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Curitiba 08/04/2013 Segunda – feira 
UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ 
DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE ELETROTÉCNICA 
CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA 
 
 
BRUNO BATISTA FERREIRA 
PAULO VINÍCIUS DE ALMEIDA OLIVEIRA 
 
 
TRANSFORMADORES DE MEDIÇÃO E PROTEÇÃO 
 
 
TRABALHO ACADÊMICO 
 
 
 
 
 
CURITIBA 
2013 
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Curitiba 08/04/2013 Segunda – feira 
BRUNO BATISTA FERREIRA 
PAULO VINÍCIUS DE ALMEIDA OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
TRANSFORMADORES DE MEDIÇÃO E PROTEÇÃO 
 
 
 
Trabalho acadêmico da disciplina 
de Materiais e equipamentos 
elétricos da Universidade 
Tecnológica Federal do Paraná 
como requisito para a 
composição da nota de tal 
disciplina 
Professor: Walmir Eros Wladika 
 
 
 
CURITIBA 
2013 
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Curitiba 08/04/2013 Segunda – feira 
Sumario 
RESUMO ..................................................................................................................... 4 
SIMBOLOGIA....................................................................................................................................... 5 
DEFINIÇÃO ................................................................................................................. 6 
FUNÇÕES .................................................................................................................... 8 
APLICAÇÕES.................................................................................................................9 
TERMINOLOGIA..........................................................................................................12 
CLASSIFICAÇÃO........................................................................................................14 
CONSTITUIÇÃO............................................................................................................23 
FUNCIONAMENTO......................................................................................................29 
ESPECIFICAÇÃO..........................................................................................................34 
ENSAIOS........................................................................................................................35 
INSTALAÇÃO................................................................................................................37 
MANUTENÇÃO.............................................................................................................37 
NORMAS........................................................................................................................43 
PREÇOS..........................................................................................................................43 
FONTES DE CONSULTA.............................................................................................46 
 
 
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Curitiba 08/04/2013 Segunda – feira 
Resumo 
 O presente trabalho faz menção ao uso de transformadores para 
medição e proteção, isto é, transformador de corrente (TC) e transformador 
de potencial (TP). Neste trabalho escolar estão presentes simbologia, 
definição, função, aplicação, terminologia, classificação, constituição, 
funcionamento, especificação, ensaios, instalação, manutenção, normas, 
preços dos respectivos capacitores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Curitiba 08/04/2013 Segunda – feira 
 
Simbologia 
 
A simbologia padrão dos transformadores de corrente (TC´s) mostra os 
terminais primários de alta tensão H1 e H2 e os terminais secundários X1 e X2. O 
ponto, para transformadores com polaridade aditiva, indica onde entra a corrente no 
primário e onde sai a corrente no secundário (defasamento de 180°). 
Modelos industriais de TCs têm os terminais de alta tensão marcados como P1 e 
P2 (Primário 1 e Primário 2), sendo que em muitos casos pode haver diferentes ligações 
do circuito primário que permitam alterar a relação de transformação. Os terminais 
secundários são marcados como 1s1, 1s2, 2s2... (número, algarismo, número), 
indicando respectivamente o número do enrolamento, o símbolo de terminal secundário 
(s) e o número da derivação do terminal secundário. Já quanto ao TP’s, estes possuem a 
mesma simbologia, porém o que difere dos TC’s é que ao invés da letra “P” para 
simbolizar o primário do transformador de corrente usamos “H” e para o secundário 
“X” conforme a imagem abaixo. 
 
Figura 1: Diagrama de TC’s e TP’s 
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Figura 2 
 A figura acima nos mostra uma ligação de três transformadores de potencial e 
três transformadores de corrente. 
Definição 
 
Transformadores de Corrente 
 O transformador de corrente (TC) é um transformador para instrumento cujo 
enrolamento primário é ligado em série a um circuito elétrico e cujo enrolamento 
secundário se destina a alimentar bobinas de correntes de instrumentos de medição e 
proteção ou controle. A figura acima nos mostra o esquema básico de ligação de um 
TC. 
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Figura 3: esquema básico de um TC. 
 O enrolamento primário dos TC’s é, normamente constituído de poucas espiras 
(2 ou 3 espiras) feitas de condutores de cobre de grande seção. 
Transformadores de Potencial 
 O transformador de potencial (TP) é um transformador para instrumento cujo 
enrolamento primário é ligado em derivação a um circuito elétrico e cujo enrolamento 
secundário se destina a alimentar bobinas de potencial de instrumentos elétricos de 
medição e proteção ou controle. 
 A figura a seguir, nos mostra um esquema básico de ligação de um TP. 
 
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Figura 4: Transformador de potencial 
 Nos TP’s o numero de espiras do primário é maior que o número de espiras do 
secundário, logo . 
Funções 
 
Transformador de potencial 
 Esta classe de transformadores foi criada, porque é impraticável a ligação de 
instrumentos em circuitos de alta corrente, sendo, portanto obrigatório à redução das 
suas tensões primárias para valores secundários menores sem induzir a erros, com 
referencia a relação de fase. Além do fator crucial dito anteriormente este tipo de 
transformadores são equipamentos essenciais nos sistemas elétricos tendo como função 
relatar as condições reais do sistema tanto em regime permanente como durante faltas, 
ou ainda isolar e proteger o circuito secundário do primário, reduzindo as correntes de 
medição proporcionando segurança nas operações e reduzindo também custos com 
montagens e cabos. 
Transformador de corrente 
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 Esta outra classe de transformadores têm a função de transformar a corrente 
primária que detém valores elevados e de difícil medida em valores menores para 
medição, como por exemplo, é fato de medirmos uma corrente em uma subestação no 
qual a corrente certamente será alta e com uso deste dispositivo ele faz com que haja 
uma alteração de parâmetros de corrente para que seja possível medi-la em menores 
valores, contudo este menor valor tem total correspondência com o alto valor visto do 
primário. Além de serem usados na medição estes TC’s são destinados a proteção de 
sistemas contra sobrecorrentes por meio de relés. 
 
Aplicações 
 
 
Figura 5 
No sistema de geração, distribuição e consumo acima são encontrados 
transformadores para medição e proteção na geração nas subestações transmissora, 
distribuidora e nos consumidores industriais comerciais e residenciais. 
Na geração a energia precisa ser medida antes de ser transmitida para isso são 
utilizados TP e TC. 
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Na subestação transmissora encontramos em suas entradas um transformador 
para proteção um TP para medição de tenção e um TC para medição de corrente. 
Nos consumidores industriais, comerciais, e residenciais encontramos pelo 
menos um Trafo para proteção e um TC para medição no relógio de consumo. 
Para os consumidorescativos, o sistema de medição pode ser instalado no lado 
de baixa tensão do transformador de potência da unidade consumidora, devendo-se 
utilizar um método de compensação das perdas de transformação. A figura a seguir 
ilustra genericamente em diagrama unifilar uma ligação com medição na baixa tensão 
do transformador: 
 
Figura 6: Unidade Consumidora 
Fonte: http://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Modulo5_Revisao_1.pdf 
A figura a seguir ilustra genericamente em diagrama unifilar uma ligação de 
unidade consumidora atendidas em MT e AT: 
 
Figura 7: Unidade consumidora 
Fonte: http://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Modulo5_Revisao_1.pdf 
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A figura a seguir ilustra genericamente uma ligação de consumidor, em 
diagrama unifilar: 
 
Figura 8: Unidade consumidora 
Fonte: http://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Modulo5_Revisao_1.pdf 
A figura abaixo ilustra genericamente uma ligação de consumidor livre, em 
diagrama unifilar, como exemplo: 
 
Figura 9: Ligação de consumidor diagrama unifilar 
Fonte: http://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Modulo5_Revisao_1.pdf 
A Figura 22 segue exemplo da utilização do relé como equipamento de proteção 
para sistemas de potência. Nota-se a utilização de outros equipamentos como o 
transformador de potencial e transformador de corrente que tem por função mudar a 
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ordem da grandeza medida para valores menores que possam ser acompanhados pelo 
relé. 
O relé funciona como a parte lógica do sistema da figura 22, ou seja, de acordo 
com variação nas variáveis de entrada como a tensão e corrente ele atua no disjuntor do 
sistema de modo a interromper o circuito quando necessário. 
Terminologia 
 
 Quando nos referimos aos transformadores de proteção e medição, ou melhor, 
transformadores de potencial e de corrente devemos conhecer alguns termos técnicos 
em relação ao assunto, pois eles são de suma importância para o entendimento sobre o 
funcionamento, instalação, dimensionamento, função dentro outros. A respeito destes 
componentes do sistema elétrico é interessante citar as seguintes terminologias em 
relação aos TP’s: 
01) Tensão secundária: é a tensão vista pelos enrolamentos secundários de um 
transformador, nos TP’s ela gira em torno de 115 volts ou aproximadamente 115 volts, 
havendo também a possibilidade de 115/√3 volts. Em TP’s antigos podem ser 
encontradas as tensões secundárias nominais: 110V, 120V e às vezes 125V. 
02) Tensão primária: A tensão primária nominal depende da tensão entre fases, ou entre 
fase e neutro, do circuito em que o TP vai ser utilizado. 
03) Carga nominal: Carga no qual se baseiam os requisitos de exatidão do TP. 
04) Classe de exatidão: valor máximo do erro, expresso em percentagem, que poderá ser 
introduzido pelo TP na indicação de um wattímetro, ou no registro de um medido de 
energia elétrica, em condições específicas. 
05) Potência térmica: Maior potência aparente que um TP pode fornecer em regime 
permanente , sob tensão e frequências nominais, sem exceder os limites de elevação de 
temperatura especificados. Estes limites de temperatura estão fixados na tabela 1 do 
anexo conforme padrões da ABNT. 
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06) Nível de isolamento: define-se a especificação do TP quanto às condições a que se 
deve satisfazer a sua isolação em termos de tensão suportável 
07) Polarização: Em TP’s a polaridade não precisa ser levada em consideração quando 
ele alimenta somente voltímetros, reles de tensão etc. Mas, quando ele alimenta 
instrumentos elétricos cuja bobina de potencial é provida de polaridade relativa, como 
wattímetro, medidores de energia elétrica, fasímetros, etc. , então é extremamente 
importante a consideração da polaridade do TP, pois a bobina de potencial destes 
instrumentos deve ser ligada ao terminal secundário do TP que corresponde ao seu 
primário que esta ligado como entrada ao circuito principal. 
08) Tensão máxima do equipamento (Umax) : Tensões máximas do equipamento 
padronizadas, em kV, são: 15 – 24,2 – 36,2. 
Em relação aos TC’s temos também outras terminologias, conforme a seguir: 
01) Corrente secundária: de modo geral a geral a corrente nominal secundária é de 5A. 
Em casos especiais em proteção pode haver TC’s com corrente secundária nominaç de 
2,5A. 
02) Corrente primária: caracteriza o valor nominal de suportável pelo TC. Na escolha 
de um TC, deve se especifica-lo tendo em vista a corrente máxima do circuito em que o 
TC vai ser inserido. 
03) Fator térmico: fator pelo qual deve ser multiplicada a corrente primária nominal 
para se obter a corrente primária máxima que um TC é capaz de conduzir em regime 
permanente, sob frequência nominal, sem exceder os limites de elevação de temperatura 
especificados e sem cair fora da classe de exatidão. 
04) Corrente térmica nominal: maior corrente primária que um TC é capaz de suportar 
durante um segundo, com o enrolamento secundário curto-circuitado, sem exceder, em 
qualquer enrolamento, uma temperatura máxima especificada 
05) Corrente Dinâmica nominal: valor de crista da corrente primária que um TC é capaz 
de suportar, durante o primeiro meio ciclo, com o enrolamento secundário curto-
circuitado, sem danos elétricos ou mecânicos resultantes das forças eletromagnéticas. 
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06) Erro de corrente: Valor percentual, referido à corrente primária, da diferença entre a 
corrente eficaz secundária multiplicada pela relação nominal e a corrente eficaz 
primária, em regime senoidal: 
 
 
 
 
Rn: = Relação nominal TC 
 Valor eficaz da corrente primária 
 Valor eficaz da corrente secundária 
(07) Erro de corrente composto (Ec): Valor percentual, referido a corrente primária, do 
valor eficaz equivalente da corrente determinada com a diferença entre a corrente 
secundária multiplicada pela relação nominal e a corrente primária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Valor eficaz da corrente primária 
 Valor nominal do TC 
 Valor instantâneo da corrente primária 
 Valor instantâneo da corrente secundária 
 
 
Classificação 
 Conforme a disposição dos enrolamentos e do núcleo, os TC’s podem ser 
classificados nos seguintes tipos: 
 TC tipo Barra 
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 É aquele cujo enrolamento primário é constituído por uma barra fixada através 
do núcleo do transformador, conforme mostrado abaixo. 
 
Figura 10: TC tipo barra 
 TC tipo enrolado 
É aquele cujo enrolamento primário é constituído de uma ou mais espiras envolvendo o 
núcleo do transformador, conforme ilustrado abaixo. 
 
Figura 11: TC tipo enrolado 
 TC tipo janela 
 É aquele que não possui um primário fixo no transformador e é constituído de 
uma abertura através do núcleo, por onde passa o condutor que forma o circuito 
primário, conforme abaixo. 
 
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Figura 12: TC tipo janela 
 TC tipo bucha 
 É aquele cujas características são semelhantes ao TC do tipo barra, porém sua 
instalação é feita na bucha dos equipamentos ( transformadores, disjuntores, etc.), que 
funcionam como enrolamento primário, de acordo como mostrado abaixo. 
 
Figura 13: TC tipo bucha 
 TC de núcleo dividido 
 É aquele cujas características são semelhantes às do tipo janela, em que o núcleo 
pode ser separado para permitir envolver o condutor que funciona como enrolamento 
primário, conforme mostrado abaixo. 
 
Figura 14: TC de núcleo dividido 
 TC com vários enrolamentos primários 
 É aquele constituído de vários enrolamentos primários montados isoladamente e 
apenas um enrolamento secundário, conforme abaixo. 
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Figura 15: TC com vários enrolamentos primários 
 TC com vários núcleos secundários 
 É aquele constituído de dois ou mais enrolamentossecundários montados 
isoladamente, sendo que cada um possui individualmente o seu núcleo, formado, 
juntamente com o enrolamento primário, um só conjunto, conforme se na figura abaixo. 
 Neste tipo de transformador de corrente, a seção do condutor primário deve ser 
dimensionada tendo em vista a maior das relações de transformação dos núcleos 
considerados. 
 
Figura 16: TC com vários núcleos secundários 
 TC com vários enrolamentos secundários 
 É aquele constituído de um único núcleo envolvido pelo enrolamento primário e 
vários enrolamentos secundários, conforme se mostra na figura abaixo, e que podem ser 
ligados em série ou paralelo. 
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Figura 17: TC com vários enrolamentos Secundários 
 TC tipo derivação no secundário 
 É aquele constituído de um único núcleo envolvido pelos enrolamentos primário 
e secundário, sendo este provido de uma ou mais derivações. Entretanto o primário pode 
ser constituído de um ou mais enrolamentos, conforme se mostra na figura a seguir. 
Como os amperes-espiras variam em cada relação de transformação considerada, 
somente é garantida a classe de exatidão do equipamento para a derivação que estiver o 
maior número de espiras. A versão deste tipo de TC é dada na figura abaixo. 
 
Figura 18: TC tipo derivação no secundário 
 Os transformadores de corrente de baixa tensão normalmente têm o núcleo 
fabricado em ferro-silício de grãos orientados e está, juntamente com os enrolamentos 
primário e secundário, encapsulado em resina epóxi, submetida a polimerização, o que 
lhe proporciona endurecimento permanente, formando um sistema inteiramente 
compacto e dando ao equipamento características elétricas e mecânicas de grande 
desempenho, ou seja: 
1. Incombustibilidade do isolamento; 
2. Elevada capacidade de sobrecarga, dada a excepcional qualidade de condutividade 
térmica da resina epóxi; 
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3. Elevada resistência dinâmica às correntes de curto-circuito; 
4. Elevada rigidez dielétrica. 
 Já os transformadores de corrente de média tensão, semelhantemente aos de 
baixa tensão, são normalmente construídos em resina epóxi, quando destinados às 
instalações abrigadas, conforme as figuras a seguir. 
 
Figura 19: transformadores de corrente de média tensão 
 Também são encontrados transformadores de corrente para uso interno, construídos em 
tanque metálico cheio de óleo mineral e provido de buchas de porcelana vitrificada 
comum aos terminais de entrada e saída da corrente primária. 
 Os transformadores de corrente fabricados em epóxi são normalmente 
descartados depois de um defeito interno. Não é possível a sua recuperação. 
 Os transformadores de corrente de alta tensão para uso ao tempo são dotados 
bucha de porcelana vitrificada com saias, comum aos terminais de entrada da corrente 
primária. 
 Os transformadores de corrente destinados a sistemas iguais ou superiores a 69 
kV têm os seus primários envolvidos por uma blindagem eletrostática, cuja finalidade é 
uniformizar o campo elétrico. 
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Conforme a finalidade de aplicação, os TC’s podem ser classificados nos dois tipos 
seguintes: 
1° Transformadores de corrente para serviço de medição 
Os TC's empregados na medição de corrente ou energia são equipamentos capazes de 
transformar as correntes de carga na relação, em geral, de Ip/5 A, propiciando o registro 
dos valores pelos instrumentos medidores sem que estes estejam ligação direta com o 
circuito primário da instalação. 
 Eventualmente, são construídos transformadores de corrente com vários núcleos, 
uns destinados à medição de energia e outros, próprios para o serviço de proteção. 
Porém, as concessionárias, geralmente, especificam em suas normas unidades separadas 
para a sua medição de faturamento, devendo o projetista da ação, reservar uma unidade 
independente para a proteção, quando for o caso. 
2° Transformadores de corrente destinados a proteção 
 Os transformadores de corrente destinados à proteção de sistemas elétricos são 
equipamentos capazes de transformar elevadas correntes de sobrecarga ou de curto-
circuito em pequenas correntes, propiciando a operação dos relés sem que estes estejam 
em ligação direta com o circuito primário da instalação, oferecendo garantia de 
segurança aos operadores, facilitando a manutenção dos seus componentes e, por fim, 
tornando-se uni aparelho extremamente econômico, já que envolve reduzido emprego 
de matérias-primas. 
 Ao contrário dos transformadores de corrente para medição, os TC's para serviço 
de proteção não devem saturar para correntes de elevado valor, tais como as que se 
desenvolvem durante a ocorrência de um defeito no sistema. Caso contrario, os sinais de 
corrente recebidos pelos relés estariam mascarados, permitindo, desta forma, uma 
operação inconsequente do sistema elétrico. Assim, os transformadores de corrente para 
serviço de proteção apresentam um nível de saturação elevado, igual a 20 vezes a 
corrente nominal, conforme se pode mostrar na curva da Figura abaixo, como exemplo 
genérico. 
 
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Pode-se perfeitamente concluir que jamais se devem utilizar transformadores de 
proteção em serviço de medição e vice-versa. Além disso, deve-se levar em conta a 
classe de exatidão em que estão enquadrados os TC's para serviço de proteção que, 
segundo a NBR 6856/81, podem ser de 5 ou 10. 
Ainda segundo a NBR 6856, o erro de relação do TC deve ser limitado ao de corrente 
secundária desde 1 a 20 vezes a corrente nominal e a qualquer igual ou inferior à 
nominal. 
Deve-se alertar para o fato de que os transformadores de corrente com mais derivação 
no enrolamento secundário têm a sua classe de exatidão relacionada com a sua operação 
na posição que leva o maior número de espiras. 
Além da classe de exatidão, os transformadores de corrente para serviço proteção são 
caracterizados pela sua classe, relativamente à impedância do seu lamento secundário, 
ou seja: 
1. Classe B são aqueles cujo enrolamento secundário apresenta reatância que ser 
desprezada. Nesta classe, estão enquadrados os TC's com núcleo toroidal ou 
simplesmente TC's de bucha; 
2. Classe A são aqueles cujo enrolamento secundário apresenta uma reatância que pode ser 
desprezada. Nesta classe, estão enquadrados todos os TC's que NÃO se enquadram na 
classe B. 
Quanto aos TP’s eles são assim classificados: 
Transformador de potencial indutivo – Os transformadores de potencial indutivos são 
construídos segundo três grupos: 
Grupo 1 – São aqueles projetados para ligação entre fases. São basicamente os do tipo 
utilizados nos sistemas de até 34,5 kV. Os transformadores enquadrados neste grupo 
devem suportar continuamente 10% de sobrecarga; 
Grupo 2 – são aqueles projetados para ligação entra fase e neutro de sistema diretamente 
aterrados, isto é: onde Rz é a resistência de sequencia zero do sistema, e Xp é a 
reatância de sequencia positiva do sistema. 
Grupo 3 – São aqueles projetados para ligação entre fase e neutro de sistemas onde não 
se garanta a eficácia do aterramento. 
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Figura 20: TP tipo indutivo do grupo 2 e grupo 3. 
 
Transformador de potencial capacitivo – Os transformadores capacitivos são utilizados 
basicamente como um conjunto de capacitores que servem para fornecer um divisor de 
tensão e permitir a comunicação através do sistema Carrier. São construídos 
normalmente para tensões iguais ou superiores a 138 kV. 
 
Figura 21 : Transformador capacitivo 
Fonte: www.simmmei.com.br 
 
Transformador de potencial para proteção – Transformador de potencial destinado 
a alimentar relés de proteção. O relé funciona como a parte lógica do sistema da figura a 
seguir,ou seja, de acordo com variação nas variáveis de entrada como a tensão e 
corrente ele atua no disjuntor do sistema de modo a interrompero circuito quando 
necessário. 
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 Figura 22: Rele atuando ao lado de um TP como proteção do sistema 
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Constituição 
A figura abaixo mostra um transformador de corrente a óleo:
 
Figura 23: TC a óleo 
 
Figura 24: Vista superior do TC a óleo 
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ITEM Denominação Material 
1 Conector de aterramento Cobre estanhado 
2 Placa diagramática Aço inox 
3 Placa de características Aço inox 
4 Caixa secundaria Alumínio 
5 Caixas individuais com 
dispositivo de lacre 
Alumínio 
6 Terminais primários Alumínio 
7 Isolador Porcelana vitrificada 
8 Flange Alumínio 
Tabela 1 
 
 
 
 
 
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Transformador de corrente Epóxi 
 
 
Figura 25: Transformador de corrente Epóxi 
 
Figura 26: transformadores de corrente Epóxi vista superior 
Item Denominação Material 
1 Terminal secundário 
parafuso fenda 
Aço Bicromatizado 
2 Arruela tipo cônica Aço Bicromatizado 
3 Placa de características Polipropileno 
4 Placa de Diagramática Polipropileno 
5 Conector primário paraf. Aço Bicromatizado 
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Sex. 
6 Arruela de Pressão Aço Bicromatizado 
7 Arruela lisa Aço Bicromatizado 
8 Corpo do transformador 
de corrente 
Moldado em epóxi 
9 Base suplementar Alumínio 
10 Terminal Terra parafuso 
sextavado 
Aço Bicromatizado 
11 Arruela lisa Aço Bicromatizado 
12 Terminal primário Latão 
Tabela 2 
Transformador de potencial – Alta tensão – Isolação á Óleo 
 
 
Figura 27: Transformador de Potencial alta tensão 
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Figura 28: Transformador de potencial alta tensão vista superior 
Item Denominação Material 
1 Conector de Aterramento Cobre estanhado 
2 Placa Diagramática Aço Inox 
3 Placa de características Aço Inox 
4 Caixa secundaria Alumínio 
5 Tampa do tanque Alumínio 
6 Isolador Alumínio 
7 Flange Porcelana Vitrificada 
8 Cabeçote Alumínio 
Tabela 3 
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Transformador de potencial – isolação a óleo 
 
Figura 29: Transformador de potencial – isolação a óleo 
Funcionamento 
 
Transformador de Potencial 
A figura 30 O TP tem N1 > N2 dando assim uma tensão U1 > U2, sendo por isto 
considerado na prática como um elemento “redutor de tensão”, pois uma tensão elevada 
da U1 é transformada para uma tensão reduzida U2 de valor suportável pelos 
instrumentos elétricos usuais. 
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FIGURA 30: Transformador de potencial 
Os TP ‘s são projetados e construídos para uma tensão secundária nominal 
padronizada em 115 volts, sendo a tensão primária nominal estabelecida de acordo com 
a tensão primária nominal estabelecida de acordo com a tensão entre fases do circuito 
em que TP será ligado.Assim, são encontrados no mercado TP ‘s para 2.300/115V, 
13.800/115V, 69.000/115V, etc., isto significa que: 
a) quando o primário se aplica a tensão nominal para o qual o TP foi construído, 
no secundário tem-se 115V; 
b) quando no primário se aplica uma tensão menor ou maior do que a nominal, 
no secundário tem-se também uma tensão maior ou menor que 115 volts, mas nas 
mesmas proporções de tensões do TP utilizado. 
Os TP’s a serem ligados entra fase e neutro são construídos para terem como 
tensão primária nominal a tensão entre fases do circuito dividida por √3, e como tensão 
secundária nominal 115/√3 volts ou 115volts aproximadamente, podendo ainda ter essas 
duas possibilidades de tensões ao mesmo tempo por meio de uma derivação, conforme a 
figura a seguir: 
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Curitiba 08/04/2013 Segunda – feira 
 
Figura 31: Transformador de corrente 
Assim, são também encontrados no mercado TP’s, por exemplo, será: 
1°) Tensão primária nominal: 13800/√3 volts.Tensão secundária nominal: 
115/√3volts ou as duas tensões: 115/√3 volts e 115 volts aproximadamente. 
2°) Tensão primária nominal: 69000/√3 volts. Tensão secundária nominal: 
115/√3 volts ou as duas tensões: 115/√3 volts ou 115 aproximadamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
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O quadro a seguir mostra as tensões primárias nominais e as relações nominais 
padronizadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para TP’s 
fabricados normamente no Brasil. 
 
 
Figura 32: tensões primárias nominais e as relações nominais padronizadas pela ABNT 
Transformadores de corrente 
 Um transformador de corrente ou simplesmente TC, figura a seguir, é um 
dispositivo que reproduz no seu circuito secundário, uma amostra da corrente que 
circula no enrolamento primário. Esta corrente tem proporções definidas e conhecidas, 
sem alterar sua posição vetorial. 
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Figura 33: Transformador de Corrente 
 As relações mais utilizadas no mercado são de 200/5A, 500/5A, 1000/5ª etc., 
isto significa que: 
a) Quando o primário é percorrido pela corrente nominal para o qual o TC foi 
construído, no secundário tem-se 5A; 
b) Quando o primário é percorrido por uma corrente menor ou maior do que a nominal, 
no secundário tem-se também uma corrente menor ou maior que 5A, mas na mesma 
proporção das correntes nominais do TC utilizado. Exemplo: Se o primário de um TC 
de 100/5A é percorrido por uma corrente de 84A, tem-se no secundário 4,2A; se é 
percorrido por 16 A, tem se no secundário 5,3 A. 
 O quadro seguinte nos mostra as correntes primárias nominais e as relações 
nominais padronizadas pela ABNT para os TC’s fabricados em linha normal no Brasil. 
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Figura 34: correntes primárias nominais e as relações nominais padronizadas pela ABNT 
 Como os TC’s são empregados para alimentar instrumentos elétricos de baixa 
impedância (amperímetros, bobinas de corrente de wattímetros, bobinas de corrente de 
medidores de energia elétrica, relés de proteção etc.) diz-se que são transformadores de 
força que funcionam quase em curto-circuito. 
 
Especificação 
 
 Tanto os transformadores de corrente quanto o de potencial têm especificações 
similares quanto ao seu uso, finalidade dentre outros conforme listados abaixo. 
1 – Destinação: Medição, proteção ou automação; 
2 – Uso: Interior, exterior, conjunto de manobra; 
3 – Carga instalada: Especificação dos instrumentos e dispositivos além de potência 
nominal; 
4 – Não devem ser instalados como fonte de carga auxiliar; 
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5 – Classe de exatidão; 
6 – Classe de tensão (nível de isolamento); 
7 – Número de enrolamentos secundários ou derivações; 
8 – Relação de transformação; 
9 – Valor nominal das correntes e tensões no primário e secundário; 
10 – Fator térmico; 
11 – Tensão aplicada (suportáveis e impulso); 
12 – Tipo de encapsulamento (epóxi, seco, imerso); 
 Todas estas verificações devem ser levadas em consideração quando se faz 
qualquer tipo de projeto em que será inserido um TP, TC ou um conjunto deles, pois 
através destes critérios é que fazemos o dimensionamento destes transformadores, bem 
como a compra destes para alguma finalidade. 
Ensaios 
 
Figura 35: Transformador 
 
 As empresas que fornecem serviços de revitalização, conserto e 
repotencialização são muito questionados quanto aos tipos de testes efetivos e 
necessários que atestam as condições elétricas em que se encontra o transformador após 
a execução desses serviços. Esclarecemos a seguir a relação dos testes recomendados 
pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para a certificação dos 
equipamentos: 
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1. Resistência elétrica dos enrolamentos 
Finalidade: verificar se não há irregularidades nos enrolamentos, contatos, soldas, etc. 
 
2. Relação de tensões 
Finalidade: verificar se não há irregularidades nos enrolamentos quanto ao número de 
espiras. 
3. Resistência de isolamentoFinalidade: verificar a isolação entre enrolamentos e terra para atestar a secagem da 
parte ativa. 
 
4. Polaridade 
Finalidade: verificar se o sentido dos enrolamentos está correto. 
 
5. Deslocamento angular e sequência de fase 
Finalidade: verificar se a conexão dos enrolamentos está correta de acordo com o 
diagrama fasorial. 
 
6. Perdas em vazio e corrente de excitação 
Finalidade: verificar perdas no ferro e corrente de magnetização do núcleo. 
 
7. Perdas em carga e Impedância de curto circuito 
Finalidade: verificar perdas nos enrolamentos e o valor da impedância de curto circuito. 
 
8. Tensão aplicada (75% para transformadores usados e reparados) 
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Finalidade: verificar se as isolações entre enrolamentos e terra suportam as tensões 
especificadas de testes de acordo com o nível de isolamento dos enrolamentos. 
 
Figura 36: Tensão máxima X Tensão suportável 
9. Tensão induzida (75% para transformadores usados ou reparados) 
Finalidade: verificar as isolações entre espiras do próprio enrolamento. 
Valor teste = 2 x tensão nominal do enrolamento (durante 7.200 ciclos) 
 
10. Determinação do fator de potência (FP) 
Finalidade: verificar a qualidade do processo de secagem da parte ativa. Não se trata de 
ensaio de rotina, mas em transformadores com tensão igual ou superior a 36,2 kV, é 
recomendado fazê-lo. 
 
Estes testes devem ser contemplados em quaisquer tipos de serviços em 
transformadores elétricos e exigi-los, além das análises completas do estado do óleo em 
suas diversas fases, não deverá comprometer nenhum valor orçamentário, pois se trata 
da verificação da qualidade destes serviços e comprovação normatizada de seu uso. 
 
Instalação 
Antes da instalação de ambos transformadores (TP ou TC) são necessárias as seguintes 
verificações: 
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 - Observar se os dados fornecidos nas etiquetas ou na placa de identificação são 
compatíveis com as especificações do sistema onde o transformador será usado; 
-Certificar-se que todos os acessórios estão montados corretamente e que não há 
nenhuma avaria no transformador; 
-Em caso de longa estocagem, ligar o transformador a vazio para eliminar possível 
umidade absorvida neste período; 
Local da instalação 
 No caso de instalação em local abrigado, deve-se assegurar que existam 
aberturas para proporcionar ventilação suficiente para o transformador, evitando o 
aquecimento excessivo. 
 Alternativamente, os transformadores podem ser projetados para instalação ao ar 
livre. Neste caso, os transformadores são desenvolvidos com grau de proteção superior, 
até IP-55 (proteção contrapoeira e jatos de água), o qual é indicado na placa de 
identificação. 
Ligações 
 As ligações do transformador devem ser realizadas de acordo com o diagrama de 
ligações de sua placa de identificação. As ligações das buchas deverão ser apertadas 
adequadamente, cuidando para que nenhum esforço seja transmitido aos terminais, o 
que pode vir a ocasionar afrouxamento das ligações, mau contato e posteriores 
vazamentos por sobreaquecimento no sistema de vedação. 
 As terminações devem ser suficientemente flexíveis a fim de evitar esforços 
mecânicos causados pela expansão e contração, o que pode vir a quebrar a porcelana 
dos isoladores. Estas admitem valores limitados para esforços mecânicos, por isso 
convém evitar a conexão direta sem suporte dos cabos de ligação às buchas. 
 É aconselhável o uso de composto antioxidante nos terminais dos cabos que 
serão conectados ao transformador. Esta medida tem a finalidade de romper a camada 
de óxido que se forma nos conectores e evitar a entrada de ar e umidade nas conexões, 
reduzindo a possibilidade de ocorrência de mau contato e aquecimento dos terminais. 
 
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Manutenção 
 
Em relação à manutenção destes transformadores, vamos usar o exemplo do tipo de 
manutenção feita pela concessionária de energia Eletrosul, conforme a seguir: 
 
Manutenção de Transformadores de Corrente na Eletrosul 
A manutenção de equipamentos na Eletrosul possui: 
1 - atividades centralizadas: engenharia de manutenção; laboratórios; oficinas; 
2 - atividades descentralizadas: manutenção em campo. 
Para os transformadores de corrente, a primeira atividade de manutenção preventiva 
programada é a coleta de amostra de óleo para as análises físico-química e 
cromatográfica. Sendo que esta manutenção é feita em dois intervalos diferentes de 
tempo, uma de seis anos e a outra de doze anos e em seguida uma revisão geral. 
 
 Manutenção preventiva de seis anos 
 A manutenção preventiva de seis anos nos transformadores de corrente na 
Eletrosul é feita com o equipamento desenergizado e consiste das seguintes atividades: 
• realizar limpeza geral do equipamento; 
• verificar as condições dos isoladores quanto a trincas e sinais de arco; 
• verificar o estado geral da pintura, verificando a presença de corrosão, solucionar 
conforme gravidade; 
• verificar as condições do diafragma; 
• verificar a existência de vazamento de óleo; 
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• verificar o sistema de aterramento; 
• medir e registrar o fator de potência do isolamento; 
• verificar as condições das conexões do primário; 
• verificar as condições da caixa do secundário; 
• verificar o estado geral da fiação; 
• verificar o nível de óleo isolante, completar se necessário; 
• realizar inspeção final do equipamento. 
Para cada TC é estimada a utilização de 4 homens-hora. 
Manutenção Preventiva de doze anos 
 A manutenção preventiva de 12 anos nos transformadores de corrente na 
Eletrosul é feita com o equipamento desenergizado e consiste dos seguintes ensaios: 
• realizar limpeza geral do equipamento; 
• verificar as condições dos isoladores quanto a trincas e sinais de arco; 
• verificar o estado geral da pintura, verificando a presença de corrosão, solucionar 
conforme gravidade; 
• substituir o diafragma de borracha; 
• verificar a existência de vazamento de óleo; 
• medir e registrar o fator de potência do isolamento; 
• medir e registrar as resistências dos isolamentos; 
• medir e registrar as relações de transformação; 
• medir e registrar as resistências ôhmicas; 
• retirada de uma amostra de óleo para análise físico-química; 
• verificar as condições das conexões do primário; 
• verificar as condições da caixa do secundário; 
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• verificar o estado geral da fiação; 
• verificar o nível de óleo isolante, completar se necessário; 
• realizar inspeção final do equipamento. 
Para cada TC é estimada a utilização de 12 homens-hora. 
Revisão Geral 
 Quando o TC apresenta anormalidades na análise do óleo ou nos ensaios 
funcionais realizados nas manutenções de 6 ou 12 anos, o mesmo é retirado de operação 
e é encaminhado para uma revisão geral em oficina. 
 A presença de água no dielétrico formado por papel e óleo é uma das principais 
causas da deterioração dos TCs devido ao efeito direto sobre o envelhecimento da 
isolação e redução da rigidez dielétrica. 
 O método da Secagem é utilizado para retirar a umidade da isolação sólida 
(papel, haste de madeira, outros) dos transformadores de corrente. Na Eletrosul, esse 
tipo de tratamento é realizado desde o início da década de 80 através da Autoclave. 45 
 A Autoclave da Eletrosul tem capacidade para secagem de um equipamento de 
550kV ou seis de 242kV simultaneamente. O tratamento em autoclave consiste em 
submeter o equipamento a um ciclo combinado de aquecimento e vácuo com valores 
determinados. 
 Existe um roteiro básico para os TCs que chegam à oficina da Eletrosul, que 
inclui: 
a) Desembalagem; 
b) Inspeção inicial; 
c) Lavagem; 
d) Remoção para sala de ensaios; 
e) Cadastramento do equipamento; 
f) Execução dos ensaios elétricos; 
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g) Retirada da amostra de óleo; 
h) Verificação dos resultados dos ensaios; 
i) Circulação de óleo no TCs com fator de potência maior do que 1% para retirada de 
borras; 
j) Armazenamento na estufa a 70ºC por 24 horas para os TCs com fator de potência 
menor do que 1% e alta umidade da isolação; 
k) Desmontagem do TC; 
l) Lavagem do TC com óleo limpo e armazenamento da parte ativa na estufa a 70ºC; 
m) Tratamento da superfície; 
n) Montagem parcial com juntas de vedação novas; 
o) Execução do ensaio de polaridade; 
p) Tratamento de secagem em autoclave; 
q) Fechamento do equipamento; 
r) Repouso por 10 dias; 
s) Ensaios preliminares; 
t) Ensaio de estaqueidade; 
u) Ensaios e inspeções finais. 
 Os ensaios iniciais permitem verificar em quais condições o TC foi retirado do 
campo. Os ensaios finais verificam se o equipamento está apto par entrar em operação. 
Os ensaios iniciais e finais do TC são: 
• Ensaios físico-químicos do óleo isolante; 
• Fator de potência da isolação; 
• Resistência ôhmica dos enrolamentos; 
• Resistência da isolação; 
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• Polaridade; 
• Relação de transformação; 
• Medição do fator de dissipação (tg δ) e descarga parcial; 
• Tensão aplicada para equipamentos recuperados. 
 Lembrando que todo este cronograma é feita pela concessionária Eletrosul, 
portanto é um método que eles usam e pode ser sujeito a modificação ficando ao 
encargo da concessionária ou proprietário destes transformadores. 
 
Normas 
 
As seguintes normas são aplicadas ao uso de TC’s e TP’s: 
 ABNT NBR 10020:2010 - Transformadores de potencial de tensão máxima de 
15 kV, 24,2 kV e 36,2 kV — Características elétricas e construtivas 
 ABNT NBR 6855:2009 - Transformadores de potencial indutivos 
 ABNT NBR 10021:2010 - Transformador de corrente de tensão máxima de 15 
kV, 24,2 kV e 36,2 kV — Características elétricas e construtivas 
 ABNT NBR 6856:1992 - Transformador de corrente 
 ABNT NBR 10021:2010 - Transformador de corrente de tensão máxima de 15 
kV, 24,2 kV e 36,2 kV — Características elétricas e construtivas 
 IEC 60044 – 1 INSTRUMENT TRANSFORMERS – PART 1 – CURRENTE 
TRANSFORMERS. 
 IEC 60044 – 6 INSTRUMENT TRANSFORMERS – PART 1 – 
REQUERIMENTS FOR PROTECTIVE FOR TRANSIENT 
PERFORMANCE.IEEE C57.13 (ANSI), IEC SÉRIE 185, 186. 
 
 
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Preços 
 
Em relação aos TC’s e TP’s podemos encontras os mais variados preços devido aos 
seus materiais constituintes, sua função dentre outros. Abaixo estão alguns dos 
respectivos transformadores com os seus preços aproximados. 
 
 
 
 
Figura 37: TC 
 
 
 
 Figura 38: TC 
 
Transformador de corrente 
Yem 
Características 
Corrente do primário 750A 
Corrente do secundário 5A 
Construção Blindada em 
epóxi 
Estado Seminovo 
Preço R$ 150,00 
Obs: Pode ser usado como 
amperímetro CA 
750/5A 
 
 
Transformador de 
Corrente 
Características 
Corrente do primário 50~2000A 
Corrente no secundário 5A 
Dimensões (mm) 53x155 
Tamanho da janela (mm) 100x100 
Frequência 50/60 Hz 
Classe de exatidão (%) 1 
Preço R$ 108,00 
Garantia 18 meses 
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 Figura 39: TC 
 
 
 
 Figura 40: TP 
 
Transformador de corrente SIEMENS Características 
Corrente primária 
Corrente secundária 
200 A 
5 A 
Massa 390 Kg 
Estado Usado 
Preço R$ 3000,00 
 
 
 
 
Transformador de 
Potencial 
Características 
Fabricante Siemens 
Tensão primária 13,8 kV 
Tensão secundária 115 V 
Estado Usado 
Preço R$ 800,00 
Garantia 1 ano 
 
 
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Fontes de consulta 
 
1) Medição de energia elétrica, Medeiros Filho, Solon. 4° edição, livros técnicos e científicos 
editora. 
2) http://www.siemens.com.br/templates/produto.aspx?channel=7598&produto=5507. 
Acessado em 07/04/2013. 
3) http://www.industry.siemens.com.br/buildingtechnologies/br/pt/produtos-baixa-
tensao/gerenciamento-de-energia/instrumentos-de-medicao/Documents/Catalogo-
Instrumentos-mar2011.PDF. Acessado em: 02/04/2013. 
4) Sassi, Medidores e transformadores elétricos, disponível em: 
http://www.sassitransformadores.com.br/site/transformadores.html?gclid=CObCodiVrLYCFQf
qnAod3FcAXw, Acessado em: 02/04/2013. 
5) http://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Modulo5_Revisao_1.pdf. Acessado em 07/04/2013.

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