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Anatomia 
do Pescoço
SUMÁRIO
1. Anatomia Geral ...........................................................................................................3
2. Estruturação muscular .............................................................................................11
3. Vascularização Arterial ............................................................................................15
4. Drenagem Venosa ....................................................................................................17
5. Drenagem linfática ...................................................................................................20
6. Inervação ...................................................................................................................21
Referências ....................................................................................................................22
Anatomia do Pescoço   3
1. ANATOMIA GERAL
Anatomia de superfície do pescoço
Pontos de referência esqueléticos
O pescoço é uma estrutura móvel, portanto, para uma melhor compreensão da 
descrição a seguir, considere a posição anatômica. 
• Limites: Superior | Linha pericraniocervical | Inferior | Área de fusão entre tó-
rax e membros superiores, ao nível da clavícula| Posterior | À palpação, nesta 
região, vértebras cervicais podem ser sentidas na linha mediana. Ainda nessa 
linha, superiormente, é possível palpar o processo transverso da primeira 
vértebra cervical.
À palpação profunda da região posterior do pescoço, se percebe o processo 
transverso da segunda vértebra cervical (áxis). O processo espinhoso da sétima 
vértebra cervical é facilmente evidenciado ao se realizar o movimento de flexão 
do pescoço.
Atentar para a presença do ligamento nucal, responsável por separar a muscu-
latura pós-vertebral em ambos os lados, que inviabiliza a palpação dos processos 
espinhosos das demais vértebras cervicais. À exceção dos processos espinhosos 
da segunda, quinta e sexta vértebras cervicais que podem ser sentidos durante a 
palpação profunda (figura 01). 
Figura 1. Músculos do pescoço em uma perspectiva frontal 
(visão profunda e superficial), lateral e posterior 
Fonte: inspiring.team /Shutterstock.com
Autora: Lisiane Oliveira
Anatomia do Pescoço   4
Visão de plano coronal do pescoço
O osso hióide pode ser palpado ínfero-posteriormente a alguns centímetros do 
mento, principalmente, durante o movimento de extensão. Esse osso está ao nível da 
terceira vértebra cervical (figura 02).
Esternocleidomastóideo
Esplênio da cabeça
Escaleno médio
Escaleno anterior
Clavícula
Ventre inferior 
do omo-hióideo
Levantador da 
escápula
Escaleno 
posterior
Trapézio
Figura 2. Trígonos do pescoço
Fonte: Acervo Sanar.
A cartilagem tireóidea está abaixo do osso hióide, assim como a proeminência la-
ríngea subcutânea, no homem, é conhecida como “pomo de Adão”. Essa cartilagem 
está ao nível da quarta e da quinta vértebras cervicais. 
Abaixo da margem inferior da cartilagem tireóide, localiza-se a parte anterior do arco 
da cartilagem cricóide, ao nível da sexta vértebra cervical. Entre essas duas cartilagens, 
facilmente palpáveis ao exame físico, está o ligamento cricotireóideo mediano, local 
de acesso em emergência respiratória. 
Abaixo da cartilagem cricóide, pode- se sentir a traqueia, de localização mediana. 
O deslocamento dessa estrutura, em emergência, pode ser um indicativo de tampo-
namento cardíaco ou de pneumotórax hipertensivo. 
Anatomia do Pescoço   5
Seguindo inferiormente, na linha mediana, palpa-se a incisura jugular e lateralmente 
a ela, a clavícula. Esta última, é um osso de formato sigmóide facilmente palpável na 
maioria dos indivíduos, à exceção de quadros de obesidade grau 3. 
Tecidos moles e vísceras
O músculo esternocleidomastoideo divide a região cervical, frontal e lateralmente, 
em dois trígonos: anterior e lateral (posterior). 
O trígono anterior é composto por outros 4 trígonos menores, o submentual, o 
muscular, o carotídeo e o submandibular. Contudo, as estruturas que os limitam, não 
são facilmente visíveis e palpáveis. 
O trígono lateral (posterior), é subdividido em outros 2, o occipital e o supraclavi-
cular (figura 01). 
Embora seja didático, é importante esclarecer que muitas estruturas maiores como 
artérias, veias, músculos e nervos podem transgredir os limites dessas divisões e sub-
divisões. Portanto, tal divisão foi criada para facilitar a descrição dessas estruturas 
e como um referencial durante a realização de exame clínico. 
Trígonos do pescoço
Trígono cervical anterior
Limites: Anteriormente | Linha média do pescoço | Posteriormente | Margem anterior 
do esternocleidomastoideo| Base | Margem inferior da mandíbula, projetando-se para 
o processo mastóide e seu ápice se relaciona com o manúbrio esternal. 
Subdivisões: 
(A) Se o osso hióide é referência: Acima desse osso, área supra hióidea. Abaixo, 
área infra hióidea (figura 02). 
(B) Se esse trígono anterior e posterior (lateral). O trígono anterior pode ser subdivi-
dido em outros 4, submandibular, submentual, muscular e carótico. Os limites dessas 
divisões são o músculo digástrico e o homo-hióideo. O trígono posterior, conforme já 
mencionado, é formado por outros dois trígonos menores, o occipital e o omoclavicular 
(figura 03). 
Anatomia do Pescoço   6
Levantador da escápula
Osso hioide
Ventre posterior do 
digástrico
Milo-hióideo
Estilo-hióideo
Esterno-hióideo
Longo da cabeça
Cricotireoideo
Tireo-hióideo
Estemotireoideo
Escaleno médio
Escaleno anterior
Trapézio
Tendão omo-hióideo
Esternocleidomastóideo
Figura 3. Plano coronal do pescoço, atentar para o trígono submentual
Fonte: Acervo Sanar.
Trígono Anterior
Trígono Submandibular
Limites: Superior | Base da mandíbula e sua extensão até o processo mastóide| 
Posterior | Ventre posterior do digástrico e m. estilo-hióideo | Anteroinferior | Ventre 
anterior do digástrico| Assoalho | É formado pelo m. milohioideo e m. hioglosso. 
Estruturas de relevância: Ramos dos nervos facial e cervical transverso. Glândula 
submandibular, veia e artéria facial, parte inferior da glândula parótida. 
Trígono Submentual
 Limites: diferente dos demais, este trígono é único e delimitado pelos ventres 
anteriores do músculo digástrico. Seu ápice está no queixo e sua base é o corpo do 
osso hióide. À semelhança do trígono anterior, seu assoalho também é formado pelos 
músculos milo-hióideos (figura 04). 
Estruturas de relevância: Linfonodos e pequenas veias que são precursoras da 
jugular anterior. Além disso, compõem o assoalho da cavidade oral. 
Anatomia do Pescoço   7
Fáscia dos músculos infra-hióideos
Fáscia superficial (recobrindo) Músculo platisma
Músculo esterno-hióideo
Músculo esternotireóideo
Músculo esternocleidomastóide
Músculo omo-hióideo
Músculo escaleno anterior
Tronco simpático
Nervo laríngeo recorrente
Artéria carótida interna
Veia jugular interna
Nervo vago (X)
Nervo frênico
Nervo espinhal
Glândula tireóide
Esôfago
Traquéia
Fáscia visceral pré-traqueal
Músculos escalenos 
médio e posterior
Músculo longo do pescoço
Músculo levantador da escápula
Músculo trapézio
Músculos cervicais profundosVértebra cervical (C7)Tecido subcutâneo
Espaço retrofaríngeo
Fáscia alar
Fáscia 
pré-vertebral
Fáscia visceral bucofaríngea
Gordura no trígono 
posterior
Bainha carotídea
Fáscia cervical 
superficial (recobrindo) 
do trígono posterior 
(lateral)
Figura 4. Fáscias do Pescoço
Fonte: Acervo Sanar.
Trígono Muscular
Limites: Anterior | Linha média do pescoço, do osso hióide ao esterno | Inferior | 
Margem anterior do esternocleidomastoideo | Posterior | Ventre superior do músculo 
omo-hióideo (figura 04). 
Estruturas de relevância: Conforme o próprio nome sugestiona, este trígono é com-
posto por músculos, o omo-hióideo, o esterno-hióideo, esterno tireóide e o tireo-hióideo. 
Trígono Carótico
 Limites: Posterior | m. esternomastóideo| anterior e inferior: ventre superior do omo-
-hioideo|Superior | estilo-hióideo e pelo ventre posterior do m.digástrico (figura 04). 
Estruturas de relevância: ramo cervical do nervo facial (profundamente); ramos do 
nervo cervical transverso (superficialmente). Parte superior da artéria carótida comum 
e sua divisão em artérias carótidas externa e interna. 
Trígono Posterior (lateral)
Em uma visão geral, esse trígono apresenta as seguintes limitações: Anterior | 
Margem posterior do esternocleidomastoideo | Posterior | Margem anterior do trapézio 
| Inferior | terço médio da clavícula. Seu assoalho é formado pela fáscia pré-vertebral. 
Há 2,5 cm acima da clavícula é cruzado pelo ventre inferior do m. omo-hioideo, que o 
divide em trígono occipital e omoclavicular (supraclavicular). 
Anatomia do Pescoço   8
Trígono Occipital
Limites: Anterior | Margem posterior do m.esternocleidomastóideo| Posterior 
| Margem anterior do m. trapézio| Inferior | Ventre Inferior do m.omo hióideo | 
Assoalho | De cranial para caudal, esplênio da cabeça; levantador da escápula e 
escalenos médio e posterior. 
Estruturas Relevantes: Ramo espinal do nervo acessório; ramos cutâneo e mus-
cular do plexo cervical. Nervos supraclaviculares, vasos cervicais transversos e 
parte superior do plexo braquial. 
Trígono Omo-clavicular
Limites: Os mesmos do trígono posterior como um todo, a exceção de sua parte 
superior, que é limitada pelo momo-hióideo. Sua conexão com o tronco apresenta 
uma depressão notável e profunda, a fossa supra-clavicular maior. Outra particu-
laridade desse trígono, é seu assoalho, formado pela primeira costela, escaleno 
médio e trapézio. 
Estruturas relevantes: Nervos supraclaviculares, terceira parte da artéria sub-
clávia. Plexo braquial. Nervo do músculo subclávio.
Fáscia cervical
Fáscia Cervical Superficial
Lâmina fina que recobre o platisma, intrinsecamente relacionada a esse mús-
culo. Pode conter tecido adiposo, nomeadamente no sexo feminino. A fáscia é um 
tecido conjuntivo frouxo entre a derme e a fáscia profunda, sendo unida a ambas 
(figura 05). 
Fáscia Cervical Profunda
Essa fáscia, de modo convencional, é subdividida em lâmina superficial (de 
revestimento), lâmina pré-traqueal e lâmina pré-vertebral. 
Anatomia do Pescoço   9
Fáscia cervical superficial 
(recobrindo) e margem 
seccionada
Alça fibrosa para o tendão digástrico intermediário
Músculo masseter
Músculos do Pescoço
Vista Anterior
Glândula parótida
Platisma (removido)
Processo mastóide
Bainha carotídea
Cartilagem tireóide
Cartilagem cricóide
Fáscia dos músculos infra-hióideos
Osso hióide
Fáscia visceral 
(pré-traqueal) sobre a 
glândula tireóide e traquéia
Músculo esternotireóideo
Espaço supra-esternal (de Burns)
Incisura jugular
Manúbrio esternal
Músculo peitoral maior
Ventre inferior do músculo 
omo-hióideo
Músculo deltóide
Músculo trapézio
Músculos escalenos
Músculos esterno-hióideo (intacto)
Músculos tíreo-hióideo
Músculo estilo-hióideo
Músculo milo-hióideo
Músculo digástrico (ventre anterior)
Músculo digástrico (ventre posterior)
Glândula submandibular
Artéria carótida externa
Veia jugular interna
Ventre superior do músculo 
omo-hióideo (intacto)
Clavícula
Cabeça esternal do músculo esternocleidomastóideo
Cabeça clavicular do músculo esternocleidomastóideo
Figura 5. Fáscia Cervical Superficial
Fonte: Acervo Sanar.
Lâmina Superficial (de revestimento)
Responsável por formar a cobertura fina para o trapézio e pelo revestimento do 
m. esternocleidomastoideo. Superficialmente, essa lâmina funde-se ao periósteo da 
linha nucal superior do osso occipital, sobre o processo mastóide e ao longo da linha 
de base da mandíbula. Também apresenta uma relação com a glândula parótida, 
estendendo-se abaixo dela para fixar-se ao osso zigomático. Inferiormente, sobre 
os músculos trapézio e esternocleidomastoideo, essa fáscia é fixada ao acrômio, 
à clavícula e ao manúbrio. Além disso, recobre os músculos infra-hióideos. 
Anatomia do Pescoço   10
ESQUEMA ILUSTRANDO COMO A FÁSCIA CERVICAL É SUBDIVIDIDA
Fáscia Cervical
Lâmina pré-
traqueal
Lâmina 
Superficial 
(revestimento)
Lâmina pré-
vertebral
Fáscia Cervical Superficial Fáscia Cervical Profunda
Fonte: Autoria própria
Lâmina pré-traqueal
Trata-se de uma lâmina muito fina, responsável por fornecer bainhas faciais para 
a glândula tireóide, laringe, faringe, traquéia, esôfago e músculos infra-hióideos. 
Limites: Superior | Osso hióide | Inferior | Mediastino, inferiormente, ao longo de 
grandes vasos e funde-se com o pericárdio fibroso| Lateral | Funde-se à camada de 
revestimento da fáscia cervical profunda e à bainha carótica. 
Lâmina pré-vertebral
Essa lâmina é responsável por revestir os músculos anteriores e estende-se late-
ralmente sobre o músculo escaleno anterior, médio e levantador da escápula, consti-
tuindo o assoalho fascial do trígono posterior do pescoço. Essa lâmina é proeminente 
na parte anterior da coluna vertebral (figura 05). 
Limites: Superior | Base do crânio| Inferior | Desce anterior ao músculo longo do 
pescoço em direção ao mediastino superior| Anterior | Separa-se da faringe e de sua 
fáscia bucofaríngea de revestimento através de uma zona areolar frouxa, o espaço 
retrofaríngeo| Lateral | conecta-se à bainha carótica e a fáscia na superfície profunda 
do esternocleidomastoideo. 
Bainha Carótica
 É uma condensação da fáscia cervical profunda em torno das artérias carótidas 
comum e interna, da veia jugular interna, do nervo vago e dos componentes da alça 
cervical. 
Anatomia do Pescoço   11
2. ESTRUTURAÇÃO MUSCULAR
Músculos superficiais
São representados pelo platisma, esternocleidomastoideo (importante ponto de 
referência) e o trapézio. 
Figura 7. Músculo Platisma, visão lateral e frontal 
Fonte: VectorMine/Shutterstock.com
O platisma é uma lâmina de músculo que se origina na fáscia, sendo responsável 
pelo revestimento das partes superiores do peitoral maior e do deltóide; suas fibras 
cruzam a clavícula e sobem medialmente na face lateral do pescoço (figura 08).
Anatomia do Pescoço   12
C1
Esse músculo recebe essa denominação porque sai da omo-
plata, antiga denominação da escápula e vai em direção ao hióide, se inserindo 
nesse osso (Quadro 02).
Quadro 02. Músculos Infrahioideos e suas respectivas funções.
Músculo Função
Músculo esterno-hioideo Fixa o hióde, puxa-o para baixo com a laringe, serve como músculo auxiliar da 
deglutição
Músculo esternotireóideo Flete a cabeça e a articulação do pescoço, músculo auxiliar da respiração; 
puxa o esterno para cima
Músculo tireo-hióideo Fixa o hióde, puxa-o para baixo, bem como a laringe para cima, serve como 
músculo auxiliar na deglutição, levanta a laringe
Músculo gênio-hióideo Fixa o hióide, puxa-o para baixo com a aringe, serve como músculo auxiliar na 
deglutição, age indiretamente fletindo a cabeça e a articulação do pescoço
Fonte: Adaptado de STANDRING, S. (Ed.). Gray's anatomia: a base anatômica 
da prática clínica. 40º. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010
Em seguida, há o músculo esterno-hióideo, que vem da direção do esterno e vai 
até o osso hióide. Na sequência, há o músculo esternocleidomastoideo (parte es-
ternal), considerado o famoso músculo da região cervical, pois serve de referência 
para a realização de diversos procedimentos nesta região; ele apresentará dois 
ventres que saem da região da mastóide, havendo o ventre que vai para o esterno 
e um que vai para a região clavicular. Mais lateral e posteriormente, há os múscu-
los escalenos, inferiormente a eles, há o ventre inferior do músculo omo-hióideo 
(Quadro 03).
Quadro 03. Músculo Esternocleidomastoideo e suas respectivas funções.
Músculo Função
Músculo 
esternocleidomastoideo
Fixa a cabeça, flete as vértebras cervicais caudais, estende as vértebras cervicais 
craniais e a articulação da cabeça; inervado de um só lado, inclina a cabeça para 
frente e gira para o lado oposto, auxilia na inspiração pela fixação da cabeça. 
Fonte: Adaptado de STANDRING, S. (Ed.). Gray's anatomia: a base anatômica 
da prática clínica. 40º. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010
Anatomia do Pescoço   14
Recapitulando, a região anterior do pescoço pode ser dividida em vários trígonos 
menores, nesta região, os músculos são organizados em dois grupos: os supra e 
os infra-hióideos. 
M. Suprahoideos: Musculatura importante para as funções de mastigação e de 
fala. Também participa do movimento de abertura bucal. Contrapondo-se a esse 
movimento, os músculos masseter e temporal, que se inserem na mandíbula, fazem 
o fechamento da boca (Quadro 01).
Músculo digástrico: Apresenta dois ventres, um anterior e um posterior. 
Músculo milo-hióideo: Responsável pela cobertura do assoalho bucal. 
Musculatura infra hióidea: Mais inferiormente ao hióide, há o grupo de múscu-
lo infra hióideos, representado mais anteriormente pelo esterno hióideo, indo em 
sentido lateral há o ventre superior do omo hióideo, e o músculo esternotireóideo, é 
pertinente destacar que um mesmo músculo vem do esterno e se insere na tireoide, 
portanto, sendo chamado de músculo esternotireóideo e, em seguida, continua na 
sequência sendo chamado de tireo hióideo. Ainda em sentido lateral, há o esterno-
cleidomastoideo, como já mencionado anteriormente, com os seus dois ventres, o 
esternal e o clavicular (Quadro 02). 
Musculatura lateral e posterior: É possível visualizar os três escalenos, músculos 
escalenos anterior, médio e superior. Por fim, há o músculo trapézio, pertencente à 
musculatura posterior do pescoço (Quadro 04).
Quadro 04. Músculos escalenos e suas respectivas funções.
Músculo Função
Músculo escaleno anterior Tórax: 
Levantam ambas as costelas craniais (músculos da respiração: inspiração).
Coluna Vertebral:
Flexão lateral da coluna vertebral cervical. 
Músculo escaleno médio
Músculo escaleno posterior
Fonte: Adaptado de STANDRING, S. (Ed.). Gray's anatomia: a base anatômica 
da prática clínica. 40º. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010
Esses músculos estão relacionados à respiração, sendo uma musculatura acessória 
da expansão torácica. 
Anatomia do Pescoço   15
3. VASCULARIZAÇÃO ARTERIAL
A região cervical apresenta a artéria carótida comum e sua bifurcação, em caróti-
da externa e interna. É pertinente mencionar que existe uma variação anatômica em 
relação a área de bifurcação da carótida (Figura 9), em cerca de 35% dos casos, ela 
se dará ao nível da quarta vértebra cervical (CIV). 
Artéria tireóidea inferior
Alça cervical
Artéria carótida comum
Nervo vago
Artéria tireóidea superior
Artéria laríngea superior
Artéria carótida interna
Artéria carótida externa
Artéria submentual
Artéria facial
Nervo laríngeo superior
Nervo hipoglosso
Artéria cervical ascendente
Artéria vertebral
Tronco tireocervical
Veia jugular interna
Veia retromandibular
Veia jugular interna
Artéria occipital
Artéria supraescapular
Nervo acessório
Veia jugular externa
Nervo frênico
Figura 9. Vascularização arterial do pescoço, carótida comum e sua bifurcação em interna e externa
Fonte: Acervo Sanar.
A artéria carótida interna “caminha” em direção à calota craniana e é responsável 
pela irrigação do encéfalo. Importante: a carótida interna não emite ramos para a 
região de cabeça e pescoço, ao contrário do que ocorre com a carótida externa. A 
artéria carótida externa supre toda a região de cabeça e pescoço. Envolvendo face, 
couro cabeludo e porção superior e média do pescoço (figura 10).
Anatomia do Pescoço   16
a.Temporal superficial a. Supra-orbitária
a. Supra troclear
a. Coroidea anterior 
aa. Labial superior e 
inferior
a. Tireóidea Superior
Tronco braquiocefálico
a. Angular
a. Mentual
a. Língua
a. Facial
a. Maxilar
Artéria Vertebral
Tronco Tireocervical
Artéria Subclávia
a. Auricular posterior
a. occipital
a. basilar
a. carótida interna
Artéria Carótida Interna
Artéria Carótida Externa
Artéria Carótida Comum
Figura 10. Artérias do pescoço e da cabeça
Fonte: Acervo Sanar.
Na “raiz” do pescoço há o tronco tireocervical, um ramo da subclávia, responsável 
por irrigar a parte inferior da glândula tireoide, é um ramo da artéria subclávia. Esse 
tronco possui três vasos, artéria tireóidea inferior, artéria cervical transversa e artéria 
supraescapular. Esses vasos são responsáveis por fazer a nutrição da porção mais 
inferior do pescoço e da porção superior do tórax. 
Ramos da carótida externa (figura 11):
1º Ramo: artéria tireóidea superior, responsável por irrigar toda a região, além de 
suprir a parte superior da glândula tireóidea. Emite um ramo importante, a artéria la-
ríngea superior, responsável por suprir a parte interna da laringe. 
2º Ramo: artéria lingual: emite ramos importantes na zona de transição entre a 
cabeça e o pescoço. 
3º Ramo: artéria faríngea ascendente que vai mais para a porção interna do pescoço, 
em direção à faringe, mais superiormente. 
4º Ramo: artéria occipital posterior: responsável por suprir a região mais posterior 
e superior do pescoço. 
Anatomia do Pescoço   17
Osso hióide Músculo digástrico (ventre anterior)
Músculo platisma (seccionado)
Músculo omo-hióideo 
(seccionado)
Músculo esternocleidomastóide 
(seccionado)
Músculo esternocleidomastóideo (seccionado)
Glândula submandibular
Glândula parótida
Músculo milo-hióideo
Artéria carótida externa
Artéria carótida comum
Artéria e veias tireóideas 
superiores
Músculo tíreo-hióideo
Músculo externo-hióideo
Músculo externotireóideo
Músculo peitoral maior
Músculo esternotireóideo
Músculo esternocleidomastóideo (intacto)
Músculo supraclaviculares
Nervos 
supraclaviculares
Nervos transversos do pescoço
Glândula tireóide
Cartilagem tireóide
Nervo auricular magno
Veia comunicante
Veia jugular externa
Veia jugular interna
Veia retromandibular
Artéria e veia faciais
Veia jugular anterior
Ramo marginal da mandíbula do 
nervo facial
Músculo trapézio
Músculo omo-hióide 
(ventre inferior)
Veia jugular interna
Ventre superior 
do músculo 
omo-hióideo 
(seccionado)
Alça cervical
Plexo braquial
Clavícula
Figura 11. Drenagem do Pescoço
Fonte: Acervo Sanar.4. DRENAGEM VENOSA
Contrapondo-se a irrigação arterial, em que há praticamente um vaso exclusivo para 
a irrigação do encéfalo, a drenagem venosa apresenta diversos vasos que praticamente 
confluem para a veia jugular interna. A veia jugular interna se une a veia subclávia 
e forma a veia braquiocefálica, bilateralmente. Para a região cervical, é importante 
identificar o tronco comum, proveniente das veias faciais, responsável por receber 
uma drenagem venosa da parte superior do pescoço (figura 12). 
A veia tireóidea superior drena diretamente na veia jugular interna, assim como a veia 
tireóidea média. Por outro lado, a veia tireóidea inferior drena para a veia braquiocefálica. 
À semelhança do que ocorre com o sistema de irrigação, há também o tronco ti-
reocervical e ele apresenta os mesmos vasos do tronco arterial. A diferença é que a 
veia jugular externa drena para esse tronco, assim como as veias cervical transversa 
e supraescapular. 
Anatomia do Pescoço   18
Em uma visão de plano coronal, é mais fácil visualizar a drenagem do pescoço, 
principalmente no que se refere a anatomia das jugulares (figura 12).
Nervo vago
Veias tímicas
Primeira costela
Veia subclávia
Veia jugular interna
Omo-hióideo
Nervo tônico
Nervo vago
Nervo acessório
Veia tireóidea média
Veia tireóidea superior
Osso hioide
Veia retromandibular
Artéria tireóidea superior
Veia cervical transversa
Veia tireóidea inferior
Veia torácica interna
Veia cava superior
Veia jugular anterior
Veia braquiocefálica 
direita
Veia braquiocefálica esquerda
Artéria subclávia
Veia subclávia
Artéria cervical transversa
Cartilagem tireóidea
Veia jugular externa
Veia occipital Veia hipoglosso
Artéria carótida 
comum, nervo 
laríngeo recorrente 
esquerdo
Plexo braquial, parte 
supraclavicular
Nervo laríngeo recorrente esquerdo
Figura 12. Drenagem do Pescoço
Fonte: Acervo Sanar.
A drenagem superficial do pescoço fica a cargo da veia jugular externa, veia jugular 
anterior e veias comunicantes. Por outro lado, a drenagem mais interna, é de respon-
sabilidade da veia jugular interna. Relembrando as fáscias, as veias jugular externa, 
jugular anterior e comunicantes passam acima da fáscia cervical superficial. 
Na figura 13 é possível se visualizar a veia braquiocefálica recebendo as veias 
tireóideas inferiores, vaso que drena a parte inferior da tireóide e estruturas da parte 
inferior do pescoço. 
Anatomia do Pescoço   19
Linfonodo jugulogástrico
Linfonodos occipitais
Linfonodos cervicais superficiais
Linfonodos cervicais profundos
Veia jugular interna
Veia jugular externa
Linfonodos 
mastóideosLinfonodos pré-auriculares/parotídeos
Linfonodos submentuais
Linfonodos submandibulares
Linfonodo júgulo-omo-hióideo
Omo-hióideo
Linfonodos parotídeos
Linfonodos da face
Linfonodos linguais
Linfonodos submentuais
Linfonodos 
submandibulares
Ventre anterior, 
músculo digástrico
M. esterno-hióideo
Cartilagem tireóidea
Glândula tireoide
Veia jugular interna
Linfonodos cervicais 
anteriores
M. esternocleidomastóideo
Seio carótico
M. omo-hióideo
Linfonodos mastóideos
Linfonodos retrofaríngeos
Linfonodos esternocleidomastóideo
Linfonodos 
profundos superiores 
(jugulares superiores)
Linfonodos superficiais 
(espinais acessórios)
(trígono lateral)
Linfonodos
cervicais
laterais
Linfonodos 
profundos médios 
(jugulares médios)
Linfonodos profundos 
inferiores (jugulares 
inferiores)
Linfonodos 
supraclaviculares 
(cervicais transversos)
Linfonodos occipitais
M. esplênio da cabeça
Nervo frênico
M. escaleno posterior
M. trapézio
Clavícula
M. escaleno anterior
M. escaleno médio
M. estilo-hióideo
Linfonodos faciais: 1. Zigomático
 2. Nasolabial
 3. Bucinatório
 4. Mandibular
Linfonodos submandibulares: 1. Pré-glandular
 2. Pré-vascular
 3. Retrovascular
 4. Retroglandular
 5. Intracapsular
Linfonodos retrofaríngeos: 1. Lateral
 2. Medial
Linfonodos parotídeos: 1. Extraglandular (subfacial)
 2. Intraglandular (profundo)
 3. Suprafcial
Linfonodos submentuais: 1. Anterior
 2. Médio
 3. Posterior
Linfonodos cervicais anteriores: 1. Cadeia jugular 
 anterior superficial
 2. Pré-laríngeo
 3. Pré-traqueal
Figura 13. Cadeia linfática do Pescoço
Fonte: Acervo Sanar.
Anatomia do Pescoço   20
5. DRENAGEM LINFÁTICA
A drenagem linfática, no pescoço, apresenta muitos grupamentos linfáticos, afi-
nal, essa é uma região de transição entre a cabeça e o tórax e justamente por isso, é 
ricamente drenada. É importante se ter em mente o nome das regiões, pois através 
delas será mais fácil identificar o grupamento linfático. Por exemplo, há linfonodos 
submentuais, submandibulares, tireóideos superiores, escalenos e supraclaviculares. 
Para além disso, há os linfonodos que acompanham grandes vasos, como a veia 
jugular interna que apresenta os linfonodos jugulodigástricos, linfonodos tiroideos 
superiores e linfonodos supraclaviculares. É preciso se visualizar atentamente a 
figura 14 e se correlacionar os grupamentos linfáticos a sua localização e as suas 
estruturas adjacentes. À esquerda, esses linfonodos convergem para o ducto torá-
cico e à direita para o ducto linfático direito.
S = ramo cinzento para o 
gânglio simpático superior
Nervo hipoglosso (XII)
Nervo acessório (XI)
Nervo occipital menor
Nervo auricular magno
Nervo supraclaviculares
Para os músculos 
escalenos e levantador 
da escápula
Para os músculos 
longo da cabeça e 
longo do pescoço
Para os músculos 
reto lateral da cabeça, 
longo da cabeça e reto 
anterior da cabeça
S
S
S
S
C1
C2
C3
C4
Nervo frênico
Comunicação ao nervo vago
Para o músculo gênio-hióideo
Para o músculo tíreo-hióideo
Raiz superior da alça cervical
Raiz inferior da alça cervical
Para o músculo esternotireóideo
Para o músculo esterno-hióideo
Para o músculo omo-hióideo (ventre inferior)
Nervos transversos 
do pescoço
Para o músculo omo-hióideo 
(ventre superior) 
Figura 14. Plexo cervical do Pescoço
Fonte: Acervo Sanar.
Anatomia do Pescoço   21
 Saiba mais!  Durante a realização de um acesso venoso central, 
é preferível se realizar esse procedimento à direita, para se evitar a punção aci-
dental do ducto torácico.
6. INERVAÇÃO
Os ramos sensitivos principais vêm através de C2, C3 e C4 que fazem a inervação 
da musculatura sensitiva em direção a pele e as estruturas internas e na parte motora 
da musculatura cervical (figura 14). 
O nervo vago, extremamente relevante, passa através do pescoço indo em direção 
ao tórax e abdome para fazer a inervação autonômica das vísceras abdominais. Outro 
nervo importante é o laríngeo recorrente, relembrando que esse é um ramo do vago 
e que recebe esse nome porque volta por debaixo da aorta em direção à laringe, esse 
nervo é responsável pela fonação. 
O plexo braquial se forma na região do pescoço e caminha em direção ao membro 
superior, quando irá emitir seus ramos para esse membro. 
Anatomia do Pescoço   22
REFERÊNCIAS
SABISTON. Tratado de cirurgia: A base biológica da prática cirúrgica moderna. 19.ed. 
São Paulo. Elsevier, 2015.
STANDRING, S. (Ed.). Gray’s anatomia: a base anatômica da prática clínica. 40º. ed. 
Rio de Janeiro: Elsevier, 2010
Sobotta, J. Atlas de Anatomia Humana. 21ª Edição, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan. 
2000.
NETTER, Frank Henry. Atlas de anatomia humana. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: > . Acesso em: 26 de maio de 2023
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Acessoem: 26 de maio de 2023
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	5.	Drenagem linfática
	6.	Inervação
	Referências

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