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UNISUL - UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA / CURSO DE MEDICINA UC: Necessidades e Cuidados em Saúde – Professor: Coordenador: Juan Relator: Eduarda Alunos: Alexandre Sales, Ana Carolina Stefanski, Camyla Pinter, João Vitor Joaquim, Juliane de Carvalho, Karoline Favarin, Louise Messaggi Waterkemper, Lucas Campos, Luisa Neves, Maria Eduarda Oliveira, Maysa Rebelo, Morgana Masiero, Nickchaela Holkem e Vitoria Marques. SP 2.1 Vai voltar ... Ambrósio, atualmente com 55 anos, teve há 20 dias, Covid-19 confirmada, já está bem, mas, continua com à redução da percepção do gosto e do odor dos alimentos. Uma anamnese mais pormenorizada evidenciou os sintomas já estiveram mais acentuados na primeira semana da doença com perda total do olfato e paladar. Disse que foi o primeiro sintoma que percebeu da doença e até foi por isso que o deixaram fazer o teste que confirmou o Covid-19. Hoje, está com consulta marcada com sua médica do trabalho, Dra. Clair, para falar deste incômodo: Ambrósio: - Boa Tarde Dra. Clair, queria que a senhora me explicasse por que eu ainda estou com estes sintomas... É muito ruim não sentir gosto nem cheiro de nada...hoje já está um pouco, mas, muito pouco ainda..., Dra. Clair: Boa tarde Ambrósio, tenha calma, você mesmo já está dizendo que já está sentindo alguma coisa. Desde que você referiu essa anosmia e ageusia que hoje já são hiposmia e disgeusia; fui rever o assunto na literatura e inteirei-me do problema das alterações da gustação e do olfato em pacientes com Covid-19, só posso lhe dizer: vai volta. Pior Ambrósio quando isso ocorre em paciente que fazem quimioterapias... Ambrósio com os olhos arregalados responde: Doutora, não entendi nenhuma dessas palavras que a senhora falou... Só compreendi que vai voltar... Dra. Clair pede desculpas a Ambrósio e explica com detalhes e em palavras que ele compreende, o que acontece para haver perda de paladar e olfato na Covid19 e nos pacientes que fazem quimioterapia. Ambrósio então diz: - Agora sim Doutora, vou até saber explicar para todos o que me acontece e o melhor: que vai voltar.. Conceitos: - Anosmia/Hiposmia - Ageusia/Disgeusia Eixo: Sentidos sensoriais, vias sensoriais Problemas: - Redução da percepção do gosto e cheiro dos alimentos, que passou a ter a perda total do gosto e cheiro. - A Dr. Clair utilizou termos técnicos para explicar algo relativamente simples. Hipóteses: - Ambrósio não está sentindo gosto e nem cheiro devido às complicações do COVID 19 - Os diagnósticos são piores em pacientes que fazem quimioterapia Questões de Aprendizagem: 1- Caracterizar a bioeletrogênese(O que é, como funciona?) 2- Descreva anatomicamente o sistema olfatório 3- Fisiologia do sistema olfatório 4- Descreva anatomicamente o sistema gustativo 5- Fisiologia do sistema gustativo 6- Como é a interação desses sistemas? 7- Quais/Como os fatores que alteram/afetam os sistemas olfatório e gustativo? (Doenças, orientações, recuperação) 8- Quais os impactos sociais relacionados às falhas dos sistemas sensoriais 9- Quais são os exames de imagem associados aos sistemas? (identificar as estruturas, e interpretação) 1- Caracterizar a bioeletrogênese(O que é, como funciona?) A bioeletrogênese refere-se à geração de eletricidade em organismos vivos. Em nível celular, isso é possível devido às diferenças de concentração de íons em ambos os lados de uma membrana celular. A membrana celular é permeável a certos íons, como sódio (Na+), potássio (K+), cálcio (Ca2+) e cloro (Cl-), devido à presença de canais iônicos. Esses canais permitem que os íons se movam através da membrana, criando um gradiente eletroquímico Em um nível mais avançado, a bioeletrogênese é explicada em termos dos gradientes eletroquímicos mantidos pelas bombas iônicas e canais iônicos das células. As bombas iônicas, como a bomba de sódio-potássio (Na+/K+ ATPase), são responsáveis por bombear íons através da membrana celular contra seus gradientes de concentração, utilizando energia na forma de ATP. Isso resulta em altas concentrações de sódio fora da célula e altas concentrações de potássio dentro da célula. Os canais iônicos, por outro lado, são proteínas que formam poros na membrana celular e permitem a passagem seletiva de íons específicos, seguindo seus gradientes eletroquímicos. Essa movimentação de íons através dos canais pode gerar correntes elétricas que podem ser medidas. A bioeletrogênese também está envolvida em potenciais de ação, que são mudanças rápidas no potencial elétrico através da membrana celular. Esses potenciais de ação são cruciais para a transmissão de sinais em células nervosas e musculares. Em resumo, a bioeletrogênese é um fenômeno complexo que envolve a interação de várias proteínas da membrana celular para gerar e manter gradientes iônicos, permitindo a transmissão de sinais elétricos e a função adequada das células e tecidos do corpo. 2- Descreva anatomicamente o sistema olfatório 3- Fisiologia do sistema olfatório Recepção do estímulo: As moléculas odoríferas entram no nariz através da inspiração e alcançam a mucosa olfatória localizada no teto das fossas nasais. Reconhecimento molecular: Cada molécula odorífera se liga a receptores específicos nas células olfatórias. Os receptores são proteínas G acopladas a receptores (GPCRs) localizadas nas membranas das células olfatórias. Transdução do sinal: A ligação das moléculas odoríferas aos receptores desencadeia uma cascata de eventos intracelulares. Isso leva à abertura de canais iônicos, resultando em um potencial de receptor olfatório. A transdução do sinal no sistema olfatório é um processo complexo que começa quando moléculas odoríferas se ligam aos receptores nas células olfatórias. Esses receptores são proteínas G acopladas a receptores (GPCRs) localizadas nas membranas das células olfatórias. A ligação da molécula odorífera ao receptor desencadeia a ativação de uma proteína G associada ao receptor. Essa proteína G ativa a adenilato ciclase, uma enzima na membrana celular, que converte o ATP em cAMP, um segundo mensageiro. O cAMP ativa proteínas quinases, que abrem canais iônicos na membrana celular, permitindo a entrada de íons como sódio e cálcio na célula. Isso gera uma despolarização da membrana celular, resultando na geração de um potencial de ação. Potencial de receptor olfatório: Esse potencial é uma corrente elétrica gerada pela entrada de íons positivos, como sódio e cálcio, na célula olfatória. Esse potencial é uma forma de potencial de ação local. Potencial de ação: Se o potencial de receptor olfatório atingir um limiar suficiente, desencadeará a geração de um potencial de ação. Esse potencial de ação é transmitido ao longo do axônio da célula olfatória até o bulbo olfatório. Essa proteína G ativa a adenilato ciclase, uma enzima na membrana celular, que converte o ATP em cAMP, um segundo mensageiro. O cAMP ativa proteínas quinases, que abrem canais iônicos na membrana celular, permitindo a entrada de íons como sódio e cálcio na célula. Isso gera uma despolarização da membrana celular, resultando na geração de um potencial de ação. Transmissão no bulbo olfatório: No bulbo olfatório, os axônios das células olfatórias convergem em estruturas chamadas glomérulos, onde ocorre a sinapse com os neurônios mitrais e células tufted. A neurotransmissão no bulbo olfatório envolve principalmente o neurotransmissor glutamato. No bulbo olfatório, os axônios das células olfatórias se organizam em estruturas chamadas glomérulos. Cada glomérulo recebe axônios querespondem a um tipo específico de odor. Dentro dos glomérulos, os axônios das células olfatórias fazem sinapses com as células mitrais e células tufted, que são neurônios do bulbo olfatório. As células mitrais e células tufted processam os sinais olfatórios recebidos e transmitem essa informação para outras áreas do cérebro, incluindo o córtex olfatório primário e áreas associativas, onde ocorre a interpretação consciente dos odores. Esses sinais olfatórios são integrados com informações de outras áreas sensoriais, como o paladar e a visão, para formar uma percepção sensorial completa do ambiente. O glutamato é um neurotransmissor excitatório que desempenha um papel importante na transmissão dos sinais olfatórios no bulbo olfatório. Quando as moléculas odoríferas estimulam os receptores nas células olfatórias, isso desencadeia a liberação de glutamato nas sinapses entre os axônios das células olfatórias e as células mitrais/células tufted no bulbo olfatório. O glutamato atua então nos receptores específicos nas células mitrais/células tufted, desencadeando uma série de eventos bioquímicos que resultam na transmissão do sinal olfatório. Esse processo envolve a despolarização das células pós-sinápticas, que gera um potencial de ação e permite a transmissão do sinal ao longo das vias olfatórias no cérebro. Além disso, o glutamato está envolvido na plasticidade sináptica, que é a capacidade das sinapses de se fortalecerem ou enfraquecerem em resposta à atividade neuronal. Isso é importante para a adaptação do sistema olfatório a novos odores e para a formação de memórias olfatórias. Projeção no cérebro: Os neurônios mitrais e células tufted enviam seus axônios para várias regiões do cérebro, incluindo o córtex olfatório primário, o córtex olfatório secundário e áreas associativas. A informação olfatória é processada nessas áreas para a percepção consciente do cheiro. Adaptação e modulação: O sistema olfatório também possui mecanismos de adaptação e modulação. A adaptação ocorre quando a resposta das células olfatórias diminui após a exposição prolongada a um odor. A modulação envolve a influência de substâncias como neuromoduladores e hormônios na sensibilidade olfatória. 1. Adaptação: A adaptação olfatória é um fenômeno pelo qual a sensibilidade do sistema olfatório a um estímulo odorífero diminui ao longo do tempo de exposição a esse odor. Esse processo ocorre para evitar a sobrecarga sensorial e permitir que o sistema olfatório detecte novos estímulos relevantes no ambiente. A adaptação pode ocorrer tanto a odores agradáveis quanto a odores desagradáveis. Ela é mediada por mecanismos neurais que reduzem a atividade das células olfatórias em resposta contínua ao estímulo, incluindo a redução na liberação de neurotransmissores como o glutamato. 2. Modulação: A modulação da sensibilidade olfatória envolve a influência de substâncias químicas, como neuromoduladores e hormônios, na sensibilidade do sistema olfatório. Por exemplo, a noradrenalina e a serotonina são neuromoduladores que podem aumentar ou diminuir a sensibilidade olfatória, afetando a resposta das células olfatórias aos estímulos odoríferos. Além disso, os hormônios, como os hormônios sexuais (por exemplo, estrogênio e testosterona), também podem modular a sensibilidade olfatória, afetando a percepção de odores de acordo com os estados fisiológicos, como o ciclo menstrual nas mulheres. 4- Descreva anatomicamente o sistema gustativo 5- Fisiologia do sistema gustativo Em resumo, a fisiologia do sistema gustativo envolve a detecção de sabores pelos receptores das papilas gustativas, a transdução do sinal em potenciais de ação e a transmissão desses sinais para o cérebro, onde são processados e percebidos como sabores distintos. Recepção do estímulo: O processo de gustação começa quando moléculas de alimentos ou líquidos estimulam as papilas gustativas localizadas na língua, palato e outras partes da boca. Tipos de papilas gustativas: Existem quatro tipos principais de papilas gustativas na língua: fungiformes, foliadas, circunvaladas e filiformes. As papilas fungiformes são as mais numerosas e estão localizadas principalmente na parte anterior da língua. Células gustativas: Cada papila gustativa contém várias células gustativas, também conhecidas como botões gustativos. Essas células têm receptores de membrana em sua superfície apical que respondem a diferentes sabores: doce, azedo, salgado, amargo e umami. Transdução do sinal: Quando as moléculas de alimentos se ligam aos receptores nas células gustativas, desencadeiam mudanças na permeabilidade da membrana celular, levando à despolarização da célula. Essa despolarização é mediada pela abertura de canais iônicos na membrana celular, permitindo a entrada de íons como sódio e cálcio na célula. Isso cria uma mudança no potencial elétrico da célula, resultando em um potencial de ação que é transmitido ao longo do axônio da célula gustativa. A despolarização da célula gustativa leva à liberação de neurotransmissores, como o ATP, em uma sinapse com as fibras nervosas sensoriais associadas. Esses neurotransmissores ativam as fibras nervosas, que transmitem o sinal ao cérebro através do nervo craniano correspondente (nervo facial, nervo glossofaríngeo ou nervo vago). Potencial de ação: A despolarização resultante pode levar à geração de um potencial de ação na célula gustativa. Esse potencial de ação é então transmitido ao longo das fibras nervosas gustativas para o cérebro. Uma vez gerado o potencial de ação, ele se propaga ao longo do axônio da célula gustativa até alcançar o terminal nervoso na base da célula. Esse sinal é então transmitido para as células nervosas sensoriais associadas, conhecidas como células nervosas gustativas, que são responsáveis por transmitir o sinal ao cérebro. Transmissão neural: As fibras nervosas gustativas se projetam para o núcleo do trato solitário no tronco encefálico, onde ocorre o processamento inicial dos sinais gustativos. Após a geração do potencial de ação nas células gustativas, as fibras nervosas gustativas transmitem esse sinal ao longo dos nervos cranianos (principalmente o nervo facial, o nervo glossofaríngeo e o nervo vago) em direção ao tronco encefálico. No tronco encefálico, as fibras nervosas gustativas fazem sinapses com neurônios do núcleo do trato solitário, que é uma estrutura importante para o processamento inicial dos sinais gustativos. O núcleo do trato solitário recebe informações das papilas gustativas da língua e de outras áreas do trato gastrointestinal. Neste ponto, as informações gustativas são processadas e integradas com outras informações sensoriais antes de serem transmitidas para áreas superiores do cérebro, como o tálamo e o córtex gustativo, para uma interpretação mais complexa e consciente dos sabores. Projeção no cérebro: A partir do tronco encefálico, os sinais gustativos são transmitidos para várias áreas do córtex cerebral, incluindo o córtex gustativo primário no lobo parietal. É nesse ponto que a percepção consciente do sabor ocorre 6- Como é a interação desses sistemas? A interação entre os sistemas olfatório e gustativo é fundamental para a percepção sensorial completa dos alimentos. No sistema olfatório, moléculas odoríferas são detectadas pela mucosa olfatória, desencadeando potenciais de ação que são transmitidos ao cérebro através do bulbo olfatório. No sistema gustativo, os sabores são detectados pelas papilas gustativas na língua e na boca, e as informações são transmitidas ao cérebro através de potenciais de ação nas células gustativas. As informações olfatórias e gustativassão integradas em áreas corticais específicas, permitindo a percepção consciente dos sabores dos alimentos. A interação entre esses sistemas é complexa e envolve processos bioquímicos e neurais intricados, resultando em uma experiência sensorial única para cada alimento que consumimos. Detecção de estímulos olfatórios: O sistema olfatório detecta moléculas odoríferas no ambiente através da mucosa olfatória, localizada no teto das fossas nasais. As moléculas odoríferas se ligam aos receptores nas células olfatórias, desencadeando uma cascata de eventos intracelulares que resulta na geração de potenciais de ação. Transdução do sinal olfatório: A ligação das moléculas odoríferas aos receptores desencadeia a ativação de proteínas G, que por sua vez ativam enzimas adenilato ciclase e fosfolipase C. Isso leva à produção de segundos mensageiros, como o AMP cíclico (cAMP) e o inositol trifosfato (IP3), que abrem canais iônicos e geram potenciais de ação. Transmissão neural: Os potenciais de ação são transmitidos ao longo dos axônios das células olfatórias até o bulbo olfatório no cérebro. No bulbo olfatório, os axônios das células olfatórias fazem sinapses com os neurônios mitrais e células tufted, que projetam informações para áreas superiores do cérebro, como o córtex olfatório. Detecção de estímulos gustativos: O sistema gustativo detecta sabores através das papilas gustativas na língua, palato e outras áreas da cavidade oral. Cada papila gustativa contém células gustativas que possuem receptores para diferentes sabores: doce, azedo, salgado, amargo e umami. Transdução do sinal gustativo: Quando uma molécula de sabor se liga aos receptores nas células gustativas, ocorre uma despolarização da membrana celular. Isso leva à abertura de canais iônicos e à entrada de íons que geram potenciais de ação nas células gustativas. Integração cortical: No cérebro, as informações olfatórias e gustativas são integradas em áreas como o córtex orbitofrontal e o córtex insular. Essas áreas processam informações sensoriais complexas, como a identificação do alimento, a avaliação da sua qualidade e a associação com experiências passadas, contribuindo para a percepção global do sabor. Modulação e plasticidade: A interação entre os sistemas olfatório e gustativo pode ser modulada por fatores como a atenção, o estado emocional e a experiência prévia. Além disso, ambos os sistemas exibem plasticidade, o que significa que podem se adaptar e mudar em resposta a estímulos e experiências. 7- Quais/Como os fatores que alteram/afetam os sistemas olfatório e gustativo? (Doenças, orientações, recuperação) Em resumo, os sistemas olfatório e gustativo podem ser afetados por uma variedade de fatores, incluindo doenças, orientações sensoriais e possibilidades de recuperação. A compreensão desses fatores é importante para entender como esses sistemas funcionam e como podem ser afetados em diferentes situações. Doenças e condições: • Anosmia e hiposmia: Anosmia é a perda total do olfato, enquanto hiposmia é a redução do olfato. Essas condições podem ser causadas por infecções virais, traumatismos cranianos, polipose nasal, entre outras causas. • Ageusia e hipogeusia: Ageusia é a perda total do paladar, enquanto hipogeusia é a redução do paladar. Essas condições podem ser causadas por infecções virais, doenças autoimunes, medicamentos, entre outras causas. • Distúrbios sensoriais: Distúrbios sensoriais, como parosmia (percepção distorcida dos odores) e disgeusia (percepção distorcida dos sabores), também podem afetar os sistemas olfatório e gustativo. Orientações sensoriais: • Atenção e expectativa: A atenção e a expectativa podem modular a percepção dos odores e sabores. Por exemplo, a expectativa de um sabor específico pode influenciar a forma como ele é percebido. • Emoções: As emoções podem afetar a percepção dos odores e sabores. Por exemplo, o estado emocional pode alterar a sensibilidade aos odores e sabores. Recuperação e plasticidade: • Recuperação após lesões: Os sistemas olfatório e gustativo podem se recuperar após lesões ou danos. Por exemplo, em casos de lesão olfatória, a neurogênese no epitélio olfatório pode permitir a regeneração das células olfatórias. • Plasticidade neural: Os sistemas olfatório e gustativo exibem plasticidade neural, o que significa que podem se adaptar e mudar em resposta a estímulos e experiências. Isso pode incluir a compensação por perdas sensoriais ou a adaptação a novos ambientes sensoriais. 8- Quais os impactos sociais relacionados às falhas dos sistemas sensoriais Em resumo, as falhas nos sistemas sensoriais podem ter um impacto significativo na vida diária e na saúde emocional das pessoas, afetando sua capacidade de desfrutar da alimentação, participar de atividades sociais e manter uma sensação geral de segurança e bem-estar. A perda do paladar e do olfato pode levar a uma diminuição da capacidade de detectar alimentos estragados ou contaminados, aumentando o risco de intoxicação alimentar. A perda do olfato e do paladar pode reduzir o prazer e o interesse na alimentação, levando a uma diminuição da qualidade de vida e do bem-estar emocional. A perda do olfato e do paladar pode levar a uma sensação de isolamento social, já que a alimentação é frequentemente uma atividade social e a perda desses sentidos pode dificultar a participação em eventos sociais. A perda do olfato e do paladar pode ter um impacto psicológico significativo, incluindo sentimentos de frustração, ansiedade, depressão e baixa autoestima. A perda do olfato pode afetar a capacidade de detectar odores de fumaça, vazamentos de gás ou outros perigos ambientais, colocando a pessoa em maior risco de acidentes. A perda do paladar pode levar a uma alteração na dieta, com uma preferência por alimentos mais salgados, doces ou condimentados, em uma tentativa de compensar a perda sensorial 9- Quais são os exames de imagem associados aos sistemas? (identificar as estruturas, e interpretação) Ressonância magnética (RM) e tomografia computadorizada (TC): • Objetivo: Esses exames podem ser usados para visualizar as estruturas anatômicas do cérebro relacionadas ao olfato e ao paladar, como o bulbo olfatório, o trato olfatório e áreas corticais específicas. • Interpretação: Alterações nessas estruturas, como tumores, lesões ou inflamações, podem ser identificadas por RM ou TC e podem estar associadas a distúrbios sensoriais. Endoscopia nasal: • Objetivo: Este exame permite visualizar diretamente a mucosa olfatória e as estruturas nasais, podendo detectar anomalias estruturais, como pólipos nasais, que podem interferir no olfato. • Interpretação: Anomalias estruturais podem ser identificadas e correlacionadas com sintomas de perda de olfato. Radiografia panorâmica da boca: • Objetivo: Este exame pode ser útil para visualizar as estruturas orais, incluindo as papilas gustativas, e detectar anomalias ou lesões. • Interpretação: Anomalias nas papilas gustativas, como inflamação ou lesão, podem ser identificadas, sugerindo possíveis alterações no paladar. Cintilografia das glândulas salivares: • Objetivo: Este exame pode avaliar a função das glândulas salivares, que desempenham um papel importante na percepção do sabor. • Interpretação: Alterações na função das glândulas salivares podem estar associadas a distúrbios do paladar. Estudos de imagem funcional (por exemplo,PET-CT ou RM funcional): • Objetivo: Esses exames podem avaliar a atividade cerebral relacionada ao olfato e ao paladar, identificando áreas corticais envolvidas nessas funções. • Interpretação: Alterações na atividade cerebral nessas áreas podem estar relacionadas a distúrbios sensoriais.