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FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais
FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000
1
APRESENTAÇÃO
 Esta edição do FrutiSéries,
dedicada à cultura da banana no
Estado de Minas Gerais, contém as
informações mais atuais sobre a con-
juntura de mercado e os aspectos
técnicos relativos às fases de produ-
ção, pós-colheita e comercialização.
Por se tratar de uma cultura com
diversas variedades, algumas delas
com expressão no mercado, envol-
vendo um conjunto mais complexo
de informações, a presente edição
do FrutiSéries foi ampliada, visando
proporcionar aos produtores um co-
nhecimento mais aprofundado so-
bre as questões que envolvem a
cultura da banana e sua comer-
cialização.
Dentre essas questões, inclui-se
a classificação, um dos pontos fun-
damentais do manejo pós-colheita. O
conhecimento dos padrões de clas-
sificação vai ensejar aos produtores
condições básicas para sua inserção
em mercados mais competitivos.
MERCADO
A banana é a fruta de maior pro-
dução e comercialização mundial,
responsável por 37% do volume to-
tal de frutas transacionadas no mer-
cado internacional. Este percentual
significou 13,7 milhões de toneladas,
em 1999, representando crescimen-
to da ordem de 25% em relação a
1990, segundo dados da FAO.
Os maiores exportadores da fru-
ta, em 1999, foram o Equador, com
4,0 milhões t, a Costa Rica com 1,8
milhões t, a Colômbia com 1,5 mi-
lhões t e as Filipinas, com 1,1 milhões
t. Juntos, estes países, foram respon-
sáveis por 62% do volume do comér-
cio internacional de bananas.
Os principais mercados para a ba-
nana são os Estados Unidos, que im-
portam 40% do volume comer-
cializado no mundo, seguido da Ale-
manha, Reino Unido e Bélgica/
Luxemburgo, com 12,7%, 9,4% e
1,7%, respectivamente.
6
Minas
GeraisBananaMINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL - MI
Secretaria de Infra-Estrutura Hídrica - SIH
Departamento de Projetos Especiais - DPE
são de licenças prévias de
importação.O mercado europeu ado-
ta tratamento alfandegário privilegia-
do à importação de banana de suas
ex-colônias, os países ACP (África-
Caribe-Pacífico).
Entretanto, pressões de empresas
americanas, produtoras desta fruta,
têm levado a Organização Mundial
do Comércio-OMC a rever o sistema
de quotas vigente, abrindo espaço no
mercado europeu a estas empresas.
Embora seja o terceiro maior pro-
dutor da fruta, com cerca de 5,6 mi-
lhões de toneladas em 1999 produ-
zidas em 518 mil ha, segundo o
IBGE, a participação do Brasil neste
mercado não supera a insignifican-
tes 68 mil t, em razão de sua precá-
ria estrutura comercial, da baixa qua-
lidade da produção, além da dimen-
são do mercado interno que absor-
ve a maioria da produção nacional.
(Figura 1).
ISSN 1518-4579
Principais Pólos
Produtores de Banana
Fig. 1 - Área Colhida e Produção de Banana por Região no Brasil.
Buquê de banana Grande Naine, uma
das variedades do grupo Cavendish
(nanica,nanicão etc) que domina o
mercado mundial.
Nos Estados Unidos, 80% da dis-
tribuição interna está concentrada
em três grandes empresas multi-
nacionais. Na Europa, a distribuição
é mais atomizada, existindo um sis-
tema de quotas que controla a emis-
FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais
FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000
2
No Estado de Minas Gerais são
cultivados 42 mil ha de banana, com
uma produção de 430 mil toneladas,
em 1999, segundo o IBGE. Dados
da EMATER/MG e da CEASA/MG in-
dicam a forte presença da variedade
Prata no Estado, tanto na produção,
quanto na comercialização.
Segundo a CEASA/MG, foram
comercializadas, na unidade de
Contagem, em 1999, 80,8 mil t de
bananas. A variedade Prata foi res-
ponsável por mais da metade deste
volume, com 57,1%, seguida da
Nanica com 37,3%, da Maçã com
3,6% e outras com 2% (Tabela 1).
Tabela 2 - Principais municípios produtores de Banana Prata em Minas
Gerais - 1999.
Fonte: EMATER/MG-Relatório Analítico para Fruticultura-1999.
 Municípios
Área
mil ha
Produção
mil t
Participação na
Produção %
Jaíba 2,8 49,6 19,8
Nova Porteirinha 2,3 37,8 15,1
Janaúba 1,5 26,1 10,4
Verdelândia 1,1 24,1 9,6
Matias Cardoso 0,5 9,0 3,6
Brasópolis 1,4 8,6 3,4
Capitão Enéas 0,4 8,0 3,2
Pedralva 0,6 5,4 2,2
Pirapora 0,2 4,7 1,9
Francisco Sá 0,3 4,5 1,8
 Outros 6,8 72,4 28,9
 TOTAL 17,8 250,3 100,0
Fonte: CEASA/MG,
CEASA/RJ E CEAGESP
Tabela 1 - Variedades Comercia-
lizadas na CEASA/MG, em 1999.
Fonte: CEASA/MG - Agridata 2000
Variedade Volume
mil/t
Participação
%
Prata 46,1 57,1
Nanica 30,2 37,3
Maçã 2,9 3,6
Outras 1,6 2,0
TOTAL 80,8 100,0
Vale ressaltar o crescimento da
Prata no mercado mineiro, em rela-
ção às demais variedades, com au-
mento significativo no volume total
que passou de 41% em 1990 para
57,1% em 1999.
Banana Prata
O Estado de Minas Gerais é o prin-
cipal produtor nacional desta varie-
dade, sendo o maior fornecedor dos
mercados mineiro, carioca e paulista,
com participação na oferta destes
Estados de 95%, 56% e 64%, respec-
tivamente (Figura 2).
Segundo estimativas da
EMATER/MG, a produção mineira da
Prata, em 1999, foi de 250,3 mil t,
ocupando uma área de cultivo de
17,8 mil ha. A maior região produto-
ra é o Norte do Estado, localizada
no Vale do São Francisco, respon-
sável por 65,4% da produção esta-
dual desta fruta (Tabela 2).
Do ponto de vista da comer-
cialização na CEASA/MG, foram
transacionadas cerca de 46,1 mil to-
neladas, em 1999, o que represen-
tou um crescimento de 116%, em re-
lação ao ano de 1990 (Figura 3 – li-
nha vermelha).
FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais
FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000
3
Tabela 3 - Procedência da Banana
Prata comercializada na CEASA/
MG em 1999.
Fonte: CEASA/MG - Agridata 2000
Estado
Volume
mil t
Particip.
%
Minas Gerais 43,9 95,2
São Paulo 1,3 2,8
S. Catarina 0,6 1,3
Outros 0,3 0,7
TOTAL 46,1 100,0
Com relação ao preço médio, ob-
servou-se redução de 35%, nos últi-
mos 10 anos, com pique de eleva-
ção nas cotações em 1995. Entretan-
to, a partir deste ano, até 1999, verifi-
cou-se decréscimo de 66%, com os
preços passando de US$ 824/t, em
1990 para US$ 280/t, em 1999 (Figu-
ra 4 – linha vermelha).
Quanto à origem, 95,2% do volu-
me comercializado através da
CEASA/MG foi do próprio Estado,
2,8% de São Paulo, 1,3% de Santa
Catarina e 0,7% de outros Estados
(Tabela 3).
Tabela 4 - Procedência da Banana
Nanica comercializada na CEASA/
MG em 1999.
Fonte: CEASA/MG - Agridata 2000
Estado
Volume
mil t
Particip.
%
Minas Gerais 18,3 60,8
Santa Catarina 6,8 22,6
São Paulo 4,4 14,5
Paraná 0,3 1,1
Outros 0,3 1,0
TOTAL 30,1 100,0
O gráfico da variação estacional
do período 1990/99, indica dois perí-
odos de preços compensadores, sob
a ótica do produtor da variedade Pra-
ta: fevereiro e, especialmente, junho/
agosto. Neste último, os preços situ-
am-se em 15% acima de média anu-
al (Figura 5, linha vermelha).
Com referência ao volume, o pe-
ríodo outubro/dezembro apresenta
maior concentração de oferta, 11%
acima da média anual, o que se re-
flete nos preços que chegam a cair
em até 26% abaixo da média anual,
no mês de novembro (Figura 5, li-
nha vermelha).
Banana Nanica
Mesmo sendo a principal varieda-
de comercializada nos mercados bra-
sileiro e mundial, a banana Nanica
situa-se em segunda posição na pre-
ferência do mercado mineiro. Levan-
tamento realizado pela EMATER/MG,
em 1999, indica que o Estado cultiva
2,2 mil ha, responsáveis por uma pro-
dução de 38,7 mil t.
Em relação à comercialização, a
CEASA/MG, unidade de Contagem,
registrou o movimento de 30,1 mil t
em 1999, o que representou um au-
mento de cerca de 16%, quando
comparado com 1990, embora no
período tenha-se observado volume
praticamente constante (Figura 3 –
linha verde).
A banana comercializada em
1999, na CEASA/MG, teve o próprio
Estado como principal fornecedor,
participando com 60,8% do volume
total, seguido do Estado de SantaBanana Prata.
Catarina, com 22,6 %; São Paulo,
com 14,5%; e outros Estados, 2,1%.
(Tabela 4).
Em relação aos meses de melho-
res preços para o produtor desta va-
riedade,as curvas de variação
estacional indicam o período setem-
bro/outubro, quando a amplitude de
variação chega a atingir 13% acima
da média, em setembro (Figura 6 -
linha vermelha).
FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais
FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000
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Banana Maçã
A banana Maçã é a terceira, na
preferência dos consumidores minei-
ros com 2,9 mil t comercializadas na
CEASA/MG, em 1999, contra 3,8 mil
t em 1990. O decréscimo de 24,3%
no volume comercializado pode ser
indicador de tendência de diminuição
do consumo. (Figura 3 – linha azul).
Para o produtor da fruta, o perío-
do agosto/dezembro foi o de melho-
res preços, situados, em média,
13,7% acima da média anual. Neste
período foram identificados dois pi-
ques de 17%, em setembro e dezem-
bro (Figura 7 – linha vermelha).
Neste mesmo período, em no-
vembro, o volume comercializado
caiu 31% em relação à média. A con-
centração da oferta ocorre entre os
meses de março e maio, ficando, em
média, 11% acima da média anual,
com refelexo nos preços, que che-
gam a atingir, em abril, 16% abaixo
da média. (Figura 7 – linha azul).
O Estado de Minas Gerais foi o
maior fornecedor da variedade Maçã
para a CEASA/MG, com 1,0 mil t, em
1999, representando 35,3% do volu-
me comercializado nesta Central. O
Estado de Mato Grosso, em segun-
do lugar, participou com 18%, segui-
do do Espírito Santo, com 17,8%,
Mato Grosso do Sul, com 13,1%, São
Paulo com 11,3% e outros Estados,
com 4,5%. (Tabela 5).
Tabela 5 - Procedência da Banana
Nanica comercializada na CEASA/
MG em 1999.
Fonte: CEASA/MG - Agridata 2000
Estado Volume
mil t
Particip.
%
Minas Gerais 1,0 35,3
Mato Grosso 0,5 18,0
Espírito Santo 0,5 17,8
Mato Grosso Sul 0,4 13,1
São Paulo 0,3 11,3
Outros 0,1 4,5
TOTAL 2,9 100,0
Banana Maçã.
Banana Nanica.
PRODUÇÃO
Localizar o bananal, preferencial-
mente, em regiões com a tempera-
tura média em torno de 28 ºC, com
mínimas não inferiores a 18 ºC e má-
ximas não superiores a 35 ºC. É in-
dispensável a suplementação de
água por irrigação em locais onde a
precipitação efetiva for inferior a 100
mm/mês;
• utilizar mudas de boa procedên-
cia, de matrizes com alta produtivi-
dade, isentas de pragas, doenças e
ervas daninhas, tais como as obtidas
por cultura de tecido (foto a seguir);
• manter as plantas em níveis
nutricionais adequados, baseando as
adubações em análises de solo e foliar;
• monitorar e controlar as pragas
(broca-do-rizoma, tripes da flor, tra-
ça da bananeira, pulgão da bananei-
ra e abelha arapuá), as doenças
fúngicas (sigatoka-amarela e mal do
panamá), bacterianas (moko ou mur-
cha-bacteriana), viróticas (bunch top
e vírus do mosaico do pepino) e
nematóides;
• estar alerta ao aparecimento da
doença fúngica Sigatoka Negra, evi-
tando a aquisição de mudas de lo-
cais onde a doença já foi detectada.
Caso a sua presença seja constada,
adotar as seguintes medidas: a) in-
formar imediatamente as autoridades
fitossanitárias locais; b) podar e eli-
FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais
FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000
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• após o corte, partir o
pseudocaule, visando acelerar o seu
secamento e a decomposição e in-
corporação da matéria orgânica.
COLHEITA
Para a variedade Nanica, o perío-
do entre o plantio e a colheita é, em
média, de 11 a 12,5 meses. O rendi-
mento médio, em regiões tradicional-
mente produtoras, é de até 1500 ca-
chos por hectare ou 30-40 t/ha;
• de maneira geral, o corte dos
cachos é feito quando os frutos loca-
lizados no meio do cacho apresenta-
rem desenvolvimento máximo do seu
diâmetro ( aproximadamente 32mm).
Esta medida deve ser feita utilizan-
do-se calibradores que permitem
conferir maior precisão e uniformida-
de à colheita;
• nas variedades Nanica, Nanicão,
Prata e Maçã o desaparecimento das
quinas e angulosidades da fruta é um
dos principais indicadores visuais de
que os frutos atingiram o pleno desen-
volvimento fisiológico. A colheita não
deve ser realizada antes desta fase.
• a colheita deve ser feita por dois
operários. Um corta parcialmente o
pseudocaule e o outro, com uma es-
puma no ombro, ampara cuidadosa-
mente o cacho, evitando que este
atinja o solo. Posteriormente, o pri-
meiro operário corta o engaço para
que o segundo leve o cacho ao
carreador, ou cabo aéreo, para o
transporte até ao barracão de des-
pencamento e embalagem. Os colhe-
dores e operadores devem ser ade-
quadamente treinados para evitar
danos aos frutos.
Viveiro e muda multiplicada por cultura de tecido. Mudas produzidas por
essa técnica, apresentam-se livres de pragas e doenças, alto vigor e tama-
nho uniforme, facilidade no plantio e pegamento mais rápido.
minar periodicamente as folhas afe-
tadas evitando a disseminação da
doença e c) aplicar os fungicidas
indicados para a doença por um
Agrônomo.
• a produção do bananal pode
ser deslocada para épocas de me-
lhores preços (Figuras 5, 6 e 7), atra-
vés da época de plantio, manejo das
touceiras e pela eliminação progra-
mada das brotações (filhos e netos);
• deixar apenas a planta mãe,
para cada ciclo do bananal, um filho
e um neto, ou a mãe e um ou dois
seguidores (filhos), eliminando-se os
demais. A data correta do desbaste
depende do tipo de muda, da varie-
dade, do sistema de cultivo, da épo-
ca de plantio, da altitude local e da
época que se deseja comercializar;
•realizar essa operação, com o
necessário conhecimento da dura-
ção do ciclo vegetativo da variedade
que se pretende manejar. Com base
nestes dados, o desbaste é feito cor-
tando-se a parte aérea dos brotos,
rente ao solo. Em seguida, extrai-se
a gema apical com a ajuda de uma
ferramenta denominada “Lurdinha”;
• proteger o pomar com quebra-
ventos, para evitar danos causados
por ventos fortes, torção e tomba-
mento das plantas, principalmente
se abrigarem cachos. Neste caso,
deve-se escorar as plantas com va-
ras ou com fios de polipropileno,
material durável, de baixo custo e de
fácil manejo;
Sintoma do ataque de Sigatoka negra, doença fúngica recentemente introduzida
no Brasil. Os bananicultores devem estar atentos ao seu aparecimento.
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• eliminar, periodicamente, tan-
to as folhas secas e mortas como
as parcialmente verdes com o
pecíolo quebrado. Esta operação
permite melhorar o arejamento e
luminosidade do pomar e evitar
possíveis danos aos cachos;
• ensacar os cachos, em poma-
res destinados a mercados mais no-
bres, com sacos de polietileno, visan-
do a proteção e a melhoria geral da
qualidade dos frutos;
• cortar o pseudocaule das ba-
naneiras de forma gradual após a co-
lheita dos cachos. Este procedimen-
to permite que as bananeiras restan-
tes recebam as reservas de água e
sais minerais das recém cortadas.
Para essa operação utilizar ferramen-
tas desinfetadas;
FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais
FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000
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Tabela 6 - Classificação da Banana por tipos (Grupo Cavendish).
PÓS-COLHEITA
No barracão, despencar, lavar, tra-
tar, selecionar e dividir em pencas ou
buquês. Os frutos individuais (dedos
ou “singles”) retirados na elaboração
dos buquês ou pencas, podem ser uti-
lizados para mercados institucionais
(escolas, bandejões etc.);
Transporte dos cachos colhidos em
cabos aéreos. Esse sistema conduz
os cachos até o galpão de embala-
gem sem danificar os frutos.
Tabela 7 - Tolerância de defeito graves e leves em Bananas do grupo
Cavendish.
Tabela 8 - Classificação para Banana Prata-Anã estabelecida pela
ABANORTE.
(1) Buquê, (2) Penca, (3) Dedo ou “Single”
O diâmetro dos frutos, medidos em graus bananeiros (1 grau=1/32 avos de polegada), foram arredondados
visando dar maior praticidade à classificação.
Fonte: Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas - ABANORTE
Galpão de despencamento, lavagem,
tratamento e embalagem de bananas
destinadas à exportação.
Tipo Exportação Primeira Segunda
Classe I
(comprimento mínimo) (cm)
16 (1)
14 (2)
12 (3)
14 12
Classe II
(diâmetro mínimo) (mm)
>38(1)
32 - 38 (2 e 3) 32 29
Forma de apresentação Buquê, Penca e Dedo Penca e
Buquê
Penca e
Buquê
Embalagem/Peso líquido
Papelão 18,3 kg (1)
Papelão 15,8-16,4 kg (2)
Papelão 19-20 kg (3)
Madeira 22 kg Madeira 22 kg
Categoria Extra Categoria I Categoria II Categoria III
Defeitos Graves
Amassados 0 1 5 20
Dano profundo 0 1 5 20
Queimado de sol 0 2 5 20
Podridão 0 1 2 10
Lesões severas de trips 0 5 10 20
Lesões/Manchas 0 5 10 20
Imaturo 0 1 5 10
Total de Defeitos Graves 0 5 10 20
Defeitos Leves 5 10 20 100
Total Geral 5 10 20 100
Tipo Exportação A B C
Classe I (comprimento) 22 18 a 22 18 a 26 12 a 26
Classe II (diâmetro) 32 32 a 36 28 a 39 27 a 39
Sub-classe
(forma de apresentação)
Buquê Buquê Buquê e
Penca
Buquê, Penca
e Dedo
Qualidade Extra Categoria I Categoria II Categoria III
• Na classificação, utilizar os pa-
drões de adesão voluntária, estabe-
lecidos pela Câmara Setorial de Fru-
tas de São Paulo, para o grupo
Cavendish (Nanica, Nanicão e Gran-
de Naine), ou o da ABANORTE - As-
sociação Central dos Fruticultores do
Norte de Minas, para o grupo Prata
(Tabelas 6, 7, 8 e Figura 8 );
• embalar em caixas de papelão
de 18 kg paletizáveis, revestidas com
plástico, quando o produto se desti-
na a mercados mais nobres ou em
caixas de madeiras tipo “Torito” de
22 kg, quando se destina a merca-
dos menos exigentes;
• no caso da necessidade de ar-
mazenagem a frio (fechamento de
carga e entrega programada), colo-
car as bananas embaladas em am-
biente refrigerado a 14ºC e 90 a 95%
de umidade relativa por até 30 dias,
se embaladas em sacos de
polietileno. Ao final deste período, re-
mover as caixas para a câmara de
maturação, onde devem são tratadas
com etileno;
Estas recomendações podem va-
riar de região para região, em função,
COMERCIALIZAÇÃO
A comparação dos preços das
três variedades analisadas revela que
a Maçã obteve melhores cotações no
mercado mineiro, especialmente a
partir de 1994 até 1999. Neste ano,
os preços da banana Maçã situaram-
se em 215% superiores aos da Nanica
e 130% aos da Prata. (Figura 2).
Esta constatação, acrescida do
período mais longo de preços
compensadores para o produtor, in-
dica ser esta variedade mais estimu-
lante, ressalvando-se as dificuldades
tecnológicas de produção que devem
merecer atenção especial.
Por outro lado, conquanto a ba-
nana Maçã tenha melhores preços,
o mercado da Prata tem crescido
Caixas de papelão de 18 kg paletiza-
das, possiblitando a movimentação
mecanizada do conjunto, da propri-
edade ao varejo. Este sistema evita
perdas e dá maior eficiência ao
transporte.
Fonte: Programa Paulista Para Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortigranjeiros.
Fonte: Programa Paulista Para Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortigranjeiros.
principalmente, do clima e do solo.
Em caso de dúvidas, procurar a ori-
entação de agrônomos locais.
FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais
FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000
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Figura 8 - Classificação para Bananas do grupo Cavendish e Prata.
ESCALAS DE CORES GRUPO
Cavendish
(Nanica, Nanicão, Grande Naine e outras)
Classe I ou Comprimento
CLASSE
(Comprimento e Diâmetro do Fruto)
12 13 16 18 22 26
13cm a 16cm >16cm a 18cm >18cm a 22cm >22cm a 26cm >26cm
27
Classe II ou Diâmetro
28 32 36 39
28 a 32mm >32 a 36mm >36 a 39mm >39mm
SUB-CLASSE
(Classificação Segundo a forma de apresentação)
Dedo ou “Single”
(1 fruto)
Buquê
(de 3 a 9 frutos)
Penca
(mais de 9 frutos)
1
2
3
4
5
6
7
1- Totalmente verde,
2 - Verde com traços amarelos,
3 - Mais verde que amarelo,
4 - Mais amarelo que verde,
5 - Amarelo com a ponta verde,
6 - Todo Amarelo (banana com excelente
qualidade de cor e consumo),
7 - Amarelo com áreas marrons
Fonte: Programa Paulista Para a Melhoria dos Padrões Comerciais e Embagens de Hortifrutigranjeiros - (11) 3643-3892 - cqh@ceagesp.com.br
 Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas - ABANORTE - (38) 821-2936 - abanorte@nortecnet.com.br
Exportação
>12cm >14cm >16cm
Segunda
Primeira
Forma correta para a medição do
comprimento e diâmetro do fruto
Para o comprimento,
deve-se tomar a medida
na parte exterior do fruto
de onde começa a polpa
até a ponta do fruto.
Para o diâmetro, deve-se
tomar a medida do centro
do fruto do meio da penca
ou do buquê.
Base do
pedúculo
Ponta do fruto
M
edida externaCentro do
fruto
38
>38mm
32
>32mm
29
>29mm
Grupo Cavendish
GRUPO
Prata
Classe I ou Comprimento
Classe II ou Diâmetro
FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais
FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000
8
MINISTÉRIO DA
INTEGRAÇÃO NACIONAL
Para maiores informações contactar: MI - SIH - IICA - BRA 97/012
SGAN 601 - ED. CODEVASF - Sala 411 Brasília - DF - 70830-901 - Tel.: (61) 317-8212/317-8211- Fax: (61) 322-1735
Equipe Técnica:
Artur Saabor-asaabor@solar.com.br, Luís Henrique Sganzella Lopes-lhlopes@solar.com.br, Marcelo Mancuso da Cunha-mmcunha@solar.com.br,
Carlos Fernandes. Apoio técnico: Nelson Morelli
Colaboraram com este número:
Anita de Souza Dias Guiterrez-CEAGESP/CQH; Carlos Welligton F. Santos CODEVASF; Elias Teixeira Pires-Plena Consultoria; Francisco E. Rodrigues - Plant Business,
Gilson dos Santos Neves-CEASA/MG; Lurimar José Tozetto-CODEVASF; Jean Paul Gayet - Consultor; Mário R. Vilela-Consultor; Peter Alex Honzak-ABANORTE;
Ubirajara Gomes-CODEVASF;
Tabela 9 - Relação dos atacadistas da CEASA/MG – Belo Horizonte
Fonte: CEASA/MG
compra, inclusive fechando contra-
tos de fornecimento.
Para contatos comerciais na
CEASA/MG, consulte a relação de ata-
cadistas da Tabela 9, acima. Mais in-
formações junto ao setor super-
mercadista de Minas Gerais, deve-se
procurar a Associação Mineira de Su-
permercados - AMIS,(31) 291-5022.
INTERNET - SITES ÚTEIS
www.agridata.mg.gov.br
www.brazilianfruit.com.br
www.delmont.com
www.dole.com
www.chiquita.com
www.ceagesp.com.br
www.ceasacampinas.com.br
www.integracao.gov.br
www.codevasf.gov.br
www.iea.sp.gov.br
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www.embrapa.com.br
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REFERÊNCAS
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do Norte de Minas Gerais. Associação Central
dos Produtores do Norte de Minas Gerais-
ABANORTE. Janaúba, 24p.,1998.
vigorosamente nos últimos anos,
conforme relatado anteriormente.
Esta constatação deve, também, ser
levada em consideração pelos pro-
dutores, pois indica uma preferên-
cia do consumidor mineiro por esta
variedade.
A observação dos períodos de
preços, sob a ótica do produtor, indi-
ca que as variedades Prata e Maçã
tem períodos complementares de
cotação mais elevada. Fevereiro e
junho/agosto, para a Prata e agosto/
dezembro para a Maçã (Figura 9).
Esta constatação deve ser levada em
consideração, pois um plantio com
estas duas variedades permite aos
produtores otimizar suas receitas,
nos oito meses de preços elevados
durante o ano. Obviamente devem ser
levados em consideração os aspec-
tos tecnológicos e de manejo que ne-
cessitariam ser tomados em cultivos
com “mix” destas duas variedades.
Deve ser levado em consideração,
ainda, independentemente da varieda-
de, a necessidade de tratamentos pós-
colheita e a adoção de padrões de
qualidade dos frutos e das embalagensque valorizam e preservam o produto,
dando-lhe maior valor de mercado.
Outro aspecto importante diz res-
peito ao aumento dos preços de
insumos observado nos últimos
anos, que elevou substancialmente
os custos de produção. Em conse-
qüência, os produtores devem dar
especial atenção à produtividade, à
organização para compras conjun-
tas de insumos, bem como para o
transporte de cargas fechadas. Tais
procedimentos diminuem custos e
contribuem para aumentar o poder
de barganha dos produtores, frente
a seus compradores.
Antes do período de preparo da
produção para a colheita, é impor-
tante entrar em contato com possí-
veis compradores em diversos locais
para obter informações sobre a
evolução dos preços e intenção de
Nome da Empresa Endereço Telefone (31)
Bananas Ferreira Ltda. Pav: R - Boxes 03 E 04 394-1223
Brasnica Frutas Tropicais Ltda. Pav: S - Boxes 06 E 07 394-1608
Crol - Comercial Ochi Ltda. Pav: I - Boxes 05 A 07 394-1628
Distribuidora de Frutas Norte Minas Ltda. Pav: S - Boxes 38 E 40 394-1050
Distribuidora de Frutas Lafaiete Ltda. Pav: S - Boxes 06 E 07 394-1793
Distribuidora de Frutas Linhares Ltda. Pav: R - Boxes 33 A 35 394-2457
Distribuidora de Frutas Luciana Ltda. Pav: R - Boxes 01 E 36 394-1055
Distribuidora de Frutas Sulminas Ltda. Pav: R - Box 05 394-2341
Ibrahim Prod. Com. Banana Climati. Ltda. Pav: Q - Boxes 02 A 04 394.2700
Comercial Las Frutas Pav: M - Box 607 394-1048/2866
Minas Capixaba Dist. De Frutas Ltda. Pav: R - Boxes 02 E 36 394-2885
Nectar Frutas Ltda. Pav: S - Boxes 04 E 39 394-1325
Sulminas Comercial Ltda. Pav: R - Boxes 03 E 04 394-2341
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	Apresentação
	Mercado
	Banana Gande Naine
	Figura 1 (Área Colhida e Produção de Banana por Região no Brasil.
	Tabela 1 - Variedades Comercializadas na CEASA/MG, em 1999.
	Figura 2 Procedência da Banana Prata Comercializada nas CEASAS

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