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FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000 1 APRESENTAÇÃO Esta edição do FrutiSéries, dedicada à cultura da banana no Estado de Minas Gerais, contém as informações mais atuais sobre a con- juntura de mercado e os aspectos técnicos relativos às fases de produ- ção, pós-colheita e comercialização. Por se tratar de uma cultura com diversas variedades, algumas delas com expressão no mercado, envol- vendo um conjunto mais complexo de informações, a presente edição do FrutiSéries foi ampliada, visando proporcionar aos produtores um co- nhecimento mais aprofundado so- bre as questões que envolvem a cultura da banana e sua comer- cialização. Dentre essas questões, inclui-se a classificação, um dos pontos fun- damentais do manejo pós-colheita. O conhecimento dos padrões de clas- sificação vai ensejar aos produtores condições básicas para sua inserção em mercados mais competitivos. MERCADO A banana é a fruta de maior pro- dução e comercialização mundial, responsável por 37% do volume to- tal de frutas transacionadas no mer- cado internacional. Este percentual significou 13,7 milhões de toneladas, em 1999, representando crescimen- to da ordem de 25% em relação a 1990, segundo dados da FAO. Os maiores exportadores da fru- ta, em 1999, foram o Equador, com 4,0 milhões t, a Costa Rica com 1,8 milhões t, a Colômbia com 1,5 mi- lhões t e as Filipinas, com 1,1 milhões t. Juntos, estes países, foram respon- sáveis por 62% do volume do comér- cio internacional de bananas. Os principais mercados para a ba- nana são os Estados Unidos, que im- portam 40% do volume comer- cializado no mundo, seguido da Ale- manha, Reino Unido e Bélgica/ Luxemburgo, com 12,7%, 9,4% e 1,7%, respectivamente. 6 Minas GeraisBananaMINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL - MI Secretaria de Infra-Estrutura Hídrica - SIH Departamento de Projetos Especiais - DPE são de licenças prévias de importação.O mercado europeu ado- ta tratamento alfandegário privilegia- do à importação de banana de suas ex-colônias, os países ACP (África- Caribe-Pacífico). Entretanto, pressões de empresas americanas, produtoras desta fruta, têm levado a Organização Mundial do Comércio-OMC a rever o sistema de quotas vigente, abrindo espaço no mercado europeu a estas empresas. Embora seja o terceiro maior pro- dutor da fruta, com cerca de 5,6 mi- lhões de toneladas em 1999 produ- zidas em 518 mil ha, segundo o IBGE, a participação do Brasil neste mercado não supera a insignifican- tes 68 mil t, em razão de sua precá- ria estrutura comercial, da baixa qua- lidade da produção, além da dimen- são do mercado interno que absor- ve a maioria da produção nacional. (Figura 1). ISSN 1518-4579 Principais Pólos Produtores de Banana Fig. 1 - Área Colhida e Produção de Banana por Região no Brasil. Buquê de banana Grande Naine, uma das variedades do grupo Cavendish (nanica,nanicão etc) que domina o mercado mundial. Nos Estados Unidos, 80% da dis- tribuição interna está concentrada em três grandes empresas multi- nacionais. Na Europa, a distribuição é mais atomizada, existindo um sis- tema de quotas que controla a emis- FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000 2 No Estado de Minas Gerais são cultivados 42 mil ha de banana, com uma produção de 430 mil toneladas, em 1999, segundo o IBGE. Dados da EMATER/MG e da CEASA/MG in- dicam a forte presença da variedade Prata no Estado, tanto na produção, quanto na comercialização. Segundo a CEASA/MG, foram comercializadas, na unidade de Contagem, em 1999, 80,8 mil t de bananas. A variedade Prata foi res- ponsável por mais da metade deste volume, com 57,1%, seguida da Nanica com 37,3%, da Maçã com 3,6% e outras com 2% (Tabela 1). Tabela 2 - Principais municípios produtores de Banana Prata em Minas Gerais - 1999. Fonte: EMATER/MG-Relatório Analítico para Fruticultura-1999. Municípios Área mil ha Produção mil t Participação na Produção % Jaíba 2,8 49,6 19,8 Nova Porteirinha 2,3 37,8 15,1 Janaúba 1,5 26,1 10,4 Verdelândia 1,1 24,1 9,6 Matias Cardoso 0,5 9,0 3,6 Brasópolis 1,4 8,6 3,4 Capitão Enéas 0,4 8,0 3,2 Pedralva 0,6 5,4 2,2 Pirapora 0,2 4,7 1,9 Francisco Sá 0,3 4,5 1,8 Outros 6,8 72,4 28,9 TOTAL 17,8 250,3 100,0 Fonte: CEASA/MG, CEASA/RJ E CEAGESP Tabela 1 - Variedades Comercia- lizadas na CEASA/MG, em 1999. Fonte: CEASA/MG - Agridata 2000 Variedade Volume mil/t Participação % Prata 46,1 57,1 Nanica 30,2 37,3 Maçã 2,9 3,6 Outras 1,6 2,0 TOTAL 80,8 100,0 Vale ressaltar o crescimento da Prata no mercado mineiro, em rela- ção às demais variedades, com au- mento significativo no volume total que passou de 41% em 1990 para 57,1% em 1999. Banana Prata O Estado de Minas Gerais é o prin- cipal produtor nacional desta varie- dade, sendo o maior fornecedor dos mercados mineiro, carioca e paulista, com participação na oferta destes Estados de 95%, 56% e 64%, respec- tivamente (Figura 2). Segundo estimativas da EMATER/MG, a produção mineira da Prata, em 1999, foi de 250,3 mil t, ocupando uma área de cultivo de 17,8 mil ha. A maior região produto- ra é o Norte do Estado, localizada no Vale do São Francisco, respon- sável por 65,4% da produção esta- dual desta fruta (Tabela 2). Do ponto de vista da comer- cialização na CEASA/MG, foram transacionadas cerca de 46,1 mil to- neladas, em 1999, o que represen- tou um crescimento de 116%, em re- lação ao ano de 1990 (Figura 3 – li- nha vermelha). FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000 3 Tabela 3 - Procedência da Banana Prata comercializada na CEASA/ MG em 1999. Fonte: CEASA/MG - Agridata 2000 Estado Volume mil t Particip. % Minas Gerais 43,9 95,2 São Paulo 1,3 2,8 S. Catarina 0,6 1,3 Outros 0,3 0,7 TOTAL 46,1 100,0 Com relação ao preço médio, ob- servou-se redução de 35%, nos últi- mos 10 anos, com pique de eleva- ção nas cotações em 1995. Entretan- to, a partir deste ano, até 1999, verifi- cou-se decréscimo de 66%, com os preços passando de US$ 824/t, em 1990 para US$ 280/t, em 1999 (Figu- ra 4 – linha vermelha). Quanto à origem, 95,2% do volu- me comercializado através da CEASA/MG foi do próprio Estado, 2,8% de São Paulo, 1,3% de Santa Catarina e 0,7% de outros Estados (Tabela 3). Tabela 4 - Procedência da Banana Nanica comercializada na CEASA/ MG em 1999. Fonte: CEASA/MG - Agridata 2000 Estado Volume mil t Particip. % Minas Gerais 18,3 60,8 Santa Catarina 6,8 22,6 São Paulo 4,4 14,5 Paraná 0,3 1,1 Outros 0,3 1,0 TOTAL 30,1 100,0 O gráfico da variação estacional do período 1990/99, indica dois perí- odos de preços compensadores, sob a ótica do produtor da variedade Pra- ta: fevereiro e, especialmente, junho/ agosto. Neste último, os preços situ- am-se em 15% acima de média anu- al (Figura 5, linha vermelha). Com referência ao volume, o pe- ríodo outubro/dezembro apresenta maior concentração de oferta, 11% acima da média anual, o que se re- flete nos preços que chegam a cair em até 26% abaixo da média anual, no mês de novembro (Figura 5, li- nha vermelha). Banana Nanica Mesmo sendo a principal varieda- de comercializada nos mercados bra- sileiro e mundial, a banana Nanica situa-se em segunda posição na pre- ferência do mercado mineiro. Levan- tamento realizado pela EMATER/MG, em 1999, indica que o Estado cultiva 2,2 mil ha, responsáveis por uma pro- dução de 38,7 mil t. Em relação à comercialização, a CEASA/MG, unidade de Contagem, registrou o movimento de 30,1 mil t em 1999, o que representou um au- mento de cerca de 16%, quando comparado com 1990, embora no período tenha-se observado volume praticamente constante (Figura 3 – linha verde). A banana comercializada em 1999, na CEASA/MG, teve o próprio Estado como principal fornecedor, participando com 60,8% do volume total, seguido do Estado de SantaBanana Prata. Catarina, com 22,6 %; São Paulo, com 14,5%; e outros Estados, 2,1%. (Tabela 4). Em relação aos meses de melho- res preços para o produtor desta va- riedade,as curvas de variação estacional indicam o período setem- bro/outubro, quando a amplitude de variação chega a atingir 13% acima da média, em setembro (Figura 6 - linha vermelha). FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000 4 Banana Maçã A banana Maçã é a terceira, na preferência dos consumidores minei- ros com 2,9 mil t comercializadas na CEASA/MG, em 1999, contra 3,8 mil t em 1990. O decréscimo de 24,3% no volume comercializado pode ser indicador de tendência de diminuição do consumo. (Figura 3 – linha azul). Para o produtor da fruta, o perío- do agosto/dezembro foi o de melho- res preços, situados, em média, 13,7% acima da média anual. Neste período foram identificados dois pi- ques de 17%, em setembro e dezem- bro (Figura 7 – linha vermelha). Neste mesmo período, em no- vembro, o volume comercializado caiu 31% em relação à média. A con- centração da oferta ocorre entre os meses de março e maio, ficando, em média, 11% acima da média anual, com refelexo nos preços, que che- gam a atingir, em abril, 16% abaixo da média. (Figura 7 – linha azul). O Estado de Minas Gerais foi o maior fornecedor da variedade Maçã para a CEASA/MG, com 1,0 mil t, em 1999, representando 35,3% do volu- me comercializado nesta Central. O Estado de Mato Grosso, em segun- do lugar, participou com 18%, segui- do do Espírito Santo, com 17,8%, Mato Grosso do Sul, com 13,1%, São Paulo com 11,3% e outros Estados, com 4,5%. (Tabela 5). Tabela 5 - Procedência da Banana Nanica comercializada na CEASA/ MG em 1999. Fonte: CEASA/MG - Agridata 2000 Estado Volume mil t Particip. % Minas Gerais 1,0 35,3 Mato Grosso 0,5 18,0 Espírito Santo 0,5 17,8 Mato Grosso Sul 0,4 13,1 São Paulo 0,3 11,3 Outros 0,1 4,5 TOTAL 2,9 100,0 Banana Maçã. Banana Nanica. PRODUÇÃO Localizar o bananal, preferencial- mente, em regiões com a tempera- tura média em torno de 28 ºC, com mínimas não inferiores a 18 ºC e má- ximas não superiores a 35 ºC. É in- dispensável a suplementação de água por irrigação em locais onde a precipitação efetiva for inferior a 100 mm/mês; • utilizar mudas de boa procedên- cia, de matrizes com alta produtivi- dade, isentas de pragas, doenças e ervas daninhas, tais como as obtidas por cultura de tecido (foto a seguir); • manter as plantas em níveis nutricionais adequados, baseando as adubações em análises de solo e foliar; • monitorar e controlar as pragas (broca-do-rizoma, tripes da flor, tra- ça da bananeira, pulgão da bananei- ra e abelha arapuá), as doenças fúngicas (sigatoka-amarela e mal do panamá), bacterianas (moko ou mur- cha-bacteriana), viróticas (bunch top e vírus do mosaico do pepino) e nematóides; • estar alerta ao aparecimento da doença fúngica Sigatoka Negra, evi- tando a aquisição de mudas de lo- cais onde a doença já foi detectada. Caso a sua presença seja constada, adotar as seguintes medidas: a) in- formar imediatamente as autoridades fitossanitárias locais; b) podar e eli- FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000 5 • após o corte, partir o pseudocaule, visando acelerar o seu secamento e a decomposição e in- corporação da matéria orgânica. COLHEITA Para a variedade Nanica, o perío- do entre o plantio e a colheita é, em média, de 11 a 12,5 meses. O rendi- mento médio, em regiões tradicional- mente produtoras, é de até 1500 ca- chos por hectare ou 30-40 t/ha; • de maneira geral, o corte dos cachos é feito quando os frutos loca- lizados no meio do cacho apresenta- rem desenvolvimento máximo do seu diâmetro ( aproximadamente 32mm). Esta medida deve ser feita utilizan- do-se calibradores que permitem conferir maior precisão e uniformida- de à colheita; • nas variedades Nanica, Nanicão, Prata e Maçã o desaparecimento das quinas e angulosidades da fruta é um dos principais indicadores visuais de que os frutos atingiram o pleno desen- volvimento fisiológico. A colheita não deve ser realizada antes desta fase. • a colheita deve ser feita por dois operários. Um corta parcialmente o pseudocaule e o outro, com uma es- puma no ombro, ampara cuidadosa- mente o cacho, evitando que este atinja o solo. Posteriormente, o pri- meiro operário corta o engaço para que o segundo leve o cacho ao carreador, ou cabo aéreo, para o transporte até ao barracão de des- pencamento e embalagem. Os colhe- dores e operadores devem ser ade- quadamente treinados para evitar danos aos frutos. Viveiro e muda multiplicada por cultura de tecido. Mudas produzidas por essa técnica, apresentam-se livres de pragas e doenças, alto vigor e tama- nho uniforme, facilidade no plantio e pegamento mais rápido. minar periodicamente as folhas afe- tadas evitando a disseminação da doença e c) aplicar os fungicidas indicados para a doença por um Agrônomo. • a produção do bananal pode ser deslocada para épocas de me- lhores preços (Figuras 5, 6 e 7), atra- vés da época de plantio, manejo das touceiras e pela eliminação progra- mada das brotações (filhos e netos); • deixar apenas a planta mãe, para cada ciclo do bananal, um filho e um neto, ou a mãe e um ou dois seguidores (filhos), eliminando-se os demais. A data correta do desbaste depende do tipo de muda, da varie- dade, do sistema de cultivo, da épo- ca de plantio, da altitude local e da época que se deseja comercializar; •realizar essa operação, com o necessário conhecimento da dura- ção do ciclo vegetativo da variedade que se pretende manejar. Com base nestes dados, o desbaste é feito cor- tando-se a parte aérea dos brotos, rente ao solo. Em seguida, extrai-se a gema apical com a ajuda de uma ferramenta denominada “Lurdinha”; • proteger o pomar com quebra- ventos, para evitar danos causados por ventos fortes, torção e tomba- mento das plantas, principalmente se abrigarem cachos. Neste caso, deve-se escorar as plantas com va- ras ou com fios de polipropileno, material durável, de baixo custo e de fácil manejo; Sintoma do ataque de Sigatoka negra, doença fúngica recentemente introduzida no Brasil. Os bananicultores devem estar atentos ao seu aparecimento. Fo to s: Z ilt on J os é M ac ie l C or de iro - Em br ap a M an di ca F ru tic ul tu ra • eliminar, periodicamente, tan- to as folhas secas e mortas como as parcialmente verdes com o pecíolo quebrado. Esta operação permite melhorar o arejamento e luminosidade do pomar e evitar possíveis danos aos cachos; • ensacar os cachos, em poma- res destinados a mercados mais no- bres, com sacos de polietileno, visan- do a proteção e a melhoria geral da qualidade dos frutos; • cortar o pseudocaule das ba- naneiras de forma gradual após a co- lheita dos cachos. Este procedimen- to permite que as bananeiras restan- tes recebam as reservas de água e sais minerais das recém cortadas. Para essa operação utilizar ferramen- tas desinfetadas; FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000 6 Tabela 6 - Classificação da Banana por tipos (Grupo Cavendish). PÓS-COLHEITA No barracão, despencar, lavar, tra- tar, selecionar e dividir em pencas ou buquês. Os frutos individuais (dedos ou “singles”) retirados na elaboração dos buquês ou pencas, podem ser uti- lizados para mercados institucionais (escolas, bandejões etc.); Transporte dos cachos colhidos em cabos aéreos. Esse sistema conduz os cachos até o galpão de embala- gem sem danificar os frutos. Tabela 7 - Tolerância de defeito graves e leves em Bananas do grupo Cavendish. Tabela 8 - Classificação para Banana Prata-Anã estabelecida pela ABANORTE. (1) Buquê, (2) Penca, (3) Dedo ou “Single” O diâmetro dos frutos, medidos em graus bananeiros (1 grau=1/32 avos de polegada), foram arredondados visando dar maior praticidade à classificação. Fonte: Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas - ABANORTE Galpão de despencamento, lavagem, tratamento e embalagem de bananas destinadas à exportação. Tipo Exportação Primeira Segunda Classe I (comprimento mínimo) (cm) 16 (1) 14 (2) 12 (3) 14 12 Classe II (diâmetro mínimo) (mm) >38(1) 32 - 38 (2 e 3) 32 29 Forma de apresentação Buquê, Penca e Dedo Penca e Buquê Penca e Buquê Embalagem/Peso líquido Papelão 18,3 kg (1) Papelão 15,8-16,4 kg (2) Papelão 19-20 kg (3) Madeira 22 kg Madeira 22 kg Categoria Extra Categoria I Categoria II Categoria III Defeitos Graves Amassados 0 1 5 20 Dano profundo 0 1 5 20 Queimado de sol 0 2 5 20 Podridão 0 1 2 10 Lesões severas de trips 0 5 10 20 Lesões/Manchas 0 5 10 20 Imaturo 0 1 5 10 Total de Defeitos Graves 0 5 10 20 Defeitos Leves 5 10 20 100 Total Geral 5 10 20 100 Tipo Exportação A B C Classe I (comprimento) 22 18 a 22 18 a 26 12 a 26 Classe II (diâmetro) 32 32 a 36 28 a 39 27 a 39 Sub-classe (forma de apresentação) Buquê Buquê Buquê e Penca Buquê, Penca e Dedo Qualidade Extra Categoria I Categoria II Categoria III • Na classificação, utilizar os pa- drões de adesão voluntária, estabe- lecidos pela Câmara Setorial de Fru- tas de São Paulo, para o grupo Cavendish (Nanica, Nanicão e Gran- de Naine), ou o da ABANORTE - As- sociação Central dos Fruticultores do Norte de Minas, para o grupo Prata (Tabelas 6, 7, 8 e Figura 8 ); • embalar em caixas de papelão de 18 kg paletizáveis, revestidas com plástico, quando o produto se desti- na a mercados mais nobres ou em caixas de madeiras tipo “Torito” de 22 kg, quando se destina a merca- dos menos exigentes; • no caso da necessidade de ar- mazenagem a frio (fechamento de carga e entrega programada), colo- car as bananas embaladas em am- biente refrigerado a 14ºC e 90 a 95% de umidade relativa por até 30 dias, se embaladas em sacos de polietileno. Ao final deste período, re- mover as caixas para a câmara de maturação, onde devem são tratadas com etileno; Estas recomendações podem va- riar de região para região, em função, COMERCIALIZAÇÃO A comparação dos preços das três variedades analisadas revela que a Maçã obteve melhores cotações no mercado mineiro, especialmente a partir de 1994 até 1999. Neste ano, os preços da banana Maçã situaram- se em 215% superiores aos da Nanica e 130% aos da Prata. (Figura 2). Esta constatação, acrescida do período mais longo de preços compensadores para o produtor, in- dica ser esta variedade mais estimu- lante, ressalvando-se as dificuldades tecnológicas de produção que devem merecer atenção especial. Por outro lado, conquanto a ba- nana Maçã tenha melhores preços, o mercado da Prata tem crescido Caixas de papelão de 18 kg paletiza- das, possiblitando a movimentação mecanizada do conjunto, da propri- edade ao varejo. Este sistema evita perdas e dá maior eficiência ao transporte. Fonte: Programa Paulista Para Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortigranjeiros. Fonte: Programa Paulista Para Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortigranjeiros. principalmente, do clima e do solo. Em caso de dúvidas, procurar a ori- entação de agrônomos locais. FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000 7 Figura 8 - Classificação para Bananas do grupo Cavendish e Prata. ESCALAS DE CORES GRUPO Cavendish (Nanica, Nanicão, Grande Naine e outras) Classe I ou Comprimento CLASSE (Comprimento e Diâmetro do Fruto) 12 13 16 18 22 26 13cm a 16cm >16cm a 18cm >18cm a 22cm >22cm a 26cm >26cm 27 Classe II ou Diâmetro 28 32 36 39 28 a 32mm >32 a 36mm >36 a 39mm >39mm SUB-CLASSE (Classificação Segundo a forma de apresentação) Dedo ou “Single” (1 fruto) Buquê (de 3 a 9 frutos) Penca (mais de 9 frutos) 1 2 3 4 5 6 7 1- Totalmente verde, 2 - Verde com traços amarelos, 3 - Mais verde que amarelo, 4 - Mais amarelo que verde, 5 - Amarelo com a ponta verde, 6 - Todo Amarelo (banana com excelente qualidade de cor e consumo), 7 - Amarelo com áreas marrons Fonte: Programa Paulista Para a Melhoria dos Padrões Comerciais e Embagens de Hortifrutigranjeiros - (11) 3643-3892 - cqh@ceagesp.com.br Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas - ABANORTE - (38) 821-2936 - abanorte@nortecnet.com.br Exportação >12cm >14cm >16cm Segunda Primeira Forma correta para a medição do comprimento e diâmetro do fruto Para o comprimento, deve-se tomar a medida na parte exterior do fruto de onde começa a polpa até a ponta do fruto. Para o diâmetro, deve-se tomar a medida do centro do fruto do meio da penca ou do buquê. Base do pedúculo Ponta do fruto M edida externaCentro do fruto 38 >38mm 32 >32mm 29 >29mm Grupo Cavendish GRUPO Prata Classe I ou Comprimento Classe II ou Diâmetro FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000 8 MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL Para maiores informações contactar: MI - SIH - IICA - BRA 97/012 SGAN 601 - ED. CODEVASF - Sala 411 Brasília - DF - 70830-901 - Tel.: (61) 317-8212/317-8211- Fax: (61) 322-1735 Equipe Técnica: Artur Saabor-asaabor@solar.com.br, Luís Henrique Sganzella Lopes-lhlopes@solar.com.br, Marcelo Mancuso da Cunha-mmcunha@solar.com.br, Carlos Fernandes. Apoio técnico: Nelson Morelli Colaboraram com este número: Anita de Souza Dias Guiterrez-CEAGESP/CQH; Carlos Welligton F. Santos CODEVASF; Elias Teixeira Pires-Plena Consultoria; Francisco E. Rodrigues - Plant Business, Gilson dos Santos Neves-CEASA/MG; Lurimar José Tozetto-CODEVASF; Jean Paul Gayet - Consultor; Mário R. Vilela-Consultor; Peter Alex Honzak-ABANORTE; Ubirajara Gomes-CODEVASF; Tabela 9 - Relação dos atacadistas da CEASA/MG – Belo Horizonte Fonte: CEASA/MG compra, inclusive fechando contra- tos de fornecimento. Para contatos comerciais na CEASA/MG, consulte a relação de ata- cadistas da Tabela 9, acima. Mais in- formações junto ao setor super- mercadista de Minas Gerais, deve-se procurar a Associação Mineira de Su- permercados - AMIS,(31) 291-5022. INTERNET - SITES ÚTEIS www.agridata.mg.gov.br www.brazilianfruit.com.br www.delmont.com www.dole.com www.chiquita.com www.ceagesp.com.br www.ceasacampinas.com.br www.integracao.gov.br www.codevasf.gov.br www.iea.sp.gov.br www.ital.sp.gov.br www.embrapa.com.br www.inibap.fr www.fruitonline.com REFERÊNCAS ALVES E. J; et al. Banana para exportação: aspec- tos técnicos da produção. Frupex, Brasília, 1997:106p. AGRIANUAL 2000 - Anuário da Agricultura Brasilei- ra. FNP - Consultoria & Comércio. São Paulo - SP. 2000. (www.fnp.com.br). AGRIDATA - CEASA/MG - Sistema de Informações do Agribusiness de Minas Gerais/Secretaria de Estado de Agricultura Pecuária e Abastecimen- to - 2000 - http://www.agridata.mg.gov.br. Anuário Estatístico da Agricultura Brasileira- AGRIANUAL 2000. FNP - Consultoria e Comér- cio. São Paulo. 2000. Banana: cultura, matéria prima, processamento e aspectos econômicos. 2. ed. rev. e ampl. - Cam- pinas, ITAL, 1985 Hortifruti Padrão, Programa Paulista Para Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortifrutigranjeiros - Classificação de Banana (Folder). Secretaria de Agricultura de São Pau- lo. São Paulo, 1998. Proposta de padronização para banana Prata Anã do Norte de Minas Gerais. Associação Central dos Produtores do Norte de Minas Gerais- ABANORTE. Janaúba, 24p.,1998. vigorosamente nos últimos anos, conforme relatado anteriormente. Esta constatação deve, também, ser levada em consideração pelos pro- dutores, pois indica uma preferên- cia do consumidor mineiro por esta variedade. A observação dos períodos de preços, sob a ótica do produtor, indi- ca que as variedades Prata e Maçã tem períodos complementares de cotação mais elevada. Fevereiro e junho/agosto, para a Prata e agosto/ dezembro para a Maçã (Figura 9). Esta constatação deve ser levada em consideração, pois um plantio com estas duas variedades permite aos produtores otimizar suas receitas, nos oito meses de preços elevados durante o ano. Obviamente devem ser levados em consideração os aspec- tos tecnológicos e de manejo que ne- cessitariam ser tomados em cultivos com “mix” destas duas variedades. Deve ser levado em consideração, ainda, independentemente da varieda- de, a necessidade de tratamentos pós- colheita e a adoção de padrões de qualidade dos frutos e das embalagensque valorizam e preservam o produto, dando-lhe maior valor de mercado. Outro aspecto importante diz res- peito ao aumento dos preços de insumos observado nos últimos anos, que elevou substancialmente os custos de produção. Em conse- qüência, os produtores devem dar especial atenção à produtividade, à organização para compras conjun- tas de insumos, bem como para o transporte de cargas fechadas. Tais procedimentos diminuem custos e contribuem para aumentar o poder de barganha dos produtores, frente a seus compradores. Antes do período de preparo da produção para a colheita, é impor- tante entrar em contato com possí- veis compradores em diversos locais para obter informações sobre a evolução dos preços e intenção de Nome da Empresa Endereço Telefone (31) Bananas Ferreira Ltda. Pav: R - Boxes 03 E 04 394-1223 Brasnica Frutas Tropicais Ltda. Pav: S - Boxes 06 E 07 394-1608 Crol - Comercial Ochi Ltda. Pav: I - Boxes 05 A 07 394-1628 Distribuidora de Frutas Norte Minas Ltda. Pav: S - Boxes 38 E 40 394-1050 Distribuidora de Frutas Lafaiete Ltda. Pav: S - Boxes 06 E 07 394-1793 Distribuidora de Frutas Linhares Ltda. Pav: R - Boxes 33 A 35 394-2457 Distribuidora de Frutas Luciana Ltda. Pav: R - Boxes 01 E 36 394-1055 Distribuidora de Frutas Sulminas Ltda. Pav: R - Box 05 394-2341 Ibrahim Prod. Com. Banana Climati. Ltda. Pav: Q - Boxes 02 A 04 394.2700 Comercial Las Frutas Pav: M - Box 607 394-1048/2866 Minas Capixaba Dist. De Frutas Ltda. Pav: R - Boxes 02 E 36 394-2885 Nectar Frutas Ltda. Pav: S - Boxes 04 E 39 394-1325 Sulminas Comercial Ltda. Pav: R - Boxes 03 E 04 394-2341 Esta publicação está disponível em formato eletrônico (arquivos pdf) no site www.integracao.gov.br. Apresentação Mercado Banana Gande Naine Figura 1 (Área Colhida e Produção de Banana por Região no Brasil. Tabela 1 - Variedades Comercializadas na CEASA/MG, em 1999. Figura 2 Procedência da Banana Prata Comercializada nas CEASAS