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Amamentação Profa. Ms. Maria Mariquinha Aleitamento Materno Aleitamento materno exclusivo – somente LM, direto da mama ou ordenhado, ou leite humano de outra fonte, sem outros líquidos ou sólidos Com exceção de (gotas ou xaropes - vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos) Aleitamento Materno Aleitamento materno predominante – quando a criança recebe, além do leite materno, água ou bebidas à base de água (água adocicada, chás, infusões), sucos de frutas e fluidos rituais Aleitamento Materno Aleitamento materno complementado – quando a criança recebe, além do leite materno, qualquer alimento sólido ou semissólido com a finalidade de complementá-lo, e não de substituí-lo. Aleitamento Materno Aleitamento materno misto ou parcial – quando a criança recebe leite materno e outros tipos de leite Recomendação do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde Amamentação exclusiva nos 6 primeiros meses; Recomendação do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde Amamentação continuada até os 2 anos de idade ou mais. Por que a amamentação é importante? O aleitamento materno é a mais sábia estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança e constitui a mais sensível, econômica e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil. Por que a amamentação é importante? Evita mortes infantis - poderia evitar 13% das mortes em crianças menores de 5 anos em todo o mundo, por causas preveníveis; A proteção do leite materno contra mortes infantis é maior quanto menor é a criança; A amamentação previne mais mortes entre as crianças de menor nível socioeconômico. Por que a amamentação é importante? Evita diarreia Principalmente em crianças mais pobres - Proteção pode diminuir quando o AM deixa de ser exclusivo; Reduz também a gravidade da doença quando presente; Por que a amamentação é importante? Evita infecção respiratória > Proteção quando AME aos 6 meses visível acima da boca do bebê; 2. Boca bem aberta; 3. Lábio inferior virado para fora; 4. Queixo tocando a mama. Técnica inadequada de amamentação Bochechas do bebê encovadas a cada sucção; Ruídos da língua; Mama aparentando estar esticada ou deformada durante a mamada; Mamilos com estrias vermelhas ou áreas esbranquiçadas ou achatadas quando o bebê solta a mama; Dor na amamentação Como Amamentar A dor, o desconforto, o estresse, a ansiedade, o medo, a insegurança e a falta de autoconfiança podem inibir a liberação da ocitocina, prejudicando a saída do leite da mama COMO AMAMENTAR É necessário tempo para a mulher e a família se adaptarem às rotinas e aos cuidados com o novo bebê. Cada experiência de amamentação é única, diferente para cada filho e para cada mulher. Amamentar nem sempre é fácil, principalmente nos primeiros dias após o nascimento e para as mães de primeira viagem. Exige paciência, informação e apoio. No entanto, a amamentação pode ser mais agradável e prazerosa se alguns problemas puderem ser evitados. COMO AMAMENTAR Não existe um padrão para o tempo ideal de cada mamada. Algumas crianças mamam por 45 minutos, enquanto outras se satisfazem com 5 minutos. Por isso, sempre que possível, a mamada do bebê não deve ser interrompida até que ele se satisfaça COMO AMAMENTAR Ainda existem dúvidas sobre oferecer apenas um ou os dois seios a cada mamada, mas é fato que deve esgotar uma mama antes de oferecer a outra ao bebê. COMO AMAMENTAR Para que isso ocorra, o bebê deve mamar o maior tempo possível em apenas uma das mamas e só mamar no outro seio, caso apresente sinais de desconforto. COMO AMAMENTAR Existem diversas posições para a mulher amamentar: pode ser sentada, recostada, deitada ou em qualquer outra posição que seja agradável, e mais adequada para a mulher e para o bebê no momento. COMO AMAMENTAR É recomendado apoiar a mama com a mão em forma de “C” para colocar o peito na boca da criança. COMO AMAMENTAR Auxiliam na amamentação a posição ortostática ou vertical. RN sentado com a pernas entre abertas, na coxa da mão (cavaleiro) Avanço da mandíbula para aprender o mamilo e facilita a deglutição. COMO AMAMENTAR DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO Os bebês não têm horário certo para mamar. Eles costumam mamar muitas vezes, durante o dia e à noite, principalmente nos primeiros meses. Nem todo choro do bebê é fome DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO Ele pode chorar porque está com frio ou calor, sentindo algum desconforto, com fraldas sujas ou precisando de aconchego. Com o tempo, a família aprende a reconhecer melhor esses sinais. DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO Se o bebê estiver fazendo barulhos ao mamar, como, por exemplo, sons de estalos, ele pode estar engolindo ar. Nesse caso, é importante segurá-lo junto ao colo, em posição vertical, para que ele não tenha desconforto e também avaliar se a pega na mama está adequada. DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO O leite materno tem o sabor e o cheiro dos alimentos que a mãe come. Por isto, a criança que mama no peito tem mais facilidade para aceitar os alimentos que serão introduzidos após os 6 meses de idade. DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO É muito importante que o bebê esvazie bem a mama, porque o leite do fim da mamada tem mais gordura e, por isso, mata a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso. DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO Práticas que podem facilitar a amamentação: Cuidar da saúde da mulher – A saúde física e mental da mulher é muito importante, e cuidar dela é fundamental. DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO Não existe comprovação de que alguma comida ou bebida aumente ou diminua a produção de leite materno, assim como que possa causar cólicas no bebê DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO Como a mulher costuma sentir mais sede durante a amamentação, é importante beber água regularmente e com frequência. DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO Outra questão que influencia na produção de leite da mulher é o descanso: para que a mulher consiga descansar, é preciso dividir os cuidados com o bebê DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO Ter uma rede de apoio – Ter apoio para dividir as tarefas e responsabilidades pode facilitar a amamentação. Ninguém pode amamentar pela mãe DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO Não é necessário preparar o mamilo para a amamentação durante a gravidez. Técnicas como passar cremes, usar buchas vegetais, conchas e escovas de dentes são contraindicadas, uma vez que a estimulação mamilar pode causar fissuras. DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO A anatomia da mama não tem relação nenhuma com o sucesso da amamentação ou a inviabiliza. Os mamilos de cada mulher podem apresentar-se de formas diferentes como, por exemplo, protuso, semi-protuso, plano e invertido. DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO Algumas mães precisam de maior atenção e paciência e devem estar cientes que o mamilo não influencia na necessidade do uso de bicos artificiais. DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO A mãe deve, antes de iniciar a amamentação natural, massagear a aréola da mama, com movimentos circulares, com o objetivo de torná-la flexível e fácil para a pega correta do bebê Práticas que podem prejudicar a amamentação Dar outros leites ou fórmulas infantis para “complementar” o leite materno desnecessariamente Começar com alimentos sólidos ou pastosos antes dos 6 meses de idade Oferecer mamadeira Práticas que podem prejudicar a amamentação Oferecer chupeta Fumar durante a amamentação Usar medicamentos por conta própria Ingerir qualquer bebida alcoólica Fases da lactação Mamogênese; Lactogênese e lactopoese; Ejeção de leite. Mamogênese Ocorre durante todo o período gestacional e se refere ao crescimento e desenvolvimento da glândula mamária, que torna a mulher capaz de produzir leite Lactogênese e lactopoese: Primeiro ocorre a lactogênese (síntese) e depois a lactopoese (manutenção da produção). Lactopoese: Diz respeito à manutenção da lactação já estabelecida e depende da duração e frequência da amamentação; Ejeção de leite. Passagem do leite do lúmen alveolar para o sistema de ductos, até ductos maiores e ampola, culminando na liberação do leite pelos mamilos Processo fisiológico da amamentação Prolactina: Age nas mamas mantendo as glândulas mamárias secretando leite nos alvéolos para os períodos de amamentação subsequente As células mioepiteliais promovem a ejeção do leite e sofrem a ação da ocitocina. A ocitocina atua nas células mioepiteliais estimulando sua contração, e essa contração promove a ejeção do leite produzido pela glândula. A ocitocina, liberada pela sucção da criança, também é disponibilizada em resposta a estímulos condicionados, tais como visão, cheiro e choro da criança, e a fatores de ordem emocional, como motivação, autoconfiança e tranqüilidade. Por outro lado, a dor, o desconforto, o estresse, a ansiedade, o medo, a insegurança e a falta de autoconfiança podem inibir a liberação da ocitocina, prejudicando a saída do leite da mama O estresse libera adrenalina. A mulher que está amamentando produz em maior quantidade o hormônio prolactina, responsável pela produção do leite. Esses dois hormônios não combinam, havendo uma diminuição da prolactina quando a adrenalina aumenta. Mas esta é uma situação passageira. No momento em que a mãe se tranquiliza, a prolactina volta a sua produção normal. Nos primeiros dias após o parto, a secreção de leite é pequena, menor que 100ml/ dia, No quarto dia a nutriz é capaz de produzir, em média, 600ml de leite. Uma nutriz que amamenta exclusivamente produz, em média, 800ml por dia no sexto mês. Amamentação e Crescimento Ósseo Mandíbula se posiciona anterior, e os mm. Temporal, pterigóideo lateral e o milo-hioideo iniciam a maturação e reposicionamento. Amamentaçãoe Crescimento Ósseo Amamentação e Crescimento Ósseo A língua estimula o palato, evitando a ação do bucinador e o orbicular da boca orienta o crescimento e desenvolvimento do SE. Exercício de rebaixamento, anteroposteriorização e elevação proporciona o crescimento ósseo. Modifica a relação maxilomandibular para posição mesiocêntrica, posicionamento adequado dos rodetes gengivais. Amamentação e Crescimento Ósseo A língua eleva suas bordas laterais e a ponta, formando uma concha (canolamento) que leva o leite até a faringe posterior e esôfago, ativando o reflexo de deglutição. A retirada do leite (ordenha) é feita pela língua, graças a um movimento peristáltico rítmico da ponta da língua para trás, que comprime suavemente o mamilo SINAIS QUE DEVEM SER OBSERVADOS DURANTE AS MAMADAS SINAIS QUE DEVEM SER OBSERVADOS DURANTE AS MAMADAS Bancos de Leite São instituições que acolhem a mãe que amamenta e oferecem apoio, orientação e auxílio relacionados à amamentação. Bancos de Leite Banco de Leite Humano (BLH) é responsável por ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, como também pela execução de atividades de coleta, seleção, classificação, processamento e controle de qualidade e distribuição do leite materno. Bancos de Leite Mulheres com produção em excesso podem doar o leite materno para essas instituições, que preparam o leite para prematuros internados em UTIs neonatais, Bancos de Leite No banco de leite ocorre a pasteurização (tratamento térmico com inativação dos microorganismos) Bancos de Leite Realização da ordenha: Beira leito; No banco de leite (sala de coleta) Em casa Bancos de Leite Ordenha Beira leito e \ou na sala de apoio no BL • Lavar as mãos até o cotovelo; • Colocar gorro e mascara • Desprezar as primeiras gotas de leite Bancos de Leite • Ordenha em casa: Lavar as mãos até o cotovelo, prender o cabelo evitar falar durante o procedimento e desprezar as primeiras gotas de leite O leite deve ser retirado após a mamada, caso o bebê não tenha esvaziado as mamas ou quando a mulher perceber que o peito está muito cheio. OBSEVAÇÃO DA EXTRAÇÃO MANUAL OBSEVAÇÃO DA EXTRAÇÃO MANUAL OBSEVAÇÃO DA EXTRAÇÃO MANUAL Saiba o que fazer para manter a produção de leite, mesmo após o retorno ao trabalho: A produção de leite depende do estímulo, seja da sucção do bebê, ou da extração (manual ou por bomba) de leite da mama. Fazer a extração do leite algumas vezes ao dia vai contribuir para que a mulher continue amamentando mesmo quando estiver longe do bebê por algum tempo. Saiba o que fazer para manter a produção de leite, mesmo após o retorno ao trabalho: Para continuar a produzir leite materno, no retorno ao trabalho, é necessário ordenhar o leite em intervalos regulares ao longo do dia. Com a rotina estabelecida você começará a perceber quantas vezes será necessário ordenhar o leite durante o dia Legislação brasileira protege a amamentação Redução de 1 hora de jornada de trabalho para a amamentação Alojamento conjunto ( após o parto, mãe e filho juntos no mesmo quarto ou enfermaria 24 horas por dia). Licença gestante 120 dias Licença paternidade de 5 dias É importante que a mulher se prepare e comece a extrair leite para armazenar cerca de 15 dias antes do retorno ao trabalho, e ofereça ao bebê ao longo do dia. Dessa forma, ele se acostumará com a nova rotina Assim, os cuidadores da criança poderão oferecer o leite quando a mãe estiver fora. O ideal é que o leite ordenhado seja oferecido ao bebê em copo, colher ou xícara; O ideal é que o leite materno ordenhado seja armazenado em potes de vidro com tampa de plástico; Importante etiquetar os potes de leite materno informando a data da ordenha e validade; Armazene o leite materno na quantidade de uma mamada do bebê, assim você evita o desperdício do leite após descongelado; A validade do leite materno ordenhado é de 12 horas armazenado na geladeira, e de 15 dias armazenado no freezer; O ideal é que o leite materno seja descongelado em banho maria. Não deve ser fervido nem aquecido no micro-ondas. Se o bebê não tomar todo o leite a sobra deverá ser descartada; Esterilizar o utensílio para o oferecimento do leite assim como realizado com o frasco antes da retirada. Agitar suavemente o frasco para misturar bem o leite Abrir o frasco e colocar um pouco do leite que foi retirado do peito em copo ou xícara limpos. Acomodar a criança no colo, acordada e tranquila. Posicioná-la o mais sentada possível, com a cabeça firme e o pescoço alinhado ao corpo, não devendo ficar torcido. Encostar a borda do copo ou xícara no lábio inferior da criança e deixar o leite materno tocar o lábio. A criança fará movimentos de lambida, engolindo o leite. Não entornar o leite na boca da criança para evitar engasgo. Algumas empresas disponibilizam aos seus funcionários sala de apoio a amamentação, que é um local destinado a mulheres, que retornam de licença maternidade e continuam amamentando seu filho. Uso de medicamentos Algumas medicações são passadas para o bebê pelo leite materno. É essencial que a mãe informe ao profissional de saúde se está amamentando, sempre que o uso de uma medicação seja indicado. Quando a amamentação é contraindicada? Mulheres diagnosticadas com câncer de mama que estiveram ou estão em tratamento, Portadoras do vírus HIV e HTLV Realidade do aleitamento materno no Brasil Apesar de todas as evidências científicas provando a superioridade da amamentação sobre outras formas de alimentar a criança pequena, e apesar dos esforços de diversos organismos nacionais e internacionais, as taxas de aleitamento materno no Brasil, em especial as de amamentação exclusiva, estão aquém do recomendado. Realidade do aleitamento materno no Brasil Crianças mamam no peito, de forma não exclusiva nos primeiros 6 meses; Duração total do aleitamento materno é menor que o recomendado Realidade do aleitamento materno no Brasil Estilo de vida Família e Amigos Mídia Interpretação da mãe em relação ás reações da criança Problemas mais frequentes da amamentação ✓ANQUILOGLOSSIA ✓ DISFUNÇÕES ORAIS ✓REFLUXO GASTROESOFÁGICO ✓CÓLICAS ANQUILOGLOSSIA A restrição da livre movimentação da língua pode dificultar a amamentação, por isso o freio lingual deve ser avaliado; Nos casos limítrofes da alteração anatômica é indicado o acompanhamento clínico do aleitamento materno e uma posterior intervenção é indicada quando estiver afetando a fisiologia do processo. DISFUNÇÕES ORAIS Logo após o nascimento, alguns recém nascidos apresentam incoordenação dos reflexos orais, necessitando de alguns dias para desenvolver um padrão mais maduro; Podem ocorrer, ainda, dificuldades na sucção por alterações de natureza anatômica na função oral do recém-nascido (palato profundo, mandíbula retraída ou freio lingual com fixação anteriorizada na língua) DISFUNÇÕES ORAIS Nesses casos, torna-se necessário intervir e o encaminhamento para um fonoaudiólogo é indicado para a avaliação motora oral do recém-nascido. REFLUXO GASTROESOFÁGICO Retorno involuntário repetitivo do conteúdo gástrico para o esôfago e, na maioria dos casos, é considerado fisiológico nos primeiros meses de vida; Recomenda-se que a criança seja amamentada com maior frequência e em posição sentada ou semi-sentada. REFLUXO GASTROESOFÁGICO Refluxo torna-se patológico quando resulta em baixo ganho de peso, sinais de esofagite (dor às mamadas, irritabilidade, recusaalimentar), manifestações respiratórias e neurocomportamentais. CÓLICAS A cólica do lactente é uma síndrome caracterizada por extremos de irritabilidade, agitação e choro durante pelo menos 3 horaspor dia, mais de 3 dias na semana por pelo menos 3 semanas em crianças saudáveis. CÓLICAS Para minimizar o desconforto é importante que a mãe continue amamentando e que não recorra a fórmulas industrializadas e chás de ervas. Outras orientações fundamentais são a pega adequada do peito, massagens abdominais, compressas mornas e alimentação equilibrada da mãe. Problemas mais frequentes da amamentação ✓FISSURAS E DOR NOS MAMILOS ✓BLOQUEIO DOS DUCTOS LACTÍFEROS ✓MASTITE E ABCESSO ✓CANDIDOSE (CANDIDÍASE, MONILÍASE) Dor nos mamilos/ mamilos machucados É comum no começo das mamadas, devido à forte sucção deles e da aréola. Essa dor pode ser considerada normal e não deve persistir além da primeira semana. No entanto, ter os mamilos muito doloridos e machucados, apesar de muito comuns, não é normal e requer intervenção. Dor nos mamilos/ mamilos machucados Se os mamilos estão com escoriações ou fissuras, recomenda-se que eles sejam enxaguados com água limpa após cada mamada, para evitar infecção; Uso de leite da mãe ordenhado é controverso. Não há estudos comprovando a sua eficácia Dor nos mamilos/ mamilos machucados De todos os agentes tópicos, só há base científica para a utilização de compressas de água morna que alivia a dor. Dor nos mamilos/ mamilos machucados Não havendo infecção, lanolina purificada pode diminuir o desconforto da lactante, embora não haja evidências de que esse produto acelere a cicatrização. O uso tópico de ácidos graxos essenciais está relacionado a uma melhora da barreira na pele danificada. Bloqueio dos ductos lactíferos Congestão/aumento da vascularização da mama; Retenção de leite nos alvéolos; Edema decorrente da congestão e obstrução da drenagem do sistema linfático Bloqueio dos ductos lactíferos Apresenta nódulos localizados, sensíveis e dolorosos, acompanhados de dor, vermelhidão e calor na área envolvida; Às vezes, essa condição está associada a um pequeno, quase imperceptível, ponto branco na ponta do mamilo, que pode ser muito doloroso durante as mamadas; Bloqueio dos ductos lactíferos Ingurgitamento fisiológico, que é normal; Ingurgitamento patológico (bloqueio dos ductos lactíferos) Tratamento Mamadas frequentes; Utilização de distintas posições para amamentar, oferecendo primeiramente a mama afetada, com o queixo do bebê direcionado para a área afetada, o que facilita a retirada do leite do local; Tratamento Ordenha manual da mama ou com bomba de extração de leite caso acriança não esteja conseguindo esvaziá-la; Remoção do ponto esbranquiçado na ponta do mamilo, caso esteja presente, esfregando-o com uma toalha ou utilizando uma agulha esterilizada Tratamento Uso de analgésicos sistêmicos/anti-inflamatórios. Ibuprofeno é considerado o mais efetivo, auxiliando também na redução da inflamação e do edema. Paracetamol ou dipirona podem ser usados como alternativa Tratamento Crioterapia (aplicação de gelo ou gel gelado) em intervalos regulares após ou nos intervalos das mamadas; em situações de maior gravidade, podem ser feitas de duas em duas horas, por no max 20min. Mastite Mastite é um processo inflamatório de um ou mais segmentos da mama, geralmente unilateral, que pode progredir ou não para uma infecção bacteriana. Ela ocorre mais comumente na segunda e terceira semanas após o parto e raramente após a 12ª semana. Mastite O leite acumulado, a resposta inflamatória e o dano tecidual resultante favorecem a instalação da infecção, comumente pelo Staphylococcus e ocasionalmente pela Escherichia coli e Streptococcus, sendo as fissuras, na maioria das vezes, a porta de entrada da bactéria. Mastite O sabor do leite materno costuma alterar-se nas mastites, tornando-se mais salgado devido a um aumento dos níveis de sódio e uma diminuição dos níveis de lactose. Tratamento O esvaziamento da mama é essencial para dar alívio à mãe, diminuir a pressão dentro dos alvéolos, aumentar a drenagem da linfa e do edema e não comprometer a produção do leite, além de prevenir a ocorrência de mastite. Tratamento Antibioticoterapia: sintomas graves desde o início do quadro, fissura mamilar e ausência de melhora dos sintomas após 12–24 horas da remoção efetiva do leite acumulado. cefalexina 500 mg, por via oral, de 6\6 horas; amoxicilina 500 mg ou amoxicilina associada ao ácido clavulânico (500 mg/125 mg), por via oral, de 8\8 horas Tratamento Em mulheres alérgicas aos antibióticos betalactâmicos (penicilinas e cefalosporinas), está indicada a eritromicina 500 mg, por via oral, de 6\6 horas. Os antibióticos devem ser utilizados por, no mínimo, 10 dias, pois tratamentos mais curtos apresentam alta incidência de recorrência; Candidose (candidíase, monilíase) A infecção pode atingir só a pele do mamilo e da aréola ou comprometer os ductos lactíferos; São fatores umidade e lesão dos mamilos e uso, pela mulher, de antibióticos, contraceptivos orais e esteroides; A criança quem transmite o fungo, mesmo quando a doença não seja aparente Candidose (candidíase, monilíase) Manifesta-se por coceira, sensação de queimadura e dor em agulhadas nos mamilos, que persiste após as mamadas. A pele dos mamilos e da aréola pode apresentar-se avermelhada, brilhante ou apenas irritada ou com fina descamação; raramente se observam placas esbranquiçadas Candidose (candidíase, monilíase) É muito comum a criança apresentar crostas brancas orais, que devem ser distinguidas das crostas de leite (essas últimas são removidas sem machucar a língua ou gengivas). Medidas preventivas contra a instalação de cândida manter os mamilos secos e arejados e expô-los à luz por alguns minutos ao dia. Tratamento Mãe e bebê devem ser tratados simultaneamente, mesmo que a criança não apresente sinais evidentes de candidíase; nistatina, clotrimazol, miconazol ou cetoconazol tópicos por duas semanas; Tratamento Violeta de genciana a 0,5% a 1,0% pode ser usada nos mamilos/aréolas e na boca da criança uma vez por dia por três a cinco dias. Se o tratamento tópico não for eficaz, recomenda-se cetoconazol 200 mg/dia, por 10 a 20 dias. As chupetas e bicos de mamadeira são fontes importantes de reinfecção, por isso, caso não seja possível eliminá-los, eles devem ser fervidos por 20 minutos pelo menos uma vez ao dia Abscesso mamário O abscesso mamário, em geral, é causado por mastite não tratada ou com tratamento iniciado tardiamente ou ineficaz; O diagnóstico é feito basicamente pelo quadro clínico: dor intensa, febre, mal-estar, calafrios e presença de áreas de flutuação à palpação no local afetado; Abscesso mamário A ultrassonografia pode confirmar o abscesso mamário, além de indicar o melhor local para incisão ou aspiração. Tratamento Drenagem cirúrgica, de preferência sob anestesia local, com coleta de secreção purulenta para cultura e teste de sensibilidade a antibióticos; Demais condutas indicadas no tratamento da mastite infecciosa, sobretudo a antibioticoterapia e o esvaziamento regular da mama afetada; Manutenção da amamentação. A mãe pode continuar a amamentar a criança na mama comprometida. Porém, se a sucção for muito dolorosa, a mãe pode interromper temporariamente a amamentação na mama afetada até a dor melhorar. A amamentação deve ser mantida na mama sadia Galactocele Formação cística nos ductos mamários contendo líquido leitoso, que no início é fluido, adquirindo posteriormente aspecto viscoso, que pode ser exteriorizado por meio do mamilo; Causada por um bloqueio de ducto lactífero. Galactocele pode ser palpada como uma massa lisa e redonda, mas o diagnóstico é feito por aspiração ou ultrassonografia. O tratamento é feito com aspiração. No entanto, com frequência, a formação cística deve ser extraída cirurgicamente porqueo cisto enche novamente após a aspiração. Reflexo anormal de ejeção do leite Algumas mulheres têm o reflexo de ejeção do leite exacerbado, o que pode provocar engasgos na criança. Ordenhar um pouco de leite antes da mamada até que o fluxo diminua geralmente é suficiente no manejo do problema. Pouco Leite? A razão mais comum para interromper ou complementar o aleitamento materno é a crença de que a mãe tem pouco leite. Quase todas as mães podem produzir leite suficiente para um ou até dois bebês, desde que o bebê sugue de forma eficiente e mame sempre que quiser. Pouco leite A grande maioria das mulheres tem condições biológicas para produzir leite suficiente para atender à demanda de seu filho; Muitas vezes, essa percepção é o reflexo da insegurança materna quanto a sua capacidade de nutrir plenamente o seu bebê; Pouco leite Até a “descida do leite”, que costuma ocorrer até o terceiro ou quarto dia após o parto, a produção do leite se dá por ação de hormônios e ocorre mesmo que a criança não esteja sugando. Pouco Leite A partir de então, a produção do leite depende basicamente do esvaziamento da mama, ou seja, é o número de vezes que a criança mama ao dia e a sua capacidade de esvaziar com eficiência a mama que vão determinar o quanto de leite materno é produzido. Pouco Leite A capacidade de produção de leite das mulheres costuma ser maior que as necessidades de seus filhos, o que explica a possibilidade de amamentação exclusiva de gêmeos e o leite extra produzido pelas mulheres que doam seu leite aos bancos de leite. Pouco leite O bebê dá sinais quando há insuficiência de leite, tais como não ficar saciado após as mamadas, chorar muito, querer mamar com frequência e ficar muito tempo no peito nas mamadas. Pouco leite O número de vezes que a criança urina ao dia (menos que 6 a 8) e evacuações infrequentes, com fezes em pequena quantidade, secas e duras, são indicativos indiretos de pouco volume de leite ingerido Pouco Leite? As mães que pensam ter pouco leite precisam de ajuda e apoio de uma pessoa capacitada. Somente em casos de desnutrição grave ocorre alteração na produção do leite Para aumentar a produção de leite Melhorar o posicionamento e a pega do bebê, quando não adequados; Aumentar a frequência das mamadas; Oferecer as duas mamas em cada mamada; Massagear a mama durante as mamadas ou ordenha; Para aumentar a produção de leite Dar tempo para o bebê esvaziar bem as mamas; Trocar de mama várias vezes numa mamada se a criança estiver sonolenta ou se não sugar vigorosamente; Após a mamada, ordenhar o leite residual. Para aumentar a produção de leite Evitar o uso de mamadeiras, chupetas e protetores (intermediários) de mamilos; Consumir dieta balanceada; Para aumentar a produção de leite Ingerir líquidos em quantidade suficiente (lembrar que líquidos em excesso não aumentam a produção de leite, podendo até diminuí- la); Repousar, sempre que possível Papel do profissional de Saúde Colher uma boa história da alimentação atual Ter um bom relacionamento com a mãe Relembrar as vantagens do AM Conseguir a cooperação do pai e avós Papel do profissional de Saúde Ter habilidades de desenvolver a confiança materna Eliminar sentimentos negativos Dar apoio\ Saber ouvir Ensinar técnicas de AM Crianças com malformações orofaciais É importante que as crianças com malformações orais sejam amamentadas, porque o aleitamento materno diminui as infecções do ouvido médio e reduz a inflamação da mucosa nasal causada por refluxo do leite, comum nessas crianças Crianças com malformações orofaciais A amamentação também promove o equilíbrio da musculatura orofacial, favorecendo o adequado desenvolvimento das estruturas do sistema motor-oral, que estão afetadas nessas crianças. Crianças com malformações orofaciais Mãe, bebê e família necessitam de auxílio para que a amamentação seja bem sucedida, tanto com relação à técnica da amamentação quanto a aspectos emocionais, pois a aparência da criança pode resultar em sentimentos de culpa, vergonha e frustração, acarretando consequências emocionais, comportamentais e cognitivas. Crianças com malformações orofaciais As incertezas da mãe quanto a sua capacidade de cuidar do filho com dificuldades também podem afetar o vínculo com o bebê. O aleitamento materno favorece maior contato entre mãe e filho, colaborando para estreitar o vínculo entre ambos Crianças com malformações orofaciais É comum as crianças com malformações de mandíbula, nariz e boca apresentarem dificuldades para amamentar. Crianças com fissuras que não envolvem o palato têm um grau de dificuldade menor para mamar que as que possuem fissura palatal. Crianças com malformações orofaciais A criança com fissura labial que envolve narinas e arcada dentária tem dificuldade de realizar a pega do mamilo e aréola, além da possibilidade de ter refluxo de leite para as narinas. Crianças com malformações orofaciais As fendas labiais bilaterais são responsáveis pela perda de continuidade do músculo orbicular dos lábios, comprometendo o vedamento anterior durante a amamentação. A fissura somente palatal, também chamada de “goela de lobo”, pode envolver o palato duro, o palato mole ou ambos. Crianças com malformações orofaciais As fissuras posteriores pequenas muitas vezes não causam problemas para a amamentação, podendo passar despercebidas por vários dias. Já nas fissuras palatais mais extensas, a língua não encontra apoio para compressão do mamilo e da aréola, limitando a compressão dos seios lactíferos para extração do leite, dificultando a amamentação. Crianças com malformações orofaciais As principais dificuldades na amamentação relatadas pelas mães de bebês com malformações orofaciais são: sucção fraca, dificuldade de pega, refluxo de leite pelas narinas, engasgos do bebê, ganho de peso insuficiente, pouco leite, ingurgitamento mamário e trauma mamilar Crianças com malformações orofaciais Tais dificuldades podem ser minimizadas com a extração manual do leite para amaciar mamilo e aréola; Oclusão da fenda com o dedo da mãe, durante a mamada; Crianças com malformações orofaciais Aplicação de compressas mornas nas mamas para facilitar a saída do leite; Posicionamento do mamilo em direção ao lado oposto à fenda; Utilização da posição semi-sentada para o bebê, para evitar refluxo de leite pelas narinas Crianças com malformações orofaciais Na presença de fissuras labiopalatais, a dupla mãe/bebê necessita de orientação constante e de muito apoio por parte de equipe multiprofissional especializada. Quando a malformação é identificada durante a gestação, a equipe pode iniciar precocemente a orientação aos pais. Crianças com malformações orofaciais Quando a mãe recebe apoio efetivo nos primeiros dias de vida, a duração da amamentação da criança com fenda labial é a mesma do que a das crianças sem esse tipo de malformação