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UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU BIOMEDICINA Geovanna Alvarez Marcondes Olukemi Kaianan de Paula Lima LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA TCC apresentado no curso de graduação de faculdade São Judas Tadeu como um dos pré requisitos para obtenção do título de bacharel em Biomedicina. Orientador: Profª Cristiane Rocha SÃO PAULO 2023 ABSTRACT Acute lymphoblastic leukemia (ALL) is a heterogeneous malignant neoplasm, where the disordered multiplication of blast cells occurs, resulting in the accumulation of young cells in the bone marrow. The objective of this research is to clearly present a literature review on ALL, its concepts, diagnosis, clinical manifestations and treatment. To obtain the data, a study was carried out, using already published materials such as scientific articles and dissertations. This pathology mostly affects children, reaching 70% of cases. The disease's etiology has not yet been confirmed, making prevention difficult. For diagnosis, blood count and myelogram tests are necessary along with complementary tests such as: morphological, immunophenotypic, cytogenetic and molecular. Immunophenotyping exams and genetic studies are carried out to determine the severity of the cancer and classify whether it belongs to type L1, L2 or L3. The most common symptoms are: fatigue, apathy, bone pain, hyperthermia, paleness, among others. Treatment depends on the patient's clinical situation and age, so that the best therapeutic protocol can be adopted. The main therapeutic protocols for ALL consist of the following parts: remission induction, preventive treatment, late intensification and maintenance therapy. It is also of great importance to make the diagnosis and choose the appropriate therapeutic protocol to achieve successful treatment. Keywords: Acute Lymphoid Leukemia, Diagnosis, Symptoms, Treatment, Bone Marrow. RESUMO A Leucemia linfoide aguda (LLA) é uma neoplasia maligna heterogênea, onde ocorre a multiplicação desordenada de células blásticas, ocorrendo o acúmulo de células jovens na medula óssea. O objetivo da presente pesquisa é de apresentar de forma clara uma revisão de literatura sobre a LLA, seus conceitos, diagnóstico, manifestações clínicas e tratamento. Para a obtenção dos dados, realizou - se um estudo, sendo utilizados materiais já publicados como, artigos científicos e dissertações. Esta patologia afeta em sua grande maioria crianças, chegando a 70% dos casos. A doença não tem sua etioligia ainda confirmada, dificultando assim a prevenção. Para o diagnóstico são necessários os exames de hemograma, mielograma junto com exames complementares como: morfológico, imunofenotípico, citogenético e molecular. Exames de imunofenotipagem e estudo genético são realizados para saber em que situação se encontra a gravidade do câncer e classificar se o mesmo pertence ao tipo L1, L2 ou L3. Os sintomas mais comuns são: fadiga, apatia, dor óssea, hipertermia, palidez, entre outros. O tratamento depende da situação do quadro clínico em que o paciente se encontra, sua idade, para que assim adote - se o melhor protocolo terapêutico. Os principais protocolos terapêuticos da LLA consistem nas seguintes partes: indução de remissão, tratamento preventivo, intensificação tardia e manutenção de terapia. E também é de grande importância que faça o diagnóstico e a devida escolha do protocolo terapêutico para alcançar o sucesso do tratamento. Palavras-chave: Leucemia Linfoide Aguda, Diagnóstico, Sintomas, Tratamento, Medula Óssea. 1. INTRODUÇÃO A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é conhecida como uma doença hematológica maligna, apresentando uma diversidade de sintomas na evolução clínica. É caracteriza principalmente pela linfocitose, uma proliferação desalinhada de glóbulos brancos, originada por uma disfunção relacionada a medula óssea e ao timo, o que impede a produção de plaquetas e glóbulos vermelhos. Embora a LLA possa ocorrer em qualquer idade, sua incidência é maior entre crianças de 2 a 5 anos, em porcentagem cerca de 70%, diminuindo entre adolescentes e adultos jovens, entre os quais a incidência das leucemias agudas é de 20%, voltando a crescer após os 60 anos de idade. Entre crianças a doença é mais comum naqueles de cor branca e do sexo masculino (LORENZI, 1999). O primeiro passo para o diagnóstico da doença é a realização de um hemograma (exame de sangue). Quando encontrado alterações nos valores de referência do exame, é indicado uma extensão sanguínea para avaliar a morfologia das células, como formato, núcleo e coloração. Pode ser detectado também presença de neutrófilos não segmentados (bastão, metamielócito, mielócito e promielócito), variedade de linfócitos (linfócitos atípicos e células linfomatosas) e blastos (células imaturas leucêmicas). Estas células são identificadas pelos métodos automatizados e pela microscopia, o que possibilita um alerta correspondente pelo analisador hematológico (ANDRIOLO, 2008). Perante o conteúdo proposto, o objetivo desse trabalho é realizar um levantamento bibliográfico com finalidade de diagnosticar a Leucemia Linfoide Aguda d descrever formas de investigação, utilizando o hemograma e demais exames específicos como mielograma e imunofenotipagem. Ainda assim permite a similitude como alvo específico entre os sintomas, as manifestações, o diagnóstico e o tratamento mais adequado de LLA em cada paciente. 2. OBJETIVO Esse trabalho tem como objetivo levar informações sobre a leucemia linfoblástica aguda (LLA) que é o tipo mais comum de câncer infantil. Causa cerca de um terço das doenças malignas infantis. A incidência de LLA infantil nos Estados Unidos é de aproximadamente 3,4 casos por 100.000 crianças menores de 15 anos de idade. O regime atual tem uma taxa de resposta completa de 98% a 99%. Acredita-se que uma fase de consolidação intensiva, que supostamente erradica as células leucêmicas residuais, melhora os resultados. A prevenção da recidiva da leucemia do SNC é um componente importante do tratamento da LLA. Embora os pacientes possam apresentar sinais e sintomas de LMA, é importante confirmar o diagnóstico com exames laboratoriais, e também descobrir que tipo de leucemia o teste detecta. O diagnóstico preciso ajuda os especialistas a compreender a progressão da doença e a determinar o tratamento adequado. Aproximadamente 20% dos casos são de origem de células T; 75%, precursores de células B;e 5%, células B maduras. Os grupos de maior risco são tratados com terapias mais intensas e cada vez mais eficazes, enquanto os grupos de baixo risco têm melhor sobrevida e podem ser poupados dos efeitos nocivos da terapia (19, 44, 53). A abordagem diagnóstica inicial consiste no exame citomorfológico do sangue periférico e da medula óssea. Pretendemos atingir o público para ter mais informações, já que nem todos tem conhecimento sobre esse tipo de câncer. Como por exemplo Aproximadamente 1.500 crianças nos Estados Unidos são curadas de LLA a cada ano. Atualmente, estima-se que 1 em cada 1.000 jovens com menos de 20 anos morrerá de câncer. Todos os anos, 75.000 novos casos de LLA são diagnosticados em todo o mundo, dos quais aproximadamente 60.000 (80%) não têm acesso a estas formas modernas de tratamento. Com taxas de sobrevivência relatadas superiores a 50% para crianças tratadas em países com recursos limitados, os desafios de tornar a LLA uma doença tratável começam a ser ultrapassados. Contudo, acreditamos que o ponto de partida para esta mudança dramática é o reconhecimento de que o câncer infantil devem ser tratados por pediatras com formação em oncologia e não por oncologistas adultos. Parte de um conceito global de cuidados em que as estratégias de tratamento servem toda a família e não apenas a criança doente, é fornecido apoio psicológico e socioeconómico para permitir o tratamento e as taxas de abandono são cada vez mais baixas. Esses avanços tornam a LLA uma doença cada vez mais tratável. Por fim, é necessário enfatizar o importante papel da habitação solidária. Sem eles, o tratamento de crianças com câncer é virtualmente(80%) não têm acesso a formas modernas de tratamento. As complicações tardias são uma área de pesquisa que fornece informações importantes para o planejamento do tratamento inicial para evitar tais complicações. Embora a leucemia linfoblástica aguda também possa afetar adultos de todas as idades, é mais comum em homens e pessoas brancas. A transformação maligna e a proliferação descontrolada de células progenitoras hematopoiéticas levam à LLA. Os sintomas da LLA incluem fadiga, palidez, infecção, dor óssea, sintomas do sistema nervoso central (como dores de cabeça), facilidade de hematomas e sangramento. Esfregaço de sangue periférico e exame de medula óssea são usados para diagnóstico. O tratamento da LLA inclui quimioterapia combinada, quimioterapia intratecal, quimioterapia e/ou corticosteróides para profilaxia do sistema nervoso central e, às vezes, irradiação cerebral para atingir infiltrados leucêmicos no cérebro, quimioterapia de consolidação com ou sem transplante de células-tronco e quimioterapia de manutenção de longo prazo por até 3 anos para evitar recorrência. Embora existam alguns fatores de risco associados à LLA, não se pode dizer com certeza que uma pessoa que atenda a esses fatores desenvolverá leucemia. Contudo, os desafios de tornar a LLA numa doença curável estão a começar a ser ultrapassados, com relatos de taxas de cura superiores a 50% em crianças tratadas em países com recursos limitados, no geral. 5. Tratamento Já sabemos que a LLA (Leucemia Linfóide Aguda) é muito comum em crianças, que no caso constitui cerca de quase um terço das neoplasias malignas, essa péssima incidência tem um percentual nos Estados Unidos (EUA) de aproximadamente 3,4 em casos em 100.000 crianças com faixa etária menor de 15 anos, um grande pico de incidência entre as seguintes faixas etárias: De três a quatro anos. A mesma é comum em crianças brancas tendo menos índices em crianças negras, como também em crianças do sexo masculino do que ao feminino. Seu tratamento se amplia e vai variando, embora os tratamentos terapêuticos mudem de centro para centro, os protocolos considerados como atuais acaba sendo invariável e constituídos entre as cinco fases, sendo elas: Indução da remissão, intensificação – consolidação, reindução, prevenção da leucemia no SNC, e manutenção ou continuação da remissão. Os protocolos utilizados no momento e considerados atuais apresenta alguns percentuais de 98% em sua fase considerada intensificadora ou consolidação que é por sua vez indicada para erradicar células leucêmicas residuais acreditasse que esta fase tem bons índices em questão da melhora de seus resultados. Essa seguinte prevenção da recaída leucêmica no SNC é uma parte que integra no tratamento de cura da LLA, podendo ser realizada de maneiras completamente diferentes, porem sempre mediante ao uso da quimioterapia intratecal e a radioterapia craniana, a radioterapia pode causar neurotoxicidade e tumores cerebrais, inclusive em crianças jovens. O resultados na substituição na modalidade da terapia em questão de doses adicionais da quimio intratecal, ou uma sistêmica mais intensa. No século XX foi visto um incrível e notável progresso em relação ao conhecimento e tratamento a este tipo de câncer infantil, nos séculos passados as leucemias infelizmente eram consideradas no mundo todo uma doença completamente fatal, sem o mínimo de chances ou esperanças. Contudo hoje em dia os casos de LLA que são diagnosticados por ano universalmente infelizmente não são incluídos nessas formas de tratamento. Formas modernas que se tornam inacessíveis para esses considerados “excluídos” do processo de cura, geralmente por conta da sua condição financeira! Nosso desafio e meta neste trabalho é conseguir conscientizar, e poder ajudar a tornar acessível esse progresso a todas jovens crianças que tem direito independente do local onde elas residirem. 6. Transplante de Medula Óssea O tipo mais comum de tratamento para a LLA é o Transplante de Medula Óssea, que na preparação deste procedimento o paciente é submetido a uma quimio com ou sem a radiação, no incentivo principal para matar as células que se encontram doentes no corpo do paciente com leucemia, e também e reduzir a imunidade para que o corpo do mesmo possa aceitar a medula do suposto doador, recebendo a infusão de células-tronco, ressaltando que o doador dessas células pode ser um membro de sua própria família, ou um anônimo cadastrado no REDOME(Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) ou de um cordão umbilical. Conhecido atualmente como TMO alogênico, é um responsável por criar um sistema imune resistente para que o corpo do paciente portador de leucemia possa ajudar a lutar contra os malvados causadores da infecção e as células cancerígenas, que por sua vez pode ter deixado resíduos. Essas células imunes que foram transplantadas que damos a elas a nomenclatura de “Enxerto”, a mesma enxerga as células leucêmicas que estão habitando o corpo humano como invasoras e estranhas e automaticamente e mais que depressa elas a destroem, chamamos esse processo de “efeito enxerto versus leucemia”. Comparado com as outras formas de tratamento, essa por sua vez a uma taxa mais alta de efeitos colaterais e mortalidade, podendo ser indicados para pacientes considerados com LLA de alto risco, os resultados que indicam testes citogenéticos e moleculares, a escolha de ser realizado esse procedimento depende da faixa etária do paciente portador de LLA, e também o entendimento do mesmo sobre os possíveis riscos. A idade limite para transplante o seria de 60 ou 65, claro levando em consideração o centro de tratamento. Já para o transplante alogênico de intensidade reduzida seria de 70 anos, as criança portadora de LLA não precisam necessariamente de um transplante, porem pode ser uma opção para aquelas que apresentam fatores com um risco considerado alto no qual a doença persiste. Depois de realizado o transplante das células tronco o efeito colateral que pode ser possível e grave damos o nome de: Doença Grave do Enxerto Contra o Hospedeiro (GVHD). Ocorre no tempo em que as células imunes chamada de Enxerto, do suposto doador identifica outras células estranhas no corpo do receptor e as atacam. Mais comum de ser acometido pelo GVHD são: Pele, fígado, estomago, intestinos e os olhos. A doença pode aparecer dentro de algumas semanas depois do transplante ou até bem mais tarde. O medico responsável pode permitir medicamentos que previna e minimize o GVHD. . 7. Conclusão Concluímos que ao se pensar a respeito da LLA, é possível afirmar que esse câncer infantil precisa de uma mudança drástica, e o reconhecimento de que o câncer infantil deve ser tratado com todos os parâmetros, inclusive acompanhamento emocional as crianças e familiares de todas as classes sociais. apontamos a necessidade de que a LLA deva sempre ser considerada uma doença grave, a identificação de vários fatores prognósticos permite a estratificação dos pacientes em grupos de risco, o que possibilita uma abordagem terapêutica diferenciada. O primeiro fator que deve ser analisado em relação a situação em questão é os grupos de maior risco são tratados com terapias mais intensas, cada vez mais eficazes, enquanto os grupos de baixo risco apresentam melhor sobrevida, podendo ser poupados dos efeitos deletérios da terapêutica. O segundo fator importante para reflexão, que a dificuldade para classificar alguns pacientes têm levado à busca de outros parâmetros. Esse é o motivo/razão para se falar a respeito que assim, na atualidade, o diagnóstico e a classificação das leucemias agudas. Apoiam - se, em grande parte, nos estudos. Este trabalho serviu para termos mais prioridade sobre a LLA (Leucemia linfoide aguda), e poder conscientizar pessoas ao redor sobre este tipo de câncer. 8.REFERÊNCIAS https://revista.unifaema.edu.br/index.php/Revista-FAEMA/article/view/578 https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=5298238 http://revista.lusiada.br/index.php/ruep/article/view/933https://www.abrale.org.br/doencas/leucemia/lla/diagnostico/ https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/Jp59Gqff3tBPrSHX6tYYD3f/#ModalFigtab01 https://www.abrale.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Manual-de-LLA-web.pdf image1.png image2.pnghttps://www.abrale.org.br/doencas/leucemia/lla/diagnostico/ https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/Jp59Gqff3tBPrSHX6tYYD3f/#ModalFigtab01 https://www.abrale.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Manual-de-LLA-web.pdf image1.png image2.png