Prévia do material em texto
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 71 Pessoas com menos de 18 anos de idade, que vivem longe de casa e sustentam-se por conta própria, são considerados menores emancipados e assinam o formulário de consentimento. Numa emergência, o cirurgião pode ter que operar sem consentimento. No entanto, a equipe de saúde deve se esforçar ao máximo para obter o consentimento por telefone, telegrama ou fax. Todo enfer- meiro deve estar familiarizado com as normas da instituição e com as leis estatais relacionadas aos formulários de consentimento ci- rúrgico. Os pacientes devem assinar o formulário de consentimento an- tes que lhes seja administrado qualquer sedativo pré-operatório. Quando o paciente ou a pessoa designada tiver assinado a permis- são, uma testemunha adulta também assina para confirmar que o paciente ou o indivíduo designado assinou voluntariamente. Em geral, a testemunha é um membro da equipe de saúde ou um em- pregado do setor de admissão. É responsabilidade do enfermeiro assegurar que todas as assinaturas necessárias figurem no formu- lário de consentimento, e que este se encontre no prontuário do paciente antes que ele seja encaminhado ao centro cirúrgico (CC). Assistência de enfermagem em centro cirúrgico e centro de material esterilizado Os cuidados de enfermagem ao paciente cirúrgico variam de acordo com o tipo de cirurgia e de paciente para paciente, aten- dendo suas necessidades básicas e suas reações psíquicas e físicas manifestadas durante este período. Neste capítulo iremos abordar os cuidados gerais indispensáveis a todos os tipos de cirurgia e os cuidados específicos voltados para cirurgias de mão e membro su- perior e de pé e membro inferior. A assistência pré-operatória tem como objetivo proporcionar uma recuperação pós-operatória mais rápida, reduzir complica- ções, diminuir o custo hospitalar e o período de hospitalização que se inicia na admissão e termina momentos antes da cirurgia, devol- vendo o paciente o mais rápido possível ao meio familiar. 1- Assistência de enfermagem pré-cirúrgica geral: abrange o preparo sócio-psíquico-espiritual e o preparo físico. Preparo sócio-psíquico-espiritual: − Providenciar a assinatura do termo de responsabilidade, au- torizando o hospital a realizar o procedimento − Explicar aos familiares sobre a cirurgia proposta, como o pa- ciente retornará da sala operatória e a importância em apoiá-lo nesse período; − Explicar ao paciente sobre a cirurgia, o tipo de anestesia, e os exames que porventura forem necessários, salientar a importância de sua colaboração durante os procedimentos; − Tranqüilizá-lo em caso de ansiedade, medo do desconhecido e de destruição da auto-imagem, ouvir atentamente seu discurso, dar importância às queixas e seus relatos; - Explicar as condições que irá retornar do centro cirúrgico (se acordado, com ou sem gesso, etc.) e assegurar que terá sempre um profissional da enfermagem para atendê-lo; - Promover o entrosamento do paciente com o ambiente hos- pitalar, esclarecer sobre normas e rotinas do local, e proporcionar um ambiente calmo e tranqüilo e - Providenciar ou dar assistência religiosa, caso seja solicitada. Preparo físico: − Realizar a consulta de enfermagem, atentando para as con- dições que podem atuar negativamente na cirurgia e reforçando as positivas; - Providenciar e/ou preparar o paciente para exames labora- toriais e outros exames auxiliares no diagnóstico; − Iniciar o jejum após o jantar ou ceia; - Verificar sinais vitais, notificar ao médico responsável se ocorre- ram sinais ou sintomas de anormalidade ou alteração dos sinais vitais; - Encaminhar ao banho para promover higiene, trocar de rou- pa, cortar as unhas e mantê-las limpas e fazer a barba; − Administrar medicação pré-anestésica, se prescrita; − Reali- zar a tricotomia do membro a ser operado, lavar com água e sabão, passar anti-séptico local e enfaixar (se necessário) com bandagens estéreis; - Remover próteses, jóias, lentes de contato ou óculos, prende- dores de cabelo e roupas íntimas; - Promover esvaziamento vesical, colocar roupa cirúrgica apro- priada (camisola, toucas),transportá-lo na maca até o centro cirúrgi- co com prontuário e exames realizados (inclusive Raios-X). Assistência pré-cirúrgica específica de mão, membro superior e pé: − Exame físico minucioso, atentando para a qualidade e integri- dade da pele (deverá estar hidratada e lubrificada); − Observar sinais de infecção, inflamação, alergias ou reações hansênicas; − Se houver lesões abertas, promover limpeza com solução fi- siológica ou água e sabão e ocluir com gaze e atadura de crepe. − Observar perfusão periférica do membro a ser operado; - No caso de cirurgia com enxerto, a pele da região doadora deverá estar hidratada e lubrificada. Este procedimento inicia-se alguns dias antes, sendo que, horas antes da cirurgia, realizar a tricotomia e limpeza da pele. Durante o período trans-cirúrgico, o quarto do paciente deverá estar pronto para recebê-lo, equipado com materiais suficientes como: suporte de soro e bomba de infu- são, travesseiros para elevação do membro operado, cobertores, comadre ou papagaio, esfigmo e manômetro, termômetro, e de- mais equipamentos necessários. 2 - Assistência pós-cirúrgica geral: Inicia-se no momento em que o paciente sai do centro cirúrgico e retorna à enfermaria. Esta assistência tem como objetivo detectar e prevenir a instalação de complicações pós-operatória e conse- quentemente obter urna rápida recuperação . A assistência pós-cirúrgica consiste em: − Transferir o paciente da maca para a cama, posicioná-lo de acordo com o tipo de cirurgia a que foi submetido e com o membro operado elevado; − Aquecê-lo, se necessário; − Manter a função respiratória; − Observar nível de consciência, estado geral, quadro de agita- ção e outros comprometimentos neurológicos; − Verificar anormalidades no curativo, como: secreção e pre- sença de sangramento; − Observar o funcionamento de sondas, drenos, cateteres e co- nectá-los às extensões; − Controlar e anotar sinais vitais, bem como gotejamento de soro, sangue ou derivados; - Verificar anotações do centro cirúrgico) e executar a prescrição médica; − Promover conforto e segurança através de meio ambiente adequado, uso de grades na cansa, imobilização de mãos (se agi- tado); − Observar funcionamento e controlar, quando necessário, os líquidos eliminados por sondas, drenos, etc; - Realizar mudança de decúbito de acordo com a evolução clínica; Conhecimentos Específicos Enfermeiro 71 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 72 − Forçar ingesta líquida e sólida assim que a dieta for liberada; − Promover movimentação ativa, passiva e deambulação precoces se forem permitidas e houver condições físicas; - Trocar curativos; - Orientar paciente e a família para a alta, quanto à importância do retomo médico para controle e cuidados a serem dispensados no domicílio como gesso, repouso, limpeza adequada; - Proporcionar recreação, por exemplo, revistas e TV Assistência Pós-cirúrgica específica para o membro superior: - Posicionar o membro operado em elevação, entre 60 e 90 graus, apoiados em travesseiros, quando estiver em decúbito hori- zontal e, ao deambular, mantê-lo corar tipóia e mão elevada acima do tórax; − Observar edema, palidez, cianose ou alteração da temperatu- ra em extremidades das mãos; − Realizar limpeza dos artelhos, secando bem os espaços inter- digitais - Realizar curativos a cada dois dias em incisão cirúrgica: lim- peza com solução fisiológica a 0,9%, aplicação tópica de rifocina spray e oclusão com gaze e atadura. No caso de cirurgia de enxerto cutâneo, a frequência da troca do curativo da área doadora será es- tabelecida conforme a necessidade, isto é, quando houver extrava- samento de secreção, que varia em torno de dois a cinco dias. O da área receptora será realizado pelo médico responsável, geralmente após cinco dias, conforme seu critério, utilizando-se algum produto não aderente;− Estando com tala gessada ou somente enfaixado, retirar a tala ou faixa para curativos, tomando o cuidado de manter o mesmo alinhamento do membro superior e mão durante o procedimento e recolocar a tala ou a bandagem, obedecendo-se a ordem de início da região distal para a proximal; − Movimentar passivamente e delicadamente as articulações não gessadas; − Caso esteja com aparelho gessado, mantê-lo limpo; não mo- lhá-lo (durante o banho, protegê-lo coin material plástico, um sani- to, por exemplo, e orientá-lo a não deixar entrar água pelo bordo superior); observar sinais de garroteamento como edema e palidez ou gesso apertado; ausência ou diminuição da sensibilidade ou mo- tricidade, sinais de hemorragia como presença de sangramento no aparelho gessado e odor desagradável; − Orientar o paciente a não introduzir objetos em caso de pru- rido e não retirar algodão do gesso Assistência Pós-cirúrgica específica para os membros inferiores: − Realizar cuidados acima citados − Manter repouso absoluto do membro inferior e posiciona- mento elevado, geralmente acima do nível do corpo. Ao encami- nhá-lo ao banho ou para deambulação, andar com apoio ou cadei- ras adequadas; − Se o membro estiver gessado e com salto, aguardar a seca- gem adequada e a liberação para a deambulação, conforme orien- tação médica, alternando a deambulação e o repouso com elevação do membro inferior gessado. Caso o aparelho gessado não conte- nha salto, isso é indicativo de que a deambulação é proibida; − Não fletir o membro durante a secagem do gesso; − Proceder a retirada de pontos cirúrgicos entre sete a dez dias ou depois da retirada do aparelho gessado. Assistência Pós-cirúrgica especifica em amputação de membro inferior: - Promover o alívio da dor se houver; − Os amputados experimentam com freqüência dor fantasma ou sensação fantasma. Tais sensações são reais e devem ser aceitas pelo paciente e pelas pessoas que lhe prestam assistência. − Apesar da amputação ser uni procedimento de reconstrução, a mesma altera a imagem corporal do paciente. O enfermeiro deve- rá estabelecer uma relação de confiança, com a qual encorajará o paciente a olhar, sentir e a cuidar do membro residual, tornando-o apto e participante ativo no autocuidado; − Observar sinais de secreções hemáticas em incisão cirúrgicas, coloração, temperatura e aspecto da cicatrização; − Evitar o edema enfaixando-o sem compressão exagerada e não deixar o membro residual pendurado. A pressão excessiva so- bre o membro residual deve ser evitada, pois pode comprometer a cicatrização da incisão cirúrgica; − O membro residual não deverá ser apoiado sobre o traves- seiro, o que pode resultarem contratura e flexão do quadril. Uma contratura da próxima articulação acima da amputação constitui complicação freqüente. De acordo com a preferência do cirurgião, o membro residual poderá ser posicionado em extensão ou elevação por curto período de tempo após a cirurgia. Deve-se desestimular a posição sentada por períodos prolongados para evitar as contratu- ras em flexão de quadril e de joelho; − Estimular e ajudar nos exercícios precoces de amplitude. O paciente pode utilizar um trapézio acima da cabeça ou um lençol amarrado na cabeceira do leito para ajudar a mudá-lo de posição e fortalecer o bíceps. Solicitar orientação ao serviço de fisioterapia sobre a adequação dos exercícios ao paciente. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTES COM ALTERAÇÕES DE FUNÇÕES.CARDIOVASCULAR E CIRCU- LATÓRIA. DIGESTIVA E GASTROINTESTINAL. METABÓ- LICA E ENDÓCRINA. RENAL E DO TRATO URINÁRIO. 6.5 REPRODUTIVA. TEGUMENTAR. NEUROLÓGICA. MUS- CULOESQUELÉTICA Pacientes com Problemas Neurológicos As doenças neurológicas podem ter diferentes origens: here- ditária/genética ou congênita, ou seja, dependente de um distúr- bio do desenvolvimento embrionário ou fetal do sistema Nervoso Central ou Periférico; adquirida ao longo dos diferentes períodos da vida, desde a fase neonatal até à velhice. Segundo O’Sullivan e Schmitz, (2004 apud ANDRADE et al., 2010, p. 156), o “paciente com sequelas neurológicas apresenta uma série de alterações orgânicas e psíquicas em decorrência da não aceitação da doença e, consequente, não aceitação do seu cor- po, visualizado como representante desta condição”. Os distúrbios neurológicos comumente causam lesões tempo- rárias ou permanentes que prejudicam o individuo em suas funções tornando-o um dependente parcial ou total de outras pessoas. Eles podem limitar de modo significativo o desempenho funcional do indivíduo, com consequências negativas nas relações pessoais, fa- miliares, sociais e, sobretudo na qualidade de vida. Para Oliveira (2004 apud RESENDE et al., 2007 p. 165), as inca- pacidades funcionais podem “desestruturar as bases do indivíduo, interferir no desempenho de regras e papéis sociais, na indepen- dência e habilidade para realizar tarefas essenciais à sua vida, na ca- pacidade afetiva e capacidade de realizar atividades profissionais”. Conhecimentos Específicos Enfermeiro 72 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 73 Leva-se em consideração que a neurocirurgia também é um dos fatores que colaboram para o agravamento dessas incapacida- des. Fitzsimmon et al. (2007, p. 809) afirmam que “durante o curso da doença, muitos pacientes com afecções neurológicas exigem tra- tamento em ambiente de cuidados críticos”. Estes procedimentos neurocirúrgicos envolvem uma internação de duração curta na Uni- dade de terapia Intensiva (UTI). A cirurgia neurológica é indicada para diversos distúrbios neu- rológicos. Ela é parte integrante do tratamento de pacientes neuro- lógicos, dentre eles: tumores cerebrais, malformações arterioveno- sas e aneurismas. Para uma assistência de qualidade na Unidade de Terapia In- tensiva, o enfermeiro se faz necessário, já que segundo o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN, 2004), existe a “obrigatoriedade de haver Enfermeiros em todas as unidades de serviços nos quais são desenvolvidas ações de Enfermagem que envolvam procedi- mentos de alta complexidade, comuns na assistência a pacientes críticos/potencialmente críticos”. O enfermeiro que possui conhecimento técnico-científico possui autonomia para lidar com o paciente neurológico e através desta pode tomar decisões, realizar intervenções e diagnósticos de enfermagem. Ele se vê diante de situações que requerem o mínimo de raciocínio clínico para solucionar problemáticas. Por assim dizer, o enfermeiro necessita sempre buscar aprofundar e ampliar, seus conhecimentos na sua área de atuação, sem esquecer o enfoque interdisciplinar e/ou multidimensional. Fitzsimmon et al., (2007, p. 798) dizem que “como parte da equipe multidisciplinar, a enfermeira desempenha um papel central no cuidado ao paciente durante a doença. Ela participa no diagnós- tico, tratamento e cuidado de acompanhamento do paciente”. A prevenção do aumento da PIC, ou hipertensão intracrania- na, é uma função de primordial importância para a enfermagem ao cuidar de um paciente com lesão neurológica. Em primeiro lugar, é essencial que a enfermeira realize uma avaliação neurológica basal no paciente, sobre a qual possa ser analisado se houver uma pio- ra adicional. Em termos gerais, o aumento da PIC manifesta-se por comprometimento geral de todos os aspectos da função neurológi- ca (HILTON, 2007, p. 775). O nível de consciência diminui à medida que a PIC se eleva. Inicialmente, o paciente pode evidenciar inquietação, confusão e combatividade. Isso descompensa, então, os níveis inferiores de consciência, variando da letargia até a obnubilação e ao coma. As reações pupilares começam a diminuir, com pupilas lentamente reativas até chegarem a pupilas fixas e dilatadas. O exame pupilar deve ser realizado e deve incluir o tamanho e simetria (comparação do lado Direito e Esquerdo), fotorreação e simetria. A agitação, as contraturas musculares, os tremores e relacionar a presença de ce- faleia com variações de PA. A função motora também declinae o paciente começará a mostrar atividade motora anormal, presença de flexão ou exten- são anormal. Os achados tardios são alterações nos sinais vitais. As variações nos padrões respiratórios são evidenciadas, mais tarde como apneia total. A tríade de Cushing “descreve os três sinais tar- dios da herniação: aumento da Pressão Arterial Sistólica, redução da frequência cardíaca e um padrão respiratório irregular. O alar- gamento da pressão de pulso também está associado à herniação” (ZINK, 2007, p. 856). Outro item a ser avaliado é a presença de convulsões, pois es- tas indicam inicio das alterações agudas no SNC. Elas devem ser ob- servadas e acompanhadas quanto à hora de início e término, onde começaram os movimentos ou rigidez, tipo de movimento da parte comprometida. As intervenções de Enfermagem para tratar a PIC elevada in- cluem a manutenção do alinhamento corporal, evitar mudar a posi- ção lateral da cabeça de forma brusca e a flexão ostensiva do qua- dril, para evitar o aumento da pressão intra-abdominal. A rotação lateral da cabeça também pode causar compressão da veia jugular diminuindo ou cessando a drenagem do sangue venoso. O enfermeiro ao cuidar do paciente neurológico deve estar sempre atento, pois o seu quadro pode alterar rapidamente e ele deve saber lidar com as intercorrências, não pode estar só atento ao monitor. O enfermeiro deve ter o cuidado com a elevação da cabeceira do paciente, com o período de troca dos cateteres, com as anotações dos parâmetros registrados (PAM, PIC, Relação P / F, entre outros) pelos equipamentos, assim como os horários e aprazamentos dos medicamentos administrados ao paciente, sem esquecer-se das coletas de sangue para gasometria e principalmente oferecer uma as- sistência humanizada, sem medos e receios de complicações, mas com confiança e conhecimento para enfrenta-las. Os pacientes com lesões neurológicas podem apresentar os distúrbios do equilíbrio hidroeletrolítico por diversos motivos, como administração de diuréticos osmóticos, aumento da perda hí- drica insensível e disfunção pituitária, gerando distúrbios de sódio. A enfermeira de cuidados críticos deve levar em consideração todas as variáveis quando examina o paciente. Ela deve observar e avaliar constante os níveis de oxigenação para que o paciente aumente os níveis de oxigenação sanguínea e cerebral, a perfusão para perce- ber se há isquemia miocárdica, a PIC, a PAM e a PPC para prevenir lesões cerebrais, monitorar os níveis de eletrólitos séricos e regis- trar rigorosamente a ingesta e o débito do paciente com intuito de mantê-los dentro do nível de estabilidade pré-estabelicido (ZINK, 2007, p. 865). Pacientes com Problemas Respiratórios Seja qual for a patologia que leve o paciente à Unidade de Te- rapia Intensiva, ele estará sujeito à insuficiência no sistema respi- ratório. Isto se comprova pelo alto índice, nas Unidades de Terapia Intensiva, de pacientes com insuficiência respiratória como causa primária da internação, ou secundária em pacientes já internados devido a outras afecções. Insuficiência Respiratória existe quando um paciente não é capaz de manter as tensões de seus gases sanguíneos dentro dos limites normais. O tipo de insuficiência respiratória encontrada em UTI tem evolução relativamente rápida, ao contrário da deterioração gradu- al das doenças respiratórias crônicas. Ela resulta da incapacidade progressiva do sistema respiratório remover dióxido de carbono do sangue venoso e de adicionar oxigênio a ele, por um período que varia desde alguns momentos até alguns dias. Alguns fatores podem ser considerados como predisponentes à insuficiência respiratória: obesidade, idade avançada e exacerbação da doença pulmonar crônica (enfisema, bronquite crônica). Estas causas primárias são agravadas pelo uso de drogas anestésicas, por lesão da caixa torácica ou distensão abdominal, levando a altera- ções ventilatórias. Além disso, a dor e a imobilização contribuem muito para a instalação do processo de atelectasia. A Abordagem de vias aéreas pela Cânula orofaríngea É um mé- todo rápido e prático de se manter a via aérea aberta, podendo ser utilizado temporariamente em conjunto com ventilação com más- cara, enquanto se aguarda um método definitivo, como por exem- plo a intubação endotraqueal. Conhecimentos Específicos Enfermeiro 73