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Amamentação 
Profa. Ms. Maria Mariquinha 
Aleitamento Materno 
Aleitamento materno exclusivo – somente LM, direto da mama ou 
ordenhado, ou leite humano de outra fonte, sem outros líquidos ou 
sólidos 
 
 Com exceção de (gotas ou xaropes - vitaminas, sais de reidratação 
oral, suplementos minerais ou medicamentos) 
Aleitamento Materno 
Aleitamento materno predominante – quando a criança recebe, 
além do leite materno, água ou bebidas à base de água (água 
adocicada, chás, infusões), sucos de frutas e fluidos rituais 
Aleitamento Materno 
Aleitamento materno complementado – quando a 
criança recebe, além do leite materno, qualquer 
alimento sólido ou semissólido com a finalidade de 
complementá-lo, e não de substituí-lo. 
Aleitamento Materno 
Aleitamento materno misto ou parcial – quando a 
criança recebe leite materno e outros tipos de leite 
Recomendação do Ministério da Saúde e Organização 
Mundial da Saúde 
 
Amamentação exclusiva nos 6 primeiros meses; 
 
 
Recomendação do Ministério da Saúde e Organização 
Mundial da Saúde 
 
Amamentação continuada até os 2 anos de idade ou mais. 
 
Por que a amamentação é importante? 
O aleitamento materno é a mais sábia 
estratégia natural de vínculo, afeto, 
proteção e nutrição para a criança e 
constitui a mais sensível, econômica e 
eficaz intervenção para redução da 
morbimortalidade infantil. 
Por que a amamentação é importante? 
Evita mortes infantis - poderia evitar 13% das mortes em crianças 
menores de 5 anos em todo o mundo, por causas preveníveis; 
 
A proteção do leite materno contra mortes infantis é maior quanto 
menor é a criança; 
 
A amamentação previne mais mortes entre as crianças de menor 
nível socioeconômico. 
Por que a amamentação é importante? 
 
Evita diarreia 
 
Principalmente em crianças mais pobres - Proteção pode diminuir 
quando o AM deixa de ser exclusivo; 
 
Reduz também a gravidade da doença quando presente; 
Por que a amamentação é importante? 
 Evita infecção respiratória 
 
 > Proteção quando AME aos 6 meses 
 
visível acima da boca do bebê; 
2. Boca bem aberta; 
3. Lábio inferior virado para fora; 
4. Queixo tocando a mama. 
 Técnica inadequada de amamentação 
Bochechas do bebê encovadas a cada sucção; 
Ruídos da língua; 
Mama aparentando estar esticada ou deformada durante a 
mamada; 
Mamilos com estrias vermelhas ou áreas esbranquiçadas ou 
achatadas quando o bebê solta a mama; 
Dor na amamentação 
Como Amamentar 
A dor, o desconforto, o estresse, a ansiedade, o medo, a 
insegurança e a falta de autoconfiança podem inibir a liberação da 
ocitocina, prejudicando a saída do leite da mama 
COMO AMAMENTAR 
É necessário tempo para a mulher e a família se adaptarem às rotinas e 
aos cuidados com o novo bebê. 
 
Cada experiência de amamentação é única, diferente para cada filho e 
para cada mulher. Amamentar nem sempre é fácil, principalmente nos 
primeiros dias após o nascimento e para as mães de primeira viagem. 
 
Exige paciência, informação e apoio. No entanto, a amamentação pode 
ser mais agradável e prazerosa se alguns problemas puderem ser 
evitados. 
COMO AMAMENTAR 
 
Não existe um padrão para o tempo ideal de cada mamada. 
 
Algumas crianças mamam por 45 minutos, enquanto outras se 
satisfazem com 5 minutos. Por isso, sempre que possível, a 
mamada do bebê não deve ser interrompida até que ele se 
satisfaça 
COMO AMAMENTAR 
Ainda existem dúvidas sobre oferecer apenas um ou os dois seios a 
cada mamada, mas é fato que deve esgotar uma mama antes de 
oferecer a outra ao bebê. 
COMO AMAMENTAR 
Para que isso ocorra, o bebê deve mamar o maior tempo possível 
em apenas uma das mamas e só mamar no outro seio, caso 
apresente sinais de desconforto. 
COMO AMAMENTAR 
Existem diversas posições para a mulher amamentar: pode ser 
sentada, recostada, deitada ou em qualquer outra posição que seja 
agradável, e mais adequada para a mulher e para o bebê no 
momento. 
COMO AMAMENTAR 
 É recomendado apoiar a mama com a mão em forma de “C” para 
colocar o peito na boca da criança. 
COMO AMAMENTAR 
 Auxiliam na amamentação a posição ortostática ou vertical. 
 
RN sentado com a pernas entre abertas, na coxa da mão (cavaleiro) 
 
Avanço da mandíbula para aprender o mamilo e facilita a 
deglutição. 
COMO AMAMENTAR 
DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO 
 
Os bebês não têm horário certo para mamar. Eles costumam mamar muitas vezes, 
durante o dia e à noite, principalmente nos primeiros meses. Nem todo choro do bebê é 
fome 
DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO 
Ele pode chorar porque está com frio ou calor, sentindo algum 
desconforto, com fraldas sujas ou precisando de aconchego. Com o 
tempo, a família aprende a reconhecer melhor esses sinais. 
DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO 
Se o bebê estiver fazendo barulhos ao mamar, como, por exemplo, 
sons de estalos, ele pode estar engolindo ar. Nesse caso, é 
importante segurá-lo junto ao colo, em posição vertical, para que 
ele não tenha desconforto e também avaliar se a pega na mama 
está adequada. 
DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO 
O leite materno tem o sabor e o cheiro dos alimentos que a mãe 
come. Por isto, a criança que mama no peito tem mais facilidade 
para aceitar os alimentos que serão introduzidos após os 6 meses 
de idade. 
DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO 
É muito importante que o bebê esvazie bem a mama, porque o 
leite do fim da mamada tem mais gordura e, por isso, mata a fome 
do bebê e faz com que ele ganhe mais peso. 
DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO 
Práticas que podem facilitar a amamentação: 
 
Cuidar da saúde da mulher – A saúde física e mental da mulher é 
muito importante, e cuidar dela é fundamental. 
DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO 
Não existe comprovação de que 
alguma comida ou bebida 
aumente ou diminua a produção 
de leite materno, assim como 
que possa causar cólicas no 
bebê 
DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO 
Como a mulher costuma sentir 
mais sede durante a 
amamentação, é importante 
beber água regularmente e com 
frequência. 
DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO 
Outra questão que influencia na 
produção de leite da mulher é o 
descanso: para que a mulher 
consiga descansar, é preciso 
dividir os cuidados com o bebê 
DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO 
Ter uma rede de apoio – Ter 
apoio para dividir as tarefas e 
responsabilidades pode facilitar 
a amamentação. Ninguém pode 
amamentar pela mãe 
DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO 
Não é necessário preparar o mamilo para a amamentação durante 
a gravidez. Técnicas como passar cremes, usar buchas vegetais, 
conchas e escovas de dentes são contraindicadas, uma vez que a 
estimulação mamilar pode causar fissuras. 
DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO 
A anatomia da mama não tem relação nenhuma com o sucesso da 
amamentação ou a inviabiliza. Os mamilos de cada mulher podem 
apresentar-se de formas diferentes como, por exemplo, protuso, 
semi-protuso, plano e invertido. 
DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO 
Algumas mães precisam de maior atenção e paciência e devem 
estar cientes que o mamilo não influencia na necessidade do uso 
de bicos artificiais. 
DICAS SOBRE AMAMENTAÇÃO 
A mãe deve, antes de iniciar a amamentação natural, massagear a 
aréola da mama, com movimentos circulares, com o objetivo de 
torná-la flexível e fácil para a pega correta do bebê 
Práticas que podem prejudicar a amamentação 
Dar outros leites ou fórmulas infantis para “complementar” o leite 
materno desnecessariamente 
 
Começar com alimentos sólidos ou pastosos antes dos 6 meses de 
idade 
 
Oferecer mamadeira 
Práticas que podem prejudicar a amamentação 
Oferecer chupeta 
 
Fumar durante a amamentação 
 
Usar medicamentos por conta própria 
 
Ingerir qualquer bebida alcoólica 
Fases da lactação 
Mamogênese; 
 
Lactogênese e lactopoese; 
 
Ejeção de leite. 
 
Mamogênese 
Ocorre durante todo o período 
gestacional e se refere ao 
crescimento e desenvolvimento 
da glândula mamária, que torna 
a mulher capaz de produzir leite 
 
Lactogênese e lactopoese: 
 
Primeiro ocorre a lactogênese (síntese) e depois a lactopoese 
(manutenção da produção). 
 
 
Lactopoese: 
Diz respeito à manutenção da lactação já estabelecida e depende 
da duração e frequência da amamentação; 
 
Ejeção de leite. 
 
Passagem do leite do lúmen alveolar para o sistema de ductos, até 
ductos maiores e ampola, culminando na liberação do leite pelos 
mamilos 
Processo fisiológico da amamentação 
 
 
Prolactina: 
 
Age nas mamas mantendo as glândulas mamárias secretando leite 
nos alvéolos para os períodos de amamentação subsequente 
As células mioepiteliais promovem a ejeção do leite e sofrem a 
ação da ocitocina. 
 
A ocitocina atua nas células mioepiteliais estimulando sua 
contração, e essa contração promove a ejeção do leite produzido 
pela glândula. 
 
 
A ocitocina, liberada pela sucção da criança, também é 
disponibilizada em resposta a estímulos condicionados, tais como 
visão, cheiro e choro da criança, e a fatores de ordem emocional, 
como motivação, autoconfiança e tranqüilidade. 
 
 
Por outro lado, a dor, o desconforto, o estresse, a ansiedade, o 
medo, a insegurança e a falta de autoconfiança podem inibir a 
liberação da ocitocina, prejudicando a saída do leite da mama 
O estresse libera adrenalina. A mulher que está amamentando 
produz em maior quantidade o hormônio prolactina, responsável 
pela produção do leite. 
 Esses dois hormônios não combinam, havendo uma diminuição da 
prolactina quando a adrenalina aumenta. Mas esta é uma situação 
passageira. No momento em que a mãe se tranquiliza, a prolactina 
volta a sua produção normal. 
Nos primeiros dias após o parto, a secreção de leite é pequena, 
menor que 100ml/ dia, 
 
No quarto dia a nutriz é capaz de produzir, em média, 600ml de 
leite. 
 
Uma nutriz que amamenta exclusivamente produz, em média, 
800ml por dia no sexto mês. 
Amamentação e Crescimento Ósseo 
Mandíbula se 
posiciona anterior, 
e os mm. 
Temporal, 
pterigóideo lateral 
e o milo-hioideo 
iniciam a 
maturação e 
reposicionamento. 
Amamentaçãoe Crescimento Ósseo 
Amamentação e Crescimento Ósseo 
A língua estimula o palato, evitando a ação do bucinador e o 
orbicular da boca orienta o crescimento e desenvolvimento do SE. 
 
Exercício de rebaixamento, anteroposteriorização e elevação 
proporciona o crescimento ósseo. 
 
Modifica a relação maxilomandibular para posição mesiocêntrica, 
posicionamento adequado dos rodetes gengivais. 
Amamentação e Crescimento Ósseo 
A língua eleva suas bordas laterais e a ponta, formando uma 
concha (canolamento) que leva o leite até a faringe posterior e 
esôfago, ativando o reflexo de deglutição. 
A retirada do leite (ordenha) é feita pela língua, graças a um 
movimento peristáltico rítmico da ponta da língua para trás, que 
comprime suavemente o mamilo 
SINAIS QUE DEVEM SER OBSERVADOS 
DURANTE AS MAMADAS 
 
SINAIS QUE DEVEM SER OBSERVADOS 
DURANTE AS MAMADAS 
 
Bancos de Leite 
São instituições que acolhem a mãe que amamenta e oferecem 
apoio, orientação e auxílio relacionados à amamentação. 
Bancos de Leite 
Banco de Leite Humano (BLH) é responsável por ações de 
promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, como 
também pela execução de atividades de coleta, seleção, 
classificação, processamento e controle de qualidade e distribuição 
do leite materno. 
Bancos de Leite 
Mulheres com produção em excesso podem doar o leite materno 
para essas instituições, que preparam o leite para prematuros 
internados em UTIs neonatais, 
 
Bancos de Leite 
No banco de leite ocorre a pasteurização (tratamento térmico com 
inativação dos microorganismos) 
 
Bancos de Leite 
Realização da ordenha: 
Beira leito; 
No banco de leite (sala de coleta) 
Em casa 
 
Bancos de Leite 
Ordenha Beira leito e \ou na sala de apoio no BL 
• Lavar as mãos até o cotovelo; 
• Colocar gorro e mascara 
• Desprezar as primeiras gotas de leite 
 
Bancos de Leite 
• Ordenha em casa: 
Lavar as mãos até o cotovelo, prender o cabelo evitar falar durante 
o procedimento e desprezar as primeiras gotas de leite 
 
 
O leite deve ser retirado após a mamada, caso o 
bebê não tenha esvaziado as mamas ou quando 
a mulher perceber que o peito está muito cheio. 
 
OBSEVAÇÃO DA EXTRAÇÃO MANUAL 
 
OBSEVAÇÃO DA EXTRAÇÃO MANUAL 
 
OBSEVAÇÃO DA EXTRAÇÃO MANUAL 
 
Saiba o que fazer para manter a produção de leite, 
mesmo após o retorno ao trabalho: 
 
A produção de leite depende do estímulo, seja da sucção do bebê, 
ou da extração (manual ou por bomba) de leite da mama. Fazer a 
extração do leite algumas vezes ao dia vai contribuir para que a 
mulher continue amamentando mesmo quando estiver longe do 
bebê por algum tempo. 
Saiba o que fazer para manter a produção de leite, 
mesmo após o retorno ao trabalho: 
Para continuar a produzir leite materno, no retorno ao trabalho, é 
necessário ordenhar o leite em intervalos regulares ao longo do 
dia. Com a rotina estabelecida você começará a perceber quantas 
vezes será necessário ordenhar o leite durante o dia 
 Legislação brasileira protege a amamentação 
 Redução de 1 hora de jornada de trabalho para a amamentação 
 Alojamento conjunto ( após o parto, mãe e filho juntos no mesmo 
quarto ou enfermaria 24 horas por dia). 
Licença gestante 120 dias 
Licença paternidade de 5 dias 
É importante que a mulher se prepare e comece a extrair leite para 
armazenar cerca de 15 dias antes do retorno ao trabalho, e ofereça 
ao bebê ao longo do dia. Dessa forma, ele se acostumará com a 
nova rotina 
 
 
Assim, os cuidadores da criança poderão oferecer o leite quando a 
mãe estiver fora. 
O ideal é que o leite ordenhado seja oferecido ao bebê em copo, 
colher ou xícara; 
 
O ideal é que o leite materno ordenhado seja armazenado em 
potes de vidro com tampa de plástico; 
 
Importante etiquetar os potes de leite materno informando a data 
da ordenha e validade; 
Armazene o leite materno na quantidade de uma mamada do 
bebê, assim você evita o desperdício do leite após descongelado; 
 
A validade do leite materno ordenhado é de 12 horas armazenado 
na geladeira, e de 15 dias armazenado no freezer; 
O ideal é que o leite materno seja descongelado em banho maria. 
Não deve ser fervido nem aquecido no micro-ondas. Se o bebê não 
tomar todo o leite a sobra deverá ser descartada; 
 
Esterilizar o utensílio para o oferecimento do leite assim como 
realizado com o frasco antes da retirada. 
 
Agitar suavemente o frasco para misturar bem o leite 
Abrir o frasco e colocar um pouco do leite que foi retirado do peito 
em copo ou xícara limpos. 
 
Acomodar a criança no colo, acordada e tranquila. Posicioná-la o 
mais sentada possível, com a cabeça firme e o pescoço alinhado ao 
corpo, não devendo ficar torcido. 
 
Encostar a borda do copo ou xícara no lábio inferior da criança e 
deixar o leite materno tocar o lábio. A criança fará movimentos de 
lambida, engolindo o leite. Não entornar o leite na boca da criança 
para evitar engasgo. 
Algumas empresas disponibilizam aos seus funcionários sala de 
apoio a amamentação, que é um local destinado a mulheres, que 
retornam de licença maternidade e continuam amamentando seu 
filho. 
Uso de medicamentos 
Algumas medicações são passadas 
para o bebê pelo leite materno. É 
essencial que a mãe informe ao 
profissional de saúde se está 
amamentando, sempre que o uso de 
uma medicação seja indicado. 
Quando a amamentação é contraindicada? 
Mulheres diagnosticadas com câncer de mama que 
estiveram ou estão em tratamento, 
 
Portadoras do vírus HIV e HTLV 
 
Realidade do aleitamento materno no Brasil 
Apesar de todas as evidências científicas provando a superioridade 
da amamentação sobre outras formas de alimentar a criança 
pequena, e apesar dos esforços de diversos organismos nacionais e 
internacionais, as taxas de aleitamento materno no Brasil, em 
especial as de amamentação exclusiva, estão aquém do 
recomendado. 
Realidade do aleitamento materno no Brasil 
Crianças mamam no peito, de forma não exclusiva nos primeiros 6 
meses; 
 
 Duração total do aleitamento materno é menor que o 
recomendado 
Realidade do aleitamento materno no Brasil 
Estilo de vida 
 
Família e Amigos 
 
Mídia 
 
Interpretação da mãe em relação ás reações da criança 
Problemas mais frequentes da amamentação 
✓ANQUILOGLOSSIA 
 
✓ DISFUNÇÕES ORAIS 
 
 ✓REFLUXO 
GASTROESOFÁGICO 
 
✓CÓLICAS 
 
 
ANQUILOGLOSSIA 
 
A restrição da livre movimentação da língua pode dificultar a 
amamentação, por isso o freio lingual deve ser avaliado; 
 
Nos casos limítrofes da alteração anatômica é indicado o 
acompanhamento clínico do aleitamento materno e uma posterior 
intervenção é indicada quando estiver afetando a fisiologia do 
processo. 
 
DISFUNÇÕES ORAIS 
 
Logo após o nascimento, alguns recém nascidos apresentam 
incoordenação dos reflexos orais, necessitando de alguns dias para 
desenvolver um padrão mais maduro; 
 
Podem ocorrer, ainda, dificuldades na sucção por alterações de 
natureza anatômica na função oral do recém-nascido (palato 
profundo, mandíbula retraída ou freio lingual com fixação 
anteriorizada na língua) 
 
DISFUNÇÕES ORAIS 
 
Nesses casos, torna-se necessário intervir e o encaminhamento 
para um fonoaudiólogo é indicado para a avaliação motora oral do 
recém-nascido. 
REFLUXO GASTROESOFÁGICO 
 
Retorno involuntário repetitivo do conteúdo gástrico para o 
esôfago e, na maioria dos casos, é considerado fisiológico nos 
primeiros meses de vida; 
 
Recomenda-se que a criança seja amamentada com maior 
frequência e em posição sentada ou semi-sentada. 
REFLUXO GASTROESOFÁGICO 
 
Refluxo torna-se patológico quando resulta em baixo ganho de 
peso, sinais de esofagite (dor às mamadas, irritabilidade, 
recusaalimentar), manifestações respiratórias e 
neurocomportamentais. 
CÓLICAS 
A cólica do lactente é uma síndrome caracterizada por extremos de 
irritabilidade, agitação e choro durante pelo menos 3 horaspor dia, 
mais de 3 dias na semana por pelo menos 3 semanas em crianças 
saudáveis. 
CÓLICAS 
Para minimizar o desconforto é importante que a mãe continue 
amamentando e que não recorra a fórmulas industrializadas e chás 
de ervas. Outras orientações fundamentais são a pega adequada 
do peito, massagens abdominais, compressas mornas e 
alimentação equilibrada da mãe. 
Problemas mais frequentes da amamentação 
✓FISSURAS E DOR NOS MAMILOS 
 
✓BLOQUEIO DOS DUCTOS LACTÍFEROS 
 
✓MASTITE E ABCESSO 
 
 ✓CANDIDOSE (CANDIDÍASE, MONILÍASE) 
Dor nos mamilos/ mamilos machucados 
 É comum no começo das mamadas, devido à forte sucção deles e 
da aréola. 
 
Essa dor pode ser considerada normal e não deve persistir além da 
primeira semana. 
 
No entanto, ter os mamilos muito doloridos e machucados, apesar 
de muito comuns, não é normal e requer intervenção. 
Dor nos mamilos/ mamilos machucados 
Se os mamilos estão com escoriações ou fissuras, recomenda-se 
que eles sejam enxaguados com água limpa após cada mamada, 
para evitar infecção; 
 
Uso de leite da mãe ordenhado é controverso. Não há estudos 
comprovando a sua eficácia 
Dor nos mamilos/ mamilos machucados 
De todos os agentes tópicos, só há base científica para a utilização 
de compressas de água morna que alivia a dor. 
Dor nos mamilos/ mamilos machucados 
Não havendo infecção, lanolina purificada pode diminuir o 
desconforto da lactante, embora não haja evidências de que esse 
produto acelere a cicatrização. 
O uso tópico de ácidos graxos essenciais está relacionado a uma 
melhora da barreira na pele danificada. 
Bloqueio dos ductos lactíferos 
Congestão/aumento da vascularização da mama; 
 
Retenção de leite nos alvéolos; 
 
Edema decorrente da congestão e obstrução da drenagem do 
sistema linfático 
Bloqueio dos ductos lactíferos 
Apresenta nódulos localizados, sensíveis e dolorosos, 
acompanhados de dor, vermelhidão e calor na área envolvida; 
 
Às vezes, essa condição está associada a um pequeno, quase 
imperceptível, ponto branco na ponta do mamilo, que pode ser 
muito doloroso durante as mamadas; 
Bloqueio dos ductos lactíferos 
 Ingurgitamento fisiológico, que é normal; 
 
 
 
 Ingurgitamento patológico (bloqueio dos ductos lactíferos) 
Tratamento 
Mamadas frequentes; 
 
Utilização de distintas posições para amamentar, oferecendo 
primeiramente a mama afetada, com o queixo do bebê direcionado 
para a área afetada, o que facilita a retirada do leite do local; 
Tratamento 
Ordenha manual da mama ou com bomba de extração de leite caso 
acriança não esteja conseguindo esvaziá-la; 
 
Remoção do ponto esbranquiçado na ponta do mamilo, caso esteja 
presente, esfregando-o com uma toalha ou utilizando uma agulha 
esterilizada 
Tratamento 
 Uso de analgésicos sistêmicos/anti-inflamatórios. 
Ibuprofeno é considerado o mais efetivo, auxiliando também na 
redução da inflamação e do edema. 
 Paracetamol ou dipirona podem ser usados como alternativa 
Tratamento 
Crioterapia (aplicação de gelo ou gel gelado) em intervalos 
regulares após ou nos intervalos das mamadas; 
em situações de maior gravidade, podem ser feitas de duas em 
duas horas, por no max 20min. 
Mastite 
Mastite é um processo inflamatório de um ou mais segmentos da 
mama, geralmente unilateral, que pode progredir ou não para uma 
infecção bacteriana. 
 
Ela ocorre mais comumente na segunda e terceira semanas após o 
parto e raramente após a 12ª semana. 
Mastite 
O leite acumulado, a resposta inflamatória e o dano tecidual 
resultante favorecem a instalação da infecção, comumente 
pelo Staphylococcus e ocasionalmente pela Escherichia 
coli e Streptococcus, sendo as fissuras, na maioria das vezes, a 
porta de entrada da bactéria. 
Mastite 
O sabor do leite materno costuma alterar-se nas mastites, 
tornando-se mais salgado devido a um aumento dos níveis de 
sódio e uma diminuição dos níveis de lactose. 
Tratamento 
O esvaziamento da mama é essencial para dar alívio à mãe, 
diminuir a pressão dentro dos alvéolos, aumentar a drenagem da 
linfa e do edema e não comprometer a produção do leite, além de 
prevenir a ocorrência de mastite. 
Tratamento 
Antibioticoterapia: sintomas graves desde o início do quadro, 
fissura mamilar e ausência de melhora dos sintomas após 12–24 
horas da remoção efetiva do leite acumulado. 
cefalexina 500 mg, por via oral, de 6\6 horas; amoxicilina 500 mg 
ou amoxicilina associada ao ácido clavulânico (500 mg/125 mg), 
por via oral, de 8\8 horas 
Tratamento 
Em mulheres alérgicas aos antibióticos betalactâmicos (penicilinas 
e cefalosporinas), está indicada a eritromicina 500 mg, por via oral, 
de 6\6 horas. 
Os antibióticos devem ser utilizados por, no mínimo, 10 dias, pois 
tratamentos mais curtos apresentam alta incidência de recorrência; 
Candidose (candidíase, monilíase) 
 A infecção pode atingir só a pele do mamilo e da aréola ou 
comprometer os ductos lactíferos; 
 
São fatores umidade e lesão dos mamilos e uso, pela mulher, de 
antibióticos, contraceptivos orais e esteroides; 
A criança quem transmite o fungo, mesmo quando a doença não 
seja aparente 
Candidose (candidíase, monilíase) 
Manifesta-se por coceira, sensação de queimadura e dor em 
agulhadas nos mamilos, que persiste após as mamadas. A pele dos 
mamilos e da aréola pode apresentar-se avermelhada, brilhante ou 
apenas irritada ou com fina descamação; raramente se observam 
placas esbranquiçadas 
Candidose (candidíase, monilíase) 
É muito comum a criança apresentar crostas brancas orais, que 
devem ser distinguidas das crostas de leite (essas últimas são 
removidas sem machucar a língua ou gengivas). 
 
Medidas preventivas contra a instalação de cândida manter os 
mamilos secos e arejados e expô-los à luz por alguns minutos ao 
dia. 
Tratamento 
Mãe e bebê devem ser tratados simultaneamente, mesmo que a 
criança não apresente sinais evidentes de candidíase; 
 
nistatina, clotrimazol, miconazol ou cetoconazol tópicos por duas 
semanas; 
Tratamento 
Violeta de genciana a 0,5% a 1,0% pode ser usada nos 
mamilos/aréolas e na boca da criança uma vez por dia por três a 
cinco dias. 
 
Se o tratamento tópico não for eficaz, recomenda-se cetoconazol 
200 mg/dia, por 10 a 20 dias. 
As chupetas e bicos de mamadeira são fontes importantes de 
reinfecção, por isso, caso não seja possível eliminá-los, eles devem 
ser fervidos por 20 minutos pelo menos uma vez ao dia 
Abscesso mamário 
O abscesso mamário, em geral, é causado por mastite não tratada 
ou com tratamento iniciado tardiamente ou ineficaz; 
 
O diagnóstico é feito basicamente pelo quadro clínico: dor intensa, 
febre, mal-estar, calafrios e presença de áreas de flutuação à 
palpação no local afetado; 
Abscesso mamário 
 A ultrassonografia pode confirmar o abscesso mamário, além de 
indicar o melhor local para incisão ou aspiração. 
Tratamento 
Drenagem cirúrgica, de preferência sob anestesia local, com coleta de secreção 
purulenta para cultura e teste de sensibilidade a antibióticos; 
 
Demais condutas indicadas no tratamento da mastite infecciosa, sobretudo a 
antibioticoterapia e o esvaziamento regular da mama afetada; 
 
 Manutenção da amamentação. A mãe pode continuar a amamentar a criança na 
mama comprometida. Porém, se a sucção for muito dolorosa, a mãe pode 
interromper temporariamente a amamentação na mama afetada até a dor 
melhorar. A amamentação deve ser mantida na mama sadia 
Galactocele 
Formação cística nos ductos mamários contendo líquido leitoso, 
que no início é fluido, adquirindo posteriormente aspecto viscoso, 
que pode ser exteriorizado por meio do mamilo; 
 
Causada por um bloqueio de ducto lactífero. 
Galactocele 
pode ser palpada como uma massa lisa e redonda, mas o 
diagnóstico é feito por aspiração ou ultrassonografia. 
 
O tratamento é feito com aspiração. No entanto, com frequência, a 
formação cística deve ser extraída cirurgicamente porqueo cisto 
enche novamente após a aspiração. 
Reflexo anormal de ejeção do leite 
Algumas mulheres têm o reflexo de ejeção do leite exacerbado, o 
que pode provocar engasgos na criança. Ordenhar um pouco de 
leite antes da mamada até que o fluxo diminua geralmente é 
suficiente no manejo do problema. 
Pouco Leite? 
A razão mais comum para interromper ou complementar o 
aleitamento materno é a crença de que a mãe tem pouco leite. 
 
 Quase todas as mães podem produzir leite suficiente para um ou 
até dois bebês, desde que o bebê sugue de forma eficiente e mame 
sempre que quiser. 
 
Pouco leite 
A grande maioria das mulheres tem condições biológicas para 
produzir leite suficiente para atender à demanda de seu filho; 
 
Muitas vezes, essa percepção é o reflexo da insegurança materna 
quanto a sua capacidade de nutrir plenamente o seu bebê; 
Pouco leite 
Até a “descida do leite”, que costuma ocorrer até o terceiro ou 
quarto dia após o parto, a produção do leite se dá por ação de 
hormônios e ocorre mesmo que a criança não esteja sugando. 
Pouco Leite 
A partir de então, a produção do leite depende basicamente do 
esvaziamento da mama, ou seja, é o número de vezes que a criança 
mama ao dia e a sua capacidade de esvaziar com eficiência a mama 
que vão determinar o quanto de leite materno é produzido. 
Pouco Leite 
A capacidade de produção de leite das mulheres costuma ser maior 
que as necessidades de seus filhos, o que explica a possibilidade de 
amamentação exclusiva de gêmeos e o leite extra produzido pelas 
mulheres que doam seu leite aos bancos de leite. 
Pouco leite 
O bebê dá sinais quando há insuficiência de leite, tais como não 
ficar saciado após as mamadas, chorar muito, querer mamar com 
frequência e ficar muito tempo no peito nas mamadas. 
Pouco leite 
 O número de vezes que a criança urina ao dia (menos que 6 a 8) e 
evacuações infrequentes, com fezes em pequena quantidade, secas 
e duras, são indicativos indiretos de pouco volume de leite ingerido 
Pouco Leite? 
As mães que pensam ter pouco leite precisam de ajuda e apoio de 
uma pessoa capacitada. 
 
Somente em casos de desnutrição grave ocorre alteração na 
produção do leite 
Para aumentar a produção de leite 
Melhorar o posicionamento e a pega do bebê, quando não 
adequados; 
 
Aumentar a frequência das mamadas; 
 
 Oferecer as duas mamas em cada mamada; 
 
Massagear a mama durante as 
mamadas ou ordenha; 
 
Para aumentar a produção de leite 
Dar tempo para o bebê esvaziar bem as mamas; 
 
 Trocar de mama várias vezes numa mamada se a criança estiver 
sonolenta ou se não sugar vigorosamente; 
 
 Após a mamada, ordenhar o leite residual. 
 
Para aumentar a produção de leite 
Evitar o uso de mamadeiras, chupetas e protetores (intermediários) 
de mamilos; 
 
Consumir dieta balanceada; 
Para aumentar a produção de leite 
Ingerir líquidos em quantidade suficiente (lembrar que líquidos em 
excesso não aumentam a produção de leite, podendo até diminuí-
la); 
 
 Repousar, sempre que possível 
Papel do profissional de Saúde 
 
Colher uma boa história da alimentação 
atual 
Ter um bom relacionamento com a mãe 
 
Relembrar as vantagens do AM 
 
Conseguir a cooperação do pai e avós 
 
Papel do profissional de Saúde 
 
Ter habilidades de desenvolver 
a confiança materna 
 
Eliminar sentimentos negativos 
 
Dar apoio\ Saber ouvir 
 
Ensinar técnicas de AM 
 
Crianças com malformações orofaciais 
 
É importante que as crianças com malformações orais sejam 
amamentadas, porque o aleitamento materno diminui as infecções 
do ouvido médio e reduz a inflamação da mucosa nasal causada 
por refluxo do leite, comum nessas crianças 
Crianças com malformações orofaciais 
 
A amamentação também promove o equilíbrio da musculatura 
orofacial, favorecendo o adequado desenvolvimento das estruturas 
do sistema motor-oral, que estão afetadas nessas crianças. 
Crianças com malformações orofaciais 
Mãe, bebê e família necessitam de auxílio para que a 
amamentação seja bem sucedida, tanto com relação à técnica da 
amamentação quanto a aspectos emocionais, pois a aparência da 
criança pode resultar em sentimentos de culpa, vergonha e 
frustração, acarretando consequências emocionais, 
comportamentais e cognitivas. 
Crianças com malformações orofaciais 
As incertezas da mãe quanto a sua capacidade de cuidar do filho 
com dificuldades também podem afetar o vínculo com o bebê. O 
aleitamento materno favorece maior contato entre mãe e filho, 
colaborando para estreitar o vínculo entre ambos 
Crianças com malformações orofaciais 
 É comum as crianças com malformações de mandíbula, nariz e 
boca apresentarem dificuldades para amamentar. 
 
Crianças com fissuras que não envolvem o palato têm um grau de 
dificuldade menor para mamar que as que possuem fissura palatal. 
Crianças com malformações orofaciais 
A criança com fissura labial que envolve narinas e arcada dentária 
tem dificuldade de realizar a pega do mamilo e aréola, além da 
possibilidade de ter refluxo de leite para as narinas. 
Crianças com malformações orofaciais 
As fendas labiais bilaterais são responsáveis pela perda de 
continuidade do músculo orbicular dos lábios, comprometendo o 
vedamento anterior durante a amamentação. 
 
A fissura somente palatal, também chamada de “goela de lobo”, 
pode envolver o palato duro, o palato mole ou ambos. 
 
Crianças com malformações orofaciais 
As fissuras posteriores pequenas muitas vezes não causam 
problemas para a amamentação, podendo passar despercebidas 
por vários dias. 
 
Já nas fissuras palatais mais extensas, a língua não encontra apoio 
para compressão do mamilo e da aréola, limitando a compressão 
dos seios lactíferos para extração do leite, dificultando a 
amamentação. 
Crianças com malformações orofaciais 
As principais dificuldades na amamentação relatadas pelas mães de 
bebês com malformações orofaciais são: sucção fraca, dificuldade 
de pega, refluxo de leite pelas narinas, engasgos do bebê, ganho de 
peso insuficiente, pouco leite, ingurgitamento mamário e trauma 
mamilar 
Crianças com malformações orofaciais 
Tais dificuldades podem ser minimizadas com a extração manual do 
leite para amaciar mamilo e aréola; 
 
Oclusão da fenda com o dedo da mãe, durante a mamada; 
Crianças com malformações orofaciais 
Aplicação de compressas mornas nas mamas para facilitar a saída 
do leite; 
 
Posicionamento do mamilo em direção ao lado oposto à fenda; 
 
 Utilização da posição semi-sentada para o bebê, para evitar refluxo 
de leite pelas narinas 
Crianças com malformações orofaciais 
Na presença de fissuras labiopalatais, a dupla mãe/bebê necessita 
de orientação constante e de muito apoio por parte de equipe 
multiprofissional especializada. 
 
Quando a malformação é identificada durante a gestação, a equipe 
pode iniciar precocemente a orientação aos pais. 
Crianças com malformações orofaciais 
Quando a mãe recebe apoio efetivo nos primeiros dias de vida, a 
duração da amamentação da criança com fenda labial é a mesma 
do que a das crianças sem esse tipo de malformação

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