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LIGAÇÕES EM ESTRUTURAS 
METÁLICAS
2
Arthur Aviz Palma e Silva
Jesner Marcos Escandolhero
Londrina
Editora e Distribuidora Educacional S.A. 
2023
 LIGAÇÕES EM ESTRUTURAS METÁLICAS
1ª edição
3
2023
Editora e Distribuidora Educacional S.A.
Avenida Paris, 675 – Parque Residencial João Piza
CEP: 86041-100 — Londrina — PR
Homepage: https://www.cogna.com.br/
Diretora Sr. de Pós-graduação & OPM
Silvia Rodrigues Cima Bizatto
Conselho Acadêmico
Alessandra Cristina Fahl
Ana Carolina Gulelmo Staut
Camila Braga de Oliveira Higa
Camila Turchetti Bacan Gabiatti
Giani Vendramel de Oliveira
Gislaine Denisale Ferreira
Henrique Salustiano Silva
Mariana Gerardi Mello
Nirse Ruscheinsky Breternitz
Priscila Pereira Silva
Coordenador
Mariana Gerardi Mello
Revisor
Igor Brumano Coelho Amaral
Editorial
Beatriz Meloni Montefusco
Carolina Yaly
Márcia Regina Silva
Paola Andressa Machado Leal
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_____________________________________________________________________________ 
Silva, Arthur Aviz Palma e
Ligações em estruturas metálicas/ Arthur Aviz Palma e 
Silva, Jesner Marcos Escandolhero – Londrina: Editora e 
Distribuidora Educacional S.A., 2023.
33 p.
ISBN 978-65-5903-462-8
1. Estruturas metálicas. 2. Ligações em estruturas 
metálicas. 3. Elementos estruturais em aço. I. Título.
CDD 620.16
_____________________________________________________________________________ 
 Raquel Torres – CRB 8/10534
S586l 
© 2023 por Editora e Distribuidora Educacional S.A.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou 
transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo 
fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de 
informação, sem prévia autorização, por escrito, da Editora e Distribuidora Educacional S.A.
https://www.cogna.com.br/
4
SUMÁRIO
Apresentação da disciplina __________________________________ 05
Elementos estruturais em aço ________________________________ 07
Fundamentos do projeto de ligações ________________________ 20
Ligações com conectores ____________________________________ 34
Ligações com soldas _________________________________________ 46
LIGAÇÕES EM ESTRUTURAS METÁLICAS
5
Apresentação da disciplina
Olá! Bem-vindo(a) à disciplina Ligações em estruturas metálicas. Esta 
disciplina é uma parte importante do estudo das estruturas metálicas e 
abrange tópicos, como elementos estruturais em aço, fundamentos do 
projeto de ligações, ligações com conectores e ligações com soldas.
O objetivo geral é fornecer a você uma compreensão abrangente dos 
princípios e das práticas envolvidos na criação de ligações em estruturas 
metálicas. Você aprenderá sobre os diferentes tipos de ligações, 
incluindo ligações soldadas, parafusadas e rebitadas, e como elas são 
projetadas e executadas para garantir a segurança e a durabilidade da 
estrutura.
Além disso, você também aprenderá sobre os fundamentos do projeto 
de ligações, incluindo a compreensão sobre as cargas aplicadas à 
ligação e sobre a capacidade da ligação para suportar essas cargas. 
Você também aprenderá sobre os diferentes tipos de conectores, como 
parafusos e rebites, e como eles são usados para criar ligações em 
estruturas metálicas.
Esta disciplina é extremamente relevante para sua vida profissional, 
especialmente se você trabalha ou planeja trabalhar na indústria da 
construção civil ou em áreas relacionadas. O conhecimento adquirido 
será valioso para ajudá-lo a projetar e construir estruturas metálicas 
seguras e duráveis.
Convidamos você a se juntar a nós nesta jornada emocionante 
de aprendizado sobre ligações em estruturas metálicas. Juntos, 
6
exploraremos os fundamentos desta disciplina fascinante e 
descobriremos como aplicar esse conhecimento na prática. 
Bons estudos!
7
Elementos estruturais em aço
Autoria: Arthur Aviz Palma e Silva
Leitura crítica: Igor Brumano Coelho Amaral
Objetivos
• Compreender os principais elementos estruturais 
em aço e sua função na construção de edifícios, 
pontes e outras estruturas.
• Analisar os diferentes tipos de conexões estruturais 
em aço.
• Entender como os elementos estruturais em aço são 
usados na prática e como aplicar os conceitos sobre 
estes elementos em projetos.
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1. Introdução
Olá, estudante! A disciplina Ligações em Estruturas Metálicas tem 
o objetivo de apresentar a você os principais tipos de conexões 
utilizados em estruturas metálicas, bem como as normas e os 
procedimentos para o seu dimensionamento e projeto. Durante as 
aulas, abordaremos temas, como a análise de esforços nas ligações, 
a seleção dos tipos mais adequados de parafusos, soldas e rebites, as 
técnicas de montagem e desmontagem das estruturas e a avaliação 
da resistência e durabilidade das ligações. Além disso, você terá a 
oportunidade de desenvolver detalhamentos práticos de conexões 
em estruturas metálicas. Ao final da disciplina, esperamos que você 
esteja apto a projetar e construir estruturas metálicas seguras e 
eficientes, garantindo a sua qualidade e conformidade com as normas 
técnicas e regulamentações vigentes. Então, juntos, aprenderemos 
tudo sobre as ligações em estruturas metálicas!
1.1 Tipos de produtos estruturais
As usinas siderúrgicas oferecem uma ampla gama de aços destinados 
à construção civil, como chapas, barras, perfis laminados, fios 
trefilados, cordoalhas e cabos. Cada tipo de aço possui características 
únicas, tais como resistência, ductilidade e tenacidade, que 
determinam a sua adequação para diferentes finalidades. No Quadro 
1, é possível ver os principais tipos de aço produzidos pelas usinas 
para a construção civil, junto às suas aplicações específicas. É crucial 
que o uso do aço na construção seja orientado por profissionais 
qualificados e baseado em normas técnicas.
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Quadro 1 – Tipos de aços produzidos nas usinas siderúrgicas e suas 
aplicações na construção civil
Tipo de aço Aplicações
ASTM A36 Vigas, pilares e chapas para uso geral
ASTM A572 Gr.50 Vigas e pilares de alta resistência e baixa liga
ASTM A992 Vigas e pilares de alta resistência e baixa liga
ASTM A500 Perfis tubulares estruturais
ABNT NBR 7008 Barras e perfis laminados para uso geral
ABNT NBR 6650 Cabos de aço para uso geral
ABNT NBR 7480 Fios trefilados de alta resistência
ABNT NBR 8548 Cordoalhas para concreto protendido
Fonte: elaborado pelo autor.
Vale destacar que, além dos aços mencionados no Quadro 1, há 
uma grande variedade de aços produzidos pelas usinas siderúrgicas 
para atender a aplicações estruturais específicas, como é o caso 
dos aços inoxidáveis e dos aços utilizados na construção naval. É 
imprescindível que o uso do aço na construção civil seja feito de 
forma adequada e seguindo normas técnicas, a fim de garantir a 
segurança e a durabilidade das estruturas. A escolha do tipo de aço 
mais adequado para cada aplicação deve ser feita por profissionais 
capacitados, considerando as características de cada material e as 
exigências do projeto (Pfeil; Pfeil, 2014).
10
1.2 Perfis laminados
Um dos exemplos das peças laminadas utilizadas na construção civil é o 
perfil metálico, mostrado na Figura 1.
Figura 1 – Demonstração do processo de laminação de perfis: (a) 
a seção transversal do laminador é composta por rolos que giram 
em sentidos opostos para comprimir uma peça de metal aquecida. 
Isso resulta na redução da seção da peça e no aumento do seu 
comprimento; (b) o laminador de perfil I é composto por rolos que 
definem a altura do perfil, que é determinada pela distância entre 
as chapas fixas. A variação no espaçamento entre os rolos permite 
a laminação de perfis I com diferentes espessuras de alma; (c) o 
processo de laminação do perfil I ocorre em fases progressivas.
Fonte: Pfeil e Pfeil (2014, p. 8).
As barras são outros exemplos de produtos laminados com seção 
transversal na qual duas dimensões são significativamenteDimensionamento e detalhamento das ligações
	4. Normas e critérios de projeto
	5. Aplicações práticas
	Referências
	Ligações com conectores
	Objetivos
	1. Introdução
	2. Tipos de conectores e de ligações
	3. Disposições construtivas
	4. Considerações sobre o dimensionamento dos conectores e dos elementos de ligação
	Referências
	Ligações com soldas
	1. Introdução
	2. Tipo, qualidade e simbologia de soldas
	3. Resistência e distribuição de esforços nas soldas
	Referências
	Objetivosmenores 
em relação ao comprimento. Elas podem ser laminadas em formatos 
11
circulares, quadrados ou retangulares longos, sendo esta última opção 
conhecida como barras chatas. É comum encontrá-las em diversas 
aplicações na construção civil devido à sua versatilidade e facilidade de 
manuseio. É possível ver a aparência desses perfis na Figura 2.
Figura 2 – Demonstração de diversos perfis de barras metálicas
Fonte: Maxx-Studio/Shutterstock.com.
Existem duas categorias de chapas: as grossas, com espessura superior 
a 5,0 mm, e as finas, produzidas tanto a quente quanto a frio. As chapas 
grossas são utilizadas em estruturas metálicas em geral, enquanto as 
finas são empregadas em perfis de chapas dobradas e acessórios de 
construção, como calhas e rufos (ABNT, 2008).
Os laminadores são capazes de produzir perfis estruturais altamente 
eficientes, como os perfis H, I, C e L, que são conhecidos como perfis 
laminados. Os perfis H, I e C são fabricados em grupos com altura 
constante e largura variável das abas, enquanto os perfis L (cantoneiras) 
também são produzidos em várias espessuras e tamanhos de abas, 
iguais ou desiguais. Nos Estados Unidos, os perfis são nomeados como 
perfil I-S (standard beam), perfil I com aba larga e H-W (wide flange) e 
perfil HP com espessura constante e mesas de faces paralelas. Um 
12
perfil laminado é identificado por suas dimensões nominais externas, 
que consistem em sua altura e largura em milímetros, seguidas da sua 
massa em kg/m. Um exemplo de designação de perfil laminado em W 
pode ser o perfil W 610 X 101,6, que tem uma altura de 603 mm e uma 
largura de 228 mm, com uma massa de 101,6 kg/m. (PFEIL, 2014). Um 
perfil metálico típico pode ser visualizado na Figura 3.
Figura 3 – Perfil metálico HP, com espessura constante e mesas de 
faces paralelas
Fonte: vizinspiration/Shutterstock.com.
1.3 Fios, cordoalhas e cabos
Os fios trefilados, bastante utilizados em aplicações estruturais, são 
produzidos a partir da passagem de uma barra de aço através de fieiras 
com diâmetros cada vez menores, em um processo chamado trefilação. 
Esse processo é realizado a frio e requer o uso de lubrificantes para 
evitar o superaquecimento dos fios e das fieiras. Já as cordoalhas e os 
cabos são formados pela união de vários fios de aço.
13
Os fios de aço podem ser de aço doce ou de aço duro, este último 
utilizado em molas, cabos de protensão de estruturas, entre outros. A 
principal diferença entre o aço doce e o aço duro é a sua composição 
química e o processo de tratamento térmico. O aço doce é um tipo de 
aço comum, que contém uma pequena quantidade de carbono em sua 
composição, geralmente entre 0,1% e 0,5%. Esse tipo de aço é usado 
em aplicações que não requerem alta resistência ou dureza, como 
construção civil e fabricação de peças mecânicas simples.
Já o aço duro, conhecido também como aço de alta resistência e baixa 
liga, é um tipo de aço com uma composição química mais complexa, que 
inclui elementos de liga como o cromo, o vanádio e o molibdênio. Esse 
tipo de aço passa por um processo de tratamento térmico que o torna 
mais resistente e duro, o que o torna ideal para aplicações que exigem 
alta resistência e dureza, como molas, cabos de protensão de estruturas, 
ferramentas de corte, entre outros. As cordoalhas são compostas por 
três ou sete fios dispostos em forma de hélice, possuindo um módulo 
de elasticidade próximo ao de uma barra maciça de aço, com valor de E 
= 195.000 MPa (Pfeil; Pfeil, 2014). Já os cabos de aço são compostos por 
fios trefilados finos, organizados em arranjos helicoidais variáveis, sendo 
muito flexíveis e utilizados em moitões para multiplicação de forças, mas 
possuem um módulo de elasticidade baixo, cerca de 50% do valor de 
uma barra maciça.
1.4 Perfis em chapa dobrada
É possível transformar chapas metálicas de aços dúcteis em perfis 
de chapas dobradas por meio da dobragem a frio, utilizando prensas 
especiais com gabaritos que limitam os raios internos de dobragem 
para evitar fissuração do aço. No entanto, o uso de chapas finas com 
menos de 3 mm de espessura pode levar a problemas de instabilidade 
estrutural que não são encontrados em perfis laminados. Há uma 
grande variedade de perfis possíveis, alguns com simetria e outros 
14
mais complexos, para os quais normas de projeto específicas foram 
desenvolvidas, como a American Iron and Steel Institute (AISI) e a ABNT 
NBR 14762 (ABNT, 2010). Um exemplo clássico de perfil em chapa 
dobrada, o perfil em U, pode ser visualizado na Figura 4.
Figura 4 – Perfil U com capa laminada e dobrada a frio
Fonte: urfin/Shutterstock.com.
Os perfis formados a frio são uma alternativa econômica e versátil 
aos perfis laminados, já que podem ser fabricados em tamanhos 
personalizados e formas variadas, permitindo maior flexibilidade no 
design estrutural. Eles são amplamente utilizados em construções de 
baixa e média altura, como galpões industriais, edifícios comerciais, 
residenciais e pontes (Pinheiro, 2005).
Para garantir a segurança e a durabilidade dos perfis formados a frio, 
normas específicas de projeto foram desenvolvidas. Essas normas 
estabelecem critérios para o dimensionamento de perfis formados a 
frio e especificam requisitos mínimos para a resistência, estabilidade, 
deformação e fadiga dos perfis. Entre as normas aplicáveis, estão a 
ABNT NBR 14762, que trata do projeto de estruturas de aço constituídas 
15
por perfis formados a frio, e a ABNT NBR 6355, que estabelece requisitos 
gerais para o dimensionamento de estruturas de aço constituídas por 
perfis conformados a frio. Além disso, a ABNT NBR 14761 aborda os 
requisitos de resistência, estabilidade, deformação e fadiga dos perfis 
formados a frio em geral.
1.5 Ligações
As peças estruturais de metal são produzidas com dimensões 
transversais limitadas pela capacidade dos laminadores e comprimentos 
limitados pela capacidade dos veículos de transporte. A união das peças 
metálicas é crucial nas estruturas de aço, e existem, basicamente, dois 
métodos: utilização de conectores e soldagem. Conectores, como rebites 
e parafusos, são elementos amplamente utilizados na união de peças 
metálicas, sendo inseridos em furos que atravessam as peças a serem 
unidas. Por outro lado, a soldagem é um processo que envolve a fusão 
das partes em contato para uni-las, sendo uma alternativa comum para 
a união de elementos metálicos em diversos tipos de estruturas.
Nos séculos XIX e XX, os rebites eram os principais meios de ligação, mas 
a solda se tornou o método predominante nas últimas décadas, graças 
aos avanços em equipamentos e ao uso de aços-carbono e aços-liga 
soldáveis. A tendência moderna é usar solda na fabricação em oficinas e 
parafusos em ligações executadas no campo para maior eficiência.
1.6 Soldas e perfis compostos
Os perfis utilizados na construção podem ser formados pela junção 
de chapas ou de perfis laminados simples. Geralmente, a união entre 
esses elementos é feita por meio de solda, o que permite que os perfis 
sejam produzidos em larga escala de forma automatizada e competitiva. 
A solda é um processo que permite a união de metais por meio do 
derretimento de suas extremidades e da aplicação de uma pressão 
16
adequada para que haja a fusão completa. Dessa forma, a solda garante 
a formação de perfis resistentes e duráveis, capazes de suportar 
as cargas previstas em projeto. Além disso, os perfis soldados são 
padronizados de acordo com a norma brasileira ABNT NBR 5884 (ABNT, 
2013), que estabelece três séries de perfis soldados (Quadro 2) com 
características geométricas específicas. Também, é possível criar perfis 
compostos, que são formados pela combinação de perfis laminados 
simples. Esses perfis compostos podem ser mais caros do que os 
laminados simples, mas são utilizados em casos nos quais é necessário 
um momento de inércia elevado em duas direções principais, como em 
colunas ou estacas.
Quadro 2 – Séries de perfis soldados e suas siglas conforme a NBR5884:2013
Série de perfis soldados Sigla Descrição
Colunas soldadas CS Perfis soldados de colunas
Vigas soldadas VS Perfis soldados de vigas
Colunas e vigas soldadas CVS Perfis soldados de 
colunas e vigas
Fonte ABNT (2013, p. 4).
Os perfis CS são perfis soldados de colunas, que são utilizados 
para suportar cargas verticais em estruturas metálicas. Esses perfis 
são fabricados a partir de chapas de aço dobradas e soldadas 
longitudinalmente para formar uma seção transversal com formato 
tubular ou retangular.
Os perfis CS são utilizados, principalmente, em estruturas metálicas 
de edifícios e pontes, em que é necessário suportar grandes cargas 
verticais. Eles também são frequentemente usados em torres de 
telecomunicações, torres de energia eólica e outras estruturas que 
requerem alta resistência e rigidez.
17
Os perfis VS são perfis soldados de vigas, que são utilizados para 
suportar cargas horizontais em estruturas metálicas. Esses perfis 
são fabricados a partir de chapas de aço dobradas e soldadas 
longitudinalmente para formar uma seção transversal com formato I, 
H ou duplo T. São usados, principalmente, em estruturas metálicas de 
edifícios e pontes, em que é necessário suportar cargas horizontais, 
como vento e terremotos. Eles também são frequentemente usados em 
estruturas de mezanino, coberturas e galpões industriais.
Já os perfis CVS são perfis soldados de colunas e vigas, que são utilizados 
para suportar cargas verticais e horizontais em estruturas metálicas. 
Esses perfis são fabricados a partir de chapas de aço dobradas e 
soldadas longitudinalmente para formar uma seção transversal com 
formato retangular. São utilizados em estruturas metálicas que exigem 
suporte tanto para cargas verticais quanto horizontais, como em 
edifícios com grandes vãos livres, pontes suspensas e outras estruturas 
complexas. Eles oferecem alta resistência e rigidez, além de permitir a 
otimização do projeto estrutural, resultando em economia de materiais 
e custos. Os perfis soldados e compostos podem ser verificados na 
Figura 5.
Figura 5 – (a) Perfil I formado pela união de três chapas e (b) (c) (d) 
perfis compostos formados pela associação de perfis laminados 
simples
Fonte: Pfeil e Pfeil (2014, p. 23).
18
Na Figura 5(a), há um perfil em formato de “I” que é formado pela união 
de três chapas. Esses perfis podem ser produzidos em larga escala com 
competitividade devido aos processos automatizados de soldagem. 
Já nos casos mostrados na Figura 5 (b), (c) e (d), são apresentados 
perfis compostos, que são formados pela junção de perfis laminados 
simples. Embora mais caros do que os laminados simples, esses perfis 
compostos são utilizados para atender às necessidades de cálculo em 
estruturas como colunas ou estacas, que exigem momentos de inércia 
elevados em ambas as direções principais.
Concluindo, os elementos estruturais em aço são amplamente utilizados 
na construção civil e em outras áreas de engenharia, graças à sua alta 
resistência, durabilidade e facilidade de manuseio. Os perfis laminados, 
chapas, soldas, parafusos e rebites são componentes comuns dessas 
estruturas, cada um com sua função específica. A seleção adequada 
desses elementos é fundamental para garantir a segurança e a eficiência 
da estrutura. Além disso, o uso de tecnologias modernas, como a 
soldagem automatizada, tem permitido uma produção mais rápida e 
econômica desses elementos, tornando-os cada vez mais acessíveis e 
viáveis em termos de custo-benefício.
Referências
AMERICAN INSTITUTE OF STEEL CONSTRUCTION. Specification for Structural Steel 
Buildings: Commentary on the Specification for Structural Steel Buildings. ANSI/
AISC, Chicago, v. 36010, 2005.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8800. Projeto de Estruturas 
de Aço e de Estruturas Mistas de Aço e Concreto de Edifícios. Rio de Janeiro: ABNT, 
2008.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14762. Projeto de Estruturas 
de Aço e de Estruturas Mistas de Aço e Concreto de Edifícios. Rio de Janeiro: ABNT, 
2010.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5884. Perfis de aço soldados 
por resistência de topo com entalhe em T–Dimensões. Rio de Janeiro: ABNT, 2013.
19
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14761. Perfil estrutural de 
aço formado a frio–Padronização. Rio de Janeiro: ABNT, 2010.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14762. Projeto de estruturas 
de aço constituídas por perfis formados a frio–Padronização. Rio de Janeiro: ABNT, 
2010.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6355. Dimensionamento de 
estruturas de aço constituídas por perfis conformados a frio–Procedimento. Rio de 
Janeiro: ABNT, 1989.
PFEIL, W.; PFEIL; M. Estruturas de aço: dimensionamento prático. 8. ed. Rio de 
Janeiro: LTC, 2014.
PINHEIRO, A. C. F. B. Estruturas Metálicas. 2. ed. São Paulo: Blucher, 2005.
20
Fundamentos do projeto de 
ligações
Autoria: Jesner Marcos Escandolhero
Leitura crítica: Igor Brumano Coelho Amaral
Objetivos
• Compreender os princípios fundamentais das 
ligações em estruturas metálicas.
• Analisar e dimensionar adequadamente as ligações.
• Entender as normas e os critérios de projeto, 
interpretando e aplicando corretamente os 
requisitos e critérios de projeto estabelecidos nas 
normas.
21
1. Introdução
Olá, caro aluno! Seja bem-vindo à disciplina Fundamentos do Projeto 
de Ligações. No decorrer do conteúdo, você terá contato com uma 
variedade de tópicos, que são fundamentais para o projeto de 
ligações seguras. Começaremos por uma introdução aos conceitos 
básicos de ligações estruturais, buscando entender por que as 
ligações desempenham um papel tão importante na estabilidade e 
resistência global de uma estrutura. Veremos também os diferentes 
tipos de ligações metálicas, compreendendo o funcionamento de 
cada uma.
Na sequência, abordaremos o comportamento estrutural das ligações 
com destaque para a importância do dimensionamento adequado, 
além do seu correto detalhamento em projeto. Conheceremos algumas 
ligações especiais e compreenderemos os desafios específicos que essas 
ligações apresentam. Por fim, apresentaremos normas e critérios de 
projeto que orientam a prática da engenharia de ligações metálicas.
2. Ligações em estruturas metálicas
Começaremos explorando as conexões que mantêm as estruturas 
metálicas unidas e seguras. Neste tópico introdutório, abordaremos os 
fundamentos essenciais das ligações estruturais, que são a chave para 
garantir a estabilidade e a resistência de nossas construções.
As ligações em estruturas metálicas são os pontos de união entre os 
elementos estruturais, como vigas, pilares e treliças. Elas desempenham 
um papel crucial na distribuição das cargas e no comportamento global 
da estrutura.
22
Mas, por que as ligações são tão importantes? Elas são responsáveis por 
transferir as cargas entre os elementos estruturais. Uma ligação eficiente 
deve distribuir as cargas adequadamente, evitando concentrações 
de tensões e garantindo uma resposta estrutural uniforme. Ao 
compreendermos o comportamento estrutural das ligações, poderemos 
projetar conexões que sejam resistentes, rígidas e capazes de suportar 
as cargas previstas. Isso requer o conhecimento de conceitos, como 
transferência de momentos, cisalhamento, tração e compressão nas 
ligações.
É importante ressaltar que o projeto de ligações em estruturas metálicas 
exige considerações cuidadosas. Devemos levar em conta os materiais 
utilizados, o ambiente em que a estrutura será instalada e as normas 
técnicas aplicáveis. Além disso, o dimensionamento das ligações deve 
considerar as forças atuantes, levando em conta os aspectos estáticos e 
dinâmicos.
Ao dominarmos os fundamentos das ligações em estruturas metálicas, 
estaremos prontos para avançar aos tópicos subsequentes, explorando 
os diversos tipos de ligações, o dimensionamento adequado e os 
detalhamentos necessários para garantir a segurança e eficiência de 
nossas estruturas.
2.1 Tipos de ligações metálicas
Agoraque entendemos os fundamentos das ligações em estruturas 
metálicas, exploraremos os diferentes tipos de ligações existentes. 
Esses tipos de ligações nos oferecem opções versáteis para conectar 
elementos estruturais e garantir a estabilidade e resistência de nossas 
construções.
Para que o projeto de uma estrutura de aço seja considerado 
econômico e seguro, é essencial que as ligações entre os 
componentes dessa estrutura recebam atenção e tratamento 
23
apropriados. A modelagem de uma ligação é muito complexa, devido 
ao grande número de parâmetros envolvidos. Por outro lado, o 
uso de recursos experimentais se apresenta como uma ferramenta 
fundamental para uma adequada avaliação do comportamento 
estrutural de uma ligação (Andrade, 2016).
As ligações parafusadas são amplamente utilizadas na construção de 
estruturas metálicas. Nesse tipo de ligação, os elementos estruturais 
são unidos por meio de parafusos. Outro tipo comum de ligação em 
estruturas metálicas é a ligação soldada. Nesse caso, os elementos 
são conectados por meio da fusão de materiais, criando uma união 
permanente e contínua.
Além das ligações parafusadas e soldadas, temos as ligações mistas, as 
quais combinam elementos parafusados e soldados para obter o melhor 
dos dois métodos. As ligações mistas oferecem uma combinação flexível 
e eficiente, adaptando-se às necessidades específicas de cada projeto.
As ligações por rebites já foram muito utilizadas no passado e, 
atualmente, estão em desuso, por isso não serão abordadas neste 
conteúdo (Andrade, 2016).
Ao projetar as ligações, é fundamental considerar vários fatores, como 
as forças atuantes, as características dos materiais, as condições 
ambientais e os requisitos de desempenho da estrutura. É necessário 
seguir as normas técnicas aplicáveis, que fornecem diretrizes detalhadas 
para o dimensionamento e o detalhamento adequados das ligações em 
estruturas metálicas.
Ao compreendermos os diferentes tipos de ligações metálicas, 
podemos selecionar a melhor abordagem para cada situação, 
levando em consideração os requisitos estruturais, econômicos e de 
construtibilidade.
24
2.2 Ligações especiais
Uma das ligações especiais mais relevantes é a ligação de base 
de colunas, utilizada para conectar uma coluna à sua fundação, 
transmitindo as cargas verticais e horizontais e os momentos fletor e de 
torção entre a estrutura e o solo. O projeto adequado dessa ligação é 
essencial para garantir a estabilidade global da estrutura.
Existem diferentes tipos de ligações de base de colunas, como a ligação 
por placa de base, a ligação com chapa de ancoragem e a ligação com 
chumbadores. Cada tipo apresenta características distintas e exige 
análises específicas.
Outra ligação especial relevante é a ligação viga-pilar. Essa ligação 
é utilizada para conectar vigas a pilares, transferindo as cargas e os 
momentos entre eles. A ligação viga-pilar pode ser realizada por meio 
de parafusos, soldas ou uma combinação de ambos, dependendo das 
demandas estruturais e dos requisitos de projeto.
Um exemplo comum é a ligação viga-pilar com conectores de 
cisalhamento, como os do tipo pino e os do tipo solda. Esses conectores 
permitem a transferência de cargas de cisalhamento entre a viga e 
o pilar. O dimensionamento adequado dos conectores, levando em 
consideração as forças atuantes e as propriedades dos materiais, é 
fundamental para garantir a resistência e rigidez da ligação.
Outro exemplo importante é a ligação de momento em estruturas 
metálicas, que é utilizada para transferir momentos fletor e torção entre 
elementos estruturais. Essas ligações especiais são projetadas para 
resistir aos momentos atuantes e garantir a estabilidade da estrutura.
A ligação de momento pode ser realizada por meio de placas de 
extremidade, que são conectadas aos elementos estruturais por meio 
de parafusos de alta resistência ou soldas. É necessário considerar o 
25
dimensionamento adequado das placas, a resistência dos materiais, a 
rigidez da ligação e a distribuição de tensões para garantir a eficiência e 
a segurança da ligação de momento.
Além dos exemplos citados, existem várias outras ligações especiais, 
como ligações de treliças metálicas, ligações expostas à ação do 
fogo, ligações sujeitas a cargas cíclicas e ligações em estruturas de 
grande porte. Cada tipo de ligação demanda uma análise específica e 
o cumprimento das normas técnicas pertinentes, como a ABNT NBR 
8800:2008–Projeto de Estruturas de Aço e de Estruturas Mistas de Aço 
e Concreto e a ABNT NBR 8802:2013–Projeto de Estruturas de Aço e de 
Estruturas Mistas de Aço e Concreto–Procedimento para Projetos de 
Estruturas de Aço de Edifícios.
3. Dimensionamento e detalhamento das 
ligações
Agora, exploraremos como essas conexões transferem as cargas e 
afetam o desempenho global da estrutura, e o que deve ser observado 
quanto ao seu dimensionamento e detalhamento em projeto.
3.1 Comportamento estrutural das ligações
Quando falamos sobre o comportamento estrutural das ligações, 
estamos interessados em como as forças são transmitidas entre os 
elementos estruturais e como essas conexões influenciam a resposta da 
estrutura às cargas aplicadas. Analisaremos alguns aspectos-chave.
As ligações parafusadas, por exemplo, transferem as cargas, 
principalmente, por meio de cisalhamento e tração. Os parafusos são 
projetados para resistir a essas forças, mas é importante garantir uma 
distribuição uniforme das cargas. Por outro lado, as ligações soldadas 
26
transmitem as cargas, principalmente, por meio da solidificação do 
material de solda. A qualidade da soldagem é fundamental para garantir 
a resistência e rigidez adequadas da ligação.
Além de tudo isso, é importante entender como as ligações afetam 
a rigidez e a capacidade de deformação da estrutura. Por exemplo, 
ligações rígidas podem aumentar a rigidez global da estrutura, 
reduzindo as deformações, enquanto ligações flexíveis podem permitir 
maiores deformações, dissipando energia durante eventos extremos, 
como terremotos e outros eventos sismológicos.
Consideraremos um exemplo prático: uma ponte metálica. As ligações 
entre os elementos da ponte desempenham um papel fundamental 
na resistência e estabilidade da estrutura. Uma ponte metálica é uma 
estrutura complexa que requer cuidadosa consideração das ligações 
para garantir sua estabilidade e segurança.
Ainda neste exemplo, ao analisar o comportamento estrutural das 
ligações em uma ponte metálica, é necessário considerar as forças de 
cisalhamento, momento fletor, torção e forças axiais. É importante 
garantir que a distribuição de tensões seja adequada e que as 
deformações sejam controladas dentro de limites aceitáveis.
Também, para garantir a resistência adequada das ligações, é essencial 
realizar cálculos precisos de dimensionamento. É necessário levar 
em consideração a capacidade de carga dos elementos estruturais, 
a resistência dos materiais e as normas técnicas aplicáveis. O 
dimensionamento adequado das ligações envolve a análise das tensões 
e deformações para garantir que elas estejam dentro dos limites 
permitidos.
Outro aspecto importante aqui é a conexão entre as vigas principais e 
as vigas secundárias da ponte. Essas conexões devem ser projetadas 
para transmitir adequadamente as cargas, distribuindo-as de maneira 
27
uniforme e evitando concentrações de tensões. É fundamental garantir 
que a rigidez dessas ligações seja compatível com o comportamento 
global da ponte, para evitar problemas, como deformações excessivas 
ou desalinhamentos.
Adicionalmente, é necessário considerar o efeito das ligações na resposta 
dinâmica da ponte. As ligações podem influenciar a frequência natural da 
estrutura, afetando sua resposta a vibrações e movimentos. Uma ligação 
rígida pode aumentar a rigidez global da ponte, diminuindo suas oscilações 
naturais. Por outro lado, uma ligação mais flexível pode permitir maior 
capacidade de dissipação de energia durante eventos sísmicos.Além disso, é importante considerar o tipo de ligação mais adequado 
para cada ponto da ponte. Por exemplo, nas áreas sujeitas a momentos 
fletor e torção, podem ser necessárias ligações mais complexas, como 
ligações mistas que combinam elementos parafusados e soldados. Essas 
ligações proporcionam maior resistência e rigidez para lidar com as 
forças atuantes nessas regiões críticas.
Por fim, o detalhamento adequado das ligações é crucial para garantir 
a qualidade da construção. A geometria da junta, a preparação das 
superfícies, a seleção de materiais de solda e a aplicação de práticas de 
qualidade são fundamentais para obter ligações duráveis e confiáveis 
ao longo do tempo. A inspeção e manutenção periódica das ligações 
também são essenciais para garantir a integridade da ponte.
Ao compreendermos o comportamento estrutural das ligações, 
poderemos projetar ligações eficientes, resistentes e seguras, 
otimizando o desempenho global das estruturas metálicas.
3.2 Dimensionamento das ligações
A etapa de dimensionamento das ligações em estruturas metálicas tem 
o objetivo de garantir a resistência, rigidez e segurança das conexões 
28
entre os elementos estruturais. Para isso, são considerados diversos 
aspectos, como cálculo de resistência e rigidez das ligações, verificação 
da capacidade de carga e considerações de fadiga e fluência.
O cálculo de resistência das ligações envolve a determinação das forças 
e momentos atuantes na ligação, bem como a seleção adequada dos 
elementos que a compõem, como parafusos, chapas, soldas, entre 
outros. A resistência desses componentes é verificada levando em 
consideração as tensões e deformações geradas pelas cargas aplicadas.
Um exemplo prático seria o dimensionamento de uma ligação viga-
coluna utilizando parafusos de alta resistência. Nesse caso, é necessário 
calcular as forças de cisalhamento, momento fletor e momento 
de torção transmitidos pela ligação. Com base nessas cargas, são 
selecionados os parafusos apropriados, considerando sua resistência ao 
cisalhamento e ao esmagamento, além das chapas e soldas, que devem 
atender aos requisitos de resistência à tração e flexão.
Além do cálculo de resistência, a rigidez das ligações é um fator 
crucial no dimensionamento. A rigidez está relacionada à capacidade 
de a ligação transmitir os deslocamentos e as deformações entre os 
elementos estruturais de forma adequada. Uma ligação rígida demais 
pode gerar concentração de esforços e deslocamentos excessivos em 
outros pontos da estrutura, enquanto uma ligação flexível demais pode 
comprometer a estabilidade global.
A verificação da capacidade de carga das ligações consiste em avaliar 
se a ligação é capaz de suportar as cargas atuantes sem exceder 
seus limites de resistência. Isso envolve a análise de diferentes 
estados limites, como o escoamento dos materiais, a resistência ao 
esmagamento, a resistência à tração e a deformação excessiva.
Considerando a fadiga e a fluência, é importante verificar se as ligações 
estão dimensionadas para resistir a carregamentos cíclicos e de longa 
29
duração ao longo da vida útil da estrutura. A fadiga ocorre quando a 
ligação é submetida a cargas variáveis ao longo do tempo, podendo 
levar à falha por repetição cíclica de esforços. A fluência, por sua vez, 
está relacionada ao comportamento do material sob cargas constantes e 
prolongadas, podendo levar ao aumento progressivo das deformações.
No dimensionamento de ligações sujeitas à fadiga e fluência, são 
considerados os critérios estabelecidos pelas normas técnicas, como a 
ABNT NBR 8800:2008, que apresenta diretrizes específicas para a análise 
e o dimensionamento de ligações em estruturas de aço.
3.3 Detalhamento das ligações
É na etapa do detalhamento que são definidas a geometria e a 
disposição dos elementos de ligação, levando em consideração 
aspectos, como prevenção de concentração de tensões, deformações e 
deslocamentos aceitáveis.
A geometria e a disposição dos elementos de ligação têm grande 
influência na capacidade de carga, na rigidez e na durabilidade das 
ligações. Um detalhamento adequado visa distribuir as tensões e as 
deformações de maneira uniforme ao longo da ligação, evitando pontos 
de concentração de tensões que possam levar a falhas prematuras.
A prevenção de concentração de tensões envolve técnicas, como o 
arredondamento de cantos, o uso de raios de curvatura adequados e 
o dimensionamento correto das chapas e soldas. Essas medidas visam 
evitar o surgimento de pontos de tensões elevadas que poderiam levar a 
deformações excessivas ou até mesmo à ruptura da ligação.
Outro aspecto importante no detalhamento das ligações é a 
consideração das deformações e dos deslocamentos. Em estruturas 
sujeitas a movimentações térmicas, cargas cíclicas ou assentamentos 
30
diferenciais, é fundamental permitir acomodações adequadas das 
ligações para evitar tensões excessivas e falhas estruturais.
4. Normas e critérios de projeto
Agora, exploraremos o importante tema das normas e dos critérios 
de projeto para ligações em estruturas metálicas. Essas normas 
estabelecem diretrizes e requisitos técnicos que devem ser seguidos 
para garantir a segurança, a eficiência e a qualidade das ligações. Tanto 
as normas brasileiras quanto as internacionais desempenham um papel 
fundamental nesse contexto.
4.1 Normas brasileiras e internacionais para projeto de 
ligações metálicas
No Brasil, a principal norma técnica que estabelece critérios e requisitos 
para o projeto de ligações em estruturas metálicas é a ABNT NBR 
8800:2008–Projeto de Estruturas de Aço e de Estruturas Mistas de Aço e 
Concreto. Essa norma abrange uma ampla gama de tópicos relacionados 
às ligações metálicas, desde a seleção dos materiais até as verificações 
de resistência, estabilidade e durabilidade das ligações.
A ABNT NBR 8800:2008 fornece orientações detalhadas sobre os 
métodos de dimensionamento das ligações, levando em consideração 
aspectos, como resistência dos materiais, capacidade de carga, 
solicitações de serviço, segurança estrutural e critérios de projeto. Além 
disso, essa norma aborda os tipos de ligações, suas configurações e seus 
detalhes construtivos.
No âmbito internacional, existem diversas normas que são amplamente 
reconhecidas e adotadas no projeto de ligações metálicas. Algumas das 
mais relevantes incluem:
31
• As normas da American Institute of Steel Construction (AISC), como a 
AISC 360 – Specification for Structural Steel Buildings.
• O conjunto de normas Eurocode 3 – Design of Steel Structures.
• A norma da British Standard (BS), BS 5950 – Structural Use of 
Steelwork in Building.
4.2 Procedimentos de cálculo e dimensionamento
Os procedimentos de cálculo e dimensionamento das ligações 
metálicas incluem a determinação das forças e dos momentos 
atuantes nas ligações, a seleção dos elementos de ligação 
apropriados, a verificação da capacidade resistente deles e as 
considerações de fadiga e fluência.
O projeto de ligações, basicamente, envolve duas diferentes estratégias 
que podem ser identificadas para minimizar seus custos: simplificação 
do detalhe da ligação, reduzindo-se os custos de fabricação, e redução 
das dimensões dos elementos estruturais, diminuindo os custos de 
material (Andrade, 2016).
É essencial ressaltar que o cálculo e o dimensionamento das ligações 
metálicas devem ser realizados por profissionais qualificados e 
experientes, levando em consideração as diretrizes das normas técnicas 
aplicáveis e as especificidades de cada projeto.
5. Aplicações práticas
Ressaltaremos alguns exemplos de aplicações práticas de ligações 
metálicas em estruturas reais:
32
• Ligações de pórticos: ligações encontradas em pórticos metálicos, 
utilizados em diferentes tipos de edificações, como galpões 
industriais, centros esportivos e pontes.
• Ligações de vigas e colunas: de extrema importância para garantir 
a estabilidade e a transferência de cargas.
• Ligações de coberturas: demandam atenção especialdevido aos 
carregamentos dinâmicos, como ventos e cargas devido à ação de 
intempéries.
• Ligações de elementos complexos: em casos mais complexos, 
como pontes estaiadas, torres de telecomunicações e estruturas 
especiais, são encontradas ligações que envolvem geometrias e 
configurações mais desafiadoras.
Ao estudar os casos práticos, é importante analisar também os 
problemas comuns encontrados em projetos estruturais e as soluções 
adotadas para superá-los. Alguns exemplos incluem: problemas de 
estabilidade, concentração de tensões, deformações excessivas e 
adequação às normas técnicas.
Referências
AMERICAN INSTITUTE OF STEEL CONSTRUCTION. Specification for Structural Steel 
Buildings: Commentary on the Specification for Structural Steel Buildings. ANSI/
AISC, Chicago, v. 36010, 2005.
ANDRADE, S. Comportamento e projeto de estruturas de aço. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2016.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8800. Projeto de Estruturas 
de Aço e de Estruturas Mistas de Aço e Concreto de Edifícios. Rio de Janeiro: ABNT, 
2008.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8802. Projeto de Estruturas 
de Aço e de Estruturas Mistas de Aço e Concreto–Procedimento para Projetos de 
Estruturas de Aço de Edifícios. Rio de Janeiro: ABNT, 2013.
33
EUROCODE 3. Design steel of structures: Part 1.1–General rules and rules for 
buildings–Revised Annex J: Joints in building frames. [S. l.]: [s. n.], 1993.
PFEIL, W.; PFEIL; M. Estruturas de aço: dimensionamento prático. Rio de Janeiro: 
LTC, 2014.
PINHEIRO, A. C. F. B. Estruturas Metálicas. 2. ed. São Paulo: Blucher, 2005.
STEEL CONSTRUCTION INSTITUTE. Design of simple Span Steel Portal Frames to 
BS 5950-1:2000. SCI Publication P252. [S. l.]: [s. n.], 2004.
34
Ligações com conectores
Autoria: Jesner Marcos Escandolhero
Leitura crítica: Igor Brumano Coelho Amaral
Objetivos
• Compreender a importância das ligações metálicas 
com conectores na construção de estruturas 
metálicas.
• Analisar as disposições construtivas das ligações 
metálicas com conectores.
• Entender os princípios do dimensionamento dos 
conectores e dos elementos de ligação.
35
1. Introdução
Você já se perguntou como diferentes partes de uma estrutura metálica 
são unidas? A resposta está nas ligações metálicas e, em muitos casos, 
com conectores. Esses elementos permitem unir diferentes partes da 
estrutura, transferindo esforços entre elas e garantindo a estabilidade e 
segurança da construção.
Discutiremos os diferentes tipos de conectores e ligações, as disposições 
construtivas e o dimensionamento dos conectores e elementos 
de ligação. As ligações metálicas com conectores são amplamente 
utilizadas em estruturas metálicas devido à sua versatilidade e facilidade 
de execução. Elas podem ser usadas para unir diferentes tipos de 
elementos estruturais, como vigas, colunas e treliças. Isso permite a 
construção de estruturas complexas com rapidez e eficiência.
Além do tipo de conector utilizado, a classificação da ligação quanto ao 
esforço solicitante dos conectores também é um aspecto importante a 
ser considerado no projeto de ligações metálicas.
2. Tipos de conectores e de ligações
Agora que já introduzimos a importância das ligações metálicas com 
conectores, discutiremos os diferentes tipos de conectores e ligações 
que podem ser utilizados em estruturas metálicas.
2.1 Rebites
Os rebites são conectores mecânicos que consistem em um pino 
com uma cabeça em uma extremidade. Eles são inseridos em furos 
previamente perfurados nas peças a serem unidas e, em seguida, a 
36
extremidade oposta à cabeça é deformada para formar outra cabeça, 
prendendo as peças juntas.
• Os rebites são conectores instalados a quente, o produto final 
apresentando duas cabeças. Pelo resfriamento, o rebite comprime 
as chapas entre si; o esforço de aperto é, entretanto, muito 
variável, não se podendo garantir um valor mínimo a considerar 
nos cálculos. (Pfeil; Pfeil, 2014, p. 68)
Figura 1 – Rebite. (a) Colocação do rebite no furo após seu 
aquecimento até uma temperatura de cerca de 1000 °C. (b) 
Formação da cabeça arredondada por martelamento (em geral, 
com ferramenta pneumática) e com escoramento do lado da cabeça 
pré-formada. (c) Com o resfriamento, o rebite encolhe apertando as 
chapas. (d) Rebite trabalhando a corte
Fonte: Pfeil e Pfeil (2014, p. 68).
Os rebites eram amplamente utilizados em estruturas metálicas 
no passado, mas, atualmente, seu uso tem diminuído devido à 
popularidade dos parafusos. No entanto, eles ainda são utilizados 
em algumas aplicações, como na construção de pontes e na indústria 
aeronáutica.
Uma vantagem dos rebites é que eles podem ser instalados sem a 
necessidade de acesso ao lado oposto da ligação. Isso pode ser útil 
em situações em que o acesso é limitado. No entanto, a instalação de 
37
rebites requer equipamentos especiais e pode ser mais demorada do 
que a instalação de parafusos.
2.2 Parafusos comuns
Os parafusos comuns são conectores mecânicos que consistem 
em um pino roscado com uma cabeça hexagonal ou quadrada. São 
inseridos em furos previamente perfurados nas peças a serem unidas 
e, em seguida, apertados com uma porca na extremidade oposta.
Os parafusos comuns são amplamente utilizados em estruturas 
metálicas devido à sua facilidade de instalação e remoção, podendo 
ser instalados com ferramentas manuais simples, não requerendo 
equipamentos especiais, no entanto têm uma resistência à tração 
e ao cisalhamento menor que os parafusos de alta resistência. Eles 
também podem afrouxar com o tempo devido a vibrações e variações 
de temperatura, podendo, assim, comprometer a segurança da 
ligação.
Fabricados em aço-carbono, designados como ASTM A307 ou apenas como 
A307, são usados para pequenas treliças, plataformas simples, passadiços, 
terças, vigas de tapamento, estruturas leves etc. Possuem um baixo custo, 
porém também têm baixa resistência. (Pinheiro, 2005, p. 59)
2.3 Parafusos de alta resistência
Os parafusos de alta resistência são conectores mecânicos semelhantes 
aos parafusos comuns, mas com uma resistência à tração e ao 
cisalhamento significativamente maior. São fabricados com aços de alta 
resistência e apertados com um torque específico para garantir uma 
pré-carga adequada na ligação.
38
São amplamente utilizados em estruturas metálicas, em que é 
necessário um alto desempenho da ligação, oferecendo uma resistência 
superior à tração e ao cisalhamento e permitindo a construção de 
ligações mais eficientes. Todavia, requerem um controle rigoroso 
durante a instalação para garantir que o torque adequado seja aplicado, 
portanto são mais caros que os parafusos comuns.
De acordo com Pinheiro (2005), nos parafusos de alta resistência por 
atrito, temos os tipos A325-F e A490-F, sendo o F relativo a Friction 
(Fricção). Neste tipo de parafuso (F), tem-se uma protensão no parafuso, 
que é medida pelo torque aplicado na porca. O deslizamento relativo 
entre as chapas é evitado devido à protensão (Figura 2(a)).
Pinheiro (2005) apresenta, ainda, os parafusos de alta resistência por 
contato, A325-N, A490-N (N–Normal) e A325-X e A490-X (X–eXcluded). No 
tipo de parafuso N, a rosca está no plano de cisalhamento. A resistência 
do parafuso N será menor que a do parafuso tipo X (Figura 2(b)). Já no 
tipo de parafuso X, a rosca está fora do plano de cisalhamento do corpo 
do parafuso (Figura 2(c)).
Figura 2 – Parafusos de alta resistência (a) por atrito, (b) por contato 
com rosca no plano de cisalhamento e (c) por contato com rosca 
fora do plano de cisalhamento
Fonte: adaptada de Pinheiro (2005).
39
2.4 Classificação da ligação quanto ao esforço solicitante 
nos conectores
Além do tipo de conector utilizado, a classificação da ligação quanto ao 
esforço solicitante dos conectores também é um aspecto importante a 
ser considerado no projeto de ligações metálicas. As ligações podem ser 
classificadas como simples ou rígidas, dependendo da capacidade dos 
conectores de transferir momentosfletores entre os elementos ligados.
As ligações simples são aquelas em que os conectores têm capacidade 
limitada de transferir momentos fletores entre os elementos ligados. 
Elas são utilizadas, principalmente, para transferir esforços axiais (tração 
ou compressão) entre os elementos. Já as ligações rígidas, por outro 
lado, são aquelas em que os conectores têm capacidade suficiente 
para transferir momentos fletores entre os elementos ligados. Elas são 
utilizadas, principalmente, em situações em que é necessário garantir a 
continuidade estrutural entre os elementos ligados.
De acordo com Pfeil e Pfeil (2014), é possível identificar diferentes tipos 
de ligações com base nas solicitações que impõem aos conectores. 
Um exemplo é o caso das ligações de peças tracionadas (Figura 3(a)), 
em que as chapas se apoiam no fuste do conector, resultando em 
pressões de contato que criam um carregamento autoequilibrado. Esse 
tipo de carregamento gera esforços de flexão no conector, incluindo 
esforço cortante e momento fletor. Devido ao comprimento geralmente 
reduzido dos conectores, o esforço cortante é o principal responsável 
pela resistência nesse contexto, o que torna essa ligação conhecida 
como ligação por corte.
Na ligação da Figura 3(b), os conectores estão sujeitos à tração axial, 
enquanto nas ligações das Figuras 3(c) e 3(d), os conectores sofrem 
esforços de tração e corte. Os parafusos superiores da ligação da 
Figura 3(c) ficam tracionados por ação do momento fletor produzido na 
ligação pela excentricidade de carga, e na ligação da Figura 3(d) todos 
40
os parafusos ficam igualmente tracionados em razão da componente 
horizontal da carga (Pfeil; Pfeil, 2014).
Figura 3 – Classificações das ligações quanto ao esforço solicitante. 
(a) Ligação por corte, (b) ligação por tração e (c) (d) ligações a corte e 
tração dos conectores
Fonte: adaptada de Pfeil e Pfeil (2014).
É importante escolher o tipo de conector e de ligação adequados para 
cada situação, levando em consideração fatores, como a resistência, a 
facilidade de instalação e o custo.
3. Disposições construtivas
Além de escolher o tipo de conector e de ligação adequados, é 
importante considerar as disposições construtivas das ligações metálicas 
com conectores. Essas disposições incluem aspectos, como a furação de 
chapas e os espaçamentos dos conectores.
3.1 Furação de chapas
A furação de chapas é um aspecto importante a ser considerado no 
projeto de ligações metálicas com conectores. Os furos devem ser 
dimensionados adequadamente para permitir a inserção dos conectores 
41
e garantir a resistência da ligação. As perfurações devem ser feitas com 
precisão para garantir um alinhamento adequado entre as peças a 
serem unidas. Além disso, é importante evitar a perfuração excessiva 
das chapas, pois isso pode comprometer a resistência da ligação.
Segundo Pfeil e Pfeil (2014), é recomendado que o furo-padrão para 
parafusos comuns possua uma folga de 1,5 mm em relação ao diâmetro 
nominal do parafuso (Figura 4(a)). Essa tolerância é essencial para permitir 
a montagem adequada das peças. Além disso, os autores destacam que 
o método mais econômico de realizar os furos é o puncionamento no 
diâmetro final. Isso é viável para chapas com espessura (t) até o diâmetro 
nominal do conector, acrescido de 3 mm, ou seja, t ≤ d + 3 mm.
Ainda de acordo com Pfeil e Pfeil (2014), para chapas mais grossas, os 
furos deverão ser abertos com broca ou por punção, inicialmente com 
diâmetro pelo menos 3 mm inferior ao definitivo e, posteriormente, 
alargados com broca. Como o corte do furo por punção danifica uma 
parte do material da chapa, considera-se, para efeito de cálculo da seção 
líquida da chapa furada, um diâmetro fictício igual ao diâmetro do furo 
(d′) acrescido de 2 mm, ou seja, diâmetro fictício = d′ + 2 mm = d + 3,5 
mm.
Figura 4 – Tipos de furos: (a) furo-padrão, (b) furo alargado, (c) furo 
pouco alongado e (d) furo muito alongado (d = diâmetro nominal do 
parafuso)
Fonte: Pfeil e Pfeil (2014, p. 72).
42
Além do furo-padrão, as ligações podem ser feitas com furos alargados 
ou alongados, ilustrados na Figura 4. O emprego dos furos alargados 
e alongados na direção da força se restringe às ligações do tipo 
atrito, enquanto os furos alongados com a maior dimensão do furo 
perpendicular à direção da força podem ser usados em ligações do 
tipo contato. Os furos alargados e alongados só devem ser usados 
em situações especiais, para atender a dificuldades de montagem, 
necessitando de aprovação do responsável pelo projeto (Pfeil; Pfeil, 
2014).
3.2 Espaçamento dos conectores
O espaçamento adequado entre os conectores pode garantir uma 
distribuição uniforme dos esforços na ligação e evitar o surgimento de 
tensões excessivas nas chapas, devendo ser respeitados espaçamentos 
mínimos, de modo a garantir a resistência da ligação. Outro ponto 
importante é evitar o agrupamento excessivo de conectores em uma 
área pequena, pois isso também influencia na resistência da ligação.
Na ABNT NBR-8800 (ABNT, 2008), estão estabelecidos valores mínimos 
para os espaçamentos e as distâncias entre parafusos e bordas. O 
espaçamento mínimo entre centros de furos padrão, por exemplo, não 
deve ser inferior a “3d”. A distância livre entre as bordas de dois furos 
consecutivos também não deve ser inferior a “d”. Somente devem ser 
empregados furos alargados ou pouco alongados na direção da força 
quando a ligação for calculada por atrito.
O Quadro 1, extraído da ABNT NBR-8800 (2008), fornece, ainda, uma 
distância mínima entre a linha de centro de um furo padrão à borda da 
chapa mais próxima. Note que as equações e o quadro que regulam 
as distâncias entre parafusos e bordas são válidos para furos padrão. 
Recomendações especiais para furos alongados ou alargados podem ser 
obtidas na ABNT NBR-8800 (ABNT, 2008; Andrade, 2016).
43
Quadro 1 – Distância mínima entre a linha de centro de um furo 
padrão e a borda da chapa (NBR-8800)
Diâmetro “d” Borda cortada com 
serra ou tesoura (mm)
Borda laminada ou cortada 
a plasma ou maçarico (mm)ASTM ISO
- M 12 21 18
1/2” - 22 19
5/8” M 16 29 22
3/4” - 32 26
- M 20 35 27
7/8” M 22 38 29
- M 24 42 31
1” - 44 32
- M27 50 38
1 1/8” - 51 38
- M 30 53 39
1 1/4” - 57 42
- M 36 64 46
> 1 1/4” > M36 1,75 d 1,25 d
Fonte: adaptado de ABNT (2008).
Pfeil e Pfeil (2014) resumem, na Figura 5, as indicações da ABNT NBR 
8800:2008 para espaçamentos mínimos no caso de furos do tipo padrão.
Figura 5 – Espaçamentos construtivos mínimos recomendados para 
conectores, com furação-padrão
Fonte: Pfeil e Pfeil (2014, p. 73).
Conforme Pfeil e Pfeil (2014), os espaçamentos máximos entre 
conectores têm como objetivo evitar a penetração de água e sujeira 
44
nas interfaces. Esses espaçamentos são estabelecidos com base 
na espessura (t) da chapa mais fina, seguindo a norma ABNT NBR 
8800:2008. Para elementos pintados ou não sujeitos à corrosão, 
o espaçamento máximo é de 24 vezes a espessura da chapa (24t) 
para dimensões menores que 300 mm. Já para elementos sujeitos à 
corrosão, construídos com aços resistentes à corrosão e não pintados, 
o espaçamento máximo é de 14 vezes a espessura da chapa (14t) para 
dimensões menores que 180 mm. Ainda de acordo com a ABNT NBR 
8800:2008, a distância máxima de um conector à borda da chapa é 
tomada igual a 12 t ≯ 150 mm.
4. Considerações sobre o dimensionamento 
dos conectores e dos elementos de ligação
O dimensionamento adequado dos conectores e dos elementos de 
ligação é fundamental para garantir a resistência e a segurança das 
ligações metálicas com conectores. Agora, discutiremos os principais 
aspectos a serem considerados no dimensionamento desses elementos.
4.1 Resistência dos conectores
Os conectores devem ter resistência suficiente para suportar as 
solicitações de cálculo impostas pela estrutura, sendo que ela pode 
ser determinada com base nas normas técnicas aplicáveis, como 
a ABNT NBR 8800:2008. Essa norma estabelece os critérios parao 
dimensionamento dos elementos de ligação e dos meios de ligação em 
estruturas metálicas.
De acordo com a ABNT NBR 8800:2008, os elementos de ligação e 
os meios de ligação deverão ser dimensionados de forma que as 
suas resistências de cálculo, correspondentes aos estados limites em 
consideração, sejam maiores que as solicitações de cálculo.
45
4.2 Dimensionamento dos elementos de ligação
Além da resistência dos conectores, é importante dimensionar 
adequadamente os elementos de ligação, como as chapas e os 
enrijecedores. Esses elementos devem ter resistência suficiente para 
suportar as solicitações impostas pela estrutura.
O dimensionamento dos elementos de ligação deve levar em 
consideração fatores, como a espessura das chapas, o tipo de material 
utilizado e as solicitações impostas pela estrutura. Além disso, é 
importante verificar se os elementos de ligação atendem aos requisitos 
das normas técnicas aplicáveis.
Referências
ANDRADE, S. Comportamento e projeto de estruturas de aço. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2016.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8800. Projeto de Estruturas 
de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de edifícios. Rio de Janeiro: ABNT, 
2008.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14762. Dimensionamento 
de estruturas de aço constituídas por perfis formados a frio. Rio de Janeiro: ABNT, 
2010.
PFEIL, W.; PFEIL; M. Estruturas de aço: dimensionamento prático. Rio de Janeiro: 
LTC, 2014.
PINHEIRO, A. C. F. B. Estruturas Metálicas. 2. ed. São Paulo: Blücher, 2005.
46
Ligações com soldas
Autoria: Jesner Marcos Escandolhero
Leitura crítica: Igor Brumano Coelho Amaral
Objetivos
• Compreender a importância das ligações com soldas 
na construção de estruturas metálicas.
• 	Analisar	as	classificações	e	os	tipos	de	soldas	das	
ligações metálicas.
• Entender a simbologia e os princípios do 
dimensionamento das soldas na construção de 
estruturas metálicas.
47
1. Introdução
Olá, aluno! Você já ouviu falar sobre soldagens? Soldagens são um método 
de	união	de	peças	de	metal	por	meio	de	fusão.	Isso	significa	que	o	
soldador	aquece	o	metal	das	peças	até	que	ele	se	derreta,	e	depois	as	une.
As	soldagens	são	uma	forma	de	ligação	muito	versátil	e	eficiente,	e	
podem ser usadas em uma ampla variedade de aplicações. Por exemplo, 
as soldagens são usadas na construção civil, na indústria automotiva, na 
indústria aeronáutica, na indústria naval e em muitas outras indústrias.
Existem	muitos	tipos	diferentes	de	soldagens,	e	cada	um	é	adequado	
para um tipo diferente de aplicação. Por exemplo, a soldagem por arco 
elétrico	é	um	tipo	de	soldagem	muito	versátil,	que	pode	ser	usada	em	
uma ampla variedade de materiais. Já a soldagem TIG é um tipo de 
soldagem	mais	especializado,	que	é	usado	para	soldar	materiais	finos	ou	
de alta resistência.
As soldagens devem ser projetadas e executadas de acordo com as 
normas	técnicas	específicas.	Isso	é	importante	para	garantir	a	qualidade	
das soldagens e para evitar acidentes.
Aprenderemos sobre os diferentes tipos de soldagens, os processos de 
soldagem e as normas técnicas de soldagem, como também sobre a 
simbologia	de	soldagem,	que	é	usada	para	representar	as	soldagens	em	
desenhos técnicos.
2. Tipo, qualidade e simbologia de soldas
Os diferentes tipos de solda têm suas próprias características e 
aplicações,	e	a	escolha	do	tipo	de	solda	mais	adequado	deve	ser	feita	de	
acordo	com	o	projeto	específico.
48
2.1 Tipos de processos
Alguns dos tipos de processos de soldagem mais comuns são: 
• Soldagem por arco elétrico
A soldagem por arco elétrico é o tipo de solda mais comum. Ela é 
realizada	por	meio	do	aquecimento	do	metal	por	um	arco	elétrico,	que	
é gerado pela passagem de uma corrente elétrica entre um eletrodo e 
o metal. A soldagem por arco elétrico pode ser realizada com diferentes 
tipos de eletrodos, como eletrodos revestidos (Figura 1), eletrodos de 
tungstênio não consumíveis e eletrodos consumíveis.
Figura 1 – Solda de arco com eletrodo revestido. No processo de 
soldagem, há liberação de gás inerte, protegendo, assim, o metal 
fundido
Fonte: Andrade (2016, p. 57).
• Soldagem por arco submerso
A solda por arco submerso (Figura 2) envolve o uso de um eletrodo nu 
junto	a	um	tubo	de	fluxo	contendo	material	granulado.	Esse	material	
49
granulado tem a função de atuar como isolante térmico, proporcionando 
proteção	contra	os	efeitos	da	atmosfera.	Durante	o	processo,	o	fluxo	
granulado é parcialmente fundido, resultando na formação de uma 
camada	de	escória	líquida	que	se	solidifica	posteriormente.	Essa	
técnica de soldagem pode ser automatizada ou semiautomatizada, 
apresentando	alta	penetração	e	velocidade.	Vale	ressaltar	que	apenas	
soldas contínuas e planas são realizadas nesse processo.
Figura 2 – Solda por arco submerso
Fonte: Andrade (2016, p. 57).
• Soldagem por resistência
A	soldagem	por	resistência	é	um	tipo	de	solda	que	não	utiliza	calor.	
Ela é realizada a partir da compressão das peças a serem soldadas, de 
modo	que	o	atrito	entre	elas	gere	calor	suficiente	para	fundir	o	metal.	A	
soldagem	por	resistência	é	muito	utilizada	para	soldar	metais	finos	ou	
em locais com pouca ventilação.
50
• Soldagem oxiacetilênica
A	soldagem	oxiacetilênica	é	um	tipo	de	solda	que	utiliza	o	calor	gerado	
pela combustão de um gás oxigênio com um gás acetileno. Este tipo de 
solda	é	muito	utilizado	para	soldar	metais	finos	ou	para	soldar	em	locais	
com pouca ventilação.
• Soldagem ao arco elétrico com proteção gasosa
Segundo Pinheiro (2005), a solda ao arco elétrico com proteção gasosa 
é	uma	técnica	versátil,	que	pode	ser	aplicada	em	todas	as	posições	e	
oferece controle visual. Em ambientes externos, é necessário proteção 
contra o vento. O gás utilizado pode ser CO2. Essa modalidade de solda 
é	conhecida	como	solda	MIG,	quando	se	utilizam	gases	inertes	ou	
misturas	deles,	ou	MAG,	quando	se	empregam	gases	ativos	ou	uma	
combinação de gases inertes e ativos.
Quando é utilizado um eletrodo de tungstênio com gás inerte, essa técnica 
é denominada solda TIG (Figura 3). A soldagem TIG é um tipo de solda 
que	utiliza	um	eletrodo	de	tungstênio	não	consumível.	Este	tipo	de	solda	é	
muito	utilizado	para	soldar	metais	de	alta	resistência	ou	materiais	finos.
Figura 3–Solda TIG
Fonte: Pinheiro (2005, p. 119).
51
• Soldagem ao arco elétrico com fluxo no núcleo
De acordo com Pinheiro (2005), essa soldagem é muito parecida ao 
processo	de	arco	elétrico	com	proteção	gasosa,	entretanto,	aqui,	o	
eletrodo é tubular, e o gás é interno ao eletrodo (Figura 4), sendo esse 
processo também conhecido como arame tubular.
Figura 4 – Solda ao arco elétrico com fluxo no núcleo
Fonte: Pinheiro (2005, p. 119).
2.2 Classificações quanto à continuidade e posição de 
soldagem
Pinheiro	(2005)	estabelece	que,	quanto	ao	aspecto	de	continuidade,	as	
soldas podem se apresentar como contínua, ou seja, sem interrupção 
em sua extensão, intermitente, com descontinuidades ao longo do 
seu comprimento, e ponteadas, sendo estas não estruturais, servindo 
apenas	para	manter	as	peças	em	alinhamento	até	a	soldagem	definitiva.
Quanto à posição de soldagem, Pfeil e Pfeil (2014) destacam as 
seguintes: plana (Figura 5(a)), horizontal (Figura 5(b)), vertical (Figura 
5(c)) e sobrecabeça (Figura 5(d)).
52
Figura 5 – Posições de soldagem com eletrodos. (a) Plana, (b) 
horizontal, (c) vertical e (d) sobrecabeça
Fonte: adaptada de Pfeil e Pfeil (2014).
Há	também	a	possibilidade	de	classificar	as	ligações	com	solda	em	
função da posição relativa entre as peças a serem soldadas, sendo as 
seguintes ligações: de topo (Figura 6(a)), em T (Figura 6(b)), de canto 
(Figura 6(c)), com transpasse (Figura 6(d)) e em paralelo (Figura 6(e)).
Figura 6 – Tipos de ligações com solda, segundo posição relativa 
entre as peças: (a) de topo, (b) em T, (c) de canto, (d) com transpasse 
e (e) em paralelo
Fonte: adaptada de Pfeil e Pfeil (2014).
Pfeil	e	Pfeil	(2014)	estabelecem	classificações	para	os	tipos	de	solda	
de eletrodoconforme a posição da solda em relação ao material a ser 
soldado. Nas soldas de penetração, o metal de solda é posicionado 
diretamente	entre	as	peças	metálicas,	geralmente	em	chanfros,	o	que	
leva a esse tipo de solda também ser conhecido como solda de entalhe. 
Essa	solda	pode	ser	classificada	como	de	penetração total ou parcial, 
dependendo do caso.
53
Nas soldas de filete, ainda de acordo com Pfeil e Pfeil (2014), o material 
de solda é depositado nas faces laterais dos elementos conectados. 
Já nas soldas de tampão e de ranhura, o material é depositado em 
orifícios circulares ou alongados, previamente preparados em uma das 
chapas do material-base. A execução das soldas pode ser realizada 
com um único passe do eletrodo ou por meio de passes sobrepostos, 
dependendo da técnica adotada.
Os chanfros das soldas de eletrodo podem apresentar diversas formas, 
quando	por	penetração	total,	como:	sem chanfro (Figura 7(a)), em bisel 
simples (Figura 7(b)), em V simples (Figura 7(c)), em bisel duplo (Figura 
7(d)) e em V duplo (Figura 7(e)).
Figura 7 – Tipos de ligações com soldas, conforme a posição da solda 
em relação ao material a ser soldado: (a) sem chanfro, (b) em bisel 
simples, (c) em V simples, (d) bisel duplo e (e) em V duplo
Fonte: adaptada de Pfeil e Pfeil (2014).
2.3 Qualidade da solda
A	qualidade	da	solda	é	influenciada	por	uma	série	de	fatores,	como	
a	qualificação	do	soldador,	a	qualidade	dos	materiais	utilizados,	as	
condições de soldagem e o processo de soldagem utilizado. Para 
garantir	a	qualidade	da	solda,	é	importante	que	o	soldador	seja	
qualificado	e	que	os	materiais	utilizados	sejam	de	boa	qualidade.	As	
condições	de	soldagem	também	devem	ser	adequadas,	e	o	processo	
54
de soldagem deve ser escolhido de acordo com o tipo de material a ser 
soldado.
A	soldabilidade	de	aços	estruturais	também	influencia	na	qualidade	da	
solda. A soldabilidade é a capacidade de um aço de ser soldado sem 
apresentar	defeitos	e	é	influenciada	por	uma	série	de	fatores,	como	a	
composição	química	do	aço,	sua	estrutura	cristalina	e	a	espessura.	Os	
aços estruturais mais soldáveis são os aços baixos em liga, como os 
aços A36 e A53. Os aços de alta liga, como os aços inoxidáveis e os aços 
de alta resistência, são menos soldáveis, e podem exigir a utilização de 
processos de soldagem especiais.
Quando ocorrem, os defeitos na solda são alterações na estrutura 
ou	nas	suas	propriedades	mecânicas	que	podem	comprometer	a	sua	
qualidade.	Podem	ser	causados	por	uma	série	de	fatores,	como	erros	
de soldagem, problemas com os materiais utilizados ou condições 
de	soldagem	inadequadas,	sendo	os	mais	comuns	a	porosidade,	as	
trincas, a falta de penetração, a falta de fusão e a inclusão (presença de 
impurezas).
O	controle	e	a	inspeção	da	solda	são	processos	que	visam	garantir	
a	qualidade	das	soldas.	O	controle	da	solda	é	realizado	durante	o	
processo	de	soldagem,	e	tem	como	objetivo	identificar	e	corrigir	
possíveis erros de soldagem. A inspeção da solda é realizada após o 
processo	de	soldagem,	e	tem	como	objetivo	identificar	defeitos	na	solda.
O controle e a inspeção da solda podem ser realizados de forma visual, 
ou	por	meio	de	ensaios	não	destrutivos	(END).	Os	END	são	testes	que	
não	danificam	a	solda,	e	podem	detectar	uma	variedade	de	defeitos,	
como porosidade, trincas e falta de penetração. Os END mais utilizados 
na inspeção de soldas são ultrassom, raios X, partículas magnéticas e 
líquido	penetrante.
55
2.4 Simbologia de soldas
A simbologia de soldas da American Welding Society (AWS) costuma ser 
a	mais	empregada	em	projetos	de	estruturas	metálicas.	As	figuras	8,	9	
e	10	apresentam	tal	simbologia,	observando-se	que	a	leitura	deve	ser	
realizada	da	esquerda	para	a	direita,	independentemente	do	sentido	da	
seta.
Figura 8 – Simbologia de soldas da AWS
Fonte: Pinheiro (2005, p. 121).
Figura 9 – Símbolos básicos de solda da AWS
Fonte: Pinheiro (2005, p. 121).
56
Figura 10 – Símbolos complementares de solda da AWS
Fonte: Pinheiro (2005, p. 121).
3. Resistência e distribuição de esforços nas 
soldas
A	resistência	de	uma	solda	é	influenciada	por	uma	série	de	fatores,	
como	o	tipo	de	solda,	o	processo	de	soldagem,	a	qualificação	do	
soldador	e	a	qualidade	dos	materiais	utilizados.	Os	diferentes	tipos	de	
solda têm diferentes resistências, e é importante escolher o tipo de 
solda	mais	adequado	para	a	aplicação.
Por exemplo, a soldagem por arco elétrico é um tipo de solda muito 
resistente, e é muito utilizada em aplicações estruturais. A soldagem por 
resistência é um tipo de solda menos resistente, mas é muito utilizada 
em	aplicações	que	exigem	um	baixo	consumo	de	energia.
O	processo	de	soldagem	também	influencia	a	resistência	da	solda.	Por	
exemplo, a soldagem por arco elétrico com eletrodo revestido é um 
processo	de	soldagem	mais	resistente	do	que	a	soldagem	por	arco	
elétrico	com	eletrodo	de	tungstênio.	A	qualidade	dos	materiais	utilizados	
também	influencia	a	resistência	da	solda.	Os	materiais	utilizados	devem	
ser	de	boa	qualidade	e	devem	estar	em	conformidade	com	as	normas	
técnicas.
57
A distribuição de esforços nas soldas é importante para garantir a 
segurança das estruturas metálicas. As soldas devem ser distribuídas de 
forma	uniforme	e	devem	ser	capazes	de	suportar	os	esforços	que	serão	
aplicados à estrutura. Essa distribuição pode ser calculada de acordo 
com	as	normas	técnicas:	ABNTNBR	8800:2016–Projeto	de	estruturas	
de aço e suas estruturas mistas de aço e concreto armado; ABNT NBR 
14762:2011–Dimensionamento	de	estruturas	de	aço	constituídas	por	
perfis	formados	a	frio;	ABNT	NBR	ISO	9606:2017	–	Qualificação	de	
pessoal	para	soldagem;	ABNT	NBR	ISO	15614:2008	–	Qualificação	de	
procedimentos de soldagem para materiais metálicos.
Essas normas fornecem fórmulas para o cálculo da resistência à tração, 
à compressão e ao cisalhamento de diferentes tipos de materiais, como 
aço, concreto e madeira. Também, fornecem fórmulas para o cálculo 
da espessura e da largura de soldas de diferentes tipos e para o cálculo 
da	quantidade	de	soldas	necessárias	para	suportar	diferentes	tipos	de	
cargas.
Importante	salientar	que	a	aplicação	de	soldas	em	ligações	metálicas	se	
dá	tanto	em	elementos	construtivos	estruturais	quanto	não	estruturais.	
Os	elementos	estruturais	são	os	elementos	que	suportam	as	cargas	
da estrutura, como vigas, colunas, pilares, lajes, treliças etc. Já os não 
estruturais	são	os	elementos	que	não	suportam	as	cargas	da	estrutura,	
mas	que	são	necessários	para	a	sua	execução,	como	escadas,	corrimãos,	
portas, janelas etc.
As soldas podem ser combinadas com conectores para aumentar a 
resistência das estruturas metálicas. Os conectores mais comuns são os 
parafusos, os rebites e os pinos. Tal combinação pode ser utilizada para 
aumentar a resistência das estruturas metálicas em uma variedade de 
aplicações, como edifícios, pontes, plataformas de petróleo etc.
58
Referências
ANDRADE, S. Comportamento e projeto de estruturas de aço. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2016.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8800. Projeto de Estruturas 
de Aço e de Estruturas Mistas de Aço e Concreto de Edifícios. Rio de Janeiro: ABNT, 
2008.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14762. Dimensionamento 
de	estruturas	de	aço	constituídas	por	perfis	formados	a	frio.	Rio	de	Janeiro:	ABNT,	
2011.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 9606.	Qualificação	de	
pessoal para soldagem. Rio de Janeiro: ABNT, 2017.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 15614.	Qualificação	de	
procedimentos	de	soldagem	para	materiais	metálicos.	Rio	de	Janeiro:	ABNT,	2008.
PFEIL, W.; PFEIL; M. Estruturas de aço: dimensionamento prático. Rio de Janeiro: 
LTC, 2014.
PINHEIRO, A. C. F. B. Estruturas Metálicas. 2. ed. São Paulo: Blücher, 2005.
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	Sumário
	Apresentação da disciplina
	Elementos estruturais em aço
	Objetivos
	1. Introdução
	Referências
	Fundamentos do projeto de ligações
	Objetivos
	1. Introdução
	2. Ligações em estruturas metálicas
	3.