Prévia do material em texto
ESFA Módulo I 1/20 ESTÁGIO SETORIAL DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA Módulo V – Custos 2025 ESFA ‐ 2025 Módulo V 2/20 Atualizações Autor Data (dd mmm) Item alterado Breve descrição da alteração 1º Ten. LUCIVAN 05/12/2024 Atualização conforme NBC TSP 34 (Atenção: esta apostila não deve ser usada como amparo legal, tratando-se apenas de um material didático de apoio para estudo e eventuais consultas) ESFA ‐ 2025 Módulo V 3/20 Sumário INTRODUÇÃO............................................................................................................... 4 1. SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE CUSTOS DO GOVERNO FEDERAL - SIC ........ 6 2. CUSTOS .................................................................................................................... 8 3. TERMINOLOGIA ..................................................................................................... 10 4. OBJETO DE CUSTOS E CENTRO DE CUSTO ...................................................... 11 5. PLANEJAMENTO GERAL ....................................................................................... 13 6. EXECUÇÃO DOS REGISTROS DE CUSTOS NOS DIVERSOS SISTEMAS ......... 15 7. RELATÓRIOS GERENCIAIS ................................................................................... 16 CONCLUSÃO .............................................................................................................. 18 REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 19 ESFA ‐ 2025 Módulo V 4/20 INTRODUÇÃO A contabilidade como ciência evolui com o passar do tempo na medida em que paradigmas são quebrados, novos desafios são impostos e perspectivas são alcançadas. Grandes são as mudanças no Setor Público quando tratamos da Contabilidade Pública, em especial à Gestão de Custos com foco na qualidade do gasto público. Os órgãos responsáveis pela contabilidade governamental falam de um “Novo Modelo de Contabilidade Aplicada ao Setor Público”, que visa resgatar a Contabilidade como ciência e seu objeto de estudo: o patrimônio público. A Administração Pública Brasileira tem extensa tradição na gestão das contas públicas. Iniciando-se com a Lei nº 4.320/64, o Decreto nº 93.872/86, a implantação do SIAFI e mais recentemente com a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF (LC nº 101/2000). Várias ações estratégicas estão em curso, visando à consolidação desse novo modelo para a Contabilidade Pública, que tem como objetivo a convergência das práticas da contabilidade para os padrões estabelecidos nas Normas Internacionais de Contabilidade Aplicada ao Setor Público. Nesse sentido, o Conselho Federal de Contabilidade – CFC e a Secretaria do Tesouro Nacional – STN intensificaram ações para que a contabilidade aplicada ao setor público, seja também, uma contabilidade que siga os princípios e normas contábeis direcionados à gestão do patrimônio de entidades, oferecendo informações úteis sobre os resultados alcançados e os aspectos orçamentários, financeiros, patrimoniais e custos, em apoio ao processo decisório. A STN, órgão responsável pela Contabilidade Federal, também demonstrando engajamento nesse processo, publicou a Portaria MF nº 716, de 24 de outubro de 2011, que dispõe sobre o Sistema de Informação de Custos – SIC, sistema informacional do Governo Federal que tem por objetivo o acompanhamento, a avaliação e a gestão dos custos dos programas e das unidades da Administração Pública Federal e o apoio aos gestores na tomada de decisão. A Secretaria de Economia e Finanças, por intermédio da Diretoria de Contabilidade, trata a gestão de custos como uma de suas prioridades, seguindo as Diretrizes do Comandante do Exército desde 2003. ESFA ‐ 2025 Módulo V 5/20 Nessa esteira desenvolveu e implementou em 2008, em todas as Organizações Militares, o Sistema Gerencial de Custos do Exército – SISCUSTOS, evoluindo em 2018, para o Módulo de Custos do SIGA, ferramenta que apurou os custos das atividades desenvolvidas pela Força Terrestre, sistema que inspirou outros órgãos da administração federal e trocou experiências para o desenvolvimento desta contabilidade gerencial aplicada ao setor público. O Exército Brasileiro sempre esteve atento a esse movimento da Administração Pública. Em 2011, seguindo orientação da Portaria MF nº 716, criou a Setorial de Custos do Comando do Exército por meio da Portaria nº 20 da SEF, de 22 DEZ 11, designando a Diretoria de Contabilidade como Órgão Setorial de Custos do Governo Federal. O CFC, órgão regulador das práticas contábeis no Brasil, estimulando à convergência com as normas internacionais, elaborou Norma Brasileira de Contabilidade, NBC TSP 34, de 18 de novembro de 2021 a ser aplicada pelas entidades do setor público a partir de 1º de janeiro de 2024. Tal norma estabelece a conceituação, o objeto, os objetivos e as regras básicas para mensuração e evidenciação dos custos no setor público. A D Cont participa, acompanha, orienta e gerencia as informações de custos da Força Terrestre na medida em que trata os dados de diversos sistemas, internos e externos à Instituição, conforme a execução dos lançamentos realizados pelas Unidades Gestoras. Essas informações de custos são obtidas por meio das apropriações dos serviços provenientes do Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), do Sistema de Controle Físico (SISCOFIS) que é um módulo do Sistema de Material do Exército (SIMATEX) com os insumos de material de consumo e depreciação do material permanente e dos sistemas de pagamento de pessoal (SIAPPES/SIPPES) com os valores das remunerações, objetivando assim, disponibilizar informações gerenciais às unidades do Exército em seus diversos níveis de comando. A gestão de custos deve envolver todas as OM no que diz respeito aos gastos com pessoal, material de consumo, depreciação do material permanente, diárias, ajudas de custo e dos serviços executados pela Força. ESFA ‐ 2025 Módulo V 6/20 O constante aperfeiçoamento da gestão de custos está sempre em voga na D Cont. O foco no cliente e na utilização dessas informações para a tomada de decisão nos move no sentido da racionalização administrativa, do controle e da otimização dos gastos e da qualidade da informação. Nesse sentido, cumprindo a Diretriz Especial de Gestão Orçamentária e Financeira de 2020 do Comandante o Exército que determina propor medidas visando à melhoria contínua da governança e da gestão dos processos relacionados às áreas orçamentária, contábil, financeira, de custos e patrimonial, com o intuito de buscar maior eficiência, economicidade e efetividade no emprego dos recursos disponíveis e, ainda, orientação do Secretário de Economia e Finanças, a D Cont, após estudo técnico, decidiu mudar o modus operandi do acompanhamento das informações de custos do Comando do Exército, deixando de utilizar Módulo de Custos, passando a buscar informações e gerar relatórios gerenciais por meio do Tesouro Gerencial com dados do Sistema de Informação de Custos do Governo Federal – SIC. Portanto, essa fase do estágio procurará tratar de assuntos relacionados a custos, focando alguns aspectos sobre essa mudança que teve início no ano de 2021 utilizando, para isso, o material disponibilizado até o momento de confecção deste módulo, com as devidas atualizações que porventura venham a ocorrer. Como alguns conceitos existentes tanto no manual do SISCUSTOS, como no material do Módulo Custos do SIGA estão de acordo com os conceitos relacionados acustos, também nos utilizaremos desse material para o desenvolvimento desta apostila. 1. SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE CUSTOS DO GOVERNO FEDERAL - SIC O SIC é uma ferramenta de TI que tem a capacidade de integrar diversos sistemas do Governo Federal em uma única base de dados, armazenando e reunindo informações de custos que permitem apoio à tomada de decisão. A figura abaixo, retirada do Caderno de Orientação aos Agentes da Administração – Gestão de Custos (disponível na biblioteca deste módulo), apresenta uma visão geral dessa integração: ESFA ‐ 2025 Módulo V 7/20 O SIC deve estar integrado com o processo de planejamento e orçamento, devendo utilizar a mesma base conceitual caso se referirem aos mesmos objetos de custos, permitindo assim o controle entre o orçado e o executado. O processo de mensurar e de evidenciar custos deve ser realizado sistematicamente, fazendo da informação de custos um vetor de alinhamento e aperfeiçoamento do planejamento e orçamento futuros. Compete à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) tratar de assuntos relacionados à área de custos na Administração Pública Federal, manter e aprimorar o sistema de informações de custo, para permitir a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária, financeira e patrimonial. Nessa perspectiva de utilizarmos o SIC para a Gestão de Custos da Força, algumas mudanças foram necessárias para atingirmos esse objetivo. Para levantarmos o custo com pessoal, alterações no SiCaPEx foram realizadas para registro e apontamento do centro de custos de cada militar e, ainda, mudanças das consultas nos sistemas de pagamentos, SIAPPES e SIPPES, para envio desses dados ao SIAFI. Para o custo de material, evoluções no SISCOFIS foram executadas a fim de apurarmos a depreciação do material permanente e a baixa do material de consumo, sendo gerados novos relatórios por centro de custos para registros no SIAFI. Ainda, em relação ao custo dos serviços, foram cadastrados novos centros de custos no SIAFI. Fonte: COINC/STN Figura 1: SIC ESFA ‐ 2025 Módulo V 8/20 As informações geradas pelo SIC são disponibilizadas por meio do Tesouro Gerencial. Então percebe-se que é um sistema que não existe um usuário (login e senha) para realizar lançamentos diretos, mas integra informações de diversos sistemas em um banco de dados gerenciado pela STN. Desse modo, com a implantação do SIC no âmbito do Exército, a Diretoria de Contabilidade, Setorial de Custos do Comando do Exército, tem como objetivos aperfeiçoar a Gestão de Custos da Força, potencializar a vertente gerencial da contabilidade de Custos, melhor subsidiar os processos decisórios em todos os níveis, bem como aumentar a transparência governamental e accountability. Assim torna-se importante não só a leitura das orientações constantes no Caderno de Orientação aos Agentes da Administração – Gestão de Custos, como a constante atenção a ser dispensada a futuras orientações sobre o assunto. Conforme consta no referido Caderno, ele tem por finalidade orientar aos agentes da administração das unidades do Exército sobre os diversos procedimentos para a apropriação de custos, visando à obtenção de informações necessárias à contabilidade gerencial. 2. CUSTOS A Contabilidade de Custos é o ramo da Contabilidade que se destina a produzir informações para os diversos níveis gerenciais de uma organização, constituindo-se em uma técnica utilizada para identificar, mensurar e informar os custos dos produtos e/ou serviços sob seu encargo. No Exército Brasileiro através da Diretriz do Comandante do Exército de 2003, deram-se início os trabalhos para a criação de um sistema de custos que atendesse à legislação vigente. “... Aperfeiçoar o processo orçamentário, realizando um levantamento de necessidades coerente com o quadro econômico-financeiro presente, seguido por um planejamento detalhado dos custos levantados, passando por uma gestão eficiente, eficaz e efetiva dos recursos disponibilizados e culminando com auditorias de avaliação da gestão dos programas executados pelo Exército.” Os principais objetivos da metodologia para apropriação de custos são: ESFA ‐ 2025 Módulo V 9/20 a. Identificar o custo das Organizações Militares do Comando do Exército, como também, de seus Programas Estratégicos. b. Proporcionar aos dirigentes, nos seus respectivos níveis, as informações gerenciais referentes aos custos apropriados por OM (pessoal, material e serviços) e programas estratégicos afetos ao Comando do Exército. c. Realizar o acompanhamento gerencial das OM. d. Disponibilizar informações, em tempo hábil, para auxiliar nos processos decisórios. e. Permitir ajustes no planejamento, para uma gestão eficiente, eficaz e efetiva dos recursos disponibilizados ao Comando do Exército. ESFA ‐ 2025 Módulo V 10/20 3. TERMINOLOGIA Para podermos entender um pouco mais sobre custos, torna-se interessante apresentar algumas terminologias que foram extraídas do Caderno de Orientações aos Agentes da Administração – Gestão de Custos: Gasto – é o dispêndio de um ativo ou criação de um passivo, estando ou não relacionado à obtenção de um bem ou serviço. Despesa Pública – Conjunto de dispêndios do Estado ou de outra pessoa do direito público, destinado ao funcionamento dos serviços públicos. Custo – é o consumo ou utilização de recursos para a geração de bens ou serviços. Investimento – corresponde a bens ou direitos reconhecidos no ativo em função dos benefícios futuros esperados. Perda – é o consumo ou utilização de recursos de forma anormal e imprevisível, não contribuindo para a geração de bens e serviços. Custo Direto – é o custo identificado e apropriado direta e objetivamente ao objeto de custo. Custo Indireto – é o custo que não pode ser identificado e apropriado direta e objetivamente ao objeto de custo, devendo sua alocação ocorrer por meio de direcionadores de custos ou, em última instância, de bases de rateio razoáveis e consistentes. Custos de suporte - são os custos relativos a atividades que dão suporte à realização das atividades finalísticas. Custos finalísticos - são os custos correspondentes a atividades finalísticas, diretamente relacionadas ao cumprimento da missão institucional, por caracterizar a atuação da entidade associada ao valor público, em atendimento às necessidades de interesse público. Objeto de Custo - é a unidade para a qual se deseja identificar, mensurar e avaliar os custos. O conceito de objeto de custo é amplo, podendo ser considerado como tal qualquer item no qual os custos conseguem ser identificados e que tem relevância para a gestão. A quantidade de objetos de custos influencia o nível de ESFA ‐ 2025 Módulo V 11/20 granularidade e de complexidade do modelo de gerenciamento de custos. São classificados em objeto de custo final e objeto de custo intermediário. Centro de Custos (CC) - É o menor nível de alocação de recursos humanos, serviços e materiais (consumo e depreciação), representando um objeto de custeio com base nos custos finalísticos e de suporte da Organização Militar. Também podem ser criados com base nos Programas Estratégicos de Defesa ou nas necessidades dos diferentes órgãos do Exército. A figura abaixo, retirada do Caderno de Orientações aos Agentes da Administração – Gestão de Custos, ilustra o fluxo percorrido desde o momento do gasto até a sua efetiva transformação em custo: 4. OBJETO DE CUSTOS E CENTRO DE CUSTOS Os objetos de custos qualificam o que será medido e a forma como será acumulada, estruturada e gerada a informação de custos conforme as necessidades de gestão do Comando do Exército. Assim, com a utilização do SIC, os nossos objetos de custos serãoa Organização Militar e os Programas Estratégicos de grande relevância para a Força Terrestre. Centros de Custos são as unidades mínimas de acumulação de recursos. Inicialmente o Exército decidiu que a melhor estratégia para a gestão de custo será apurar os custos pessoal, material e serviços de forma agregada, à nível da OM, nas Figura 2: Fluxo Custos ESFA ‐ 2025 Módulo V 12/20 suas áreas finalísticas e de suporte. Em casos de grande relevância, poderão ser criados centros de custos específicos para os Programas Estratégicos de Defesa do Exército Brasileiro. Dessa maneira, para facilitar o entendimento, eles estão divididos em 03(três) áreas de abrangência: a. Centros de Custos Finalísticos – São aqueles que dizem respeito aos setores finalísticos de cada Organização Militar, levando-se em conta a missão institucional da unidade; b. Centros de Custos de Suporte – São aqueles que dizem respeito aos setores que prestam apoio às áreas-fins de cada Organização Militar, sempre respeitando a missão institucional da unidade; e c. Centros de Custos Específicos – São aqueles que visam medir os custos de Programas Estratégicos de Defesa e outros de grande relevância para a Força Terrestre. Na prática, os Centro de Custos (CC) são códigos que serão atribuídos a determinadas despesas e gastos, a fim de realizar sua alocação, rateio e controle. A próxima figura, retirada do Caderno de Orientações aos Agentes da Administração – Gestão de Custos, ilustra a codificação dos novos Centros de Custos a partir de 2021: Figura 3: Exemplos de codificação de centro de custos ESFA ‐ 2025 Módulo V 13/20 Cabe aqui orientar que, visualizando a missão institucional de cada Organização Militar, Centro de Custos Finalístico é aquele identificado pela área fim da OM. Então, por exemplo, para direcionar os custos de pessoal, material e serviços da unidade, deve-se levar em conta os processos mapeados pela OM, de modo que os processos finalísticos receberão os custos da área fim. Por conseguinte, Centro de Custos de Suporte é aquele identificado pela área de apoio da OM. Então, por exemplo, para direcionar os custos de pessoal, material e serviços da unidade, devem-se levar em conta os processos mapeados pela OM, sendo que os processos de apoio receberão os custos da área de suporte. 5. PLANEJAMENTO GERAL Todas as OM são estruturas de acumulação de custos. Dessa forma deverão estar inseridas nessas ações de maneira a gerar e facilitar que sejam geradas as informações de custos conforme previsto nas orientações emanadas pela D Cont e pelo os CGCFEx utilizando os sistemas SIAFI, SCDP, SISCOFIS, SiCaPEx e SIAPPES/SIPPES. Em relação aos registros contábeis dos custos de serviços no SIAFI WEB e SCDP, o processo realizado pela UG consiste na indicação do código de centro de custo, que antes representava as atividades e a partir de JAN 21 representa as áreas finalísticas e de suporte da OM. Assim os dados de custeio relativos aos serviços e contratos serão apropriados no SIAFI/SCDP, quando da liquidação das despesas, na aba “centro de custos”, indicando o código de centro de custos da OM beneficiada pelo custo. Cabe ressaltar que esses lançamentos no SIAFI caberão à unidade que tem autonomia administrativa e que estas deverão executar os lançamentos de suas unidades administrativamente vinculadas, seguindo o centro de custos de cada OM (Finalístico ou Suporte). Os dados de custos relativos aos materiais serão considerados em duas situações distintas utilizando o Sistema de Controle Físico (SISCOFIS). O material de consumo será custo no momento da saída do almoxarifado por meio do pedido de material com a indicação do centro de custos. Já o material permanente será considerado custo somente o valor da depreciação mensal de cada item, após sair do ESFA ‐ 2025 Módulo V 14/20 almoxarifado e colocado em uso, também indicando o centro de custos. Para esse controle, e posterior lançamento no SIAFI da baixa de estoque e da depreciação, será gerado no SICOFIS um relatório com essas informações para que a unidade possa realizar os devidos registros. O custo com pessoal militar (ativa e PTTC) será considerado a partir dos dados de pagamento de pessoal processados, mensalmente, pelo Centro de Pagamento do Exército (CPEx) por meio do SIAPPES/SIPPES. Para que possamos direcionar a força de trabalho da OM, todas as unidades terão a responsabilidade de definir no SiCaPEx em que centro de custos cada militar está desempenhando suas funções, considerando as áreas finalística ou de suporte, ou ainda, área do centro de custo específico. A figura a seguir, também do Caderno de Orientações aos Agentes da Administração – Gestão de Custos, ilustra a dinâmica de alimentação de informações de custos dos diversos sistemas junto ao SIC: Diante desse contexto, é necessário destacar que o Fiscal Administrativo das unidades continua sendo o Gestor de Custos com a competência de coordenar e orientar aos agentes da administração envolvidos nos processos citados acima, sobremaneira quanto à definição dos processos finalísticos ou de suporte. Caberá, Figura 4: Alimentação do SIC ESFA ‐ 2025 Módulo V 15/20 então, reunir-se com os encarregados do setor de pessoal, do setor financeiro (tesoureiro), do setor de material (almoxarife) e com a própria fiscalização, a definição das áreas finalísticas e de suporte da OM para que todos tenham o mesmo entendimento das suas áreas conforme os processos da unidade. 6. EXECUÇÃO DOS REGISTROS DE CUSTOS NOS DIVERSOS SISTEMAS Em relação aos procedimentos necessários para o registro de custos nos diversos sistemas, estão todos bem detalhados no item 8 do Caderno de Orientações aos Agentes da Administração – Gestão de Custos, disponível na intranet da SEF e da D Cont, de modo que sua leitura será considerada como complemento deste tópico. Figura 5: Sistemas que alimentam o SIC ESFA ‐ 2025 Módulo V 16/20 7. RELATÓRIOS GERENCIAIS Os relatórios gerenciais de custos poderão ser obtidos pelas unidades através do Módulo de Custos do SIGA (dados até dezembro de 2020), pelo Sistema de Informações de Custos do Governo Federal – SIC disponibilizados por meio do Tesouro Gerencial – TG, pelo Sistema de Acompanhamento da Gestão – SAG, e ainda, pelo Power BI (intranet da D Cont). Também há a possibilidade de visualizar informações de custos do Comando do Exército mediante Portal de Custos do Governo Federal – Tesouro Transparente. A D Cont disponibilizará alguns relatórios de custos pré-definidos no TG, no seguinte caminho “Tesouro Gerencial> Relatórios Compartilhados> SIC-Sistema de Informações de Custos > Setorial de Custos > 52121-Comando do Exército”, lembrando que para ter acesso a essa informação o usuário deverá ter cadastrado no SIAFI com o perfil “TESCUSTOS”. Figura 6: Consulta SIAFI ESFA ‐ 2025 Módulo V 17/20 Figura 7: Consulta SAG Figura 8: Consulta Portal de Custos ESFA ‐ 2025 Módulo V 18/20 CONCLUSÃO A Contabilidade de Custos no Comando do Exército compreende não somente o cumprimento de dispositivos legais, mas também um importante instrumento de gestão capaz de indicar o nível de desempenho da Instituição com relação aos produtos e aos serviços gerados, às atividades desenvolvidas e aos processos finalísticos e de suporte executados para o atendimento às suas inúmeras demandas. Assim, com a Gestão de Custos da Força Terrestre sendo medida por meio do SIC, busca-se maior efetividade e melhoria na execução dos procedimentos de custos na medida em que racionaliza processos e recursos com vistas na melhoria do gasto público e na transparência dos recursos disponibilizados ao Exército Brasileiro. Caros participantes, chegamos ao final deste módulo. Esperamos quetodos tenham conseguido assimilar os aspectos apresentados sobre custos e como os mesmos são tratados dentro do Exército. O assunto foi pautado em cima das orientações constantes na Cartilha de Informações de Custos do Exército Brasileiro, objetivando mostrar ao participante onde buscar orientações relacionadas aos procedimentos adotados pelo Exército a partir do ano de 2021. Como o Gestor de Custos da unidade é o Fiscal Administrativo, torna-se fundamental que esse agente mantenha-se informado e atualizado sobre os assuntos e procedimentos relacionados ao tema. Esperamos que o módulo tenha cumprido a finalidade de ambientá-los sobre aspectos relacionados a gestão de custos. ESFA ‐ 2025 Módulo V 19/20 REFERÊNCIAS - BRASIL. Decreto Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967. Dispõe sobre a organização da administração federal, estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e da outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, Seção I, Parte I, Suplemento Nº 39, de 27 de fevereiro de 1967, retificado em 8 de março, 30 de março e 17 de julho de 1967. ______. Decreto-lei nº 93.872, de 23 de dezembro de 1996 – Dispõe sobre a unificação dos recursos do tesouro Nacional, atualiza e consolida legislação pertinente. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, de 23 de outubro de 1998. ______. Decreto n° 6.976, de 7 de outubro de 2009. Dispõe sobre o Sistema de Contabilidade Federal e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, de 8 de outubro de 2009. ______. Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000. Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, de 05 de maio de 2000. ______. Lei 4320/64, de 17 de março de 1964 – Estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, Estados, Municípios e do Distrito Federal. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, de 23 de março de 1964. ______. Lei nº 10.180, de 6 de fevereiro de 2001. Organiza e disciplina os Sistemas de Planejamento e de Orçamento Federal, de Administração Financeira Federal, de Contabilidade Federal e de Controle Interno do Poder Executivo Federal, e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 07 de fevereiro de 2001. _______. Portaria MF nº 184, de 25 de agosto de 2008. Dispõe sobre as diretrizes a serem observadas no setor público (pelos entes públicos) quanto aos procedimentos, práticas, elaboração e divulgação das demonstrações contábeis, de forma a torná-los convergentes com as Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 25 de agosto de 2008, Seção 1. _______. Portaria STN nº 157, de 09 de março de 2011. Cria Sistema de Informações de Custos do Governo Federal – SIC. ESFA ‐ 2025 Módulo V 20/20 _______. Portaria STN nº 716, de 24 de outubro de 2011. Dispõe sobre as competências dos Órgãos Central e Setoriais do Sistema de Custos do Governo Federal. _______. Portaria STN nº 518, de 17 de julho de 2018. Aprova o Manual de Informações de Custos do Governo Federal – MIC. ______. Resolução CFC nº 750, de 29 de dezembro de 1993, Dispõe sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade - Conselho Federal de Contabilidade. ______. Resolução CFC nº 774, de 16 de dezembro de 1994, Aprova o Apêndice à Resolução sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade - Conselho Federal de Contabilidade. ______. Resolução CFC nº 1.366, de 25 de novembro de 2011, Aprova a NBC T 16.11 – Sistema de Informação de Custos do Setor Público (alterada pela Resolução CFC nº 1473/13) - Conselho Federal de Contabilidade. ______ Norma Brasileira de Contabilidade, NBC TSP 34, de 18 de Novembro de 2021 - Conselho Federal de Contabilidade. ______. Portaria C Ex Nº 1.743, de 19 de maio de 2022, Aprova as Normas Aplicadas à Gestão de Custos no âmbito do Comando do Exército.