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A
333
Masculino
3
População (milhões) População (milhões)Grupo
de idade
2�4 1�8 1�2 0�6 0
FemininoSudão – 2016
0 0�6 1�2 1�8 2�4 3
5 - 9
0 - 4
15 - 19
10 - 14
25 - 29
20 - 24
35 - 39
30 - 34
45 - 49
40 - 44
55 - 59
50 - 54
65 - 69
60 - 64
75 - 79
70 - 74
85 - 89
80 - 84
95 - 99
90 - 94
+100
Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2018. Adaptado.
8. Migrações internacionais
A. Origem e Destino de Migrantes Internacionais
Da observação do mapa, verifica-se que as migrações 
internacionais podem ser classificadas em quatro tipos: mi-
grações internas aos continentes ou às regiões (a exemplo 
da Europa), que são as mais comuns; Sul-Norte, retratando o 
deslocamento, por motivos econômicos, de pessoas de paí-
ses pobres para os países ricos; Sul-Sul, envolvendo países 
vizinhos, geralmente os emergentes, que atraem pessoas de 
países agrários em busca de melhores perspectivas econô-
micas, destacando-se, pelo mapa, sul-americanos vindo para 
o Brasil e africanos indo para a Nigéria e a África do Sul; Norte-
-Norte, que são consequência da globalização, em virtude da 
integração das economias nacionais, deslocando-se mão de 
obra qualificada. A migração de trabalhadores qualificados 
corresponde à “migração de cérebros”, sobressaindo países 
emergentes e ricos.
Migrações internacionais 
0.01
0.08
0.13 0.35 0.25
0.02
1.65
1.07
15.69
0.31
0.73
0.14
1.29
2.44
0.06
1.24
1.34
0.84
1.33
1.30
9.578.22
0.22
3.10
8.53
0.30
3.13
35.49
13.18
0.35
3.54
0.53
0.75
19.72
31.52
AMÉRICA
DO NORTE
AMÉRICA
LATINA E
CARAÍBAS
EUROPA
ÁSIA
OCEANIA
ÁFRICA
N
Índice de desenvolvimento humano (2007)
Muito elevado
Elevado
Médio
Baixo
O tamanho dos países é proporcional à população de 2007�
Regiões
América do Norte
Europa
Oceania
América Latina e Caraíbas
Ásia
África
Número de migrantes (em milhões)
Migração
Intrarregional
Fonte: ONU
Com o advento da globalização, a partir da década de 1990, ocorreu a integração econômico-cultural de pessoas e de 
países, devido à evolução tecnológica dos meios de comunicação e de transporte, que promoveu a redução das distân-
cias entre as fronteiras políticas e culturais. Houve significativo aumento dos fluxos migratórios no mundo, em virtude da 
rapidez dos meios de transporte, da exclusão social (miséria, fome) e de conflitos político-territoriais e étnico-religiosos, 
como ocorrem na Síria, no Afeganistão, no Iraque, na África do Norte (Líbia) e Subsaariana (Sudão do Sul, Somália, Nigéria, 
República Democrática do Congo, República Centro-Africana, entre outros).
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) migrantes os indivíduos que se deslocam por pro-
cesso voluntário (exemplo: alguém que cruza uma fronteira em busca de melhores oportunidades econômicas). Os refu-
giados são especificamente definidos e protegidos segundo o direito internacional, pois são pessoas que estão fora de 
seus países de origem por fundados temores de perseguição, conflito, violência ou outras circunstâncias que perturbam 
seriamente a ordem pública e que, como consequência disso, necessitam de “proteção internacional”.
Em dezembro de 2017, a ONU quantificou em 258 milhões as pessoas que saíram dos países onde nasceram e vivem 
em outros Estados, um aumento de 49% desde 2000. Os Estados Unidos são o país que mais pessoas atrai – 50 milhões 
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de migrantes. Arábia Saudita, Alemanha e Rússia têm, res-
pectivamente, a segunda, a terceira e a quarta maior co-
munidade de migrantes (cerca de 12 milhões cada um), 
seguindo-se o Reino Unido (nove milhões). Mais de 60% 
de todos os migrantes internacionais estão na Ásia (80 mi-
lhões) e na Europa (78 milhões). Os migrantes que procu-
ram países de alto rendimento subiram de 9,6% em 2000 
para 14% em 2017. 
9. Oriente Médio
Golfo de Omã
Golfo Pérsico
Mar Arábico
Mar Mediterrâneo
M
ar Cáspio
Mar Verm
elho
ÁFRICA
ARÁBIA
SAUDITA
OMÃ
IÊMEN
IRÃ
PAQUISTÃO
AFEGANISTÃO
IRAQUE
SÍRIA
TURQUIA
EUROPA
JORDÂNIAEGITO
ISRAEL
LÍBANO
KUWAIT
EMIRADOS
ÁRABES
UNIDOS
CATAR
BAREIN
CHIPRE
OCEANO
ÍNDICO
0 310 km
N
Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2018. Adaptado.
A. Introdução
O Oriente Médio ou Ásia Ocidental é uma área comple-
xa da geopolítica internacional, ocupando frequentemente 
os espaços na mídia (televisão, jornais e internet), devido 
aos conflitos regionais. A localização é estratégica entre 
três continentes: Europa, Ásia e África. Historicamente foi 
ponto de partida do expansionismo árabe, entre os sécu-
los VII e XV, além da formação do Império Otomano, entre 
os séculos XVII e XX. A diversidade étnica da área é justi-
ficada pela própria localização, passagem histórica entre 
os mundos ocidental e oriental, e complicada pelo fator 
religião, pois é o “berço” de três importantes religiões mo-
noteístas: Judaísmo, islamismo e cristianismo. A região 
também é caracterizada pela riqueza petrolífera (Golfo 
Pérsico), o que desperta o interesse internacional, sobre-
tudo das multinacionais, e pela predominância de climas 
áridos, que explicam a carência em recursos hídricos, ge-
ralmente disputados por países vizinhos. A exceção em 
relação a esses recursos está na Planície da Mesopotâmia, 
localizada entre os rios Tigre e Eufrates, que nascem na 
Turquia e atravessam a Síria e o Iraque.
B. A Questão Palestina
A Palestina é uma estreita faixa de terra desértica en-
tre o Mar Morto e o Mar Mediterrâneo, do Egito ao Líbano. É 
motivo de disputa entre dois povos: judeus ou israelenses 
e palestinos ou árabes. Os judeus acreditam que têm direi-
tos sobre a área, pois seus antepassados, os hebreus, ha-
bitavam a região até a invasão romana. Mas os palestinos 
ocupavam essa região desde a expansão árabe, passando 
pelo Império Otomano e pelo mandato britânico. É impor-
tante recordar que os judeus sofreram a diáspora e ficaram 
dispersos pelo mundo. No século XIX, na Europa, surgiu o 
movimento sionista, que objetivava criar o Estado Judaico 
de Israel, incentivando as migrações de judeus para a região 
habitada então por palestinos, o que deu início aos conflitos 
que ainda existem.
Jerusalém
Gaza
Tel Aviv
Eilat
Tel Aviv
Eilat
Cisjordânia
Jerusalém
Gaza
Ri
o 
Jo
rd
ão
Mar
Mediterrãneo
Mar
Mediterrãneo
Mar 
Morto
Mar 
Morto
Ri
o 
Jo
rd
ão
LÍBANO
SÍRIA
TRANSJORDÂNIA
EGITO EGITO
ISRAEL
LÍBANO
JORDÂNIA
SÍRIA
Estado judeu
Estado árabe
Área internacional
0 40 km
N
0 40 km
N
Áreas de ocupação
Egípcia
Jordaniana
Israelense
Plano de partilha da ONU – 1947 e Israel expandido 
Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2018. Adaptado.
A partilha da ONU teve ingerência estadunidense, que 
favoreceu Israel, pois, na própria divisão da Palestina, o 
povo palestino (árabe) ficou com 43% da área, enquanto Is-
rael ficou com 57%. Os EUA argumentaram a necessidade de 
“indenizar” historicamente os judeus, devido ao holocausto 
(2a Guerra Mundial) e à diáspora, patrocinada pelo Império 
Romano. O primeiro mapa mostra a tentativa da ONU de en-
cerrar os conflitos, dividindo a área em dois Estados, mas 
os palestinos não aceitaram, e apenas Israel se expandiu 
(observe o segundo mapa), deixando os palestinos como 
estrangeiros em sua própria terra natal. Muitos migraram 
para os países vizinhos, onde criaram uma resistência 
exemplificada pela criação da Fatah, grupo terrorista do líder 
palestino Iasser Arafat, que, mais tarde, tornou-se a Organi-
zação para a Libertação da Palestina (OLP), com o objetivo 
de expulsar os judeus da Palestina e criar o Estado Pales-
tino. Os conflitos radicalizaram-se, e o resultado foramas 
duas guerras mais marcantes. A primeira ocorreu em 1967 
e ficou conhecida por Guerra dos Seis Dias, quando Israel 
atacou, invadiu e anexou territórios do Egito, da Síria e da 
Jordânia, países árabes que apoiavam a OLP. Observam-se, 
pelo mapa a seguir, as áreas ocupadas: Península do Sinai e 
Faixa de Gaza (Egito), Cisjordânia (Jordânia) e as Colinas de 
Golã (Síria). Israel triplicou de tamanho e argumentou que 
a anexação desses territórios daria proteção militar à área 
originalmente destinada pela ONU. Mas, na realidade, o Es-
tado Judeu escondia interesses hídricos, ou seja, passou a 
controlar a nascente do Rio Jordão nas Colinas de Golã. Efe-
tivou a ocupação com soldados e a construção de assenta-
mentos, deslocando uma parte de sua população. A questão 
complicou-se, pois Gaza e Cisjordânia eram habitadas por 
palestinos que alimentavam o desejo de independência.
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Canal de Suez
Mar
Vermelho
Mar
Mediterrâneo
Península
do Sinai
LÍBANO
ISRAEL
JORDÂNIA
ARÁBIA
SAUDITA
EGITO
SÍRIA
Beirute Damasco
Golã
Cisjordânia
Jerusalém
Tel Aviv
Eilat
Gaza
Ocupação israelense
Ataques árabes (1973)
0 35 km
N
Guerras de 1967 e 1973
Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2018. Adaptado.
A resposta árabe ocorreu em 1973, na Guerra do Yom Ki-
ppur, em que Egito e Síria tentaram recuperar os territórios 
perdidos em 1967, mas fracassaram, ou seja, os judeus saí-
ram vitoriosos nos dois conflitos, sempre apoiados pelos EUA. 
A resistência árabe mudou de estratégia na década de 1980, 
surgindo a Intifada, de 1987 a 1993, com a população civil pa-
lestina, representada por crianças, jovem e até idosos, atirando 
objetos (pedras) nos soldados israelenses nos territórios ocu-
pados. O resultado foi positivo, surgindo, em 1993, o primeiro 
Acordo de Paz, assinado em Oslo (Noruega), pelo qual Israel 
passava para a Administração Palestina (Autoridade Nacional 
Palestina) a Faixa de Gaza e a cidade de Jericó, na Cisjordânia. 
Nos demais acordos, a participação palestina na Cisjordânia 
aumentou, preparando a criação do Estado Palestino. Mas, a 
partir de 2000, devido ao aumento da agressividade entre os 
dois povos, iniciou-se uma Nova Intifada, acabando com os 
acordos de paz. Em 2005, o primeiro-ministro Ariel Sharon re-
tirou os judeus da Faixa de Gaza, que hoje vive sob bloqueio 
israelense. Além das questões hídricas, da construção do Muro 
Protetor na Cisjordânia,da atuação de grupos terroristas como 
Hezbollah (sul do Líbano e xiita) e Hamas (Faixa de Gaza e su-
nita) e da ação de grupos e partidos extremistas judeus (exem-
plo: Partido Likud), o governo israelense continua ampliando 
os assentamentos judaicos na Cisjordânia, dificultando novos 
acordos de paz e o reconhecimento de um Estado Árabe.
C. Conflitos geopolíticos no Oriente Médio
C.1. Guerra Civil no Líbano (1975-1990) 
O Líbano enfrentou uma sangrenta guerra civil entre 
cristãos (maronitas) e muçulmanos, que deixou mais de 
150 mil mortos, 500 mil desalojados e milhares de refu-
giados espalhados por toda região.
C.2. Revolução Fundamentalista no Irã (1979)
Em 1979, o xá Reza Pahlev (aliado dos EUA), diante da 
falta de controle sobre a insurreição contrária à ocidentali-
zação do país, deixou o poder e fugiu. O líder religioso aia-
tolá Ruholá Khomeini retornou ao país de maneira triunfal, 
como líder da Revolução Fundamentalista, vindo do exílio 
na França. Em 1o de abril, foi estabelecida a criação da Re-
pública Islâmica do Irã, promovendo a formação de um Es-
tado teocrático, apoiado pela Guarda Revolucionária, cuja 
autoridade máxima seria o aiatolá, líder religioso supremo.
C.3. Invasão soviética no Afeganistão (1979-a-1989)
Os soviéticos entraram militarmente no Afeganistão, 
utilizando artilharia pesada e em mais de cem mil solda-
dos, sitiaram a capital Cabul, determinando a rendição e 
a morte de Hafizullah Amin e garantindo no poder Babrak 
Karmal, governo marxista do Partido Democrático Popular 
do Afeganistão (PDPA), diante da insurgência de grupos 
muçulmanos opositores, principalmente os mujahedins. O 
Talebã e a Al Qaeda são exemplos de grupos que formavam 
os mujahedins, financiados e treinados pelos EUA para 
lutar contra os soviéticos. Os soviéticos retiraram-se do 
Afeganistão em 1989, diante da impossibilidade de vitória 
perante a resistência afegã dos mujahedins, que conhe-
ciam o território montanhoso (montanhas do Hindu-Kush), 
realizavam ataques de guerrilhas e protegiam-se em ca-
vernas, destacando-se a ação do grupo Talebã.
C.4. Guerra Irã-Iraque (1980-a-1988)
Em setembro de 1980, tropas iraquianas (árabes) in-
vadiram o Irã (persa), sob o pretexto de não concordar com 
o Tratado de Argel de 1975, que definiu os limites frontei-
riços (partilha) entre os dois países no Chatt-el-Arab, ca-
nal de acesso dos iraquianos ao Golfo Pérsico por onde é 
escoada a produção petrolífera. Havia, no entanto, outros 
fortes motivos para a guerra: a cobiça pelo petróleo na 
província iraniana do Cuzistão; o desejo do Iraque em re-
cuperar terras perdidas para o país vizinho na década de 
1970; a preocupação com a influência iraniana na ascen-
são dos xiitas, que são a maioria da população iraquiana. 
A preocupação com uma possível insurreição dos xiitas no 
Iraque levou os EUA e a Europa Ocidental a apoiar o gover-
no iraquiano de Saddam Hussein, sunita, e que chegara ao 
poder por meio de um golpe em 1979. O conflito terminou 
sem vencedores.
C.5. Primeira Guerra do Golfo (1990-1991)
O resultado prático da Guerra Irã-Iraque foi uma enorme 
dívida contraída pelo governo iraquiano, agravada pelo bai-
xo preço do barril de petróleo. Sem ter como pagar, Saddam 
Hussein decidiu invadir o território do Kuwait, grande expor-
tador de petróleo, com os seguintes interesses: dominar o 
Kuwait, que havia sido província do Iraque, segundo Sad-
dam Hussein; o território kuwaitiano era um Estado-tampão, 
que servia aos interesses ocidentais; a possibilidade de 
ampliar a saída para o Golfo Pérsico; o domínio dos poços de 
petróleo serviria para pagar a enorme conta da guerra contra 
o Irã. Foi assim que, em agosto de 1990, iniciou-se a Guerra 
do Golfo, a qual levou novamente os EUA, maior consumidor 
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