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Questões resolvidas

Em relação ao consumo materno de álcool na gestação: I. Deve ser evitado apenas no primeiro trimestre de gestação, pelo efeito teratogênico do álcool; II. Está associado à ocorrência de restrição de crescimento intrauterino, malformações cerebrais, faciais e cardíacas; III. Mesmo que o indivíduo não apresente as características fenotípicas clássicas, os efeitos da exposição fetal ao álcool podem se manifestar tardiamente com alterações do desenvolvimento neuropsicomotor.
A) apenas II está correta.
B) apenas I e III estão corretas.
C) apenas II e III estão corretas.
D) todas as alternativas estão corretas.

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Questões resolvidas

Em relação ao consumo materno de álcool na gestação: I. Deve ser evitado apenas no primeiro trimestre de gestação, pelo efeito teratogênico do álcool; II. Está associado à ocorrência de restrição de crescimento intrauterino, malformações cerebrais, faciais e cardíacas; III. Mesmo que o indivíduo não apresente as características fenotípicas clássicas, os efeitos da exposição fetal ao álcool podem se manifestar tardiamente com alterações do desenvolvimento neuropsicomotor.
A) apenas II está correta.
B) apenas I e III estão corretas.
C) apenas II e III estão corretas.
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PRÉ-NATAL
P R O F . A N A S O U Z A , P R O F . M A R I N A A Y A B E
E P R O F . N A T Á L I A C A R V A H O 
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PROF. ANA
SOUZA, PROF. 
MARINA AYABE 
E PROF. NATÁLIA 
CARVAHO
APRESENTAÇÃO:
Olá, Doc! Você está prestes a iniciar o estudo de um dos 
temas mais importantes para a prática da Obstetrícia e para as 
suas provas de Residência Médica: a assistência pré-natal. 
Apesar de à primeira vista parecer um tema corriqueiro, 
minha sugestão é para que você faça essa leitura de forma 
bastante cuidadosa, buscando solidificar esses conhecimentos 
relativamente simples, mas fundamentais para a sua prova de 
obstetrícia. 
Particularmente, considero que o sucesso para responder 
corretamente às questões a respeito dos cuidados relativos ao 
pré-natal esteja em habituar-se a prestar atenção aos detalhes. 
São questões, na maioria das vezes, relativamente fáceis, sendo 
fundamental que você não perca pontos ao respondê-las.
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Uma consideração bastante importante a respeito desse 
tema é que, geralmente, as provas de Residência Médica 
baseiam-se no protocolo de cuidados para assistência pré-natal 
proposto pelo Ministério da Saúde, porém é essencial que você 
conheça o protocolo assumido pelo serviço onde você está 
realizando a prova. Particularidades de cada um desses serviços 
podem influenciar na escolha correta da questão. Durante esta 
leitura, chamarei sua atenção, sempre que necessário, para as 
condutas diferentes de alguns serviços.
No decorrer desta leitura, você perceberá que farei 
referência a diversos livros do nosso curso, o que é natural ao 
pensarmos que o pré-natal envolve o momento de diagnóstico 
e cuidado das diversas condições que se associam ou ocorrem 
durante a gravidez. Apesar de tantas correlações com outros livros 
digitais, minha dica, antes de iniciarmos o estudo da assistência 
ao pré-natal, visando que ele seja facilitado e, dessa forma, 
mais prazeroso, é que você estude previamente o livro digital 
MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GESTAÇÃO. 
Ter clareza a respeito das transformações que ocorrem 
no corpo materno durante a gravidez vai ajudá-lo a entender 
as queixas e os cuidados mais característicos de cada trimestre 
da gestação e até mesmo critérios relacionados ao diagnóstico 
da gestação. Então, se ainda não estudou esse tema, minha 
Estratégia MED realizou das principais provas do país nos últimos 
anos. Porcentagem bastante expressiva, não é, Doc? Portanto, 
anime-se!!! Você está iniciando um livro digital que lhe garante 
cerca de 10% das questões de Obstetrícia da sua prova.
O gráfico abaixo demonstra a distribuição dos principais 
grandes temas obstétricos de acordo com sua frequência 
nas provas de Residência Médica. Ressalto que, dentro de 
assistência ao pré-natal, os tópicos relativos à rotina de exames 
complementares são muito mais frequentes nas provas do que 
as questões a respeito de anamnese obstétrica, exame físico ou 
datação da gestação, porém estes últimos são essenciais para 
que você realize com segurança a maioria das estações práticas 
de Obstetrícia, por isso também serão abordados com atenção 
nas próximas páginas.
A engenharia reversa revela que cerca 
de 10% das questões de obstetrícia nas 
provas de Residência Médica são a respeito 
de assistência ao pré-natal, de acordo com o 
levantamento que a equipe de Obstetrícia do 
sugestão é que interrompa sua leitura por aqui e estude-o. 
Agora, caso já tenha feito isso, vamos prosseguir lapidando 
seus conhecimentos obstétricos sobre esse tema extremamente 
relevante.
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0 20 40 65 80 100 120 140 160
Diabetes na gestação
Assistência ao parto
Sangramento da segunda metade
Vitalidade fetal
Distúrbios hipertensivos da gestação
Assistência pré-natal
Sangramento da primeira metade
Doenças infecciosas
Partograma e distocias
Trabalho de parto prematuro
Rotura prematura de membranas fetais
Hemorragia pós-parto
Estática fetal, bacia obstétrica e 
mecanismos de parto
Modificações fisiológicas
Gestação múltipla
Restrição de crescimento fetal
Indução do parto
Aloimunização e doença hemolítica 
perinatal
Ultrassom em obstetrícia
Parto vaginal operatório
Abortamento de repetição
Rastreamento de aneuploidias
Infecção puerperal
Anemia na gestação
Alteração do volume de líquido amniótico
Lúpus na gestação
Trombose na gestação
Outras doenças na gestação
Cardiopatias
Tireoidopatias
Pós-termo
Óbito fetal
Fisiologia fetal
ESTATÍSTICA OBSTETRÍCIA PROVA DE RESIDÊNCIA MÉDICA ÚLTIMOS 6 ANOS
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Os tópicos mais cobrados dentro desse tema foram: exames complementares e imunização. O gráfico abaixo mostra todos os 
tópicos cobrados sobre esse tema.
Esperamos ter conseguido demonstrar a você a relevância desse estudo para a sua caminhada rumo à aprovação e que esta leitura 
seja agradável e contribua para que seu aprendizado seja natural e progressivo. 
Vamos lá? A Residência aguarda você!
36%
24%
16%
11%
6%
5%
2%
Imunização
Exames complementares
Exame �sico
Avaliação de risco gestacional
Anamnese
Queixas mais comuns na gestação
Periodicidade de consultas
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6
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SUMÁRIO
1.0 PRÉ-NATAL 9
2.0 ANAMNESE OBSTÉTRICA 14
2.1 IDENTIFICAÇÃO 14
2.1.1 IDADE 14
2.1.2 ESCOLARIDADE 16
2.1.3 PROCEDÊNCIA 16
2.1.4 SITUAÇÃO CONJUGAL 17
2.1.5 OCUPAÇÃO 17
2.2 ANTECEDENTES FAMILIARES 18
2.3 ANTECEDENTES PESSOAIS CLÍNICOS 18
2.3.1 USO DE MEDICAÇÕES DURANTE A GRAVIDEZ 20
2.3.2 HÁBITOS E VÍCIOS DURANTE A GRAVIDEZ 27
2.4 ANTECEDENTES PESSOAIS CIRÚRGICOS 29
2.5 ANTECEDENTES GINECOLÓGICOS 30
2.6 ANTECEDENTES OBSTÉTRICOS 33
2.6.1 PARIDADE 33
2.6.2 ORDEM CRONOLÓGICA DOS DESFECHOS E PARTICULARIDADES DAS GESTAÇÕES ANTERIORES 36
2.7 QUATRO PERGUNTAS-CHAVE PARA ANAMNESE OBSTÉTRICA 39
2.8 DETERMINAÇÃO DO RISCO GESTACIONAL 40
3.0 EXAME FÍSICO OBSTÉTRICO 45
3.1 PRESSÃO ARTERIAL 46
3.2 PESO 46
3.3 MEMBROS INFERIORES 53
3.4 EXAME OBSTÉTRICO ABDOMINAL 54
3.4.1 INSPEÇÃO ABDOMINAL 54
3.4.2 MANOBRAS OBSTÉTRICAS 55
3.4.3 ALTURA UTERINA 59
3.4.4 AUSCULTA DOS BATIMENTOS CARDÍACOS FETAIS 64
4.0 DIAGNÓSTICO DE GESTAÇÃO 69
4.1 DIAGNÓSTICO CLÍNICO 69
4.2 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 70
4.3 DIAGNÓSTICO POR IMAGEM 71
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5.0 CÁLCULO DA IDADE GESTACIONAL 73
5.1 PELA DATA DA ÚLTIMA MENSTRUAÇÃO (DUM) 73
5.2 PELA ULTRASSONOGRAFIA 75
5.3 PELA ALTURA UTERINA 79
6.0 DATA PROVÁVEL DO PARTO 82
7.0 PRINCIPAIS SINTOMAS NA GESTAÇÃO 84
7.1 HIPERÊMESE GRAVÍDICA 84
7.1.1 QUADRO CLÍNICO 86
7.1.2 TRATAMENTO 86
8.0 EXAMES COMPLEMENTARES – ROTINA DA PRIMEIRA CONSULTA DE PRÉ-NATAL 90
8.1 EXAMES SÉRICOS GERAIS 91
8.1.1 HEMOGRAMA 92
8.1.2 TIPAGEM SANGUÍNEA E PESQUISA DE ANTICORPOS IRREGULARES/COOMBSAyabe e Prof. Natália Carvalho| Curso Extensivo | 2024
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OBSTETRICIA
Figura 1. Métodos contraceptivos.
Ainda sobre o histórico ginecológico, a história de nódulos ou 
outras alterações mamárias precisa ser conhecida, especialmente 
se não foi adequadamente investigada previamente.
Sabendo-se que tumores mamários podem desenvolver-se 
de maneira acelerada quando expostos aos hormônios femininos, 
o que ocorrerá abundantemente durante a gravidez, o exame físico 
no início da gestação, quando as modificações gravídicas ainda não 
são tão marcantes, poderá revelar alterações que demandarão 
cuidados específicos. Detalhes sobre o seguimento do câncer de 
mama durante a gestação podem ser estudados no livro digital 
CÂNCER DE MAMA.
Quanto às cirurgias ginecológicas anteriormente realizadas 
pela gestante, algumas delas poderão influenciar nos cuidados 
oferecidos à gestante, tanto durante a gravidez quanto no parto.
Por exemplo, na presença de cicatrizes uterinas, como no 
caso de mulheres que realizaram miomectomia, ou seja, cirurgia 
para retirada de mioma uterino, com abertura do endométrio, é 
desaconselhado o parto via baixa, em razão de aumento do risco 
de rotura uterina, devendo ser encaminhadas para planejamento 
do parto cesáreo eletivo no momento oportuno.
Perceba, ainda, que, se a gestante tiver miomas uterinos, a 
localização e o tamanho deles podem também impactar no decorrer 
da gestação. Poderá acarretar, por exemplo, mais desconforto e dor 
associados ao aumento do volume uterino, como também interferir 
na decisão de via de parto, se obstruir eventualmente a passagem 
do feto para o canal de parto, ou aumentar o risco de atonia uterina 
após o nascimento. 
Observe a figura abaixo para relembrar as diversas possíveis 
apresentações do mioma uterino. Você pode estudar a respeito da 
miomatose uterina e seu tratamento no livro digital MIOMATOSE 
UTERINA.
REVERSÍVEIS
Laqueadura
MÉTODOS
CONTRACEPTIVOS
IRREVERSÍVEIS
HORMONAIS
Vasectomia
DIU de cobre
DIU de 
levonorgestrel*
* O DIU de levonorgestrel também está incluso nos métodos hormonais
Pílulas de 
progesterona
APENAS COM
PROGESTÁGENOS
Injetável
trimestral
Pílulas
combinadas
Anel
vaginal
COMBINADOS
Injetável
mensal
Adesivo
transdérmico
Diafragma
Espermicidas
Preservativo
feminino
Preservativo
masculino
Esponjas
Capuz
cervical
Muco cervical
Amenorreia
lactacional
Ogino-
Knaus
Temperatura
basal
Sintotérmico
Coito
interrompido
Implante 
subdérmico de
etonogestrel
DIU de
levonorgestrel
DISPOSITIVOS
INTRAUTERINOS (DIU)BARREIRACOMPORTAMENTAIS
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Figura 2. Miomatose uterina.
Outra cirurgia ginecológica que pode interferir na evolução da gestação é a realização de exérese da zona de transformação (EZT) do 
colo uterino, também chamada de cirurgia de alta frequência (CAF) ou conização, por lesões pré-neoplásicas em colo uterino, conforme você 
pode estudar no livro digital RASTREAMENTO DO CÂNCER DE COLO UTERINO. 
Figura 3. EZT realizada por meio de cirurgia de alta frequência com eletrodo alça.
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Perceba que, a depender da porção do colo que foi retirada, 
pode haver risco maior ou menor de a gestante apresentar colo 
curto ou parto prematuro.
Assim como esses, muitos são os exemplos de como o 
histórico ginecológico pode influenciar nos cuidados obstétricos 
atuais. Cirurgias prévias para endometriose podem impactar na 
gestação, como já abordado nos antecedentes cirúrgicos; história de 
síndrome de ovário policístico representa maior risco de a grávida 
apresentar diabetes gestacional; lesões relacionadas à infecção 
pelo HPV podem desenvolver-se de forma acelerada durante a 
gestação e até obstruir o canal de parto; infecção herpética genital 
ativa contraindicará o parto vaginal, sendo um cuidado importante 
realizar o tratamento profilático para essa gestante; entre tantos 
outros.
2.6 ANTECEDENTES OBSTÉTRICOS
Enfim, chegamos ao estudo dos antecedentes 
obstétricos. Para iniciarmos essa leitura, quero 
pedir sua atenção cuidadosa, Doc! Esse é um tópico 
bastante importante para que você compreenda 
diversos conceitos obstétricos que influenciam tanto 
nos cuidados pré-natais quanto no parto. Respire fundo e vamos lá! 
Quando investigamos os antecedentes obstétricos, é 
essencial investigar: 
• Paridade
• Ordem cronológica dos desfechos das gestações
• Particularidades do(s) abortamento(s) que 
ocorreu(ram) 
• Particularidades do(s) parto(s) que ocorreu(ram) 
2.6.1 PARIDADE
Paridade refere-se a quantas vezes a gestante engravidou, quantos partos e/ou abortamentos já teve.
Classicamente, essa informação é apresentada por números 
que antecedem letras. Podem ser usados números romanos ou 
arábicos na descrição. A primeira letra refere-se ao número de 
gestações e simboliza gesta (G). A segunda representa o número de 
partos e simboliza a palavra para (P). A última letra representa as 
gestações que culminaram em outros desfechos que não um parto, 
mais comumente em um abortamento (A).
À primeira vista, um conceito bastante simples, não é, Doc? 
Porém, vamos pensar juntos algumas situações que podem causar 
dúvida para que isso não ocorra com você. 
Perceba que o número de gestações demonstra quantas vezes 
essa mulher concebeu, independentemente de o desfecho ter sido 
um parto ou abortamento. Muitas vezes, as mulheres respondem à 
pergunta de quantas vezes ficaram grávidas contabilizando apenas 
as gestações que culminaram em partos de filhos vivos. 
Enfim, Doc, a lista é grande. Minha intenção, 
aqui, foi tentar chamar sua atenção para como os 
tópicos que você estuda no curso de ginecologia 
podem ser aplicados nos cuidados obstétricos. 
Habitue-se, para a sua prática clínica e para a prova, 
a fazer o intercâmbio de seus conhecimentos. Dessa maneira, seu 
raciocínio diagnóstico será mais amplo e fluido.
Uma dica para a sua prática clínica ou para 
a sua estação prática com atriz é complementar 
essa pergunta questionando se ela já teve algum 
aborto. 
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Quanto ao número de partos, lembre-se de que eles se 
referem ao número de nascimentos, independentemente de tratar-
se de um nascido vivo ou de um natimorto. 
Aqui, o conceito importante para não ter dúvida se 
contabilizará o natimorto como parto ou abortamento, ao 
determinar a paridade da gestante, é ter clareza sobre a definição 
de abortamento, que você pode estudar detalhadamente no livro 
digital SANGRAMENTO DA PRIMEIRA METADE DA GESTAÇÃO. 
Abortamento refere-se ao produto conceptual eliminado ainda menor de 20 semanas com menos de 500 gramas.
Portanto, perceba que, se o nascimento foi de um feto com mais de 20 semanas e com mais de 500 g, deverá ser chamado de parto; 
do contrário, será chamado de abortamento.
Outro ponto que pode gerar dúvidas na determinação da paridade de uma gestante é diante do relato de gestações 
múltiplas. A maioria dos autores e, consequentemente, as questões das provas observadas pela engenharia reversa consideram 
que a contabilização seja de um único evento, independentemente de quantos fetos foram concebidos e nasceram. 
Quanto ao número de abortamentos, é frequente associar-se ao número que acompanha a letra A, na descrição da 
paridade, não só as gestações que culminaram em abortamento, mas também gestações ectópicas e molares. 
A dica para quando você for apresentar um caso clínico ou responder a uma questão dissertativa, em que a gestante apresente 
históriade gestação ectópica ou molar, é que especifique o desfecho diferente de abortamento, acrescentando a informação entre 
parênteses após a nomenclatura da paridade, por exemplo:
3G 1P 1A (gestação ectópica à esquerda).
DE OLHO NA PROVA PRÁTICA
Doc, para realizar bem qualquer estação prática de obstetrícia, será fundamental que você consiga determinar ou 
interpretar a nomenclatura obstétrica para determinar a paridade da gestante. 
__G __P __A
Vamos fazer uma pausa para responder a uma questão sobre esse tema e fixar esse conceito.
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(UFPB 2022) Puérpera, 30 anos, teve parto cesáreo de trigêmeos há 3 dias. Em sua história obstétrica, consta um episódio de aborto e um 
parto normal. Qual seria a representação gráfica da paridade desta paciente?
A) G5 P1 C3 A1
B) G5 P1 C1 A1 
C) G3 P1 C1 A1
D) G3 P1 C3 A1
E) G5 P4 A1
CAI NA PROVA
COMENTÁRIOS: 
Resolvendo a questão: 
- parto cesáreo de trigêmeos há 3 dias (1 gestação e 1 paridade)
- um episódio de aborto (1 gestação e 1 aborto)
- um parto normal (1 gestação e 1 paridade)
Logo a paciente é G3P2A1 ou também classificada como G3P1C1A1.
Portanto, está correta a alternativa C. 
(SCMRP – 2021) Uma mulher – que já teve 2 partos vaginais, sendo um deles gemelar, 2 cesáreas, sendo que, numa cesárea, o feto nasceu 
morto – agora está grávida de gêmeos novamente. A representação é
A) V-gesta IV-para.
B) V-gesta V-para.
C) VII-gesta V-para.
D) VII-gesta III-para 1 natimorto.
E) V-gesta III-para 1 natimorto.
COMENTÁRIOS:
Doc, o autor apresenta a você uma extensa história obstétrica para tentar confundi-lo. No entanto, lembre-se de que você é Coruja e está 
preparado para não cair nas “pegadinhas”. Vamos pensar juntos!
Já sabemos que a maior parte dos autores considera que a paridade independe da quantidade de fetos em uma única gestação, da idade 
gestacional de resolução da gravidez ou de o feto ter nascido vivo ou morto. 
Sendo assim, perceba que a gestante apresentada no enunciado engravidou cinco vezes e teve quatro partos. Vou esquematizar as 
gestações em uma ordem hipotética para isso ficar claro para você:
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Correta a alternativa A, 
porque a gestante é V gesta IV para, uma vez que relata história de quatro gestações anteriores e está 
grávida atualmente, somando-se cinco gestações, e que as quatro gestações anteriores culminaram em 
parto, nenhuma em abortamento.
2.6.2 ORDEM CRONOLÓGICA DOS DESFECHOS E PARTICULARIDADES DAS GESTAÇÕES ANTERIORES
Além de conhecer a paridade de uma 
grávida, é importante que o pré-natalista 
saiba também as particularidades do 
que ocorreu em cada uma das gestações 
anteriores, porque algumas delas podem se repetir e demandar 
cuidados específicos nessa gestação.
Note que é muito comum as questões de provas apresentarem 
a você gestantes primigestas. Essa é uma forma de evitar brechas 
para dúvidas quanto a alguns diagnósticos e condutas obstétricas, 
facilitando o raciocínio do aluno e evitando abrir margem para 
recursos.
Uma forma de organizar o registro da sua 
anamnese sobre o histórico obstétrico da gestante 
e, dessa forma, também seu raciocínio diagnóstico 
é montar uma pequena tabela com as informações 
mais relevantes. Observe, a seguir, um exemplo de 
uma gestante cuja paridade é 3G 1P 1A:
1) parto vaginal – gestação única
2) parto vaginal – gestação gemelar
3) parto cesáreo – feto natimorto
4) parto cesáreo – feto vivo
5) gestação atual – gemelar
Ordem Desfecho
Idade 
gestacional
Intervalo 
de tempo
Dados 
do RN
Intercorrências
1a Parto cesáreo 36 semanas Há 4 anos
Nativivo, 
masculino, 
2.600 g 
Trabalho de parto prematuro, 
apresentação córmica
2a Abortamento 8 semanas Há 6 meses
Espontâneo, não realizado 
curetagem
3a Atual
Tabela 5. Exemplo de esquematização dos antecedentes obstétricos. RN = recém-nascido.
Nesse ponto do estudo, você pode estar se perguntando: 
qual é a relevância de coletar essas informações? Por que não basta 
apenas a informação quanto à paridade? E essas são excelentes 
indagações. Vamos analisar juntos algumas situações hipotéticas.
Um exemplo sobre a importância da determinação da 
ordem cronológica dos desfechos gestacionais é perceber se uma 
gestante 6G 2P 3A (sextigesta, secundípara e com história de três 
abortos) deverá ou não receber o diagnóstico de abortamento 
de repetição e receber cuidados específicos a partir disso. Vamos 
pensar juntos?
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A definição clássica de abortamento de repetição é a ocorrência de três ou mais perdas gestacionais 
espontâneas e consecutivas antes da 20ª semana de gestação.
Caso queira estudar mais detalhadamente esse tema, basta acessar o livro digital ABORTAMENTO DE 
REPETIÇÃO.
Perceba que, segundo a definição clássica de abortamento 
de repetição, fará toda diferença saber se os abortamentos foram 
espontâneos ou provocados, se eles foram consecutivos ou os 
partos ocorreram intercalados a eles, isto é, a primeira, terceira 
e quinta gestações culminaram em abortamentos espontâneos, 
mas a segunda e a quarta terminaram em partos de nativivos, 
por exemplo. Se foram abortamentos provocados, podem levar 
ao raciocínio diagnóstico de complicações relacionadas à maior 
probabilidade de abortos infectados.
Outro aspecto a ser observado é referente a procedimentos 
operatórios relacionados aos desfechos gestacionais. Note que 
o histórico de partos cesáreos ou curetagens uterinas acarretam 
aumento de riscos como acretismo placentário, que não estará 
presente em gestantes de mesma paridade, mas que apresentam 
histórico obstétrico de partos via baixa e abortamentos em que 
não foi realizada curetagem para esvaziamento uterino. Os fatores 
de risco e as demais particularidades relacionadas ao acretismo 
placentário podem ser estudados no livro digital SANGRAMENTO 
DA SEGUNDA METADE DA GESTAÇÃO. 
O conhecimento do sexo do recém-nascido e de possíveis 
malformações ou desfechos desfavoráveis fetais pode alertar para 
investigação de heranças genéticas ligadas ao sexo ou alterações 
maternas que impactaram no desenvolvimento fetal, por exemplo, 
diante do histórico de infecções congênitas.
O peso ao nascer dos filhos anteriores auxilia o raciocínio 
diagnóstico quanto a causas que levem à restrição de crescimento 
fetal, pensadas especialmente diante de recém-nascidos com 
menos de 2.500 g ao nascer, ou, ao contrário, doença materna 
que acarretou crescimento fetal acelerado. Deve-se pensar na 
possibilidade de diabetes gestacional quando houver relato de 
recém-nascido macrossômico, isto é, com 4.000 g ou mais ao 
nascer.
A idade gestacional do desfecho gestacional também 
lhe ajudará a diferenciar os abortamentos precoces, ou seja, 
que ocorreram antes da 12ª semana de gestação, dos tardios 
e suas respectivas causas, conforme é abordado no livro digital 
SANGRAMENTO DA PRIMEIRA METADE DA GESTAÇÃO.
Outro exemplo é que uma grávida com histórico de partos 
prematuros deverá receber cuidados específicos na gestação 
atual para que nova prematuridade seja evitada, uma vez que o 
maior fator de risco para o trabalho de parto prematuro (TPP) é o 
antecedente de um TPP na gestação anterior, tema que você pode 
estudar detalhadamente no livro digital TPP – PREMATURIDADE E 
TRABALHO DE PARTO PREMATURO.
Durante a investigação dos antecedentes 
obstétricos, também é possível identificar a história 
de infecção neonatal por Streptococcus do grupo 
B no recém-nascido anterior, o que motivará quea gestante receba a antibioticoprofilaxia anteparto 
para Streptococcus do grupo B, independentemente de resultado 
do swab anal e vaginal para sua pesquisa, como estudaremos a 
seguir neste livro. 
Pode ocorrer, ainda, de a investigação mais minuciosa 
do histórico obstétrico revelar que, apesar do antecedente de 
partos, a gestante não tem filhos vivos. A história de óbito fetal 
sem causa definida, descolamento prematuro de placenta, 
partos de extremos prematuros, isto é, menores do que 28 
semanas, eclâmpsia, entre outros desfechos graves, relaciona-se 
ao diagnóstico de mau passado obstétrico e essa gestante deverá 
receber cuidados específicos nessa gestação para evitar que se 
repitam. O livro digital SÍNDROMES HIPERTENSIVAS DA GESTAÇÃO 
E HIPERTENSÃO CRÔNICA aborda alguns desses cuidados.
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Doc, você percebeu quantas vezes sugeri 
leituras mais específicas nos últimos parágrafos? 
E note que esses são só alguns dos exemplos de 
diagnósticos e cuidados que o histórico obstétrico 
pode motivar em seu raciocínio diagnóstico ao ler o 
enunciado de uma questão ou entrevistar uma gestante. 
A intenção, aqui, não foi aprofundar seus conhecimentos 
a respeito desses diagnósticos e tratamentos. Isso é feito 
cuidadosamente nos livros digitais de cada intercorrência obstétrica 
ou doença associada à gestação de nosso curso de obstetrícia. 
Meu objetivo, neste capítulo, foi ensiná-lo como investigar e 
valorizar adequadamente a história clínica da gestante, ampliando 
seu raciocínio diagnóstico e estabelecendo relações com todo 
conhecimento que você já adquiriu e ainda vai adquirir em seus 
estudos e sua prática clínica.
Antes de prosseguirmos, gostaria que você observasse as 
questões a seguir. Esse será um “CAI NA PROVA” diferente. Dessa 
vez, não espero que você encontre as respostas corretas, uma vez 
que os temas abordados nas questões são detalhados em outros 
livros digitais, mas, sim, que compreenda como os antecedentes da 
gestante podem ser apresentados na sua prova e, ainda, como será 
fundamental que você saiba questioná-los em uma prova prática 
para poder chegar à resposta correta. 
CAI NA PROVA
(ABC – 2019) RFS, 40 anos, 2G 1P cesárea, vai à sua primeira consulta de pré-natal e pergunta se nesta gestação ela tem chance de ter 
diabetes. Como antecedentes pessoais, ela tem hipertensão arterial sistêmica, hipertrigliceridemia e ITU de repetição. Nos antecedentes 
obstétricos, além do parto cesárea anterior com RN pesando 4.125 g, ela teve um abortamento. A paciente tem 1,60 m de altura e pesa 65 kg. 
Tem uma glicemia de jejum coletada antes da gestação com resultado de 90 mg/dL. Frente a esse quadro, quais fatores de risco a paciente 
apresenta para diabetes gestacional?
A) RN com peso maior que 4.000 g, IMC, glicemia de jejum.
B) IMC, glicemia de jejum, ITU de repetição.
C) Idade, IMC, glicemia de jejum, hipertensão arterial crônica.
D) Idade, RN com peso maior que 4.000 g, hipertensão arterial sistêmica, hipertrigliceridemia.
COMENTÁRIOS:
Doc, perceba como tanto os dados da identificação quanto os dos antecedentes pessoais clínicos e obstétricos foram explorados nessa 
questão para a determinação de fatores de risco da gestante.
Incorreta a alternativa A: apesar de a história de recém-nascido anterior maior do que 4 kg ao nascer e de o IMC associado a sobrepeso 
representarem risco aumentado para diabetes gestacional, a glicemia de jejum de 90 mg/dL não é fator de risco para o diabetes gestacional.
Incorreta a alternativa B: apesar de o IMC associado a sobrepeso representar risco aumentado para diabetes gestacional, nem a glicemia 
de jejum de 90 mg/dL nem a história de infecção urinária de repetição são fatores de risco para o diabetes gestacional.
Incorreta a alternativa C: apesar de a idade de 40 anos, de o IMC associado a sobrepeso e de a história de hipertensão arterial representarem 
risco aumentado para diabetes gestacional, a glicemia de jejum de 90 mg/dL não é fator de risco associado.
Correta a alternativa D: 
idade de 40 anos, história de hipertensão arterial e hipertrigliceridemia e antecedente obstétrico de recém-
nascido anterior maior do que 4 kg ao nascer são fatores de risco para que a grávida apresente diabetes 
gestacional na gestação atual.
Você pode estudar esse assunto no livro digital DIABETES NA GESTAÇÃO.
Medicina livre, venda proibida. Twitter @livremedicina
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(CERMAM – 2018) Uma paciente G3P1A1, encontra-se na 14ª semana de gestação. Apresenta antecedente obstétrico de 2 perdas gestacionais, 
a primeira com 25 semanas e a segunda com 22 semanas. Refere que ambos nasceram vivos, rapidamente, com poucas dores. Realizou exame 
morfológico do primeiro trimestre normal na atual gestação, momento no qual a cervicometria indicou um colo de 14 mm de comprimento. 
O obstetra deve:
A) Avaliar colo uterino por ultrassonografia seriada.
B) Investigar sífilis e diabetes.
C) Indicar cerclagem.
D) Orientar repouso e uterolítico.
COMENTÁRIOS:
Note que a história obstétrica é explorada nessa questão para determinação do plano de cuidados a ser oferecido à gestante.
Incorreta a alternativa A: não há necessidade de avaliar o colo uterino de maneira seriada, uma vez que o antecedente obstétrico é 
clássico do diagnóstico de incompetência cervical.
Incorreta a alternativa B: o histórico da gestante é sugestivo de incompetência cervical, e não de abortamento por sífilis e diabetes, em 
que a perda gestacional ocorre por óbito intrauterino.
Correta a alternativa C: 
nesses casos.
2.7 QUATRO PERGUNTAS-CHAVE PARA ANAMNESE OBSTÉTRICA
As perguntas minuciosas realizadas durante a anamnese de 
uma gestante em sua primeira consulta de pré-natal, desde que 
realizado o adequado registro dessas informações no prontuário 
e cartão de pré-natal da grávida, não precisarão ser repetidas 
durante a anamnese das consultas subsequentes. Por isso, é 
muito importante ter atenção aos registros realizados durante as 
consultas de pré-natal. Eles impactarão em todos os atendimentos 
subsequentes.
Por outro lado, a anamnese obstétrica 
cuidadosa deverá, sim, ser realizada a cada 
consulta pré-natal, no intuito de detectar possíveis 
intercorrências obstétricas. E, por isso, talvez esse 
seja um dos tópicos mais importantes desse livro. 
Capriche na atenção prestada a ele, que será útil tanto para a sua 
prova quanto para a sua prática clínica. 
Muito bem! Até aqui, exploramos detalhadamente como as particularidades da identificação e antecedentes da gestante podem ser 
relevantes para o seu raciocínio diagnóstico. A partir de agora, estudaremos como a história atual deve ser abordada em sua anamnese.
o histórico obstétrico da gestante de dois abortamentos tardios, indolores e que ocorreram tardiamente 
sugere o diagnóstico de incompetência cervical, sendo recomendada a realização de curetagem uterina 
Incorreta a alternativa D: não há indicação de repouso e de uterolítico, pois o quadro descrito no enunciado não é de trabalho de parto 
prematuro.
Você poderá estudar esse tema no livro digital ABORTO DE REPETIÇÃO. 
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Assim como ocorre nas demais especialidades, as 
intercorrências obstétricas em geral motivarão a gestante a 
apresentar queixas ativas, que deverão ser exploradas no intuito de 
realizar o diagnóstico correto. 
No entanto, ao atender uma grávida, é importante ter quatro 
perguntas sempre em mente. Caso elas não sejam respondidas 
pelas queixas ativas da gestante, deverão ser abordadas durante a 
anamnese.Isso porque essas quatro respostas ajudarão você a não 
deixar passar informações que a gestante pode não ter valorizado 
inicialmente, mas que podem estar associadas a intercorrências 
obstétricas.
As quatro perguntas estão descritas na tabela abaixo, assim 
como exemplos de intercorrências obstétricas que você deve 
investigar diante de resposta positiva para cada uma delas. 
Tabela 6. Quatro perguntas fundamentais para a anamnese obstétrica.
Doc, observe que essas perguntas ajudarão 
você a realizar uma adequada anamnese obstétrica 
em qualquer cenário que envolva o atendimento 
de uma gestante, seja no pré-natal, foco de nosso 
estudo nesse momento, seja no atendimento de 
emergência, centro obstétrico ou enfermaria obstétrica.
Essas são também as informações que não podem faltar no 
seu registro em prontuário ao escrever sua anamnese ou ao passar 
um caso obstétrico em uma estação de prova prática.
2.8 DETERMINAÇÃO DO RISCO GESTACIONAL
Terminamos, assim, o estudo da anamnese obstétrica, que, 
ao ser concluída, deverá motivá-lo a definir o risco gestacional da 
grávida e, a partir dele, estabelecer o plano de cuidados adequado 
para ela.
A gestante deve ser classificada em risco habitual, risco 
intermediário ou alto risco. De uma forma geral, tudo o que for 
achado positivo relacionado às condições prévias da gestante, sua 
SANGRAMENTO?
Investigar causas dos sangramentos da primeira ou da segunda metade da gestação.
PERDA DE LÍQUIDO?
Investigar rotura prematura de membranas ou presença de vulvovaginites.
DOR? CONTRAÇÕES?
Investigar presença de dinâmica uterina, alteração do tônus uterino, infecções, como 
as urinárias, entre outras afecções que podem culminar em dor durante a gestação.
MOVIMENTAÇÃO FETAL?
Avaliar vitalidade fetal diante do relato de redução da movimentação fetal.
história reprodutiva anterior ou atual, fará com que a gestação 
deixe de ser considerada de risco habitual e que ela passe a ser 
seguida como uma gravidez de alto risco ou risco intermediário.
Gestantes de risco habitual são aquelas com idade entre 16 
e 34 anos, com ausência de intercorrências clínicas ou obstétricas, 
anterior ou na gestação atual. Essas gestantes devem realizar o pré-
natal na assistência primária à saúde (APS). 
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As gestantes de risco intermediário ou alto risco são aquelas 
que apresentam intercorrências clínicas ou obstétricas na gestação 
atual ou nas gestações anteriores. As de risco intermediário 
podem ser acompanhadas na APS, em conjunto com equipe 
multiprofissional e com o apoio do pré-natal de alto risco. As de 
alto risco devem ser encaminhadas para o acompanhamento do 
pré-natal de alto risco. 
A tabela abaixo é baseada na classificação de risco gestacional 
presente no Manual de Alto Risco do Ministério da Saúde de 2022. 
Critérios para classificar a gestante como risco intermediário
Condição sociodemográfica 
adversa
História reprodutiva 
anterior
Condições clínicas prévias à 
gestação
Intercorrências clínicas/ 
obstétricas na gestação atual
Idade menor que 15 anos ou 
maior que 35 anos.
Condições de trabalho 
desfavoráveis
Indícios ou ocorrência de 
violência doméstica ou de 
gênero.
Situação conjugal insegura. 
Insuficiência de apoio familiar.
Capacidade de autocuidado 
insuficiente.
Não aceitação da gestação.
Baixa escolaridade (na gestação atual.
Anemia grave (hemoglobina 
Lembre-se de que o examinador em uma estação prática estará atento a COMO você faz, e não apenas ao que 
você sabe que precisa ser feito.
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Visando otimizar seu tempo de estudo, darei ênfase aos 
aspectos do exame físico mais frequentemente apresentados nas 
questões e que influenciam no raciocínio obstétrico, mas lembre-
se de que os conceitos de exame físico aplicados a mulheres 
não grávidas valem também para as gestantes, com as ressalvas 
necessárias para avaliação dos achados fisiológicos esperados, que 
são estudados detalhadamente no livro digital MODIFICAÇÕES 
FISIOLÓGICAS DA GESTAÇÃO.
Considerando-se o exame físico geral da gestante, três 
parâmetros devem sempre ser investigados em todas as consultas:
• Pressão arterial
• Peso 
• Membros inferiores
Vamos avaliar as particularidades de cada um deles?
3.1 PRESSÃO ARTERIAL
A avaliação da pressão arterial da gestante deve sempre 
ser realizada e valorizada, independentemente da natureza da 
avaliação, seja ela ambulatorial ou hospitalar, seja de rotina ou de 
urgência, uma vez que os distúrbios hipertensivos na gestação são 
um dos grandes responsáveis pela mortalidade materna, ao lado 
das causas hemorrágicas.
A avaliação pressórica da gestante deve ser realizada 
idealmente em repouso, sentada e com o membro superior na 
altura do coração. 
Lembre-se de que um descenso fisiológico dos níveis 
pressóricos é esperado no período gravídico, associado à redução 
da resistência vascular periférica. Figura 4. Aferição da pressão arterial da gestante.
Medidas de pressão arterial sistólica maiores ou iguais a 140 mmHg e/ou pressão diastólica maior ou igual a 
90 mmHg devem sempre chamar a atenção do examinador para a possibilidade de pré-eclâmpsia, especialmente se 
associadas à ganho ponderal e/ou edema. 
Alterações pressóricas devem ser confirmadas em ao menos duas medidas e motivar investigação, conforme detalhado no livro digital 
SÍNDROMES HIPERTENSIVAS DA GESTAÇÃO E HIPERTENSÃO CRÔNICA. 
3.2 PESO
A avaliação do ganho de peso materno é um dado bastante 
relevante na evolução da gestação. O peso materno pode influenciar 
o peso do recém-nascido ao nascer e ser um sinal de alerta para 
distúrbios hipertensivos, por exemplo.
A medida padronizada para avaliação ponderal da gestante 
é a do índice de massa corpórea (IMC) segundo a curva de Atalah, 
assumida pelo Ministério da Saúde. 
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IMC = peso (kg)/altura (m2)
De um modo geral, espera-se que o ganho ponderal médio 
da gestante que inicia a gestação com o IMC normal seja de 12,5 kg, 
e esse ganho deve variar para mais ou para menos de acordo com 
o IMC apresentado por ela no início da gestação. 
Além disso, é importante que você saiba que o ganho de peso 
não é uniforme no decorrer da gestação, devendo, idealmente, 
Figura 5. Aferição ponderal da gestante.
ocorrer primordialmente no segundo e terceiro trimestres. Para gestantes que são classificadas dentro do peso normal, o esperado é um 
ganho de cerca de 400 g por semana na segunda metade da gestação. 
Observe a tabela a seguir. Ela descreve o ganho ponderal total considerado ideal durante a gestação de acordo com o IMC da gestante, 
assim como o ganho de peso semanal esperado na segunda metade da gestação para que esse objetivo seja alcançado. Perceba que esse 
conhecimento é fundamental para que o pré-natalista consiga orientar a gestante a cada consulta de pré-natal.
IMC pré-gravídico
IMC (kg/m2)
Ganho de peso ideal durante a gestação
Semanal no 2º e 3º tri TOTAL
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O que se deve incluir nas refeições diárias?
- 6 porções do grupo cereais (arroz, milho, pães e alimentos feitos com farinha de trigo e milho) e tubérculos (batatas e raízes), 
preenchendo metade de seu prato. Os cereais e alimentos integrais (farinha integral, pão integral, aveia e linhaça) auxiliam a regularizar o 
funcionamento intestinal.
- 3 porções de legumes e verduras.
- 3 porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches.
- 3 porções de leite e derivados.
- 1 porção de carne, aves, peixes ou ovos.
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Brasília – DF, 2012.
Cirurgia bariátrica: repercussões e cuidados
A gestação após a cirurgia bariátrica é considerada segura, mas requer cuidados pré-concepção, durante a gestação e no 
puerpério. Além disso, há redução de complicações como hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, diabetes e macrossomia fetal.
Quando a técnica escolhida para a paciente é a técnica de Capella, que consiste na realização da gastroplastia e derivação em 
Y de Roux ou biliopancreática, existe uma maior perda de folato, ferro, vitamina B12, vitamina D, cálcio e tiamina do que em outras 
cirurgias.
Assim, quais são os cuidados que devemos tomar para programar e acompanhar uma gestação após uma cirurgia bariátrica?
Pré-concepção
Atenção e cuidado especial devem estar na orientação pré-concepcional durante o primeiro ano pós-cirúrgico. Com a perda de 
peso, a paciente aumenta o risco de engravidar, sendo necessário um método contraceptivo efetivo para o período.
Deve-se evitar engravidar no 1o ano após a cirurgia, especialmente por um período de 12 a 18 meses, já que é o ano de maior 
perda ponderal e o potencial de perda de peso pode não ocorrer adequadamente após o parto. Além disso, deve-se atentar à menor 
quantidade de alimentos e ao aumento do risco de desnutrição.
Outro ponto importante que não pode ser esquecido é que as mulheres obesas são consideradas como de maior risco para 
defeitos do tubo neural, já que o ácido fólico participa da fase inicial da embriogênese. Assim, a recomendação é que as doses de 
ácido fólico devem ser 10 vezes maiores do que as doses habituais, com início 30 a 90 dias antes da concepção e com manutenção 
até a 12a semana de gestação.
Gestação:
Manter o seguimento tanto do obstetra quanto do cirurgião bariátrico. Deve-se realizar controle ultrassonográfico rigoroso do 
crescimento fetal e manter suplementação durante a pré-concepção, gestação e puerpério:
• Vitamina B12.
• Vitamina D.
• Cálcio.
• Ferro.
• Tiamina.
• Além da suplementação adicional recomendada para a gestante.
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Observe como esse tema foi abordado na prova.
CAI NA PROVA
(UFRJ – 2020) Mulher, 36 anos, foi submetida a cirurgia bariátrica pela técnica de derivação em "Y de Roux", por videolaparoscopia. Solicita 
orientação quanto ao seu planejamento reprodutivo, pois deseja engravidar. A orientação correta para esta paciente é:
A) iniciar anticoncepcional oral imediatamente
B) aguardar entre 12 e 24 meses para engravidar
C) contraindicar a gestação pelo resto da vida
D) indicar técnica de reprodução assistida
COMENTÁRIO:
Incorreta a alternativa A. A cirurgia bariátrica com derivação em Y de Roux é realizada por meio de uma redução no volume do estômago 
com um desvio do duodeno e parte do intestino delgado. Assim, ocorre uma redução da superfície de absorção do intestino, alteração 
do pH do estômago e alteração no tempo de trânsito da medicação no intestino, interferindo na forma como remédios tomados via oral 
são dissolvidos e absorvidos pelo corpo. Assim, o uso de contraceptivos orais não está indicado pela provável alteração de sua eficácia, e 
outro método deve ser recomendado.
Correta a alternativa B. 
Deve-se evitar engravidar no 1o ano após a cirurgia, especialmente por um período de 12 a 18 meses, já 
que é o ano de maior perda ponderal.
Incorreta a alternativa C. A gestação após a cirurgia bariátrica é considerada segura, mas requer cuidados pré-concepção, durante a 
gestação e no puerpério.
Incorreta a alternativa D. Não é necessária a indicação da técnica de reprodução assistida, já que a fertilidade com a redução de peso 
aumenta e a possibilidade de gestação espontânea se torna maior.
Proponho, neste momento, uma pausa para que você observe como esse conceito pode aparecer em sua prova.
Puerpério:
Está indicado o uso de meias de compressão graduadas, hidratação e deambulação precoce para evitar o tromboembolismo 
venoso. Atenção especial está no risco de anemia, por isso o controle de hemoglobina materna durante a gestação deve ser rigoroso 
e realizado por meio da suplementação de ferro e outras vitaminas e minerais 
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(SES GO - 2022) Segundo orientações do Ministério da Saúde, para o pré-natal nas unidades básicas, uma gestante de 13 semanas que se 
apresenta para início do pré-natal com peso de 60 kg e 1,60 m de altura deverá ganhar, semanalmente, no 2º e 3º trimestres, cerca de
A) 200 gramas.
B) 300 gramas.
C) 400 gramas.
D) 500 gramas.
COMENTÁRIOS: 
Uma gestante com 60kg e 1,60m no início do pré- natal tem o IMC de 23,4, isto é, um IMC adequado, por isso deve ganhar no segundo 
e terceiro semestres, semanalmente, cerca de 400g. 
Portanto, está correta a alternativa C. 
(USP RP – 2021) Tercigesta, 37 anos, com 10 semanas de gravidez, sem doenças, apresenta a você um motivo de grande apreensão em 
consulta pré-natal. Ela sente muita fome e não quer ganhar muito peso nessa gestação. Mas, se preocupa em colocar seu filho em risco se 
engordar pouco. Não lembra o peso pré-gestacional. Hoje, ela pesa 68 kg e tem índice de massa corpórea de 25,6 kg/m². Para que essa mulher 
ganhe o mínimo peso necessário, qual é a recomendação de ganho de peso semanal e total permitido, respectivamente, nessa gestação?
A) 440 gramas e 12,5 kg.
B) 230 gramas e 7,0 kg.
C) 300 gramas e 9,0 kg.
D) 400 gramas e 11,5 kg.
COMENTÁRIOS:
Doc, se você fez Medicina porque não curtia muito exatas, vou precisar que se dedique um pouquinho a alguns tópicos deste livro que 
parecerão mais suas questões do vestibular, mas eu garanto que são referentes à obstetrícia e que poderão render pontinhos importantes 
em sua prova.
O primeiro desses tópicos é o que se apresenta a você nessa questão a respeito do ganho ponderal durante a gestação. Vamos pensar 
sobre ele juntos?
Uma vez que o IMC inicial da gestante é de 25,6 kg/m2, ela deve ser classificada como estando em sobrepeso e você deve recordar 
que, nesse caso, o ganho ponderal esperado para ela durante a gestação é de 7 a 11,5 kg. Não tem jeito, Doc, a tabela 3 precisa ser decorada.
Continuando: considerando que estimamos que a gestação dura cerca de 40 semanas e a gestante do enunciado já tem 10 semanas, 
temos pela frente cerca de 30 semanas a serem acompanhadas durante o pré-natal, durante as quais ela ganhará peso. Uma vez que o 
ganho mínimo de peso esperado para gestantes com sobrepeso durante a gestação é de 7 kg ou 7.000 g, dividimos 7.000 g por 30 semanas 
e descobrimos que ela deve ganhar cerca de 230 g por semana para chegar ao final da gestação com o mínimo de ganho de peso esperado.
Matemática mais do que obstetrícia, né? Eu sei! Mas vamos juntos, que você estará preparado para conquistar os pontos da sua prova, 
não importa o desafio!
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3.3 MEMBROS INFERIORES
A compressão dos vasos em razão do aumento do volume 
uterino no decorrer da gestação, normalmente, acarreta edema 
em membros inferiores, especialmente no final da gestação.
Apesar disso, é muito importante que a possibilidade de 
edema patológico seja sempre cogitada ao se avaliar a gestante, 
especialmente quando o edema de membros inferiores está 
associado ao edema de mãos e face, sendo a hipótese diagnóstica 
de pré-eclâmpsia um importante diagnóstico diferencial a ser feito 
nesses casos.
Outro diagnóstico diferencial a ser pensado é o de trombose, 
relacionado a edemas assimétricos e presença de sinais flogísticos. 
Lembre-se de que a gestação se caracteriza por ser um estado pró-
trombótico que aumenta as chances desses eventos ocorrerem, 
especialmente se houver presença de varizes associadas.
Incorreta a alternativa A, porque 12,5 kg é o ganho mínimo de peso esperado para gestantes que iniciam a gravidez com baixo peso.
Correta a alternativa B, 
porque o ganho ponderal mínimo para uma gestante em sobrepeso é de 7 kg no decorrer da gestação, 
o que representa cerca de 230 g no decorrer das 30 semanas de gestação que restam, já que a grávida 
apresentada no enunciado já está com 10 semanas.
Incorreta a alternativa C, porque 9 kg é o ganho máximo de peso esperado para gestantes que iniciam a gravidez em obesidade.
Incorreta a alternativa D, porque 11,5 kg é o ganho mínimo de peso esperado para gestantes que iniciam a gravidez com peso adequado.
Matemática resolvida, vamos voltar para nosso estudo do exame físico da gestante, Doc!
Figura 8. Alterações em membros inferiores que devem ser avaliadas durante o exame físico da gestante.
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3.4 EXAME OBSTÉTRICO ABDOMINAL
3.4.1 INSPEÇÃO ABDOMINAL
A inspeção abdominal de uma gestante pode apresentar diferentes aspectos, dependendo do 
trimestre em que ela se encontra. As principais alterações observadas serão quanto ao formato e tamanho 
do abdômen, além de alterações cutâneas, como da coloração ou aparecimento de estrias.
Conforme estudado no livro digital MODIFICAÇÕES 
FISIOLÓGICAS DA GESTAÇÃO, lembre-se de que é comum ocorrer 
hiperpigmentação por estímulo dos melanócitos em decorrência 
do aumento dos níveis hormonais na gestação e de que a alteração 
da coloração de regiões da face, mamas, axilas, região genital e 
linha alba tende a aparecer precocemente durante a gestação. 
A hiperpigmentação da linha alba recebe o nome de linha 
nigra (figura 9) durante a gestação e é observada com frequência 
na prática clínica durante a avaliação física da gestante.
Figura 9. Linha nigra.
Outra alteração comum de ser observada no abdômen 
gravídico é o surgimento de estrias, especialmente no final da 
gestação, associadas à distensão cutânea e ao hipercortisolismo 
(figura 10). 
Figura 10. Estrias gravídicas.
Observe que é importante que o pré-natalista esteja 
preparado para orientar a gestante sobre essas alterações, as quais, 
em geral, causam bastante preocupação na grávida, que vê seu 
corpo mudar tão expressivamente.
A avaliação da presença de cicatrizes prévias é um importante 
passo durante a inspeção abdominal da gestante. É o momento 
oportuno para descobrir procedimentos cirúrgicos que a gestante 
possa ter eventualmente esquecido de mencionar durante a 
anamnese, assim como avaliar a cicatriz de partos cesáreos prévios. 
Lembre-se de que, classicamente, o edema será descrito, seja no enunciado da questão, seja em uma imagem que simula o cartão de 
pré-natal, em cruzes, variando de uma cruz (+), edema leve, a quatro cruzes (++++), referindo-se a uma gestante com anasarca. 
Uma vez que estudamos os pontos do exame físico geral mais relevantes para avaliação obstétrica, vamos, agora, debruçar-nos sobre 
as particularidades do exame físico obstétrico propriamente dito. Preparado?!
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Figura 11. Cicatriz de parto cesáreo realizado com a técnica Pfannenstiel.
Algumas gestantes podem também apresentar diástase 
dos músculos retos abdominais, que se torna mais pronunciada à 
medida que o útero aumenta de volume.
Tendo terminado a inspeção abdominal, iniciaremos a 
palpação e a ausculta específicas do exame obstétrico. Vamos 
começar conhecendo as manobras obstétricas realizadas durante 
a palpação abdominal.
Lembre-se de que a técnica mais utilizada para a realização 
da cesariana é a de Pfannenstiel (figura 11) e de que cicatrizes 
longitudinais no abdômen referentes a partos cesáreos, em 
geral, relacionam-se a urgências obstétricas. Esteja atento a esses 
detalhes!
3.4.2 MANOBRAS OBSTÉTRICAS
As manobras obstétricas são manobras de palpação abdominal divididas em quatro tempos e que 
têm o intuito de definir parâmetros da estática fetal.
Perceba que, se vamos relacionar o exame físico da gestante 
a parâmetros do posicionamento do feto intraútero, é importante 
que você conheça esses parâmetros. Caso ainda não tenha estudado 
esse tópico, ele é detalhado no livro digital "BACIA OBSTÉTRICA, 
PELVIMETRIA E ESTÁTICA FETAL". A seguir, apenas vou relembrá-lo 
didaticamente, combinado?!
Imagine que a grávida está em decúbito dorsal e que 
realizaremos a palpação de seu abdômen de formas bem específicas 
com o intuito de identificar como o feto está posicionado dentro 
do útero. Preparado para colocar “olhinhos nas pontas dos dedos”, 
Doc? Então, observe a figura a seguir e acompanhe a descrição de 
cada um dos tempos relacionados a ela.
Figura 12. Manobras obstétricas.
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A primeira manobra, ou primeiro tempo, caracteriza-se pela 
palpação do fundo uterino com as bordas cubitais das duas mãos 
procurando perceber com as faces palmares qual é a porção fetal 
que ocupa essa região. O polo cefálico é mais irredutível ao toque 
em comparação com o polo pélvico, assim como tende a ser menor 
do que ele.
A segunda manobra, ou segundo tempo, também chamada 
de manobra de Budin, é realizada deslizando-se as mãos para as 
laterais do útero na intenção de perceber para que lado materno 
o dorso fetal está voltado. A porção referente ao dorso do feto será 
sentida à palpação como uma superfície mais contínua e densa, 
enquanto, na porção contralateral, que contém as partes e os 
membros fetais, a sensação será oposta.
A terceira manobra, ou terceiro tempo, é também chamada 
de manobra de Leopold e dedica-se a investigar se o polo fetal que 
se apresenta ao estreito superior da pelve materna está móvel ou 
não. É realizada apreendendo-se o polo fetal presente na porção 
inferior do útero com a mão em formato de “C”, isto é, entre o 
dedo médio e o polegar da mão direita, e realizando movimentos 
de lateralização que tentam movimentar de um lado para o outro 
o polo cefálico apreendido. Caso o polo fetal realize o movimento, 
isso demonstra que ainda não penetrou na pelve materna, o que 
denominamos, na prática clínica, de “estar alto e móvel”.
A quarta e última manobra, ou quarto tempo, tem o 
intuito de avaliar a escava. Nesse momento, é necessário que o 
examinador fique de costas para a gestante e posicione cada 
uma de suas mãos nas fossas ilíacas, projetando-as em direção 
ao hipogástrio da grávida, na tentativa de penetrar na pelve 
materna. A percepção de polo fetal liso e irredutível revela tratar-
se de apresentação cefálica; já a percepção de polo fetal irregular e 
deprimível caracteriza o polo pélvico.
Aindacom relação à quarta manobra, a descrição da escava 
pode remeter à definição da apresentação fetal. Essa informação 
pode eventualmente ser utilizada na descrição do exame físico da 
gestante no enunciado da questão. 
Note que é intuitivo pensar que, se a escava 
estiver vazia, o feto estará em situação transversal 
ou apresentação córmica, uma vez que seus 
diâmetros são incompatíveis com sua insinuação. 
Por outro lado, o polo cefálico, por ser irredutível, 
não permitirá a progressão da mão do examinador, caracterizando 
a escava completamente ocupada, enquanto a apresentação 
pélvica permitirá uma penetração maior da mão que examina a 
escava, relacionando-se à escava parcialmente ocupada. 
Observe a imagem a seguir, que demonstra exemplos das 
três apresentações fetais citadas.
Figura 13. Variedades de apresentação fetal.
• Escava vazia – apresentação córmica.
• Escava parcialmente ocupada – apresentação pélvica.
• Escava completamente ocupada – apresentação cefálica.
Apresentação 
cefálica
Apresentação 
pélvica
Apresentação 
córmica
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OBSTETRICIA
Além de saber realizar os quatro tempos das manobras 
obstétricas, o examinador espera que você consiga relacionar cada 
uma delas a um dos parâmetros da estática fetal também, Doc. 
Então, vamos lá!
• Primeiro tempo – situação fetal, isto é, ao perceber 
qual é a porção fetal que ocupa o fundo uterino, é 
possível definir a relação entre os maiores eixos do feto 
e do útero entre si. Lembre-se de que a situação pode 
ser longitudinal, oblíqua ou transversal (figura 14).
Figura 14. Variedades da situação fetal.
• Segundo tempo – posição fetal, ou seja, ao perceber para que lado do corpo materno o dorso fetal está voltado, define-se 
a posição fetal caracterizada por ser a relação do dorso fetal com o corpo materno. Pode ser esquerda, direita, anterior ou 
posterior (figura 15).
Figura 15. Variedades de posição fetal.
• Terceiro tempo – apresentação fetal, isto é, ao 
apreender o polo cefálico que está próximo da pelve 
materna, é possível determinar qual é a porção fetal que 
se relaciona com o estreito superior da bacia materna 
e que nele vai se insinuar. Conforme demonstrado na 
figura 13, o feto pode estar em apresentação cefálica, 
pélvica ou córmica.
• Quarto tempo – insinuação fetal, que, embora seja 
uma avaliação relacionada ao toque vaginal, quando 
se percebe o feto ocupando a escava materna, infere-
se que esteja insinuado, isto é, que seu maior diâmetro 
transverso da apresentação atravessou o estreito 
superior da pelve materna. Essa é a forma como o tema 
aparece nas provas, então é importante que você o 
conheça assim, mas não “bagunce” os critérios para que 
se considere que um feto está insinuado, combinado, 
Doc? Figura 16. Planos da bacia obstétrica.
Note que esse é um tema bastante propício para ser avaliado em uma estação prática de obstetrícia, embora também apareça na prova 
teórica. A questão a seguir é um exemplo disso. Tente resolvê-la antes de prosseguirmos.
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CAI NA PROVA
(ENARE - 2022) O exame físico obstétrico consiste em inspeção, palpação, ausculta e, se necessário, toque. Quanto à palpação, devemos frisar 
a avaliação do útero e do seu conteúdo, visando ao reconhecimento do feto nele contido, sua apresentação e posição. Para sistematizar a 
técnica de palpação, são consideradas diversas fases (manobras de Leopold-Zweifel). Sobre essas fases, assinale a alternativa correta. 
A) No primeiro tempo, delimita-se o fundo uterino, diagnosticando a situação fetal. Na maioria dos casos, sentimos, no fundo uterino, o 
polo pélvico, sendo mais volumoso, irregular, resistente, mas redutível. Se encontrado o polo cefálico, este será de superfície mais regular, 
resistente e irredutível. O feto pode estar em situação posterior, anterior, à esquerda e à direita.
B) No segundo tempo, objetiva-se determinar a posição fetal, podendo ser longitudinal (vertical), transversal, ou córmica, ou oblíqua em 
relação ao eixo materno. As mãos são deslizadas para a lateral, em direção ao polo inferior do órgão, tentando sentir o dorso fetal e as 
pequenas partes ou membros, de um lado ou do outro lado do útero. 
C) O terceiro tempo é conhecido, mais particularmente, por manobra de Leopold ou Pawlick. Tem como objetivo avaliar a mobilidade do 
polo fetal inferior em relação ao estreito superior da pelve materna, determinando, assim, a apresentação fetal. Quando o polo fetal 
estiver mais insinuado, mais móvel estará, havendo demonstração da dilatação cervical. A apresentação pode ser pélvica, cefálica e 
córmica. 
D) No quarto tempo, objetiva-se a determinação da insinuação fetal. É a única manobra feita com as costas do examinador voltada para os 
pés das pacientes, colocando-se as mãos sobre as fossas ilíacas, em direção ao hipogástrio, com movimento de escavação. 
E) Durante a palpação, foi vista posição fetal à esquerda. Assim, fica perceptível que o dorso está à esquerda e os membros fetais orientados 
à direita em relação ao eixo materno.
COMENTÁRIOS: 
Incorreta a alternativa A: a situação fetal pode ser longitudinal, oblíqua ou transversal. 
Incorreta a alternativa B: a posição fetal, caracterizada por ser a relação do dorso fetal com o corpo materno, pode ser esquerda, direita, 
anterior ou posterior
Incorreta a alternativa C: quando o polo fetal estiver mais insinuado, mais imóvel estará. 
Incorreta a alternativa D: é a única manobra feita com o examinador de costas para a gestante.
Correta a alternativa E: 
se a palpação mostrou posição fetal à esquerda, isso mostra que o dorso fetal está à esquerda da gestante 
e os membros, à direita da gestante.
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(UFG – 2021) Sobre as manobras de Leopold,
A) No primeiro tempo (ou primeira manobra), o examinador consegue palpar o polo pélvico quando o feto está em apresentação transversa.
B) No segundo tempo (ou segunda manobra), o examinador poderá identificar o dorso fetal, assim como partes fetais.
C) No terceiro tempo (ou terceira manobra), o examinador poderá apreender o polo cefálico, caso o feto esteja em apresentação pélvica.
D) No quarto tempo (ou quarta manobra), o examinador poderá palpar o polo pélvico, caso o feto esteja em situação cefálica.
COMENTÁRIOS
Incorreta a alternativa A, porque, ao realizar a primeira manobra, avalia-se a porção fetal que ocupa o fundo uterino. A palpação do polo 
pélvico durante a realização do primeiro tempo das manobras relaciona-se à situação longitudinal.
Correta a alternativa B, 
porque o segundo tempo das manobras obstétricas caracteriza-se pela palpação das laterais do útero e 
permite determinar para que lado materno o dorso fetal está voltado, ou seja, a posição fetal.
Incorreta a alternativa C, porque, durante o terceiro tempo, a manobra de Leopold visa apreender a porção fetal que está próxima da 
pelve materna, portanto, caso seja o polo cefálico a porção apreendida, o feto estará em apresentação cefálica, e não pélvica.
Incorreta a alternativa D, porque, ao realizar a quarta manobra, o examinador avalia a escava materna, portanto, se o polo pélvico for 
percebido apresentando-se ao estreito superior da pelve materna, trata-se de feto em apresentação pélvica, e não cefálica. Vale ressaltar 
que a situação seria longitudinal; cuidado para não confundir os parâmetros, Doc!
Além das manobras obstétricas para avaliação do conteúdo 
uterino, a palpação obstétrica deve avaliar também a consistência 
do útero, classicamente denominada de tônus uterino,e a presença 
de contrações, chamada de avaliação da dinâmica uterina. Em 
ambos os casos, o examinador deve espalmar sua mão no fundo do 
útero e avaliar se há atividade uterina ou não.
A percepção da presença da movimentação fetal também 
pode ocorrer nesse momento. Lembre-se de que, em geral, a 
gestante passará a notar os movimentos fetais por volta da 19ª-20ª 
semana de gestação.
3.4.3 ALTURA UTERINA
A altura uterina é determinada posicionando-se o zero da fita métrica na borda superior da sínfise 
púbica e estendendo-a medialmente, passando pela cicatriz umbilical, utilizando-se a borda cubital da mão, 
até o fundo uterino (figura 17).
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Figura 17. Aferição da altura uterina.
A altura uterina, também chamada de altura de fundo em 
algumas localidades do Brasil, é um importante parâmetro do 
exame físico obstétrico por se relacionar com a idade gestacional 
e, dessa forma, permitir que o crescimento fetal seja avaliado de 
forma indireta no decorrer do pré-natal, além de ser uma opção 
para a estimativa da idade gestacional quando outros métodos 
não estão disponíveis, como veremos adiante neste estudo. 
A respeito do crescimento uterino, é importante que você 
conheça alguns marcos importantes e que os examinadores gostam 
de apresentar nas provas.
O útero:
• deixa de ser um órgão pélvico por volta da décima 
segunda semana de gestação;
• atinge a altura da cicatriz umbilical por volta da 20ª 
semana; e 
• a partir da 20ª semana, cresce cerca de 1 cm por 
semana, correlacionando-se com a idade gestacional 
até próximo do termo. 
Observe a figura a seguir para fixar esse conceito. Ela 
relaciona o tamanho uterino com a idade gestacional.
Figura 18. Correlação do crescimento uterino e idade gestacional.
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Esteja atento, Doc! Caso esse gráfico seja apresentado a você durante uma estação prática de Obstetrícia, você deve 
preenchê-lo. A figura a seguir é adaptada da curva apresentada pelo Ministério da Saúde para seguimento das gestações de 
risco habitual. 
Figura 19. Gráfico de evolução da altura uterina durante a gestação. Adaptado de Cadernos de Atenção Básica – Atenção ao Pré-Natal de baixo risco, Ministério da Saúde, 
2013.
Além da correlação entre a idade gestacional e o tamanho 
uterino, o preenchimento do gráfico de seguimento da evolução 
do crescimento uterino também é utilizado para acompanhar o 
desenvolvimento fetal. 
O preenchimento do gráfico referente à altura uterina é 
uma importante ferramenta para identificar alturas uterinas que 
estão abaixo do percentil 10 ou acima do percentil 90, segundo o 
esperado para idade gestacional, assim como, para que mudanças 
na curva de crescimento, para mais ou para menos, sejam 
prontamente notadas e investigadas.
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Lembre-se de que pontos abaixo da curva relativa ao 
percentil 10 devem fazê-lo cogitar a hipótese de restrição do 
crescimento fetal, assim como pontos registrados acima da curva 
que descreve o percentil 90 de crescimento uterino devem motivar 
a investigação de causas relacionadas a crescimento fetal acelerado 
e macrossomia fetal, como o diabetes gestacional.
Embora a altura uterina seja muito 
importante para o seguimento do crescimento 
fetal, ela pode ser influenciada por diversos 
outros fatores além do tamanho do feto, por isso 
a incompatibilidade entre altura uterina e idade 
Sendo assim, conhecer os fatores de confusão, além do 
tamanho fetal, que podem interferir na avaliação do tamanho 
do útero, é essencial para acertar as questões que avaliam seu 
conhecimento acerca da evolução uterina, assim como, para sua 
prática clínica.
Por exemplo, gestações múltiplas associam-se a alturas 
uterinas aumentadas em relação ao esperado para a idade 
gestacional, assim como o aumento de líquido amniótico ou a 
presença de miomas uterinos. Ao contrário, oligoâmnio é uma das 
causas de crescimento uterino menor do que o esperado. 
Observe, na tabela abaixo, possíveis causas relacionadas à 
altura uterina incompatível com a idade gestacional. Lembre-se 
sempre de considerar a possibilidade de erro de medida ou erro no 
cálculo da idade gestacional nesses casos. 
gestacional precisa ser melhor avaliada ultrassonograficamente, 
uma vez que a ultrassonografia obstétrica é um método mais 
fidedigno para a avaliação do tamanho fetal.
Fatores relacionados à altura uterina
Maior do que o esperado para IG Menor do que o esperado para IG
Macrossomia fetal Restrição de crescimento fetal
Polidrâmnio
Oligoâmnio
Gestação múltipla
Situação transversal
Miomatose uterina
Mola hidatiforme
Obesidade materna
Erro técnico na aferição da altura uterina
Erro no cálculo da idade gestacional
Doc, perceba que, se o intuito de aferir a altura uterina é avaliar indiretamente o crescimento fetal, em gestações múltiplas 
não se aplica essa avaliação, afinal a altura uterina não permitirá avaliar o crescimento de cada feto distintamente ou a elaboração 
de gráficos de curva para realizar esse seguimento. 
As questões abaixo exemplificam como esse tema pode ser abordado na prova. Tente resolvê-las antes de prosseguirmos 
para o próximo tópico de nosso estudo sobre o exame físico obstétrico.
Tabela 8. Fatores relacionados à altura uterina incompatível com idade gestacional.
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CAI NA PROVA
(HCAL – 2020) Gestante de 28 semanas em consulta de pré-natal, ao exame físico apresenta altura uterina de 38 cm. A patologia que pode 
ser descartada nesse caso é:
A) Mola hidatiforme. 
B) Polidramnia. 
C) Gemelaridade. 
D) Macrossomia fetal. 
COMENTÁRIOS:
Doc, o primeiro passo para responder corretamente a essa questão é perceber que a altura uterina está bastante aumentada para o 
esperado para a idade gestacional. Note que, se a idade gestacional é de 28 semanas, esperaria-se que a altura uterina fosse em torno de 
28 centímetros. A partir disso, você deveria avaliar se as condições apresentadas em cada uma das alternativas são compatíveis com essa 
situação. Todas as alternativas apresentam causas de crescimento uterino maior do que o esperado para a idade gestacional. Então, vamos 
analisá-las juntos para escolhermos a correta.
Correta a alternativa A, 
porque, embora a mola hidatiforme relacione-se ao crescimento uterino acelerado, é uma alteração 
diagnosticada, em geral, já na primeira metade da gestação, não sendo esperado um feto com vitalidade 
associado a ela na 28ª semana de gestação. Cuidado com a “pegadinha”, Doc!
Incorreta a alternativa B, porque o polidrâmnio é uma possível causa de crescimento uterino maior do que o esperado.
Incorreta a alternativa C, porque a gemelaridade é uma possível causa de crescimento uterino maior do que o esperado.
Incorreta a alternativa B, porque a macrossomia fetal é uma possível causa de crescimento uterino maior do que o esperado.
(UNESP – 2020) No acompanhamento pré-natal de uma primigesta, 
observa-se a curva de crescimento uterino (imagem a seguir). US 
obstétrico: peso fetal no percentil 30, líquido amniótico normal e 
resistência normal na Dopplerfluxometria da artéria umbilical. O 
diagnóstico é
A) Crescimento normal.
B) Feto pequeno constitucional.
C) Restrição de crescimento fetal.
D) Feto grande para idade gestacional.
Medicina livre, venda proibida. Twitter @livremedicinaINDIRETO 93
8.1.2.1 PROFILAXIA DA ALOIMUNIZAÇÃO E DA DOENÇA HEMOLÍTICA PERINATAL 95
8.1.3 GLICEMIA DE JEJUM 99
8.1.4 TSH 102
8.2 EXAMES SÉRICOS SOROLÓGICOS 103
8.2.1 SOROLOGIA PARA HIV 105
8.2.2 SOROLOGIA PARA SÍFILIS 108
8.2.3 SOROLOGIA PARA TOXOPLASMOSE 113
8.2.5 SOROLOGIA PARA HEPATITE B 119
8.2.6 SOROLOGIA PARA HEPATITE C 120
8.3 EXAMES NÃO SÉRICOS 121
8.3.1 URINA TIPO 1 E UROCULTURA 121
8.3.2 COLPOCITOLOGIA ONCÓTICA 124
8.3.3 PARASITOLÓGICO DE FEZES 126
9.0 EXAMES COMPLEMENTARES – ROTINA DE SEGUIMENTO PRÉ-NATAL 129
9.1 TESTE ORAL DE TOLERÂNCIA À GLICOSE 75 G 130
9.2 SWAB ANAL E VAGINAL PARA PESQUISA DE ESTREPTOCOCO DO GRUPO B 134
10.0 ORIENTAÇÕES GERAIS 141
10.1 IMUNIZAÇÃO 141
10.2 VITAMINAS DURANTE A GESTAÇÃO 147
10.2.1 ÁCIDO FÓLICO 147
10.2.2 SULFATO FERROSO 150
10.2.3 OUTRAS VITAMINAS E MINERAIS 151
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10.2.4 POLIVITAMÍNICOS ASSOCIADOS 154
10.2.5 RESTRIÇÕES ALIMENTARES 154
10.3 ATIVIDADE FÍSICA NA GESTAÇÃO 154
10.3.1 BENEFÍCIOS 155
10.3.2 FREQUÊNCIA 155
10.3.3 POSIÇÃO 156
10.3.4 CONTRAINDICAÇÕES 156
10.3.5 HIPERTERMIA 157
10.4 OUTRAS RECOMENDAÇÕES PARA A GESTANTE 157
10.4.1 VIAGENS AÉREAS 157
10.4.2 ATIVIDADE SEXUAL 158
10.4.3 PLANO DE PARTO 158
11.0 LISTA DE QUESTÕES 159
12.0 VERSÕES DAS AULAS 160
13.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 160
14.0 ÍNDICE DE TABELAS E FIGURAS 160
15.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 163
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CAPÍTULO
1.0 PRÉ-NATAL
Pré-natal, em sua essência, é o seguimento da gestante, desde o diagnóstico da gravidez até o parto.
Objetiva evitar impactos na saúde do binômio materno-fetal e garantir que o recém-nascido e a mãe 
estejam saudáveis ao final do período gravídico, oferecendo cuidados clínicos, mas também psicossociais, 
preventivos e educacionais.
A assistência pré-natal é muito bem estruturada, alicerçada 
em três grandes pilares:
• Anamnese obstétrica
• Exame físico
• Exames complementares
Alicerces simples e acessíveis. Mas não os subestime, 
Doc! É justamente sua facilidade de replicação que garante que 
os principais cuidados à gestante e ao feto sejam assegurados, 
independentemente das condições técnicas e econômicas das mais 
diversas realidades de um país continental como o Brasil. 
A assistência pré-natal realizada adequadamente é 
fundamental para a redução até mesmo da mortalidade materna 
e é um importante marcador da qualidade do cuidado materno, 
sendo um aspecto que merece toda a atenção das políticas de 
saúde.
A anamnese e o exame físico realizados durante a consulta 
pré-natal permitem que o risco gestacional seja definido e guiam a 
decisão dos exames complementares a serem solicitados. 
É importante esclarecer que há exames complementares 
que serão solicitados rotineiramente para todas as grávidas. É uma 
“receitinha de bolo” que deve ser realizada por todas as gestantes, 
as de risco habitual ou não; diante de alguns fatores de risco ou de 
comorbidades identificadas, outros exames deverão ser solicitados.
Neste livro, abordaremos a assistência pré-natal a ser 
garantida a uma gestante de risco habitual. As particularidades do 
seguimento pré-natal quando a gestante apresenta comorbidades 
serão abordadas em seus livros digitais específicos, por exemplo: 
DIABETES NA GESTAÇÃO e SÍNDROMES HIPERTENSIVAS NA 
GESTAÇÃO.
Uma vez que a assistência pré-natal é um atendimento muito 
bem estruturado, outra particularidade dela é que há intervalos 
mínimos pré-estabelecidos para que os retornos da gestante 
aconteçam. 
Enquanto em outras especialidades a reavaliação, se ocorrer 
em um ou dois meses, não interferirá tanto no seguimento do 
paciente, na obstetrícia isso pode representar perder janelas 
importantes de oportunidades de diagnóstico e tratamento. 
Tenha sempre em mente que há um feto desenvolvendo-se 
ininterruptamente e que todo tempo pode ser decisivo para 
garantir seu bem-estar, Doc.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da 
Saúde (MS) preconizam que a gestante passe, ao menos, por seis 
consultas de pré-natal para que a assistência seja considerada 
adequada. O intervalo entre as consultas de pré-natal em uma 
gestação de risco habitual obedece aos seguintes intervalos:
• A cada quatro semanas até a 28ª semana de 
gestação. Excetuando-se o primeiro retorno, 
que deve ocorrer em até 15 dias para avaliação 
dos exames da rotina de pré-natal solicitados na 
primeira consulta.
• A cada 15 dias entre a 28ª semana e 36ª semana 
de gestação.
• Semanalmente a partir do termo até o parto. 
Atenção, Doc! NÃO há alta do pré-natal! 
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ATÉ QUANDO AGUARDAR PELO PARTO?
O Ministério da Saúde sugere que as gestações de risco habitual sejam acompanhadas até a 41ª semana e, se não ocorrer 
trabalho de parto espontâneo, seja realizada a indução do parto com a concordância da gestante, em razão do aumento de 
morbimortalidade fetal com o aumento da idade gestacional. Esse é o protocolo assumido por muitas maternidades. 
No entanto, tenha muita atenção ao protocolo assumido no serviço em que você vai prestar sua prova de Residência, Doc! 
O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) e o Zugaib (USP-SP) orientam aguardar o trabalho de parto 
espontâneo até a 42ª semana de gestação e só então realizar a indução do parto. 
Em qualquer um dos casos, é fundamental que a gestante e a vitalidade fetal sejam monitoradas a partir de 40-41 semanas, 
em reavaliações a cada 48-72 horas, enquanto se aguarda o trabalho de parto espontâneo.
Estude mais sobre esse tema no livro digital INDUÇÃO DO PARTO E PÓS-DATISMO.
A questão abaixo é um exemplo de como esse tema pode ser avaliado em sua prova. Tente resolvê-la.
CAI NA PROVA
(HPEV – 2019) Com relação à Assistência Pré-Natal de Risco Habitual (Baixo Risco), é INCORRETO afirmar que:
A) Não existe alta do pré-natal, independentemente da classificação de risco da gestação até a 41ª semana.
B) A Organização Mundial de Saúde recomenda o mínimo de 6 consultas de pré-natal para adequada assistência.
C) O principal indicador do prognóstico ao nascimento é o acesso e assistência pré-natal de qualidade.
D) As consultas deverão ser mensais até a 28ª semana, quinzenais entre 28 e 36 semanas e semanais no termo.
E) Deve-se aguardar o início do trabalho de parto até a 42ª semana de gestação, nestes casos.
COMENTÁRIOS:
Atenção, o examinador quer a alternativa incorreta!
Correta a alternativa A: a gestante deve ser mantida em seguimento pré-natal até o parto. Não existe alta do pré-natal.
Correta a alternativa B: a Organização Mundial de Saúde recomenda que sejam realizadas seis consultas ou mais de pré-natal para uma 
assistência adequada.
Correta a alternativa C: desfechos desfavoráveis, tanto maternos quanto fetais, estão mais associados a mulheres que não tiveram acesso 
à assistência adequada de pré-natal.
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Outro aspecto importante em relação à assistência ao pré-
natal é que, em cada período da gestação, queixas mais comuns 
serão esperadas, assim como possíveis complicações também serão 
mais frequentes. Dessa forma, em geral, o olhar do pré-natalista 
deve estar voltado a investigar as peculiaridades mais comuns 
a cada idade gestacional, prevenir complicações e identificar 
alterações precocemente para prevenir complicações maiores.
Em geral, dividimos a gestação em três trimestres, o que 
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64
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COMENTÁRIOS:
Mesmo tema, porém apresentado de uma maneira diferente. Perceba que, nesse caso, o examinador espera que você seja capaz de 
avaliar os dados apresentados no gráfico de evolução do crescimento uterino e correlacione-os aos dados ultrassonográficos apresentados 
no enunciado.
Note que, segundo o gráfico, o crescimento uterino apresenta-se menor do que o esperado. Não acompanha a curva de crescimento e está 
abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. Diante disso, a hipótese de restrição do crescimento fetal deve ser aventada e a avaliação 
ultrassonográfica descrita no enunciado, solicitada. Sabendo disso, vamos avaliar as alternativas.
Correta a alternativa A, 
porque, embora o gráfico referente à evolução do crescimento uterino sugira restrição do crescimento 
fetal, por marcações registradas abaixo da curva relativa ao percentil 10 do crescimento, a ultrassonografia 
demonstra um crescimento fetal adequado, ao classificar o peso fetal no percentil 30 e, portanto, normal. Lembre-se de que a medida 
da altura uterina pode estar menor do que o esperado para a idade gestacional por erro na técnica de aferição, falha no cálculo da 
idade gestacional ou, ainda, por apresentação córmica do feto. Aproveite essa questão para fixar este conceito: incompatibilidades da 
altura uterina devem motivar avaliação fetal minuciosa, a ultrassonografia, embora também possa apresentar falhas na avaliação, é mais 
fidedigna para determinar o diagnóstico final nesses casos.
Incorreta a alternativa B, porque, assim como o feto restrito, o feto pequeno constitucional também se apresenta com peso fetal estimado 
abaixo do percentil 10 para idade gestacional, sendo incompatível com o percentil 30 apresentado no enunciado.
Incorreta a alternativa C. Atenção, Doc! Se essa foi a alternativa escolhida por você, provavelmente o que aconteceu foi que você avaliou 
corretamente o registro gráfico da altura uterina que está abaixo do percentil 10 para a idade gestacional, mas não considerou a avaliação 
do peso normal pela ultrassonografia, que, por ser percentil 30, permite considerar o feto com crescimento fetal normal. Relembre 
os fatores que podem levar à avaliação errada da altura uterina descritos na tabela 4 e na alternativa A, e cuidado com esse tipo de 
“pegadinha”! A avaliação ultrassonográfica é mais fidedigna do que a altura uterina, ok?!
Incorreta a alternativa D, porque fetos considerados grandes para a idade gestacional são aqueles que apresentam peso estimado acima 
do percentil 90, e o feto apresentado no enunciado tem peso estimado no percentil 30.
O próximo tópico que avaliaremos será como a ausculta dos batimentos cardíacos fetais pode ser realizada.
3.4.4 AUSCULTA DOS BATIMENTOS CARDÍACOS FETAIS
A ausculta dos batimentos cardíacos fetais é muito importante na avaliação obstétrica porque permite analisar a vitalidade fetal, 
primordialmente identificando se o feto está vivo, e, quando realizada de forma mais prolongada e em idades gestacionais mais avançadas, 
ainda permite identificar sinais de sofrimento fetal. 
Os batimentos cardíacos fetais (BCF) são considerados normais no intervalo de variação entre 110 e 160 bpm. 
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Batimentos cardíacos fetais mantidos acima de 160 bpm caracterizam taquicardia fetal; quando mantidos abaixo de 110 bpm, 
caracterizam feto bradicárdico.
A possibilidade de auscultar o BCF depende tanto da idade gestacional quanto do instrumento utilizado para realizar essa ausculta, e 
esse costuma ser um tema explorado pelos examinadores ao apresentarem esse conceito na prova. 
Entre as ferramentas que podem ser utilizadas para a ausculta dos batimentos cardíacos fetais, estão:
• Ultrassonografia
• Sonar
• Estetoscópio de Pinard
• Cardiotocografia
A ultrassonografia obstétrica será o método de escolha quando os batimentos cardíacos do feto não são 
identificados pelos outros métodos de ausculta.
Por volta da 9ª e da 12ª semana de gestação, a ausculta 
dos batimentos cardíacos fetais passa a ser possível utilizando-se 
o sonar Doppler, método mais amplamente utilizado na prática 
clínica atual.
Figura 20. Sonar Doppler.
Porém, vale lembrar que há também o estetoscópio de 
Pinard, que permite a ausculta dos batimentos cardíacos do feto 
por volta da 16ª-20ª semana de gestação. 
Figura 21. Estetoscópio de Pinard.
A ultrassonografia Modo-M é o método que permite identificar mais precocemente os batimentos cardíacos do embrião, podendo ser 
visualizados por volta da quinta semana de gestação.
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Para isso, ele deve ser posicionado com a extremidade que 
tem abertura bem coaptada no abdômen da gestante, enquanto 
o examinador acomoda seu pavilhão auricular na extremidade 
contrária do estetoscópio e faz uma leve pressão com a cabeça. No 
posicionamento correto, é essencial que o examinador não segure 
o estetoscópio com as mãos, a fim de não interferir na ausculta. 
Observe a figura a seguir, que demonstra como o estetoscópio de 
Pinard deve ser usado.
Figura 22. Ausculta dos batimentos cardíacos fetais utilizando o estetoscópio de 
Pinard.
É importante salientar que, tanto na ausculta com o sonar 
Doppler quanto com o estetoscópio de Pinard, os batimentos do 
feto são audíveis com mais facilidade onde se percebeu o dorso 
fetal durante a palpação obstétrica e na topografia mais próxima 
ao coração fetal, isto é, próximo de onde estima-se estar a quarta 
vértebra dorsal do feto.
Simplificando: a partir da segunda metade da gestação, 
quando o feto estiver em apresentação cefálica, o ponto mais fácil 
de ausculta fetal será na região central do quadrante inferior do 
abdômen, compatível com o lado para o qual o feto está voltado. 
Caso a apresentação seja pélvica, há maiores chances de a ausculta 
fetal ser facilitada nos quadrantes superiores do abdômen materno 
na lateralidade compatível com a posição fetal. 
Isso significa que não precisa lambuzar 
o abdômen todo da gestante em busca do BCF, 
Doc! O gel utilizado, infelizmente, ainda não tem 
Figura 23. Local facilitado da ausculta do BCF de acordo com a apresentação e 
posição fetal.
Por fim, a cardiotocografia também permite que os 
batimentos cardíacos fetais sejam auscultados, mas é essencial 
que você se lembre de que, muito mais do que auscultar o BCF, 
a cardiotocografia é uma importante ferramenta para avaliação 
da vitalidade fetal, conforme você pode estudar no livro digital 
VITALIDADE FETAL.
Figura 24. Cardiotocografia (acervo da profa. Natalia Carvalho).
propriedades hidratantes, portanto seremos Corujas elegantes 
e certeiras em determinar o ponto mais provável de ausculta 
dos batimentos fetais na sua estação prática de obstetrícia ou 
respondendo questões teóricas sobre o tema. A figura a seguir 
ilustra essa dica.
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Antes de terminarmos esse tópico, observe a tabela abaixo e memorize esses conceitos.
Método de ausculta Idade gestacional mínima para ausculta cardíaca
Ultrassonografia Modo-M 5 semanas
Sonar Doppler 9-12 semanas
Estetoscópio de Pinard 16-20 semanas
Tabela 9. Correlação entre método de ausculta fetal e idade gestacional mínima para ausculta dos batimentos cardíacos do concepto.
Agora, que tal uma pausa para praticar o que aprendeu até aqui?
CAI NA PROVA
(SUS – 2020) Gestante de 13 semanas chega ao pré-natal sem queixas. O médico não consegue ouviros batimentos cardíacos fetais com o 
Pinard. É correto afirmar que os batimentos não estão audíveis, pois
A) com 13 semanas, o coração fetal só é audível por meio de ultrassonografia com Doppler.
B) nessa idade gestacional, a ausculta fetal deve ser feita com o sonar.
C) deve ter ocorrido óbito fetal.
D) o feto deve estar em apresentação anômala.
E) o útero deve ser retrovertido.
COMENTÁRIOS:
O conceito que precisa estar claro para responder a essa questão é a partir de qual idade gestacional espera-se ouvir os batimentos 
cardíacos do feto com cada um dos instrumentos disponíveis na propedêutica obstétrica.
Incorreta a alternativa A, porque, com 13 semanas de gestação, é possível auscultar os batimentos cardíacos fetais com a ultrassonografia 
e com sonar Doppler.
Correta a alternativa B, 
porque, com 13 semanas de gestação, a ausculta dos batimentos cardíacos fetais deve ser realizada com o 
sonar Doppler, e não com o estetoscópio de Pinard, que permite ausculta apenas a partir da 20ª semana 
de gestação.
Incorreta a alternativa C, porque os batimentos cardíacos fetais não foram audíveis em razão de o estetoscópio de Pinard só permitir sua 
ausculta a partir da 20ª semana de gestação. É necessário método adequado para avaliar a vitalidade do feto nesse caso.
Incorreta a alternativa D, porque os batimentos cardíacos fetais não foram audíveis em razão de o estetoscópio de Pinard só permitir sua 
ausculta a partir da 20ª semana de gestação, independentemente da apresentação fetal.
Incorreta a alternativa E, porque, tanto no caso de útero anteverso fletido quanto retrovertido, os batimentos cardíacos fetais são audíveis 
com o estetoscópio de Pinard apenas a partir da 20ª semana de gestação.
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(HAC PR – 2020) Sobre ausculta dos batimentos cardiofetais (BCF), avalie as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta. 
I. A identificação dos batimentos cardiofetais é feita com o ultrassom a partir da oitava semana de gestação. 
II. O BCF pode ser identificado com o sonar Doppler a partir da décima ou décima primeira semana de gestação. 
III. O BCF pode ser identificado com o estetoscópio de Pinard a partir da décima quinta semana de gestação. 
IV. A frequência dos batimentos cardiofetais deve situar-se entre 110-160 bpm.
A) Todas as assertivas são verdadeiras.
B) Todas as assertivas são falsas.
C) Assertivas I, III e IV são verdadeiras.
D) Assertivas II e IV são verdadeiras.
E) Apenas a assertiva IV é verdadeira.
COMENTÁRIOS:
Mais uma questão avaliando seus conhecimentos acerca da correlação entre método de ausculta dos batimentos cardíacos fetais e idade 
gestacional. Vamos avaliar cada uma das afirmações para fixar esse conceito, Doc.
Assertiva I está INCORRETA – porque a identificação dos batimentos cardiofetais pela ultrassonografia é possível já por volta da 5ª semana 
de gestação.
Assertiva II está CORRETA – porque, de fato, os batimentos cardíacos fetais podem ser identificados pelo sonar Doppler por volta da 10ª 
ou 11ª semana de gestação. 
Assertiva III está INCORRETA – porque a identificação dos batimentos cardiofetais pelo estetoscópio de Pinard é possível apenas por volta 
da 20ª semana de gestação.
Assertiva IV está CORRETA – porque a frequência dos batimentos cardiofetais é considerada normal quando situada entre 110 e 160 pbm.
Agora, escolher a alternativa correta ficou simples, não é?
Correta a alternativa D, porque apenas as assertivas II e IV estão corretas.
Muito bem, Doc! Concluímos mais um tópico desse tema extenso e cheio de nuances que é a assistência ao pré-natal. Antes de 
prosseguirmos, veja uma dica de ouro, para a sua prova, a respeito do que estudamos até aqui: 
DICA DE PROVA
Tanto em uma estação prática quanto em uma prova teórica de obstetrícia, esteja atento às informações 
apresentadas no cartão de pré-natal! 
Muitas vezes, o examinador apresentará a você informações, como aumento pressórico, ganho excessivo de 
peso, edema importante de membros inferiores, altura uterina incompatível com a idade gestacional ou batimentos 
cardíacos fetais alterados, obtidas apenas a partir dos dados registrados em uma sequência de consultas de pré-natal. 
Esteja atento para interpretar essas informações corretamente, baseando-se em tudo que estudou até aqui.
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CAPÍTULO
4.0 DIAGNÓSTICO DE GESTAÇÃO
Agora, que você já aprendeu tudo sobre anamnese e exame físico da gestante, chegou a hora de aprender como pode ser feito o 
diagnóstico de gestação.
Um dos primeiros momentos tensos (no bom sentido) de uma gestante é o famoso "será mesmo que estou grávida?" Para isso, existem 
3 formas de diagnóstico: clínico, laboratorial e por imagem, auxiliado pela ultrassonografia. Vamos avaliar cada um deles:
4.1 DIAGNÓSTICO CLÍNICO
A principal queixa encontrada pela mulher no início da 
gravidez é o atraso menstrual. Se o atraso for do que 12 semanas, o diagnóstico poderá ser 
feito clinicamente. 
Diante do atraso menstrual, os principais sintomas iniciais 
são fadiga, mastalgia, náuseas ou vômitos matinais e aumento da 
frequência urinária.
Portanto, existem sinais de presunção, de probabilidade e 
de certeza. É importante saber essa diferença, já que é um tema 
muito cobrado nas provas e detalhado no livro de modificações 
fisiológicas da gestação. Não deixe de se aprofundar nesse tópico.
Os sinais de presunção incluem manifestações sistêmicas e 
sinais mamários:
 Manifestações clínicas (atraso menstrual de até 14 dias, 
náuseas, vômitos, polaciúria, sonolência, alterações do apetite, 
sinal de Halban – lanugem –, linha nigra). 
Manifestações mamárias (hipersensibilidade dos mamilos, 
aumento do volume das mamas, sinal de Hunter – hiperpigmentação 
da aréola –, presença dos tubérculos de Montgomery, rede venosa 
de Haller, saída de colostro).
Os sinais de probabilidade são sinais do trato genital: atraso 
menstrual maior do que 14 dias, aumento do volume uterino, 
amolecimento do colo uterino, alteração do muco cervical, sinal 
de Piskacek (formato assimétrico do útero onde se implantou o 
embrião), sinal de Hegar (amolecimento do istmo cervical), sinal 
de Nobile-Budin (ocupação dos fórnices laterais), sinal de Kluge 
(arroxeamento da vagina), sinal de Osiander (pulsação das artérias 
vaginais no fórnice lateral).
E os 3 sinais de certeza: sinal de Puzos (rechaço fetal sentido 
ao empurrar o útero pelo fórnice anterior), palpação e percepção 
dos movimentos fetais e de partes fetais e ausculta dos batimentos 
cardíacos fetais.
Veja, na tabela a seguir, um resumo com os principais sinais 
de presunção, probabilidade e certeza de gestação.
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Trato genitalSistêmicos e mamários Sinto/escuto
SINAIS DE PRESUNÇÃO SINAIS DE PROBABILIDADE SINAIS DE CERTEZA
Atraso menstrual até 14 dias Atraso menstrual maior que 14 dias Sinal de Puzos
Náuseas e vômitos Aumento do volume uterino
Palpação e percepção de movimentos 
fetais ou de partes fetais
Congestão mamária Amolecimento do colo uterino
Ausculta de batimentos cardíacos 
fetais
Rede de Haller Alterações do muco cervical
Sinal de Hunter Sinal de Piskacek
Tubérculos de Montgomery Sinal de Hegar
Polaciúria Sinal de Nobile-Budin
Cloasma gravídico Sinal de Jacquemier-Chadwick
Linha nigra Sinal de Kluge
Sinal de Halban Sinal de Osiander
Tabela 10. Sinais de presunção, probabilidade e certeza de gestação.
Se quiseraproveitar, você pode estudar com mais detalhes este tópico no livro de MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS NA GESTAÇÃO. Mas 
não deixe de retornar aqui e terminar a leitura deste livro.
4.2 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
É realizado por meio da dosagem de gonadotrofina coriônica 
humana (beta-hCG) para o diagnóstico precoce da gestação, 
quando o atraso menstrual é menor do que 14 dias.
O teste imunológico de gravidez (TIG) é sensível e confiável, 
porém é considerado caro e deverá ser solicitado após atraso 
menstrual de 15 dias. 
Os testes urinários (beta-hCG qualitativo) têm baixos 
resultados falso-positivos, porém podem apresentar resultado 
falso-negativo, levando ao atraso no início do pré-natal.
O beta-hCG quantitativo é detectado por meio do 
sangue periférico, 8 a 11 dias após a concepção. A maioria dos 
testes apresenta um corte de 25 a 30 mUI/mL, com resultados 
indeterminados e falso-positivos entre 2 e 25 mUI/mL. São 
considerados negativos valores menores do que 5 mUI/mL, e acima 
de 25 mUI/mL são considerados positivos.
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4.3 DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
O diagnóstico de uma gestação intrauterina pela 
ultrassonografia obstétrica inicial pode ser realizado a partir de 
4,5 a 5 semanas por meio da visualização do saco gestacional. 
Já o embrião pode ser visualizado a partir de 5,5 a 6 semanas, e 
os batimentos cardíacos fetais devem estar presentes quando o 
embrião apresenta o comprimento cabeça-nádega (CCN) maior ou 
igual a 7 mm.
O exame ultrassonográfico oferece à gestante a oportunidade 
de confirmação da idade gestacional, de detecção precoce de 
gestações múltiplas ou de malformações fetais. Porém, os benefícios 
da ultrassonografia ainda são incertos, já que sua omissão não 
diminui a qualidade do pré-natal (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012). 
A datação da gestação em idade gestacional 20 semanas) ou o sonar (> 10/12 
semanas) é um sinal de certeza de gestação, e não de probabilidade.
Incorreta a alternativa D. O aumento do volume uterino é um sinal de probabilidade e pode ocorrer por outras patologias que não 
somente a gestação. A miomatose uterina é um exemplo comum para isso.
Incorreta a alternativa E. O atraso menstrual maior do que 14 dias é um sinal de probabilidade de gestação, já que outras patologias 
podem levar à irregularidade menstrual e à amenorreia que não a gestação. Mas vale lembrar que, em toda amenorreia, deve-se descartar 
uma gestação.
(SES-PE – 2019) Assinale abaixo o achado que indica certeza de gravidez.
A) Amolecimento do colo uterino percebido pelo toque
B) Tubérculos de Montgomery
C) Polaciúria
D) Sinal de Puzos
E) Aumento de sensibilidade álgica mamária
COMENTÁRIO: 
Incorreta a alternativa A. O sinal de Hegar, ou seja, o amolecimento do colo uterino, é sinal de probabilidade de gestação, e não de certeza.
Incorreta a alternativa B. Os tubérculos de Montgomery são glândulas sebáceas hipertrofiadas nos mamilos e são sinais de presunção de 
gestação, e não de certeza.
Incorreta a alternativa C. A polaciúria é o aumento da frequência de micções e é um sinal de presunção de gestação, e não de certeza.
Correta a alternativa D. 
O sinal de Puzos caracteriza-se pelo rechaço fetal, quando se impulsiona o fundo de saco anterior e se 
percebe o retorno do feto ao local. É um sinal de certeza de gestação.
Incorreta a alternativa E. O aumento da sensibilidade álgica nas mamas é um sinal de presunção de gestação, e não de certeza.
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CAPÍTULO
5.0 CÁLCULO DA IDADE GESTACIONAL
Doc, como você já deve ter percebido, a assistência ao pré-natal é estruturada de acordo com a evolução 
das semanas de gestação, assim como a programação do parto e os cuidados diante de intercorrências 
obstétricas. Sendo assim, observe que o cálculo da idade gestacional impacta diretamente as condutas 
obstétricas durante toda a gravidez, sendo fundamental, portanto, que a datação da gestação seja realizada de 
forma correta.
Neste capítulo, analisaremos as três principais maneiras de determinar a idade gestacional:
• Pela data da última menstruação (DUM).
• Pela ultrassonografia (USG).
• Pela altura uterina (AU).
5.1 PELA DATA DA ÚLTIMA MENSTRUAÇÃO (DUM) 
Provavelmente, a primeira ideia que lhe vem à cabeça 
quando pensa em determinar a idade gestacional é calculá-la a 
partir da data da última menstruação, frequentemente conhecida 
na prática clínica e nas provas por "DUM". E você está certíssimo! 
Um conceito essencial que você precisa sempre ter em 
mente para determinar a idade gestacional a partir da data da 
última menstruação (DUM) é saber que ela representa o primeiro 
dia do último ciclo menstrual. É comum o examinador apresentar 
a você o primeiro e o último dia do ciclo menstrual no enunciado da 
questão e solicitar que você determine a idade gestacional. Você é 
Coruja e não cairá nessa “pegadinha”, combinado?!
Data da última menstruação (DUM) 
É o PRIMEIRO dia da menstruação do último ciclo menstrual.
 Outro ponto importante a ser pensado a respeito do 
cálculo da idade gestacional é que, apesar de, na prática clínica, 
utilizar-se amplamente os aplicativos para realizaressa conta, no 
momento da prova, você não terá acesso ao celular, à calculadora 
ou ao calendário, sendo importante estar apto para calcular a idade 
gestacional sem essas ferramentas.
Aqui, entram suas habilidades matemáticas e seu 
conhecimento de quantos dias tem cada mês, uma vez que a 
determinação da idade gestacional (IG) será feita pelo número de 
dias entre a data da última menstruação e o dia da consulta médica 
dividido por sete, para se ter o resultado em semanas. Perceba, 
portanto, que o enunciado precisará fornecer as duas datas.
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Que tal um exemplo para ajudar a esclarecer esse conceito, Doc?
Suponha que a data da última menstruação seja 6 de fevereiro de 2022 e que se deseje conhecer a idade gestacional em 12 de abril 
de 2022. Observe a figura a seguir, que exemplifica os cálculos envolvidos na determinação de que, nesse caso, a idade gestacional será de 9 
semanas e 2 dias na data de 12 de abril de 2022.
Cálculo da Idade Gestacional pela DUM
IG = 9 semanas e 2 dias
65
63
Dias
Semanas
7
9
2
DUM = 06/02/2022
Data da consulta pré-natal = 12/04/2022
Fevereiro - 22 dias (28 dias - 06 dias da DUM)
Março - 31 dias
Abril – 12 dias
22 + 31 + 12 = 65 dias de gestação
Figura 25. Exemplo de cálculo da idade gestacional a partir da DUM.
Dica de prova
Saiba quantos dias tem o mês olhando para suas mãos.
Provavelmente você aprendeu isso na infância e nunca pensou que seria útil, mas pode ajudá-lo bastante no 
momento da prova.
Caso fique em dúvida sobre quantos dias tem cada mês, feche suas mãos e observe as saliências ósseas de cada dedo. Cada 
uma das saliências representa um mês de 31 dias, enquanto os espaços entre elas representam os meses de 30 dias, ou de 28/29 
dias quando se referir a fevereiro. Comece a contar os meses a partir da primeira saliência óssea que representa janeiro, e, ao chegar 
à última, será julho. Comece de trás para a frente, contando agosto na mesma saliência óssea de julho (ou seja, julho e agosto têm 
31 dias!)
SOMA DOS DIAS ENTRE A DUM E A DATA EM QUE SE DESEJA SABER A IG 
7
=IG (EM SEMANAS)
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 A figura a seguir ilustra isso para você.
Figura 26. Dica para determinar quantos dias tem o mês.
Obstetrícia também é cultura, Doc! 
Desenterrando dicas do fundo do baú para seu sucesso na prova!
É importante ter em mente que a fidedignidade do cálculo da idade gestacional a partir da DUM se relaciona, por exemplo, à regularidade 
do ciclo menstrual da mulher, a ela lembrar a data corretamente e a se ela estava ou não em uso de contraceptivos.
5.2 PELA ULTRASSONOGRAFIA
Outra forma de calcular a idade gestacional é a partir da 
ultrassonografia. Sendo que a estimativa da IG pelo ultrassom 
é fundamental nos casos em que há dúvidas a respeito de quão 
fidedigna é a data da última menstruação ou quando ela é 
desconhecida.
O raciocínio do cálculo é bastante semelhante ao usado para 
o cálculo a partir da DUM. O que muda é que você deverá considerar 
a data de realização da ultrassonografia como se fosse a DUM e, ao 
final do cálculo, adicionar, à idade gestacional encontrada, a idade 
gestacional que constava na ultrassonografia.
+IG (USG) = IG (EM SEMANAS)
SOMA DOS DIAS ENTRE A DATA DO USG E A DATA EM QUE SE DESEJA SABER A IG
7
)(
Acompanhe, a seguir, um novo exemplo, dessa vez para o cálculo da idade gestacional a partir da ultrassonografia. Suponha a mesma 
data de consulta, isto é, 12 de abril de 2022; suponha que a gestante lhe apresenta uma ultrassonografia realizada no dia 18 de março de 2022 
e que, nessa ultrassonografia, a idade gestacional estimada era de 10 semanas de gestação. Observe que, de acordo com a ultrassonografia, 
a idade gestacional seria de 13 semanas e 6 dias nessa data.
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Figura 27. Exemplo de cálculo da idade gestacional a partir do USG.
Cálculo da Idade Gestacional pelo USG
IG= 13 semanas e 6 dias
1º USG 18/03/2022 - 10 sem
25
21
Dias
Semanas
7
3
6
Data da consulta 12/04/2022
Março - 13 dias (31 dias - 18 dias data do USG)
Abril - 12 dias 13 + 12= 25 dias de gestação
Somar 10 semanas do 
resultado doUSG
Nesse momento, você deve estar se perguntando: “mas e aí? Que idade gestacional devo considerar correta: a calculada a partir da 
DUM ou a partir do USG?”. E a resposta é "depende"!
Depende de quão diferentes são as idades gestacionais calculadas a partir da DUM e do USG e de quando a ultrassonografia foi 
realizada. 
Sabendo-se que a idade gestacional é estimada a partir do tamanho do embrião ou do feto à ultrassonografia, quanto mais 
precocemente for realizado o ultrassom, mais fidedigna será a determinação da idade gestacional. Isso porque quanto menor a idade 
gestacional, menores os efeitos genéticos e de possíveis comorbidades maternas sobre o crescimento fetal, por exemplo.
Devemos, então, comparar as idades gestacionais calculadas a partir da DUM e do USG e decidir qual delas será mais adequada. 
Diferenças menores de dias do que os citados a seguir indicam que a idade gestacional estimada pela DUM é a mais correta. Quando a 
diferença for maior do que os dias indicados, devemos considerar a IG do USG, isso é chamado de erro de data, ou seja, a DUM não deve ser 
levada em consideração para a estimativa da IG.
Ultrassonografias realizadas:
• antes de 9 semanas apresentam erro de até 5 dias;
• entre 9 e 14 semanas apresentam erro de até 7 dias;
• entre 14 e 21 6/7 semanas apresentam erro entre 7 e 10 dias;
• entre 22 e 27 6/7 semanas apresentam erro de 14 dias;
• a partir de 28 semanas apresentam erro de 21 dias.
DICA DE PROVA
Decorar todos esses intervalos não é fácil. Embora não seja tão fidedigna, uma dica para ajudá-lo a responder 
às questões sobre esse assunto é que o trimestre em que o ultrassom foi realizado representa o número de semanas 
consideradas para o erro, isto é:
Ultrassonografias de:
• 1º trimestre – apresentam erro de 1 semana (7 dias);
• 2º trimestre – apresentam erro de 2 semanas (14 dias);
• 3º trimestre – apresentam erro de 3 semanas (21 dias).
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Lembre-se, Doc: a datação correta baseia-se nos intervalos especificados no texto, e o examinador pode, sim, cobrá-los dessa 
forma na prova!
Porém, em provas de acesso direto e considerando-se que você não consiga memorizar os detalhes mais específicos, essa dica 
pode ajudá-lo a direcionar-se melhor para escolher a alternativa correta. Se tiver possibilidade, decore os intervalos mais específicos, 
combinado?
Você pode estudar mais a respeito dos aspectos relacionados à datação da gestação no livro digital "ULTRASSOM NA GESTAÇÃO".
A datação da gestação realizada no primeiro trimestre não se altera. Lembre-se de que, durante o terceiro 
trimestre, tamanhos fetais incompatíveis com a IG devem levar à investigação de causas para um crescimento fetal 
acelerado ou retardado.
Proponho uma pausa para praticar, afinal cálculos são melhor aprendidos colocando-os na ponta do lápis. 
Vamos tentar?
CAI NA PROVA
(UERJ 2022) Gestante é atendida na UBS em 10/11/2021 para iniciar acompanhamento pré-natal. Relata não saber a data da última 
menstruação, mas apresenta ultrassonografia de 06/09/2021, que mostra embrião único, tópico com CCN = 13 mm, BCF = 162 bpm, idade 
gestacional de 7 semanas e 4 dias. A idade gestacional, no momento do atendimentoprestado na UBS, é de:
A) 17 semanas e 1 dia.
B) 17 semanas e 5 dias.
C) 16 semanas e 4 dias.
D) 16 semanas e 6 dias.
COMENTÁRIOS: 
Diante disso, para calcular a idade gestacional pela ultrassonografia, sem saber a data da última menstruação, você deve calcular 
quantas semanas e dias se passaram da data da ultrassonografia até a data da consulta e NÃO ESQUECER DE SOMAR a idade gestacional que 
a paciente já estava na data do ultrassom.
Assim, observe o cálculo.
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Portanto, está correta a alternativa D. 
(SMS RJ – 2021) A estimativa da idade gestacional pela data da última menstruação deve ser corrigida pela ultrassonografia transvaginal de 
1º trimestre quando a discrepância for:
A) maior que 3 dias
B) maior que 7 dias
C) menor que 3 dias
D) menor que 7 dias
COMENTÁRIOS:
Incorretas as alternativas A, C e D, porque a estimativa da idade gestacional pela DUM deve ser corrigida pela ultrassonografia de primeiro 
trimestre quando a discrepância for maior do que uma semana.
Correta a alternativa B, 
porque, quando há discrepância de mais de 7 dias, a estimativa da idade gestacional pela DUM deve ser 
corrigida pela ultrassonografia de primeiro trimestre.
(SES MA – 2021) Hoje (06/12/2020), a paciente comparece com resultado de exame de ultrassom realizado em 23/11/2020 com idade 
gestacional estimada de 8 semanas e 4 dias. Considerando que a data da última menstruação (DUM) da paciente é: 03/10/2020. Assinale a 
idade gestacional da paciente:
A) 9 semanas e 1 dia.
B) 10 semanas e 1 dia.
C) 1 semana e 6 dias.
D) 10 semanas e 3 dias.
E) 9 semanas e 3 dias.
Cálculo Idade Gestacional pelo USG
IG= 16 semanas e 6 dias
1º USG 06/09/2021 - 7 sem 4 dias
65 dias
dias Semanas
7
92
Data da consulta 10/11/2021
Setembro 25 dias (30 dias - 06 dias data do USG)
Outubro 31 dias
Novembro 10 dias (data da consulta)
Somar 7 sem 4 dias (resultado do USG)
Somar 9 sem 2 dias (diferença de dias)
Passo 1: somar número 
de dias da USG até a 
data da consulta
Passo 2: somar o 
resultado com a idade 
gestacional na USG
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COMENTÁRIOS:
Doc, responder corretamente a essa questão depende de que você faça os cálculos. 
• IG pela DUM – dias entre a DUM (03/10/2020) até a data de “hoje” (06/12/2020) = 28 (outubro) + 30 (novembro) + 6 (dezembro) 
= 64 dias divididos por 7 = IG de 9 semanas e 1 dia.
• IG pelo USG – dias entre a data do USG (23/11/2020) até a data de “hoje” (06/12/2020) = 7 (novembro) + 6 (dezembro) = 13 dias 
divididos por 7 = 1 semana e 6 dias + 8 semanas e 4 dias (IG no dia do USG) = 10 semanas e 3 dias.
• Sabendo-se que a margem de erro considerada para uma ultrassonografia realizada antes das 9 semanas de gestação é de 5 dias 
e que a diferença observada é de 9 dias, a IG calculada a partir da ultrassonografia é mais adequada.
Agora, é só escolher a alternativa correta. 
Incorretas as alternativas A, B, C e E, porque a idade gestacional mais fidedigna, nesse caso, é a calculada a partir da ultrassonografia.
Correta a alternativa D, 
porque a idade gestacional é de 10 semanas e 3 dias, calculada a partir do USG, caracterizando um caso de 
erro de data. 
E o que fazer quando a DUM é desconhecida e não se tem informação a respeito da ultrassonografia? Uma terceira opção para datar a 
gestação é a avaliação da altura uterina.
5.3 PELA ALTURA UTERINA
Conforme já estudamos no capítulo de exame físico obstétrico, há correlação entre a altura uterina e a idade gestacional, embora a 
altura uterina possa ser influenciada por fatores como presença de miomas, número de fetos, tamanho fetal, biotipo materno, quantidade de 
líquido amniótico, entre outros fatores que fazem com que a estimativa da idade gestacional não seja tão fidedigna a partir da altura uterina 
quando comparada à realizada a partir da DUM ou do USG.
No entanto, esse pode ser um parâmetro importante em situações em que a datação da gestação é importante e em que não se têm 
outros meios, como, por exemplo, em um atendimento de urgência de uma gestante sem cartão de pré-natal ou quando não se sabe o quanto 
é possível confiar na DUM, entre diversas outras situações que podem se apresentar.
Alguns marcos da avaliação da altura uterina são importantes de serem conhecidos. A figura a seguir auxilia sua memorização:
• na 12ª semana, o útero é palpável na sínfise púbica; 
• na 16ª semana, o fundo uterino é palpável entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical;
• na 20ª semana, a altura uterina é palpável na altura da cicatriz umbilical; 
• a partir da 20ª semana, observa-se relação direta entre a medida da altura uterina e as semanas de gestação, sendo 
menos fidedigna após a 30ª semana de gestação.
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Figura 28. Relação entre a altura uterina e a idade gestacional.
 Há ainda outra forma de utilizar a altura uterina para estimar a idade gestacional: o uso da regra de McDonald em gestante entre 28 
e 34 semanas. Seu uso não é frequente nas provas nem na prática clínica, porém despenca nas provas do SES-PE, por isso, se você pretende 
concorrer nessa prova, é fundamental que memorize que, por essa regra, a idade gestacional é estimada multiplicando-se a altura uterina por 
8 e dividindo-a por 7. 
REGRA DE MCDONALD
Altura uterina x 8
7
Idade gestacional
(Semanas)
=
 Figura 29. Cálculo da idade gestacional pela regra de McDonald.
Por exemplo, se a altura uterina aferida for de 30 centímetros, a idade gestacional estimada será de 32 semanas (28 X 8 / 7 = 224/7 = 
32).
Resolva os exercícios a seguir para fixar esse conceito, Doc.
CAI NA PROVA
(CERMAM – 2020) Gestante no interior do Amazonas foi à primeira consulta do pré-natal. Não sabia a data da última menstruação nem tinha 
nenhum exame. Sabendo que se trata de uma gestação única e fisiológica, e que, ao exame físico, o fundo de útero estava ao nível da cicatriz 
umbilical, qual idade gestacional essa gestante deve estar?
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A) 20 semanas.
B) 24 semanas.
C) 16 semanas.
D) 18 semanas.
COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa A, porque o útero é palpável na altura da cicatriz umbilical por volta da 20ª semana de gestação.
Incorreta a alternativa B, porque, na 24ª semana de gestação, é esperado palpar o útero acima da cicatriz umbilical.
Incorreta a alternativa C, porque, na 16ª semana de gestação, é esperado palpar o útero entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical.
Incorreta a alternativa D, porque, na 18ª semana de gestação, é esperado palpar o útero abaixo da cicatriz umbilical.
(SES PE – 2020) Pela regra do McDonald, calcule a idade gestacional quando a altura de fundo uterino é de 30 cm.
A) 30 semanas e 06 dias.
B) 32 semanas.
C) 33 semanas e 01 dias.
D) 34 semanas e 02 dias.
E) 35 semanas.
COMENTÁRIOS:
Regra de McDonald = AU * 8 / 7 = 30 * 8 / 7 = 240/7 = 34,28.
Incorretas as alternativas A, B, C e E, porque a idade gestacional estimada pela regra de McDonald, quando a altura uterina é de 30 cm, 
é de 34 semanas e 2 dias.
Correta a alternativa D, 
porque a idade gestacional estimada pela regra de McDonald, quando a altura uterina é de 30 cm, é de 34 
semanas e 2 dias.
Vale lembrar que outro marco clínico que pode auxiliar na estimativa da idade gestacional é o início da percepção dos movimentos 
fetais, que ocorre entre a 18ª e a 20ª semana de gestação.
Além da datação da gestação,outro cálculo bastante frequente na prática obstétrica é o utilizado para determinar a data provável do 
parto, e é ele que vamos estudar a seguir.
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CAPÍTULO
6.0 DATA PROVÁVEL DO PARTO
A data provável do parto (DPP) refere-se a quando se 
completam 40 semanas de gestação segundo a DUM e não 
necessariamente à data em que de fato ocorrerá o parto.
A DPP é calculada, segundo a regra de Naegele, somando-
se 07 ao número de dias da DUM e subtraindo-se 03 dos meses 
da DUM. Esteja sempre atento para realizar os ajustes necessários 
para ser uma data fidedigna quanto a dias, mês e ano.
REGRA DE NAEGELE = somar 07 aos dias e subtrair 03 dos meses da DUM = DPP.
Observe o exemplo a seguir, considerando-se uma DUM de 27 de agosto de 2021. 
Figura 30 . Exemplo de cálculo da DPP a partir da regra de Naegele.
DUM = 27/08/2021 ≥ 27(dia) + 7 = 34; 08 (mês) -3 = 05, portanto, DPP = 34/05/2021
DPP = 03/06/2022
Mês de maio tem 31 dias 
Ajustar o ano para o seguinte
Observe, a seguir, como esse tema pode ser abordado em sua prova.
CAI NA PROVA
(HCPA 2023) A regra de Nägele pode ser utilizada para o cálculo da data provável do parto. Considerando que uma gestante informou ter sido 
01 de junho de 2022 a data da última menstruação, a data provável do parto será
A) 26 de fevereiro de 2023.
B) 01 de março de 2023.
C) 04 de março de 2023.
D) 08 de março de 2023.
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COMENTÁRIOS:
REGRA DE NAEGELE = somar 07 aos dias e subtrair 03 dos meses da DUM = DPP.
01/06/2022 
+7/-3/2023 = 08/03/2023
Portanto, correta a alternativa D.
(SCMRP – 2021) Uma gestante refere que sua última menstruação foi dia 01/04/2020. Qual será sua data provável pela regra de Naegele e 
com quantas semanas completas ela está no dia 6/12/2020?
A) DPP: 08/01/2021, 35 semanas.
B) DPP: 08/01/2021, 36 semanas.
C) DPP: 11/02/2021, 30 semanas.
D) DPP: 11/01/2021, 35 semanas.
E) DPP: 15/01/2021, 34 semanas.
COMENTÁRIOS:
• Regra de Naegele = somar 07 ao número de dias da DUM e subtrair 03 do mês → 01 + 7 e 04 – 3 = 08/01/2021 (lembre-se de 
ajustar o ano).
• IG pela DUM = 29 (abril) + 31 (maio) + 30 (junho) + 31 (julho) + 31 (agosto) + 30 (setembro) + 31 (outubro) + 30 (novembro) + 06 
(dezembro) = 249 dias dividido por 7 = 35 semanas e 4 dias. 
Correta a alternativa A, porque a DPP é 8 de janeiro de 2021, e a idade gestacional é de 35 semanas e 4 dias.
Incorretas as alternativas B, C, D e E, porque a DPP é 8 de janeiro de 2021, e a idade gestacional é de 35 semanas e 4 dias.
(HAC PR – 2020) Paciente G3 P1 A1, com beta-HCG positivo, informa que a última menstruação iniciou em 08/05/2019 e terminou em 
13/05/2019. Calcule a data provável do parto pela regra de Naegele.
A) 8 de fevereiro de 2020.
B) 15 de fevereiro de 2020.
C) 8 de fevereiro de 2020.
D) 20 de fevereiro de 2020.
E) 23 de fevereiro de 2020.
COMENTÁRIOS:
• Regra de Naegele = somar 07 ao número de dias da DUM (primeiro dia do último ciclo menstrual! Cuidado com a pegadinha, 
Doc!) e subtrair 03 do mês = 08 + 7 e 05 – 3 = 15/02/2020 (lembre-se de ajustar o ano).
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Correta a alternativa B, porque a DPP é 15 de fevereiro de 2020.
Incorretas as alternativas A, C, D e E, porque a DPP é 15 de fevereiro de 2020.
Doc, assim, concluímos mais um tema importante para a assistência pré-natal. Perceba que não é um tema complexo, porém não 
menospreze a dificuldade de questões que envolvem cálculo durante a prova. A ansiedade e o tempo podem atrapalhar. Minha dica é que 
você sempre faça os cálculos no papel e revise seu raciocínio para não cometer erros por desatenção.
7.0 PRINCIPAIS SINTOMAS NA GESTAÇÃO
CAPÍTULO
A principal e mais comum queixa na primeira metade da gestação são as náuseas e vômitos. Devido à alta incidência, em torno de 70 
a 80% das gestações, estão considerando-a até como sintoma fisiológico na gestação. Por ser a queixa mais comum, ela é a mais cobrada 
pelas bancas de provas. 
7.1 HIPERÊMESE GRAVÍDICA 
O momento das náuseas e vômitos gera dúvidas e 
ansiedades para muitas mulheres que pensam em engravidar. As 
náuseas, acompanhadas ou não de vômitos, ocorrem em 70 a 80% 
das gestações. Elas iniciam entre a 5a e a 6a semana de gestação, 
com pico na 9a semana e diminuem por volta da 16a a 18a semana 
em 90% dos casos. 
"Mas, professora, quando é definida a hiperêmese 
gravídica?" Quando os sintomas são mais graves e requerem 
hospitalização. 
A hiperêmese gravídica caracteriza-se pela persistência dos vômitos, acompanhada de perda de peso maior 
do que 5% da massa corporal pré-gravídica e cetonúria, excluídas outras causas.
A hiperêmese afeta de 0,3 a 3% das gestantes e é umas das indicações mais comuns de hospitalização durante a gravidez. A gestante 
apresenta vômitos incoercíveis, o que pode levar a quadros de desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos, perda de peso e, em outros casos, 
alterações da função hepática e renal, hemorragia retiniana e até distúrbios neurológicos (encefalopatia de Wernicke), ocasionando risco para 
a vida materna e fetal.
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Etiologia
A etiologia parece ser multifatorial. Existe uma maior associação com o aumento do hCG, além da progesterona, do estrogênio, 
do hormônio estimulante da tireoide (TSH), do córtex da adrenal, das infecções pelo H. pylori e das deficiências nutricionais ou causas 
psicológicas. Aqui, deixo o aviso de que devemos lembrar da ocorrência de náuseas e vômitos, com maior frequência, em gestações múltiplas 
e na doença trofoblástica gestacional.
Vou abordar, resumidamente, o papel de cada um:
 hCG: O hCG é o hormônio que mais está associado à hiperêmese gravídica, tanto que o pico sérico do hCG coincide com o pico dos 
sintomas. Além disso, existem estudos que identificaram isoformas diferentes do hCG em gestantes. Isoformas que, além de apresentarem 
concentrações elevadas, estão associadas ao meio ácido (pHperceberam que causas biológicas não explicavam de forma 
satisfatória os vômitos. Porém, ainda é de afirmação incerta, geralmente com ligação a conflitos psicológicos como ansiedade e tensão 
relacionada à gestação. Existe a correlação com histeria, neurose ou depressão, além de pobreza e conflitos conjugais. Mas existem pesquisas 
que se opõem a isso devido ao fato de os sintomas psicológicos serem resultantes do estresse e da debilidade física da hiperêmese.
HIPERÊMESE GRAVÍDICA
hCG PROGESTERONA ESTROGÊNIOS
CORTEX DA ADRENAL 
(Produção insuficiente de
ACTH)
INFECÇÃO POR H.
PYLORI
DEFICIÊNCIA DE
VITAMINA
CAUSAS PSICOLÓGICAS
TSH
Figura 31. Etiologia da hiperêmese gravídica.
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7.1.1 QUADRO CLÍNICO
A hiperêmese é caracterizada por vômitos incoercíveis que 
podem gerar distúrbio hidroeletrolítico e ácido-básico, além de 
desidratação e perda de peso (maior do que 5% da massa corporal 
pré-gravídica). Em alguns quadros, podem ocorrer alterações 
de enzimas hepáticas e renais, além de hemorragia retiniana e 
distúrbios neurológicos. A síndrome Korsakoff ocorre em quadro 
grave de fases avançadas com sintomas de psicose, alucinações 
com desenvolvimento de doença crônica neuropsiquiátrica com 
perda de memória (amnésia retrógrada) e de aprendizado (amnésia 
anterógrada). E a síndrome de Wernicke é caracterizada pela tríade 
confusão mental, ataxia e alterações oculares e, sem tratamento 
adequado, pode evoluir para coma e óbito.
A determinação da gravidade por de ser realizada por meio 
do escore de PUQE (Pregnancy Unique Quantification of Emesis).
Escore de PUQE (Pregnancy Unique Quantification of Emesis)
1 – Por quanto tempo se sentiu nauseada nas últimas 24 horas? 
Nunca (1) – Até 4 horas (2) – Até 8 horas (3) – Até 12 horas (4) – > de 12 horas (5) 
2 – Quantos episódios de vômitos apresentou nas últimas 24 horas? 
Nenhum (1) – 1 episódio (2) – Até 3 episódios (3) – Até 4 episódios (4) – Mais de cinco (5) 
3 – Em quantos momentos observou intensa salivação e esforço de vômito nas últimas 24 horas? 
Nenhum (1) – Até 3 vezes (2) – Até 5 vezes (3) – Até 8 vezes (4) – Todo o tempo (5) 
Fonte: Adaptado de KOREN et al., 2005. 
Classificação: pontuação ≤ 6 – forma leve; entre 7 e 11 – forma moderada; ≥ 12 – forma grave. 
Tabela 11. Escore de PUQE para determinação da gravidade de náuseas e vômitos.
7.1.2 TRATAMENTO
A internação hospitalar é OBRIGATÓRIA e deve ser mantido o JEJUM por 24 a 48 horas. 
A hidratação deve ser feita de forma intravenosa, com 
adição de vitaminas de ácido ascórbico para eventuais reposições. 
O controle da hidratação deve ser realizado por meio da diurese 
clara, preferencialmente por solução glicofisiológica entre 2.000 e 
4.000 mL em 24 horas.
Além disso, deve ser corrigido o distúrbio hidroeletrolítico 
e ácido-básico. Com a ocorrência dos vômitos incoercíveis, existe 
perda de ácido clorídrico, cloreto de sódio e cloreto de potássio, 
levando a uma alcalose metabólica hipoclorêmica. Logo, a 
reposição deve incluir o cloro, o sódio e o potássio até que seus 
níveis sejam normalizados.
Terapêutica medicamentosa
As medicações antieméticas são classificadas como categoria B. O uso de vitaminas como a piridoxina (vitamina B6), na dose de 25 
mg, a cada 8 horas, ou a ingestão de gengibre, 250 mg, a cada 6 horas, podem ser úteis.
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A metoclopramida não aumenta o risco de abortamento 
nem de malformações fetais e tem maior efetividade quando 
associada à piridoxina. A clorpromazina, um antipsicótico, também 
é uma alternativa para as náuseas e vômitos.
Geralmente, a ondansetrona é uma escolha em casos graves 
e refratários à terapêutica inicial. É uma medicação classificada 
como categoria B pela FDA, porém é evitada durante o primeiro 
trimestre da gestação. Além disso, nos casos graves refratários, 
pode ser associado o uso de benzodiazepínicos (diazepam), 
apesar de serem classificados como classe D, e de corticosteroides 
(metilprednisolona). 
Além disso, a escolha do anti-histamínico (dimenidrinato, 
meclizina, prometazina) é uma alternativa terapêutica no 
tratamento de náuseas e vômitos, e não foi verificado risco de 
teratogenicidade.
Nutrição
É importante, nas primeiras 24-48 horas de internação, a paciente permanecer em jejum. Após esse período, iniciar a introdução de 
uma dieta leve hipercalórica, pobre em lipídeos e progredindo para uma dieta mais consistente. Em casos mais graves e persistentes, pode-se 
optar por uma nutrição enteral ou parenteral. Deve-se evitar a suplementação de ferro e derivados, pois pode aumentar os sintomas.
Outros tratamentos
Deve ser oferecida psicoterapia de apoio devido à correlação de distúrbios comportamentais. A prática de acupuntura e acupressão 
também apresenta uma alternativa com o estímulo do ponto P6 (ponto chamado de Neiguan). 
Agora é aquela hora em que você deve testar seus conhecimentos e ver como isso já foi cobrado na prova.
CAI NA PROVA
(UFRJ 2022) Na hiperêmese gravídica torna-se mandatória a hospitalização, e o antiemético melhor indicado é:
A) ondansetrona. 
B) metoclopramida.
C) prometazina.
D) doxilamina.
COMENTÁRIOS: 
Correta a alternativa A: 
a ondansetrona é muito efetiva tanto nos casos mais leves como nos mais graves, apresentando baixa 
incidência de efeitos colaterais. Pode ser utilizada por via oral e intravenosa. Embora alguns estudos tenham 
mostrado um aumento do risco de defeitos congênitos (cardíacos e orofaciais) com o uso precoce de ondansetrona, outros estudos não o 
fizeram, além disso, o risco absoluto para qualquer feto é baixo. 
Incorreta a alternativa B: a metoclopramida pode ser utilizada para controle da hiperemese gravídica, mas tem efeito menor do que a 
ondansetrona. 
Incorreta a alternativa C e D: prometazina e doxilamina são antialérgicos que podem ser utilizados para o controle da hiperemese gravídica, 
mas não são tão efetivos com a ondansetrona e apresentam mais efeitos colaterais. 
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(USP-SP – 2022) Mulher de 31 anos de idade, secundigesta, nulípara, chega ao pronto atendimento referindo náuseas e vômitos intensos 
(3 a 4 episódios por dia). Refere data da última menstruação em 23/09/2021. Portadora de distúrbio de ansiedade em uso de sertralina 100 
mg por dia, chegou bastante agitada. Ao exame clínico, paciente em regular estado geral, desidratada 2+/ 4+, PA 90x62 mmHg, FC 124 bpm, 
rítmico. 
Saturação 98%. Exame ginecológico mostrou conteúdo vaginal fisiológico, colo impérvio e útero compatível com a idade gestacional.
Foram colhidos os seguintes exames: Hb 11,4 g/dL; Ht 34,2%, Leucócitos 10,66mil/mm³; Plaquetas 268 mil/mm³; TSH 0,02 UI/mL, T4 total 8,2 
mcg/dL; TGO 19U/L; TGP 28U/L; Cr 0,51 mg/dL; U 15 mg/dL; Na 136 mEq/L; K 3,0 mEq/L; PCR 0,06 mg/L; gasometria venosa (pH 7,47; pO₂ 
80,1 mmHg; pCO₂ 29,2 mmHg; HCO₃ 29,1 mmol/L; BE +10). Eletrocardiograma:
Além da prescrição de antiemético e hidratação, qual é a prescrição mais adequada no pronto atendimento?
A) Reposição de bicarbonato endovenoso.
B) Ofertar oxigênio em máscara aberta.
C) Reposição de potássio endovenoso.
D) Administrar diurético endovenoso.
COMENTÁRIO:
Por meio desse enunciado longo, observamos uma gestante com quadro de hiperêmese gravídica com TSH suprimido, taquicardia, 
alcalose metabólica e hipocalemia.
Incorreta a alternativa A. Não está indicada a reposição de bicarbonato endovenoso em uma alcalose metabólica.
Incorreta a alternativa B. Pela gasometria arterial demonstrandoalcalose metabólica, não está indicada a oferta de oxigênio em máscara 
aberta.
Correta a alternativa C. 
Está indicada a reposição de potássio (K 3,0 mEq/L), já que a hiperêmese gravídica pode levar à alcalose 
metabólica hipoclorêmica, e a reposição deve incluir o potássio até que seus níveis sejam normalizados.
Incorreta a alternativa D. Não está indicada a administração de diuréticos para as alterações indicadas pelo caso clínico.
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(SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO – SES PE – 2020 ) Na gravidez, a síndrome de Wernicke é uma complicação 
da seguinte doença:
A) Placenta prévia
B) Descolamento prematuro das membranas
C) Gravidez prolongada
D) Hiperêmese gravídica
E) Doença hemolítica perinatal
COMENTÁRIO:
Acredito que, após a leitura do texto, ficou mais simples a associação da hiperêmese com a síndrome de Wernicke.
Incorretas as alternativas A, B, C e E. Essas patologias não estão relacionadas à síndrome de Wernicke.
Correta a alternativa D. A síndrome de Wernicke é uma complicação de casos graves de hiperêmese gravídica, caracterizada pela 
tríade confusão mental, ataxia e alterações oculares e que, sem tratamento adequado, pode evoluir para 
coma e óbito. 
Agora, que estudamos mais a fundo a hiperêmese gravídica, vou detalhar outros sintomas que também podem estar presentes durante 
a gestação.
LOMBALGIA Piora de intensidade com o evoluir da gestação. Ocorre em 70% dos casos.
SONOLÊNCIA Comum no início da gestação devido ao efeito da progesterona sobre o sistema nervoso central.
CEFALEIA
Mais comum no início da gestação, regride a partir da metade da gestação, mas pode estar 
associada a outras patologias (sinusite, enxaquecas, erros de refração).
VARIZES
Relacionadas à posição supina prolongada, à genética e à idade avançada. Para tratamento, é 
indicado repouso com membros inferiores elevados e meia elástica.
OBSTIPAÇÃO A piora dos sintomas é maior com o progredir da gestação. 
DOENÇA 
HEMORROIDÁRIA
Ocorre por aumento da pressão das veias retais pela compressão uterina. Pode manifestar-se pela 
primeira vez na gestação e ser agravada com o evoluir da gestação. O tratamento é por meio de 
sintomáticos tópicos, correção da obstipação e compressa morna.
SIALORREIA
Ocorre devido à estimulação das glândulas salivares na ingesta de amido e de componente 
psicossomático.
PIROSE
Ocorre pela compressão uterina sobre o estômago e relaxamento do esfíncter esofágico com 
refluxo do conteúdo gástrico. Geralmente, os sintomas são leves, e o tratamento indicado é o 
fracionamento da dieta, o uso de antiácidos e a evitação de alimentos gordurosos e com cafeína. 
PICA A pica pode ocorrer com desejos estranhos de comer, por exemplo, terra, gelo, arroz cru. 
LEUCORREIA
As gestantes apresentam um aumento fisiológico do fluxo vaginal devido ao aumento da secreção 
de muco pelas glândulas endocervicais pelo aumento do estrogênio. Porém, é necessário o exame 
ginecológico para afastar outras causas.
Tabela 12. Principais sintomas na gestação.
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Assim, concluímos o estudo de uma primeira etapa do pré-natal. Para que continuemos nos aprofundando nesse 
assunto tão importante para sua prova, tome uma água, suco ou um cafezinho bem coado e fique ainda mais atento a um 
dos principais tópicos do estudo do pré-natal, os exames complementares.
Vamos lá? Sente, que lá vem a faca e o queijo na mão.
8.0 EXAMES COMPLEMENTARES – ROTINA DA 
PRIMEIRA CONSULTA DE PRÉ-NATAL
CAPÍTULO
Doc, se precisássemos escolher 
apenas um capítulo deste livro para orientar 
seus estudos, não teríamos dúvidas sobre 
ser este o tema escolhido. Embora tudo 
que estudamos até aqui seja, sim, muito 
relevante para que você esteja apto para realizar a avaliação 
adequada da gestante nos mais diversos cenários obstétricos, 
anamnese e exame físico obstétricos são conceitos que, em geral, 
aparecem como pano de fundo das questões de obstetrícia. 
Por outro lado, a avaliação da rotina de exames 
complementares a serem realizados pelas gestantes após 
sua primeira consulta de pré-natal é o tema queridinho dos 
examinadores. Aquele que cai ano sim e outro também, portanto 
a leitura atenta e dedicada deste capítulo tem tudo para garantir a 
você pontos certos na prova. Preparado? Vamos lá!
A primeira coisa a ser destacada neste nosso estudo é que, 
neste livro, serão apresentados a você os exames complementares 
propostos como a rotina pré-natal para gestantes de risco habitual. 
Os exames que complementam essa lista de acordo com a condição 
clínica ou obstétrica apresentada por uma gestante de alto risco 
estão particularizados nos livros digitais relativos a cada uma delas. 
Além disso, é essencial que você esteja atento ao protocolo 
assumido pela instituição em que você irá realizar sua prova. Os 
exames destacados a seguir são os recomendados pelo Ministério 
da Saúde, e farei, no decorrer desta leitura, algumas ressalvas a 
respeito de diferenças dos protocolos propostos por alguns autores 
para facilitar seu entendimento.
Você irá notar que, assim como o que ocorreu durante 
o estudo das particularidades da anamnese obstétrica, citarei 
diversas vezes os livros digitais em que você poderá aprofundar o 
estudo de cada um dos tópicos. 
Perceba que isso é justamente o que acontece na prática 
clínica. Os exames complementares propostos rotineiramente 
para avaliação da gestante têm o intuito de rastrear as principais 
condições que podem interferir na evolução da gravidez e que, ao 
serem identificados achados positivos em cada um deles, exigirão 
cuidados específicos, particularizados para cada situação.
Portanto, os itens a seguir, além 
de proporem o estudo da rotina de 
exames complementares referentes à 
primeira consulta de pré-natal, podem 
também ser uma boa revisão dos principais aspectos a serem 
avaliados no atendimento inicial da gestante, caso você já tenha 
estudado os temas obstétricos anteriormente e esteja lapidando os 
conhecimentos adquiridos previamente. 
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Segundo o Ministério da Saúde em seu Manual de Alto risco de 2020, os exames que devem ser solicitados para 
toda gestante em sua primeira consulta de pré-natal são: 
• Hemograma.
• Tipagem sanguínea e fator Rh Coombs indireto, se o Rh for negativo.
• Glicemia em jejum.
• Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL/RPR.
• Teste rápido diagnóstico anti-HIV ou sorologia anti-HIV.
• Sorologia para toxoplasmose IgM e IgG.
• Sorologia para hepatite B, preconizada apenas a pesquisa do HBsAg.
• Sorologia para hepatite C. 
• Urina tipo I, também chamada de sumário de urina. 
• Urocultura.
Já desanimou com essa lista, Doc? Respire fundo! Meu 
objetivo é auxiliar a memorização dela e, mais do que isso, sua 
compreensão, inclusive com adendos a ela. Mas vamos por partes, 
porque não quero você desanimado antes mesmo de começarmos. 
Avaliaremos cada um dos itens a seguir e espero que sua apreensão 
desses conceitos seja progressiva e agradável.
É importante, ainda, que eu saliente a você que, no intuito de 
otimizar seu estudo e de sermos mais didáticos, neste livro, apenas 
citarei a rotina de avaliações ultrassonográficas propostas durante 
• Exames séricos gerais – hemograma, tipagem sanguínea e Coombs, glicemia de jejum.
• Exames séricos sorológicos – sífilis e HIV, toxoplasmose e hepatite B e C.
• Exames não séricos – urina I, urocultura e citopatológico de colo uterino.
Então, vamos lá! O primeiro grupo de exames quedetalharemos será o de exames séricos gerais. Esteja atento aos marcadores 
diferentes no decorrer do texto. Eles serão usados para chamar sua atenção para exames que fazem parte de protocolos de rotina de pré-
natal diferentes do proposto pelo Ministério da Saúde.
8.1 EXAMES SÉRICOS GERAIS
Os exames que você precisa lembrar dentro desse primeiro grupo são:
• Hemograma.
• Tipagem sanguínea e fator Rh Coombs indireto, se o Rh for negativo.
• Glicemia em jejum.
 3 TSH – Zugaib, 2020.
 3 Pesquisa de anticorpos irregulares (PAIC) – Zugaib, 2020.
o pré-natal, debruçando-me em destacar as particularidades 
dos exames laboratoriais a serem realizados. Você pode estudar 
os exames ultrassonográficos em profundidade no livro digital 
"ULTRASSOM EM OBSTETRÍCIA".
A seguir, estudaremos cada um dos exames citados acima, 
e mais alguns que não fazem parte dos preconizados como 
obrigatórios pelo Ministério da Saúde, sendo que, para facilitar 
sua memorização, proponho que você pense sobre eles divididos 
basicamente em três trios de exames:
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8.1.1 HEMOGRAMA
A avaliação do hemograma da gestante deve sempre considerar as modificações hematológicas 
que ocorrem fisiologicamente durante o período gravídico e motivar a análise criteriosa dos níveis de 
hemoglobina, leucócitos e plaquetas, conforme estudado no livro digital "MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS DA 
GESTAÇÃO".
Lembre-se de que, devido à hemodiluição gravídica, apesar do aumento absoluto do número de 
eritrócitos, os níveis de hemoglobina tendem a ser mais baixos durante a gestação, não devendo motivar o 
diagnóstico de anemia a partir dos valores de referência utilizados em mulheres não grávidas. 
Portanto, é essencial que você esteja preparado para identificar quando se trata de hemodiluição gravídica e quando a 
anemia deve ser tratada na gestante. Segundo o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG, 2015), os valores 
mínimos de hemoglobina considerados normais durante a gestação são de: 
• 11 g/dL durante o 1º trimestre.
• 10,5 g/dL durante o 2º e 3º trimestres.
Diante de níveis normais de hemoglobina, a reposição profilática de sulfato ferroso deve ser proposta, como estudaremos adiante 
neste livro, e o seguimento pré-natal, mantido conforme protocolo. Quanto aos aspectos relativos ao diagnóstico de anemia na gravidez e seu 
tratamento, você pode estudá-los nos livros digitais sobre os diferentes tipos de ANEMIAS.
Ainda com relação à avaliação do hemograma, lembre-se de que a gestante tende a apresentar discretas 
leucocitose e plaquetopenia. Lembre-se disso especialmente para avaliar quadros infecciosos durante a gravidez. 
Leucocitose que não excede 14.000/mm3 tende a se relacionar ao aumento fisiológico, especialmente do número de 
neutrófilos. 
A seguir, um exemplo de como esse conceito pode ser abordado em sua prova.
CAI NA PROVA
(SUS BAHIA 2023) DISCURSIVA
Mulher, 34 anos de idade, gestante de 23 semanas, realizou exames laboratoriais de rotina pré-natal e vem para consulta médica após 
ultrassonografia morfológica de 2º trimestre, sem nenhuma alteração. Fez exames laboratoriais: Hb: 10,0 g/dL e Hematócrito: 30%; VCM: 76 
fl (VR: 80 – 100 fl) e HCManticorpos irregulares identificará que anticorpo especificamente está presente. 
Lembre-se de que a doença hemolítica perinatal (DHPN) pode ocorrer por incompatibilidade dos sistemas Rh e ABO, mas também 
por outros sistemas bem menos conhecidos, denominados Kell, Duffy, MNS e P. Observe a tabela abaixo, que lhe ajudará a memorizar esse 
conceito. 
ANTÍGENOS QUE CAUSAM DHPN ANTÍGENOS QUE NÃO CAUSAM DHPN
D (95-98% dos casos) Lewis
ABO P1
Kell I
MNS
Duffy
C
E
Tabela 13. Anticorpos eritrocitários de acordo com sua relação com a doença hemolítica perinatal (DHPN).
Perceba que, uma vez que gestantes Rh positivo não têm 
risco de serem aloimunizadas pelo fator Rh, elas não demandarão 
cuidados específicos nesse sentido, devendo-se seguir a rotina pré-
natal habitual nesse caso.
No entanto, caso a gestante seja Rh negativo, ela terá risco 
de ser aloimunizada caso o feto seja Rh positivo, o que só poderá 
ocorrer se o parceiro for Rh positivo. Portanto, gestantes Rh 
negativo com parceiros Rh negativo também deverão ser seguidas 
conforme rotina pré-natal habitual, uma vez que não apresentam 
risco de aloimunização pelo fator Rh.
Dessa forma, será a gestante Rh negativo com parceiro Rh 
positivo ou do qual não conheçamos a tipagem sanguínea que 
deverá ser monitorada durante todo o pré-natal pelo risco de ser 
aloimunizada pelos eritrócitos do feto, que pode ser Rh positivo, 
nesse caso.
Quando há risco de aloimunização materna e o Coombs 
indireto ou PAI são negativos, a gestante deverá ser rastreada 
para o risco de aloimunização até o final da gestação ou até a 28ª 
semana de gravidez, quando receberá a imunoglobulina anti-D 
profilaticamente, como estudaremos a seguir.
Rastreamento de aloimunização materna é realizado pelo Coombs indireto ou pela PAI, mensalmente.
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Por outro lado, quando o Coombs indireto ou PAI já se 
apresenta positivo, significa que essa gestante já foi previamente 
aloimunizada e deverá ser seguida em serviço que ofereça 
seguimento com medicina fetal para monitoramento fetal, uma vez 
que, nesse caso, há risco de o feto apresentar doença hemolítica 
perinatal, relacionada aos títulos de anticorpos antieritrocitários 
maternos ≥ 1/16.
Ficou confuso em definir o plano de cuidados em cada caso? 
Observe o fluxograma a seguir. Ele irá ajudá-lo a sistematizar seu 
raciocínio diagnóstico e a memorizar os cuidados necessários. 
Figura 32. Seguimento pré-natal de acordo com a tipagem sanguínea materna.
8.1.2.1 PROFILAXIA DA ALOIMUNIZAÇÃO E DA DOENÇA HEMOLÍTICA PERINATAL
Rh positivo e 
Coombs Indireto negativo
Não há risco de 
aloimunização Rh
Pré-natal de
rotina
Pai Rh negativo
Não tem risco de 
aloimunização Rh
Pré-natal de
rotina
Risco de aloiminização Rh
Fazer seguimento com 
coombs indireto mensal
Profilaxia com 
imunoglobiulina anti-D
Pai Rh positivo ou
desconhecido
Seguimento em pré-natal de
alto risco
Tipagem sanguínea do pai
biológico do feto Gestante com aloimunização Rh
Rh negativo e 
Coombs Indireto negativo
Rh negativo e 
Coombs Indireto positivo
TIPAGEM SANGUÍNEA + COOMBS INDIRETO OU PAI
Felizmente, a aloimunização materna e a DHPN relacionadas ao antígeno anti-D podem ser evitadas pelo uso da imunoglobulina 
anti-D.
A profilaxia dessas complicações é realizada ao se prescrever, para toda gestante Rh negativo com Coombs 
ou PAI negativos, imunoglobulina anti–D 300 µg via intramuscular sempre que estiver em situações de alto risco de 
exposição aos antígenos eritrocitários do feto.
 A tabela a seguir descreve as situações em que há indicação 
da profilaxia de aloimunização materna pelo antígeno D. Note que 
quatro delas são indicações relacionadas ao período gravídico, 
enquanto a última, ao período puerperal. 
Em cada uma dessas situações, a imunoglobulina anti-D deve 
ser prescrita. É fundamental que você memorize cada uma dessas 
indicações para acertar as questões sobre elas, que aparecem com 
muita frequência nas provas de Residência Médica.
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Indicações de profilaxia de aloimunização materna pelo antígeno D
Com 28 semanas de gestação
Sangramento de primeira ou segunda metade da gestação
Realização de procedimentos intrauterinos
Trauma abdominal
Em até 72 horas após o parto se o recém-nascido for Rh positivo
Tabela 14 . Indicações de profilaxia da aloimunização materna pelo antígeno D.
“PEGADINHAS”
Doc, esse tema é tão frequente nas provas que ganhou um subitem especialmente para alertá-
lo sobre possíveis “pegadinhas” que os examinadores costumam apresentar nas questões para 
confundi-lo. Mas, como boa Coruja, você estará preparado para voar alto, longe dessas armadilhas. 
Então, respire fundo e redobre a atenção para mais esses conceitos. 
• Gestante Rh negativo, DU fraco ou positivo
O D fraco é considerado uma variante que expressa menos o antígeno eritrocitário D. Para sua prova, o importante é que você saiba 
que gestantes Rh negativo, mas que apresentam DU positivo ou fraco devem ser seguidas como as gestantes Rh positivo, ou seja, não devem 
receber imunoglobulina anti-D profilaticamente.
• Puérpera Rh negativo, Coombs indireto positivo
O Coombs indireto de puérperas Rh negativo pode estar positivo após o parto, mas não se tratar de um caso de aloimunização se a 
gestante recebeu a imunoglobulina anti-D por volta da 28ª semana de gestação.
Estima-se que os anticorpos poderão ser identificados por até 12 semanas após a realização da dose de 
imunoglobulina.
 Nesse caso, a puérpera deverá receber outra dose de imunoglobulina anti-D, se o recém-nascido for Rh positivo, até 72 horas após o 
parto, uma vez que o Coombs indireto poderá estar positivo devido aos baixos títulos de anticorpos ainda circulantes e que foram passivamente 
adquiridos. A nova dose de imunoglobulina precisa ser realizada, porque, durante o parto, a exposição materna ao sangue fetal é bem maior 
e não será adequadamente neutralizada se nova dose de imunoglobulina não for realizada.
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1 mL de sangue fetal precisa de 10 µg de imunoglobulina para ser neutralizado.
• Gestante Rh positivo, parceiro Rh negativo
Cuidado para não ler a questão distraidamente e se confundir, Doc. Embora haja incompatibilidade Rh quando a gestante é Rh positivo 
e o parceiro é Rh negativo, não há risco de aloimunização materna nesse caso.
• Coombs indireto x Coombs direto
Mais uma vez, tenha bastante atenção para, na pressa da prova, não ler a questão sem cuidado. O exame utilizado para o seguimento 
da gestante Rh negativo é o Coombs INDIRETO. O Coombs direto pode ser realizado para detecção de anticorpos antieritrocitários no sangue 
do recém-nascido.
Pausa para treinar! Responda às questões a seguir, que exemplificam como esse tema aparece em sua prova.
CAI NA PROVA
(FMABC – 2020) Primigesta, com idade gestacional de 9 semanas, com tipagem sanguínea O negativo, inicia pré-natal na UBS de seu bairro. 
Nessa situação, o médico que a acompanha deve questionar a tipagem do marido e:
A) Caso ele seja negativo, solicitar teste e Coombs direto mensalmente.
B) Caso ele seja negativo, solicitar teste e Coombs indireto mensalmente.
C) Caso ele seja positivo, solicitar teste e Coombs indireto mensalmente.
D) Caso ele seja positivo, solicitar teste e Coombs direto mensalmente.
COMENTÁRIOS
Incorreta a alternativa A, porque, além de não haver risco de aloimunização materna nesse caso, o exame que deveria ser realizado 
mensalmente frente a essa possibilidade deveria serna sistematização desse raciocínio diagnóstico a respeito das 
características e dos cuidados específicos a cada etapa da gestação.
• 1º trimestre – até a 12ª semana de gestação;
• 2º trimestre – da 13ª até a 27ª semana de gestação;
• 3º trimestre – a partir da 28ª semana de gestação.
Além da classificação por trimestres, há a classificação 
quanto ao termo da gestação. Observe, abaixo, a classificação da 
ACOG de 2013.
Definição dos limites do termo gestacional - ACOG 2013
Nomenclatura Idade Gestacional
Pré-termoo Coombs indireto, e não o direto.
Incorreta a alternativa B, porque não há indicação de seguimento mensal com Coombs indireto quando o parceiro é Rh negativo, uma vez 
que, com mãe e pai Rh negativo, o feto também será Rh negativo, sem risco de aloimunização.
Correta a alternativa C, 
porque, quando o parceiro é Rh positivo, o feto também pode ser, possibilitando a ocorrência de 
aloimunização materna. O monitoramento, nesse caso, deve ser realizado pela pesquisa de Coombs 
indireto mensalmente, até a 28ª semana de gestação, quando, ao permanecer negativo, indicará a prescrição de imunoglobulina anti-D 
para a gestante.
Incorreta a alternativa D, porque, embora a gestante Rh negativo deva ser monitorada mensalmente se o parceiro for Rh positivo devido 
ao risco de aloimunização, o exame a ser realizado é o Coombs indireto, e não o direto. Cuidado para não confundir, Doc!
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(HEB – 2021) Puérpera de 37 anos, G3 P3 C0 A0, primeiro dia pós-parto normal, sem intercorrências. Durante a visita, ela lhe questiona se 
não vai tomar a “vacina” em virtude do seu tipo de sangue, pois nos dois partos prévios ela tomou a tal “medicação”. Os exames de pré-natal 
e da internação disponíveis foram:
Tipagem sanguínea ABO: “B”; Fator Rh: negativo; Coombs indireto: negativo.
Recém-nascido: Tipagem sanguínea ABO: “O”; Fator Rh: negativo; Coombs direto: negativo. 
Sua resposta para essa puérpera foi:
A) Sim, você vai receber uma dose da imunoglobulina anti-D em virtude da incompatibilidade Rh do seu sangue e do seu filho.
B) Não, você não vai receber uma dose da Imunoglobulina anti-D porque já é isoimunizada.
C) Sim, você vai receber uma dose da Imunoglobulina anti-D porque já é isoimunizada.
D) Não, você não precisa receber uma dose da imunoglobulina anti-D, porque não existe incompatibilidade Rh.
E) Não, você não precisa receber uma dose da imunoglobulina anti-D, porque não existe incompatibilidade ABO.
COMENTÁRIOS
Incorreta a alternativa A, porque não há incompatibilidade Rh, uma vez que o recém-nascido também é Rh negativo.
Incorreta a alternativa B, porque, apesar de estar correto que não deve receber a imunoglobulina anti-D, a puérpera não é isoimunizada, 
uma vez que seu Coombs indireto é negativo.
Incorreta a alternativa C, porque, caso a puérpera fosse isoimunizada – o que não é, já que seu Coombs indireto é negativo –, não haveria 
indicação de receber imunoglobulina anti-D para profilaxia da aloimunização.
Correta a alternativa D, 
porque, uma vez que mãe e recém-nascido são Rh negativo, não há incompatibilidade Rh, portanto não há 
indicação de receber imunoglobulina anti-D.
Incorreta a alternativa E, porque a imunoglobulina anti-D é indicada quando há incompatibilidade Rh, e não ABO.
(UNICAMP – 2021) Mulher, 33a, G3P2A1, em alojamento conjunto com 24h de puerpério, tipo sanguíneo A e Rh negativo, com Coombs 
indireto positivo anti-D (coletados na admissão hospitalar para o parto). Recém-nascido (RN): tipo sanguíneo O e Rh positivo. Antecedente 
pessoal: imunoglobulina anti-Rh após o primeiro parto, após o aborto e às 28 semanas desta gestação. A conduta é:
A) Contraindicar nova gestação, pois paciente isoimunizada.
B) Solicitar Coombs direto para orientar uso de imunoglobulina anti-Rh.
C) Imunoglobulina anti-Rh não indicada por Coombs indireto positivo.
D) Prescrever imunoglobulina anti-Rh, por RN Rh positivo.
COMENTÁRIOS
Incorreta a alternativa A, porque a puérpera pode apresentar Coombs indireto positivo devido à imunoglobulina que recebeu na 28ª 
semana de gestação, e não por estar isoimunizada. Perceba que o enunciado faz questão de deixar claro que ela recebeu imunoglobulina 
anti-D profilática em todas as situações em que havia indicação.
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Correta a alternativa D, 
porque há indicação de realizar a nova dose de imunoglobulina anti-D devido à incompatibilidade Rh entre 
mãe e recém-nascido.
Esclarecidas as particularidades da avaliação da tipagem sanguínea materna, vamos estudar o próximo exame a ser solicitado na 
primeira consulta de pré-natal: a glicemia de jejum.
8.1.3 GLICEMIA DE JEJUM
Doc, sem dúvida, esse é outro exame queridinho dos examinadores das provas de Residência Médica e do 
Revalida. Primeiro porque o diabetes na gestação é uma doença muito frequente e que traz complicações maternas 
e fetais caso não seja tratado adequadamente, e porque é relativamente recente a padronização do rastreamento do 
diabetes durante a gravidez no Brasil. 
Até pouco tempo atrás, havia bastante diferença entre os protocolos de rastreamento do diabetes na gestação realizados no Brasil, mas, 
em 2016, o Ministério da Saúde, em associação com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Federação Brasileira das Associações 
de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), publicou o "Manual de Rastreamento e Diagnóstico 
de Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil", determinando como esse rastreamento deve ser realizado em todo o país, o que motivou os 
examinadores a abordar bastante esse tema nas provas para avaliar se você está ciente dessa mudança. 
Esse documento determina que o rastreamento do diabetes na gestação deve ser universal, isto é, todas as 
gestantes devem ser rastreadas, e não apenas as que apresentarem fatores de risco para desenvolver o diabetes.
Além disso, o rastreamento do diabetes na gestação deve ser realizado em dois momentos: no início do pré-natal, pela realização da 
glicemia de jejum, e entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, apenas para as gestantes com glicemia de jejum normal no início da gestação, 
pela realização do teste oral de tolerância à glicose 75 g, que estudaremos mais adiante. 
Acertar as questões sobre esse tópico depende de você memorizar os valores de glicemia considerados normais e 
relacionados ao diagnóstico do diabetes:
• Glicemia 126 mg/dL
Figura 33. Fluxograma de diagnóstico do diabetes na gestação pela glicemia de jejum.
TRATAMENTO DO DIABETES NA GESTAÇÃO
Além disso, a grávida deve ser orientada a iniciar o controle glicêmico por meio da glicemia capilar, 
que será avaliada durante toda a gestação.
Quando apenas dieta e atividade física não bastarem para se atingir o adequado controleglicêmico, 
indica-se a associação de insulinoterapia para que os alvos glicêmicos sejam atingidos.
 Você pode estudar detalhadamente esse tema no livro digital "DIABETES NA GESTAÇÃO".
Diante do diagnóstico do diabetes na gestação, a gestante deve ser orientada, na mesma consulta de pré-
natal, a iniciar medidas para o controle da hiperglicemia. 
Dieta e atividade física, desde que não haja contraindicação obstétrica para sua prática, são a primeira linha 
de tratamento. 
Antes de prosseguirmos, mais algumas questões para fixar esse conceito.
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CAI NA PROVA
(SCMSP – 2021) Uma gestante de 39 anos de idade, G2 PN1 A0, com idade gestacional de dez semanas e três dias, compareceu à consulta de 
pré-natal com glicemia de jejum de 94 mg/dL. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
A) A paciente deverá repetir a glicemia de jejum e, caso esteja acima de 94 mg/dL, realizar imediatamente TOTG 75 g para a confirmação 
diagnóstica de diabetes gestacional.
B) A paciente deverá realizar TOTG 75 g para a confirmação diagnóstica de diabetes gestacional. Caso seja confirmada, deverá ser 
encaminhada para acompanhamento nutricional e iniciar tratamento medicamentoso e controle glicêmico.
C) A paciente deverá realizar TOTG 75 g para a confirmação diagnóstica de diabetes gestacional. Caso seja confirmada, deverá ser 
encaminhada para acompanhamento nutricional, recebendo indicação de atividade física e controle glicêmico.
D) A paciente tem diagnóstico de diabetes gestacional, devendo ser encaminhada para acompanhamento nutricional e iniciar tratamento 
medicamentoso e controle glicêmico.
E) A paciente tem diagnóstico de diabetes gestacional, devendo ser encaminhada para acompanhamento nutricional e iniciar atividade 
física e controle glicêmico.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque um único valor de glicemia alterada durante a gravidez basta para o diagnóstico de diabetes gestacional 
(DMG), não sendo indicado realizar nenhum outro exame para confirmação do diagnóstico.
Incorreta a alternativa B, porque, embora esteja correto que a gestante deve ser encaminhada para seguimento nutricional e que deve 
iniciar controle glicêmico, a primeira linha de tratamento do diabetes na gestação é dieta e atividade física, não a medicação. Além disso, 
não há indicação de realizar o teste oral de tolerância à glicose 75 g (TOTG 75) para confirmação diagnóstica, uma vez que basta um único 
valor de glicemia alterada durante a gestação para o diagnóstico de DMG.
Incorreta a alternativa C, porque, embora esteja correto que a gestante deve ser encaminhada para seguimento nutricional e que deve 
iniciar controle glicêmico e atividade física, o teste oral de tolerância à glicose 75 g (TOTG 75) não é indicado nesse caso, uma vez que a 
gestante já tem o diagnóstico de DMG a partir de um único valor de glicemia alterada.
Incorreta a alternativa D, porque, embora esteja correto que a gestante tem o diagnóstico de DMG, que deve ser encaminhada para 
acompanhamento nutricional e que deve iniciar controle glicêmico, o tratamento medicamentoso não é a primeira linha de cuidado nesse 
caso.
Correta a alternativa E, 
porque uma gestante que apresenta glicemia de jejum de 94 mg/dL deve ser orientada quanto ao diagnóstico 
de diabetes gestacional e ser encaminhada para seguimento nutricional, iniciando atividade física como 
primeira linha de tratamento da hiperglicemia e devendo realizar controle glicêmico pela glicemia capilar para avaliação da eficácia do 
tratamento durante a gestação.
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(AMRIGS – 2021) Na primeira consulta de pré-natal, com 11 semanas de gestação, uma gestante apresenta seus exames de rotina com 
uma glicemia de jejum de 93 mg/dL. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, e a 
American Diabetes Association, qual é o diagnóstico e a conduta para esse caso?
A) Glicemia normal – realizar teste de tolerância com 75 g de glicose com 24-28 semanas.
B) Glicemia normal – encerrar a investigação.
C) Diagnóstico de Diabete Melito Gestacional – iniciar tratamento com dieta e atividade física.
D) Diagnóstico de Diabete Melito Gestacional – iniciar tratamento com dieta, atividade física e insulina.
COMENTÁRIOS
Incorreta a alternativa A, porque, apesar de estar correto que gestantes com glicemia de jejum normal no início do pré-natal devem 
realizar teste oral de tolerância à glicose 75 g entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, euglicemia na gestante relaciona-se à glicemia de 
jejum menor do que 92 mg/dL e, no caso apresentado no enunciado, a glicemia é de 93 mg/dL.
Incorreta a alternativa B, porque a euglicemia na gestante se relaciona à glicemia de jejum menor do que 92 mg/dL e, no caso apresentado 
no enunciado, a glicemia é de 93 mg/dL. Além disso, diante de glicemia de jejum normal no início do pré-natal, deve ser realizado novo 
rastreamento entre a 24ª e a 28ª semana de gestação com o teste oral de tolerância à glicose 75 g, e não o encerramento da investigação.
Correta a alternativa C, 
porque valores de glicemia de jejum entre 92 e 125 mg/dL durante a gestação, como o de 93 mg/dL do caso 
apresentado no enunciado, fazem diagnóstico de diabetes gestacional, e o tratamento inicial recomendado 
para controle glicêmico é dieta adequada e atividade física, desde que não haja contraindicação obstétrica.
Incorreta a alternativa D, porque, embora esteja correto que a gestante deve ser diagnosticada com diabetes gestacional e que se deve 
orientar dieta adequada e atividade física, desde que não haja contraindicação obstétrica, para controle glicêmico, insulinoterapia só é 
indicada quando essas medidas iniciais não foram suficientes para que a gestante atinja os alvos glicêmicos. 
Terminamos, assim, de estudar o primeiro trio de exames do protocolo de exames obrigatórios a serem solicitados na primeira consulta 
de pré-natal, os exames séricos gerais: hemograma, tipagem sanguínea e glicemia de jejum. 
Antes de iniciarmos o estudo dos exames sorológicos, gostaria de apresentar-lhe um exame que não faz parte do protocolo do 
Ministério da Saúde, mas que é recomendado como rastreio universal por Zugaib: o TSH.
8.1.4 TSH 
A gestação interfere no metabolismo da tireoide, que precisa 
atender ao aumento da demanda energética do período gestacional 
e de desenvolvimento fetal, sendo fisiológico ocorrer o aumento 
dos hormônios tireoidianos no início da gestação.
O rastreamento de alterações da função da tireoide durante 
a gestação é controverso na literatura médica. Há sociedades que 
advogam para que o rastreamento seja universal, e outras que 
recomendam que a pesquisa seja indicada apenas para grávidas 
que apresentem fatores de risco para disfunção tireoidiana.
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diagnosticar cerca de 30% das grávidas que deveriam ser tratadas.
Sendo assim, atenção ao protocolo assumido pela instituição 
em que você fará sua prova, Doc. Aquelas com protocolos que 
têm como referência esse autor apresentarão o TSH como exame 
obrigatório a ser solicitado na primeira consulta de pré-natal, como 
no caso do FMUSP.
Embora os valores de referência variem de acordo com a 
idade gestacional, no início da gestação, TSH maior do que 0,1 e 
menor do que 2,5 é considerado normal.
Zugaib preconiza que o rastreio 
seja universal sob as justificativas de 
que a população brasileira apresenta alta 
prevalência dos fatores de risco, de que 
os sintomas de hipotireoidismopodem 
• 1º trimestre: 0,1 1.000 cópias 
ou desconhecida
AZT IV
CESÁREA ELETIVA 
(após 38 semanas)
INDICAÇÃO OBSTÉTRICA
Preferência vaginal
AZT IV
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Vale lembrar que a infecção materna pelo HIV é contraindicação absoluta da amamentação, independentemente do controle clínico 
da gestante, de sua carga viral ou do uso regular da TARV. Tal orientação pode ser fornecida já durante o pré-natal, esclarecendo os riscos 
associados, assim como as dúvidas da gestante.
TARV NA GESTAÇÃO
O esquema de tratamento inicial mais recomendado para gestantes segundo o "Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas 
para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais" do Ministério da Saúde, de 2022, é:
Tenofovir (TDF) + Lamivudina (3TC) + Dolutegravir (DTG)
O estudo desse tema pode ser aprofundado no livro digital "HIV".
Antes de prosseguirmos para o estudo do próximo exame sorológico, observe como esse tema pode ser abordado em sua prova.
CAI NA PROVA
(HAC PR – 2021) Assinale a alternativa correta sobre gestante HIV soropositiva:
A) A via de parto é definida a partir da contagem de linfócitos T CD4+ realizada com 34 semanas de gestação.
B) Gestantes com carga viral indetectável e em uso de TARV estão aptas a amamentar.
C) A carga viral não necessita ser solicitada se indetectável desde o início do pré-natal.
D) A contagem de CD4 correlaciona-se com o risco de infecção oportunista e morte.
E) A ligadura do cordão umbilical deve ser realizada 3 minutos após a expulsão do feto.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque é a carga viral a partir da 34ª semana de gestação que determina a via de parto, e não os níveis de LT-CD4.
Incorreta a alternativa B, porque a infecção materna pelo HIV contraindica sempre a amamentação, independentemente do uso de TARV 
ou da carga viral.
Incorreta a alternativa C, porque, independentemente do resultado da carga viral no início do pré-natal, ela deve ser novamente solicitada 
na 34ª semana de gestação para determinação da via de parto.
Correta a alternativa D, 
porque o nível de LT-CD4 em portadores do vírus do HIV se correlaciona com o risco de apresentarem 
infecções oportunistas, que se associam ao aumento da mortalidade. 
Incorreta a alternativa E, porque, em geral, a literatura médica recomenda que o clampeamento imediato do cordão umbilical seja realizado 
para reduzir o risco de transmissão vertical ao diminuir a troca de sangue materno-fetal. Doc, caso essa alternativa tenha causado dúvida, 
fique tranquilo. Você pode estudar mais sobre esse tema no livro digital "HIV NA GESTAÇÃO". Meu objetivo em apresentar essa questão a 
você nesse momento foi ajudá-lo a fixar os conceitos apresentados nas alternativas.
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(SUS BA – 2021) Mulher, 34 anos de idade, gestante de 36 semanas e 2 dias, secundigesta e primípara (parto vaginal há 10 anos, fruto de 
outro relacionamento), está realizando pré-natal em maternidade de alto risco por ser paciente HIV positiva. Vem em consulta de pré-natal 
para trazer resultado de carga viral que realizou com 34 semanas e 2 dias: 1.050 cópias/mL. Carga viral com 30 semanas era de 2.000 cópias/
mL. Está assintomática, referindo boa movimentação fetal. Ao exame físico: corada e hidratada, altura uterina: 35 cm, BCF: 144 bpm em QIE, 
tônus uterino preservado, dinâmica uterina ausente. Frente ao quadro, é correto afirmar:
A) Como houve redução da carga viral, a melhor via de parto nesse caso será a via obstétrica.
B) A via de parto deverá ser vaginal, de forma humanizada, reduzindo o risco de sangramento ou de complicações e, portanto, de transmissão 
vertical.
C) Como a carga viral está alta após 34 semanas, a via de parto deverá ser cesariana.
D) A via de parto ainda não pode ser decidida, necessitando de nova carga viral com mais de 37 semanas.
 COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque o parto em gestante com carga viral maior do que 1.000 cópias após a 34ª semana de gestação deve ser 
o parto cesáreo, para reduzir o risco de transmissão vertical.
Incorreta a alternativa B, porque a via de parto baixa não é recomendada em gestantes com carga viral maior do que 1.000 cópias após a 
34ª semana de gestação, para prevenir a transmissão vertical.
Correta a alternativa C, 
porque a transmissão vertical é prevenida em gestantes com carga viral maior do que 1.000 cópias após a 
34ª semana de gestação, realizando-se o parto via alta, isto é, o parto cesáreo.
Incorreta a alternativa D, porque é a carga viral realizada a partir da 34ª, e não da 37ª, semana de gestação que define a via de parto em 
gestantes com HIV.
A próxima sorologia que vamos estudar está entre as queridinhas dos examinadores. Então respire fundo, e vamos continuar!
8.2.2 SOROLOGIA PARA SÍFILIS
Conhecer como se realiza o 
rastreamento e o tratamento da sífilis 
durante a gestação é uma excelente 
estratégia para garantir pontos rumo a 
seu sonho da aprovação, já que esse é um 
ainda está longe de ser alcançado, sendo observado o aumento do 
número de casos nos últimos anos. A sífilis neonatal associa-se a 
complicações graves e depende da identificação e do tratamento 
adequados da infecção materna para não ocorrer.
Sabendo disso, fica simples entender a relevância dos 
cuidados pré-natais nesse cenário. O rastreamento da sífilis 
durante a gestação é universal, devendo ser solicitado para todas 
as gestantes na primeira consulta de pré-natal.
dos temas que mais aparecem nas provas de Residência Médica. 
A infecção por sífilis em gestantes é uma das grandes 
preocupações de saúde pública. Isso ocorre porque, apesar de ser 
uma doença de tratamento acessível e de baixo custo, seu controle 
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Há dois tipos de exames que podem ser solicitados para o rastreamento do Treponema pallidum, agente causador da sífilis:
• Testes treponêmicos – detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum. São os primeiros a tornarem-se reagentes, 
porém não podem ser utilizados no monitoramento do tratamento, por permanecerem positivos.
• Testes não treponêmicos – detectam anticorpos anticardiolipina não específicos para o Treponema pallidum e podem ser 
utilizados para controle do tratamento e cura por serem expressos em títulos.
Observe a tabela a seguir. Nela, está especificado como cada um dos exames utilizados para o diagnóstico da sífilis é classificado. 
CLASSIFICAÇÃO DO TESTE EXAME CARACTERÍSTICAS
Treponêmico
FTA-Abs
ELISA/EQL
TPHA/TPPA
MHA-TP
Teste rápido
Úteis apenas para o diagnóstico, pois 
permanecem reagentes mesmo após 
o tratamento.
São os primeiros a ficar reagentes.
Não treponêmico
VDRL
RPR
TRUST
USR
Úteis tanto para o diagnóstico quanto 
para o monitoramento da eficácia do 
tratamento, por serem quantificáveis.
Tabela 15. Testes treponêmicos e não treponêmicos. VDRL - Venereal Disease Research Laboratory; RPR - Rapid Test Reagin; TRUST - Toluidine Red Unheated Serum Test; 
USR - Unheated Serum Reagin; FTA-Abs - Fluorescent Treponemal Antibody-absorption; ELISA - Enzyme-linked Immunosorbent Assay; TPHA - T. pallidum Haemagglutination 
Test; TPPA - T. pallidum Passive Particle Agglutination Test; MHA-TP - Microhaemagglutination Assay for T. pallidum.
Doc, memorizá-los é fundamental para acertar algumas questões sobre esse tema, uma vez que, para confirmação 
do diagnóstico, é necessário ter um exame de cada grupo positivo, ou seja, um exame treponêmico e um não treponêmico. 
Observe o esquema a seguir para fixar esse conceito.
TREPONÊMICO
Teste rápido 
FTA-Abs
ТР 
TPPa
NÃO 
TREPONÊMICO
VDRL 
RPR 
TRUST 
USR
DIAGNÓSTICO
DE SIFILIS 
CONFIRMADO
Figura 35. Diagnóstico da sífilis.
atravessa a barreira placentária. Sendo assim, caso a gestanteseja 
alérgica a esse antibiótico, deverá ser dessensibilizada, uma vez que 
outros tratamentos, como a eritromicina, não são reconhecidos 
pelo Center for Disease Control and Prevention como tratamento 
da gestante com sífilis.
Apesar de serem necessários dois exames positivos para o 
diagnóstico da sífilis, o início do tratamento não deve ser retardado 
pela espera do resultado do segundo exame, visando, dessa forma, 
reduzir o risco de transmissão vertical da infecção para o feto.
O único tratamento reconhecidamente eficaz para a sífilis na 
gestação é o uso de benzilpenicilina benzatina intramuscular, que 
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A determinação do esquema terapêutico dependerá de como a sífilis será classificada. Observe, na tabela a seguir, o tratamento 
relativo a cada estadiamento da sífilis.
Estadiamento Tratamento
Recente
Primária Benzilpenicilina benzatina
2,4 milhões UI, IM dose única
(1,2 milhão UI/glúteo)
Secundária
Latente recente ( 1 ano) 
ou duração ignorada
Benzilpenicilina benzatina 
2,4 milhões UI, IM, semanal, (1,2 milhão UI/glúteo) por 3 semanas
Dose total: 7,2 milhões UI, IMTerciária
Neurossífilis
Benzilpenicilina procaína (cristalina)
18-24 milhões UI/dia, EV, 3-4 milhões UI, 4/4h ou infusão contínua por 14 dias
Tabela 16. Estadiamento e tratamento da sífilis.
Lembre-se ainda de que o parceiro deve sempre ser tratado concomitantemente à gestante, de modo a interromper a cadeia 
de transmissão e evitar, especialmente, a transmissão vertical, mesmo que sua sorologia seja negativa. Nesse caso, diagnostica-se sífilis 
presumida e realiza-se o tratamento com penicilina benzatina 2,4 milhões de UI, intramuscular, dose única.
Geralmente, as gestantes estão ASSINTOMÁTICAS, e não é possível determinar o tempo de 
infecção. Nesse caso, ela é classificada como INDETERMINADA, e o tratamento deve ser como 
o da LATENTE TARDIA.
• Penicilina benzatina 2.400.000 UI, IM, semanal, por 3 semanas.
Você pode estudar todas as particularidades desse tema no livro digital "SÍFILIS NA GESTAÇÃO E SÍFILIS CONGÊNITA".
Esteja atento, Doc, que mesmo gestantes adequadamente tratadas para sífilis devem ser monitoradas por meio da coleta do VDRL 
durante a gestação, tanto para verificar a eficácia do tratamento quanto para o risco de serem reinfectadas.
Que tal uma pausa para fixar esses conceitos respondendo às questões a seguir antes de prosseguirmos? 
CAI NA PROVA
(ENARE – 2021) Gestante com 12 semanas apresenta teste VDRL positivo nos exames de pré-natal. Paciente não refere história clínica de 
úlcera genital e desconhece sorologia do parceiro. A prescrição do tratamento dessa gestante deve ocorrer
A) no momento da consulta.
B) se houver elevação da titulação de VDRL.
C) após resultado de teste treponêmico.
D) após resultado de teste do parceiro.
E) após resultado do teste no recém-nascido.
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COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa A, 
porque, diante de um único teste positivo para sífilis, seja treponêmico ou não treponêmico, a conduta 
sempre deve ser iniciar imediatamente o tratamento.
Incorreta a alternativa B, porque qualquer valor de VDRL já indica o tratamento para sífilis, não sendo necessário aguardar a elevação dos 
títulos.
Incorreta a alternativa C, porque, apesar de o diagnóstico de sífilis ser confirmado quando há dois testes positivos, sendo um deles 
treponêmico e o outro não treponêmico, o resultado do segundo teste não deve atrasar o tratamento de sífilis durante a gestação, 
devendo ser prescrito imediatamente diante de um único teste diagnóstico positivo.
Incorreta a alternativa D, porque o teste do parceiro não interfere na indicação do tratamento de sífilis da gestante.
Incorreta a alternativa E, porque o resultado do teste do recém-nascido não influencia no tratamento da gestante com sífilis.
(SCMRP – 2021) No ambulatório de pré-natal, chegou uma gestante de 7 semanas de gravidez para primeira consulta. A enfermeira fez teste 
rápido para sífilis e HIV. O teste rápido para sífilis veio reagente. Diante desse achado, é correto
A) solicitar VDRL e FTA-Abs para a gestante e para seu companheiro, agendando o retorno para o menor período possível com o resultado 
do exame, para iniciar a terapêutica.
B) administrar o início do esquema penicilina benzatina para a gestante ou prescrevê-lo e prescrever tratamento para o marido.
C) prescrever esquema de penicilina benzatina para a gestante e convocar o companheiro para fazer sorologia para sífilis.
D) prescrever penicilina benzatina para a gestante, mas, se for alérgica, optar pela segunda opção que é a eritromicina.
E) dizer que, se a gestante já fez o tratamento correto com penicilina benzatina, não há necessidade de se repetir a sorologia na 28a semana, 
pois sabidamente permanecerá positiva.
COMENTÁRIOS:
Questão bastante prática a respeito da conduta a ser assumida já durante a primeira consulta de pré-natal, frente ao resultado positivo 
no teste rápido para sífilis.
Incorreta a alternativa A, porque, apesar de estar correto que se deve solicitar VDRL para confirmação do diagnóstico de sífilis, o tratamento 
deve ser prescrito imediatamente, devido a seu benefício para reduzir o risco associado à transmissão vertical.
Correta a alternativa B, 
porque, diante do resultado positivo no teste rápido para sífilis, deve-se sempre realizar o tratamento da 
gestante, independentemente do resultado do VDRL. Além disso, o parceiro deve também ser tratado para 
interromper a cadeia de transmissão.
Incorreta a alternativa C, porque, apesar de estar correta a prescrição do tratamento para sífilis para gestante diante do resultado positivo 
do teste rápido, o parceiro deve ser convocado para tratamento para sífilis, independentemente de sua sorologia, uma vez que é alta a 
chance de reinfecção caso ele não seja tratado, o que aumenta o risco de infecção vertical.
Incorreta a alternativa D, porque, apesar de estar correto prescrever penicilina benzatina para gestante, caso ela seja alérgica, deve ser 
dessensibilizada, porque a eritromicina não é reconhecida como tratamento eficaz para sífilis durante a gestação.
Incorreta a alternativa E, porque, mesmo que a gestante seja adequadamente tratada, deverá ser seguida pelo acompanhamento da 
titulação do VDRL para confirmação da eficácia do tratamento. Além disso, é importante identificar a reinfecção, caso ela ocorra.
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(UFF – 2021) Mulher inicia acompanhamento pré-natal com 16 semanas de gestação. O teste rápido para sífilis, realizado na Unidade Básica 
de Saúde, é positivo. Não há história de tratamento anterior para sífilis. O resultado do teste não treponêmico é 1:2. Nesse caso, assinale a 
opção verdadeira
A) deve-se descartar tratamento, pois o título baixo do teste não treponêmico sugere resultado falso positivo.
B) deve-se prescrever tratamento para sífilis em função da história clínica e dos exames.
C) o teste rápido é específico, sendo o mais indicado para seguimento do caso.
D) o teste treponêmico torna-se negativo após tratamento adequado para sífilis.
E) deve-se solicitar novos testes em três meses para então decidir a conduta.
COMENTÁRIOS:
Doc, essa questão é interessante para ajudá-lo a fixar a interpretação de exames treponêmicos e não treponêmicos e como devem ser 
utilizados no rastreamento e seguimento da sífilis.
Incorreta a alternativa A, porque, diante da ausência de história de tratamento prévio e do risco relacionado à sífilis, o tratamento deve 
serindicado independentemente da titulação do teste não treponêmico.
Correta a alternativa B, 
porque gestantes com exame positivo para sífilis devem ser sempre tratadas, seja qual for a titulação do 
teste não treponêmico, especialmente quando não há história de tratamento prévio.
Incorreta a alternativa C, porque, uma vez que o teste rápido é um teste treponêmico, trata-se de um teste útil para o rastreamento da 
sífilis, mas não para seguimento dos casos, porque seu resultado não é dado em titulações, as quais devem apresentar redução para 
demonstrar eficácia do tratamento.
Incorreta a alternativa D, porque, uma vez que os testes treponêmicos detectam os anticorpos contra o antígeno T. pallidum, permanecem 
sempre positivos, mesmo após o tratamento, o que impossibilita que sejam utilizados para controle de cura.
Incorreta a alternativa E, porque o tratamento para gestante deve ser iniciado imediatamente, não sendo necessário aguardar novos testes 
para decidir a conduta.
Concluímos, assim, o estudo das sorologias para HIV e para sífilis, sendo que o Ministério da Saúde preconiza que o rastreamento de 
ambas as infecções seja realizado ao menos em três momentos durante a gestação:
• No início do pré-natal.
• No terceiro trimestre.
• Na admissão da maternidade para parto.
Vamos, agora, prosseguir com o estudo do rastreamento da toxoplasmose durante a gestação. Preparado?
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8.2.3 SOROLOGIA PARA TOXOPLASMOSE
Doc, o rastreamento da 
toxoplasmose durante a gestação está 
entre os temas que mais aparecem 
nas provas de obstetrícia, sendo 
que a interpretação dos resultados 
sorológicos e a decisão terapêutica 
como abortamentos, óbitos fetais e malformações fetais graves, 
especialmente se a infecção ocorrer durante o primeiro trimestre 
de gestação. Isso ocorre porque, apesar de o risco de transmissão 
vertical ser menor no primeiro trimestre, devido à menor 
vascularização placentária em comparação à do terceiro trimestre, o 
risco de consequências graves para o feto é bem maior se a infecção 
ocorrer durante o período de maior organogênese fetal. Além 
disso, o diagnóstico em tempo hábil possibilita o tratamento que 
visa reduzir o risco de transmissão vertical, havendo possibilidade 
de tratamento fetal, se necessário.
frente a esses resultados são os aspectos mais explorados pelos 
examinadores. 
A relevância desse tema relaciona-se ao fato de que a 
toxoplasmose durante a gestação pode acarretar consequências 
Risco de transmissão 
ou gravidade
Gravidade
1º trim 2º trim 3º trim Idade gestacional
Transmissão
Figura 36. Relação entre o risco de transmissão vertical e gravidade do acometimento fetal em relação à idade gestacional.
Diante disso, o Ministério da Saúde preconiza que o 
rastreamento da toxoplasmose durante a gestação seja realizado 
pela avaliação da sorologia no início do pré-natal. Aqui, temos o 
primeiro ponto importante deste estudo: saber interpretar o 
resultado da sorologia para toxoplasmose.
A avaliação da sorologia depende de que esteja claro para 
você que o anticorpo IgM é o primeiro a ser produzido quando 
há exposição a um novo antígeno, podendo ser detectado já 
entre 5 e 14 dias após uma infecção, relacionando-se, portanto, às 
infecções agudas. Por outro lado, o anticorpo IgG é produzido mais 
tardiamente em relação ao IgM, tendendo a apresentar um pico 
cerca de dois meses após a infecção e mantendo-se positivo por 
toda a vida em baixos títulos.
Sabendo disso, observe a tabela a seguir, que demonstra 
como a sorologia para toxoplasmose durante a gestação deve ser 
interpretada: 
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IgM IgG Diagnóstico
Negativo Negativo Gestante suscetível
Negativo Positivo Gestante imune
Positivo Negativo
Gestante com infecção aguda
Falso-positivo
Positivo Positivo
Necessário prosseguir investigação 
para elucidação diagnóstica
Tabela 17. Interpretação da sorologia para toxoplasmose durante a gravidez.
Vamos pensar a respeito de cada uma dessas situações juntos, Doc?
Anticorpos IgM e IgG negativos indicam que essa gestante nunca entrou em contato com o Toxoplasma, sendo, portanto, suscetível 
a ser infectada por ele durante a gravidez. Diante disso, é fundamental que ela seja orientada a respeito de medidas que evitem que essa 
infecção ocorra.
As orientações estão descritas no quadro a seguir.
DE OLHO NA PROVA PRÁTICA
Frente ao diagnóstico de uma gestante suscetível à toxoplasmose, é fundamental que se indiquem cuidados 
como:
• Não ingerir carnes cruas, malpassadas ou malcozidas.
• Ingerir frutas e verduras bem higienizadas.
• Evitar contato com gatos e com o que possa estar contaminado por fezes de gatos.
• Higiene adequada das mãos ao manipular alimentos e limpeza da bancada e dos utensílios após contato 
com alimentos crus.
• Evitar contato com a terra e, caso o faça, utilizar luvas de borracha.
Tais orientações fundamentam-se no conhecimento de que os felídeos são os hospedeiros 
definitivos do Toxoplasma gondii e em evitar situações relacionadas a sua transmissão oral, que pode 
ocorrer pela ingestão de bradizoítos presentes em carnes cruas ou malcozidas ou pela ingestão de 
esporozoítos presentes na comida, água ou solo contaminados. A figura a seguir ilustra o ciclo evolutivo 
e a transmissão da toxoplasmose.
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Figura 37. Ciclo evolutivo e transmissão da toxoplasmose.
Você pode estudar mais a respeito da toxoplasmose no livro digital "INFECÇÕES CONGÊNITAS".
Além de receber orientações para prevenção primária da infecção pelo Toxoplasma, gestantes suscetíveis devem realizar 
periodicamente a sorologia durante a gravidez. O intervalo entre a realização desses exames varia de acordo com o perfil epidemiológico de 
cada região, mas o Ministério da Saúde recomenda que sejam realizados a cada 1 a 2 meses. 
Atenção!
Caso seu interesse seja realizar a prova da USP-SP ou de instituições que seguem o protocolo do HC-FMUSP, 
o intervalo de rastreamento da sorologia para toxoplasmose em gestantes suscetíveis é mensal nessa instituição.
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Por que o teste de avidez para IgG é útil apenas se realizado antes da 16ª semana de gestação?
Porque a capacidade de ligação e avidez da imunoglobulina aumenta conforme ocorre maturação da resposta 
imunológica, ou seja, a baixa avidez sugere menor maturidade imunológica, relacionando-se à infecção recente, isto 
é, que ocorreu há menos de 4 meses ou 16 semanas, enquanto a alta avidez sugere maior maturidade imunológica, 
associando-se à infecção tardia, há mais de 4 meses.
• IgG de baixa avidez é o R1 na primeira semana de Residência, baixa probabilidade de fazer as tarefas 
corretamente.
• IgG de alta avidez é o R3, altamente preparado para não deixar o caos se instalar apesar do R1.
(Já fui R1, Doc... O sonho geralmente começa por uma semana meio esquisita! Mas vale a pena e garante boas risadas depois.)
Por outro lado, diante de anticorpos IgM negativo e 
IgG positivo, faz-se o diagnóstico de uma gestante imune à 
toxoplasmose. Nesse caso, não é necessário repetir esse exame 
durante o pré-natal, e mantém-se o seguimento habitual da 
gestação. Alegria do obstetra!
No entanto, se ocorrer o contrário, anticorpo IgM positivo e 
IgG negativo, é provável que se esteja diante de um caso de infecção 
recente ou aguda pelo Toxoplasmaou de um caso falso-positivo. 
Nesse caso, recomenda-se repetir a sorologia em duas semanas 
e, caso ocorra soroconversão, isso é, IgM permaneça positivo e 
IgG torne-se positivo, confirma-se o diagnóstico de toxoplasmose 
aguda. Caso IgG persista negativo, faz-se o diagnóstico de um caso 
falso-positivo e a gestante não necessita de tratamento.
A situação que representa maior desafio diagnóstico é 
quando tanto o anticorpo IgM quanto o IgG estão positivos. Nesse 
caso, para elucidação diagnóstica, será necessário realizar o teste 
de avidez para IgG. Quando o teste revela avidez baixa ( 60), 
diagnostica-se infecção tardia. Isso ocorre porque o IgM pode se 
manter positivo por até um ano. Porém, é fundamental destacar 
que o teste de avidez para IgG só é útil se a gestante estiver com 
menos de 16 semanas. Após essa idade gestacional, quando a 
gestante não tem sorologia prévia, não é possível garantir que a 
infecção ocorreu antes do início da gestação, portanto deve-se 
seguir o caso como uma infecção recente.
Observe o fluxograma a seguir para fixar esse conceito.
TOXOPLASMOSE
IgM negativo
IgG negativo
Susceptível Imune
baixa alta
Infecção recente
Infecção 
recente
Infecção 
antiga
Teste de avidez para IgG se
IG 16 semanas 
Infecção 
aguda 
Infecção 
antiga 
Falso-positivo 
Suspender
espiramicina 
Suspender
espiramicina 
Alta
>60 
 Que tal uma pausa para testar seus conhecimentos antes de conhecermos a próxima sorologia, Doc?
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CAI NA PROVA
(SCMMA – 2020) Gestante de 6 semanas traz resultado de sorologia para toxoplasmose com IgM positiva e IgG positiva, com teste de avidez 
de IgG de 80%. É correto afirmar que?
A) Trata-se de infecção recente, passível de tratamento clínico.
B) Provavelmente a infecção ocorreu antes da gestação.
C) O teste é inconclusivo, devendo-se repeti-lo em 6 semanas.
D) O teste indica infecção tratada anteriormente.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque, uma vez que o teste demonstra alta avidez de IgG, por ser maior do que 60, trata-se de uma infecção 
que ocorreu há mais de quatro meses, não sendo necessário nenhum tipo de tratamento para toxoplasmose nesse caso.
Correta a alternativa B, 
porque, uma vez que a gestante está com seis semanas de gestação e apresenta teste com alta avidez de 
IgG, conclui-se que a infecção ocorreu antes do início da gravidez.
Incorreta a alternativa C, porque o teste é conclusivo e, por demonstrar alta avidez de IgG, relaciona-se com infecção tardia, não havendo 
indicação de repeti-lo.
Incorreta a alternativa D, porque, embora o teste demonstre que a infecção é tardia por apresentar alta avidez para IgG, não é possível 
concluir se ela foi tratada ou não.
(INTO – 2020) Gestante na 10ª semana apresenta IgG e IgM positivas para toxoplasmose. A pesquisa de avidez da IgG revela taxas de alta 
avidez. Qual a conduta mais adequada para o caso?
A) Recomendar a interrupção da gravidez.
B) Amniocentese com 16 semanas para fazer PCR do líquido amniótico.
C) Orientar o casal que a infecção é passada.
D) Sulfadiazina e pirimetamina.
E) Espiramicina.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque, uma vez que a gestante está com 10 semanas de gestação e o teste demonstra avidez alta para IgG, 
conclui-se que a infecção ocorreu antes do início da gravidez, não representando risco fetal. Além disso, vale ressaltar que o aborto 
terapêutico devido às infecções congênitas não é permitido no Brasil.
Incorreta a alternativa B, porque, uma vez que o teste de avidez demonstra que a infecção ocorreu há mais de quatro meses, não há 
indicação de investigação fetal. Aproveite essa alternativa para lembrar que a infecção do feto é avaliada pesquisando-se, por meio de PCR, 
se há DNA do Toxoplasma gondii no líquido amniótico colhido por amniocentese.
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Correta a alternativa C, 
porque, uma vez que a gestante realizou o teste de avidez de IgG antes da 16ª semana de gestação e 
o resultado demonstra avidez alta, conclui-se que a infecção ocorreu antes do início da gravidez, não 
representando risco para o feto. O casal deve ser avisado de que o pré-natal será seguido habitualmente.
Incorreta a alternativa D, porque sulfadiazina e pirimetamina, em associação com o ácido folínico, são utilizadas quando há infecção fetal, 
o que não ocorre no caso descrito no enunciado.
Incorreta a alternativa E, porque a espiramicina é indicada para tratamento materno de gestantes com infecção recente pelo toxoplasma, 
o que é descartado, nesse caso, diante do resultado de alta avidez do IgG.
Pronto para o próximo tópico? Vamos estudar, agora, o diagnóstico das hepatites durante a gestação.
8.2.5 SOROLOGIA PARA HEPATITE B
A transmissão vertical de hepatite relaciona-se com o aumento do risco de a doença cronificar. Devido à idade precoce de infecção, 
90% dos recém-nascidos desenvolvem a forma crônica da doença, sendo fundamental o rastreamento da hepatite B durante o pré-natal para 
que se ofereça os cuidados necessários às gestantes infectadas e a seus recém-nascidos, além de identificar as grávidas suscetíveis à doença 
e, dessa forma, orientá-las quanto à imunização. 
Atenção!
A vacina contra hepatite B é produzida a partir de vírus inativo e recomendada durante a gestação para 
mulheres suscetíveis à doença.
O Ministério da Saúde recomenda a 
solicitação do antígeno de superfície (HBsAg) 
na primeira consulta de pré-natal para todas 
as gestantes, sendo que o HBsAg é o primeiro 
marcador que se torna positivo quando há infecção 
pelo vírus da hepatite B, além de ser o responsável 
pelo diagnóstico de infecção crônica quando se mantém positivo 
por mais de seis meses ou 24 semanas.
Gestantes identificadas com HBsAg reagente devem ter a 
pesquisa sorológica completada, assim como a pesquisada função 
hepática, e devem ser encaminhadas para pré-natal de alto risco. A 
literatura médica não demonstra redução do risco de transmissão 
vertical quando se opta pelo parto cesáreo em vez do parto vaginal, 
por isso a escolha da via de parto deve ser obstétrica nesses casos. 
Tratamento da hepatite B durante a gestação
Gestantes que apresentam carga viral elevada (HBsAg positivo e HBeAg positivo ou com HBV-DNA > 10⁶ cópias/mL ou > 
200.000 Ui/mL) devem ser orientadas quanto ao uso de tenofovir, como forma de reduzir a carga viral e, assim, o risco de transmissão 
vertical. 
O uso deve ser iniciado a partir da 28ª semana de gestação até, pelo menos, 30 dias ou quatro semanas após o parto.
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É fundamental que os recém-nascidos de grávidas com 
hepatite B recebam a vacinação contra a doença já nas primeiras 
horas de vida, além da imunoglobulina específica anti-HBs (HBIg) 
para reduzir o risco de transmissão vertical do vírus. Quanto à 
amamentação, ela deve ser incentivada! Apesar de o vírus poder 
ser detectado no leite materno, as medidas profiláticas realizadas 
corretamente parecem auxiliar na prevenção da transmissão 
vertical.
Por outro lado, a imunidade contra o vírus da hepatite B 
é verificada pela presença do anticorpo contra o antígeno de 
superfície (anti-HBs). Ele pode estar presente após a resolução da 
doença ou após a vacinação. O Ministério da Saúde recomenda que 
seja solicitado para gestantes que não sabem se foram vacinadas 
contra a doença.
Esteja atento, porque o rastreamento para hepatite B deve 
ser repetido durante o terceiro trimestre para gestantes suscetíveis 
à doença e sem histórico de vacinação e deve ser orientado que o 
esquema vacinal seja completado para aquelas que já o iniciaram.
O estudo da hepatite B pode ser aprofundado no livro digital 
"HEPATITES VIRAIS", ressaltando que, no presente livro, estamos 
destacando os tópicos principais relacionados à doença durante a 
gestação.
A seguir, mais uma questão para sedimentar seu 
conhecimento. Vamos juntos resolvê-la?
CAI NA PROVA
(CEPOA – 2020) Paciente de 20 anos, G3P1A1, vem para avaliação pré-natal na 36ª semana de gestação. Verificou-se que o HBsAg e o anti-HBc 
apresentavam-se positivos, confirmando o diagnóstico de portadora crônica de hepatite B. Em relação a este caso é correto afirmar:
A) Devido ao alto risco de transmissão vertical, deve-se optar pelo parto cesáreo imediato.
B) A gestante deve ser submetida à profilaxia, recebendo a vacina contra hepatite B + profilaxia medicamentosa com tenofovir.
C) O recém-nascido deve receber a vacina contra hepatite B e imunoglobulina preferencialmente nas primeiras 12h pós-parto.
D) O aleitamento materno está contraindicado.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque não há redução da transmissão vertical de hepatite B quando se compara o parto cesáreo ao parto 
vaginal, sendo que a via de parto deve ser obstétrica. 
Incorreta a alternativa B, porque, uma vez que a gestante está com hepatite B, não há indicação de vacinação. Vale ressaltar que o 
tenofovir é indicado a partir da 28ª semana de gestação para grávidas com alta carga viral para reduzir o risco de transmissão vertical. 
Correta a alternativa C, 
porque recém-nascido filho de mãe com hepatite B deve ser vacinado para a hepatite B e receber 
imunoglobulina em até 12 horas após o parto para prevenir a transmissão vertical da doença.
Incorreta a alternativa D, porque o aleitamento materno não deve ser contraindicado em mulheres com hepatite B, apesar de o vírus ser 
detectado no leite materno, porque as medidas profiláticas corretamente realizadas parecem evitar a transmissão vertical.
8.2.6 SOROLOGIA PARA HEPATITE C
O relatório de recomendação de agosto de 2018 do Ministério da Saúde, “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção 
da Transmissão Vertical do HIV, Sífilis e Hepatites Virais”, sugere a realização do rastreamento para hepatite C, preferencialmente pelo teste 
rápido, para todas as gestantes durante a primeira consulta de pré-natal, inclusive para mulheres em planejamento reprodutivo. Por isso, 
esteja atento a como esse exame pode aparecer em sua prova, ok?
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ESCHERICHIA COLI
Atenção!
A sorologia para hepatite C faz parte dos exames obrigatórios a serem solicitados durante a primeira 
consulta de pré-natal, segundo o protocolo do HC-FMUSP. Esteja atento a isso ao realizar a prova da USP-SP ou de 
instituições que seguem esse protocolo.
Apesar de o tratamento para hepatite C não ser realizado 
durante a gestação, a identificação de gestantes com sorologia 
positiva permite que a gestante e os recém-nascidos sejam 
monitorados e acompanhados. Lembre-se de que não existe 
profilaxia para hepatite C.
Você pode estudar mais a respeito da hepatite C no livro 
digital "HEPATITES VIRAIS".
Assim concluímos o estudo do segundo grande grupo de 
exames que fazem parte da rotina da primeira consulta de pré-
natal: as sorologias. A seguir, estudaremos o terceiro e último 
conjunto de exames: os exames não séricos. Espreguice, respire 
fundo, e vamos lá!
8.3 EXAMES NÃO SÉRICOS
Nesse terceiro grupo, os exames que você precisa memorizar são: 
• Urina tipo I (também chamado de sumário de urina, EAS) e urocultura.
• Colpocitológico do colo do útero.
• Protoparasitológico – Zugaib, 2020.
Vamos estudar os principais aspectos desses exames na gestação?
8.3.1 URINA TIPO 1 E UROCULTURA
Doc, entender a importância da avaliação do exame de urina I e urocultura 
durante a gestação é simples se pensarmos que mulheres grávidas são mais 
pré-dispostas a apresentar infecção urinária (ITU), devido à estase urinária, à 
glicosúria e ao aumento da produção urinária, conforme estudado no livro digital 
"MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GESTAÇÃO".
Além disso, a ITU é a complicação clínica mais comum durante a gravidez 
e associa-se ao aumento do risco de abortamento, trabalho de parto prematuro, 
rotura de membranas, corioamnionite, entre outras complicações obstétricas, 
sendo, portanto, fundamental seu diagnóstico e tratamento corretos.
Seu principal agente etiológico é a Escherichia coli, mas agentes como 
Klebsiella, Enterobacter, Proteus, Enterococcus e Streptococcus do grupo B 
também estão associados à ITU na gestação.
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Antibioticoterapia durante a gestação
- Embora a nitrofurantoína não apresente risco de teratogenicidade e, por isso, esteja entre os antibióticos de 
escolha para tratamento da infecção urinária durante a gravidez, recomenda-se que seu uso seja evitado nas últimas 
semanas de gestação por associar-se ao aumento do risco de hemólise em fetos e recém-nascidos com deficiência da 
glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD).
- Quinolonas devem ser evitadas durante a gravidez, porque a segurança fetal não está bem estabelecida, além de também 
não serem recomendadas durante a amamentação por serem excretadas no leite materno.
- Apesar de ser uma boa alternativa durante a gestação, a fosfomicina trometamol não está disponível no Sistema Único de 
Saúde (SUS).
A ITU pode apresentar-se basicamente em três formas 
clínicas:
• Bacteriúria assintomática.
• Cistite aguda.
• Pielonefrite.
Seu tratamento apresenta particularidades durante a 
gestação que diferem do proposto para não grávidas e que serão 
destacados a seguir.
A bacteriúria assintomática é definida quando se observa 
urocultura com mais de 100 mil colônias por mL e a gestante 
apresenta-seassintomática. É uma condição que pode evoluir para 
formas sintomáticas (cistite ou pielonefrite) e deve sempre ser 
tratada durante a gestação.
Uma vez que, em grande parte das vezes, o exame de urina 
I estará normal nos casos de bacteriúria assintomática, é essencial 
que a urocultura seja solicitada para toda grávida, por isso esse 
exame está entre os obrigatórios a serem solicitados durante a 
primeira consulta de pré-natal e no terceiro trimestre, Doc!
Sempre que possível, o tratamento de qualquer uma das 
formas clínicas da ITU deve ser guiado pelo teste antibiograma, 
porém isso não deve retardar o início do tratamento das formas 
sintomáticas da doença. Nesses casos, é recomendado iniciar a 
antibioticoterapia imediatamente após a coleta da urocultura 
com antibiograma, que será importante para troca do antibiótico, 
se necessário, de acordo com o perfil de sensibilidade detectado. 
Os principais antibióticos utilizados para tratamento de infecção 
urinária durante a gestação são:
• Cefalexina. 
• Nitrofurantoína. 
• Fosfomicina trometamol.
• Cefadroxil.
• Amoxicilina. 
• Ampicilina. 
Outro aspecto importante é que o tratamento da gestante 
com PIELONEFRITE deve ser realizado preferencialmente em 
ambiente hospitalar, promovendo hidratação adequada e 
antibioticoterapia endovenosa. 
Além disso, gestantes que apresentam quadro de 
pielonefrite durante a gravidez devem ser orientadas a utilizar 
antibioticoprofilaxia, em geral realizada com 100 mg/dia de 
nitrofurantoína, e a realizar nova urocultura de controle após uma 
ou duas semanas do fim do tratamento para confirmação de que a 
bacteriúria foi erradicada.
Esses são os principais tópicos a respeito das infecções 
urinárias durante a gestação, mas você pode estudar 
detalhadamente cada uma dessas formas clínicas no livro digital 
"INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO (ITU)".
Vamos fazer uma pausa para sedimentar os conceitos 
relacionados a esse tema, Doc?
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CAI NA PROVA
 (ENARE – 2021) Gestante de 17 semanas, queixa-se de sintomas urinários durante um atendimento do pré-natal. O diagnóstico realizado foi 
de uma infecção do trato urinário (ITU) não complicada. Sobre as ITU na gestação, é correto afirmar que
A) a conduta expectante com analgesia e hidratação é a primeira linha de tratamento.
B) a ITU sintomática deve ser tratada somente após resultado da urocultura.
C) a nitrofurantoína deve ser evitada em ITU de terceiro trimestre por risco de hemólise em fetos com possível deficiência de G6PD.
D) quinolonas são opções de primeira linha para o tratamento de cistite não complicada.
E) tratando-se de uma gestante, a internação com medicamento endovenoso é mandatória.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque toda gestante com infecção urinária deve receber antibioticoterapia independentemente da forma 
clínica da ITU, e não apenas analgesia e hidratação. 
Incorreta a alternativa B, porque, embora se recomende aguardar o antibiograma para tratamento da bacteriúria assintomática, o 
tratamento deve ser iniciado empiricamente nas formas sintomáticas concomitantemente à coleta de urocultura com antibiograma para 
guiar mudança do antibiótico, se necessário. Cuidado para não confundir, Doc! A gestante do enunciado está sintomática.
Correta a alternativa C, 
porque, apesar de a nitrofurantoína ser um dos antibióticos de escolha para o tratamento da infecção 
urinária durante a gestação e não apresentar riscos de teratogenicidade, quando utilizada durante as últimas 
semanas de gestação, aumenta o risco de hemólise em fetos ou recém-nascidos com deficiência da glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD). 
Alternativa bem “rodapé” de livro, Doc!
Incorreta a alternativa D, porque as quinolonas não são os antibióticos de primeira escolha durante a gestação por não terem sua segurança 
para o feto bem estabelecida e devem ser evitadas durante esse período por serem excretadas no leite materno. 
Incorreta a alternativa E, porque o tratamento hospitalar está indicado em gestantes com pielonefrite, por exemplo, e não para aquelas 
com quadros de cistite não complicada.
(SURCE – 2021) G.E.M., 30 anos, G2P1vA0, com dois episódios de bacteriúria assintomática no primeiro trimestre da gestação, comparece à 
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no segundo trimestre queixando-se de febre e dor lombar à direita. No exame físico, foi visto pressão 
arterial de 90x50 mmHg, pulso de 124 bpm e confusão mental. Qual a conduta adequada?
A) Antibioticoterapia venosa após resultado de urocultura para garantir adequado efeito da medicação.
B) Quimioprofilaxia contra novo episódio de infecção urinária após adequado tratamento do quadro séptico atual.
C) Cefalosporina de primeira geração oral no nível ambulatorial, após adequada hidratação venosa com 30 mL/kg de cristaloide.
D) Quinolona oral no nível ambulatorial, após adequada hidratação venosa com 50 mL/kg de cristaloide na primeira hora. 
COMENTÁRIOS:
Doc, o primeiro aspecto importante para responder a essa questão corretamente é perceber que se trata provavelmente de um quadro 
de pielonefrite na gestação, uma vez que a gestante tem história de bacteriúrias assintomáticas e se apresenta com febre e lombalgia à direita. 
Perceba ainda que há sinais preocupantes associados: ela está hipotensa, taquicárdica e com confusão mental. Sabendo disso, vamos avaliar 
as alternativas.
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Incorreta a alternativa A, porque, embora esteja correto que deva ser realizada a antibioticoterapia endovenosa, ela deve ser iniciada 
empiricamente o mais rápido possível, e não aguardar o resultado da urocultura.
Correta a alternativa B, 
porque toda gestante tratada para pielonefrite deve receber antibioticoprofilaxia durante a gestação para 
evitar novos episódios da doença.
Incorreta a alternativa C, porque, diante do quadro de pielonefrite, ainda mais com sinais de sepse, o tratamento da gestante deve ser 
realizado em ambiente hospitalar e com antibioticoterapia endovenosa.
Incorreta a alternativa D, porque, além de o tratamento adequado nesse caso ser endovenoso em ambiente hospitalar, quinolonas não 
são recomendadas durante a gestação.
Os próximos dois exames não são solicitados de rotina pelo protocolo do Ministério da Saúde. 
8.3.2 COLPOCITOLOGIA ONCÓTICA
Quando pensamos sobre a colpocitologia oncótica durante a gravidez, é importante perceber que a gestação é um momento oportuno 
para realizar o rastreamento do colo uterino em mulheres que procuram o serviço de saúde por estarem grávidas, mas não para avaliações 
de rotina quando não estão grávidas. 
Figura 40. Coleta da citologia oncótica convencional.
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A coleta do colpocitológico do colo uterino durante a gestação segue os mesmos critérios de rastreamento utilizados para mulheres 
não gestantes.
Atenção!
Devem ser rastreadas as mulheres sexualmente ativas com idade igual ou superior a 25 anos. Os dois primeiros 
exames devem ser feitos com intervalo anual e, se negativos, o rastreamento pode ser feito a cada três anos. 
O livro digital "RASTREAMENTO DO CÂNCER DE COLO UTERINO" traz o estudo detalhado desse tema para 
você!
Quando há resultado alterado na colpocitologia oncótica, a indicação e realização de colposcopia em gestantes é semelhante à aplicada 
a mulheres não grávidas, porém a biópsia apenas é recomendada se houver suspeita de lesão invasiva, isto é, suspeita de tratar-se de câncer. 
Isso ocorre porque as alterações fisiológicas que ocorremno colo uterino durante a gestação podem mimetizar alterações colposcópicas, 
além do maior risco de sangramento de biópsias realizadas durante a gravidez. É importante que mulheres com alterações ao exame sejam 
reavaliadas 90 dias após o parto.
ATIPIAS CITOLÓGICAS
Doc, a tabela a seguir apresenta resumidamente a conduta diante de cada um dos achados de atipias no exame citológico do 
colo do útero. Aquele tipo de informação que vale a pena sempre ser revisto, porque despenca nas provas de ginecologia. Aproveite 
este momento do estudo para relembrar ou para se encorajar a estudar esse importante tópico no livro digital "RASTREAMENTO DO 
COLO UTERINO".
DIAGNÓSTICO CITOPATOLÓGICO FAIXA ETÁRIA CONDUTA INICIAL
Células escamosas 
atípicas de significado 
indeterminado
Possivelmente não neoplásicas (ASC-US).
obstétricos 
• Antecedentes familiares
• História obstétrica atual
Vamos começar?
2.1 IDENTIFICAÇÃO
Muitas vezes, ao realizar a identificação de um paciente, avaliamos mecanicamente as informações que obtemos, porém, ao realizar 
a identificação da gestante, é fundamental estar atento a diversos fatores de risco para gravidez que podem ser conhecidos já a partir das 
informações coletadas durante sua identificação.
2.1.1 IDADE
O primeiro item da identificação que precisamos lembrar 
é a idade da gestante. Os extremos de idade deverão chamar 
sua atenção pelo aumento potencial de risco gestacional que 
representam. Durante a gestação, consideramos extremos de 
idade as gestantes adolescentes, ou seja, aquelas menores de 
18 anos, segundo a definição da Organização Mundial de Saúde, 
e as grávidas com 35 anos ou mais, que podem ser chamadas de 
gestantes idosas ou com idade materna avançada. 
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Perceba que gestantes muito jovens têm potencialmente 
maiores chances de apresentar fragilidades com relação a aspectos 
sociais. Trata-se, geralmente, de gestações não planejadas, que, 
muitas vezes, relacionam-se ao abandono do parceiro ao serem 
descobertas e, não raro, até dos próprios familiares. Além disso, 
é comum ocorrer o início tardio do pré-natal e a baixa adesão 
ao seguimento relacionados à tentativa de negar ou esconder a 
gestação até se tornar inevitável a constatação da gravidez.
Além disso, adolescentes tendem a ter dietas bastante pobres 
em alimentos saudáveis e balanceados, o que pode refletir em 
déficit de vitaminas no decorrer da gravidez. Outra particularidade 
é que gestantes muito jovens podem apresentar bacias ósseas que 
ainda não completaram seu pleno desenvolvimento, o que pode 
aumentar as chances de distocias no momento do parto.
ASPECTOS ÉTICOS DO PRÉ-NATAL DA GESTANTE ADOLESCENTE
Não é raro que as provas apresentem a você questões envolvendo o atendimento de adolescentes e, dessa forma, avaliem 
seus conhecimentos a respeito do sigilo médico. Então, aproveite esse tópico para relembrar pontos importantes a esse respeito.
Internacionalmente, há consenso de que adolescentes entre 12 e 18 anos devem ter sua privacidade garantida, especialmente 
se já tiverem 14 anos e 11 meses ou mais, considerados maduros para entender e cumprir o que lhes for orientado. 
O documento “Orientações básicas de atenção integral à saúde de adolescentes nas escolas e unidades básicas de saúde” 
(Brasília – DF, 2013), do Ministério da Saúde, lista os seguintes direitos dos adolescentes:
 - Privacidade no momento da consulta.
 - Garantia de confidencialidade e sigilo.
 - Consentimento ou recusa de atendimento.
 - Atendimento à saúde sem autorização e desacompanhado dos pais.
 - Informação sobre seu estado de saúde.
Saiba que, conforme previsto no capítulo IX do Código de Ética Médica (CEM), o Conselho Federal de Medicina (CFM) também 
garante o direito do adolescente à privacidade. 
É vedado ao médico: (...)
Art. 74. Revelar sigilo profissional relacionado a paciente criança ou adolescente, desde que estes tenham capacidade de 
discernimento, inclusive a seus pais ou representantes legais, salvo quando a não revelação possa acarretar dano ao paciente.
O Parecer do CFM nº 25, de 2013, descreve o seguinte acerca do mesmo tema:
(...) Com relação aos pacientes adolescentes há o consenso internacional, reconhecido pela lei brasileira, de que entre os 12 e 
18 anos estes já têm sua privacidade garantida, principalmente se com mais de 14 anos e 11 meses, considerados maduros quanto 
ao entendimento e cumprimento das orientações recebidas; 
Os aspectos éticos do atendimento ao adolescente podem ser estudados detalhadamente no livro digital ÉTICA MÉDICA.
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Quanto às gestantes mais velhas, isto é, com 35 anos 
ou mais, o aumento de risco relaciona-se especialmente à 
maior probabilidade de apresentarem cromossomopatias e 
comorbidades, como hipertensão arterial ou diabetes mellitus, por 
exemplo. 
Visando otimizar o uso dos recursos escassos disponíveis, o 
Ministério da Saúde ressalta especialmente o encaminhamento ao 
pré-natal de alto risco quando a gestante tem 40 anos ou mais. 
Mas lembre-se: é importante estar atento ao protocolo assistencial 
de cada serviço quanto à idade materna de encaminhamento por 
idade materna avançada ou gestante idosa.
2.1.2 ESCOLARIDADE
Outro ponto importante a ser conhecido é o nível de 
escolaridade da gestante, o que permitirá adequar a linguagem mais 
adequada a ser empregada durante a comunicação com ela. Lembre-
se de que, independentemente da especialidade, a escolaridade 
influencia na maior dificuldade ou facilidade do paciente em 
entender as orientações fornecidas. Portanto, influenciará na 
adesão da grávida ao pré-natal e, consequentemente, aos cuidados 
propostos a ela. 
DE OLHO NA PROVA PRÁTICA
Doc, muita atenção quando a estação da prova prática envolver a presença de atriz ou a orientação da gestante, 
mesmo que seja um boneco!
Cuidado para não utilizar termos médicos que criem barreiras de linguagem ao entendimento de suas 
orientações. 
O examinador obviamente entenderá o que você está dizendo, mas a paciente, não, assim, sua capacidade de 
fazer-se entender pela paciente não será bem avaliada.
2.1.3 PROCEDÊNCIA
A gestante pode morar e ser natural da localidade onde está 
sendo atendida, mas pode também ser de outra cidade, estado ou 
país. Perceba que conhecer a procedência da grávida pode auxiliá-
lo a pensar em doenças mais prevalentes em determinada região 
de onde essa grávida é procedente. 
Além disso, note que saber a procedência também auxilia 
na percepção da situação social que permeia essa gestação. Essa 
pergunta pode ser o pressuposto para entender se a gestante tem 
familiares por perto, se tem rede de apoio ou, por exemplo, se é 
uma refugiada no país vivendo em situações provisórias. 
Lembre-se de que a gravidez representa uma grande 
transformação na vida de qualquer mulher e ter uma rede de 
apoio, seja ela formada por familiares ou não, ajudará bastante 
nesse processo. Na ausência dela, faz parte dos cuidados a serem 
oferecidos durante o pré-natal pensar em alternativas que possam 
ser disponibilizadas à gestante para amenizar possíveis dificuldades, 
muitas vezes sendo necessário solicitar acompanhamento conjunto 
do serviço social.
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2.1.4 SITUAÇÃO CONJUGAL
Assim como a procedência, conhecer a situação conjugal da 
gestante também é uma informação que ajuda a entender o apoio 
e a aceitação dessa mulher diante da gravidez. 
Apenas imagine os seguintes exemplos que poderiam ser 
apresentados como resposta à pergunta referente ao parceiro e à 
aceitação da gestação, Doc.
Mulher abandonada pelo parceiro quando este soube da 
gravidez. Mulher que engravidou em uma relação esporádica 
ou que não tem certeza de quem é o pai do filho. Parceiro que 
pressiona a gestante para interromper a gestação por não ter sido 
planejada.
Concorda que são exemplos de situações que podem 
interferir profundamente na aceitação da gravidez por essa mulher 
e em possíveis complicações psicossociais que ela possa apresentar 
durante a gravidez e o puerpério? E esses são apenas alguns 
exemplos. A lista de situações de fragilidade emocional é extensa.
Perceba que, muitas vezes, essa gestante não vai se sentir à 
vontade para falar sobre essas questões espontaneamente, ainda 
mais em uma primeirapossibilidade de recurso apenas depois que sair da prova. 
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Incorreta a alternativa B, porque eletroforese de hemoglobina e proteinúria não são exames solicitados rotineiramente na primeira 
consulta de pré-natal de risco habitual. 
Incorreta a alternativa C, porque hemoglobina glicosilada não faz parte da rotina do pré-natal de risco habitual. Ela é solicitada para 
gestantes com diabetes.
Incorreta a alternativa D, porque apenas a letra A está correta. Dica, Doc. Se apenas a alternativa B estivesse correta, a questão estaria 
anulada porque a alternativa D também estaria. Mesmo que você não soubesse nada sobre esse tema, poderia escolher entre as alternativas 
A e C, sabendo que B e D estariam erradas. O examinador deu uma ajudazinha nessa questão.
(SES PE - 2021) Qual dos exames abaixo deve ser solicitado de rotina, já no início do pré-natal de risco habitual?
A) Hemoglobina glicada.
B) Urocultura com antibiogramas.
C) IgG e IgM para rubéola.
D) Anti-HCV.
E) Cultura para estreptococo do Grupo B.
COMENTÁRIOS:
Mais uma questão “decoreba” sobre a mesma lista de exames, Doc. 
Incorreta a alternativa A, porque o exame de hemoglobina glicada é solicitado durante a primeira consulta de pré-natal apenas para gestantes 
diabéticas.
Correta a alternativa B, 
porque urocultura e antibiogramas estão entre os exames complementares a serem solicitados para toda 
gestante em sua primeira consulta de pré-natal.
Incorreta a alternativa C, porque IgG e IgM para rubéola não são indicados de rotina pelo protocolo do Ministério da Saúde, embora façam 
parte da solicitação habitual de exames complementares de outros protocolos do país.
Incorreta a alternativa D, porque a sorologia para hepatite C não é recomendada para todas as gestantes pelo protocolo do Ministério da 
Saúde. Doc, perceba que essa alternativa poderia ser considerada correta pela norma do CONITEC, porém a alternativa B é claramente mais 
adequada do que essa por não haver conflitos de fonte. Esteja atento a isso quando for responder a questões sobre hepatite C. 
Incorreta a alternativa E, porque, embora a pesquisa de estreptococo do grupo B faça parte dos exames realizados habitualmente durante o 
pré-natal, a cultura é coletada rotineiramente entre a 35ª e a 37ª semana de gestação, e não no início da gestação.
(INTO – 2021) Dos exames elencados abaixo, o que não deve rotineiramente solicitado na primeira consulta de pré-natal é o (a):
A) Glicemia de jejum.
B) EAS.
C) HBsAg.
D) Sorologia para Toxoplasmose.
E) Anti-HCV.
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COMENTÁRIOS:
Doc, já percebeu que essa “decoreba” precisa estar na “ponta da língua” para fazer uma boa prova, né? 
Incorretas as alternativas A, B, C e D, porque glicemia de jejum, exame de urina tipo I (EAS), pesquisa do antígeno da hepatite B (HBsAg) 
e sorologia para toxoplasmose fazem parte da lista de exames complementares recomendados pelo Ministério da Saúde para todas as 
gestantes no início do pré-natal.
Correta a alternativa E, 
porque está INCORRETA. A sorologia para hepatite C não faz parte dos exames a serem solicitados 
rotineiramente no início do pré-natal segundo o protocolo do Ministério da Saúde. Perceba que, em 2021, 
as provas demonstraram considerar o protocolo dos “Cadernos de Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco” de 2012 do Ministério da Saúde 
como bibliografia.
Agora, você já conhece quais são os exames que fazem parte 
da rotina da primeira consulta do pré-natal e quais são os principais 
aspectos relacionados aos resultados de cada um desses exames.
Esse é o tópico que mais aparece em sua prova quando 
o assunto é pré-natal. Por isso, volte a este capítulo sempre que 
precisar esclarecer qualquer dúvida e comemore o conhecimento 
adquirido até aqui. Certamente, ele contribuirá para você conquistar 
pontos importantes em sua prova.
E vamos em frente, porque tem mais exames que você 
precisa conhecer da rotina de pré-natal.
CAPÍTULO
9.0 EXAMES COMPLEMENTARES – ROTINA DE 
SEGUIMENTO PRÉ-NATAL
Doc, até aqui, estudamos os exames complementares que fazem parte da primeira consulta de pré-natal de baixo risco. E, como você já 
sabe, uma vez que todos eles tenham apresentado valores dentro da normalidade, a gestante deverá continuar sendo seguida em consultas 
em intervalos regulares e investigada por meio da anamnese e do exame físico obstétricos, conforme estudamos na primeira parte deste livro.
Porém, mesmo gestantes identificadas como de risco habitual deverão ser submetidas a mais alguns exames de rastreio durante a 
gravidez, além dos realizados no início da gestação, sendo importante que o pré-natalista esteja atento às idades gestacionais recomendadas 
para solicitação de cada um deles. Os exames a serem solicitados rotineiramente após os do início da gestação são:
• Teste oral de tolerância à glicose 75 g – entre a 24a e a 28a semana de gestação.
• Sorologia para HIV e sífilis – após a 28a semana de gestação.
• Urocultura – após a 28a semana de gestação.
• Swab anal e vaginal para pesquisa de estreptococo do grupo B - entre a 35a e a 37a semana de gestação.
• Coombs indireto para gestante Rh negativo e marido Rh positivo – mensalmente até aplicar a imunoglobulina anti-D com 28 
semanas de gestação.
• Toxoplasmose – mensalmente, se mãe suscetível (IgM e IgG negativos).
As particularidades a respeito das sorologias e sobre a urocultura já foram abordadas anteriormente. Aqui, estudaremos a respeito dos 
demais exames.
Vamos juntos?
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9.1 TESTE ORAL DE TOLERÂNCIA À GLICOSE 75 G
O teste oral de tolerância à glicose 75 gramas (TOTG 75 g), que você pode conhecer como curva glicêmica, é indicado durante a 
gestação para rastreamento do diabetes. Ele é composto por três medidas de glicemia sérica:
• A primeira realizada em jejum.
• A segunda realizada após uma hora da ingestão de 75 gramas de glicose.
• A terceira realizada após duas horas da ingestão de 75 gramas de glicose.
Neste momento, você pode estar se questionando por que ele é realizado se, no início deste livro, já verificamos que a glicemia de 
jejum é indicada entre os exames de rotina da primeira consulta de pré-natal justamente para o rastreamento do diabetes. E você está 
certíssimo! De fato, o diabetes deve ser pesquisado já no início do pré-natal, porém, para aquelas gestantes que apresentarem valores 
normais de glicemia de jejum, um novo rastreamento para diabetes deve ser realizado entre a 24ª e a 28ª semana de gestação.
Atenção! Você acaba de ler uma das informações mais importantes a respeito do TOTG 75 g: 
Teste oral de tolerância à glicose 75 gramas SÓ deve ser indicado para gestantes com valores de glicemia 
NORMAIS no início do pré-natal.
Perceba que isso faz muito sentido se refletirmos que esse é um exame realizado para o rastreamento do diabetes, portanto não faz 
sentido que seja realizado em gestantes que já têm esse diagnóstico, seja ele prévio à gestação ou gestacional.
Outro aspecto fundamental que você precisa saber a respeito desse exame, porque despenca nas questões 
de sua prova de Residência Médica e de Revalidação do diploma, são os valores de referência para o diagnóstico 
do diabetes. Aqui, não tem jeito. Precisa decorar, Doc!
• Jejum ≥ 92 mg/dL.
• Primeira hora após sobrecarga ≥ 180 mg/dL. Diabetes gestacional
• Segunda hora após sobrecarga ≥ 153 mg/dL. 
}
 Valores de glicemia abaixo dos indicados acima relacionam-se à gestante euglicêmica. 
Observe o fluxograma a seguir. Aproveitepara revisar os conceitos que já estudamos a respeito da glicemia de jejum e complete seu 
raciocínio a respeito do rastreamento do diabetes na gestação. Tenha bastante atenção aos valores referentes ao TOTG 75 g. 
E lembre-se sempre: basta um único valor de glicemia alterado para o diagnóstico do diabetes durante a gestação!
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Figura 41. Fluxograma para rastreamento do diabetes durante a gestação com disponibilidade técnica e viabilidade financeira.
Glicemia de jejum (início do pré-natal)
92 mg/dL. Além disso, considero que essa alternativa poderia ser questionada em recurso, porque as gestantes com 
diagnóstico prévio de diabetes não devem ser submetidas ao TOTG (elas já têm diagnóstico!). Sendo assim, o teste 
não deve ser realizado em TODAS as gestantes. 
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Incorreta a alternativa C, porque está CORRETA. Segundo a recomendação de 2019 da Associação Americana de Diabetes (ADA), o 
diagnóstico do diabetes gestacional deve ser realizado pelo teste oral de tolerância à glicose 75 g entre a 24ª semana e a 28ª semana 
de gestação. Antes disso, considerar o diagnóstico, especialmente de diabetes pré-gestacional sem diagnóstico prévio à gestação, na 
presença de fatores de risco para diabetes ou de acordo com o valor da glicemia de jejum.
Mas, novamente, atenção, Doc! A recomendação adotada no Brasil para rastreio do diabetes na gestação 
segue a da Organização Mundial da Saúde, em que o rastreio do diabetes na gestação deve ser universal, ou seja, 
realizado em todas as gestantes por meio da glicemia de jejum, independentemente da presença de fatores de risco, 
no início do pré-natal e novamente entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, pelo teste oral de tolerância à glicose 75 
g naquelas que apresentaram glicemia de jejum menor do que 92 mg/dL, isto é, normal.
Incorreta a alternativa D, porque está CORRETA. A primeira linha de tratamento para o diabetes durante a gestação é a associação da 
prática de atividade física, se não houver contraindicações obstétricas para isso, e dieta adequada. A avaliação do controle glicêmico 
determinará se outras medidas terapêuticas serão necessárias ou não.
Incorreta a alternativa E, porque está CORRETA. A insulina é a primeira opção medicamentosa para o tratamento do diabetes durante a 
gestação quando não se alcança controle glicêmico adequado com dieta e atividade física. 
Sem polêmicas, vamos para o estudo do último exame que iremos avaliar neste livro, Doc? Respire fundo, que é um exame que aparece 
com frequência nas provas!
9.2 SWAB ANAL E VAGINAL PARA PESQUISA DE ESTREPTOCOCO DO GRUPO B
O estreptococo do grupo B 
(Streptococcus agalactiae) é uma 
bactéria que pode colonizar de forma 
assintomática o trato gastrointestinal 
e geniturinário, mas que pode causar 
colonizadas apresentam infecções neonatais graves. Diante disso, o 
Ministério da Saúde, em seu "Caderno de Atenção Básica número 
32", “Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco”, de 2012, descreve que 
não há justificativas suficientes até o momento para a realização 
sistemática da pesquisa de estreptococo do grupo B durante a 
gestação.
No entanto, a maiorias dos protocolos preconiza a coleta do 
swab anal e vaginal para cultura do estreptococo do grupo B de 
forma sistemática entre a 35ª e a 37ª semana de gestação, como 
forma de rastrear a colonização do trato genital e intestinal materno. 
A engenharia reversa demonstra que é assim que esse conceito é 
cobrado nas provas de Residência Médica e de Revalidação Médica.
Muitas vezes, as gestantes identificam esse exame como 
“teste do cotonete”, porque o material utilizado para coletá-lo 
assemelha-se a um grande cotonete (Figura 43).
infecção sintomática no recém-nascido, relacionando-se a doença 
respiratória, sepse e meningite.
É transmitida da mãe para o bebê no momento do parto, 
sendo que o rastreamento materno para identificação das 
mulheres colonizadas pelo estreptococo do grupo B e a realização 
da antibioticoprofilaxia anteparto são medidas relacionadas à 
prevenção da infecção neonatal. A colonização materna por essa 
bactéria não contraindica o parto vaginal.
A custo-efetividade dessa medida é questionada por muitos 
estudos que apontam que apenas alguns recém-nascidos de mães 
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DE OLHO NA PROVA PRÁTICA!
É importante saber que gestantes com urocultura que identifique o estreptococo do grupo B, em qualquer 
momento da gestação, já devem ser consideradas como de risco para transmissão da bactéria no momento do parto. 
A coleta do swab para pesquisa do 
estreptococo do grupo B é um exame que pode 
ser realizado durante a consulta de pré-natal 
ou laboratorialmente, dependendo da rotina 
de cada serviço. 
A realização da coleta é simples e está demonstrada 
na figura a seguir.
1. Identifique, com os dados da gestante, o tubo 
próprio para a pesquisa do estreptococo do grupo 
B.
2. Abra o tubo e perceba que a tampa é conectada 
ao coletor (que se assemelha a um cotonete).
3. Colete a secreção do introito vaginal primeiro e, 
em seguida, da região perianal.
4. Reintroduza o coletor no tubo e feche a tampa.
Figura 43. Técnica de coleta do swab anal e vaginal para pesquisa do 
estreptococo do grupo B.
O aspecto que mais aparece nas provas de Residência Médica a respeito do estreptococo B durante a 
gestação são as indicações de antibioticoprofilaxia anteparto. 
Conhecer os principais fatores de risco para infecção do recém-nascido facilita sua memorização dos 
casos em que a antibioticoprofilaxia está indicada. São eles:
• Parto prematuro.
• Rotura prematura de membranas antes da 37ª semana de gestação.
• Rotura prematura de membranas há mais de 18 horas.
• História de infecção neonatal por estreptococo do grupo B em filhos anteriores.
• Febre durante o trabalho de parto.
Sabendo disso, esses serão os casos em que se deverá prescrever a antibioticoprofilaxia para prevenir a infecção neonatal, sendo que 
ela só será considerada adequada quando forem realizadas ao menos duas doses de antibiótico, pelo menos quatro horas antes do parto.
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Os esquemas de antibiótico preconizados são:
Penicilina G cristalina intravenosa – sendo uma dose de ataque com 5 milhões de UI e 2,5 milhões de UI 
a cada 4 horas até o parto.
Ampicilina endovenosa – dose de ataque com 2 g, e 1 g a cada 4 horas até o parto.
A antibioticoprofilaxia não é necessária nos casos indicados 
acima quando a cultura para estreptococo do grupo B é sabidamente 
negativa. 
Por outro lado, em casos de parto cesáreo eletivo (o que 
você deve conhecer como a “cesárea agendada”, Doc), ou seja, 
aquele realizado no termo, fora de trabalho de parto e com bolsa 
das águas íntegra, mesmo que a pesquisa de estreptococo do grupo 
B seja positiva, NÃO está indicada a antibioticoprofilaxia. Atenção, 
porque essa costuma ser uma “pegadinha” clássica de prova.
Outra “armadilha” comum sobre esse assunto são mulheres 
com pesquisa desconhecida para estreptococo do grupo B 
na gestação atual, mas com relato de cultura positiva para 
estreptococo do grupo B na gestação anterior. Cuidado, Doc! Não 
há indicação de prescrever antibiótico nesses casos. É a história de 
filho recém-nascido com infecção neonatal anterior que indica a 
antibioticoprofilaxia na gestação atual, não exame positivo, ok?
Resultados negativos de pesquisa swab anal e vaginal para cultura de estreptococo do grupo B com mais de 
cinco semanas devem ser desconsiderados, e o exame deve ser repetido. 
O fluxograma a seguir sintetiza o que foi apresentado até aqui. Analise-o com cuidado!
ANTIBIOTICOPROFILAXIA PARA EGB
EGB positivo
Penicilina cristalina
EGB negativo
Não fazer
antibioticoprofilaxia
para EGB
Filho com sepse por EGB
URC positiva para EGB
= EGB positivo
Penicilina cristalina
EGB desconhecido
 37
semanas
Penicilina
cristalina
≥ 18h RPM
Febre ≥ 38 graus
Penicilina
cristalina
Fazer somente se TP ou RPM
Não fazer se cesariana eletiva
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Momento de respirar e testar seus conhecimentos respondendo às questões a seguir.
CAI NA PROVA
(UERJ 2022) A infecção por Streptococcus do grupo B (EGB) é hoje a principal causa de sepse neonatal precoce. Em pacientes com cultura 
desconhecida, a profilaxia antimicrobiana é indicada em casos de:
A) gestação anterior com rastreio positivo para EGB.
B) bacteriúria assintomática positiva para EGB.
C) idade gestacional menor que 40 semanas.
D) amniorrexe há mais de 12 horas.
COMENTÁRIOS: 
Incorreta a alternativa A: no caso de cultura positiva para Streptococcus agalactiae em gestação anterior, não é necessário realizar 
antibioticoprofilaxia. 
Correta a alternativa B: 
no caso de infecção urinária por EGB, mesmo que bacteriúria assintomática, deve ser realizada a profilaxia 
para o EGB, mesmo sem resultado de cultura ou desconhecida.
Incorreta a alternativa C: a indicação de antibioticoprofilaxia para o EGB não tem a ver com a idade gestacional, ela é feita de acordo com 
seu resultado conhecido ou desconhecido e com os fatores de risco (trabalho de parto prematuro, febre intraparto, filho anterior com 
história de infecção por Streptococcus agalactiae, rotura de membranas ovulares há mais de 18 horas e urocultura durante o pré-natal 
positiva para Streptococcus agalactiae).
Incorreta a alternativa D: a rotura de membranas ovulares acima de 18 horas pode indicar a antibioticoprofilaxia, no caso de cultura 
desconhecida.
(SES MA – 2021) São indicações para uso de antibiótico intraparto objetivando profilaxia antenatal de Estreptococo B-hemolítico, EXCETO:
A) Febre.
B) Secreção vaginal de odor fétido.
C) Trabalho de parto pré-termo.
D) Rotura prematura de membranas ovulares há mais de 18 horas.
E) Filho anterior infectado por essa bactéria.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque está CORRETA. Febre intraparto é uma indicação de antibioticoprofilaxia para prevenção da infecção 
neonatal por estreptococo do grupo B.
Correta a alternativa B, 
porque está INCORRETA. Secreção vaginal de odor fétido não é indicador de colonização pelo estreptococo 
do grupo B.
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Incorreta a alternativa C, porque está CORRETA. Trabalho de parto pré-termo, isto é, antes da 37ª semana de gestação, é uma indicação 
de antibioticoprofilaxia para prevenção da infecção neonatal por estreptococo do grupo B.
Incorreta a alternativa D, porque está CORRETA. Filho anterior infectado por essa bactéria é uma indicação de antibioticoprofilaxia para 
prevenção da infecção neonatal por estreptococo do grupo B.
(HAC PR – 2021) O estreptococo do grupo B (Streptococcus agalactiae) é um coco Gram-positivo que frequentemente coloniza os tratos 
genital e gastrintestinal de humanos. Avalie as assertivas I, II, III, IV e V e assinale a alternativa correta com relação à infecção por essa bactéria 
na gestação:
I. A infecção materna geralmente é assintomática.
II. Pode ocasionar complicações no recém-nascido nascido como pneumonia, meningite e sepse.
III. O diagnóstico é realizado por swab vaginal e retal realizado no momento do parto.
IV. É uma contraindicação ao parto vaginal.
V. O tratamento de escolha para profilaxia é com ceftriaxona.
A) I, II, III, IV e V estão corretas.
B) I, II, III, IV e V estão incorretas.
C) Somente as alternativas I e II estão corretas.
D) Estão corretas as alternativas II, III e V.
E) Estão corretas as alternativas I, II, e IV.
COMENTÁRIOS:
Responder a essa questão depende de avaliar corretamente as afirmativas. Vamos analisá-las juntos?
I. Correta – a colonização intestinal ou geniturinária pelo estreptococo do grupo B é assintomática.
II. Correta – a transmissão vertical do recém-nascido pelo estreptococo do grupo B relaciona-se a formas graves de sepse neonatal. 
III. Incorreta – a identificação do estreptococo do grupo B é realizada pela coleta de secreção do introito vaginal e perianal, em geral entre 
a 35ª e a 37ª semana de gestação.
IV. Incorreta – a colonização materna pelo estreptococo do grupo B não contraindica o parto vaginal.
V. Incorreta – o antibiótico de escolha para profilaxia do estreptococo do grupo B é a penicilina cristalina ou a ampicilina.
Agora, é só escolher a alternativa correta:
Incorretas a alternativas A, B, D e E porque apenas as afirmativas I e II estão corretas.
Correta a alternativa C, porque apenas as afirmativas I e II estão corretas.
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(UFRJ – 2021) Identificada estreptococcia do grupo B (GBS) em gestante, pode-se afirmar que está indicada profilaxia intraparto quando:
A) cultura vaginorretal de GBS for negativa entre 35 e 37 semanas na gravidez atual, quaisquer que sejam os fatores de risco intraparto.
B) rastreamento de GBS vaginorretal for positivo entre 35 e 37 semanas de gravidez.
C) colonização por GBS em gravidez anterior (a menos que haja indicação na gravidez atual).
D) cesárea realizada antes do início do parto, em mulher com membranas íntegras, independente do estado de colonização do GBS.
COMENTÁRIOS:
Veja só como esse é o aspecto queridinho dos examinadores a respeito desse tema, Doc! Mais uma questão a respeito das indicações 
da antibioticoprofilaxia para estreptococos do grupo B.
Incorreta a alternativa A, porque as gestantes com pesquisa da colonização por estreptococo do grupo B negativa não necessitam de 
profilaxia durante o parto, desde que o nascimento ocorra até cinco semanas após a coleta do exame, uma vez que ele tem “validade” de 
cinco semanas.
Correta a alternativa B, 
porque gestantes com pesquisa da colonização por estreptococo do grupo B positiva devem receber 
antibioticoprofilaxia anteparto para prevenção da infecção neonatal, a menos que o parto seja realizado via 
alta eletivamente.
Incorreta a alternativa C, porque a colonização materna em gestação anterior não indica profilaxia na gestação atual, apenas se houver 
história de infecção do recém-nascido anterior pela mesma bactéria. Cuidado com a “pegadinha”, Doc!
Incorreta a alternativa D, porque, independentemente do resultado da pesquisa da colonização por estreptococo do grupo B ser positivo 
ou negativo, o parto cesáreo eletivo não tem indicação de antibioticoprofilaxia por ser realizado no termo, na ausência de rotura de 
membranas e fora de trabalho de parto.
Muito bem, Doc! Você acaba de concluir o estudo dos principais exames realizados durante uma gestação de risco habitual e já conhece 
os principais aspectos relacionados à interpretação e às condutas a serem assumidas para cada um deles.
Antes de continuarmos, proponho a você um pequeno desafio. Até aqui, respondemos às questões específicas de cada um dos exames 
que estudamos. Que tal juntar tudo e testar o que você fixou desse conhecimento até aqui? 
Vamos tentar juntos?
CAI NA PROVA
(HPP – 2020) Paciente gestante de 26 semanas vem para mostrar exames da segunda rotina de pré-natal. A cultura 
de urina mostrou-se positiva para S. agalactiae com uma contagem de 50.000 UFC/mL. O teste oral de tolerância 
a glicose mostrou glicemia de jejum de 90 mg/dL, 1 hora após sobrecarga de glicose glicemia de 180 mg/dL e 2 
horas após a glicemia foi 140 mg/dL. Quimioluminescência para sífilis não reagente, e sorologia para toxoplasmose 
mostrou IgG reagente e IgM não reagente. Assinale a alternativa CORRETA segundo o Protocolo Rede Mãe Curitibana 
Vale a Vida:
A) A gestante deve ser tratada com ampicilina e repetir a cultura após uma semana do término do tratamento.
B) A paciente deve fazer o teste de avidez para IgG para toxoplasmose.
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C) A paciente deve repetir o teste com sobrecarga de glicose para confirmar o diagnóstico.
D) A paciente tem diabetes gestacional e deve fazer controle glicêmico.
E) Deve-se solicitar o VDRL, pois o exame realizado não é adequado para rastreamento de sífilis.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque a urocultura apresenta menos de 100.000 UFC/mL, não havendo indicação de tratamento para 
bacteriúria assintomática. Vale lembrar que o cuidado frente a esse resultado deve ser considerar essa gestante positiva para pesquisa de 
estreptococo do grupo B, sem necessidade de coleta de swab anal e vaginal a partir da 35ª semana de gestação.
Incorreta a alternativa B, porque a gestante é imune à toxoplasmose e já está na 26ª semana de gestação. Lembre-se de que a dúvida 
quanto à toxoplasmose ser aguda ou não ocorre na presença de IgM e IgG positivos para toxoplasmose e de que o teste de avidez para IgG 
só tem relevância se realizado antes da 16ª semana de gestação.
Incorreta a alternativa C, porque um único valor de glicemia alterado basta para o diagnóstico de diabetes na gestação e, embora os 
valores de glicemia de jejum e duas horas após sobrecarga estejam normais, o valor da primeira hora após sobrecarga de glicose (180 mg/
dL) caracteriza o diagnóstico de diabetes gestacional, sendo indicado iniciar o tratamento.
Correta a alternativa D, 
porque glicemia maior ou igual a 180 mg/dL após a primeira hora de sobrecarga de glicose caracteriza o 
diagnóstico de diabetes gestacional, sendo indicado encaminhar a gestante para seguimento em pré-natal 
de alto risco e orientá-la quanto à dieta adequada, à atividade física e a iniciar aferições de glicemia capilar para avaliação do controle 
glicêmico.
Incorreta a alternativa E, porque o VDRL seria indicado se o teste treponêmico fosse positivo, mas, no caso apresentado no enunciado, a 
quimioluminescência para sífilis é não reagente, dispensando a realização de outros exames para elucidação diagnóstica.
(SCMRP – 2021) A assistência pré-natal se constitui num dos pilares da medicina preventiva e, como tal, deve ser assistida com muito cuidado 
e atenção. Muitos exames são efetuados como exames de rotina e devem merecer orientações por parte do profissional. A partir dessas 
considerações, assinale a alternativa correta.
A) A pesquisa de estreptococos do grupo B deve ser feita com 35 semanas, e, se positiva, a gestante deve iniciar o tratamento com ampicilina.
B) Quando a sorologia para toxoplasmose no primeiro trimestre apresentar IgG e IgM positivo, a gestante deverá ser tratada com espiramicina, 
sulfadiazina e pirimetamina. Essa associação deve ser sempre acompanhada pelo uso do ácido folínico.
C) Se a gestante for Rh negativo, teste de Coombs indireto positivo e apresentar sangramento no primeiro trimestre, está indicada a 
administração de imunoglobulina anti-Rh.
D) Gestantes não vacinadas ou com sorologia para hepatite B negativa devem receber a vacina.
E) Exame de urina tipo 1 apresentando glicosúria na gestante implica a presença de hiperglicemia, pois o Tm de glicose é 180, isto é, só há 
perda de glicose na urina com glicemias maiores que 180 mg.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque, embora esteja correto que a pesquisa de estreptococo do grupo B seja realizada a partir da 35ª semana 
de gestação, a antibioticoprofilaxia, quando indicada, deve ser realizada apenas periparto, com o intervalo mínimo de quatro horas.
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Incorreta a alternativa B, porque a conduta correta diante do resultado de IgG e IgM positivos para toxoplasmose deve ser realizar o teste 
de avidez para IgG, se a gestante tiver menos de 16 semanas de gestação, para elucidar a hipótese de tratar-se de infecção aguda ou não. 
Vale lembrar que o tratamento inicial é realizado com espiramicina, e o esquema tríplice é indicado apenas quando há infecção fetal.
Incorreta a alternativa C, porque, embora gestantes com Rh negativo tenham indicação de receber imunoglobulina anti-D quando 
apresentam sangramentos durante a gestação, essa indicação só existe se o Coombs indireto for negativo. Uma vez que a alternativa cita 
Coombs positivo, essa mulher já foi aloimunizada e deve ser encaminhada para seguimento de pré-natal de alto risco, não se beneficiando 
da prescrição de imunoglobulina anti-D.
Correta a alternativa D, 
porque gestantes que são suscetíveis à hepatite B devem ser vacinadas, sem contraindicação para vacina 
durante a gravidez.
Incorreta a alternativa E, porque o diagnóstico de diabetes é realizado pelos valores de glicemia sérica, e não pela presença de glicosúria. 
Como curiosidade para essa alternativa, Doc, saiba que, além do diabetes, outras causas relacionadas à glicosúria são: desordens 
tubulares renais (síndrome de Fanconi, glicosúria familiar benigna), síndrome de Cushing, uso de corticosteroides, doenças hepáticas, 
hipertireoidismo entre outros.
Espero que esses exercícios não tenham sido muito desafiantes para você e que tenham contribuído para sedimentar tudo que 
estudamos até aqui, Doc. Não hesite em retornar aos conceitos que você percebeu que não ficaram claros e em me perguntar sobre qualquer 
dúvida, combinado?
Aproveite para dar uma boa espreguiçada, comemorar o conteúdo concluído acima, e vamos em frente!
CAPÍTULO
10.0 ORIENTAÇÕES GERAIS 
10.1 IMUNIZAÇÃO
Doc, uma importante 
orientação que deve ser oferecida 
para todas as gestantes durante o pré-
natal é a respeito de sua cobertura 
vacinal. A relevância desse tema 
na prática clínica reflete-se em sua 
natal e conquiste pontos importantes em sua prova. 
Um aspecto importante que precisa estar claro para você é 
quais são as vacinas que são recomendadas pelo Programa Nacional 
de Imunização em seu calendário vacinal da gestante e quais são as 
vacinas que não devem ser realizadas.
Tenha sempre em mente que, durante a gravidez, não devem 
ser realizadas as vacinas vivas pelo risco potencial de causarem a 
doença, enquanto as vacinas inativadas não oferecem esse risco.
A tabela a seguir resume todas as vacinas que devem ser 
realizadas durante a gestação. 
grande frequência nas provas de Residência Médica. Você pode 
estudar esse tema detalhadamente no livro digital "IMUNIZAÇÕES" 
da Pediatria. Apresento, aqui, apenas os aspectos mais relevantes 
com relação às vacinas na gestação, de forma que você sedimente 
esse conceito junto com seus conhecimentos a respeito do pré-
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Vacina Situação vacinal Vacinação na gestação
dT/dTpa 
Previamente vacinada com duas ou 
três doses
Uma dose de dTpa a partir de 20 
semanas
Vacina incompleta, tendo recebido 
apenas uma dose.
Uma dose de dT e uma dose de dTpa, 
com intervalo de um mês, sendo 
que a dTpa deve ser feita após 20 
semanas
Gestantes não vacinadas ou com 
histórico vacinal desconhecido
Duas doses de dT e uma dose de 
dTpa, com intervalo de um mês entre 
as doses, sendo que a dTpa deve ser 
feita após 20 semanas.
Hepatite B 
Vacinadas com esquema completo ( 3 
doses)
Não vacinar
Vacinadas com esquema incompleto Completar o esquema vacinal
Não vacinadas e susceptíveis Três doses, no esquema 0-1-6 meses
Influenza Todas as gestantes Dose única anual
COVID-19 Todas as gestantes Conforme protocolo vigente
Outro ponto a que você deve ficar atento é o conhecimento das vacinas contra a covid-19 na gravidez. A Febrasgo e o Programa 
Nacional de Imunizações (PNI) recomendam que as gestantes e puérperas recebam a vacina da Pfizer (mRNA) ou, comoalternativa, a de vírus 
inativado (Coronavac) quando a vacina da Pfizer não estiver disponível. 
A Febrasgo e o PNI contraindicam as vacinas de vetor viral (AstraZeneca e Janssen) para as mulheres nesse período especial.
Figura 44. Vacinas contra a covid-19 que são permitidas ou contraindicadas na gestação.
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Outro aspecto importante a respeito da imunização durante a gestação é lembrar de que, embora a vacina tríplice viral contra caxumba, 
sarampo e rubéola não seja recomendada durante a gestação, por ser produzida a partir de vírus vivos atenuados, ela pode ser realizada 
durante o puerpério sem interferir na amamentação.
Veja, na tabela a seguir, as vacinas que podem ser indicadas na gestação em situações especiais.
VACINAS EM SITUAÇÕES ESPECIAIS
FEBRE AMARELA
 ̵ Indicada se a gestante vive em áreas de risco ou vai viajar para áreas endêmicas e não esteja com vacinação atualizada.
RAIVA HUMANA
 ̵ Vacina de vírus inativado, indicada em gestantes com elevado risco pré-exposição (veterinárias, vacinadores, profissionais 
de laboratório, laçadores e treinadores de cães).
MENINGOCOCO
 ̵ Pode ser utilizada em situações de bloqueio de surto.
PNEUMOCOCO
 ̵ Em gestantes de risco sem vacina prévia: asplênicas, doenças cardíacas, renais, metabólicas, pulmonares e 
imunossuprimidas.
POLIOMIELITE
 ̵ Indicada se gestante não imunizada for viajar para área endêmica.
Tabela 20. Vacinas indicadas na gestação em situações especiais.
Ok, revisamos as vacinas indicadas e contraindicadas na gestação. Mas, também, vale, pela praticidade, relembrar as situações em que 
podemos utilizar a imunoglobulina frente ao risco pelo esquema abaixo.
CONTRAINDICADA NA GESTAÇÃO
Vacinas de vírus vivos atenuados
- TRÍPLICE VIRAL (sarampo, caxumba, rubéola) 
- VARICELA-ZÓSTER 
- POLIOMIELITE 
- TUBERCULOSE (BCG)
Vacina de antígeno recombinante
- Papilomavírus humano (HPV)
Tabela 19. Vacinas contraindicadas na gestação.
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Figura 45. Imunoglobulinas disponíveis na exposição ao risco da gestante.
Vamos aproveitar e treinar um pouco por meio das questões.
CAI NA PROVA
(UNESP 2023) Durante a assistência pré-natal de baixo risco de uma gestante com 20 semanas, o resultado do AgHBs (antígeno de superfície 
do vírus da hepatite B) foi não reagente e, em sua carteira de vacinação, não há registro de vacina contra hepatite B. A conduta em relação a 
essa imunização é
A) iniciar esquema de vacinação.
B) orientar vacinação no terceiro trimestre.
C) orientar vacinação no puerpério.
D) contraindicar vacinação na gestação.
COMENTÁRIOS: 
Correta a alternativa A, como a paciente não é imunizada contra hepatite B, ela deve receber o esquema vacinal na gestação.
Incorreta a alternativa B, não existe recomendação de período para realizar a vacina contra hepatite B.
Incorreta a alternativa C, essa é uma vacina segura na gestação.
Incorreta a alternativa D, a vacina contra hepatite B não é contraindicada na gestação. 
Imunoglobulina
Hepatite B
Imunoglobulina
Vacina Vacina
Imunoglobulina Imunoglobulina Imunoglobulina
antirrábica
Imunoglobulina
1as 96 
horas após 
o contágio
Tétano Sarampo Raiva Varicela-Zoster
Pós-exposição
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(AMRIGS 2022) Qual das vacinas abaixo deve ser evitada durante a gestação, segundo os protocolos do Ministério da Saúde?
A) Difteria
B) Sarampo
C) Coqueluche
D) Tétano
COMENTÁRIOS: 
Incorretas as alternativas A, C e D: as vacinas de difteria, tétano e coqueluche são permitidas na gestação e fazem parte da vacina Dtpa, 
que deve ser realizada em todas as gestantes após 20 semanas, independentemente do esquema vacinal anterior. 
Correta a alternativa B: a vacina de sarampo contém vírus vivo atenuado, por isso deve ser evitada na gestação. 
(FMABC – 2021) Das vacinas a seguir, qual NÃO deve ser realizada NUNCA durante a gestação?
A) Influenza.
B) Tríplice viral.
C) dTpa.
D) Hepatite.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque a vacina contra influenza é recomendada durante a gravidez.
Correta a alternativa B, 
porque a vacina tríplice viral contra rubéola, caxumba e sarampo é contraindicada durante a gestação por 
ser produzida a partir de vírus vivos atenuados.
Incorreta a alternativa C, porque a vacina dTpa deve ser administrada a toda gestante, independentemente de quando recebeu dose 
prévia.
Incorreta a alternativa D, porque a vacina contra hepatite é recomendada durante a gravidez.
(SUS-RR – 2021) Primigesta de 20 anos, 10ª semana de gestação, compareceu à UBS para dar início ao pré-natal. Durante o preenchimento 
do cartão da gestante o médico aborda sobre o cartão de vacinação. De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, vacinação de 
rotina para gestantes são:
A) Vacina dupla do tipo adulto - dT (difteria e tétano), vacina contra influenza (fragmentada), vacina contra hepatite B.
B) Vacina contra raiva humana, vacina dupla do tipo adulto - dT (difteria e tétano), vacina contra influenza (fragmentada).
C) Vacina dupla do tipo adulto - dT (difteria e tétano), vacina contra influenza (fragmentada).
D) Vacina dupla do tipo adulto - dT (difteria e tétano), vacina contra influenza (fragmentada), vacina contra hepatite B, vacina contra febre 
amarela (atenuada).
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COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa A, 
porque a vacina dT (difteria e tétano), a vacina contra influenza e a vacina contra hepatite B são 
recomendadas para as gestantes pelo Ministério da Saúde.
Incorreta a alternativa B, porque, embora a vacina dT (difteria e tétano) e a vacina contra influenza sejam recomendadas de rotina pelo 
Ministério da Saúde durante a gestação, a vacina contra raiva humana não o é.
Incorreta a alternativa C, porque, embora a vacina dT (difteria e tétano) e a vacina contra influenza sejam recomendadas de rotina pelo 
Ministério da Saúde durante a gestação, a vacina contra hepatite B também deve ser.
Incorreta a alternativa D, porque, embora a vacina dT (difteria e tétano), a vacina contra hepatite e a vacina contra influenza sejam 
recomendadas de rotina pelo Ministério da Saúde durante a gestação, a vacina contra febre amarela não o é.
(UFES – 2020) A vacina tríplice bacteriana acelular do tipo adulto contra difteria, tétano e coqueluche (dTpa) deve obedecer à seguinte 
recomendação na gestação:
A) Realizar a cada 05 anos a dTpa em gestantes previamente vacinadas com esquema completo de dT (difteria e tétano).
B) Se o esquema de vacina dupla do tipo adulto (dT) estiver completo, a gestante deve receber dTpa em todas as gestações a partir de 20 
semanas.
C) Gestante vacinada com 1 dose de vacina dT e 2 doses de vacina dTpa na última gestação há menos de 05 anos não precisa receber dTpa 
na gravidez atual.
D) Se a gestante não for vacinada com dTpa na gestação atual, deve aguardar a próxima gravidez para vacinar.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque a dTpa deve ser recomendada a toda gestante, independentemente do intervalo de imunização prévia.
Correta a alternativa B, 
porque a vacina dTpa (contra difteria, tétano e coqueluche) está indicada para todas as gestantes após a 
20ª semana de gestação.
Incorreta a alternativa C, porque uma dose de dTpa deve ser recomendada a toda gestante, independentemente de imunização prévia.
Incorreta a alternativa D, porque mulheres que não receberam a vacina dTpa durantea gestação podem ser vacinadas até 45 dias após o 
parto, embora isso não seja o idealmente recomendado.
Vamos, agora, transitar do mundo das vacinas para o mundo da nutrição e das vitaminas durante a gravidez. 
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10.2 VITAMINAS DURANTE A GESTAÇÃO 
Vamos iniciar o estudo da nutrição na gestação, considerado um tema chato de 
estudar por muitos, porém é um tópico de fácil memorização e que será sempre uma dúvida 
comum da gestante na primeira consulta de pré-natal. O que devo ou não devo consumir 
na gestação? O que realmente é necessário suplementar durante a pré-concepção e a 
gestação? Tenho medo de engordar demais na gestação, como devo controlar isso? 
Essas e outras dúvidas são comuns durante o pré-natal, mas vou precisar de um 
pouquinho de sua atenção para ajudá-lo a orientar tanto para as provas quanto para seu 
trabalho com atendimentos de pré-natal de risco habitual na USF.
Diretrizes da OMS
É recomendado, para todas as gestantes, a suplementação diária do ácido fólico e do ferro para reduzir o risco de baixo peso ao 
nascimento, de anemia materna e de deficiência de ferro (forte recomendação). Então, vamos entender com mais detalhes as particularidades 
de cada uma delas e, na sequência, vou detalhar as recomendações de outras vitaminas e minerais.
10.2.1 ÁCIDO FÓLICO
O estudo da vitamina B9, conhecido como ácido fólico, 
deve ser um momento de maior atenção para seus estudos das 
vitaminas, já que é considerada a única suplementação realmente 
necessária.
A deficiência do ácido fólico é frequente, já que ele é 
facilmente perdido pelo cozimento dos alimentos. As maiores 
fontes de folato são: vegetais verdes (espinafre, repolho, brócolis, 
aspargo), além de nosso prato nacional (arroz, feijão e carnes), 
laranja e levedo de cerveja.
Vou ajudar você a entender de uma vez por todas de onde 
vêm as terminologias do ácido fólico. Vamos lá! 
O ácido fólico é a forma sintética do folato. Já o L-metilfolato 
é a forma ATIVA formada após a absorção intestinal (duodeno 
e jejuno proximal) do ácido fólico e a ação da enzima chamada 
metiltetrahidrofolato redutase (MTHFR). 
VOO ALTO DA CORUJA
 A suplementação do ácido fólico é a única suplementação realmente necessária, pois reduz o risco 
de defeitos de fechamento do tubo neural (espinha bífida, anencefalia, encefalocele). 
DOSE RECOMENDADA: 400 µg por dia.
Início: 1 mês antes da concepção até 12 semanas de gestação.
A utilização em doses tradicionais de ácido fólico (0,4 a 0,8 mg ao dia, na pré-concepção) reduziu 44% dos 
casos de crianças com espectro do autismo. Mas, atenção! Existem pacientes que necessitam de suplementação 
com doses maiores por serem consideradas de risco para deficiência de ácido fólico.
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GRUPOS DE ALTO RISCO: indicar 4 a 5 mg por dia (dose 10 vezes maior!). São gestantes consideradas do grupo de alto risco: lactente 
anterior com defeito de tubo neural, obesidade, uso de anticonvulsivantes (carbamazepina e ácido valproico), síndromes de má absorção 
(doença celíaca), diabetes insulinodependente, alcoolismo, cirurgia bariátrica (redução do estômago). Também vários fármacos prejudicam 
o metabolismo do folato, como 5-fluoruracila, metformina, metotrexato, fenitoína, fenobarbital, sulfassalazina, triantereno e trimetoprima.
Com o objetivo de minimizar a deficiência de folato, muitos cereais já são enriquecidos com ácido fólico nos EUA e no Canadá. 
CAI NA PROVA
(UFRJ – 2021) A mielomeningocele é a forma mais grave de disrafismo, envolvendo coluna vertebral e medula espinhal. Acomete, 
aproximadamente, 1 em 4.000 nascidos vivos.
Apesar de grave, é evitável a partir da suplementação, em mulheres na idade fértil, com:
A) vitaminas do complexo B.
B) ferro.
C) vitamina D.
D) ácido fólico.
COMENTÄRIO:
Incorreta a alternativa A, porque a vitamina B6 é recomendada para gestantes com nutrição inadequada (usuárias de drogas, com gestação 
múltipla, adolescentes). Já a vitamina B12 está indicada no caso de gestante vegana.
Incorreta a alternativa B, porque a deficiência de ferro é a principal causa de anemia materna. Existe uma necessidade aumentada de 
ferro na gestação devido a sua captação de 15 a 20% do total de plasma materno pela placenta e pelo feto e da expansão volêmica. 
Recomenda-se a suplementação de 16 semanas até 8 semanas após o parto, na dose de 60 mg/dia de ferro elementar, que corresponde 
a 300 mg de sulfato ferroso ou de ferro quelato glicinato.
Incorreta a alternativa C, porque a vitamina D é essencial no equilíbrio de cálcio e fósforo e está associada ao crescimento ósseo e à 
imunidade. A vitamina D está indicada para suplementação no caso de deficiência e pode levar à osteomalácia materna, ao CIUR, à 
hipocalcemia fetal, ao raquitismo e ao prejuízo no esmalte dentário.
Correta a alternativa D, 
porque o ácido fólico está indicado para prevenção de defeitos abertos do tubo neural em pacientes sem 
antecedentes, na dose de 400 microgramas por dia, e em pacientes com fatores de risco, 4 mg/dia. 
(HCPA – 2021) Assinale a assertiva correta sobre dosagem e período ideal de administração de ácido fólico para pacientes que pretendem 
engravidar.
A) Todos as pacientes devem utilizar 5 mg/dia, por via oral, por pelo menos 30 dias antes de concepção e até a 1ª semana de gestação.
B) Pacientes com filho com defeito do tubo neural em gestação anterior devem receber 4 mg/dia, por via oral, por pelo menos 30 dias antes 
da concepção e até a 12ª semana de gestação.
C) Pacientes que não apresentam fator de risco para malformação do tubo neural devem receber pelo menos 1 mg/dia, por via oral, desde 
a concepção até o final da gestação.
D) Pacientes em uso de carbamazepina devem receber 0,4 mg/dia, por via oral, por pelo menos 30 dias antes da concepção e até a 12ª 
semana de gestação.
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Incorreta a alternativa A, porque a dosagem recomendada de ácido fólico para prevenção primária de defeitos do tubo neural é de 400 
a 800 µg/dia, e não de 5 mg/dia, e deve ser suplementada de 30 a 90 dias antes da concepção e mantida ao menos até a 12ª semana de 
gestação. Vale ressaltar que a dosagem de 5 mg/dia é recomendada para as mulheres em uso de anticonvulsivantes, como carbamazepina 
e ácido valproico, devido ao risco aumentado de fetos com defeitos de fechamento do tubo neural.
COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa B, 
porque as mulheres que já tiveram filhos afetados com defeitos de fechamento do tubo neural são 
aconselhadas a utilizar dosagem maior de ácido fólico, ou seja, 4 mg por dia, de um a três meses antes 
da concepção e ao menos até a 12ª semana de gestação para evitar outro filho com malformação semelhante, o que é chamado de 
prevenção secundária.
Incorreta a alternativa C, porque a dosagem recomendada de ácido fólico para prevenção primária de defeitos do tubo neural é de 400 
a 800 µg/dia, e não de 1 mg/dia, e deve ser suplementada de 30 a 90 dias antes da concepção e mantida ao menos até a 12ª semana de 
gestação.
Incorreta a alternativa D, porque a suplementação com ácido fólico com 400 µg/dia é recomendada para mulheres com risco habitual 
para fetos com defeito de tubo neural, o que não é o caso de mulheres que fazem uso de carbamazepina, um anticonvulsivante que 
aumenta o risco de fetos com defeitos de tubo neural, sendo recomendada, nesses casos, a suplementação com 4 a 5 mg de ácido fólico 
ao menos de um a três meses antes da gestação.
(HUB – 2020) A respeito do cuidado à saúde da mulher na APS,julgue o item subsequente. 
Na consulta de avaliação pré-concepcional, recomenda-se a prescrição de ácido fólico, na dose de 0,4 mg/dia a 0,8 mg/dia, para mulheres 
que desejam engravidar.
A) Certo.
B) Errado.
COMENTÁRIOS:
A administração preventiva de ácido fólico no período pré-gestacional, para a prevenção de anormalidades congênitas do tubo 
neural, é de 0,4 a 0,8 mg/dia. 
CERTO. No geral, a deficiência nutritiva na gestação inicial é um problema evidente, sendo, por isso, inquestionável o efeito protetor 
das vitaminas e da adequada quantidade de folatos, especialmente durante a pré-concepção e a gravidez inicial. Já houve uma recomendação 
anterior de utilizar se a dosagem de 5 mg/dia, mas percebeu-se que o consumo maior do que 1 mg diário resulta em ácido fólico não 
metabolizado, liberado na corrente sanguínea com possibilidade de alguns efeitos prejudiciais ao organismo, a exemplo de redução da 
captação de folatos pelos epitélios renal e intestinal, citotoxicidade para tecidos neurais, redução da citotoxicidade de células T natural 
killer em mulheres pós-menopausa, desregulação da expressão gênica em células linfoblastoides e efeito prejudicado da enzima diidrofolato 
redutase. 
A alta ingestão pode estar ainda associada ao aumento da incidência de gêmeos, aumento de massa gorda, aumento do risco de câncer 
colorretal e a alguns malefícios no neurodesenvolvimento dos fetos, como o aumento de incidência de autismo. 
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Correta a alternativa A. 
Portanto, o ácido fólico deve ser usado em mulheres que desejam engravidar, na dose de 0,4 mg/dia a 0,8 mg/dia, tendo o cuidado 
apenas com a orientação de evitar-se a superdosagem. 
10.2.2 SULFATO FERROSO
Existem diferentes recomendações quanto à dose para 
suplementação diária de ferro durante a gestação.
O mais cobrado nas provas é pelo Programa Nacional de 
Suplementação de Ferro, do Ministério da Saúde, 2005, que 
recomenda a suplementação de 40 mg/dia de ferro elementar 
(200 mg de sulfato ferroso) 1 hora antes das refeições. Ela está 
indicada acima de 20 semanas de gestação e mantida no pós-
parto e no pós-aborto por 3 meses. 
Em 2013, a OMS orienta, por meio da diretriz para 
suplementação diária de ferro e ácido fólico em gestantes, de 30 a 
60 mg de ferro elementar e 400 µg de ácido fólico diário durante 
toda a gestação.
Entretanto, pelo “Tratado de Obstetrícia da FEBRASGO”, o 
ferro deve ser suplementado na dosagem de 30 mg por dia nas 
mulheres não anêmicas. Ela ajuda a diminuir o risco de anemia 
materna no momento do parto. Deve-se evitar a suplementação 
do ferro no período da embriogênese devido ao maior estresse 
oxidativo trofoblástico e ao maior risco de diabetes e pré-
eclâmpsia. É recomendada a suplementação com base na ferritina. 
Se menor do que 30 mg/mL, iniciar o ferro no primeiro trimestre; 
se entre 30 e 70 ng/mL, no segundo trimestre; se > 70 ng/mL, não 
suplementar ferro.
Já pelo “Zugaib Obstetrícia”, 2020, está recomendada a 
suplementação de ferro da 16a semana de gestação até 8 semanas 
após o parto na dose de 60 mg/dia de ferro elementar ou 300 mg 
de sulfato ferroso ou ferro quelato glicinato.
Então, é verdade quando dizem que vai depender da 
literatura recomendada por sua instituição. Fique atento ao edital 
de provas de sua instituição.
“Mas, professora, o que acontece nas gestantes com 
anemia?” 
As gestantes com anemia (no 1o ou no 3o trimestre, com Hb 
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152
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VITAMINA A: evitar a suplementação, já que os alimentos já suprem a necessidade. Se a ingestão for acima de 10.000 UI por dia, há 
risco de teratogenicidade. 
VITAMINA B2 (riboflavina): recomenda-se o consumo diário de 1,4 mg. Suas principais fontes são os derivados lácteos, as frutas, os 
cereais e as carnes.
VITAMINA B3 (niacina): recomendado o consumo diário de 18 mg. É encontrada nas carnes, nos peixes e nos cereais. Sua deficiência 
leva a lesões de pele e mucosas, o que é denominado pelagra.
VITAMINA B5 (ácido pantotênico): encontrada em carnes, batatas, tomates e ovos. Sua deficiência pode causar dor abdominal, 
cãimbras, vômitos, fadiga e insônia.
VITAMINA B6 (piridoxina): indicada para adolescentes, usuárias de drogas, grávidas com gestação múltipla e ingestão inadequada. 
Existem trabalhos que indicam seu uso para o manejo da hiperêmese gravídica, mas há poucas evidências de consistência.
VITAMINA B12: deve ser indicada a suplementação em pacientes veganas e com cirurgias bariátricas.
VITAMINA C (ácido ascórbico): as maiores fontes consistem em frutas e verduras. A necessidade na gestação é de 80 a 85 mg/dia, 
obtidos geralmente pela própria dieta. Logo, não se recomenda a suplementação de vitamina C durante a gestação.
VITAMINA D: produzida na pele por meio dos raios ultravioletas B (UVB) do Sol e pelos alimentos (peixes, fígado, gema de ovo e 
gordura do leite). Ainda é incerta a definição de suplementação de 1.000 UI por dia de vitamina D como recomendação clínica. É necessária 
a orientação quanto ao consumo de alimentos que contenham a vitamina D e quanto à exposição solar e, para mulheres vulneráveis, deve-
se prescrever 600 UI (15 µg) ou mais de vitamina D por dia. Geralmente, a deficiência ocorre devido ao aumento da demanda com o rápido 
crescimento na infância e na adolescência, além de na gestação e na lactação. A deficiência de vitamina D pode levar ao risco de desenvolver 
diabetes gestacional, diabetes do tipo 1, cânceres e doenças cardiovasculares.
VITAMINA E: não houve benefício em sua suplementação para a prevenção de pré-eclâmpsia, óbito fetal ou neonatal, rotura de 
membranas, restrição de crescimento intrauterino.
VITAMINA K: não houve redução de risco na indicação da ingestão de vitamina K para gestantes com objetivo de diminuir hemorragia 
periventricular.
CÁLCIO: recomendado na dose de 600 mg/dia se a gestante não consome produtos lácteos. A ingesta de cálcio diária em gestantes, 
lactentes e em mulheres entre 19 e 50 anos é de 1.000 mg ao dia e em meninas entre 14 e 18 anos de idade, de 1.300 mg.
DICA DA CORUJA: a suplementação de cálcio está indicada nas gestantes com fatores de risco para 
desenvolver a pré-eclâmpsia, desde que apresentem ingesta inadequada de cálcio pela dieta. 
Veja mais detalhes no livro Síndromes hipertensivas da gestação.
IODO: pela Associação Americana de Tireoide, está indicada a suplementação de 150 µg por dia de iodo durante a gestação e a lactação. 
A OMS e a UNICEF aumentaram para a suplementação de 250 µg por dia, já que é essencial para a produção de hormônios tireoidianos 
normais e para o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso central. O déficit de iodo leva a quociente de inteligência rebaixado em 
níveis leves a moderados.
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OMEGA 3: o ácido docosa-hexaenoico (ômega-3-DHA), presente no óleo de peixe e na amamentação materna, é um nutriente 
essencial para o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso central de uma criança. Além disso, mulheres que ingerem DHA têm maior 
probabilidade de evoluir com idade gestacional maior quando comparadas às mulheres que não o ingerem. Mas, sua suplementação não 
diminuiu a incidência de parto pré-termo nem provocou a melhora do prognóstico neonatal. A ingesta de peixe e frutos do mar está indicada 
para completar as necessidades de ácidos graxos com ômega 3 (FDA, 2017). É considerado um nutriente essencial para o desenvolvimento 
do cérebro e do sistema nervoso central da criança, favorecendo o desenvolvimento visual e cerebral do feto.
A ingesta MODERADA de peixe (3 porções ou 340 g por semana) antes de 22 semanas associou-se ao risco reduzido de parto pré-termo. 
Em comparação, as mães que não consomem peixes e frutos do mar durante a gestação têm maior risco de déficit do neurodesenvolvimento. 
São recomendados peixes e frutos do mar com baixo teor de mercúrio: tilápia, salmão, atum, bacalhau, camarão e mexilhões. E evitar 
comer carne de tubarão, cavala e peixe-espada.
CAI NA PROVA
(Hospital Oftalmológico de Sorocaba – HOS – 2021) O monitoramento sistemático do estado nutricional das populações é fundamental para 
traçar adequado planejamento e executar ações efetivas de promoção da saúde e prevenção de doenças. Em relação ao consumo de ácido 
fólico na gestação, assinale a alternativa correta.
A) A obesidade (IMC ≥ 30kg/m² não é fator de risco para o desenvolvimento de deficiência de ácido fólico.
B) A vitamina B12 não é essencial para a adequada captação e utilização do ácido fólico pelo organismo.
C) A anemia megaloblástica está relacionada apenas à deficiência de ferro.
D) A deficiência de ácido fólico interfere, principalmente, até a oitava semana de idade gestacional, na formação do tubo neural.
E) Os defeitos do tubo neural ocorrem, mais comumente, a partir da oitava semana de idade gestacional.
COMENTÁRIO: 
Incorreta a alternativa A, porque a obesidade (IMC ≥ 30 kg/m²) é um fator de risco para a deficiência de ácido fólico, assim como o uso de 
anticonvulsivantes e mulheres com filho anterior acometido por defeitos de tubo neural.
Incorreta a alternativa B, porque as gestantes veganas necessitam de maiores suplementações de vitamina B12, já que a principal fonte 
é de origem animal. Sua forma ativa, metilcobalamina, atua na formação de hemácias, na síntese de DNA e para o equilíbrio do sistema 
nervoso central, essencial para a síntese de proteínas, fosfolipídeos e neurotransmissores. Assim, a vitamina B12 é essencial para uma 
adequada captação e utilização do ácido fólico pelo organismo.
Incorreta a alternativa C, porque a anemia megaloblástica está relacionada à deficiência de ácido fólico. Com sua suplementação, há 
redução significativa, em torno de 79%, na anemia megaloblástica.
Correta a alternativa D, 
porque o ácido fólico tem papel na síntese de ácido nucleico e de proteínas, modulando a resistência do 
sistema imune a infecções. Sua forma ativa é a 5-metilenotetraidrofolato, após a conversão do folato pela 
enzima diidrofolato redutase. A suplementação de metilfolato tem importância para prevenção dos defeitos abertos de tubo neural em 
pacientes sem antecedentes. É recomendada a dose de 400 microgramas/dia iniciada 3 meses antes da gestação e continuada até 12 
semanas de gestação.
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Incorreta a alternativa E, porque o tubo neural inicia sua formação desde a terceira semana após a fecundação, pela fusão das pregas 
neurais, primórdio do sistema nervoso central. Para a prevenção dos defeitos de tubo neural em pacientes sem antecedentes, recomenda-
se a suplementação de 400 microgramas em pacientes sem fatores de risco e de 4 mg/dia em pacientes com fatores de risco (ex.: uso de 
medicações anticonvulsivantes), com início 3 meses antes da gestação e continuação até a 12ª semana de gestação. Na gestação, observa-
se um aumento das necessidades do ácido fólico pela diminuição de sua absorção ou pela maior demanda pelo organismo.
10.2.4 POLIVITAMÍNICOS ASSOCIADOS
Não existem evidências de benefícios da suplementação 
de polivitamínicos e minerais em mulheres sem deficiências 
em micronutrientes. Fiqueatento, já que, na prática clínica, a 
suplementação ocorre de forma rotineira, porém ainda sem uma 
evidência de recomendação.
A auto suplementação tem elevado os casos de toxicidade a 
vitaminas e minerais. As vitaminas tóxicas, se ingeridas em grande 
quantidade, são: ferro, iodo (risco de bócio fetal), vitamina D (risco 
de hipercalcemia), selênio e vitamina A (> 10.000 UI por dia pode 
levar a malformações fetais).
10.2.5 RESTRIÇÕES ALIMENTARES
Deve-se evitar ou eliminar alguns alimentos durante a gestação por apresentarem risco de toxicidade.
São eles: café, alguns peixes (tubarão, peixe-espada e cavala), carnes cruas, produtos não pasteurizados, frutas e verduras não 
lavados.
10.3 ATIVIDADE FÍSICA NA GESTAÇÃO
É recomendada à gestante a realização de atividades físicas regulares, na ausência de contraindicação. Porém, vai depender de como 
era a atividade física prévia à gestação, já que não é o momento de iniciar novos exercícios aeróbicos ou intensificar o treinamento.
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Principais atividades físicas recomendadas durante a gestação:
• Caminhada: deve ser praticada durante toda a gestação, indicada para controle do ganho de peso na gravidez e para gestantes 
previamente sedentárias e que desejam iniciar atividade física na gestação. 
• Natação: indicada por não oferecer impacto nas articulações e pelo fato de a água apresentar o efeito termorregulador, 
estabilizando a elevação da temperatura corporal.
• Hidroginástica ou exercícios na água: estão entre os mais praticados pelas gestantes e incluem exercícios que trabalham todos 
os grupos musculares, além de apresentarem atividade aeróbica e respiratória.
• Treinamento de resistência muscular: o fortalecimento muscular contribui para a prevenção de traumas e quedas e para o 
controle das alterações posturais que ocorrem com o evoluir da gestação.
• Alongamento: para toda gestação com maior foco para o final da gestação e preparo para o parto. 
BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA
RISCO
DIABETES PRÉ-ECLÂMPSIA PARTO PREMATURO
TRABALHO DE
PARTO PREMATURO
TROMBOSE
VENOSA PROFUNDA
PARTO CESÁREO
VARIZES
EDEMA 
CÃIMBRAS 
FADIGA
TRABALHO DE
PARTO PROLONGADO
10.3.1 BENEFÍCIOS
Os principais benefícios da atividade física são a prevenção de:
Figura 46. Benefícios da atividade física.
10.3.2 FREQUÊNCIA
A frequência vai variar entre previamente sedentárias e não sedentárias.
PREVIAMENTE SEDENTÁRIAS:
INÍCIO: 15 min – 3 vezes por semana. Progredir para 30 min – 4 vezes por semana.
META RECOMENDADA: 150 minutos de exercício aeróbico por semana ou 30 minutos de exercício, 5 vezes na semana.
NÃO SEDENTÁRIAS: manter a prática de exercícios ou adaptá-la de acordo com sua tolerância.
Pelo Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG), estão indicados exercícios moderados por 30 minutos ou mais, na maioria 
ou em todos os dias da semana.
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ATLETAS DE ELITE
A ACOG considera seguro e razoável que as gestantes que já praticam atividade aeróbica de alta intensidade 
possam continuar ativas durante a gestação. Mas não há consenso sobre a definição de atletas de alto desempenho, 
pois é difícil medir o grau de esforço durante o exercício. Apenas é necessário o acompanhamento da equipe de 
profissionais que prestam o cuidado à atleta gestante com mudança do suporte nutricional adicional para garantir o 
peso adequado.
10.3.3 POSIÇÃO
É sugerida para a gestante, durante a prática de atividades físicas, a posição LATERAL, SENTADA ou EM PÉ. Deve ser evitado o decúbito 
dorsal após a 16a semana de gestação devido à redução do débito cardíaco pelo menor retorno venoso.
10.3.4 CONTRAINDICAÇÕES
As contraindicações para a atividade física durante a gestação são um ponto que não deve ser esquecido em seus estudos. Deixo um 
quadro a seguir com as contraindicações relativas e absolutas descritas pelo Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG).
ABSOLUTAS RELATIVAS
Doença pulmonar obstrutiva crônica Obesidade mórbida extrema
Doenças cardiovasculares Anemia materna grave
Síndromes hipertensivas gestacionais 
(pré-eclâmpsia / eclâmpsia)
Arritmia cardíaca materna
Incompetência istmocervical (IIC) Hipertensão arterial descontrolada
Hemorragias persistentes Hipertireoidismo mal controlado
Placenta prévia Limitações ortopédicas
Rotura prematura de membranas Diabetes tipo 1 mal controlado
Trabalho de parto prematuro Restrição de crescimento fetal
Gestação múltipla Bronquite crônica
Tabela 21. Contraindicações relativas e absolutas de atividade física durante a gestação.
Além disso, devem ser evitadas algumas modalidades: levantamento de peso, esportes coletivos de contato (futebol, voleibol, futsal, 
handebol, basquetebol), hipismo, esportes aquáticos e mergulho devido ao risco de trauma materno e fetal.
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10.3.5 HIPERTERMIA
Pode levar à teratogênese e a defeitos de tubo neural quando ocorre no primeiro trimestre da gestação. Há indícios de que a atividade 
física exagerada pelo risco de hipertermia em ambientes pouco arejados pode levar à malformação fetal. O banho quente de imersão no 
primeiro trimestre de gestação está associado ao risco de defeito de tubo neural, porém a hipertermia não foi confirmada com a sauna.
Acredita que isso já foi alvo de questão? Veja só como foi cobrado.
CAI NA PROVA
(Centro médico de Campinas (CMC) – 2021) Assinale a alternativa incorreta.
A) A hipertermia pode ser teratogênica quando ocorre no primeiro trimestre gestacional.
B) O banho quente de imersão aumenta o risco de abortamento.
C) A exposição solar não apresenta riscos, desde que respeitado período máximo de 20 minutos diários, evitando o horário de pico.
D) O banho quente de imersão não se associa a defeitos abertos do tubo neural.
COMENTÁRIO:
Incorreta a alternativa A, porque a hipertermia pode ser teratogênica para o embrião durante seu desenvolvimento no primeiro trimestre 
da gestação. 
Incorreta a alternativa B, porque, devido à associação da hipertermia com risco de teratogênese ao embrião no primeiro trimestre da 
gestação, o banho de imersão quente deve ser evitado, pois leva a um maior risco de abortamento.
Incorreta a alternativa C, porque a exposição solar não aumenta o risco para a gestação, desde que limitada ao máximo de 20 minutos 
diários.
Correta a alternativa D, 
porque a hipertermia e os banhos quentes de imersão têm associação com maior risco de teratogênese e 
de defeitos abertos do tubo neural se ocorrerem no primeiro trimestre da gestação.
10.4 OUTRAS RECOMENDAÇÕES PARA A GESTANTE
10.4.1 VIAGENS AÉREAS
Geralmente, as viagens aéreas costumam ser seguras para 
as gestantes de risco habitual e sem complicações maternas ou 
fetais. Porém, devem ser evitadas até 4 semanas antes da data 
provável do parto. 
Existem, também, algumas modificações maternas pela 
altitude: hemoconcentração, aumento da frequência cardíaca e 
pressão arterial. Assim, algumas precauções devem ser tomadas, 
como evitar viagem aérea para gestantes com risco materno ou 
fetal; durante o voo, recomenda-se à gestante o uso de meia elástica; 
a gestante deve movimentar braços e membros regularmente; 
deambular quando permitido e manter-se hidratada.
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10.4.2 ATIVIDADE SEXUAL
Na ausência de complicações durante a gestação, como sangramentos, placenta prévia, rotura prematuraconsulta de pré-natal, por isso realizar a 
identificação cuidadosa e perguntar sobre isso ativamente é tão 
fundamental.
Nesse momento da anamnese, é também importante 
questionar se a gravidez foi programada e se é desejada e aceita. 
Gestações não aceitas são fontes de grandes angústias. O aborto 
nos casos de gestação não desejada não é permitido no Brasil, mas 
a gestante deve ser amparada e seguida mesmo nesses casos. O 
acompanhamento psicológico será muito importante.
2.1.5 OCUPAÇÃO
O trabalho exercido pela gestante pode impactar bastante 
na evolução da gestação, abrangendo desde riscos teratogênicos 
ao feto (por exemplo, em razão de funções que envolvam o contato 
com produtos químicos, como no caso de mulheres frentistas 
ou médicas anestesistas ao utilizarem anestésicos inalatórios) 
até riscos biológicos (como professoras de educação infantil ao 
entrarem em contato com crianças com doenças exantemáticas 
ou profissionais de saúde ao atenderem pacientes com doenças 
infectocontagiosas).
O trabalho da gestante pode também aumentar os riscos de 
algumas intercorrências obstétricas, por exemplo, o trabalho de 
parto prematuro em mulheres que exercem funções fisicamente 
extenuantes, como profissionais de limpeza, ou agravar quadros de 
distúrbios hipertensivos, especialmente em funções relacionadas a 
bastante estresse.
Perceba que conhecer a ocupação da gestante será 
fundamental para orientá-la adequadamente quanto aos cuidados 
que deve assumir ao exercer suas funções laborativas e também 
para que o pré-natalista avalie se deve solicitar a adaptação das 
funções dessa mulher durante a gravidez ou até mesmo o seu 
afastamento do trabalho para repouso domiciliar. 
Esse plano de cuidados deve ser individualizado para cada 
gestante diante da função de trabalho exercida e de critérios como 
o resultado das sorologias da grávida ou fatores de risco para 
prematuridade, por exemplo. 
Você pode estudar detalhes a respeito das particularidades da 
saúde do trabalhador no livro BASES DE SAÚDE DO TRABALHADOR.
Uma vez que se realizou a identificação adequada da 
gestante, o próximo tópico a ser investigado são seus antecedentes 
familiares.
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2.2 ANTECEDENTES FAMILIARES
Tenha especial atenção para informações relativas à mãe e às 
irmãs da gestante, principalmente se o histórico delas for positivo 
para trombose, distúrbios hipertensivos, prematuridade ou outras 
intercorrências obstétricas.
Atenção para uma possível “pegadinha” relacionada a esse 
tópico. A família do pai do feto não representa histórico familiar 
relevante para a gestação, exceto por histórico de gemelaridade ou 
de malformações congênitas. Comorbidades que a sogra ou sogro 
tenham, como diabetes e hipertensão, não interferem na avaliação 
de risco da grávida. Lembre-se de que eles não apresentam 
consanguinidade com a gestante, portanto não interferirão em seu 
risco gestacional. 
Os antecedentes familiares podem levantar hipóteses diagnósticas ou percepção de riscos 
aumentados que a grávida pode apresentar. 
Outra forma que a família do parceiro 
ou da própria gestante pode representar 
risco para a evolução da gravidez é expondo a 
grávida a situações de risco, por exemplo, um 
dos moradores da casa estar em tratamento 
o hábito de fumar perto da gestante. Lembre-se de que essa 
abordagem e essa orientação também devem ser realizadas. 
Concluídos a identificação da grávida e o levantamento de 
seu histórico familiar, o próximo item a ser investigado na anamnese 
obstétrica são os antecedentes pessoais da gestante.
Conhecê-los será fundamental para estabelecer o plano de 
cuidados individualizado e orientar a grávida a respeito de possíveis 
modificações que precisem ser feitas durante o período gravídico e 
de lactação ou de riscos a serem minimizados diante dos achados. 
Nos próximos itens desta leitura, pensaremos juntos a respeito das 
particularidades dos seguintes itens para o pensamento obstétrico:
• Antecedentes clínicos
• Hábitos/vícios
• Medicações em uso
• Antecedentes cirúrgicos
• Antecedentes ginecológicos
• Antecedentes obstétricos
Vamos começar?
inicial para tuberculose, ou ainda ser tabagista importante com 
2.3 ANTECEDENTES PESSOAIS CLÍNICOS
Quando pensamos sobre os antecedentes clínicos, 
precisamos ter em mente duas situações possíveis: a gestante ter 
comorbidades previamente conhecidas ou o diagnóstico de alguma 
comorbidade apenas no início do pré-natal. Lembre-se de que 
gestantes são mulheres frequentemente bastante jovens e que não 
costumam procurar os serviços de saúde para avaliações de rotina.
Independentemente do momento do diagnóstico, fato é que 
grande parte das doenças pode interferir bastante na evolução da 
gestação, muitas vezes sendo responsáveis, inclusive, pela gravidez 
passar a ser considerada de alto risco. Portanto, é fundamental que 
sejam diagnosticadas corretamente.
Mulheres previamente hipertensas, diabéticas, portadoras 
de trombofilias, com tireoidopatias, epilépticas, migranosas, enfim, 
a gama de possibilidades estende-se por todas as possibilidades de 
diagnósticos médicos das diferentes especialidades, precisam ser 
identificadas e os riscos, maiores ou menores, de tais comorbidades 
para a gestação precisam ser conhecidos; dessa forma, um plano de 
cuidados é estabelecido, visando prevenir complicações associadas 
a tais comorbidades.
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Conhecer as comorbidades da gestante é importante 
também para complementar os exames de rotina solicitados 
durante a primeira consulta de pré-natal e que visam auxiliar no 
seguimento e tratamento de tais doenças durante a gestação. 
Como já citado, reafirmo que essas particularidades são abordadas 
detalhadamente nos respectivos livros digitais de cada doença, por 
exemplo: SÍNDROMES HIPERTENSIVAS DA GESTAÇÃO e DIABETES 
NA GESTAÇÃO.
Conhecer o histórico de doenças já tratadas, ainda que 
curadas no momento da gestação, também pode ser uma 
informação bastante relevante. Um exemplo disso, como veremos 
adiante neste estudo, é o conhecimento de tratamento anterior 
para sífilis, que pode influenciar na interpretação da sorologia para 
sífilis e na necessidade de tratamento da infecção.
Outra preocupação que o pré-natalista precisa ter ao 
identificar doenças relacionadas à gestação é avaliar quais são as 
medicações que essa gestante está usando. Lembre-se de que há 
substâncias que não devem ser utilizadas durante a gravidez porque 
podem causar malefícios ao feto. É sobre elas que vamos estudar 
no próximo item desta leitura.
CONSULTA PRÉ-CONCEPCIONAL
Embora não seja frequente que mulheres que estão planejando engravidar procurem avaliação médica pré-concepcional, 
os cuidados oferecidos antes da concepção permitem melhora da saúde materna, perinatal e infantil.
Todo profissional de saúde, e não apenas ginecologistas e obstetras, que atende mulheres em idade fértil, especialmente 
aquelas portadoras de doenças crônicas, deve ter em mente que orientações relacionadas ao desejo e planejamento da gravidez 
devem ser oferecidas sempre, considerando-se que cada atendimento é um momento oportuno para evitar-se gestações não 
programadas que expõem mãe e o feto a eventos adversos que poderiam ter sido evitados com educação preventiva adequada.
Dois cuidados bastante importantes a serem pensados na avaliação de uma mulher que pretende engravidar são com 
relação a suas sorologias e medicações em uso.
As sorologias e o cartão vacinal indicarão se há imunizações a serem realizadas, sendo especial atenção dada a vacinas 
de vírus atenuados que não podemde membranas e outras, a 
atividade sexual não é contraindicada. 
10.4.3 PLANO DE PARTO
É um documento em que a gestante manifesta suas preferências e escolhas nos momentos do trabalho de parto, do parto e do pós-
parto. Esse documento deve ser elaborado durante o pré-natal junto com a equipe que estará presente no momento do parto. 
Estamos quase encerrando, mas veja que, após o início do pré-natal ou durante o seguimento da gestante, existe um tópico importante, 
que é a determinação do risco gestacional. Quando devemos encaminhar ao pré-natal de alto risco?
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12.0 VERSÕES DAS AULAS
CAPÍTULO
Caro aluno! Para garantir que o curso esteja atualizado, sempre que alguma mudança no conteúdo for necessária, uma nova 
versão da aula será disponibilizada.
13.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CAPÍTULO
1. MONTENEGRO, Carlos Antonio Barbosa; REZENDE FILHO, Jorge de. Rezende Obstetrícia. Guanabara Koogan. 
2. MORAIS, R.M.; ROCHA, J.E.S., TISSIANE, M.P.; FILHO, R.M.M. Tratado de Obstetrícia FEBRASGO. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
3. ZUGAIB, M.; CABAR, F.R.; CODARIN, R.R.; BUNDUKI, V. Zugaib Obstetrícia. São Paulo: Atheneu, 2020.
4. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Gestação de alto risco. Brasília – DF, 2022.
5. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Cadernos de Atenção Básica – Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco. Brasília, 2013.
6. PEIXOTO, Sergio. Manual de assistência pré-natal – FEBRASGO, 2a ed. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e 
Obstetrícia (FEBRASGO), 2014.
7. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE; MINISTÉRIO DA SAÚDE; FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E 
OBSTETRÍCIA. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Rastreamento e Diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil, Brasília, 
2016.
8. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites 
Virais, Brasília, 2019.
CAPÍTULO
14.0 ÍNDICE DE TABELAS E FIGURAS
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1. Métodos contraceptivos. 31
Figura 2. Miomatose uterina. 32
Figura 3. EZT realizada por meio de cirurgia de alta frequência com eletrodo alça. 32
Figura 4. Aferição da pressão arterial da gestante. 46
Figura 5. Aferição ponderal da gestante. 47
Figura 6. Gráfico para monitoramento da evolução ponderal em gestantes. Fonte: Cadernos de Atenção Básica – Atenção 
ao pré-natal de baixo risco, Ministério da Saúde, 2012. 48
Figura 7. Curva de ganho de peso de acordo com o estado nutricional. 49
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Figura 8. Alterações em membros inferiores que devem ser avaliadas durante o exame físico da gestante. 53
Figura 9. Linha nigra. 54
Figura 10. Estrias gravídicas. 54
Figura 11. Cicatriz de parto cesáreo realizado com a técnica Pfannenstiel. 55
Figura 12. Manobras obstétricas. 55
Figura 13. Variedades de apresentação fetal. 56
Figura 14. Variedades da situação fetal. 57
Figura 15. Variedades de posição fetal. 57
Figura 16. Planos da bacia obstétrica. 57
Figura 17. Aferição da altura uterina. 60
Figura 18. Correlação do crescimento uterino e idade gestacional. 60
Figura 19. Gráfico de evolução da altura uterina durante a gestação. Adaptado de Cadernos de Atenção Básica – Atenção 
ao Pré-Natal de baixo risco, Ministério da Saúde, 2013. 61
Figura 20. Sonar Doppler. 65
Figura 21. Estetoscópio de Pinard. 65
Figura 22. Ausculta dos batimentos cardíacos fetais utilizando o estetoscópio de Pinard. 66
Figura 23. Local facilitado da ausculta do BCF de acordo com a apresentação e posição fetal. 66
Figura 24. Cardiotocografia (acervo da profa. Natalia Carvalho). 66
Figura 25. Exemplo de cálculo da idade gestacional a partir da DUM. 74
Figura 26. Dica para determinar quantos dias tem o mês. 75
Figura 27. Exemplo de cálculo da idade gestacional a partir do USG. 76
Figura 28. Relação entre a altura uterina e a idade gestacional. 80
 Figura 29. Cálculo da idade gestacional pela regra de McDonald. 80
Figura 30 . Exemplo de cálculo da DPP a partir da regra de Naegele. 82
Figura 31. Etiologia da hiperêmese gravídica. 85
Figura 32. Seguimento pré-natal de acordo com a tipagem sanguínea materna. 95
Figura 33. Fluxograma de diagnóstico do diabetes na gestação pela glicemia de jejum. 100
Figura 34. Fluxograma para decisão da via de parto e administração de AZT intravenoso profilático para gestantes 
infectadas pelo HIV. 106
Figura 35. Diagnóstico da sífilis. 109
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Figura 36. Relação entre o risco de transmissão vertical e gravidade do acometimento fetal em relação à idade 
gestacional. 113
Figura 37. Ciclo evolutivo e transmissão da toxoplasmose. 115
Figura 38. Fluxograma para interpretação da sorologia para toxoplasmose. 116
Figura 39. Fluxograma para escolha terapêutica a partir da interpretação do status sorológico da gestante para 
toxoplasmose. 117
Figura 40. Coleta da citologia oncótica convencional. 124
Figura 41. Fluxograma para rastreamento do diabetes durante a gestação com disponibilidade técnica e viabilidade 
financeira. 131
Figura 42. Fluxograma para rastreamento do diabetes durante a gestação com indisponibilidade técnica e inviabilidade 
financeira. 131
Figura 43. Técnica de coleta do swab anal e vaginal para pesquisa do estreptococo do grupo B. 135
Figura 44. Vacinas contra a covid-19 que são permitidas ou contraindicadas na gestação. 142
Figura 45. Imunoglobulinas disponíveis na exposição ao risco da gestante. 144
Figura 46. Benefícios da atividade física. 155
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1. Definição dos limites do termo gestacional segundo a ACOG, 2013. 11
Tabela 2. Classificação para o uso de fármacos e substâncias proposta pela Food and Drug Administration (FDA), 1980. 20
Tabela 3. Categorização do uso durante a gestação das medicações mais abordadas nas provas, segundo a classificação 
anterior do FDA. 23
Tabela 4. Principais implicações do uso de álcool, tabaco, maconha e cocaína durante a gravidez. 28
Tabela 5. Exemplo de esquematização dos antecedentes obstétricos. RN = recém-nascido. 36
Tabela 6. Quatro perguntas fundamentais para a anamnese obstétrica. 40
Tabela 7. Ganho ponderal de peso durante a gravidez, de acordo com o índice de massa corpórea (IMC) (fonte: Ministério 
da saúde, 2012). 47
Tabela 8. Fatores relacionados à altura uterina incompatível com idade gestacional. 62
Tabela 9. Correlação entre método de ausculta fetal e idade gestacional mínima para ausculta dos batimentos cardíacos 
do concepto. 67
Tabela 10. Sinais de presunção, probabilidade e certeza de gestação. 70
Tabela 11. Escore de PUQE para determinação da gravidade de náuseas e vômitos. 86
Tabela 12. Principais sintomas na gestação. 89
Medicina livre, venda proibida. Twitterser realizadas durante a gestação, como a tríplice viral contra caxumba, sarampo e rubéola, 
detalhadamente estudada no livro digital IMUNIZAÇÕES.
Quanto às medicações em uso, lembre-se de que é importante que eventuais doenças de que a gestante seja portadora 
devem estar bem controladas clinicamente para minimizar os possíveis impactos delas durante a gestação. Além disso, sempre 
que possível, deve-se realizar a troca e o ajuste de medicações que podem oferecer riscos ao feto por aquelas que são mais 
recomendadas durante a gestação, para que a adaptação a elas seja realizada antes da gravidez.
Lembrar também da prescrição de ácido fólico de 90 a 30 dias antes da concepção para reduzir o risco de defeitos de 
fechamento do tubo neural. Esse tema é melhor abordado nos próximos capítulos deste livro digital.
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2.3.1 USO DE MEDICAÇÕES DURANTE A GRAVIDEZ
Esse é um item de bastante “decoreba” e que pode causar 
um pouco de confusão em razão de uma mudança relativamente 
recente da classificação de risco proposta para o uso de medicações 
durante a gestação. Então vamos juntos e coragem!
Classicamente, os fármacos eram classificados em cinco 
categorias, conforme o risco que representavam para a gestação, 
e as cinco categorias de risco eram representadas por letras: A, B, 
C, D e X. 
Porém, desde 2015, a Food and Drug Administration (FDA) 
deixou de adotar essa classificação por acreditar que o sistema de 
cinco letras era falho. Segundo a FDA, a antiga classificação não 
permitia que tanto pacientes quanto profissionais estivessem 
plenamente informados a respeito do risco de cada substância 
durante a gestação, uma vez que o significado de cada categoria 
representada por uma letra não deixava isso claro. Dessa forma, 
não se conhecia, de fato, o risco de cada uma delas para a gravidez.
Sendo assim, a partir de 2015, a FDA substituiu as categorias 
de risco descritas por cinco letras por seções narrativas e subseções 
que descrevem o registro de exposição na gravidez, o resumo do 
risco e as considerações clínicas a respeito de cada fármaco.
Apesar disso, é importante que você conheça a classificação 
antiga, porque ela ainda é muito presente na prática clínica, assim 
como nas questões das provas de Residência Médica. Observe a 
tabela abaixo, que descreve o que significa cada uma das cinco 
categorias da classificação clássica do risco de substâncias durante 
a gestação. 
Tabela 2. Classificação para o uso de fármacos e substâncias proposta pela Food and Drug Administration (FDA), 1980.
CATEGORIA A
Estudos controlados em gestantes não demonstraram risco do fármaco para o feto
no primeiro trimestre de gravidez, sem evidências de risco no restante da 
gestação, sendo remota a possibilidade de dano fetal.
CATEGORIA B
Estudos em animais não demonstraram risco fetal, porém não há estudos 
controlados em mulheres grávidas; OU estudos em animais demonstraram riscos, que 
no entanto não foram observados em estudos adequados em gestações humanas.
CATEGORIA C
- Não existem estudos nem em animais nem em mulheres grávidas; OU estudos em 
animais demonstraram risco fetal e não existem estudos adequados em gestações 
humanas. 
- Benefício do fármaco pode justificar seu risco potencial.
CATEGORIA D
- Existem evidências positivas de risco fetal humano.
- Os benefícios potenciais para gestante podem justificar o risco.
CATEGORIA X
- Estudos em animais e em mulheres grávidas demonstraram anomalias fetais, 
evidenciando que o risco fetal é maior do que qualquer benefício possível à gestante. 
- Contraindicação na gestação.
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Aqui, não tem jeito, é importante que você decore essas categorias, Doc. Minha dica para facilitar a memorização 
desse conceito é: só as medicações que conseguiram notas acima da média podem ser usadas durante a gestação. Vou 
explicar a você.
Pense nas letras que denominam as categorias como “notas” para cada medicação.
A medicação que tirou “A” ganhou estrelinha para ser usada na gestação; “B” é mais adequada 
que “C”, embora ambas tenham deixado alguma coisa a desejar, já que não “tiraram” o “A”, mas 
passam de ano; o fármaco que tirou “D” ficou de recuperação; já “X” repetiu de ano, sem chance de 
aproveitamento algum durante a gravidez.
Ainda sobre o uso de medicações durante a gestação, além 
de saber o que significa cada categoria da classificação clássica em 
cinco categorias de letras, o examinador espera, algumas vezes, que 
você também saiba como o uso de algumas medicações durante a 
gestação é classificado.
Como você deve imaginar, a lista de medicações classificadas 
pela FDA é imensa e seria pouco didático apresentá-la em detalhes 
aqui para você. Vou, então, apresentar a seguir algumas medicações 
que a engenharia reversa mostrou serem as que mais apareceram 
nas provas de Residência Médica nos últimos anos.
Observe a tabela a seguir e retorne a ela em sua revisão, na 
véspera da prova, para relembrá-la.
CLASSIFICAÇÃO MEDICAÇÃO IMPLICAÇÃO DO USO DURANTE A GRAVIDEZ
X
Talidomida 
(imunomodulador)
Redução de membros, atresia esofágica ou duodenal, hemangioma 
facial, malformações genitourinárias e cardiovasculares.
X
Isotretinoína (tratamento 
de acne)
Relaciona-se a abortamento e malformação fetal quando utilizada 
durante o primeiro trimestre.
X Ribavirina (antiviral)
Teratogênica relacionada a malformações, como hidrocefalia e de 
extremidades.
X
Metotrexato 
(antineoplásico)
Síndrome do metotrexato-aminopterina fetal (restrição crescimento 
fetal, malformações craniofaciais, retardo mental), quando usado 
no primeiro trimestre, e toxicidade e óbito fetal, quando usado no 
segundo ou terceiro trimestres.
D/X
Varfarina (anticoagulante 
oral)
Durante o primeiro trimestre, é contraindicada por ser teratogênica. 
Nos demais trimestres, deve ser evitada por associar-se a 
malformações fetais, a não ser que o benefício materno justifique seu 
uso.
D
Fenitoína 
(anticonvulsivante)
Síndrome da fenitoína fetal (restrição de crescimento fetal, atraso do 
desenvolvimento, alterações cardíacas e craniofaciais).
DURANTE A GESTAÇÃO, SÓ AS DROGAS ACIMA DA MÉDIA
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D
Ácido valproico 
(anticonvulsivante)
Associa-se a defeitos de fechamento do tubo neural, alterações 
cardíacas, craniofaciais, genitourinárias e esqueléticas.
D Tetraciclinas (antibiótico)
O uso no segundo e terceiro trimestres relaciona-se à descoloração 
marrom-amarelada dos dentes fetais e redução do crescimento dos 
ossos longos.
D
Carbonato de lítio 
(antipsicótico, usado no 
tratamento de episódios de 
mania do transtorno afetivo 
bipolar)
Risco de malformações cardiovasculares (doença de Ebstein), 
polidrâmnio, bócio e espinha bífida, quando a exposição fetal ocorre 
no primeiro trimestre, e risco de toxicidade neonatal, se ocorrer 
exposição no terceiro trimestre.
D
Atenolol (betabloqueador) 
(anti-hipertensivo, 
antiarrítmico)
Restrição do crescimento fetal e hipoglicemia neonatal.
C/D
Betabloqueadores (ex.: 
propranolol, metoprolol) 
(anti-hipertensivos, 
antiarrítmicos)
Restrição de crescimento fetal, quando usados no segundo e terceiro 
trimestres (categoria C no segundo trimestre), e hipoglicemia 
neonatal (no terceiro trimestre).
C/D
Inibidores da enzima 
conversora da angiotensina 
(IECA – ex.: captopril, 
enalapril) e bloqueador 
dos receptores da 
angiotensina II (BRA – ex.: 
losartan, valsartan) (anti-
hipertensivos)
Restrição do crescimento fetal, malformaçõesrenais, hipoperfusão 
renal, oligoâmnio, hipoplasia pulmonar quando utilizado no segundo 
e terceiro trimestres (categoria D). Categoria C no primeiro trimestre.
C / D Ácido acetilsalicílico (AAS)
Uso parece ser seguro durante os dois primeiros trimestres (categoria 
C) e associa-se a aumento do sangramento materno e fetal e 
fechamento do ducto arterioso quando utilizado em dose plena no 
terceiro trimestre (categoria D).
C
Sulfonamidas 
(sulfametoxazol) 
(antibiótico)
Quando utilizadas próximo do termo da gestação, podem provocar 
hiperbilirrubinemia fetal. Não utilizar próximo do parto. Evitar uso 
do trimetoprim no primeiro trimestre por risco de malformação do 
tubo neural, cardiovascular e genitourinário.
C Heparina (anticoagulante) Não é teratogênico, não atravessa a barreira placentária.
C
Hidralazina (anti-
hipertensivo)
Segura quando utilizada por períodos curtos. É utilizada 
especialmente nas emergências hipertensivas.
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C
Omeprazol (inibidor 
das bombas de prótons 
(antiácidos)
Não há evidências de malformações fetais associadas ao uso. 
C
Levomepromazina 
(fenotiazina) (antipsicótico, 
sedativo)
Considerada relativamente segura durante a gestação pelo amplo 
uso na prática clínica. Comumente utilizada no tratamento de formas 
graves de pré-eclâmpsia. 
B Hidroclorotiazida (diurético)
Diuréticos não são recomendados durante a gestação, porém 
hipertensas crônicas podem beneficiar-se de seu uso.
B
Antagonistas dos receptores 
de H2 (ex.: ranitidina) 
Não há evidências de malformações fetais associadas ao uso. 
B
Enoxaparina 
(anticoagulante)
Não é teratogênico, não atravessa a barreira placentária.
B
Dimenidrinato (dramin), 
metoclopramida (plasil), 
ondansetrona (vonau), 
meclizina (meclin) 
(antieméticos)
Não são teratogênicos.
B
Metildopa (anti-
hipertensivo 
antiadrenérgico)
Seu uso há anos em gestantes não demonstra prejuízos na saúde 
materno-fetal, sendo o mais utilizado no tratamento dos distúrbios 
hipertensivos durante a gestação.
B Insulina (ex.: NPH e regular) Uso seguro durante a gestação, não atravessa a barreira placentária.
B
Metformina 
(hipoglicemiante oral)
Não há evidências de teratogenicidade.
B
Paracetamol 
(acetaminofeno) 
(analgésico)
Uso seguro durante a gestação.
B
Antibacterianos 
(penicilinas, cefalosporinas, 
azitromicina)
Não se associam a malformações fetais.
B
Anti-inflamatórios não 
hormonais (AINEs) (ex.: 
cetoprofeno, ibuprofeno, 
naproxeno)
Não são teratogênicos, mas podem causar o fechamento precoce do 
ducto arterioso no terceiro trimestre.
Tabela 3. Categorização do uso durante a gestação das medicações mais abordadas nas provas, segundo a classificação anterior do FDA.
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Tabelas de categorização, em geral, 
incomodam pela “decoreba”, não é, Doc? Mas 
não desanime! Essa categorização é realmente 
desafiante para ser memorizada e a frequência de 
questões sobre ela nas provas não é tão grande 
que justifique você perder muito tempo sobre ela, a menos que 
você almeje concursos ou especialidades muito concorridas.
Como mencionei acima, é recomendado que você volte 
a essa tabela na sua revisão antes da prova para ter os dados 
mais “frescos” na memória e minha dica é resolver questões de 
obstetrícia! E não só as especificamente sobre a classificação dos 
fármacos durante a gravidez, mas qualquer questão de obstetrícia. 
Habitue-se a estar atento às medicações mencionadas nas 
questões de prova. Quanto mais familiarizado com o nome das 
medicações habitualmente utilizadas na gestação, mais fácil será 
para você identificar os fármacos categoria B e C e diferenciá-los 
das categorias D e X. 
Outra dica é que você, inicialmente, memorize as medicações 
categoria X. Elas são bem menos numerosas e podem ajudá-lo a 
escolher a alternativa certa por raciocínio lógico.
DICA PARA PROVA
Memorize as drogas categoria X na gestação.
Outro ponto importante sobre o uso de medicações durante 
a gestação é que você tenha clareza de que nem sempre é simples 
suspender um fármaco de uso contínuo, apesar de seu uso não 
ser recomendado durante a gravidez.
Imagine, por exemplo, gestantes epilépticas em uso de 
ácido valproico ou fenitoína. Você já sabe que essas drogas são 
Na maioria das vezes, em casos como esse, será inclusive 
necessário que o especialista na comorbidade da gestante auxilie 
o pré-natalista nesse processo de ajuste de medicações e plano 
terapêutico.
Note que a consulta pré-concepcional para mulheres com 
Esse tópico é bastante denso. Proponho fazermos uma pausa para que você pratique como ele pode aparecer na 
sua prova. A seguir, apresento a você quatro formas de como seu conhecimento sobre ele pode ser avaliado. 
Por isso, tenha sempre em mente que, para o feto ser saudável, é necessário que a mãe seja saudável, portanto, muitas 
vezes, precisaremos avaliar os riscos e benefícios do uso de certas medicações durante a gestação. 
classe D durante a gestação, porém a suspensão brusca dos 
anticonvulsivantes pode levar à descompensação clínica da 
grávida, podendo acarretar crises convulsivas sem controle que 
representarão mais risco à saúde do binômio materno-fetal do 
que o próprio uso das medicações anticonvulsivantes.
doenças crônicas é bastante importante e deve ser incentivada no 
intuito de reduzir possíveis impactos tanto do uso de medicações 
inadequadas à gestação quanto do processo de transição do 
tratamento medicamentoso.
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CAI NA PROVA
(UNESP – 2021) Tercípara, portadora de HAS sob controle, em uso de inibidor de receptor de angiotensina (IECA) e hidroclorotiazida (HCTZ), 
em consulta de rotina com clínico geral, refere que pretende engravidar e quer orientação sobre os medicamentos que está usando, a qual 
deve ser:
A) Substituir o IECA por alfametildopa e manter a HCTZ.
B) Manter os medicamentos em uso, pois a PA está sob controle.
C) Substituir o IECA por bloqueador de receptor de angiotensina.
D) Substituir os medicamentos em uso por levomepromazina.
COMENTÁRIOS:
Doc, caso você tenha ficado em dúvida sobre a melhor indicação de anti-hipertensivo para tratamento da hipertensão crônica durante 
a gestação, fique tranquilo! Isso é abordado detalhadamente no livro digital DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GESTAÇÃO E 
HIPERTENSÃO CRÔNICA. 
Minha intenção em apresentar essa questão neste momento é que você perceba como a abordagem da consulta pré-concepcional pode 
ser feita, assim como identifique que não era necessário ter memorizado a classificação dos fármacos para escolher a alternativa, apenas 
saber que IECA não deve ser utilizado durante a gestação, enquanto a hidroclorotiazida poderia ser mantida. 
Correta a alternativa A, 
porque o uso de IECA não é recomendado durante a gestação, sendo classificado como categoria D por se 
relacionar ao aumento de malformações fetais e por seu efeito hipotensor e de hipoperfusão fetal durante 
o segundo e o terceiro trimestres. Alfametildopa é o anti-hipertensivo amplamente utilizado no tratamento dos distúrbios hipertensivos 
durante a gravidez e pode substituir o IECA, assim como a hidroclorotiazida, diurético categoria B na gestação, pode ser mantida.
Incorreta a alternativa B¸ porque, embora o controle pressórico esteja adequado e a hidroclorotiazida possa ser mantida no período pré-
concepcional, é recomendado suspender o uso de IECA por ser um fármaco considerado categoria D durante a gestação. 
Incorreta a alternativa C, porque, assimcomo o IECA, o BRA também não deve ser utilizado durante a gestação por se associar a malefícios 
fetais, sendo igualmente classificado como categoria D durante a gestação.
Incorreta a alternativa D, porque, embora a levomepromazina seja utilizada como sedativo leve para auxiliar o controle pressórico de 
gestantes com pré-eclâmpsia, ela não é indicada para substituir anti-hipertensivos de uso crônico de gestantes hipertensas crônicas.
(AMRIGS – 2021) Não existem respostas definitivas sobre quais medicamentos são os mais seguros durante a gestação e lactação. A Food 
and Drug Administration (FDA), agência norte-americana, classifica os fármacos em cinco categorias de risco para o uso durante a gravidez. 
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os exemplos de fármacos às categorias com sua definição.
Coluna 1
1. Ácido valproico.
2. Acetaminofeno.
3. Aspirina.
4. Lítio.
5. Ferro.
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Coluna 2
( ) Categoria A: ausência de risco para o feto em estudos controlados com seres humanos.
( ) Categoria B: ausência de risco para o feto em estudos com animais, mas sem estudos controlados para seres humanos, ou risco para o feto 
em animais, sem risco em estudos bem controlados com seres humanos. 
( ) Categoria C: efeitos adversos para o feto em animais; sem disponibilidade de dados para seres humanos. 
( ) Categoria D: risco observado para fetos humanos (pode ser usado em situação potencialmente letal).
( ) Categoria X: risco comprovado para fetos humanos (sem indicação para uso, mesmo em situações potencialmente letais).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A) 2 – 5 – 3 – 1 – 4.
B) 3 – 2 – 5 – 4 – 1.
C) 5 – 3 – 2 – 1 – 4.
D) 5 – 2 – 3 – 4 – 1.
COMENTÁRIOS:
Doc, outra maneira de o tema ser apresentado na prova é abordando diretamente a categorização dos fármacos. Questões assim podem 
inibir à primeira leitura em uma prova, porque envolvem bastante “decoreba”. Nessas situações, respire fundo e analise a questão com 
calma. Pule para voltar e resolvê-la depois, se for o caso. Aqui, vamos pensá-la juntos.
O primeiro passo para responder corretamente essa questão é categorizar cada um dos fármacos apresentados. Caso você tenha 
memorizado apenas os classificados como X durante a gravidez, já desconfiaria que essa questão não tinha resposta, uma vez que nenhuma 
das medicações apresentadas na coluna 1 era classificada como X na categorização anterior do FDA.
Anticonvulsivantes, em geral, são classificados como categoria D durante a gestação. O que já lhe permitiria relacionar o número 1 ao D 
e descartar as alternativas B e D.
Outro raciocínio que seria bastante útil para ajudar a escolher uma alternativa é de que acetaminofeno ou paracetamol, aspirina e ferro 
são amplamente utilizados na prática clínica, o que você pode se recordar do seu rodízio em estágios de obstetrícia ou percebendo a 
frequência com que essas medicações são citadas nas questões de obstetrícia, portanto excluiria serem categoria D ou X. 
O restante dependeria de você ter decorado de fato, mas, se “chutasse” o risco gestacional relacionado à frequência de uso, você diria que 
o ferro, reposto profilaticamente para a maioria das gestantes, seria categoria A; o analgésico simples, paracetamol, seria categoria B; e a 
aspirina, utilizada em gestações de alto risco, seria C. Assim, acertaria a categorização desses fármacos.
Dito tudo isso, essa questão foi anulada, Doc. Você de fato não deveria encontrar uma resposta correta para 
ela, porque nenhuma dessas medicações é categorizada com X durante a gestação, já que tanto o lítio quanto 
o ácido valproico são classificados como categoria D durante a gestação. 
Apresentei essa questão a você, apesar de não termos uma resposta correta, para exercitarmos seu raciocínio 
lógico e mostrar a você que seus conhecimentos podem ajudar a encontrar as respostas mais prováveis. O 
famoso “saber chutar” quando não tiver 100% de segurança sobre a resposta correta.
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(ISCMS – 2019) Droga que, quando utilizada no último trimestre da gravidez, pode causar kernicterus no feto:
A) Sulfametoxazol.
B) Cefalosporina.
C) Metronidazol.
D) Ceftriaxona.
COMENTÁRIOS:
Por fim, o examinador pode também apresentar esse tema avaliando seu conhecimento a respeito de impactos fetais especificamente 
relacionados a determinadas drogas.
Correta a alternativa A: 
sulfametoxazol é uma sulfonamida considerada categoria C durante a gestação por atravessar a barreira 
placentária e competir com a bilirrubina para ligar-se à albumina. Dessa forma, ocasiona aumento dos 
níveis de bilirrubina livre e pode acarretar icterícia e kernicterus neonatal se utilizada por gestantes periparto. Dessa forma, seu uso é 
contraindicado no terceiro trimestre, pois pode não haver tempo de o feto eliminar a hiperbilirrubinemia pela circulação placentária.
Incorreta a alternativa B: cefalosporinas são categoria B durante a gestação, sendo prescritas com frequência para tratamento de infecções 
do trato urinário em grávidas, por exemplo.
Incorreta a alternativa C: metronidazol é classificado como categoria B durante o segundo e o terceiro trimestres. Atravessa a barreira 
placentária e deve ser utilizado apenas quando necessário, evitando-se o primeiro trimestre. Indicado para tratamento de vaginose 
bacteriana e tricomoníase durante a gestação, por exemplo.
Incorreta a alternativa D: ceftriaxona é uma cefalosporina de terceira gestação classificada como categoria B durante a gestação. Atravessa 
a barreira placentária e é utilizada para tratamento da pielonefrite na gestação, por exemplo.
Ufa! Vencemos esse tópico a respeito do uso de medicações na gestação. Ele não teve o intuito de abranger todas as medicações e 
todos os fármacos, uma vez que não seria didático neste momento para você. O intuito era preparar você para responder corretamente a 
maioria das questões sobre o tema, caso se depare com elas.
E vamos adiante, porque estamos só começando a esmiuçar o universo da assistência pré-natal.
2.3.2 HÁBITOS E VÍCIOS DURANTE A GRAVIDEZ
Assim como questiona-se a grávida quanto ao uso de 
medicações habitualmente utilizadas, inclusive sobre dose e 
frequência, é necessário também investigar o uso de drogas lícitas 
e ilícitas, com muito cuidado para não inibir a resposta da gestante 
e transparecer juízos de valor próprios com relação a esse uso, 
especialmente referente às drogas ilícitas.
O uso de bebidas alcoólicas e tabaco são os mais frequentes 
entre as drogas lícitas, enquanto maconha e cocaína, incluindo 
o crack, são os mais comuns entre as drogas ilícitas. O uso de 
qualquer uma delas deve ser desencorajado durante a gravidez e 
seus potenciais malefícios orientados a toda mulher em idade fértil.
As particularidades relativas ao uso de drogas lícitas e ilícitas, 
seu seguimento e seu tratamento podem ser estudados no livro 
digital DEPENDÊNCIA QUÍMICA. Observe, na tabela a seguir, as 
principais associações do uso de tabaco e álcool durante a gravidez.
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DROGA IMPLICAÇÃO DO USO DURANTE A GRAVIDEZ
Tabaco
Contém mais de três mil substâncias, sendo a nicotina e o monóxido de carbono os que oferecem maior 
risco fetal – a quantidade de cigarros consumidos interfere no impacto fetal. Associa-se a gestação 
ectópica, abortamento, restrição do crescimento fetal, prematuridade, placenta prévia e descolamento 
prematuro de placenta. 
Álcool
É teratogênico e não há dose segura estabelecida para uso segurodurante a gravidez. Exposição do feto ao 
álcool relaciona-se à síndrome fetal do alcoolismo materno ou síndrome alcoólica fetal, caracterizada por 
restrição do crescimento fetal, alterações no sistema nervoso central e fácies características.
Maconha
Relaciona-se à redução da perfusão uteroplacentária e à restrição do crescimento fetal e aumenta risco 
de defeito do septo interventricular. Prejudica o neurodesenvolvimento, com repercussões inclusive na 
infância e adolescência. Potencializa o efeito do álcool.
Cocaína
Seu uso associa-se à restrição de crescimento fetal, malformações cardíacas, genitourinárias e do sistema 
nervoso central. Aumenta ainda o risco de descolamento prematuro de placenta e prematuridade.
Tabela 4. Principais implicações do uso de álcool, tabaco, maconha e cocaína durante a gravidez.
Antes de continuarmos, responda à questão a seguir.
CAI NA PROVA
(SCMA – 2018) Em relação ao consumo materno de álcool na gestação:
I. Deve ser evitado apenas no primeiro trimestre de gestação, pelo efeito teratogênico do álcool;
II. Está associado à ocorrência de restrição de crescimento intrauterino, malformações cerebrais, faciais e cardíacas;
III. Mesmo que o indivíduo não apresente as características fenotípicas clássicas, os efeitos da exposição fetal ao álcool podem se manifestar 
tardiamente com alterações do desenvolvimento neuropsicomotor.
DE OLHO NA PROVA PRÁTICA
Doc, tanto na prática clínica quanto na sua prova prática, cuidado para não externalizar opiniões pessoais ou 
julgamentos a respeito da paciente à sua frente. É importante que acolhamos adequadamente a gestante para que ela 
possa se sentir segura tanto para não omitir informações quanto para seguir as orientações fornecidas a ela.
Tenha bastante atenção para fazer perguntas que não inibam a gestante a contar a respeito do uso de substâncias. Muitas 
vezes, perguntas assim originam-se da própria dificuldade do médico em lidar com o assunto caso a resposta seja positiva, o que 
deve ser enfrentado pelo profissional de saúde estudando e estando preparado para assumir a conduta adequada nessas situações.
Observe, a seguir, um exemplo de pergunta adequada e outro de uma pergunta que induz a resposta.
“Você faz uso de algum tipo de droga?” – tende a não transmitir juízo de valor
 “Você não usa drogas, né?” – induz a resposta negativa
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A) Apenas II está correta.
B) Apenas I e III estão corretas.
C) Apenas II e III estão corretas.
D) Todas as alternativas estão corretas.
COMENTÁRIOS:
Doc, para escolher a alternativa correta, vamos avaliar cada uma das afirmativas. 
I – INCORRETA – Porque, mesmo depois do primeiro trimestre, o consumo de álcool pelas gestantes está associado a retardo mental, 
microcefalia, TDAH, anomalias congênitas não hereditárias, síndrome de abstinência neonatal, entre outros malefícios ao feto.
II – CORRETA – Porque o consumo de álcool pela gestante pode causar restrição do crescimento fetal, malformações em corpo caloso, 
tálamo, hipocampo, hipotálamo, além de malformações cardíacas, como defeito de septo atrial ou ventricular e diversas variações de 
alterações anatômicas faciais.
III – CORRETA – Porque se sabe que filhos de mães alcoolistas podem apresentar prejuízos de aprendizagem e fala, TDAH, transtornos de 
personalidade e conduta, deficiência intelectual, entre diversos outros prejuízos do neurodesenvolvimento.
Correta a alternativa C, porque apenas as afirmativas II e III estão corretas.
Concluímos, assim, o estudo dos antecedentes pessoais clínicos. Vamos, agora, conhecer as particularidades dos antecedentes pessoais 
cirúrgicos para o pensamento obstétrico.
2.4 ANTECEDENTES PESSOAIS CIRÚRGICOS
Assim como o histórico de doenças e drogas em uso pode 
impactar na evolução da gestação, o histórico de cirurgias já 
realizadas pela gestante também pode interferir tanto em cuidados 
necessários durante a gravidez quanto em possíveis interferências 
no momento do parto.
Pense, por exemplo, em uma mulher que tenha realizado 
cirurgia bariátrica. Ao engravidar, ela deverá ter um cuidado 
individualizado quanto à reposição vitamínica, por exemplo, 
uma vez que a cirurgia interfere na absorção do que poderia ser 
adquirido pela dieta. Para essa gestante, a reposição vitamínica 
preconizada rotineiramente não será a melhor assistência pré-natal 
que ela poderia ter.
Outro aspecto a ser avaliado a respeito do histórico cirúrgico 
é que cirurgias abdominais e pélvicas se associam ao aumento 
do risco cirúrgico do parto cesáreo, mesmo tratando-se de uma 
primigesta. A presença de possíveis aderências e alterações 
anatômicas aumenta o risco cirúrgico durante a abertura da 
cavidade para extração fetal no parto via alta. 
Por isso, é importante destacar esse tipo de 
informação no cartão de pré-natal e prontuário da 
gestante, para que qualquer médico que venha a 
atendê-la tenha acesso a essas informações que 
foram coletadas oportunamente durante o pré-natal.
Além dos antecedentes clínicos e cirúrgicos da gestante, 
conhecer o histórico de características ginecológicas e obstétricas 
dela auxilia imensamente a pensar em hipóteses diagnósticas e 
a estabelecer o plano de cuidados obstétricos. É sobre eles que 
vamos estudar nos itens a seguir.
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Pré-Natal
30
OBSTETRICIA
2.5 ANTECEDENTES GINECOLÓGICOS
A investigação dos antecedentes ginecológicos permite 
que o pré-natalista conheça características da saúde do sistema 
reprodutor da gestante. Entre os aspectos a serem pesquisados, 
podemos citar: 
• Características do ciclo menstrual
• Uso de métodos anticoncepcionais 
• Coitarca, tratamento prévio de infecções 
sexualmente transmissíveis, antecedentes sexuais
• Alterações mamárias
• Cirurgias ginecológicas anteriores
Perceba que o entendimento dessas características auxiliará 
no entendimento de quanto a data da última menstruação 
(DUM) dessa gestante poderá ser valorizada para o cálculo da 
idade gestacional, assim como pode ajudar a levantar hipóteses 
diagnósticas como endometriose, insuficiência lútea, miomatose 
uterina, síndrome dos ovários policísticos, entre outras, dependendo 
da descrição da gestante para os seus períodos menstruais. Cada 
uma dessas condições pode ser estudada detalhadamente nos 
livros digitais respectivos do curso de ginecologia.
Outro aspecto a ser investigado é se a gestação ocorreu em 
uso de algum método contraceptivo. Isso porque o uso de métodos 
hormonais interferirá na avaliação da data da última menstruação 
para o cálculo da idade gestacional, por exemplo, ou indicará se a 
gestação foi programada ou ocorreu na falha do método hormonal 
ou não.
Note que esse poderá ser o momento oportuno para orientar 
o uso correto do método contraceptivo, ao perceber, pelo relato da 
gestante, que a gravidez ocorreu por uso inadequado do método, e 
não necessariamente por falha dele. 
Lembre-se sempre de que todo método contraceptivo pode apresentar falha, mesmo com uso 
adequado.
Observe, no fluxograma abaixo, os métodos contraceptivos disponíveis e, caso deseje, estude as particularidades de cada um deles no 
livro digital PLANEJAMENTO FAMILIAR.
Conhecer as características do ciclo menstrual permite 
que diversas hipóteses diagnósticas sejam pensadas e melhor 
investigadas, se necessário. Os parâmetros que devem ser 
pesquisados são:
• Menarca
• Dias de sangramento
• Intervalo entre um ciclo e outro (é regular ou não)
• Quantidade do fluxo (intenso ou não)
• Sintomas associados (dor em cólica, dispareunia, 
alterações intestinais ou urinárias)
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