Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Ana Beatriz Bernardo Pacheco - FAMESC	
Exame Clínico – Sistema Respiratório
 Ana Beatriz Bernardo Pacheco - FAMESC	
Matéria: Semiologia
Anamnese
No diagnóstico das doenças do sistema respiratório, a anamnese tem grande destaque. 
1. Identificação.
2. Queixa principal.
3. HDA.
4. Antecedentes pessoais e familiares (traumas, alergias, doenças pré-existentes, medicamentos, imunização). 
5. Hábitos de vida (tabagismo e etilismo).
Sinais e sintomas
Os principais sintomas e sinais das afecções do aparelho respiratório são: 
➢ Dor torácica;
➢ Tosse;
➢ Expectoração;
➢ Hemoptise (tosse com sangue);
➢ Dispneia;
➢ Rouquidão;
➢ Ruídos adventícios (ex: sibilo, ronco)
Exame físico
- Exame Físico Geral
- Exame Físico do Tórax: Inspeção, palpação, percussão, ausculta.
Exame físico: Inspeção
- Ambiente bem iluminado; 
- Manter a privacidade do cliente; 
- Em posição deitado ou sentado; 
- Avaliar região anterior, posterior e lateral; 
- Tórax desnudo, comparando com o lado oposto; 
- Cliente capaz de manter fala prolongada;
- Estado de consciência do cliente;
- Possíveis rouquidão e/ou estridor; chiados audíveis; 
- Dificuldades respiratórias; 
- Utilização da musculatura acessória;
- Coloração da pele/hidratação/lesões; 
- Parte óssea: há retrações ou abaulamentos.
Inspeção estática: examina-se a forma do tórax.
Inspeção dinâmica: observa-se os movimentos respiratórios, suas características e alterações.
Exame Físico: Inspeção estática
- Tórax chato ou plano: Redução do diâmetro anteroposterior, as costelas aumentam sua inclinação, os espaços intercostais se reduzem, as clavículas são oblíquas e salientes e as fossas supra e infraclaviculares mais profundas. 
EX: indivíduos longilíneos, portadores de doença pulmonar crônica.
- Tórax em tonel ou em barril: Aumento exagerado do diâmetro anteroposterior, maior horizontalização dos arcos costais e abaulamento da coluna dorsal. 
EX: indivíduos portadores de DPOC. Pode surgir em pessoas idosas livres de qualquer doença pulmonar.
- Tórax infundibuliforme: Caracteriza-se por uma depressão na parte inferior do esterno e região epigástrica. 
EX: deformidade congênita; raquitismo. Pode ocasionar distúrbio pulmonar restritivo, deslocamento anatômico do coração.
- Tórax cariniforme: O esterno é proeminente e as costelas horizontalizadas, resultando em um tórax que se assemelha ao das aves → “peito de pombo”. 
EX: pode ser de origem congênita ou adquirida como o raquitismo na infância; não compromete a ventilação pulmonar.
- Tórax em sino, piriforme ou cônico: Sua parte inferior é exageradamente alargada, lembrando um sino. 
EX: encontrado nas hepatoesplenomegalias (fígado e baço aumentado) e ascites volumosas.
- Tórax Cifótico: Tem como característica a curvatura da coluna torácica.
EX: pode ser por defeito de postura, origem congênita, tuberculose óssea, osteomielite ou neoplasias.
- Tórax cifoescoliótico: Além da cifose, apresenta um desvio lateral da coluna (escoliose). 
EX: origem congênita ou postura defeituosa; pode produzir restrição grave da expansão torácica, causando insuficiência respiratória.
Exame Físico: Inspeção dinâmica
Divide-se: frequência respiratória, ritmo respiratório e tiragem.
Frequência respiratória: Registra em irpm (incursões respiratórias por minuto). Quantas vezes eu inspiro e expiro.
- Eupneia ou normopneia: Frequência respiratória normal, 12 a 20 irpm.
- Bradipneia: Frequência respiratória diminuída, abaixo de 12 irpm (11,10, 9...).
- Taquipneia: Frequência respiratória aumentada, acima de 20 irpm (21,22, 23...).
- Apneia: Ausência de frequência respiratória.
Ritmo respiratório: Forma que a respiração acontece. Para analisá-lo deve-se observar por, no mínimo, 2 minutos a sequência, a forma e a amplitude das incursões respiratórias.
Alterações:
Dispneia (dificuldade respiratória), ortopneia (paciente ameaça deitar-se, sente-se desconfortável).
Cheyne-Stokes: Caracteriza-se por uma fase de apneia seguida de incursões respiratórias cada vez mais profundas até atingir um máximo, para depois vir decrescendo até nova pausa.
Causas: IC, Hipertensão intracraniana, os AVEs e os TCEs.
Kussmaul: Compõem-se de quatro fases: inspirações ruidosas, apneia em inspiração, expiração ruidosa e apneia em expiração → “peixe fora d’água”.
Causas: cetoacidose diabética é a sua principal causa.
Biot: A respiração apresenta-se com duas fases. A primeira apneia, seguida de movimentos inspiratórios e expiratórios anárquicos quanto ao ritmo e amplitude → arritmia respiratória.
Causas: quase sempre indica grave comprometimento cerebral, meningite, neoplasias, hematoma extradural/TCE, depressão do SNC e precede PCR → mau prognóstico.
Suspiroso: O paciente executa uma série de movimentos inspiratórios de amplitude crescente seguidos de expiração rápida e breve. 
Outras vezes, os movimentos respiratórios normais são interrompidos por “suspiros” isolados ou agrupados. 
Traduz tensão emocional e ansiedade.
Tiragem: É a depressão inspiratória dos espaços intercostais e das regiões supra-esternal e supraclaviculares que ocorre durante toda a inspiração e indica a presença de dificuldade na expansão pulmonar.
Ex: Atelectasia pulmonar.
Exame físico: Palpação
- Complementa a inspeção;
- Avalia a mobilidade da caixa torácica; 
- Avaliação da dor; 
- Verificação da temperatura e sudorese; 
- Expansibilidade de ápice e base pulmonar;
- Frêmito toracovocal (FTV), avaliação das vibrações da caixa torácica.
- Atentar para a palpação de linfonodos (cabeça e pescoço).
Palpação do Tórax: 
- Expansibilidade dos ápices pulmonares 
- Expansibilidade das bases pulmonares
Em algumas situações pode ter diminuição da expansibilidade pode ser unilateral (determinadas dificuldades em um lado só) ou bilateral (condições de expansibilidade reduzida dos dois lados).
Em ambas as técnicas o examinador fica atrás do paciente em posição sentada e este deve respirar profunda e pausadamente.
Unilateral Bilateral:
Ápice: processo infeccioso ou cicatricial; Base: derrame pleural, hepato e esplenomegalias. 
Bilateral:
Ápice: processo infeccioso ou cicatricial; Base: gravidez, ascite, obesidade grave, derrame pleural bilateral.
Frêmito Toracovocal – FTV: Corresponde às vibrações da parede torácica à emissão de um som.
Pronunciar palavras ricas em consoantes → trinta e três 
Para avaliar → posicionar a mão de modo que somente os dedos encostem sobre a superfície do tórax, comparando com regiões homólogas.
O FTV é mais acentuado no ápice direito e região interescapulovertebral direita → menor comprimento do brônquio direito 
Situações: Derrame pleural: líquido abafa a vibração sonora - FTV diminuído ou abolido. 
Condensações pulmonares: meio sólido facilita a transmissão do som - FTV aumentado. 
Brônquio ocluído: FTV diminuído ou abolido.
Exame físico: PERCURSSÃO
- A percussão permite detectar SOMENTE alterações que ocorrem na parede torácica, no espaço pleural e na periferia do pulmão – nenhuma alteração é notada se a anormalidade estiver situada além de 5 cm de profundidade a partir da parede torácica.
- Dígito-digital
Sequência da percussão: Face anterior, lateral e posterior Lado a lado.
Exame físico: ausculta
Para sua realização exige-se: 
- O máximo de silêncio;
- Posicionamento correto;
- Deve ser instruído a respirar pela boca 
entreaberta mais profundamente que o normal e sem fazer ruído; 
- Posicionamento correto do estetoscópio; 
- Ausculta se inicia na parte posterior, depois lateral e, por fim, a anterior; 
- Comparar ausculta com lados homólogos.
Temos na ausculta: 
Sons Normais: traqueal, brônquico, murmúrio vesicular e broncovesicular. 
Sons Anormais: estertores finos e grossos, roncos, sibilos, estridor e atrito pleural.
Som traqueal: Porção extratorácica da traqueia. São muito intensos e com frequência muito acentuada, de qualidade pouco sonora ou áspera. Na fase expiratória são mais longos que na inspiratória. 
Som brônquico: Semelhante ao som traqueal– mais suave e menos intenso.Regiões torácicas de projeção da traqueia e brônquios de grosso calibre, nas proximidades do esterno.
Som broncovesicular: Geralmente pode ser ouvido nas regiões infra e supraclavicular e nas regiões supraescapulares. É uma mistura de sons brônquicos com sons vesiculares. A expiração e inspiração tem duração e intensidade aproximadamente iguais, não havendo pausa entre elas. 
Murmúrio vesicular: É normalmente audível no restante do tórax, é um som relativamente suave e de baixa frequência. É possível ouvi-lo sobre a maior parte da periferia dos pulmões. Pode estar diminuído ou ausente indicando diversas patologias
Sons anormais contínuos: Ruídos adventícios
Roncos: são secreções espessas nos grandes brônquios. São sons contínuos, escutados nas vias aéreas maiores, mais graves. Semelhante ao roncar ou ressonar das pessoas.
Sibilos: são sons contínuos, mais agudos, decorrentes do estreitamento das vias aéreas. Ex.: bronquite, crises asmáticas, broncoespasmo. 
Estridor: som produzido pela semi-obstrução da laringe ou da traqueia. 
Ex: laringites agudas, câncer da laringe. 
Atrito pleural: Em condições normais os folhetos das pleuras parietal e visceral deslizam um sobre o outro. Na vigência de um processo inflamatório sua superfície se torna irregular, podendo gerar uma vibração sonora, como o ranger do atrito de couro.
Sons anormais descontínuos: Ruídos adventícios
Estertores finos: ocorrem no final da inspiração, tem frequência alta, isto é, são agudos e duração curta. Não se modificam com a tosse. Som parecido com o fechar e abrir de um fecho de velcro. 
EX: pneumonias. 
Estertores grossos: tem frequência menor e maior duração que os finos. Sofrem nítida alteração com a tosse. São ouvidos no início da inspiração e durante toda a expiração. 
EX: bronquite crônica.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
O exame físico do sistema respiratório é de extrema importância na rotina do enfermeiro. Correlacione, nas colunas I e II, os termos referentes à função respiratória com suas respectivas definições:
Coluna I                                            
1)Estridor.                                                   2)Roncos.                                                  3)Sibilos.                                                     4) Murmúrios vesiculares.    
                             
Coluna II
( ) Sons respiratórios ouvidos na maior parte do tórax. São produzidos pela turbulência do ar circulante, ao se chocar contra as saliências das bifurcações brônquicas e cavidades de tamanhos diferentes.
( ) Sons respiratórios anormais contínuos e agudos que se originam de vibrações das paredes bronquiolares, aparecendo na inspiração e na expiração. São múltiplos e disseminados por todo o tórax quando são provocados por enfermidades que comprometem a árvore brônquica.
( ) Sons respiratórios anormais contínuos e graves que se originam de vibrações das paredes brônquicas quando há estreitamento desses dutos, seja por espasmo ou edema da parede ou pela presença de secreção aderida a ela.
( ) Ruído basicamente inspiratório produzido pela obstrução da laringe ou da traqueia. 
A sequência CORRETA é:
A) 4, 1, 3, 2.
B) 1, 2, 3, 4.
C) 3, 4, 2, 1.
D) 4, 3, 2, 1.
E) 2, 4, 1, 3.
Em uma clínica, um paciente chega com queixas de falta de ar e cansaço. O técnico de enfermagem, ao realizar a triagem, verifica os sinais vitais do paciente. Durante a avaliação, a frequência respiratória é de 30 respirações por minuto. Qual é a classificação dessa frequência respiratória e qual a ação mais adequada que o técnico deve tomar?
Alternativas
A) Eupneia; solicitar um exame de sangue
B) Bradipneia; iniciar oxigenoterapia
C) Taquipneia; avaliar a necessidade de suporte respiratório
D) Apneia; realizar massagem cardíaca 
E) Hiperpneia; orientar o paciente a respirar lentamente
H.U.V., sexo masculino, 49 anos, apresenta doença neurológica crônica e comparece a Estratégia Saúde da Família para atendimento de rotina. Durante a verificação dos sinais vitais, a técnica de enfermagem, percebe um padrão anormal de respiração caracterizado por inspirações rápidas e superficiais, seguida de inspirações regulares ou irregulares e períodos de apneia. Qual o nome dado ao padrão de respiração apresentado por H.U.V.?
A) Respiração Kussmaul.
B) Respiração de Biot.
C) Respiração de Cheyne-Stokes.
D) Respiração apnêustica. 
E) Respiração agônica.
A ausculta avalia o movimento do ar através da árvore traqueobrônquica e detecta a presença de muco ou vias aéreas obstruídas. O ar geralmente flui através das vias aéreas em um padrão desobstruído. Ao reconhecer os sons produzidos pelo fluxo normal de ar, você consegue detectar os sons causados pela obstrução das vias aéreas. São sons anormais detectados na ausculta pulmonar, exceto:
A) Broncovesicular.
B) Sibilo.
C) Estertores.
D) Atrito pleural.
Situação clínica em que o indivíduo adulto apresenta a frequência respiratória acima da normalidade: 
Alternativas
A) Dispneia
B) Ortopneia
C) Taquipneia
D) Bradipneia
Sobre a respiração de Biot, é CORRETO afirmar que:
A) Frequência de respiração é irregular, mas anormalmente rápida (maior que 5 respirações/minuto).
B) As respirações são anormalmente rasas por duas a três respirações, seguidas de período irregular de apneia.
C) Frequência respiratória é normalmente alta e profundidade de ventilação é descomprimida.
D) Frequência e profundidade de respirações aumentam. Algumas vezes, ocorre hipocarbia. 
Em relação a assistência de enfermagem ao exame físico, assinale a assertiva que apresente som respiratório que é considerado características normais durante a ausculta pulmonar. 
A) Roncos. 
B) Estridor. 
C) Sibilos.  
D) Murmúrios vesiculares.
E) Crepitações. 
Eupneia é o termo utilizado, na verificação da frequência respiratória para:
Alternativas
A) valores acima do normal.
B) valores abaixo do normal. 
C) ausência de respiração. 
D) dificuldade respiratória. 
E) valores dentro da normalidade.
A técnica de percussão dígito-digital é a mais consagrada na prática clínica. O som __________ obtém-se percutindo regiões desprovidas de ar (osso, fígado); o som __________ identifica a presença de ar em pequena quantidade; e o som __________ é obtido em regiões que contêm ar, recobertas por membrana flexível, como no estômago. Preenche corretamente as lacunas, respectivamente:
A) timpânico; maciço; submaciço.
B) timpânico; submaciço; maciço.
C) maciço;timpânico;submaciço.
D) maciço; submaciço; timpânico. 
Durante a avaliação do enfermeiro de um paciente com quadro de bronquite crônica, o mesmo apresentava sintomas de broncoespasmo. Na ausculta, o profissional ouviu um som musical estridente na inspiração e constatou que se tratava de ruídos adventícios chamados de:
A) sibilos.
B) estertores.
C) roncos.
D) tosse paroxística.
E) crepitações.
image1.jpeg
image2.png
image3.png
image4.png
image5.png
image6.png
image7.png
image8.png

Mais conteúdos dessa disciplina