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RESUMÃO IMUNOLOGIA pt2 - A resposta imune é o processo de defesa do corpo através do sistema imunológico. Podendo ser dividida em dois tipos: a inata (natural ou inespecífica) e a adaptativa (adquirida ou específica). Resposta imune inata: - Sempre a 1° a agir. - Natural ou inespecífica: não consegue diferenciar tão bem os patógenos. - Tem rápida proteção inicial contra infecções. - Presente em indivíduos saudáveis (que o sistema imune funciona) ao nascer. - Disponível para proteção contra partículas exógenas. - Não possui memória = não produz anticorpos. Ou seja, mesmo tendo contato com o microrganismo várias vezes, não terá anticorpos contra o mesmo. · Resposta imune adaptativa: Características: - Quando ativada, é a 2° a agir. - Suplementa a proteção dada pela imunidade natural, ou seja, se a inata não “resolve o problema” sozinha, ela ativa a adaptativa. - Adquirida ou específica (respostas específicas para cada patógeno): mais efetiva. No entanto, antígenos diferentes desencadeiam respostas específicas. - Fase tardia: ativação de linfócitos. - Diversidade: capacidade de reagir a diversos imunógenos (partículas capazes de gerar ou iniciar uma resposta imune). No entanto, se o vírus tem 6 antígenos, a adaptativa gera resposta para os 6. - Possui memória: proteção contra exposições posteriores (produção de anticorpos) a um mesmo antígeno. - Especialização: respostas apropriadas de acordo com o tipo de imunógeno. - Tolerância a antígenos próprios: faz com que os componentes da resposta imune não reajam a estruturas próprias (self). No entanto, previne aparecimento de autoimunidade. · A tolerância é o equilíbrio do sistema imune e da microbiota. Esse desequilíbrio causa imunocomprometimento e doenças oportunistas. - Autolimitação: permite resposta a novas partículas (antígenos). Obs: quando se é alérgico, não há autolimitação. Componentes da RI adaptativa: 1. Linfócitos T: · CD4/helper/auxiliar – modula a resposta imune produzindo citocinas. · CD8/citotóxico/citolítico – destrói por indução de apoptose células estranhas (céls. de tecidos transplantados, céls. tumorais, céls. infectadas por patógenos intracelulares). 2. Linfócitos B: produção de anticorpos · Se originam na medula óssea. Produção e seleção de linfócitos 1. Inicialmente, os linfoblastos (células pró-B/T) não são diferenciados em T/B), e assim, sofrem expansão clonal (proliferação). 2. Eles devem produzir uma cadeia de receptor. Os linfoblastos que não produzirem essa cadeia, entram em apoptose e são eliminados. Enquanto os que produzirem, realizam expansão clonal (garantindo assim que sobre algo com suas cópias, para uma margem de erro dor organismo). 3. Na próxima fase, o receptor deve estar completo e agora temos linfócitos T/B imaturos (agora é uma célula e não mais linfoblastos), e caso o linfócito não expresse o receptor, ele será destruído por apoptose, já os que possuírem receptor, irão para a última etapa. 4. O receptor será testado ao ligar-se a antígenos próprios. Se a ligação for fraca, ocorre seleção positiva e a célula sobrevive. Se a ligação for forte, ocorre seleção negativa e o linfócito é destruído por apoptose para evitar autoimunidade. Obs: todo esse processo ocorre no período embriológico. A resposta adaptativa é dividida em: 1. Natural: · Ativa – quando há doença – produção de anticorpos. · Passiva – transferência de anticorpos prontos (da mãe para o feto: IgG / da mão para o bebê: IgA). 2. Artificial: · Ativa – vacinação – uso de imunógeno para gerar produção de anticorpos. · Passiva – transferência de anticorpos ou linfócitos sensibilizados produzidos em laboratório (ex. soro contra o veneno de animais peçonhentos). Imunoglobulinas: - Nome técnico para anticorpos. - Proteínas globulares com receptores específicos para o antígeno que estimulou a sua síntese. - Estrutura: · Apresenta uma região/sítio de ligação com o antígeno chamada Fab. · Porção Fc: revela a classe do anticorpo e também a espécie e o indivíduo que o produziu (sendo assim, o anticorpo não é idêntico a outro). · Região de dobradiça: nessa região pode haver deformação sem a quebra da proteína, para que o antígeno se ligue. - Pepsina: enzima utilizada para digerir a porção Fc, mantendo a capacidade de ligação ao antígeno, durante a produção de soro contra o veneno de animais peçonhentos. · Digerindo a parte Fc, podemos usar o anticorpo de outras espécies. - Polimorfismo: · Variações existentes no anticorpo que garantem a especificidade. Sendo elas: · Isótipos: anticorpos produzidos pelo mesmo indivíduo, contra o mesmo antígeno e de classes diferentes, o que faz com que tenham funções diferentes. · Idiótipos: anticorpos produzidos pelo mesmo indivíduo, da mesma classe, contra antígenos diferentes. · Alótipos: anticorpos produzidos por indivíduos diferentes, mas que apresentam a mesma classe e são contra o mesmo antígeno. - Produção de anticorpos: · O linfócito B virgem/inocente (naive) apresenta IgD como receptor. Com a sua ativação, ele se torna um linfócito B ativado, começando a produzir IgM. E assim, ocorre o switching, onde o IgM pode se tornar: IgG, IgA ou IgE (depende de quem o produziu). Anticorpos e suas características: 1. IgD: · Marcador de membrana de linfócitos B. · É encontrado em baixas concentrações na circulação sanguínea e não apresenta função biológica. 2. IgM: · Primeiro a ser secretado/produzido. · É encontrado na circulação como pentâmero (10 chances de se ligar ao antígeno). Ou seja, para ter uma molécula estável, precisa-se de 5 deles ligados. · NÃO consegue passar pela placenta. 3. IgA: · Pode ser encontrado como monômero ou dímero, sendo que o dímero é encontrado em secreções corporais (ex. leite materno, esperma, lágrima, etc.). Obs: ao entrar em contato com bactérias, a mãe pode produzir IgA, e assim, com a amamentação, eles serão passados para o bebê (lactente), protegendo o mesmo de infecções intestinais. Obs2: há casais que não conseguem se reproduzir naturalmente porque a mulher produz IgA contra o espermatozoide do parceiro. 4. IgE: · Sempre secretado como monômero e é produzido em resposta a alérgicos e helmintos (parasitas/vermes). 5. IgG: · Secretado em forma de monômero (2 chances de se ligar ao antígeno, sua ligação é de alta afinidade). · Confere imunidade/memória (proteção duradoura devido à presença de linfócitos B), é permanente. · Produzido antes da queda do IgM. E assim, ao trocar o IgM pelo IgG, o indivíduo ficará protegido. Switching ou troca de classe: · Inicialmente linfócitos B expressam IgM (primeiro anticorpo numa resposta imune). · Durante uma resposta imune, ocorre a liberação de citocinas por células T que induzem a troca de isotipo para IgG, IgA ou IgE. · Recombinação somática na célula B. Imunoprofilaxia: -Induzida em um indivíduo por vacinação, fazendo com que o paciente produza anticorpos através da mesma (contém o antígeno vacinal). - Ação a longo prazo = confere proteção duradoura (memória). - Depende da capacidade de resposta do sistema imune. · Paciente mau respondedor: indivíduos que tomam a vacina e o organismo não entende. · Paciente imunocomprometido: sistema imune comprometido, baixa resposta à vacina. - Objetivo: proteger contra patógenos que causam doenças graves (transitória). - Princípios: quanto mais similar a vacina for do organismo causador da doença, melhor é a resposta imune a vacina. · Resposta imune adaptativa- imunidade celular: Mediada por linfócitos T. Correceptores de célula T: - Têm importante papel na restrição de célula T pelo MHC. Se eles não estiverem presentes, a célula não ativa. Eles determinam a seleção antigênica. São eles: - Linfócitos TCD4+: · Ou helper. · Produção de citocinas para modular a resposta imune (amplificação e manutenção), no entanto, as citocinas podem estimular ou inibir a resposta imunológica. · Ligam-se a porções invariantes das moléculas de MHC classe II. · O macrófago (APC = Célula apresentadora de antígeno) fagocitou a bactéria. No entanto, aMHC classe II só apresenta antígenos fagocitados. · Toda vez que o antígeno for fagocitado, é visto/apresentado como MHC classe II, exclusivo do linfócito TCD4+ (helper). · Subpopulações do TCD4: Obs: as subpopulações se dividem quando a célula é ativada, gerando respostas contra agentes infecciosos. Quem define as subpopulações é o tipo de citocina produzida. No entanto: produção de citocinas > rearranjo do DNA > subpopulações, sendo elas: 1. TH1: secreta um painel de citocinas pró-inflamatórias (estimulam o processo inflamatório). · Produção de IL-2, IFN-gama (ativa fagócitos = macrófagos), TNF-afla (melhora a indução de apoptose) e TGF- beta. · Ativação de células envolvidas na imunidade celular (linfócito TCTL, células NK e macrófagos). · Proliferam em resposta a microrganismos intracelulares: antígenos virais e bacterianos (vírus, Mycobacterium sp, fungos). · A eliminação de antígeno intracelular induz a célula nucleada que está apresentando o antígeno a entrar em apoptose (morte sem resíduo que elimina o patógeno). 2. TH2: secreta um painel de citocinas anti-inflamatórias. · Proliferam em resposta a alérgenos e helmintos. · Parasitas extracelulares – imunidade humoral. · Produção de IL-4, IL-5. IL-10 e IL-13. Eles estimulam a produção do anticorpo IgE e direcionam a maturação de eosinófilos. · Quando os eosinófilos “grudam” no anticorpo, ele desgranula, liberando enzimas que destroem a cutícula do parasita (fica mais fraco e morre). 3. TH17: secreta um painel de citocinas regulatórias. · Inflamação mediada por células · Resposta contra patógenos extracelulares (bactérias comuns e fungos). Esses patógenos precisam ser fagocitados (pelos macrófagos) para começar uma resposta. · São citocinas específicas que estimulam os macrófagos. · Também relacionada a doenças autoimunes. 4. Treg: imunorregulação (“para e começa de novo”). · TGF-beta e IL-10: citocinas que diminuem a inflamação. - Linfócitos TCD8+: · Ou citotóxico. · Eliminação direta de células diferentes do considerado self. No entanto, ele reconhece células/partículas que irá destruir (ex. células de transplantes, células infectadas por agentes intracelulares, etc.). · Ligam-se a porções invariantes das moléculas de MHC classe I. · A célula nucleada expressa no MHC classe I antígenos intracelulares para linfócitos TCD8+. 1 2 Tipo de antígeno Extracelular (bactérias e fungos). Intracelular (ags próprios ou de patógenos intracelulares). Cél. que apresenta Macrófago que fagocitou (APCs). Qualquer cél. nucleada. MHC envolvido MHC de classe II. TCD4+. Linfócito ativado MHC de classe I. TCD8+. - Transdução de sinais. · Processo que confere às células a capacidade de receber e processar estímulos recebidos do meio ambiente ou originados do próprio organismo. - Seleção tímica. · 1° etapa: seleção por TCR. Sem TCR: a célula não é reconhecida e morre por apoptose. Com TCR: reconhecimento forte da célula, ela também morre. · 2° etapa: seleção dependente de CD4 e CD8. Nesse momento, sabe-se o que quer. Depende do MHC, e assim, tem-se a ligação do CD4, CD8 e Treg (T regulador, impede a auto imunidade). Obs: esse processo ocorre no timo quando somos crianças, pois com o passar do tempo, o timo desaparece no organismo. Linfócitos T – marcadores: - Os marcadores são proteínas importantes para identificarmos os linfócitos T. - São eles: 1. TCR: receptor de célula T. É nele que se reconhece o antígeno. 2. Moléculas acessórias: ajudam na ativação celular, amplificando a transdução de sinal, melhorando a ativação dos linfócitos. No entanto, se a molécula acessória não liga, a ativação da célula é mais fraca. · CD4. · 3. Moléculas de adesão: são importantes para garantir a apresentação do antígeno pelo macrófago ao linfócito T. · Vacinas: Característica das vacinas: - Eficácia na prevenção ou na redução da gravidade de doenças infecciosas. · Eficácia = garantir que não pegue a doença efetivamente ou, se pegar a doença, que ela não seja branda. - Imunidade com um número mínimo de doses. - Ampla proteção contra infecções. - Efeitos adversos leves ou ausentes. - Estabilidade em condições extremas de armazenamento por um período prolongado. - Disponibilidade massiva devida à produção em massa. - Acessibilidade a populações em risco de doenças infecciosas. Componentes das vacinas: Obs: é importante saber os componentes para não ter reação alérgica. - Antígenos vacinais: · Partículas imunogênicas derivadas do microrganismo causador da doença. - Estabilizantes: · Manutenção da eficácia da vacina durante o armazenamento – proteção contra variação de temperatura e pH. 4. Principais: cloreto de magnésio (MgCl2), sulfato de magnésio (MgSO4), lactose-sorbitol e sorbitol-gelatina. - Adjuvantes: · Grupo heterogêneo de compostos químicos – melhoram, aceleram e prolongam a resposta imune específica aos antígenos vacinais. · Depósito de antígenos – maior tempo de exposição, induzem processo inflamatório, maior imunogenicidade. · Estímulo à produção de anticorpos – melhora da efetividade. · Podem gerar reações adversas. · Efeitos colaterais, principalmente no local de aplicação. · Principais: · Adjuvante de Freund: bacilo da tuberculose inativado incorporado a uma emulsão de água e óleo. · Sulfato de alumínio: precipita antígenos e este precipitado quando inoculado, induz resposta imune. - Antimicrobianos: · Colocados nas vacinas durante o processo de fabricação para que não cresçam agentes externos, evitando a contaminação da cultura de células nas quais os agentes infecciosos são cultivados. · Traços presentes nas vacinas – cuidados com alérgicos. - Conservantes: · Adicionados às vacinas multidose para impedir o crescimento de bactérias e fungos. · Pode causar alergias. · Principais: timerosal (à base de mercúrio) e formaldeído. Classificação das vacinas: - Monovalentes: uma única cepa de um único antígeno vacinal. - Polivalentes: 2 ou mais cepas ou sorotipos do mesmo antígeno vacinal. Ex. HPV. - Combinadas: · Compostas pela combinação de alguns antígenos vacinais – prevenção simultânea a doenças diferentes ou contra várias cepas de agentes infecciosos que causam a mesma doença. · Facilitam a administração em crianças e superam as restrições logísticas relacionadas às vacinas simples que necessitam de várias administrações em períodos diferentes. · Ex. Tríplice viral: caxumba, sarampo e rubéola. Tipos de vacinas: Microrganismos inteiro: - Bactéria ou vírus atenuado (vacinas com patógenos vivos atenuados). · Bactérias ou vírus vivos enfraquecidos por processos laboratoriais, diminuindo sua patogenicidade, não causando doença, porém, o patógeno estando vivo, ainda se reproduz no organismo. · Como deixar o patógeno fraco: · Infecções consecutivas em um hospedeiro natural. · Cultivo em um meio desfavorável. · Para uma vacina perfeita: replicação + indução de resposta imune – sem desenvolver a doença clássica. · Problemas: · Organismos vivos – imprevisibilidade – há segurança e estabilidade? · Patógenos atenuados podem se tornar patogênicos (doenças). · Indivíduos imunocomprome-tidos – resposta incomum a antígenos atenuados – manifestações clínicas severas. · Maior chance de erros de imunização – reconstituição com o diluente correto/ armazenamento em baixas temperaturas. · Principais: · Tuberculose. · Poliomielite (causada por um vírus com transmissão fecal-oral, comum em países tropicais e subtropicais, devido à alta temperatura e falta de saneamento básico. A vacina usada é a Sabin, sendo ela uma vacina com o vírus atenuado. Ela passa pelo TGI, tendo uma resposta correta com replicação viral). Obs: A vacina Sabin é uma vacinação indireta através das fezes, pois nos países sem saneamento básico há consumo de água contaminada com o vírus atenuado (capaz de replicação). - Bactéria ou vírus inativado. · Produzidos a partir de vírus e bactérias mortos = que não replicam. No entanto, não há risco de induzir a doença contra a qual são administradas. · Sãomais estáveis do que as vacinas atenuadas e seguras para imunodpendentes. · No seu processo de inativação, há perda de alguns epítopos estruturais com parte da capacidade de estimular o sistema imune. Isso quer dizer que ocorre alteração estrutural no patógeno, perdendo-se a chance da estimulação do sistema imune por completo, diminuindo sua resposta. Obs: essa alteração estrutural pode ocorrer por processos físicos (aumento de temperatura) e químicos (desnaturação por formaldeído). · Problemas: · Não induzem resposta imune duradoura, sendo assim, é necessária a aplicação de várias doses de reforço. · Principais: coqueluche, poliomielite, raiva, cólera, gripe e hepatite A. Moléculas purificadas: - Vacinas de polissacarídeos puros: · Quando a bactéria possui cápsula, a mesma protege as bactérias contra respostas imunes, sendo a capsula um fator de virulência. · Essa cápsula é formada por polissacarídeos, sendo assim, não são bons antígenos. · A cápsula é capaz de produzir anticorpo sem ativação de linfócitos T (resposta T independentes). · Problemas: · Baixa imunogenicidade. · Não induzem memória imunológica duradoura. · Não recomendadas para lactentes e crianças menores de 2 anos. · Principais: meningococo e pneumococos. - Vacinas com toxoides: Obs: toxoide = toxina com alteração estrutural. · Toxinas bacterianas modificadas (purificação e alteração química – formaldeído, produzindo toxoide, o antígeno vacinal), gerando resposta imune, e não um problema. Sendo assim, ela gera resposta imune direcionada à toxina, não ao patógeno produtor da toxina. · Características: são seguras, estáveis e menos suscetíveis a mudanças de temperatura, umidade e luz. · Proteção duradoura com doses de reforço. · Principais toxoides: · Tétano: toxina tetânica – parada cardiorrespiratória. Estão: solo com material orgânico em decomposição e objetos enferrujados. · Difteria: toxina diftérica. Sua transmissão é via respiratória, ela forma uma pseudomembrana que obstrui a passagem de ar. Obs: ambas estão presentes na vacina DTP. - Vacinas conjugadas (antígeno recombinante): · Fragmentos do microrganismo quimicamente ligados a uma proteína transportadora. · Vantagens: não causam doenças e memória duradoura. · Vacinas polissacarídicas conjugadas: conjugação de polissacarídeo da cápsula com uma proteína carreadora inócua. Componentes virais: - Vacinas com subunidade proteica: · O antígeno vacinal é produzido por biologia molecular, não sendo possível atenuar o patógeno. · Vantagens: não apresenta material genético viral e não tem risco de causar a doença. · Principal: vacina contra hepatite B e HPV. Obs: hepatite B – HBV (vírus) – parenteral – sangue e derivados. Transmitido via sexual ou de mãe para filho. - Vacinas de mRNA: · Células hospedeiras absorvem o mRNA em uma nano partícula lipídica. · mRNA codifica uma proteína viral imunogênica (antígeno vacinal) gerando resposta imune. · Imunidade: produção de IgG/IgM e resposta mediada por linfócitos TCD8. · Limitação extratécnica: não desencadeia resposta imunológica em mucosa. · Vantagens: tempos curtos de produção e sem risco de causar doenças. · Principal: COVID-19 (Pfizer). - Vacinas de DNA: · Plasmídeos (DNA circular bacteriano) com sequência de DNA que codifica o antígeno vacinal (proteína do patógeno). Obs: nesse caso, é produzido um plasmídeo pela E. coli que contém a sequência de DNA que codifica o antígeno vacinal. O plasmídeo não entra na nossa célula. · Limitação: pode ocorrer tolerância ao antígeno vacinal (correndo o risco de não haver resposta). · Vantagens: fácil produção, sem risco de causar a doença e alta imunogenicidade. · Principal: SARS-COV-2 e ebola. - Vacina com vetor viral replicante: · Vetor viral: vírus vivo, simples e com baixa patogenicidade, modificado com o material genético do vírus causador da doença. Ele se replica no hospedeiro e passa a produzir as proteínas do vírus patogênico. · Vantagens: alta imunogenicidade, · Limitação: não funciona em pessoas imunes ao vetor. · Principais: COVID-19 (Sputinik) e vacinas veterinárias. - Vacina com vetor viral não replicante: · O vetor viral de baixa patogenicidade está com material genético do vírus causador da doença, tendo produção de antígeno vacinal. · O vírus está morto dentro do organismo, não se replicando (inativado), só servindo para transportar o antígeno vacinal. · Vantagens: segurança e eficácia – não se replica no hospedeiro. · Limitação: baixa imunogenicidade e necessita de doses de reforço. · Principais: COVID-19 (Astrazenica, Janssen e Spitunik V) e ebola. - Vacina com VLP (partículas semelhantes a vírus): · Vírus “fake”, é criada uma estrutura proteica que parece um vírus. · Gera resposta imune. · Vantagens: não é infecciosa (não contém material genético viral), tem a mesma eficácia de uma vacina com o patógeno vivo atenuado e pode ser administrada em imunocomprometidos. · Composição: uma ou mais proteínas virais estruturais, organizadas em múltiplas camadas. · Principais: HPV, hepatite B e malária. image6.jpeg image7.gif image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.gif image5.jpeg