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Aula 1 
1) Principais acepções jurídicas da palavra “direito”. 
Direito Positivo, Natural, Objetivo e Subjetivo 
2) Significado da palavra “justiça”. 
É o justo e correto, como o respeito à igualdade de todos os cidadãos, por exemplo. É o princípio básico que 
mantém a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal. 
3) Diferença entre “direito” e “jurisprudência”. 
Direito - Norma escrita criada pelo Poder Legislativo. 
Jurisprudência - É formada pelas decisões judiciais que se tornam referência obrigatória ou persuasiva ao longo do 
tempo. 
4) Diferença entre “jurista” e “jurisconsulto”. 
Jurista: Um advogado que representa clientes em processos judiciais. 
Jurisconsulto: Um profissional que atua como conselheiro e especialista em questões jurídicas, sem a prerrogativa 
de representar legalmente seus clientes em juízo 
6) Principais ramos do Direito Público. 
DIREITO CONSTITUCIONAL – Base de tudo, Constituição. 
DIREITO ADMINISTRATIVO - Regula a atividade do Estado com a finalidade o bem social comum 
DIREITO FINANCEIRO - União, estados, municípios e Distrito Federal. É um ramo autônomo, que estuda a atividade 
financeira do Estado sob o ponto de vista jurídico. 
DIREITO ELEITORAL – Direito ao voto, soberania popular, legitimidade etc. 
DIREITO URBANÍSTICO - Destinadas a ordenar os espaços habitáveis 
DIREITO PROCESSUAL - Direito adjetivo, define como os processos devem ser conduzidos, garantindo que as partes 
tenham um julgamento justo. 
DIREITO PENAL - regulam o poder de punir do Estado. 
DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO - Direito Internacional é o conjunto de normas que regula as relações externas 
DIREITO TRIBUTÁRIO - Regular como ocorre a cobrança de tributos pelo Estado das pessoas naturais e jurídicas. 
7) Principais ramos do Direito Privado. 
DIREITO CIVIL - Regula as relações e transações jurídicas entre as pessoas. 
DIREITO COMERCIAL - Rege as transações comerciais e trocas de bens e serviços por dinheiro. 
DIREITO DO TRABALHO - Regula as relações entre empregadores e empregados. 
DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO - regula as relações jurídicas entre pessoas de diferentes países. 
8) As correntes de ideias filosóficas do Jusnaturalismo e do Positivismo. 
Jusnaturalismo – O mesmo que “Direito Natural”, tais correntes defendiam o Direito Natural. Santo Tomás de 
Aquino – “Direito Natural de Deus para evitar o inferno” e, fazendo suas ideias perderem força, Hugo Grócio que 
defendia que o “Direito Natural é ainda anterior à crença em Deus.” 
Positivismo – As correntes filosóficas defendiam o “Direito Positivo”. Para os positivistas, todo conhecimento deve 
ser baseado nos fatos e na realidade concreta do homem. 
10) O Direito Natural e o Direito Positivo nos dias de hoje. 
Hoje, o Direito Natural deixa de ser antagônico ao Direito Positivo passando a ser norteador do Direito Positivo. 
Direito Objetivo ou seu oposto Direito Subjetivo. 
 
11) Conceito de Direito Natural e Direito Positivo. 
Direito Natural - Vem da natureza humana, é universal e imutável. 
Direito Positivo - Criado pelo Estado, muda com o tempo e varia conforme o país. 
12) Direitos abrangidos pelo Direito Positivo. 
Direitos Fundamentais, Direitos Civis, Direitos Políticos, Direitos Sociais, Direitos Trabalhistas, Direitos Econômicos e 
Direitos Ambientais. 
13) Conceito de Direito Objetivo. 
norma agendi (norma de ação). O Direito Objetivo se refere ao que é determinado por lei, a algo que se deve fazer 
para se estar de acordo com a lei. Exemplo: é proibido fumar em elevadores. 
14) Direito Objetivo e Direito Positivo. 
“Imagine que uma nova lei de trânsito foi aprovada, mas só entrará em vigor daqui a 6 meses. Durante esse 
período, essa norma faz parte do Direito Positivo (pois foi criada pelo Estado), mas ainda não pode ser aplicada, 
então não é Direito Objetivo. Quando a lei entra em vigor, passa a fazer parte do Direito Objetivo, pois pode ser 
exigida e aplicada.” 
15) Direito Histórico e Direito Positivo 
Direito Histórico - Explica como e por que as normas surgiram. É o direito fora de vigor 
Direito Positivo - São as normas vigentes, aplicadas no presente. 
o Direito Histórico influencia o Direito Positivo, pois as leis modernas muitas vezes são baseadas em costumes 
antigos e na experiência social. 
16) Direito Subjetivo 
Oposto ao Objetivo, o Direito Subjetivo (facultas agendi, faculdade de ação). O Direito Subjetivo se refere ao que se 
pode fazer, ao que é permitido, concedido pela lei. Ex: direito à defesa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 2 
1) Quais são os Princípios do Ordenamento Jurídico? 
Entrelaçamento – Segundo ele as diversas fontes do Direito encontram-se interligadas, entrelaçadas, formando um 
conjunto harmônico. Uma lei federal relaciona-se a outra estadual, somando-se o que cada uma determina, e não 
se anulando uma à outra; 
Fundamentação ou derivação – As normas jurídicas se fundem, originam e derivam as outras. Hierarquia, qualquer 
lei municipal precisa encontrar respaldo na constituição. 
2) Conceito de fontes do Direito. A classificação das fontes do Direito. 
São os meios pelos quais o Direito se manifesta. Podem ser, além da lei, a analogia, os costumes e os princípios 
gerais do Direito 
3) A Lei: fonte principal do Direito. Lei em sentido amplo e em sentido estrito. 
Lei em sentido estrito (stricto sensu) - indica o conjunto de normas que emanam apenas do Poder Legislativo. (Tudo 
que ele elabora, leis). 
Lei em sentido amplo ou sentido lato (lato sensu) - indica todo o Direito escrito, a elaborada pelo Poder 
Legislativo) e todas as outras formas normativas oriundas de outros poderes. 
4) As fontes secundárias: a analogia. 
É aplicar a uma situação não prevista em lei o dispositivo legal que se aplica a outra situação semelhante. 
5) Lei orgânica 
É a lei que rege a atuação de um órgão público ou que serve de fundamento e organiza uma instituição jurídica. Os 
municípios, por exemplo, são organizados por leis orgânicas. Neste caso, têm a função de constituições municipais. 
6) Hierarquia das Leis: a força hierárquica de cada lei, segundo a demonstração piramidal. 
1. Constituição Federal e suas emendas; 
2. Leis complementares; 
3. Leis federais (todas, exceto as complementares); 
4. Constituições estaduais e suas emendas; 
5. Leis complementares às constituições estaduais; 
6. Leis estaduais; 
7. Leis Orgânicas dos municípios; 
8. Leis municipais 
7) Regras para determinação da força hierárquica de cada lei (em sentido ampla). 
Hierarquia - Normas superiores prevalecem sobre as inferiores. (pirâmide da ordem de superioridade) 
Especialidade - Normas específicas prevalecem sobre normas gerais. 
Temporalidade - Normas mais recentes revogam as antigas, se forem compatíveis. 
Competência - Cada norma tem um campo de aplicação definido pela Constituição e deve ser respeitado. 
8) As Súmulas de Jurisprudência. 
Documentos cuja existência serve de precedente no momento em que outros juízes se vejam diante de situação 
parecida. 
9) A Doutrina e a Jurisprudência. 
Integrantes do Poder Judiciário formam jurisprudência. Quando as referidas opiniões são de professores de Direito, 
advogados ou outros profissionais da área jurídica, o conjunto delas será denominado doutrina. 
10) Papel das fontes do Direito secundárias nos dias de hoje. 
Hoje em dia, as fontes secundárias do Direito praticamente não têm mais aplicação em nosso sistema jurídico. À 
medida que os conflitos se repetem e que uma sociedade se moderniza, seus costumes e os princípios gerais do 
Direito vão sendo gradualmente transformados em normas escritas. 
11) As fontes secundárias: o costume 
O costume jurídico é uma prática social que se repete ao longo do tempo e é aceita pela sociedade como 
obrigatória. Ele é considerado uma fonte secundária do Direito, ou seja, não cria normas diretamente, mas pode 
influenciar sua aplicação e interpretação. Ex: Gorjetaem restaurantes. 
12) Elementos do costume 
Elemento Material (Repetição do Uso) - A prática deve ser contínua e reiterada ao longo do tempo. 
Elemento Psicológico (Opinio Juris) - A sociedade deve acreditar que aquela prática tem força obrigatória. O uso 
do décimo terceiro salário no Brasil antes de entrar na lei CLT. 
13) O Costume no Direito Brasileiro 
No Brasil, o costume não tem força de lei, mas pode ser utilizado em algumas situações: 
Complementação da Lei → Quando a lei permite que costumes sejam considerados (Exemplo: normas de comércio). 
Interpretação da Norma Jurídica → Os tribunais podem considerar costumes para esclarecer normas imprecisas. 
Costume contra a Lei (Contra Legem) → Não é aceito no Brasil; se um costume for contra uma lei expressa, a lei 
sempre prevalece. Ex: No Direito do Trabalho, práticas repetidas em empresas podem ser reconhecidas como "uso e 
costume", criando direitos para os trabalhadores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 3 
1) Diferença entre os artigos, os parágrafos, os incisos e as alíneas de uma lei. 
ARTIGO - é a unidade básica da lei. 
PARÁGRAFO - é a imediata divisão de um artigo, versando sobre assunto complementar ao trecho em que figura, 
explicando a disposição principal. Seu símbolo é §. 
INCISO - Ou item, é o elemento estrutural da lei que divide o artigo ou o parágrafo, atuando de forma a 
discriminar aquele, quando o assunto tratado não pode ser condensado nem constituir parágrafos. É expresso em 
algarismos romanos (I, II, III, IV etc.). 
ALÍNEA - Ou letra, é outro elemento estrutural da lei, consiste numa das subdivisões do artigo, assinalada por uma 
letra, destacada por intermédio de um parêntesis, assim: a) ... b) ... etc 
2) Características dos diversos tipos de Estado, ao longo da sua evolução histórica: 
Estado Antigo – Religiosidade e Natureza unitária 
Estado Grego - Cidades organizadas em cidades-Estado, auto suficientes, com características comuns e mesmas 
instituições sociais e religiosas, religião politeísta e pouca ou nenhuma mobilidade social. 
Estado Romano - Manteve sua organização em cidades-Estado, aristocracia no poder e politeísmo. 
Estado Medieval - Um poder maior, exercido pelo monarca, com uma infinidade de poderes menores, sem hierarquia 
definida (ducados, condados, baronatos etc.); incontável multiplicidade de ordens jurídicas (imperial, monárquica, 
eclesiástica etc.); Permanente instabilidade política, econômica e social e intensa necessidade de ordem e de 
autoridade. 
Estado Moderno - Nacional; Monárquico; Absolutista; Apresentava transformações sociais, econômicas e políticas 
decorrentes da participação da burguesia e das ideias políticas da época. 
3) A “polis” 
Os gregos denominavam “polis” as cidades-Estado, termo que, significa a arte de governar a cidade. 
4) Conceito de cidadão ao longo da história. 
Para os gregos, ser cidadão era ser habitante da cidade e poder participar das decisões que diziam respeito ao 
governo da cidade. Hoje, ser cidadão é poder conviver democraticamente em uma sociedade que garanta as 
melhores condições para cada um e para todos, de realização pessoal e coletiva, com base nas conquistas 
alcançadas pela humanidade, é ter acesso à Educação, à saúde, ao lazer, aos bens culturais, ao convívio 
equilibrado com o meio ambiente, é respeitar o outro, suas escolhas, seu credo, sua condição e opção sexual, 
política e filosófica. 
5) Fatos decisivos na formação do Estado Medieval. 
Dois fatos podem ser considerados decisivos pois puseram fim às cidades-Estado romanas e marcaram o advento 
dessa nova forma de organização: O domínio de uma grande extensão territorial e A proliferação do cristianismo, 
que substituiu o politeísmo existente até então. 
6) Fatores que se conjugaram continuamente para a formação do Estado Medieval. 
O advento do cristianismo, as invasões dos bárbaros e o feudalismo. 
7) Tipos de relacionamento dos súditos com os senhores feudais. 
Por vassalagem – os proprietários menos poderosos se colocavam a serviço do senhor feudal (senhor da terra), 
recebendo proteção e dando-lhe contribuição pecuniária e apoio nas guerras; 
Por benefício – quem não fosse proprietário recebia do senhor feudal uma faixa de terra para cultivar, extraindo 
dela o seu sustento e o da sua família. Em troca, dava ao senhor feudal uma parte da sua produção, denominada 
tributo; 
Por imunidade – ocorria quando o beneficiado não precisava pagar o tributo ao senhor feudal, para quem 
trabalhava como agente ou servidor. 
8) Influência da burguesia na formação do Estado Moderno. 
A burguesia foi fundamental para a formação do Estado Moderno, pois ajudou a consolidar um governo forte e 
centralizado, defendendo interesses como a segurança econômica, a proteção da propriedade privada e a 
unificação das leis. Esse modelo de Estado abriu caminho para o capitalismo e para as grandes revoluções 
burguesas, como a Revolução Francesa. 
9) As três grandes classes sociais do Estado Moderno. 
O clero (primeiro Estado), a nobreza (segundo Estado) e o povo (terceiro Estado). 
10) Conceito de Estado, segundo Marcelo Caetano. 
“um povo fixado num território, de que é senhor, e que dentro das fronteiras desse território institui, por 
autoridade própria, órgãos que elaborem as leis necessárias à vida coletiva e que imponham a respectiva 
execução” 
11) Elementos constitutivos do Estado Moderno. 
Um elemento humano, denominado povo, embora alguns estudiosos denominem-no população ou nação; Um 
elemento físico ou geográfico, denominado território; e Um elemento político, denominado soberania 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 4 
1) Diferença entre população, nação e povo. 
População - Conjunto de pessoas que vivem num território. Nacionais, estrangeiros ou apátridas. A população pode 
ser classificada em permanente e flutuante (pessoas em trânsito, de passagem pelo território). 
Nação - População determinada, que nasceu e habita um mesmo território, identificando-se também por meio da 
origem, da tradição, da cultura, dos costumes e da língua comum. 
Povo - É um conceito jurídico que serve para designar o conjunto de cidadãos, ou seja, aqueles de mesma 
nacionalidade que possuem direitos políticos (vinculadas a um determinado ordenamento jurídico). 
2) Tipos de Território e suas Particularidades 
Território Estatal ou Político - Base geográfica sobre a qual o Estado exerce soberania. Inclui terra firme, rios, 
lagos, mares interiores e espaço aéreo. Possui limites terrestres (fronteiras com outros países), marítimos (mar 
territorial de 12 milhas náuticas) e aéreos. 
Território Marítimo - Inclui o mar territorial (até 12 milhas náuticas da costa) onde o país tem plena soberania. Há 
ainda a Zona Econômica Exclusiva (200 milhas), onde o país tem direitos exclusivos de exploração dos recursos 
naturais. 
Território Aéreo - O espaço aéreo de um Estado corresponde à área sobre sua terra firme e mar territorial. Acima 
desse limite, há o "espaço aéreo livre", onde a navegação é regulada por convenções Internacionais. 
Território Econômico - Espaço explorado para fins comerciais e produtivos. Pode incluir zonas industriais, agrícolas 
e até blocos econômicos (como Mercosul e União Europeia). 
Território Jurídico - Refere-se ao espaço em que o Estado pode aplicar suas leis e exercer seu poder jurídico. Inclui 
embaixadas, consulados e áreas sob jurisdição especial. 
Território de Blocos Políticos ou Econômicos - União de países com interesses comuns, como confederações e 
federações. Exemplo: União Europeia, Comunidade de Estados Independentes (CEI). 
3) Diferença entre soberania e autonomia. 
Soberania - É o poder supremo e independente de um Estado, sem interferência externa. Refere-se à autoridade 
máxima de um país sobre seu território e sua capacidade de criar e aplicar leis sem subordinação a outro poder. 
No Brasil, por exemplo,a República Federativa do Brasil é soberana, ou seja, tem poder sobre todo o território 
nacional. 
Autonomia - É um poder relativo e limitado dentro de um Estado soberano. Estados, municípios e o Distrito Federal 
possuem autonomia para se autogovernar, mas estão subordinados à Constituição Federal e às leis nacionais. No 
Brasil, os estados membros têm autonomia para criar suas próprias leis estaduais, desde que não entrem em 
conflito com a Constituição Federal. 
Exemplo Ilustrativo: Imagine que um estado brasileiro (como São Paulo) decida criar uma nova política de 
transporte público. Ele pode fazer isso porque tem autonomia para legislar sobre questões estaduais. Porém, se São 
Paulo quisesse criar sua própria moeda ou estabelecer relações diplomáticas independentes com outros países, isso 
não seria permitido, pois essas decisões cabem ao governo soberano, que é a União (República Federativa do 
Brasil). 
4) As Formas de Estado 
Estado Unitário - É aquele que possui apenas uma esfera de poder (legislativo, executivo e judiciário), sem divisão 
política interna com autonomia significativa. Características: poder central toma todas as decisões e as administra 
em todo o território. Pode ser subdividido administrativamente, mas essas subdivisões não têm poder político 
autônomo. 
- Tipos de Estado Unitário: 
Simples: Totalmente centralizado, sem órgãos administrativos regionais autônomos. 
Desconcentrado: Criação de órgãos administrativos regionais, mas sem autonomia decisória. 
Descentralizado: Delegação de poder a regiões, que possuem autonomia administrativa (exemplo: França e 
Portugal). 
Estado Composto - É formado pela união de várias entidades políticas, que possuem autonomia interna, mas estão 
subordinadas a um governo central. 
- Tipos de Estado Composto: 
Federação: União de estados membros com autonomia, mas sem soberania (exemplo: Brasil, EUA, Alemanha). 
Confederação: União de estados soberanos que cooperam por meio de um órgão central, mas podem se separar a 
qualquer momento (exemplo histórico: Confederação Helvética, atual Suíça, entre 1815 e 1848). 
Uniões de Estados: 
Real: Dois ou mais Estados sob um único governante (exemplo histórico: monarquias sob um mesmo rei). 
Pessoal: O mesmo monarca governa diferentes países, sem unificação administrativa. 
Incorporada: Dois ou mais Estados independentes se fundem para formar um novo Estado único. (exemplo histórico: 
Incorporação do Texas aos Estados Unidos (1845): O Texas era um país independente até ser anexado pelos EUA, 
perdendo sua soberania e se tornando um estado americano.) 
5) Diferença entre a Federação e a Confederação. 
Federação - é um Estado único, com divisão de poderes entre governo central e Estados membros, mas sem 
soberania para esses Estados. Características: Os Estados membros não podem se separar unilateralmente. Existe 
uma Constituição única, que estabelece as regras da federação. O governo central é forte e possui autoridade 
sobre todo o território. 
Confederação - é uma aliança de Estados soberanos, que podem se retirar a qualquer momento. Características: Os 
Estados membros mantêm sua soberania e podem sair da Confederação. As decisões são tomadas por consenso e 
não há um governo central forte. Com o tempo, as confederações tendem a se enfraquecer ou evoluir para 
federações. 
6) Formação Histórica da Federação e da Confederação. Exemplos 
A primeira Federação surgiu nos Estados Unidos em 1787, com a adoção da Constituição Americana. O modelo foi 
criado para garantir maior estabilidade política e econômica, mantendo a união entre os Estados sem 
comprometer sua autonomia. Outros países adotaram o modelo, como Brasil, Alemanha e Suíça, tornando-se 
sistemas federativos. 
A Confederação já existia na Idade Média, mas sua forma moderna se consolidou com exemplos como: 
Confederação Helvética (atual Suíça, entre 1815 e 1848). Confederação Germânica (1815-1866). Confederação dos 
Estados do Sul dos EUA (durante a Guerra de Secessão, 1861-1865). Muitas confederações acabaram se 
transformando em federações, como ocorreu com os Estados Unidos e a Suíça. 
7) A Commonwealth. 
Comunidade Britânica Também chamada Commonwealth, foi criada em 1926 por ex-colônias da Grã-Bretanha, suas 
dependências e as da Austrália e Nova Zelândia. A sede fica em Londres. Um de seus objetivos é justamente abolir 
as tarifas comerciais entre seus participantes. A maior parte dos membros da Comunidade Britânica é identificada 
pelo símbolo britânico colocado no canto superior esquerdo de uma bandeira toda azul: Austrália, Nova Zelândia, 
etc. Países como Bahamas e Canadá também fazem parte da Comunidade Britânica, mas modificaram suas 
bandeiras. Para ingressar na comunidade, são necessários os seguintes requisitos: Reconhecer o monarca inglês 
como chefe da Commonwealth; Governar-se a si mesmo; Cooperar com os demais membros; Adotar o princípio da 
igualdade racial; e Ser admitido pelos demais membros. 
 
 
 
 
 
 
Aula 5 
1) As formas de governo puras e impuras segundo Aristóteles. 
Puras – Monarquia governo de um só, de caráter hereditário, que visa ao bem comum, com obediência às leias e às 
tradições. Aristocracia governo da minoria ou dos melhores (os mais ricos). República ou Democracia governo do 
povo, da maioria que exerce o respeito às leis e que beneficia a todos os cidadãos. 
Impuras – Tirania forma distorcida da monarquia, em que um só governa e chega ao poder por atos ilegais. 
Oligarquia governo de um grupo economicamente poderoso e Demagogia governo nas mãos de uma multidão 
revoltada que indiretamente domina os representantes 
2) Sentido do termo demagogia nos dias de hoje. 
Atualmente, demagogia é usada para descrever a prática de políticos e líderes que fazem promessas vazias, 
apelam à emoção do público e manipulam a opinião popular para obter poder, sem a real intenção de cumprir o 
que prometem. Características: Discurso populista (promessas exageradas ou irrealizáveis), Manipulação emocional, 
Simplicidade excessiva (apresenta soluções fáceis para problemas complexos) e Criação de inimigos. 
3) Conceito de democracia proposto por Abraham Lincoln. 
“A democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo”. Assim, é o governo do povo porque os governantes 
são eleitos a partir do povo, de pessoas, cidadãos, que constituem o povo de um Estado; pelo povo porque são os 
cidadãos que constituem o povo que escolhem os governantes, seus representantes na tomada de decisões que 
dizem respeito ao bem-estar do povo; para o povo porque esses governantes são eleitos para promover as medidas 
necessárias ao bem-estar do povo. 
4) A forma mista de governo. 
A forma mista de governo surge como um modelo intermediário, tentando combinar a estabilidade da monarquia, a 
experiência da aristocracia e a participação popular da democracia, evitando a concentração de poder e 
promovendo maior equilíbrio político. Já existia na Roma Antiga. Foi considerada a melhor forma de governo 
porque limitava o poder de uma única autoridade, evitando abusos. Exemplo Moderno: O Reino Unido é um exemplo 
de governo misto: Possui uma monarquia, representada pelo rei. Tem uma câmara aristocrática, chamada Câmara 
dos Lordes. e Conta com uma câmara democrática, chamada Câmara dos Comuns. Assim, o governo britânico é 
exercido pelo "rei e seu parlamento", misturando elementos monárquicos e democráticos. 
5) As formas de governo segundo Maquiavel. 
O Principiado - Governo exercido por um único governante, que pode ter adquirido o poder por herança 
(monarquia hereditária) ou conquista (monarquia nova). Características: O governante tem poder absoluto. 
Mantém o controle por meio da força, estratégia e, se necessário, da astúcia. A estabilidade do governo depende 
da habilidade do príncipe em manter o poder. (exemplo Monarquias Absolutistas da Idade Moderna.) 
O República - Forma de governo em que o poder é exercido pelo povo ou por representanteseleitos. 
Características: Os governantes são escolhidos pelo povo. O governo deve buscar o bem comum. A liberdade 
política e a participação popular são essenciais. (exemplo as repúblicas da Roma Antiga e dos Estados modernos). 
6) Características da monarquia e da república. 
Monarquia – Vitalicidade, Hereditariedade e Irresponsabilidade Política (Ele não deve explicações a quem quer 
que seja). 
República – Temporariedade, Eletividade e Responsabilidade 
7) Diferenças entre os diversos tipos de monarquia. 
Quanto à sucessão: 
Hereditária – O trono é transmitido dentro de uma mesma dinastia, seguindo regras preestabelecidas de sucessão. 
Eletiva – O monarca tem o direito de escolher seu sucessor ainda em vida. 
Quanto aos poderes do monarca: 
Monarquia Absoluta – Também chamada de ilimitada, nessa forma o monarca concentra todos os poderes do 
governo sem limitações institucionais. 
Monarquia Limitada – O monarca compartilha ou tem seu poder regulado por outras instituições. Subdivide-se em: 
⤷ Monarquia Constitucional – O monarca governa, mas seus poderes são limitados por uma constituição. Ele atua 
ao lado dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Exemplos: Bélgica, Dinamarca, Espanha e Noruega. 
⤷ Monarquia Parlamentar – O monarca é o chefe de Estado, mas não exerce o governo, que fica a cargo do 
primeiro-ministro. Ele "reina, mas não governa". Exemplo: Reino Unido. 
8) Conceito de República, segundo Rui Barbosa. 
Seria a forma de governo em que os dois primeiros poderes constitucionais - o Legislativo e o Executivo – derivam, 
realmente, de eleição popular. 
9) Os diversos tipos de repúblicas. 
Oligárquicas – quando a direção do Estado é confiada a um pequeno número de pessoas, que se encontram em 
situação de dominação. O povo não tem nenhuma autoridade, nem tem o poder de escolher os governantes; 
Aristocráticas – quando o direito de eleger os órgãos supremos do poder está nas mãos de uma classe privilegiada; 
Democráticas – quando o direito de eleger pertence aos cidadãos, que podem também ser eleitos, sem distinção de 
classe, respeitadas apenas as exigências legais quanto à capacidade para praticar atos jurídicos. 
10) O Caudilhismo. 
O caudilhismo é uma forma de exercício de poder caracterizada pela liderança carismática e autoritária de um 
caudilho, que governa sem admitir críticas ou oposição. Ele sobrepõe sua vontade à lei, tornando suas ordens 
incontestáveis. 
Características: Liderança forte e centralizadora, baseada no carisma do caudilho; O poder é exercido de forma 
autoritária, sem consulta popular; O sistema político gira em torno da figura do líder, não de uma ideologia sólida; 
Quando o caudilho morre ou perde força, seu sistema geralmente colapsa. O caudilhismo foi comum na América 
Latina após as independências (1810-1825), quando muitos líderes militares assumiram o poder alegando 
representar os interesses populares, mas acabaram consolidando regimes autoritários. (exemplo Getúlio Vargas) 
11) Modelos de Governo praticados na América Latina. 
Monárquico - Poder Moderador etc.): 
Executivo Vitalício – Propôs uma transição entre a monarquia e a república. Baseado na ideia de que os novos 
Estados independentes precisavam de um período de ditadura vitalícia antes de implementar o liberalismo. 
Executivo Colegiado - Previa que o poder executivo fosse exercido por um grupo de pessoas. 
Presidencialismo - Inspirado nos EUA. Foi o modelo que predominou na América Latina, estabelecendo presidentes 
eleitos como chefes do Executivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 6 
1) Funções de cada um dos Poderes do Estado. 
Poder Legislativo – Elaborar Leis 
Poder Executivo – Colocar em prática e fiscalizar o cumprimento das leis elaboradas pelo Legislativo 
Poder Judiciário – Transgredida a lei ele aplica a quem tenha à violado. 
2) Estrutura do Poder Judiciário brasileiro. 
Atua somente à nível Federal e Estadual 
Federal 
⤷ Comum – Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunais Regionais Federais (TRF) e Varas Federais. 
⤷ Especial – Superior Tribunal Militar (STM), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 
Estadual – Tribunais de Justiça e Varas Estaduais 
3)Diferença entre Sistema e Regime. 
Sistema - Refere-se à forma como os poderes Executivo e Legislativo se relacionam dentro de um Estado. Ou seja, 
trata-se da estrutura de organização e funcionamento do governo. Exemplos de sistemas de governo: 
Presidencialismo, Parlamentarismo e Semipresidencialismo. 
Regime - Está relacionado à maneira como o poder é exercido e à participação da população nas decisões 
políticas. Exemplos de regimes de governo: Democracia, Ditadura, Autoritarismo. 
Exemplo ilustrativo: Imagine que um país é como uma escola: O regime seria a filosofia educacional da escola. Se 
for uma escola democrática, os alunos podem opinar sobre as regras; se for autoritária, as regras são impostas sem 
discussão. O sistema seria a forma de organização da gestão escolar. Se a escola adota um modelo presidencialista, 
o diretor toma todas as decisões sozinho; se for parlamentarista, há um conselho escolar que decide junto com ele. 
Dessa forma, um país pode ter um sistema presidencialista dentro de um regime democrático (como os EUA e o 
Brasil) ou um sistema parlamentarista dentro de um regime autoritário (como a Alemanha nazista). 
4) Características do parlamentarismo. 
O Chefe de Estado (rei ou presidente) tem uma função simbólica e representativa. 
O Chefe de Governo é o Primeiro-Ministro, que governa de fato e é escolhido pelo Parlamento. 
O Executivo depende do apoio do Parlamento para governar. 
O Primeiro-Ministro pode ser destituído caso perca a confiança do Parlamento (moção de censura). 
Exemplo: Reino Unido, Canadá 
5) Características do Presidencialismo 
O Chefe de Estado e o Chefe de Governo são a mesma pessoa: o Presidente. 
O Presidente é eleito pelo voto popular e governa por um período fixo. 
A separação entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário é mais rígida. 
O Presidente não pode ser destituído facilmente, exceto por impeachment. 
Exemplo: Brasil, EUA 
6) Principais Diferenças entre Parlamentarismo e Presidencialismo. 
 
7) Tipos de democracia. 
Democracia direta – É aquela exercida pessoalmente pelo próprio cidadão. Onde é aplicada, funciona da seguinte 
forma: existe uma assembléia aberta a todos os cidadãos, que se reúne pelo menos uma vez ao ano, para votar 
assuntos de interesse coletivo, tais como leis ordinárias, tratados, realização de despesas, tributos etc.; 
Democracia indireta ou representativa – Aquela em que o povo concede um mandato a alguns cidadãos para, na 
condição de seus representantes, externarem a vontade popular e tomarem decisões em seu nome, como se o 
próprio povo estivesse governando. 
Democracia semidireta ou participativa – Aquela em que o povo concede mandato a seus representantes, mas 
também se manifesta diretamente por meio de institutos apropriados, tais como: Referendo (consulta popular que 
objetiva apreciar decisão tomada pelo governo (lei); Plebiscito (consulta popular prévia sobre decisão a ser 
tomada); Iniciativa popular (possibilidade de um certo número de eleitores vir a propor uma alteração no 
ordenamento jurídico, através de um anteprojeto de lei); Recall ou rechamada (instituto que objetiva fazer com 
que os eleitores voltem às urnas para resolver sobre as seguintes questões (nos Estados Unidos). 
8) Institutos da democracia semidireta ou participativa. 
Referendo – Consulta popular que objetiva apreciar decisão tomada pelo governo (lei); 
Plebiscito – Consulta popular prévia sobre decisão a ser tomada; 
Iniciativa popular – Possibilidade de um certo número de eleitores vir a propor uma alteração no ordenamento 
jurídico, através de um anteprojeto de lei; 
Recall ou rechamada – Instituto que objetiva fazer com que os eleitores voltem às urnas para resolver sobre as 
seguintes questões(nos Estados Unidos). 
9) Características dos regimes autocráticos. 
Imposição de dirigentes: o poder não é do povo, é imposto à ele; Absolutismo do poder; Os dirigente não são 
responsabilizados pelas ações; 
10) Espécies de regimes autocráticos. 
Ditadura (exemplo Brasil) 
Autoritarismo (exemplo Rússia Putin) 
Totalitarismo (exemplo Alemanha Nazista) 
11) Diferenças entre o autoritarismo e o totalitarismo, segundo Karl Loewenstein. 
Autoritarismo – Organização política na qual uma entidade única de poder monopoliza o poder político sem 
permitir aos destinatários do poder uma participação eficaz na formação da vontade estatal. 
Totalitarismo – Modela a vida privada, a alma os costumes do povo segundo uma ideologia dominante, que é 
imposta à força aos que não querem espontaneamente se adaptar a ela. A ideologia penetra a fundo na sociedade 
e pretende o controle total. 
12) Características do totalitarismo. 
Possui ideologia oficial, partido único liderado por um líder, o estado controla a política, a propaganda os meios 
militares e a economia. (exemplo Nazismo e Facismo) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 7 
1) Evolução histórica da ideia de que todo Estado deve ter uma Constituição (Constitucionalismo). 
As primeiras noções surgem na Grécia e Roma, com leis escritas e participação política. Na Idade Média, a Carta 
Magna (1215) na Inglaterra limitou o poder do rei e estabeleceu direitos aos nobres. 
Constitucionalismo Moderno (Séculos XVII-XVIII) - Revoluções como a Revolução Gloriosa (1688) e a Revolução 
Francesa (1789) consolidaram a necessidade de Constituições escritas. Destacam-se a Constituição dos EUA (1787) 
e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789). 
Constitucionalismo Contemporâneo (Século XX em diante) - Após as guerras mundiais, surge a ideia de Estado de 
Direito, com Constituições garantindo direitos fundamentais e controle do poder estatal. A Constituição se torna a 
base dos regimes democráticos, como a Constituição Brasileira de 1988. 
2) Diferenças entre as constituições: 
a) Constituições Materiais e Formais 
⤷ Materiais: Tratam apenas da estrutura do Estado e dos direitos fundamentais. 
⤷ Formais: Além da matéria constitucional, incluem normas com hierarquia superior às demais leis. 
b) Constituições Escritas e Não Escritas 
⤷ Escritas: Codificadas em um único documento (exemplo: Constituição Brasileira de 1988). 
⤷ Não escritas: Baseadas em costumes e textos esparsos (exemplo: Constituição Inglesa). 
c) Constituições Históricas e Dogmáticas 
⤷ Históricas: Resultado da evolução de tradições e costumes (exemplo: Constituição Inglesa). 
⤷ Dogmáticas: Criadas a partir de um conjunto de ideias e princípios em um determinado momento (exemplo: 
Constituição Brasileira de 1988). 
d) Constituições Populares, Outorgadas e Cesaristas 
⤷ Populares (Promulgadas): Criadas por representantes eleitos pelo povo (exemplo: Constituição Brasileira de 
1988). 
⤷ Outorgadas: Impostas pelo governante sem participação popular (exemplo: Constituição Brasileira de 1824). 
⤷ Cesaristas: Criadas sem a participação do povo, mas submetidas a um plebiscito ou referendo para legitimação. 
e) Constituições Imutáveis, Rígidas, Flexíveis e Semirrígidas 
⤷ Imutáveis: Não permitem alterações (exemplo: Constituição Francesa de 1814). 
⤷ Rígidas: Alteradas apenas por processos complexos (exemplo: Constituição Brasileira de 1988). 
⤷ Flexíveis: Podem ser alteradas como qualquer outra lei (exemplo: Constituição Inglesa). 
⤷ Semirrígidas: Algumas partes exigem processos complexos para alteração, outras não (exemplo: Constituição 
Brasileira de 1824). 
f) Constituições Sintéticas e Analíticas 
⤷ Sintéticas: Enxutas e abordam apenas os princípios fundamentais (exemplo: Constituição dos EUA de 1787). 
⤷ Analíticas: Extensas e detalhadas, abrangendo vários aspectos do Estado (exemplo: Constituição Brasileira de 
1988). 
g) Constituições Pétreas e Relativamente Pétreas 
⤷ Pétreas: Não podem ser alteradas (exemplo: Constituição que proíbe mudanças em sua estrutura básica). 
⤷ Relativamente Pétreas: Permitem alterações, exceto em cláusulas fundamentais (exemplo: Constituição Brasileira 
de 1988, que protege direitos fundamentais). 
h) Constituições Escritas e Reais ou Efetivas 
⤷ Escritas: Codificadas, mas podem não refletir a realidade política e social (exemplo: Constituições criadas por 
ditaduras). 
⤷ Reais ou Efetivas: Correspondem às aspirações da sociedade e são aplicadas na prática (exemplo: Constituição 
Inglesa). 
i) Constituições Originárias e Derivadas 
⤷ Originárias: Criam um novo princípio político (exemplo: Constituição dos EUA, que instituiu o federalismo). 
⤷ Derivadas: Baseiam-se em princípios já existentes (exemplo: Constituição Brasileira de 1988, que manteve 
aspectos presidencialistas e federalistas).