado , quando o fluido refrigerante escoa pela válvula de expansão, ocorre uma queda de pressão e diminuição da temperatura. O refrigerante condensado passa por uma válvula de expansão que causa a diminuição da sua pressão e da sua temperatura. É necessário que o fluído atinja uma temperatura suficientemente baixa quando expandido, para que o calor possa fluir do ambiente frio para o fluido no evaporador. A diferença de pressão deve ser grande o bastante para que o fluido possa evaporar no lado frio. Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 7 Na mudança do estado para o estado , o fluido líquido passa pelo vaporizador, onde ele absorve calor e ferve, ou seja, causa o aumento da sua temperatura. Quando ele absorve calor no vaporizador, onde a pressão e a temperatura são baixas, o fluído sofre uma vaporização, ou seja, acontece uma mudança de fase, de líquida para vapor. O fluído passa a ter então uma temperatura maior devido à absorção de calor. Logo após, ele retorna para o compressor e o ciclo se repete. 4.2. Procedimento experimental: Prática: Operação água-água. 1. Despeje uma quantidade medida de água em ambos os reservatórios de modo que o permutador de calor seja completamente imerso; 2. Assegurar que a água no lado do vaporizador esteja mais fria do que no lado do condensador, para isto, deve ser colocada uma pequena quantidade de gelo no lado do vaporizador; 3. Meça as pressões e as temperaturas antes de ligar a bomba de calor; 4. Ligar a bomba de calor e o cronómetro; 5. Medir a potência do compressor, medir as pressões e as temperaturas no condensador e vaporizador a cada 5 minutos; 6. Anotar os valores medidos na tabela 2 dos anexos e cessar medições após aproximadamente 50 minutos; 7. Fazer o gráfico da potência absorvida e das temperaturas em função do tempo e comparar com o gráfico teórico; 8. Achar o valor das entalpias em cada ponto do processo usando as propriedades do fluido de trabalho dadas na tabela 1 dos anexos; 9. Determinar aproximadamente a potência absorvida pela água no condensador e a cedida no vaporizador em cada intervalo de tempo (através da diferença de temperaturas). 10. Calcular o COP (quente e frio) da Bomba de calor em cada instante; Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 8 5. Conteúdos relacionados Leia sobre... Máquinas térmicas. Ciclo de Refrigeração. Compressor. Válvula redutora. Condensação, vaporização e entalpia. Diagramas termodinâmicos. Questões de controlo… O que é uma máquina térmica e como podem operar? O que é máquina de Carnot e qual é o seu significado físico? Escreva o gráfico que representa o ciclo de Carnot. Explicar os processos termodinâmicos de uma máquina qualquer e de uma máquina de Carnot. Explicar as grandezas entropia e entalpia e seus significados físicos. Qual é a diferença entre entalpia e entalpia específica? O que é o coeficiente de performance e como determiná-los? O que é o rendimento e como determina-lo? Explique oralmente os procedimentos experimentais. Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 9 ANEXOS RESULTADOS TEÓRICOS: Gráfico das temperaturas em função do tempo de operação. - Temperatura na entrada e na saída do vaporizador. - Temperatura na entrada e na saída do condensador. As linhas contínuas representam as temperaturas da água nos reservatórios do condensador e no vaporizador . Valores esperados… Para uma certa quantidade de água equivalente à ( ), os valores esperados à obter-se, são: Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 10 TABELAS: Tabela 1- Relação entre a entalpia, temperatura, pressão e o volume específico. Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 11 Tabela 2- Valores medidos. FIGURAS: Figura 1- Montagem do experimento Figura 2- Máquina térmica funcionando como bomba de calor. VAPORIZADOR CONDENSADOR ENTALPIAS 0 Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 12 GRANDEZAS E CONSTANTES: 1. : Tempo de operação da bomba de calor; 2. : Temperatura do fluído; 3. : Calor liberado ou cedido no reservatório; 4. : Trabalho realizado no compressor; 5. : Representação da eficiência da bomba de calor; 6. : Quantidade específica de energia; 7. : Entalpia específica; 8. : Quantidade de calor por unidade de tempo ou fluxo de calor; 9. : Calor específico; 10. : Massa da água; 11. : Desempenho da bomba de calor; 12. : Volume específico do vapor; 13. : Eficiência volumétrica do compressor; 14. : Volume de curso geométrico do compressor; 15. : Volume de curso efectivo do compressor. Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 13 BIBLIOGRAFIA Manual de laboratório de física experimental. II-Hat sumi Makai e Paulo R.G; HALLIDAY, D. Resnick. Funadamentos de Física 2, Termodinamica.