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UNIP UNIVERSIDADE PAULISTA Interativa Computação Aplicada à Engenharia Civil Autor: Prof. Pedro Tijunelis Colaboradores: Prof. Ricardo Scalão Tinoco Prof. José Carlos MorillaProfessor conteudista: Pedro Tijunelis Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Paulista (UNIP). Atuou na indústria durante oito anos, sempre em funções ligadas a projeto, programação, treinamento, suporte e implantação de sistemas CAD CAM. Professor universitário desde 1995, ministra várias disciplinas na área de Engenharia e Ciências da Computação: Tópicos de Informática, Desenho Técnico, Técnicas de Programação, Estrutura de Dados, Lógica Matemática, Paradigmas de Programação, Inteligência Artificial, Computação Gráfica, Sistemas de Informação Inteligentes, Computação Aplicada à Engenharia, Engenharia Auxiliada por Computador, Tecnologia da Informação, Processamento de Imagem, Administração Geral, Metodologia de Pesquisa, Simulações na Engenharia de Produção, Projeto de Elementos de Máquinas, entre outras. Participa também da adequação de diversos softwares na grade curricular desta universidade: AutoCAD®, Solid Edge, e Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) T568c Tijunelis, Pedro. Computação Aplicada à Engenharia Civil / Pedro Tijunelis. São Paulo: Editora Sol, 2019. 236 p., il. Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e Pesquisas da UNIP, Série Didática ano XXV, n. 2-009/19, ISSN 1517-9230. 1. Computação aplicada. 2. Autocad. 3. Revit. I. CDU 681.3.06 W500.79 19 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Universidade Paulista.Prof. Dr. João Carlos Di Genio Reitor Prof. Fábio Romeu de Carvalho Vice-Reitor de Planejamento, Administração e Finanças Profa. Melânia Dalla Torre Vice-Reitora de Unidades Universitárias Prof. Dr. Yugo Okida Vice-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa Profa. Dra. Marília Ancona-Lopez Vice-Reitora de Graduação Unip Interativa - EaD Profa. Elisabete Brihy Prof. Marcelo Souza Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar Prof. Ivan Daliberto Frugoli Material Didático - EaD Comissão editorial: Dra. Angélica L. Carlini (UNIP) Dra. Divane Alves da Silva (UNIP) Dr. Ivan Dias da Motta (CESUMAR) Dra. Kátia Mosorov Alonso (UFMT) Dra. de Carvalho (UNIP) Apoio: Profa. Cláudia Regina Baptista - EaD Profa. Betisa Malaman - Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos Projeto gráfico: Prof. Alexandre Ponzetto Revisão: Aline Ricciardi Lucas RicardiSumário Computação Aplicada à Engenharia Civil APRESENTAÇÃO 11 INTRODUÇÃO 11 Unidade I 1 CONCEITOS INICIAIS 13 1.1 Introdução 13 1.2 Equipamentos 15 1.3 Instalação de software/pacote CAD 17 1.4 Mouse 17 1.5 Observações gerais no uso de software CAD 18 1.5.1 Unidades 18 1.5.2 Janela inicial do sistema 18 1.5.3 Personalização de interface gráfica 19 1.5.4 Templates 20 1.5.5 Nomenclatura e extensão de arquivo 21 1.5.6 Escala 22 1.5.7 Atributos gráficos 22 1.5.8 Camadas 23 1.5.9 Pontos característicos das entidades e passo do cursor 24 1.5.10 Teclas especiais 25 1.5.11 Modos de seleção 26 1.5.12 Recursos de visualização 27 1.5.13 Precisão 28 1.5.14 Grade 29 1.5.15 Cota 29 1.5.16 Parametrização 31 1.5.17 Medições 31 1.5.18 Uso de vírgula ou ponto 32 1.5.19 Salvamento periódico 33 2 INTRODUÇÃO AO AUTOCAD® BIDIMENSIONAL 33 2.1 Informações gerais 34 2.1.1 Leiaute do software 34 2.1.2 Unidades - comando units ou un 36 2.1.3 Grade - comando grid ou gr 37 2.1.4 Abortar tarefa corrente 38 2.1.5 Limites da tela - comando limits ou lim 382.1.6 Operação do software 39 2.2 Entidades lineares básicas 39 2.2.1 Linha - comando line ou I 40 2.2.2 Retângulo - comando rectangle ou rec 40 2.2.3 Polígono - comando polygon ou pol 41 2.2.4 Círculo - comando circle ou C 42 2.2.5 Arcos - comando arc ou a 43 2.2.6 Textos - comando text ou te 44 2.3 Modificações 46 2.3.1 Criar contornos paralelos - comando offset ou 46 2.3.2 Estender objetos - comando extend ou ex 47 2.3.3 Aparar partes de objetos - comando trim ou tr 47 2.3.4 Arredondar cantos - comando fillet ou f 48 2.3.5 Chanfrar cantos - comando chamfer ou cha 49 2.4 Transformações 51 2.4.1 Destruir objetos - comando erase ou e ou tecla Delete 51 2.4.2 Mover ou transladar - comando move ou m 51 2.4.3 Copiar - comando copy ou CO 52 2.4.4 Rotacionar - comando rotate ou ro 53 2.4.5 Espelhar - comando mirror ou mi 53 2.4.6 Cizalhar - comando stretch ou S 54 2.4.7 Alinhar - comando align ou al 55 2.4.8 Separar ou explodir - comando explode ou explo 56 2.5 Itens gerais 57 2.5.1 Tabela de layers - comando layer ou la 57 3 COMPLEMENTOS DE AUTOCAD 2D 58 3.1 Medições - comando measuregeom ou mea e subopções 58 3.2 Outros utilitários 60 3.3 Arquivos 61 3.4 Hachuras - comando hatch ou h 62 3.4.1 Materiais 62 3.4.2 Gradiente - comando gradiente ou gra 63 3.4.3 Obtenção de fronteira - comando boundary ou bo 64 3.5 Blocos 66 3.5.1 Bloco global - comando wblock ou wb 67 3.5.2 Bloco local - comando block ou bl 67 3.5.3 Inserção de bloco - comando insert ou i 68 3.6 Sistemas de coordenadas 69 3.7 Model e Paper Space 71 3.7.1 Layers para imprimir 72 3.7.2 Mude para ambiente de impressão 73 3.7.3 Elimine a viewport 73 3.7.4 Configuração de folha no paper space 74 3.7.5 Inserção da margem 75 3.7.6 Criação da viewport - comando mview ou mv 763.7.7 Regulagem da escala 76 3.7.8 Cotas 78 3.8 Impressão 79 4 MODELAGEM COM 81 4.1 Noções gerais 81 4.1.1 Ambiente 3D 81 4.1.2 Visualizações - comandos regen ou re, hide ou hi e shade 83 4.2 Contornos em ambiente de modelagem 84 4.3 Criação de entidades básicas 85 4.3.1 Extrusão - comando extrude ou extr 85 4.3.2 Revolução - comando revolve ou ver 86 4.4 Operações booleanas 87 4.4.1 União - comando union ou uni 87 4.4.2 Subtração - comando subtract ou su 88 4.4.3 Interseção - comando intersect ou int 89 4.5 Transformações 89 4.5.1 Mover ou transladar - comando move ou m 89 4.5.2 Rotacionar em 3D - comando rotate3d 90 4.5.3 Espelhar em 3D - comando mirror3d 91 4.5.4 Escalar - comando scale ou SC 92 4.5.5 Alinhamento - comando align ou al 92 4.5.6 Corte por plano - comando slice ou sl 93 4.6 Medições 94 4.6.1 Cálculo para resistência dos materiais - comando massprop ou mass 94 4.7 Demonstração de modelagem a partir de planta baixa 95 4.7.1 Tratamento de contornos 95 4.7.2 Junção de segmentos 96 4.7.3 Contornos da edificação 96 4.7.4 Extrusão de paredes 96 4.7.5 Vãos das portas 97 4.7.6 Vãos das janelas 97 4.7.7 Criação do piso 98 4.7.8 Blocos das portas 99 4.7.9 Blocos das janelas 100 4.7.10 Laje 101 4.7.11 Paredes do telhado 102 4.7.12 Telhado 102 Unidade II 5 INTRODUÇÃO AO 131 5.1 Acesso inicial ao software 131 5.2 Leiaute do software 132 5.3 Unidades - atalho un 133 5.4 Níveis - atalho 1345.5 Paredes - atalho wa 134 5.6 Parametrização 136 5.7 Portas - atalho dr 137 5.8 Janelas - atalho wn 138 5.9 Piso e laje 139 5.10 Possibilidades de visualização 140 5.11 Telhado 141 5.12 Edição de itens 143 5.12.1 Seleção de objetos 143 5.12.2 Edição de parede 144 5.12.3 Edição de janela e porta 144 5.12.4 Edição de piso e laje 145 5.12.5 Edição de telhado 146 5.13 Esconder e exibir objetos 147 5.14 Tipos de arquivo 148 5.15 Importação de famílias 148 5.16 Inserção de mobília - atalho cm 149 5.17 Passo do cursor 150 5.18 Grade - atalho gr 150 6 PERSONALIZAÇÃO DE ITENS, DETALHAMENTO E FOLHA DE DESENHO NO 151 6.1 Personalização de paredes 152 6.2 Personalização de portas 154 6.3 Personalização de janelas 154 6.4 Personalização de piso 155 6.5 Telhado 156 6.6 Materiais 156 6.7 Detalhamento 158 6.7.1 Cotas 158 6.7.2 Texto - atalho tx 159 6.7.3 Nível - atalho el 160 6.7.4 Identificadores - atalho tg 160 6.8 Cortes 161 6.9 Vista 3D personalizada 162 6.10 Renderização 163 6.11 Desenho 164 6.12 Peso gráfico 167 6.13 Impressão e geração de arquivo em PDF 168 7 ITENS COMPLEMENTARES NO 170 7.1 Transformações 170 7.1.1 Destruir objetos - atalho de 170 7.1.2 Translação - atalho mv 171 7.1.3 Rotação - atalho ro 172 7.1.4 Cópia - atalho CO 1727.1.5 Espelhamento com segmento existente - atalho mm 172 7.1.6 Espelhamento com criação de segmento - atalho dm 173 7.1.7 Criação de canto vivo - atalho tr 173 7.1.8 Alinhar e estender - atalho al 173 7.2 Importação de arquivos do AutoCAD® 174 Escadas 175 7.3.1 Escada por componente 176 7.3.2 Escada por sketch 177 7.4 Parede de vidro 179 7.4.1 Transformar parede de alvenaria em parede de vidro 179 7.4.2 Inserção de divisões na parede de vidro 180 7.4.3 Inserção da estrutura 180 7.4.4 Colocação de porta em parede de vidro 180 7.5 Guarda-corpo 181 7.6 Forro 182 Terreno 183 7.7.1 Definição das curvas de nível 183 7.7.2 Criação de platôs 185 7.7.3 Componentes diversos do terreno 185 7.8 Insolação 185 7.8.1 Ajuste em relação ao norte 186 8 TECNOLOGIA BIM NO 189 8.1 Contagem e orçamento de janelas e portas 191 8.2 Exportar tabela para outros softwares 197 8.3 Estimativa de custo de materiais 197 8.3.1 Tabela de volumes 198 8.3.2 Tabela de áreas 201 8.4 Estimativa de forros 205APRESENTAÇÃO 0 objetivo deste livro-texto é fornecer um conjunto amplo de informações a fim de desenvolver projetos utilizando pacotes ou softwares Computer Aided Design (CAD). Essas informações partem de conceitos teóricos e são demonstradas com procedimentos práticos. Inicialmente, aprende-se a desenhar de forma organizada em ambiente computacional. A ideia de organização no desenho, desde início, deixa implícita a necessidade de planejar, editar e padronizar desenhos a fim de facilitar seu gerenciamento. A próxima etapa é um contato com modelagem de sólidos ampliando conceitos e praticando os comandos relacionados. A partir daí, é possível estabelecer um paralelo entre desenho e modelagem e como os itens de desenho tomam parte na estratégia de modelagem. Vale lembrar que a modelagem de sólidos ainda não utiliza tecnologia Building Information Modeling (BIM). Na sequência, aprendizado é complementado com a modelagem de maquetes eletrônicas baseadas em tecnologia BIM. Desde a criação dos primeiros elementos, é possível notar as consideráveis diferenças em relação aos módulos anteriores. Os relatórios que permitem extrair informações da maquete consolidam aprendizado. Proporcionalmente, assim como ocorria no desenho, a organização das maquetes com tecnologia BIM facilitará também gerenciamento do projeto. Quando se adquire uma consistente noção de operação de diferentes módulos, mesmo em nível básico, é possível, de forma natural, ampliar os conhecimentos adquiridos, já que se conhece a lógica de operação do software. Lembre-se também de que os conceitos de diferentes módulos terão sempre pontos comuns que podem ser aproveitados para facilitar aprendizado. INTRODUÇÃO Inicialmente, são expostas as principais ideias da tecnologia CAD, desde sua instalação até importantes conceitos inerentes à maioria dos softwares. Trataremos da operação do software AutoCAD®, que começa com entidades lineares básicas, modificações, transformações e é complementado com funções importantes como layers, hachuras e blocos. 0 processo de impressão finaliza aprendizado de desenho. Depois, será abordada a modelagem de sólidos no AutoCAD®, em que é possível compreender as principais estratégias para trabalhar em 3D a partir de contornos devidamente posicionados no espaço, transformados em entidades 3D e combinados com operações booleanas. 110 software é apresentado com a execução das funções básicas e as formas de modificá-las, no ambiente de maquete eletrônica. A personalização de itens do é detalhada, permitindo adequá-los aos parâmetros utilizados no dia a dia, no Brasil. Na sequência, desenho surge como decorrência da maquete. Será analisada a personalização e criação de itens, como escada, forro, guarda-corpo, terreno, estudo de insolação, entre outros. A tecnologia BIM é comentada e exemplificada com tabelas de orçamento e previsão de materiais. Os tópicos abordados são igualmente importantes e se complementam. É necessário ler várias vezes a fim de memorizar a operação dos comandos, além de, preferencialmente, tentar executar os comandos no software. 12COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL Unidade I 1 CONCEITOS INICIAIS A disciplina Computação Aplicada à Engenharia Civil traz um conjunto de informações que auxilia na compreensão das tecnologias CAD e BIM. Inicialmente, será fornecida base teórica sobre os pacotes CAD para desenhar. Na sequência, abordam-se a modelagem e a modelagem com tecnologia BIM. Os conceitos expostos são abrangentes e comuns à maioria dos softwares CAD e precisam ser realmente apreendidos. Capturas de tela da reimpressas, cortesia da Inc. É fundamental formar essa base teórica antes de operar esses programas gráficos. A teoria possibilita um melhor entendimento dos conceitos e das potencialidades desse tipo de programa. Para Mc Farland (2009), aprendizado de softwares complexos precisa de empenho, tempo, atenção e paciência para repetir procedimentos. É necessário entender conceitos para operar devidamente software, além de perceber a extensão da gama de possibilidades para desenho e projeto. Também para Frey (2003), aprendizado do AutoCAD® requer, entre outros fatores, comprometimento, horários exclusivos para aprendizado, aplicação e repetição. 1.1 Introdução Como abordado nas disciplinas sobre desenho técnico em semestres anteriores, inicialmente, engenheiro deve estudar as representações da maneira tradicional: de forma manual e fazendo uso de instrumentos. Como desenhar no computador uma planta baixa, elevações e circuitos elétricos sem conhecer os símbolos que caracterizam esse tipo de desenho? Como criar fachadas sem ter noção de vistas e rebatimento? Caso essas técnicas não estejam dominadas, engenheiro não consegue desenhar nem enxergar potencial da tecnologia CAD e terá dificuldades de compreensão de muitas ferramentas de otimização do trabalho. 13Unidade I Computer Aided Design, que corresponde à sigla CAD, significa, em português, Projeto Auxiliado por Computador. Nesse caso, a definição de projeto está vinculada a questões ou soluções técnicas na elaboração e fabricação de produtos. Conforme Ribeiro, Peres e Izidoro (2013), os softwares CAD fornecem um conjunto específico de comandos para a criação de desenhos e modelagem de sólidos. Estendendo ainda essa definição, CAD é um termo comercial que reúne vários programas de computação gráfica para a criação de desenho ligada a alguma área de engenharia. 0 surgimento e desenvolvimento dessa tecnologia, bem como de suas diversas aplicações, não fazem parte do escopo deste livro-texto. No entanto, é importante considerar que as tecnologias atuais têm histórico associado ao desenvolvimento de hardware e à popularização dos computadores pessoais, além da evolução dos sistemas operacionais. As possibilidades da sigla CAD em relação à execução de desenhos não devem ser simplificadas. Essa é apenas uma das possibilidades oferecidas. Cada área (mecânica, civil, produção etc.) conta com um conjunto de aplicações específicas. Mesmo assim, estudo da tecnologia CAD começará com criação de desenhos. Esse tipo de software é chamado de prancheta eletrônica, objetivo é substituir a prancheta pelo computador. Três itens são bastante importantes na modalidade de tecnologia CAD: Facilidade de edição: na maioria dos casos, basta modificar os itens necessários e reimprimir desenho. Diminuição de erros de projeto: embora software não faça consistências em erros de rebatimento, existem recursos que, naturalmente, diminuem a incidência desses erros. Padronização: os desenhos, mesmo criados por diferentes usuários, deverão possuir um conjunto de itens padronizados textos, cotas e técnicas de cotação, tipos de hachura, estilos e proporção de espessuras de linhas, distribuição das vistas no desenho, entre outros. Observação A preocupação com padronização existe desde os primeiros projetos e é inerente a essa tecnologia. Durante 0 aprendizado, é importante estar atento aos itens que, de forma geral, são padronizados e que, nesse estudo, serão devidamente destacados. 14COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL 1.2 Equipamentos Para operar software CAD, é necessário um computador com sistema operacional instalado, monitor, mouse e teclado. Figura 1 0 computador pode ser do tipo desktop, que é fixo e fica em um local específico, ou do tipo laptop, que é um computador portátil. 0 laptop vem com um dispositivo denominado touchpad, que pode substituir mouse. A escolha por um ou outro é uma questão de preferência e hábito na operação. Antes de instalar software CAD, uma prática é verificar os requisitos mínimos para a instalação. Em tese, quanto maior a velocidade do processador e a quantidade de memória RAM (Random Access Memory), melhor será desempenho do software. É preciso também verificar espaço no disco rígido para instalação. Observação As afirmações a seguir contribuem para uma melhor conceituação de softwares CAD: Existem limitações ou nos algoritmos do software e travamentos ocorrerão. Muitas vezes, hardware pode ficar com recursos ociosos, já que software nunca os utiliza dentro do contexto em que opera. 0 projeto pode ser de tal complexidade, que, mesmo incrementando os recursos de hardware, software não conseguirá responder adequadamente. Faz-se necessário dividir projeto ou procurar outra solução mais específica de software. Em alguns pacotes CAD, é possível diminuir nível de representação ou abrir parcialmente os arquivos a fim de consumir menos memória. 15Unidade I É desejável que monitor possua dimensões superiores à média dos monitores usados em aplicações administrativas. 0 formato do monitor influirá na proporção da área gráfica do software. 0 conjunto monitor mais placa gráfica está associado à resolução. Figura 2 Nem sempre a máxima resolução será a mais adequada para operar 0 software. É necessário combinar desempenho com resolução. Os abas e menus sofrerão alteração de apresentação conforme a resolução for alterada. Isso pode dificultar a operação do software. A chamada placa gráfica dedicada melhora a performance do software, já que menos memória RAM é utilizada para processamento gráfico. Existem placas gráficas com diferentes capacidades e Na escolha da placa gráfica, é necessário verificar sua compatibilidade com a placa-mãe do computador. No caso de notebooks, a placa gráfica já vem com configuração inicial e é raro uma instalação posterior. Para Ribeiro, Peres e Izidoro (2013), essas placas utilizam as bibliotecas gráficas dos softwares DirectX e OpenGL®, software AutoCAD® também está baseado nessas bibliotecas. Graças a isso, melhoram a performance do hardware. Além disso, a placa gráfica deve estar associada a bons monitores, sejam eles do tipo cathode ray tude (CRT), raios catódicos; liquid crystal display (LCD), cristal líquido; ou thin film transistor (TFT), plasma. 0 resultado do trabalho, geralmente, é impresso utilizando impressoras A4 ou impressoras de grandes formatos (plotters). Existem muitos modelos, para diferentes fins, de impressoras de grandes formatos, que vão desde impressão de desenhos em papel sulfite até outdoors em lonas com características específicas. Para pacotes CAD, geralmente, são utilizados plotters alimentados com rolos de papel com largura 21" ou 42", que imprimem formatos limitados a A1 e A0 respectivamente. Embora, de forma resumida, 0 plotter seja descrito como impressora de grande formato, sua operação possui diversas peculiaridades: esquadrejamento de papel, alinhamento de cartuchos, opções exclusivas do equipamento, não controle de software, corte automático, drivers mais complexos e com mais opções, entre outras. 16COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL Figura 3 1.3 Instalação de software/pacote CAD 0 termo pacote, frequentemente utilizado para softwares CAD, está associado a um conjunto de diferentes módulos, que, na maioria das vezes, se comunicam entre si e executam diferentes tarefas. Em alguns casos, a aquisição do software se dá sob medida, ou seja, apenas de módulos específicos. Em outros casos, o software é vendido como produto único já contemplando o conjunto de módulos. Atualmente, a instalação dos softwares está bastante automatizada. Geralmente, basta concordar com os diretórios ou pastas propostas para a instalação, e próprio instalador do software faz o restante, inclusive instalando recursos adicionais necessários para o sistema operacional. É boa prática conhecer os diretórios da instalação e verificar a existência de bibliotecas, exemplos, templates, entre outros, isso ajudará a seguir tutoriais e Além disso, alterações simples no sistema operacional melhoram o desempenho do software e merecem atenção. Deve haver um equilíbrio entre representação gráfica e processamento. Em alguns casos, próprio software possui regulagem de importantes parâmetros a fim de viabilizar sua execução. 1.4 Mouse Provavelmente, seu mouse possui três botões, sendo que, no centro, existe um botão de rolagem (também chamado de scroll wheel). Figura 4 17Unidade I Geralmente, botão da esquerda faz seleções tanto de objetos como de ícones. 0 botão da direita também é usado, só que em situações específicas. 0 botão de rolagem está associado a recursos de visualização. É possível, em alguns softwares, combinar teclas e botões do mouse. Em situações específicas, como cartografia, 0 mouse poderá ser substituído por mesa digitalizadora. Exemplo de aplicação Pesquise sobre mesas digitalizadoras. Elas possuem diferentes tamanhos para diferentes aplicações. Algumas utilizam caneta para desenhar, enquanto outras possuem um cursor, cujo funcionamento é similar ao de um mouse, porém restrito à área da mesa digitalizadora. 1.5 Observações gerais no USO de software CAD Os itens que seguem são independentes, mas com aprofundamento dos conceitos, acabam por formar um conjunto de procedimentos importantes para a produção dos desenhos e maquetes eletrônicas. Assim como desenho em prancheta, na forma manual, é regido pelas normas de desenho técnico, desenho executado em computador deverá também se adaptar a elas. A cultura de projeto e desenvolvimento de produto da empresa sempre vai influenciar esse processo. 1.5.1 Unidades Uma prática frequente é, ao iniciar desenho ou projeto, definir sua unidade. Softwares da área de Engenharia Mecânica, geralmente, têm sua unidade pré-configurada para milímetros (mm) e não precisam de alteração. 0 mesmo acontece com alguns softwares para Engenharia Civil que utilizam metros (m). No entanto, muitos softwares precisarão ter a unidade alterada, que deve ser realizado no início do trabalho. Na maioria dos casos, é possível alterar a unidade a qualquer momento. Porém, excepcionalmente, será necessário escalar projeto, 0 que é indesejável, já que prejudica detalhamento. Outra preocupação é com 0 intercâmbio de arquivos entre diferentes softwares. A unidade fará diferença. É necessário discutir, combinar e padronizar. 1.5.2 Janela inicial do sistema Os softwares possuem uma janela inicial ou folha padrão pré-configurada. Uma boa prática é reconfigurar essa janela/folha inicial para que fique compatível com projeto que está sendo executado, 0 que situa melhor usuário e facilita uso dos recursos de visualização. 18COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL Na figura a seguir, à esquerda, a janela em ambiente bidimensional com a indicação de origem e eixos X e Y. À direita, um cubo que representa um espaço inicial para projetar. Nesse caso, são os eixos X, Y e Z. Nada impede que projeto extrapole esse espaço inicial. Trata-se, apenas, de uma referência. Z Y x Figura 5 1.5.3 Personalização de interface gráfica Geralmente, aprendizado de software começa com o reconhecimento da interface e entendimento de onde se localizam os comandos. Com o passar dos meses, adquirindo alguma experiência, é possível começar a personalizar a interface do software; no início, isso não é recomendado. Os softwares CAD possuem área gráfica que ocupa grande parte da tela. 0 espaço restante, geralmente, na parte superior, é preenchido com abas que trazem conjuntos de painéis que, por sua vez, trazem conjunto de ícones dentro do mesmo contexto. Alguns ícones poderão ser expandidos, trazendo mais opções. Nas laterais, painéis auxiliares exibem características do que está sendo executado. Na parte inferior, é comum um conjunto de que permite alterar a visualização. Mesmo com uso de é frequente a existência de um campo de indução que apresenta instruções e também, em casos específicos, permite a digitação de comandos e configuração de variáveis. Vale lembrar que cada software possui um método de trabalho e, portanto, existem muitas diferenças entre os leiautes. 19Unidade I Observação Se usuário ainda não estiver habituado sequer com os comandos básicos, que dizer das inúmeras possibilidades de customização da interface do software? Existe uma dificuldade maior em memorizar esses recursos. Geralmente, todas as personalizações precisam ser refeitas quando software é reinstalado. Suponha como deve ser em uma empresa com usuários diferentes em cada turno, sendo que cada usuário tem preferências totalmente distintas na apresentação do software. Por isso, é necessário definir regras. 1.5.4 Templates Os templates, no contexto de softwares gráficos, são arquivos pré-configurados. Essa pré-configuração pode ter muitos níveis. Vai desde uma simples unidade e janela inicial até a padronização de itens como cotas, textos, camadas e desenho prévio de conjuntos de objetos. Os templates servem para disciplinar tarefas, já que induzem usuário a seguir diretrizes de projeto. Geralmente, estão armazenados em pastas específicas com extensões diferentes do padrão. Quando qualquer software é iniciado, utiliza-se um template. Nem sempre isso é claro para usuário. Observe a figura a seguir. Qual dos templates é recomendado para iniciar o Select template Look in: Template Nome PTWTemplates SheetSets acad -Named Plot Styles acad -Named Plot Styles3D acad acad3D -Named Plot Styles acadISO -Named Plot Styles3D acadiso acadiso3D Figura 6 20COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL Em um contexto inicial, não é interessante verificar que cada template contém. Uma vez que a organização defina que 0 template contempla, deve disponibilizá-lo, então, na seleção, no início do trabalho. Na figura anterior, template a ser adotado é acadiso, já que está em unidade métrica. 1.5.5 Nomenclatura e extensão de arquivo Os arquivos são formados por nome e extensão. 0 nome deve ser atribuído de forma coerente, a fim de identificar facilmente conteúdo do desenho, ou, em pior hipótese, a qual cliente ou projeto está relacionado. Caracteres especiais, como "?", não devem ser utilizados, pois podem trazer dificuldades para sistema operacional. Deve-se restringir a quantidade de caracteres do nome do arquivo. Uma sugestão é utilizar oito caracteres. Lembre-se de que, eventualmente, esses arquivos poderão ser enviados para outras plataformas, cujo funcionamento é diferente das convenções já utilizadas. A extensão precisa ser logo conhecida. Cada software, no contexto de sua operação, possui extensão específica. Os principais softwares do mercado possuem suas próprias Os desenhos do software AutoCAD® possuem extensão Os projetos do software têm extensão A extensão DWG se tornou muito popular, quase um padrão, e outros softwares CAD passaram a utilizá-la. Inclusive softwares 3D conseguem exportar seus desenhos com extensão Um cuidado importante é com a versão utilizada, já que versões mais antigas não conseguem abrir projetos de versões de softwares mais atuais. Em alguns casos, é possível salvar em versões anteriores. Outro padrão bastante utilizado para exportar desenhos entre diferentes softwares é (Data Exchange File). É uma espécie de formato neutro para desenhos. Lembrete 0 intercâmbio de arquivos entre diferentes softwares quase sempre é insatisfatório. Muitos tipos de objetos acabam por ser ignorados ou descaracterizados e ocorrem sutis variações dimensionais. É necessário executar testes e definir regras para diminuir essas diferenças. 21Unidade I 1.5.6 Escala No desenho técnico manual, a definição do fator de escala é um dos cuidados iniciais. Quando se desenha ou se modela (ambiente 3D) no computador, a escala a ser utilizada é sempre a mesma: escala real ou 1:1. No entanto, nas operações de detalhamento (como inserção de cotas e textos) e no enquadramento do desenho em formato de folha padrão, há a preocupação com fator de escala a ser adotado. No exemplo posterior, é apresentada uma folha de formato A2, desenhada em m e na escala 1:1. Já a margem foi desenhada em mm, também na escala 1:1. Na operação de impressão, a planta foi escalada para que coubesse na folha. A partir dessa escala, é possível definir as características dos itens de detalhamento. Se eles fossem inseridos antecipadamente na planta, provavelmente, ficariam descaracterizados quando ela fosse enquadrada na folha A2, pois não haveria ainda definição de escala. Esse é um típico processo que precisa ser padronizado com cuidado. De nada adianta um projeto bem desenhado no computador, mas impresso fora dos padrões das normas. Figura 7 1.5.7 Atributos gráficos No desenho técnico manual, deve-se associar a proporcionalidade da espessura das linhas com a escala adotada e utilizar diferentes estilos de linha. No computador, é possível atribuir diferentes espessuras, bem como diferentes estilos de linha e cores para diferentes tipos de objetos. Por exemplo: Cotas serão criadas em vermelho com espessura 0.1. 22COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL Hachuras serão criadas em azul com espessura 0.05. Linhas de contorno em verde com espessura 0.5. Linhas tracejadas em magenta com espessura 0.2. 50 Figura 8 Observação A diferença de cores torna desenho mais inteligível e facilita processo de impressão. Mesmo que se trabalhe em m, as espessuras de linha têm mm como unidade. Nem sempre as diferenças nas espessuras de linha são na tela. É fundamental ter controle das cores e espessuras utilizadas. No momento de imprimir 0 desenho, esses parâmetros deverão ser considerados. De nada adianta um desenho bastante inteligível na tela, porém impresso de forma confusa. No exemplo a seguir, à esquerda, está a visualização em tela; e, à direita, a impressão com espessuras erradas. 30 30 Figura 9 1.5.8 Camadas Os atributos gráficos estão diretamente ligados às camadas. A ideia de utilizar camadas é bastante comum em softwares CAD do tipo prancheta eletrônica, tendo sua aplicação diminuída em softwares mais sofisticados cujo controle dos atributos gráficos se dá de forma automatizada, ligada a padrões e normas. 23Unidade I As camadas servem para organizar 0 desenho. Cada camada recebe um nome ou tem um número pré-definido. Em cada camada, se usam atributos gráficos específicos e, geralmente, se associam camadas com determinados tipos de objeto. Por exemplo: A camada cotas, configurada com a cor vermelho e espessura 0.2, serve para a inserção das cotas do desenho. A camada texto conterá os textos do desenho na cor amarela e espessura 0.25. A camada linha-visível, na cor azul e espessura 0.5, indica onde os contornos visíveis estão desenhados. A camada linha-oculta, por sua vez, traz as linhas na cor laranja, espessura 0.1 e estilo de linha tracejada. As camadas podem ser escondidas, são configuradas para não serem impressas, trancadas para não permitir modificação, entre outras possibilidades. A figura a seguir exibe uma tabela de layers do AutoCAD®. 0 cadeado representa layer trancado, enquanto a lâmpada apagada, um layer que não está sendo exibido. Current layer. Filters S... Name Fre... L... Color Linetype Lineweig... All white Continuous Defa... All Used Layers linha-oculta 30 0.09... texto yellow Continuous 0.25... linha-visivel blue Continuous 0.50... cotas red Continuous Figura 10 1.5.9 Pontos característicos das entidades e passo do cursor As entidades, tanto lineares como volumétricas, possuem pontos característicos, geralmente, ligados a extremidades, pontos médios e centros. A identificação desses pontos, realizada pelo cursor, auxilia nas transformações. No entanto, cursor precisa estar configurado para permitir essa identificação, a expressão "passo do cursor". 0 cursor, entrando na faixa de captura dos pontos (estando bem próximo a eles), permitirá a identificação. 24COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL A janela de visualização precisa ser compatível com que se quer selecionar. Se estiver muito distante, os objetos ficam muitos próximos, que dificulta a identificação dos pontos desejados. extremidade extremidade centro ponto médio centro + ponto médio centro extremidade extremidade Figura 11 Existem outras possibilidades, bastante úteis, que são a perpendicularidade e a tangência. No caso da tangência, software encontra a solução. Basta indicar a posição aproximada. Em alguns casos, a disposição dos objetos não permitirá uma solução, e programa fornecerá uma mensagem compatível com erro. tangência P1 P1 perpendicularidade perpendicularidade P1 segmento de tangência referência tangência Figura 12 1.5.10 Teclas especiais Como a maioria dos softwares, os pacotes CAD possuem teclas que realizam tarefas importantes em sua operação. As principais são: Esc aborta a operação corrente. desfaz e última operação. copia os objetos selecionados para a área de transferência. Ctrl + v - cola os objetos selecionados da área de transferência, inclusive entre diferentes softwares. A restrição é que contexto deve ser observado. 25Unidade I Observação 0 processo de copiar e colar requer bastante critério. Por exemplo, se foram copiadas entidades lineares de um software 2D, não será possível fixar essa cópia em outro software que estiver em ambiente 3D. As possibilidades de erro aumentam muito se tiverem sido copiados itens de softwares de aplicação bastante diferentes. Por exemplo, páginas de um processador de texto em ambiente CAD 2D. 1.5.11 Modos de seleção Existem muitas formas de seleção, e cada uma delas é utilizada em situações específicas. As mais comuns são: Selecionar objeto a objeto com cursor. Selecionar objetos através de uma janela ou cerca. Nesse caso, conforme 0 software, existe diferença se a seleção for total, parcial, executada da esquerda para direita ou da direita para esquerda. Os objetos selecionados têm sua aparência alterada. Geralmente, mudam de cor ou de estilo de linha. Seja qua for a operação de transformação, em determinada etapa, é solicitado definir os objetos que farão parte da operação. As transformações serão explicadas adiante. Observar, na imagem, a alteração de aspecto das figuras selecionadas e notar também a ordem de seleção esquerda-direita e direita-esquerda. P1 P2 P2 P1 Figura 13 26COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL 1.5.12 Recursos de visualização A visualização exibida na tela não corresponde a nenhuma escala. E ainda no caso de projeto de edificações, a escala exibida na tela será sempre de redução. No trabalho com pacotes CAD, a visualização de seu projeto deve ser compatível com a operação que está sendo executada. Por exemplo, se for preciso copiar um prédio dentro de um terreno, a visualização deve englobar terreno. Em outro caso, se for preciso inverter uma porta, a visualização será do cômodo que contém a porta. Para isso devem ser utilizados recursos do Zoom+ a fim de ampliar e Zoom- para reduzir/afastar. Atualmente, botão de rolagem é recurso mais utilizado para Zoom. Outra possibilidade é cercar a área a ser ampliada. Figura 14 É possível também definir que software mostre todos os objetos que constam no desenho. Figura 15 Muitas vezes, os recursos de Zoom precisam ser complementados pelo deslocamento lateral, também chamado de Pan. 27Unidade I Figura 16 No caso de ambiente tridimensional, existe a possibilidade de girar dinamicamente 0 objeto no espaço, ao redor de eixo ou ponto. Observação Os recursos de visualização não interferem na dimensão dos objetos, que fica inalterada, bem como em sua posição no ambiente no qual se está projetando. Somente transformações, como translação, escala e rotação, alteram as características e posição dos objetos. 1.5.13 Precisão No tópico sobre unidades, foi abordada a necessidade de configurar a unidade de trabalho. Além disso, é preciso verificar a precisão atribuída ou ainda a quantidade de casas decimais utilizadas junto com a unidade. Por exemplo: Se a unidade adotada for m, e a precisão for configurada para duas casas, fica viável uso de centímetros (cm); 1.25 m correspondem a 1 m e 25 cm. Se a unidade adotada for quilômetro (Km), e a precisão for configurada para três casas, fica caracteriza a possibilidade de trabalhar com m; 10.352 km correspondem a 10 km e 352 m. Quando se desenham engrenagens em mm, se adotam, em razão dos cálculos, seis casas de precisão. Observação No caso de edificações, geralmente, são adotadas duas casas de precisão. 28COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL 1.5.14 Grade Muitos softwares possuem recurso de grade, qual: não contém objetos, é um recurso de visualização; intervalo pode ser configurado; cursor pode ser também configurado para se deslocar em cima da grade; pode ser utilizada no caso de geometrias com intervalos regulares; estabelece uma noção da grandeza do desenho que está sendo criado ou foi aberto; uso da grade é opcional e associado aos hábitos do usuário. Na figura a seguir, a grade é de 10 X 10 m. Observando-a, é possível formar uma noção geral do tamanho da planta. Figura 17 1.5.15 Cota Softwares para aplicações mais complexas já vêm com as cotas ajustadas às normas, mas permitem personalização. Softwares do tipo prancheta eletrônica precisam ter as cotas ajustadas às normas. É necessário configurar adequadamente 0 tamanho de seta ou do traço oblíquo inclinado, a altura do texto, a distância da linha de chamada à peça, a distância do texto à linha de cota etc. Como já foi mencionado, deve-se desenhar na escala 1:1. Em alguns casos, no momento de gerar arquivo de impressão, é aplicado um fator de escala. As cotas têm que acompanhar proporcionalmente 29Unidade esse fator. Por exemplo: se a escolha for texto da cota impresso com 4 mm, e a escala adotada na impressão é 2:1, texto da cota precisará ter 2 mm de altura, já que será duplicado na escala 2:1. Assim como acontece com os diferentes estilos de texto, é possível salvar diferentes estilos de cota e disponibilizá-los nos templates. Na figura a seguir, ficam claros os itens que precisarão ser configurados na cota a fim de se adequarem às normas. À esquerda, uma cota com a configuração padrão; à direita, uma cota com ajustes. Figura 18 Observação No desenho técnico em prancheta, é necessário seguir as normas técnicas. No desenho utilizando softwares CAD, também será necessário adequar os parâmetros às normas técnicas. A cultura de projeto e desenvolvimento de produto da empresa sempre influenciarão esse processo. Saiba mais Procure as normas técnicas de desenho para relembrar os parâmetros: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 10067: Princípios gerais de representação em desenho técnico. Rio de Janeiro: ABNT, 1995b. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 10582: apresentação da folha para desenho técnico. Rio de Janeiro: ABNT, 1988. 30COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 12297: Representação de área de corte por meio de hachuras em desenho técnico. Rio de Janeiro: ABNT, 1995. 1.5.16 Parametrização A parametrização está fundamentada no controle das dimensões do seu desenho através de cotas. Nos softwares do tipo prancheta eletrônica, a cota é um elemento apenas de representação. Nos softwares de tecnologia BIM, com recursos mais avançados, é possível criar a forma geral do que se quer representar, inserir cotas paramétricas que, uma vez alteradas, modificam a geometria. As cotas podem ser travadas, não permitindo distorções. A figura a seguir, à esquerda, ilustra uma planta parametrizada. Observe, à direita, a alteração da cota e a alteração da geometria. A cota externa, travada com cadeado, direciona processo, fazendo com que as alterações sejam executadas internamente sem modificar a medida total externa. Figura 19 1.5.17 Medições É necessário executar medições no projeto para verificar se as dimensões estão de acordo ou se houve algum erro de digitação ou de conceito na operação do software. Uma forma de medir é inserir cotas. As cotas medem ângulo, comprimento e a distância entre dois pontos. Já as medições possuem um escopo mais amplo, permitindo selecionar itens do ambiente do software, como origem e planos auxiliares no espaço. As principais formas de executar medições são: Distância entre vértices. 31Unidade I Ângulo de um elemento. Área de contornos fechados. Ângulo entre planos no espaço. Ângulo entre arestas localizadas no mesmo plano. Descrição das características de um objeto. As respostas das medições são fornecidas em janelas auxiliares ou nos campos de indução. A figura a seguir exemplifica resultado de medições no Command ID Specify point: 290.4033 Y - 153.2068 Command : DIST Specify first point: Specify second point or [Multiple points] : Distance 100.8165, Angle in XY Plane 319, Angle from XY Plane 0 Delta 75.8914, Delta Y -66.3661, Delta - 0.0000 Command LIST Select objects: 1 found Select objects: LWPOLYLINE Layer: Space: Model space Handle 7c Closed Constant width area 5036.6180 perimeter 284.5151 at point X= 290.4033 Y= 153.2068 Z= 0. at point X- 366.2948 153.2068 0. at point X- 366.2948 86.8407 0.0000 at point 290.4033 Y- 86.8407 Z= 0.0000 Figura 20 1.5.18 Uso de vírgula ou ponto É necessário observar se software utiliza caracter "." ou caracter "," para indicar a parte fracionária de um número. Por exemplo, dez e um quarto se indica com 10.25 ou 10,25? A resposta depende do software: É possível escolher se será utilizado "." ou "," 32COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL É um item que também está associado com a norma de desenho adotada (por exemplo, a norma American National Standards Institute (ANSI), utilizada na América do Norte, utilizará separador "."). A situação mais comum é simplesmente os softwares imporem uso e não permitirem regulagem. Se invertido uso, ponto ou a vírgula produzirão resultados completamente diferentes do esperado. Observação No caso dos softwares AutoCAD® e se fará uso do ponto para separar a parte inteira da fracionária. 1.5.19 Salvamento periódico A maioria dos pacotes CAD possuem recursos de salvamento periódico. É necessário estabelecer um intervalo de salvamento e verificar em que pasta do sistema operacional trabalho é periodicamente salvo e com que extensão, além dos procedimentos para abri-lo, em caso de erro no sistema. Geralmente, arquivo poderá ser recuperado simplesmente renomeando sua extensão. No caso do a princípio, são gerados periodicamente arquivos com diferentes nomes ordenados para caso de travamento. Project1 Project1.0010 Project1.0009 Project1.0008 Figura 21 2 INTRODUÇÃO AO BIDIMENSIONAL Conceitos gerais sobre pacotes CAD foram expostos anteriormente. A continuação do estudo já aborda a utilização do software AutoCAD® e trata da criação de entidades lineares básicas, modificações e transformações. Na visão de Ribeiro, Peres e Izidoro (2013), na elaboração dos livros de softwares, há uma desvantagem, pois são desenvolvidas novas versões que alteram procedimentos. Por outro lado, no caso do AutoCAD®, conjunto de comandos, principalmente, as entidades básicas e modificações, não sofreram alterações significativas nessas últimas versões. 33Unidade I Para Baldam e Costa (2013), é evidente que AutoCAD® evolui concentrando-se em tornar-se cada vez mais assimilável e funcional para as diferentes áreas de aplicação. Antes de iniciar 0 trabalho no software, é necessário apresentar itens gerais diversos. Cada comando conta com vários subitens. Nesse estudo, serão apresentados apenas os procedimentos mais comuns. As imagens da área de comando não foram simplificadas. Mesmo assim, é possível distinguir facilmente os parâmetros mais importantes. Serão apresentados exemplos combinando os comandos na ordem correta, de forma a obter desenho proposto. 2.1 Informações gerais Para executar 0 software, basta dar um duplo click no ícone correspondente, na tela do sistema operacional. 2.1.1 Leiaute do software Na figura a seguir, está leiaute padrão do software AutoCAD®. É do tipo Drafting & Annotation e será usado em todos os tópicos abordados neste livro-texto. No entanto, existem leiautes para aplicações em 3D e ainda possibilidades de criar leiautes personalizados. Os diferentes leiautes permitem que 0 usuário iniciante não se impressione com a enorme variedade de abas e ícones e, também, que usuário experiente tenha os itens principais que lhe interessam COSTA, 2013). Apenas como informação, a alteração de leiaute se dá pelo ícone Wscurrent da parte inferior direita da tela. Drafting & Annotation 3D Basics 3D Modeling Save Current As.. Workspace Settings.. Customize... Display Workspace Label Figura 22 34COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL Destacam-se no leiaute: Área gráfica representada por uma grande janela de cor branca (a cor da área gráfica poderá ser personalizada). Na parte inferior esquerda, está a origem do desenho e a direção dos eixos X e Área de comando, na parte inferior, de fundo cinza, em que os comandos podem ser digitados, servindo, na sequência, como um campo de instruções a serem seguidas. Abas na parte superior que apresentam painéis com conjuntos de de gerenciamento na parte inferior direita. de acesso rápido, ao lado do botão de aplicação de cor vermelha. A seguir, a aba Home traz os painéis Draw e Modify, entre outros. A + Y Figura 23 Observação Os vértices das entidades lineares têm uma posição absoluta em relação à origem do sistema. Aoperação do software pode utilizar ícones ou comandos digitados. É questão de preferência do usuário. 0 ideal é combinar as duas formas de trabalho. 35Unidade I Uma das heranças dessa migração foi a manutenção dos comandos por teclado. Ainda hoje persistem comandos que existiam no e são operados na área de comando. As variações para Windows® utilizam janelas e caixas de diálogo. 0 botão da esquerda do mouse será utilizado para seleções, tanto de objetos como de ícones, enquanto uso do botão da direita será apresentado em situações específicas. Nos tópicos a seguir, está nome do item, seguido do comando e do atalho, que é uma simplificação da digitação. 2.1.2 Unidades - comando units ou un 0 AutoCAD® exportará desenhos para 0 É importante configurar a unidade para m. A configuração está destacada na figura a seguir. Essa forma de apresentação do software também é chamada de vídeo reverso. Como citado anteriormente, a escala de trabalho será sempre 1:1. Nos itens de impressão de arquivos, no final deste tópico, conceito de trabalho com escalas será melhor compreendido. Drawing Units Length Angle Type: Type: Decimal Decimal Degrees Precision: Precision: 0.0000 0 Clockwise Insertion scale Units to scale inserted content: Meters Sample Output 3COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL 2.1.3 Grade - comando grid ou gr Em alguns casos, em que se desenha em intervalos regulares, é possível utilizar uma grade. 0 espaçamento da grade colabora também para que usuário se situe melhor em itens para os quais não há uma medida inicial definida. A tecla F7 habilita e desabilita a grade. Já a tecla F9 prende e desprende cursor à grade. 0 comando grid na subopção a (aspect) permite alterar espaçamento da grade. 0 espaçamento padrão é 10 X 10. Figura 25 Observação Cada comando possui subopções, apresentadas entre colchetes que poderão ser selecionadas digitando os caracteres associados, seguidos de Enter. Por exemplo, 0 comando fillet pode ter seu raio alterado. Para isso, dentro do comando, é necessário digitar r Enter, valor numérico Enter. fillet Current settings: Mode TRIM, Radius = 0.0000 Select first object or : r Fillet Specify fillet radius : 5 Select first object or : Chamfer Select second object or shift-select to apply corner or [Radius]: Figura 26 37Unidade I 2.1.4 Abortar tarefa corrente A tecla Esc serve para abortar um comando ainda não finalizado. A figura a seguir traz diferentes situações na área de comando. À esquerda, a área de comando em branco indica que nenhum comando está sendo acessado. A figura central apresenta a área de comando fornecendo instruções a serem seguidas pelo usuário. À direita, a tecla Esc abortou comando corrente, e a área de comando ficou em branco. Observar a palavra Cancel. Command: Command Command line Command: Command: Specify first Command: Command : line Command: Type command LINE Specify first Type Figura 27 Observação Em caso de dúvida se existe algum comando sendo executado, tecle Esc e reinicie processo. 2.1.5 Limites da tela - comando limits ou lim Existe certa dificuldade inicial para se começar a desenhar. A grade padrão, cujo intervalo é de 10 x 10 m, provavelmente, auxilia na verificação da janela corrente. pode-se concluir se é desproporcional ao tamanho do projeto. Observar a grade em uma janela menor. LIMITS space limits: Specify Specify upper right corner 65,20 2 200H Specify of enter a scale factor or or model Figura 28 38COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL Os recursos de visualização conseguem reduzir a janela. No entanto, uma boa prática é, com arquivo vazio, configurar a janela inicial. Para isso se utiliza 0 comando limits. É necessário fornecer canto inferior esquerdo e superior direito. Na sequência, comando Zoom com subopção a (all) traz a janela inicial. Observe a figura anterior. 2.1.6 Operação do software Existem várias situações que são frequentes na operação do software. Toda entrada via teclado na área de comando precisa ser seguida da tecla Enter. Na área de comando, pode aparecer um valor corrente, destacado pelos símbolos Nesse caso, se não houver necessidade de alteração, basta pressionar Enter que o valor recém-exibido será utilizado. Janelas que contém um conjunto de itens a serem preenchidos podem utilizar a tecla Tab e OK para finalizar. Em algumas situações, OK será substituído pela sequência Apply e Close. OFFSET Specify offset distance or [ Through Erase Layer ] : notas gerais OK Apply Close Cancel Figura 29 2.2 Entidades lineares básicas Presentes no painel Draw da aba Home. Por mais complexos que sejam os desenhos, são derivados de linhas, arcos, círculos e curvas. Home Insert Annotate Parametric View M Line Polyline Circle Arc Draw Modify Figura 30 39Unidade I 2.2.1 Linha - comando line ou Em qualquer software, a linha é a primeira entidade linear a ser estudada. Sem entrar em definições de geometria plana, a função ou comando line simplesmente cria segmentos de reta em sequência. As extremidades podem ser pontos digitalizados ou fornecidos via teclado utilizando coordenadas. Command L LINE Specify first point: Line Specify next point or [Undo] : Specify next point or [Undo] : Specify next point or [Close/Undo] : Specify next point or [Close/Undo] *Cancel* Figura 31 A figura a seguir, à esquerda, traz segmentos de reta com ângulos variados. À direita, apresenta segmentos de reta criados na horizontal e vertical, utilizando recurso específico denominado Ortho, acionado pela tecla F8. Nos dois casos, os segmentos estão separados. P3 P1 P2 P1 P4 P3 P4 P5 P2 Figura 32 Observação Os pontos digitalizados, nesse contexto, foram criados com um pick do botão esquerdo do mouse na área gráfica. Uma variação bastante comum é a polilinha, que trata conjunto de segmentos de reta como elemento único. 2.2.2 Retângulo - comando rectangle ou rec 0 retângulo é criado a partir de dois pontos que representam sua diagonal. É a maneira mais comum e eficaz de criação. 40COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL Command: P2 Specify first corner point or Specify other corner point or P1 Figura 33 Observação Em outros softwares, 0 quadrilátero retângulo pode ser criado de diferentes maneiras, porém bem menos comuns: Dois pontos: os pontos P1 e P2 representam a diagonal do retângulo. Largura e altura: os pontos P1 e P2 representam a largura. 0 ponto P3 define a altura. Centro: ponto P1 define 0 centro. 0 ponto P2 representa metade da largura e metade da altura. A figura a seguir, da esquerda para a direita, apresenta essas variações. P2 P3 P1 P1 P1 P2 P2 Figura 34 2.2.3 Polígono - comando polygon ou pol 0 uso de polígonos regulares é proporcionalmente menor do que as entidades linha, retângulo e círculo. As etapas de criação são a definição do número de lados, do centro e do raio. É necessário indicar se polígono tem construção inscrita ou circunscrita ao raio indicado. Command: _polygon Enter number of sides : Specify center of polygon or [Edge]: Rectangle Enter an option [Inscribed in circle/Circumscribed about circle] : I Polygon Specify radius of circle: Figura 35 41Unidade I Observar, na figura a seguir, que os círculos de referência têm mesmo raio. 0 que varia é número de lados e a condição de inscrito ou circunscrito dos polígonos. P2 P2 P2 P2 + + P1 + + P1 P1 P1 Figura 36 2.2.4 Círculo comando circle ou 0 círculo também possui diferentes formas de criação. A possibilidade de encontrar tangentes baseadas na teoria de facilita muito as construções. Home Command: circle Specify center point for circle on (tan tan radius)] Specify radius of circle or [Diameter]: Command: CIRCLE Line Polyline Circle Arc Specify center point for circle (tan tan radius)] 2p Specify first end point of circle's diameter: Specify second end point of circle's Comsand: Radius CIRCLE Specify center point for circle or (tan tan radius)] ttr Specify point on object for first tangent of circle: Center Diameter Specify point on object for second tangent of circle: Specify radius of circle 2-Point P2 tangente P2 raio 3-Point tangente P1 P2 P1 P1 P3 tangente Tan, Tan, Radius tangente tangente Tan, Tan, Tan Figura 37 As diferentes possibilidades de criação de círculo foram apresentadas na figura anterior, da esquerda para a direita: Centro e raio: a partir do centro fornecido, um segundo ponto ou valor numérico define raio. Dois pontos: representam diâmetro do círculo. Três pontos: indicam três pontos únicos de passagem do círculo. 42COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL Tangente, tangente e raio: são escolhidas duas entidades tangentes e valor do raio é digitado para finalizar. Tangente, tangente e tangente: são escolhidas três entidades de diferentes tangentes. Na figura a seguir, está a criação de um contorno com diferentes tipos de construções geométricas São possibilidades da opção circle: 35 6 5 R6 R20 1 Linhas de referência 7.5 na horizontal e na vertical //25 //1 //35 Contornos paralelos Círculos - opção centro + raio Círculos - tangente, Aparar objetos tangente e raio Destruir objetos linha tangente Figura 38 2.2.5 Arcos - comando arc ou a A criação de arcos tem ordem bastante variada, mas depende de centro, ponto inicial, ponto final, comprimento ou ângulo. Esses parâmetros são preenchidos de diferentes formas em diferentes ordens de criação. A exibição do conjunto foi dividida para melhor diagramação. 43Unidade Start, End, Angle Home Insert Annotate Parametric Start, End Direction Line Polyline Circle Arc Start, Radius - Draw 3-Point Center, Start, End Center End N Center, Start, Angle Start, Angle Center, Start, Length Start, Center, Length Continue Figura 39 Exceção se faz ao arco por três pontos, em que são fornecidos três pontos de passagem (primeira figura à esquerda). P2 P1 P3 ângulo P2 ângulo P1 P1 P2 P1 + P2 P3 Figura 40 2.2.6 Textos - comando text ou te A inserção de textos depende de um ponto de início, indicação do ângulo do texto e do conteúdo desse texto. Previamente suas características foram definidas e/ou, ainda, próprio software oferece possibilidades de parte dessa configuração no momento da inserção. Na figura a seguir, notar que a altura do texto é solicitada. Current text styles Text Specify start point of text or Vita Specify height 20 A Specify rotation angle of text A A Figura 41 44COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL Na figura a seguir, à esquerda, a situação mais comum, tendo como referência para criação de texto 0 canto inferior esquerdo e conteúdo "Engenharia". À direita, as diferentes possibilidades de referenciar texto. Existem ainda formas mais completas de inserção de textos, que permitem utilizar várias linhas. P1 P1 Engenharia Engenharia P1 P1 P1 P1 Figura 42 Observação Os comandos de texto de softwares CAD nunca possuirão os mesmos recursos de um processador de texto. Não servem para isso. É possível, em alguns pacotes, importar conteúdos extensos, no entanto esses conteúdos deverão ter formato neutro: sem tabulação, parágrafo etc. Lembre-se da padronização. É boa prática definir estilos de texto para utilizar nos projetos. 0 desenho tem textos de legenda, de lista de materiais, observações, notas gerais, cotas etc. As fontes utilizadas para texto são geralmente as mesmas do sistema operacional. Evite fontes pouco comuns. Cuidado com caracteres especiais "0" etc). Nem sempre todas as fontes/softwares os possuirão. Saiba mais Consulte a tabela ASC para ter conhecimento da extensa gama de caracteres existentes: TABELA ASCII. Matemática.pt, 2018. Disponível em: Acesso em: 28 nov. 2018. 45Unidade I 2.3 Modificações Os tópicos seguintes apresentam as principais modificações do AutoCAD®. A ordem de apresentação não segue necessariamente uma ordem de utilização na operação do software. As modificações têm aplicação obrigatória na criação de contornos. É preciso entender os recursos, inicialmente, de forma isolada e, posteriormente, a lógica de combiná-los em ordem eficiente. As modificações não se aplicam a objetos, como ponto, texto, cota, curva etc. 0 entendimento de como os comandos de modificação (nesse estudo, divididos em edição e modificação) funcionam é de importância equivalente à própria criação de entidades lineares (RIBEIRO; PERES; IZIDORO, 2013). 2.3.1 Criar contornos paralelos - comando offset ou o Essa modificação traz vários parâmetros que precisarão ser fornecidos. Command offset Current settings: Erase source=No Layer=Source Specify offset distance or : 20 Select object to offset or [Exit/Undo] : Specify point on side to offset or : Figura 43 Distância fornecida numericamente entre os elementos paralelos. Outra possibilidade é indicar a distância fornecendo graficamente dois pontos. Objeto de referência. Lado (acima ou abaixo, esquerdo ou direito, interno ou externo). Observar na figura a seguir que tanto retângulo quanto 0 polígono são elementos únicos. Já arco à direita, resultado de arredondamento, está separado das linhas e, nesse caso, comando offset precisa ser executado indicando os objetos individualmente. distância Figura 44 46COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL 2.3.2 Estender objetos - comando extend ou ex É comum estender linhas e arcos até limites definidos por outros objetos. No processo de extensão, objeto a estender é prolongado até objeto de referência. Ou, ainda, a extensão se dá até primeiro objeto existente, de acordo com lado escolhido. Command: EXTEND Current settings Projection=UCS, Edge=None Trim Select boundary edges Select objects : Extend Figura 45 A figura a seguir ilustra duas maneiras de operar comando extend. À esquerda, após teclar Enter dentro do comando, a extensão se dá de forma otimizada, bastando clicar no lado a estender que software encontra objeto. Já à direita, a extensão se dá em duas etapas: primeiro, são indicados os limites de extensão seguidos de Enter, se encolhem os objetos a estender. P1 limite P1 P2 P1 P2 P2 P1 P3 P2 Figura 46 2.3.3 Aparar partes de objetos - comando trim ou tr A apara retira partes de um objeto. Graficamente, define-se a parte a ser aparada. Daí software busca os objetos com interseções-limite. Em alguns casos, é possível definir vários limites e, a partir daí, as partes a aparar. Em alguns softwares, a apara de objetos, não encontrando limites, destrói a entidade selecionada. Não é caso do AutoCAD®. 47Unidade I Command: TR TRIM Current settings: Projection=UCS, Edge=None Select cutting edges Trim Select objects : 1 found Select objects: 1 found, 2 total Extend Select objects: Select object to trim or shift-select to extend or Figura 47 0 trim também pode ser utilizado de diferentes maneiras. Na figura a seguir, à esquerda, estando dentro da função trim, pressionando Enter, basta clicar nas partes a aparar. A variação ilustrada à direita possui duas etapas: definição dos limites de corte, seguido de Enter, e, na segunda etapa, a definição das partes a aparar. P4 limite P1 P2 P3 P5 P1 P1 P3 P2 P1 limite P1 P3 P2 Figura 48 2.3.4 Arredondar cantos - comando fillet ou f É possível criar arredondamentos selecionando duas retas não paralelas. Conforme a geometria, as retas são estendidas ou encurtadas. Além disso, de alguma forma, deve ser fornecido 0 raio. Se 0 raio for igual a zero, essa função criará um canto vivo. Por outro lado, se raio for maior que comprimento das retas, a construção não permitirá arredondamento. Command: F FILLET Current settings: Mode = TRIM, Radius 0.0000 Fillet Select first object or r Specify fillet radius 10 Chamfer Select first object or Select second object or shift-select to apply corner or [Radius] Figura 49 48COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL Em caso de retas concorrentes, a escolha das partes define que eliminar ou manter. P1 P1 P2 raio=0 P2 raio=5 P2 P2 P1 P1 P2 Figura 50 2.3.5 Chanfrar cantos - comando chamfer ou cha Com operação similar ao arredondamento, chanfro pode ser criado também selecionando retas não paralelas. No entanto chanfro necessita de outros parâmetros para ser criado: distâncias ou distância e ângulo. Na figura a seguir, observe que parâmetro adotado foi distance através da letra d. Command: chamfer (TRIM mode) Current chamfer Distl = Dist2 = 4.0000 Select first line d Fillet Specify first chamfer distance 4.0000> : 6 Specify second chamfer distance : 6 Chamfer Select first line or : Select second line or shift-select to apply corner or Figura 51 Outras opções são ilustradas a seguir. Os parâmetros são os mesmos, variando a ordem de identificação dos segmentos. P1 P1 P2 P2 P2 distância=4 distância=4 P1 distância=4 ângulo=15° ângulo=15° Figura 52 Na figura a seguir, é apresentado um exemplo de criação das paredes de uma planta combinando trim, fillet e extend: 49Unidade I Espaletas = 0,1 4,0 3,5 4,0 3,5 Vãos centralizados das janelas = 1,2 Vãos das portas = 0,8 Escala 1:100 linha (F8) linha (F8) offset offset offset offset offset offset offset fillet offset offset extend trim offset offset extend trim linha linha offset trim Figura 53 50COMPUTAÇÃO APLICADA À ENGENHARIA CIVIL 2.4 Transformações As transformações possibilitam alterar, de alguma forma, a posição das entidades lineares no plano. Geralmente, estão no mesmo menu das modificações. As principais transformações são: mover, copiar, rotacionar, espelhar, cisalhar, alinhar e separar (explodir). Na etapa inicial de qualquer transformação, usuário deverá selecionar quais objetos serão transformados e pressionar a tecla Enter. Nas figuras que seguem, os objetos selecionados são representados através de linhas pontilhadas. 2.4.1 Destruir objetos comando erase ou e ou tecla Delete Sempre será necessário destruir objetos indesejados, criados por engano, ou ainda objetos que serviram de apoio e podem ser descartados. Para destruir objetos, basta selecioná-los de alguma maneira e validar comando pressionando Enter. Command _erase Select objects: Specify opposite corner: 9 found Select objects: Figura 54 2.4.2 Mover ou transladar - comando move ou m Em todo software, a translação tem como referência um vetor, definido por dois pontos. A ordem dos pontos determina 0 sentido do vetor. Command M MOVE Select objects: Specify opposite corner: 4 found Select objects: Specify base point on Specify second point orUnidade Na figura a seguir, os objetos selecionados estão diferenciados em estilo de linha pontilhada. 0 vetor está indicado com os pontos P1 e P2. À direita, aparece resultado. P1 P2 P2 P1 Figura 56 2.4.3 Copiar - comando copy ou co A cópia de objetos tem procedimento idêntico à translação. A diferença é que o(s) objeto(s) original(is) não se alteram. Command: COPY Select objects: Specify opposite corner: 3 found Select objects: Current settings Copy mode = Multiple Specify base point or Specify second point or [Array] : Specify second point or [Array/Exit/Undo] : Figura 57 Uma variação da cópia é a chamada cópia múltipla, realizada fornecendo vários pontos em sequência. P1 P2 P1 P2 P3 P4 Figura 58 52