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METABOLISMO DOS LIPÍDIOS: monogástricos • Síntese: • Aborda a classificação, os principais ciclos metabólicos dos lípidos, bem como os sistemas de dessaturação e alongamento dos ácidos gordos e a sua importância na nutrição dos animais monogástricos. • Objetivos: competências: • - Analisar e compreender as bases, funções, metabolismo e interação dos principais lípidos que mantêm a saúde e a eficiência ideais na produção de animais monogástricos e poligástricos. • - Relaciona e integra os principais ciclos metabólicos dos lípidos com outros nutrientes e a libertação de energia, para uma saúde óptima como base para o crescimento e a produção. • - Compreender e dominar os princípios da bioquímica lipídica nutricional para a manipulação metabólica como estratégia para a máxima eficiência e bem-estar dos animais de produção. ATIVIDADES • Leitura eTrabalho: • http://www. euaplarevista.pe/2014/10/ el-quinta-de- ovos-e-a-sua-contribuição-a.html • Leitura: Leia o artigo e apresente um resumo e uma ficha de opinião crítica. • Trabalho: Com base nisto, elaborar um documento (uma folha) com a finalidade de PROMOVER O CONSUMO DE OVOS NO PERU http://www.maplarevista.pe/2014/10/el-huevo-de- LIPÍDIOS: FUNÇÕES 1. ALTA EFICIÊNCIA CALÓRICA 2. ELEVADA PRODUÇÃO DE ÁGUA METABÓLICA 3. ISOLANTE CONTRA TROCAS EXCESSIVAS DE CALOR 4. PROTEÇÃO DOS ÓRGÃOS INTERNOS CONTRA GOLPES 5. CONSTITUINTES IMPORTANTES DAS MEMBRANAS CELULARES E PARTÍCULAS SUBCELULARES (FOSFOLÍPIDOS) 6.º PROMOVE A ABSORÇÃO E O TRANSPORTE DE OUTROS COMPOSTOS (VIT., PIGMENTOS, COLINA, ETC.) 7. SÍNTESE DE COLESTEROL (PRECURSOR DE VIT D3, HORMÓNIAS, SAIS BILIARES) 8. IDADE, DHA, EPA 8. EICOSANOIDES ÁCIDOS GORDOS: CLASSIFICAÇÃO AGINS. DIVIDIDO EM 4 CLASSES: Família W-3, W-6, W-7 e W-9 GATOS? D6 Dessaturase ATIVIDADE LIMITADAAG ESSENCIAL? ESTRUTURA DOS ÁCIDOS GORDOS FOSFOLIPÍDEOS E MEMBRANA CELULAR Lecitina, Cefalinas, Esfingomielinas 1. CONSTITUINTES IMPORTANTES DAS LIPOPROTEÍNAS DO SANGUE 2.º PRINCIPAIS CONSTITUINTES DA TROMBOPLASTINA (CEFALINAS). 3. CONSTITUINTES DAS CÉLULAS NERVOSAS (ESFINGOMIELINAS) 4. DOADORES DE RADICAIS DE FOSFATO 5. PARTICIPAM COMO COMPONENTES ESTRUTURAIS DA MEMBRANA CELULAR • A PROPORÇÃO DE FOSFOLÍPIDOS E COLESTEROL DETERMINAM A FLUIDEZ DA MEMBRANA. • A INTEGRIDADE FÍSICA DA MEMBRANA DEPENDE PRINCIPALMENTE DOS SEUS COMPONENTES INSOLÚVEIS EM ÁGUA (FOSFOLIPÍDEOS, COLESTEROL, PROTEÍNAS INSOLÚVEIS) FLUIDEZ DA MEMBRANA • Os AG estão distribuídos por todas as membranas das células do organismo e fazem parte dos fosfolípidos. • A composição (proporção) de AG e colesterol nas membranas celulares determina as suas características, como a suaFLUÊNCIA. • As plantas e os microrganismos regulam a fluidez das suas membranas EQUILÍBRIOa proporção de ácidos saturados, insaturados e gordos polinsaturados que se introduzem nas suas membranas celulares e depósitos de gordura. • A capacidade total de síntese de ácidos gordos ómega-3 não é possuída pelos humanos ou pelos animais vertebrados porque não possuem as enzimas dessaturases necessárias para introduzir ligações duplas nos carbonos.12 e 15 dos AG. Isto implica a impossibilidade de sintetizar certos AG que são essenciais para o metabolismo, como o ácido linoleico (18:2 w-6), nem o ácido α-linolénico (18:3 w-3) e devem ser incorporados no nosso organismo através da alimentação, uma vez que são““ÁCIDOS GORDOS ESSENCIAIS”e a sua deficiência provoca patologias associadas à pele e ao sistema nervoso. • Esta falta de capacidade de sintetizar AGs ómega-3 implica a impossibilidade de regular o equilíbrio orgânico dos AGs ómega-6/ómega-3 dependendo principalmente da dieta. • Os ácidos gordos saturados ocupam um volume relativamente pequeno e conferem rigidez, enquanto os ácidos gordos insaturados com ligações duplas cis ocupam volumes maiores e conferem fluidez (Hulbert e Else, 1999). Portanto, a fluidez das membranas biológicas depende da composição em acil gordo dos fosfolípidos, tanto em relação ao grau de não armazenamento como ao comprimento da cadeia. Em algumas membranas, a fluidez depende também da proporção destes acilos gordos em relação ao colesterol e a outros esteróis. DIGESTÃO ABSORÇÃO Diminui digestibilidade para reduzido monoglicerídeo e PRINCIPAIS VIAS DO METABOLISMO DO LIPÍDIOS: AA'S CHO LIPÓLISE B-OXIDAÇÃO CETOSE LIPOGÊNESE A cetose ocorre quando a taxa de formação decetonaspelo fígado é maior do que a capacidade dos tecidos para os oxidar. Ocorre durante a fome prolongada e quandoGrandes quantidades de gordura são consumidas na ausência de hidratos de carbono A lipogénese ocorre no citosol. Os principais locais de síntese de triglicéridos sãofígado, tecido adiposo e mucosa intestinal. Os ácidos gordos são derivados da hidrólise das gorduras, bem como da síntese de acetil CoA através da oxidação das gorduras, da glicose e de alguns aminoácidos. A lipogénese a partir da acetil CoA também ocorre em etapas de dois átomos de carbono. O NADPH produzido pela derivação pentose-fosfato é necessário para este processo. Os fosfolípidos formam as membranas celulares internas e externas e são essenciais para os sinais reguladores celulares. A lipólise (quebra de gordura) e a beta-oxidação ocorrem nas mitocôndrias. É um processo cíclico em que dois carbonos são removidos do ácido gordo por ciclo sob a forma de acetil CoA, que prossegue através do ciclo de Krebs para produzir ATP, CO2, e água. LIPÓLISE: INICIAÇÃO GLUCAGONA B – OXIDAÇÃO: ATIVAÇÃO DE AG Antes que os ácidos gordos possam entrar no ciclo de β-oxidação, têm de ser activados nos seus ésteres de CoA pela acil-CoA sintetase activada por ATP – As acil-CoA sintetases estão presentes emmitocôndrias, peroxissomas e o retículo endoplasmático (RE), e variam em especificidade de substrato. Para a β-oxidação mitocondrial, os ácidos gordos de cadeia longa são ativados por uma acil-CoA sintetase de cadeia longa localizada na membrana externa mitocondrial, estando o seu sítio ativo exposto ao lado citosólico. Acil-CoAs de cadeia longanão consegue atravessar facilmente a membrana interna mitocondrial, enquanto que, em vez disso, a fracção acila está acoplada acarnitinapela carnitina aciltransferase I sensível ao malonil-CoA na membrana mitocondrial externa, sendo depois transportada através da membrana mitocondrial interna por uma carnitina acilcarnitina translocase em troca de uma molécula de carnitina da matriz mitocondrial. depois disso, a fracção acila é novamente ligada a uma molécula de CoA por uma carnitina aciltransferase II localizada no lado da matriz da membrana interna mitocondrial. As carnitina aciltransferases são também vulgarmente designadas por carnitina palmitoiltransferases (CPT) devido à especificidade do comprimento da cadeia do substrato. Os ácidos gordos de cadeia curta e média não requerem tal transportesistema de importação mitocondrial e são ativados na matriz mitocondrial por acil-CoA sintetases de cadeia curta e média. acil-CoA sintetase = acil-CoA ligaseoutioquinase de ácido gordo Acil CoA Sintase Carnitina Acilcarnitina Translocase Carnitina Palmitoil Transferase I B-OXIDAÇÃO DO AG: Clivagem do carbono beta B-OXIDAÇÃO DO AG: Oxidação de um acil gordo (16 C) DESIDRATAÇÃO HIDRATAÇÃO OXIDAÇÃO TIÓLISE B-OXIDAÇÃO EM PEROXISSOMOS: • Para a β-oxidação peroxissomal, os ácidos gordos são ativados em diferentes locais subcelulares. Os ácidos gordos de cadeia longa linear e de cadeia ramificada 2-metil são ativados pelas acil-CoA sintetases no lado citoplasmático da membrana peroxissomal, na membrana mitocondrial externa e no RE. • A mesma acil-CoA sintetase de cadeia longa é provavelmente também responsável pela ativação dos ácidos gordos de cadeia ramificada. • Os acil-CoAs de cadeia muito longa (>C20) são gerados apenas nos peroxissomas e no RE por uma acil-CoA gorda sintetase de cadeia muito longa. • A acil-CoA sintetase de cadeia muito longa peroxissomalestá localizada no lado da matriz da membrana peroxissomal, em contraste com a acil-CoA sintetase de cadeia longa peroxissomal e, para além dos ácidos gordos de cadeia linear, também ativa os ácidos gordos de cadeia ramificada, como o ácido pristânico. • A acil-CoA sintetase de cadeia muito longa peroxissomal poderá, portanto, ter um papel importante na reativação intraperoxissomal do ácido pristânico, que é o produto da α-oxidação do ácido fitânico (ver “β- Oxidação dos ácidos gordos de cadeia ramificada α-metil”). • Os derivados de ácidos gordos oxidados nos peroxissomas, nomeadamente os ácidos gordos dicarboxílicos, as prostaglandinas e as cadeias laterais carboxílicas dos intermediários dos ácidos biliares são activados nos seus ésteres de CoA pelas enzimas do RE. Os peroxissomas não utilizam o sistema de transporte acoplado à carnitina presente nas mitocôndrias para a importação de ésteres de acil- CoA. Não está completamente esclarecido como os ácidos gordos activados entram na matriz peroxissomal para degradação por β- oxidação. • Os acil-CoAs gordos de cadeia longa e muito longa chegam provavelmente à matriz através de um transportador ligado à membrana contendo um motivo de cassete de ligação ao ATP (ABC), como mostrado naS. cerevisiae.A proteína homóloga nos humanos é afetada na adrenoleucodistrofia, uma doença peroxissomal, na qual o metabolismo dos ácidos gordos de cadeia muito longa é prejudicado.(ÓLEO DE LORENZÓ) • Ainda não se sabe como os ésteres de CoA dos ácidos gordos dicarboxílicos, as prostaglandinas e os intermediários dos ácidos biliares chegam aos peroxissomas. CETOSE: A cetose ocorre quando a taxa de formação de cetonas pelo fígado é maior do que a capacidade dos tecidos para os oxidar. Ocorre durante a fome prolongada e quandoGrandes quantidades de gordura são consumidas na ausência de hidratos de carbono CETOSE E AGNEs • A lipólise da gordura armazenada como triglicéridos no tecido adiposo ocorre em resposta ao aumento da procura energética que não pode ser adequadamente suprida pela glicose. • As hormonas, como o glucagon, as catecolaminas, o ACTH, os corticosteroides e a hormona do crescimento, estimulam a lipase sensível às hormonas, enquanto a insulina inibe esta enzima. • A lipólise dos triglicéridos liberta AGNEs (que são geralmente ácidos gordos de cadeia longa) e glicerol. O glicerol é absorvido pelas células e utilizado para a produção de glicose ou pode ser utilizado para reformar os triglicéridos. Os AGNE são insolúveis em água e são transportados ligados à albumina. • Uma vez absorvidos pelos hepatócitos, os AGNE são esterificados. Os ácidos gordos esterificados têm então vários destinos: 1) Podem recombinar-se com o glicerol para formar triglicéridos, que são empacotados em VLDL. As VLDL são exportadas do fígado ou (se produzidas em excesso) são armazenadas como gordura dentro do hepatócito (causando eventualmente lipidose). 2) Podem entrar na mitocôndria (numa reação que requer carnitina) e ser utilizados para a produção de energia (através do ciclo de Krebs) ou formação de cetonas. No interior das mitocôndrias, os ácidos gordos esterificados sofrem β-oxidação a acetil CoA. O acetil CoA combina-se com o oxalacetato no ciclo de Krebs (ciclo do ácido tricarboxílico) para formar citrato. A oxidação contínua neste ciclo leva à produção de energia (ATP). Se os fornecimentos de oxaloacetato forem baixos (o oxaloacetato é utilizado como substrato para a gliconeogénese em estados de balanço energético negativo), a acetil CoA é então utilizada para formar cetonas. • Baixas concentrações de AGNEs são encontradas no sangue de animais saudáveis. Concentrações aumentadas indicam quebra de gordura (lipólise), que ocorre em resposta ao aumento da procura energética.Desta forma, os AGNE são considerados um biomarcador de balanço energético negativo, onde o fornecimento de glicose é insuficiente para suprir as necessidades energéticas. O balanço energético negativo pode ser prejudicial porque predispõe os animais para a lipidose hepática(o excesso de AGNEs é armazenado como triglicéridos no interior dos hepatócitos) e cetose. • Na medicina veterinária, os AGNE são utilizados principalmente parateste de perfil metabólico de vacas leiteiras periparturientes (transição) e para detetar balanço energético negativo em camelídeos (lhamas e alpacas), ambos predispostos à lipidose hepática. Os AGNE podem ser medidos em pequenos animais e aumentam em estados de balanço energético negativo (anorexia, inapetência) ou onde há um aumento da lipólise (diabetes mellitus), no entanto, os testes são raramente realizados nestas espécies NEFÁ s em VACAS Balanço energético negativo em vacas leiteiras em transição • As vacas leiteiras no período periparturiente (transição) encontram-se sempre num estado de balanço energético negativo devido às elevadas exigências energéticas do feto em desenvolvimento e à produção de leite (particularmente com ênfase na selecção dos grandes produtores de leite). • Este estado de balanço energético negativo pode ser excessivo e as vacas afetadas correm o risco de doenças gastrointestinais (deslocamento do abomaso), metabólicas (cetose clínica) e infeciosas (por exemplo, metrite) no início do período pós-parto. • Assim, os profissionais da área dos lacticínios monitorizam frequentemente os rebanhos leiteiros em busca de excesso de balanço energético negativo, testando os AGNE, isoladamente em vacas pré ou pós-parto ou como componente de um perfil metabólico em vacas pós-parto. Os resultados destes testes podem ser interpretados ao nível individual da vaca (ou seja, um valor de NEFA acima de um determinado valor de corte indica um excesso de balanço energético negativo) ou ao nível do efetivo (ou seja, uma proporção de vacas testadas tem valores de NEFA acima de um determinado valor de corte). A identificação do excesso de balanço energético negativo em vacas individuais (e, mais importante) no efetivo indica a necessidade de alterações na nutrição (por exemplo, aumentar o espaço de alimentação no comedouro, aumentar a densidade energética da ração) e no maneio das vacas em transição para diminuir as exigências energéticas e o stress nas vacas em transição. • As seguintes orientações de interpretação baseiam-se em estudos realizados na Universidade de Cornell e são válidas para amostras recolhidas de vacas alimentadas com TMR ‘em risco’ entre2-14 dias de pré-parto(NEFAs pré-parto) ou3-14 dias pós-parto(NEFAs pós-parto). Recomendamos a amostragempelo menos 12 vacas 'em risco'quando se avaliam rebanhos alimentados com ração mista total (TMR) para cetose subclínica. Teste de nível de vaca • Nos estudos de Cornell, os AGNE pós-parto foram, na realidade, um melhor preditor do que os AGNE pós-partoβ-hidroxibutirato concentrações ou AGNEs pré-parto. • Testes ao nível de rebanho • NEFAs pré-parto:Ao nível do rebanho,Existe um risco significativamente aumentadode doenças metabólicas e infeciosas pós-parto, diminuição da produção de leite ou diminuição do desempenho reprodutivo se>15% das vacas testadas antes do parto apresentam valores de NEFA > 0,30 mEq/L. • NEFAs pós-parto:Ao nível do rebanho, existe um risco significativamente aumentado de doenças metabólicas e infecciosas pós-parto, diminuição da produção de leite ou diminuição do desempenho reprodutivo se>15-20% das vacas pós-parto testadas apresentam valores de NEFA > 0,70 mEq/L. LIPOGÉNESE: Biossíntese de AG Ácido gordo sintase citosólico (FAS) LIPOGÉNESE: Biossíntese de AG LIPOGÉNESE e FRUTOSE • Metabolismo da frutose hepática: uma via altamente lipogénica. A frutose é prontamente absorvida pela dieta e rapidamente metabolizada, principalmente no fígado. A frutose pode fornecer átomos de carbono tanto para as porções glicerol como acila do triglicérido.A frutose é, portanto, um indutor altamente eficiente de de novo lipogénese. Alto concentrações de frutose podem servir como uma fonte relativamente desreguladade acetil CoA.Ao contrário da glicose, a frutose da dieta NÃO estimula a insulina nem a leptina (que são importantes reguladores da ingestão energética e da adiposidade corporal). Estimulado A síntese de triglicéridos leva provavelmente à acumulação hepática de triglicéridos, o que demonstroureduz a sensibilidade hepática à insulina, bem como um aumento da formação de partículas de VLDL devido à maior disponibilidade de substrato, maior estabilidade da apoB e maior MTP, o fator crítico na montagem de VLDL. Mecanismos de nutrição e hormonas regulação da lipogénese • Regulação da lipogénese em hepatócitos (esquerda) e adipócitos (direita). Os efeitos dos nutrientes e das hormonas na expressão de genes lipogénicos são mediados principalmente pelo SREBP-1 e, no tecido adiposo, pelo PPAR. A lipogénese envolve uma série de etapas discretas, mostradas no meio, que são controladas através de interações alostéricas, por modificação covalente e através de alterações na expressão genética. Xu-5-P é o sinal para o controlo coordenado da lipogénese • Xu-5-P é o sinal para o controlo coordenado da lipogénese. A ingestão de hidratos de carbono faz com que os níveis de glicose no fígado, Glc-6-P e Fru-6-P aumentem. A elevação da [Fru-6-P] leva à elevação da [Xu-5-P] nas reações catalisada pelas isomerases quase em equilíbrio da porção não oxidativa da via da hexose monofosfato. A elevação da [Xu-5-P] é o sinal de coordenação que ativa agudamente o PFK na glicólise e promove a ação do fator de transcrição ChREBP para aumentar a transcrição dos genes para as enzimas da lipogénese, o desvio do monofosfato de hexose e a glicólise, todos os quais são necessários para ade novosíntese de gordura. A figura mostra o aumento da transcrição enzimática causado pela proteína de ligação ao elemento de resposta aos hidratos de carbono, ChREBP, a tracejado verde. Estimulação da reacção Fru-2,6-quinase pela proteína fosfatase 2A (PP2A) e a sua estimulação por Xu-5-P estão indicadas por linhas pontilhadas verdes. As reações metabólicas estão indicadas por linhas pretas contínuas. As reações que são reversíveisna vidaestão indicados com setas duplas, e os que catalisam reações unidirecionais têm apenas uma única ponta de seta. [ATP]/[ADP][PEi] representa o potencial de fosforilação citosólica livre catalisado pelas reações combinadas da gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase (GAPDH) e da 3-fosfoglicerato quinase, e [AMP] representa o valor citosólico livre catalisado pela reação da mioquinase. Os nomes e números EC das enzimas a verde são fornecidos no texto. As inibições pela proteína quinase estimulada por AMP e pela proteína quinase estimulada por AMPc estão indicadas por linhas pontilhadas vermelhas Veech RL PNAS;2003;100:5578-5580 ©2003 da Academia Nacional de Ciências DHA • O DHA é o LCPUFA ómega-3 mais importante na formação das membranas plasmáticas neuronais e dos sinaptossomas neuronais (vesículas sinápticas), especialmente no cérebro. • O DHA está presente em aproximadamente 30-10% dos fosfolípidos da substância cinzenta do córtex cerebral e dos fotorrecetores da retina. No terceiro trimestre do desenvolvimento fetal e nos dois primeiros anos de vida humana, o cérebro sofre um rápido crescimento e é nesta altura que as necessidades de LCPUFA aumentam consideravelmente, especialmente as necessidades de DHA e ácido araquidónico (AA, C20:4 Δ 5,8,11,14; ómega-6). • Estudos em animais demonstraram que a redução perinatal de DHA está associada a um défice na arborização neuronal, múltiplos índices de patologias sinápticas, incluindo défices na neurotransmissão da serotonina e alterações na via da dopamina mesocorticolímbica, défice neurocognitivo, bem como aumento do comportamento ansioso, agressividade, depressão e diminuição da acuidade visual. • As concentrações corporais mais elevadas de DHA por unidade de peso do tecido encontram-se nos componentes fosfolipídicos da membrana dos segmentos externos dos fotorrecetores da retina. As propriedades biofísicas e bioquímicas únicas do DHA, incluindo a sua "fluidez" às membranas da retina, tornam-no um componente estrutural essencial, mediando assim uma resposta mais rápida à estimulação. O funcionamento ideal da rodopsina, o fotopigmento necessário para iniciar a sensação visual, é considerado como apoiado pela presença de DHA nas membranas da retina. • A redução dos níveis de DHA para concentrações subóptimas no cérebro devido à ingestão alimentar insuficiente de ácidos gordos ómega-3 resulta défices cognitivos (capacidade de aprendizagem prejudicada). • A deficiência de DHA ómega-3 está associada a anormalidades estruturais e funcionais nos sistemas visuais e os défices visuais resultantes têm sido relacionados, em parte, com a diminuição da eficiência das principais vias de sinalização visual devido à privação de DHA. • Um fornecimento e acumulação suficientes de DHA parecem necessários para a neurotransmissão ideal para suportar a função cognitiva no cérebro e a transdução e o funcionamento visual ideais. DHA e PROPRIEDADES BÁSICAS DA MEMBRANA: FLUIDEZ, COMPRESSIBILIDADE ELÁSTICA, PERMEABILIDADE, INTEGRIDADE, INTERACÇÕES COM PROTEÍNAS REGULAMENTAR, ETC. • Figura 1fornece a estrutura única do DHA, onde as seis ligações duplas naturais da chamada configuração ‘cis’ permitem o enovelamento da estrutura do ácido gordo, como ilustrado na figura. Esta estrutura única e o ponto de fusão muito baixo do DHA, de aproximadamente -50 ºC, fundamentam as suas propriedades físico-químicas únicas, incluindo a manutenção de um microambiente altamente fluido dentro dos componentes fosfolipídicos da substância cinzenta nos cérebros de mamíferos e noutras membranas celulares do sistema nervoso. • Sabe-se que o DHA altera significativamente muitas propriedades básicas das membranas celulares, incluindo a sua fluidez, compressibilidade elástica, permeabilidade e interações com proteínas reguladoras essenciais. Estas várias propriedades e mecanismos de ação do DHA no sistema nervoso, incluindo a suaefeito moduladorAcredita-se que a atividade dos canais iónicos está subjacente ao seu papel no suporte da sinalização elétrica e, em última análise, ao funcionamento do cérebro, como a capacidade de aprendizagem, memória, etc. • Os níveis elevados de DHA no cérebro e no sistema nervoso são depositados ativamente, principalmente durante o último trimestre da gravidez e durante os dois primeiros meses da infância e os primeiros anos de vida da criança. É necessária uma fonte de DHA para o cérebro e tecidos nervosos para repor e manter níveis ideais de DHA para o funcionamento durante toda a vida. De salientar que, em contraste direto com o DHA, o EPA é encontrado em quantidades quase vestigiais no cérebro, tal como o ALA, independentemente da quantidade de ALA consumida na dieta. Existem algumas evidências de que o EPA, embora não seja um componente estrutural significativo do tecido cerebral, pode contribuir para o funcionamento do cérebro em situações de saúde e doença através de efeitos como o aumento do fluxo sanguíneo e a influência sobre as hormonas e o sistema imunitário, o que pode ter efeitos gerais na função cerebral. CONVERSÃO DE W-3 LNL PARA W-3 DHA Como ilustrado na Figura 2, o ALA da dieta (denominado a-LNA abaixo) sofre uma extensa beta oxidação como fonte de energia com a libertação de dióxido de carbono, água e ATP no fígado e noutros tecidos, e é metabolicamente convertido (através de reações de dessaturação/alongamento) numa extensão muito limitada em DHA. Portanto, o consumo alimentar direto de DHA é a forma mais direta de fornecer DHA para absorção e funcionamento pelo cérebro e pela retina. Influência da alimentação com óleo de soja enriquecido com ácido estearidónico (18:4n-3), em comparação com o óleo de soja convencional, na deposição tecidular de ácidos gordos ómega-3 de cadeia muito longa em frangos de carne - Robert G. Elkin, , YunYing, Yifan Fan, Kevin J. Harvatine, Ciência e Tecnologia de Rações para Animais Disponível online a 30 de abril de 2016 • Nas galinhas, a dessaturação do ácido α-linolénico (ALA; 18:3n-3) em ácido estearidónico (SDA; 18:4n-3) é considerada limitante da taxa de conversão hepática de ALA em ácidos gordos polinsaturados n-3 (PUFAs) de cadeia muito longa (VLC; i.e., >20C). Assim, colocámos a hipótese de que a alimentação de frangos de carne com SDA mais ALA, em comparação com ALA isoladamente, ignoraria esta etapa metabólica ineficiente e enriqueceria a carne com maiores quantidades de VLC n-3 PUFAs. • Os frangos de carne fêmeas Ross × Heritage foram alimentados com dietas fareladas contendo 50 g/kg de óleo de soja convencional (CON) desde a eclosão até ao dia 28. No dia 29, foram divididos em dois grupos e alimentados com dietas contendo 50 g/kg de CON ou 50 g/kg de óleo enriquecido com SDA derivado da modificação genética da soja (SDASOY) até ao dia 42. Os pesos corporais finais (42 dias), bem como os ganhos de peso e os valores de conversão alimentar dos 29 aos 35 dias e dos 36 aos 42 dias, não foram diferentes (P > 0,05) entre os tratamentos. Comparado com o tratamento CON, o SDASOY dietético aumentou (Ptromboxanos foram envolvido em diversos fisiológicos, incluindo asma, inflamação, carcinogénese, hemostasia, parto, manutenção da função renal, dor e febre. Dada a importância central desta via para a saúde e a doença, mais de 10 mil milhões de dólares por ano são gastos pelos consumidores para bloquear vários mediadores inflamatórios na via e os seus efeitos resultantes nos sinais e sintomas da doença. A maioria dos inibidores proporciona algum alívio, mas os efeitos secundários podem ser problemáticos (a aspirina e o ibuprofeno irritam o estômago, alguns inibidores da COX 2 parecem ter efeitos vasculares adversos). Consequentemente, existe um interesse significativo em encontrar outras abordagens para gerir estas doenças e sintomas W6:W3…EICOSANOIDES e CARCINOGÉNESE COLESTEROL • É obtido a partir da dieta ou sintetizado em vários tecidos, incluindo o fígado, o córtex da supra-renal, a pele, o intestino, os testículos e a aorta.O colesterol elevado na dieta suprime a síntese no fígado, mas não noutros tecidos. • O hidrato de carbono é convertido em triglicérido utilizando fosfato de glicerol e acetil CoA obtidos a partir da glicólise. Os aminoácidos cetogénicos, que são metabolizados em acetil CoA, podem ser utilizados para a síntese de triglicéridos. Os ácidos gordos não podem impedir totalmente a degradação das proteínas, porque apenas a porção de glicerol dos triglicéridos pode contribuir para a gliconeogénese. O glicerol representa apenas 5% do carbono triglicérido. • A maioria dos principais tecidos (por exemplo, músculos, fígado, rins) são capazes de converter a glicose, os ácidos gordos e os aminoácidos em acetil-CoA. No entanto,O cérebro e o tecido nervoso — no estado alimentado e nas fases iniciais da fome — dependem quase exclusivamente da glicose.Nem todos os tecidos obtêm a maior parte das suas necessidades de ATP a partir do ciclo de Krebs.Os glóbulos vermelhos, os tecidos do olho e a medula renal obtêm a maior parte da sua energia a partir da conversão anaeróbia da glicose em lactato. COLESTEROL: funções • Componente da membrana celular, devido à sua rigidez, auxilia a célula a manter uma forma adequada da membrana celular. • Precursor da biossíntese dos sais biliares (moléculas importantes para a digestão dos lípidos). • Precursor da biossíntese hormonal: colesterol…progestagénios… glicocorticóides…mineralocorticóides…androgénios…estrogénios