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MODELOS PEDAGÓGICOS E EPSTEMOLÓGICOS Inatismo – não diretiva - centrada no aluno: o aluno é o centro de todo o processo pedagógico. O professor é apenas o facilitador do processo de aprendizagem, intervir o mínimo possível. Empirismo – diretiva - centrada no professor: o professor é o centro de todo o processo pedagógico. Modelo de escola tradicional, o aluno é uma tábula rasa e o professor detentor de toda sabedoria. Construtivismo – relacional - centrada na relação: não existe uma relação polarizada; tanto o aluno quanto o professor têm importância durante o processo pedagógico, estabelecem uma relação de troca. Construção de conhecimento pelo aluno em função das situações-problemas apresentadas pelo professor. Integração do sujeito com o objeto. PROCESSO DE EQUILÍBRIO MARJORANTE Epstemologia Genética: área de pesquisa elaborada por Piaget que estuda o desenvolvimento do pensamento da criança até a chegada ao raciocínio adulto (lógico-científico). Esquema: unidade estrutural básica de pensamento ou ação que (nascimento), enquanto estrutura, pode mudar e adaptar-se (interação com o meio). Assimilação: tentativa do sujeito de solucionar uma determinada situação, utilizando uma estrutura mental já formada (a criança aprendeu a subir uma escada, então sabe subir as outras) Acomodação: tentativa do sujeito de solucionar uma determinada situação, modificando as estruturas antigas e construir novas maneiras de agir. (a criança já sabe subir escadas, mas nunca subiu escada rolante). Adaptação: a inteligência humana é favorecer a adaptação do organismo com o meio, utilizando assimilação e acomodação, está em estado de equilíbrio em relação ao meio quando possui os esquemas necessários para enfrentar uma determinada situação. Conflito Cognitivo: o sujeito tem necessidade de trocas constantes de informações com o meio, o qual lhe propõe inevitavelmente novidades. Equilibração Majorante: o desenvolvimento do sujeito em uma perspectiva piagetiana é caracterizado por um processo de organização das estruturas cognitivas em um sistema interdependente, aberto e dinâmico, que possibilita ao sujeito uma adaptação à realidade. Abstração Empírica: base do conhecimento humano: a abstração, ou seja, todo conhecimento é extraído das ações ou reflexões do sujeito. Abstração Reflexionante: outra forma de abstração, ocorre diferente, além das características dos objetos, a criança também cria e introduz relações entre os Highlight objetos. Enquanto o conhecimento físico é abstraído dos próprios objetos (abstração empírica) o conhecimento lógico-matemático, ao contrário, é abstraído da coordenação das ações que o sujeito exerce sobre os objetos (abstração reflexionante). INTRODUÇÃO PIAGETIANA Para Piaget, a inteligência é a adaptação e sua função é estruturar o universo, da mesma forma que o organismo estrutura o meio ambiente, não havendo diferenças essenciais entre os seres vivos, mas somente tipos específicos de problemas que implicam em níveis diversos de organização. As estruturas da inteligência mudam através da adaptação a situações novas e têm dois componentes: Assimilação e Acomodação. OS ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO COGNITIVO SEGUNDO PIAGET Estádio é quando o processo de equilibração toma forma de períodos e sequenciais, em que existe, sempre, uma fase de preparação e outra de acabamento, e em que as estruturas formadas num período se integram em outras superiores, do período seguinte. Ao final do processo temos fases do desenvolvimento integradas umas nas outras, e os esquemas construídos em cada uma delas são utilizados pelo sujeito de maneira interdependente. Por isso seu caráter é de integração ou de inclusão. A definição de estágio é que se pressupõe a falta de algo para completar uma determinada formação; são experiências, observações, atividades práticas, que completam uma formação, por isso seu caráter é de superação de um estágio mais simples em direção a um estágio melhor ou superior. Confundir ou reduzir estádio a estágio leva a compreensão e aplicação equivocada da teoria de Piaget. Sequência de Estádios: Estádio sensório-motor (0 a 2) – bebê nasce com atos e ações reflexas, inatas e automáticas, é no início um sujeito passivo. E irá desenvolver comportamentos voluntários e conscientes, se tornando um sujeito ativo. Piaget afirma que é nesse período que ocorre o nascimento da inteligência da criança. Marcado pela assimilação que ocorre em três forma: 1. Assimilação funcional – repetição do esquema 2. Assimilação generalizada – utilização do esquema em diferentes situações 3. Assimilação recognitiva – reconhecimento dos esquemas Subestádio Idade Características 1 0 a 1 Exercício dos reflexos, esquemas simples, atividade reflexa 2 1 a 4 Reação circular primária, primeiras diferenciações 3 4 a 8 Reação circular secundária, reprodução de eventos interessantes 4 8 a 12 Noção de objeto permanente, coordenação de esquemas, nascimento da inteligência 5 12 a 18 Reação circular terciária, invenção de novos meios 6 18 a 24 Fase de transição, representação Estádio pré-operatório (2 a 6) – a criança evolui de um funcionamento basicamente sensório-motor, expresso por meio de ações, para um modo conceitual e representacional. Período marcado pela passagem da inteligência sensório-motora ou prática para inteligência representativa, a criança se torna apta a representar objetos e eventos. Função de pensamento chamada de função simbólica ou semiótica. • Imitação diferida: capacidade da criança para representar mentalmente (recordar) um comportamento imitado na ausência do modelo; • Jogo simbólico: jogo de faz de conta, embora tenha um carácter imitativo, também é uma forma de expressão; • Desenho ou imagem gráfica: não são imitativas do real, mas um jogo de exercício no qual a criança se diverte rabiscando em qualquer lugar em movimentos amplos e repetitivos. • Imagem mental: representações internas (símbolos) de objetos ou experiências perceptivas passadas, por meio de imagens mentais (imitação interiorizada). Categorias Subcategorias Estádio Imagens Reprodutivas Estáticas de movimento Pré-operatório Imagens Antecipadoras Cinéticas de transformação Operatório concreto • Linguagem falada: começa a utilizar palavras faladas para representar objetos, são evocações verbais de acontecimentos não atuais. Duas formas de fala: egocêntrica não há intenção de comunicação, e a fala socializada no qual conversas entre crianças se tornam comunicativas. Características do pensamento no estádio pré-operatório • Pensamento egocêntrico: parte do seu próprio eu para julgar a realidade e outros • Centração: o pensamento egocêntrico é centralizado, inflexível; • Pensamento transdutor: raciocínio primitivo, não estabelece relações lógicas entre eventos; • Justaposição: assimila, mas não discrimina e generaliza, apenas coloca as informações lado a lado; • Sincretismo: tentativa de fazer deduções, mas, em função do pensamento ser egocêntrico, realiza generalizações sem lógica aparente; • Pensamento animista: atribui vida a seres inanimados; • Pensamento artificialista e finalista: atribui origem humana a todas as coisas; • Pensamento intuitivo: a partir dos 4 anos, pensamento intuitivo; • Conservação: capacidade de perceber que apesar das variações deforma ou arranjo espacial, uma quantidade ou valor não varia se dele não se retira ou adiciona algo; • Irreversibilidade: em termos cognitivos, impossível pra criança percorrer uma trajetória e depois retornar ao ponto de partida, pois não possui pensamento móvel. • Relacionamento social: as atividades em grupo se caracterizam por um brinquedo paralelo, brincam juntas, mas sem uma interação efetiva. Estádio operatório concreto (7 a 11) – a criança tem a capacidade cognitiva de coordenar diferentes pontos devista de maneira lógica, expressando ações cognitivas mais elaboradas. • Condutas e socialização: aumento da concentração individual, favorece o aumento da colaboração efetiva, declínio da linguagem egocêntrica e manifestação passiva da linguagem socializada. Capaz de um começo de reflexão, pensar antes de agir; • Pensamento operatório: declínio da causalidade movida pela atividade própria, pensamento indutivo partindo da experiência do particular para um princípio geral • Operações racionais: evolução do pensamento, • Afetividade, vontade e sentimentos morais: conquista da coerência e da não contradição Estádio operatório formal (12 a 15) – capaz de formar esquemas conceituais abstratos (amor, justiça) e realizar operações mentais de acordo com uma lógica formal mais sofisticada. Capaz de discutir sobre valores morais, adquire autonomia. • Operações abstratas: o pensamento formal: capaz de tirar conclusões a partir de puras hipóteses com base na lógica e não na existência real do problema em si. • Afetividade/conquista da personalidade: capacidade crescente de organização autônoma das regras, dos valores e da afirmação da vontade. Maior efetividade na regulação e na hierarquização moral das tendências ou necessidades. • Inserção na sociedade dos adultos/formação de um projeto de vida: o principal fator que irá impulsionar a reaproximação necessária entre o pensamento e a existência concreta será o trabalho. DESENHO SEGUNDO LUQUET Final sensório motor (2 anos) surge uma capacidade cognitiva de representação e o meio que utiliza para isso pode ser a linguagem, jogo simbólico, a imitação, a imagem mental e o desenho. O desenho nessa perspectiva, não é apenas um ato criativo e espontâneo, mas sim uma função de pensamento, simbólica e semiótica que possibilita representação da realidade. Piaget considera o desenho uma forma de representação do pensamento. Etapa Idade Descrição Realismo fortuito 2-3a Analogia entre o traço e o objeto, dando nome/sem querer Realismo malsucedido 3-4a Aprende a representar, há fracassos e sucessos Realismo intelectual 4-8a Desenha o que sabe e o que não vê Realismo visual 9-12a Desenha o que vê/perda da espontaneidade para desenhar DESENHO SEGUNDO LOWENFELD Etapas do desenho infantil: Etapa Idade Descrição Garatujas 2-4a Desordenadas, controladas, nomeadas e diagramadas Pré-esquemática 4-7a Início da representação da figura humana, justaposição sem a linha de chão Esquemática 7-9a Objetos de chão e objetos de céu, exageros e omissões, plano deitado e raios-X Realismo 9-12a Preocupação com a perspectiva, profundidade, sobreposição, desenha por opção AVALIAÇÃO DA INTELIGÊNCIA SEGUNDO A ABORDAGEM PSICOMÉTRICA E A ABORDAGEM PSICOGENÉTICA O objetivo do método clínico piagetiano é compreender como o sujeito pensa e a forma como resolve situações-problema, de que maneira responde as questões elaboradas. Compreender como e quando o sujeito utiliza determinado conhecimento e no processo que o leva a dar uma determinada resposta. Tem como pressuposto uma avaliação da inteligência a partir de uma abordagem psicogenética. Abordagem psicométrica - o primeiro teste de inteligência foi elaborado em 1905 por Simon e Binet. Teste de caráter verbal e elaborado em grau crescente de dificuldade, visando o Quociente Intelectual, o objetivo era a mensuração de habilidades mentais. Abordagem psicogenética – objetivo é investigar a forma como o sujeito pensa e resolve determinadas situações que lhe são apresentadas. O controle está no entendimento de respostas e instruções (controle psicológico). Entrevistas verbais e apresentou situações-problema com materiais concretos, a fim de possibilitar ao sujeito a antecipação e a explicação, após determinada demonstração, provas operatórias. Quatro procedimentos: 1. Acompanhar o raciocínio, não corrigir ou completar 2. Buscar justificativas para as respostas dadas 3. Verificar a certeza, se a resposta está inserida em um sistema dedutivo 4. Evitar ambiguidades nas respostas dadas pelo sujeito Os critérios de avaliação é a compreensão do raciocínio utilizado pelo sujeito para chegar aquela resposta, na compreensão da perspectiva a partir da qual o sujeito responde. Níveis de desenvolvimento ao avaliar as respostas das crianças: 1. Não resolve o problema, nem sequer entende ou responde errado, mas com convicção 2. Corresponde a conflito, dívida, oscila nas respostas apresentando frustrações. Percebe o erro só depois de ter cometido, incapaz de antecipá-lo, por isso se baseiam em ensaio erro, na solução empírica. 3. Apresenta uma solução suficiente a questão e a compreensão do problema como é colocado. Erros podem ocorrer, o que muda é a maneira que o sujeito lida com eles: podem ser antecipados, neutralizados, pré-corrigidos ou compensados. FUNDAMENTOS HISTÓRICOS E METODOLÓGICOS O modelo piagetiano de investigação da inteligência é chamado de método clínico ou método crítico. Quatro etapas: 1. Elaboração do método: observação pura e método da conversação; 2. Observação clínica: observação que Piaget faz de seus filhos no estádio sensório-motor e início do pré-operatório, indicando o valor da observação como método de investigação em crianças pré-verbais; 3. Formalização: método misto, renuncia ao método da conversação pura para adotar o método crítico, em que utiliza as contra-argumentações verbais e as deformações nos objetos apresentados à criança com finalidade de investigar o pensamento lógico subjacente; 4. Recentes: o método clínico que antes era utilizado apenas com interesse epistemológico, a partir desse momento passa a ser empregado com finalidade psicológica e psicopedagógico. O objetivo do modelo clínico é compreender como o sujeito pensa, resolve situações-problema e de que maneira responde às questões elaboradas. O enfoque está na compreensão de como e quando o sujeito utiliza determinado conhecimento e no processo que o leva a dar uma determinada resposta. Abordagem psicométrica: Binet – QI – teste de caráter verbal e em grau crescente de dificuldade, visa obter a quantificação da inteligência por meio de uma escala. Abordagem psicogenética: é investigar a forma como o sujeito pensa e resolve determinadas situações que lhe são apresentadas. O controle está no entendimento das respostas e instruções, em vez da padronização das mesmas e das situações externas. PROCEDIMENTOS DO EXPERIMENTADOR Técnica de entrevista, em que por meio de um conjunto de intervenções sistemáticas se faz uma investigação sobre o pensamento do sujeito. Questões de conceitos da física, matemática, moral, natureza e vários outros. Elabora-se perguntas e contra argumentações a partir das respostas dadas pelas crianças e avalia a qualidade e abrangência. O examinador precisa saber observar, e saiba buscar algo de preciso. Devem acompanhar o raciocínio sem intervenção, buscar justificativas para as respostas, verificar a certeza com que o sujeito responde, evitar ambiguidades. Utiliza-se três tipos de perguntas: 1. Perguntas de exploração: fazer aflorar a noção cuja existência e estruturação se quer comprovar; 2. Perguntas de justificação: centram o sujeito sobre as razões do estado atual do objeto e nas explicações concernentes a sua produção e a legitimação de seu pinto de vista; 3. Perguntas de contra-argumentação: estabelecer se as aquisições da criança são ou não estáveis e qual o grau de equilíbrio de suas ações ante os problemas, bem como aprender sua atividade lógica profunda. Não há resposta errada ou certa, a intenção é avaliar o nível de pensamento e sua atitude durante a aplicação deve ser flexível, possibilitando uma interação espontânea. Rapport é uma relação de confiança mútua ou afinidade emocional. RESPOSTAS E REAÇÕES DOS SUJEITOS Avaliação pela compreensãodo raciocínio utilizado pelo sujeito para chegar quela resposta na compreensão da perspectiva a partir da qual o sujeito responde. O erro e tão importante que o acerto, indicando o processo de pensamento ou raciocínio do sujeito durante o processo de construção de conhecimento. Níveis de desenvolvimento ao avaliar as respostas das crianças: 1. Não resolve o problema, nem sequer entende ou responde errado, mas com convicção 2. Corresponde a conflito, dívida, oscila nas respostas apresentando frustrações. Percebe o erro só depois de ter cometido, incapaz de antecipá-lo, por isso se baseiam em ensaio erro, na solução empírica. 3. Apresenta uma solução suficiente a questão e a compreensão do problema como é colocado. Erros podem ocorrer, o que muda é a maneira que o sujeito lida com eles: podem ser antecipados, neutralizados, pré-corrigidos ou compensados. A criança pode apresentar cinco reações durante as respostas as provas operatórias: 1. Não importismo: quando a pergunta aborrece ou não provoca nenhum esforço de adaptação respondendo de qualquer forma; 2. Fabulação: em mais refletir, responde a pergunta inventando uma história em que não acredita por simples exercício verbal; 3. Crença sugerida: esforça-se para responder a uma questão ou quando busca simplesmente contentar o examinador sem considerar sua própria reflexão 4. Crença desencadeada: quando a criança responde com reflexão, extraindo a resposta de seus próprios recursos. A crença desencadeada é influenciada necessariamente pelo interrogatório, pois a simples maneira como a questão é colocada e apresentada força a criança a raciocinar em certa direção e sistematizar seu saber de certo modo. 5. Crença espontânea: quando a criança não tem necessidade de raciocinar para responder à questão. Se dá quando a questão não é nova para a criança e quando a resposta é fruto de uma reflexão anterior e original. PROVAS OPERATÓRIAS Prova 1 – conservação de pequenos conjuntos discretos de elementos Prova 2 – conservação da quantidade de matéria Prova 3 – conservação de quantidade de líquidos Prova 4 – conservação de comprimento AFETIVIDADE E INTERAÇÃO SOCIAL EM PIAGET Relações entre afetividade e inteligência são muito úteis e atuais, uma relação interdependente, íntima e inseparável. Construção afetiva nos estádios de Piaget: Período de 0 a 2 anos – sensório-motor • Dominado por técnicas reflexivas • Afetos perceptivos Período de 2 a 7 anos – pré-operatório • Primeira infância • Afetos intuitivos • Consolidação dos sentimentos interindividuais • Aparição de sentimentos normativos • Regularização de valores e interesses Período dos 7 aos 12 anos – operatório concreto • Afetos normativos • A vontade e o respeito mútuo • Equivalente afetivo as operações da razão Período da adolescência a partir dos 12 anos – operatório formal • As conquistas baseadas no pensamento hipotético-dedutivo e formal • Cada vez mais capaz de refletir, ponderar, julgar As interações sociais desempenham um papel cada vez maior no curso do desenvolvimento humano. Quatro fatores necessários ao desenvolvimento: interações sociais, maturação, experiência e a equilibração. ANOMIA, HETERONOMIA, SEMIAUTONOMIA, AUTONOMIA MORAL Piaget investigou a maneira como a criança constrói o significado da regra e, para isso, criou vários dilemas que, em formato de histórias, possibilitavam à criança julgar quem errou e, dessa forma, compreender o pensamento do sujeito em relação ao desenvolvimento do julgamento. Estádio do desen. moral Faixa Etária Características 1.Anomia 0 a 2 anos Não há consciência da regra 2.Heteronomia 2 a 6 anos Há consciência da regra: a criança é heterônoma, mas governada por outrem 3.Semiautonomia 7 a 11 anos Início da autonomia mora: a criança ainda depende das regras do meio para se organizar 4.Autonomia 12 a 15 anos Construção da autonomia moral Para que haja desenvolvimento de uma moralidade de autonomia, é necessário que a criança se desenvolva em um ambiente onde as regras possam ser construídas e internalizadas de maneira significativa pelo sujeito. • Moralidade heterônoma: o sujeito obedece cegamente à regra, ou então, não cumpre e calcula o risco de não ser pego, pode levar também a delinquência; • Respeito unilateral: um manda e o outro obedece, respeito pelo medo da dor física e dor moral; • Moralidade autônoma: obedece às regras e suas necessidades sem modificá-la, assume a responsabilidade de suas escolhas – se escolher não cumprir a regra assumirá as consequências não se esquivando ou culpando ao outro; • Respeito mútuo: respeito por cooperação, as regras são obedecidas por amos, pois há a compreensão de seu significado na relação. O JOGO EM UMA PERSPECTIVA PSICOGENÉTICA Piaget possui três livros principais que tratou diretamente do tema: • O juízo moral da criança – desenvolvimento moral • A formação do símbolo da criança – desenvolvimento cognitivo • As formas elementares da dialética – dialética e equilibração Piaget apresenta três tipos de estruturas que caracterizam os jogos infantis: 1. Jogo do exercício: estádio sensório-motor (0-2 a) – relacionada diretamente ao prazer que a criança extrai de exercitar uma função; 2. Jogo simbólico: estádio pré-operatório (2-6 a) – o foco não está mais no prazer do exercício de uma função, mas em simbolizar, imaginar, criar significados para os objetos e situações; 3. Jogos de construção: transição – permite uma vivência antecipada, e controlada, do real pela criança, implicando um planejamento e um esforço maior de acomodação do que o jogo simbólico; 4. Jogo de regra: estádio operatório (7-15 a) – pressupõe a existência de parceiros e um conjunto de obrigações o que lhe confere um caráter eminentemente social.