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DIREITO CONSTITUCIONAL 
PODER EXECUTIVO 
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Sumário 
DIREITO CONSTITUCIONAL: PODER EXECUTIVO .............................................................................................. 3 
1. SISTEMA DE GOVERNO ................................................................................................................................. 3 
2. PODER EXECUTIVO NA CF/88 ....................................................................................................................... 3 
2.1. Exercício do Poder Executivo ................................................................................................................. 3 
2.2. Atribuições do Presidente da República (art. 84 CF – DECORAR!) ........................................................ 4 
2.3. Condições De Elegibilidade .................................................................................................................... 6 
2.4. Processo Eleitoral .................................................................................................................................. 6 
2.5.1. Mandato-Tampão ........................................................................................................................... 7 
2.5.2. Ausência do país do Presidente e Vice- Presidente da República e licença do CN ........................ 8 
3. MINISTROS DE ESTADO ................................................................................................................................ 9 
3.1. Atribuições ........................................................................................................................................... 10 
3.2. Crimes de Responsabilidade ................................................................................................................ 10 
4. CONSELHO DA REPÚBLICA .......................................................................................................................... 10 
5. CONSELHO DE DEFESA NACIONAL .............................................................................................................. 11 
6. CRIMES DE RESPONSABILIDADE ................................................................................................................. 11 
6.1. Procedimento ...................................................................................................................................... 12 
7. CRIMES COMUNS ........................................................................................................................................ 13 
7.1. Prefeitos Municipais ............................................................................................................................ 15 
7.2. Vereadores Municipais ........................................................................................................................ 16 
7.3. Governadores ...................................................................................................................................... 17 
7.4. Foro por prerrogativa de função e desmembramento ....................................................................... 19 
QUESTÕES PROPOSTAS .................................................................................................................................. 22 
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DIREITO CONSTITUCIONAL: PODER EXECUTIVO 
SUGESTÃO DE LEITURA: 
CF/88 
⦁ Art. 2º 
⦁ Art. 76 ao 91 
ARTIGOS MAIS IMPORTANTES: 
CF/88 
⦁ Art. 2° 
⦁ Art. 80, 81, 82 (Emenda nº 111/ 2021) e 83 
⦁ Art. 84 (atenção à novidade, inclusão do XXVIII - Emenda nº 109/2021) a 86 
⦁ Art. 90 
1. SISTEMA DE GOVERNO 
O sistema de governo adotado pela CF/88 é o presidencialista, influenciado pelo sistema norte-
americano. 
· No sistema PRESIDENCIALISTA, as funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo
encontram-se nas mãos de uma única pessoa, o Presidente da República. 
· No PARLAMENTARISMO, a função de Chefe de Estado é exercida pelo Presidente da 
República (República parlamentarista) ou Monarca (monarquia parlamentarista), enquanto a função 
de Chefe de Governo, pelo Primeiro-Ministro, chefiando o gabinete. 
CLASSIFICAÇÃO DO EXECUTIVO 
a. Executivo monocrático: Rei, imperador, ditador, presidente; 
b. Executivo Colegial: Exercido por dois homens com poderes iguais, como os cônsules romanos; 
c. Executivo diretorial: Grupo em comitês, como era na URSS e ainda é na Suíça; 
d. Executivo Dual: Parlamentarismo. 
⇒ O art. 76 da CF/88 consagra a figura de um executivo monocrático. 
2. PODER EXECUTIVO NA CF/88 
2.1. Exercício do Poder Executivo 
a) Âmbito Federal – Exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado. 
b) Âmbito Estadual – Exercido pelo Governador de Estado, auxiliado pelos Secretários e 
substituído pelo vice, com as seguintes regras: 
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· Mandato de 04 anos; 
· Eleição no 1º domingo de outubro, e no último domingo de outubro em segundo turno; 
· Perderá o mandato o governador que assumir outro cargo ou função na adm direta ou indireta, salvo 
posse em concurso público e o art. 38, I, IV e V; 
· Subsídio fixado por lei de iniciativa da Assembleia Legislativa. 
c) Âmbito Distrital: Mandato de 04 anos. 
d) Âmbito Municipal: 
Eleição para prefeito e vice, para mandato de 04 anos, em um só turno, no primeiro domingo de 
outubro, e em segundo turno para Municípios com mais de 200 mil eleitores, permitida a reeleição para um 
único período subsequente. 
e) Âmbito dos Territórios: Governador nomeado pelo Presidente da República, após aprovação do Senado 
Federal. 
JÁ CAIU EM PROVA E FOI CONSIDERADA CORRETA: NUCEPE - 2021 - PM-PI - Aspirante da 
Polícia Militar 
O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão posse em sessão do Congresso Nacional, 
prestando o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, 
promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do 
Brasil. 
2.2. Atribuições do Presidente da República (art. 84 CF – DECORAR!) 
Atribuições de Chefe de Estado: Incisos VII, VIII e XIX do art. 84. 
· Atribuições de Chefe de Governo: demais incisos 
· O rol do art. 84 CF é MERAMENTE EXEMPLIFICATIVO, podendo o Presidente exercer outras 
atribuições 
· O presidente só pode delegar as atribuições previstas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos 
MINISTROS DE ESTADO, PGR, AGU (MESMO RACIOCÍNIO PARA O ÂMBITO ESTADUAL, ANTE O 
PRINCÍPIO DA SIMETRIA): 
VI - dispor, mediante decreto, sobre: 
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar
aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; 
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; 
XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos 
instituídos em lei; 
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XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei – Abrange 
inclusive a atribuição para DESPROVER cargos, praticando-se atos demissionários 
de servidores públicos. 
JÁ CAIU EM PROVA E FOI CONSIDERADA CORRETA: INSTITUTO AOCP - 2022 - PM-GO - 
Aspirante da Polícia Militar 
A competência privativa do Presidente da República para conceder indulto e comutar penas 
pode ser delegada aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado 
Geral da União. 
É inconstitucional — por manifesta violação ao art. 84, VI, “b”, da Constituição 
Federal — a extinção de cargos e funções que estejam ocupados na data da edição
do decreto do presidenteda República. 
STF. Plenário. ADI 6186/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 18/4/2023. 
Súmula 631-STJ: O indulto extingue os efeitos primários da condenação (pretensão 
executória), mas não atinge os efeitos secundários, penais ou extrapenais. 
Conforme já se manifestou o STF, quem tem competência para nomear também tem competência 
para “desnomear”. 
STF: Reconhece a existência de decretos autônomos e admite o controle por ADI Genérica, em caso 
de decreto autônomo revestido de conteúdo normativo. 
JÁ CAIU EM PROVA: FGV - 2021 - PM-PB - Aspirante da Polícia Militar 
O Presidente da República, com o objetivo de reduzir as despesas de pessoal e de evitar o seu 
aumento futuro, determinou que sua assessoria verificasse de que forma poderiam ser extintos 
determinados cargos públicos, criados por lei, que se encontravam vagos. A assessoria 
respondeu, corretamente, que a extinção dos referidos cargos: 
a) exige a edição de medida provisória ou de lei; 
b) pode ser promovida por decreto do Presidente da República; 
c) exige a edição de lei, consectário do princípio da paridade das formas; 
d) exige autorização constitucional, em razão do princípio da continuidade do serviço público; 
e) ocorrera de pleno direito, no momento em que foi detectada a sua vacância e a ausência de 
provimento. 
Gabarito: b. 
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2.3. Condições De Elegibilidade 
· Ser brasileiro NATO; 
· Estar em pleno exercício dos direitos políticos; 
· Alistamento Eleitoral; 
· Domicílio Eleitoral na circunscrição; 
· Filiação partidária; 
· Idade Mínima de 35 anos; 
· Não ser inalistável nem analfabeto; 
· Não ser inelegível nos termos do art. 14, §7º CF. 
2.4. Processo Eleitoral 
Eleição: 1º domingo de outubro, em primeiro turno, e último domingo de outubro, em segundo 
turno, sendo eleito se obtiver a MAIORIA DOS VOTOS VÁLIDOS. 
NÃO haverá segundo turno se o candidato obtiver no primeiro a MAIORIA ABSOLUTA de votos, NÃO 
computados os em branco e os nulos. 
Havendo necessidade de segundo turno, se antes houver morte, desistência ou impedimento, 
convocar-se-á dentre os remanescentes, o de maior votação. Havendo empate, o desempate considera a 
idade. 
Mandato de 04 anos, permitida uma única reeleição, para um único período subsequente. 
2.5. Impedimento e Vacância dos Cargos 
Presidente da República: 
· Sucedido pelo Vice – VACÂNCIA (Impossibilidade definitiva para assunção do cargo) 
· Substituído – IMPEDIMENTO (Substituição em caráter temporário – Férias, doença, etc.) 
 
O Vice é o sucessor e substituto natural do Presidente, além de possuir outras atribuições conferidas 
em LEI COMPLEMENTAR. 
Substitutos eventuais ou legais: Segue a seguinte ordem SUCESSIVA, SEMPRE EM CARÁTER 
TEMPORÁRIO: 
· Presidente da Câmara dos Deputados; 
· Presidente do Senado Federal; 
· Presidente do STF. 
ÂMBITO ESTADUAL: 
· Presidente da Assembleia Legislativa; 
· Presidente do TJ local. 
Âmbito DF: 
· Presidente da Câmara Legislativa; 
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· Presidente TJDFT. 
MUNICÍPIOS: 
· Presidente da Câmara Municipal; 
· Em alguns casos, Vice- Presidente da Câmara Municipal 
* Para Lenza, NÃO seria razoável que o Presidente do TJ assumisse em âmbito Municipal, já que NÃO existe 
judiciário Municipal! 
2.5.1. Mandato-Tampão 
VACÂNCIA DE AMBOS OS CARGOS NOS PRIMEIROS 02 ANOS DE MANDATO: Eleição em 90 dias 
depois de aberta a última vaga. Será eleição direta, pelo sufrágio universal, e voto direto e secreto; 
VACÂNCIA NOS 02 ÚLTIMOS ANOS DE MANDATO: Eleição em 30 dias após a última vaga, pelo 
Congresso Nacional, sendo eleição indireta. 
Os eleitos deverão apenas completar o período de seus antecessores => MANDATO TAMPÃO! 
STF: Os Estados podem legislar na hipótese de eleição indireta, definindo o 
procedimento, mesmo NÃO havendo lei federal sobre o assunto. Entenderam os 
Ministros que o modelo federal NÃO é de observância compulsória e, havendo 
previsão na CE, poderia a Assembleia Legislativa local disciplinar a matéria, pois no 
caso não seria lei materialmente eleitoral (de competência da União), pois apenas 
regula sucessão extravagante do Chefe do Executivo. 
Os Estados possuem autonomia relativa na solução normativa do problema da 
dupla vacância da Chefia do Poder Executivo, não estando vinculados ao modelo 
e ao procedimento federal (art. 81, CF), mas tampouco pode desviar-se dos 
princípios constitucionais que norteiam a matéria, por força do art. 25 da 
Constituição Federal devendo observar: 
(I) a necessidade de registro e votação dos candidatos a Governador e Vice-
Governador por meio de chapa única; 
(II) a observância das condições constitucionais de elegibilidade e das hipóteses de 
inelegibilidade previstas no art. 14 da Constituição Federal e na Lei Complementar 
a que se refere o § 9º do art. 14; 
(III) que a filiação partidária não pressupõe a escolha em convenção partidária nem 
o registro da candidatura pelo partido político; e 
(IV) a regra da maioria, enquanto critério de averiguação do candidato vencedor, 
não se mostra afetada a qualquer preceito constitucional que vincule os Estados e 
o Distrito Federal. 
STF. Plenário. ADPF 969/AL, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 15/8/2023. 
 
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Obs.: Segundo o STF, réu em processo criminal não pode assumir, como substituto, o cargo de
Presidente da República 
Os substitutos eventuais do Presidente da República a que se refere o art. 80 da 
CF/88, caso ostentem a posição de réus criminais perante o STF, ficarão 
impossibilitados de exercer o ofício de Presidente da República. No entanto, 
mesmo sendo réus, podem continuar na chefia do Poder por eles titularizados. Ex: 
o Presidente do Senado Renan Calheiros tornou-se réu em um processo criminal; 
logo, ele não poderá assumir a Presidência da República na forma do art. 80 da 
CF/88; porém, ele pode continuar normalmente como Presidente do Senado, não 
precisando ser afastado deste cargo. STF. Plenário. ADPF 402 MC-REF/DF, Rel. Min. 
Marco Aurélio, julgado em 7/12/2016 (Info 850). 
2.5.2. Ausência do país do Presidente e Vice- Presidente da República e licença do CN 
O Presidente e o Vice NÃO poderão, sem licença do CN, ausentar-se do país por período superior a 
15 dias, sob pena de perda do cargo. Durante o período de afastamento, o cargo será ocupado, seja pelo vice 
ou na forma do art. 80; 
STF: Tanto a previsão de substituição como a necessidade de autorização são normas de reprodução 
obrigatória para os demais entes federativos. 
Obs.: Constituição Estadual não pode prever que o Governador (ou o Vice) precisará de autorização
para se ausentar do país "em qualquer tempo"; a autorização só pode ser exigida se o período afastamento
for superior a 15 dias 
A exigência de prévia autorização da assembleia legislativa para o governador e o 
vice-governador do Estado ausentarem-se, “em qualquer tempo”, do território 
nacional mostra-se incompatível com os postulados da simetria e da separação dos 
Poderes. A Constituição Federal, em seu art. 49, III e em seu art. 83, prevê que é da 
competência do Congresso Nacional autorizar o Presidente e o Vice-presidente da 
República a se ausentarem do País quando a ausência for por período superior a 15 
dias. Logo, afronta os princípios da separação dos Poderes e da simetria a norma 
da Constituição estadual que exige prévia licença da Assembleia Legislativa para 
que o Governador e o Vice-governador se ausentem do País por qualquer prazo. Os 
Estados-membros não podem criar novas ingerências de um Poder na órbita de 
outro que não derivem explícita ou implicitamente de regra ou princípio previsto 
na Constituição Federal. STF.Plenário. ADI 5373 MC/RR, Rel. Min. Celso de Mello, 
julgado em 9/5/2019 (Info 939). 
JÁ CAIU EM PROVA: UPENET/IAUPE - 2018 - PM-PE - Aspirante da Polícia Militar 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/91299a41773c667d2ee8cddc3f6eeb64?categoria=1&subcategoria=8
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/91299a41773c667d2ee8cddc3f6eeb64?categoria=1&subcategoria=8
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/832353270aacb6e3322f493a66aaf5b9?categoria=1&subcategoria=4&assunto=27
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/832353270aacb6e3322f493a66aaf5b9?categoria=1&subcategoria=4&assunto=27
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/832353270aacb6e3322f493a66aaf5b9?categoria=1&subcategoria=4&assunto=27
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Sobre o Presidente da República e a previsão da Constituição Federal de 1988, analise as 
afirmativas a seguir: 
I. É necessária a previsão em Lei Complementar para que o Presidente da República permita que 
forças estrangeiras transitem no território nacional. 
II. Os tratados, as convenções e os atos internacionais, celebrados pelo Presidente da República, 
sujeitam-se ao referendo do Congresso Nacional. 
III. O ato do Presidente da República que atente contra o exercício dos direitos individuais 
tipifica-se como crime de responsabilidade. 
IV. O ato do Presidente da República que atente contra a Lei Orçamentária tipifica-se como crime 
de responsabilidade. 
Gabarito: todas estão corretas. 
JÁ CAIU EM PROVA: PM-MG - 2018 - PM-MG - Aspirante da Polícia Militar 
Quanto a Presidência e Vice-presidência da República estabelecidas na Constituição da 
República Federativa do Brasil de 1988, marque “V” para a(s) assertiva(s) verdadeira(s) e “F” 
para a(s) falsa (s) e, ao final, responda o que se pede. 
( ) Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político, obtiver a 
maioria relativa de votos, computados os votos branco e os nulos. 
( ) Se ocorrer a morte do candidato, antes de realizado o segundo turno, convocar-se-á, dentre 
os remanescentes, o de maior votação. 
( ) Se, decorridos quinze dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o Vice-Presidente, 
salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado nulo. 
( ) Em caso de vacância dos cargos de Presidente e do Vice-Presidente serão sucessivamente 
chamados ao exercício da Presidência o Presidente do Supremo Tribunal Federal, do Senado 
Federal e da Câmara dos Deputados. 
( ) O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem licença do Congresso 
Nacional, ausentar-se do País por período superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo. 
Marque a alternativa que contém a sequência de resposta CORRETA, na ordem de cima para 
baixo. 
Gabarito: F, V, F, F, V. 
3. MINISTROS DE ESTADO 
São meros auxiliares do Presidente da República no exercício do Poder Executivo e na direção 
superior da Administração Federal. 
São cargos de provimento em comissão e devem preencher os seguintes requisitos: 
✔ Ser brasileiro nato ou naturalizado (Se Ministro da Defesa, brasileiro nato, obrigatoriamente); 
✔ Ter mais de 21 anos de idade; 
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✔ Estar no exercício dos direitos Políticos. 
3.1. Atribuições 
Exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da Administração Federal e 
referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente (É o referendo ministerial, e para Michel Temer, os 
atos e decretos presidenciais não referendados pelos Ministros de Estado seriam NULOS). 
Expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos (As instruções são inferiores a 
lei, decreto e regulamentos, possuindo as funções: (i) de regulamentar as leis - assemelha-se aos decretos 
presidenciais regulamentares, com âmbito validade restrito ao Ministério; (ii) Regulamentar decretos; (iii) 
Regulamentos. 
Apresentar ao Presidente da República o relatório anual de sua gestão no Ministério; 
Praticar atos pertinentes às atribuições outorgadas ou delegadas pelo Presidente. 
3.2. Crimes de Responsabilidade 
Os Ministros de Estado praticam crime de responsabilidade nas seguintes situações: 
a) Quando convocados pela Câmara, Senado ou quaisquer de suas comissões para prestar, 
pessoalmente, informações sobre assuntos previamente determinados e inerentes às suas 
atribuições e deixarem de comparecer, salvo justificação adequada; 
b) Quando as Mesas da Câmara ou do Senado encaminharem pedidos escritos de informação aos 
Ministros de Estado e estes se recusarem a fornecê-la ou não atenderem ao pedido no prazo de 30 
dias ou prestarem informações falsas; 
c) Quando praticarem crime de responsabilidade conexos e da mesma natureza com os crimes de 
responsabilidade praticados com o Presidente. 
Logo: 
· Crimes de responsabilidade praticados SEM conexão com o Presidente e crimes comuns –
julgamento pelo STF (SEM necessidade de autorização da Câmara); 
· Crimes de responsabilidade praticados COM conexão ao Presidente – Julgamento pelo SENADO 
FEDERAL (COM necessidade de autorização da Câmara). 
4. CONSELHO DA REPÚBLICA 
Órgão Superior de consulta do Presidente, e suas manifestações NÃO terão caráter vinculatório aos 
atos a serem tomados pelo Presidente. 
Se reúne quando convocado e é presidido pelo Presidente. 
 Competências - Se pronunciar sobre: 
· Intervenção Federal; 
· Estado de Defesa; 
· Estado de Sítio; 
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· Questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas. 
Composição: 
· Presidente da República; 
· Vice-Presidente; 
· Presidente da Câmara; 
· Presidente do Senado; 
· Líderes da maioria e minoria da Câmara; 
· Líderes da Maioria e minoria do Senado; 
· Ministros de Justiça; 
· 6 cidadãos brasileiros natos, com mais de 35 anos, para mandato de 03 anos, sendo: 
▪ 02 nomeados pelo Presidente; 
▪ 02 pelo Senado; 
▪ 02 pela Câmara. 
5. CONSELHO DE DEFESA NACIONAL 
Órgão de consulta para assuntos relacionados à soberania nacional e defesa do Estado Democrático. 
Composição: 
· Presidente; 
· Vice-Presidente; 
· Presidente da Câmara dos Deputados; 
· Presidente do Senado; 
· Ministro da Justiça; 
· Ministro da Defesa; 
· Ministro das relações exteriores; 
· Ministro do planejamento; 
· Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica. 
Competência: 
▪ Opinar sobre as hipóteses de declaração de guerra e celebração de paz, bem como 
decretação de estado de defesa, estado de sítio e intervenção nacional; 
▪ Propor os critérios e as condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do 
território nacional e opinar sobre o seu efetivo uso, especialmente faixa de fronteira; 
▪ Estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias à independência 
nacional e defesa do estado democrático. 
6. CRIMES DE RESPONSABILIDADE 
É infração administrativa, crime de natureza política, submetendo os detentores de altos cargos 
públicos ao processo de impeachment. 
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Obs.: Deputados Federais e Senadores NÃO praticam crime de responsabilidade. 
São CRIMES DE RESPONSABILIDADE do Presidente (exemplificativamente) os que atentarem 
contra– Vide art. 85 CF: 
· Existência da União; 
· Livre exercício do poder Legislativo, do Poder Judiciário, do MP e dos Poderes Constitucionais 
das unidades da Federação; 
· Exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; 
· Segurança interna do país; 
· Probidade na Administração; 
· Lei Orçamentária;· Cumprimento das leis e decisões judiciais. 
Os crimes de responsabilidade serão definidos em Lei especial, que estabelecerá normas de processo 
e julgamento, devendo ser necessariamente votada pelo CN (art. 22, I CF), competência privativa da União 
para a edição da referida Lei. 
Poderão ser responsabilizados politicamente e destituídos através de impeachment: 
· Presidente da República; 
· Vice-Presidente; 
· Ministros de Estado, nos crimes conexos com os do Presidente; 
· Ministros do STF; 
· Membros do CNJ e CNMP; 
· PGR 
· AGU; 
· Governadores; 
· Prefeitos. 
6.1. Procedimento 
a) Câmara dos Deputados 
A acusação poderá ser formalizada por qualquer cidadão em gozo dos direitos políticos, momento a 
partir do qual o Presidente será acusado, possuindo garantia ao contraditório e à ampla defesa. 
A Câmara dos Deputados, pela maioria qualificada de 2/3, poderá autorizar a instauração do 
processo, para que o Presidente seja julgado pelo Senado Federal nos crimes de responsabilidade. 
Indagações probatórias deverão ser feitas no Senado, órgão que julga e processa o presidente, e não 
na Câmara, que apenas verifica a procedibilidade da acusação. 
A Câmara realiza juízo político. 
b) Senado Federal 
Havendo autorização da Câmara dos Deputados, o Senado deverá instaurar o processo sob a 
presidência do Presidente do STF, submetendo o presidente ao julgamento e com garantia do contraditório 
e ampla defesa, podendo absolve-lo ou condená-lo pelo crime de responsabilidade. 
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Instaurado o processo, o Presidente ficará suspenso de suas atividades pelo prazo de 180 dias, 
cessando o afastamento se o julgamento não for concluído nesse período. 
Sentença condenatória: Será sob a forma de RESOLUÇÃO DO SENADO, proferida por 2/3 dos votos, 
limitando-se a condenação à perda do cargo e inabilitação para o exercício de qualquer função pública por 
08 anos, SEM PREJUIZO DAS DEMAIS SANÇÕES CABÍVEIS. 
Pelo art. 15 da Lei nº 1.079/50, a denúncia só poderá ser recebida enquanto o denunciado não tiver, 
por qualquer motivo, deixado definitivamente o cargo. No entanto, o STF entendeu que a renúncia ao cargo 
NÃO extingue o processo quando já iniciado. 
OBS: - Como o julgamento é de natureza POLÍTICA, levando em conta critérios de conveniência e 
oportunidade, não seria razoável o controle judicial. No entanto, o STF admite o controle judicial em razão 
de lesão ou ameaça a direito (Ex: procedimento que viole a ampla defesa). 
O Senado NÃO atua como órgão legislativo, mas como órgão judicial híbrido, pois composto de 
senadores e é presidido por membro do Poder Judiciário. 
STF: O Poder Judiciário NÃO dispõe de competência para alterar a decisão do senado no processo de 
impeachment. 
Observe o seguinte julgado acerca do tema (impeachment): 
Caso concreto: foi formulado pedido de abertura de processo de impeachment contra o então Governador 
de São Paulo João Dória imputando-lhe a suposta prática de crimes comuns e de responsabilidade. O 
Presidente da Assembleia Legislativa do Estado rejeitou o pedido, por inépcia e falta de provas. Diante 
disso, foi impetrado mandado de segurança, no Tribunal de Justiça, contra esse ato do Presidente da 
ALE/SP. O Tribunal de Justiça denegou a segurança. Ainda irresignado, o impetrante interpôs recurso 
ordinário ao STJ reafirmando a tese de que a ALE/SP deveria instaurar o processo de impeachment. Ocorre 
que, antes que o recurso fosse julgado, João Dória renunciou ao cargo de Governador porque pretendia 
disputar as eleições para Presidente da República. 
Como ele renunciou ao cargo de Governador, não se tornou mais possível que se iniciasse contra ele 
processo de impeachment. É o que prevê o art. 15 da Lei nº 1.079/50 c/c o art. 76, parágrafo único, da Lei 
nº 1.079/50. 
A renúncia ao cargo de Governador impede o recebimento de pedido de abertura de impeachment. 
STJ. 2ª Turma. RMS 68932-SP, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 16/08/2022. 
Fonte: Dizer o direito. 
7. CRIMES COMUNS 
CF, art. 86 - Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços 
da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo 
Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos 
crimes de responsabilidade. 
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Da mesma forma que nos crimes de responsabilidade, também haverá controle político de 
admissibilidade pela Câmara dos Deputados, que autorizará ou não o recebimento de denúncia pelo STF 
através do voto de 2/3 de seus membros. Admitida a acusação do Presidente da República, por 2/3 dos 
membros da Câmara, será ele submetido a julgamento perante o STF. 
JÁ CAÍRAM EM PROVA E FORAM CONSIDERADAS INCORRETAS: PM-MG - 2023 - PM-MG - 
Oficial da Polícia Militar 
- O Presidente da República só poderá ser julgado após a admissão da acusação pela Câmara dos 
Deputados. Se a acusação for de crime comum, quem julgará será o Senado Federal e se a 
acusação for de crime de responsabilidade, quem julgará será o Supremo Tribunal Federal. 
- O Presidente da República acusado de cometimento de crime ficará suspenso de suas funções 
durante a tramitação do processo, independentemente do tempo de duração do referido 
processo. 
A denúncia será ofertada pelo PGR. 
Recebida a denúncia ou queixa, o Presidente ficará suspenso de suas funções por 180 dias, voltando 
a exercê-las, decorrido tal prazo. 
O Presidente da República, durante a vigência de mandato, NÃO poderá ser responsabilizado por 
atos estranhos ao exercício de suas funções. => Logo, O PRESIDENTE SÓ PODERÁ SER RESPONSABILIZADO 
PELA PRÁTICA DE INFRAÇÃO PENAL COMUM NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES. 
As infrações penais praticadas antes do exercício do mandato, ou que não guarde relação com a 
função presidencial NÃO poderão ser objeto da persecutio criminis, acarretando a suspensão da prescrição 
=> IRRESPONSABILIDADE PENAL RELATIVA. 
Quanto às infrações de natureza civil, política, administrativa, fiscal ou tributária, poderá o 
Presidente ser responsabilizado, pois a imunidade só se restringe à persecutio criminis por ilícitos penais. 
Oferecida a denúncia no STF, havendo autorização da Câmara, julgando-se procedente o pedido 
formulado pelo PGR, a condenação aplicada será a prevista no tipo penal e não a perda do cargo, esta se 
dará pela via reflexa, em virtude da suspensão temporária dos direitos políticos, enquanto durarem os efeitos 
da sentença criminal condenatória, transitada em julgado. 
Enquanto NÃO sobrevier sentença condenatória, nas infrações penais comuns, o Presidente NÃO 
estará sujeito à prisão. 
JÁ CAIU EM PROVA E FOI CONSIDERADA CORRETA: PM-MG - 2020 - PM-MG - Aspirante da 
Polícia Militar 
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Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da 
República não estará sujeito a prisão, situação não aplicável, pela CRFB/1988, aos Governadores 
de Estado. 
JÁ CAIU EM PROVA E FOI CONSIDERADA CORRETA: IBADE - 2017 - PM-RJ - Aspirante da Polícia 
Militar 
O Presidente da República Federativa do Brasil na vigência de seu mandato e durante suas férias, 
em uma discussão de partida de futebol, deu um empurrão em um colega que, bateu a cabeça 
no chão, vindo a óbito. Neste caso concreto, o Presidente da República: 
R.: responderá pelo homicídio, após a expiração do seu mandato, perante a justiça comum, por 
não mais gozar de foro especial por prerrogativa de função.
OBSERVAÇÕES 
STF: As regras sobre a imunidade formal em relação à prisão e à imunidade penal relativa NÃO podem ser 
estendidas a Governadores de Estado, DF e Prefeitos por atos normativos próprios, já que essas regrassão 
de competência exclusiva da União. 
A imunidade formal prevista no art. 51, I, e no art. 86, caput, da CF/88 não se
estende para os codenunciados que não se encontrem investidos nos cargos de
Presidente da República, Vice-Presidente da República e Ministro de Estado. A
finalidade dessa imunidade é proteger o exercício regular desses cargos, razão 
pela qual não é extensível a codenunciados que não se encontrem ocupando tais 
funções. STF. Plenário. Inq 4483 AgR-segundo/DF e Inq 4327 AgR-segundo/DF, rel. 
Min. Edson Fachin, julgados em 14 e 19/12/2017 (Info 888).
7.1. Prefeitos Municipais 
Regras: 
· Crime Comum – TJ Local (possui foro por prerrogativa de função fixado pela própria CF/88 – Art. 
29, X, CF/88) 
o Crimes Dolosos contra a vida; 
o Crimes comuns do art.1º, Dec-Lei 201/67; 
o Crimes funcionais; 
o Abuso de autoridade; 
o Ações de natureza civil; 
o Crime de prefeito em detrimento de bens, serviços ou interesses do Município. 
SÚMULA 209/STJ: Compete à Justiça Estadual processar e julgar prefeito por desvio 
de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal. 
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⮚ Crime de Responsabilidade – Câmara Municipal; 
⮚ Crimes Eleitorais – TRE; 
⮚ Crimes Federais – TRF 
Súmula 208/STJ: Compete à JF processar e julgar prefeito municipal por desvio de 
verba sujeita à prestação de contas perante órgão federal. 
· Crimes de Responsabilidade (Julgamento pela Câmara Municipal): 
● Art. 4º, Dec-Lei 201/67; 
● Caso deixe de efetuar o repasse dos valores ao Poder Legislativo segundo as regras do art. 29-A 
CF, ou seja: 
o Efetuar repasse que supere os limites do art. 29-A; 
o Não enviar o repasse até o dia 20 de cada mês; 
o Enviar o repasse a menor em relação à proporção fixada em Lei Orçamentária; 
7.2. Vereadores Municipais 
Alexandre de Moraes: NÃO há a possibilidade de criação pelas Constituições Estaduais, nem pelas 
Leis Orgânicas dos Municípios, de imunidades formais em relação aos vereadores, ou ampliação da 
imunidade material, já que a competência para legislar sobre direito civil, penal e processual penas é privativa 
da União. 
Ressalta-se que, em recente decisão, o STF entendeu que não é possível que as Constituições 
Estaduais prevejam foro por prerrogativa de função para agentes políticos que não estejam previstos, direta 
ou indiretamente, na Constituição Federal. Dessa forma, não pode mais a Constituição Estadual prever foro 
por prerrogativa de função para os chefes do Poder Executivo Municipal, em razão da aplicação do princípio 
republicano que exige uma interpretação restrita sobre o tema. 
É inconstitucional foro por prerrogativa de função para Procuradores do Estado,
Procuradores da ALE, Defensores Públicos e Delegados de Polícia 
É inconstitucional dispositivo da Constituição Estadual que confere foro por 
prerrogativa de função, no Tribunal de Justiça, para Procuradores do Estado, 
Procuradores da ALE, Defensores Públicos e Delegados de Polícia. A CF/88, apenas 
excepcionalmente, conferiu prerrogativa de foro para as autoridades federais, 
estaduais e municipais. Assim, não se pode permitir que os Estados possam, 
livremente, criar novas hipóteses de foro por prerrogativa de função. STF. Plenário. 
ADI 2553/MA, Rel. Min. Gilmar Mendes, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, 
julgado em 15/5/2019 (Info 940). Cuidado. O STF possui julgado afirmando que é 
válida a previsão na Constituição Estadual de foro por prerrogativa de função para 
o Procurador-Geral do Estado: STF. Plenário. HC 103803/RR, rel. Min. Teori 
Zavascki, julgado em 01/07/2014 (Info 752). 
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https://buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/def130d0b67eb38b7a8f4e7121ed432c?categoria=12&subcategoria=127&assunto=296
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7.3. Governadores 
Também poderá responder por crimes comuns e crimes de responsabilidade. 
⮚ Crimes Comuns: STJ ( art.105, I, “a”) – sem necessidade de autorização da Assembleia Legislativa: 
Não há necessidade de prévia autorização da ALE para que o STJ receba denúncia
criminal contra o Governador do Estado 
Não há necessidade de prévia autorização da Assembleia Legislativa para que o STJ 
receba denúncia ou queixa e instaure ação penal contra Governador de Estado, por 
crime comum. Em outras palavras, não há necessidade de prévia autorização da 
ALE para que o Governador do Estado seja processado por crime comum. Se a 
Constituição Estadual exigir autorização da ALE para que o Governador seja 
processado criminalmente, essa previsão é considerada inconstitucional. Assim, é 
vedado às unidades federativas instituir normas que condicionem a instauração de 
ação penal contra Governador por crime comum à previa autorização da Casa 
Legislativa. Se o STJ receber a denúncia ou queixa-crime contra o Governador, ele 
ficará automaticamente suspenso de suas funções no Poder Executivo estadual? 
NÃO. O afastamento do cargo não se dá de forma automática. O STJ, no ato de 
recebimento da denúncia ou queixa, irá decidir, de forma fundamentada, se há 
necessidade de o Governador do Estado ser ou não afastado do cargo. Vale 
ressaltar que, além do afastamento do cargo, o STJ poderá aplicar qualquer uma 
das medidas cautelares penais (exs: prisão preventiva, proibição de ausentar-se da 
comarca, fiança, monitoração eletrônica etc.). STF. Plenário. ADI 4777/BA, ADI 
4674/RS, ADI 4362/DF, rel. orig. Min. Dias Toffoli, red. p/ o acórdão Min. Roberto 
Barroso, julgado em 9/8/2017 (Info 872). STF. Plenário. ADI 5540/MG, Rel. Min. 
Edson Fachin, julgado em 3/5/2017 (Info 863). STF. Plenário. ADI 4764/AC, ADI 
4797/MT e ADI 4798/PI, Rel. Min. Celso de Mello, red. p/ o ac. Min. Roberto 
Barroso, julgados em 4/5/2017 (Info 863). 
⮚ Crimes de Responsabilidade: Tribunal Especial Composto por 5 desembargadores do TJ + 5 membros
da assembleia legislativa e quem vai presidir esse tribunal é o presidente do TJ. Precisa de autorização 
da assembleia legislativa. 
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento de três Ações 
Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 4798, 4764 e 4797), e confirmou o 
entendimento de que as unidades federativas não têm competência para editar 
normas que exijam autorização da Assembleia Legislativa para que o Superior 
Tribunal de Justiça (STJ) instaure ação penal contra governador e nem para 
legislar sobre crimes de responsabilidade. Também foi confirmado que, no caso 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8c53d30ad023ce50140181f713059ddf?categoria=1&subcategoria=8
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de abertura de ação penal, o afastamento do cargo não acontece 
automaticamente. 
Plenário confirma que não é necessária autorização prévia para STJ julgar 
governador 
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, na sessão desta quinta-feira 
(4), o julgamento de três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 4798, 4764 
e 4797), e confirmou o entendimento de que as unidades federativas não têm 
competência para editar normas que exijam autorização da Assembleia Legislativa 
para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) instaure ação penal contra governador 
e nem para legislar sobre crimes de responsabilidade. Também foi confirmado que, 
no caso de abertura de ação penal, o afastamento do cargo não acontece 
automaticamente. 
Ao pacificar esse entendimento, os ministros aprovaram, por unanimidade, uma 
tese segundo a qual “évedado às unidades federativas instituírem normas que 
condicionem a instauração de ação penal contra governador, por crime comum, à 
previa autorização da casa legislativa, cabendo ao Superior Tribunal de Justiça 
dispor, fundamentadamente, sobre a aplicação de medidas cautelares penais, 
inclusive afastamento do cargo”. De acordo com os ministros, o texto será usado 
como base para a propositura de uma Súmula Vinculante sobre a matéria. 
Quanto aos crimes de responsabilidade, os ministros mantiveram entendimento já 
resumido na Súmula Vinculante 46, segundo a qual a definição dos crimes de 
responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e 
julgamento são da competência legislativa privativa da União. 
O Estado-membro não pode dispor sobre crime de responsabilidade, ainda que 
seja na Constituição estadual. Isso porque a competência para legislar sobre crime 
de responsabilidade é privativa da União, nos termos do art. 22, I, e art. 85 da CF/88. 
Súmula vinculante 46-STF: São da competência legislativa da União a definição dos 
crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de 
processo e julgamento. 
Assim, é inconstitucional norma da Constituição Estadual que preveja a 
competência da Assembleia Legislativa para autorizar a instauração do processo e 
para jugar o Governador e o Vice-Governador do Estado por crimes de 
responsabilidade. 
Também é inconstitucional a previsão contida na Constituição Estadual afirmando 
que o Governador será suspenso de suas funções nos crimes de responsabilidade, 
se admitida a acusação e instaurado o processo, pela Assembleia Legislativa. 
STF. Plenário. ADI 4811/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 13/12/2021. 
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7.4. Foro por prerrogativa de função e desmembramento 
Regra Geral: Desmembramento do processo, devendo cada réu ser julgado pelo eventual Tribunal 
competente no caso de ter prerrogativa de foro, ou ser julgado em primeiro grau de jurisdição se não exercer 
qualquer função que enseje a prerrogativa. 
Exceção: Em circunstâncias especiais, demonstradas e justificadas em cada caso concreto, será 
negado o desmembramento, predominando a de maior graduação, com fulcro em alguns fundamentos: 
· Devido processo legal e duração razoável do processo; 
· Risco de, admitido o desmembramento, serem prolatadas decisões inconciliáveis e contraditórias; 
· Em razão da complexidade e volume de informações. 
Atente-se às jurisprudências importantes: 
Decisão do STF que definiu o rito do processo de impeachment da presidente
Dilma 
Principais conclusões do STF na decisão que definiu o rito do processo de 
impeachment da Presidente Dilma: 1) Não há direito à defesa prévia antes do 
recebimento da denúncia pelo Presidente da Câmara. 2) É possível a aplicação 
subsidiária dos Regimentos Internos da Câmara e do Senado que tratam sobre o 
impeachment, desde que sejam compatíveis com os preceitos legais e 
constitucionais pertinentes. 3) Após o início do processo de impeachment, durante 
a instrução probatória, a defesa tem o direito de se manifestar após a acusação. 4) 
O interrogatório deve ser o ato final da instrução probatória. 5) O recebimento 
da denúncia no processo de “impeachment” ocorre apenas após a decisão do 
Plenário do Senado Federal. Assim, a Câmara dos Deputados somente atua no 
âmbito pré-processual, não valendo a sua autorização como um recebimento da 
denúncia, em sentido técnico. Compete ao Senado decidir se deve receber ou não 
a denúncia cujo prosseguimento foi autorizado pela Câmara. O Senado não está 
vinculado à decisão da Câmara. 6) A decisão do Senado que delibera se instaura ou 
não o processo se dá pelo voto da maioria simples, presente a maioria absoluta de 
seus membros. 7) É possível a aplicação analógica dos arts. 44, 45, 46, 47, 48 e 49 
da Lei 1.079/1950 — os quais determinam o rito do processo de “impeachment” 
contra Ministros do STF e o PGR — ao processamento no Senado Federal de crime 
de responsabilidade contra o Presidente da República. 8) Não é possível que sejam 
aplicadas, para o processo de impeachment, as hipóteses de impedimento do CPP. 
Assim, não se pode invocar o impedimento do Presidente da Câmara para participar 
do processo de impeachment com base em dispositivos do CPP. 9) A eleição da 
comissão especial do impeachment deve ser feita por indicação dos líderes e voto 
aberto do Plenário. Os representantes dos partidos políticos ou blocos 
parlamentares que irão compor a chapa da comissão especial da Câmara dos 
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Deputados deverão ser indicados pelos líderes, na forma do Regimento Interno da 
Câmara dos Deputados. Assim, não é possível a apresentação de candidaturas ou 
chapas avulsas para a formação da comissão especial. STF. Plenário. ADPF 378/DF, 
Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 16, 17 e 18/12/2015 (Info 812). 
Não é possível que o STF examine questões jurídicas formuladas a respeito da
denúncia antes do seu envio à Câmara dos Deputados para o juízo político de que
trata o art. 86 da CF/88 
Imagine que foi formulada denúncia contra o Presidente da República por infrações 
penais comuns. O STF deverá encaminhar esta denúncia para a Câmara dos 
Deputados exercer o seu juízo político. É possível que, antes desse envio, o STF 
analise questões jurídicas a respeito desta denúncia, como a validade dos 
elementos informativos (“provas”) que a embasaram? NÃO. Não há possibilidade 
de o STF conhecer e julgar qualquer questão ou matéria defensiva suscitada pelo 
Presidente antes que a matéria seja examinada pela Câmara dos Deputados. O juízo 
político de admissibilidade exercido pela Câmara dos Deputados precede a análise 
jurídica pelo STF para conhecer e julgar qualquer questão ou matéria defensiva 
suscitada pelo denunciado. A discussão sobre o valor probatório dos elementos de 
convicção (“provas”), ou mesmo a respeito da validade desses elementos que 
eventualmente embasarem a denúncia, constitui matéria relacionada com a 
chamada “justa causa”, uma das condições da ação penal, cuja constatação ou não 
se dará por ocasião do juízo de admissibilidade, a ser levado a efeito pelo Plenário 
do STF após eventual autorização da Câmara dos Deputados. STF. Plenário.Inq 4483 
QO/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 20 e 21/9/2017 (Info 878). 
Caso concreto: lei da Bahia afirmou que, se o Governador e o Vice-Governador 
deixarem os cargos nos dois últimos anos do mandato, a Assembleia Legislativa 
deverá realizar uma eleição indireta, de forma nominal e aberta. Para o STF, essa 
lei é constitucional, sob os pontos de vista formal e material. 
Os estados-membros, no exercício de suas autonomias, podem adotar o modelo 
federal previsto no art. 81, § 1º, da Constituição, cuja reprodução, contudo, não 
é obrigatória. 
No caso de dupla vacância, faculta-se aos estados-membros, ao Distrito Federal e 
aos municípios a definição legislativa do procedimento de escolha do mandatário 
político. 
No caso de realização de eleição indireta, a previsão normativa estadual de votação 
nominal e aberta é compatível com a CF/88. 
STF. Plenário. ADI 1057/BA, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 16/8/2021 
 
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Referências Bibliográficas 
- Direito Constitucional Descomplicado – Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino - 2019 
- Direito Constitucional Sistematizado – Eduardo dos Santos – 2021 
- Direito Constitucional Esquematizado – Pedro Lenza – 25ª edição – 2021 
- Direito Constitucional – Rodrigo Padilha – 6ª edição – 2020 
- Curso de Direito Constitucional – Marcelo Novelino 
- Curso de Direito Constitucional – Dirley da Cunha Junior 
- Dizer o Direito 
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QUESTÕES PROPOSTAS 
1 - 2024 - CESPE / CEBRASPE - PC-PE - CESPE / CEBRASPE - 2024 - PC-PE - Agente de Polícia 
Julgue os itens que se seguem, referentes aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 
I No âmbito federal, o Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, cujos membros são eleitos 
segundo o princípio majoritário, para mandato de quatro anos. 
II Em caso de impedimento do presidente e do vice-presidente da República, ou na vacância dos respectivos 
cargos, serão chamados ao exercício da Presidência, sucessivamente, o presidente da Câmara dos 
Deputados, o do Senado Federal e o do STF. 
III O Conselho Nacional de Justiça e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva são órgãos integrantes do Poder 
Judiciário. 
Assinale a opção correta. 
A-Apenas o item I está certo. 
B-Apenas o item II está certo. 
C-Apenas os itens I e III estão certos. 
D-Apenas os itens II e III estão certos. 
E-Todos os itens estão certos. 
2 - 2023 - CESPE / CEBRASPE - POLC-AL Provas: CESPE / CEBRASPE - 2023 - PO-AL - Papiloscopista 
A respeito do Poder Executivo, do processo legislativo e do Ministério Público, julgue o item a seguir. 
Se o presidente da República cometer crime de responsabilidade, caberá ao procurador-geral da República 
oferecer denúncia contra ele perante o Supremo Tribunal Federal, o qual, após fazer a análise preliminar da 
peça acusatória, a enviará ao Senado Federal, que deverá conduzir o processo. 
Certo 
Errado 
3 - 2022 - INSTITUTO AOCP - PC-GO - INSTITUTO AOCP - 2022 - PC-GO - Agente de Polícia 
Segundo a Constituição Federal, nos crimes de responsabilidade, o Presidente da República ficará suspenso 
de suas funções após a instauração do processo pelo(a) 
A-Supremo Tribunal Federal. 
B-Senado Federal. 
C-Câmara dos Deputados. 
D-Tribunal de Contas da União. 
E-Ministério Público Federal. 
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4 - 2021 - CESPE / CEBRASPE - PC-AL - CESPE / CEBRASPE - 2021 - PC-AL - Escrivão de Polícia - Prova Anulada 
Quanto às disposições constitucionais aplicáveis ao direito penal, julgue o item subsequente. 
A concessão de indulto é ato privativo do presidente da República que atinge os efeitos penais primários, 
mas não atinge os efeitos secundários e extrapenais. 
Certo 
Errado 
5 - 2021 - NC-UFPR - PC-PR - NC-UFPR - 2021 - PC-PR - Investigador de Polícia / Papiloscopista 
De acordo com a Constituição Federal, compete ao Presidente da República, nas suas funções de chefia de 
Estado e de governo: 
A-fixar e modificar os efetivos da Forças Armadas. 
B-decretar e executar o estado de sítio. 
C-prover os cargos públicos federais. 
D-resolver definitivamente sobre acordos e tratados internacionais. 
E-criar e extinguir Ministérios e órgãos da Administração Pública. 
6 - 2021 - IDECAN - PC-CE - IDECAN - 2021 - PC-CE - Inspetor de Polícia Civil 
A doutrina especializada define o indulto como uma das causas de extinção da punibilidade concedida 
privativamente pelo Presidente da República ao condenado, de forma individual ou coletiva, sob forma de 
decreto e a comutação de pena como espécie de indulto, o chamado indulto parcial (indulto restrito). 
Acerca da posição do Superior Tribunal de Justiça sobre o tema, assinale a afirmativa INCORRETA. 
A-O indulto e a comutação de pena incidem sobre as execuções em curso no momento da edição do decreto 
presidencial, não sendo possível considerar na base de cálculo dos benefícios as penas já extintas em 
decorrência do integral cumprimento. 
B-É possível a concessão de comutação de pena aos condenados por crime comum praticado em concurso 
com crime hediondo, desde que o apenado tenha cumprido as frações referentes aos delitos comum e 
hediondo, exigidas pelo respectivo decreto presidencial. 
C-A análise do preenchimento do requisito objetivo para a concessão dos benefícios de indulto e de 
comutação de pena deve considerar todas as condenações com trânsito em julgado até a data da publicação 
do decreto presidencial, sendo indiferente o fato de a juntada da guia de execução penal ter ocorrido em 
momento posterior à publicação do referido decreto. 
D-A sentença que concede o indulto ou a comutação de pena tem natureza declaratória, não havendo como 
impedir a concessão dos benefícios ao sentenciado, se cumpridos todos os requisitos exigidos no decreto 
presidencial. 
E-Para a concessão de indulto, deve ser considerada a pena remanescente em decorrência de comutações 
anteriores, e não a pena originalmente imposta. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
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7 - 2021 - IDECAN - PC-CE - IDECAN - 2021 - PC-CE - Inspetor de Polícia Civil 
Prevalece na doutrina a classificação de fontes formais, como a lei e o costume. As fontes diretas são 
constituídas pelas leis em sentido amplo, que se subdividem em outras classificações quanto à finalidade ou 
importância das normas processuais. Trata-se aqui das fontes processuais penais extravagantes. Nas 
alternativas a seguir há exemplos de fontes extravagantes modificativas, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a. 
A-Lei 8.038/90 – Institui normas procedimentais para os processos que especifica, perante o Superior 
Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal. 
B-Lei 1.079/50 – Define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento. 
C-Lei 9.099/95 – Dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais e dá outras providências. 
D-Lei 13.964/19 – Aperfeiçoa a legislação penal e processual penal. 
E-Lei 11.690/08 – Altera dispositivos do Decreto-Lei 3.689, de 3 de outubro de 1941 – Código de Processo 
Penal, relativos à prova, e dá outras providências. 
8 - 2021 - IDECAN - PC-CE - IDECAN - 2021 - PC-CE - Escrivão de Polícia Civil 
É correto afirmar que o Presidente ficará suspenso de suas funções 
A-nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia pelo Supremo Tribunal Federal, após a admissão de 
acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados. 
B-nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Congresso Nacional, após a admissão 
da acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados. 
C-nas infrações penais comuns, se recebida a queixa-crime pelo Senado Federal, após a admissão da 
acusação contra o Presidente da República, por maioria simples da Câmara dos Deputados. 
D-no caso de violação à lei orçamentária se aceito o pedido para julgamento do processo de impeachment 
pelo presidente da Câmara dos Deputados, após a admissão da acusação contra o Presidente da República, 
por um terço da Câmara dos Deputados. 
E-nos crimes de responsabilidade após a emissão de parecer favorável à continuidade do processo de 
impeachment analisado por uma comissão composta por integrantes da Câmara dos Deputados. 
9 - 2021 - INSTITUTO AOCP - PC-PA - INSTITUTO AOCP - 2021 - PC-PA - Investigador de Polícia Civil 
Em relação às disposições da Constituição Federal, acerca do poder executivo, assinale a alternativa correta. 
A-O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem licença do Congresso Nacional, ausentar-
se do País por períodosuperior a quinze dias, sob pena de perda do cargo. 
B-Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político, obtiver a maioria 
simples de votos, não computados os em branco e os nulos. 
C-Nas eleições presidenciais, se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á 
nova eleição em até quinze dias após a proclamação do resultado, concorrendo os dois candidatos mais 
votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos. 
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D-Se, decorridos vinte dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o Vice-Presidente, salvo motivo de 
força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago. 
E-A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á, simultaneamente, no segundo 
domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do 
ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente. 
10 - 2021 - INSTITUTO AOCP - PC-PA Provas: INSTITUTO AOCP - 2021 - PC-PA - Escrivão de Polícia Civil 
O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado. Quanto ao 
tema, assinale a alternativa INCORRETA. 
A-Admitida a acusação contra o Presidente da República, por três quartos da Câmara dos Deputados, será 
ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante 
o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade. 
B-Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições, expedir instruções para a execução das leis, 
decretos e regulamentos. 
C-Compete privativamente ao Presidente da República dispor, mediante decreto, sobre extinção de funções 
ou cargos públicos, quando vagos. 
D-O Presidente ficará suspenso de suas funções nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou 
queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal. 
E-Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos 
direitos políticos. 
11 - 2019 - INSTITUTO AOCP - PC-ES - INSTITUTO AOCP - 2019 - PC-ES - Escrivão de Polícia 
Com base no que dispõe a Constituição da República Federativa do Brasil quanto ao Poder Executivo, assinale 
a alternativa correta. 
A-A chefia de Estado e a chefia de Governo são exercidas pelo Presidente da República com o auxílio dos 
Ministros de Estado. 
B-Ocorrendo a vacância dos cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, nos dois primeiros anos do 
período presidencial, serão realizadas novas eleições indiretamente, em sessão do Congresso Nacional. 
C-Somente brasileiros natos, maiores de trinta anos, poderão exercer a função de Ministro de Estado. 
D-Compete privativamente ao Vice-Presidente da República vetar projetos de lei, total ou parcialmente. 
E--O Presidente da República é membro do Conselho da República. 
12 - 2018 - FCC - Câmara Legislativa do Distrito Federal - FCC - 2018 - Câmara Legislativa do Distrito Federal 
- Inspetor de Polícia Legislativa 
Prover os cargos públicos federais, na forma da lei, e decretar o estado de sítio são atribuições de 
competência privativa do Presidente da República. De acordo com a Constituição Federal, o Presidente da 
República poderá delegar 
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A-apenas a primeira atribuição mencionada aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou 
ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. 
B-ambas as atribuições mencionadas aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao 
Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. 
C-apenas a segunda atribuição mencionada aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou 
ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. 
D-ambas as atribuições mencionadas somente aos Ministros de Estado ou ao Advogado-Geral da União, que 
observarão os limites traçados nas respectivas delegações. 
E-apenas a segunda atribuição mencionada exclusivamente aos Ministros de Estado, que observarão os 
limites traçados nas respectivas delegações. 
13 - 2018 - FCC - Câmara Legislativa do Distrito Federal - FCC - 2018 - Câmara Legislativa do Distrito Federal 
- Inspetor de Polícia Legislativa 
Suponha que na eleição para a Presidência da República, antes da necessária realização do segundo turno, o 
candidato mais votado em primeiro turno desista da candidatura para cuidar de sua saúde. Nesse caso, de 
acordo com a Constituição Federal, 
A-convocar-se-á, dentre os remanescentes, o mais idoso e, havendo mais de um candidato com a mesma 
idade, qualificar-se-á o de maior votação. 
B-convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação e, se remanescer, em segundo lugar, mais de 
um candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso. 
C-considerar-se-á eleito o segundo candidato mais votado, sem a necessidade de realização de segundo 
turno da eleição. 
D-realizar-se-á nova eleição, em turno único, com todos os candidatos remanescentes, sendo considerado 
eleito aquele que obtiver a maior votação. 
E-convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação e, se remanescer, em segundo lugar, mais de 
um candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais jovem. 
14 - 2018 - COPS-UEL - PC-PR - COPS-UEL - 2018 - PC-PR - Escrivão de Polícia 
Sobre os atos atentatórios que configuram crimes de responsabilidade do Presidente da República, considere 
as afirmativas a seguir. 
I. Que descumpram decisões judiciais. 
II. Que impeçam o exercício dos direitos sociais. 
III. Que se oponham à existência da União. 
IV. Que contrariem os interesses do mercado financeiro. 
Assinale a alternativa correta. 
A-Somente as afirmativas I e II são corretas. 
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B-Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
C-Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
D-Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E-Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
15 - 2018 - VUNESP - PC-BA - VUNESP - 2018 - PC-BA - Investigador de Polícia 
Suponha que, nas Eleições de 2018, candidataram-se ao cargo de Presidente da República X, Y e Z, 
respectivamente com 40 (quarenta), 45 (quarenta e cinco) e 50 (cinquenta) anos. Nesse caso, é correto 
afirmar que 
A-será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político, obtiver a maioria dos 
votos válidos, computando-se os votos em branco, mas não os nulos. 
B-se na primeira votação nenhum candidato alcançar maioria absoluta, será realizada nova eleição em até 
30 (trinta) dias após a proclamação do resultado, concorrendo os 2 (dois) candidatos mais votados. 
C-havendo nova votação no caso de não se ter alcançado maioria absoluta de votos, e, antes da realização 
do segundo turno, ocorrer a morte, desistência ou impedimento legal de candidato, será convocado, dentre 
os remanescentes, o mais idoso. 
D-se, por exemplo, o candidato X tiver obtido a maior votação, mas desistido do cargo antes do segundo 
turno, e os candidatos Y e Z obtiveram a mesma votação, será qualificado como Presidente o candidato Z. 
E--se decorridos 5 (cinco) dias para a posse, o Presidente ou o Vice-Presidente, salvo por motivo de força 
maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado como vago. 
16 - 2018 - CESPE / CEBRASPE - PC-MA - CESPE - 2018 - PC-MA - Investigador de Polícia 
O presidente da República poderá delegar aos ministros de Estado, ao procurador-geral da República ou ao 
advogado-geral da União a atribuição de 
A-decretar o estado de defesa e o estado de sítio. 
B-editarmedidas provisórias. 
C-conferir condecorações e distinções honoríficas. 
D-prover cargos públicos federais, na forma da lei. 
E-vetar projetos de lei. 
17 - 2017 - IBADE - PC-AC - IBADE - 2017 - PC-AC - Escrivão de Polícia Civil 
Sobre o Poder Judiciário, assinale a alternativa correta. 
A-A vitaliciedade, nos Tribunais, será adquirida após dois anos de efetivo exercício da atividade. 
B-Os ministros do STF podem perder o cargo em condenação por crime de responsabilidade no Senado. 
C-Compete ao Superior Tribunal de Justiça processar e julgar originariamente nos crimes comuns os Ministros 
de Estado. 
D-O Conselho Nacional de Justiça não é órgão do Poder Judiciário, pois exerce controle externo sobre ele. 
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E-O magistrado pode ser removido por interesse público, mediante decisão da maioria simples dos membros 
do tribunal ao qual ele está alocado. 
18 - 2017 - IBADE - PC-AC - IBADE - 2017 - PC-AC - Escrivão de Polícia Civil 
A quem compete julgar os crimes de responsabilidade cometidos pelo Advogado-Geral da União? 
A-Tribunal Regional Federal 
B-Supremo Tribunal Federal 
C-Superior Tribunal de Justiça 
D-Senado Federal 
E-Câmara dos Deputados 
19 - 2016 - CESPE / CEBRASPE - PC-PE - CESPE - 2016 - PC-PE - Escrivão de Polícia Civil 
No regime presidencialista brasileiro, o presidente da República é o chefe de Estado e de governo da 
República Federativa do Brasil. As competências constitucionais do presidente da República incluem 
A-editar decretos autônomos, nas hipóteses previstas na CF, atribuição que pode ser delegada ao advogado-
geral da União. 
B-nomear, após aprovação pelo Senado Federal, o advogado-geral da União. 
C-celebrar tratados, convenções e atos internacionais, independentemente de aprovação do Congresso 
Nacional. 
D-dar, de forma privativa, início ao processo legislativo de leis que disponham sobre criação de todo cargo, 
emprego e função dos Poderes da República. 
E-expedir decretos orçamentários que inovem a ordem jurídica. 
20 - 2016 - CESPE / CEBRASPE - PC-PE - CESPE - 2016 - PC-PE - Agente de Polícia 
Assinale a opção correta no que se refere às responsabilidades do presidente da República estabelecidas na 
CF. 
A-Acusado da prática de crime comum estranho ao exercício de suas funções, cometido na vigência do 
mandato, o presidente da República será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após deixar a função. 
B-O afastamento do presidente da República cessará se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o Senado 
Federal não tiver concluído o julgamento do processo pela prática de crime de responsabilidade aberto 
contra ele; nesse caso, o processo será arquivado. 
C-A única possibilidade de responsabilização do presidente da República investido em suas funções se refere 
ao cometimento de infração político-administrativa, não respondendo o chefe do Poder Executivo por 
infração penal comum na vigência do mandato. 
D-O presidente da República dispõe de imunidade material, sendo inviolável por suas palavras e opiniões no 
estrito exercício das funções presidenciais. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
PODER EXECUTIVO 
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E-A decisão do Senado Federal que absolve ou condena o presidente da República em processo pela prática 
de crime de responsabilidade não pode ser reformada pelo Poder Judiciário. 
Respostas1 
1 1: B 2: E 3: B 4: C 5: C 6: E 7: B 8: A 9: A 10: A 11: A 12: A 13: B 14: D 15: D 16: D 17: B 18: D 19: A 20: E 
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