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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 74 A cânula de Guedel tem forma semicircular, geralmente é de material plástico e descartável e, quando apropriadamente colo- cada, desloca a língua da parede posterior da faringe, mantendo a via respiratória aberta. Pode também ser utilizada no paciente com tubo traqueal, evitando que o reflexo de morder cause dano ao tubo. O paciente nunca deve ser deixado sozinho e deve estar loca- lizado de forma a ser visualizado continuamente, pois alterações súbitas podem ocorrer, levando à necessidade de ser reavaliada a modalidade respiratória à qual o mesmo está sendo submetido. O paciente entubado perde suas barreiras naturais de defesa das vias aéreas superiores. Além disso, a equipe de saúde, através das suas mãos e do equipamento respiratório, constitui a maior fon- te de contaminação exógena. Pacientes com Problemas Cardiovasculares O cuidado faz parte da vida do ser humano desde os primór- dios da humanidade, como resposta ao atendimento às suas ne- cessidades. Para realizar o cuidado, o enfermeiro, como membro integrante da equipe multidisciplinar, utiliza um conjunto de conhe- cimentos que possibilita a busca de resolutividade às respostas dos fenômenos de saúde, definidos pelo Internacional Council of Nur- ses1 como aspectos de saúde relevantes à prática de Enfermagem. O instrumento para a realização do cuidado é o processo de cuidar2, mediante uma ação interativa entre o enfermeiro e o pa- ciente. Nele, as atividades do profissional são desenvolvidas “para” e “com” o paciente, ancoradas no conhecimento científico, habili- dade, intuição, pensamento crítico e criatividade e acompanhadas de comportamentos e atitudes de cuidar/cuidado no sentido de promover, manter e/ou recuperar a totalidade e a dignidade hu- mana. O desenvolvimento do cuidado ocorre nas suas mais diferentes especialidades e, neste estudo, abordará o processo de cuidar ao paciente crônico cardíaco. O paciente adulto crônico cardíaco apresenta comprometi- mento de seu todo harmônico, seu estado de saúde está alterado, pois começa a sentir que a força física e a força do coração estão diminuídas. Surge a aterosclerose nos vasos sanguíneos, ocorre a perda do tecido ósseo, e há carência na autoestima3. Nessa fase, o doente pode apresentar limitações emocionais, financeiras, perdas pessoais e sociais e precisará aprender a administrar o seu trata- mento efetivo. Nessas circunstâncias, quando ele se encontra fra- gilizado, é que o enfermeiro assume um papel importante e muito expressivo para com ele, no sentido de ajudá-lo não só a enfrentar as dificuldades em torno da doença, mas também de cuidá-lo nas suas necessidades de segurança, carinho e autoconfiança. Desse modo, é importante que o enfermeiro compreenda que os pacien- tes portadores de doença crônica requerem, do profissional, um raciocínio clínico e crítico constante, pois uma simples preocupação que apresentem pode colocar em risco suas vidas. O enfermeiro tem uma função fundamental na equipe de saú- de, já que, por meio da avaliação clínica diária do paciente, poderá realizar o levantamento dos vários fenômenos, seja na aparência externa ou na subjetividade da multidimensionalidade do ser hu- mano. Igualmente poderá providenciar para que o paciente seja atendido nos mais diferentes segmentos da equipe de saúde e/ou de enfermagem. A Organização Mundial de Saúde, em seu documento “Cuida- dos inovadores para as condições crônicas”, enfatiza que o paciente portador de doença crônica carece de cuidados planejados, capazes de prever suas necessidades básicas e proporcionar atenção inte- grada. Essa atenção envolve tempo, cenário da saúde e cuidadores, além de treinamentos para que o paciente aprenda a cuidar de si mesmo em sua residência. O paciente e seus familiares precisam de suporte, de apoio para a prevenção ou administração eficaz dos eventos crônicos4 Diante do exposto, optou-se por investigar como os enfermei- ros conduzem a prática de cuidar ao portador de doença crônica cardíaca, a partir da composição de seu método de cuidar. Para atender esse questionamento, os objetivos da pesquisa foram: identificar os elementos do processo de cuidar realizado pelo en- fermeiro ao portador de doença crônica cardíaca e descrever os elementos evidenciados no processo de cuidar em enfermagem ao portador de doença crônica cardíaca. Pacientes com Problemas Digestórios O trato gastrointestinal é o trajeto (7,5 a 8,5 m de comprimento total) que se estende da boca através do esôfago, estômago, intes- tino e ânus. • Anexos: glândulas salivares (amilase), pâncreas (suco pancre- ático) e fígado (bile); • Esôfago 25 cm de comprimento; • Estômago capacidade aproximadamente 1.500 ml (cárdia, fundo, corpo, piloro) - esfíncter esofagiano inferior ou esfíncter car- díaco (entrada) e esfíncter pilórico (saída); • Intestino delgado maior segmento 2/3 do total do compri- mento do trato GI; • Duodeno parte superior (esvaziamento da bile e secreções pancreáticas através do canal biliar comum na ampola de Vater); • Jejuno: parte mediana; • Íleo: parte inferior; • Ceco junção entre o intest. delgado e grosso (porção inferior direita do abd), onde se encontra a válvula íleocecal q/ funciona no controle da passagem dos conteúdos intestinais no intest. grosso e previne o refluxo de bactérias p/ o intest. delgado. É nesta área q/ o apêndice vermiforme está localizado; • Intestino Grosso Ascendente / Transverso / Descendente / cólon sigmóide / reto; • Ânus esfíncter anal interno e externo. O trato GI recebe o suprimento sanguíneo de muitas artérias que se originam ao longo de toda a extensão da aorta torácica e ab- dominal. As principais são a artéria gástrica (estômago) e as artérias mesentéricas superior e inferior (intestino). O sangue é drenado desses órgãos pelas veias que se fundem com outras no abdômen para formar um grande vaso, chamado veia porta. É um sangue rico em nutrientes que é levado ao fígado. O fluxo sanguíneo para todo o trato GI é cerca de 20% de todo o débito cardíaco e aumenta significativamente após a alimentação. O TGI é inervado pelo SNA simpático e parassimpático. SNA parassimpático - libera acetilcolina que: aumenta ativida- de do TGI, aumenta movimentos peristálticos, aumenta tônus. SNA simpático - libera noradrenalina que: diminui atividade do TGI, diminui movimentos peristálticos, diminui tônus. O processo digestivo Todas as células do organismo requerem nutrientes. Esses nu- trientes derivam da ingesta alimentar contendo: proteína, gordura, carboidratos, vitaminas e minerais, assim como fibras de celulose e outras matérias vegetais sem valor nutricional. As principais funções digestivas do trato GI são especificamen- te para fornecer estas necessidades do corpo: • Reduzir as partículas alimentares à forma molecular para a digestão; Conhecimentos Específicos Enfermeiro 74 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 75 • Absorver na corrente sanguínea as pequenas moléculas; • Eliminar restos alimentares não digeridos e não absorvidos e outros produtos tóxicos nocivos ao corpo. Ação gástrica - O estômago secreta um líquido ácido em res- posta à presença de alimento ou à sua ingesta antecipada. Este líquido deriva sua acidez do ácido hidroclorídrico secretado pelas glândulas do estômago. Esta secreção tem dupla função: reduzir o alimento a componentes mais absorvíveis e ajudar na destruição de bactérias ingeridas. O estômago pode produzir cerca de 2,4 litros/ dia dessas secreções gástricas. As secreções gástricas também contêm a enzima pepsina, im- portante para iniciar a digestão de proteínas. Hormônios, neurorreguladores e reguladores locais encontra- dos nas secreções gástricas controlam a taxa das secreções gástri- cas e influenciam a motilidade gástrica. O fator intrínseco também é secretado pela mucosa gástrica. Este componente combina-se com a vitamina B12 da dieta de for- ma que essa vitamina possa ser absorvida no íleo (na ausênciado fator intrínseco a vitamina B12 não pode ser absorvida, resultando na anemia perniciosa). O alimento permanece no estômago por um tempo variado, de meia hora até muitas horas, dependendo do ta- manho das partículas alimentares, composição da refeição e outros fatores. Ação do intestino delgado - O processo digestivo continua no duodeno. As secreções duodenais procedem: • Do pâncreas (suco pancreático 1 litro/dia): enzimas digesti- vas, incluindo a tripsina q/ ajuda na digestão de proteínas, a amilase q/ ajuda na digestão do amido e a lipase q/ ajuda na digestão das gorduras. A secreção pancreática tem um pH alcalino devido à sua alta concentração de bicarbonato; • Do fígado (500 ml/dia de bile): a bile secretada pelo fígado e armazenada na vesícula biliar ajuda na emulsificação das gorduras ingeridas, facilitando a sua digestão e absorção; • Das glândulas intestinais (3 litros/ dia secreção das glândulas intestinais): as secreções consistem em muco, que recobre as cs e protege a mucosa do ataque do ácido hidroclorídrico, hormônios, eletrólitos e enzimas. Os hormônios, neurorreguladores e regula- dores locais encontrados nessas secreções intestinais controlam a taxa de secreção intestinal e também influenciam a motilidade GI. Ação colônica - Cerca de 4 hs após a alimentação, o material residual passa pelo íleo terminal e, lentamente, pela porção termi- nal do cólon, através da válvula íleocecal. A cada onda peristáltica do intestino delgado, a válvula se abre rapidamente permitindo q/ um pouco do conteúdo passe para o cólon. A população bacteria- na é o principal componente do conteúdo do intestino grosso. As bactérias ajudam no término da degradação do material residual e sais biliares. Uma atividade peristáltica fraca impulsiona o conteúdo colô- nico lentamente ao longo do trato. Este lento transporte permite uma eficiente absorção de água e eletrólitos. O material residual de uma refeição eventualmente atinge e distende o reto, geralmente em cerca de 12 horas. Cerca de 1/4 do material residual de uma refeição pode permanecer no reto três dias após a refeição ter sido ingerida. As fezes se compõem de resíduos alimentares não digeridos, materiais inorgânicos, água e bactérias. A matéria fecal tem cerca de 75% de líquido e 25% de material sólido. A cor marrom das fezes é devida à degradação da bile pela bactéria intestinal. Substâncias químicas formadas pelas bactérias intestinais são responsáveis, em grande parte, pelo odor fecal. Os gases formados contém metano, sulfeto de hidrogênio e amônia, entre outros. O trato GI normalmente contém cerca de 150 ml desses gases, q/ são ou absorvidos na circulação porta e detoxificados pelo fígado, ou expelidos pelo reto (flatos). Pacientes c/ dça hepática frequente- mente são tratados c/ antibióticos p/ reduzir o nº de bactérias colô- nicas e, desta forma, inibir a produção de gases tóxicos. Respostas fisiológicas às disfunções gastrintestinais 1.Halitose: mau hálito, pode indicar um processo periodôntico ou infecção oral; 2. Disfagia: dificuldade de engolir, pode resultar de um proble- ma mecânico (neoplasia, cirurgia) ou ocorrer secundariamente a um dano neurológico (AVC); 3. Odinofagia: deglutição dolorosa (infecção ou doença); 4. Pirose: sensação de queimação na área médio esternal, cau- sada pelo refluxo dos conteúdos gástricos para o esôfago; 5. Dispepsia: sensação de desconforto durante o processo di- gestivo; dys = mal pepsia = digestão 6. Anorexia: perda de apetite; 7. Náuseas: sensação de desconforto gástrico caracterizada por vontade de vomitar; 8. Vômitos: expulsão dos conteúdos gástricos, em geral após uma sensação de náuseas; 9. Câimbras abdominais: contração muscular espasmódica in- voluntária que causa desconforto e dor: 10. Distensão abdominal: expansão do abdome notada por ob- servação, percussão ou palpação (aumento da quantidade de ar ou líquidos ou presença de massa abdominal); 11. Má absorção: incapacidade de absorver nutrientes secun- dária a um distúrbio GI; 12. Dor: sensação de desconforto que varia em gravidade; 13. Diarreia: expulsão excessiva de fezes aquosas em grande vol. ou c/ frequência maior. 14. Constipação: frequência diminuída de evacuação fecal, le- vando à impactação intestinal; a consistência das fezes é mais co- mumente seca e dura, entretanto ela pode ser mole e formada se estiverem presentes distúrbios de motilidade; 15. Sons intestinais alterados: os sons intestinais ouvidos na ausculta indicam a passagem de ar e líquidos no trato GI, a faixa de frequência normal é de aproximadamente 5 a 25 por minuto; os sons intestinais podem estar diminuídos ou ausentes após uma cirurgia abdm., ou ser hiperativos ou de som agudo (borborigmos) como resultado de hipermotilidade do trato GI; 16. Melena: fezes escuras indicando a presença de sangue (san- gramento ou hemorragia); 17. Perda de peso: sintoma comum geral// indicando ingestão inadequada ou má absorção. Pacientes com Problemas Renal A insuficiência renal aguda é uma síndrome caracterizada pela redução aguda da função renal, em horas ou dias, com conseqüente retenção sérica de produtos nitrogenados, tendo caráter reversível. Refere-se principalmente, à diminuição do ritmo de filtração glo- merular e/ou do volume urinário, mas, ocorrem também distúrbios no controle do equilíbrio hidro-eletrolítico e ácido-básico. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia(5), na litera- tura existem mais de 30 definições de IRA. A utilização de diferen- tes definições dificulta a comparação de estudos. Recentemente, o grupo internacional e multidisciplinar Acute Kidney Injury Network Conhecimentos Específicos Enfermeiro 75 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 76 (AKIN) propôs uma nova definição e classificação da IRA, a fim de uniformizar este conceito para efeitos de estudos clínicos e, princi- palmente, prevenir e facilitar o diagnóstico desta síndrome. A AKIN propõe o diagnóstico e a classificação da insuficiência renal aguda baseada na dosagem sérica da creatinina e no volume urinário em um período de 48 horas. A IRA induzida por contraste, na maioria das vezes, é assinto- mática, não oligúrica e os níveis séricos usualmente aumentam em 24 a 72 horas após a exposição, alcançando seu valor máximo em 3 a 5 dias. A insuficiência renal aguda, apesar de sua característica reversí- vel, ainda apresenta um prognóstico com índice de mortalidade de aproximadamente 50%. Este prognóstico na IRA tem sido associado a alguns fatores como oligúria persistente (refratária a volume), fa- lência de múltiplos órgãos e septicemia. Esta alta mortalidade re- força ainda mais a necessidade da sua prevenção e a importância da atuação do enfermeiro na identificação dos fatores de risco e na detecção precoce da IRA. O contraste iodado é substância radiopaca empregada em exa- mes radiológicos, como o cateterismo cardíaco, amplamente utili- zado para fins diagnósticos e terapêuticos. Tal substância, apesar de melhorar a visualização das artérias e de outras estruturas anatômi- cas durante o exame, pode provocar reações adversas indesejáveis que se devem, principalmente, à alta osmolaridade do contraste em relação ao sangue. Pacientes com Problemas urológico Dor originada nos rins ou ureteres; em geral, é vagamente lo- calizada nos flancos ou na região lombar baixa e pode irradiar-se para fossa ilíaca ipsolateral, coxa superior, testículos ou grandes lá- bios. Tipicamente, a dor causada por cálculos é em cólica e pode ser muito significativa; é mais constante se causada por infecção. A retenção urinária aguda distal à bexiga causa dor suprapúbica ago- nizante; a retenção urinária crônica causa menos dor e pode ser assintomática. Disúria é um sintoma de irritação vesical ou uretral. A dor prostática manifesta-se como desconforto vago ou sensação de peso nas regiões perineal, retal ou suprapúbica. Os sintomas de obstrução vesical em homens incluem hesita- ção, força para urinar, diminuição da força e docalibre do jato uri- nário e gotejamento terminal. Incontinência tem várias formas. A enurese após os 3 ou 4 anos de idade pode ser um sintoma de este- nose uretral em meninas, válvulas de uretra posterior em meninos, alteração psicológica ou, se de início súbito, infecção. A pneumatúria (passagem de ar na urina) sugere fístula vesico- vaginal, vesicoentérica ou ureteroentérica; as duas últimas podem ser causadas por diverticulite, doença de Crohn, abscesso ou câncer de cólon. A pneumatúria também pode ser causada por pielonefrite enfisematosa. Exame físico O exame físico é dirigido aos ângulos costovertebrais, abdome, reto, região inguinal e genitais. Em mulheres com sintomas uriná- rios, geralmente é feito exame pélvico. Ângulo costovertebral A dor surgida após percussão com o punho na região lombar, flancos e no ângulo formado pelo 12º arco costal e espinha lombar (dolorimento costovertebral) pode indicar pielonefrite, cálculos ou obstrução do trato urinário. Abdome Abaulamento visível do abdome superior é um achado extre- mamente raro e inespecífico de hidronefrose ou massa renal ou ab- dominal. Som maciço à percussão no abdome inferior indica disten- são vesical; normalmente, mesmo uma bexiga cheia não pode ser percutida acima da sínfise púbica. A palpação da bexiga, algumas vezes, é utilizada para confirmar distensão e retenção urinária. Reto Durante o toque retal, pode-se detectar prostatite através do encontro de uma próstata dolorosa e edemaciada. Nódulos focais e áreas pouco endurecidas devem ser distinguidas de câncer da prós- tata. A próstata pode estar simetricamente aumentada, fibroelásti- ca e não dolorosa na hipertrofia benigna da próstata. Região inguinal e genitais O exame inguinal e genital deve ser realizado com o paciente em pé. A presença de hérnia inguinal ou adenopatia pode explicar dor escrotal ou inguinal. Assimetria grosseira, edema, eritema ou pigmentação dos testículos podem indicar infecção, torção, tumor ou outras massas. A horizontalização do testículo pode indicar ris- co de torção testicular. A elevação de um testículo (normalmente o esquerdo é mais baixo) pode ser sinal de torção testicular. O pênis é examinado com e sem retração do prepúcio. A inspeção do pênis pode detectar • Hipospádias ou epispádias em meninos ou adultos jovens • Doença de Peyronie em homens • Priapismo, úlceras e corrimento em todos os grupos A palpação pode revelar hérnia inguinal. O reflexo cremastérico pode estar ausente na torção testicular. A localização das massas em relação aos testículos e o grau e a localização do dolorimento podem auxiliar a diferenciar massas testiculares (p. ex., esperma- toceles, epididimite, hidroceles, tumores). Em caso de edema, a área deve ser transiluminada para auxiliar a detectar se o aumento é cístico ou sólido. Placas fibrosas na haste do pênis são sinais de doença de Peyronie. Exames Exame de urina é fundamental para a avaliação de doenças uro- lógicas. Os exames de imagem (p. ex., ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética) são solicitados com frequência. Para análise do sêmen, Alterações espermáticas. O teste de antígeno do tumor de bexiga para carcinoma de cé- lulas transicionais do trato urinário é mais sensível que a citologia urinária para detectar cânceres de baixo grau; não é sensível o sufi- ciente para substituir o exame endoscópico. A citologia urinária é o melhor exame para detectar câncer de alto grau. O antígeno prostático específico (PSA, prostate-specific anti- gen) é uma glicoproteína de função desconhecida produzida pelas células epiteliais prostáticas. Os níveis podem estar elevados em câncer de próstata e em algumas doenças comuns não neoplásicas (p. ex., hipertrofia benigna da próstata, infecção, trauma). Mede-se o PSA para detectar recidiva de câncer após tratamento; seu uso generalizado para a triagem de câncer é controverso. Conhecimentos Específicos Enfermeiro 76