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Resposta: 
Basicamente, os contratos de cartões de crédito tomam por base um sistema complexo, 
que conta com a participação de três atores principais: (1) o titular ou usuário, que é a 
pessoa que faz uso do cartão ao efetuar uma compra ou receber um serviço; (2) a socie-
dade emissora, que se compromete a cobrar do titular do cartão utilizado e a pagar o 
valor ao fornecedor do bem ou serviço; (3) fornecedor, que é o empresário que realiza o 
contrato de filiação com a empresa emissora do cartão, e que recebe do emissor o mon-
tante concernente ao total de vendas realizadas com utilização do cartão, descontando-se 
a comissão deste. 
 
5) Cartão de crédito e cartão de credenciamento, qual seria a diferença? 
Resposta: 
Basicamente, os cartões de credenciamento são cartões personalizados fornecidos por 
determinado estabelecimento (ex. C&A, Riachuelo, etc.) aos seus clientes, permitindo 
que estes o utilizem como forma de pagamento, quitando a fatura no prazo concedido. 
Em linhas gerais, viabilizam uma venda a prazo realizada pelo estabelecimento comer-
cial emissor do cartão. 
Já os cartões de crédito constituem, de acordo com parte da doutrina, um gênero que 
abrange não só os cartões de credenciamento, como também os cartões de débito e os 
cartões de crédito em sentido estrito. Estes últimos são aqueles de maior utilização, emi-
tidos por empresas administradoras, que atuam como intermediárias entre comerciantes 
e consumidores, nos moldes já enunciados nas respostas às perguntas anteriores. 
 
6) O cartão de crédito (o cartão em si, suporte) seria um título de crédito? 
Resposta: 
O cartão de crédito não representa um crédito pré-definido, pois, apesar de haver um 
limite de crédito concedido previamente ao titular, quando da aquisição do cartão pela 
entidade emissora, não existe a obrigação de pagar enquanto o cartão não for utilizado e 
no montante em que ele for utilizado. 
Nesse sentido discorrem Fran Martins e Maria Helena Diniz, destacando-o o entendi-
mento desta: Não se trata de título de crédito, por ser desprovido de caracteres de abs-
tração e livre circulação e por não ter um valor por si mesmo. Seria um documento de 
identificação e não título de crédito, por ser incompleto e insuficiente, apesar de incor-
porar um direito do consumidor. Constituiria um mero instrumento de identificação, que 
permite a utilização do serviço e a aquisição dos bens. Daí ser nominativo, pessoal e

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