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Carta topográfica do Brasil, representando a
altimetria ou hipsometria.
Relevo do Brasil
O relevo do Brasil tem formação muito antiga, resultando principalmente de
atividades internas do planeta Terra e de vários ciclos climáticos. Apresenta
diversos planaltos, planícies e depressões, decorrentes das formações da litosfera
no Brasil.
O Brasil é um país de altitudes modestas: cerca de 40% do seu território
encontra-se abaixo de 200 m de altitude, 45% entre 200 e 600 m, e 12%, entre
600 e 900 m.[carece de fontes?] O território não apresenta grandes formações
montanhosas, pois não existe nenhum dobramento moderno em seu território.
Os pontos mais altos do relevo brasileiro (que, no geral, é marcado por baixas
altitudes) são: o Pico da Neblina (com 2995,3 metros de altitude)[1] e o Pico 31
de Março (com 2974,18 m. de altitude).[2][1]
A seguir, são apresentadas de maneira geral algumas classificações antigas do
relevo brasileiro, seguidas das classificações mais recentes de Ab'Saber e Ross,
descritas em maiores detalhes.
Embora o esquema do padre Aires de Casal (1817), um dos primeiros a tratar do assunto do relevo do Brasil, não tenha tido boa
aceitação no país, nele são distinguidas, de modo sintético, quatro "serranias":[3][4]
a serrania da Borborema (ou dos Cariris)
a serrania da Mantiqueira;
a serrania dos Órgãos (ou dos Aimorés)
a serrania da Mangabeira (ou do Paraná)
A classificação de Alexander von Humboldt (1825), baseada em parte nos trabalhos de Eschwege, teve boa aceitação ao longo
do século XIX, e definiu as seguintes unidades para o território brasileiro:[5][6]
o grupo das montanhas do Brasil, composto por três grandes cadeias paralelas, dispostas no sentido norte-sul:
a cadeia oriental: Serra do Mar
a cadeia central: Serra do Espinhaço e Serra da Mantiqueira
a cadeia ocidental: a imaginária Serra das Vertentes
as planícies do Amazonas
as planícies dos pampas
De acordo com Orville Derby (1884), foram estabelecidas as seguintes unidades físicas para o Brasil:[7]
Regiões montanhosas
Cadeia oriental ou marítima
Cadeia central ou goiana
Chapadões
Chapadão do Paraná
Chapadão do Amazonas
Chapadão do São Francisco
Chapadão do Parnaíba
Classificações
Aires de Casal (1817)
Humboldt (1825)
Derby (1884)
01/04/2025, 10:10 Relevo do Brasil – Wikipédia, a enciclopédia livre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Relevo_do_Brasil 1/9
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Brazil_topo.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Brazil_topo.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Altimetria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Planalto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Plan%C3%ADcie
https://pt.wikipedia.org/wiki/Depress%C3%A3o_(geografia)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Litosfera
https://pt.wikipedia.org/wiki/Territ%C3%B3rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Altitude
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Livro_de_estilo/Cite_as_fontes
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dobramento_moderno
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pico_da_Neblina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pico_31_de_Mar%C3%A7o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pico_31_de_Mar%C3%A7o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aires_de_Casal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexander_von_Humboldt
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wilhelm_Ludwig_von_Eschwege
https://pt.wikipedia.org/wiki/Orville_Derby
Planalto da Guiana
Depressões
Depressão do Amazonas
Depressão do Paraguai
Região atlântica
A classificação de O. D. Von Engeln (1942) foi a primeira realizada para a América do Sul como um todo.[8][9] Nela, o território
do Brasil abrange as seguintes unidades geomorfológicas, no original em inglês:
A-1, Coastal Plains
A-2, Piemont Plains
A-4, Fluvial, Lacustrine and Deltaic Plains
B-8, Interior Plateaus
B-9, Open Basins with Centripetal Dips
B-10, Lava Flow Plains and Plateaus
E-17, Ancient Igneous Masses
Aroldo de Azevedo (1949) reconheceu as seguintes unidades principais no conjunto do relevo brasileiro:[10]
1. Planalto Brasileiro
a. Planalto Atlântico
Serras Cristalinas: Serra do Mar (com suas diversas denominações locais), Paranapiacaba, Mantiqueira e
Espinhaço
Planalto Cristalinos: Planalto Nordestino (incluindo Borborema), Chapada Diamantina (Planalto Baiano), Planalto do
Sul de Minas (ou do Alto Rio Grande) e Planalto do Pampa
b. Planalto Central
Escudo Sul-Antagónico (ou Bóreo-Brasília)
Escudo Araguaio-Tocantino
c. Planalto Meridional
Depressão Periférica: Depressão Paulista, Planalto dos Campos-Gerais (ou Segundo Planalto paranaense),
Depressão do Jacuí (no Rio Grande do Sul)
Planalto Arenito-Basáltico: “cuestas” (serras de Maracaju, Caiapó, Itaquerí, São Pedro, Botucatu, Fartura,
Esperança, Geral, Botucaraí, São Xavier, etc.), Planalto do Alto Paraná, Triângulo Mineiro, Planalto Ocidental de
São Paulo, sudeste de Mato-Grosso, Planalto de Guarapuava (ou Terceiro Planalto paranaense), Planalto do Alto
Uruguai (ou das Missões)
2. Planalto das Guianas
3. Planície Amazônica
4. Planície do Alto Paraguai ou do Pantanal
5. Planícies Costeiras
Segundo com a classificação do geógrafo paulista Ab'Saber (de 1964, aprimorada em trabalhos subsequentes), pioneiro na
identificação dos grandes domínios morfoclimáticos nacionais, podem ser identificados dois grandes tipos de unidades de
relevo no território brasileiro: planaltos e planícies.[11][12]
De acordo com o geógrafo, as unidades de relevo do Brasil são as seguintes, apresentando alguns termos variantes:[11]
Planaltos
Planalto das Guianas
Planalto Brasileiro, com cinco unidades:
Planalto Central (ou Goiano Mato-grossense)
Planalto Meridional (ou Gonduânico sul-brasileiro),
Planalto do Maranhão-Piauí (ou do Meio-Norte)
Planalto Nordestino (ou da Borborema)
Serras e Planaltos do Leste e do Sudeste (ou Planalto Oriental e Sul-oriental, ou ainda, Planalto Atlântico do Brasil)
Engeln (1942)
Azevedo (1949)
Ab'Saber (1964)
01/04/2025, 10:10 Relevo do Brasil – Wikipédia, a enciclopédia livre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Relevo_do_Brasil 2/9
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aroldo_de_Azevedo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulista
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aziz_Ab%27Saber
https://pt.wikipedia.org/wiki/Planalto
Planalto Uruguaio-sul-rio-grandense (ou Planalto Uruguaio-rio-grandense)
Planícies
Planícies e Terras Baixas Amazônicas (ou Baixos Platôs [Tabuleiros] e Planícies da Amazônia)
Planícies e Terras Baixas Costeiras (ou Baixos Platôs [Tabuleiros] e Planícies Costeiras)
Planície do Paraguai (ou Planície do Pantanal Mato-grossense, Baixada Mato-grossense)[13]
Mais adiante, tal esquema é descrito em maiores detalhes.
Em 1967, o geógrafo desenvolveu outro importante esquema de classificação do território brasileiro, o de domínios
morfoclimáticos e fitogeográficos, o qual, no entanto, leva em conta como critérios não apenas o relevo, mas também
características climáticas e botânicas.[14]
Entre 1973 e 1987, foram publicados os vários volumes do Levantamento de recursos naturais do Projeto Radambrasil,[15]
cujas informações sobre relevo seriam sintetizadas em 1993 num mapa elaborado pelo IBGE. Neste mapa, foram identificadas
65 Unidades de Relevo, agrupadas em 15 Sub-Domínios e 3 Domínios Morfoestruturais.[16]
Em 2006, uma segunda edição deste mapa ampliou o número de Unidades de Relevo para 167, em decorrência do
detalhamento da Amazônia Legal (com subsídios do Projeto Sivam) e outras regiões.[17]
Com levantamentos detalhados sobre as características geológicas, geomorfólogicas, de solo, de hidrografia e vegetação do país,
foi possível conhecer mais profundamente o relevo brasileiro e chegar a uma classificação mais detalhada, proposta nos anos
1980 (com melhoras em trabalhos subsequentes) pelo geógrafo Jurandyr Ross, do Departamento de Geografia da Universidade
de São Paulo. Na classificação de Ross, são consideradas três principais formas de relevo: planaltos, planícies e
depressões.[18][19]
Tendo participado do Projeto Radam e levado em consideração a classificação de Ab'Saber, Ross propôs uma divisão do relevo
do Brasil tão detalhada quanto osnovos conhecimentos adquiridos sobre o território brasileiro nos dois primeiros projetos. Por
isso, ela é mais complexa que as anteriores. Sua proposta é importante porque resulta de um trabalho realizado com o uso de
técnicas modernas, que permitem saber com mais conhecimento como é formado o relevo brasileiro. Esse conhecimento é
fundamental para vários projetos (exploração de recursos minerais, agricultura) desenvolvidos no país.
Ross aprofundou o critério morfoclimático da classificação de Ab'Saber, que passou a fazer parte de um conjunto de outros
fatores, como a estrutura geológica e a ação dos agentes externos do relevo, passados e presentes. Esta terceira classificação
considera também o nível altimétrico, já utilizado pelo professor Aroldo de Azevedo, embora as cotas de altitude sejam
diferentes das anteriores.
Desse modo, a classificação de Jurandyr Ross está baseada em três maneiras de explicar as formas de relevo:
Morfoestrutural: leva em conta a estrutura geológica;
Morfoclimática: considera o clima e o relevo;
Morfoescultural: considera a ação de agentes externos.
Cada um desses critérios criou um "grupo" diferente de formas de relevo, ou três níveis, que foram chamados de táxons e
obedecem a uma hierarquia.
1º táxon: Considera a forma de relevo que se destaca em determinada área — planalto, planície e depressão.
2º táxon: Leva em consideração a estrutura geológica onde os planaltos foram modelados — bacias sedimentares,
núcleos cristalinos arqueados, cinturões orogênicos e coberturas sedimentares sobre o embasamento cristalino.
3º táxon: Considera as unidades morfoesculturais, formada tanto por planícies como por planaltos e depressões, usando
nomes locais e regionais.
O relevo de determinada região depende de sua estrutura morfológica. Tendo sido feita uma nova classificação do relevo, e
corresponde uma nova análise da estrutura geológica brasileira.
As novas 28 unidades do relevo brasileiro foram divididas em onze planaltos, seis planícies e onze depressões.
Compreendem a maior parte do território brasileiro, sendo a grande maioria considerada vestígios de antigas formações
erodidas. Os planaltos são chamados de "formas residuais" (de resíduo, ou seja, do que ficou do relevo atacado pela erosão).
Podemos considerar alguns tipos gerais:
Projeto Radambrasil (1973-1987)
Jurandyr Ross (1985)
Planaltos
01/04/2025, 10:10 Relevo do Brasil – Wikipédia, a enciclopédia livre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Relevo_do_Brasil 3/9
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dom%C3%ADnios_morfoclim%C3%A1ticos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dom%C3%ADnios_morfoclim%C3%A1ticos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto_Radambrasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/IBGE
https://pt.wikipedia.org/wiki/SIVAM
https://pt.wikipedia.org/wiki/Geologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Geomorfologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Solo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrografia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vegeta%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jurandyr_Ross
https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_S%C3%A3o_Paulo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_S%C3%A3o_Paulo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Depress%C3%A3o_(geografia)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto_Radam
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aroldo_de_Azevedo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Geologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Planalto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Plan%C3%ADcie
https://pt.wikipedia.org/wiki/Depress%C3%A3o_(geografia)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
Planaltos em bacias sedimentares, como o Planalto da Amazônia Oriental, os Planaltos e Chapadas da Bacia do
Parnaíba e os Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná. Podem ser limitados por depressões periféricas, como a
Paulista, ou marginais, como a Norte-Amazônica.
Planaltos em intrusões e coberturas residuais da plataforma (escudos): São formações antigas da era Pré-
Cambriana, possuem grande parte de sua extensão recoberta por terrenos sedimentares. Temos como exemplos os
Planaltos Residuais Norte-Amazônicos, chamados de Planalto das Guianas nas classificações anteriores.
Planaltos em núcleos cristalinos arqueados. São planaltos que, embora isolados e distantes um dos outros, possuem a
mesma forma, ligeiramente arredondada. Podemos citar como exemplo o Planalto da Borborema.
Planaltos dos cinturões orogênicos: são os planaltos que ocorrem nas faixas de orogenia antiga correspondem a
relevos residuais por litologias diversas, quase sempre metamórficas associadas a intrusivas. Estas unidades estão em
áreas de estruturas dobradas correspondentes aos cinturões Paraguai-Araguaia, Brasília e Atlântico. Nesses planaltos
encontram se inúmeras serras, associadas a resíduos de estrutura dobradas intensamente, atacados por processos
erosivos. Tem-se como exemplo; os planaltos e serras do Atlântico leste-sudeste, os planaltos e serras de Goiás-Minas e
As Serras residuais do alto Paraguai.
Nos limites das bacias com os maciços antigos, processos erosivos formaram áreas rebaixadas, principalmente na Era
Cenozoica. São as depressões, onze no total, que recebem nomes diferentes, conforme suas características e localização.
Depressões periféricas: Nas regiões de contato entre estruturas sedimentares e cristalinas, como, por exemplo, a
Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense.
Depressões marginais: Margeiam as bordas de bacias sedimentares, esculpidas em estruturas cristalinas, como a
Depressão Marginal Sul-Amazônica.
Depressões interplanálticas: São áreas mais baixas em relação aos planaltos que as circundam, como a Depressão
Sertaneja e do São Francisco.
No Nordeste Oriental a Depressão Sertaneja e do rio São Francisco sofreram transgressão marinha, o que contribuiu para a
presença de fósseis de répteis gigantescos na Chapada do Araripe e em jazidas de sal-gema (cloreto de sódio) encontrado no
subsolo. Na história do Brasil, tais jazidas de sal-gema eram chamadas de “barreiros” – elas facilitaram a expansão da pecuária
pelo Sertão do Nordeste e pelo Piauí, através dos eixos dos rios São Francisco e Parnaíba.[carece de fontes?]
No Sul e Sudeste do Brasil, as depressões desenham um grande, representado pela Serra Geral, separando os terrenos do
Planalto Cristalino (continuação da Serra do Mar no sul) dos terrenos do Planalto Arenito-Basáltico. Entre este e o Planalto
Vulcânico há uma linha de “cuestas”, relevo dissimétrico produto de erosão diferencial sobre camadas de rochas de resistências
diferentes aos agentes externos do relevo.[carece de fontes?]
As “cuestas” apresentam uma encosta íngreme de um lado (frente de cuesta) e outra levemente inclinada. Esta escarpa
levemente inclinada é constituída de rochas magmáticas metamórficas mais resistentes à erosão. Por outro lado, a frente de
uma cuesta é formada de terrenos menos resistentes.[carece de fontes?]
Nessa classificação grande parte do que era considerado planície passou a ser classificada como depressão marginal. Com isso
as unidades das planícies ocupa agora uma porção menor no território brasileiro. Podemos distinguir:
Planícies costeiras: Encontradas no litoral como as Planícies e Tabuleiros Litorâneos.
Planícies continentais: Situadas no interior do país, como a Planície do Pantanal. Na Amazônia, são consideradas
planícies as terras situadas junto aos rios. O professor Aziz Ab'Saber já fazia esta distinção, chamando as várzeas de
planícies típicas e as outras áreas de baixos-platôs.
A seguir, uma comparação entre a terminologia de classificações antigas e mais recentes, exemplificadas pelos trabalho de
Azevedo (1949), Ab'Saber (1964) e Jurandy Ross (1996).
Depressões
Planícies
Quadro comparativo
01/04/2025, 10:10 Relevo do Brasil – Wikipédia, a enciclopédia livre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Relevo_do_Brasil 4/9
https://pt.wikipedia.org/wiki/Planalto_das_Guianas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cenozoico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cenozoico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_S%C3%A3o_Francisco
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil_Col%C3%B4nia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Livro_de_estilo/Cite_as_fonteshttps://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Livro_de_estilo/Cite_as_fontes
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Livro_de_estilo/Cite_as_fontes
https://pt.wikipedia.org/wiki/Plan%C3%ADcie_do_Pantanal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Amaz%C3%B4nia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aziz_Ab%27Saber
Azevedo (1949)[20] Ab'Saber (1964)[21] Ross (1996)[22]
– – A. Planaltos
– – A1. Planaltos em bacias sedimentares
Planície Amazônica (em parte) Planícies e Terras Baixas Amazônicas (em parte) 1. Planalto da Amazônia oriental
Planície Amazônica (em parte),
Planalto Central (em parte)
Planalto do Maranhão-Piauí, Planalto Central (em
parte)
2. Planaltos e chapadas da bacia do
Parnaíba
Planalto Meridional: Planalto
Arenito-Basáltico (em parte) Planalto Meridional (em parte) 3. Planaltos e chapadas da bacia do Paraná
– – A2. Planaltos em intrusões e coberturas
residuais da plataforma
Planalto Central (em parte) Planalto Central (em parte) 4. Planaltos e chapadas do Parecis
Planalto das Guianas (em parte) Planalto das Guianas (em parte) 5. Planaltos residuais norte-amazônicos
Planalto Central (em parte) Planalto Central (em parte) 6. Planaltos residuais sul-amazônicos
– – A3. Planaltos em cinturões orogênicos
Planalto Atlântico (em parte) Serras e Planaltos do Leste e Sudeste (em parte) 7. Planaltos e serras do Atlântico leste
sudeste
Planalto Central (em parte) Serras e Planaltos do Leste e Sudeste (em parte),
Planalto Central (em parte) 8. Planaltos e serras de Goiás-Minas
Planalto Meridional: Planalto
Arenito-Basáltico (em parte),
Planalto Central (em parte)
Planalto Meridional (em parte), Planalto Central
(em parte) 9. Serras residuais do Alto Paraguai
– – A3. Planaltos em núcleos cristalinos
arqueados
Planalto Atlântico: Planalto
Nordestino (em parte) Planalto Nordestino (em parte) 10. Planalto da Borborema
Planalto Atlântico: Planalto do
Pampa Planalto Uruguaio-rio-grandense (em parte) 11. Planalto sul-rio-grandense
– – B. Depressões
Planície Amazônica (em parte) Planícies e Terras Baixas Amazônicas (em parte)
12. Depressão da Amazônia ocidental
(chamada originalmente, no artigo de 1985,
de “Planalto da Amazônia ocidental”)[23]
Planalto das Guianas (em parte),
Planície Amazônica (em parte)
Planalto das Guianas (em parte), Planícies e
Terras Baixas Amazônicas (em parte) 13. Depressão marginal norte-amazônica
Planalto Central (em parte) Planalto Central (em parte) 14. Depressão marginal sul-amazônica
Planalto Central (em parte) Planalto Central (em parte) 15. Depressão do Araguaia
Planalto Central (em parte) Planalto Central (em parte) 16. Depressão cuiabana
Planalto Central (em parte) Planalto Central (em parte) 17. Depressão do Alto Paraguai-Guaporé
Planalto Meridional (em parte) Planalto Meridional (em parte) 18. Depressão do Miranda
Planalto Atlântico (em parte),
Planalto Central (em parte)
Planalto Nordestino (em parte), Planalto Central
(em parte)
19. Depressão sertaneja e do São
Francisco
Planalto Central (em parte) Planalto Central (em parte) 20. Depressão do Tocantins
Planalto Meridional: Depressão
Periférica (em parte) Planalto Meridional (em parte) 21. Depressão periférica da borda leste da
bacia do Paraná
Planalto Meridional: Depressão
Periférica (em parte) Planalto Meridional (em parte) 22. Depressão periférica sul-rio-grandense
– – C. Planícies
Planície Amazônica (em parte) Planícies e Terras Baixas Amazônicas (em parte) 23. Planície do rio Amazonas
Planalto Central (em parte) Planalto Central (em parte) 24. Planície do rio Araguaia
Planalto Central (em parte) Planícies e Terras Baixas Amazônicas (em parte) 25. Planície e pantanal do rio Guaporé
Planície do Alto Paraguai ou do
Pantanal Planície do Pantanal 26. Planície e pantanal do rio Paraguai ou
mato-grossense
Planície Costeira (em parte) Planícies e Terras Baixas Costeiras (em parte) 27. Planície das lagoas dos Patos e Mirim
Planície Costeira (em parte) Planícies e Terras Baixas Costeiras (em parte) 28. Planícies e tabuleiros litorâneos
01/04/2025, 10:10 Relevo do Brasil – Wikipédia, a enciclopédia livre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Relevo_do_Brasil 5/9
Vista aérea do Monte Roraima
(RR).
Chapada dos Guimarães (MT).
Adotando a classificação de Ab'Saber (1964), já sumarizada acima, são descritas a seguir as unidades de relevo do país, em
maiores detalhes.[11]
Os planaltos ocupam aproximadamente 5.000.000 km² e distribuem-se basicamente em duas grandes áreas, separadas entre si
por planícies e platôs: o Planalto das Guianas e o Planalto Brasileiro.
As baixas altitudes dos relevos brasileiros são devido ao Brasil estar situado sobre uma enorme placa tectônica onde não há
choque com outras placas, que originam os chamados dobramentos modernos, que resultam do movimento de colisão entre
placas, onde uma empurra a outra chamado movimento convergente.[carece de fontes?]
Sob o ponto de vista de influência da estrutura geológica nas formas de relevo, ou seja, morfoestruturalmente, na região Centro-
Oeste e no Meio-Norte do Brasil surgem as chapadas com seus topos horizontais e declividade acentuada nas bordas. As
chapadas do Centro-Oeste, como a dos Parecis e dos Guimarães, são divisores de águas entre as Bacias Amazônicas, Platina, do
rio São Francisco e do rio Tocantins.[carece de fontes?]
O Planalto das Guianas situa-se na parte norte do país, estendendo-se ainda pela Venezuela,
Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Parte integrante do escudo da Guianas, apresenta rochas
cristalinas muito antigas (do período Pré-Cambriano), intensamente desgastadas. Pode ser
dividido em duas grandes unidades:
Região serrana, situada nos limites setentrionais do planalto. Como o próprio nome
indica, apresenta-se como uma linha de serras, geralmente com mais de 2.000 metros de
altitude. Nessa região, na serra do Imeri ou Tapirapecó, localiza-se o Pico da Neblina, com
2.994 metros, ponto mais alto do Brasil. Fazem parte desse planalto, ainda, as serras de Parima, Pacaraima, Acaraí e
Tumucumaque;
Planalto Norte Amazônico, situado ao sul da região serrana, caracterizado por altitudes modestas, inferiores a 800
metros, intensamente erodidas e recobertas pela densa selva amazônica.
O planalto é um divisor de águas das bacias fluviais do Orinoco (na Venezuela) e do Amazonas (afluentes da margem esquerda,
ao norte).
O Planalto Brasileiro é um vasto planalto que se estende por toda a porção central do Brasil, prolongando-se até o nordeste,
leste, sudeste e sul do território. É constituído principalmente por terrenos cristalinos, muito desgastados, mas abriga bolsões
cristalinos significativos. Por ser tão extenso, é dividido em cinco unidades: Planalto Central, Planalto Meridional, Planalto do
Meio-Norte (ou Maranhão-Piauí), Planalto Nordestino (da Borborema), e as Serras e Planaltos do Leste e Sudeste.
O Planalto Central (ou Goiano Mato-grossense), na porção central do país, caracteriza-se pela
presença de terrenos cristalinos (do Pré-Cambriano) que alternam com terrenos sedimentares
do Paleozoico e do Mesozoico. Nessa região aparecem diversos planaltos, mas as feições mais
marcantes são as chapadas, principalmente as dos Parecis, dos Guimarães, dos Pacaás Novos,
dos Veadeiros e o Espigão Mestre, que serve como divisor de águas dos rios São Francisco e
Tocantins.
O Planalto Meridional (ou Gonduânico sul-brasileiro), situado nas terras banhadas pelos rios Paraná e Uruguai, na região Sul,
estende-se parcialmente pelas regiões Sudeste e Centro-Oeste. É dominado por terrenos sedimentares recobertos parcialmente
por lavas vulcânicas (basalto). Nessa porção do relevo brasileiro, existem extensas cuestas emoldurando a bacia do Paraná.
Apresenta duas subdivisões: o planalto arenito-basáltico, formado por terrenos do Mesozoico (areníticos e basálticos)
fortemente erodidos, e a depressão periférica, faixa alongada e deprimida entre o planalto Arenito-basáltico, a oeste e o
Planalto Atlântico, a leste.
Descrição das unidades de relevo
Planaltos
Planalto das Guianas
Planalto Brasileiro
Planalto Central
Planalto Meridional01/04/2025, 10:10 Relevo do Brasil – Wikipédia, a enciclopédia livre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Relevo_do_Brasil 6/9
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Mt_Kukenan_from_Mt_Roraima_in_Guyana_HighLand_001.JPG
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Mt_Kukenan_from_Mt_Roraima_in_Guyana_HighLand_001.JPG
https://pt.wikipedia.org/wiki/Monte_Roraima
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Chapada_Guimaraes_V%C3%A9u_da_Noiva.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Chapada_Guimaraes_V%C3%A9u_da_Noiva.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Chapada_dos_Guimar%C3%A3es
https://pt.wikipedia.org/wiki/Planalto_das_Guianas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Planalto_Brasileiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Livro_de_estilo/Cite_as_fontes
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Livro_de_estilo/Cite_as_fontes
https://pt.wikipedia.org/wiki/Venezuela
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guiana
https://pt.wikipedia.org/wiki/Suriname
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guiana_Francesa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Escudo_(geologia)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guianas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9-Cambriano
https://pt.wikipedia.org/wiki/Serra_do_Imeri
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pico_da_Neblina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Serra_Parima
https://pt.wikipedia.org/wiki/Serra_de_Pacaraima
https://pt.wikipedia.org/wiki/Serra_Acara%C3%AD
https://pt.wikipedia.org/wiki/Serra_Tumucumaque
https://pt.wikipedia.org/wiki/Floresta_Amaz%C3%B4nica
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Planalto_Central
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Cuestas da serra de Itaqueri
(SP), no limite entre a
Depressão Periférica e o
Planalto Arenito-Basáltico.
Serra de Ibiapaba (CE e PI), no
Planalto do Meio-Norte.
Pedra da Boca (PB), no Planalto
Nordestino
Serra do Mar (RJ).
Coxilhas das Serras de Sudeste,
em Morro Redondo (RS).
O Planalto do Meio-Norte (ou Maranhão-Piauí) situa-se na parte sul e sudeste da bacia
sedimentar do Meio-Norte. Aparecem, nessa área, vários planaltos sedimentares de pequena
altitude, além de algumas cuestas.
O Planalto Nordestino (ou da Borborema), é uma região de altitudes modestas (de 200 m a
600 m) em que se alternam serras cristalinas, como as da Borborema e de Baturité, com
extensas chapadas sedimentares, como as do Araripe, do Ibiapaba, do Apodi e outras.
As Serras e Planaltos do Leste e do Sudeste (unidade também chamada pelo autor de Planalto
Oriental e Sul-oriental, ou Planalto Atlântico do Brasil), estão localizados próximos ao litoral,
formando o maior conjunto de terras altas do país, que se estende do nordeste até Santa
Catarina. Os terrenos são muito antigos, datando do período Pré-Cambriano, e integram as
terras do escudo Atlântico. Merecem destaque, nessa região, as serras do Mar, da Mantiqueira,
do Espinhaço, as chapadas Diamantina, de Caparaó ou da Chibata, onde se encontra o Pico da
Bandeira, com 2.890 metros, um dos mais elevados do relevo do Brasil. Essas elevações, altas
para os padrões brasileiros, já atingiram a a altitude dos dobramentos modernos, sendo
conseqüência dos movimentos diastróficos (movimentos de amplitude mundial que
produziram transformações no relevo dos continentes) ocorridos no Arqueozoico. Em muitos
trechos, essas serras desgastadas aparecem como verdadeiros "mares de morros" ou "pães de
açúcar".
O Planalto Uruguaio-sul-rio-grandense (também denominado com a omissão do "sul") aparece
no extremo meridional do Rio Grande do Sul e é constituído por terrenos cristalinos com
altitudes de 200 a 400 metros, caracterizando uma sucessão de colinas pouco salientes,
conhecidas localmente por coxilhas, ou ainda acidentes mais íngremes e elevados, conhecidos
como cerros (serros).
As planícies cobrem mais de 3.000.000 de km² do território brasileiro. Dividem-se em três
grandes áreas: a Planície Amazônica, a planície litorânea e o Pantanal Matogrossense.
A mais extensa área de terras baixas brasileiras está situada na região Norte. Trata-se da
planície Amazônica e planaltos circundantes, localizados entre o planalto das Guianas (ao
norte), o planalto Brasileiro (ao sul), o oceano Atlântico (a leste) e a cordilheira dos Andes (a
oeste).
A planície, propriamente dita, ocupa apenas uma pequena parte dessa região, estendendo-se
pelas margens do rio Amazonas e seus afluentes. Ao redor dela aparecem vastas extensões de
baixos-platôs, ou baixos-planaltos sedimentares.
Observando-se a disposição das terras da planície no sentido norte-sul, identificam-se três
níveis altimétricos no relevo:
Várzeas, junto à margem dos rios, apresentando-se terrenos de formação recente, que
sofrem inundações freqüentes, as quais sempre renovam a lâmina do solo;
Tesos ou terraços fluviais, cujas altitudes não ultrapassam os 30 m e que são periodicamente inundados;
Baixos-planaltos ou platôs, conhecidos localmente por terras firmes, salvos das inundações comuns, formados por
terrenos do Terciário.
As Planícies e Terras Baixas Costeiras (ou planícies litorâneas) formam uma longa e estreita faixa litorânea, que vai desde o
Amapá até o Rio Grande do Sul. Em alguns pontos dessa extensão, o planalto avança em direção ao mar e interrompe a faixa de
planície. Aparecem, nesses pontos, falésias, que são barreiras à beira-mar resultantes da erosão marinha.
Planalto do Meio-Norte
Planalto Nordestino
Serras e Planaltos do Leste e do Sudeste
Planalto Uruguaio-sul-rio-grandense
Planícies
Planícies e Terras Baixas Amazônicas
Planícies e Terras Baixas Costeiras
01/04/2025, 10:10 Relevo do Brasil – Wikipédia, a enciclopédia livre
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Rio Amazonas, próximo a
Manaus (AM).
Lençóis Maranhenses (MA).
Pantanal.
A planície costeira é constituída por terrenos do Terciário, que se apresentam como barreiras
ou tabuleiros, e por terrenos atuais ou do Quaternário, nas baixadas. As baixadas são
freqüentes no litoral e as mais extensas são a Fluminense, a Santista, a do Ribeira de Iguape e a
de Paranaguá.
As planícies costeiras dão origem, basicamente, às praias, mas ocorrem também dunas,
restingas, manguezais e outras formações.
A mais típica das planícies brasileiras é a planície do Pantanal (também chamada pelo autor de
Planície do Paraguai), constituída por terrenos do Quaternário, situada na porção oeste de
Mato Grosso do Sul e pequena extensão do sudoeste de Mato Grosso, entre os planaltos
Central e Meridional. Como é banhada pelo rio Paraguai e seus afluentes, é inundada
anualmente por ocasião das enchentes, quando vasto lençol aquático recobre quase toda a
região.
As partes mais elevadas do Pantanal são conhecidas pelo nome indevido de cordilheiras e as
partes mais deprimidas constituem as baías ou largos. Essas baías, durante as cheias, abrigam
lagoas que se interligam através de canais conhecidos como corixos.
O relevo brasileiro, assim como suas formações geológicas e outros elementos, faz parte da
geodiversidade e do patrimônio geológico do país. Dentre as iniciativas para a preservação e
conservação destes elementos, estão a inventariação de geossítios, além do estabelecimento de
geoparques e unidades de conservação.[24][25] Em 2006, foi criado o Geoparque Araripe, o
primeiro do Brasil e também das Américas.[26]
1. http://g1.globo.com/ciencia-e-
saude/noticia/2016/02/montanha-mais-alta-do-brasil-
cresce-152-metro-apos-revisao-de-medida.html
2. IBGE (2004).
3. Casal (1817), p. 28-29
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01/04/2025, 10:10 Relevo do Brasil – Wikipédia, a enciclopédia livre
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