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UNISUL - UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA / CURSO DE MEDICINA 
UC: Necessidades e Cuidados em Saúde – Professor: 
Coordenador: Juan Relator: Eduarda 
Alunos: Alexandre Sales, Ana Carolina Stefanski, Camyla Pinter, João Vitor 
Joaquim, Juliane de Carvalho, Karoline Favarin, Louise Messaggi 
Waterkemper, Lucas Campos, Luisa Neves, Maria Eduarda Oliveira, Maysa Rebelo, 
Morgana Masiero, Nickchaela Holkem e Vitoria Marques. 
SP 2.1 Vai voltar ... 
 
Ambrósio, atualmente com 55 anos, teve há 20 dias, Covid-19 confirmada, já 
está bem, mas, continua com à redução da percepção do gosto e do odor dos 
alimentos. Uma anamnese mais pormenorizada evidenciou os sintomas já 
estiveram mais acentuados na primeira semana da doença com perda total do 
olfato e paladar. Disse que foi o primeiro sintoma que percebeu da doença e até 
foi por isso que o deixaram fazer o teste que confirmou o Covid-19. Hoje, está 
com consulta marcada com sua médica do trabalho, Dra. Clair, para falar deste 
incômodo: 
Ambrósio: - Boa Tarde Dra. Clair, queria que a senhora me explicasse por que 
eu ainda estou com estes sintomas... É muito ruim não sentir gosto nem cheiro 
de nada...hoje já está um pouco, mas, muito pouco ainda..., Dra. Clair: Boa 
tarde 
Ambrósio, tenha calma, você mesmo já está dizendo que já está sentindo 
alguma coisa. Desde que você referiu essa anosmia e ageusia que hoje já são 
hiposmia e disgeusia; fui rever o assunto na literatura e inteirei-me do problema 
das alterações da gustação e do olfato em pacientes com Covid-19, só posso 
lhe dizer: vai volta. Pior Ambrósio quando isso ocorre em paciente que fazem 
quimioterapias... 
Ambrósio com os olhos arregalados responde: Doutora, não entendi nenhuma 
dessas palavras que a senhora falou... Só compreendi que vai voltar... 
Dra. Clair pede desculpas a Ambrósio e explica com detalhes e em palavras 
que ele compreende, o que acontece para haver perda de paladar e olfato na 
Covid19 e nos pacientes que fazem quimioterapia. Ambrósio então diz: - Agora 
sim Doutora, vou até saber explicar para todos o que me acontece e o melhor: 
que vai voltar.. 
 
Conceitos: 
- Anosmia/Hiposmia 
- Ageusia/Disgeusia 
 
Eixo: Sentidos sensoriais, vias sensoriais 
 
Problemas: 
- Redução da percepção do gosto e cheiro dos alimentos, que passou a ter 
a perda total do gosto e cheiro. 
- A Dr. Clair utilizou termos técnicos para explicar algo relativamente 
simples. 
 
Hipóteses: 
- Ambrósio não está sentindo gosto e nem cheiro devido às complicações 
do COVID 19 
- Os diagnósticos são piores em pacientes que fazem quimioterapia 
 
Questões de Aprendizagem: 
 
1- Caracterizar a bioeletrogênese(O que é, como funciona?) 
2- Descreva anatomicamente o sistema olfatório 
3- Fisiologia do sistema olfatório 
4- Descreva anatomicamente o sistema gustativo 
5- Fisiologia do sistema gustativo 
6- Como é a interação desses sistemas? 
7- Quais/Como os fatores que alteram/afetam os sistemas olfatório e gustativo? 
(Doenças, orientações, recuperação) 
8- Quais os impactos sociais relacionados às falhas dos sistemas sensoriais 
9- Quais são os exames de imagem associados aos sistemas? (identificar as 
estruturas, e interpretação) 
 
 
 
 
 
 
 
1- Caracterizar a bioeletrogênese(O que é, como funciona?) 
 
 
A bioeletrogênese refere-se à geração de eletricidade em organismos 
vivos. Em nível celular, isso é possível devido às diferenças de 
concentração de íons em ambos os lados de uma membrana celular. 
A membrana celular é permeável a certos íons, como sódio (Na+), potássio 
(K+), cálcio (Ca2+) e cloro (Cl-), devido à presença de canais iônicos. Esses 
canais permitem que os íons se movam através da membrana, criando um 
gradiente eletroquímico 
Em um nível mais avançado, a bioeletrogênese é explicada em termos dos 
gradientes eletroquímicos mantidos pelas bombas iônicas e canais iônicos 
das células. 
As bombas iônicas, como a bomba de sódio-potássio (Na+/K+ ATPase), são 
responsáveis por bombear íons através da membrana celular contra seus 
gradientes de concentração, utilizando energia na forma de ATP. Isso resulta 
em altas concentrações de sódio fora da célula e altas concentrações de 
potássio dentro da célula. 
Os canais iônicos, por outro lado, são proteínas que formam poros na 
membrana celular e permitem a passagem seletiva de íons específicos, 
seguindo seus gradientes eletroquímicos. Essa movimentação de íons 
através dos canais pode gerar correntes elétricas que podem ser medidas. 
A bioeletrogênese também está envolvida em potenciais de ação, que são 
mudanças rápidas no potencial elétrico através da membrana celular. Esses 
potenciais de ação são cruciais para a transmissão de sinais em células 
nervosas e musculares. 
Em resumo, a bioeletrogênese é um fenômeno complexo que envolve a 
interação de várias proteínas da membrana celular para gerar e manter 
gradientes iônicos, permitindo a transmissão de sinais elétricos e a função 
adequada das células e tecidos do corpo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2- Descreva anatomicamente o sistema olfatório 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3- Fisiologia do sistema olfatório 
 
Recepção do estímulo: As moléculas odoríferas entram no nariz através da 
inspiração e alcançam a mucosa olfatória localizada no teto das fossas 
nasais. 
 
Reconhecimento molecular: Cada molécula odorífera se liga a receptores 
específicos nas células olfatórias. Os receptores são proteínas G acopladas a 
receptores (GPCRs) localizadas nas membranas das células olfatórias. 
 
Transdução do sinal: A ligação das moléculas odoríferas aos receptores 
desencadeia uma cascata de eventos intracelulares. Isso leva à abertura de 
canais iônicos, resultando em um potencial de receptor olfatório. 
 
A transdução do sinal no sistema olfatório é um processo complexo que 
começa quando moléculas odoríferas se ligam aos receptores nas células 
olfatórias. Esses receptores são proteínas G acopladas a receptores 
(GPCRs) localizadas nas membranas das células olfatórias. A ligação da 
molécula odorífera ao receptor desencadeia a ativação de uma proteína G 
associada ao receptor. 
Essa proteína G ativa a adenilato ciclase, uma enzima na membrana celular, 
que converte o ATP em cAMP, um segundo mensageiro. O cAMP ativa 
proteínas quinases, que abrem canais iônicos na membrana celular, 
permitindo a entrada de íons como sódio e cálcio na célula. Isso gera uma 
despolarização da membrana celular, resultando na geração de um potencial 
de ação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Potencial de receptor olfatório: Esse potencial é uma corrente elétrica 
gerada pela entrada de íons positivos, como sódio e cálcio, na célula 
olfatória. Esse potencial é uma forma de potencial de ação local. 
 
Potencial de ação: Se o potencial de receptor olfatório atingir um limiar 
suficiente, desencadeará a geração de um potencial de ação. Esse potencial 
de ação é transmitido ao longo do axônio da célula olfatória até o bulbo 
olfatório. 
Essa proteína G ativa a adenilato ciclase, uma enzima na membrana celular, 
que converte o ATP em cAMP, um segundo mensageiro. O cAMP ativa 
proteínas quinases, que abrem canais iônicos na membrana celular, 
permitindo a entrada de íons como sódio e cálcio na célula. Isso gera uma 
despolarização da membrana celular, resultando na geração de um potencial 
de ação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Transmissão no bulbo olfatório: No bulbo olfatório, os axônios das células 
olfatórias convergem em estruturas chamadas glomérulos, onde ocorre a 
sinapse com os neurônios mitrais e células tufted. A neurotransmissão no 
bulbo olfatório envolve principalmente o neurotransmissor glutamato. 
No bulbo olfatório, os axônios das células olfatórias se organizam em 
estruturas chamadas glomérulos. Cada glomérulo recebe axônios querespondem a um tipo específico de odor. Dentro dos glomérulos, os axônios 
das células olfatórias fazem sinapses com as células mitrais e células tufted, 
que são neurônios do bulbo olfatório. 
As células mitrais e células tufted processam os sinais olfatórios recebidos e 
transmitem essa informação para outras áreas do cérebro, incluindo o córtex 
olfatório primário e áreas associativas, onde ocorre a interpretação 
consciente dos odores. Esses sinais olfatórios são integrados com 
informações de outras áreas sensoriais, como o paladar e a visão, para 
formar uma percepção sensorial completa do ambiente. 
O glutamato é um neurotransmissor excitatório que desempenha um papel 
importante na transmissão dos sinais olfatórios no bulbo olfatório. Quando as 
moléculas odoríferas estimulam os receptores nas células olfatórias, isso 
desencadeia a liberação de glutamato nas sinapses entre os axônios das 
células olfatórias e as células mitrais/células tufted no bulbo olfatório. 
O glutamato atua então nos receptores específicos nas células mitrais/células 
tufted, desencadeando uma série de eventos bioquímicos que resultam na 
transmissão do sinal olfatório. Esse processo envolve a despolarização das 
células pós-sinápticas, que gera um potencial de ação e permite a 
transmissão do sinal ao longo das vias olfatórias no cérebro. 
Além disso, o glutamato está envolvido na plasticidade sináptica, que é a 
capacidade das sinapses de se fortalecerem ou enfraquecerem em resposta 
à atividade neuronal. Isso é importante para a adaptação do sistema olfatório 
a novos odores e para a formação de memórias olfatórias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Projeção no cérebro: Os neurônios mitrais e células tufted enviam seus 
axônios para várias regiões do cérebro, incluindo o córtex olfatório primário, o 
córtex olfatório secundário e áreas associativas. A informação olfatória é 
processada nessas áreas para a percepção consciente do cheiro. 
 
Adaptação e modulação: O sistema olfatório também possui mecanismos 
de adaptação e modulação. A adaptação ocorre quando a resposta das 
células olfatórias diminui após a exposição prolongada a um odor. A 
modulação envolve a influência de substâncias como neuromoduladores e 
hormônios na sensibilidade olfatória. 
 
1. Adaptação: A adaptação olfatória é um fenômeno pelo qual a 
sensibilidade do sistema olfatório a um estímulo odorífero diminui ao 
longo do tempo de exposição a esse odor. Esse processo ocorre para 
evitar a sobrecarga sensorial e permitir que o sistema olfatório detecte 
novos estímulos relevantes no ambiente. A adaptação pode ocorrer tanto 
a odores agradáveis quanto a odores desagradáveis. Ela é mediada por 
mecanismos neurais que reduzem a atividade das células olfatórias em 
resposta contínua ao estímulo, incluindo a redução na liberação de 
neurotransmissores como o glutamato. 
2. Modulação: A modulação da sensibilidade olfatória envolve a influência 
de substâncias químicas, como neuromoduladores e hormônios, na 
sensibilidade do sistema olfatório. Por exemplo, a noradrenalina e a 
serotonina são neuromoduladores que podem aumentar ou diminuir a 
sensibilidade olfatória, afetando a resposta das células olfatórias aos 
estímulos odoríferos. Além disso, os hormônios, como os hormônios 
sexuais (por exemplo, estrogênio e testosterona), também podem 
modular a sensibilidade olfatória, afetando a percepção de odores de 
acordo com os estados fisiológicos, como o ciclo menstrual nas mulheres. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4- Descreva anatomicamente o sistema gustativo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5- Fisiologia do sistema gustativo 
 
Em resumo, a fisiologia do sistema gustativo envolve a detecção de sabores 
pelos receptores das papilas gustativas, a transdução do sinal em potenciais 
de ação e a transmissão desses sinais para o cérebro, onde são 
processados e percebidos como sabores distintos. 
 
Recepção do estímulo: O processo de gustação começa quando moléculas 
de alimentos ou líquidos estimulam as papilas gustativas localizadas na 
língua, palato e outras partes da boca. 
 
Tipos de papilas gustativas: Existem quatro tipos principais de papilas 
gustativas na língua: fungiformes, foliadas, circunvaladas e filiformes. As 
papilas fungiformes são as mais numerosas e estão localizadas 
principalmente na parte anterior da língua. 
 
Células gustativas: Cada papila gustativa contém várias células gustativas, 
também conhecidas como botões gustativos. Essas células têm receptores 
de membrana em sua superfície apical que respondem a diferentes sabores: 
doce, azedo, salgado, amargo e umami. 
 
Transdução do sinal: Quando as moléculas de alimentos se ligam aos 
receptores nas células gustativas, desencadeiam mudanças na 
permeabilidade da membrana celular, levando à despolarização da célula. 
 
Essa despolarização é mediada pela abertura de canais iônicos na 
membrana celular, permitindo a entrada de íons como sódio e cálcio na 
célula. Isso cria uma mudança no potencial elétrico da célula, resultando em 
um potencial de ação que é transmitido ao longo do axônio da célula 
gustativa. 
 
A despolarização da célula gustativa leva à liberação de neurotransmissores, 
como o ATP, em uma sinapse com as fibras nervosas sensoriais associadas. 
Esses neurotransmissores ativam as fibras nervosas, que transmitem o sinal 
ao cérebro através do nervo craniano correspondente (nervo facial, nervo 
glossofaríngeo ou nervo vago). 
 
 
Potencial de ação: A despolarização resultante pode levar à geração de um 
potencial de ação na célula gustativa. Esse potencial de ação é então 
transmitido ao longo das fibras nervosas gustativas para o cérebro. 
Uma vez gerado o potencial de ação, ele se propaga ao longo do axônio da 
célula gustativa até alcançar o terminal nervoso na base da célula. Esse sinal 
é então transmitido para as células nervosas sensoriais associadas, 
conhecidas como células nervosas gustativas, que são responsáveis por 
transmitir o sinal ao cérebro. 
 
Transmissão neural: As fibras nervosas gustativas se projetam para o 
núcleo do trato solitário no tronco encefálico, onde ocorre o processamento 
inicial dos sinais gustativos. 
 
Após a geração do potencial de ação nas células gustativas, as fibras 
nervosas gustativas transmitem esse sinal ao longo dos nervos cranianos 
(principalmente o nervo facial, o nervo glossofaríngeo e o nervo vago) em 
direção ao tronco encefálico. 
 
No tronco encefálico, as fibras nervosas gustativas fazem sinapses com 
neurônios do núcleo do trato solitário, que é uma estrutura importante para o 
processamento inicial dos sinais gustativos. O núcleo do trato solitário recebe 
informações das papilas gustativas da língua e de outras áreas do trato 
gastrointestinal. 
 
Neste ponto, as informações gustativas são processadas e integradas com 
outras informações sensoriais antes de serem transmitidas para áreas 
superiores do cérebro, como o tálamo e o córtex gustativo, para uma 
interpretação mais complexa e consciente dos sabores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Projeção no cérebro: A partir do tronco encefálico, os sinais gustativos são 
transmitidos para várias áreas do córtex cerebral, incluindo o córtex gustativo 
primário no lobo parietal. É nesse ponto que a percepção consciente do 
sabor ocorre 
6- Como é a interação desses sistemas? 
 
A interação entre os sistemas olfatório e gustativo é fundamental para a 
percepção sensorial completa dos alimentos. No sistema olfatório, moléculas 
odoríferas são detectadas pela mucosa olfatória, desencadeando potenciais de 
ação que são transmitidos ao cérebro através do bulbo olfatório. No sistema 
gustativo, os sabores são detectados pelas papilas gustativas na língua e na 
boca, e as informações são transmitidas ao cérebro através de potenciais de 
ação nas células gustativas. As informações olfatórias e gustativassão 
integradas em áreas corticais específicas, permitindo a percepção consciente 
dos sabores dos alimentos. A interação entre esses sistemas é complexa e 
envolve processos bioquímicos e neurais intricados, resultando em uma 
experiência sensorial única para cada alimento que consumimos. 
 
Detecção de estímulos olfatórios: O sistema olfatório detecta moléculas 
odoríferas no ambiente através da mucosa olfatória, localizada no teto das 
fossas nasais. As moléculas odoríferas se ligam aos receptores nas células 
olfatórias, desencadeando uma cascata de eventos intracelulares que resulta 
na geração de potenciais de ação. 
 
Transdução do sinal olfatório: A ligação das moléculas odoríferas aos 
receptores desencadeia a ativação de proteínas G, que por sua vez ativam 
enzimas adenilato ciclase e fosfolipase C. Isso leva à produção de segundos 
mensageiros, como o AMP cíclico (cAMP) e o inositol trifosfato (IP3), que 
abrem canais iônicos e geram potenciais de ação. 
 
Transmissão neural: Os potenciais de ação são transmitidos ao longo dos 
axônios das células olfatórias até o bulbo olfatório no cérebro. No bulbo 
olfatório, os axônios das células olfatórias fazem sinapses com os neurônios 
mitrais e células tufted, que projetam informações para áreas superiores do 
cérebro, como o córtex olfatório. 
 
Detecção de estímulos gustativos: O sistema gustativo detecta sabores 
através das papilas gustativas na língua, palato e outras áreas da cavidade 
oral. Cada papila gustativa contém células gustativas que possuem 
receptores para diferentes sabores: doce, azedo, salgado, amargo e umami. 
 
Transdução do sinal gustativo: Quando uma molécula de sabor se liga aos 
receptores nas células gustativas, ocorre uma despolarização da membrana 
celular. Isso leva à abertura de canais iônicos e à entrada de íons que geram 
potenciais de ação nas células gustativas. 
 
Integração cortical: No cérebro, as informações olfatórias e gustativas são 
integradas em áreas como o córtex orbitofrontal e o córtex insular. Essas 
áreas processam informações sensoriais complexas, como a identificação do 
alimento, a avaliação da sua qualidade e a associação com experiências 
passadas, contribuindo para a percepção global do sabor. 
 
Modulação e plasticidade: A interação entre os sistemas olfatório e 
gustativo pode ser modulada por fatores como a atenção, o estado emocional 
e a experiência prévia. Além disso, ambos os sistemas exibem plasticidade, o 
que significa que podem se adaptar e mudar em resposta a estímulos e 
experiências. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7- Quais/Como os fatores que alteram/afetam os sistemas olfatório e 
gustativo? (Doenças, orientações, recuperação) 
 
Em resumo, os sistemas olfatório e gustativo podem ser afetados por uma 
variedade de fatores, incluindo doenças, orientações sensoriais e possibilidades 
de recuperação. A compreensão desses fatores é importante para entender 
como esses sistemas funcionam e como podem ser afetados em diferentes 
situações. 
 
Doenças e condições: 
 
• Anosmia e hiposmia: Anosmia é a perda total do olfato, enquanto 
hiposmia é a redução do olfato. Essas condições podem ser 
causadas por infecções virais, traumatismos cranianos, polipose 
nasal, entre outras causas. 
 
• Ageusia e hipogeusia: Ageusia é a perda total do paladar, 
enquanto hipogeusia é a redução do paladar. Essas condições 
podem ser causadas por infecções virais, doenças autoimunes, 
medicamentos, entre outras causas. 
 
• Distúrbios sensoriais: Distúrbios sensoriais, como parosmia 
(percepção distorcida dos odores) e disgeusia (percepção 
distorcida dos sabores), também podem afetar os sistemas 
olfatório e gustativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientações sensoriais: 
 
• Atenção e expectativa: A atenção e a expectativa podem modular 
a percepção dos odores e sabores. Por exemplo, a expectativa de 
um sabor específico pode influenciar a forma como ele é 
percebido. 
• Emoções: As emoções podem afetar a percepção dos odores e 
sabores. Por exemplo, o estado emocional pode alterar a 
sensibilidade aos odores e sabores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Recuperação e plasticidade: 
 
• Recuperação após lesões: Os sistemas olfatório e gustativo 
podem se recuperar após lesões ou danos. Por exemplo, em 
casos de lesão olfatória, a neurogênese no epitélio olfatório pode 
permitir a regeneração das células olfatórias. 
• Plasticidade neural: Os sistemas olfatório e gustativo exibem 
plasticidade neural, o que significa que podem se adaptar e mudar 
em resposta a estímulos e experiências. Isso pode incluir a 
compensação por perdas sensoriais ou a adaptação a novos 
ambientes sensoriais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
8- Quais os impactos sociais relacionados às falhas dos sistemas 
sensoriais 
 
Em resumo, as falhas nos sistemas sensoriais podem ter um impacto 
significativo na vida diária e na saúde emocional das pessoas, afetando sua 
capacidade de desfrutar da alimentação, participar de atividades sociais e 
manter uma sensação geral de segurança e bem-estar. 
 
A perda do paladar e do olfato pode levar a uma diminuição da capacidade 
de detectar alimentos estragados ou contaminados, aumentando o risco de 
intoxicação alimentar. 
 
 A perda do olfato e do paladar pode reduzir o prazer e o interesse na 
alimentação, levando a uma diminuição da qualidade de vida e do bem-estar 
emocional. 
 
A perda do olfato e do paladar pode levar a uma sensação de isolamento 
social, já que a alimentação é frequentemente uma atividade social e a perda 
desses sentidos pode dificultar a participação em eventos sociais. 
 
A perda do olfato e do paladar pode ter um impacto psicológico significativo, 
incluindo sentimentos de frustração, ansiedade, depressão e baixa 
autoestima. 
 
A perda do olfato pode afetar a capacidade de detectar odores de fumaça, 
vazamentos de gás ou outros perigos ambientais, colocando a pessoa em 
maior risco de acidentes. 
 
A perda do paladar pode levar a uma alteração na dieta, com uma 
preferência por alimentos mais salgados, doces ou condimentados, em uma 
tentativa de compensar a perda sensorial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9- Quais são os exames de imagem associados aos sistemas? 
(identificar as estruturas, e interpretação) 
 
 
Ressonância magnética (RM) e tomografia computadorizada (TC): 
 
• Objetivo: Esses exames podem ser usados para visualizar as 
estruturas anatômicas do cérebro relacionadas ao olfato e ao 
paladar, como o bulbo olfatório, o trato olfatório e áreas corticais 
específicas. 
• Interpretação: Alterações nessas estruturas, como tumores, 
lesões ou inflamações, podem ser identificadas por RM ou TC e 
podem estar associadas a distúrbios sensoriais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Endoscopia nasal: 
 
• Objetivo: Este exame permite visualizar diretamente a mucosa 
olfatória e as estruturas nasais, podendo detectar anomalias 
estruturais, como pólipos nasais, que podem interferir no olfato. 
• Interpretação: Anomalias estruturais podem ser identificadas e 
correlacionadas com sintomas de perda de olfato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Radiografia panorâmica da boca: 
 
• Objetivo: Este exame pode ser útil para visualizar as estruturas 
orais, incluindo as papilas gustativas, e detectar anomalias ou 
lesões. 
• Interpretação: Anomalias nas papilas gustativas, como inflamação 
ou lesão, podem ser identificadas, sugerindo possíveis alterações 
no paladar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cintilografia das glândulas salivares: 
 
• Objetivo: Este exame pode avaliar a função das glândulas 
salivares, que desempenham um papel importante na percepção 
do sabor. 
• Interpretação: Alterações na função das glândulas salivares 
podem estar associadas a distúrbios do paladar. 
 
 
 
 
 
 
 
Estudos de imagem funcional (por exemplo,PET-CT ou RM funcional): 
 
• Objetivo: Esses exames podem avaliar a atividade cerebral 
relacionada ao olfato e ao paladar, identificando áreas corticais 
envolvidas nessas funções. 
• Interpretação: Alterações na atividade cerebral nessas áreas 
podem estar relacionadas a distúrbios sensoriais.

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