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Unicesumar - ATIVIDADE 1 - LHIST - TEORIAS DA HISTÓRIA

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Questões resolvidas

Afirmações de importantes historiadores, como Marc Bloch e Edward H. Carr, revelam que a História é um conhecimento do passado humano, que se constitui a partir de um processo contínuo de interação entre o historiador e seus fatos, ou seja, graças o diálogo que o historador estabelece entre o presente e o passado. Nesse sentido, as abordagens históricas são, além de humanas, contemporâneas. Com base nessas informações, que expressam o contexto das concepções teóricas e metodológicas atuais, analise as afirmacoes a seguir.
É correto apenas o que se afirma em:
I. História é o conhecimento do passado humano porque tem como principal objeto de investigação o homem.
II. O princípio de que História é o conhecimento do passado humano aponta que os historiadores se interessam apenas pelo passado humano.
III. A ideia de que a História é contemporânea demonstra que o interesse em estudar o passado humano parte do presente do historiador, ou seja, da sua própria realidade vivida.
IV. A noção de que a História se constitui de um processo contínuo de interação entre o historiador e seus fatos indica que o pesquisador, ao estudar o passado, examina e problematiza os eventos que aparecem para ele nos documentos.
V. A ideia de que a História é 'humana' e 'contemporânea' sugere que o historiador tem como interesse investigar o seu próprio tempo presente, porque o passado humano é inalcançável.
I, II e III.
I, II e IV.
I, III e IV.
II, IV e V.
III, IV e V.

A primeira geração dos Annales, surgida no final da década de 1920, desafiou as abordagens convencionais da História ao propor a 'história problema'. Em contraste com a narrativa factual e cronológica tradicional, eles encorajaram os historiadores a adotarem uma postura semelhante à de Claude Bernard, que, ao contrário de Magendie e seu interesse por fatos curiosos e raros, preferia trabalhar com hipóteses robustas. Dessa forma, buscavam uma história que não fosse simplesmente descritiva, mas que explorasse questões complexas e interligadas.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A abordagem da 'história problema' visava principalmente desenvolver uma história que não fosse meramente descritiva, utilizando análise e interpretação dos documentos para formular problemas e hipóteses desde o início da pesquisa, adaptando-os ao contexto atual do historiador.
II. A história problema reconhecia a possibilidade de estudar os acontecimentos humanos no tempo de maneira fidedigna e de narrá-los tal como ocorreram.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.

O Marxismo é uma das correntes historiográficas mais controversas do mundo contemporâneo. Em parte pelo teor de seu discurso, mas muito em parte pela sua disseminação desregrada no imaginário ocidental, o Marxismo é tido como um dos maiores vilões de nossa sociedade – por vezes literalmente. Entre 2019 e 2022, a série estadunidense 'Stranger Things', exibida pela Netflix, trouxe à tona os 'perigos' da revolução comunista e marxista, reacendendo o debate acadêmico sobre a legitimidade dessas representações cartunescas – uma prática propagandística que remete aos anos de 1950 e 1960. Independente dos preconceitos e estereótipos, a importância e a influência teórica dos estudos marxistas é incontestável. Sobre a consolidação do Marxismo no século XIX, observe as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
Acerca das asserções, considere a alternativa correta.
I. Através de seus estudos, Karl Marx (1818-1883) popularizou o uso de documentos de caráter socioeconômico nas pesquisas acadêmicas, uma tendência que trouxe inúmeras transformações políticas e científicas para a sociedade do século XIX. Em escala mais comedida, o Marxismo promoveu uma 'revolução documental' que antecedeu até mesmo a revolução promovida pelos Annales.
II. Entende-se como 'revolução documental' o fenômeno contemporâneo de lançar mão de documentos científicos para promover revoltas sociais contra os sistemas vigentes. 120 anos antes da Escola dos Annales promover sua série de revoluções em 1968, o Marxismo promoveu o Manifesto Comunista.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.

A parábola do elefante preso à estaca no chão talvez tenha sido uma das primeiras correntes de e-mail populares no Brasil. Ela narra a história de um menino que, ao ver um elefante de circo acorrentado a uma pequena estaca no chão, questiona seus pais sobre a razão pela qual o animal gigantesco simplesmente não se solta com um pequeno puxão na corrente. Os pais da criança então explicam que o elefante foi preso àquele pedaço de madeira poucos dias depois de nascer e, ao crescer e acostumar-se à condição de cativo, jamais cogitou a hipótese de se soltar. Com base nessa parábola, que tem fortes conotações marxistas, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
A repeito dessas asserções, considere a opção correta.
I. Quando o Marxismo propôs uma revolução de ordem socioeconômica no seio do século XIX, causou um profundo estranhamento entre os europeus. Os estratos dominantes da sociedade, que tinham controle sobre as indústrias e sobre o Capital, certamente não queriam ser prejudicados pela Luta de Classes. Involuntariamente, muitos trabalhadores acabaram fortalecendo essa resistência da burguesia industrial.
II. Os operários, em sua maioria pobres, não tinham muitos recursos além daqueles providos pelo trabalho nas indústrias. A Luta de Classes teorizada pelos marxistas não era uma ideia popular entre os trabalhadores, porque alguns já estavam 'habituados' à exploração e outros simplesmente não queriam perder suas únicas fontes de sustento.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.

A partir dos escritos elaborados por Karl Marx (1818-1883), a Escola Marxista eventualmente se consolidou como uma das principais Teorias da História. Os preceitos do Marxismo contrariavam muitas tradições sociais e econômicas do século XIX, além, é claro, de outras concepções filosóficas e historiográficas da época. Nesse sentido, a Escola Metódica foi uma das principais opositoras da Escola Marxista.
Analise as afirmativas a seguir, com as possíveis causas para essa oposição:
I. O Marxismo não supunha que a realidade era dada apenas pelo viés político. Para Marx, a Política havia sido criada e se transformava em decorrência das condições econômicas e sociais.
II. Enquanto a Escola Metódica fazia uso de documentos vinculados à Economia e à Sociedade, os Marxistas se prendiam a fontes de caráter político e militar. O Marxismo estava voltado para a administração da União Soviética.
III. A partir das concepções desenvolvidas por Karl Marx, a História passou a considerar novas fontes, comumente ligadas às atividades econômicas e sociais. A interpretação dessas fontes não era bem vista pelos teóricos da Escola Metódica.
IV. No seio do século XIX, Marxismo e Escola Metódica eram essencialmente equivalentes. No entanto, o historicismo metódico desenvolvia pesquisas ligadas ao caráter oficial da História, enquanto o Marxismo era conhecido por divulgar mentiras e causar alarde nas camadas mais pobres da sociedade.
II, apenas.
I e III, apenas.
II e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
I, II, III e IV.

Leia o excerto abaixo com atenção: "Em toda parte, fiquei impressionado pelo fato de que o parentesco sociológico entre os sistemas português e maometano de escravidão parece responsável por certas características do sistema brasileiro. Características que não são encontradas em nenhumaoutra região da América onde existiu a escravidão. O fato de que a escravidão, no Brasil, foi,evidentemente, menos cruel do que na América inglesa, e mesmo do que nas Américas francesa e espanhola, já me parece documentado de forma idônea. (...) E por que foi assim? Não pelo fato de os portugueses serem um povo mais cristão do que os ingleses, os holandeses, os franceses ou os espanhóis, a expressão 'mais cristãos' significando aqui, eticamente superiores na moral e no comportamento. A verdade seria outra: a forma menos cruel de escravidão desenvolvida pelos portugueses no Brasil parece ter sido o resultado de seu contato com os escravocratas maometanos, conhecidos pela maneira familial como tratavam seus escravos, pelo motivo muito mais concretamente sociológico do que abstratamente étnico de sua concepção doméstica da escravidão ter sido diversa da industrial, pré-industrial e até antiindustrial".
Com base nos estudos acerca de Gilberto Freyre e suas visões históricas, assinale analise as afirmativas abaixo:
I. Gilberto Freyre foi um pesquisador e intelectual brasileiro que se voltou à interpretação do Brasil sob vieses interdisciplinares, incluindo a História e a Antropologia.
II. Na obra "Casa Grande e Senzala", Freyre critica a colonização portuguesa, argumentando que ela foi prejudicial para o desenvolvimento da sociedade brasileira.
III. Segundo Freyre, o sucesso da colonização portuguesa no Brasil se deve à predisposição dos portugueses à mestiçagem, influenciada por suas relações com árabes no passado.
IV. Gilberto Freyre relaciona as condições de clima e solo da América Portuguesa ao estilo de vida colonial uniforme, facilitando a formação de uma sociedade homogênea em aspectos sociais e econômicos.
V. As visões de Freyre sobre a formação da sociedade brasileira são bastante divergentes das abordagens históricas propostas pela escola dos Annales, apresentando críticas veladas à metodologia da Nova História.
III, apenas.
II e V, apenas.
I, III e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II, III e IV, apenas.

Leia o excerto abaixo com atenção: "Buarque de Holanda se distingue de Freyre em dois aspectos cruciais: primeiro, na discussão sobre o período colonial e o legado português; segundo, na questão do poder político. Em sua busca por uma justificativa histórica para o projeto de uma nação mestiça, Gilberto Freyre tende a minimizar as barbaridades do período colonial e da escravidão. Ele ressalta a proximidade social entre colonizadores e colonizados, senhores e escravos, e estiliza os portugueses como bons senhores coloniais. Freyre tampouco tem um projeto político definido que possa transformar o Brasil em uma sociedade menos assimétrica. Segundo sua concepção, a alegada mistura harmônica de etnias já seria por si só justa, como se um povo que vivencia diariamente as virtudes desta alegre mistura racial pudesse prescindir da democracia política e da redistribuição material. Na obra de Holanda, os problemas políticos e sociais do Brasil são, em boa parte, atribuídos à colonização portuguesa. Portanto, Buarque de Holanda rejeita radicalmente a concepção dos portugueses como bons soberanos, bem como a exaltação da 'mestiçagem' como alternativa à democracia: Holanda quer superar as distâncias políticas e busca consistentemente o sujeito político que possa personificar os interesses dispersos da maioria".
Com base nos estudos sobre Sérgio Buarque de Holanda e suas visões históricas, assinale as afirmativas corretas:
I. Sérgio Buarque de Holanda foi um intelectual brasileiro que, entre outros assuntos, tratou de temas relacionados à identidade nacional, ocupação do território, organização social do Brasil e suas matrizes civilizacionais.
II. Em sua obra "Raízes do Brasil", Holanda destaca a natureza como um elemento ambíguo na formação da sociedade brasileira: como uma fonte essencialmente infinita de recursos e como um obstáculo à estruturação de uma civilização nos padrões europeus em um território tropical.
III. Holanda alega que, apesar da incapacidade de se adaptar aos trópicos no continente americano, a colonização portuguesa no Brasil foi moderadamente bem sucedida na economia extrativista baseada na exploração da cana-de-açúcar.
IV. Em seus estudos, Sérgio Buarque de Holanda adotou um tom conservador de análise, atendo-se a obras de intelecutais brasileiros para tecer uma história da identidade nacional e recorrendo a metódos consagrados pelo positivismo metódico.
V. O termo "homem cordial", cunhado por Holanda em "Raízes do Brasil", refere-se à polidez social dos brasileiros, que agem mais pela emoção do que pela razão, e que, por consequência, limitam o progresso socioeconômico do país.
II, apenas.
III e IV, apenas.
I, II e IV, apenas.
I, II e V, apenas.
II, III, IV e V, apenas.

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Questões resolvidas

Afirmações de importantes historiadores, como Marc Bloch e Edward H. Carr, revelam que a História é um conhecimento do passado humano, que se constitui a partir de um processo contínuo de interação entre o historiador e seus fatos, ou seja, graças o diálogo que o historador estabelece entre o presente e o passado. Nesse sentido, as abordagens históricas são, além de humanas, contemporâneas. Com base nessas informações, que expressam o contexto das concepções teóricas e metodológicas atuais, analise as afirmacoes a seguir.
É correto apenas o que se afirma em:
I. História é o conhecimento do passado humano porque tem como principal objeto de investigação o homem.
II. O princípio de que História é o conhecimento do passado humano aponta que os historiadores se interessam apenas pelo passado humano.
III. A ideia de que a História é contemporânea demonstra que o interesse em estudar o passado humano parte do presente do historiador, ou seja, da sua própria realidade vivida.
IV. A noção de que a História se constitui de um processo contínuo de interação entre o historiador e seus fatos indica que o pesquisador, ao estudar o passado, examina e problematiza os eventos que aparecem para ele nos documentos.
V. A ideia de que a História é 'humana' e 'contemporânea' sugere que o historiador tem como interesse investigar o seu próprio tempo presente, porque o passado humano é inalcançável.
I, II e III.
I, II e IV.
I, III e IV.
II, IV e V.
III, IV e V.

A primeira geração dos Annales, surgida no final da década de 1920, desafiou as abordagens convencionais da História ao propor a 'história problema'. Em contraste com a narrativa factual e cronológica tradicional, eles encorajaram os historiadores a adotarem uma postura semelhante à de Claude Bernard, que, ao contrário de Magendie e seu interesse por fatos curiosos e raros, preferia trabalhar com hipóteses robustas. Dessa forma, buscavam uma história que não fosse simplesmente descritiva, mas que explorasse questões complexas e interligadas.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A abordagem da 'história problema' visava principalmente desenvolver uma história que não fosse meramente descritiva, utilizando análise e interpretação dos documentos para formular problemas e hipóteses desde o início da pesquisa, adaptando-os ao contexto atual do historiador.
II. A história problema reconhecia a possibilidade de estudar os acontecimentos humanos no tempo de maneira fidedigna e de narrá-los tal como ocorreram.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.

O Marxismo é uma das correntes historiográficas mais controversas do mundo contemporâneo. Em parte pelo teor de seu discurso, mas muito em parte pela sua disseminação desregrada no imaginário ocidental, o Marxismo é tido como um dos maiores vilões de nossa sociedade – por vezes literalmente. Entre 2019 e 2022, a série estadunidense 'Stranger Things', exibida pela Netflix, trouxe à tona os 'perigos' da revolução comunista e marxista, reacendendo o debate acadêmico sobre a legitimidade dessas representações cartunescas – uma prática propagandística que remete aos anos de 1950 e 1960. Independente dos preconceitos e estereótipos, a importância e a influência teórica dos estudos marxistas é incontestável. Sobre a consolidação do Marxismo no século XIX, observe as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
Acerca das asserções, considere a alternativa correta.
I. Através de seus estudos, Karl Marx (1818-1883) popularizou o uso de documentos de caráter socioeconômico nas pesquisas acadêmicas, uma tendência que trouxe inúmeras transformações políticas e científicas para a sociedade do século XIX. Em escala mais comedida, o Marxismo promoveu uma 'revolução documental' que antecedeu até mesmo a revolução promovida pelos Annales.
II. Entende-se como 'revolução documental' o fenômeno contemporâneo de lançar mão de documentos científicos para promover revoltas sociais contra os sistemas vigentes. 120 anos antes da Escola dos Annales promover sua série de revoluções em 1968, o Marxismo promoveu o Manifesto Comunista.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.

A parábola do elefante preso à estaca no chão talvez tenha sido uma das primeiras correntes de e-mail populares no Brasil. Ela narra a história de um menino que, ao ver um elefante de circo acorrentado a uma pequena estaca no chão, questiona seus pais sobre a razão pela qual o animal gigantesco simplesmente não se solta com um pequeno puxão na corrente. Os pais da criança então explicam que o elefante foi preso àquele pedaço de madeira poucos dias depois de nascer e, ao crescer e acostumar-se à condição de cativo, jamais cogitou a hipótese de se soltar. Com base nessa parábola, que tem fortes conotações marxistas, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
A repeito dessas asserções, considere a opção correta.
I. Quando o Marxismo propôs uma revolução de ordem socioeconômica no seio do século XIX, causou um profundo estranhamento entre os europeus. Os estratos dominantes da sociedade, que tinham controle sobre as indústrias e sobre o Capital, certamente não queriam ser prejudicados pela Luta de Classes. Involuntariamente, muitos trabalhadores acabaram fortalecendo essa resistência da burguesia industrial.
II. Os operários, em sua maioria pobres, não tinham muitos recursos além daqueles providos pelo trabalho nas indústrias. A Luta de Classes teorizada pelos marxistas não era uma ideia popular entre os trabalhadores, porque alguns já estavam 'habituados' à exploração e outros simplesmente não queriam perder suas únicas fontes de sustento.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.

A partir dos escritos elaborados por Karl Marx (1818-1883), a Escola Marxista eventualmente se consolidou como uma das principais Teorias da História. Os preceitos do Marxismo contrariavam muitas tradições sociais e econômicas do século XIX, além, é claro, de outras concepções filosóficas e historiográficas da época. Nesse sentido, a Escola Metódica foi uma das principais opositoras da Escola Marxista.
Analise as afirmativas a seguir, com as possíveis causas para essa oposição:
I. O Marxismo não supunha que a realidade era dada apenas pelo viés político. Para Marx, a Política havia sido criada e se transformava em decorrência das condições econômicas e sociais.
II. Enquanto a Escola Metódica fazia uso de documentos vinculados à Economia e à Sociedade, os Marxistas se prendiam a fontes de caráter político e militar. O Marxismo estava voltado para a administração da União Soviética.
III. A partir das concepções desenvolvidas por Karl Marx, a História passou a considerar novas fontes, comumente ligadas às atividades econômicas e sociais. A interpretação dessas fontes não era bem vista pelos teóricos da Escola Metódica.
IV. No seio do século XIX, Marxismo e Escola Metódica eram essencialmente equivalentes. No entanto, o historicismo metódico desenvolvia pesquisas ligadas ao caráter oficial da História, enquanto o Marxismo era conhecido por divulgar mentiras e causar alarde nas camadas mais pobres da sociedade.
II, apenas.
I e III, apenas.
II e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
I, II, III e IV.

Leia o excerto abaixo com atenção: "Em toda parte, fiquei impressionado pelo fato de que o parentesco sociológico entre os sistemas português e maometano de escravidão parece responsável por certas características do sistema brasileiro. Características que não são encontradas em nenhumaoutra região da América onde existiu a escravidão. O fato de que a escravidão, no Brasil, foi,evidentemente, menos cruel do que na América inglesa, e mesmo do que nas Américas francesa e espanhola, já me parece documentado de forma idônea. (...) E por que foi assim? Não pelo fato de os portugueses serem um povo mais cristão do que os ingleses, os holandeses, os franceses ou os espanhóis, a expressão 'mais cristãos' significando aqui, eticamente superiores na moral e no comportamento. A verdade seria outra: a forma menos cruel de escravidão desenvolvida pelos portugueses no Brasil parece ter sido o resultado de seu contato com os escravocratas maometanos, conhecidos pela maneira familial como tratavam seus escravos, pelo motivo muito mais concretamente sociológico do que abstratamente étnico de sua concepção doméstica da escravidão ter sido diversa da industrial, pré-industrial e até antiindustrial".
Com base nos estudos acerca de Gilberto Freyre e suas visões históricas, assinale analise as afirmativas abaixo:
I. Gilberto Freyre foi um pesquisador e intelectual brasileiro que se voltou à interpretação do Brasil sob vieses interdisciplinares, incluindo a História e a Antropologia.
II. Na obra "Casa Grande e Senzala", Freyre critica a colonização portuguesa, argumentando que ela foi prejudicial para o desenvolvimento da sociedade brasileira.
III. Segundo Freyre, o sucesso da colonização portuguesa no Brasil se deve à predisposição dos portugueses à mestiçagem, influenciada por suas relações com árabes no passado.
IV. Gilberto Freyre relaciona as condições de clima e solo da América Portuguesa ao estilo de vida colonial uniforme, facilitando a formação de uma sociedade homogênea em aspectos sociais e econômicos.
V. As visões de Freyre sobre a formação da sociedade brasileira são bastante divergentes das abordagens históricas propostas pela escola dos Annales, apresentando críticas veladas à metodologia da Nova História.
III, apenas.
II e V, apenas.
I, III e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II, III e IV, apenas.

Leia o excerto abaixo com atenção: "Buarque de Holanda se distingue de Freyre em dois aspectos cruciais: primeiro, na discussão sobre o período colonial e o legado português; segundo, na questão do poder político. Em sua busca por uma justificativa histórica para o projeto de uma nação mestiça, Gilberto Freyre tende a minimizar as barbaridades do período colonial e da escravidão. Ele ressalta a proximidade social entre colonizadores e colonizados, senhores e escravos, e estiliza os portugueses como bons senhores coloniais. Freyre tampouco tem um projeto político definido que possa transformar o Brasil em uma sociedade menos assimétrica. Segundo sua concepção, a alegada mistura harmônica de etnias já seria por si só justa, como se um povo que vivencia diariamente as virtudes desta alegre mistura racial pudesse prescindir da democracia política e da redistribuição material. Na obra de Holanda, os problemas políticos e sociais do Brasil são, em boa parte, atribuídos à colonização portuguesa. Portanto, Buarque de Holanda rejeita radicalmente a concepção dos portugueses como bons soberanos, bem como a exaltação da 'mestiçagem' como alternativa à democracia: Holanda quer superar as distâncias políticas e busca consistentemente o sujeito político que possa personificar os interesses dispersos da maioria".
Com base nos estudos sobre Sérgio Buarque de Holanda e suas visões históricas, assinale as afirmativas corretas:
I. Sérgio Buarque de Holanda foi um intelectual brasileiro que, entre outros assuntos, tratou de temas relacionados à identidade nacional, ocupação do território, organização social do Brasil e suas matrizes civilizacionais.
II. Em sua obra "Raízes do Brasil", Holanda destaca a natureza como um elemento ambíguo na formação da sociedade brasileira: como uma fonte essencialmente infinita de recursos e como um obstáculo à estruturação de uma civilização nos padrões europeus em um território tropical.
III. Holanda alega que, apesar da incapacidade de se adaptar aos trópicos no continente americano, a colonização portuguesa no Brasil foi moderadamente bem sucedida na economia extrativista baseada na exploração da cana-de-açúcar.
IV. Em seus estudos, Sérgio Buarque de Holanda adotou um tom conservador de análise, atendo-se a obras de intelecutais brasileiros para tecer uma história da identidade nacional e recorrendo a metódos consagrados pelo positivismo metódico.
V. O termo "homem cordial", cunhado por Holanda em "Raízes do Brasil", refere-se à polidez social dos brasileiros, que agem mais pela emoção do que pela razão, e que, por consequência, limitam o progresso socioeconômico do país.
II, apenas.
III e IV, apenas.
I, II e IV, apenas.
I, II e V, apenas.
II, III, IV e V, apenas.

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22/03/2025 19:35 Unicesumar - Ensino a Distância
about:blank 1/10
ATIVIDADE 1 - LHIST - TEORIAS DA HISTÓRIA - 51_2025
Período:24/02/2025 08:00 a 23/03/2025 23:59 (Horário de Brasília)
Status:ABERTO
Nota máxima:0,50
Gabarito:Gabarito será liberado no dia 24/03/2025 00:00 (Horário de Brasília)
Nota obtida:
1ª QUESTÃO
Há muito tempo, com efeito, nossos grandes precursores nos ensinaram a reconhecer: o objeto da Historia
é, por natureza, o homem. Digamos melhor: os homens. Mais que o singular, favorável à abstração, o plural
que é o modo gramatical da relatividade, convém a uma ciência da diversidade. Por trás dos grandes
vestígios da paisagem, dos escritos aparentemente mais insípidos e as instituições aparentemente mais
desligadas daqueles que as criaram, são os homens que a história quer capturar. Quem não conseguir isso
será apenas no máximo um serviçal da erudição. Já o bom historiador se parece com o ogro da lenda. Onde
fareja carne humana, sabe que ali esta a sua caça.
 
BLOCH, Marc. Apologia da História ou O Oficio de Historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
 
Afirmações de importantes historiadores, como Marc Bloch e Edward H. Carr, revelam que a História é um
conhecimento do passado humano, que se constitui a partir de um processo contínuo de interação entre o
historiador e seus fatos, ou seja, graças o diálogo que o historador estabelece entre o presente e o passado.
Nesse sentido, as abordagens históricas são, além de humanas, contemporâneas. Com base nessas
informações, que expressam o contexto das concepções teóricas e metodológicas atuais, analise as
afirmações a seguir.
I. História é o conhecimento do passado humano porque tem como principal objeto de investigação o
homem.
II. O princípio de que História é o conhecimento do passado humano aponta que os historiadores se
interessam apenas pelo passado humano.
III. A ideia de que a História é contemporânea demonstra que o interesse em estudar o passado humano
parte do presente do historiador, ou seja, da sua própria realidade vivida.
IV. A noção de que a História se constitui de um processo contínuo de interação entre o historiador e seus
fatos indica que o pesquisador, ao estudar o passado, examina e problematiza os eventos que aparecem
para ele nos documentos.
V. A ideia de que a História é "humana" e "contemporânea" sugere que o historiador tem como interesse
investigar o seu próprio tempo presente, porque o passado humano é inalcançável.
 
É correto apenas o que se afirma em:
ALTERNATIVAS
I, II e III.
I, II e IV.
I, III e IV.
II, IV e V.
III, IV e V.
2ª QUESTÃO
22/03/2025 19:35 Unicesumar - Ensino a Distância
about:blank 2/10
Leia atentamente o excerto abaixo:
"Até os anos de 1880 a disciplina histórica ainda não tem verdadeira autonomia universitária, dependendo
tanto da filosofia quanto das humanidades  literárias.  A  conta  dessa  data,  cria-se  uma  licença  específica
para  o  ensino  de  história,  e  o  ofício  do  historiador  se  profissionaliza.  Entre 1870  e  1914,  a  história 
beneficia-se  do  maior  número  de  novas  cátedras universitárias.  Os  historiadores  de  formação,  em 
busca  de  uma  identidade específica, passam a propor regras de método, rompendo radicalmente com o
amadorismo vigente até então. Essa nova identidade afastou a História do campo subjetivo e do terreno
literário".
DOSSE, François. A história à prova do tempo: da história em migalhas ao resgate do sentido. Trad. Ivone
Castilho Benedetti. São Paulo: Editora UNESP, 2001.
A Escola Metódica, herdeira do historicismo alemão, foi a primeira corrente historiográfica a elaborar um
método de pesquisa e investigação em História, e por isso também ficou conhecida como Escola Metódica.
A respeito dos métodos de pesquisa evidenciados pela Escola Positivista, analise as proposições a seguir:
 
I. Para os metódicos, os documentos dignos de pesquisa histórica eram os escritos e oficiais.
II. Para os metódicos, a construção histórica era feita a partir do exame analítico, profundo, dos relatos
históricos.
III. Para os metódicos, o papel do historiador se limitava ao levantamento de documentos e à organização
dos fatos segundo tema e cronologia.
IV. Os metódicos priorizavam a objetividade no estudo dos fatos, já que entendiam que a História precisava
se desvencilhar das concepções filosóficas para se tornar uma ciência exata.
V. Para a Escola Metódica, trabalhar com as interpretações do tempo presente era mais indicado, pois o
historiador se colocaria mais próximo dos fatos estudados e essa subjetividade diminuiria a margem de erro.
É correto apenas o que se afirma em:
ALTERNATIVAS
I e II.
I, II e IV.
I, III e IV.
III, IV e V.
I, III, IV e V.
3ª QUESTÃO
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Leia o texto abaixo com atenção:
"Para se firmar como corrente historiográfica dominante na França, e estender posteriormente sua influência
a outros países da Europa e também da América, os fundadores e consolidadores dos Annales precisaram
estabelecer uma arguta e impiedosa crítica da historiografia de seu tempo, buscando combater mais
especialmente a Escola Metódica Francesa e certos setores mais conservadores do Historicismo. Os Annales,
em busca de sua conquista territorial da História, precisavam enfrentar as tendências historiográficas então
dominantes, mas também se  afirmar contra uma força nova que começava a trazer métodos e aportes
teóricos inovadores para o campo do conhecimento  humano: as nascentes Ciências Sociais. É contra o pano
de fundo deste duplo desafio que o movimento iniciou a sua aventura historiográfica".
BARROS, José D’Assunção. A Escola dos Annales: considerações sobre a História do Movimento. UFGD, 2010.
 
A Escola dos Annales surgiu no final da década de 1920, em oposição à falta de análise e subjetividade
interpretativa das fontes e documentos. Por esta razão, a Escola dos Annales também é conhecida como
Escola Analítica. A respeito das características apresentadas pela Escola dos Annales, analise as proposições
a seguir.
I. Os Annales procuraram considerar todas as esferas da vivência humana, dando uma ênfase
consideravelmente maior à política.
II. Os Annales priorizaram o tempo linear, progressivo e irreversível, em detrimento do tempo múltiplo e
simultâneo.
III. Assim como o materialimo histórico, a Escola Analítica promoveu uma ampliação das fontes de pesquisa,
além das temáticas e documentos "oficiais".
IV. Os Annales consideram novas abordagens de pesquisa como, por exemplo, o social, o cultural, as
mentalidades, o quantitativo e as ideias.
V. O rompimento com os pressupostos teóricos e metodológicos da Escola Metódica foi uma das
características essenciais demonstrada pelos Annales.
 
É correto apenas o que se afirma em:
ALTERNATIVAS
I, II e III.
I, II e IV.
I, III e IV.
II, IV e V.
III, IV e V.
4ª QUESTÃO
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A Escola dos Annales, surgida nas primeiras décadas do século XX, inaugurou uma nova perspectiva sobre o
tempo histórico ao defender o tempo múltiplo e plural, baseado na curta, média e longa duração. A respeito
do tempo múltiplo, leia o excerto abaixo com atenção:
"Para  nós,  historiadores,  uma  estrutura  é  sem  dúvida  um agregado, uma arquitetura; porém, mais
ainda, uma realidade que o tempo pouco deteriora e que veicula por um longo  período.  Certas  estruturas, 
por  perdurarem durante  muito  tempo,  tornam-se  elementos  estáveis  de uma  infinidade  de  gerações: 
elas  obstruem  a  história  e, pelo  fato  de  a  incomodarem,  impõem  seu  desabamento. Outras  são 
mais  propícias  a  se  desestruturar.  Mas  todas são, ao mesmo tempo, sustentáculos e obstáculos. Como
obstáculos,  elas  ficam  marcadas  como  limites dos quais o homem e suas experiências praticamente não
podem se libertar. Pensem na dificuldade de quebrar algumas limitações geográficas, algumas realidades
biológicas, alguns limites da produtividade e mesmo certos condicionamentos espirituais: os arcabouçosmentais também são prisões de longa duração".
BRAUDEL,  Fernand.  História  e  Ciências  Sociais:  a  Longa  Duração.  In: NOVAIS  e  SILVA  (orgs.).  Nova 
História  em perspectiva.  S.  Paulo: Cosac & Naify, 2011.
Com base nos estudos de Fernand Braudel, analise as afirmações a seguir.
 
I. A curta duração é o tempo do acontecimento, do evento ou fato, onde a história se desenvolve com mais
rapidez.
II. A longa duração aponta as mudanças e permanências que permitem ao historiador entender um evento
de forma imediata.
III. A média duração é o tempo da conjuntura, por conter uma porção de anos e permitir ao historiador uma
compreensão total do evento.
IV. A historiografia mais recente considera o tempo em diferentes sintonias; ou seja, o tempo do
acontecimento, da conjuntura e das estruturas.
V. Antes dos Annales, a historiografia tradicional valorizava o tempo da curta duração, pois seu objetivo não
era esclarecer nem investigar o passado de forma subjetiva, mas sim narrá-lo exatamente como aparecia nos
documentos.
 
É correto apenas o que se lê em:
ALTERNATIVAS
II e III.
II e IV.
I, III e IV.
I, IV e V.
III, IV e V.
5ª QUESTÃO
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A primeira geração dos Annales, surgida no final da década de 1920, desafiou as abordagens convencionais
da História ao propor a "história problema". Em contraste com a narrativa factual e cronológica tradicional,
eles encorajaram os historiadores a adotarem uma postura semelhante à de Claude Bernard, que, ao
contrário de Magendie e seu interesse por fatos curiosos e raros, preferia trabalhar com hipóteses robustas.
Dessa forma, buscavam uma história que não fosse simplesmente descritiva, mas que explorasse questões
complexas e interligadas. 
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
 
I. A abordagem da "história problema" visava principalmente desenvolver uma história que não fosse
meramente descritiva, utilizando análise e interpretação dos documentos para formular problemas e
hipóteses desde o início da pesquisa, adaptando-os ao contexto atual do historiador.
PORQUE
II. A história problema reconhecia a possibilidade de estudar os acontecimentos humanos no tempo de
maneira fidedigna e de narrá-los tal como ocorreram.
 
Assinale a alternativa correta:
ALTERNATIVAS
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.
6ª QUESTÃO
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O Marxismo é uma das correntes historiográficas mais controversas do mundo contemporâneo. Em parte
pelo teor de seu discurso, mas muito em parte pela sua disseminação desregrada no imaginário ocidental, o
Marxismo é tido como um dos maiores vilões de nossa sociedade – por vezes literalmente. Entre 2019 e
2022, a série estadunidense “Stranger Things”, exibida pela Netflix, trouxe à tona os “perigos” da revolução
comunista e marxista, reacendendo o debate acadêmico sobre a legitimidade dessas representações
cartunescas – uma prática propagandística que remete aos anos de 1950 e 1960. Independente dos
preconceitos e estereótipos, a importância e a influência teórica dos estudos marxistas é incontestável.
Sobre a consolidação do Marxismo no século XIX, observe as asserções a seguir e a relação proposta entre
elas:
I. Através de seus estudos, Karl Marx (1818-1883) popularizou o uso de documentos de caráter
socioeconômico nas pesquisas acadêmicas, uma tendência que trouxe inúmeras transformações políticas e
científicas para a sociedade do século XIX. Em escala mais comedida, o Marxismo promoveu uma “revolução
documental” que antecedeu até mesmo a revolução promovida pelos Annales.
PORQUE
II. Entende-se como “revolução documental” o fenômeno contemporâneo de lançar mão de documentos
científicos para promover revoltas sociais contra os sistemas vigentes. 120 anos antes da Escola dos Annales
promover sua série de revoluções em 1968, o Marxismo promoveu o Manifesto Comunista.
Acerca das asserções, considere a alternativa correta.
ALTERNATIVAS
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.
7ª QUESTÃO
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A parábola do elefante preso à estaca no chão talvez tenha sido uma das primeiras correntes de e-mail
populares no Brasil. Ela narra a história de um menino que, ao ver um elefante de circo acorrentado a uma
pequena estaca no chão, questiona seus pais sobre a razão pela qual o animal gigantesco simplesmente não
se solta com um pequeno puxão na corrente. Os pais da criança então explicam que o elefante foi preso
àquele pedaço de madeira poucos dias depois de nascer e, ao crescer e acostumar-se à condição de cativo,
jamais cogitou a hipótese de se soltar.
Com base nessa parábola, que tem fortes conotações marxistas, analise as asserções a seguir e a relação
proposta entre elas.
I. Quando o Marxismo propôs uma revolução de ordem socioeconômica no seio do século XIX, causou um
profundo estranhamento entre os europeus. Os estratos dominantes da sociedade, que tinham controle
sobre as indústrias e sobre o Capital, certamente não queriam ser prejudicados pela Luta de Classes.
Involuntariamente, muitos trabalhadores acabaram fortalecendo essa resistência da burguesia industrial.
PORQUE
II. Os operários, em sua maioria pobres, não tinham muitos recursos além daqueles providos pelo trabalho
nas indústrias. A Luta de Classes teorizada pelos marxistas não era uma ideia popular entre os
trabalhadores, porque alguns já estavam “habituados” à exploração e outros simplesmente não queriam
perder suas únicas fontes de sustento.
A repeito dessas asserções, considere a opção correta.
ALTERNATIVAS
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.
8ª QUESTÃO
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A partir dos escritos elaborados por Karl Marx (1818-1883), a Escola Marxista eventualmente se consolidou
como uma das principais Teorias da História. Os preceitos do Marxismo contrariavam muitas tradições
sociais e econômicas do século XIX, além, é claro, de outras concepções filosóficas e historiográficas da
época. Nesse sentido, a Escola Metódica foi uma das principais opositoras da Escola Marxista. Analise as
afirmativas a seguir, com as possíveis causas para essa oposição:
I. O Marxismo não supunha que a realidade era dada apenas pelo viés político. Para Marx, a Política havia
sido criada e se transformava em decorrência das condições econômicas e sociais.
II. Enquanto a Escola Metódica fazia uso de documentos vinculados à Economia e à Sociedade, os Marxistas
se prendiam a fontes de caráter político e militar. O Marxismo estava voltado para a administração da União
Soviética.
III. A partir das concepções desenvolvidas por Karl Marx, a História passou a considerar novas fontes,
comumente ligadas às atividades econômicas e sociais. A interpretação dessas fontes não era bem vista
pelos teóricos da Escola Metódica.IV. No seio do século XIX, Marxismo e Escola Metódica eram essencialmente equivalentes. No entanto, o
historicismo metódico desenvolvia pesquisas ligadas ao caráter oficial da História, enquanto o Marxismo era
conhecido por divulgar mentiras e causar alarde nas camadas mais pobres da sociedade.
Está correto o que se afirma em:
ALTERNATIVAS
II, apenas.
I e III, apenas.
II e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
I, II, III e IV.
9ª QUESTÃO
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Leia o excerto abaixo com atenção:
 "Em toda parte, fiquei impressionado pelo fato de que o parentesco sociológico entre os sistemas
português e maometano de escravidão parece responsável por certas características do sistema brasileiro.
Características que não são encontradas em nenhumaoutra região da América onde existiu a escravidão. O
fato de que a escravidão, no Brasil, foi,evidentemente, menos cruel do que na América inglesa, e mesmo do
que nas Américas francesa e espanhola, já me parece documentado de forma idônea. (...) E por que foi
assim? Não pelo fato de os portugueses serem um povo mais cristão do que os ingleses, os holandeses, os
franceses ou os espanhóis, a expressão 'mais cristãos' significando aqui, eticamente superiores na moral e
no comportamento. A verdade seria outra: a forma menos cruel de escravidão desenvolvida pelos
portugueses no Brasil parece ter sido o resultado de seu contato com os escravocratas maometanos,
conhecidos pela maneira familial como tratavam seus escravos, pelo motivo muito mais concretamente
sociológico do que abstratamente étnico de sua concepção doméstica da escravidão ter sido diversa da
industrial, pré-industrial e até antiindustrial".
 FREYRE, Gilberto. Novo mundo nos trópicos. Săo Paulo, Nacional/EDUSP, 1969, p. 179-180.
Com base nos estudos acerca de Gilberto Freyre e suas visões históricas, assinale analise as afirmativas
abaixo:
I. Gilberto Freyre foi um pesquisador e intelectual brasileiro que se voltou à interpretação do Brasil sob
vieses interdisciplinares, incluindo a História e a Antropologia.
II. Na obra "Casa Grande e Senzala", Freyre critica a colonização portuguesa, argumentando que ela foi
prejudicial para o desenvolvimento da sociedade brasileira.
III. Segundo Freyre, o sucesso da colonização portuguesa no Brasil se deve à predisposição dos portugueses
à mestiçagem, influenciada por suas relações com árabes no passado.
IV. Gilberto Freyre relaciona as condições de clima e solo da América Portuguesa ao estilo de vida colonial
uniforme, facilitando a formação de uma sociedade homogênea em aspectos sociais e econômicos.
V. As visões de Freyre sobre a formação da sociedade brasileira são bastante divergentes das abordagens
históricas propostas pela escola dos Annales, apresentando críticas veladas à metodologia da Nova História.
Está correto o que se lê em:
ALTERNATIVAS
III, apenas.
II e V, apenas.
I, III e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II, III e IV, apenas.
10ª QUESTÃO
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Leia o excerto abaixo com atenção:
"Buarque de Holanda se distingue de Freyre em dois aspectos cruciais: primeiro, na discussão sobre o
período colonial e o legado português; segundo, na questão do poder político. Em sua busca por uma
justificativa histórica para o projeto de uma nação mestiça, Gilberto Freyre tende a minimizar as
barbaridades do período colonial e da escravidão. Ele ressalta a proximidade social entre colonizadores e
colonizados, senhores e escravos, e estiliza os portugueses como bons senhores coloniais. Freyre tampouco
tem um projeto político definido que possa transformar o Brasil em uma sociedade menos assimétrica.
Segundo sua concepção, a alegada mistura harmônica de etnias já seria por si só justa, como se um povo
que vivencia diariamente as virtudes desta alegre mistura racial pudesse prescindir da democracia política e
da redistribuição material. Na obra de Holanda, os problemas políticos e sociais do Brasil são, em boa parte,
atribuídos à colonização portuguesa. Portanto, Buarque de Holanda rejeita radicalmente a concepção dos
portugueses como bons soberanos, bem como a exaltação da 'mestiçagem' como alternativa à democracia:
Holanda quer superar as distâncias políticas e busca consistentemente o sujeito político que possa
personificar os interesses dispersos da maioria".
 COSTA, Sérgio. O Brasil de Sérgio Buarque de Holanda. In: Die Wurzeln Brasiliens. Berlin: Suhrkamp, 2013,
p. 235-269. Tradução realizada por Iasmin Goes.
Com base nos estudos sobre Sérgio Buarque de Holanda e suas visões históricas, assinale as afirmativas
corretas:
I. Sérgio Buarque de Holanda foi um intelectual brasileiro que, entre outros assuntos, tratou de temas
relacionados à identidade nacional, ocupação do território, organização social do Brasil e suas matrizes
civilizacionais.
II. Em sua obra "Raízes do Brasil", Holanda destaca a natureza como um elemento ambíguo na formação da
sociedade brasileira: como uma fonte essencialmente infinita de recursos e como um obstáculo à
estruturação de uma civilização nos padrões europeus em um território tropical.
III. Holanda alega que, apesar da incapacidade de se adaptar aos trópicos no continente americano, a
colonização portuguesa no Brasil foi moderadamente bem sucedida na economia extrativista baseada na
exploração da cana-de-açúcar.
IV. Em seus estudos, Sérgio Buarque de Holanda adotou um tom conservador de análise, atendo-se a obras
de intelecutais brasileiros para tecer uma história da identidade nacional e recorrendo a metódos
consagrados pelo positivismo metódico.
V. O termo "homem cordial", cunhado por Holanda em "Raízes do Brasil", refere-se à polidez social dos
brasileiros, que agem mais pela emoção do que pela razão, e que, por consequência, limitam o progresso
socioeconômico do país.
Está correto o que se lê em:
ALTERNATIVAS
II, apenas.
III e IV, apenas.
I, II e IV, apenas.
I, II e V, apenas.
II, III, IV e V, apenas.