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Paralisia cerebral: causas,
sintomas e tratamento
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PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL, SEM AUTORIZAÇÃO.
Lei nº 9610/98 – Lei de Direitos Autorais
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Paralisia cerebral
A encefalopatia crônica da infância, popularmente chamada de paralisia cerebral (PC), é
caracterizada por alterações neurológicas permanentes, não sendo uma condição
progressiva, que compromete o desenvolvimento motor e/ou cognitivo do paciente,
causando comprometimento nas atividades diárias. A PC é a deficiência mais comum na
infância, afetando os movimentos controlados ou posturais dos pacientes, assim como a
cognição. A expressão “paralisia cerebral” foi sugerida incialmente por Freud, em 1897 e
mais tarde foi utilizada por Phelps, ao se referir a um grupo de crianças que apresentavam
transtornos motores mais ou menos severos devido à lesão do sistema nervoso central.
A Organização Mundial de Saúde (OMS), classifica a PC como sendo leve, moderada ou
grave, conforme a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde,
podendo ser qualificada também quanto ao tipo de envolvimento do sistema nervoso: o
problema pode ser apenas motor, cognitivo ou misto (parte motora e cognitiva são
afetadas) (LEITE; PRADO, 2004; BRASIL, 2013).
Causas
O comprometimento cerebral pode ocorrer nos períodos pré-natal, perinatal e pós-natal,
sendo que o tipo de lesão dependerá do momento em que ocorre, de sua duração e da
sua intensidade. A hipóxia é uma das principais causas de PC, situação em que há falta de
oxigenação no cérebro, resultando em uma lesão cerebral permanente. Outras causas são
anormalidades dos anexos embrionários (placenta ou cordão umbilical), infecções,
diabetes, hipertensão (eclampsia), desnutrição, uso de drogas e álcool durante a
gestação, traumas no momento do parto, hemorragia, hipoglicemia do feto, problemas
genéticos e prematuridade.
Sintomas
Lesões no córtex cerebral (área mais externa do cérebro) interferem na linguagem,
memória, comportamento e visão. Por sua vez, lesões na substância branca cerebral (área
mais interna) causam problemas motores, postural e alterações do tônus muscular. Os
pacientes podem apresentar ainda alterações na marcha, hemiplegia, alterações do tônus
muscular e distonia. Além de problemas na locomoção, o comprometimento motor inclui
alterações na função visual, cognição, comunicação e comportamento, já as alterações
cognitivas incluem problemas na fala, no comportamento, na interação social e raciocínio
(ZANINI, 2009).
Tratamento
O tratamento deve ser realizado com base em uma equipe multidisciplinar, com foco na
reabilitação do paciente, que deve ter como objetivos promover o ganho de novas
habilidades e minimizar ou prevenir complicações ainda não existentes. O tratamento
inclui diversos profissionais de saúde, como fisiatra, ortopedista, neurologista, pediatra,
oftalmologista, fonoaudiólogo, psicólogo, educador físico e nutricionista, sendo essenciais
o acompanhamento e atuação do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional. 
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A paralisia cerebral não tem cura, mas o processo de reabilitação pode resultar em
grandes avanços que melhoram muito a qualidade de vida dos pacientes (ROTTA, 2002).
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Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas. Diretrizes de atenção à pessoa com paralisia cerebral /
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
LEITE, J. M. R. S., & DO PRADO, G. F. Paralisia cerebral aspectos fisioterapêuticos e clínicos.
Revista Neurociências, 12(1), 41-45, 2004.
ROTTA, Newra Tellechea. Paralisia cerebral, novas perspectivas terapêuticas. Jornal de
Pediatria, [S.L.], v. 78, n. 1, p. 48-54, ago. 2002.
ZANINI, G., CEMIN, N. F., & PERALLES, S. N. Paralisia cerebral: causas e prevalências.
Fisioterapia em Movimento (Physical Therapy in Movement), 22(3), 2009.

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