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1Psi Construtivista (3)

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MODELOS PEDAGÓGICOS E EPSTEMOLÓGICOS 
Inatismo – não diretiva - centrada no aluno: o aluno é o centro de todo o 
processo pedagógico. O professor é apenas o facilitador do processo de 
aprendizagem, intervir o mínimo possível. 
Empirismo – diretiva - centrada no professor: o professor é o centro de todo o 
processo pedagógico. Modelo de escola tradicional, o aluno é uma tábula rasa 
e o professor detentor de toda sabedoria. 
Construtivismo – relacional - centrada na relação: não existe uma relação 
polarizada; tanto o aluno quanto o professor têm importância durante o 
processo pedagógico, estabelecem uma relação de troca. Construção de 
conhecimento pelo aluno em função das situações-problemas apresentadas 
pelo professor. Integração do sujeito com o objeto. 
 
PROCESSO DE EQUILÍBRIO MARJORANTE 
Epstemologia Genética: área de pesquisa elaborada por Piaget que estuda o 
desenvolvimento do pensamento da criança até a chegada ao raciocínio adulto 
(lógico-científico). 
Esquema: unidade estrutural básica de pensamento ou ação que (nascimento), 
enquanto estrutura, pode mudar e adaptar-se (interação com o meio). 
Assimilação: tentativa do sujeito de solucionar uma determinada situação, 
utilizando uma estrutura mental já formada (a criança aprendeu a subir uma 
escada, então sabe subir as outras) 
Acomodação: tentativa do sujeito de solucionar uma determinada situação, 
modificando as estruturas antigas e construir novas maneiras de agir. (a 
criança já sabe subir escadas, mas nunca subiu escada rolante). 
Adaptação: a inteligência humana é favorecer a adaptação do organismo com 
o meio, utilizando assimilação e acomodação, está em estado de equilíbrio em 
relação ao meio quando possui os esquemas necessários para enfrentar uma 
determinada situação. 
Conflito Cognitivo: o sujeito tem necessidade de trocas constantes de 
informações com o meio, o qual lhe propõe inevitavelmente novidades. 
Equilibração Majorante: o desenvolvimento do sujeito em uma perspectiva 
piagetiana é caracterizado por um processo de organização das estruturas 
cognitivas em um sistema interdependente, aberto e dinâmico, que possibilita 
ao sujeito uma adaptação à realidade. 
Abstração Empírica: base do conhecimento humano: a abstração, ou seja, todo 
conhecimento é extraído das ações ou reflexões do sujeito. 
Abstração Reflexionante: outra forma de abstração, ocorre diferente, além das 
características dos objetos, a criança também cria e introduz relações entre os 
Highlight
objetos. Enquanto o conhecimento físico é abstraído dos próprios objetos 
(abstração empírica) o conhecimento lógico-matemático, ao contrário, é 
abstraído da coordenação das ações que o sujeito exerce sobre os objetos 
(abstração reflexionante). 
INTRODUÇÃO PIAGETIANA 
Para Piaget, a inteligência é a adaptação e sua função é estruturar o universo, 
da mesma forma que o organismo estrutura o meio ambiente, não havendo 
diferenças essenciais entre os seres vivos, mas somente tipos específicos de 
problemas que implicam em níveis diversos de organização. As estruturas da 
inteligência mudam através da adaptação a situações novas e têm dois 
componentes: Assimilação e Acomodação. 
OS ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO COGNITIVO SEGUNDO PIAGET 
Estádio é quando o processo de equilibração toma forma de períodos e 
sequenciais, em que existe, sempre, uma fase de preparação e outra de 
acabamento, e em que as estruturas formadas num período se integram em 
outras superiores, do período seguinte. 
Ao final do processo temos fases do desenvolvimento integradas umas nas 
outras, e os esquemas construídos em cada uma delas são utilizados pelo 
sujeito de maneira interdependente. Por isso seu caráter é de integração ou de 
inclusão. 
A definição de estágio é que se pressupõe a falta de algo para completar uma 
determinada formação; são experiências, observações, atividades práticas, que 
completam uma formação, por isso seu caráter é de superação de um estágio 
mais simples em direção a um estágio melhor ou superior. Confundir ou reduzir 
estádio a estágio leva a compreensão e aplicação equivocada da teoria de 
Piaget. 
Sequência de Estádios: 
Estádio sensório-motor (0 a 2) – bebê nasce com atos e ações reflexas, inatas 
e automáticas, é no início um sujeito passivo. E irá desenvolver 
comportamentos voluntários e conscientes, se tornando um sujeito ativo. Piaget 
afirma que é nesse período que ocorre o nascimento da inteligência da criança. 
Marcado pela assimilação que ocorre em três forma: 
1. Assimilação funcional – repetição do esquema 
2. Assimilação generalizada – utilização do esquema em diferentes 
situações 
3. Assimilação recognitiva – reconhecimento dos esquemas 
Subestádio Idade Características 
1 0 a 1 Exercício dos reflexos, esquemas simples, atividade 
reflexa 
2 1 a 4 Reação circular primária, primeiras diferenciações 
3 4 a 8 Reação circular secundária, reprodução de eventos 
interessantes 
4 8 a 12 Noção de objeto permanente, coordenação de 
esquemas, nascimento da inteligência 
5 12 a 18 Reação circular terciária, invenção de novos meios 
6 18 a 24 Fase de transição, representação 
 
Estádio pré-operatório (2 a 6) – a criança evolui de um funcionamento 
basicamente sensório-motor, expresso por meio de ações, para um modo 
conceitual e representacional. Período marcado pela passagem da inteligência 
sensório-motora ou prática para inteligência representativa, a criança se torna 
apta a representar objetos e eventos. Função de pensamento chamada de 
função simbólica ou semiótica. 
• Imitação diferida: capacidade da criança para representar mentalmente 
(recordar) um comportamento imitado na ausência do modelo; 
• Jogo simbólico: jogo de faz de conta, embora tenha um carácter 
imitativo, também é uma forma de expressão; 
• Desenho ou imagem gráfica: não são imitativas do real, mas um jogo de 
exercício no qual a criança se diverte rabiscando em qualquer lugar em 
movimentos amplos e repetitivos. 
• Imagem mental: representações internas (símbolos) de objetos ou 
experiências perceptivas passadas, por meio de imagens mentais 
(imitação interiorizada). 
 
Categorias Subcategorias Estádio 
Imagens Reprodutivas Estáticas de 
movimento 
Pré-operatório 
Imagens 
Antecipadoras 
Cinéticas de 
transformação 
Operatório concreto 
 
• Linguagem falada: começa a utilizar palavras faladas para representar 
objetos, são evocações verbais de acontecimentos não atuais. Duas 
formas de fala: egocêntrica não há intenção de comunicação, e a fala 
socializada no qual conversas entre crianças se tornam comunicativas. 
Características do pensamento no estádio pré-operatório 
• Pensamento egocêntrico: parte do seu próprio eu para julgar a realidade 
e outros 
• Centração: o pensamento egocêntrico é centralizado, inflexível; 
• Pensamento transdutor: raciocínio primitivo, não estabelece relações 
lógicas entre eventos; 
• Justaposição: assimila, mas não discrimina e generaliza, apenas coloca 
as informações lado a lado; 
• Sincretismo: tentativa de fazer deduções, mas, em função do 
pensamento ser egocêntrico, realiza generalizações sem lógica 
aparente; 
• Pensamento animista: atribui vida a seres inanimados; 
• Pensamento artificialista e finalista: atribui origem humana a todas as 
coisas; 
• Pensamento intuitivo: a partir dos 4 anos, pensamento intuitivo; 
• Conservação: capacidade de perceber que apesar das variações 
deforma ou arranjo espacial, uma quantidade ou valor não varia se dele 
não se retira ou adiciona algo; 
• Irreversibilidade: em termos cognitivos, impossível pra criança percorrer 
uma trajetória e depois retornar ao ponto de partida, pois não possui 
pensamento móvel. 
• Relacionamento social: as atividades em grupo se caracterizam por um 
brinquedo paralelo, brincam juntas, mas sem uma interação efetiva. 
Estádio operatório concreto (7 a 11) – a criança tem a capacidade cognitiva de 
coordenar diferentes pontos devista de maneira lógica, expressando ações 
cognitivas mais elaboradas. 
• Condutas e socialização: aumento da concentração individual, favorece 
o aumento da colaboração efetiva, declínio da linguagem egocêntrica e 
manifestação passiva da linguagem socializada. Capaz de um começo 
de reflexão, pensar antes de agir; 
• Pensamento operatório: declínio da causalidade movida pela atividade 
própria, pensamento indutivo partindo da experiência do particular para 
um princípio geral 
• Operações racionais: evolução do pensamento, 
• Afetividade, vontade e sentimentos morais: conquista da coerência e da 
não contradição 
 
Estádio operatório formal (12 a 15) – capaz de formar esquemas conceituais 
abstratos (amor, justiça) e realizar operações mentais de acordo com uma 
lógica formal mais sofisticada. Capaz de discutir sobre valores morais, adquire 
autonomia. 
• Operações abstratas: o pensamento formal: capaz de tirar conclusões a 
partir de puras hipóteses com base na lógica e não na existência real do 
problema em si. 
• Afetividade/conquista da personalidade: capacidade crescente de 
organização autônoma das regras, dos valores e da afirmação da 
vontade. Maior efetividade na regulação e na hierarquização moral das 
tendências ou necessidades. 
• Inserção na sociedade dos adultos/formação de um projeto de vida: o 
principal fator que irá impulsionar a reaproximação necessária entre o 
pensamento e a existência concreta será o trabalho. 
DESENHO SEGUNDO LUQUET 
Final sensório motor (2 anos) surge uma capacidade cognitiva de 
representação e o meio que utiliza para isso pode ser a linguagem, jogo 
simbólico, a imitação, a imagem mental e o desenho. O desenho nessa 
perspectiva, não é apenas um ato criativo e espontâneo, mas sim uma função 
de pensamento, simbólica e semiótica que possibilita representação da 
realidade. Piaget considera o desenho uma forma de representação do 
pensamento. 
Etapa Idade Descrição 
Realismo fortuito 2-3a Analogia entre o traço e o objeto, dando 
nome/sem querer 
Realismo malsucedido 3-4a Aprende a representar, há fracassos e 
sucessos 
Realismo intelectual 4-8a Desenha o que sabe e o que não vê 
Realismo visual 9-12a Desenha o que vê/perda da espontaneidade 
para desenhar 
 
DESENHO SEGUNDO LOWENFELD 
Etapas do desenho infantil: 
Etapa Idade Descrição 
Garatujas 2-4a Desordenadas, controladas, nomeadas e 
diagramadas 
Pré-esquemática 4-7a Início da representação da figura humana, 
justaposição sem a linha de chão 
Esquemática 7-9a Objetos de chão e objetos de céu, exageros e 
omissões, plano deitado e raios-X 
Realismo 9-12a Preocupação com a perspectiva, profundidade, 
sobreposição, desenha por opção 
 
AVALIAÇÃO DA INTELIGÊNCIA SEGUNDO A ABORDAGEM PSICOMÉTRICA 
E A ABORDAGEM PSICOGENÉTICA 
O objetivo do método clínico piagetiano é compreender como o sujeito pensa e 
a forma como resolve situações-problema, de que maneira responde as 
questões elaboradas. Compreender como e quando o sujeito utiliza 
determinado conhecimento e no processo que o leva a dar uma determinada 
resposta. Tem como pressuposto uma avaliação da inteligência a partir de uma 
abordagem psicogenética. 
Abordagem psicométrica - o primeiro teste de inteligência foi elaborado em 
1905 por Simon e Binet. Teste de caráter verbal e elaborado em grau crescente 
de dificuldade, visando o Quociente Intelectual, o objetivo era a mensuração de 
habilidades mentais. 
Abordagem psicogenética – objetivo é investigar a forma como o sujeito pensa 
e resolve determinadas situações que lhe são apresentadas. O controle está no 
entendimento de respostas e instruções (controle psicológico). Entrevistas 
verbais e apresentou situações-problema com materiais concretos, a fim de 
possibilitar ao sujeito a antecipação e a explicação, após determinada 
demonstração, provas operatórias. Quatro procedimentos: 
1. Acompanhar o raciocínio, não corrigir ou completar 
2. Buscar justificativas para as respostas dadas 
3. Verificar a certeza, se a resposta está inserida em um sistema dedutivo 
4. Evitar ambiguidades nas respostas dadas pelo sujeito 
Os critérios de avaliação é a compreensão do raciocínio utilizado pelo sujeito 
para chegar aquela resposta, na compreensão da perspectiva a partir da qual o 
sujeito responde. 
Níveis de desenvolvimento ao avaliar as respostas das crianças: 
1. Não resolve o problema, nem sequer entende ou responde errado, mas 
com convicção 
2. Corresponde a conflito, dívida, oscila nas respostas apresentando 
frustrações. Percebe o erro só depois de ter cometido, incapaz de 
antecipá-lo, por isso se baseiam em ensaio erro, na solução empírica. 
3. Apresenta uma solução suficiente a questão e a compreensão do 
problema como é colocado. Erros podem ocorrer, o que muda é a 
maneira que o sujeito lida com eles: podem ser antecipados, 
neutralizados, pré-corrigidos ou compensados. 
 
FUNDAMENTOS HISTÓRICOS E METODOLÓGICOS 
O modelo piagetiano de investigação da inteligência é chamado de método 
clínico ou método crítico. Quatro etapas: 
1. Elaboração do método: observação pura e método da conversação; 
2. Observação clínica: observação que Piaget faz de seus filhos no estádio 
sensório-motor e início do pré-operatório, indicando o valor da 
observação como método de investigação em crianças pré-verbais; 
3. Formalização: método misto, renuncia ao método da conversação pura 
para adotar o método crítico, em que utiliza as contra-argumentações 
verbais e as deformações nos objetos apresentados à criança com 
finalidade de investigar o pensamento lógico subjacente; 
4. Recentes: o método clínico que antes era utilizado apenas com 
interesse epistemológico, a partir desse momento passa a ser 
empregado com finalidade psicológica e psicopedagógico. 
O objetivo do modelo clínico é compreender como o sujeito pensa, resolve 
situações-problema e de que maneira responde às questões elaboradas. O 
enfoque está na compreensão de como e quando o sujeito utiliza determinado 
conhecimento e no processo que o leva a dar uma determinada resposta. 
Abordagem psicométrica: Binet – QI – teste de caráter verbal e em grau 
crescente de dificuldade, visa obter a quantificação da inteligência por meio de 
uma escala. 
Abordagem psicogenética: é investigar a forma como o sujeito pensa e resolve 
determinadas situações que lhe são apresentadas. O controle está no 
entendimento das respostas e instruções, em vez da padronização das 
mesmas e das situações externas. 
 
PROCEDIMENTOS DO EXPERIMENTADOR 
Técnica de entrevista, em que por meio de um conjunto de intervenções 
sistemáticas se faz uma investigação sobre o pensamento do sujeito. Questões 
de conceitos da física, matemática, moral, natureza e vários outros. Elabora-se 
perguntas e contra argumentações a partir das respostas dadas pelas crianças 
e avalia a qualidade e abrangência. O examinador precisa saber observar, e 
saiba buscar algo de preciso. 
Devem acompanhar o raciocínio sem intervenção, buscar justificativas para as 
respostas, verificar a certeza com que o sujeito responde, evitar ambiguidades. 
Utiliza-se três tipos de perguntas: 
1. Perguntas de exploração: fazer aflorar a noção cuja existência e 
estruturação se quer comprovar; 
2. Perguntas de justificação: centram o sujeito sobre as razões do estado 
atual do objeto e nas explicações concernentes a sua produção e a 
legitimação de seu pinto de vista; 
3. Perguntas de contra-argumentação: estabelecer se as aquisições da 
criança são ou não estáveis e qual o grau de equilíbrio de suas ações 
ante os problemas, bem como aprender sua atividade lógica profunda. 
Não há resposta errada ou certa, a intenção é avaliar o nível de pensamento e 
sua atitude durante a aplicação deve ser flexível, possibilitando uma interação 
espontânea. Rapport é uma relação de confiança mútua ou afinidade 
emocional. 
 
RESPOSTAS E REAÇÕES DOS SUJEITOS 
Avaliação pela compreensãodo raciocínio utilizado pelo sujeito para chegar 
quela resposta na compreensão da perspectiva a partir da qual o sujeito 
responde. O erro e tão importante que o acerto, indicando o processo de 
pensamento ou raciocínio do sujeito durante o processo de construção de 
conhecimento. 
Níveis de desenvolvimento ao avaliar as respostas das crianças: 
1. Não resolve o problema, nem sequer entende ou responde errado, mas 
com convicção 
2. Corresponde a conflito, dívida, oscila nas respostas apresentando 
frustrações. Percebe o erro só depois de ter cometido, incapaz de 
antecipá-lo, por isso se baseiam em ensaio erro, na solução empírica. 
3. Apresenta uma solução suficiente a questão e a compreensão do 
problema como é colocado. Erros podem ocorrer, o que muda é a 
maneira que o sujeito lida com eles: podem ser antecipados, 
neutralizados, pré-corrigidos ou compensados. 
A criança pode apresentar cinco reações durante as respostas as provas 
operatórias: 
1. Não importismo: quando a pergunta aborrece ou não provoca nenhum 
esforço de adaptação respondendo de qualquer forma; 
2. Fabulação: em mais refletir, responde a pergunta inventando uma 
história em que não acredita por simples exercício verbal; 
3. Crença sugerida: esforça-se para responder a uma questão ou quando 
busca simplesmente contentar o examinador sem considerar sua própria 
reflexão 
4. Crença desencadeada: quando a criança responde com reflexão, 
extraindo a resposta de seus próprios recursos. A crença desencadeada 
é influenciada necessariamente pelo interrogatório, pois a simples 
maneira como a questão é colocada e apresentada força a criança a 
raciocinar em certa direção e sistematizar seu saber de certo modo. 
5. Crença espontânea: quando a criança não tem necessidade de 
raciocinar para responder à questão. Se dá quando a questão não é 
nova para a criança e quando a resposta é fruto de uma reflexão anterior 
e original. 
 
PROVAS OPERATÓRIAS 
Prova 1 – conservação de pequenos conjuntos discretos de elementos 
Prova 2 – conservação da quantidade de matéria 
Prova 3 – conservação de quantidade de líquidos 
Prova 4 – conservação de comprimento 
 
AFETIVIDADE E INTERAÇÃO SOCIAL EM PIAGET 
 
Relações entre afetividade e inteligência são muito úteis e atuais, uma relação 
interdependente, íntima e inseparável. Construção afetiva nos estádios de 
Piaget: 
Período de 0 a 2 anos – sensório-motor 
• Dominado por técnicas reflexivas 
• Afetos perceptivos 
 
Período de 2 a 7 anos – pré-operatório 
• Primeira infância 
• Afetos intuitivos 
• Consolidação dos sentimentos interindividuais 
• Aparição de sentimentos normativos 
• Regularização de valores e interesses 
 
Período dos 7 aos 12 anos – operatório concreto 
• Afetos normativos 
• A vontade e o respeito mútuo 
• Equivalente afetivo as operações da razão 
 
Período da adolescência a partir dos 12 anos – operatório formal 
• As conquistas baseadas no pensamento hipotético-dedutivo e formal 
• Cada vez mais capaz de refletir, ponderar, julgar 
 
As interações sociais desempenham um papel cada vez maior no curso do 
desenvolvimento humano. Quatro fatores necessários ao desenvolvimento: 
interações sociais, maturação, experiência e a equilibração. 
 
ANOMIA, HETERONOMIA, SEMIAUTONOMIA, AUTONOMIA MORAL 
Piaget investigou a maneira como a criança constrói o significado da regra e, 
para isso, criou vários dilemas que, em formato de histórias, possibilitavam à 
criança julgar quem errou e, dessa forma, compreender o pensamento do 
sujeito em relação ao desenvolvimento do julgamento. 
Estádio do desen. moral Faixa Etária Características 
1.Anomia 0 a 2 anos Não há consciência da regra 
2.Heteronomia 2 a 6 anos Há consciência da regra: a criança 
é heterônoma, mas governada por 
outrem 
3.Semiautonomia 7 a 11 anos Início da autonomia mora: a 
criança ainda depende das regras 
do meio para se organizar 
4.Autonomia 12 a 15 anos Construção da autonomia moral 
 
Para que haja desenvolvimento de uma moralidade de autonomia, é necessário 
que a criança se desenvolva em um ambiente onde as regras possam ser 
construídas e internalizadas de maneira significativa pelo sujeito. 
• Moralidade heterônoma: o sujeito obedece cegamente à regra, ou então, 
não cumpre e calcula o risco de não ser pego, pode levar também a 
delinquência; 
• Respeito unilateral: um manda e o outro obedece, respeito pelo medo da 
dor física e dor moral; 
• Moralidade autônoma: obedece às regras e suas necessidades sem 
modificá-la, assume a responsabilidade de suas escolhas – se escolher 
não cumprir a regra assumirá as consequências não se esquivando ou 
culpando ao outro; 
• Respeito mútuo: respeito por cooperação, as regras são obedecidas por 
amos, pois há a compreensão de seu significado na relação. 
 
O JOGO EM UMA PERSPECTIVA PSICOGENÉTICA 
Piaget possui três livros principais que tratou diretamente do tema: 
• O juízo moral da criança – desenvolvimento moral 
• A formação do símbolo da criança – desenvolvimento cognitivo 
• As formas elementares da dialética – dialética e equilibração 
Piaget apresenta três tipos de estruturas que caracterizam os jogos infantis: 
1. Jogo do exercício: estádio sensório-motor (0-2 a) – relacionada 
diretamente ao prazer que a criança extrai de exercitar uma função; 
 
2. Jogo simbólico: estádio pré-operatório (2-6 a) – o foco não está mais no 
prazer do exercício de uma função, mas em simbolizar, imaginar, criar 
significados para os objetos e situações; 
 
 
3. Jogos de construção: transição – permite uma vivência antecipada, e 
controlada, do real pela criança, implicando um planejamento e um 
esforço maior de acomodação do que o jogo simbólico; 
 
4. Jogo de regra: estádio operatório (7-15 a) – pressupõe a existência de 
parceiros e um conjunto de obrigações o que lhe confere um caráter 
eminentemente social.