Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

AULA PENAL GERAL 
PROFA. PATRICIA VANZOLINI 
INSTA: @PATVANZOLINI 
THREADS: @PATVANZOLINI 
TIK TOK: PATRICIAVANZOLINI 
YOUTUBE: ALGUMA DUVIDA 
 
DOLO, CULPA E PRETERDOLO 
Arts 18 e 19 
 
1. PRINCIPIO DA 
CULPABILIDADE OU DA 
RESPONSABILIDADE PENAL 
SUBJETIVA: 
Segundo entendimento 
doutrinário dominante nenhum 
fato pode ser considerado 
penalmente típico se não tiver 
sido praticado com dolo ou culpa. 
Ou seja, não se admite a 
responsabilidade penal objetiva, 
que seria aquela baseada apenas 
no nexo de causalidade. Este 
princípio pode ser deduzido do 
texto do artigo 19 do CP: Art. 
19 – “Pelo resultado que agrava 
especialmente a pena, só 
responde o agente que o houver 
causado ao menos 
culposamente.” 
 
2. POSIÇÃO DE DOLO E CULPA 
NA TEORIA DO CRIME: 
Na teoria causalista dolo e culpa 
faziam parte da culpabilidade. A 
partir da teoria finalista (Welzel) 
dolo e culpa passaram a integrar 
a tipicidade. 
 
3. EXCEPCIONALIDADE DO 
CRIME CULPOSO: 
Salvo quando houver previsão 
expressa na lei a conduta só será 
típica quando praticada 
dolosamente. Essa previsão 
consta do artigo 18, parágrafo 
único: Parágrafo único - Salvo 
os casos expressos em lei, 
ninguém pode ser punido por fato 
previsto como crime, senão 
quando o pratica dolosamente: 
Exs – dos crimes contra a vida 
(arts. 121 a 128) apenas o 
homicídio prevê forma culposa. 
Dos crimes contra o patrimônio 
(arts 155 a 180) apenas a 
receptação prevê culposa. 
 
4. DISTINÇÃO ENTRE DOLO E 
CULPA 
 
Dolo Direto (art. 
18) 
O agente prevê o 
resultado e deseja 
que ele ocorra 
(teoria da vontade) 
Culpa 
Inconsciente 
(art. 18) 
O agente nem 
prevê o 
resultado, que 
no entanto era 
previsível 
Dolo Eventual (art. 
18) 
O agente prevê o 
resultado e 
concorda 
antecipadamente 
Culpa 
Consciente (art. 
18) 
O agente prevê o 
resultado mas 
espera 
com sua possível 
ocorrência (teoria 
da assunção ou da 
concordância) 
sinceramente 
que ele não 
ocorra 
 
Art. 18 - Diz-se o crime: 
 Crime doloso 
 I - doloso, quando o agente quis 
o resultado ou assumiu o risco de 
produzi-lo; 
 Crime culposo 
 II - culposo, quando o agente 
deu causa ao resultado por 
imprudência, negligência ou 
imperícia. 
 
5. MODALIDADES DE CULPA 
Negligencia Falta da ação 
cuidadosa 
Imprudência Realização da ação 
perigosa 
Imperícia Falta de habilidade 
técnica para o 
exercício profissional 
 
6. CRIME PRETERDOLOSO (art. 
19) 
Trata-se de crime agravado pelo 
resultado em que há dolo na 
conduta e culpa no resultado. Ex: 
129, §3º, CP (lesão corporal 
seguida de morte.). O resultado 
agravador tem que ser culposo, 
ou seja, um resultado que embora 
não fosse querido era previsível

Mais conteúdos dessa disciplina