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Superando Fronteiras Organizações e Técnicas Comerciais Curso técnico em transações imobiliárias INTRODUÇÃO 1 - ORGANIZAÇÕES HUMANAS 1.1 - PRINCIPAIS BÁSICOS 1.2 - AS ORGANIZAÇÕES COMO SISTEMAS 1.3 - AS ORGANIZAÇÕES E SUA FUNÇÃO SOCIAL 1.4 O AMBIENTE ORGANIZACIONAL 2 - ADMINISTRAÇÃO - PRINCÍPIOS E ELEMENTOS BÁSICOS 2.1 - EFICIÊNCIA, EFETIVIDADE, EFICÁCIA 2.2 - NÍVEIS ADMINISTRATIVOS 2.3 - HABILIDADES E CONHECIMENTOS ADMINISTRATIVOS 2.4 - FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS 2.4.1 - PLANEJAMENTO 2.4.2 - ORGANIZAÇÃO 2.4.2.1 - DEPARTA 2.4.2.2 - DEPARTAMENTALIZAÇÃO 2.4.2.3 - CONCEITO DE AUTORIDADE 2.4.3 - DIREÇÃO 2.4.3.1 - ELEMENTOS BÁSICOS NO PROCESSO DE DIREÇÃO 2.4.4 - CONTROLE 2.4.5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE O PROCESSO ADMINISTRATIVO 3 - EMPRESA 3.1 - CONCEITUAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO 3.1.1 - CONCEITO 3.1.2 - OBJETIVOS 3.1.3 - CARACTERÍSTICAS 3.1.4 - CLASSIFICAÇÃO DAS EMPRESAS 4.2 - ESCOLHA DE ATIVIDADES E CONSTITUIÇÃO 4.2.1 - ESCOLHA DE ATIVIDADES 4.2.2 - CONSTITUIÇÃO 4.2.2 - CONSTITUIÇÃO 4.2.3 - AS SOCIEDADES 4.2.3.1 - DESIGNAÇÃO DA SOCIEDADE COMERCIAL 4.2.3.2 - CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS... 4.2.4 - JUNTA COMERCIAL 4.3 - CONCENTRAÇÃO DE EMPRESAS OU INFLUÊNCIA NO MERCADO 4.3.1 - MONOPÓLIO 4.3.2 - OLIGOPÓLIO 4.3.2 - CARTEL 4.3.4 - HOLDING 4.3.5 - TRUSTE 4.3.6 - DUMPING 4.3.7 - GRUPO DE SOCIEDADE OU PARCERIAS 4.4 - TÉCNICAS COMERCIAIS CONCEITO 4.4.1 - ORGANIZAÇÃO COMERCIAL 4.5 - ESTRUTURA DO COMÉRCIO X CARACTERÍSTICAS DO MERCADO IMOBILIÁRIO 4.5.1 CAPTAÇÃO 4.5.2 CONDIÇÕES DE CRÉDITO 4.5.3 - COMUNICAÇÃO 4.5.4 - CONHECIMENTO DE MARKETING 4.6 - ADMINISTRAÇÃO DE VENDAS EM EMPRESAS IMOBILIÁRIAS 4.6.1 - COMPOSIÇÃO DA FORÇA DE VENDA 4.6.2 - ESTRUTURAÇÃO DA ÁREA DE VENDAS 02 03 03 04 06 06 08 09 09 10 10 11 13 15 15 16 18 18 20 20 21 21 21 21 21 21 22 22 22 22 22 23 23 24 24 24 24 24 24 24 25 25 25 25 26 26 26 26 26 26 27 27 O rg an iz aç õe s e T. C . 1 Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 27 28 28 28 29 29 29 29 29 30 30 30 30 30 30 30 30 31 31 31 31 31 31 31 31 31 32 36 4.7 - TAMANHO DA FORÇA DE VENDAS 4.8 ADMINISTRAÇÃO DA FORÇA DE VENDAS 4.8.1 - RECRUTAMENTO E SELEÇÃO 4.8.2 - TREINAMENTO DE CORRETORES 4.8.3 - REMUNERAÇÃO E COMPENSAÇÃO 4.8.4 - SUPERVISÃO 4.8.5 - MOTIVAÇÃO 4.9 - CONTROLE DE VENDAS 4.9.1 - ANÁLISE DE VENDAS 4.9.2 - ANÁLISE DE PARTICIPAÇÃO NO MERCADO 4.9.3 - ANÁLISE DA LUCRATIVIDADE 4.9.4 - ANÁLISE DO DESEMPENHO DA FORÇA DE VENDAS 5 - SEGUROS 5.1 - ESTABELICIMENTOS FINANCEIROS 5.1.1 - BANCO CENTRAL 5.1.2 - BANCO DO BRASIL 5.1.3 - BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES 5.1.4 - CAIXAS ECONÔMICAS 5.1.5 - BANCOS COMERCIAIS 5.1.6 - BANCOS DE INVESTIMENTOS 5.1.7 - FUNDOS MÚTUOS DE INVESTIMENTOS 5.1.8 - COMPANHIAS DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO 5.1.9 - SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS DE VALORES 5.1.10 - BOLSAS 6 - NOÇÕES GERAIS 6.1 - MODALIDADES DE OPERAÇÕES COM MERCADORIAS 6.1.2 - OPERAÇÕES SOBRE TÍTULOS ARTIGOS 2 Curso técnico em transações imobiliárias INTRODUÇÃO Tanto as grandes quanto as pequenas empresas já perceberam que o recurso mais importante e concorrido dos dias atuais é o talento humano. A diferença entre o sucesso e o fracasso empresarial passou a ser determinado pela forma como as organizações selecionam, treinam e gerenciam seus colaboradores. E este é o objetivo fundamental da área de Recursos Humanos de uma empresa, guiar o processo pelo qual as organizações desenvolvem seu capital humano com o intuito de aumentar sua competitividade, propondo uma perfeita interação dos profissionais com o sistema e os resultados do negócio. Gestão de Pessoas é uma expressão muito comumente utilizada pelos especialistas nos dias atuais, servindo para designar a área que lida com as pessoas em uma empresa, no entanto sua responsabilidade é muito maior do que simplesmente cuidar da contratação e treinamento dos funcionários. A área de RH tem sido vista como estratégica, pois ela deve saber aonde a empresa quer chegar para poder contratar profissionais a altura dos anseios da corporação. Considerada a porta de entrada de uma empresa, é ainda responsável pela integração do trabalhador ao ambiente de trabalho. Mussak, (2010) define o Gestor de Pessoas como o responsável pela função gerencial que visa a cooperação das pessoas que atuam nas organizações para o alcance dos objetivos tanto organizacionais quanto individuais, buscando assim um melhor desenvolvimento e aproveitamento do potencial humano e com isso conseguir captar esse potencial pensante e empreendedor a favor da empresa. Sendo assim, iniciaremos o presente texto abordando um pouco da história evolutiva da área, como se deu o seu progresso ao longo das décadas e como a sua importância cresceu nos dias atuais. Pois, mais do que contratar mão-de-obra, a área responde pelo crescimento e desenvolvimento do profissional. O rg an iz aç õe s e T. C . 3 1. ORGANIZAÇÕES HUMANAS – FUNDAMENTOS CONCEITUAIS Genericamente, organização significa a ordenação, a arrumação das partes de um todo, a partir de um conjunto de normas para esse fim estabelecidas. Organização Como Uma Unidade Ou Entidade Social: em que as pessoas interagem entre si para alcançar objetivos comuns. Nesse sentido, a palavra organização significa qualquer empreendimento humano criado e moldado intencionalmente para atingir determinados objetivos. As organizações podem ser empresas, órgãos públicos, bancos, universidades, lojas e comércio em geral, prestadoras de serviços e um sem-números de outros tipos. Dentro desse enfoque social, a organização pode ser visualizada sob dois aspectos: Organização formal: é a organização baseada em uma divisão racional do trabalho, na diferenciação de seus órgãos e representa através do organograma. É a organização planejada, isto é, a que está oficialmente no papel, aprovada pela direção e comunicada a todos os participantes por meios de manuais de organização, descrições de cargos, organogramas e regras e regulamentos internos. É a organização formalizada oficialmente. Organização informal: é a organização que emerge espontânea e naturalmente entre as pessoas que ocupam posições na organização formal e a partir dos relacionamentos interpessoais. A organização informal surge a partir das relações de amizades (ou de antagonismos) entre as pessoas e de grupos informais que não constam no organograma ou em qualquer outro documento da organização formal. Ela é constituída de interações e relacionamentos sociais entre as pessoas, de tal modo que a organização informal transcende e ultrapassa a organização formal em três aspectos: - na duração: enquanto a organização formal está confinada ao horário de trabalho, a organização informal pode prolongar-se para os períodos de lazer ou tempo livre das pessoas; - na localização: enquanto a organização formal está circunscrita a um local físico determinado, a organização informal pode ocorrer em qualquer lugar; - nos assuntos: a organização formal limita-se aos assuntos exclusivos dos negócios da organização, enquanto a informal amplia-se a todos os interesses comuns das pessoas envolvidas. Ao darmos ênfase na organização formal nessa aplica-se à estruturação dos recursos existentes e das operações da instituição. Tais recursos se desdobram em: Recursos físicos ou materiais - edifícios, instalações, equipamentos, matérias primas, etc; Recursos financeiros - capital social e todos os valores que ingressam na empresa em razão de suas operações (faturamento, investimentos, contas a receber, etc); Recursos Humanos – todas as pessoas envolvidas nas operações da empresa, toda mão-de-obra; Recursos mercadológicos – meios pelos quais a empresa busca disponibilizar seus produtos ao consumidor final (pesquisas de mercado, promoção, canais de distribuição, etc); Recursos administrativos – meios de coordenação interna dos demais recursos, assegurando-lhes a integração necessária ao desempenho global. Recursos informacionais – mecanismos de troca de informaçõestem o objetivo de obter utilidades através da sua participação no mercado de bens e serviços. Nesse sentido, faz uso dos fatores produtivos (trabalho, terra e capital). 3.1.2 – OBJETIVOS - são atingidos por meio de dois fatores de produção, o capital e o trabalho, que já foram conceituados no início deste trabalho. 3.1.3 – CARACTERÍSTICAS - como característica de uma empresa, temos: - A existência de um patrimônio que garanta o risco da produção; - Junção de capital e trabalho; - Objetivos de inserção no mercado; - Obrigação de obter lucro, tirando o máximo do capital investido. 3.1.4 – CLASSIFICAÇÃO DAS EMPRESAS Quanto aos resultados de seu trabalho as empresas podem ser classificadas em: Primárias ou extrativas – chamadas de primárias por se dedicarem à obtenção de matérias primas operam nos ramos da agropecuária, mineração, prospecção e extração de petróleo, etc; Secundárias ou de transformação – Indústrias em geral, que processam e transformam matéria prima em produto final; Terciárias ou prestadoras de serviços – Aqui se enquadram as empresas que prestam serviços especializados, tais como o comércio em geral, os hospitais, os bancos, escolas, serviços de comunicação, profissionais e aquelas nos interessam mais de perto, as empresas imobiliárias. Algumas classificações desdobram este grupo e colocam as empresas dedicadas à compra de mercadorias para revenda em um segmento específico. Quanto ao tamanho, as empresas podem ser: Grandes - nesta categoria encontramos as empresas que produzem em larga escala, utilizando um enorme volume de recursos, em termos de empregados, tamanho das instalações, capital e equipamentos; Médias - quando emprega um grupo considerável de pessoas de (50 a 250 empregados) apresenta uma boa produção e participação no mercado, empregando um razoável volume de recursos; Pequenas - Têm pequeno volume de capital e limitado número de empregados (menos de 50). O seu administrador é geralmente o proprietário e detém o comando de todas as áreas funcionais (produção, comercial, financeira e de pessoal), sem um segundo nível hierárquico de supervisão. As sociedades que se enquadrarem no Estatuto da Micro e Pequena Empresa, poderão se caracterizar como Micro-Empresas (faturamento anual até R$ 240.000,0) ou como Empresas de Pequeno Porte (faturamento anual até R$ 2.400.000,00), sendo identificadas pelo uso da expressão ME ou EPP ao final do nome, podendo usufruir os benefícios desse tipo de sociedade. Quanto à propriedade, as empresas podem ser: Públicas – O único proprietário é o poder público, são criadas por lei para explorar alguma atividade econômica; Privadas - pertencem a particulares, pessoas físicas ou jurídicas; De economia mista - quando são propriedades de particulares e do poder público. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 22 4.2. ESCOLHA DE ATIVIDADES E CONSTITUIÇÃO 4.2.1 ESCOLHA DE ATIVIDADES: O empresário reunindo os recursos financeiros, materiais e humanos, deve proceder a uma pesquisa de mercado para apurar as necessidades da sociedade e adaptar seu produto ou serviço ao mesmo. Entre os fatores decisivos na escolha da atividade da empresa, podem ser destacados os seguintes: o “know-how, ou seja, o conhecimento disponível sobre os produtos ou serviços objeto da criação e suas técnicas de produção ou prestação; o conhecimento do mercado, envolvendo as informações sobre os consumidores ou usuários, os concorrentes, as condições de compra e venda vigentes no mercado, etc.; o capital, considerando-se o valor que os sócios podem investir no negócio, a probabilidade de retorno e o risco envolvido no negócio; os recursos empresariais, representados pelos prédios, edifícios, máquinas e equipamentos, instalações, matérias primas, tecnologia de produção, etc.; os recursos humanos, abrangendo a disponibilidade e a qualificação da mão-de-obra necessária ao funcionamento do negócio. 4.2.2 CONSTITUIÇÃO: A empresa ou sociedade é uma pessoa jurídica, resultante da união de duas ou mais pessoas, físicas ou jurídicas. Essa união é objeto de um contrato ou estatuto social, onde os sócios se comprometem a destinar parte de seus recursos financeiros, materiais ou serviços, para constituir o patrimônio social da nova empresa. Pessoa física é qualquer ser humano, sujeito de obrigações e direitos perante a sociedade; pessoa individual, pessoa natural. Pessoa jurídica é a entidade constituída de indivíduos ou de bens com vida, direitos, obrigações e patrimônio próprios. A Pessoa jurídica é uma instituição, associação, sociedade com existência e responsabilidades legalmente reconhecidas e devidamente autorizadas a funcionar. Ela é constituída pela união de duas ou mais pessoas. Essa união é estabelecida por um contrato social. O patrimônio da pessoa jurídica é separado do patrimônio particular dos seus componentes As pessoas jurídicas são de direito público e de direito privado. São pessoas jurídicas de direito privado as associações, as sociedades, e as fundações. A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro. O Código Comercial Brasileiro prevê que uma pessoa jurídica pode ser constituída por, apenas, uma pessoa física, sendo equiparada com a sociedade com duas ou mais pessoas físicas. São as chamadas empresas individuais, que operam de forma totalmente ligada à pessoa natural, para efeitos de responsabilidade. Assim, todos os bens, civis ou comerciais, compõem um só acervo. O empresário individual responde pelas obrigações, civis ou mercantis, assumidas tanto como pessoa física, como pessoa jurídica 4.2.3 AS SOCIEDADES: A constituição de uma sociedade resulta de um acordo consensual em que duas ou mais pessoas se unem, de livre e espontânea vontade, a fim de gerirem um negócio juntos e, através de esforços, buscarem um objetivo comum, classificando-se em sociedades civis e sociedades comerciais. A sociedade civil, geralmente, é formada para prestar serviços com ou sem fins lucrativos, e não pratica atos comerciais, ou seja, não intermedia mercadorias. Quando não visa lucro é denominada de associação e normalmente tem em seu nome a expressão S/C. As Sociedades Civis são aquelas destinadas a abrigar as empresas que têm suas atividades especialmente vinculadas às pessoas dos sócios-quotistas, podendo ainda seu Capital Social ser representado por quotas de responsabilidade ilimitada ou limitada, razão pela qual observamos algumas dessas sociedades com a expressão �S/C Ltda.� Os tipos mais comuns de sociedades civis são as de profissionais liberais, como, por exemplo, médicos, advogados, contadores, engenheiros. Essas sociedades dependem necessariamente do trabalho personalista dos profissionais com formação técnica adequada, que necessariamente serão sócios-quotistas. As sociedades comerciais são aquelas que praticam ato de comércio com fins lucrativos. Tem o objetivo de comprar e vender, transformar matérias-primas em produtos acabados ou semi-acabados e obter lucro com a comercialização desses produtos. As sociedades civis têm seu contrato registrado no Cartório de Títulos e Documentos (Cartório Civil) e as sociedades comerciais registram seu contrato na Junta Comercial. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 23 4.2.3.1.Designação da sociedade comercial: Uma sociedade comercial recebe designações diferentes, conforme o destino de interesse do empresário. São elas: firma ou razão social - a designação ou nome dado à empresa perante os órgãos de registro, com o aproveitamento do nome de um ou mais sócios na denominação da empresa. Ex.: Moraes, Borges & Cia denominação - Consiste no emprego de uma ou mais palavras indicadoras da espécie de negócio ou atividade e da forma jurídica da sociedade. Exemplos: Drogaria Brasiliense Ltda; nome de fantasia - nome diferente, que a empresa pode ter além da firma ou denominação,para se identificar e fazer conhecer-se de forma mais fácil pelo consumidor, e que também deve ser informado aos órgãos de registro. Exemplo: Imobiliária Morar Bem. 4.2.3.2.Classificação das sociedades comerciais quanto à responsabilidade dos sócios As sociedades comerciais podem ser classificadas como: sociedade de responsabilidade ilimitada; sociedade limitada; sociedade mista. Em uma sociedade de responsabilidade ilimitada, o sócio se torna solidário pelas obrigações sociais até o montante das dívidas e podem ter seus bens particulares confiscados para honrar os compromissos assumidos pela sociedade. Um exemplo desse tipo de sociedade é a sociedade em nome coletivo, que vêm caindo em desuso, por força das vantagens das sociedades limitadas Na sociedade de responsabilidade limitada, o sócio se torna solidário ao valor do capital social, ou seja, em caso de falência, se o capital não estiver integralizado, os sócios solidariamente obrigam-se a completar o capital. Existem somente dois tipos societários formados por sócios de responsabilidade limitada: Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada, Sociedade Anônima. Nas sociedades por quotas de responsabilidade limitada, os sócios respondem solidariamente pelos direitos e obrigações da empresa de forma proporcional à sua participação no capital integralizado. Nas sociedades anônimas o capital social é dividido em ações de um mesmo valor e constituído através de subscrições, sendo o poder exercido pelo grupo ou pessoa que detiver o maior número de ações, assumido os acionistas os direitos e deveres da sociedade proporcionalmente ao número de ações que detenham. Existem sociedades formadas por sócios de responsabilidade ilimitada e limitada. São elas: Sociedades em Comandita Simples (C/S); Sociedades em Comandita por Ações (C/A) Sociedades de Capital e Indústria(C/I). Sociedades em Conta de Participação (C/P); Comandita é uma cota-parte do capital de uma sociedade, pertencente a sócio comanditário, ou seja, o sócio que nas sociedade em comandita só é responsável até o limite do capital que empregou. Existe um tipo de sócio que é solidário e ilimitadatamente responsável perante terceiros. É o sócio comanditado que se situa ao contrário do comanditário. Nas sociedades em comandita simples combinam-se a responsabilidade ilimitada de uns sócios com a responsabilidade limitada de outros. Nesse tipo de sociedade existem os sócios comanditados, que recebe o dinheiro entregue em comandita e que tem responsabilidade solidária e ilimitada pelos negócios da sociedade, e os sócios comandatários, que são os prestadores do capital e cuja responsabilidade se limita ao montante das quotas subscritas. Nas sociedades em comandita por ações somente os acionistas podem gerenciar a empresa e aqueles que a exercem têm responsabilidade ilimitada pelas obrigações da sociedade. O acionista Diretor da sociedade comandita por ações tem responsabilidade ilimitada pelas obrigações da sociedade. Por essa razão, somente o acionista pode fazer parte da Diretoria. Nas sociedades de capital e indústria somente os sócios capitalistas, que integralizam o capital, respondem pelas obrigações da sociedade. Não respondem pelas obrigações da sociedade os sócios de indústria, que apenas se incumbem da prestação dos serviços técnicos ou profissionais, e que, hoje em dia, tende a ser substituído por empregado altamente qualificado, em cujo contrato de trabalho se inserem cláusulas de participação nos lucros, afastando-se a idéia de sociedade. Nas sociedades em conta de participação não há firma social, existe apenas um contrato, onde se estabelecem as operações nas quais trabalharão para uma finalidade definida dois tipos de sócios: os ocultos, simples prestadores de capital; e os ostensivos, comerciantes que aparecem nos negócios contratando em nome de sua firma. É uma sociedade oculta, com ausência de um patrimônio social, de uma firma ou denominação social própria, sem exigência de cumprimento das formalidades comuns à outras sociedades, como por exemplo, o registro comercial. Os sócios ostensivos respondem perante terceiros pelas obrigações da empresa, ficando os sócios ocultos obrigados apenas perante os primeiros, conforme dispuser o contrato. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 24 As Sociedades Cooperativas são sociedades de pessoas com forma e natureza jurídica própria, de natureza civil, não sujeitas à falência, constituídas para prestar serviços aos associados. São institutos próprios dessa forma societária a adesão voluntária, com número ilimitado de associados, podendo as pessoas se associarem e desligarem-se livremente, sem qualquer tipo de obstáculo, desde que atendidos os requisitos da lei e dos estatutos da sociedade. Por outro lado o capital social é representado por quotas-parte, em número limitado para cada associado, variando em função do aumento ou diminuição do número destes. 4.2.4. JUNTA COMERCIAL: A Junta Comercial é uma autarquia que funciona como cartório de registro de nascimento e morte das empresas. Toda empresa tem que, obrigatoriamente, passar por essa Junta. Dessa forma, cumpre-se a determinação de marcas e patentes que não permite duas empresas com o mesmo nome. O contrato social, para ser registrado, deve seguir as formalidades exigidas pela Junta Comercial, que lhe dará um número. Também serão numeradas todas as alterações feitas no mesmo contrato social. Após este registro será, então, fornecido o número de CNPJ fornecido pelo Ministério da Fazenda, que fará com que a empresa realmente exista como pessoa jurídica com todos os direitos que a lei lhe confere. 4.3. CONCENTRAÇÃO DE EMPRESAS OU INFLUÊNCIA NO MERCADO A concentração ocorre quando duas ou mais empresas de ramos congêneres se juntam para controlar os preços e o seu mercado. Temos vários tipos de concentração. Os principais são monopólio, oligopólio, cartel, holding, truste, grupo de sociedade: 4.3.1. MONOPÓLIO: ocorre quando apenas uma pessoa física ou jurídica detém o direito de produzir ou comercializar determinado produto ou serviço sem a participação de concorrentes. O monopólio pode ser de fato ou legal. O monopólio de fato ocorre quando uma grande empresa vai eliminando as mais fracas, ou seja, vai acabando com a concorrência. O monopólio é legal quando o estado interfere no mercado, assumindo para si a exploração de determinados ramos de atividade. Como exemplo temos a Petrobrás, que tem a exclusividade de exploração do petróleo, no Brasil. 4.3.2. OLIGOPÓLIO :Caracteriza-se pela presença no mercado de um grande número de pequenos compradores e um pequeno número de grandes vendedores, como, por exemplo, um pequeno número de empresas aéreas presta esse serviço a uma massa de consumidores individuais. 4.3.3. CARTEL: O cartel é uma associação temporária de produtores de um determinado ramo que se juntam para impor condições ao mercado, geralmente, um maior preço de venda para seus produtos. Com o cartel, o efeito da concorrência é eliminado, uma vez que os concorrentes se unem em acordo para padronização da oferta. É difícil provar-se a existência de um cartel, mesmo que as evidencias sejam muitas. Um bom exemplo é o preço da gasolina. Os preços praticados são praticamente uniformes, mas os proprietários dos postos negam a existência do cartel. 4.3.4. HOLDING: Holding é uma palavra inglesa que significa segurando. Esta palavra já está incorporada ao nosso vocabulário e é utilizada, em Economia, quando uma empresa detém o controle acionário de várias outras empresas. A holding pode ser classificada em dois grupos: Quanto aos objetivos, as holdings são: outras empresas, de operação quando, além de controlarem outras empresas, desenvolvam também atividades de produção ou comercialização; Quanto ao encadeamento as holdings podem ser: verticais, quando todas as empresas envolvidas atuam no mesmo ramo de atividade, como exemplo uma holding deempresa do ramo imobiliário, onde uma só empresa controla várias outras, horizontais, quando uma empresa domina a cadeia produtiva do setor, controlando, por exemplo, empresas de material de construção, construtora e imobiliárias. 4.3.5. TRUSTE: É um acordo entre empresas em que estas perdem sua autonomia administrativa e financeira para seguir uma direção única, originando uma nova através da fusão dos respectivos patrimônios. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 25 A formação de trustes é uma forma de aquisição do monopólio, pois, passando a girar com um grande volume de capital, tendem a sufocar as demais empresas no ramo. 4.3.6. DUMPING: é uma prática comercial que consiste em uma ou mais empresas de um país venderem seus produtos, mercadorias ou serviços por preços extraordinariamente abaixo de seu valor justo para outro país (preço que geralmente se considera menor do que se cobra pelo produto dentro do país exportador), por um tempo, visando prejudicar e eliminar os fabricantes de produtos similares concorrentes no local, passando então a dominar o mercado e impondo preços altos. É um termo usado em comércio internacional e é reprimido pelos governos nacionais, quando comprovado. Esta técnica é utilizada como forma de ganhar quotas de mercado. 4.3.7. GRUPO DE SOCIEDADE ou PARCERIAS: Constitui-se pela associação de empresas que combinam esforços para a realização de objetivos comuns, participando de atividades ou empreendimentos comuns. São, também, chamadas de parcerias e ocorrem em consórcios para a construção de grandes obras, em conjugação de interesses entre produtores de matéria prima e indústrias de transformação ou entre construtoras e empresas de intermediação de transações imobiliárias. 4.4. TÉCNICAS COMERCIAIS CONCEITO Técnica Comercial é a aplicação de conhecimentos específicos na operação do comércio, utilizando-se os princípios administrativos, econômicos e jurídicos. 4.4.1. ORGANIZAÇÃO COMERCIAL: Na constituição de uma empresa deve existir organização e não existe organização sem uma boa administração. Uma boa administração, segundo os modelos clássicos, deve seguir os seguintes princípios: Obediência ao planejamento - quando se segue o planejamento, o trabalho de todos é sistematizado e o resultado proposto será naturalmente atingido; Seleção de recursos - a empresa deve selecionar seus colaboradores de acordo com as características exigidas, isto também se aplica aos materiais e equipamentos utilizados; Divisão do trabalho - uma organização eficiente deve contar com um bom esquema de divisão do trabalho, onde a racionalidade impere; Departamentalização - além da divisão, o trabalho deve ser agrupado em setor que o concentre, de acordo com a sua natureza, facilitando assim a sua supervisão e acompanhamento por parte dos responsáveis; Competência - toda empresa deve contar com dirigentes e assessores que dominem conhecimentos nas suas respectivas áreas; Hierarquia - toda ordem a ser dada a um subordinado deve ser transmitida pelo seu chefe imediato; Ordem - para que uma organização funcione bem é necessário que as ordens dadas sejam cumpridas; Conforto - o administrador moderno reconhece que um bom ambiente de trabalho é importante, considerando que passamos 1/3 do nosso tempo neste ambiente. Além disso, todo profissional deve utilizar técnicas de planejamento e execução de suas atividades, evitando qualquer improvisação ou empirismo. Atualmente, não há espaço para amadores que, a cada dia, têm maiores dificuldades de se colocarem no mercado. Nos modelos gerenciais modernos, a aplicação desses princípios deve ser utilizada de forma judiciosa e flexível, de modo a privilegiar aspectos vitais como base para a busca e manutenção da competitividade e da qualidade, em um ambiente de transações rápidas e globais. Nesse sentido há que se considerar: aspectos organizacionais como simplicidade, agilidade, flexibilidade, trabalho em equipe, unidades autônomas; aspectos culturais como ampla participação, comprometimento, focalização no cliente interno e externo, orientação para metas e resultados, busca da melhoria constante e da excelência. Esse cenário exige um perfil administrativo bem diferenciado do perfil tradicional, conforme mostra o quadro seguinte: Essas idéias são de aplicação generalizada nas empresas, ganham mais força, ainda, em se tratando da organização comercial. O responsável pelos serviços de compra e venda da empresa, constitui-se no ponto de ligação (interface) entre esta e o mercado, constituindo-se, pois, no ponto mais sensível aos fatores que afetam o equilíbrio entre ambos. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 26 4.5. ESTRUTURA DO COMÉRCIO X CARACTERÍSTICAS DO MERCADO IMOBILIÁRIO Para a prática e desenvolvimento do comércio, temos que utilizar as estruturas de apoio, relacionadas a seguir, adaptando-as no que couber às características específicas do mercado imobiliário. 4.5.1. CAPTAÇÃO A palavra captação é usada em diversas situações. Na área comercial, captação significa o ato de obter, de granjear para si, de atrair, de conquistar, de captar algo, por meio de recursos técnicos. Por exemplo, na intermediação imobiliária, a venda ou locação de um imóvel pressupõe a necessidade da empresa agir junto ao mercado, no sentido de buscar, de conquistar os imóveis objeto da transação e, também, os clientes em potencial, consistindo nisto a atividade de captação. Está na essência do trabalho de um corretor ou empresa de intermediação imobiliária a realização de contatos com vários clientes potenciais para conseguir concretizar uma venda. Tal fato gera a necessidade de que se desenvolvam mecanismos capazes de identificar rapidamente esses clientes. A forma mais convencional de captação, na área imobiliária, é o anúncio dos imóveis disponíveis e a espera dos interessados. Entretanto ações mais proativas, tais como, oferecer o serviço de corretagem de forma a angariar um conjunto de interessados, levantando suas preferências e qualificações para compra e desenvolvendo um modelo de captação de imóveis junto a ofertantes em potencial. Em função dessas características, contatos com antigos clientes, empresas construtoras, ou seja, desenvolver formas de criar um espaço de trabalho com maiores alternativas do que simplesmente ficar à espera de oportunidades. 4.5.2. CONDIÇÕES DE CRÉDITO Condição é a situação, o estado ou a circunstância de coisa(s) ou pessoa(s), em determinado momento ou conjuntura. Na área comercial, Crédito significa um tipo de transação em que o comprador, investido de confiabilidade pela empresa ou loja credora, adquire um bem ou serviço que irá pagar em uma ou mais cotas ou parcelas durante um tempo determinado. Condição de crédito pode ser tratada em duas perspectivas – do credor ( o que concede), do beneficiário ( o que recebe). Condição de crédito do credor é a sua disponibilidade e interesse para financiar o negócio. Condição de crédito do beneficiário é a sua reserva moral no que refere à confiabilidade, associada à sua capacidade de economico-financeira para saldar, para cumprir o compromisso envolvido. Na atualidade, praticamente, tudo que é comercializado se utiliza de crédito, portando, as condições de crédito são fundamentais. Essa característica atual exige o acompanhamento de todas as políticas implantadas para que se possa adequar os produtos à realidade. Outro ponto importante é o poder aquisitivo dos consumidores, pois o produto tem que se adequar a ele. Não se consegue colocar no mercado produtos que estejam em desacordo com o poder aquisitivo dos consumidores pretendidos. 4.5.3 – COMUNICAÇÃO: Este é um item indispensável para a existência de qualquer organização. A comunicação existe em todos os níveis, dentro e fora da empresa. Existe a comunicação com os fornecedores, com os clientes e até com os concorrentes. Os meios de se comunicar são os mais diversoscomo telefone, correios, televisão, rádio, jornais e hoje, principalmente, pela internet, que já congrega praticamente todos os meios citados anteriormente. A comunicação pode também ser dividida em interna e externa. A comunicação interna é aquela praticada dentro da organização, entre os departamentos e funcionários e a externa é a praticada de dentro para fora e de fora para dentro da empresa. Um dos grandes problemas é a falha de comunicação, tanto a sua interrupção quando a sua deterioração. 4.5.4. CONHECIMENTO DE MARKETING: É fundamental para a empresa ter um conhecimento profundo de marketing. O estudo do marketing é que lhe dará bases para elaborar sua estratégia de colocação do seu produto ou serviço no mercado. 4.6. ADMINISTRAÇÃO DE VENDAS EM EMPRESAS IMOBILIÁRIAS Administração de Vendas é a análise, planejamento e implementação de controle do esforço de vendas. Essas etapas são direcionadas para criar e manter a estrutura de recursos materiais, humanos, informacionais e financeiros necessários à viabilização, a curto prazo, do volume de vendas e cumprimento das metas de resultados. Elas devem ter como referencial básico o modelo de marketing adotado pela empresa. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 27 4.6.1. COMPOSIÇÃO DA FORÇA DE VENDA: Nas empresas imobiliárias, a força básica de vendas, essencialmente externa, é constituída pelos corretores. Por força de lei, o Corretor de Imóveis é o profissional responsável pela operacionalização das vendas, demonstrando os imóveis à clientela e fechando uma transação. É importante, no entanto, que se constitua uma força de vendas interna qualificada e bem treinada: o apoio técnico - encarregado de responder perguntas dos clientes e fornecer informações técnicas; assistentes de vendas – encarregados de serviços de escritório, tais como a prestação das primeiras informações aos interessados e identificação de seu perfil, a abertura de espaço para uma visita posterior dos corretores, agendamento de compromissos com os clientes, o preenchimento de formulários, elaboração e lavratura de contratos, trâmites burocráticos, etc. Esta estratégia libera parte do tempo do trabalho dos corretores, permitindo que estes se dediquem mais ao trabalho junto aos interessados previamente direcionados. Evita, inclusive, a prática, ainda comum em certas empresas, de entregar a chave ao interessado ou encarregar um terceiro (porteiro, vigilante, vizinho residencial) de mostrar o imóvel e só depois da visita se inicia a negociação. Do ponto de vista mercadológico essa prática é pouco recomendável, pois anula os benefícios da venda pessoal, que permite trabalhar de forma mais eficiente as preferências, convicções e ações associadas ao fechamento positivo da transação. 4.6.2. ESTRUTURAÇÃO DA ÁREA DE VENDAS: Frequentemente, as empresas imobiliárias estruturam a área de vendas em departamentos, conforme os critérios estudados anteriormente. Dentre os critérios que envolvem a divisão de responsabilidades entre seus integrantes, destacam-se a departamentalização por território, por produto/serviço, por projeto e, de forma adaptada às peculiaridades dessas empresas, a departamentalização por clientela. Os critérios de departamentalização, estudados anteriormente, se aplicam mais freqüentemente à estruturação da área de vendas em empresas imobiliárias, envolvendo a divisão de responsabilidades entre seus integrantes, a departamentalização por território, por produto/serviço, por projeto e, de forma adaptada às peculiaridades dessas empresas, a departamentalização por clientela. Na estruturação por território, cada vendedor desenvolve suas ações em uma área geográfica delimitada, onde atende a todos os clientes desse território. As principais vantagens desse critério de organização são: impulsiona o vendedor a criar relacionamentos comerciais locais, aumentando a eficácia das vendas; o conhecimento das particularidades da região ou bairro coberto; as despesas de deslocamento relativamente pequenas; maior eficiência e rapidez no atendimento dos interessados. No caso da corretagem de imóveis, principalmente em organizações com uma carteira de imóveis de volume considerável. Recomenda-se atribuir a um corretor a cobertura de uma área na proximidade de sua residência ou de um imóvel nela localizado, de onde, a partir de um contato direto ou através da retaguarda de apoio na empresa, ele possa se deslocar rapidamente a fim de mostrar o imóvel ao interessado. A estruturação ou departamentalização por produto ou serviço se caracteriza pela existência de setores específicos para os serviços de: administração de imóveis (locação) e de intermediação (compra e venda) imóveis residenciais, comerciais e rurais. A estruturação ou departamentalização por projeto acontece com a criação de uma estrutura transitória e de duração limitada ao tempo, estabelecido para operações específicas. Durante esse tempo é importante a designação de uma equipe para se dedicar àquela operação, envolvendo de forma integrada pessoal de vendas, marketing, engenharia, finanças, apoio técnico e até mesmo elementos da alta administração. Esse tipo de estruturação é comum nos lançamentos imobiliários, com montagem de stand e desenvolvimento de campanhas específicas na mídia. A estruturação ou departamentalização por clientela ocorre onde ou quando se atribui a cada corretor a responsabilidade pela assistência a um grupo de clientes, desde o momento em que cada um destes procura a empresa até a concretização da transação, sendo a distribuição dos clientes efetuada em função da disponibilidade dos corretores, o que é mais comum, ou de características comuns a um grupo de pessoas. 4.7. TAMANHO DA FORÇA DE VENDAS: Força de venda é o número de pessoas disponíveis na empresa para a execução do negócio. Depois de estabelecida a estrutura, é necessário que se considere o tamanho da força de vendas. O processo básico do trabalho de um corretor envolve o acompanhamento aos interessados em visitas aos imóveis, o contato pessoal antes, durante e depois dessas visitas. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 28 Os interessados, por seu turno, levam em conta a sua necessidade de compra, o grau de urgência dessa compra, as opções oferecidas e a rapidez na obtenção do maior número possível de informações em função do tempo disponível, em geral, pouco, para a procura. Muitas vezes, a perda de uma venda potencial decorre da dificuldade da empresa em efetivar o contato e a visita, devido à insuficiência ou má distribuição da equipe de corretores. Muitas empresas utilizam a abordagem da carga de trabalho para determinar o número de vendedores. Isso é feito a partir das expectativas de contatos comerciais realizados, considerando-se o produto, o tempo gasto em cada contato e outros fatores relacionados ao esforço necessário à realização das transações. Supondo que a carteira de uma imobiliária tenha, em média, 20 imóveis em oferta, cada um desses demanda, em média, contatos e/ou visitas com 3 interessados por dia (60 contatos/ visitas); se um corretor médio pode, em função do tempo de deslocamento e gasto no relacionamento com o interessado, realizar 5 contatos por dia, para realizar um atendimento eficiente a seus clientes essa empresa necessitará de 15 corretores à sua disposição. É claro que as peculiaridades do ramo permitem às empresas gerenciarem a questão de diversas formas, tais como a realização de parcerias em períodos de maior oferta. Por outro lado, a predominância do sistema de remuneração puramente comissional, embora não acarrete maiores ônus de ociosidade em períodos de baixa oferta, pode estimular o corretor a buscar o trabalho em outras organizações ou mesmo de forma autônoma, criando problemas para a manutenção de bons profissionais. 4.8. ADMINISTRAÇÃO DA FORÇA DE VENDAS 4.8.1. Recrutamento e Seleção: uma cuidadosa seleçãoda força de vendas contribui, significativamente, para o desempenho global dos negócios. Critérios inadequados de seleção, além de refletir no volume das vendas, geram ônus associados às demissões por baixo desempenho, representados por encargos, custos de seleção e treinamento de um novo vendedor, além do prejuízo com a perda de vendas. É fundamental para uma seleção bem sucedida, a definição das características necessárias a um bom vendedor e a ponderação entre os aspectos tradicionais e convencionais e aquilo que vem sendo apontado em tendências modernas. Deve-se observar que existem vendedores bem sucedidos e com características muito diferentes entre eles. Há bons vendedores tímidos ou extrovertidos, agressivos ou tranqüilos, enérgicos ou calmos, altos ou baixos, vestidos com muito ou pouco esmero, com bom português ou cometendo erros. Destacam-se como características essenciais dos bons vendedores: Entusiasmo; Persistência; Autoconfiança; Iniciativa; Responsabilidade; Entrega à venda como um meio de vida – gosto pela profissão; Orientação para o cliente – comunicação clara, correta e objetiva; Independência; Motivação; Capacidade em sabe ouvir Disciplina; e, ACIMA DE TUDO Honestidade. Os procedimentos de recrutamento usuais são a indicação por outros vendedores ou conhecidos, as agências de emprego, os anúncios em jornais, e, no caso de corretores, as ofertas de estágio junto a cursos e os Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis. Não são desprezíveis, por interferirem na atratividade da profissão, algumas restrições de ordem cultural. Por exemplo, restrição relativa ao recrutamento de universitários ou pessoas com grau de instrução superior. Muitos acham que vender é um trabalho, não uma profissão, que vender requer capacidade de enganar para se ter sucesso, que é trabalho para homens, etc. 4.8.2. Treinamento de corretores As maiores empresas imobiliárias vêm dando atenção crescente ao treinamento de seus corretores. Essas empresas assimilaram a importância do treinamento dos recursos humanos. Antes, o treinamento era visto como um luxo, representativo de excesso de despesas ou perda de oportunidade de trabalho, pois o treinando, enquanto estuda, não está em ação. Atualmente, o treinamento é considerado como um investimento, cujo retorno se manifesta no aumento da eficiência e da capacidade profissional como variáveis de peso considerável no incremento das vendas.. Os programas de treinamento têm vários objetivos, sendo os principais: conhecimento da empresa e identificação com a mesma; produtos da empresa, como são captados os imóveis, quais as características de padrão que a empresa exige para comercializa-los; mercado de trabalho – características dos clientes (compradores e vendedores ou construtoras para quem comercializam lançamentos e estratégias dos concorrentes); ou construtoras para quem comercializam lançamentos e estratégias dos concorrentes); princípios de vendas; relações humanas; procedimentos e responsabilidades (divisão do tempo, preparo de relatórios, comunicações eficientes, etc). Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 29 4.8.3. Remuneração e compensação: embora o comissionamento seja a remuneração legalmente estabelecida como básica, existe uma tendência nas empresas em adicionar outros elementos capazes de contribuir para segurança, trabalho e, principalmente, fidelidade do bom profissional à instituição, que repercute em termos de contribuição da qualidade da mão-de-obra para a competitividade. Algumas empresas proporcionam uma parcela fixa de remuneração e cobertura de gastos ligados ao trabalho (combustível ou condução, despesas com celular, etc), outras adotam políticas de benefícios extras, tais como auxílios-transporte e alimentação, planos de saúde, prêmios de produção, etc. Devemos lembrar, ainda, que o corretor de imóveis, como profissional liberal, percebe honorários pelo seu trabalho. 4.8.4. Supervisão A supervisão é o instrumento pelo qual a administração atua diretamente sobre a força de vendas, orientando-a e motivando-a na direção de um trabalho eficaz. O grau em ue essa atuação se manifesta, caracterizando o envolvimento direto com o dia-a-dia operacional varia muito, em função de fatores que vão desde o tamanho da empresa até o nível de experiência da equipe. Destacam-se como ações de supervisão: normas para visitas – em geral, as empresas estabelecem normas disciplinando a distribuição do tempo entre as diversas visitas ou ações voltadas para diferentes clientes. Por exemplo, diferenciando as prioridades para divulgação ou contatos relacionados a imóveis pouco procurados ou clientes indecisos, imóveis potencialmente diversificados em termos de possibilidade e venda; distribuição do tempo – estabelecimento de um roteiro ou plano de trabalho, regulando a participação em atividades de contato direto, plantões, reuniões de vendas, participações em stands, show-rooms, etc. 4.8.5. Motivação Alguns corretores dão o máximo de si, independente de qualquer exigência especial, consideram seu trabalho o mais fascinante possível. Outros corretores ficam perturbados, sentem-se frustrados por terem que trabalhar sozinhos, deslocar-se constantemente, enfrentar a concorrência e clientes e, muitas vezes, não ter a autonomia suficiente para fechar uma venda e, em conseqüência, perder uma comissão atrativa. Torna-se, pois, necessário que a supervisão procure incentivar o grupo, observando o contexto e valendo-se de incentivos, tais como: Clima Organizacional – traduz o sentimento dos funcionários quanto às oportunidades, valor e recompensas por um bom desempenho. Algumas empresas dão oportunidades consideráveis de retorno financeiro e promoção aos seus funcionários, outras não valorizam os seus, de forma adequada. A subestimação, como atitude empresarial, é fator de alta rotatividade e baixo desempenho. O tratamento dedicado pelo supervisor é extremamente importante. O fato de manter permanente contato com sua equipe, através de cartas, telefonemas, visitas de campo e reuniões de avaliação confere ao gerente ou supervisor de vendas uma oportunidade privilegiada para �sentir� o seu pessoal e agir em relação a ele como chefe, companheiro, treinador ou confessor, dependendo do momento. Quotas ou Metas de Vendas – são padrões estabelecidos pelas empresas que definem a quantidade e valor que cada corretor deve vender em um período, em função do plano de marketing e da previsão global de vendas. Em geral são estabelecidas em nível mais alto do que a previsão, de forma a estimular ao máximo o esforço dos vendedores e supervisores, associando-as a prêmios ou outros incentivos; Incentivo Positivo – é o que estimula, que encoraja, que desafia a pessoa a criar, realizar ou intensificar alguma coisa. Algumas empresas valem-se de diferentes recursos para incentivar seus funcionários, tais como, gratificações, plano de carreira, homenagens, prêmios, viagens, participação nos lucros. Algumas empresam realizam as reuniões de vendas, inseridas em eventos sociais quando, além da quebra de rotina, existe a chance de contato entre os funcionários e os escalões da empresa, dando oportunidade de exposição de opiniões e identificação com o grupo maior; elas, também, promovem concursos de vendas, incentivando a um esforço superior ao esperado normalmente. 4.9. CONTROLE DE VENDAS: O controle de vendas objetiva: o estabelecimento de um padrão de avaliação do desempenho futuro; comparação do desempenho atual com o padrão estabelecido; seleção e adoção de ações destinadas a reduzir a diferença entre o desempenho esperado e o desempenho real, se for o caso. O controle é feito conforme critérios estabelecidos, previamente. Os critérios mais utilizados são a análise das vendas, a análise da participação no mercado, a análise da lucratividade e a análise do desempenho da força de vendas. 4.9.1. Análise de vendas: A análise de vendas consiste na comparaçãode resultados de vendas atuais com vendas esperadas, por meio de uma simples comparação de dados ou, no caso de variação de preços, identificando quanto da variação decorre do volume de vendas e quanto decorre do preço. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 30 A análise pode incluir desdobramento das informações. Os mais comuns são os relatórios de vendas totais, de vendas por produto ou serviço, por região geográfica, por segmento de mercado e por vendedor. 4.9.2. Análise de participação no mercado A análise de participação no mercado procura identificar se houve alguma alteração, ou se as variações da participação no mercado estão associadas a fatores controláveis pela própria empresa. Uma empresa que perde participação no mercado enquanto as vendas totais aumentam pode estar tendo problemas com seu composto de marketing, enquanto que uma queda de vendas sem perda da participação no mercado pode estar associada a um problema no próprio mercado. 4.9.3. Análise da lucratividade No comércio, lucro é o ganho auferido durante uma operação comercial. Lucrativo é o que proporciona lucro; lucratividade é a qualidade do que é lucrativo. A empresa, além de observar seu lucro, verifica o que é mais lucrativo, analisando a qualidade, a característica do mesmo. Para tanto, a empresa deve seguir os mesmos desdobramentos da análise de vendas, necessitando de apoio em um sistema de contabilidade de custos diretamente ou por apropriação a cada item de análise. 4.9.4. Análise do desempenho da força de vendas A principal fonte de informações para a análise do desempenho dos vendedores é o relatório de vendas, elaborado por eles. Essas informações são complementadas por outras obtidas em observações pessoais, em manifestações de clientes e em pesquisas realizadas com estes, e, ainda, em conversas com outros vendedores. Nesse relatório os vendedores descrevem suas atividades, mostrando o que acontece nos contatos com cada cliente e fornecendo informações úteis para ações futuras. Algumas empresas podem solicitar, também, informações sobre novas captações, negócios perdidos para a concorrência e sobre condições de mercado observadas em campo. Esses relatórios permitem avaliar, por exemplo, se o número de contatos diário é satisfatório, se o tempo está sendo bem dividido entre os contatos, se o percentual de imóveis vendidos é satisfatório, em relação ao total da carteira no período ou à distribuição entre cada corretor. Normalmente, os padrões de avaliação individual adotam dois referenciais: comparação e classificação do desempenho dos diversos corretores ou a comparação entre as vendas correntes com as vendas anteriores. No primeiro, algumas ponderações, tais como as diferenças territoriais, a carga de trabalho, o nível da concorrência, o esforço promocional da empresa devem ser desenvolvidas a fim de que os resultados comparativos não apresentem distorções. Outra forma bastante difundida de avaliação dos vendedores é qualitativa. Esse tipo de avaliação é voltada para o conhecimento revelado pelo corretor acerca da empresa, dos clientes, das áreas de atuação e de suas tarefas. A avaliação qualitativa considera, também, o cumprimento de metas estabelecidas; as características pessoais do vendedor, tais como, modo de agir, de falar, aparência, temperamento, aspectos motivacionais. É importante para o sucesso de qualquer sistema de avaliação que a empresa esclareça, claramente, aos corretores quais são os critérios utilizados. O conhecimento e compreensão da forma como seu desempenho é avaliado contribui para que o corretor se esforce para a melhoria contínua do mesmo. 5. SEGUROS: Os seguros podem ser: Privado: quando é contratado pessoalmente e de acordo com a vontade ou necessidade individual; Social: na maioria dos países este tipo de seguro é obrigatório e tem o objetivo de garantir a classe trabalhadora contra acidentes ou desemprego. Os seguros podem, ainda, ser: de garantia pessoal, como os de vida, acidentes, invalidez, doença etc.; de garantia do patrimônio, como os seguros contra roubo, incêndio etc. O contrato de seguro é composto pelo segurador, pelo segurado, pelo risco e pelo tempo. O conjunto destes elementos forma a apólice que é o instrumento formal do contrato de seguro. 5.1. ESTABELECIMENTOS FINANCEIROS 5.1.2. BANCO CENTRAL: todas as normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional. É também responsável pela confecção da moeda. 5.1.2. BANCO DO BRASIL: É uma entidade de capital misto, com capital aberto que tem como principais funções: Recebimento dos tributos federais; - Executar a política de preços mínimos dos produtos agrícolas, bem como financiar o seu plantio; - Controlar e incrementar o comércio exterior; 5.1.3. BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES: BNDES opera em programas para o desenvolvimento da economia e do mercado. Os principais programas de investimento são: - Insumos básicos; - Produção de equipamentos básicos; - Infra-estrutura; - Fortalecimento da empresa privada nacional; - Desenvolvimento tecnológico. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 31 5.1.4. CAIXAS ECONÔMICAS: Caixa econômica é o estabelecimento financeiro que visa estimular a poupança popular. O objetivo da captação desses recursos é investi-los no financiamento da casa própria e infra-estrutura básica, entre outros. Existe a Caixa Econômica de âmbito federal, ou seja, que atende todo o território nacional, cuja sigla é a conhecida CEF e alguns estados possuem sua caixa econômica que atua em nível estadual. 5.1.5. 5.1.5 BANCOS COMERCIAIS: Os bancos comerciais são instituições financeiras bancárias especializadas em operações de curto prazo e são classificados em quatro grupos: - Público federal; -Público estadual; - Privado nacional; - Público ou privado estrangeiro. As operações mais comuns de um banco comercial são os empréstimos, recebimentos, depósitos, compra e venda de moeda e de títulos. 5.1.6 BANCOS DE INVESTIMENTOS Os bancos de investimento realizam investimentos de médio e longo prazo, geralmente para a formação de capital fixo de empresas privadas. 5.1.7 FUNDOS MÚTUOS DE INVESTIMENTOS Os fundos mútuos de investimento utilizam a poupança popular para aplicação, em conjunto, em carteiras de títulos e valores mobiliários. 5.1.8 COMPANHIAS DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO As Companhias de crédito, financiamento e investimento são especializadas em investimentos de médio e longo prazo, captando recursos por meio da emissão de letras de câmbio. 5.1.9. SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS DE VALORES As Sociedades distribuidoras de valores têm o objetivo de subscritar títulos para revenda, distribuí-los ou intermediá-los no mercado de capitais. 5.1.10 BOLSAS: Bolsas são instituições destinadas a negociar, por intermédio de corretores, mercadorias, divisas, valores mobiliários ou outros bens fungíveis. As bolsas são classificadas conforme o serviço que prestam. São elas: Bolsa de mercadorias: são mercados regulados por normas onde se pratica a compra e venda de produtos classificados em categorias. Os principais produtos desta bolsa são o milho, a soja, o algodão, a mamona, o arroz e o boi em pé. Bolsa de valores: local onde são negociados os títulos representativos dos valores mobiliários. Com a concentração de todas as transações desses títulos em um só local se consegue obter os preços reais, bem como um grande volume de comercialização. Uma empresa para comercializar suas ações na bolsa de valores deve ser registrada na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). O interessado em comprar ou vender ações na bolsa de valores deve procurar uma corretora devalores, pois, somente por meio dela poderá realizar a operação. Os títulos de valores mobiliários podem ser públicos, quando emitidos pela União, Estados ou Municípios ou privados, quando emitidos pelas empresas S/A de capital aberto. A ação é uma fração do capital daempresa e a debênture é uma promessa de pagamento em dinheiro segundo as condições nela especificadas. A liquidação ou pagamento dos títulos pode ser à vista (quando pago em até três dias), ou a termo, quando a liquidação for futura, com data previamente marcada. A) TIPOS DE AÇÕES DAS S/AS. Ação é cada uma das partes em que se considera dividido o capital de uma sociedade anônima. É um título ou documento de propriedade, negociável e transmissível. Existem, basicamente, dois tipos de ação: as ordinárias e as preferenciais. Quando as ações possuem o nome do seu proprietário elas são denominadas ordinárias nominativas (ON) ou preferenciais nominativas (PN). A transmissão desse tipo de ação só se efetua, mediante assinatura do termo de transferência. Quando as ações não têm o nome de seu dono são chamadas ordinárias ao portador (OP) ou preferenciais ao portador (PP). Quem as tiver em mãos são seus donos. 6. NOÇÕES GERAIS Uma boa venda depende de uma boa compra. Assim, para se realizar a compra de produtos que serão revendidos ou beneficiados para depois serem revendidos, deve ser observado: Necessidades da empresa: deve-se comprar mercadorias de acordo com a necessidade da empresa, evitando produtos de baixa circulação ou procura; Quantidade necessária: deve-se evitar grandes estoques, observando-se a rotatividade da empresa; Preço das mercadorias: o preço mais baixo sempre é o objetivo, porém a qualidade deve ser observada. Outro ponto importante é não deixar que as baixas de preço induza à aquisição de produtos em excesso, provocando aumento desnecessário no estoque; Capacidade financeira: deve-se observar a condição financeira da empresa. Caso não exista caixa não se deve comprar, nem mesmo, com vencimentos futuros. 6.1. MODALIDADES DE OPERAÇÕES COM MERCADORIAS Como modalidades temos as operações: - Por atacado: compra ou venda em grandes quantidades; - A varejo: transações de pequenas quantidades. Venda ao consumidor; - À vista: quando o pagamento é feito em moeda corrente; Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 32 - A crédito: venda com pagamento futuro, com apresentação de título de crédito; - Por amostragem: quando o objeto de venda é apresentado por meio de catálogos ou outro material demonstrativo que traz suas características e especificações; - A termo: relacionada com operações nas bolsas, com pagamento em prazo determinado; - Contra entrega: o próprio nome já diz, o pagamento é feito na entrega do bem; - Com reserva de domínio: quando o bem negociado é financiado e o órgão financiador só transfere definitivamente o domínio do bem quando o financiamento é totalmente quitado; 6.1.2. OPERAÇÕES SOBRE TÍTULOS O título de crédito é o registro da dívida entre o devedor e o credor. Os mais usuais são: - Nota promissória: que é emitida pelo devedor se comprometendo com o valor e a data para pagamento da dívida; - Duplicata: uma cópia da nota fiscal que originou o débito; - Ações: títulos emitidos pelas empresas de capital aberto; - Letras de câmbio: é uma ordem de pagamento em que se registra o sacador (emitente), o sacado (aceitante) e o tomador (recebedor); - Cheque: que na verdade é uma ordem de pagamento; - Debêntures: também emitidas por empresas de capital aberto; - Títulos da dívida pública: que podem ser federais, estaduais e municipais. EXERCÍCIOS: Responda atentamente! 1) Módulo: a) Uma organização possui três princípios clássicos de funcionamento; quais são eles? b) Veja no texto: o que vem a ser um sistema como princípio administrativo? c) A palavra de origem inglesa “feedback” é muito utilizada nas organizações empresariais. Veja o seu significado e o reproduza abaixo: d) Lembre-se que estamos estudando os princípios básicos de funcionamento das empresas, Releia o texto e descreva quais as principais funções sociais da organização: e) Todas as organizações, inclusive as familiares, têm um objetivo definido. Qual a prioridade na existência de uma empresa? f) Relacione as variáveis que englobam o chamado “ambiente específico” de uma organização: 2) Módulo: a) Todos os estudantes de administração devem conhecer muito bem os elementos básicos da administração. Quais são eles? b) Os principais autores ressaltam uma missão fundamental da administração. Pesquise no texto e escreva abaixo qual é essa missão: c) As pessoas leigas usam os termos eficiência e eficácia como se tivessem o mesmo significado. No entanto, há uma diferença fundamental entre eles. Qual é essa diferença? d) As organizações são classificadas sob vários aspectos, como tamanho, objetivo etc.Concordam os principais autores quanto à existência de três níveis administrativos nas organizações. Volte ao texto e relacione abaixo quais são esses três níveis. e) Nossa apostila ressalta a questão das habilidades humanas. Segundo a teoria essas habilidades resultam de: 3) Módulo: a) E as funções administrativas? Como se dividem? b) Planejamento é uma das funções administrativas de grande importância. Cite quatro variáveis incontroláveis que afetam o planejamento: c) Uma organização que priorize o planejamento está no caminho certo do sucesso. Na teoria, como pode ser caracterizado o planejamento? d) A primeira vista “plano” pode ser uma derivação de “planejamento”. Para aprender melhor vamos saber o conceito resumido de “plano”: e) Outros conceitos importantes do planejamento devem ser levados em conta. Especifique abaixo a diferença entre “metas” e “objetivos”: Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 33 4) Módulo: a) A língua portuguesa utiliza uma mesma palavra com vários significados. Mas o que significa “organização” no sentido de função administrativa? b) Para ficar ainda mais claro, o que significa “unidade de comando” numa rganização? c) “Funções de linha” traz um conceito fundamental para a compreensão do funcionamento organizacional de uma empresa. Com suas palavras escreva abaixo o que significa: d) O “organograma” de uma organização fornece um bom “raio X” de sua estrutura. Defina as suas principais funções: e) Volte ao texto e relacione abaixo as formas usuais de departamentalização: 5) Módulo: a) Níveis de autoridade bem definidos numaorganização pressupõe funcionamento disciplinado, com transmissão de ordens sem interferência. Qual deve ser a primeira regra na delegação de autoridade nas empresas? b) Para uma melhor compreensão do assunto relacione a seguir as diferenças entre a autoridade de linha e a funcional: c) Cada modelo de administração traz consigovantagens e desvantagens. Veja no texto qual a principal vantagem da administração com autoridade centralizada: interferência. Qual deve ser a primeira regra na delegação de autoridade nas empresas? d) Para uma melhor compreensão do assunto relacione a seguir as diferenças entre a autoridade de linha e a funcional: e) Cada modelo de administração traz consigovantagens e desvantagens. Veja no texto qual a principal vantagem da administração com autoridade centralizada: 6) Módulo: a) A forma de proceder do gerente pode ser o caminho do sucesso de uma organização. Cite duas diferenças do chefe na direção tradicional: b) Para melhorar seu aprendizado, pesquise e relacione os quatro elementos básicos no processo de direção: c) Liderança é algo natural ou pode ser adquirido com estudo e treinamento? Veja qual a definição sobre liderança que consta em nossa apostila e transcreva-a abaixo. d) Direção é uma das funções de grande importância nas organizações. O que vem a ser direção no conceito de administração das organizações? e) Existe uma classificação muito interessante sobre liderança. Qual será? 7) Módulo: a) Se não existir controle adequado nas organizações não será possível saber o resultado real da produção. Quais as quatro principais etapas do controle? b) Como deve ser, na prática, o benefício econômico do controle? 8) Módulo: a) Muito provavelmente você pensa em montar, no futuro,a sua própria imobiliária. Veja então, na teoria, quais são as quatro características de uma empresa e as relacione abaixo: b) Empresas podem ser de vários tipos, finalidades e tamanhos. Modernamente como se classificam as empresas? c) A Receita Federal, responsável pela cobrança e fiscalização dos tributos, estabelece regras de incentivo em alguns casos. No caso da microempresas, qual o critério para enquadramento? 9) Módulo: a) Basicamente, como deve proceder um empresário para escolha de sua atividade empresarial? b) O que é um “contrato social” de uma empresa? c) O empresário do ramo imobiliário pode fundar uma empresa com várias características. Veja no texto o que é uma “empresa individual” e transcreva essa definição: Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 34 d) Já que tratamos de “empresa individual”, é bom deixar bem claro o que é uma “sociedade individual”. Veja no texto e defina abaixo: e) Para ampliar o seu leque de conhecimentos, veja o que significa as abreviações “S/C Ltda”. f) As sociedades limitadas já são bem conhecidas. Para diferenciar um pouco, quais os sócios respondem pelas obrigações de uma “sociedade de capital e indústria”? g) Outra curiosidade: o que é um “sócio oculto”? h) Já existe uma cooperativa de trabalho dos corretores de imóveis. Portanto, defina abaixo o que vem a ser uma “sociedade cooperativa”: 10 ) Módulo: a) Após o registro do Contrato Social de uma empresa imobiliária na Junta Comercial, qual o próximo passo a seguir? b) Sempre se ouve falar de complô de empresas. Resumidamente, defina o que é “monopólio”: c) Resumidamente, defina o que é “oligopólio”: d) O “cartel”, termo já bastante conhecido, é inclusive proibido por lei. O quem vem a ser? e) Para completar seus conhecimentos nessa área, defina resumidamente o que é uma “holding” e “truste”: 1. 11) Módulo: a) Volte ao texto e veja o que significa “Técnica Comercial”: b) Quais os princípios básicos que uma boa administração deve seguir para obter organização, na acepção literal da palavra? c) Como regra geral, um modelo gerencial moderno deve privilegiar aspectos vitais como ______________ e __________________ na busca de transações rápidas e globais. d) Para consolidar seu aprendizado pesquise a teoria e registre abaixo três diferenças entre o administrador tradicional e o moderno: e) Uma das atividades do corretor de imóveis é a “captação”, que pode ser de imóveis para compra e venda e para locação. Em síntese, o que vem a ser “captação” para o mercado imobiliário? f) Diz o velho ditado: “quem não comunica se estrumbica”. Relacione os meios de comunicação que o corretor de imóveis pode e deve utilizar para contatar clientes: 12) Módulo: a) Sua atenção deve ser redobrada agora, porque as questões estão diretamente relacionadas à sua futura profissão. Responda o que é a “administração de vendas” numa empresa imobiliária b) Volte ao texto e veja quais as características principais da força de vendas interna: c) Já estudamos sobre departamentos. Qual o tipo de departamentalização você considera mais adequado para uma empresa imobiliária? d) Descreva abaixo como se dá a departamentalização por clientela: e) Sem descer a detalhes, resumidamente, defina o que é “força de venda”: f) Essa é direta para você: qual é o trabalho básico de um corretor de imóveis nas vendas? g) O Corretor de imóveis é, na verdade, um vendedor de bens de alto valor, que trabalha com o sonho das pessoas. Escreva abaixo as principais características de um bom vendedor: h) Atenção: normalmente como as empresas imobiliárias remuneram o corretor de imóveis? i) Um profissional motivado desempenha melhor suas funções. Quais os pontos básicos para motivação profissional? 13) Módulo: a) As empresas imobiliárias podem tratar de incorporação, compra, venda e gestão de alugueres. No que diz respeito à sua principal atividade, quais os critérios mais utilizados para o controle de vendas numa imobiliária? Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 35 b) Vendedor também precisa ser avaliado: como se dá a avaliação qualitativa dos corretores de imóveis numa empresa? c) Quais são os dois referenciais normalmente adotados na avaliação individual? 14) Módulo: a) Os corretores de imóveis, na classificação do Ministério do Trabalho, estão classificados como profissionais liberais, área de comércio. Para ficar bem treinado, volte ao texto e relacione abaixo quais são os serviços auxiliares do comércio: b) Essa é fácil: o que é uma “apólice de seguro”? c) Agora você deve prestar atenção, porque muitas pessoas fazem confusão sobre esse termo: o que é o “prêmio” num contrato de seguro? d) E a “franquia” nos contratos de seguro? O que vem a ser? e) Apenas para relembrar, escreva abaixo que tipo de banco é a Caixa Econômica Federal: f) CVM são iniciais de Câmara de Valores Mobiliários. O que é CVM e qual a sua função? Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 36 ARTIGOS Liderança: o desafio na gestão de pessoas Resumo A cada dia que passa as empresas compreendem que o talento humano é um dos recursos mais valiosos presentes em uma companhia e um dos grandes desafios atuais da área de Gestão de Pessoas é o de gerar um sincero comprometimento do colaborador com a organização. Diante deste entendimento, este presente artigo procurará discutir de forma sucinta os novos caminhos traçados pelos profissionais da área de RH diante dos novos desafios encontrados na tarefa de administrar pessoas e, em especial, a descoberta da importância do papel do Líder na formação de equipes competentes e comprometidas com os resultados. Para tanto, através de pesquisa bibliográfica, será apresentada uma breve história dos caminhos recentes percorridos pela área de Gestão de Pessoas na busca do desenvolvimento de seus colaboradores, em seguida será abordada a importância da execução de uma liderança ativa nas organizações e como os líderes estão buscando desenvolver o talento presente em suas equipes. Por último será exposto a nova tendência adotada pelo mercado com a figura do líder coaching, quem vem servindo como auxílio às empresas na formação destes novos líderes organizacionais. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C .internamente e externamente com vistas a manter um permanente processo de avaliação e ajuste ao contexto em que opera a empresa. 1.1 PRINCÍPIOS BÁSICOS O funcionamento de uma organização se apoia em três princípios clássicos: Divisão do Trabalho, Cooperação e Coordenação. A divisão do trabalho é o princípio pelo qual se atribui, a cada pessoa ou grupo de pessoas, um papel específico. Essa atribuição é associada a um conjunto de tarefas que contribuam para o objetivo comum. Para tanto, é considerada a especialização da(s) pessoa(s), decorrente de formação específica ou adquirida, via experiência prática ou treinamento. A especialização é uma consequência da divisão do trabalho e é a subdivisão do trabalho da organização em tarefas menores. Várias pessoas e unidades pela organização desempenham tarefas diferentes. Segundo Maximiano (2006) “Divisão do trabalho é processo pelo qual uma tarefa é dividida em partes, cada uma das quais é atribuída a uma pessoa ou grupo de pessoas. A divisão do trabalho permite às organizações realizar objetivos complexos, como montar equipamentos de grande porte, fabricar produtos em grande quantidade e atender a diferentes tipos de clientes, em diferentes localidades.” Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 4 A cooperação pressupõe a disposição das pessoas em combinar suas especializações individuais, de modo a obter um maior número de realizações do que poderia ser conseguido com os indivíduos agindo independentemente. A cooperação é obtida por mecanismos que despertem a disposição dos participantes em desenvolver esforços pessoais em direção aos objetivos estabelecidos. Podemos enfatizar a colaboração mútua entre todos os participantes da organização. A coordenação é o princípio pelo qual os esforços individuais devem convergir, de forma integrada e harmônica, para o alcance dos resultados pretendidos. É a união de esforços. Esse princípio se materializa na implementação de instrumentos e métodos de trabalho capazes de realizar a conjunção harmônica dos esforços, fazendo prevalecer a noção de coletivo sobre a ótica individual. 1.2 AS ORGANIZAÇÕES COMO SISTEMAS O conceito de organização inclui o termo sistemas. Como sabemos, as organizações apesar de possuir diferenças, também tem pontos em comum. As diferenças estão nas atividades e métodos utilizados para executá-las. Entretanto, usando-se o método de sistemas é a melhor forma de se achar um ponto de referência em comum, que se aplica a todas as organizações. Poderemos visualizá-las como sistemas abertos, os quais tomam entrada no ambiente e , transformam ou convertem estas entradas em saídas para o alcance de algum objetivo. De acordo com a teoria de sistemas, todos sistemas abertos compartilham certas características, e também várias diferenças significativas. Quatro características enfatizam como são os sistemas abertos: interação com o ambiente; sinergia; equilíbrio econômico e equifinalidade. a) Subsistemas Organizacionais Dentro das organizações em geral existem subsistemas separados, com um próprio processo de entrada-saídas (de acordo com a figura), inter-relacionados e interagindo com outros subsistemas. Um ponto importante é o inter-relacionamento e coordenação dos subsistemas em termo de eficácia. Vários são os estudiosos que acreditam que seu subsistema é o correto, mas na verdade, eles se completam, e o modelo final e mais utilizado, numa abordagem sócio-técnica, é: Sistema é a integração de todas as partes entre si. É um conjunto de elementos (concretos ou abstratos) que se apresenta intelectualmente organizado. Em Administração, SISTEMA significa qualquer entidade composta de partes interrelacionadas, interdependentes e interagentes entre si, que desenvolvem uma atividade ou função voltada para atingir um ou mais objetivos/propósitos (finalidade para qual foi criado o sistema). As organizações enquadram-se nesse conceito a medida em que os resultados globais dependem da convergência de atividades dispersas entre as diversas áreas empresariais e o trabalho em cada área é afetado e afeta o comportamento das demais. Em uma empresa todos os setores devem estar sistematizados para a obtenção de um resultado comum. Curso técnico em transações imobiliárias O ambiente Proporciona A organização transforma O ambiente consome Entrada de Recursos: Pessoas Dinheiro Tecnologia Materiais Trabalho converte Recursos em resultados Processos de Transformação: Saídas de Recursos: Produtos ou Serviços Retroação do Cliente O rg an iz aç õe s e T. C . 5 Quando os setores estão sistematizados, cada um desempenha sua função dentro do sistema e, também, fora da empresa. No mercado, como um todo, temos também um sistema, onde cada empresa responde pela sua área. Atualmente, ouvimos muito falar em cadeia produtiva que nada mais é que um sistema de empresas relacionadas que fazem parte de um sistema maior que é o mercado global. As organizações são concebidas como sistemas abertos. Sistema aberto é o que mantêm algum tipo de relacionamento com o meio ambiente. Uma organização atua em constante interação com: - meio ambiente: dele retira os insumos ou recursos humanos, financeiros, materiais e informacionais (entradas ou inputs) necessários ao seu funcionamento, para ele revertem os resultados dos processos internos, como o produto ou o serviço, os impostos pagos, os salários e o aumento da qualificação da mão-de-obra, a sustentação econômica dos fornecedores, o lucro de proprietários ou acionistas, a imagem etc. Uma organização é considerada um sistema aberto quando associa os insumos que utiliza e os resultados que produz às expectativas e demandas das partes desse meio ambiente. Subsistemas são partes do sistema em que se desenvolvem as atividades de forma interdependente e interativa. Nas organizações essas partes são, em geral, especializadas, como consequência da divisão do trabalho, e interligadas por uma rede de comunicações. Um subsistema pode ser estabelecido segundo parâmetros diversos, dependendo da análise que se queira fazer. Um dos parâmetros mais utilizado, por sua generalização aplicável a qualquer empresa, independentemente da finalidade ou do porte, é a classificação funcional, que identifica os seguintes subsistemas básicos: Subsistema de Produção - sua função é concretizar e viabilizar os produtos e/ou serviços. Estão aí agrupadas as atividades de obtenção de recursos específicos desses processos e de transformação básica; nas indústrias é a fabricação, no comércio podemos associa-lo à obtenção de mercadoria e na prestação de serviços com a realização do próprio; Subsistema de Comercialização (marketing) - é constituído pelas atividades associadas à disponibilização do produto, mercadoria ou serviço no mercado. Abrange a identificação das necessidades e desejos do cliente, o planejamento do produto, a criação da demanda, a distribuição, a venda e o acompanhamento do cliente; Subsistema de Recursos Humanos - engloba a promoção de oportunidades que maximizem a contribuição individual. Ele proporciona condições favoráveis ao desempenho profissional. Esse subsistema desdobra-se nas atividades de estabelecimento da política de RH, determinação das necessidades de mão de obra, recrutamento, seleção de pessoal, treinamento e avaliação de pessoal; Subsistema Financeiro - seu objetivo é a obtenção de recursos para manutenção das operações e a busca da melhor forma de utilização do capital obtido. Esse subsistema desdobra-se nas áreas de decisão de investimentos, distribuição de lucros e financiamento. Subsistema Administrativo – estabelece e opera os mecanismos de condução do desempenho e da integração entre os subsistemas internos e entre a organização e seu ambiente externo. Ele opera esses mecanismos utilizando processos informativo, decisório e gerencial. Esse subsistema atua na perspectiva de manter a organização em permanenteestado de equilíbrio interno e externo. Para tanto, ele pode ser desdobrado nos aspectos: técnico ou operacional (condução do desempenho das tarefas); institucional ou estratégico (relação organização x meio); organizacional ou intermediário (integração entre os sub-sistemas técnico e social). Na concepção sistêmica, a sobrevivência de uma organização depende da sua capacidade de manter-se em permanente estado de equilíbrio em relação ao seu ambiente: produzindo resultados consistentes com as demandas do mesmo; promovendo adaptação às mudanças nas contingências deste ambiente, através da reestruturação dos processos internos do sistema ou mesmo da redefinição de seus próprios objetivos. Nessa perspectiva é muito importante o mecanismo de Retroalimentação ou feedback. Retroalimentação ou feedback é o processo utilizado para controlar os resultados da ação pelo conhecimento dos seus efeitos. Nesse processo o produtor/ emissor obtém informação a respeito da reação do consumidor/receptor em relação ao produto, à sua mensagem e a resposta obtida serve para avaliar os resultados do que foi apresentado. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 6 ou feedback proporciona uma contínua obtenção de informações sobre as condições do ambiente externo e do próprio desempenho. Consequentemente, permite que se avalie a adequação de processos internos e/ou as necessidades de modificações com vistas à produção de respostas adequadas. 1.3 AS ORGANIZAÇÕES E SUA FUNÇÃO SOCIAL Segundo José Afonso, a função social da propriedade não se confunde com os sistemas de limitação da propriedade, pois estes dizem respeito ao exercício do direito do proprietário. A função social da propriedade privada surge em razão da utilização produtiva dos bens de produção, proporcionando crescimento econômico e produção de riquezas na forma de um bem estar coletivo. Organizações são instituições com ação direcionada para a realização de objetivos definidos, associados a produtos ou serviços desenvolvidos e disponibilizados, em troca de uma remuneração (preço, tributos, contribuições). As organizações são projetadas, a partir de sistemas de atividades e autoridade, deliberadamente, estruturadas e coordenadas. Elas utilizam recursos disponíveis e desempenham um papel social que se manifesta no nível de satisfação da comunidade, dos consumidores ou usuários, dos acionistas e fornecedores. Segundo Maximiano, “a satisfação do cliente é um objetivo prioritário para todas as organizações. Sem clientes satisfeitos, as demais medidas de desempenho da organização ficam comprometidas. Os indicadores da satisfação dos clientes que podem ser usados para planejar e medir o desempenho de uma organização são, por exemplo: satisfação dos clientes com os produtos e serviços da organização; Retenção (fidelização) de clientes; Ganho de novos clientes; Atendimento de reclamações; Facilidade de acesso aos serviços de assistência aos clientes; Repetição de negócios (ou retorno de clientes)” As empresas priorizam o lucro, orientando todo o processo de combinação de esforços e de utilização de recursos, porém não diferem dos demais tipos de organização no tocante ao desempenho desse papel social. Essa condição está sintetizada na seguinte definição, extraída da publicação .Como entender o mundo dos negócios, da série. O Empreendedor, autoria de João Santana, Edição SEBRAE, 1994, pág.27: “Empresa é um conjunto de pessoas que harmonizam capital e trabalho, na procura de lucros, a serviço próprio e da comunidade em que está inserida”. A empresa, ao atender às necessidades desta comunidade, cria oportunidades de empregos, distribui ganhos sob a forma de salários e pagamentos a serviços e fornecedores, paga impostos e dissemina a atividade econômica e o desenvolvimento. Ela concretiza, na prática, essas vantagens de forma associada ao seu papel social. 1.4 O AMBIENTE ORGANIZACIONAL Para Chiavenato (2002), o ambiente representa todo o universo que envolve externamente uma empresa, isto é, tudo aquilo situado fora de empresa. É do ambiente que as empresas obtêm os recursos e informações necessários para subsistência e funcionamento, e é no ambiente que colocam os resultados de suas operações. Nenhuma empresa se situa no vácuo; ela interage com o ambiente e seu resultado depende das influências sofridas por este. Taylor, Fayol e Weber afirmavam, através do seu modelo racional, que as organizações são um sistema fechado e determinístico. Sistema determinístico é aquele em que uma mudança específica em uma de suas variáveis produzirá um resultado par ticular com cer teza, possuindo um resultado determinístico O comportamento do ambiente nunca é totalmente previsível; o ambiente é complexo e não se pode esperar um comportamento previsível. Entende-se por ambiente (ecossistema, meio-ambiente, ambiente externo) todo o universo que envolve externamente uma empresa, potencialmente, capaz de influenciar o seu comportamento, podendo ser subdividido em dois grandes grupos – ambiente geral e ambiente específico. O ambiente geral não é uma entidade concreta com a qual se interage diretamente, e sim um conjunto de variáveis genéricas externas influenciadoras de forma difusa em todas as organizações de fatos, ações e estratégias empresariais, abaixo caracterizados: Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 7 Tecnológicas - são os conhecimentos acumulados disponíveis (invenções, técnicas, aplicações, etc). Integra o meio ambiente na medida em que as empresas precisam incorporar e absorver inovações externas; Ppolíticas - decorrentes das decisões governamentais em nível nacional e internacional. Incluem, também, o clima político e ideológico, a estabilidade ou instabilidade política ou institucional e as tendências ideológicas que orientam os rumos das políticas econômica, fiscal, trabalhista, saúde pública, educação, habitação, etc; Econômicas - são de caráter estrutural/permanentes (nível da economia – desenvolvimento, estagnação, recessão, desenvolvimento regional, graus de industrialização e de distribuição de renda) ou de caráter conjuntural/temporárias, tais como o nível de atividade econômica, a taxa de inflação ou deflação, balança de pagamentos, política fiscal etc; Legais - conjunto de leis, regulamentos e normas vigentes que regulam, controlam, incentivam ou restringem as ações desenvolvidas nas organizações; Sócio-culturais - traduzem-se nos fatores determinantes do comportamento e atitudes predominantes nas pessoas de uma sociedade. Envolvem as tradições culturais do país e da comunidade, a atitude das pessoas frente ao trabalho, as tendências de aceitação de ou rejeição de produtos, pessoas, hábitos. Elas estão em constante mudança, face à atuação dos meios de comunicação sobre a opinião pública, formando e modificando conceitos, padrões. Por outro lado, constituem-se, também, uma variável interna, pois embora as organizações procurem moldar o comportamento de seus funcionários por meio de normas e regulamentos, essas os influenciam profundamente, trazendo para eles sua cultura, experiência; Demográficas - representam as características populacionais mensuráveis estatisticamente, tais como crescimento populacional, raça, religião, distribuição geográfica, por sexo, idade, níveis de renda. Essas características, influenciam a receptividade de bens e serviços no ambiente, se refletem na estratégia das organizações; ecológicas - estado geral da natureza e condições do ambiente físico e natural, bem como a preocupação da sociedade com o meio ambiente. O ambiente especifico é aquele mais próximo, imediato e particular de cada empresa. Englobam o ambiente específico: As entidades concretas com as quais a empresa interage diretamente e cujo com-portamento é relevante em termos de estabelecimento e alcance dos objetivos; Os clientes (segmento alvo e direcionador prioritário); os fornecedores,(segmento supridor de recursos); Os concorrentes (segmento competitivo); Os grupos reguladores (governo, sindicatos, associações, entidades de classe ou representativas de segmentos ou posicionamentos sociais) que de alguma forma impõem restrições, controles, ou limitações às atividades da instituição considerada como sistema. Os vínculos entre uma organização e as diversas partes do meio externo, com os quais a organização interage, servem de base para a definição de suas diversas metas. Por exemplo, os objetivos de comercialização de uma empresa associam-se a um nível de expectativa da comunidade em relação à qualidade e quantidade de bens e serviços; a política de recursos humanos associa-se às expectativas do mercado de trabalho em termos de remuneração e oportunidades. É importante ressaltar a tendência normal de que determinada organização tenha pouco controle sobre a forma e a natureza dos estímulos e entradas externas. Em conseqüência, o processamento, ou seja, a atuação interna, tende a ser mais adaptativo do que modificativo em relação a esses fatores. As organizações contemporâneas enfrentam um cenário no qual a tradicional orientação restrita para a maximização dos lucros e atendimento aos interesses exclusivos dos acionistas deu lugar a um espectro de responsabilidades para com a comunidade. Esse espectro é, cada vez , maior e mais variado e é afetado, direta ou indiretamente, pela busca dos objetivos organizacionais. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 8 Ambiente Geral Variáveis políticas Variáveis legais Variáveis demográficas Variáveis Sociais Variáveis econômicas Variáveis Tecnológicas Variáveis ecologicas Grupos regulamentadores Ambiente de tarefa Cliente Fornecedores Concorrentes Empresa Quando uma empresa atua em um ambiente turbulento e mutável, as oportunidades, facilidades, dificuldades, ameaças e coações devem ser percebidas a tempo. Assim, poderão ser aproveitadas, evitadas ou neutralizadas. Dessa forma, a informação torna-se a forma de capital mais valorizada. A tecnologia não rotineira é a única capaz de atender às demandas diversificadas dos clientes. As metas organizacionais passam do crescimento e da eficiência para a aprendizagem e eficácia, deslocando o poder de decisão para os níveis operacionais, especialmente para os supervisores e profissionais de vendas, para que esses possam atuar com maior rapidez e responsabilidade no atendimento ao cliente. 2 ADMINISTRAÇÃO – PRINCÍPIOS E ELEMENTOS BÁSICOS Objetivos e recursos são palavras-chave na conceituação de Organização e de Administração. A organização é um sistema de recursos, que procura atingir objetivos. A Administração se constitui no processo de planejar, organizar, dirigir e controlar a aplicação dos diferentes tipos de recursos, visando a realização de objetivos. Objetivos e recursos são princípios em uma organização e se constituem elementos base na Administração. A estreita relação entre ambos os conceitos decorre do fato de que é impossível pensar na existência de organização empresarial ou outros organismos institucionais que não se utilizam de processos administrativos. A missão fundamental da Administração é concretizar, na prática, os princípios de organização, ou seja, os objetivos e os recursos. Essa concretização significa promover a interação entre perícias especializadas (datilografia, vendas, engenharia,) de maneira coordenada, sob um clima de cooperação/interação, modelando um nível de desempenho capaz de conduzir o empreendimento de forma a garantir o alcance dos objetivos. Evidentemente que, comparadas aos demais recursos organizacionais, as pessoas se colocam no centro do processo gerencial. São elas que pensam e agem a partir das informações associadas ao desenvolvimento das atividades, tomam decisões, individualmente ou em conjunto com outras pessoas e são afetadas pelas decisões que outras tomam. A competência e as atitudes pessoais são as forças viabilizadoras da transformação das potencialidades em realidade. Levando em consideração de que os recursos humanos hoje é o ponto centralizador e norteador das atitudes de uma organização. Essas potencialidades são proporcionadas pelos recursos tecnológicos, pela qualidade dos processos associados ao desempenho das tarefas e da estrutura de trabalho estabelecida. Daí a conceituação, universalmente aceita, de administrar como o ato de realizar coisas e obter os resultados máximos com e por meio das pessoas desenvolvendo um conjunto de atividades necessárias a garantir e regular as contribuições destas de modo a conseguir as metas organizacionais observando os padrões de eficácia, eficiência e efetividade esperadas. O desempenho da administração envolve os seguintes elementos: Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 9 utilização de técnicas e princípios próprios, derivados da pesquisa e da prática gerencial; desdobramento do processo administrativo nas funções de planejamento, organização, direção e controle; desenvolvimento de habilidades pessoais suplementares e indispensáveis à aplicação eficaz das técnicas, princípios e métodos administrativos. Direcionamento do processo segundo o nível hierárquico ocupado pelo administrador. 2.1 EFICIÊNCIA, EFETIVIDADE, EFICÁCIA A eficiência é a obtenção de resultados através da ênfase nos meios, da resolução dos problemas existentes e da salvaguarda dos recursos disponíveis com o cumprimento das tarefas e obrigações. Significa fazer bem as tarefas, administrar os custos, reduzir as perdas e o desperdício. É um conceito que tem um cunho “analógico”, o que significa que pode haver mais, ou menos eficiência. A eficácia é a obtenção de resultados através da ênfase nos próprios resultados e nos objetivos a serem alcançados, com a exploração máxima do potencial dos processos. Significa a otimização das tarefas com a agilização de recursos para alcançar o resultado esperado. É um conceito que tem um cunho “digital”, o que significa que há, ou não há eficácia. Já a efetividade é a obtenção de resultados através da ênfase na percepção do cliente. Significa que há preenchimento das expectativas do cliente, através de uma ação programada e planejada para satisfazer os seus desejos. É um conceito que tem um cunho “sensitivo”, o que significa que há comprovação, pelo cliente, dos resultados alcançados. Em administração, as ações desenvolvidas são avaliadas por seus resultados, no que se refere às seguintes característica: Eficiência, Efetividade, Eficácia. Eficiência: significa fazer as coisas de maneira correta; refere-se à qualidade dos processos de trabalho, envolvendo o bom uso dos recursos humanos, materiais, tecnológicos. Pode abranger o desempenho de um setor ou da instituição como um todo. Envolve aspectos operacionais e os comportamentais. É a qualidade ou característica de quem ou do que, num nível operacional, cumpriu as suas obrigações; Efetividade - refere-se à realização permanente dos objetivos globais da organização em sintonia. É a capacidade de funcionar normalmente. Apresenta estreita relação com as expectativas dos componentes do ambiente específico. Em nível setorial e individual significa o grau de contribuição de determinada atividade para os objetivos globais. Eficácia - refere-se ao resultado satisfatório do empreendimento, à capacidade de se realizar um objetivo ou resolver um problema, sendo avaliada compaalcançados com os objetivos pretendidos. Refere-se à aplicação do que foi produzido, aos seus efeitos. Por exemplo: Um curso pode ser desenvolvido com eficiência e efetividade, mas sem eficácia, ou seja, os cursistas não colocaram em prática o que realmente aprenderam durante o mesmo. 2.2 NÍVEIS ADMINISTRATIVOS A Administração pode ser trabalhada em três categorias principais. Elas se desdobram de acordo com a natureza e finalidades específicas de cada segmento, nas organizações: NívelInstitucional ou Estratégico – é a categoria constituída pela alta administração, responsável pela definição do negócio como um todo, em termos de missões e objetivos fundamentais. Por manter permanente contato com o ambiente, é onde são percebidos os impactos das mudanças e pressões ambientais, em termos de oportunidades e ameaças; Nível Intermediário ou Gerencial – é a categoria que promove a articulação interna, recebendo as decisões globais tomadas no nível institucional e transformando-as em programas de ação para o nível operacional; Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 10 Níveis administrativos Habilidades necessárias Institucional Alta direção Intermediário Gerência Institucional Supervisão Técnicas Humanas Conceituais Nível Operacional ou Técnico – é a categoria que administra a execução das tarefas e atividades cotidianas, com base em procedimentos rotineiros e programados para assegurar a máxima eficiência das operações. Situa-se na base da hierarquia. É o nível também chamado supervisão de primeira linha, por força do contato direto com a execução ou operação a cargo dos funcionários não administrativos. Nas organizações tradicionais existe uma diferenciação nítida entre esses níveis, por força da rigidez hierárquica. Existe um maior compartilhamento entre as responsabilidades estratégicas, táticas e operacionais nas pequenas organizações e nas de maior porte que vêm adotando práticas tendentes a diminuir o número de escalões gerenciais, sobretudo, os de nível intermediário. Nessas últimas empresas, os administradores estão assumindo o perfil de pessoas completas para negócios, desenvolvendo as habilidades de pensar estrategicamente, traduzir estratégias em objetivos específicos, coordenar recursos e por a mão na massa junto com os funcionários 2.3 HABILIDADES E CONHECIMENTOS ADMINISTRATIVOS O desempenho administrativo requer uma gama de habilidades, resultantes de informação, entendimento, prática e aptidão. Essas habilidades podem ser agrupadas em três grandes categorias: Habilidades técnicas – é a capacidade de desempenhar uma tarefa especializada que envolve certo método ou processo, tais como contabilidade, sistemas de informações, marketing, vendas. Um gerente de vendas em uma empresa imobiliária, por exemplo, manifesta sua habilidade técnica no conhecimento dos imóveis comercializados, dos preços de venda, do perfil do mercado e de técnicas de vendas. Essas habilidades, quando bem desenvolvidas formam a base para o desenvolvimento da carreira gerencial, ajudando a entender os processos supervisionados, mas tornam-se insuficientes quando são usadas, unicamente, para garantir o êxito profissional; Habilidades humanas – referem-se à facilidade de relacionamento interpessoal e grupal, envolvendo a capacidade de comunicar, motivar, liderar, coordenar e resolver conflitos individuais ou coletivos, manifestando- se no desenvolvimento da cooperação na equipe, no encorajamento à participação e ao envolvimento das pessoas. Essas habilidades são vitais para uma carreira gerencial bem sucedida e essenciais em todos os níveis organizacionais. No campo específico das transações imobiliárias, a habilidade técnica de um gerente ou supervisor de vendas ajuda a fechar as transações, mas o envolvimento da equipe nos esforços capazes de impulsionar as mesmas depende das habilidades humanas presentes nesse gerente; Habilidades conceituais – envolvem a capacidade de compreender e lidar com a organização ou unidade organizacional como um todo, compreendendo suas várias funções, a interligação entre elas e o relacionamento com o ambiente. Essas habilidades estão associadas ao pensamento, à criatividade, ao raciocínio e ao entendimento do contexto. Devem ser, cada vez mais, desenvolvidas à medida em que se ascende na carreira e se torna necessário manter a empregabilidade. 2.4 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 11 Funções administrativas são as partes em que se decompõe o processo administrativo, a fim de facilitar sua compreensão e estudo. Essa forma de abordagem iniciou-se com o trabalho pioneiro de Henry Fayol, que desdobrou o processo administrativo nas funções de Planejamento, Organização, Comando, Coordenação e Controle (POCCC). Atualmente, é usual a classificação das funções administrativas em Planejamento, Organização, Direção e Controle, de acordo com os estudos da Escola Neoclássica. Tal classificação se justifica em argumento de correntes atuais que consideram a Coordenação como a essência da administração, permeando, pois, o desenvolvimento de todo o processo, enquanto o envolvimento das pessoas transcende o simples ato de comandar, no sentido de emitir ordens e determinar procedimentos, abrangendo aspectos relacionados a estilos de liderança, mecanismos de motivação e modelos de comunicação, englobados na função de Direção. 2.4.1. Planejamento Segundo Maximiano “o processo de planejamento é a ferramenta para administrar as relações com o futuro. É uma aplicação específica do processo de tomar decisões. As decisões que procuram, de alguma forma, influenciar o futuro, ou que serão colocadas em prática de futuro, são decisões de planejamento. Pode- se definir o processo de planejamento como: Definir objetivos ou resultados a serem alcançados, bem como os meios para realizá-los; Imaginar uma situação futura e trabalhar para construí-la.” Planejar é o processo de se pensar no trabalho a ser realizado. Esse processo leva em consideração a definição dos objetivos, a previsão de equipamentos, pessoas, facilidades e outros recursos e, ainda, estabelece os planos necessários ao delineamento da melhor forma de executar as tarefas. É, em essência, a preparação do terreno para a ação e principais realizações, tomando no presente as decisões que venham a afetar o futuro, reduzindo incertezas. As finalidades básicas do planejamento visam preparar a organização para antecipar-se a um futuro virtual. O planejamento permite a definição, de forma antecipada, de ações e meios destinados a: solucionar problemas previstos ou inevitáveis, a minimizar seus efeitos (Planejamento adaptativo ou reativo); criar um futuro, prevendo formas para remover ameaças e/ou explorar oportunidades; criando situações desejáveis no futuro ou revertendo as tendências inferidas no presente; eliminando a possibilidade de ocorrência de uma situação previsível não desejada (Planejamento inovativo, criativo ou modificativo). O planejamento é a condição básica para que a empresa possa: desenvolver mecanismos de coordenação, definindo a relação lógica entre os eventos, de forma a caracterizar os papéis individuais e setoriais em termos de interdependência e seqüência; Curso técnico em transações imobiliárias Planejamento Administração Direção OrganizaçãoControle O rg an iz aç õe s e T. C . 12 alocar racionalmente os recursos, dimensionando adequadamente seu volume em função das prioridades; estabelecer um referencial para as ações correntes. Embora as previsões futuras sejam quase sempre probabilísticas e estejam as organizações sujeitas à influência de fatores não controláveis, capazes de interferir no planejamento, o planejamento, sempre, resultará uma linha básica de ação, evitando-se a condução dos negócios ao acaso. Contexto do planejamento O contexto do planejamento é constituído por um conjunto de variáveis, ou seja, de elementos sujeitos a variação ou mudanças, que são mutáveis. A partir dessas variáveis é que se definem os objetivos e as ações a empreender com vistas a alcançá-los. No processo de planejamento, é na análise do contexto que se identifica o vínculo entre a realidade presente e as possibilidades ou certezas futuras. As variáveis são de origem interna e externa. As variáveis de origem externa tendem a ser, incontroláveis. São elas: Variáveis econômicas, interferem diretamenteno mercado; tecnologia, fornece condições inovadoras em termos de recursos e processamento de informações; governamentais, através das políticas econômica, fiscal, social, habitacional, etc, a legislação; culturais , os modismos, os aspectos sociais e a demografia, entre outros. As variáveis internas, de caráter controlável se associam à capacidade produtiva ou de comercialização da empresa, ao quantitativo e ao grau de qualificação dos recursos humanos, aos conhecimentos e tecnologia envolvidos nos processos internos. A análise do contexto, orientada para o exame dessas variáveis e seu impacto sobre as perspectivas da instituição, desdobra-se nos seguintes passos: definição da situação atual identificação da realidade presente em termos de desvios em relação a objetivos, pontos fortes e fracos da organização e oportunidades e/ou restrições externas; determinação de facilidades e barreiras; identificação de oportunidades e/ou ameaças a objetivos traçados e/ ou a situações futuras a preservar e/ou satisfazer (para o planejamento adaptativo) e de fatores impulsores ou restritivos às condições para criação de situações futuras desejáveis (para o planejamento inovativo). Níveis de Planejamento O planejamento é sempre prospectivo e pode ser desenvolvido com diferentes perpectivas, ou seja, ele pode ser caracterizado como: Planejamento estratégico – abrange os procedimentos para tomada de decisões sobre os objetivos e estratégias da empresa a longo prazo; com forte orientação para o relacionamento externo e para a efetividade, expressa-se no conjunto de missões (intenções genéricas da instituição), políticas básicas, vantagens competitivas (fatores de diferenciação dosconcorrentes) e resultados globais (metas estratégicas) voltados diretamente para o produto, mercado e clientes; Planejamento tático – traduz os objetivos e planos estratégicos mais amplos em objetivos e planos específicos relevantes para uma parte definida da empresa, geralmente uma área funcional como marketing ou recursos humanos; focaliza as principais ações que uma unidade deve empreender para realizar sua parte do plano estratégico e para estabelecer mecanismos de coordenação interna com as demais áreas; Planejamento operacional – identifica os procedimentos e processos específicos para as diversas ações desenvolvidas na execução das operações da empresa; geralmente abrange períodos de curto prazo e focaliza tarefas rotineiras, voltando-se principalmente para a eficiência. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 13 Tipos de Planos Conceitua-se como plano qualquer medida ou conjunto de medidas, expresso em termos de decisões ou ações específicas, resultante de um processo de planejamento estabelecido, tendo em vista a remoção de obstáculos identificados ou previstos; o alcance ou manutenção de um futuro desejável, a reversão de tendências desfavoráveis, a exploração de oportunidades e/ou potencialidades e a antecipação de ações voltadas para enfrentar situações futuras inevitáveis. Assim considerados, os planos podem ser classificados: quanto ao tempo – de curto, médio e longo prazo. Embora não haja uma maneira universal rígida de dimensionamento nestes termos, é uma prática comum, principalmente em situações conjunturais estáveis, integrar-se horizontes de tempo de, pelo menos, um, dois e cinco anos; quanto à abrangência - planos globais (estabelecidos para a organização como um todo) desdobrando-se na elaboração de planos setoriais que são as contribuições de cada parte da organização para os objetivos globais; quanto ao conteúdo – planos que expressam resultados a alcançar - objetivos e metas – ou que estabelecem os meios necessários à obtenção desses resultados – políticas ou diretrizes, procedimentos, rotinas ou métodos. Os Objetivos se constituem em declarações de propósitos de forma ampla, expressando os resultados finais em direção aos quais a atividade é orientada, definindo o que deve ser realizado, balizando o comportamento dos indivíduos e da organização e condicionando o detalhamento e o conteúdo dos planos necessários à sua consecução. As Metas expressam resultados em termos mais precisos e restritos, estabelecendo prazos, quantidades, valores e outros aspectos mensuráveis, definindo padrões concretos de atuação da empresa e seus diversos setores. Políticas ou diretrizes são regras gerais de ação que orientam os membros da empresa na conduta diária de suas operações, atuando como parâmetros das decisões delegadas aos níveis inferiores. Procedimentos são diretrizes detalhadas para execução de uma atividade, especificando a seqüência de atos relativos à mesma. Quando uma atividade é freqüente ou regular os procedimentos passam a se constituir em Rotinas. As maneiras de se realizar cada etapa de um procedimento ou rotina são, genericamente, denominadas Métodos. 2.4.2. Organização A Língua Portuguesa, como outros idiomas, utiliza uma mesma palavra com diversos significados. Neste curso você já viu, ou ainda verá, algumas palavras ou expressões utilizados com sentidos diversos. Esse é o caso da palavra organização. Como foi dito no princípio deste módulo, organização significa a ordenação, a arrumação das partes de um todo, a partir de um conjunto de normas para esse fim estabelecidas. Esse conceito abrange desde uma iniciativa individual doméstica até à sistematização de uma entidade, de uma instituição que serve à realização de interesse social, político, econômico. Você teve oportunidade de estudar a organização como uma instituição, uma empresa. Curso técnico em transações imobiliárias Nível Estratégico Nível Estratégico Nível Estratégico O rg an iz aç õe s e T. C . 14 Agora, você vai estudar organização como uma função administrativa. Organização, no sentido de função administrativa, é a forma de inter-relacionamento regular da partes de um sistema. É a construção de um padrão de relacionamento entre os membros de uma instituição, caracterizado pela distribuição e ordenação do trabalho, definição formal de tarefas, responsabilidades e relações entre os participantes, buscando estabelecer um modelo de funcionamento julgado adequado à consecução dos objetivos da mesma. Essa forma de organizar, esse modelo é denominado Estrutura Organizacional ou Organização Formal. É importante observar que em qualquer instituição a ele se contrapõe a chamada Organização Informal. Essa é representada pelo padrão de relacionamento que surge, espontaneamente, entre os participantes do grupo, em função de afinidades, interesses comuns e da própria convivência. A organização informal é, reconhecidamente, importante nas organizações. Esse tipo de relacionamento tem um lado negativo, quando é conflitante com os objetivos e expectativas da instituição, mas, possui um lado positivo. A prática demonstra que inovações tecnológicas, arranjos na estrutura formal vigente ou de situações em que modificações na estrutura formal são efetuadas com a finalidade de agilizar o fluxo de tarefas e comunicações podem acarretar procedimentos mais eficazes do que outros preestabelecidos pelos modelos formais. A montagem de uma estrutura formal como um processo abrange as seguintes fases: A organização, como função administrativa, é caracterizada por diferentes elementos básicos. São eles: Especialização de atividades – é a especificação de tarefas, a divisão do trabalho e agregação destas em unidades de trabalho (departamentalização); Padronização de atividades – são procedimentos utilizados para garantir a previsibilidade de comportamentos (organogramas, descrições de trabalho e atribuições de cargos, instruções operacionais, regimentos, etc.); Unidade de comando - cada subordinado deve receber instruções e reportar-se unicamente a um superior; Elementos básicos na função administrativa de organização Unidade de direção - as atividades que convergem para o mesmo objetivo devem subordinar-se a uma únicachefia; Cadeia escalar - a autoridade (poder de comando) se dispõe em uma linha que parte do mais alto para o mais baixo escalão, de forma a caracterizar nitidamente a subordinação de um nível hierárquico àquele imediatamente superior e a delimitação do poder decisório atribuído a cada chefia; Coordenação de atividades – são procedimentos integrativos das funções das unidades (reuniões, sistemas de comunicação e informação, etc.); Curso técnico em transações imobiliárias Detalhamento do trabalho Divisão do trabalho Agregação do trabalho Coordenação do trabalho Acompanhamento e Reorganização Determinação prévia das tarefas. Em atividades que possam lógica e comodamente ser executadas por uma pessoa ou grupo. Reunir em setor específico executantes de tarefas relacionadas logicamente entre si (departamentalização) Mecanismos que permitam a convergência de esforços para os objetivos da organização. Manter um esquema coerente com as necessidades de eficiência e eficácia em um dado momento - adaptação a mudanças e crescimento. Elementos básicos na função administrativa de organização O rg an iz aç õe s e T. C . 15 Centralização e descentralização de decisões - grau de concentração ou dispersão do poder decisório nos diversos níveis hierárquicos; Amplitude de supervisão (de Controle) - número de subordinados que podem ser supervisionados diretamente por um único chefe; Funções de Linha - conjunto de atividades voltadas diretamente para a execução dos objetivos de uma entidade (atividades-fim); Funções de Apoio ou Staff - Conjunto de atividades voltadas para a sustentação administrativa das demais funções, em termos de criar condições e/ ou facilitar o seu desempenho (atividades-meio); Organização formal x Organização informal - A estrutura construída previamente contraposta pela resultante da prática institucional. 2.4.2.1. Métodos de representação de uma estrutura organizacional Uma organização institucional pode ser representada em diversas situações. São elemento de representação de uma organização o organograma, estatutos, regimentos, manuais de organização. Organograma – Organograma é a representação gráfica e abreviada da estrutura organizacional de uma empresa, apresentando-a de forma visual, contendo obrigatoriamente: os órgãos componentes com as respectivas funções, de forma genérica os padrões (critérios) de departamentalização utilizados as vinculações e/ou relações de interdependência entre os órgãos caráter de cada órgão identificado na estrutura (permanente, temporário, criado formalmente ou informalmente, implantado ou não) a explicitação das convenções especiais utilizadas na representação. Estatutos, regimentos, manuais de organização - Formas de representação mais detalhada, especificando minuciosamente as atribuições de todos os setores, cargos e funções existentes em uma organização, bem como os sistemas de comunicação e coordenação estabelecidos. 2.4.2.2. Departamentalização Significa o agrupamento de atividades, de forma que tarefas relacionadas logicamente entre si sejam executadas em conjunto; a reunião dos empregados responsáveis por estas tarefas em uma unidade organizacional comum. Obedece a alguns critérios ou padrões, assim discriminados: Departamentalização por funções – agregação das atividades análogas e interdependentes, relacionadas com uma área especializada da empresa. A base para essa forma de agrupamento é o subsistema básico examinado no capítulo I, constituindo-se os departamentos de produção, marketing, finanças; Departamentalização por produtos ou serviços, onde o fator básico para o agrupamento associa-se às particularidades de cada um dos produtos/serviços ou linhas desenvolvidas, sendo comum nas empresas imobiliárias, onde temos os departamentos de locações, imóveis residenciais, comerciais; Curso técnico em transações imobiliárias Proprietário Gerente Vendedora 2 Vendedora 3Vendedora 1Secretária Montador O rg an iz aç õe s e T. C . 16 Departamentalização por território, comumente aplicada à área de vendas das empresas, onde se constituem unidades ou setores encarregados de atender áreas geográficas diferentes; Departamentalização por clientela, aplicável a empresas que operam com segmentos de mercado diversificados, cada um com características diferentes em termos de processo de aquisição, preferências ou características pessoais e sociais; no caso de lojas podemos ter a divisão por faixa de renda, faixa etária ou por sexo, nestes casos até a programação de marketing pode acompanhar a divisão da clientela para se obter melhores resultados; Departamentalização por projeto - estrutura transitória e de duração limitada ao tempo, voltada para um desenvolvimento de uma atividade nova ou especial, constituindo-se uma equipe integrada por elementos de diversas áreas para implementar projeto, de forma independente em relação às atividades normais da empresa. Como conclusão podemos dizer que a departamentalização ideal é aquela que atenda ao projeto da organização e que distribua e coordene todas as atividades desenvolvidas pela empresa. Na verdade podemos combinar todos os tipos de departamentalização com o objetivo de melhor organizar a empresa. 2.4.2.3. Conceito de autoridade A autoridade pode ser definida como o direito de dirigir outras pessoas dentro da organização. Quem tem autoridade pode mandar e se fazer obedecer. Dentro das organizações encontramos a delegação de autoridade, formando os níveis hierárquicos onde a autoridade emana dos níveis superiores para os inferiores, fazendo uma distribuição uniforme da autoridade e também das responsabilidades. Na figura abaixo podemos visualizar a representação gráfica destes níveis. Lembramos, porém, que a autoridade não é restrita às organizações. A autoridade pode surgir sempre que existe um esforço em grupo, podendo ser ele organizado ou não. Limitação de autoridade - A autoridade nunca é irrestrita. Primeiramente devem ser bservadas as leis, depois os objetivos da empresa e finalmente as limitações dos departamentos. O chefe do departamento de vendas não pode dar ordens ao pessoal da produção assim como o chefe de serviços não pode dar ordens ao pessoal de vendas. O que deve acontecer é a divisão da autoridade de acordo com suas funções e cada responsável pelas unidades se reportarem a um chefe comum, para que exista uma perfeita coordenação dos trabalhos. No que se refere à delegação, pode-se constatar que: À medida que aumenta seu trabalho e responsabilidade, o dirigente deve transferir parte dele para outras pessoas, delegando-lhes a competente autoridade e responsabilidade para o desenvolvimento do mesmo, não se esquecendo de cobrar os resultados; Existem dirigentes que têm medo de delegar suas atribuições a outra pessoa e, assim, podem impedir o crescimento da organização. Tal receio não se justifica, pois, existem muitos meio de controle; Curso técnico em transações imobiliárias DELEGAÇÃO DE AUTORIDADE 1º Nível 2º Nível 2º Nível 2º Nível 3º Nível 3º Nível 3º Nível 4º Nível 4º Nível 4º Nível O rg an iz aç õe s e T. C . 17 A delegação deve ser dada a pessoas com capacidade e responsabilidade para o cargo. Nunca deve ser dada a pessoas incompetentes, mesmo que se trate de amigos, parentes ou pessoas de nosso relacionamento íntimo. A delegação de autoridade impede a concentração do poder que, geralmente, impede o crescimento da organização pois cria muita dependência de poucas pessoas, sendo às vezes de uma única pessoa. Existem diversos tipos de limitação da autoridade; Limitações legais e institucionais como as leis e regulamentos aplicáveis na empresa; Limitações da divisão do trabalho, cada um tem autoridade dentro da sua unidade; Limitações físicas, biológicas, técnicas e financeiras. Responsabilidade - A responsabilidade é a obrigação de execução da tarefa a quem foi dada a autoridade . A responsabilidade advém da autoridade.Dada a autoridade a responsabilidade a acompanha e esta não pode ser delegada. Assim, também acontece com os executores das tarefas, cada um tem que realizar o seu trabalho a contento e prestar contas ao chefe dentro do prazo estipulado. Isto é responsabilidade. Autoridade de linha e autoridade funcional - A autoridade em linha pode ser observada na figura 6, a autoridade é sempre exercida de um nível superior ao, imediatamente, inferior e em teoria cada pessoa da empresa recebe ordens de apenas um chefe. Na práem empresas que tem uma estrutura mais complexa, podemos observar, também, a utilização da autoridade funcional, que significa que certos departamentos podem definir metas, políticas e diretrizes a outros departamentos da empresa. Como exemplo, tem se o departamento de pessoal de uma empresa que pode definir a política salarial para toda a empresa, obrigando a todos que a sigam para que não haja discrepâncias. Autoridades e assessoria - A assessoria não costuma ter autoridade, a função da assessoria é auxiliar o departamento que a tiver. Como assim? As assessorias trabalham em conjunto com departamentos que têm autoridade, desenvolvendo trabalhos técnicos, de planejamento, de detecção de falhas ou problemas sugerindo as soluções. Ela, por si, apenas sugere, cabe a quem tem autoridade executar ou não. Centralização e descentralização de autoridade - A empresa, sob o aspecto da autoridade, pode ser centralizada ou descentralizada. A centralizada concentra o poder decisório nos níveis hierárquicos mais altos, enquanto a descentralizada tem o poder de decisão pulverizado nos níveis mais baixos. Como vantagem da administração com autoridade centralizada temos uma maior uniformidade nas decisões e a necessidade de poucos administradores de alto nível. Em contra partida, na administração descentralizada temos uma maior agilidade nas decisões e um aumento na auto-estima dos administradores e responsáveis pelos escalões médios e baixos da organização. Centralização A organização e desenhada dentro da premissa de que o individuo no topo possui a mais alta autoridade e que a autoridade dos demais indivíduos e escalada para baixo, de acordo com a sua posição relativa no organograma. - As vantagens da centralização: as decisões são tomadas por administradores que possuem visão global da empresa; os tomadores de decisão no topo são mais bem treinados e preparados do que os que estão nos níveis mais baixos; as decisões são mais consistentes com os objetivos empresariais globais; a centralização elimina esforços duplicados de vários tomadores de decisão e reduz custos operacionais; certas funções – como compras e tesouraria – permitem maior especialização e vantagens com a centralização. - As desvantagens da centralização: as decisões são tomadas na cúpula que esta distanciada dos fatos e das circunstancias; os tomadores de decisão no topo têm pouco contato com as pessoas e situações envolvidas; as linhas de comunicação ao longo da cadeia escalar provocam demora e maior custo operacional; as decisões passadas pela cadeia escalar, envolvendo pessoas intermediarias e possibilitando distorções e erros pessoais no processo de comunicação das decisões. Descentralização O principio que rege a descentralização e assim definido: a autoridade para tomar ou iniciar a ação deve ser delegada tão próxima da cena quanto possível. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 18 - As vantagens da Descentralização: as decisões são tomadas mais rapidamente pelos próprios executores da ação.; tomadores de decisão são os que têm mais informação sobre a situação; Maior participação no processo decisório promove motivação e moral elevado entre os administradores médios; proporciona excelente treinamento para os administradores médios - As desvantagens da Descentralização: pode ocorrer falta de informação e coordenação entre os departamentos envolvidos; maior custo pela exigência de melhor seleção e treinamento dos administradores médios; risco da subobjetivação: os administradores podem defender mais os objetivos departamentais do que os empresarias. As políticas e procedimentos podem variar enormemente nos diversos departamentos. 2.4.3. Direção Direção é a parte do processo administrativo que engloba as ações gerenciais desenvolvidas, no sentido de fazer com que as pessoas desempenhem seus papéis de forma eficiente e eficaz, com base no planejamento e na estrutura organizacional, evitando conflitos e dispersão de recursos. Podemos considerar duas posturas básicas no exercício da direção, a tradicional e a moderna: Na postura Tradicional ocorre: centralismo do poder diretivo na pessoa do chefe; existe uma separação nítida entre os papéis diretivos e de execução. A relação funcional, superior x subordinado é fundamentada nos conceitos de mando e obediência. Ocorre a utilização exclusiva da posição hierárquica e do poder de comando dela derivado como instrumentos de imposição aos indivíduos de atribuições e deveres; chefe = comandante Na postura Moderna ocorre: Gerência Participativa - Existe maior sentido de equipe —> grupo de pessoas desenvolvendo comportamento de cooperação mútua com vistas a atingir os objetivos setoriais e/ou institucionais; participação mais ativa dos funcionários em todos os processos organizacionais (administrativo, decisório, informacional e de execução). A relação funcional (superior-subordinado) fundamenta-se em atitudes de troca de informações, discussão e esclarecimentos contínuos acerca das atividades e mecanismos de coordenação grupal. Na utilização de técnicas diretivas voltadas para estimular os próprios indivíduos a desenvolverem atitudes e comportamentos condizentes com as expectativas da organização; chefe = facilitador 2.4.3.1. Elementos básicos no processo de direção O processo de Direção envolve a utilização de um conjunto de elementos com o objetivo de orientar ações. Esses elementos são: Motivação – Cada pessoa dispõe de um conjunto de processos psicológicos que lhe permitem dar aos seus comportamentos uma intensidade, uma orientação determinada. Esses processos são individuais e variam de uma situação para outra., conforme os interesses da pessoa. A produção, a colaboração da pessoa depende do seu nível de envolvimento, da sua motivação. Assim, �Direção� envolve a oferta de condições necessárias ao indivíduo e ao ambiente de trabalho, de modo a estimular a produção e a colaboração. Delegação – Como foi visto, anteriormente, delegação é a designação de tarefas aos funcionários, considerando sua competência e informação para desempenhá-las. No processo de direção, delegação envolve, também, a definição de responsabilidade e a concessão da autoridade ao executante. Comunicação – É o processo que envolve a transmissão e a recepção de mensagens entre uma fonte emissária e um destinatário receptor. Ela pressupõe recursos físicos e habilidade para que haja entendimento. A direção utiliza p processo de comunicação para manter o fluxo de informações entre os diversos componentes da organização, de modo a garantir a continuidade dos processos de trabalho. Liderança – Processo pelo qual o administrador exerce influência sobre a ação dos membros do grupo. Liderança é a influência interpessoal exercida numa situação e dirigida através do processo de comunicação humana à consecução de objetivos específicos A liderança é exercida por uma pessoa - o líder - que tem autoridade para coordenar outros. Suas ações exercem influência sobre o pensamento e comportamentos de outras. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 19 Segundo Amorim (2006) o processo de liderança normalmente envolve um relacionamento de influência em duplo sentido, orientado, principalmente, para o atendimento de objetivos mútuos, tais como aqueles de um grupo, de uma organização ou de uma sociedade. Portanto, a liderança não é apenas o cargo ocupado por um líder,mas também requer esforços de cooperação por parte de outras pessoas. Algumas vezes, esse tipo de influência se dá por imposição do cargo ocupado pela pessoa. Não se deve confundir Liderança com Direção. Direção é uma situação administrativa em que alguém se encontra, formalmente, em posição de exercer influência sobre os subordinados. A liderança é a efetivação dessa influência na prática, ou seja, de que maneira o administrador conduz ou modifica o comportamento de pessoas ou grupo de pessoas. Dessa forma, o exercício da liderança se associa à capacidade de influenciar pessoas a fazerem aquilo que devem fazer. De um lado, ela presume a capacidade de motivar as pessoas, de outro presume a tendência dos seguidores em obedecer a quem consideram habilitados a satisfazer seus próprios objetivos e necessidades. As abordagens modernas sugerem uma ampla gama de padrões de liderança que o administrador pode escolher, a partir desses estilos, para interagir com os subordinados. Cada um desses padrões relaciona-se com o grau de autoridade utilizado e com o grau de liberdade disponível para o subordinado na tomada de decisão. Na prática diz-se que nenhum dos extremos é absoluto, pois a autoridade e a liberdade nunca são ilimitadas. Na escolha de qual padrão usar, o administrador considera e avalia três forças: as relativas a si mesmo (personalidade, valores); as relativas aos subordinados (personalidade, valores, conhecimentos, experiência); as relativas à situação (tipo de empresa, tarefas ou problemas); quando as tarefas são rotineiras e repetitivas a liberdade é geralmente limitada e sujeita a controle da chefia. Existem diferentes estilos de liderança. Esses correspondem aos estilos de comportamento do líder, isto é, a maneira pela qual ele orienta sua conduta. A liderança pode ser classificada como autocrática, democrática e liberal (laissez-faire), caracterizadas na figura abaixo: Curso técnico em transações imobiliárias LIBERAL (LAISSEZ-FAIRE) Há liberdade completa para as decisões grupais ou individuais, com participação mínima do líder. A participação do líder no debate é limitada, apresentando apenas as informações essenciais ou solicitadas ao longo do processo. Tanto a divisão das tarefas quanto a escolha dos companheiros fica totalmente a cargo do grupo. Absoluta falta de participação do líder. O líder não faz nenhuma tentativa de avaliar ou regular o curso dos acontecimentos. AUTOCRÁTICA DEMOCRÁTICA Apenas o líder fixa as diretrizes, sem qualquer participação do grupo. As diretrizes são debatidas e decididas pelo grupo, estimulado e assistido pelo líder. O líder determina as providências e as técnicas para a execução das tarefas. O próprio grupo esboça as providências e as técnicas para atingir o alvo, solicitando aconselhamento e sugestões de alternativas ao líder, quando necessário. O líder determina a tarefa de cada um, como deve executar e qual o seu companheiro de trabalho. A divisão de tarefas fica a critério do próprio grupo e cada membro tem liberdade de escolher os companheiros de trabalho. O líder é dominador e é ‘pessoal’ nos elogios e nas críticas ao trabalho de cada membro. O líder procura ser um membro normal do grupo, é ‘objetivo’ e limita-se aos ‘fatos’ em suas críticas e elogios. O rg an iz aç õe s e T. C . 20 2.4.4. Controle A função de controle subentende a avaliação do andamento das operações, identificando desvios em relação ao planejado e providenciando as correções necessárias, de modo a assegurar que os resultados se conformem aos objetivos estabelecidos. O controle está intimamente associado ao planejamento, posto que começa na definição dos objetivos ou resultados esperados e da forma como serão obtidas as informações sobre o andamento das atividades e prossegue até que se chegue a decisão de alterar metas e métodos traçados no planejamento. O processo de controle envolve quatro etapas principais: Estabelecer padrões de desempenho, baseados no planejamento; Medir o desempenho; Comparar o desempenho com os padrões e determinar desvios; Adotar medidas corretivas para ajustar o desempenho real ao padrão desejado. Os padrões de desempenho podem ser quantitativos (expressos numericamente, tais como volume de vendas, vendas por corretor), qualitativos (não mensuráveis numericamente, mais identificáveis por ocorrências perceptíveis – nível de qualidade de uma construção, satisfação do cliente com o atendimento), de tempo e de custo. O modelo de avaliação ou medição do desempenho envolve as seguintes questões básicas: Como medir - devem ser definidos os meios ou instrumentos mais adequados, dependendo do tipo de informação a obter: destacam-se como meios usuais de coleta de informações a inspeção visual, dispositivos físicos de contagem e medição, questionários, gráficos ou mapas, relatórios e sistemas automatizados, como programas de computadores que registram, processam e apresentam informações automaticamente. Quando medir - escolher o momento da execução da atividade em que se faz a coleta de informações para o controle, que pode ocorrer antes mesmo que ela se inicie (controle preliminar), verificando-se se as condições previstas para a sua realização se materializaram efetivamente e, se for o caso, adaptando-se o processo de execução à realidade presente, durante sua execução, analisando se o desempenho de cada etapa antes de autorizar a etapa seguinte (controle paralelo, ou concorrente), ou ao seu término, verificando-se os resultados efetivamente obtidos e sua conformidade aos objetivos (pós-controle). Efetividade da medição - está associada à observância dos requisitos básicos da informação, ou seja, à precisão (expressão correta da situação informada) rapidez (disponibilização a tempo de que se possa empreender a ação corretiva ou de reforço com vistas a produzir os efeitos esperados) e objetividade (conteúdo capaz de expressar com clareza o desempenho real, indicar o desvio e, se possível, sugerir a ação a ser implementada). Benefício econômico do controle – o custo do sistema de controle não pode exceder os benefícios que ele acarreta. 2.4.5. Considerações finais sobre o processo Administrativo O processo administrativo deve ser encarado com algo continuo, com cada sequência de planejamento, organização, direção e controle constituindo-se em um ciclo, cujo término, usualmente, marca o inicio de um novo ciclo; com efeito, tem-se que o planejamento, em termos de definição de objetivos ou determinação de ações a desenvolver é sempre formulado a partir da realidade presente, que indica oportunidades, problemas ou restrições a serem trabalhados no futuro, mas são justamente as atividades gerenciais que se enquadram no conceito de controle que vão permitir aos administradores a identificação dessa realidade. Pode ser entendido como a sequência de atividades da Administração, interligadas entre si, que visa a alcançar determinado efeito final previsto. Por outro lado, embora possam ocorrer separadamente, em geral apresentam-se intimamente interligadas na prática, onde ocorre o desenvolvimento de planos diversos, desencadeados em diferentes momentos, seguidos ou entremeados de providências relacionadas à reestruturação de atividades, de mecanismos de mobilização das pessoas e de verificação e ações de correção de rumo. Na realidade, a decomposição do processo em funções é mais uma forma didática de facilitar o estudo e o entendimento da administração do que propriamente um roteiro rígido de desenvolvimento desta. Curso técnico em transações imobiliárias O rg an iz aç õe s e T. C . 21 3. EMPRESA 3.1. CONCEITUAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO 3.1.1. – CONCEITO: é toda organização de natureza civil ou mercantil, explorada por pessoa física ou jurídica, de qualquer atividade com fins lucrativos (Lei Federal nº 4.137/62, art.6º). Também pode ser entendida como unidade econômico-social, integrada por elementos humanos, materiais e técnicos, que