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ESFA    Módulo I 
1/20 
 
 
 
 
 
ESTÁGIO SETORIAL 
DE FISCALIZAÇÃO 
ADMINISTRATIVA 
 
 
 
Módulo V – Custos 
2025 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
2/20 
 
Atualizações 
 
Autor Data (dd mmm) Item alterado 
Breve descrição da 
alteração 
1º Ten. 
LUCIVAN 
05/12/2024 Atualização conforme 
NBC TSP 34 
 
 
 
 
(Atenção: esta apostila não deve ser usada como amparo 
legal, tratando-se apenas de um material didático de apoio 
para estudo e eventuais consultas) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
3/20 
 
 
 
Sumário 
 
 
INTRODUÇÃO............................................................................................................... 4 
1. SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE CUSTOS DO GOVERNO FEDERAL - SIC ........ 6 
2. CUSTOS .................................................................................................................... 8 
3. TERMINOLOGIA ..................................................................................................... 10 
4. OBJETO DE CUSTOS E CENTRO DE CUSTO ...................................................... 11 
5. PLANEJAMENTO GERAL ....................................................................................... 13 
6. EXECUÇÃO DOS REGISTROS DE CUSTOS NOS DIVERSOS SISTEMAS ......... 15 
7. RELATÓRIOS GERENCIAIS ................................................................................... 16 
CONCLUSÃO .............................................................................................................. 18 
REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 19 
 
 
 
 
 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
4/20 
 
INTRODUÇÃO 
 
A contabilidade como ciência evolui com o passar do tempo na medida em que 
paradigmas são quebrados, novos desafios são impostos e perspectivas são 
alcançadas. Grandes são as mudanças no Setor Público quando tratamos da 
Contabilidade Pública, em especial à Gestão de Custos com foco na qualidade do 
gasto público. 
Os órgãos responsáveis pela contabilidade governamental falam de um “Novo 
Modelo de Contabilidade Aplicada ao Setor Público”, que visa resgatar a 
Contabilidade como ciência e seu objeto de estudo: o patrimônio público. 
A Administração Pública Brasileira tem extensa tradição na gestão das contas 
públicas. Iniciando-se com a Lei nº 4.320/64, o Decreto nº 93.872/86, a implantação 
do SIAFI e mais recentemente com a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF (LC nº 
101/2000). Várias ações estratégicas estão em curso, visando à consolidação desse 
novo modelo para a Contabilidade Pública, que tem como objetivo a convergência das 
práticas da contabilidade para os padrões estabelecidos nas Normas Internacionais 
de Contabilidade Aplicada ao Setor Público. 
 Nesse sentido, o Conselho Federal de Contabilidade – CFC e a Secretaria 
do Tesouro Nacional – STN intensificaram ações para que a contabilidade 
aplicada ao setor público, seja também, uma contabilidade que siga os 
princípios e normas contábeis direcionados à gestão do patrimônio de entidades, 
oferecendo informações úteis sobre os resultados alcançados e os aspectos 
orçamentários, financeiros, patrimoniais e custos, em apoio ao processo decisório. 
A STN, órgão responsável pela Contabilidade Federal, também demonstrando 
engajamento nesse processo, publicou a Portaria MF nº 716, de 24 de outubro de 
2011, que dispõe sobre o Sistema de Informação de Custos – SIC, sistema 
informacional do Governo Federal que tem por objetivo o acompanhamento, a 
avaliação e a gestão dos custos dos programas e das unidades da 
Administração Pública Federal e o apoio aos gestores na tomada de decisão. 
A Secretaria de Economia e Finanças, por intermédio da Diretoria de 
Contabilidade, trata a gestão de custos como uma de suas prioridades, seguindo as 
Diretrizes do Comandante do Exército desde 2003. 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
5/20 
 
Nessa esteira desenvolveu e implementou em 2008, em todas as Organizações 
Militares, o Sistema Gerencial de Custos do Exército – SISCUSTOS, evoluindo em 
2018, para o Módulo de Custos do SIGA, ferramenta que apurou os custos das 
atividades desenvolvidas pela Força Terrestre, sistema que inspirou outros órgãos 
da administração federal e trocou experiências para o desenvolvimento desta 
contabilidade gerencial aplicada ao setor público. 
O Exército Brasileiro sempre esteve atento a esse movimento da Administração 
Pública. Em 2011, seguindo orientação da Portaria MF nº 716, criou a Setorial de 
Custos do Comando do Exército por meio da Portaria nº 20 da SEF, de 22 DEZ 11, 
designando a Diretoria de Contabilidade como Órgão Setorial de Custos do Governo 
Federal. 
O CFC, órgão regulador das práticas contábeis no Brasil, estimulando à 
convergência com as normas internacionais, elaborou Norma Brasileira de 
Contabilidade, NBC TSP 34, de 18 de novembro de 2021 a ser aplicada pelas 
entidades do setor público a partir de 1º de janeiro de 2024. Tal norma estabelece a 
conceituação, o objeto, os objetivos e as regras básicas para mensuração e 
evidenciação dos custos no setor público. 
A D Cont participa, acompanha, orienta e gerencia as informações de custos da 
Força Terrestre na medida em que trata os dados de diversos sistemas, internos e 
externos à Instituição, conforme a execução dos lançamentos realizados pelas 
Unidades Gestoras. Essas informações de custos são obtidas por meio das 
apropriações dos serviços provenientes do Sistema Integrado de Administração 
Financeira (SIAFI), do Sistema de Controle Físico (SISCOFIS) que é um módulo 
do Sistema de Material do Exército (SIMATEX) com os insumos de material de 
consumo e depreciação do material permanente e dos sistemas de pagamento 
de pessoal (SIAPPES/SIPPES) com os valores das remunerações, objetivando 
assim, disponibilizar informações gerenciais às unidades do Exército em seus 
diversos níveis de comando. A gestão de custos deve envolver todas as OM no 
que diz respeito aos gastos com pessoal, material de consumo, depreciação do 
material permanente, diárias, ajudas de custo e dos serviços executados pela 
Força. 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
6/20 
 
O constante aperfeiçoamento da gestão de custos está sempre em voga na D 
Cont. O foco no cliente e na utilização dessas informações para a tomada de decisão 
nos move no sentido da racionalização administrativa, do controle e da otimização dos 
gastos e da qualidade da informação. 
Nesse sentido, cumprindo a Diretriz Especial de Gestão Orçamentária e 
Financeira de 2020 do Comandante o Exército que determina propor medidas visando 
à melhoria contínua da governança e da gestão dos processos relacionados às áreas 
orçamentária, contábil, financeira, de custos e patrimonial, com o intuito de buscar 
maior eficiência, economicidade e efetividade no emprego dos recursos disponíveis 
e, ainda, orientação do Secretário de Economia e Finanças, a D Cont, após estudo 
técnico, decidiu mudar o modus operandi do acompanhamento das informações 
de custos do Comando do Exército, deixando de utilizar Módulo de Custos, passando 
a buscar informações e gerar relatórios gerenciais por meio do Tesouro Gerencial 
com dados do Sistema de Informação de Custos do Governo Federal – SIC. 
Portanto, essa fase do estágio procurará tratar de assuntos relacionados a 
custos, focando alguns aspectos sobre essa mudança que teve início no ano de 2021 
utilizando, para isso, o material disponibilizado até o momento de confecção deste 
módulo, com as devidas atualizações que porventura venham a ocorrer. Como alguns 
conceitos existentes tanto no manual do SISCUSTOS, como no material do Módulo 
Custos do SIGA estão de acordo com os conceitos relacionados acustos, também 
nos utilizaremos desse material para o desenvolvimento desta apostila. 
 
1. SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE CUSTOS DO GOVERNO FEDERAL - SIC 
 
O SIC é uma ferramenta de TI que tem a capacidade de integrar diversos 
sistemas do Governo Federal em uma única base de dados, armazenando e reunindo 
informações de custos que permitem apoio à tomada de decisão. A figura abaixo, 
retirada do Caderno de Orientação aos Agentes da Administração – Gestão de Custos 
(disponível na biblioteca deste módulo), apresenta uma visão geral dessa integração: 
 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
7/20 
 
 
O SIC deve estar integrado com o processo de planejamento e orçamento, 
devendo utilizar a mesma base conceitual caso se referirem aos mesmos 
objetos de custos, permitindo assim o controle entre o orçado e o executado. O 
processo de mensurar e de evidenciar custos deve ser realizado sistematicamente, 
fazendo da informação de custos um vetor de alinhamento e aperfeiçoamento do 
planejamento e orçamento futuros. 
 Compete à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) tratar de assuntos 
relacionados à área de custos na Administração Pública Federal, manter e aprimorar o 
sistema de informações de custo, para permitir a avaliação e o acompanhamento da 
gestão orçamentária, financeira e patrimonial. 
Nessa perspectiva de utilizarmos o SIC para a Gestão de Custos da Força, 
algumas mudanças foram necessárias para atingirmos esse objetivo. Para 
levantarmos o custo com pessoal, alterações no SiCaPEx foram realizadas para 
registro e apontamento do centro de custos de cada militar e, ainda, mudanças 
das consultas nos sistemas de pagamentos, SIAPPES e SIPPES, para envio 
desses dados ao SIAFI. Para o custo de material, evoluções no SISCOFIS 
foram executadas a fim de apurarmos a depreciação do material permanente e a 
baixa do material de consumo, sendo gerados novos relatórios por centro de custos 
para registros no SIAFI. Ainda, em relação ao custo dos serviços, foram cadastrados 
novos centros de custos no SIAFI. 
Fonte: COINC/STN 
Figura 1: SIC 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
8/20 
 
As informações geradas pelo SIC são disponibilizadas por meio do Tesouro 
Gerencial. Então percebe-se que é um sistema que não existe um usuário (login 
e senha) para realizar lançamentos diretos, mas integra informações de diversos 
sistemas em um banco de dados gerenciado pela STN. 
Desse modo, com a implantação do SIC no âmbito do Exército, a Diretoria de 
Contabilidade, Setorial de Custos do Comando do Exército, tem como objetivos 
aperfeiçoar a Gestão de Custos da Força, potencializar a vertente gerencial da 
contabilidade de Custos, melhor subsidiar os processos decisórios em todos os 
níveis, bem como aumentar a transparência governamental e accountability. 
Assim torna-se importante não só a leitura das orientações constantes no 
Caderno de Orientação aos Agentes da Administração – Gestão de Custos, como a 
constante atenção a ser dispensada a futuras orientações sobre o assunto. 
Conforme consta no referido Caderno, ele tem por finalidade orientar aos 
agentes da administração das unidades do Exército sobre os diversos procedimentos 
para a apropriação de custos, visando à obtenção de informações necessárias à 
contabilidade gerencial. 
 
2. CUSTOS 
 
A Contabilidade de Custos é o ramo da Contabilidade que se destina a produzir 
informações para os diversos níveis gerenciais de uma organização, constituindo-se 
em uma técnica utilizada para identificar, mensurar e informar os custos dos produtos 
e/ou serviços sob seu encargo. 
No Exército Brasileiro através da Diretriz do Comandante do Exército de 2003, 
deram-se início os trabalhos para a criação de um sistema de custos que atendesse à 
legislação vigente. 
 “... Aperfeiçoar o processo orçamentário, realizando um levantamento de 
necessidades coerente com o quadro econômico-financeiro presente, seguido por um 
planejamento detalhado dos custos levantados, passando por uma gestão eficiente, 
eficaz e efetiva dos recursos disponibilizados e culminando com auditorias de 
avaliação da gestão dos programas executados pelo Exército.” 
Os principais objetivos da metodologia para apropriação de custos são: 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
9/20 
 
a. Identificar o custo das Organizações Militares do Comando do Exército, como 
também, de seus Programas Estratégicos. 
b. Proporcionar aos dirigentes, nos seus respectivos níveis, as informações 
gerenciais referentes aos custos apropriados por OM (pessoal, material e serviços) e 
programas estratégicos afetos ao Comando do Exército. 
c. Realizar o acompanhamento gerencial das OM. 
d. Disponibilizar informações, em tempo hábil, para auxiliar nos processos 
decisórios. 
e. Permitir ajustes no planejamento, para uma gestão eficiente, eficaz e efetiva 
dos recursos disponibilizados ao Comando do Exército. 
 
 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
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3. TERMINOLOGIA 
 
Para podermos entender um pouco mais sobre custos, torna-se interessante 
apresentar algumas terminologias que foram extraídas do Caderno de Orientações 
aos Agentes da Administração – Gestão de Custos: 
Gasto – é o dispêndio de um ativo ou criação de um passivo, estando ou não 
relacionado à obtenção de um bem ou serviço. 
Despesa Pública – Conjunto de dispêndios do Estado ou de outra pessoa do 
direito público, destinado ao funcionamento dos serviços públicos. 
Custo – é o consumo ou utilização de recursos para a geração de bens ou 
serviços. 
Investimento – corresponde a bens ou direitos reconhecidos no ativo em função 
dos benefícios futuros esperados. 
Perda – é o consumo ou utilização de recursos de forma anormal e imprevisível, 
não contribuindo para a geração de bens e serviços. 
Custo Direto – é o custo identificado e apropriado direta e objetivamente ao 
objeto de custo. 
Custo Indireto – é o custo que não pode ser identificado e apropriado direta e 
objetivamente ao objeto de custo, devendo sua alocação ocorrer por meio de 
direcionadores de custos ou, em última instância, de bases de rateio razoáveis e 
consistentes. 
Custos de suporte - são os custos relativos a atividades que dão suporte à 
realização das atividades finalísticas. 
Custos finalísticos - são os custos correspondentes a atividades finalísticas, 
diretamente relacionadas ao cumprimento da missão institucional, por caracterizar a 
atuação da entidade associada ao valor público, em atendimento às necessidades de 
interesse público. 
Objeto de Custo - é a unidade para a qual se deseja identificar, mensurar e 
avaliar os custos. O conceito de objeto de custo é amplo, podendo ser considerado 
como tal qualquer item no qual os custos conseguem ser identificados e que tem 
relevância para a gestão. A quantidade de objetos de custos influencia o nível de 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
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granularidade e de complexidade do modelo de gerenciamento de custos. São 
classificados em objeto de custo final e objeto de custo intermediário. 
Centro de Custos (CC) - É o menor nível de alocação de recursos humanos, 
serviços e materiais (consumo e depreciação), representando um objeto de custeio 
com base nos custos finalísticos e de suporte da Organização Militar. Também podem 
ser criados com base nos Programas Estratégicos de Defesa ou nas necessidades 
dos diferentes órgãos do Exército. 
A figura abaixo, retirada do Caderno de Orientações aos Agentes da 
Administração – Gestão de Custos, ilustra o fluxo percorrido desde o momento do 
gasto até a sua efetiva transformação em custo: 
 
4. OBJETO DE CUSTOS E CENTRO DE CUSTOS 
 
Os objetos de custos qualificam o que será medido e a forma como será 
acumulada, estruturada e gerada a informação de custos conforme as necessidades 
de gestão do Comando do Exército. Assim, com a utilização do SIC, os nossos 
objetos de custos serãoa Organização Militar e os Programas Estratégicos de 
grande relevância para a Força Terrestre. 
Centros de Custos são as unidades mínimas de acumulação de recursos. 
Inicialmente o Exército decidiu que a melhor estratégia para a gestão de custo será 
apurar os custos pessoal, material e serviços de forma agregada, à nível da OM, nas 
Figura 2: Fluxo Custos 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
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suas áreas finalísticas e de suporte. Em casos de grande relevância, poderão ser 
criados centros de custos específicos para os Programas Estratégicos de Defesa do 
Exército Brasileiro. Dessa maneira, para facilitar o entendimento, eles estão divididos 
em 03(três) áreas de abrangência: 
a. Centros de Custos Finalísticos – São aqueles que dizem respeito aos 
setores finalísticos de cada Organização Militar, levando-se em conta a missão 
institucional da unidade; 
b. Centros de Custos de Suporte – São aqueles que dizem respeito aos 
setores que prestam apoio às áreas-fins de cada Organização Militar, sempre 
respeitando a missão institucional da unidade; e 
c. Centros de Custos Específicos – São aqueles que visam medir os custos de 
Programas Estratégicos de Defesa e outros de grande relevância para a Força 
Terrestre. 
Na prática, os Centro de Custos (CC) são códigos que serão atribuídos a 
determinadas despesas e gastos, a fim de realizar sua alocação, rateio e controle. 
A próxima figura, retirada do Caderno de Orientações aos Agentes da 
Administração – Gestão de Custos, ilustra a codificação dos novos Centros de Custos 
a partir de 2021: 
 
Figura 3: Exemplos de codificação de centro de custos 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
13/20 
 
Cabe aqui orientar que, visualizando a missão institucional de cada Organização 
Militar, Centro de Custos Finalístico é aquele identificado pela área fim da OM. Então, 
por exemplo, para direcionar os custos de pessoal, material e serviços da unidade, 
deve-se levar em conta os processos mapeados pela OM, de modo que os processos 
finalísticos receberão os custos da área fim. 
Por conseguinte, Centro de Custos de Suporte é aquele identificado pela área de 
apoio da OM. Então, por exemplo, para direcionar os custos de pessoal, material e 
serviços da unidade, devem-se levar em conta os processos mapeados pela OM, 
sendo que os processos de apoio receberão os custos da área de suporte. 
 
5. PLANEJAMENTO GERAL 
 
Todas as OM são estruturas de acumulação de custos. Dessa forma deverão 
estar inseridas nessas ações de maneira a gerar e facilitar que sejam geradas as 
informações de custos conforme previsto nas orientações emanadas pela D Cont e 
pelo os CGCFEx utilizando os sistemas SIAFI, SCDP, SISCOFIS, SiCaPEx e 
SIAPPES/SIPPES. 
Em relação aos registros contábeis dos custos de serviços no SIAFI WEB e 
SCDP, o processo realizado pela UG consiste na indicação do código de centro de 
custo, que antes representava as atividades e a partir de JAN 21 representa as áreas 
finalísticas e de suporte da OM. Assim os dados de custeio relativos aos serviços e 
contratos serão apropriados no SIAFI/SCDP, quando da liquidação das despesas, na 
aba “centro de custos”, indicando o código de centro de custos da OM beneficiada 
pelo custo. Cabe ressaltar que esses lançamentos no SIAFI caberão à unidade que 
tem autonomia administrativa e que estas deverão executar os lançamentos de suas 
unidades administrativamente vinculadas, seguindo o centro de custos de cada OM 
(Finalístico ou Suporte). 
Os dados de custos relativos aos materiais serão considerados em duas 
situações distintas utilizando o Sistema de Controle Físico (SISCOFIS). O material de 
consumo será custo no momento da saída do almoxarifado por meio do pedido de 
material com a indicação do centro de custos. Já o material permanente será 
considerado custo somente o valor da depreciação mensal de cada item, após sair do 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
14/20 
 
almoxarifado e colocado em uso, também indicando o centro de custos. Para esse 
controle, e posterior lançamento no SIAFI da baixa de estoque e da depreciação, será 
gerado no SICOFIS um relatório com essas informações para que a unidade possa 
realizar os devidos registros. 
O custo com pessoal militar (ativa e PTTC) será considerado a partir dos dados 
de pagamento de pessoal processados, mensalmente, pelo Centro de Pagamento do 
Exército (CPEx) por meio do SIAPPES/SIPPES. Para que possamos direcionar a 
força de trabalho da OM, todas as unidades terão a responsabilidade de definir no 
SiCaPEx em que centro de custos cada militar está desempenhando suas funções, 
considerando as áreas finalística ou de suporte, ou ainda, área do centro de custo 
específico. 
 A figura a seguir, também do Caderno de Orientações aos Agentes da 
Administração – Gestão de Custos, ilustra a dinâmica de alimentação de informações 
de custos dos diversos sistemas junto ao 
SIC: 
 
Diante desse contexto, é necessário destacar que o Fiscal Administrativo das 
unidades continua sendo o Gestor de Custos com a competência de coordenar e 
orientar aos agentes da administração envolvidos nos processos citados acima, 
sobremaneira quanto à definição dos processos finalísticos ou de suporte. Caberá, 
  
Figura 4: Alimentação do SIC 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
15/20 
 
então, reunir-se com os encarregados do setor de pessoal, do setor financeiro 
(tesoureiro), do setor de material (almoxarife) e com a própria fiscalização, a definição 
das áreas finalísticas e de suporte da OM para que todos tenham o mesmo 
entendimento das suas áreas conforme os processos da unidade. 
 
6. EXECUÇÃO DOS REGISTROS DE CUSTOS NOS DIVERSOS SISTEMAS 
 
Em relação aos procedimentos necessários para o registro de custos nos 
diversos sistemas, estão todos bem detalhados no item 8 do Caderno de Orientações 
aos Agentes da Administração – Gestão de Custos, disponível na intranet da SEF e da 
D Cont, de modo que sua leitura será considerada como complemento deste tópico. 
 
  
 
Figura 5: Sistemas que alimentam o SIC 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
16/20 
 
7. RELATÓRIOS GERENCIAIS 
 
Os relatórios gerenciais de custos poderão ser obtidos pelas unidades através do 
Módulo de Custos do SIGA (dados até dezembro de 2020), pelo Sistema de 
Informações de Custos do Governo Federal – SIC disponibilizados por meio do 
Tesouro Gerencial – TG, pelo Sistema de Acompanhamento da Gestão – SAG, e 
ainda, pelo Power BI (intranet da D Cont). Também há a possibilidade de visualizar 
informações de custos do Comando do Exército mediante Portal de Custos do 
Governo Federal – Tesouro Transparente. 
A D Cont disponibilizará alguns relatórios de custos pré-definidos no TG, no 
seguinte caminho “Tesouro Gerencial> Relatórios Compartilhados> SIC-Sistema de 
Informações de Custos > Setorial de Custos > 52121-Comando do Exército”, 
lembrando que para ter acesso a essa informação o usuário deverá ter cadastrado no 
SIAFI com o perfil “TESCUSTOS”. 
 
 
 
 
Figura 6: Consulta SIAFI 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
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Figura 7: Consulta SAG 
Figura 8: Consulta Portal de Custos 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
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CONCLUSÃO 
 
A Contabilidade de Custos no Comando do Exército compreende não somente o 
cumprimento de dispositivos legais, mas também um importante instrumento de 
gestão capaz de indicar o nível de desempenho da Instituição com relação aos 
produtos e aos serviços gerados, às atividades desenvolvidas e aos processos 
finalísticos e de suporte executados para o atendimento às suas inúmeras demandas. 
Assim, com a Gestão de Custos da Força Terrestre sendo medida por meio do 
SIC, busca-se maior efetividade e melhoria na execução dos procedimentos de custos 
na medida em que racionaliza processos e recursos com vistas na melhoria do gasto 
público e na transparência dos recursos disponibilizados ao Exército Brasileiro. 
Caros participantes, chegamos ao final deste módulo. Esperamos quetodos 
tenham conseguido assimilar os aspectos apresentados sobre custos e como os 
mesmos são tratados dentro do Exército. 
O assunto foi pautado em cima das orientações constantes na Cartilha de 
Informações de Custos do Exército Brasileiro, objetivando mostrar ao participante 
onde buscar orientações relacionadas aos procedimentos adotados pelo Exército a 
partir do ano de 2021. 
Como o Gestor de Custos da unidade é o Fiscal Administrativo, torna-se 
fundamental que esse agente mantenha-se informado e atualizado sobre os assuntos 
e procedimentos relacionados ao tema. Esperamos que o módulo tenha cumprido a 
finalidade de ambientá-los sobre aspectos relacionados a gestão de custos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
19/20 
 
REFERÊNCIAS 
 
- BRASIL. Decreto Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967. Dispõe sobre a organização 
da administração federal, estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e da 
outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 
Seção I, Parte I, Suplemento Nº 39, de 27 de fevereiro de 1967, retificado em 8 de 
março, 30 de março e 17 de julho de 1967. 
______. Decreto-lei nº 93.872, de 23 de dezembro de 1996 – Dispõe sobre a 
unificação dos recursos do tesouro Nacional, atualiza e consolida legislação 
pertinente. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, de 23 de 
outubro de 1998. 
______. Decreto n° 6.976, de 7 de outubro de 2009. Dispõe sobre o Sistema de 
Contabilidade Federal e dá outras providências. Diário Oficial da República 
Federativa do Brasil, Brasília, de 8 de outubro de 2009. 
 
______. Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000. Estabelece normas de 
finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras 
providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, de 05 de 
maio de 2000. 
______. Lei 4320/64, de 17 de março de 1964 – Estatui normas gerais de direito 
financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, Estados, 
Municípios e do Distrito Federal. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, 
Brasília, DF, de 23 de março de 1964. 
 
______. Lei nº 10.180, de 6 de fevereiro de 2001. Organiza e disciplina os Sistemas 
de Planejamento e de Orçamento Federal, de Administração Financeira Federal, de 
Contabilidade Federal e de Controle Interno do Poder Executivo Federal, e dá outras 
providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 07 de 
fevereiro de 2001. 
 
_______. Portaria MF nº 184, de 25 de agosto de 2008. Dispõe sobre as diretrizes a 
serem observadas no setor público (pelos entes públicos) quanto aos procedimentos, 
práticas, elaboração e divulgação das demonstrações contábeis, de forma a torná-los 
convergentes com as Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor 
Público. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 25 de agosto 
de 2008, Seção 1. 
_______. Portaria STN nº 157, de 09 de março de 2011. Cria Sistema de Informações 
de Custos do Governo Federal – SIC. 
ESFA ‐ 2025    Módulo V 
20/20 
 
 
_______. Portaria STN nº 716, de 24 de outubro de 2011. Dispõe sobre as 
competências dos Órgãos Central e Setoriais do Sistema de Custos do Governo 
Federal. 
 
_______. Portaria STN nº 518, de 17 de julho de 2018. Aprova o Manual de 
Informações de Custos do Governo Federal – MIC. 
 
______. Resolução CFC nº 750, de 29 de dezembro de 1993, Dispõe sobre os 
Princípios Fundamentais de Contabilidade - Conselho Federal de Contabilidade. 
 
______. Resolução CFC nº 774, de 16 de dezembro de 1994, Aprova o Apêndice à 
Resolução sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade - Conselho Federal 
de Contabilidade. 
 
______. Resolução CFC nº 1.366, de 25 de novembro de 2011, Aprova a NBC T 16.11 
– Sistema de Informação de Custos do Setor Público (alterada pela Resolução CFC nº 
1473/13) - Conselho Federal de Contabilidade. 
______ Norma Brasileira de Contabilidade, NBC TSP 34, de 18 de Novembro de 2021 
- Conselho Federal de Contabilidade. 
______. Portaria C Ex Nº 1.743, de 19 de maio de 2022, Aprova as Normas Aplicadas 
à Gestão de Custos no âmbito do Comando do Exército.

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