Prévia do material em texto
CURSO: MEDICINA MÓDULO I UNIDADE I: Bases Morfofisiológicas do Sistema Digestório e do Trato Urinário EIXO TEMÁTICO: Bioquímica e Biofísica PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO (POP) FATORES QUE AFETAM A ATIVIDADE DAS ENZIMAS: pH 7ª AULA PRÁTICA Página 1 de 3 POP: Bioquímica e Biofísica Profa.: Renata de Bastos Ascenço Soares FATORES QUE AFETAM A ATIVIDADE DAS ENZIMAS: TEMPERATURA E pH OBJETIVOS - Reconhecer a temperatura e o pH como fatores que podem influenciar na atividade enzimática, enfatizando a natureza protéica das enzimas ou o aumento da energia cinética das enzimas e substratos, como razões para a modificação da atividade enzimática em função destes dois fatores. - Reconhecer a existência de temperatura e pH ótimo para a atividade de determinada enzima, e que estes podem variar de acordo com a enzima considerada. - Identificar a desnaturação e as modificações na ionização dos radicais dos aminoácidos da molécula enzimática como os principais efeitos das alterações de pH do meio onde ocorre a reação enzimática. MATERIAL a. Equipamentos e materiais - Espectrofotômetro. - Banho maria a seco (100oC) - Tubos de ensaio. - Pipetas volumétricas. - Pipetas automáticas e ponteiras. b. Reagentes - Suspensão de Invertase 0,1g/dL - Sacarose 0,25M - Tampão ácido cítrico-citrato de sódio 0,1M, pH 3,0 - Tampão ácido cítrico-citrato de sódio 0,1M, pH 3,8 - Tampão ácido cítrico-citrato de sódio 0,1M, pH 4,6 - Tampão ácido cítrico-citrato de sódio 0,1M, pH 5,4 - Tampão ácido cítrico-citrato de sódio 0,1M, pH 6,2 - Tampão ácido-acético-acetato de sódio 0,05M pH4,7 - Reativo do ácido 3,5-dinitrosalicílico (RA-3, 5-DNS) - Água destilada. CURSO: MEDICINA MÓDULO I UNIDADE I: Bases Morfofisiológicas do Sistema Digestório e do Trato Urinário EIXO TEMÁTICO: Bioquímica e Biofísica PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO (POP) FATORES QUE AFETAM A ATIVIDADE DAS ENZIMAS: pH 7ª AULA PRÁTICA Página 2 de 3 POP: Bioquímica e Biofísica Profa.: Renata de Bastos Ascenço Soares FATORES QUE AFETAM A ATIVIDADE DAS ENZIMAS: TEMPERATURA E pH PRECAUCÕES E CUIDADOS ESPECIAIS - Considerando que o manuseio com reagentes químicos deve ser cuidadoso, logo se faz necessário adotar os critérios de biossegurança estabelecidos pelo laboratório durante a manipulação e descarte destes produtos. PROCEDIMENTO TÉCNICO a. Determinação do pH ótimo da invertase - Identificar 6 tubos de ensaio da seguinte maneira B (Branco), 1, 2, 3, 4 e 5. - Distribuir os reagentes conforme indicado a seguir: - Agitar o frasco da invertase antes de pipetar. B 1 2 3 4 5 Tampão pH 3,0 - 0,8 - - - - Tampão pH 3,8 - - 0,8 - - - Tampão pH 4,6 - - - 0,8 - - Tampão pH 5,4 - - - - 0,8 - Tampão pH 6,2 - - - - - 0,8 Invertase 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 Água destilada 0,8 - - - - - RA-3,5-DNS 1,0 - - - - - Sacarose 0,5 0,5 0,5 0,5 0,5 0,5 - Agitar e incubar, em temperatura ambiente por 10 minutos. - Interromper a reação por adição de 1,0ml do RA-3,5-DNS nos tubos de 1 a 5. - Colocar todos os tubos em banho seco a 100oC por 5 minutos. - Esfriar os tubos em água corrente e acrescentar 5ml de água destilada em cada tubo. - Misturar (agitando) e ler em 540nm (filtro verde) contra o tubo B. CURSO: MEDICINA MÓDULO I UNIDADE I: Bases Morfofisiológicas do Sistema Digestório e do Trato Urinário EIXO TEMÁTICO: Bioquímica e Biofísica PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO (POP) FATORES QUE AFETAM A ATIVIDADE DAS ENZIMAS: pH 7ª AULA PRÁTICA Página 3 de 3 POP: Bioquímica e Biofísica Profa.: Renata de Bastos Ascenço Soares FATORES QUE AFETAM A ATIVIDADE DAS ENZIMAS: TEMPERATURA E pH LEITURA E/OU INTERPRETAÇÃO - Fazer dois gráficos colocando na ordenada as DO obtidas e na abscissa os valores de pH (gráfico 1) e temperatura (gráfico 2). - Analisar os dois gráficos, observando a influência do pH e temperatura na atividade enzimática e definir o pH ótimo e a temperatura ótima. SIGNIFICADO CLÍNICO Dentre os fatores que podem provocar alterações na atividade enzimática, a temperatura destaca-se como o mais importante. Para desempenhar sua função biológica, as proteínas devem estar em seus estados nativos, com suas estruturas primária, secundária, terciária e, quando for o caso, quaternária, íntegras. O calor é um dos fatores que podem destruir essa integridade, provocando o fenômeno conhecido como desnaturação protéica. As enzimas, como proteínas, também estão sujeitas a esse processo, que podem ocasionar a perda, algumas vezes reversível, de atividade. Quanto ao pH, mudanças extremas de pH podem alterar a estrutura da enzima devido a uma repulsão de cargas. Mudanças mais brandas de pH podem levar a uma dissociação de enzimas oligoméricas. Por outro lado, as mudanças de pH que não afetam totalmente a estrutura de uma enzima podem diminuir sua atividade apenas por estar afetando resíduos do sítio catalítico. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. STRYER, L. Bioquímica. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. 2. CHAMPE, P. C.; et al. Bioquímica Ilustrada. 4ª ed. Rio de Janeiro: Art Med, 2009. 3. LEHNINGER, A.L.; NELSON, D.L.; COX, M.M. Princípios de Bioquímica. 2ª ed. São Paulo: Sarvier, 1995. 4. MOTTA, V. T. Bioquímica Clínica para o Laboratório: princípios e interpretações. 5ª ed. São Paulo: Medbook, 2009. 5. REMIÃO, J.O.R.; SIQUEIRA, A.J.S.; AZEVEDO, A.M.P. Bioquímica: Guia de Aulas Práticas. São Paulo: EDIPUCRS. 2003. 6. NEPOMUCENO, A.F.; RUGGIERO, A.C. Bioquímica: Roteiros de Análises Bioquímicas Qualitativas e Quantitativas. Tecmedd, 2004.