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PRECIPITAÇÃO DE PROTEÍNAS Universidade Estadual de Maringá Departamento de Bioquímica SOLUÇÃO SOBRENADANTE SUSPENSÃO PRECIPITADOAlbumina Ácido tricloroacético üAprender sobre as técnicas mais comuns usadas para purificar e concentrar proteínas de interesse; üReconhecer as proteínas como moléculas eletricamente carregadas; üAnalisar a influência do pH sobre as cargas elétricas nas moléculas das proteínas; üReconhecer os grupamentos responsáveis pela solubilidade das proteínas em água; üIdentificar os agentes que podem alterar essa solubilidade. OBJETIVOS A ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS A SOLUBILIDADE DAS PROTEÍNAS EM ÁGUA A solubilidade deve-se, em grande parte, à distribuição das cargas elétricas ao longo da superfície externa da proteína. Se a interação entre a proteína e a água for grande, a proteína será hidrossolúvel. A SOLUBILIDADE DAS PROTEÍNAS EM ÁGUA Se a interação proteína-proteína for grande e a interação proteína-água for pequena, a proteína tenderá a ser insolúvel. Agente precipitante PRECIPITAÇÃO E PROTEÍNAS A precipitação de proteínas é amplamente utilizada no processamento downstream de produtos biológicos, a fim de concentrar proteínas e purificá-las de vários contaminantes. O mecanismo subjacente de precipitação é alterar o potencial de solvatação do solvente, mais especificamente, diminuindo a solubilidade do soluto por adição de um reagente. AGENTES PRECIPITANTES Uma das maneiras de promover a precipitação de uma proteína é atingir o pH do seu ponto isoelétrico pela adição de ácidos ou bases metálicos. A precipitação isoelétrica não envolve a desnaturação da proteína. Ø Ação de ácidos, bases; Ø Sais neutros e de metais pesados; Ø Solventes orgânicos; Ø Temperatura. Os agentes precipitantes são compostos químicos que influem de maneira importante na solubilidade das proteínas e podem promover a precipitação. O calor também é um agente precipitante. Os diferentes agentes precipitantes atuam por diferentes mecanismos e o uso destes compostos acarretam na desnaturação da proteína. AGENTES PRECIPITANTES + + - - - Agente precipitante Alguns compostos eletricamente carregados podem interagir com as proteínas que possuem carga oposta, levando a formação de complexos insolúveis e agregados que acabam por precipitar. PRECIPITAÇÃO POR AÇÃO DO CALOR O calor pode desnaturar a maioria das proteínas, uma vez que a agitação térmica afeta as interações que estabilizam a estrutura tridimensional das proteínas, como as pontes de hidrogênio, interações dipolo-dipolo, interações de Van der Vaals, etc. PRECIPITAÇÃO PROTEÍNA DESNATURADAFORMA NATIVA CALOR PRECIPITAÇÃO POR SAIS DE METAIS PESADOS Por exemplo, o tratamento de uma solução de proteínas com acetato de chumbo leva à formação de um proteinato de chumbo insolúvel. Em pH 7,0 ou acima (pH > pI), as proteínas estão normalmente carregadas com cargas negativas. Os cátions de metais pesados como Hg2+, Pb2+, Cu2+, Fe2+, Cd2+, Ag+ e Zn2+ neutralizam estas cargas, fazendo com que as proteínas precipitem, formando proteinatos insolúveis. Os ânions dos reagentes acídicos podem combinar-se com as proteínas que possuem carga positiva, formando sais insolúveis. Dentre estes reagentes tem-se: ácido pícrico, ácido tânico, ácido sulfossalicílico e ácido tricloroacético. PRECIPITAÇÃO POR REAGENTES ACÍDICOS Um exemplo deste tipo de precipitação é a reação de proteínas com ácido tricloroacético, resultando na formação de tricloroacetato de proteína, insolúvel. + + + + + + + + pH polaridade do meio diminui –> interações entre polar-água diminuem –> interações entre grupo R – solvente aumenta -> PROTEÍNAS VIRAM DO AVESSO (MEIO MAIS APOLAR) A força de atração entre dois íons de cargas opostas (F), pode ser expressa como: e+ e- F = _______ D r2 onde e+ e e- são as cargas dos íons, D a constante dielétrica e r, a distância entre as cargas. D H20= 75,56 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS • Enumerar 6 tubos de ensaio e pipetar 2mL de solução de albumina 10% em cada tubo. • Colocar o tubo 1 para aquecer em banho-maria • No tubo 2 pipetar 3 gotas de sulfato de cobre e agitar • No tubo 3 pipetar 5 gotas de acetato de chumbo e agitar • No tubo 4 pipetar 6 gotas de TCA 10% • No tubo 5 pipetar 20 gotas de Etanol (D=24,30) • No tubo 6 pipetar 10 gotas de Acetona (D=20) • Adicionar NaOH 2,5M lentamente no tubo 4 e observar a reversão da precipitação. • Anotar e interpretar o que ocorre em cada tubo. Parte 1: os agentes precipitantes Reações de precipitação sem desnaturação Quando pH = pI não existe repulsão eletrostática entre as moléculas proteicas vizinhas e elas tendem a precipitar. Contudo, em valores de pH acima ou abaixo do ponto isoelétrico, todas as moléculas proteicas possuem uma carga efetiva de mesmo sinal e se repelem, evitando a coalescência das moléculas isoladas em agregados insolúveis. A proteína precipitada isoeletricamente permanece na sua conformação nativa (não é desnaturada) e pode ser redissolvida em um meio que apresente um pH adequado e concentração de sal conveniente. Assim, na precipitação isoelétrica geralmente a proteína não desnatura. PRECIPITAÇÃO ISOELÉTRICA pH = pI → carga 0pH pI → carga - pH = pI → carga 0pH pI → carga - Proteínas sem repulsão eletrostática se agregam formando precipitados insolúveis Parte 2: precipitação isoelétrica PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS • Em um tubo de ensaio pipetar 5mL de solução alcalina de caseína 1% (pH = 8) • Acrescentar 5 gotas de azul de bromofenol (agente de cor) • Adicionar HCl 0,1 N gota a gota até que ocorra a precipitação • Agitar o tubo entre cada gota de HCl adicionada • Solubilizar novamente o precipitado adicionando NaOH • Anotar o que ocorre em relação ao surgimento de precipitado e a cor do indicador de pH Solubilização e precipitação por salificação 1) Solubilização por salificação (sal aumenta interação proteína-proteína -> precipitação. Adição de cloreto de sódio-> aumenta interação proteína-sal -> proteína solúvel (salting-in). Sais interagem com as cargas positivas e negativas das proteínas 2) Precipitação por salificação (sal aumenta interação proteína-sal -> proteína solúvel (salting-in). Sulfato de amônio rouba a água da proteína para se solubilizar. A retirada de água -> aumenta a interação proteína-proteína -> proteína insolúvel (salting-out). Precisa de muita água para que ele fique solúvel no meio (ele rouba a água da proteína). Preparar em um béquer de 250 mL a clara de um ovo. Adicionar 200 mL de água desalada e agitar com bastão de vidro. As globulinas precipitam e a albumina permanece em solução. 1) Solubilização por salificação (sal• Pipetar 5 mL da solução preparada em um tubo de ensaio. • Adicionar cloreto de sódio 2 M, gota a gota, até a redissolução do precipitado de proteínas. Esta redissolução se deve à restauração da força iônica original. Parte 3: Salting-in e salting-out PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS 2) Precipitação por salificação (sal