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Rafael Oliveira 2022 Biomecânica da Aticulação Temporomandibular ATM • Para o entendimento da dinâmica dos movimentos mandibulares: • Além dos 4 determinantes anatômicos do aparelho estomatognático, • Quinto determinate: o fator emocional do paciente ligado ao sistema nervoso central – SNC Biomecânica da Articulação Okeson, 2013 ATM • Determinantes posteriores • ATM direita e ATM esquerda • Determinante anterior: • Oclusão dentária Biomecânica da Articulação Okeson, 2013 ATM Biomecânica da Articulação Okeson, 2013 Determinantes posteriores ( 2 ATMS) Determinante anterior (Oclusão) Função: Delimitam os movimentos mandibulares Okeson, 2013 5º Determinante ( Estado emocional, estresse e tensão do paciente): Contribui para o apertamento dentário, bruxismo, espasmo muscular, queixas sobre a ATM e outros. Função: Programar o 4º determinante: sistema neuromuscular ( Polpa, ATM, Ligamento periodontal) que enviam impulsos para o SNC, criando reflexos condicionados O terceiro determinate (oclusão) pode ser modificado pelo Cirurgião Dentista E o quinto determinante? ATM • Fatores que incidem sobre os movimentos mandibulares: 1. Posição fisiológica inicial : relação Cêntrica; 2. Tipo de Movimento: Rotação e Translação; 3. Direção do movimento e oplano em que ocorre; 4. Grau de movimento e sua relação com as superfícies oclusais; 5. Os significados clínicos do movimento, que exporessa a diferença entre os pacientes. Biomecânica da Articulação Okeson, 2013 Relação cêntrica (RC) A posição mais ântero - superior do côndilo na cavidade articular, a partir da qual um movimento de rotação pode ocorrer. Relação cêntrica (RC) • Relacionamento maxilo-mandibular independente do contato dentário, • Os côndilos se articulam na posição ântero-superior contra as inclinações posteriores das eminências articulares. • Nessa posição a mandíbula realiza um movimento puramente rotativo. • Clinicamente é uma posição de referência útil e repetível. Oclusão cêntrica Partindo-se da posição de inoclusão fisiológica estática, para uma posição de contato dental, sem desvios laterais ou sagitais da mandíbula, obtém-se uma fase de oclusão dita oclusão central (cêntrica). Relação cêntrica Côndilos em equilíbrio na cavidade glenóide Oclusão cêntrica ATM • É Uma articulação extremamente complexa; • Duas articulações em um mesmo osso: torna o movimento mastigatório muito complexo; • Possui dois sistemas distintos: • (1) Um sistema responsável pelo movimento de rotação; • (2) Um sistema onde ocorre o movimento de translação. Biomecânica da Articulação Okeson, 2013 (1) (2) MOVIMENTO DE ROTAÇÃO • A rotação ocorre quando a boca abre e fecha em torno de um ponto fixo ou eixo dentro dos côndilos; • A rotação ocorre como movimento dentro da cavidade inferior da articulação; • Os dentes podem ser separados e novamente ocluídos sem mudança de posição dos côndilos . • Okeson, 2013 MOVIMENTO DE ROTAÇÃO • A rotação ocorre quando a boca abre e fecha em torno de um ponto fixo ou eixo dentro dos côndilos; • A rotação ocorre como movimento dentro da cavidade inferior da articulação; • Os dentes podem ser separados e novamente ocluídos sem mudança de posição dos côndilos . • Okeson, 2013 MOVIMENTO DE ROTAÇÃO • A rotação ocorre quando a boca abre e fecha em torno de um ponto fixo ou eixo dentro dos côndilos; • A rotação ocorre como movimento dentro da cavidade inferior da articulação; • Os dentes podem ser separados e novamente ocluídos sem mudança de posição dos côndilos . • Okeson, 2013 MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO • A translação ocorre quando a mandibula se move para frente, como na protrusão; • Os dentes, côndilos e ramos se movem todos na mesma direção e na mesma extensão. • Okeson, 2013 MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO • A translação ocorre quando a mandibula se move para frente, como na protrusão; • Os dentes, côndilos e ramos se movem todos na mesma direção e na mesma extensão. • Okeson, 2013 MOVIMENTOS BORDEJANTES •No plano sagital •No plano horizontal •No plano frontal Okeson, 2013 MOVIMENTOS BORDEJANTES • Ocorre em dois estágios: • Primeiro estágio: Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES • Ocorre em dois estágios: • Primeiro estágio: •Partindo da relação cêntrica (RC) e indo até o ponto B, •A mandíbula pode ser aberta num movimento exclusivo de rotação (trajeto 1), •Assim a mandíbula pode ser rotacionada ao redor do eixo horizontal (ponto C), •Até uma distância de 20 a 25mm entre as bordas incisais dos dentes superiores e inferiores. • Nesta etapa ocorre apenas o movimento(de rotação) entre os côndilos e os discos articulares. Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES • Ocorre em dois estágios: • Primeiro estágio: •Partindo da relação cêntrica (RC) e indo até o ponto B, •A mandíbula pode ser aberta num movimento exclusivo de rotação (trajeto 1), •Assim a mandíbula pode ser rotacionada ao redor do eixo horizontal (ponto C), •Até uma distância de 20 a 25mm entre as bordas incisais dos dentes superiores e inferiores. • Nesta etapa ocorre apenas o movimento(de rotação) entre os côndilos e os discos articulares. Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES • Ocorre em dois estágios: • Primeiro estágio: •Partindo da relação cêntrica (RC) e indo até o ponto B, •A mandíbula pode ser aberta num movimento exclusivo de rotação (trajeto 1), •Assim a mandíbula pode ser rotacionada ao redor do eixo horizontal (ponto C), •Até uma distância de 20 a 25mm entre as bordas incisais dos dentes superiores e inferiores. • Nesta etapa ocorre apenas o movimento(de rotação) entre os côndilos e os discos articulares. Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES • Ocorre em dois estágios: • Primeiro estágio: •Partindo da relação cêntrica (RC) e indo até o ponto B, •A mandíbula pode ser aberta num movimento exclusivo de rotação (trajeto 1), •Assim a mandíbula pode ser rotacionada ao redor do eixo horizontal (ponto C), •Até uma distância de 20 a 25mm entre as bordas incisais dos dentes superiores e inferiores. • Nesta etapa ocorre apenas o movimento(de rotação) entre os côndilos e os discos articulares. Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES • Ocorre em dois estágios: • Primeiro estágio: •Partindo da relação cêntrica (RC) e indo até o ponto B, •A mandíbula pode ser aberta num movimento exclusivo de rotação (trajeto 1), •Assim a mandíbula pode ser rotacionada ao redor do eixo horizontal (ponto C), •Até uma distância de 20 a 25mm entre as bordas incisais dos dentes superiores e inferiores. • Nesta etapa ocorre apenas o movimento (de rotação) entre os côndilos e os discos articulares. Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES • Segundo estágio: •O segundo estágio da abertura da boca (trajeto 2), Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES • Segundo estágio: •O segundo estágio da abertura da boca (trajeto 2), •A medida que a mandíbula se desloca do ponto B até o ponto E (abertura máxima), o côndilo é transladado, movendo-se anterior e inferiormente, mudando assim o eixo de rotação para o ponto D. •A abertura máxima da boca varia entre 40 e 60mm, medida entre as bordas incisais dos dentes superiores e inferiores. •Aqui o conjunto côndilo/disco articular, juntos, transladam contra a eminência articular do osso temporal. Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES • Segundo estágio: •O segundo estágio da abertura da boca (trajeto 2), •A medida que a mandíbula se desloca do ponto B até o ponto E (abertura máxima),o côndilo é transladado, movendo-se anterior e inferiormente, mudando assim o eixo de rotação para o ponto D. •A abertura máxima da boca varia entre 40 e 60mm, medida entre as bordas incisais dos dentes superiores e inferiores. •Aqui o conjunto côndilo/disco articular, juntos, transladam contra a eminência articular do osso temporal. Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES • Segundo estágio: •O segundo estágio da abertura da boca (trajeto 2), •A medida que a mandíbula se desloca do ponto B até o ponto E (abertura máxima), o côndilo é transladado, movendo-se anterior e inferiormente, mudando assim o eixo de rotação para o ponto D. •A abertura máxima da boca varia entre 40 e 60mm, medida entre as bordas incisais dos dentes superiores e inferiores. •Aqui o conjunto côndilo/disco articular, juntos, transladam contra a eminência articular do osso temporal. Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES • Protrusão máxima: • Levantamento da mandíbula (trajeto 3) Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES • Protrusão máxima: • Levantamento da mandíbula (trajeto 3) •Em uma posição para a frente (fechamento protrusivo) segue o traçado de E até P, com o côndilo localizando- se sob o ápice da eminência articular. •Quando os incisivos estiverem no ponto P, os dentes posteriores entram em contato, determinando a posição de protrusão máxima. Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES • Protrusão máxima: • Levantamento da mandíbula (trajeto 3) •Em uma posição para a frente (fechamento protrusivo) segue o traçado de E até P, com o côndilo localizando- se sob o ápice da eminência articular. •Quando os incisivos estiverem no ponto P, os dentes posteriores entram em contato, determinando a posição de protrusão máxima. Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL O primeiro estágio de abertura da boca, o segundo estágio e a protrusão máxima SÃO LIMITADOS PELOS LIGAMENTOS MOVIMENTOS BORDEJANTES • Movimento bordejante de contato superior: •O movimento bordejante de contato superior vai da RC a MIH e termina em P que representa a protrusão máxima (trajeto 4), Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES • Movimento bordejante de contato superior: •O movimento bordejante de contato superior vai da RC a MIH e termina em P que representa a protrusão máxima (trajeto 4), •É determinado pelas características das superfícies oclusais e incisais dos dentes. Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL MOVIMENTOS BORDEJANTES Okeson, 2013 NO PLANO SAGITAL Okeson, 2013 A extensão dos movimentos de abertura posterior e anterior é determinada principalmente pelos ligamentos e pela morfologia das ATMs Os movimentos bordejantes de contato superiores são determinados pelas superfícies oclusais e incisais dos dentes. Os movimentos funcionais NÃO SÃO considerados movimentos bordejantes. Eles são determinados pelas respostas condicionadas do sistema neuromuscular. MOVIMENTO FUNCIONAL • Ocorrem durante a atividade funcional da mandíbula; • Eles geralmente acontecem dentro dos movimentos bordejantes, e por isso são considerados movimentos livres. • Quando a mandibula está em repouso, ela se localiza 2 a 4mm abaixo da MIH e é chamada de posição clínica de repouso. Okeson, 2013 A extensão dos movimentos de abertura posterior e anterior é determinada principalmente pelos ligamentos e pela morfologia das ATMs A extensão dos movimentos de abertura posterior e anterior é determinada principalmente pelos ligamentos e pela morfologia das ATMs • Registro do arco gótico : registra os movimentos mandibulares no plano horizontal. • Ele consiste em uma placa de registro presa nos dentes superiores e uma pua inscritos presa aos dentes inferiores. Okeson, 2013 MOVIMENTOS BORDEJANTES NO PLANO HORIZONTAL 1. Bordejante lateral esquerdo; 2. Bordejante lateral esquerdo continuado com protrusão; 3. Bordejante lateral direito; 4. Bordejante lateral direito continuado com protrusão. Okeson, 2013 MOVIMENTOS BORDEJANTES NO PLANO HORIZONTAL 1 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL ESQUERDO Okeson, 2013 1 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL ESQUERDO • Côndilos na posição de RC, a contração do pterigóideo lateral inferior direito fará o côndilo direito se movimentar anterior e medialmente; • Se o pterigoideo lateral esquerdo permanece relaxado, o côndilo esquerdo permanecerá posicionado em RC; • E o resultado será o movimento bordejante lateral esquerdo. Okeson, 2013 1 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL ESQUERDO • Com os côndilos na posição de RC, a contração do pterigóideo lateral inferior direito fará o côndilo direito se movimentar anterior e medialmente; • Se o pterigoideo lateral esquerdo permanece relaxado, o côndilo esquerdo permanecerá posicionado em RC; • E o resultado será o movimento bordejante lateral esquerdo. Okeson, 2013 1 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL ESQUERDO • Com os côndilos na posição de RC, a contração do pterigóideo lateral inferior direito fará o côndilo direito se movimentar anterior e medialmente; • Se o pterigoideo lateral esquerdo permanece relaxado, o côndilo esquerdo permanecerá posicionado em RC; • E o resultado será o movimento bordejante lateral esquerdo. Okeson, 2013 1 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL ESQUERDO 1. Bordejante lateral esquerdo; • O Côndilo esquerdo é chamado de côndilo de trabalho; • O Côndilo direito é chamado de côndilo de balanceio. Okeson, 2013 1 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL ESQUERDO Okeson, 2013 2 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL ESQUERDO CONTINUADO COM PROTRUSÃO • Com a mandíbula na posição bordejante lateral esquerda, a contração do músculo pterigóideo lateral inferior esquerdo juntamente com a contração ininterrupta do músculo pterigóideo lateral inferior direito levará o côndilo esquerdo a se movimentar anteriormente e para a direita. • O Côndilo direito já está em sua posição anterior máxima e o movimento do côndilo esquerdo até a posição anterior máxima causará um desvio da linha média mandibular para coincidir com a linha média da face. Okeson, 2013 2 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL ESQUERDO CONTINUADO COM PROTRUSÃO • Com a mandíbula na posição bordejante lateral esquerda, a contração do músculo pterigóideo lateral inferior esquerdo juntamente com a contração ininterrupta do músculo pterigóideo lateral inferior direito levará o côndilo esquerdo a se movimentar anteriormente e para a direita. • O Côndilo direito já está em sua posição anterior máxima e o movimento do côndilo esquerdo até a posição anterior máxima causará um desvio da linha média mandibular para coincidir com a linha média da face. Okeson, 2013 2 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL ESQUERDO CONTINUADO COM PROTRUSÃO Okeson, 2013 2 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL ESQUERDO CONTINUADO COM PROTRUSÃO Okeson, 2013 3 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL DIREITO Okeson, 2013 3 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL DIREITO • Com os côndilos na posição de RC, a contração do pterigóideo lateral inferior esquerdo fará o côndilo esquerdo se movimentar anterior e medialmente; • Se o pterigoideo lateral inferior direito permanece relaxado, o côndilo direito permanecerá posicionado em RC; • E o resultado será o movimento bordejante lateral direito. Okeson, 2013 3 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL DIREITO • Com os côndilos na posição de RC, a contração do pterigóideo lateral inferior esquerdo fará o côndilo esquerdo se movimentar anterior e medialmente; • Se o pterigoideo lateral inferior direito permanece relaxado, ocôndilo direito permanecerá posicionado em RC; • E o resultado será o movimento bordejante lateral direito. Okeson, 2013 3 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL DIREITO • Com os côndilos na posição de RC, a contração do pterigóideo lateral inferior esquerdo fará o côndilo esquerdo se movimentar anterior e medialmente; • Se o pterigoideo lateral inferior direito permanece relaxado, o côndilo direito permanecerá posicionado em RC; • E o resultado será o movimento bordejante lateral direito. Okeson, 2013 3 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL DIREITO Okeson, 2013 • O Côndilo direito é chamado de côndilo de trabalho; • O Côndilo esquerdo é chamado de côndilo de balanceio. 3 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL DIREITO Okeson, 2013 4 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL DIREITO CONTINUADO COM PROTRUSÃO • Com a mandíbula na posição bordejante lateral direita, a contração do músculo pterigóideo lateral inferior direito, juntamente com a contração ininterrupta do músculo pterigóideo lateral inferior esquerdo levará o côndilo direito a se movimentar anteriormente e para a esquerda. • O Côndilo direito já está em sua posição anterior máxima, o movimento do côndilo esquerdo até a posição anterior máxima causará um desvio da linha média mandibular para coincidir com a linha média da face. Okeson, 2013 4 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL DIREITO CONTINUADO COM PROTRUSÃO • Com a mandíbula na posição bordejante lateral direita, a contração do músculo pterigóideo lateral inferior direito, juntamente com a contração ininterrupta do músculo pterigóideo lateral inferior esquerdo levará o côndilo direito a se movimentar anteriormente e para a esquerda. • O Côndilo direito já está em sua posição anterior máxima, o movimento do côndilo esquerdo até a posição anterior máxima causará um desvio da linha média mandibular para coincidir com a linha média da face. Okeson, 2013 4 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL DIREITO CONTINUADO COM PROTRUSÃO Okeson, 2013 4 MOVIMENTOS BORDEJANTES LATERAL DIREITO CONTINUADO COM PROTRUSÃO Okeson, 2013 • Com a mandíbula em MIH um movimento bordejante lateral esquerdo é feito criando um traçado inferior côncavo (1). Okeson, 2013 MOVIMENTOS BORDEJANTES NO PLANO FRONTAL Okeson, 2013 MOVIMENTOS BORDEJANTES NO PLANO FRONTAL • Na sequencia um movimento de abertura da mandíbula produz um traçado convexo (2), denominado de movimento bordejante lateral esquerdo de abertura, que ao nível da abertura máxima (AM) coincide com a linha média (lm). • De volta a posição de MIH, um movimento bordejante lateral direito é feito criando um traçado inferior côncavo (3) , semelhante ao verificado no lado esquerdo. Okeson, 2013 MOVIMENTOS BORDEJANTES NO PLANO FRONTAL Okeson, 2013 MOVIMENTOS BORDEJANTES NO PLANO FRONTAL • Na sequência um movimento de abertura da mandíbula produz um tracado convexo (4) , denominado de movimento bordejante lateral direito de abertura. Movimento de Bennett e Ângulo de Bennett O Movimento e o Ângulo de Bennett ocorrem durante o movimento de lateralidade da mandíbula Movimento de Bennett O movimento de Bennett, é o resultado do deslizamento do côndilo do lado de trabalho (lado para o qual a mandíbula se dirige), dentro da fossa mandibular, durante o movimento de lateralidade da mandíbula. Movimento de Bennett Ângulo de Bennett Do lado oposto ao movimento realizado pela mandíbula, denominado lado de balanceio, o côndilo do mesmo lado (côndilo de balanceio) acompanhando a movimentação mandibular, e guiado pela parede mediana da fossa mandibular, vai se deslocar para frente, para baixo e para dentro , determinando (em linha reta), um ângulo denominado de ÂNGULO DE BENNETT . Ângulo de Bennett Relacionamento dental inter-arcos • Oclusão dente-dois-dentes. • Oclusão dente-dente. Relacionamento dental inter-arcos Oclusão dente-dois-dentes. • Neste tipo de relacionamento oclusal, as cúspides vestibulares dos dentes inferiores e as cúspides palatinas dos dentes superiores, ou seja, as cúspides cêntricas, ocluem contra fossas e cristas marginais antagonistas. Relacionamento dental inter-arcos Oclusão dente-dentes. • Outra forma de oclusão. • Bem menos encontrada nas dentições naturais • Cada cúspide de apoio ou de contenção cêntrica (C.C.C.) sempre se aloja na fossa oclusal do dente oposto, de modo a cada d e n te o cl u i r c o m ap e n as u m d e n te antagonista, ocorrendo sempre o tripoidismo. Função Mandibular no Lado de Trabalho • Função Canina ou Guia Canina. • Função em grupo Função Mandibular no Lado de Trabalho • Função Canina ou Guia Canina. • No movimento de lateralidade da mandíbula, no lado de trabalho, somente o canino inferior desliza na face palatina do canino superior, até a posição de topo-a-topo , desocluindo a mandíbula em relação a maxila. • Os demais dentes, tanto os anteriores aos caninos como os posteriores, ficam desocluídos. • É um tipo de desoclusão muito efetiva, visto que os caninos possuem implantação e suporte periodontal bastante apropriados para esta função. • Função Mandibular no Lado de Trabalho • Função Canina ou Guia Canina. • No movimento de lateralidade da mandíbula, no lado de trabalho, somente o canino inferior desliza na face palatina do canino superior, até a posição de topo-a-topo , desocluindo a mandíbula em relação a maxila. • Os demais dentes, tanto os anteriores aos caninos como os posteriores, ficam desocluídos. • É um tipo de desoclusão muito efetiva, visto que os caninos possuem implantação e suporte periodontal bastante apropriados para esta função. • Função Mandibular no Lado de Trabalho • Função Canina ou Guia Canina. • No movimento de lateralidade da mandíbula, no lado de trabalho, somente o canino inferior desliza na face palatina do canino superior, até a posição de topo-a-topo , desocluindo a mandíbula em relação a maxila. • Os demais dentes, tanto os anteriores aos caninos como os posteriores, ficam desocluídos. • É um tipo de desoclusão muito efetiva, visto que os caninos possuem implantação e suporte periodontal bastante apropriados para esta função. • Função Mandibular no Lado de Trabalho • Função em grupo. • Neste tipo de função, também verificada no movimento de lateralidade da mandíbula, no lado de trabalho, as cúspides de contenção cêntrica dos dentes inferiores (vestibulares) deslizam, em grupo, contra as cúspides de proteção dos dentes superiores (vestibulares). • Os contatos dentários em lateralidade, no lado de trabalho, ocorrem simultâneamente entre todos os dentes posteriores ou pode ocorrer progressivamente a partir do canino, seguindo-se pré-molares e molares. Função Mandibular no Lado de Trabalho • Função em grupo. • Neste tipo de função, também verificada no movimento de lateralidade da mandíbula, no lado de trabalho, as cúspides de contenção cêntrica dos dentes inferiores (vestibulares) deslizam, em grupo, contra as cúspides de proteção dos dentes superiores (vestibulares). • Os contatos dentários em lateralidade, no lado de trabalho, ocorrem simultâneamente entre todos os dentes posteriores ou pode ocorrer progressivamente a partir do canino, seguindo-se pré-molares e molares. Função Mandibular no Lado de Balanceio • Do lado oposto ao lado de trabalho, ou seja, lado de balanceio ou de não-trabalho, não devem haver contatos dentários que causem deflexão mandibular e possam alterar a guia do lado de trabalho. • Contatos em balanceio podem causar interferências oclusais e provocar uma alavanca no côndilo de balanceio com possibilidade de causar dor muscular ou disfunção no disco articular. Efeito da Postura no Movimento Mandibular • Com a cabeça ereta, os dentes são elevados diretamente na máxima intercuspidação a partir da posição postural. Efeito da Postura no Movimento Mandibular • Com a cabeça elevadaa 45 graus, a posição postural da mandí bula torna- s e mais posterior, ou seja, quando os dentes ocluem, o contato o c o r re p o s te r io r m e n te a posição de intercuspidação. Efeito da Postura no Movimento Mandibular • Com a cabeça formando um ângulo de 30 graus para frente também chamada de p o s i ç ã o d e a l e r t a d e al imentação, a posição postural da mandíbula se torna mais anterior. Efeito da Postura no Movimento Mandibular Movimento de Protrusão e Retrusão Mandibular Movimento de Protrusão e Retrusão Mandibular Protrusão é o movimento que a mandíbula faz no sentido póstero- anterior. Retrusão é o retorno da mandíbula em sentido oposto. REFERÊNCIAS • Okeson JP. Tratamento das desordens temporomandibulares e Oclusão. 7. ed. São Paulo: Elsevier, 2013.