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 SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO 
 
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Segurança da Informação 
O Big Data e a Segurança da Informação 
O Big Data é um termo cada vez mais utilizado e disseminado pelo universo de tecnologia da infor-
mação, neste artigo veremos como este conjunto de dados pode contribuir para segurança da infor-
mação em uma organização. 
O termo em alta está sendo noticiado e claramente destaca-se no gráfico do Gartner sobre os ciclos 
de tecnologias emergentes, para entender sobe o gráfico e seus estágios leia nosso artigo: “Os 5 es-
tágios de uma tecnologia emergente”. 
Antes de imergimos no assunto proposto vamos entender o que é o Big Data no português Grande 
Dados, para isto vamos retroceder um pouco e buscar velhos conhecidos, estamos habituado a tra-
balhar com o processo de registro de eventos utilizados em sistemas computacionais que sempre 
existiram e tem como proposito recompor um estado ou comportamento no passado nossos famosos 
“logs”, muito utilizado em processos de auditoria, diagnóstico de problemas e/ou identificação de des-
vios. 
Realizar atividade de rastreabilidade, analisar pontos de desvios no passado e de forma segregada, 
pode nos possibilitar a correção e/ou identificação de comportamentos errôneos e suspeitos, mas não 
impede que novos erros aconteçam ou que novas vulnerabilidades sejam apresentadas a partir do 
momento que tivermos uma visão macro de toda a infraestrutura. 
Os resultados destes logs/eventos podem ser gerados de forma estruturada ou não estruturada, infor-
mações padronizadas ou customizadas, a proposta inicial de um Big Data é reunir todos esses dados 
e nos possibilitar manipular, correlacionar e cruzar todas essas informações. 
O termo Big Data refere-se a uma nova geração de tecnologias e arquiteturas desenhadas para ex-
traírem valor a partir de uma ampla variedade de dados, permitindo uma alta velocidade de captura, 
descoberta e analise de qualquer informação. 
Como pode se concluir não há definição concreta para o termo e sim um direcionamento sobre dife-
rentes sínteses e perspectivas. 
Vamos entender os 5 Vs do Big Data: 
1 – Volume: 
O volume é a capacidade de armazenar e gerar os dados, este item é responsável pelo grande 
avanço pois possibilitou empresas coletarem e analisarem informações em larga escala, diferente de 
métodos anteriores que trabalhavam com amostras e pequenos volumes de dados, a essência do Big 
Data está na análise e confusão dos dados em vez de sua exatidão, é desta forma que podemos me-
lhorar a correlação de informações e consequentemente alavancar os resultados tornando-os cada 
vez mais relevantes. 
2 – Velocidade: 
A velocidade refere-se à capacidade de obter e analisar esses dados praticamente em tempo real. 
Com o avanço de setores e tecnologias os dados estão sendo gerados a todo instante no meio digi-
tal. Para exemplificar basta acompanharmos o mercado financeiro, a análise do movimento de gran-
des empresas a partir de suas redes sociais e como, em pouquíssimo tempo, a avaliação dessa pos-
tura define a compra/venda de uma ação ou até mesmo mudanças drásticas na postura e estratégia. 
3 – Variedade 
A variedade de dados gerados hoje pela sociedade é algo que até o século passado não era possí-
vel. Os chamados dados não estruturados, que incluem fotos, vídeos, tweets, sensores, sinais de 
GPS e até mesmo as batidas do coração. Muitas das fontes desses dados são relativamente novas e 
como resultado, bancos de dados lineares que até pouco tempo armazenavam dados rígidos de em-
presas e pessoas se tornaram inadequados para processar o Big Data. No primeiro momento tratar 
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os dados como imperfeitos e imprecisos permite que façamos melhores previsões e entendamos me-
lhor o mundo, ou seja, às vezes as informações não vêm de dados individuais lineares, mas sim do 
que eles expressam em conjunto e este é o poder do Big Data, um conjunto de ferramentas capazes 
de atender os itens destacados com alto poder de processamento e em alta velocidade, podendo ser 
implementada inclusive em tempo real. 
4 – Veracidade 
O conceito de veracidade está ligado à veracidade do conteúdo. Definir a melhor estratégia para clas-
sificar e filtrar os dados gerados na internet nos permite definir quais dados e informações possuem 
valor para um negócio, quais dados são relevantes para gerarmos o máximo de valor. É preciso des-
tacar o que é rico em conteúdo em meio a tanta informação. Ao garantir essa separação, o que sobra 
são conhecimentos importantes para compreender melhor a informação e o seu comportamento. 
5 – Valor 
O uso do Big Data torna-se imprescindível quando todos os esforços são direcionados para extrair a 
informação passível de análise e a sua conversão em informação para ser aplicado nas decisões e 
estratégias de uma empresa. 
Existe uma grande possibilidade de as empresas já coletarem os dados necessários para responde-
rem as mais diversas perguntas. No entanto, em muitos casos, as empresas precisam buscar novas 
fontes de dados ou mesmo enriquecer a base de dados já existente, adicionando novos elementos e 
fontes. 
E o que tudo isto tem a ver com segurança da informação? 
Tudo, a compreensão desses conceitos e da sua aplicação resulta em uma transformação no mundo 
da segurança da informação. 
Antes de mais nada, precisamos previamente definir critérios de segurança da informação, isto quer 
dizer que antes do Big Data a empresa precisa proteger a sua informação, preservar as informações 
da organização quanto à: 
Integridade, garantia de que a informação seja mantida em seu estado original, visando protegê-la, na 
guarda ou transmissão, contra alterações indevidas, intencionais ou acidentais. 
Confidencialidade, garantia de que o acesso à informação seja obtido somente por pessoas autoriza-
das. 
Disponibilidade, garantia de que os usuários autorizados obtenham acesso à informação e aos ativos 
correspondentes sempre que necessário. 
As diretrizes devem ser acompanhadas por políticas e normas de segurança da informação, podendo 
ser especifica para o Big Data na organização ou compilado em conjunto aos demais controles de se-
gurança da informação com o foco em Big Data: 
1 – Responsabilidade, é necessário a existência de Gestor da Informação, Custodiante, Gestor do 
Usuário. 
2 – Controle de acesso, o acesso às informações deve ser controlado e autorizado pelo Gestor da In-
formação. 
3 – Disponibilidade, o Gestor da Informação deve definir o rigor da disponibilidade das informações 
do ambiente Big Data. 
4 – Autenticidade de informação, deve ser garantida que a informação coletada para o Projeto Big 
Data da organização tenha origem garantida. 
5 – Conformidade com Leis e Similares, é fundamental que a organização esteja em total conformi-
dade com os regulamentos atendendo as leis sobre privacidade e tratamento de informações. 
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Uma vez protegidos os dados da nossa organização, podemos falar sobre Big Data para gerarmos ou 
extrairmos valor, todos estes princípios aqui discutidos podem ser utilizados para auxiliar a camada 
de negócio ou auxiliar a camada de infraestrutura e TI. 
Estas novidades nos permitem o correlacionamento de diversas tecnologias e dispositivos, cada fonte 
nos possibilita conhecer mais sobre a infra-estrutura da organização, blocos de endereçamento sus-
peitos, geolocalização através de endereçamento IP (geoip), de onde as conexões estão partindo, 
para onde os dados estão sendo enviados e principais tipos de protocolos utilizados. 
O grande objetivo é tornar a segurança da informação um forte aliado da camada de negócios, a se-
gurança deixa de ser um autorizador ondeas demais instituições de ensino e pesquisa interessadas. 
Para o início dos trabalhos, o documento sugeria, em função 
dos escassos recursos disponíveis, a seleção de cinco univer-
sidades representativas das diversas regiões brasileiras para a 
implantação dos referidos centros, bem como o acompanha-
mento e a avaliação por parte do poder público e posterior 
divulgação de seus resultados.
A partir da visão de que o equacionamento adequado da re-
lação informática e educação seria uma das condições impor-
tantes para o alcance do processo de informatização da socie-
dade brasileira, o MEC assumiu, em 1982, o compromisso de 
criar instrumentos e mecanismos que possibilitassem o de-
senvolvimento de estudos e o encaminhamento da questão, 
colocando-se à disposição para a implementação de projetos 
que permitissem o desenvolvimento das primeiras investiga-
ções na área.
Ainda em 1982, foram elaboradas as primeiras diretrizes minis- 
teriais para o setor, estabelecidas no III Plano Setorial de Edu-
cação e Cultura (III PSEC), referente ao período de 1980-1985, 
que apontavam e davam o devido respaldo ao uso das 
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tecnologias educacionais e dos sistemas de computação, en-
fatizando as possibilidades desses recursos colaborarem para 
a melhoria da qualidade do processo educacional, ratificando 
a importância da atualização de conhecimentos técnico-cien-
tíficos, cujas necessidades tinham sido anteriormente expres-
sas no II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND), referen-
te ao período de 1975-1979.
Para melhor caracterização das ações na área, o MEC, a SEI 
e o CNPq promoveram, em agosto de 1982, na Universidade 
Federal da Bahia, o II Seminário Nacional de Informática na 
Educação, visando coletar novos subsídios para a criação dos 
projetos-piloto a partir de reflexões dos especialistas das áreas 
de educação, psicologia, informática e sociologia. 
Importantes recomendações norteadoras da política de infor-
mática na educação originaram-se desse encontro. Entre elas, 
a necessidade de que a presença do computador na escola 
fosse encarada como um recurso auxiliar ao processo educa-
cional e jamais como um fim em si mesmo. Para tanto, pro-
punha-se que o computador deveria submeter-se aos fins da 
educação e não os determinar, reforçando dessa maneira a 
idéia de que o computador deveria auxiliar o desenvolvimen-
to da inteligência do aluno e as habilidades intelectuais espe-
cíficas requeridas pelos diferentes conteúdos. 
Recomendou-se ainda, a partir do II Seminário Nacional de 
Informática na Educação, que as aplicações do computador 
não deveriam se restringir ao 2o grau, de acordo com a pro-
posta inicial do governo federal, mas procurar atender a ou-
tros graus e modalidades de ensino, acentuando a necessida-
de do caráter interdisciplinar que deveria existir nas equipes 
dos centros-piloto, como condição importante para garantir a 
abordagem adequada e o sucesso da pesquisa.
Em janeiro de 1983, foi criada, no âmbito da SEI, a Comissão Es-
pecial no 11/1983 – Informática na Educação, por meio da Porta-
ria SEI/CSN/PR no 001/1983. Essa comissão tinha por finalidade, 
entre outros aspectos, conforme Maria Candida Moraes, propor 
a orientação básica da política de utilização das tecnologias da 
informação no processo de ensino-aprendizagem, observando 
os objetivos e as diretrizes do Plano Setorial de Educação, Cul-
tura e Desporto, da política nacional de informática e do Plano 
Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do país, 
além de apoiar a implantação de centros-piloto, funções essas 
intimamente concernentes ao âmbito educacional.
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Em março de 1983, a Secretaria Executiva da referida comis-
são, atendendo recomendações propostas, apresentou o do-
cumento Projeto Educom, que consubstanciou uma proposta 
interdisciplinar voltada à implantação experimental de cen-
tros-piloto com infra-estruturas relevantes para o desenvolvi-
mento de pesquisas, pretendendo a capacitação nacional e a 
coleta de subsídios para uma futura política setorial.
Após a aprovação do Projeto Educom, a SEI divulgou o Co-
municado SEI/SS no 15/1983, informando o interesse gover-
namental na implantação de centros-piloto em universidades 
interessadas no desenvolvimento dessas pesquisas, mediante 
ações integradas com escolas públicas, preferencialmente de 
2o grau, estabelecendo, até mesmo, critérios e formas de ope-
racionalização do projeto.
Entretanto, pouco tempo antes, em novembro de 1982, foi 
criado o Centro de Informática (Cenifor) do MEC, subordina-
do à hoje extinta Fundação Centro Brasileiro de TV Educativa 
(Funtevê), cujas atribuições regimentais foram posteriormente 
reformuladas, em março de 1984, para melhor cumprimento 
dos requisitos indispensáveis ao desenvolvimento e à coor-
denação das atividades na área, tendo em vista o interesse 
da Secretaria-Geral do MEC em assumir a coordenação do 
projeto. Coube ao Cenifor a responsabilidade pela implemen-
tação, pela coordenação e pela supervisão técnica do Projeto 
Educom, cujo suporte financeiro e delegação de competên-
cia foram definidos em Protocolo de Intenções assinado entre 
MEC, SEI, CNPq, Finep e Funtevê, em julho de 1984. 
A partir desse momento, o MEC assumiu a liderança do pro-
cesso de informatização da educação brasileira, procurando 
organizar-se para o cumprimento de suas novas obrigações. 
Um dos argumentos utilizados para a transferência do Projeto 
Educom para o MEC era, de acordo com Maria Candida Mo-
raes, o de que informática na educação tratava de questões 
de natureza pedagógica relacionadas ao processo de ensi-
no-aprendizagem, envolvendo escolas públicas brasileiras e 
universidades, na busca de subsídios para uma futura política 
para o setor educacional. 
Pesava, também, nessa decisão, a questão financeira, pois, 
apesar de o acordo firmado entre os organismos governa-
mentais e o próprio estímulo para a implantação do projeto 
ter-se originado na própria SEI, esta secretaria não havia pre-
visto, no seu orçamento, o montante de recursos capazes de 
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dar a devida sustentação financeira ao projeto, em termos de 
contrapartida negociada com o MEC. Assim, coube ao Minis-
tério da Educação, apesar de inúmeras dificuldades, garantir a 
sua operacionalização. 
Em 3 de outubro de 1984, foram firmados os primeiros convê-
nios para o início das atividades de implantação dos centros-
piloto, entre a Funtevê/MEC e as Universidades Federais do 
Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janei-
ro e Estadual de Campinas. Entretanto, em março de 1985, 
com o fim do governo militar, profundas alterações funcionais 
ocorreram na administração federal, com conseqüentes mu-
danças de orientação política e administrativa.
Nessa época, a nova administração da Funtevê/MEC iniciou 
a operação desmonte do Cenifor, alegando seu desinteresse 
na pesquisa, relegando os centros-piloto do Projeto Educom 
a uma situação financeira difícil e insustentável, segundo o 
relato da professora Maria Candida Moraes. A partir desse 
momento, iniciou-se o descumprimento da sustentação finan-
ceira do projeto por parte do próprio MEC, iniciando um pro-
cesso de disputa interna de órgãos que pretendiam assumir a 
coordenação do setor.
De acordo com os relatórios de pesquisas, o Educom produ-
ziu, num período de cinco anos, quatro teses de doutorado, 17 
teses de mestrado, cinco livros, 165 artigos publicados, mais 
de duas centenas de conferências e palestras ministradas, 
além de vários cursos de extensão, especialização e treina-
mento de professores. Sistemas de autor e vários softwares 
educacionais foram desenvolvidos, dos quais alguns foram os 
primeiroscolocados em concursos nacionais. Assessoramen-
tos técnicos foram prestados às várias secretarias estaduais 
e municipais de educação, aos comitês assessores de pro-
gramas ministeriais, bem como desenvolvidos programas de 
cooperação técnica, nacional e internacional, promovidos pela 
Organização dos Estados Americanos (OEA) e pela Organiza-
ção das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura 
(Unesco). Segundo Maria Candida Moraes:
É bom esclarecer para você que a institucionalização 
do núcleo de pesquisa interdisciplinar em cada universi-
dade que participou do Educom foi um fato importante para 
preenchimento de uma lacuna que existia na pesquisa na-
cional. A medida do sucesso do empreendimento e 
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das pesquisas realizadas pode ser verificada a partir 
da incorporação de cada centro-piloto na universidade 
hospedeira, transformando-se em núcleo, coordenado-
ria ou centro, de acordo com as alternativas regimentais 
de cada instituição universitária, demonstrando, assim, o 
reconhecimento efetivo da comunidade universitária ao 
empenho e à dedicação de todos aqueles que dedicaram 
esforços para o desenvolvimento desse projeto de pes-
quisa.
Você já ouviu falar da Unesco? Sabe quais 
são suas funções e os países que a compõem? 
Quais são suas principais contribuições para a infor-
mática educativa no Brasil?
Pesquise, se possível na internet, e procure responder a 
essas questões. Elabore um texto e compartilhe com 
seus colegas de curso.
Em fevereiro de 1986, logo após a criação do Comitê Assessor 
de Informática na Educação da Secretaria de Ensino de 1o e 
2o Graus Caie/Seps, presidido pelo secretário-geral do MEC, 
iniciou-se uma nova fase. Esse comitê foi constituído por pro-
fissionais de reconhecida competência técnico-científica no 
país, procedentes de diferentes seguimentos da sociedade. 
Em abril do mesmo ano, o comitê recomendou a aprovação 
do Programa de Ação Imediata em Informática na Educação 
de 1o e 2o Graus, objetivando a criação de uma infra-estrutu-
ra de suporte junto às secretarias estaduais de educação, a 
capacitação de professores, o incentivo à produção descen-
tralizada de software educativo, bem como a integração de 
pesquisas que vinham sendo desenvolvidas pelas diversas 
universidades brasileiras. Além disso, pretendia-se a consig-
nação de recursos financeiros no orçamento do Ministério da 
Educação, para o exercício de 1987, necessários ao suporte 
operacional e à continuidade das ações em desenvolvimento. 
Ainda em 1986, foi lançado o I Concurso Nacional de Software 
Educacional.
O Programa de Ação Imediata, utilizando a abordagem sis-
têmica no planejamento de suas ações, apresentou uma lista 
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de projetos voltados ao atendimento das funções básicas 
referentes ao uso e à aplicação da tecnologia, à produção, à 
pesquisa, ao desenvolvimento de recursos humanos, além 
do atendimento às funções de apoio relativas ao fomento, 
à disseminação e à divulgação da tecnologia de informática 
educativa. Como importante estratégia de ação, propunha a 
convergência de esforços do setor educacional em busca de 
autonomia tecnológica no país e a capacitação nacional para 
que a sociedade brasileira fosse capaz de assumir o comando 
do seu próprio processo de informatização, colaborando para 
o pleno desenvolvimento do país. 
Uma das primeiras ações decorrentes do lançamento desse 
programa, em 1986, foi recomendar a avaliação dos centros-
piloto do Projeto Educom, realizada por uma comissão de es-
pecialistas de alto nível, instituída pela Portaria no 418 do MEC, 
de 16 de julho de 1986. Ao final do relatório, segundo Maria 
Candida Moraes, a comissão alertava que os centros-piloto vi-
nham desenvolvendo as atividades a que se propuseram, não 
havendo dúvidas quanto às suas reais possibilidades para a 
consecução de suas metas, apesar dos atrasos no repasse das 
verbas, da descontinuidade da oferta de bolsas por parte do 
CNPq, da falta de apoio financeiro da Finep e da SEI, que ha-
viam se retirado do processo, além dos descompassos exis-
tentes no nível de coordenação administrativa do projeto.
O relatório solicitava a manutenção e o revigoramento do 
apoio técnico e financeiro aos centros-piloto, maior intercâm-
bio entre os pesquisadores, e que as atividades de pesquisa 
fossem a tônica principal desses centros na busca de conheci-
mentos seguros que subsidiassem futuras decisões políticas 
e possibilitassem condições de respostas na antecipação de 
problemas e no reconhecimento de seus limites. Em maio de 
1986, a Secretaria de Informática do MEC assumiu a respon-
sabilidade de condução das ações de informática na educação 
e, conseqüentemente, a coordenação e a supervisão técnica 
do Projeto Educom. 
Iniciou-se, então, nessa época, um novo período de consul-
tas à comunidade, motivado pela necessidade de elaborar um 
plano estratégico para a área. Isso oportunizou a realização da 
Jornada de Trabalho de Informática na Educação, em Floria-
nópolis, em novembro de 1987, que contou com a participa-
ção de profissionais envolvidos com a pesquisa e com a pro-
dução na área, bem como profissionais de escolas e empre-
sas que atuavam no setor. Foi produzido como resultado desse 
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encontro um documento com recomendações para formula-
ção da política trienal para o setor, posteriormente submetida 
à aprovação do Comitê Assessor do MEC.
O fato de o país não dispor de conhecimento técnico-científi-
co nessa área fez com que o Ministério da Educação, segun-
do Maria Candida Moraes, optasse por iniciar as atividades 
desenvolvendo pesquisas nas universidades para posterior 
disseminação de seus resultados, mediante capacitação dos 
professores dos sistemas estaduais de ensino público. O iní-
cio da capacitação dos professores foi realizado pelo Projeto 
Formar, por meio da Unicamp, e contou com a colaboração 
dos vários centros-piloto do Projeto Educom. 
O Projeto Formar foi criado por recomendação do Comitê 
Assessor de Informática e Educação (Caie) do Ministério da 
Educação (MEC), sob a coordenação do Nied/Unicamp e mi-
nistrado por pesquisadores e especialistas dos demais cen-
tros-piloto integrantes do Projeto Educom. Destinava-se, em 
sua primeira etapa, à formação de profissionais para atuarem 
nos diversos centros de informática educativa dos sistemas 
estaduais e municipais de educação. Tratava-se de um curso 
de especialização de 360 horas, planejado de forma modular, 
ministrado de forma intensiva ao longo de nove semanas (45 
dias úteis), com oito horas de atividades diárias. Seus conteú-
dos foram distribuídos em seis disciplinas, constituídas de au-
las teóricas e práticas, seminários e conferências. A formação 
de profissionais propiciada por esse projeto foi realizada por 
meio de três cursos e atingiu cerca de 150 educadores prove-
nientes das secretarias estaduais e municipais de educação, 
das escolas técnicas, profissionais da área de educação espe-
cial, bem como professores de universidades interessadas na 
implantação de outros centros. 
Com a escolha do nome Projeto Formar, tínhamos em 
mente marcar uma transição importante em nossa cultura 
de formação de professores. Ou seja, pretendíamos fazer 
uma distinção entre os termos formação e treinamento, 
mostrando que não estávamos preocupados com 
adestramento ou em simplesmente adicionar mais uma 
técnica ao conhecimento que o profissional já tivesse, 
mas, sobretudo, pretendíamos que o professor refletisse 
sobre sua forma de atuar em sala de aula e propiciar-lhe
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 condições de mudanças em sua práticapedagógica na 
forma de compreender e conceber o processo ensino-
aprendizagem, levando-o a assumir uma nova postura 
como educador (MORAES,1997).
O Projeto Formar foi operacionalizado por meio de dois cur-
sos de especialização em Informática na Educação, em nível 
de pós-graduação lato sensu, realizados na Unicamp, em 
1987 e 1989, dedicados aos professores das diversas secre-
tarias estaduais de educação e das escolas técnicas federais. 
Os professores formados tiveram como compromisso princi-
pal projetar e implantar, junto à Secretaria de Educação que 
os havia indicado, um Centro de Informática Educativa (Cied), 
a ser implementado mediante apoio técnico e financeiro do 
Ministério da Educação que, por sua vez, não pretendia impor 
mecanismos e procedimentos, apenas oferecer o devido res-
paldo técnico-financeiro necessário à consecução dos objeti-
vos pretendidos.
Coube a cada Secretaria de Educação definir os rumos de sua 
proposta, de acordo com a capacidade técnico-operacional 
de sua equipe e possibilidades de formação de recursos hu-
manos. Ao Ministério da Educação competiu o repasse dos 
recursos necessários à cooperação técnica entre os pesqui-
sadores dos centros-piloto do Projeto Educom e os professo-
res das Secretarias de Educação, além do fornecimento dos 
equipamentos necessários, de acordo com as especificações 
propostas pelo Comitê Assessor do MEC. 
No período de 1988 e 1989, 17 Cieds foram implantados em 
diferentes Estados da Federação. Cada Cied, além de coor-
denar a implantação de outras unidades, também cuidava da 
formação de recursos humanos para a implementação das ati-
vidades no âmbito estadual. Além de atribuições administrati-
vas, esses centros transformaram-se em ambientes de apren-
dizagem informatizados, integrados por grupos interdiscipli-
nares de educadores, técnicos e especialistas. Cada Cied tinha 
como propósito atender alunos e professores de 1o e 2o graus 
e de educação especial, além de possibilitar o atendimento à 
comunidade em geral, constituindo-se num centro irradiador 
e multiplicador da tecnologia da informática para as escolas 
públicas brasileiras.
Lato sensu é uma expressão 
em latim que significa 
literalmente em sentido 
amplo. Também se refere 
ao nível de pós-graduação 
que titula o estudante como 
especialista em determinado 
campo do conhecimento. 
Obtido no site: http:pt.
wikipedia.org/Lato_sensu
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Como estratégia da política ministerial, ficou estabelecido que 
o Cied deveria ser uma iniciativa do Estado e não do governo 
federal. Ao MEC caberia, além da formação inicial dos profes-
sores indicados pelas Secretarias de Educação, sensibilizar 
os secretários, destacando a importância da área e informan-
do-lhes do interesse do Ministério da Educação na implan-
tação dos referidos centros, da possibilidade de cessão de 
equipamentos e recursos para custeio das atividades iniciais, 
alertando, entretanto, que caberia a cada Estado verificar seus 
interesses e condições de levar adiante tal empreendimento. 
A manutenção do Cied e a formação continuada de professo-
res multiplicadores seriam atribuições do Estado, de acordo 
com a própria capacidade de gestão de seus recursos huma-
nos, financeiros e materiais.
Ao final de 1988, a OEA, por meio de seu Departamento de 
Assuntos Educativos, reconhecendo o esforço brasileiro 
nessa área, convidou o Ministério da Educação a apresentar 
um projeto de cooperação multinacional envolvendo outros 
países latino-americanos. Iniciava-se, então, naquela época, 
a primeira cooperação técnica internacional com o México, 
financiada pela OEA, para avaliação do Projeto de Informática 
Educativa na Área de Educação básica: Projeto Coeeba.
Uma das primeiras ações de cooperação internacional pro-
posta pelo Brasil foi a realização de uma Jornada de Trabalho 
Luso-Latino-Americana de Informática na Educação, realizada 
em Petrópolis, em maio de 1989, para identificação de pos-
síveis áreas de interesse comum relacionadas à pesquisa e 
à formação de recursos humanos, capazes de subsidiar um 
futuro projeto internacional sob a chancela da OEA. Essa jor-
nada adotou como princípios norteadores do trabalho a par-
ticipação, a integração, a solidariedade e a adequação das 
propostas às realidades de cada país, bem como o respeito 
à multiculturalidade e à diversidade cultural, como requisitos 
fundamentais de qualquer iniciativa de cooperação na área. 
Estiveram presentes representantes de 15 países, incluindo 
Portugal e países africanos que, mesmo não estando sob a 
jurisdição americana, solicitaram participação.
As recomendações obtidas foram consubstanciadas em do-
cumento próprio e serviram de base à elaboração de um Pro-
jeto Multinacional de Informática Aplicada à Educação Básica, 
envolvendo oito países americanos, que foi apresentado à 
OEA, em 1989, em Washington, e aprovado para o período de 
1990 a 1995. Conforme Maria Candida Moraes, o projeto ficou 
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paralisado após 1992 por causa da falta de pagamento da 
quota anual brasileira que, por sua vez, condicionava a par-
ticipação do Brasil, impossibilitando, assim, a realização das 
atividades previstas e acordadas com os demais países, preju-
dicando a liderança latino-americana conquistada pelo Brasil, 
o que foi muito lamentado pelos países integrantes do Acordo 
de Cooperação Técnica firmado.
A partir de todas essas iniciativas, foi estabelecida uma sólida 
base para a criação de um Programa Nacional de Informática 
Educativa (Proninfe), que foi efetivado em outubro de 1989, 
com a Portaria Ministerial no 549/GM. O Proninfe tinha por fi-
nalidade: 
Desenvolver a informática educativa no Brasil, através de projetos 
e atividades, articulados e convergentes, apoiados em fundamenta-
ção pedagógica sólida e atualizada, de modo a assegurar a unidade 
política, técnica e científica imprescindível ao êxito dos esforços e 
investimentos envolvidos.
Apoiado em referências constitucionais (título VIII, capítulos 
III e IV da atual Constituição brasileira) relacionadas às áreas 
de educação, ciência e tecnologia, o Programa visava apoiar 
o desenvolvimento e a utilização da informática nos ensinos 
de 1o, 2o e 3o graus e na educação especial, o fomento à in-
fra-estrutura de suporte relativa à criação de vários centros, a 
consolidação e a integração das pesquisas, bem como a ca-
pacitação contínua e permanente de professores. Propunha, 
também, a criação de uma estrutura de núcleos distribuídos 
geograficamente pelo país, a capacitação nacional por meio 
de pesquisa e formação de recursos humanos, mediante um 
crescimento gradual em busca de competência tecnológica 
referenciada e controlada por objetivos educacionais. 
Simultaneamente à criação do Proninfe, cuja coordenação 
passou a ser exercida por uma Comissão Geral de Coordena-
ção subordinada à Secretaria-Geral do MEC, foram iniciadas 
gestões junto à Secretaria Especial de Informática (SEI) do 
Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), visando à inclusão 
de metas e objetivos do programa como parte integrante do 
II Planin, Plano Nacional de Informática e Automação, para o 
período de 1991 a 1993. O Planin foi aprovado pelo Conselho 
Nacional de Informática e Automação (Conin), um colegiado 
que era constituído pelos ministros de Estado das diferentes 
áreas setoriais e representantes da indústria nacional e poste-
riormente transformado em lei.
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A inclusão de objetivos, metas e estratégias no Planin ocor-
reu no final de 1990. Acreditava-se que a política de informá-
tica na educação deveria também estar em consonância com 
os objetivos e as diretrizes da política educacional da área de 
ciência e tecnologia, como subsistemas interligadose inter-
dependentes. A inclusão das ações do Proninfe foi importan-
te para viabilização de financiamentos de diferentes tipos de 
bolsas de estudos e outros benefícios decorrentes. A área de 
informática educativa passou então a ser um dos destaques 
do Programa de Capacitação de Recursos Humanos em áreas 
Estratégicas (Rhae), do Ministério de Ciência e Tecnologia. 
Em seu documento referencial, o Proninfe fundamentava-se 
na necessidade de intensa colaboração entre as três esferas 
do poder público, no qual os investimentos federais seriam 
canalizados, prioritariamente, para a criação de infra-estrutu-
ra de suporte em instituições federais, estaduais e municipais 
de educação, para a capacitação de recursos humanos e bus-
ca de autonomia científica e tecnológica para o setor. Seus 
objetivos e metas atendiam, também, aos preceitos constitu-
cionais referentes à área de ciência e tecnologia, solicitando 
tratamento prioritário à pesquisa científica básica, voltada ao 
bem público e ao progresso da ciência na busca de soluções 
aos problemas brasileiros. Seus objetivos, metas e estratégias 
vieram também a integrar o Plano Nacional de Educação, o 
Plano Plurianual de Investimentos, desdobrando-se, poste-
riormente, em metas e atividades de alguns planos estaduais 
e municipais de educação, na tentativa de assegurar sua ope-
racionalização junto às bases estaduais e municipais na espe-
rança de maior fluência de recursos financeiros por parte das 
instituições governamentais.
Entre suas ações prioritárias destacavam-se as atividades vol-
tadas à capacitação de professores e técnicos dos diferentes 
sistemas de ensino, desenvolvimento de pesquisa básica e 
aplicada, implantação de centros de informática educativa, 
produção, aquisição, adaptação e avaliação de softwares edu-
cativos. Pretendia-se, também, facilitar a aquisição de equipa-
mentos computacionais por parte dos sistemas de educação 
pública, implantação de rede pública de comunicação de da-
dos, incentivo a cursos de pós-graduação na área, bem como 
acompanhamento e avaliação do programa. 
Em 1990, o Ministério da Educação aprovou o 1o Plano de Ação 
Integrada (Planinfe), para o período de 1991 ao período de 1993, 
com objetivos, metas e atividades para o setor, associados a um 
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horizonte temporal de maior alcance. O Planinfe, assim como o 
Proninfe, destacava, como não poderia deixar de ser, a necessi-
dade de um forte programa de formação de professores, acredi-
tando que as mudanças só ocorrem se estiverem amparadas, em 
profundidade, por um intensivo e competente programa de capa-
citação de recursos humanos, envolvendo universidades, secre-
tarias, escolas técnicas e empresas como o Senai e o Senac.
A partir de 1992, em função de gestões realizadas em anos 
anteriores e de uma firme determinação do ministro da Edu-
cação daquela época, foi criada uma rubrica orçamentária 
específica no orçamento da União para o financiamento das 
atividades do setor. Esta foi uma luta por mais de cinco anos 
pela coordenação do programa, que acreditava em sua im-
portância para a consolidação das atividades planejadas na 
área, para que não ficassem à mercê de possíveis injunções 
políticas, como de fato ocorreram.
Tanto o Programa de Ação Imediata quanto o Proninfe, em ter-
mos de organização e funcionamento, visavam à capacitação 
contínua e permanente de professores dos três níveis de ensi-
no para o domínio dessa tecnologia em ambientes de ensino 
e pesquisa, a utilização da informática na prática educativa e 
nos planos curriculares, além da integração, da consolidação 
e da ampliação de pesquisas e da socialização de conheci-
mentos e experiências desenvolvidos.
Para tanto, foi prevista a criação de uma infra-estrutura de nú-
cleos ou centros distribuídos geograficamente pelo país, lo-
calizados em universidades, Secretarias de Educação e esco-
las técnicas federais. Esses núcleos, chamados de Centros de 
Informática na Educação, tiveram atribuições de acordo com 
seus diferentes campos de atuação e em função da vocação 
institucional de sua clientela, constituindo-se em Centros de 
Informática na Educação Superior (Cies), Centros de Informá-
tica na Educação de 1o e 2o graus (Cied) e Centros de Informáti-
ca na Educação Técnica (Ciet).
Em termos de organização e funcionamento, o Centro de 
Informática na Educação Superior (Cies) ficou vinculado a 
uma universidade, destinando-se a realizar pesquisa científica 
de caráter interdisciplinar, formar recursos humanos, ofere-
cer suporte aos Cied e Ciet, além de supervisionar experiên-
cias educativas em andamento nos colégios de aplicação. 
O Centro de Informática na Educação de 1o e 2o graus (Cied) 
ficou subordinado a uma secretaria estadual ou municipal de 
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educação, ao Colégio Pedro II, ao Instituto de Educação de 
Surdos e ao Instituto Benjamim Constant, tendo como fun-
ção atender aos professores e aos alunos de 1o e 2o graus, 
aos alunos de educação especial e à comunidade interessada. 
O Centro de Informática na Educação Técnica, o Ciet, foi vin-
culado a uma escola técnica federal ou a um Centro Federal 
de Educação Tecnológica (Cefet), destinando-se à formação 
de recursos humanos, à realização de experiências técnico-
científicas e ao atendimento a alunos e a professores da es-
cola na qual estava inserido.
Pretendia-se, com esses centros, a criação de novos ambien-
tes que possibilitassem novas dinâmicas sociais de aprendiza-
gem, no sentido de resgatar algo que a educação se propunha 
há muito tempo e pouco vinha realizando, ou seja, os atos de 
pensar, aprender, conhecer e compreender, a partir do uso de 
novos instrumentos. Planejou-se, então, a criação de ambien-
tes que, por um lado, possibilitassem o uso de recursos tec-
nológicos, usufruindo da interatividade e da interconectivida-
de que a máquina faculta, mas, ao mesmo tempo, associados 
a processos de desenvolvimento humano que estimulassem 
autonomia, cooperação, criticidade, criatividade e capacida-
de decisória, possibilitando, assim, mudanças no paradigma 
educacional vigente. 
A multiplicação desses ambientes para o atendimento à clien-
tela de educação básica foi planejada para ser difundida e 
realizada pelos Cied. Em termos de planejamento, coube aos 
Cied, aos seus subcentros e aos laboratórios a adoção de um 
processo de crescimento gradual e constante, a responsabi-
lidade pela formação da demanda nacional de professores 
e alunos, em colaboração com as universidades, visando à 
introdução da informática no processo de ensino-aprendiza-
gem. Foram concebidos como centros multiplicadores e di-
fusores da tecnologia de informática para as escolas públicas 
e, possivelmente, os maiores responsáveis pela disseminação 
da semente catalisadora dos processos de preparação de uma 
sociedade informatizada no Brasil.
Ao Ciet competia realizar experiências técnico-científicas, ca-
pacitar o corpo docente de educação tecnológica para o uso 
e aplicação da tecnologia da informática, colaborar na profis-
sionalização do aluno em sua área de especialização, propiciar 
uma melhor preparação para o mercado de trabalho, favore-
cer o surgimento de pesquisas visando ao desenvolvimento 
de novas metodologias para o ensino tecnológico, além de 
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promover a definição e a criação de sistemas, incluindo am-
bientes, modelos e programas computacionais necessários à 
educação tecnológica, em suas diversas áreas de atuação.
Ao Cies ou Nies competia realizar estudos e pesquisas científi-
cas de caráter interdisciplinar para a ampliação das bases cien-
tíficas e tecnológicas na área, em consonância com as neces-
sidades da comunidade nacional. Pressupunhaa construção 
de ambientes de aprendizagem enriquecidos e adequados ao 
desenvolvimento cognitivo e socioafetivo dos alunos, visando 
à apropriação das novas tecnologias pelas novas gerações. 
Implicava modernizar os laboratórios, desenvolver software 
utilizando técnicas de inteligência artificial, interfaces ergo-
nômicas homem–computador, pesquisar o desenvolvimen-
to de funções cognitivas nos indivíduos, criar e desenvolver 
micromundos lingüísticos com linguagens artificiais, estudar 
processos cognitivos e afetivos dos alunos e de várias outras 
atividades. 
Competia ainda aos Cies ou Nies o aperfeiçoamento contínuo 
da formação profissional, técnica e científica na graduação, na 
pós-graduação e na extensão universitária, oferecendo cur-
sos de especialização e atualização aos professores da rede 
pública de ensino que não tinham condições de aprofundar 
seus conhecimentos sem o amparo e a integração com a co-
munidade universitária. Dessa forma, o Programa Nacional de 
Informática Educativa (Proninfe) definiu um modelo de organi-
zação e funcionamento para a capacitação das atividades em 
todas as áreas da educação nacional. 
Para coordenação e gerenciamento de suas atividades foi 
criada uma Comissão Central de Coordenação junto à Secre-
taria-Geral do Ministério da Educação, constituída por repre-
sentantes de todas as secretarias-fim do MEC, além do Inep e 
da Capes. Sua finalidade era criar um centro de gerenciamen-
to nacional das atividades desenvolvidas por uma estrutura 
produtiva de núcleos espalhados por todo o país. O programa 
buscava, além de fomentar as atividades na área, incentivar, 
sobretudo, a integração dos diversos centros constitutivos do 
sistema, promovendo e articulando os processos de coopera-
ção técnica e financeira para o setor.
De acordo com seus documentos, em termos de organiza-
ção e funcionamento, o Proninfe adotava como princípios de 
ação a descentralização funcional e geográfica nos diversos 
níveis de organização; o crescimento gradual baseado na ex-
perimentação e na análise dos resultados obtidos, orientado 
A ergonomia é a qualidade da 
adaptação de um dispositivo 
a seu operador e à tarefa 
que ele realiza, ou seja, a 
usabilidade, pois quanto 
mais adaptado for o sistema 
interativo maiores serão os 
níveis de eficácia, eficiência 
e satisfação alcançados 
pelo usuário durante o uso 
do sistema. Por exemplo, 
como os usuários alcançam 
objetivos com o sistema, 
a qualidade necessária, a 
emoção que os sistemas 
proporcionam aos usuários 
em face dos resultados 
obtidos, etc. Obtido no 
site:http://pt.wikipedia.org/
wiki/Ergonomia
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pela capacidade de formação dos professores; a importância 
à pesquisa e ao desenvolvimento centrados nas universida-
des e nas escolas técnicas federais; a busca de competência 
tecnológica permanentemente referenciada e controlada por 
objetivos educacionais. 
Para sua operacionalização, apresentava uma estrutura 
matricial com duas vertentes. Uma relacionada às funções 
produtivas de pesquisa, produção, uso e aplicação, desen-
volvimento de recursos humanos e disseminação. Outra, em 
função da clientela, determinava a criação de cinco subpro-
gramas destinados ao ensino fundamental, à educação espe-
cial, ao ensino médio, ao ensino superior e à educação não 
formal. Para cada uma de suas funções havia uma série de 
recomendações sinalizando diretrizes importantes a serem 
observadas no desenvolvimento das atividades. 
Na área da pesquisa, por exemplo, o documento recomen-
dava o desenvolvimento prioritário da pesquisa básica e da 
aplicada a ser desenvolvida por equipes interdisciplinares, 
cujos recursos deveriam ser canalizados para a construção de 
ferramentas computacionais adequadas ao processo de en-
sino-aprendizagem, estudos de avaliação do impacto da in-
formática no setor educacional, bem como levantamento do 
“estado da arte”.
Em termos de capacitação de recursos humanos, o programa 
dava prioridade a propostas que fossem democratizantes e 
não determinadas por interesses industriais e mercadológicos, 
baseadas na conscientização, e não no adestramento, envol-
vendo maior participação da universidade e de outras institui-
ções de ensino superior, por serem centros de excelência de 
ensino, pesquisa e extensão. Recomendava atenção prioritá-
ria à formação e ao aperfeiçoamento de pesquisadores, pre-
ferencialmente articulados aos programas de pós-graduação. 
Sugeria, ainda, que os programas promovessem a articulação 
entre Secretarias de Educação, universidades e instituições, 
como o Senai e o Senac, fortalecendo mecanismos de coope-
ração, intercâmbio, bolsas e estágios no Brasil e no exterior.
Colega educador(a), repare que, a partir 
da década de 1990, as ações governamentais na área 
de informática educativa voltaram-se à capacitação de 
pessoal – especialmente a de professor(a) – para atuar 
nas escolas.
O “estado da arte” é 
o nível mais alto de 
desenvolvimento, seja de um 
aparelho, de uma técnica 
ou de uma área científica. 
O “estado da arte” indica, 
portanto, o ponto em que o 
produto em questão deixa de 
ser um projeto técnico para 
se tornar uma obra-prima. 
Obtido no site:hhttp;//
pt.wikipedia.org/wiki/
Estado_da_arte
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Verifique, junto à Secretaria de Educa-
ção de seu município, quantos profissionais de 
educação já foram capacitados, nos últimos cinco 
anos, por quais programas e, dentre estes profissio-
nais, quantos são funcionários escolares.
Após a coleta dos dados, avalie se o total de profissio-
nais formados atende à demanda de seu município, e se 
os profissionais capacitados encontram, nas escolas, as 
condições necessárias ao exercício dos conhecimentos 
adquiridos. Em caso positivo, descreva-as; em caso ne-
gativo, verifique o que falta para que essas condições 
sejam atendidas.
Essa atividade pode compor sua prática profissio-
nal supervisionada.
De modo geral, na área de produção de software, o Proninfe 
estabelecia como uma de suas diretrizes a criação de equipes 
interdisciplinares de produção e avaliação de programas edu-
cativos computacionais, devidamente qualificadas para análise 
de questões sociológi-
cas, psicopedagógicas 
e epistemológicas. Re-
comendava, também, a 
produção de sistemas 
do tipo ferramenta, a 
aquisição de softwares 
educativos por parte 
dos órgãos públicos, 
mas devidamente ava-
liados por grupos de 
pesquisa com experi-
ência comprovada na 
área de produção e/ou 
avaliação de programas 
computacionais. Tam-
bém propunha incenti-
vos à produção e à introdução, no mercado educacional, de 
softwares educativos de qualidade, provenientes de grupos 
de pesquisa de reconhecida competência, no sentido de gerar 
padrões de qualidade, além da criação de catálogos, banco 
de dados e glossários para disseminação de informações e 
consultas na área.
Epistemologia ou teoria 
do conhecimento, do 
grego episteme, ciência, 
conhecimento; logos, 
discurso. É um ramo da 
filosofia que trata dos 
problemas filosóficos 
relacionados à crença e ao 
conhecimento. Portanto, 
questões espistemológicas 
estão relacionadas ao 
conhecimento de algo. Obtido 
no site:http://wikipedia.org/
wibi/Epistemologia
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No que se refere aos equipamentos, o Proninfe buscava uma 
configuração básica de custo reduzido, que pudesse ser ex-
pandida modularmente e fosse capaz de suportar a implanta-
ção dos laboratórios das escolas. Pretendia, também, incen-
tivar discussões e divulgações de tendências pedagógicas 
baseadas na utilização de equipamentos produzidos pela in-
dústria nacional, obedecendo a padrões próprios, buscando, 
portanto, a definição do equipamento a ser utilizado pela infor-
mática educativa no Brasil, em consonânciacom a política de 
reserva de mercado vigente naquela época. Propunha, ainda, 
que o MEC atuasse como mediador e indutor do processo de 
informatização da educação brasileira, incentivando a indús-
tria nacional a adequar seus equipamentos aos padrões que 
viessem a ser definidos pela comunidade científica nacional 
em função de objetivos pedagógicos.
O programa apresentava, como estratégias importantes, a 
padronização dos equipamentos, visando à conectabilidade, 
compatibilidade e portabilidade dos sistemas de informações, 
a criação de mecanismos que permitissem o conhecimento 
do processo de informatização da sociedade e a participação 
da comunidade. Recomendava o desenvolvimento de estu-
dos com o Ministério das Comunicações para diferenciação 
tarifária e a criação de núcleos regionais ligados por rede pú-
blica de comunicação de dados.
Tanto o Proninfe quanto o Planinfe destacavam a necessidade 
de um forte programa de formação de professores e técnicos 
na área de informática educativa, acreditando que nenhuma 
mudança tecnológica ocorreria se não estivesse profunda-
mente amparada por um intensivo programa de capacitação 
de recursos humanos. O Planinfe recomendava, ainda, que 
a formação de professores e técnicos para a utilização des-
ta tecnologia em educação levasse em conta o exame das 
possibilidades e dos limites do uso da informática no sistema 
educacional, considerando os aspectos da realidade escolar, 
as diferenças regionais, o desemprego tecnológico e a baixa 
condição de vida. 
O Planinfe aconselhava também uma avaliação crítica do signi-
ficado da informática na educação, a análise das conseqüências 
gerais da informatização como uso de tecnologias não neu-
tras e comprometidas com determinado modo de concepção 
da sociedade. Reforçava, ainda, a idéia de que a tecnologia 
à disposição da educação poderia colaborar para a compre-
ensão dos processos cognitivos do indivíduo ao desenvolver 
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conhecimentos e como, a partir dessa tecnologia, poderia ser 
gerado o novo conhecimento científico e crescer em espiral. 
Promulgava a necessidade de mudanças nos papéis da esco-
la, do aluno e do professor e, conseqüentemente, nos conteú-
dos, nos processos e nos materiais de ensino-aprendizagem, 
alegando que não se poderia incorporar o novo sem reformu-
lar o antigo.
Em abril de 1997, foi criado, pela Portaria no 522/MEC, o Pro-
grama Nacional de Informática na Educação (ProInfo) para 
promover o uso pedagógico da informática na rede pública de 
ensino fundamental e médio. O programa é desenvolvido pela 
Secretaria de Educação a Distância (Seed), por meio do De-
partamento de Infra-Estrutura Tecnológica (Ditec), em parce-
ria com as Secretarias de Educação estaduais e municipais.
O ProInfo funciona de forma descentralizada. Sua coordena-
ção é de responsabilidade federal, e a operacionalização é 
conduzida pelos estados e municípios. Em cada unidade da 
Federação, existe uma coordenação estadual ProInfo, cujo tra-
balho principal é o de introduzir as Tecnologias de Informação 
e Comunicação (TIC) nas escolas públicas de ensino médio e 
fundamental, além de articular os esforços e as ações desen-
volvidas no setor sob sua jurisdição, em especial as ações dos 
Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE). Para apoiar tecno-
logicamente e garantir a evolução das ações do programa em 
todas as unidades da Federação, foi criado o Centro de Expe-
rimentação em Tecnologia Educacional (Cete).
Os NTEs são locais dotados de infra-estrutura de informática 
e comunicação que reúnem educadores e especialistas em 
tecnologia de hardware e software. Os profissionais que tra-
balham nos NTEs são especialmente capacitados pelo ProInfo 
para auxiliar as escolas em todas as fases do processo de in-
corporação das novas tecnologias. A capacitação dos profes-
sores é realizada a partir desses núcleos nos quais os agentes 
multiplicadores dispõem de toda a estrutura necessária para 
qualificar os educadores a fim de utilizar a internet no proces-
so educacional. 
O laboratório de informática é um patrimônio que pode bene-
ficiar toda a comunidade, e o NTE é um agente colaborador. 
Sua função é orientar o uso adequado desses instrumentos 
para promover o desenvolvimento humano não apenas na es-
cola, mas em toda a comunidade, otimizando os resultados. 
Localizados em todas as unidades da Federação, cada núcleo 
Para saber mais sobre o 
programa ProInfo entre no site 
http://www.proinfo.mec.gov.
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atende escolas situadas em uma mesma região. O número 
de escolas a serem atendidas – bem como o número de NTE 
em cada Estado – é estabelecido de maneira proporcional ao 
número de alunos e escolas de cada rede de ensino público 
estadual. 
O Cete foi criado para viabilizar e apoiar as ações do ProInfo 
e está situado na sede do MEC, em Brasília. Suas principais 
contribuições são:
• Estabelecimento de redes de comunicação. 
• Divulgação de produtos. 
• Disseminação de informações. 
• Promoção do uso de novas tecnologias por meio de ativi-
dades nas áreas de telemática e infra-estrutura de informa-
ções.
Agosto/81: realização do I Seminário de Informática 
na Educação, Brasília/DF, UnB. Promoção MEC/SEI/
CNPq.
Dezembro/81: aprovação do documento: Subsídios para 
a Implantação do Programa de Informática na Educação 
MEC/SEI/CNPq/Finep.
Agosto/82: realização do II Seminário Nacional de Infor-
mática na Educação, UFBa/Salvador/Bahia.
Janeiro/83: criação da Comissão Especial no 11/83 – Infor-
mática na Educação, Portaria SEI/CSN/PR no 001, de 12 de 
janeiro de 1983.
Julho/83: publicação do documento: Diretrizes para o Es-
tabelecimento da Política de Informática no Setor de Edu-
cação, Cultura e Desporto, aprovado pela Comissão de 
Coordenação-Geral do MEC, em 26 de outubro de 1982.
Agosto/83: publicação do Comunicado SEI, solicitando a 
apresentação de projetos para a implantação de centros-
piloto junto às universidades.
Março/84: aprovação do regimento interno do Centro 
de Informática Educativa (Cenifor) e do Funtevê, Porta-
ria no 27, de 29 de março de 1984.
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Julho/84: assinatura do Protocolo de Intenções 
MEC/SEI/CNPq/Finep/Funtevê para a implantação 
dos centros-piloto, e delegação de competência ao 
Cenifor e expedição do Comunicado SEI/SS no 19, in-
formando subprojetos selecionados: UFRGS, UFRJ, 
UFMG, UFPe e Unicamp.
Agosto/85: aprovação do novo regimento interno do 
Cenifor, Portaria Funtevê no 246, de 14 de agosto de 1985.
Setembro/85: aprovação do Plano Setorial – Educação e 
Informática pelo Conin/PR.
Fevereiro/86: criação do Comitê Assessor de Informática 
na Educação de 1o e 2o Graus – Caie/Seps.
Abril/86: aprovação do Programa de Ação Imediata em In-
formática na Educação e extinção do Caie/Seps e criação 
do Caie/MEC.
Maio/86: coordenação e supervisão técnica do Projeto 
Educom são transferidas para a Seinf/MEC.
Julho/86: instituição do I Concurso Nacional de Software Edu-
cacional e da Comissão de Avaliação do Projeto Educom.
Junho/87: implementação do Projeto Formar I, Curso de 
Especialização em Informática na Educação, realizado na 
Unicamp.
Julho/87: lançamento do II Concurso Nacional de Software 
Educacional. 
Novembro/87: realização da Jornada de Trabalho de In-
formática na Educação: Subsídios para Políticas, UFSC, 
Florianópolis/SC, e início da implantação dos Cieds.
Setembro/88: realização do III Concurso Nacional de Sof-
tware Educacional.
Janeiro/89: realização do II Curso de Especialização em 
Informática na Educação – Formar II.
Maio/89: realização da Jornada de Trabalho Luso-Lati-
no-Americana de Informática na Educação, promovida 
pelaOEA e Inep/MEC, PUC/Petrópolis/RJ.
Outubro/89: instituição do Programa Nacional de In-
formática Educativa – Proninfe – na Secretaria-Geral 
do MEC.
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Março/90: aprovação do regimento interno do Pro-
ninfe.
Junho/90: reestruturação ministerial e transferência do 
Proninfe para a Senete/MEC.
Agosto/90: aprovação do Plano Trienal de Ação Integrada 
– 1990/1993.
Setembro/90: integração de metas e objetivos do Pronin-
fe/MEC no Planin/MCT.
Fevereiro/92: criação de rubrica específica para ações de 
informática educativa no orçamento da União.
Abril/97: lançamento do Programa Nacional de Infor-
mática na Educação (ProInfo).
Faça uma pesquisa para saber quais políticas 
públicas, na área de informática na educação, estão 
sendo executadas em sua cidade e se a escola em que 
você trabalha está incluída em algum programa. 
2
O uso do computador
na escola como
recurso pedagógico
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Com a informática é possível realizar variadas ações, como 
se comunicar, fazer pesquisas, redigir textos, criar desenhos, 
efetuar cálculos e simular fenômenos. As utilidades e os bene-
fícios no desenvolvimento de diversas habilidades fazem do 
computador, hoje, um importante recurso pedagógico. Não 
há como a escola atual deixar de reconhecer a influência da 
informática na sociedade moderna e os reflexos dessa ferra-
menta na área educacional.
Com a utilização do computador na educação é possível ao 
professor e à escola dinamizarem o processo de ensino-apren-
dizagem com aulas mais criativas, mais motivadoras e que 
despertem, nos alunos, a curiosidade e o desejo de aprender, 
conhecer e fazer descobertas. A dimensão da informática na 
educação não está, portanto, restrita à informatização da parte 
administrativa da escola ou ao ensino da informática para os 
alunos.
O problema está em como estimular os jovens a buscar 
novas formas de pensar, de procurar e de selecionar 
informações, de construir seu jeito próprio de trabalhar 
com o conhecimento e de reconstruí-lo continuamente, 
atribuindo-lhe novos significados, ditados por seus 
interesses e necessidade. Como despertar-lhes o prazer e 
as habilidades da escrita, a curiosidade para buscar dados, 
trocar informações, atiçar-lhes o desejo de enriquecer seu 
diálogo com o conhecimento sobre outras culturas e
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pessoas, de construir peças gráficas, de visitar museus, 
de olhar o mundo além das paredes de sua escola, de seu 
bairro ou de seu país... (ALMEIDA, 1998).
Tajra destaca a característica de interatividade proporcionada 
pelo computador e a sua grande possibilidade de ser um ins-
trumento que pode ser utilizado para facilitar a aprendizagem 
individualizada. Além disso, o computador incorpora, hoje, 
vários recursos tecnológicos. Nele é possível ouvir rádio, ver 
vídeos, ler revistas e jornais, reproduzir e gravar CD, como no 
aparelho de som, conversar com outra pessoa como se esti-
véssemos ao telefone, entre outras coisas.
No vocabulário da informática sempre encontramos 
palavras estrangeiras, pois importamos muitas tecnolo-
gias de outros paíse. Poir isso, é muito importante que 
você só use palavras ou expressões de língua estrangeira 
quando não existir uma equivalente no português, assim, 
valorizamos nossa língua e evitamos o uso abusivo dos 
“estrangeirismos”.
A introdução da informática na escola como recurso pedagó-
gico deve partir da constatação feita pela própria comunidade 
escolar da necessidade de mudança no processo educacio-
nal, a fim de adequar o ensino às novas demandas sociais. 
Para que os recursos e os benefícios da informática possam 
ser utilizados de forma consciente, eficaz e crítica, é necessá-
rio haver mobilização, discussão e reflexão. 
Quando se fala em informática na educação, é preciso con-
siderar a proposta pedagógica da escola. Todas as pessoas 
envolvidas no processo educacional precisam debater e de-
finir como será a utilização da informática na escola e qual 
seu objetivo, considerando os interesses e as exigências da 
comunidade e da sociedade.
Assim, para incorporar a tecnologia no contexto escolar, é ne-
cessário:
• Verificar quais são os pontos de vista dos docentes e dos 
funcionários em relação aos impactos das tecnologias na 
educação.
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• Discutir com os alunos quais são os impactos que as tecno-
logias provocam em suas vidas cotidianas e como eles se 
dão com os diversos instrumentos tecnológicos.
• Integrar os recursos tecnológicos de forma significativa 
com o cotidiano educacional.
• Envolver as famílias e os demais segmentos da comunida-
de escolar nos processos de discussão e implementação 
das novas tecnologias no cotidiano escolar.
É possível classificar a utilização do computador na educação 
de duas formas, considerando a proposta pedagógica da es-
cola:
• Por disciplina: nessa modalidade, os professores utilizam 
os computadores como reforço, complementação ou sen-
sibilização para os conteúdos abordados em sala de aula, 
em sua disciplina específica, de forma isolada.
• Projetos educacionais: nesse enfoque, a utilização da in-
formática acontece de forma integrada entre as várias dis-
ciplinas no desenvolvimento de propostas de projetos. O 
modo de utilização do ambiente de informática também é 
uma questão a ser discutida. A problemática levantada é: 
o professor precisa cumprir uma grade horária mínima no 
ambiente de informática ou deve utilizá-lo quando necessi-
tar e tiver algum interesse? 
Com base nesse questionamento, a utilização dos ambientes 
de informática pode ser classificada de duas maneiras:
• Sistematizada: quando os horários são definidos previa-
mente, durante o planejamento das aulas. O coordenador 
designa o momento, no ambiente de informática, para cada 
professor, que pode ser semanal ou quinzenal, por exem-
plo. Essa modalidade é recomendada quando a escola está 
iniciando seu processo de implantação de informática na 
educação, sendo uma forma de ajudar o professor a vencer 
suas resistências e seus medos em relação à utilização do 
computador.
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E• Não-sistematizada: o uso do ambiente de informática é 
livre e depende do interesse e da necessidade do profes-
sor, que agenda seu horário. Essa forma de utilização do 
ambiente de informática é indicada quando a escola possui 
professores em estágio avançado de integração tecnológi-
ca. Porém, na prática, essa modalidade tende a deixar o 
ambiente de informática ocioso pela pouca utilização dos 
professores. O desenvolvimento de um plano de aula com 
tecnologia requer maior pesquisa, versatilidade, criativida-
de e tempo do professor, fatores que têm motivado a au-
sência dos professores nos ambientes de informática.
Outra questão a ser considerada é o objetivo de sua aplicação. 
As formas de utilização do computador devem variar de acor-
do com os objetivos a serem alcançados, sendo importante 
sua utilização pelas várias possibilidades apresentadas. O im-
portante é questionar o objetivo que se quer atingir ao utilizar 
um recurso tecnológico na prática pedagógica, avaliando suas 
qualidades e limitações. Quanto ao objetivo de sua aplicação 
na escola, o uso do computador pode ser classificado de duas 
maneiras:
• Pedagógica: a escola utiliza o computador como ferramen-
ta para complementos e sensibilizações disciplinares ou 
projetos educacionais. Para isso, os alunos precisam estar 
aptos a manusear o computador e a trabalhar com os sof-twares. Caso contrário, ficarão inseguros e não poderão 
aproveitar as ferramentas de forma adequada para obter 
resultados positivos. 
• Social: a escola preocupa-se em repassar para os alunos al-
guns conteúdos tecnológicos. Trabalhar apenas nesse en-
foque pode provocar um desconhecimento, por parte dos 
alunos, sobre como relacionar as ferramentas tecnológicas 
aprendidas com suas tarefas, como aliadas para suas ativi-
dades básicas do dia-a-dia. O enfoque social está relaciona-
do também à utilização da informática em diversas áreas, 
como caixas eletrônicos de bancos, caixas de supermerca-
do e terminais de consulta, por exemplo.
Nesse caso, a prática indicada é consiliar os dois enfoques: 
o pedagógico e o social. Assim, na elaboração do plano de 
curso com a utilização da informática, deverão ser previstos 
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momentos para orientações tecnológicas básicas associadas 
às orientações pedagógicas.
A importância da utilização da tecnologia computacional 
na área educacional é indiscutível e necessária, seja no 
sentido pedagógico, seja no sentido social. Não cabe 
mais à escola preparar o aluno apenas nas habilidades 
de lingüística e lógico-matemática, apresentar o 
conhecimento dividido em partes, fazer do professor 
o grande detentor de todo o conhecimento e valorizar 
apenas a memorização. Hoje, com o novo conceito de 
inteligência, em que podemos desenvolver as pessoas em 
suas diversas habilidades, o computador aparece num 
momento bastante oportuno, inclusive para facilitar o 
desenvolvimento dessas habilidades – lógico-matemática, 
lingüística, interpessoal, intrapessoal, espacial, musical, 
corpo-cinestésica, naturista e pictórica (TAJRA, 2000).
Há, ainda, algumas considerações gerais a respeito da utiliza-
ção dos ambientes de informática nas escolas:
• A impressão dos trabalhos é uma das atividades que mais 
motivam os alunos. Se possível, procure sempre imprimir 
os trabalhos por eles desenvolvidos.
• Os alunos devem aprender a ligar e desligar o computador. 
Ligando e desligando o computador, os alunos entenderão 
melhor o processo de inicialização da máquina.
• Os alunos devem iniciar todos os programas que serão uti-
lizados durante a aula. Por isso, evite deixá-los prontos para 
uso. Os alunos precisam lidar com o computador de forma 
natural e sem medo.
• Cada aluno ou equipe deve ter um disquete, CD ou pendrive 
para copiar seus trabalhos.
• Os momentos nos laboratórios de informática devem con-
ter muitas atividades práticas. Deve-se evitar momentos de 
explanação muito longos.
• No ambiente de informática, devem existir mesas e ca-
deiras para a realização de outras atividades que não as 
elaboradas no próprio computador. Essa é também uma 
boa estratégia a ser adotada quando a escola não possui 
Segundo o Dicionário Aurélio 
da Língua Portuguesa, 
cinestesia é o sentido 
pelo qual se percebem os 
movimentos musculares, 
o peso e a posição dos 
membros. A habilidade 
corpo-cinestésica diz 
respeito a essa percepção 
corporal.
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Ecomputadores suficientes para todos os alunos de uma 
mesma turma.
São várias as situações positivas proporcionadas pelo uso da 
informática no ambiente educacional, que variam de acordo 
com a proposta utilizada em cada caso e com a dedicação dos 
profissionais envolvidos:
• Os alunos ganham autonomia nos trabalhos, podendo de-
senvolver boa parte das atividades sozinhos, de acordo com 
suas características pessoais, atendendo de forma mais ní-
tida ao aprendizado individualizado.
• Em função da gama de ferramentas disponíveis nos softwa-
res, os alunos, além de ficarem mais motivados, também se 
tornam mais criativos.
• A curiosidade é outro elemento bastante aguçado com a in-
formática, visto ser ilimitado o que se pode aprender e pes-
quisar com os softwares e sítios da internet disponíveis.
• Os ambientes tornam-se mais dinâmicos e ativos.
• Alunos com dificuldade de concentração tornam-se mais 
concentrados.
• Esses ambientes favorecem uma nova socialização que, às 
vezes, não é conseguida nos ambientes tradicionais. Os alu-
nos que se sobressaem pelo uso da tecnologia costumam 
ajudar aqueles com dificuldades.
• As aulas expositivas perdem espaços para os trabalhos cor-
porativos e práticos.
• A informática passa a estimular o aprendizado de novas 
línguas, sendo uma forma de comunicação voltada para a 
realidade da globalização.
• Além de a escola direcionar as fontes de pesquisas para 
os recursos já existentes, como livros, enciclopédias, revis-
tas, jornais e vídeos, pode-se optar por mais uma fonte de 
aprendizagem: o computador.
• A informática contribui para o desenvolvimento das habili-
dades de comunicação e de estrutura lógica do pensamento.
É importante que as aulas no ambiente de informática sejam 
planejadas, assim como aquelas ministradas no ambiente de 
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sala de aula. No planejamento dessas aulas, é preciso ter aten-
ção para os seguintes aspectos:
• No planejamento de aulas, deverão ser descritos: os obje-
tivos a serem atingidos, os conteúdos a serem abordados, 
a estratégia a ser utilizada e os recursos necessários. Nesse 
momento, é indicado o software a ser utilizado e, por fim, 
qual critério de avaliação será usado.
• Deve-se sempre ter, como ponto de partida, a prévia expe-
riência do aluno e suas relações cotidianas. Dessa forma, o 
enfoque deve ser orientado para atividades significativas.
• As aulas deverão ser desafiadoras, com problemas a serem 
resolvidos. Devem-se evitar as aulas mecânicas, em que o 
aluno repete passos, mas não associa o aprendizado.
• Os planejamentos devem ser realizados em equipe com 
os demais professores da escola, envolvendo, também, os 
técnicos em multimeios didáticos. Dessa forma, a utilização 
da informática torna-se mais ampla e dinâmica.
• Devem ser previstas práticas sociais da informática nos pla-
nos de aula, sempre relacionando as ferramentas com as 
mudanças sociais.
Com base no último item citado, descreva 
ao menos três práticas sociais envolvendo a infor-
mática e, em seguida, proponha uma discussão com 
seus colegas de curso do porquê você acredita que elas 
o são. Anote em seu relatório final.
A informática pode ser um excelente recurso pedagógico a ser 
explorado por professores e alunos quando utilizada de forma 
adequada e planejada. Reitera-se, assim, a importância da de-
finição de objetivos e a elaboração do projeto pedagógico da 
escola, que deve levar em consideração as características, os 
interesses e as necessidades locais, para que a integração do 
computador ao processo educacional possa ser efetivada de 
forma positiva e eficaz. 
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A análise das experiências desenvolvidas no país e no 
exterior alerta para o fato de que qualquer inovação 
educacional, para ser aceita, precisa ser planejada a 
partir de interesses, necessidades e aspirações de sua 
comunidade. Os projetos precisam ser contextualizados, 
estar em sintonia com os interesses de comunidades 
regionais e locais, incluindo aqui a proposta pedagógica. 
O respeito aos valores culturais, sociopolíticos e 
pedagógicos da realidade é condição sine qua non para 
garantia de sucesso de qualquer empreendimento. 
O produto de qualquer empresa, para ser aceito, precisa 
responder aos interesses de sua clientela (MORAES, 1997).
É importante lembrar que o projeto pedagógico deve ser ela-
borado em conjunto pela comunidade escolar, pois deve re-
fletir os anseios, as opiniões e os objetivos da maioria. Além 
disso, deveser periodicamente discutido, revisto e atualizado 
a partir das necessidades e dos interesses dos envolvidos no 
processo educacional, surgidos da própria prática pedagógica 
e da evolução do conhecimento e das tecnologias.
Para se implementar o projeto pedagógico, principalmente 
no que diz respeito à informática, precisa-se, evidentemen-
te, identificar os recursos materiais e financeiros necessários 
e os já disponíveis. Nesse ponto, o envolvimento de toda a 
comunidade escolar também é importante na definição de 
Sine qua non ou condição 
sine qua non originou-se 
do termo legal em latim 
que significa “sem o qual 
não pode ser”. Refere-se 
a uma ação, condição ou 
ingrediente indispensável 
e essencial. Obtido no site: 
http://pt.wikipedia.org/
wiki/Sine_qua_non
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estratégias para obtenção e uso dos recursos que viabilizarão 
a execução do projeto.
Verifique, na escola que você atua, as 
reais condições para a implementação de um proje-
to de informática educacional. Liste os recursos finan-
ceiros, materiais e humanos disponíveis. A partir dos da-
dos levantados, relacione os elementos ausentes, que 
impedem uma implementação efetiva do projeto.
Softwares utilizados na educação
Existem vários tipos de softwares (programas de computa-
dor) que podem ser utilizados na educação. Há os desenvol-
vidos especialmente para finalidades educativas, os educa-
cionais, mas há, também, diversos softwares existentes no 
mercado que podem ser utilizados na educação. Eles podem 
ser classificados nos seguintes grupos:
• Tutoriais: software que apresenta conceitos e instruções 
para realização de tarefas específicas, em geral com baixa 
interatividade. Hoje são comuns os tutoriais que ensinam a 
utilizar programas de computador. 
• Exercitação: software que possibilita atividades interati-
vas por meio de respostas às questões apresentadas. Os 
professores podem, por exemplo, apresentar conceitos 
comuns na sala de aula e, depois, propor exercícios sobre os 
conceitos no computador, a partir de software adequado.
• Investigação: por meio de programas de investigação, é 
possível localizar informações a respeito de diversos as-
suntos. Um exemplo desse tipo de software são as enci-
clopédias, que agilizam a localização de informações mais 
adequadas e confiáveis.
• Simulação: são exemplos desse tipo de programa os simu-
ladores de vôo, os gerenciadores de cidades, de hospitais 
e de safáris. Os softwares simuladores são considerados 
recursos significativos para o aprendizado e atrativos, tanto 
para os alunos, quanto para os professores, pois apresen-
tam, em seus exercícios, atividades que simulam a realida-
de em estreita verossimilhança. Esses softwares ajudam a 
estabelecer a comunicação entre a teoria e a prática. 
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E• Jogos: são softwares de entretenimento que apresentam 
grande interatividade e recursos de programação sofistica-
dos, podendo ser utilizados para ministrar aulas mais diver-
tidas e atraentes. Ao contrário do que possa parecer, os jo-
gos podem, sim, ser utilizados com finalidades educativas e 
com muita eficiência. Existe, hoje, uma infinidade de jogos 
matemáticos, de raciocínio lógico, leitura e escrita, entre 
outros, que, de forma lúdica, auxiliam o processo ensino-
aprendizagem. Podem ser empregados desde a educação 
infantil.
• Abertos: são de livres produções e oferecem várias ferra-
mentas para serem utilizadas conforme o objetivo do usuário. 
São exemplos desse tipo de software os editores de texto, 
os bancos de dados, as planilhas eletrônicas, os programas 
ou softwares gráficos, os de autoria, os de apresentação e 
os de programação. 
Exemplifique softwares tutoriais e de 
exercitação e descreva como você os empregaria no 
seu local de trabalho. 
Os editores de texto apresentam vários recursos para ela-
boração de texto no computador. Com eles, é possível criar 
redações, relatórios, cartas, poesias, entrevistas, cartazes, 
cartões e vários outros tipos de texto de forma personalizada. 
Os editores de texto podem ser utilizados em qualquer disci-
plina escolar e a partir de níveis escolares básicos.
Os bancos de dados possibilitam o arquivamento de informa-
ções (textos, atividades, imagens...) que podem ser utilizadas 
posteriormente em diversas atividades de análises e elabora-
ção de relatórios. Por meio do banco de dados, os alunos po-
dem imprimir relatórios com filtros de informações, possibili-
tando o desenvolvimento de atitudes de associação, definição 
de prioridades, de lógica e hierarquização de informações.
Com as planilhas eletrônicas, é possível a realização de cál-
culos de forma rápida, a partir dos dados informados, e, pos-
teriormente, a elaboração de gráficos de diversos formatos. 
O professor pode propor aos alunos, por exemplo, a simula-
ção de ganhos ou entradas de dinheiro e de gastos ou despe-
sas, para ensinar controle e análises de finanças.
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Os softwares gráficos são destinados à elaboração de dese-
nhos e produções artísticas, como convites, cartões, calendá-
rios, envelopes e outros. Com ele, é possível utilizar a criativi-
dade para fazer seus próprios desenhos ou ainda utilizar de-
senhos disponíveis em arquivos. Também é possível capturar 
imagens utilizando um scanner. 
Um exemplo de atividade que pode ser desenvolvida com um 
software gráfico é pedir ao aluno para elaborar um desenho 
que represente um texto fornecido pelo professor ou, a partir 
de um desenho ou cenário apresentado no programa, pedir 
que o aluno elabore um texto. As atividades com softwares 
gráficos despertam a criatividade artística dos alunos e podem 
revelar talentos.
Os softwares de autoria funcionam com um aglutinador de 
produções elaboradas em outros programas ou softwares. 
Para desenvolver produções neles, é preciso preparar uma 
análise lógica de apresentação que pode ser descrita resumi-
damente da seguinte forma:
• Escolha um tema para a produção da aula.
• Monte a seqüência de apresentações que pode conter fo-
tos, animações, textos, desenhos, sons etc.
• Elabore perguntas e possíveis respostas sobre o assunto da 
aula. Dependendo do software de autoria utilizado, é possí-
vel elaborar diferentes tipos de atividades de exercitação.
• Selecione gravações sonoras que podem ser obtidas a par-
tir de sons previamente gravados em softwares musicais 
e/ou gravações com as vozes dos alunos e de outras pes-
soas.
• Efetue as produções antes citadas: desenhos, textos, ani-
mações, captura de imagens e sons a partir dos aplicativos 
que você possui no seu computador.
• Utilize o software de autoria para aglutinar todas as suas 
produções conforme a seqüência predefinida.
• Insira as atividades de exercitação.
• Exiba sua aula.
Os softwares de apresentação são programas muito utiliza-
dos para elaborar apresentações de palestras e aulas (O Po-
wer Point da Microsoft é o exemplo mais comum). Possuem 
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Erecursos de visualização de telas e permitem produções de 
slides e transparências. Com a utilização dessa ferramenta de 
apresentação, tanto alunos quanto professores podem exibir 
seus trabalhos para a turma no próprio computador.
Você já exemplificou o que são softwares 
tutoriais e de exercitação. Agora, irá classificar 
os softwares que existem na sua escola quanto aos 
objetivos de uso (educacionais ou não) e quanto às 
características (simulação, exercitação, investigação 
etc.). Não esqueça de justificar os aspectos de classifi-
cação de cada um.
Caso sua escola nãoos possua, relacione, com base no 
que foi explicado nessa unidade, e em especial no tó-
pico “Softwares utilizados na educação”, aqueles que 
você considera importantes para a melhoria da qua-
lidade do ensino oferecido. Lembre-se de justificar 
sua escolha. Anote em seu memorial.
Os softwares de programação são aqueles que permitem 
a criação de outros programas, sendo ótimo para estimular 
o raciocínio lógico. Contudo, as produções elaboradas com 
esse tipo de software são geralmente mais demoradas e re-
querem um bom preparo do professor quanto ao domínio dos 
seus comandos, além de uma visão sistemática das rotinas de 
programação.
Diante dos vários tipos de softwares disponíveis para utiliza-
ção como recurso pedagógico, o ideal é que a escola faça 
uma análise prévia dos programas que pretende utilizar, a fim 
de avaliar se os programas são apropriados às necessidades 
das disciplinas e aos objetivos que os professores e a própria 
escola pretendem atingir com sua utilização. 
O computador pode ser um importante recurso para 
promover a passagem da informação ao usuário ou para 
promover a aprendizagem. No entanto, da análise dos 
softwares, é possível entender que o aprender não deve 
estar restrito ao uso deles, mas deve estar restrito à 
interação professor–aluno–software. Alguns deles 
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apresentam características que favorecem à atuação do 
professor, como no caso da programação; outros, em que 
certas características não estão presentes, requerem um 
maior envolvimento do professor para auxiliar o aluno a 
aprender, como no caso do tutorial (VALENTE,1998).
A seguir, serão apresentados dois modelos de ficha de ava-
liação de software. O primeiro modelo foi desenvolvido por 
Tjara (2000), juntamente com as professoras Miriam Melamed 
e Lúcia Chibante. A ficha é dividida em duas partes: “Identifi-
cação do software” e “Avaliação qualitativa”. O segundo mo-
delo de ficha de avaliação é de Niquini (1996).
1o Modelo
FICHA DE AVALIAÇÃO DE SOFTWARES EDUCACIONAIS
Responsável pela avaliação do software: ________________
IDENTIFICAÇÃO DO SOFTWARE
1 – Nome: _____________________________________________
2 – Autor(es): __________________________________________
3 – Empresa: __________________________________________
4 – Tipo de software:
( ) Tutorial ( ) Gráfico
( ) Simulação ( ) Banco de Dados
( ) Aberto ( ) Planilha
( ) Investigação ( ) Programação
( ) Exercitação ( ) Autoria
( ) Editor de Texto ( ) Outros _____________
_______________
5 – Público-alvo: (faixa etária, escolaridade, outras informa-
ções)
_______________________________________________________
_______________________________________________________
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6 – Configuração do equipamento necessário: 
Modelo mínimo do computador: ( ) 386 ( ) 486 
( ) Pentium
Memória RAM: __________ MB Espaço necessário em 
disco: _________
Tipo de vídeo: __________ Tipo de disco: ( ) Disquete 
( ) CD 
AVALIAÇÃO QUALITATIVA
1 – Objetivos propostos:
_______________________________________________________
_______________________________________________________
2 – Pré-requisitos:
_______________________________________________________
_______________________________________________________
3 – Indicação para as disciplinas:
_______________________________________________________
_______________________________________________________
4 – Exemplos de atividades que podem ser desenvolvidas 
com a intermediação do software:
_______________________________________________________
_______________________________________________________
5 – Oferece diferentes níveis de dificuldades?
_______________________________________________________
_______________________________________________________
6 – Oferece feedback?
_______________________________________________________
_______________________________________________________
7 – Tempo sugerido para utilização:
_______________________________________________________
_______________________________________________________
8 – É interativo?
_______________________________________________________
_______________________________________________________
9 – Telas, gráficos e textos são adequados?
_______________________________________________________
_______________________________________________________
10 – Comentários:
_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________
“Feedback” é uma palavra 
de origem inglesa que 
traduzida para o português 
significa “retroalimentação”, 
dar retorno ou resposta 
para aquilo perguntado ou 
indagado. O uso de palavras 
ou expressões estrangeiras, 
utilizadas por nós, 
brasileiros, é denominado 
“estrangeirismo”, e é por 
isso que temos vários 
significados.
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2o Modelo
FICHA-ROTEIRO PARA AVALIAÇÃO DE SOFTWARE
1 – Título do software: _________________________________
2 – Nível: _____________________________________________
3 – Disciplina: _________________________________________
4 – Identidade do currículo:
( ) De base
( ) Complementar
( ) Médio
( ) Superior
5 – Modalidade do programa:
( ) Individual
( ) Para pequenos grupos (duas a quatro pessoas)
( ) Para grupos maiores (cinco a sete pessoas)
6 – Modalidade didática:
( ) Exercitação e prática
( ) Tutorial
( ) Simulação
( ) Informação
( ) Jogo
( ) Resolução de problemas
( ) Outros ____________________________________________
7 – Conteúdo: Conceito avaliativo:
a) O software atinge os objetivos específicos: ____________
b) Estão especificadas as competências do aprendiz:______
c) O aprendiz está apto a entrar no programa nos diferentes 
níveis: __________
d) O vocabulário utilizado é apropriado ao aprendiz: _______
e) O nível de dificuldade é adequado ao aprendiz: _________
8 – Apresentação: Conceito avaliativo:
a) As instruções são claras e lógicas: ____________________
b) As estratégias pré-instrucionais existem: ______________
 (pré-teste, título da unidade, pré-requisitos etc.)
c) A cor, a parte gráfica, o som são apropriados: __________
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d) Os display da tela são claros: _________________________
e) A flexibilidade do programa adapta-se aos alunos fortes e 
fracos: _________ 
f) As estratégias instrucionais são interessantes e motivado-
ras: __________
9 – Interação: Conceito avaliativo:
a) É possível controlar a seqüência da apresentação: _____
____
b) O feedback às respostas do estudante é efetivamente em-
pregável: _________
c) As respostas são rápidas e com tempo suficiente:_______
d) O programa é interativo: _____________________________
e) O programa é fácil de se usar e não inibe: ______________
10 – Usabilidade pelo(a) professor(a): Conceito avaliativo:
a) O programa pode ser modificado: ____________________
b) Possui o manual para o professor: ____________________
c) O programa inclui o registro das atividades: ___________
d) O professor pode avaliar o desempenho do aluno: ______
_______________________________________________________
Nota: Os conceitos avaliativospermite e bloqueia o acesso e/ou um trafego e passa a ga-
nhar conhecimento e inteligência, possibilitando inclusive a tomada de decisão que melhor se adequa 
ao momento ou estratégia. 
Toda esta estratégia aqui discutida pode e deve ser personalizada para os riscos, ameaças e exigên-
cias especificas na organização, para isto mais que tecnologia, estão os profissionais que analisam e 
criam os modelos e algoritmos, termos a informação centralizada, armazenada ou em tempo real não 
irá agregar valor se não tivermos conhecimento, capacidade e eficiência na leitura dos dados, identifi-
cando os desvios e criando regras inteligentes, seja através de tarefas automatizadas ou respostas a 
incidentes de segurança. 
O resultado da integração do Big Data em práticas de segurança, dará uma visibilidade muito maior 
em ambientes de TI, elevando a capacidade de distinguir atividades normais de atividades suspeitas, 
garantindo uma maior confiança nos sistemas de TI e nas capacidades amplamente aprimoradas 
para as respostas aos incidentes. 
Basicamente as organizações podem alinhar sua estratégia de defesa através de diversas ferramen-
tas, ao utilizarmos na identificação de anomalias, comportamentos suspeitos e possíveis ataques po-
demos atingir um nível de maturidade em capacidade de previsão avançada e controles em tempo 
real, trazendo ganho aos controles convencionais de segurança da informação, como anti-malware, 
prevenção de perda de dados, prevenção de intrusão e firewall. 
O que é Gestão de eventos em Segurança da Informação? 
Quando desejamos possuir uma gestão de segurança com o objetivo de proporcionar uma visão ge-
ral das informações de toda uma organização, podemos combinar a gestão de segurança da informa-
ção (Security Information Management – SIM) e gestão de eventos de segurança (Security Event Ma-
nagement – SEM) em um único sistema o SIEM - Security Information and Event Management. 
O SIEM tem como princípio coletar informações importantes dos sistemas de segurança de uma or-
ganização que são produzidos em vários, deixando mais fácil detectar as tendências e avaliar os pa-
drões fora do comum. 
Este sistema coleta registros e outros logs relacionados com a segurança de uma organização reali-
zando uma análise, os sistemas SIEM trabalham realizando a implantação de agentes de coletas de 
eventos relacionados a segurança nos dispositivos dos usuário, servidores, equipamentos de rede e 
equipamentos de segurança – mesmo especializados, como firewalls, sistemas de prevenção de in-
trusão e antivírus, para permitir que o sistema identifique eventos fora do patrão, é muito importante 
que o administrador do SIEM crie um perfil de cada sistema em condições normais de funcionamento. 
O sistema SIEM é um mecanismo que correlaciona estatísticas para estabelecer as relações entre a 
entrada de logs de eventos, porem em alguns sistemas, um pré-processamento acontece nos coleto-
res que estão nas pontas, transmitindo apenas alguns eventos para o nó de gerenciamento, o volume 
de informação comunicada e armazenada podem ser reduzidas, o perigo desta abordagem é que os 
eventos relevantes podem ser filtrados antecipadamente, causando desencontro de informações críti-
cas. 
Nos sistemas mais avançados existem algumas funções muito interessantes, como os coletores de 
captura de flows da rede (Fluxo em Redes), permitindo correlacionar logs de outros dispositivos de 
rede, gerando assim eventos com informações relevantes, ainda é possível analisar diversos tipos de 
logs, como logs de aplicações. Esse processo permite a correlação e análise de eventos de logs a 
 SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO 
 
4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
partir de informações derivadas das regras de negócios como valores de transações assim sendo 
correlacionadas com a origem IP da conexão geradora entre outras. 
Normalmente os sistemas SIEM são caros de implantar e complexos de operar e gerenciar, as preo-
cupações com as ameaças persistentes e avançadas tem levado organizações de todos os tamanhos 
a olhar os benefícios do SIEM que empresas especializadas em segurança da informação podem 
oferecer. 
Desenvolvendo o Cenário Das Técnicas Analíticas de Big Data 
As técnicas analíticas e "big data" são assuntos em voga hoje em dia para melhorar os resultados co-
merciais. As técnicas analíticas de operações de TI têm tudo a ver com a utilização de métodos de 
análise para melhorar o desempenho do serviço de TI, facilitando a vida dos gerentes das operações 
de TI. Essa noção existe já há algum tempo, começando com mecanismos de correlação de eventos. 
Atualmente, existem vários métodos disponíveis para analisar os dados de eventos e de desempenho 
para melhor prever e evitar falhas de serviço, além de otimizar o desempenho da infraestrutura. Entre 
esses métodos estão: 
• Gestão de eventos: A gestão de eventos está focada na coleta, filtragem e correlação de eventos 
para ajudar as operações de TI a reduzir o número de eventos, deixando apenas os mais importantes 
que exigem alguma ação. Como a organização de TI de cada empresa é única, escrever regras de 
correlação era um esforço manual e demorado. Com o tempo, os mecanismos de correlação de 
eventos se transformaram e ficaram mais amigáveis, com regras e relatórios predefinidos para corre-
lacionar eventos. 
Por exemplo, agora há todo um segmento de softwares focados na coleta, correlação e criação de 
relatórios de eventos especializados (muitas vezes com regras automatizadas de mitigação) para ga-
rantir a segurança. Esse segmento é comumente chamado de gestão de eventos e informações de 
segurança, ou SIEM, na sigla em inglês. 
• Limites da linha de base: Essa tecnologia serve para reduzir os falsos alertas ao avisar apenas 
quando o desempenho se desvia do comportamento normal. Já vi comportamento "normal" sendo 
calculado de algumas maneiras diferentes. Em alguns produtos, o comportamento normal é dinâmico, 
o que significa que a linha de base muda automaticamente ao longo do tempo. Um dos problemas 
com esse método é que, se o desempenho dos aplicativos muda gradualmente com o tempo, a linha 
de base é calculada com base na média geral. 
Assim, se seu aplicativo começou usando 20% de CPU e agora usa 80% de CPU, a linha de base 
será a média de 50%. No segundo método que já vi, a linha de base é feita a partir de um instantâneo 
do comportamento normal, tirado a cada 7 ou a cada 30 dias, por exemplo. Se o comportamento 
muda com o tempo, o administrador terá que tirar outro instantâneo do comportamento normal. Em 
um mundo perfeito, você poderia definir um alerta para automaticamente registrar a linha de base 
usando critérios selecionados. 
• Planejamento de capacidade: Com recursos compartilhados virtualizados, tornou-se necessário en-
tender como eles são usados para isolar os pontos de estrangulamento e maximizar a utilização a fim 
de evitar a compra desnecessária de hardware (com custos associados de software). Existem muitas 
ferramentas de planejamento de capacidade no mercado que analisam a expansão e a capacidade 
de VMs em termos de recursos de servidor e armazenamento. 
• Técnicas analíticas preditivas: Esse é o mais extravagante de todos os recursos, em que o software 
aprende as relações e os padrões de comportamento para modelar resultados futuros através de al-
goritmos inteligentemente desenvolvidos. Esse recurso vem sendo usado em muitos outros setores 
para melhorar os resultados comerciais, e agora está sendo aplicado à TI. Algumas soluções focadas 
nessa tecnologia utilizam diversos produtos para atingir o resultado desejado, que muitas vezes é 
caro e leva tempo para ser implantado. Esse recurso ainda não está pronto para as massas, mas te-
nho certeza de que alguma empresa, provavelmente muito em breve, descobrirá como deixá-lo mais 
digerível para empresas de todos os tamanhos. 
Olhando para o futuro, prevejo que a próxima fase das técnicas analíticas das operaçõespodem ser: excelente, mui-
to bom, bom, regular, fraco, fraquíssimo, nulo. Nos outros 
itens, é só assinalar a opção correspondente.
Projeto pedagógico com a utilização da informática 
educativa
Para implantar ou reformular um projeto de informática educa-
tiva é preciso fazer um planejamento, levando em considera-
ção alguns itens importantes que podem garantir um melhor 
resultado na execução do projeto. Algumas etapas podem ser 
seguidas, conforme descritas a seguir.
• Diagnóstico do aluno
O primeiro passo para um projeto de informática educativa 
é a realização de um diagnóstico do contato do aluno com a 
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tecnologia educacional. Esse diagnóstico é realizado por meio 
de um questionário respondido pelo próprio aluno. Veja um 
exemplo de questionário elaborado por Tjara para o diagnós-
tico.
DIAGNÓSTICO DO ALUNO SOBRE USO DO 
COMPUTADOR 
Nome: ________________________________________________
Série: _________________________________________________
Possui computador em casa? ( ) Sim ( ) Não
Se sim, qual a configuração?
_______________________________________________________
Tem acesso ao computador por outros meios ( ) Sim 
( ) Não
Quais?_________________________________________________ 
_______________________________________________________
Para qual finalidade você utiliza o computador?
( ) Jogar
( ) Estudar/pesquisar
( ) Outros ____________________________________________
Quais são os programas que você utiliza?
_______________________________________________________
_______________________________________________________
• Plano de ação
Depois de coletados os dados do diagnóstico, elabore um pla-
no de ação, definindo as atividades que serão desenvolvidas, 
os responsáveis pelo seu desenvolvimento, o prazo para sua 
execução e os custos envolvidos.
Caso não seja possível elaborar um plano de ação completo, 
planeje algumas atividades que possam ser desenvolvidas de 
acordo com a realidade da escola em que você atua.
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E• Capacitação dos profissionais da educação
É preciso criar condições para que os(as) professores(as) e 
os funcionários possam ser capacitados nos aspectos que vão 
afetar diretamente a implantação da informática na educação. 
Os funcionários precisam estar preparados para executar o 
projeto de informática.
• Conhecimento e pesquisa de softwares
É o momento de definir quais softwares serão utilizados, con-
forme a modalidade de utilização da informática escolhida 
pela escola e de acordo com a indicação dos profissionais, 
que devem optar pelo que mais se adapte às necessidades, 
aos interesses dos alunos e ao desenvolvimento do projeto 
pedagógico.
• Elaboração do projeto pedagógico com o uso da 
informática educativa
A elaboração do projeto pedagógico é fundamental na de-
finição da linha mestra da informática educativa e deve ser 
discutida por todos os interessados, envolvendo toda a co-
munidade escolar. A informática poderá ser utilizada como 
fim, como apoio para as atuais disciplinas ou para os proje-
tos educacionais.
O uso da informática como fim é baseado no estudo das fer-
ramentas disponíveis nos programas, sem nenhuma relação 
com os assuntos e temas estudados na escola. É o caso das 
aulas exclusivas de informática. A informática como apoio às 
disciplinas se limita, em muitos casos, à utilização dos softwa-
res educacionais de forma isolada para as produções especí-
ficas de cada disciplina.
No uso da informática como apoio aos projetos educacionais, 
prevalecem as visões integrada e sistêmica. Os projetos educa-
tivos têm como objetivo contemplar as diversas áreas do conhe-
cimento de forma interdisciplinar, proporcionando a formação 
de um conhecimento sistêmico, no qual cada disciplina passa a 
ser um elemento interdependente de todo um sistema.
Nessa modalidade, os softwares educacionais podem ser uti-
lizados como fonte de pesquisa, de simulação, tutorial, exer-
citação ou qualquer outra atividade complementar. Para uma 
melhor integração das atividades entre as disciplinas, os pro-
fessores devem planejar as abordagens interdisciplinares a 
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partir de determinado tema, inclusive a partir de sugestões 
dos próprios alunos. Exemplo:
Tema gerador: desmatamento
Objetivo: despertar nos alunos a consciência em relação 
ao meio ambiente, descobrir e discutir as conseqüências 
do desmatamento para o meio ambiente e para o homem.
Abordagens interdisciplinares:
• Matemática: levantamentos estatísticos das áreas desma-
tadas em todas as regiões brasileiras.
• Geografia: estudo das áreas e das regiões desmatadas 
com a produção de mapas indicando a localização das 
áreas atingidas pelo desmatamento em todo o Brasil.
• Ciências: conseqüências do desmatamento para o meio 
ambiente e para o homem.
• Língua Portuguesa: elaboração de entrevistas com espe-
cialistas no assunto para produção de textos, como trans-
crição das entrevistas, dos relatórios, das redações, dos ar-
tigos etc.
A estruturação de projetos educacionais com a utilização do 
computador como ferramenta pedagógica pode ocorrer a par-
tir dos seguintes passos:
• Apresentação e uma breve explanação do tema do projeto 
para os alunos.
• Levantamento, com os alunos, de temas geradores.
• Aceitação ou reformulação do tema proposto.
• Discussão, com os alunos, sobre os conhecimentos já acu-
mulados no cotidiano sobre o tema escolhido.
• Elaboração, por parte de cada aluno, de um roteiro para o 
estudo e pesquisa do tema escolhido.
• Localização de bibliografia para a pesquisa.
• Apresentação dos roteiros individuais e, em seguida, cons-
trução de um roteiro coletivo da equipe/turma.
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E• Hierarquização dos tópicos do roteiro coletivo.
• Revisão da bibliografia.
• Elaboração da pesquisa sobre todos os tópicos do projeto.
• Construção de um dossiê sobre o projeto.
• Apresentação da pesquisa.
O uso do computador, nessa metodologia, ocorre durante 
toda a construção da pesquisa, seja para fazer uma busca de 
informações na internet e ou em CDs, seja para rever alguns 
conteúdos disciplinares básicos para o desenvolvimento do 
projeto ou para elaborar rascunhos, textos, apresentações e 
gráficos como forma de apresentação dos resultados das pes-
quisas.
• Implantação
É a execução das atividades previamente planejadas, momen-
to no qual alunos e professores colocarão em prática as ativi-
dades propostas com o uso do computador e das ferramentas 
de informática. 
• Avaliação
Momento de reunir alunos, professores, orientadores educa-
cionais, coordenadores, funcionários, técnicos em informá-
tica, diretores e demais segmentos envolvidos no processo 
para avaliar os resultados das ações da informática educativa. 
Exemplo de ficha:
AVALIAÇÃO DA INFORMÁTICA EDUCATIVA
Profissional: ___________________________________________
Data: ____/____/_____ Série: __________ Disciplina: _______
_______________________________________________________
1 – Está ocorrendo a integração dos objetivos temáticos/
disciplinares com a utilização do computador como ferra-
menta pedagógica?
Sim ( ) Não ( ) Justifique sua resposta
_______________________________________________________
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2 – Os softwares utilizados estão de acordo com suas ne-
cessidades?
Sim ( ) Não ( ) Justifique sua resposta_______________________________________________________
______________________________________________________
3 – Os alunos estão sabendo lidar com o computador?
Sim ( ) Não ( ) 
4 – Quanto aos equipamentos:
A quantidade de computadores é suficiente para o tama-
nho das turmas?
Sim ( ) Não ( )
5 – Qual é a dinâmica utilizada no ambiente de informática 
(como são divididas as atividades e como os alunos são 
distribuídos nesse ambiente)?
_______________________________________________________
_______________________________________________________
6 – Como você avalia a motivação e o comportamento dos 
alunos no ambiente de informática?
_______________________________________________________
_______________________________________________________
7 – Como você avalia a interação dos alunos com o compu-
tador?
_______________________________________________________
_______________________________________________________
8 – Você observou melhoria no processo ensino-aprendiza-
gem nesse ambiente? Justifique.
_______________________________________________________
_______________________________________________________
9 – As atividades previstas foram realizadas?
Sim ( ) Não ( ) Justifique sua resposta
_______________________________________________________
_______________________________________________________
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10 – Quais são suas impressões (pessoais e profissionais) a 
respeito desse ambiente?
_______________________________________________________
_______________________________________________________
11 – Quais foram os principais ganhos e as dificuldades en-
contradas no desenvolvimento das suas atividades em re-
lação à informática educativa?
_______________________________________________________
_______________________________________________________
12 – Quais são suas sugestões para a melhoria das ativida-
des relacionadas à área de informática educativa?
_______________________________________________________
_______________________________________________________
• Replanejamento
A partir das demandas e da realidade da escola onde você tra-
balha, sugira algumas ações que possam ser postas em prá-
tica com o uso da informática como apoio aos projetos edu-
cacionais da escola. Essa atividade pode compor sua prática 
profissional supervisionada.
A partir das demandas e da realidade da 
escola onde você trabalha, sugira algumas ações 
que possam ser postas em prática com o uso da infor-
mática como apoio aos projetos educacionais da escola. 
Essa atividade pode compor sua prática profissional 
supervisionada.
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A importância da 
capacitação e do papel 
do funcionário da 
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Numa nova perspectiva educacional, na qual a informática é 
inserida como recurso pedagógico, cabe às escolas um novo 
papel, proporcionando o trabalho em equipe e enfatizando a 
capacidade do aluno de pensar e tomar decisões. O professor 
deve assumir o papel de facilitador, mediador, organizador, 
coordenador e parceiro, atendendo às necessidades individuais 
dos alunos. O educador deve assumir uma nova postura no 
processo de ensino-aprendizagem. E o funcionário? Qual é o 
seu papel nessa nova perspectiva? O de trabalhar em parceria 
com o professor, de forma efetiva, para que a informática seja 
utilizada da melhor forma como recurso pedagógico.
Inserir a informática na educação não é apenas adquirir equipa-
mentos e programas de computador para a escola. O sucesso 
e a eficácia de um projeto educacional que utiliza a informática 
como mais um recurso, no processo pedagógico, exige capa-
citação e novas atitudes dos profissionais da educação diante 
da realidade e do contexto educacional. Conhecimento, visão 
crítica e consciência do educador em relação ao seu papel são 
fundamentais.
O(a) professor(a) deverá estar capacitado(a) para fazer a integra-
ção da informática com sua proposta de ensino e da escola, de-
vendo estar aberto a mudanças e disposto a assumir um novo pa-
pel: o de facilitador(a) e coordenador(a) do processo de ensino-
aprendizagem. O(a) professor(a) deve assessorar o aluno diante 
de uma situação-problema para que, juntos, possam encontrar a 
melhor solução, podendo testar e utilizar diferentes recursos.
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Esse novo papel exige maior empenho do professor, algo 
que não é adquirido em treinamentos técnicos ou em 
cursos em que os conceitos educacionais e o domínio do 
computador são trabalhados separadamente, esperando-
se que os participantes façam a integração entre ambos. 
É preciso um processo de formação continuada do 
professor, que se realiza na articulação entre a exploração 
da tecnologia computacional, a ação pedagógica com 
o uso do computador e as teorias educacionais. O 
professor deve ter a oportunidade de discutir como se 
aprende e como se ensina. Deve também ter a chance de 
poder compreender a própria prática e de transformá-la 
(ALMEIDA, 1998).
Para que os educadores tenham condições de criar ambientes 
de aprendizagem que possam garantir um movimento contí-
nuo de construção e reconstrução do conhecimento, é pre-
ciso reestruturar seu processo de formação para assumir a 
característica de continuidade. Nesse sentido, professores e 
funcionários da educação devem ser preparados para desen-
volver competências tais como:
• estar aberto a aprender a aprender;
• atuar a partir de temas emergentes no contexto de interes-
se dos alunos;
• promover o desenvolvimento de projetos cooperativos;
• assumir atitude de investigador do conhecimento e da 
aprendizagem do aluno;
• propiciar a reflexão, a depuração e o pensar sobre o pensar;
• dominar recursos computacionais;
• identificar as potencialidades de aplicação desses recursos 
na prática pedagógica;
• desenvolver um processo de reflexão na prática e sobre a 
prática, reelaborando continuamente teorias que orientem 
sua atitude de mediação.
É preciso aprender a lidar com as rápidas mudanças, ser di-
nâmico e flexível. Nesse novo contexto educacional, no qual 
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o professor não é mais o único detentor do conhecimen-
to, o educador deve estar preparado para a possibilidade de 
encontrar alunos que saibam até mais que ele sobre determi-
nado assunto.
Assim, o processo de capacitação dos profissionais de educa-
ção deve englobar conhecimentos básicos de informática, co-
nhecimentos pedagógicos, integração das tecnologias com as 
propostas pedagógicas, formas de gerenciamento da sala de 
aula com os novos recursos tecnológicos, revisão das teorias 
de aprendizagem, didática, projetos multi, inter e transdiscipli-
nares. Com isso, será obtida uma maior segurança para atuar 
com a informática na educação.
A partir do momento em que a escola disponibiliza compu-
tadores e softwares como auxílio para as aulas, torna-se im-
prescindível saber avaliar os recursos para utilizá-los de for-
ma adequada às suas necessidades. É indispensável que os 
professores e funcionários sejam capacitados para utilizar e 
avaliar o computador e os softwares disponíveis como instru-
mento pedagógico. O professor precisa conhecer e aprender 
a lidar com os recursos dos programas de computador que 
serão utilizados em suas aulas, e os funcionários, além disso, 
terão condições de deixá-losplenamente prontos para a utili-
zação proposta pelo professor. 
Com a capacitação, o educador será capaz de incorporar a 
informática como recurso pedagógico, planejando com se-
gurança aulas mais criativas e dinâmicas, em que haja inte-
gração da tecnologia com a proposta de ensino. Além dis-
so, poderá utilizar os recursos do computador como apoio 
na elaboração de provas, no controle das notas dos alunos, 
na elaboração de relatórios e de outras atividades que fazem 
parte do cotidiano escolar. 
É natural que professores e demais profissionais da escola 
que trabalhem ou estejam envolvidos nas atividades em am-
bientes tecnológicos encontrem problemas e dificuldades. 
Por isso, o gerenciamento de situações comuns a ambientes 
de informática é um aspecto que não pode faltar na capacita-
ção dos educadores.
Com a prática, o funcionário saberá lidar com os imprevistos, 
como:
• O computador está travando freqüentemente.
• O programa necessário para a aula não está funcionando 
em todos os computadores.
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• A tinta da impressora acabou antes da finalização da im-
pressão dos trabalhos.
• Não há computador suficiente para toda a turma.
• Algumas máquinas estão com vírus que prejudicam seu 
funcionamento.
• Perdi o arquivo onde havia gravado os trabalhos dos alunos.
• Nem todos os computadores possuem recursos de multi-
mídia.
• A escola não possui um sistema de monitoramento ade-
quado de acesso à internet.
• A memória dos computadores é insuficiente para a instala-
ção de novos programas.
• O drive de disquete não está funcionando.
Esses são apenas alguns exemplos de problemas que podem 
ser encontrados no ambiente de informática da escola. As di-
ficuldades devem ser descritas em relatório e levadas à ad-
ministração da escola para que sejam solucionadas. Alguns 
problemas podem ser resolvidos pelos próprios funcionários, 
técnicos em multimeios, a partir da elaboração de normas de 
utilização dos ambientes de informática, como por exemplo:
• A escola deverá designar um profissional para ser o respon-
sável pela instalação dos programas e pela configuração 
dos computadores. Função que deverá ser desempenhada 
por você, dada sua formação técnica em multimeios didáti-
cos.
• Manter uma empresa ou profissional capacitado para ma-
nutenção periódica dos computadores.
• Numerar os computadores, monitores e teclados para faci-
litar a identificação dos problemas nas máquinas.
• Evitar o uso de disquetes desconhecidos e sem a verifica-
ção prévia com antivírus.
Dessa maneira, fica clara a necessidade de capacitação do fun-
cionário para trabalhar a informática como recurso pedagógico. 
É preciso haver uma construção gradativa das competências 
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específicas para o uso de recursos tecnológicos, lembrando, 
porém, que a construção dessas competências não deve ser 
isolada do processo mais amplo de construção de sua com-
petência profissional.
No processo de implantação e utilização da informática, é im-
portante que os administradores escolares também tenham 
uma visão dos benefícios da incorporação da tecnologia no 
dia-a-dia da escola e atuem, efetivamente, na construção da 
nova prática pedagógica proporcionada pelo uso do compu-
tador e dos seus objetivos, uma vez que o apoio da direção é 
um dos fatores fundamentais para que os projetos da escola 
possam ser executados com êxito.
Por isso, é tão importante que o administrador escolar tam-
bém seja capacitado e tenha uma visão educativa condizente 
com a incorporação da informática como recurso pedagógico 
na escola, a fim de adequar suas atitudes com consciência do 
seu papel, que deve ser o de colaborador, incentivador e faci-
litador do processo.
Todos os profissionais que trabalham no ambiente escolar têm 
um papel importante no processo educacional como um todo 
e devem contribuir para a construção da escola como um es-
paço estimulador da aprendizagem. Dessa forma, também os 
funcionários da educação precisam estar capacitados para au-
xiliar no processo de implantação e utilização da informática 
na escola. Cada um, no âmbito de sua formação e atuação na 
escola, tem muito a colaborar.
Entre suas competências, professores, administradores e fun-
cionários podem, juntos, contribuir para a construção de um 
espaço escolar no qual a informática seja utilizada como um 
recurso pedagógico motivador e construtivo. A inserção de 
cada profissional no processo de implantação e utilização da 
informática na escola faz com que todos se sintam importan-
tes e responsáveis pelos resultados.
A troca de experiências e de informações entre os profissionais 
de educação envolvidos no processo é importante na busca 
de melhorias e de soluções para os problemas enfrentados no 
ambiente de informática da escola, bem como no planejamen-
to das atividades a serem desenvolvidas e na definição dos 
objetivos a serem alcançados. Para isso, são recomendáveis 
a realização de reuniões periódicas e a utilização de outros 
canais diários de comunicação. 
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A incorporação das novas tecnologias de comunicação e in-
formação na escola resulta em um processo contínuo de mu-
dança, uma vez que as atualizações tecnológicas são cons-
tantes e rápidas. Em função dessa rapidez evolutiva, todos os 
profissionais envolvidos na área precisam se atualizar freqüen-
temente para continuarem aptos a utilizar as ferramentas, os 
programas e os equipamentos de informática. Como bem diz 
Tajra (2000):
O aprendizado, além de ser um processo em con-
tínua mudança, é coletivo. Negar o contexto no qual 
vivemos é nos transformar numa “caixa-preta”; é não 
querer perceber o que está ao nosso redor; é desprezar 
uma característica típica do ser humano: a capacidade de 
aprender. Aprender é mudar. Aprender significa romper 
constantemente para que possamos nos posicionar como 
seres autônomos e transformadores diante do ecossis-
tema no qual estamos inseridos.
O técnico em multimeios como coordenador de 
informática
Por ser um ambiente com características, finalidades e pro-
blemas próprios, o laboratório de informática precisa de um 
coordenador, da mesma forma que existem coordenado-
res para outras áreas e atividades da escola. Como destaca 
o professor José Junio Lopes, para introduzir a informática 
na escola, não basta ter um laboratório equipado, professores 
treinados e um projeto pedagógico. É preciso haver também 
um coordenador de informática. Como sua formação está se 
dando nessa área, esse papel pode perfeitamente ser desen-
volvido por você, técnico em multimeios didáticos. 
O coordenador de informática tem um papel muito impor-
tante no desenvolvimento e no gerenciamento do processo 
pedagógico com o uso do computador. Ele deve estar atento 
e envolvido com o planejamento curricular de todas as disci-
plinas para que possa sugerir atividades pedagógicas envol-
vendo a informática. O coordenador de informática também 
tem como papel incentivar e mobilizar os professores para o 
desenvolvimento das ações pedagógicas no ambiente infor-
matizado.
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Com a figura de um coordenador de informática na 
escola, as ações educativas podem ser facilitadas, os 
problemas e dúvidas resolvidos com mais agilidade e efi-
ciência. Como coordenador do processo, esse profissional 
pode, além de facilitar e gerenciar as ações pedagógicas, 
buscar maneiras de conseguir recursos necessários, como 
computadores, softwares e cursosde capacitação para 
os professores. 
Para fazer tudo isso, o coordenador de informática precisa, é 
claro, do apoio da direção da escola, dos professores e dos 
profissionais envolvidos. É indispensável a cooperação e o 
trabalho em equipe para que os projetos sejam desenvolvi-
dos, os problemas detectados e resolvidos, os recursos ne-
cessários viabilizados, e o laboratório de informática possa 
funcionar realmente como um apoio pedagógico no processo 
de ensino-aprendizagem. Um coordenador precisa reunir al-
gumas habilidades, como:
• Conhecer o projeto pedagógico da escola.
• Ter uma visão abrangente dos conteúdos disciplinares e 
estar atento aos projetos pedagógicos das diversas áreas, 
verificando sua contribuição.
• Ter conhecimento sobre as diversas abordagens de apren-
dizagem, especialmente as adotadas na escola.
• Ter a visão geral do processo e estar receptivo às suas de-
vidas interferências.
• Perceber as dificuldades e o potencial dos professores para 
poder instigá-los e ajudá-los.
• Mostrar ao professor que o laboratório de informática deve 
ser extensão de sua sala de aula, e a aula deve ser dada por 
ele e não por uma terceira pessoa.
• Pesquisar e analisar os softwares educativos.
• Ter uma visão técnica, conhecer os equipamentos e man-
ter-se informado sobre as novas atualizações.
• Estar constantemente atento a situações que possam in-
terferir ou prejudicar o processo de ensino-aprendizagem 
como, por exemplo, conflitos interpessoais, dificuldades de 
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aprendizagem ou de relacionamento e falta de recursos hu-
manos e materiais.
1) Com base no último item das habilida-
des do coordenador, descreva uma situação so-
cial possível.
2) Escreva um texto com sua opinião sobre a importân-
cia da capacitação de professores, administradores es-
colares e funcionários que trabalham com a informática 
como recurso pedagógico e qual o papel de cada um 
deles no uso da informática na educação.
Essa tarefa poderá compor sua prática profissional 
supervisionada.
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O uso da internet 
na educação
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A escola não pode ignorar a in-
fluência da internet na vida das 
pessoas da sociedade moderna. 
Ao contrário, a escola pode uti-
lizar a internet como mais um 
recurso para dinamizar e facili-
tar o processo de ensino-apren-
dizagem. Alguns dos principais 
ganhos pedagógicos possíveis 
com a internet são:
• Acessibilidade a fontes ines-
gotáveis de assuntos para pes-
quisas.
• Páginas educacionais especí-
ficas para a pesquisa escolar.
• Páginas para busca de software.
• Comunicação e interação com outras escolas.
• Estímulo para pesquisar a partir de temas previamente de-
finidos ou a partir da curiosidade dos próprios alunos.
• Desenvolvimento de uma nova forma de comunicação e 
socialização.
• Estímulo à escrita e à leitura.
• Estímulo à curiosidade.
• Estímulo ao raciocínio lógico.
• Desenvolvimento da autonomia.
• Possibilidade do aprendizado individualizado.
• Troca de experiências entre professores/professores, alu-
no/aluno e professor/aluno.
É importante destacar que a navegação na internet precisa de 
bom senso, intuição e gosto estético. Bom senso para saber 
selecionar, em rápidas comparações, as páginas mais impor-
tantes. Intuição para aprender por tentativa, acerto e erro a 
localizar o que procuramos. Gosto estético para reconhecer e 
apreciar as páginas melhor elaboradas. 
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A internet é uma tecnologia que facilita a motivação dos 
alunos pela novidade e pelas possibilidades inesgotáveis 
de pesquisa que oferece. Essa motivação aumenta se o 
professor proporcionar um clima de confiança, abertura, 
cordialidade com os alunos. Mais que a tecnologia, o que 
facilita o processo de ensino-aprendizagem é a capacidade 
de comunicação autêntica do professor ao estabelecer 
relações de confiança com seus alunos por meio do 
equilíbrio, competência e simpatia com que atua. O aluno 
desenvolve a aprendizagem cooperativa, a pesquisa em 
grupo, a troca de resultados (MORAN,1998). 
Apesar de todas as vantagens, o acesso à internet também 
tem alguns problemas. A escola precisa estar preparada não 
só para utilizar o que a internet traz de positivo, mas também 
para lidar com seus aspectos negativos, como:
• Muitas informações sem fidedignidade.
• Lentidão de acesso quando o serviço da empresa que pos-
sibilita a conexão à rede é de baixa qualidade.
• Facilidade no acesso a sítios inadequados para o público 
infanto-juvenil.
• Confusão entre informação e conhecimento. O conheci-
mento não se passa, mas cria-se e constrói-se.
• Resistência às mudanças. Alguns alunos e professores não 
aceitam facilmente a mudança na forma de ensinar e apren-
der.
• Facilidade de dispersão. Muitos alunos perdem-se no ema-
ranhado de possibilidades de navegação e não procuram o 
que deveriam.
• Impaciência. A impaciência de muitos alunos os faz mudar 
de um endereço para outro, aprofundando pouco as possi-
bilidades de cada página.
Os problemas ligados ao uso da internet na educação não de-
vem se transformar em desestímulo para os profissionais de 
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educação, visto que suas vantagens justificam o empenho de 
toda a escola na superação dos obstáculos para fazer da inter-
net uma ferramenta positiva de apoio ao processo de ensino-
aprendizagem, de maneira crítica e construtiva.
É preciso despertar, nos alunos, a consciência para a realiza-
ção adequada de pesquisas pela internet. Copiar e colar ou, 
simplesmente, imprimir páginas de textos retirados dos sítios, 
sem referências e sem qualquer reflexão ou análise crítica por 
parte do aluno, é um comportamento que não pode ser admi-
tido. As pesquisas precisam ser devidamente orientadas. 
No imenso universo da internet, podemos encontrar conteú-
dos de boa e má qualidade. Por isso, o educador deve estar 
preparado para ajudar os educandos a localizar conteúdos de 
qualidade e a transformar os textos pesquisados em conheci-
mentos úteis, em material de debates e reflexões, em leitura 
crítica, lembrando que a internet não é a única fonte de pes-
quisa a ser utilizada.
Hoje, é possível bloquear o acesso a sítios inade-
quados e evitar que os alunos façam uso indevido da 
internet. Porém, muito mais que bloquear os sítios ina-
dequados, o educador deve ter a preocupação de orientar 
as crianças e os jovens quanto aos aspectos positivos e 
negativos da internet, a fim de que os alunos possam usu-
fruir o que essa rede tem de melhor, de forma adequada 
e positiva. 
Serviços da internet
Há vários serviços disponíveis na internet que podem ser uti-
lizados tanto para uso pessoal, quanto para fins educacionais. 
A seguir, você verá algumas das principais utilidades dela e 
exemplos de seu uso na educação. 
Sítio, página ou home page
É abrindo um sítio, uma página ou home page que temos 
acesso às variadas informações em forma de texto, imagens 
e sons na internet. Na educação, o serviço pode ser utilizado 
para pesquisas e estudos de temas ligados às disciplinas. 
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Pesquise, com seus colegas, o que é sítio, 
página ou home page. Fazendo isso, ficará mais fácil 
compreender melhor sua aplicabilidade.
Para ter acesso às páginas, é preciso estar conectado à internet 
e possuir um programa que permita a chamada navegação. 
Cada página tem um endereço na internet que permite sua 
localização. Veja, por exemplo, a página principal ou home 
page da Universidade de Brasília (UnB), que fica no endereço 
http://www.unb.br
Envio e recebimento de arquivos
Pormeio da internet, é possível enviar (upload) e receber 
(download) arquivos de programas, imagens e sons. Podemos 
baixar arquivos de páginas da internet e também baixar ou en-
viar arquivos por meio do correio eletrônico (e-mail). 
Alunos, professores e funcionários podem utilizar esse ser-
viço para conseguir programas gratuitos que sejam úteis às 
disciplinas ou ainda baixar arquivos com conteúdos das aulas 
ou de apoio a elas, por exemplo.
Correio eletrônico ou e-mail
É o serviço que nos permite enviar e receber mensagens pela 
internet por meio de um endereço eletrônico pessoal. As con-
tas de e-mail podem ser criadas nos provedores de acesso 
particulares, pagos, ou em sítios que oferecem esse serviço de 
forma gratuita, possibilitando que você receba e envie mensa-
gens de correio eletrônico de qualquer computador que esteja 
conectado à internet. 
Uma característica interessante desse serviço é que não pre-
cisamos estar conectados no momento em que o remeten-
te nos envia uma mensagem para que possamos recebê-la. 
A qualquer momento que acessamos nossa caixa de e-mail, 
recebemos as mensagens. Também é possível arquivar as 
mensagens recebidas, conforme o interesse. 
Se aluno e professor tiverem uma conta de correio eletrônico, 
é possível trocarem mensagens fora do horário das aulas para 
tirar dúvidas ou repassar material de estudo e enviar traba-
lhos, por exemplo. Com o uso do e-mail ou correio eletrônico, 
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todas as pessoas da escola podem enviar mensagens umas 
para as outras em qualquer horário, dinamizando e possibili-
tando outras formas de comunicação.
Salas de bate-papo ou chat
É uma forma de comunicação instantânea pela internet. Des-
sa forma, para haver conversa em uma sala de bate-papo ou 
chat, é necessário que as pessoas que queiram se comunicar 
estejam conectadas ao mesmo tempo na mesma sala. As sa-
las são divididas, geralmente, por assuntos. Existe chat sobre 
os mais variados temas. 
Na escola, a turma e o(a) professor(a) podem procurar uma 
sala para discutir assunto de interesse da disciplina, para troca 
de idéias, opiniões e informações. Fora do horário de aula, a 
turma pode marcar um encontro na internet para estabelecer 
uma discussão sobre algum tema que esteja sendo estudado. 
E você pode, junto com seus colegas, criar uma sala para dis-
cutir sua nova formação e as atividades solicitadas; um plano 
de carreira e tarefas realizadas na escola. 
Como nesse serviço os usuários costumam se identi-
ficar por apelidos, é preciso muito cuidado para não pas-
sar informações sigilosas ou pessoais, como número de 
documentos, por exemplo, pois não se pode ter certeza 
sobre quem está do outro lado da rede e quais são suas 
verdadeiras intenções.
Lista de discussão
Esse serviço reúne pessoas com os mesmos interesses e ob-
jetivos para troca de idéias, opiniões e informações. Entretan-
to, diferentemente das salas de bate-papo, os interessados 
não precisam estar conectados simultaneamente para a troca 
de mensagens. O que a lista de discussão permite é que todas 
as pessoas que estejam cadastradas recebam ou enviem uma 
mesma mensagem para todos da lista de uma só vez, visto 
que a comunicação é coletiva. 
Na escola, esse serviço pode ser empregado para integrar as 
pessoas que façam parte de um mesmo projeto. Por meio da 
lista de discussão, é possível motivar a participação e a inte-
gração dos envolvidos numa tarefa ou projeto. Além disso, 
esse serviço facilita a comunicação, uma vez que, ao enviar 
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uma mensagem pela lista, todas as pessoas nela cadastradas 
irão recebê-la. Assim, é possível uma comunicação mais rápi-
da e integrada.
É importante estabelecer algumas regras básicas para o uso 
da lista de discussão num projeto educacional. As regras 
visam facilitar e otimizar o uso do recurso por parte dos gru-
pos formados na escola. Entre as principais regras que podem 
ser estabelecidas, podemos citar as seguintes:
• As listas devem sempre agrupar aqueles que tenham os 
mesmos objetivos e interesses.
• Padronizar como deverão ser mencionados os assuntos 
das mensagens. Dessa forma, os usuários abrirão apenas 
as mensagens que são de interesse específico da escola. 
Quando as listas possuem muitos usuários inscritos, a au-
sência dessa regra torna-se um dos grandes complicado-
res, visto que passamos a receber inúmeras mensagens 
por dia, sendo quase impossível ler e responder a todas. 
A padronização na identificação dos assuntos facilita o filtro 
de mensagens que possam nos interessar ou não.
• Padronizar o formato dos arquivos a serem enviados com 
os levantamentos dos trabalhos escolares, bem como es-
pecificar os programas que deverão ser usados pelo proje-
to. Isso é importante porque enquanto uma escola está utili-
zando o Word 2000, outra ainda poderá estar com a versão 
Word 6.0; esta última, ao receber os trabalhos da primeira 
escola, não conseguirá abrir os arquivos.
• Padronizar o tamanho dos arquivos a serem enviados. Não 
é aconselhável enviar arquivos muito grandes via lista ou 
e-mail, pois tanto seu envio quanto seu recebimento leva-
rão muito tempo. Ainda há o problema do limite máximo de 
tamanho de arquivo que cada provedor ou administrador 
de conta de e-mail disponibiliza para o usuário. Os arqui-
vos que ultrapassam o limite de tamanho estabelecido pelo 
administrador da conta de e-mail não chegam ao destina-
tário.
Blog ou weblog
Podemos definir blog como uma página pessoal ou profissio-
nal na internet, na qual a pessoa expõe suas idéias, reflexões, 
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observações, comentários, apontamentos etc., sendo possí-
vel a interação com seus leitores. Inicialmente, os blogs tor-
naram-se populares entre os jovens, que encontraram uma 
forma de publicar na internet seus diários pessoais. 
Com o tempo, passaram também a ser utilizados por jorna-
listas, sendo descobertos por repórteres e editores de vários 
países, que transformaram o blog em novo gênero de jor-
nalismo, um espaço para publicar opiniões e análises que 
normalmente não encontram espaço na mídia tradicional, ao 
mesmo tempo em que possibilita o contato direto entre leito-
res e jornalistas.
Uma das vantagens das ferramentas do blog é permitir que os 
usuários publiquem seu conteúdo sem a necessidade de co-
nhecimentos técnicos especializados a respeito de construção 
de páginas na internet. Assim, professores e alunos podem 
criar blogs para expor e trocar idéias a respeito de conteú-
dos das disciplinas escolares, bem como para publicar seus 
trabalhos. Isso tudo com o auxílio do técnico em multimeios 
didáticos.
Projeto pedagógico com a utilização da internet
Para que a escola passe a utilizar a internet como recurso pe-
dagógico, é importante que os profissionais da educação se-
jam conscientizados sobre suas implicações e aspectos positi-
vos e negativos, conheçam seus serviços e sejam capacitados 
para trabalhar com suas ferramentas com fins pedagógicos. 
Além disso, é necessário que a escola elabore um projeto pe-
dagógico com esse fim.
Ter um projeto é fundamental para a definição dos objetivos, 
para a organização e o planejamento das atividades a serem 
executadas e para a avaliação dos resultados. É fundamen-
tal lembrar que a internet é mais um recurso que pode ser 
aproveitado a favor da educação, mas é preciso haver planeja-
mento para que sua utilização pedagógica pela escola não se 
perca no meio do caminho.
A internet é mais um canal de conhecimento, de trocas 
e buscas. A internet não substitui. Ela facilita, aprimora 
as relações humanas, elabora novas formas de produção, 
estimula uma cultura digital, libera tempo, une povos 
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Backbone é o link que 
prove a internet. O 
termo link,em inglês, é 
usado para expressar a 
ligação entre sistemas 
ou conjunto de redes de 
comunicação eletrônica e 
telecomunicações.
 http://p..wikipedia.org/
Backbone
e culturas. Gera uma nova sociedade. A internet não 
se resume a um conjunto de backbones que interliga 
fisicamente os países e as informações. A tecnologia não 
está isolada do seu contexto histórico, de suas relações 
sociais. Quando falo internet, refiro-me à complexa 
rede hipertextual de lógicas e conhecimentos inter-
relacionados (TAJRA, 2000).
Veja, a seguir, um roteiro para elaboração de um projeto pe-
dagógico com a utilização da internet. É claro que se trata ape-
nas de uma sugestão. Cada escola deve elaborar seu projeto 
de acordo com suas necessidades, objetivos e realidade, pois 
sabemos que o projeto dependerá de vários fatores para sua 
implementação, como recursos disponíveis, apoio da direção 
e engajamento de professores e alunos.
• Definição dos profissionais que participarão das atividades 
iniciais do projeto. É interessante que num primeiro mo-
mento não sejam selecionados muitos profissionais, visto 
que, por ser uma nova técnica (entende-se aqui técnica no 
sentido amplo, entende-se ferramenta em si) a ser utilizada, 
existe um período de adequação ao uso das ferramentas 
disponíveis. Portanto, profissionais que participarão inicial-
mente poderão assumir, depois, o papel de multiplicadores 
dessa aprendizagem.
• Os profissionais selecionados deverão ser capacitados 
inicialmente quanto à utilização dos serviços básicos da 
internet. Posteriormente, é importante que alguns deles 
possam, também, desenvolver suas próprias páginas para 
publicação dos trabalhos. 
• Definição do tema gerador a ser pesquisado e desenvolvi-
do.
• Detalhamento de todas as atividades a serem elaboradas 
em função do tema escolhido. Essas atividades devem ser 
repassadas para os alunos por períodos previamente defi-
nidos. Por exemplo: as atividades deverão ser cumpridas 
semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente.
• Elaboração de um sítio para integrar as atividades do pro-
jeto. Esse sítio deverá conter: o nome e a logomarca do 
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projeto, a apresentação do projeto, os objetivos do projeto, 
a metodologia a ser utilizada, o público-alvo, o tempo de 
duração do projeto, os critérios de avaliação, a equipe de 
desenvolvimento, a apresentação da(s) escola(s) e/ou dos 
alunos participantes, a agenda com as atividades a serem 
desenvolvidas, o local para troca de mensagens (a lista de 
discussão, e-mail e chat) e o local para exposição das ati-
vidades desenvolvidas pelas equipes de trabalho. Caso a 
escola queira, ela poderá sofisticar ainda mais o sítio. Tudo 
dependerá da equipe de profissionais que estará direta-
mente relacionada ao desenvolvimento. O sítio é o modo 
de materializar o projeto e visualizar de uma forma mais 
concreta as atividades que estão sendo elaboradas.
• A partir das atividades citadas, o importante agora é o 
acompanhamento das atividades enviadas pelos integran-
tes do projeto. O envio das atividades pode ser efetuado por 
meio de lista de discussão, e-mail ou pelo próprio sítio do 
projeto, a partir do recurso de formulário on-line. O aluno 
preenche as informações solicitadas e, automaticamente, 
sua pesquisa é enviada e publicada no sítio do projeto.
• Por fim, como em todo projeto, devemos sempre avaliar 
os resultados obtidos. Todas as atividades foram cumpri-
das? Quais foram os problemas que surgiram durante o de-
senvolvimento das atividades? Os alunos e os professores 
mantiveram-se motivados durante todo o projeto? Os alu-
nos enviaram as atividades em tempo hábil? Qual o serviço 
mais utilizado da internet? A avaliação do projeto não de-
verá ocorrer apenas na sua finalização, mas durante todo o 
seu desenvolvimento, visto que não adianta corrigir erros 
quando não é mais possível reparar os prejuízos causados. 
Portanto, é necessário efetuar controles para que os proble-
mas que surjam durante o processo de desenvolvimento 
do projeto sejam corrigidos a tempo de não prejudicar seus 
resultados.
No projeto de utilização da internet como recurso pedagógico, 
podemos identificar alguns aspectos importantes que se de-
senvolvem em fases diferentes durante sua implementação. 
É importante que o educador reconheça estas fases no seu 
trabalho. As fases de um projeto educacional com uso dos 
serviços disponíveis na internet podem ser descritas da se-
guinte forma:
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• 1o momento: é a fase de levantamento de dados, confor-
me solicitado pela descrição das atividades definidas pe-
los envolvidos no projeto. O levantamento de dados não 
deve se limitar à pesquisa na internet. Os participantes do 
projeto deverão recorrer a livros, jornais, revistas, vídeos, 
programas de TV e outras fontes. O objetivo é que os alu-
nos e os professores se habituem à prática da pesquisa. 
A internet deverá ser considerada apenas como mais uma 
fonte para obter informações, se comunicar e interagir. 
As informações encontradas na internet deverão também 
ser mencionadas como fonte de bibliografia da pesquisa.
• 2o momento: após o levantamento de dados obtido na fase 
anterior, é interessante gerar um debate sobre as questões 
encontradas, utilizando, por exemplo, o serviço das listas 
de discussão, as salas de bate-papo ou a troca de e-mails.
• 3o momento: depois das conclusões elaboradas, então, 
chega a hora da grande adequação das informações. Hora 
de montar uma produção que pode ser feita por meio de 
qualquer expressão, seja textual, pictórica, musical, espa-
cial, seja outra que a equipe de produção ache mais interes-
sante para refletir suas conclusões. Em função da definição 
por parte da equipe de desenvolvimento do projeto, verifi-
que qual programa poderá ser utilizado para a produção do 
trabalho.
• 4o momento: talvez a fase de maior empolgação de um tra-
balho seja quando o resultado está pronto e pode ser vi-
sualizado por qualquer pessoa. Ao expormos um trabalho 
na internet, na verdade, estamos expondo para o mundo. 
Qualquer pessoa de qualquer país poderá acessá-lo quan-
do desejar. Essa fase é bastante criteriosa. Os técnicos de-
vem ficar atentos ao que está sendo publicado, pois será a 
“cara” da escola. Por meio desses trabalhos, muitas vezes, 
poderemos ver o nível de qualidade que a escola apresen-
ta. Por sinal, essa questão é uma das grandes resistências 
encontradas, pois elas acabam se expondo perante a co-
munidade geral.
Como todo projeto na área educacional, o desenvolvimen-
to de atividades com a utilização da internet deve possibili-
tar, acima de tudo, o aprendizado, a troca de informações, o 
desenvolvimento e o aprimoramento do senso crítico, dos 
valores humanos, o trabalho em equipe e a descoberta das 
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potencialidades individuais, contribuindo na formação dos en-
volvidos como pessoas e cidadãos.
Podemos complementar como 5o momento de um 
projeto de internet na educação a transformação obtida 
nas pessoas – professores e alunos – diante dos novos 
paradigmas da sociedade digital. A percepção que essas 
pessoas passaram a obter diante da possibilidade de uma 
nova forma de agir e viver (TAJRA, 2000).
1 – Faça uma análise das várias ferramen-
tas e serviços disponíveis na internet, descrevendo 
suas utilidades, pontos positivos e negativos. A partir 
dessa reflexão, elabore um projeto pedagógico com a 
utilização da internet para a escola na qual você traba-
lha.
Essa atividade poderá compor sua prática profissio-
nal supervisionada.
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do José de. Uma zona de conflitos e muitos interesses. In: Sal-
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Educação a Distância.Brasília: Ministério da Educação, 1998. 
112 p. Série de Estudos Educação a Distância.
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ca na educação. Secretaria de Educação a Distância. Brasília: 
Ministério da Educação, 1998. 112 p. Série de Estudos Educa-
ção a Distância.
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FRÓES, Jorge R. M. A relação homem-máquina e a questão 
da cognição. In: Salto para o futuro: TV e informática na edu-
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da Educação, 1998. 112 p. Série de Estudos Educação a Dis-
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LOPES, José Junio. A introdução da informática no ambiente 
escolar. Disponível em: .
MORAES, Maria Candida. Informática educativa no Brasil: 
uma história vivida, algumas lições aprendidas. Disponível em: 
. O histórico apresentado neste módulo de estudo, 
com relação ao período que se estende até o ano de 1992, 
foi retirado desse texto da professora Maria Candida Moraes, 
coordenadora das atividades de informática na educação, de-
senvolvidas pelo MEC no período de 1981 a 1992.
MORAN, José Manuel. Mudar a forma de aprender e ensinar com 
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Secretaria de Educação a Distância. Brasília: Ministério da Edu-
cação, 1998. 112 p. Série de Estudos Educação a Distância.
NIQUINI, Débora Pinto. Informática na educação: implicações 
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(ProInfo) Disponível em: .
STAA, Betina von. Vi na internet. Artigo publicado em: 
.
TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática na educação: novas fer-
ramentas pedagógicas para o professor da atualidade. 2. ed. 
São Paulo: Érica, 2000. 143 p.
VALENTE, José Armando. Análise dos diferentes tipos de 
software usados na educação. In: Salto para o futuro: TV e 
informática na educação. Secretaria de Educação a Distância. 
Brasília: Ministério da Educação, 1998. 112 p. Série de Estu-
dos Educação a Distância.
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Sistema Operacional Windows 
Sistema Operacional Windows 
Windows 7 
 
 
Conceito de Pastas: 
 
Não contem informação propriamente dita. A função é organizar tudo que esta dentro de cada 
unidade. Elas contém arquivos e subpastas. 
 
Diretórios: 
 
É o mesmo que pasta, este termo era muito usado no tempo do DOS 
 
Arquivos: 
Os arquivos são o computador sem mais nem menos. Qualquer dado é salvo em seu arquivo 
correspondente. São fotos, vídeos, imagens, programas, músicas e etc. 
Atalho: 
 
Repare que o atalho tem uma seta no canto inferior esquerdo. 
É uma maneira rápida de abrir um arquivo, pasta ou programa; Um atalho não tem conteúdo algum e 
sua única função é “chamar o arquivo” que realmente queremos e que está armazenado em outro 
lugar. 
 
Área de trabalho ou desktop: 
 
 
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
É a área de exibição quando você liga o computador e faz o logon do Windows. Quando você abre 
programas ou pastas, eles são exibidos sobre a área de trabalho, Nela também é possível colocar 
itens, como arquivos e pastas, e organiza-los como quiser. A chamamos de tela inicial do Windows. 
Ela é composta de : 
• Menu iniciar 
• Barra de tarefas 
• Área de notificação 
• Ícones, pastas e atalhos 
• Papel de parede ou plano de fundo. 
Área de transferência: 
 
É uma área de armazenamento temporário de informações que você copiou ou moveu de um lugar e 
planeja usar em outro lugar. Você pode selecionar texto ou elementos gráficos e em seguida, usar os 
comandos recortar ou copiar para mover sua seleção para a área de transferência, onde ela será 
armazenada ate que você use o comando colar para inseri-la em algum outro lugar. Quando desligar 
o PC, é apagado tudo que esta na área de transferência. 
 
Uso dos menus: 
 
 
 
Os programas quase sempre têm vários comandos que você possa usar e muitos deles estão em 
menus igual à de um restaurante, com uma lista de opções. Muitos menus ficam escondidos (ocultos) 
até que você clique na barra de menus abaixo da barra de titulo. 
Para escolher um comando é só clicar nele. Às vezes aparece outro menu com mais opções(sub-
menu) e se estiver cinza é por que ele não esta habilitado. 
 
 
Clicando com a direita em quase todo do PC, como ícones, área de trabalho, barra de tarefas e etc. 
você também abre muitos menus. 
 
Programas e aplicativos: 
 
Programas e aplicativos basicamente é a mesma coisa. 
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
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Quase tudo que você faz no PC requer o uso de um programa; Se você for escrever precisará de um 
editor de texto,se for retocar uma imagem, precisará de um editor de imagem, para acessar a internet 
será necessário um navegador. Centenas de programas estão disponíveis para Windows. 
No Windows o menu Iniciar é a porta de entrada para todos os programas do computador. O painel 
esquerdo do menu iniciar contem uma pequena lista de programas e mais os programas usados 
recentemente. Para abrir um programa é só clicar nele.Para procurar uma lista dos seus programas, 
clique no botão iniciar e em todos os programas. 
Os programas quando são desenvolvidos tem um tipo de licença de uso dele, pode ser gratuito ou 
não. 
Eles podem ser : 
Freeware: é o mesmo que gratuito. Você pode usar todas as funções do programa sem restrições. O 
tempo de uso pelo usuário é ilimitado. 
Shareware: o programa possui algumas limitações em relação ao acesso das funções ou limite de 
tempo de utilização, geralmente contado em dias, a partir do momento que o software é instalado. 
Para ter acesso a essas ferramentas bloqueadas ou usar por tempo indeterminado, o usuário é 
obrigado a comprar ele. 
Adware: É gratuito porem o programa tem publicidade nele de forma que o usuário é obrigado a ter 
contato com aquele anúncio todas as vezes que utiliza-lo. A propaganda só é retirada mediante a um 
pagamento por parte do cliente. 
Open source: os programas open source, são totalmente gratuitos e sem restrições aos usuários e 
possuem o código fonte de programação acoplada a eles. Isso significa que qualquer pessoa pode 
alterar as funções do programa sem a necessidade de nenhum tipo de pagamento aos criadores. 
Interação com o conjunto de aplicativos MS-Office 2010: 
Vasculhei a internet procurando o que eles estão querendo com este item e não achei nada. Acredito 
que seja algo simples para quem sabe sobre o sistema operacional e sobre o pacote Office deve 
resolver qualquer questão deste tópico. Caso você ache algo e queira acrescentar é só fazer um 
comentário. 
Windows 8 
Windows 8 é o nome definitivo para a última versão do sistema operacional da Microsoft, em vez de 
Windows NT 6.2. 
Este sistema operacional se apresentará em 4 edições diferentes: 
– Windows 8, o equivalente das versões “Familiale Premium” dos antigos Windows. 
– Windows 8 Pro (e não Profissional), o equivalente das versões “Profissional e Integral”: o sistema 
operacional completo. 
– Windows 8 Entreprise, disponível para os grandes grupos, com licenças em volume. 
– Windows RT, a versão que roda com equipamentos com processador ARM (tablets, smartphones, 
etc). Esta versão não suporta os aplicativos Windows 32 que roda nos PC. Somente os aplicativos do 
Windows Store poderão ser instalados, assim como os aplicativos originais, tais como o Office RT. 
 
 
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
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Logotipo para o Windows 8 
 
 
Pois é, com o Windows 8 o antigologotipo foi abandonado! 
Desde do Windows XP, nos habituamos à janela vermelha, verde, azul e amarela em forma de onda, 
que tinha sido melhorada com o Windows Vista (você pode ver a diferença comparando os logotipos). 
Veja o novo logotipo, revelado recentemente. 
Obviamente, foi mantida a ideia de janela, mas que também nos fará pensar na interface Metro e sua 
fluidez. 
A Microsoft também lançou recentemente o pacote de DVDs do Windows 8 que são vendidos em 
lojas e na internet. 
 
Além disso, a Microsoft fez do Windows um produto “de luxo”, propondo sua versão de caixa com 5 
cores diferentes: 
 
 
Um pacote de atualização do Windows 8 para Windows 8 Pro também é proposto 
 
Lançamento internacional 
Quando o Windows 8 foi lançado, a Microsoft deu uma palestra em Nova York e redecorou o Times 
Square a sua imagem. Nesta mesma praça, tão famosa, a empresa abriu sua primeira loja 
especializada Apple: Uma Microsoft Store. Várias lojas semelhantes foram abertas ao mesmo tempo, 
em muitos lugares da América do Norte, e a chegada na Europa se deu em 2013. 
As vendas do Windows 8 foram muito satisfatórias; três dias após o lançamento, 4 milhões de 
licenças já tinham sido vendidas e, um mês depois, esse número foi multiplicado por 10, ou seja, mais 
do que o Windows 7, na mesma época. Os revendedores mostraram todos vendas como esperadas, 
ou até melhor. 
Preços e Campanhas Publicitárias 
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Por enquanto, a atualização do Windows XP para o Windows Vista ou 7 é de 29,99€, e 59,99€ para 
uma versão em DVD. Preços muito competitivos, ao contrário das versões mais antigas que variavam 
entre 100 e 300€! 
Aliás, a Microsoft lançou uma oferta especial para todos os PCs com uma versão genuína do 
Windows 7 (válido para as edições Home Basic, Home Premium, Professional e Ultimate) e 
comprados entre o dia 2 de junho de 2012 e 31 de janeiro de 2013, que podiam se beneficiar de uma 
mudança para o Windows 8 por 14,99€. 
No entanto, a ênfase foi durante o período de lançamento mas, a partir do final de janeiro de 2013, 
com a realização de várias promoções, o Windows 8 deveria voltar a um preço normal, embora ainda 
menos do que o Windows 7, na época. O cliente pagaria 160€ por uma licença de uso 
pessoal Windows 8 Pro OEM, ou 110€ por uma licença do Windows 8. 
Com todas essas mudanças, a Microsoft ganhou o jackpot com o Windows 8, que é um evento crucial 
na história da empresa. Também, para alcançar um número máximo de clientes, Redmond tem uma 
grande responsabilidade, investindo cerca de US $ 1,5 a 1,8 bilhões de dólares em marketing. O 
Windows 8 invadiu nossas televisões. 
Quatro outros vídeos oficiais foram publicados com o objetivo de detalhar o sistema operacional, o 
máximo possível e os novos recursos do Windows 8, com os usuários. Utilizado tanto em tablet 
quanto em PC, estes vídeos demonstram a capacidade híbrida do Windows 8 para se adaptar a 
qualquer tipo de terminal, embora os aplicativos Modern UI sejam destacados em relação aos 
aplicativos de desktop. 
Uma nova interface 
Windows 8 é a maior mudança do sistema operacional desde o Windows 95 (o primeiro Sistema 
Operacional a acolher este companheiro que ficou conosco por mais de 16 anos: menu iniciar 
Na verdade, este botão no canto inferior esquerdo da tela acabou, que foi substituído pela tela 
Iniciar, 
A tela Iniciar 
Ela é dividida em ícones, chamados de Blocos dinâmicos que, como no menu Iniciar dão acesso 
aos aplicativos. Muito tempo chamado de “Metro” ou “interface moderna/Modern UI“, o termo usado é 
simplesmente “interface do Windows“ 
 
 
A cor do fundo da tela inicial é editável, assim como os motivos, mas é impossível colocar uma 
imagem em fundo de tela, o que seria inútil de qualquer maneira, já que os blocos dinâmicos ocupam 
a maior parte da tela. 
Novos aplicativos foram adaptados a esta nova interface. Nós já conhecemos o Internet Explorer 10, 
por exemplo. Estes aplicativos aparecem em tela cheia e só funcionam “com” a interface do 
Windows. 
Um dos aplicativos é chamado de Desktop” e é uma “remanescência” dos nossos antigos Windows: 
barra de tarefas, ícones, gadgets da guia Windows, janelas, o AeroPeek, Aero Sake e AeroSnap. 
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Mas o menu Iniciar continua ausente: 
 
Neste aplicativo, podemos instalar aplicativos do Windows 32 (*.exe) como nos antigos Windows. De 
uma certa forma, isso funciona como o princípio das bonecas russas. 
 
A barra de Charms 
Este é o nome dado à pequena faixa que aparece à direita da tela para propor diversas opções. 
Podemos acessá-la colocando o cursor do mouse no canto inferior ou superior direito da tela. Ela tem 
5 ícones para, entre outras, exibir o menu Iniciar, Pesquisar, Compartilhar, Alterar o dispositivo 
de exibição, Acessar as configurações do PC, Ajustar o volume ou o brilho, Parar, Pausar, etc. 
Um Sistema Operacional adaptado aos tablets 
Com sua nova interface, o Windows 8 quis fazer do Windows um Sistema Operacional adaptado aos 
PCs e tablets de toque. 
É o primeiro Sistema Operacional da empresa de Redmond que suporta uma arquitetura ARM, 
plataforma esta usada em tablets e celulares. 
Saiba também que os aplicativos do Windows 8 funcionam tanto em modo retrato como em modo 
paisagem. 
Apesar de tudo, não é preciso guardar o mouse e o teclado no armário: eles funcionam muito bem no 
Windows 8. 
Observação: esta interface não faz do Windows 8 um Sistema Opercional para tablets. O objetivo 
principal é o de aumentar a compatibilidade do Windows: antes para os PCs, e agora, para os 
tablets e os PCs. 
Inúmeras mudanças 
Além de sua nova interface, que permitirá o uso do Windows de uma nova maneira, muitos recursos 
foram adicionados e/ou melhorados. 
Suporte para USB 3.0 
 
Dez vezes mais rápido que a USB 2.0, a USB 3.0 foi promovida a um grande futuro segundo a 
Microsoft, que acredita muito neste protocolo. 
Na verdade, de acordo com as estatísticas de Junho de 2011, em 2015, todos os novos PCs serão 
equipados com portas USB 3.0. 
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7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Assim sendo, você poderá copiar um filme de alta definição a partir de um dispositivo de 
armazenamento USB 3.0 em 80 segundos, ao invés dos 15 minutos necessários à USB 2.0. 
Melhoria das operações básicas 
 
Copiar, colar, renomear, remover, etc. Essas operações que você faz quase que instintivamente 
representam 50% do uso total de comandos. 
Mas, se por um lado essas tarefas não duram mais do que 10 segundos, elas também podem durar 
vários minutos, porque o Windows Explorer não foi otimizado para esse tipo de tarefa de grande 
porte, ou para várias cópias simultâneas. 
No Windows 8 estas operações serão mais claras: 
As tarefas de cópias que tinham suas próprias janelas foram reunidas em uma única janela. Você 
pode pausar/retomar uma operação em curso. Você também pode mudar as barras de progressão 
indicando o status da cópia, em gráficos, mostrando a velocidade de transferência dos dados. 
Gestão de duas cópias na mesma janela: 
 
 
Aqui, uma das cópias está em pausa (amarela) 
 
 
Mesmas cópias em exibição gráfica: 
 
Melhoria dos casos de colisão de nomes de arquivos. Estes problemas são ainda mais irritantes 
quando administramos várias cópias ou arquivos com o mesmo nome. As caixas de diálogo serão 
apresentadas de outra forma, o Windows pede para assinalar os arquivos que você quer guardar 
entre os arquivos fonte e os arquivos da pasta alvo. 
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
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Nova caixa de diálogo para resolução de conflitos: 
 
 
 
Uma última mudança é a remoção das caixas de diálogo: “Você tem certeza que quer colocar esse 
arquivo na lixeira?” ou “Você realmente deseja mesclar esses arquivos?” para criar um ambiente mais 
simples e menos confuso. 
O Windows Explorer 
 
Uma das grandes mudanças no Windows Exploreré o aparecimento da Faixa de 
 
Opções. 
 
Esta faixa apareceu com o Microsoft Office de 2007. Com ela você podia acessar as funcionalidades 
mais facilmente, graças a sua melhor organização. 
Isto é exatamente o que acontece com o Windows 8: alguns comandos que acessávamos através de 
menus de contexto são agora exibidas na faixa. 
O Windows Explorer no Windows 8: 
 
 
Outras pequenas mudanças: o deslocamento da aba de informações para o lado direito, em vez da 
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
parte inferior. Na verdade, as resoluções de tela mais comuns são as de 16/9, o que facilita a gestão 
do tamanho disponível à tela. 
A aba de informações no Windows Explorer: 
 
 
 
Obviamente, quando falamos de Faixa de Opções, estamos falando de Barra de ferramentas de 
Acesso rápido, que fica acima ou abaixo da faixa. Como no Office, você pode adicionar comandos 
tais como: Excluir, Refazer , etc… que, antes, só estavam disponíveis com um clique no botão direito 
do mouse. 
 
 
 
Inicialização mais rápida 
O Windows 8 trouxe um avanço significativo quanto à inicialização. Com ele, seu computador está 
pronto para uso cerca de 10 segundos após pressionar o botão ON/OFF, ao invés dos 25-30 
segundos solicitados pelo Windows 7. 
Até então, quando pressionavamos o botão ON/OFF o PC iniciava os drivers necessários para o 
arranque do kernel do sistema operacional, depois o Windows inicializava o sistema (carregamento 
de drivers adicionais, serviços) e a sessão 0. Em seguida,, tinha o logon e, só aí você podia começar 
a usar o PC. 
Com o Windows 8, quando você desliga o computador, o sistema operacional fecha as sessões, os 
programas e os serviços, mas salva a sessão 0 no disco rígido. 
É como quando você coloca em modo de espera prolongada: o Windows salva o estado da memória 
(sessões, programas e serviços abertos) no disco rígido e, em seguida, desliga o PC. 
Mas o Windows 8 só salva o estado da sessão 0, e isso leva menos tempo; assim, quando você 
iniciar o Windows 8, ele primeiro vai restaurar o estado da sessão 0 na memória e, em seguida, 
executará os drivers adicionais e a tela de arranque. 
Concluindo, a sessão 0 do Windows 8 ficará sempre “aberta“, mesmo quando você desligar o PC. 
Diferentes fases entre o arranque tradicional e o arranque rápido do Windows 8: 
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
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Saiba que o arranque do Windows 8 não usa esse método: o Windows 8 e a sessão 0 são totalmente 
fechadas. É por isso que um reboot é mais demorado. 
Melhorias no Gerenciador de Tarefas 
O gerenciador de tarefas do Windows 8 é mais leve e mais claro. 
Ele só apresenta os aplicativos principais com uma visão simplificada onde a única opção é “fim da 
tarefa”. 
Para ver os processos de segundo plano e opções adicionais, basta clicar em Mais detalhes. Aí, 
todas as janelas abertas são agrupadas por aplicativo. 
Nota-se um novo visual mais agradável e a alcance de todos, pois usar o gerenciador de tarefas não 
é uma operação muito realizada por novatos. 
Vista do gerenciador de tarefas do Windows 8 em exibição normal: 
 
 
A mesma vista com mais detalhes: 
 
 
 
Nesta apresentação podemos ver o chamado “mapa térmico“, onde todas as informações à direita 
indicam o uso dos recursos e tornam-se mais escuras à medida em que o uso dos recursos fica mais 
importante. 
Essa função também permite a resolução de problemas de desempenho causadas por um aplicativo. 
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
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Aqui, o Microsoft Outlook utiliza 94,2 dos recursos do processador: 
 
 
Outra novidade importante é o aparecimento de nomes mais simples na lista de processos. Antes, 
quando procurávamos um determinado processo, era preciso procurar um nome complicado, sem 
significado, com a extensão *.exe 
No Windows 8, o gerenciador de tarefas substitui os nomes dos executáveis pelo verdadeiro nome do 
processo. Assim, o executável Splwow64.exe aparece “Print driver host for applications”. Claro, 
este nome será traduzido mas, isso é só para mostrar que entenderemos exatamente o que significa 
cada elemento da lista de processos. 
 
 
Suporte para Discos e Grandes Setores 
 
Fotos em alta resolução, filmes HD, coleções de música, etc. A nossa gama de multimídia digital 
continua a crescer e a melhorar. 
Os desenvolvedores de discos rígidos criam hardwares cada vez mais rápidos e sofisticados para 
acompanhar as necessidades dos clientes. 
Com o aparecimento, cada vez mais importante, desses discos de grande capacidade, a Microsoft 
integrou no Windows 8 a possibilidade de suportar discos rígidos de 3 TB (tetra bytes), ou mais. 
 
Windows store 
 
 
Grande novidade do próximo sistema operacional da Microsoft: uma loja de download on-line 
chamada “Windows Store”. Ela foi apresentada oficialmenteno dia 7 de dezembro de 2011. 
O Windows Store incentiva os desenvolvedores de aplicativos a mudarem para os aplicativos do 
Windows 8 com o Microsoft Visual Studio 11 beta, lançado na mesma época do Windows 8. 
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
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Consumer Preview. 
 
Senhas e Proteção de Dados do Usuário 
O Windows 8 traz novas funcionalidades para proteger as contas de usuário. 
Você pode criar uma conta do Windows com o seu ID da Microsoft (Live, Hotmail, Outlook, etc), o que 
permitirá que você reencontre o seu ambiente Windows 8 personalizado, assim como seus dados do 
SkyDrive, em qualquer dispositivo conectado, rodando no Windows 8. 
Além da tradicional conexão por senha, o Windows 8 propõe duas novas maneiras de se conectar: 
1) Conexão por código PIN: código de quatro dígitos que você digita sem precisar pressionar a 
tecla Enter, e que abre a sua sessão rapidamente, como nos celulares. 
2) A senha da imagem: uma forma muito original de se conectar, útil apenas para os tablets. 
Basta escolher uma imagem em seus dados e indicar três gestos a serem reproduzidos nesta 
imagem. Você pode desenhar linhas, fazer um círculo e apontar para partes da imagem. 
 
Em seguida, no logon, basta repetir esses mesmos movimentos, sem precisar reproduzir o número 
exato de pixels. 
 
 
Observação: Saiba que você pode usar as três formas para se conectar (senha, código PIN e senha 
de imagem). 
Você pode escolher como se conectar, desde que a tenha definido antes, 
nas Configuraçõesacessíveis na Barra de Charms. 
Opções avançadas de inicialização 
Outra interface que foi mudada no Windows 8 é a de Opções avançadas de inicialização, acessível 
pela tecla F8 na inicialização das antigas versões do Windows, para acessar as opções de 
recuperação, ou usar outro sistema operacional. Mas no Windows 8, a Microsoft encontrou um 
problema: o sistema operacional arranca muito rapidamente e o usuário não tem tempo para usar a 
tecla F8. 
Além disso, lembre-se que o Windows não para completamente, a sessão 0 é gravada no disco 
rígido, o PC não pode fazer nada enquanto ela não for restaurada: impossível acessar o BIOS, 
inicializar em outro dispositivo e acessar as opções avançadas de inicialização; será preciso uma 
reinicialização total. 
Para solucionar este problema, um botão de Inicialização Avançada, localizado no Painel de 
contrôle da interface do usuário do Windows 8, permite que você reinicie o computador exibindo as 
opções. Ele também pode ser acessado mantendo pressionanda a tecla Shift e clicando 
em Reiniciar 
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
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. 
 
Fim da página não muito acolhedora em preto e branco, que deu lugar a uma interface mais 
agradável, azul clara, com o suporte do mouse e dos ícones, bem mais bonita e fácil de usar. 
A principal razão para esta mudança é que essas opções avançadas de inicialização só são 
disponíveis APÓS a inicialização do Windows e, consequentemente, a restauração na memória da 
sessão 0. Assim, os principais drivers já estão carregados. 
As opções avançadas de arranquepara o Windows Vista (esquerda) e o Windows 8 (direita): 
 
 
Lembre-se de que, com o Windows 7 (ou anterior), para acessar estas opções, era preciso pressionar 
a tecla F8 durante a inicialização do BIOS. Sem mouse, apenas setas, o Windows inicializava depois. 
Agora, o usuário escohe a sua opção e o PC só inicializa se for preciso. 
Duas novas opções foram introduzidas no Windows 8: 
 
1) Reiniciar o PC: muitos temas do ccm são escritos por pessoas que desejam voltar para as 
configurações de fábrica em seus PCs, mas como eles não têm mais CD de restauração, eles são 
forçados a comprar o Windows novamente. O Windows 8 vai integrar uma sistema de restauração 
total do sistema operacional. 
2) Atualizar o PC: se você preferir manter seus dados durante a reinicialização do Windows, o melhor 
é recorrer a esta solução. Ao contrário da reinicialização, os dados, configurações e aplicativos do 
Metro (salvo o Desktop) são mantidos. 
Uma nova cópia do Windows é instalada e os dados, configurações e aplicativos são restaurados. 
Você não precisa criar uma nova conta, reinstalar os aplicativos do Windows 8, etc. 
 
Esta solução é menos eficaz se o problema for causado por um vírus em seus dados. Eu repito que 
apenas os aplicativos do DESKTOP não são mantidos. 
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
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Pequeno aparte para apresentar um velho amigo, que se transformou para o lançamento do Windows 
8. Naturalmente, estou falando do Blue Screen Of Death (BSOD) ou Tela Azul da Morte. 
 
Integração com o Cloud 
Uma das outras grandes inovações do Windows 8 é que o sistema operacional está “nas nuvens”, 
como se diz hoje em dia. Na verdade, o Windows 8 conectado à Internet pode, entre outras, ser 
conectado às redes sociais, permanentemente, conversar com contatos do Hotmail, Facebook, 
Twitter, Google, etc, a partir do mesmo aplicativo. Com o SkyDrive, você pode encontrar seus dados 
a partir de qualquer dispositivo, uma vantagem para um SO que afetará os dispositivos táteis, cujas 
capacidades de armazenamento são reduzidas. Com o Cloud, o seu próprio ambiente do Windows 8 
pode ser encontrado em qualquer terminal rodando no Sistema Operacional: personalização, 
contatos, dados do SkyDrive… 
Windows To Go 
Um novo recurso útil disponível no Windows 8 Enterprise. Ele consiste em criar um suporte de 
inicialização removível (USB > 32GB) com uma versão reduzida do Windows 8 chamada Windows To 
Go. Isso permite que os profissionais tenham acesso ao Windows 8 a partir de qualquer PC, 
inicializando com este suporte. 
Instalação 
Avant, à chaque nouvelle version de Windows, la configuration minimale requise était plus importante 
; de nombreux utilisateurs optaient pour un PC neuf avec Windows préinstallé. 
 
Depois do “dossiê Vista“, que era um grande consumidor de memória RAM e outros recursos, a 
Microsoft se empenhou em assegurar a compatibilidade com uma quantidade maior de PCs já 
existentes. 
Assim sendo, o Windows 7 foi um sucesso completo, estável e com uma configuração mínima 
necessária razoável. 
Além disso, a Microsoft afirma que todos os PCs rodando no Windows XP, Vista e Seven 
originalmente, são compatíveis com o Windows 8, já que este não requer recursos adicionais. Os PCs 
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
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com o XP, e anteriores a 2005, podem apresentar certos problemas de compatibilidade pois os 
processadores podem não suportar as funções SSE2, PAE e NX bit exigidas pelo Windows 8. 
Instalar o Windows sempre foi uma operação delicada. Apesar da Microsoft estar sempre tentando 
limitar os problemas, muitos usuários optam pela não atualização de seus PCs pois eles acham a 
operação complicada demais. 
Aí também é preciso atender às exigências de dois tipos de clientes: aqueles que querem uma 
instalação simples, rápida e clara e aqueles que querem ter acesso a opções mais complexas. 
Nos dois casos é preciso digitar a chave de ativação, durante a instalação, ou ela será cancelada 
automaticamente. Lembre-se que na época do Windows Vista, o usuário dispunha de 30 dias, após a 
instalação, para ativar o seu Sistema Operacional. 
A nova maneira de instalar o Windows 8 pela Internet: 
No Windows 8, o conselheiro de atualização, o programa de instalação e o utilitário Transferência de 
arquivos e configurações do Windows se encontram em um único processo. 
Depois de comprá-lo, basta baixar este pequeno processo (gratuitamente), que fornecerá, em 
primeiro lugar, um relatório de compatibilidade e, depois, vai te propor comprar e baixar o Sistema 
Operacional, sem te dar trabalho. 
Assim, o processo de instalação começa analisando o seu PC para detectar possíveis problemas de 
compatibilidade e, após a compra, ele baixa o Windows 8. 
Para te ajudar a mudar para o Windows 8, veja esta dica. 
O Windows 8 é uma grande aposta na história do Windows. Inovador, ele revolucionou o mercado da 
informática. A principal novidade foi, obviamente, sua nova interface, mais fluida, mais agradável, 
mais simples, mas mais desanimadora também. É claro que tivemos que mudar os nossos hábitos 
mas a adaptação é rápida. O objetivo principal desta nova interface é o de ampliar a compatibilidade 
de hardware do Windows: O Windows 7 foi o primeiro sistema operacional a suportar o toque, o 
Windows 8 inovou, incorporando sua própria interface, que o tornou um sistema operacional “híbrido” 
e universal seja qual for o dispositivo utilizado: PC, tablet, smartphone, etc. 
Seria incorreto dizer que o Windows 8 é reservado apenas para o toque, porque este não é o 
objetivo. A Microsoft está apenas começando a se integrar ao mercado de toque, permanecendo líder 
no mercado dos PCs para, no final, formar um só mercado. No futuro, se o PC diminuir em relação 
aos dispositivos de toque, cada vez mais poderosos, poderemos usar um Windows exclusivo para 
tablets; mas isso não corresponde às necessidades de hoje. O mercado do software segue o 
mercado do hardware. 
O Windows 8 tem a mesma potência do Windows 7, com desempenho e visuais melhorados que, 
apesar da mudança, é muito útil e agradável de usar. 
Windows 10 
O Windows 10 é um sistema operacional da Microsoft e apresenta uma série de mudanças em 
relação ao seu predecessor, o Windows 8.1. Entre elas, estão a volta do menu Iniciar, múltiplos 
ambientes de trabalho, novo navegador (Microsoft Edge), aplicativos renovados (Foto, Vídeo, Música, 
Loja, Outlook, Office Mobile e até o Prompt de Comando) e da união das múltiplas plataformas 
(inclusive o app Xbox). 
O Windows 10 para residência veio apenas com duas versões: Home e Pro, que incluem: Menu 
Iniciar personalizável, Windows Defender e firewall do Windows, Inicialização rápida com o Hiberboot 
e o InstantGo que são recursos que trabalham junto com a hibernação para que o Boot e 
desligamento do computador se tornem mais rápidos, Suporte para TPM (Trusted Platform Module) é 
um microchip desenvolvido para fornecer informações básicas relacionadas à segurança, 
principalmente envolvendo chaves de criptografia. Geralmente, o TPM é instalado na placa-mãe do 
computador e se comunica com o restante do sistema usando um barramento de hardware, 
Economia de bateria e Windows Update. 
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
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As novidades são: 
 
Menu iniciar: 
 
A maior novidade de todo o sistema operacional, que a Microsoft se viu obrigada a reimplantar após 
milhares de críticas foi a volta do menu inicial no formato lista. O menu dinâmico que existia no 
Windows 8 saiu de cena, ou bem, em partes. Ainda é possível “alfinetar” programas e tarefas e 
montar seu menu inicial com facilidade como no W8, mas com a cara do Windows anteriores (que 
também permitiam a personalização, mas era mais feio e complicado). 
Cortana: O assistente pessoal dos usuários de Windows 10 fará buscas e abrirá recursos, janelas, 
anotará recados, lhe dará indicações o que mais você mandar. 
 
Inteligência artificialde TI cami-
nhará para ajudar outros profissionais de TI, como as equipes de desenvolvimento e da Web, a me-
lhorar o desempenho do aplicativo. Por exemplo, geralmente olhamos para o número de pessoas que 
 SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO 
 
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entram na página, de visitantes que preenchem um formulário de inscrição, de visitantes que vão em-
bora etc., para determinar como melhorar as páginas e, com isso, melhorar a conversão. No entanto, 
há mais elementos para essa tal conversão do que palavras na página. A velocidade com que a pá-
gina é carregada é fundamental para a conversão e para a otimização do site, especialmente ao reali-
zar testes A/B. 
Consigo imaginar uma visão comum desses indicadores comerciais de sucesso, combinados a métri-
cas de desempenho de infraestrutura e aplicativos, ajudando administradores e engenheiros a tomar 
decisões melhores (e ter justificativas para solicitar recursos para isso). Com isso, é possível melhorar 
o desempenho da infraestrutura e dos aplicativos para obter os resultados comerciais desejados. 
Inteligência, Big Data e colaboração são palavras-chave no combate às ameaças 
Segundo Geraldo Guazzelli, diretor da Arbor Networks no Brasil, questões de segurança afetam a to-
dos, e quanto maior o compartilhamento de informações por meio de sistemas e fóruns apropriados, 
mais estaremos protegidos 
Não importa a origem da ameaça: ela pode ter surgido internamente, já na rede da empresa; pode 
estar sendo incubada há dias, meses ou até anos; pode se tratar de uma invasão recente via Internet. 
O fato é que ela está instalada em sua rede. E agora? 
Hoje, o mais comum é as empresas utilizarem tecnologias que são razoavelmente eficientes na de-
tecção de anomalias, muitas vezes com foco na solução dos poucos problemas encontrados. Isso 
porque, se a visibilidade da rede funciona, o processo de interpretação dos eventos geralmente é 
longo. E nem sempre completado a tempo de evitar os prejuízos de um ataque. 
Verificado o fato de que existe algo de estranho na rede, a identificação da natureza exata da anoma-
lia em questão, nos sistemas padrão do mercado, exige um significativo esforço humano. Requer o 
trabalho de profissionais especializados – equipes caras, que, como detetives, precisam analisar um 
a um os logs dos eventos identificados na rede. Encontrar o “X do problema” pode demorar dias, se-
manas, meses, ocorrer tarde demais ou nunca acontecer. 
Uma das grandes questões, é que muitos eventos são determinados por uma situação pontual, e não 
existe uma correlação com outros eventos que o ambiente considera válido. 
Do popularíssimo ransomware até roubo de dados cadastrais ou financeiros e a paralisação das ope-
rações de grandes sites globais de serviços, os crimes cibernéticos se multiplicam não apenas em 
termos de frequência, mas também no que toca às dimensões dos prejuízos que ocasionam. Os 
exemplos são muitos, e hoje não se restringem a setores especialmente visados, como o financeiro e 
o de e-commerce. 
Uma reação rápida e eficaz para acabar com o problema antes que ele possa causar danos depende 
não somente da capacidade de visualização do trafego, mas também de recursos capazes de propor-
cionar uma análise mais imediata e acurada do que se pode enxergar, apontando, por exemplo, no-
vas ameaças, que não geram ainda assinaturas específicas. Justamente por correlacionar tráfego 
que o ambiente o considera lícito. 
Não basta a análise de pacotes. Ela deve ser combinada, cruzando-se as informações, com a análise 
do fluxo de dados dentro de redes de operadoras, redes corporativas ou redes internas de data cen-
ters. Só assim se pode acelerar a solução de eventos de segurança. 
As ferramentas para que detecção, identificação do mal, e mitigação se deem mais rapidamente são 
a inteligência da rede e a análise do “big data”, com sistemas de busca que facilitem a localização e 
correlação de eventos passados, além de permitirem simulações do tipo “what if”. 
Colaboração também é uma palavra chave, no sentido de propiciar uma inteligência realmente efe-
tiva. Não existem redes isoladas – elas são interligadas de modo a criar uma teia global. A própria in-
ternet nada mais é do que a junção de uma série de operadoras e provedores de rede. Quanto maior 
for a troca de informações quanto às ameaças que circulam em todo o mundo, mais se estará alerta 
ao perigo, e, assim, maior será o potencial de prevenção e até de mitigação das ameaças. 
 SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO 
 
6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Segurança não é um problema individual de uma rede, de uma empresa, de uma operadora. As 
questões de segurança afetam a todos, e quanto mais compartilharmos informações por meio de sis-
temas e fóruns apropriados, mais nós todos estaremos protegidos. Essa é uma questão de atitude, 
que, aliada à adoção conjunta de diferentes tecnologias poderá tornar menos árdua a responsabili-
dade de zelar por dados forçosamente recolhidos em um mundo onde os negócios são digitais. 
A correlação de eventos é uma tecnologia capaz de tratar e relacionar eventos, aparentemente des-
conexos, de uma forma capaz de identificar a causa raiz de um problema em um ambiente computa-
cional. 
Em ambientes complexos de TI, mas especialmente em ambientes de redes, são gerados milhares 
ou mesmo milhões de eventos em um curto espaço de tempo, desde eventos informativos até even-
tos críticos. Se estes eventos são encaminhados a uma plataforma de gerência, torna-se crítico poder 
tratá-los de forma adequada para identificar rapidamente um problema que esteja acontecendo. 
 
Para que uma rede de telecomunicações possa ser utilizada eficazmente, é indispensável que todos 
os seus recursos sejam adequadamente gerenciados e que haja integração entre as diversas áreas 
funcionais, quais sejam falhas, desempenho, configuração, segurança e contabilização e os diferen-
tes níveis de gerência, sendo estes, gerência de elemento de rede, gerência de rede, gerência de 
serviços e gerência de negócios. 
Este tipo de tecnologia é fundamental para poder isolar a causa-raiz de uma falha. Quando uma falha 
ocorre em um nodo central de uma rede, centenas de eventos relacionados aos equipamentos liga-
dos a este nodo serão gerados, causando uma “tempestade de eventos” (event storm), dificultando 
aos operadores da rede identificarem que a causa-raiz da falha está no nodo central e não nos equi-
pamentos ligados, direta ou indiretamente, a ele. Um bom analista de suporte a redes pode, usando o 
seu conhecimento da topologia e da tecnologia, identificar a causa-raiz da falha. Porém, este conheci-
mento, via de regra, é difícil e oneroso de obter. A tecnologia de correlação de eventos procura 
“transferir” este conhecimento, muitas vezes disperso nas organizações, para uma plataforma auto-
matizada e documentada das inter-relações entre os eventos em curso. 
Dez motivos para investir em tecnologia de correlação de eventos 
01. Determinar em tempo real a causa raiz de falhas/problemas operacionais, que podem refletir no 
negócio da empresa; 
02. Identificar e parametrizar o impacto de falhas, inclusive nos serviços do negócio; 
03. A tecnologia permite que as companhias tenham uma atitude proativa e não reativa; 
 SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO 
 
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04. É possível distinguir os alertas mais comuns daqueles que realmente podem ter algum impacto 
significativo para as empresas; 
05. Permite a criação das regras de forma gráfica numa interface drag-and-drop (do inglês arraste e 
solte) para os eventos e as condições para a geração de alarmes; 
06. Redução de custo operacional: automatiza a criação e a execução de fluxos de trabalho gerando 
uma grande redução nos alertas relevantes, o que viabiliza economicamente os processosparticular. A tecnologia é a resposta da Microsoft para Siri e Google Now, 
assistentes pessoais dos dispositivos da Apple e do Google, respectivamente. 
 
A partir de comandos de voz do usuário, feitos via microfone, Cortana é capaz de escrever lembretes, 
criar alarmes e pesquisar dados sobre clima e trânsito, por exemplo. 
A localização para o português do Brasil também permite que Cortana reaja a vários tipos de 
perguntas informais e regionais. Ela compreende a fala “Você gosta de telenovelas?” e responde com 
algo na linha de “Sim, e queria muito trabalhar com Tony Ramos e Gloria Pires”. 
Cortana pode fornecer informações sobre clima, trânsito… 
A versão nacional da assistente pessoal já vem com as melhorias que serão implementadas na 
atualização desta terça (2). Agora, Cortana é capaz de fazer sugestões a partir das ações do usuário 
dentro do Windows 10. 
Windows Hello: Visando a tornar mais agradável e fácil o login, foi implementado o Windows Hello, 
um serviço exclusivo que permite a você logar sem senha. Isso acontece devido a um sistema de 
biometria e reconhecimento facial. Você poderá, inclusive, usar o sistema que lê a sua impressão 
digital já presente em diversas máquinas. Se você quiser usar a câmera para reconhecer sua face 
precisará de um software destinado a isso, além de uma câmera dotada de tecnologia 3D 
infrevermelha. No entanto, a Microsoft já informou que todos os notebooks e pc’s que saírem de 
fábrica com o sistema. O Surface Pro 4, o Surface Book e a maioria dos computadores com leitores 
de impressão digital já funcionam o Windows Hello, e mais dispositivos que podem reconhecer suas 
impressões digitais estarão disponíveis no futuro. Você também pode entrar no seu computador 
usando dispositivos complementadores do Windows Hello como o Microsoft Band e alguns telefones 
Windows 10. Selecione o botão Iniciar Ícone do logotipo do Windows e escolha Configurações > 
Contas > Opções de entrada para configurar o Windows Hello. Em Windows Hello, você verá opções 
para rosto, impressão digital ou íris se o computador tiver um leitor de mpressão digital ou uma 
câmera compatível. Depois de tudo configurado, basta você passar o dedo ou olhar rapidamente para 
entrar. 
Multitarefa: Áreas de trabalho virtuais; Auxílio de ajuste (até 4 aplicativos em uma tela); Ajuste os 
aplicativos nas telas em diferentes monitores. 
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 
 
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Armazenamento na nuvem: Acesso fácil ao OneDrive que é um serviço de armazenamento na 
nuvem da Microsoft que oferece a opção de guardar até 15 GB de arquivos grátis na rede. Ou seja, o 
usuário pode salvar e acessar seus documentos, fotos, músicas e vídeos a qualquer hora e em 
qualquer lugar com conexão à Internet, dispensando o uso de pendrives e HD externos. 
Microsoft Passport :Com o Microsoft Passport você poderá fazer login com segurança em diversos 
sites ou serviços ao mesmo tempo. A Microsoft disse que o serviço poderá se comunicar diretamente 
com os servidores, sem passar a senha durante os processos. Isso dará mais segurança, pois 
impede que a sua senha fique “transitando” pela web, dando chance para ser roubada. 
Funciona assim: Sempre que você precisar se autenticar em algum site ou serviço o sistema enviará 
um código ao Hello, o mesmo que vimos anteriormente. O hello confirma sua atividade, checa seu 
passaporte e você é logado onde deseja. 
Device Guard: Funcionalidade específica para computadores empresariais. O novo recurso vem 
para permitir que técnicos de TI tenham mais controle sobre o que pode ou não ser instalado nas 
máquinas. Tudo isto remotamente, sem precisar de demais softwares de terceiros. Mas o Device 
Guard não irá servir só para isso, ele também protege contra malwares e ataques à rede. Diversas 
marcas já garantiram que produzirão hardware compatível, como Acer, Lenovo e HP. 
Continuum: Alternar do modo PC para tablete. Utilizando esse recurso, é possível conectar os 
portáteis a um monitor e trabalhar nele como se estivesse em um computador. 
Microsoft Edge: Novo navegador da Microsoft substituindo o antigo Internet Explorer, só que este 
não foi eliminado porque algumas funções como acesso a bancos ainda não é possível com Edge em 
testes este navegador teve melhor performance que o Google Chrome e FireFox. Possui recursos 
como: Modo de leitura, Suporte integrado para escrita à tinta e Integração com a Cortana. Outra coisa 
legal é que ao abrir uma janela do navegador você será inundado – no bom sentido – com um feed 
de notícias. Bem melhor e mais moderno que a página inicial do Internet Explorer que abre/abria a 
home do Msn. 
 
Novo Prompt de comando: O prompt de comando, acessado após você digitar “cmd” na barra de 
busca foi, finalmente, reformulado. A ferramenta mantinha o mesmo visual e recursos – limitados – 
desde os anos 90. Agora é possível usar recursos e atalhos nele como o Ctrl + v e colar algo. Útil 
para quem trabalha constantemente com ele e para quem quer realizar, por exemplo, um tutorial, mas 
não tem muita intimidade com a tela, digita errado, não entende os termos técnicos da computação, 
etc. Inclusive a fonte foi redesenhada e agora o prompt está mais bonito e legível. 
Visão de tarefas: Esse é mais um dos recursos que parece ter vindo de inspiração de terceiros. 
Trata-se de uma função onde você pode criar N desktops, e manter, em cada um deles uma estação 
de trabalho diferente. Cada estação tem suas próprias janelas, abas e programas rodando. Por 
exemplo: no meu desktop 1 estava com o Skype e o iTunes abertos, ao mudar para o desktop 2 o 
iTunes continuou reproduzindo a música e o Skype continuou rodando, mas eu não os podia acessar, 
nem pelo alt + tab, muito menos pela barra de tarefas. O recurso, como disse, penso ter sido 
inspirado nos sistemas Linux que já apresentam a possibilidade de diversas estações de trabalho há 
anos. Criação própria ou não, ponto a favor pro Windows 10. Para acessá-lo vá clique na barra de 
tarefas mostrada abaixo. 
Aplicativos: Os aplicativos nativos agora incluem: Mapas, Fotos, Email e Calendário, Música, Filmes e 
programas de TV e Windows Store. 
Central de ações: O Windows agora conta com uma central de ações. Fica localizada ali do lado da 
hora, um ícone daqueles balõezinhos de texto. Clique e você verá um resumo do que precisa ser 
observado no seu sistema (provavelmente mensagens como backup e outras aparecerão por aqui) 
além de opções úteis como conexões de áudio e vídeo com dispositivos sem fio, notas, redes VPN, 
etc. Um parente próximo daquele menu que aparecia no W8 quando colocávamos o mouse no canto 
superior direito do desktop e agora não existe mais. 
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INTERNET 
 
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Internet 
A Internet surgiu a partir de um projeto da agência norte-americana Advanced Research and Projects 
Agency (ARPA) objetivando conectar os computadores dos seus departamentos de pesquisa. A Inter-
net nasceu à partir da ARPANET, que interligava quatro instituições: Universidade da Califórnia, LA e 
Santa Bárbara; Instituto de Pesquisa de Stanford e Universidade de Utah, tendo início em 1969. 
Os pesquisadores e estudiosos do assunto receberam o projeto à disposição, para trabalhar. Deste 
estudo que perdurou na década de 70, nasceu o TCP/IP (Transmission Control Protocol / Internet Pro-
tocol), grupo de protocolos que é a base da Internet desde aqueles tempos até hoje. 
A Universidade da Califórnia de Berkley implantou os protocolos TCP/IP ao Sistema Operacional UNIX, 
possibilitando a integração de várias universidades à ARPANET. 
Nesta época, início da década de 80, redes de computadores de outros centros de pesquisa foram 
integrados à rede da ARPA. Em 1985, a entidade americana National Science Foundation (NSF) inter-
ligou os supercomputadores do seu centro de pesquisa, a NSFNET, que noano seguinte entrou para 
a ARPANET. A ARPANET e a NSFNET passaram a ser as duas espinhas dorsais (backbone) de uma 
nova rede que junto com os demais computadores ligados a elas, era a INTERNET. 
Dois anos depois, em 1988, a NSFNET passou a ser mantida com apoio das organizações IBM, MCI 
(empresa de telecomunicações) e MERIT (instituição responsável pela rede de computadores de insti-
tuições educacionais de Michigan), que formaram uma associação conhecida como Advanced Network 
and Services (ANS). 
Em 1990 o backbone ARPANET foi desativado, criando-se em seu lugar o backbone Defense Research 
Internet (DRI); em 1991/1992 a ANSNET, que passou a ser o backbone principal da Internet; nessa 
mesma época iniciou-se o desenvolvimento de um backbone europeu (EBONE), interligando alguns 
países da Europa à Internet. 
A partir de 1993 a Internet deixou de ser uma instituição de natureza apenas acadêmica e passou a ser 
explorada comercialmente, tanto para a construção de novos backbones por empresas privadas (PSI, 
UUnet, Sprint,...) como para fornecimento de serviços diversos, abertura essa a nível mundial. 
Como Funciona a Internet 
Uma das dúvidas mais frequentes sobre a Internet é: quem controla seu funcionamento? É inconcebível 
para a maioria das pessoas que nenhum grupo ou organização controle essa ampla rede mundial. A 
verdade é que não há nenhum gerenciamento centralizado para a Internet. Pelo contrário, é uma reu-
nião de milhares de redes e organizações individuais, cada uma delas é administrada e sustentada por 
seu próprio usuário. Cada rede colabora com outras redes para dirigir o tráfego da Internet, de modo 
que as informações possam percorrê-las. Juntas, todas essas redes e organizações formam o mundo 
conectado da Internet. Para que redes e computadores cooperem desse modo, entretanto, é necessá-
rio que haja um acordo geral sobre alguns itens como procedimentos na Internet e padrões para pro-
tocolos. Esses procedimentos e padrões encontram-se em RFCs (requests for comment ou solicitações 
para comentários) sobre os quais os usuários e organizações estão de acordo. 
Diversos grupos orientam o crescimento da Internet ajudando a estabelecer padrões e orientando as 
pessoas sobre a maneira adequada de usar a Internet. Talvez o mais importante seja a Internet Society, 
um grupo privado sem fins lucrativos. A Internet Society suporta o trabalho da Internet Activities Board 
(IAB), a qual controla muitas das emissões por trás das cenas e arquitetura da Internet. A Internet 
Engineering Task Force da IAB é responsável pela supervisão do envolvimento dos protocolos TCP/IP 
da Internet. A Internet Research Task Force da IAB trabalha na tecnologia da rede. A IAB também é 
responsável pela designação de endereços IP da rede através de Internet Assigned Numbers Authority. 
Além disso, dirige a Internet Registry (Central de Registros da Internet), que controla o Domain Name 
System (Sistema de Nomes de Domínio) e trata da associação de nomes de referência a endereços IP 
World Wide Web Consortium (W3 Consortium, Consórcio da Teia Mundial) desenvolve padrões para a 
evolução da parte de crescimento mais rápido da Internet, a Teia Mundial (World Wide Web). Um con-
sórcio da indústria, controlado pelo Laboratory for Computer Science no Massachusetts Institute of 
Technology, colabora com organizações por todo o mundo, como o CERN, os originadores da Teia. 
Ele serve como um depósito de informações sobre a Teia para desenvolvedores e usuários; implementa 
padrões da Teia e realiza protótipos, e usa aplicações exemplo para demonstrar nova tecnologia. 
INTERNET 
 
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Enquanto essas organizações são importantes como um tipo de "cola" para manter a Internet unida, 
no coração da Internet estão redes locais individuais. Essas redes podem ser encontradas em empre-
sas privadas, universidades, agências governamentais e serviços comerciais. São fundadas separada-
mente uma das outras através de várias formas, como taxas de usuários, suporte de associados, im-
postos e doações. 
As redes são conectadas de vários modos. Para fins de eficiência, as redes locais unem-se em con-
sórcios conhecidos como redes regionais. Uma variedades de linhas arrendadas conectam redes regi-
onais e locais. 
As linhas arrendadas que conectam redes podem ser tão simples como uma única linha telefônica ou 
tão complexas com um cabo de fibra ótica com enlaces de microondas e transmissões de satélite 
Backbones (alicerces) - linhas de capacidade extremamente alta - transportam grandes quantidades 
tráfego da Internet. Esses backbones são sustentados por agências governamentais e por corporações 
privadas. Alguns backbones são mantidos pela National Science Foundation. 
Como a Internet é uma organização livre, nenhum grupo a controla ou a mantém economicamente. 
Pelo contrário, muitas organizações privadas, universidades e agências governamentais sustentam ou 
controlam parte dela. Todos trabalham juntos, numa aliança organizada, livre e democrática. Organi-
zações privadas, variando desde redes domésticas até serviços comerciais e provedores privados da 
Internet que vendem acesso à Internet. 
O governo federal sustenta alguns backbones de alta velocidade que transportam o tráfego da Internet 
pelo país e pelo mundo, através de agências como o National Science Foundation. O vBNS extrema-
mente rápido (very high-speed Backbone Network Services), por exemplo, fornece uma infra-estrutura 
de alta velocidade para a comunidade da pesquisa e educação unindo centros de supercomputadores 
e que possivelmente, também fornecerá um backbone para aplicações comerciais. 
Redes regionais fornecem e mantêm acesso dentro de uma área geográfica. Redes regionais podem 
consistir de pequenas redes e organizações dentro da área que se uniram para oferecer um serviço 
melhor. 
Os Centros de Informações em Rede (Network Information Centers), ou NICs, ajudam as organizações 
a utilizar a Internet. O InterNIC, uma organização mantida pela National Science Foundation, auxilia os 
NICs em seu trabalho. 
O Internet Registry registra os endereços e conexões entre endereços e nomes de referências. Os 
nomes de referências são nomes fornecidos às redes conectadas à Internet. 
A Internet Society é uma organização privada, sem fins lucrativos, que elabora recomendações tecno-
lógicas e de arquitetura pertinentes à Internet, como sobre como os protocolos TCP/IP e outros proto-
colos da Internet devem funcionar. Esse órgão orienta a direção da Internet e seu crescimento. 
Os provedores de serviços da Internet vendem conexões mensais à Internet para as pessoas. Eles 
controlam seus próprios segmentos da Internet e também podem fornecer conexões de longa distância 
chamadas backbones. As companhias telefônicas também podem fornecer conexões de longa distân-
cia à Internet. 
Anti-Vírus 
Antivírus é um software que detecta, impede e atua na remoção de programas de software maliciosos, 
como vírus e worms. São programas usados para proteger e prevenir computadores e outros aparelhos 
de códigos ou vírus, a fim de dar mais segurança ao usuário. 
Existem diversas formas de uma máquina contrair vírus. Eles podem aparecer por meio de pendrives, 
emails, sites de conteúdo erótico ou duvidoso, download de arquivos e programas infectados e por 
vários outros meios. Esses vírus e códigos maliciosos possuem a finalidade de interferirem no funcio-
namento do computador ou outro aparelho para registrar, corromper, destruir dados e transferir infor-
mações para outras máquinas. 
INTERNET 
 
3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
O antivírus, contudo, possui vários métodos de identificação para impedir a entrada de vírus, incluindo 
atualização automática, escaneamento, quarentena e outros meios. Alguns dos principais métodos po-
dem ser lidos em detalhes abaixo. 
Escaneamento de Círus Conhecidos - Assim que um novo vírus é descoberto, o antivírus desmonta 
seu código e o separa em grupos de caracteres chamados de string que não são encontradosem 
outros programas do computador. A partir daí, a string começa a identificar esse vírus, enquanto que o 
antivírus faz uma varredura pelo sistema para identificá-lo em algum programa. Caso encontrado, o 
antivírus notifica o usuário e deleta o arquivo automaticamente, enviando para um espaço que pode 
ser visualizado posteriormente pelo usuário. 
Sensoreamento Heurístico - Trata-se do segundo passo de uma execução quando o usuário solicita o 
escaneamento da máquina. O antivírus, por meio de um método complexo e muitas vezes sujeito a 
erros, realiza a varredura de todo o sistema em busca de instruções que não são executáveis nos 
programas usuais. Muitas vezes pode apresentar erros por necessitar gravar sobre ele mesmo, ou 
outro arquivo, dentro de um processo de reconfiguração ou atualização. 
Busca Algorítmica - trata-se de uma busca que utiliza algoritmos para encontrar os resultados. 
Checagem de Integridade - refere-se ao mecanismo que registra dígitos verificadores em um banco de 
dados para que possa ser consultado futuramente pelo antivírus com objetivo comparativo. Quando 
uma nova checagem é realizada, o sistema utiliza o banco de dados com as informações armazenadas 
para fazer comparações a fim de se certificarem de que não existem alterações nos dígitos verificado-
res. 
Princípios E Arquitetura Da Internet E De Sistemas Web 
Os três padrões mais comuns são: 
Cliente Web Thin - Utilizado principalmente para aplicativos com base na Internet, em que há pouco 
controle da configuração do cliente. O cliente requer apenas um navegador padrão da Web (com ca-
pacidade para formulários). Toda a lógica do negócio é executada no servidor. 
Cliente Thick Web - Uma parte significativa, em termos de arquitetura, da lógica de negócios é execu-
tada na máquina cliente. Em geral, o cliente utiliza HTML Dinâmico, Applets Java ou controles ActiveX 
para executar a lógica do negócio. A comunicação com o servidor ainda é feita via HTTP. 
Entrega pela Web - Além de utilizar o protocolo HTTP para a comunicação de cliente e servidor, é 
possível utilizar outros protocolos, como IIOP e DCOM, para suportar um sistema de objetos distribuí-
dos. O navegador da Web age principalmente como um dispositivo de entrega e de contêiner de um 
sistema de objetos distribuídos. 
Essa lista não pode ser considerada completa, especialmente nos setores da indústria em que as re-
voluções tecnológicas parecem ocorrer a cada ano. Ela representa, em alto nível, os padrões mais 
comuns de arquitetura de aplicativos da Web. Assim como ocorre com qualquer padrão, é aceitável a 
aplicação de vários deles a uma única arquitetura. 
Cliente Web Thin 
O padrão arquitetural Cliente Web Thin é muito útil para aplicativos baseados na Internet, para os quais 
pode-se garantir apenas a configuração mínima no cliente. Toda a lógica do negócio é executada no 
servidor durante o processamento das solicitações de página do navegador cliente. 
Aplicabilidade 
Esse padrão é mais adequado a aplicativos da Web baseados na Internet ou a ambientes em que o 
cliente tenha uma capacidade mínima de computação ou não tenha nenhum controle sobre a configu-
ração. 
Usos Conhecidos 
INTERNET 
 
4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
A maioria dos aplicativos de comércio eletrônico para a Internet usa esse padrão, pois não há muito 
sentido, comercialmente falando, em eliminar qualquer nicho de consumidores simplesmente porque 
não têm recursos suficientes no cliente. Um aplicativo típico de comércio eletrônico tenta abranger o 
maior conjunto possível de consumidores, afinal, o dinheiro de um usuário do Commodore Amiga é tão 
bom quanto o de um usuário do Windows NT. 
Estrutura 
Os principais componentes do padrão de arquitetura Cliente Web Thin estão no servidor. Em muitos 
aspectos, essa arquitetura representa a arquitetura mínima do aplicativo da Web. Estes são os princi-
pais componentes: 
Navegador de cliente - Qualquer navegador HTML padrão com capacidade para formulários. O nave-
gador age como um dispositivo genérico da interface de usuário. Quando usado em uma arquitetura 
Cliente Web Thin, o único outro serviço que ele fornece é a capacidade de aceitar e retornar cookies. 
O usuário do aplicativo utiliza o navegador para solicitar páginas da Web: HTML ou servidor. A página 
retornada contém uma interface de usuário totalmente formatada, com controles de entrada e texto, 
que é convertida pelo navegador no modo de exibição do cliente. Todas as interações do usuário com 
o sistema são feitas por meio do navegador. 
Servidor Web - O principal ponto de acesso para todos os navegadores de cliente. Os navegadores de 
cliente, na arquitetura Cliente Web Thin, acessam o sistema somente por meio do servidor Web, que 
aceita pedidos de páginas da Web - páginas em HTML estático ou páginas do servidor. Dependendo 
da solicitação, o servidor da Web pode iniciar algum processamento no próprio servidor. Se o pedido 
de página for para um módulo CGI, ISAPI ou NSAPI da página com scripts do servidor, o servidor Web 
delegará o processamento para o interpretador de script ou módulo executável apropriado. De qualquer 
forma, o resultado será uma página em formato HTML, apropriada para ser processada por um nave-
gador HTML. 
Conexão HTTP - O protocolo mais comum em uso entre os navegadores de cliente e os servidores da 
Web. Esse elemento de arquitetura representa um tipo de comunicação sem conexão entre cliente e 
servidor. Sempre que o cliente ou o servidor enviar informações um para o outro, uma nova conexão 
separada é estabelecida entre os dois. Uma variação da conexão HTTP é a conexão segura HTTP via 
Camada de Soquetes de Segurança (SSL). Esse tipo de conexão criptografa as informações que estão 
sendo transmitidas entre cliente e servidor, usando a tecnologia de criptografia de chave pública/pri-
vada. 
Página HTML - Uma página da Web com interface com usuário e informações de conteúdo que não 
passam por nenhum processamento no lado do servidor. Essas páginas geralmente contêm texto ex-
plicativo como, por exemplo, direções e informações de ajuda, ou formulários HTML de entrada. 
Quando o servidor da Web recebe uma solicitação de uma página HTML, ele simplesmente recupera 
o arquivo e o envia para o cliente solicitante, sem filtrá-lo. 
Página de servidor - Páginas da Web que passam por alguma forma de processamento no lado do 
servidor. Em geral, essas páginas são implementadas no servidor como páginas com scripts (Páginas 
Active Server, Páginas Java Server, páginas Cold Fusion), que são processadas por meio de um filtro 
no servidor do aplicativo ou de módulos executáveis (ISAPI ou NSAPI). Elas têm possibilidade de 
acesso a todos os recursos do servidor, incluindo componentes da lógica do negócio, bancos de dados, 
sistemas legados e sistemas de contabilidade comercial. 
Servidor de aplicativos - O mecanismo principal para executar a lógica de negócios no lado do servidor. 
O servidor de aplicativo é responsável pela execução do código nas páginas de servidor. Ele pode estar 
localizado no mesmo equipamento do servidor da Web e também pode ser executado no mesmo es-
paço de processamento. O servidor de aplicativo é, em termos de lógica, um elemento de arquitetura 
separado, pois está envolvido somente na execução da lógica do negócio e pode usar uma tecnologia 
completamente diferente da usada no servidor da Web. 
A figura abaixo mostra um diagrama da visão lógica da arquitetura Cliente Web Thin. 
INTERNET 
 
5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
 
Arquitetura Mínima Cliente Web Thin 
Na arquitetura mínima Cliente Web Thin estão ausentes alguns componentes opcionais comuns, que 
são geralmente encontrados em aplicativos da Web; em especial, o banco de dados. A maioria dos 
aplicativos da Web usa um banco de dados para que os dados do negócio sejam persistentes. Às 
vezes, o banco de dados também é usado para armazenar as próprias páginas (essa utilização de um 
banco de dados, porém, representa um outro padrão de arquitetura). Comoconcentre esforços em interfaces "criativas" e "perfei-
tas", quando opções mais simples seriam suficientes. 
Cliente Web Thick 
O padrão arquitetural Cliente Web Thick estende o padrão Cliente Web Thin ao utilizar scripts e objetos 
personalizados no lado cliente como, por exemplo, controles ActiveX e Applets Java. O padrão Cliente 
Web Thick tem esse nome porque o cliente pode realmente executar uma parte da lógica de negócios 
do sistema e, portanto, torna-se mais que um simples contêiner genérico da interface com o usuário. 
Aplicabilidade 
O padrão arquitetural Cliente Web Thick é mais adequado a aplicativos da Web que possam determinar 
uma versão de navegador e configuração do cliente, que requeiram uma interface com o usuário sofis-
ticada e/ou que possam executar uma parte da lógica de negócios no cliente. Muitas diferenças entre 
os padrões Cliente Web Thin e Cliente Web Thick estão na função que o navegador desempenha na 
execução da lógica de negócios do sistema. 
INTERNET 
 
8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
As duas motivações fortes para uso do Cliente Web Thick são: capacidade aprimorada da interface 
com o usuário e execução pelo cliente da lógica de negócios. Uma interface do usuário sofisticada deve 
ser usada para visualizar e modificar modelos tridimensionais, ou para incluir animações em um gráfico 
financeiro. Em alguns casos, pode-se usar o controle ActiveX para fazer a comunicação com o equipa-
mento de monitoração do cliente. 
Por exemplo, um equipamento médico que possa medir a pressão sangüínea, fazer a contagem de 
açúcar no sangue e medir outros sinais vitais pode ser usado por uma instituição que precise monitorar 
diariamente pacientes situados em diferentes locais, reduzindo dessa forma a freqüência de visitas 
pessoais a duas vezes por semana. 
Às vezes, a lógica do negócio pode ser executada somente no cliente. Nesse caso, todos os dados 
necessários para executar o processo devem estar disponíveis no cliente. A lógica pode ser tão simples 
quanto validar dados inseridos. Pode-se verificar a exatidão das datas ou compará-las com outras datas 
(por exemplo, a data de nascimento deve ser anterior à data da primeira internação no hospital). Com 
base nas regras de negócios do sistema, alguns campos do sistema podem ou não estar ativados, 
dependendo dos valores inseridos. 
Usos Conhecidos 
Os usos mais óbvios de scripts, applets, controles e plug-ins pelo cliente estão relacionados à Internet, 
na forma de interfaces aprimoradas do usuário. Os Scripts Java são normalmente usados para alterar 
a cor ou a imagem de um botão ou item de menu em páginas HTML. Os Applets Java e os controles 
ActiveX são normalmente usados para criar controles de visualização de árvores hierárquicas sofisti-
cadas. 
O controle e o plug-in Shockwave ActiveX é um dos componentes mais comuns da interface com o 
usuário atualmente em uso na Internet. Ele permite animações interativas e é utilizado principalmente 
para tornar mais interessantes os sites na Internet com gráficos atrativos, mas também vem sendo 
utilizado para exibir simulações e monitorar eventos esportivos. 
O controle de agente da Microsoft é utilizado por vários sites na Internet para aceitar comandos de voz 
e executar, no navegador, ações que ajudam o usuário a navegar no site da Web. 
Fora da Internet, uma empresa de software médico desenvolveu um aplicativo de Intranet baseado na 
Web para gerenciar registros de pacientes e faturamento. A interface do usuário baseada na Web usa 
intensamente scripts cliente para executar validações de dados e ajudar o usuário a navegar no site. 
Além dos scripts, o aplicativo utiliza vários controles ActiveX para gerenciar conteúdos XML usados 
como o esquema principal de codificação de informações. 
Estrutura 
Toda a comunicação entre cliente e servidor, como no padrão Cliente Web Thin, é feita com HTTP. 
Como o HTTP é um tipo de protocolo "sem conexão", na maior parte do tempo não há uma conexão 
aberta entre cliente e servidor. O cliente só envia informações durante as solicitações de páginas. Isso 
significa que os scripts, os controles ActiveX e os Applets Java do cliente estão limitados à interação 
com objetos somente no cliente. 
O padrão Cliente Web Thick utiliza determinados recursos do navegador como controles ActiveX e 
Applets Java para executar a lógica de negócios no cliente. Os controles ActiveX são programas exe-
cutáveis binários e compilados, cujo download no cliente pode ser feito via HTTP, e que podem ser 
chamados pelo navegador. Como os controles ActiveX são essencialmente objetos COM, eles têm total 
domínio sobre os recursos do cliente. Podem interagir tanto com o navegador como com o próprio 
sistema cliente. Por esse motivo, os controles ActiveX, especialmente os da Internet, são normalmente 
"autenticados" por terceiros confiáveis. 
As versões mais recentes dos navegadores HTML mais conhecidos também permitem que o cliente 
produza scripts. As páginas HTML podem ser incorporadas com scripts escritos em Java Script ou VB 
Script. 
Essa capacidade de criação de scripts permite que o próprio navegador execute (ou interprete) o código 
que pode ser parte da lógica do negócio do sistema. O termo "pode ser" é utilizado porque é muito 
INTERNET 
 
9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
comum que os scripts de cliente colaborem somente com os aspectos externos da interface com o 
usuário, não fazendo realmente parte da lógica de negócios. Nos dois casos, há elementos potencial-
mente importantes do ponto de vista da arquitetura (isto é, scripts), incorporados às páginas HTML, 
que precisam ser expressos como tal. 
Com o padrão Cliente Web Thick é realmente uma simples extensão do padrão Cliente Web Thin, a 
maioria dos elementos arquiteturalmente significativos são os mesmos. Os elementos adicionais apre-
sentados pelo padrão Cliente Web Thick são: 
Script de Cliente - Script JavaScript ou Microsoft® VirtualBasic® incorporado em páginas formatadas 
em HTML. O navegador interpreta o script. A W3C (uma organização de padrões para a Internet) definiu 
a interface Document Object Model e HTML que o navegador oferece aos scripts de cliente. 
Documento XML - Um documento formatado com XML (eXtensible Markup Language). Os documentos 
XML representam o conteúdo (os dados) sem formatação da interface do usuário. 
Controle ActiveX - Um objeto COM que pode ser referenciado em um script de cliente e "transferido por 
download" para o cliente, se necessário. Assim como qualquer objeto COM, ele tem total acesso aos 
recursos do cliente. Os princípios fundamentais do mecanismo de segurança para proteção dos equi-
pamentos cliente são obtidos por meio de autenticação e assinatura. Pode-se configurar os navegado-
res de Internet para não aceitar o download de controles ActiveX no cliente ou para avisar ao usuário 
que isso será feito. Os mecanismos de autenticação e assinatura basicamente determinam a identidade 
do autor do controle por meio de terceiros confiáveis. 
Applet Java - Um componente independente e compilado, que é executado no contexto de um nave-
gador. Por motivos de segurança, ele tem acesso limitado aos recursos no lado do cliente. Os Applets 
Java são usados como elementos sofisticados da interface do usuário e também para finalidades não 
referentes à interface do usuário como, por exemplo, análise de documentos XML ou encapsulamento 
de lógica de negócio complexa. 
Java Bean - Um componente Java que implementa um determinado conjunto de interfaces que permi-
tem que ele seja facilmente incorporado a sistemas mais complexos e maiores. O termo bean (grão) 
reflete a natureza simples e a finalidade única que o componente deve ter. Uma xícara cheia de café 
geralmente requer mais de um grão. O ActiveX, nas arquiteturas centralizadas da Microsoft, é análogo 
ao Java Bean. 
A figura a seguir mostra um diagrama da Visualização Lógica para a Arquitetura Cliente Web Thick. 
 
INTERNET 
 
10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Dinâmica 
A principal dinâmicado padrão Cliente Web Thick inclui aquela do padrão Cliente Web Thin, mais a 
capacidade de executar a lógica de negócios no cliente. Assim como acontece no padrão Cliente Web 
Thin, toda a comunicação entre cliente e servidor é feita durante os pedidos de páginas. A lógica do 
negócio, porém, pode ser parcialmente executada no cliente, por meio de scripts, controles ou applets. 
Quando uma página é enviada para um navegador cliente, ela pode conter scripts, controles e applets. 
Elas podem ser usadas simplesmente para aprimorar a interface do usuário ou para contribuir com a 
lógica do negócio. A utilização mais simples da lógica do negócio está relacionada às validações de 
campo. É possível usar os scripts cliente para validar as entradas, não apenas em um único campo, 
mas também em todos os campos de uma determinada página da Web. Por exemplo, um aplicativo de 
comércio eletrônico que permita aos usuários configurar seus próprios sistemas de computador pode 
usar scripts para evitar a especificação de opções incompatíveis. 
Para que os Applets Java e os controles ActiveX possam ser usados, é necessário especificá-los no 
conteúdo da página HTML. Esses controles e applets podem funcionar independentemente de qualquer 
script na página, ou podem ser controlados por scripts na página. Os scripts em uma página HTML 
podem responder a eventos especiais enviados pelo navegador. Esses eventos podem indicar que o 
navegador acabou de concluir o carregamento da página da Web ou que o mouse do usuário acabou 
de ser movido sobre uma região específica da página. 
Eles têm acesso à interface DOM (Document Object Model) do navegador. Essa interface é um padrão 
W3C que dá aos scripts, controles e applets acesso ao navegador e ao conteúdo HTML das páginas. 
A implementação deste modelo pela Microsoft e pelo Netscape é DHTML (Dynamic HTML). O DHTML 
é mais que uma simples implementação da interface DOM. Ele inclui eventos que não faziam parte da 
especificação de Nível 1 do DOM no momento em que este documento estava sendo elaborado. 
O núcleo do Modelo de Objeto de Documento é um conjunto de interfaces que manipula especifica-
mente os documentos XML. XML é uma linguagem flexível, que permite que os designers criem suas 
próprias marcas para fins especiais. A interface DOM permite que os scripts cliente acessem documen-
tos XML. 
O uso de componentes especiais no cliente possibilita a utilização de XML como um mecanismo padrão 
de troca de informações entre cliente e servidor. Os controles ActiveX ou os Applets Java podem ser 
implementados no cliente para solicitar e enviar, de modo independente, documentos XML. Por exem-
plo, um Applet Java incorporado a uma página HTML pode fazer uma solicitação HTTP de um docu-
mento XML do servidor de Web. O servidor Web localiza e processa as informações solicitadas e re-
torna um documento formatado em XML, e não um documento HTML. O Applet ainda em execução na 
página HTML, no lado do cliente, aceita o documento XML, analisa-o e interage com o documento 
HTML atualmente no navegador, a fim de exibir o seu conteúdo para o usuário. Toda a sequência 
ocorre no contexto de uma única página HTML no navegador cliente. 
Consequências 
Sem dúvida, o melhor resultado desse padrão é a portabilidade entre as implementações de navega-
dores. Nem todos os navegadores HTML suportam Java Script ou VirtualBasic Script. Além disso, so-
mente o Microsoft Windows baseado em clientes pode usar controles ActiveX. Mesmo quando uma 
marca específica de navegador cliente é usada com exclusividade, existem diferenças sutis nas imple-
mentações do Modelo de Objeto de Documento. 
Quando scripts, controles ou applets são usados no lado do cliente, a equipe de teste precisa executar 
todo o conjunto de cenários de teste para cada configuração cliente suportada. Depois que a lógica 
crítica do negócio estiver em execução no cliente, é importante que ela se comporte consistente e 
corretamente em todos os navegadores envolvidos. Jamais suponha que todos os navegadores se 
comportam da mesma forma. Não só é possível que diferentes navegadores se comportem de modo 
diferente com o mesmo código fonte, como também é possível que o mesmo navegador, quando exe-
cutado em diferentes sistemas operacionais, possa apresentar um comportamento anômalo. 
Entrega Pela Web 
INTERNET 
 
11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
O padrão arquitetural Entrega pela Web é assim denominado porque a Web é utilizada principalmente 
como um mecanismo de entrega para um sistema tradicional cliente/servidor de objetos distribuídos. 
De certa forma, esse tipo de aplicativo é realmente um aplicativo cliente/servidor de objetos distribuídos 
que inclui um servidor da Web e um navegador cliente como elementos significativos da arquitetura. 
Seja esse sistema um aplicativo de Web com objetos distribuídos ou um sistema de objetos distribuídos 
com elementos da Web, o sistema final será o mesmo. O fato de o mesmo sistema ter esses dois 
pontos de vista e de que sistemas de objetos distribuídos sempre terem sido vistos como sistemas que 
requerem uma modelagem cuidadosa enfatizam o tema desta página de que aplicativos da Web preci-
sam ser modelados e criados como qualquer outro sistema de software. 
Aplicabilidade 
O padrão arquitetural Entrega pela Web é mais apropriado para as situações em que exista um controle 
significativo sobre as configurações do cliente e da rede. Este padrão não é particularmente adequado 
para aplicativos com base na Internet, em que não há nenhum ou há pouco controle sobre as configu-
rações do cliente, ou quando as comunicações de rede não são confiáveis. 
O ponto forte dessa arquitetura é a sua capacidade de aproveitar objetos de negócios existentes no 
contexto de um aplicativo da Web. Na medida em que há possibilidade de comunicação direta e per-
sistente entre cliente e servidor, as limitações dos dois padrões anteriores de aplicativos da Web podem 
ser superadas. O cliente pode aproveitar para executar uma parte significativa da lógica de negócio, 
em um grau ainda mais alto. 
É bastante improvável que esse padrão de arquitetura seja usado isoladamente. De uma perspectiva 
mais realista, esse padrão deve ser combinado com um ou com os dois padrões anteriores. O sistema 
típico deve utilizar um ou os dois primeiros padrões de arquitetura para aquelas partes do sistema que 
não requerem uma interface do usuário sofisticada, ou quando as configurações do cliente não forem 
suficientes para suportar um aplicativo cliente de grande porte. 
Usos Conhecidos 
O site CNN Interactive na Web é um dos sites de notícias mais ocupados da rede. A maior parte do 
acesso público é feita por meio de navegadores convencionais e HTML 3.2 normal; entretanto, por trás 
do site da Web, há uma rede sofisticada baseada em CORBA de navegadores, servidores e objetos 
distribuídos. Uma análise desse sistema foi publicada com o título Distributed Computing. 
Uma empresa de software médico criou um aplicativo de Web para gerenciar pacientes, registros mé-
dicos e faturamento. 
Os aspectos do sistema relacionados ao faturamento são usados apenas por uma parcela significati-
vamente pequena da comunidade global de usuários. Muitos dos sistemas de faturamento de legado 
foram escritos em FoxPro. 
O novo sistema baseado na Web aproveitou o antigo código legado do FoxPro e, com o uso de alguns 
utilitários de conversão, criou documentos ActiveX para a interface do usuário e para a lógica do negó-
cio. 
O sistema resultante é um Cliente Web Thick, que se baseia em aplicativo da Web para registros mé-
dicos e de pacientes, integrado ao padrão Entrega pela Web, que se baseia no aplicativo da Web para 
operações de faturamento. 
Estrutura 
A diferença mais importante entre Entrega pela Web e os outros padrões de arquitetura de aplicativos 
da Web está no método de comunicação entre cliente e servidor. Nos outros padrões, o principal me-
canismo era o HTTP, um protocolo sem conexão que limita muito o designer noque se refere às ativi-
dades interativas entre usuário e servidor. Os elementos arquiteturalmente significativos no padrão En-
trega pela Web incluem todos aqueles especificados no padrão Cliente Web Thin, além destes: 
DCOM - Distributed COM é um protocolo de objetos distribuídos da Microsoft. Ele permite que objetos 
em uma máquina interajam e invoquem métodos em objetos de outra máquina. 
INTERNET 
 
12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
IIOP - Internet Inter-Orb Protocol é um protocolo CORBA da OMG para interação com objetos distribu-
ídos pela Internet (ou qualquer rede com base em TCP/IP). 
RMI (JRMP) - Remote Method Invocation é o modo Java de interagir com objetos em outras máquinas. 
JRMP (Java Remote Method Protocol, Protocolo de Método Remoto Java) é o protocolo nativo da RMI, 
mas não é necessariamente o único protocolo que pode ser usado. A RMI pode ser implementada com 
o IIOP do CORBA. 
A figura abaixo mostra um diagrama da Visualização Lógica do padrão de Arquitetura Entrega pela 
Web 
 
Visualização Lógica do Padrão de Arquitetura Entrega pela Web 
Dinâmica 
A principal dinâmica do padrão arquitetural Entrega pela Web é a utilização do navegador para entregar 
um sistema de objetos distribuídos. Usa-se o navegador para conter uma interface do usuário e alguns 
objetos de negócios que, independentemente do navegador, se comunicam com objetos na camada 
do servidor. A comunicação entre objetos do cliente e do servidor ocorre com os protocolos IIOP, RMI 
e DCOM. 
A principal vantagem de usar um navegador da Web em um sistema cliente/servidor de objetos distri-
buídos é que o navegador tem alguns recursos internos para fazer automaticamente o download dos 
componentes necessários do servidor. Uma nova marca de computador na rede só precisará de um 
navegador da Web compatível para passar a usar o aplicativo. Um software especial não precisará ser 
manualmente instalado no cliente, pois o navegador gerenciará essa tarefa para o usuário. Os compo-
nentes são liberados e instalados no cliente de acordo com a necessidade. Os Applets Java e os con-
troles ActiveX podem ser automaticamente enviados e armazenados na memória cache do cliente. 
INTERNET 
 
13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Quando esses componentes são ativados (como resultado do carregamento da página apropriada da 
Web), eles podem se ligar por comunicação assíncrona com os objetos do servidor. 
Consequências 
Sem dúvida, o melhor resultado desse padrão é a portabilidade entre as implementações de navega-
dores. O uso desse padrão requer uma rede segura. As conexões entre objetos do cliente e do servidor 
duram muito mais que as conexões HTTP e, assim, as perdas esporádicas de servidor, que não são 
um problema nas outras duas arquiteturas, se transformam em um problema sério nesse padrão. 
Protocolos de Internet 
O chamado protocolo TCP/IP é um conjunto de protocolos de comunicação entre computadores ou 
dispositivos em rede. Seu nome vem de dois protocolos: o TCP – transmission control protocol, com a 
tradução protocolo de controle de transmissão, e o IP – internet protocol, com a tradução protocolo de 
internet, ou ainda, protocolo de interconexão. 
O conjunto de protocolos da internet pode ser visto também como um outro modelo de camadas, o mo-
delo OSI, onde cada camada é responsável por um grupo de tarefas no contexto da internet, fornecendo 
um conjunto de serviços bem definidos para o protocolo da camada superior ou inferior, dependendo 
de cada caso. 
As camadas mais altas estão logicamente mais perto do usuário, elas são chamadas de camadas de 
aplicação, e lidbam com dados mais abstratos, confiando em protocolos de camadas mais baixas para 
tarefas com menor nível de abstração. 
No contexto de informática e ti – tecnologia da informação, um protocolo é um conjunto de sinais e/ou 
códigos padronizados que obedece a regras pré-combinadas ou convencionadas por sociedades pro-
fissionais dessa área ou governos, incluindo autarquias, para serem usados na transmissão e/ou troca 
de dados entre dois ou mais equipamentos e/ou aparelhos, os chamados hardwares. 
A Informática e a Internet 
A informática é a ciência do armazenamento e processamento ou tratamento automático e lógico da 
informação. Já a eletrônica é a ciência que realiza estudos sobre os elétrons e suas propriedades para 
a fabricação de produtos eletrônicos em geral. A eletrônica é parte da física, ela estuda e utiliza varia-
ções de grandezas elétricas e cria aplicações para esses fenômenos. 
A partir dos resultados dos estudos da eletrônica sobre esses fenômenos físicos, incluindo a corrente 
ou os elétrons nos circuitos eletrônicos e processadores ou chIPs, a informática criou e desenvolveu 
métodos e modos de processamento e transmissão de informações. Por meio ou a partir da informática 
se criam e se desenvolvem as técnicas e/ou métodos e modos de processamento e transmissão de 
informações e outras técnicas relacionadas a elas. A aplicação prática desse conjunto de técnicas, 
métodos e modos de processamento, principalmente em grandes e médias organizações, com e/ou 
sem fins lucrativos, é conhecida nos meios acadêmicos e empresariais como ti – tecnologia da infor-
mação. 
A ti - tecnologia da informação é a tecnologia relacionada à aquisição, armazenamento, processamento 
e distribuição de informações, principalmente no contexto de grandes organizações, incluindo empre-
sas, governos, forças armadas, instituições de pesquisa e ensino e instituições não governamentais 
e/ou de utilidade pública. A ti – tecnologia da informação está relacionada com os recursos tecnológicos 
e computacionais utilizados para geração e uso da informação. Ela é formada por todos os dispositivos 
que têm capacidade para tratar dados e/ou informações, tanto de forma sistêmica como de forma es-
porádica, aplicada a um produto ou aplicada a um processo. 
A palavra software (pronuncia-se sóftuér) é utilizada para designar qualquer programa que instrui o 
hardware sobre a maneira como ele deve executar uma tarefa. Entre os softwares estão os sistemas 
operacionais, processadores de textos, navegadores e antivírus, entre outros. No contexto de informá-
tica, tudo o que não é hardware é software, então não é difícil concluir que, de certa forma, os protocolos 
e linguagens de comunicação e/ou transmissão de dados, entre eles o TCP/IP, podem ser considera-
dos softwares ou, para ser mais preciso, partes integrantes de softwares. 
INTERNET 
 
14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
A internet é um grande, moderno e muito sofisticado sistema digital global de comunicação de dados 
por meio de computadores ou dispositivos interligados a provedores de acesso por meio de cabos par 
de cobre, de satélites, de cabos coaxiais e por via aérea por meio de ondas eletromagnéticas, que por 
sua vez estão conectados a uma grande rede pública e privada de backbones de fibras óticas, terrestres 
e marítimas, de satélites e de sistemas aéreos de comunicação por ondas eletromagnéticas de rádio, 
permitindo na grande maioria dos casos, com algumas exceções, a livre circulação de informações e 
entretenimento na forma de textos, vídeos, áudios e imagens. 
A comunicação por meio da internet é padronizada, o protocolo TCP/IP é o mais utilizado para esse 
tIPo de comunicação. A internet é uma grande rede de comunicação padronizada, constituída de um 
grande número de redes de menor tamanho, privadas e públicas, e o protocolo TCP/IP é o que possi-
bilita a flexibilidade, estabilidade e segurança nessa troca de dados. 
A internet teve sua origem na década de 1970, por meio da rede original arpanet, a rede oficial de 
comunicação militar e acadêmica do departamento de defesa dos estados unidos, criada para permitir 
a comunicação eficiente entre bases militares americanas e institutos de pesquisa de universidades 
americanas, que prestavam serviços para o próprio departamento de defesa dos estados unidos e para 
outros departamentos do governo dos estados unidos. 
A internet é uma redederivada da arpanet, ela foi inspirada nesta rede militar e acadêmica americana, 
o protocolo TCP/IP teve origem dentro da arpanet. Considera-se o ano de 1983 o ponto de partida para 
a criação da internet de fato, pois foi, pelo que se sabe, a partir desse ano que a arpanet passou a 
utilizar somente o protocolo TCP/IP para comunicações, abandonando outro protocolo mais antigo. 
O objetivo era preencher a necessidade de comunicação entre um grande número de sistemas de 
computadores e várias organizações militares dispersas. O objetivo do projeto era disponibilizar links 
(vínculos) de comunicação com velocidade considerada alta na época, utilizando redes de comutação 
de pacotes. O protocolo deveria ser capaz de identificar e encontrar a melhor rota possível entre dois 
sites (locais), além de ser capaz de procurar rotas alternativas para chegar ao destino, caso qualquer 
uma das rotas tivesse sido destruída. O objetivo principal da elaboração de TCP/IP foi, na época, en-
contrar um protocolo que pudesse tentar de todas as formas uma comunicação caso ocorresse uma 
guerra nuclear. 
Além disso, naquela época havia a necessidade de padronização da linguagem de comunicação entre 
a grande variedade de computadores usada pelo governo americano, já que cada fornecedor privado 
de tecnologia contratado pelo governo americano optava por fornecer seus produtos com sua lingua-
gem própria, o que causava incompatibilidade entre os sistemas de informática dos departamentos 
governamentais. 
Recapitulando então, de forma resumida: a partir de 1972, o projeto arpanet começou a crescer em 
uma comunidade internacional de experts em informática e acadêmicos e pesquisadores e hoje se 
transformou no que conhecemos como internet. Em 1983 ficou definido que todos os computadores 
conectados ao arpanet passariam a utilizar o TCP/IP, que é o protocolo padrão da internet até hoje. No 
final dos anos 1980 a fundação nacional de ciências em washington, d.c., começou a construir o nsfnet, 
um backbone para um supercomputador que serviria para interconectar diferentes comunidades de 
pesquisa e também os computadores da arpanet. Em 1990 o nsfnet se tornou o backbone das redes 
para a internet, padronizando definitivamente o TCP/IP. 
A partir de então outras instituições de pesquisa acadêmica de outros países e outros governos federais 
passaram a se conectar à nova internet, dando início ao fenômeno mundial e gigantesco de telecomu-
nicações do tIPo TCP/IP por meio de fibras óticas, satélites, cabos par de cobre, cabos coaxiais e 
sistemas aéreos de telecomunicações por frequências eletromagnéticas de rádio originadas ou retrans-
mitidas por meio de estações com torres de transmissão. 
O formato atual da internet, conhecido também como formato multimídia, com recursos de e-mail e 
transferências de arquivos com vídeos, textos, imagens e áudios, teve início na década de 1990. Nessa 
década surgiram no brasil os primeiros provedores de serviços de internet, lentos ainda, a grande mai-
oria ainda sobre os serviços de conexão discada oferecidos pelas empresas de telefonia fixa, mas já 
apontando para novas possibilidades de aumento de velocidade, o que de fato aconteceu na década 
de 2000, com a implantação em larga escala da tecnologia adsl – assymetric digital subscriber line. 
INTERNET 
 
15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
A internet é uma grande rede TCP/IP, mas ela é externa, ao contrário da intranet, que é uma rede local 
de computadores, usada localmente, a curta distância, por uma grande variedade de organizações, 
públicas e privadas, utilizando também o protocolo TCP/IP. Apenas para efeito didático, digamos que 
ela seria uma mini-internet usada localmente, entre computadores de uma mesma empresa, por exem-
plo. 
PrincIPais características 
 
O TCP – transmission control protocol é um dos protocolos sobre os quais se assenta a internet. Ele é 
complementado pelo IP – internet protocol, sendo normalmente chamados de TCP/IP, embora na ver-
dade esta expressão seja mais adequada para se referir a um conjunto de mais de dois protocolos, em 
vez de apenas esses dois protocolos. 
A versatilidade e robustez do TCP tornou-o adequado a grandes redes globais de telecomunicações, 
já que este verifica se os dados são enviados de forma correta, na sequência apropriada e sem erros, 
pela rede. 
Ele é um protocolo de nível da camada de transporte, a camada 4, do modelo OSI, e é sobre o qual se 
assenta a maioria das aplicações cibernéticas, como o ssh, ftp, http, e, portanto, se assenta a www – 
world wide web, que por sua vez é o princIPal e mais popular serviço da internet. 
Esse protocolo de controle de transmissão provê confiabilidade, entrega na sequência correta e verifi-
cação de erros dos pacotes de dados, entre os diferentes nós da rede, para a camada de aplicação. 
Um nó, em inglês node, é um ponto de interconexão da estrutura física de uma rede de telecomunica-
ções. 
Aplicações que não requerem um serviço de confiabilidade de entrega de pacotes podem se utilizar de 
protocolos mais simples como o udp – user datagram protocol, que provê um serviço que enfatiza a 
redução de latência da conexão. 
Já o IP – internet protocol é um protocolo de comunicação usado entre todas as máquinas em rede 
para encaminhamento dos dados. É como se fosse um rótulo ou envelope para cada pacote de dados 
que trafega pela internet. Tanto no modelo TCP/IP quanto no modelo OSI, o importante protocolo da 
internet IP está na camada intitulada de rede. 
Esses dois protocolos para internet formam o grupo de protocolos de comunicação ou pilha de proto-
colos sobre a qual a internet e a maioria das redes comerciais funcionam atualmente. Eventualmente, 
esse grupo é chamado simplesmente de “protocolo TCP/IP”, já que os dois protocolos, o TCP - trans-
mission control protocol (protocolo de controle de transmissão) e o IP - internet protocol (protocolo de 
internet), foram os primeiros a ser definidos, quando a internet foi criada. 
O protocolo ou grupo de protocolos TCP/IP é a base sobre a qual foi construída a internet que conhe-
cemos hoje. É impossível falar de internet e não falar de TCP/IP. Mas a utilidade do protocolo TCP/IP 
vai além da possibilidade de comunicação via internet. Atualmente, as redes locais de computadores, 
INTERNET 
 
16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
as lans – local area networks inclusive, já podem usar o protocolo TCP/IP para comunicação interna, 
passando assim a ser chamadas de intranets, inclusive com o uso de sistemas operacionais windows 
ou linux, por exemplo. 
O modelo OSI descreve um grupo fixo de sete camadas que pode ser comparado, a grosso modo, com 
o modelo TCP/IP. Essa comparação pode causar alguma confusão em quem não é acostumado aos 
bastidores do mundo digital, já que os dois modelos são semelhantes, mas não idênticos. O modelo 
inicial do TCP/IP é baseado em 4 níveis: host/rede; inter-rede; transporte; e aplicação. Surgiu, então, 
um modelo híbrido, com 5 camadas, que retira o excesso do modelo OSI e melhora o modelo TCP/IP: 
física; enlace; rede; transporte; e aplicação. 
Resumidamente, esses modelos são o que podemos chamar de uma solução prática para problemas 
de transmissão de dados. Textualmente isto pode parecer muito genérico, pois na realidade, para me-
lhor compreensão de um protocolo TCP/IP, deveremos usar exemplos práticos. Esse modelo é ocasi-
onalmente conhecido como modelo dod, devido à influência fundamental da arpanet da década de 
1970, operado pela darpa, uma agência do departamento de defesa dos estados unidos. 
Algumas décadas atrás, o protocolo TCP/IP era considerado pesado, exigindo “muita” memória e 
hardware para ser utilizado. 
Com o desenvolvimento das interfaces gráficas, com a evolução dos processadores, com o conse-
quente aumento de velocidade de processamento, inclusive, e com o esforço dos desenvolvedores de 
sistemas operacionais em oferecer o TCP/IP para as suas plataformas, com performance igual ou às 
vezes superior aos outros protocolos,o TCP/IP se tornou um protocolo indispensável. 
Hoje ele é considerado pelos profissionais de informática como “the master of the network”, traduzindo 
“o mestre das redes”, pois a maioria das lans – local area networks, traduzindo redes locais, exige a 
sua utilização para acesso ao mundo externo. 
O protocolo TCP/IP oferece alguns benefícios, entre eles: 
Padronização: um padrão, um protocolo roteável que é o mais completo e aceito protocolo disponível 
atualmente. Todos os sistemas operacionais (softwares) modernos oferecem suporte para o TCP/IP e 
a maioria das grandes redes se baseia em TCP/IP para a maior parte de seu tráfego de dados. 
Interconectividade: uma tecnologia para conectar sistemas não similares ou não compatíveis. Muitos 
utilitários padrões de conectividade estão disponíveis para acessar e transferir dados entre esses sis-
temas não similares, incluindo ftp – file transfer protocol e telnet – terminal emulation protocol. 
Roteamento: permite e habilita as tecnologias mais antigas e as novas a se conectarem à internet. 
Trabalha com protocolos de linha como ppp - point to point protocol permitindo conexão remota a partir 
de linha discada ou dedicada. Trabalha como os mecanismos IPcs e interfaces mais utilizados pelos 
sistemas operacionais, como windows sockets e netbios. 
Protocolo robusto: escalável, multIPlataforma, com estrutura para ser utilizada em sistemas operacio-
nais cliente/servidor, permitindo a utilização de aplicações desse porte entre dois pontos distantes. 
Internet: é através da suíte de protocolos TCP/IP que obtemos acesso à internet. As redes locais dis-
tribuem servidores de acesso à internet, os proxy servers, conhecidos aqui no brasil como servidores 
proxy, e os hosts locais se conectam a estes servidores para obter o acesso à internet. Esse acesso 
só pode ser conseguido se os computadores estiverem configurados para utilizar TCP/IP. 
Entre as principais características do protocolo TCP/IP estão a boa correção de eventuais erros na 
rede; a facilidade de conexão entre as redes de origem e de destino; a possibilidade de manter o serviço 
em funcionamento mesmo quando há algum problema na transmissão de dados, que impossibilite a 
transmissão perfeita, de 100% do total de dados enviados; entre outras. 
A princípio, os pacotes de dados rotulados pelo IP – internet protocol são transmitidos pelo hardware 
de origem até seu objetivo, até seu destino, por meio de outros hardwares, entre eles cabos, satélites, 
torres de telecomunicações e roteadores. Cada pacote contém número de checagem de integridade 
chamado de checksum e, por meio do protocolo TCP – transmission control protocol, se o receptor dos 
dados não reconhecer o pacote enviado ou perceber que o pacote enviado foi deteriorado no meio do 
INTERNET 
 
17 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
caminho então automaticamente ele é descartado. Assim, o TCP cuida para avisar o emissor sobre o 
ocorrido e pedir que ele reenvie uma cópia do mesmo pacote para completar a informação recebida. 
Como se vê, a internet é muito sofisticada. Muitos usuários dela provavelmente não imaginam todo o 
elevado grau de sofisticação criado, desenvolvido e implementado para que ela chegasse ao status de 
um dos mais importantes meios de telecomunicações da atualidade, ao lado do telefone, da tv e do 
rádio. 
Por outro lado, o serviço de internet foi formulado, desde a origem, na década de 1970, pelo governo 
americano, com características de baixo custo, para se tornar um produto acessível a grande maioria 
da população mundial. 
Não é exagero dizer então que a internet é uma formidável tecnologia concebida para democratizar 
fortemente o acesso à informação e entretenimento, no sentido mais amplo de conhecimento e conte-
údo científico, tecnológico, cultural, educacional e artístico. 
Como o TCP/IP Funciona 
 
O protocolo TCP/IP é, na verdade, um grupo de protocolos. O TCP – transmission control protocol é 
um protocolo e o IP – internet protocol é outro protocolo, mas quando se fala em protocolo TCP/IP, 
assim, dessa forma, separados por uma barra, se refere a um grupo de protocolos (softwares) usados 
na transmissão de dados que, combinado com a grande rede física (hardware) formada por cabos de 
fibra ótica, cabos par de cobre, cabos coaxiais, roteadores, torres de transmissão de ondas de rádio e 
satélites, possibilita a existência da internet. 
O protocolo TCP/IP possui 4 camadas, sendo que uma delas é a camada de aplicação. Nessa camada 
se encontra protocolos como o smtp (para e-mail), o ftp (para transferência de arquivos) e o http (para 
navegar na internet) e cada tIPo de programa fala para um protocolo diferente da camada de aplicação, 
dependendo do propósito do programa. 
Depois de processar a requisição, o protocolo na camada de aplicação vai falar com outro protocolo na 
camada de transporte, usualmente o TCP – transmission control protocol. Esta camada é responsável 
por pegar o arquivo ou conteúdo enviado pela camada de aplicação, dividindo esse arquivo ou conteúdo 
em pacotes de dados a fim de enviá-lo para a camada inferior, a da internet. Também durante o rece-
bimento dos dados, a camada de transporte é responsável por colocar os pacotes de dados recebidos 
da camada de internet em ordem, pois os dados podem ser recebidos fora de ordem, e também checar 
se o conteúdo dos pacotes está intacto. 
O protocolo TCP – transmission control protocol está fundamentalmente orientado ao transporte de 
dados. A camada de aplicação envia um pedido de conexão para o destino e usa a conexão para 
transferir dados. Portanto, se faz necessário o estabelecimento de uma conexão prévia, por meio de 
uma sequência de passos definida no protocolo para que os dois pontos da conexão possam interagir 
entre si. 
Na camada da internet há o IP – internet protocol, que pega os pacotes recebidos da camada de trans-
porte e adiciona uma informação de endereço virtual. Exemplo, o endereço IP do computador ou dis-
positivo que está enviando os dados (textos, imagens, vídeos e áudios) e o endereço do computador 
que vai receber esses dados. 
INTERNET 
 
18 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Esses endereços virtuais são chamados de endereços IP. Então o pacote é enviado para a camada 
inferior, a interface de rede (não confundir com interface de usuário) e quando os dados chegam nessa 
camada, eles são chamados de datagramas. É possível fazer uma analogia entre o pacote de dados e 
uma carta comum enviada pelos correios. 
Dentro de cada carta estão os dados propriamente ditos (parte de texto, áudio, vídeo ou imagem) e no 
envelope estão anotados os endereços do remetente dos dados e do destinatário, que por sua vez é o 
computador ou dispositivo de destino. 
A interface de rede pega os pacotes enviados pela camada de internet e envia através da rede ou 
recebe da rede, se o computador estiver recebendo dados. O que vai ter dentro dessa camada vai 
depender do tIPo de rede que o computador estiver inserido. Hoje em dia, o tIPo de rede mais utilizado 
para comunicação entre computadores e dispositivos é a ethernet (que é avaliada em diferentes faixas 
de velocidade) e pode ser cabeada (cabo de par trançado cat5 ou cat6) ou wi-fi (sem fio), por exemplo. 
Ainda dentro da camada de interface de rede ethernet, você deve encontrar camadas ethernet como a 
llc (logic link control), mac (media access control) e a física, que é o meio físico (cabo, por exemplo). 
Os pacotes transmitidos através da rede são chamados de quadros. 
Camadas da pilha de internet 
 
O modelo ou arquitetura TCP/IP de encapsulamento busca fornecer abstração aos protocolos e servi-
ços para diferentes camadas de uma pilha de estrutura de dados ou simplesmente pilha. 
No caso do modelo inicial do TCP/IP, a pilha possui quatro camadas: 
Camada Descrição 
4ª – aplicação (5ª, 6ª e 7ª ca-
mada no OSI) 
Http, https, ftp e dns, por exemplo. Essa parte contém todos os 
protocolos para um serviço específico de comunicação de dados 
em um nível de processo-a-processo.Por exemplo: como um web 
browser (o chrome ou opera, por exemplo) deve se comunicar 
com um servidor da web. Protocolos de routing como bgp e rIP, 
que, por uma variedade de razões, são executados sobre TCP e 
udp respectivamente, podem também ser considerados parte da 
camada de aplicação. 
3ª – transporte (4ª camada no 
OSI) 
TCP, udp, sctp, por exemplo. Essa parte controla a comunicação 
host-a-host. Protocolos como ospf, que é executado sobre IP, po-
dem também ser considerados parte da camada de rede. 
2ª – internet ou rede (3ª ca-
mada no OSI) 
Para TCP/IP o protocolo é IP ou mpls. Essa parte é responsável 
pelas conexões entre as redes, estabelecendo assim a intercone-
xão. Protocolos requeridos, como icmp e igmp, são executados 
sobre IP, mas podem ainda ser considerados parte da camada de 
rede; arp não roda sobre IP. 
1ª – enlace/interface com rede 
(1ª e 2ª camada no OSI) 
Essa é a parte conhecida também como física, pois trata-se das 
tecnologias de hardware usadas para as conexões como: ether-
net, wi-fi e modem, entre outras. No modelo OSI, essa camada 
INTERNET 
 
19 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
também é física, entretanto é dividida em duas partes: física e en-
lace de dados. A física é a parte do hardware e a enlace de dados 
é a parte lógica do hardware; 
 
As camadas mais próximas do topo estão logicamente mais perto do usuário, enquanto aquelas mais 
abaixo estão logicamente mais perto da transmissão física do dado. 
Enxergar as camadas como fornecedores ou consumidores de serviço é um método de abstração para 
isolar protocolos de camadas acima dos pequenos detalhes de transmitir bits através, digamos, de 
ethernet, e a detecção de colisão enquanto as camadas abaixo evitam ter de conhecer os detalhes de 
todas as aplicações e seus protocolos. 
Essa abstração também permite que camadas de cima forneçam serviços que as camadas de baixo 
não podem fornecer. Toda a camada de transporte deve indicar se irá ou não fornecer confiabilidade e 
em qual nível. O TCP – transmission control protocol é um protocolo confiável orientado a conexões. 
Ele permite a entrega sem erros de um fluxo de bytes. 
O byte (com a letra y) é um grupo de oito dígitos binários, é um grupo composto por oito bits (com a 
letra i). Ele é uma combinação de oito caracteres 0 e/ou 1. Ele é usado para transmitir dados de forma 
eletrônica digital, de forma diferente da transmissão analógica. Uma combinação de dados dá origem 
à informação ou informações. 
O protocolo udp - user datagram protocol fornece integridade de dados (via checksum) mas não fornece 
entrega garantida. Já o protocolo TCP – transmission control protocol fornece tanto integridade dos 
dados quanto garantia de entrega (retransmitindo até que o destinatário receba o pacote). 
Os protocolos do modelo TCP/IP são os padrões em torno dos quais a internet se desenvolveu, portanto 
o modelo TCP/IP tem credibilidade apenas por causa dos seus protocolos. Em contraste, nenhuma 
rede foi criada em torno de protocolos específicos relacionados ao modelo OSI, embora todos usem o 
modelo OSI para guiar seu raciocínio. 
Camadas do TCP/IP e do OSI 
A camada de aplicação 
A camada de aplicação é a camada que a maioria dos programas de rede usa para se comunicar 
através de uma rede com outros programas. Processos que rodam nessa camada são específicos da 
aplicação; o dado é passado do programa de rede, no formato usado internamente por essa aplicação, 
e é codificado dentro do padrão de um protocolo. 
Alguns programas específicos são levados em conta nessa camada. Eles proveem serviços que su-
portam diretamente aplicações do usuário. Esses programas e seus correspondentes protocolos in-
cluem o http, para navegação na world wide web, a internet disponível em páginas; o ftp, para transporte 
de arquivos; o smtp, para o envio de e-mail; o ssh, para login remoto seguro; o dns, para acessos à 
internet por meio de urls; entre outros. 
Uma vez que o dado de uma aplicação foi codificado dentro de um padrão de um protocolo da camada 
de aplicação ele será passado para a próxima camada da pilha. Na camada de transporte, por exemplo, 
as aplicações irão, em sua maioria, fazer uso de TCP – transmission control protocol ou udp – user 
datagram protocol e aplicações servidoras são frequentemente associadas com um número de porta. 
Portas para aplicações servidoras são oficialmente alocadas pela iana – internet assigned numbers 
authority, mas desenvolvedores de novos protocolos hoje em dia frequentemente escolhem os números 
de portas por convicção própria. 
Uma vez que é raro ter mais que alguns poucos programas servidores no mesmo sistema, problemas 
com conflito de portas são raros. Aplicações também geralmente permitem que o usuário especifique 
números de portas arbitrários através de parâmetros em tempo de execução. Aplicações cliente conec-
tando para fora geralmente usam um número de porta aleatório determinado pelo sistema operacional. 
O pacote relacionado à camada de aplicação é chamado mensagem. Nessa camada ficam localizadas 
as interfaces sockets e netbios. 
INTERNET 
 
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A socket oferece uma interface de programação de aplicativos (api) que é padronizada para os diversos 
sistemas operacionais e que permite a comunicação de protocolos de transporte com diferentes con-
venções de endereçamento como TCP/IP e o IPx/spx. Já a netbios proporciona uma interface de pro-
gramação de aplicativo (api) para os protocolos que suportam a convenção de nomes netbios para 
endereçamento como o próprio TCP/IP, IPx/spx e ainda o netbeui. 
Existem diversos protocolos nessa camada. Como exemplo de alguns deles podemos citar o smtp – 
simple mail transport protocol, que é utilizado para a comunicação entre serviços de e-mail ou correio 
eletrônico na internet; o pop – post office protocol, que é utilizado para recuperação de mensagens de 
correio eletrônico via internet; o imap – internet mail access protocol, que também é utilizado para 
recuperação de mensagens de correio eletrônico via internet, mas de forma mais avançada que o pop; 
o http – hypertext transport protocol, que é utilizado para a publicação de sites web na internet; e o ftp 
– file transfer protocol, que é utilizado para publicação de arquivos na internet. 
A Camada de Transporte 
Os protocolos na camada de transporte podem resolver problemas como confiabilidade (o dado alcan-
çou seu destino?) E integridade (os dados chegaram na ordem correta?). Na suíte de protocolos TCP/IP 
os protocolos de transporte também determinam para qual aplicação um dado qualquer é destinado. 
Os protocolos dinâmicos de routing, que tecnicamente cabem nessa camada do TCP/IP, são geral-
mente considerados parte da camada de rede. Como exemplo tem-se o ospf, protocolo IP número 89. 
Já o protocolo TCP – transmission control protocol, número 6 do protocolo IP, é um mecanismo de 
transporte orientado à conexão e que fornece um stream (fluxo) de bytes confiável, garantindo assim 
que os dados cheguem íntegros, não danificados e em ordem. O TCP tenta continuamente medir o 
quão carregada a rede está e desacelera sua taxa de envio para evitar sobrecarga. Além disso, o TCP 
tentará entregar todos os dados corretamente na sequência especificada. 
Recentemente criou-se sctp – stream control transmission protocol, traduzindo protocolo de transmis-
são de controle de stream, que também consiste em um mecanismo de transporte confiável. Ele provê 
suporte a multihoming, onde o final de uma conexão pode ser representada por múltIPlos endereços 
IP, representando múltIPlas interfaces físicas, de maneira que, se algum falhar, a conexão não é inter-
rompida. Ele foi desenvolvido inicialmente para transportar ss7 sobre IP – internet protocol em redes 
telefônicas, mas também pode ser usado para outras aplicações. 
O udp – user datagram protocol, número 17 do protocolo IP, é um protocolo de datagrama sem cone-
xão. Ele não é totalmente confiável porque não verifica se os pacotes alcançaramde geren-
ciamento do ambiente de TI; 
07. A tecnologia de correlação de eventos procura “transferir” conhecimento, muitas vezes disperso 
nas organizações, para uma plataforma automatizada e documentada das inter-relações entre os 
eventos em curso; 
08. Permite a integração do gerenciamento do impacto nos serviços e o processamento automático 
de eventos, a fim de construir um modelo de serviços que mapeie os componentes de TI aos serviços 
do negócio; 
09. Os eventos são tratados e correlacionados em memória para só depois serem armazenados, em 
vez de apenas lidos a partir de um banco de dados; 
10. Gerencia infraestruturas dinâmicas de empresas de qualquer tamanho e possibilita detectar, isolar 
e responder proativamente problemas na infraestrutura de TI antes que eles afetem os clientes e os 
serviços da empresa. 
Diversos tipos de correlação podem ser identificadas em função das operações executadas sobre os 
alarmes disponíveis. As mais importantes destas operações são detalhadas [Jakobson e Weissman, 
1995]: 
Compressão 
Consiste em detectar, a partir da observação dos eventos recebidos em uma dada janela de tempo, 
múltiplas ocorrências de um mesmo evento, substituindo os eventos correspondentes por um único 
evento, possivelmente indicando quantas vezes o evento ocorreu durante o período de observação. 
Supressão Seletiva 
Trata-se da inibição temporária dos alarmes referentes a um dado evento, segundo critérios – conti-
nuamente avaliados pelo sistema de correlação – relacionado ao contexto dinâmico do processo de 
gerência de rede. Os critérios de supressão geralmente estão vinculados à presença de outros even-
tos, ao relacionamento temporal entre alarmes ou a prioridades estabelecidas pelos gerentes da rede. 
Filtragem 
Consiste em suprimir um determinado evento, em função dos valores de um conjunto de parâmetros, 
previamente especificados. Em um sentido restrito, a filtragem leva em consideração apenas os parâ-
metros do evento que estiver sendo filtrado sendo que este tipo de correlação pode considerar quais-
quer outros critérios. Neste caso, o conceito de filtragem se expande podendo englobar outros tipos 
de operações, tais como compressão e supressão. 
Contagem 
Contagem consiste em gerar um novo alarme a cada vez que o número de ocorrências de um deter-
minado tipo de evento ultrapassar um limiar previamente estabelecido. 
Escalação 
É a operação na qual, em função do contexto operacional, um evento é suprimido, sendo criado em 
seu lugar um outro evento, no qual um parâmetro assume valores mais altos. O contexto operacional 
inclui, entre outros fatores, a presença de outros eventos, o relacionamento temporal entre eventos, 
número de ocorrências de um evento em uma dada janela de tempo e as prioridades estabelecidas 
pelos gerentes da rede. 
 SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO 
 
8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Generalização 
Generalização consiste em substituir um evento, em função do contexto operacional, pelo evento cor-
respondente a sua super-classe [Bapat, 1994 apud Meira, 1997]. Dois tipos principais de generaliza-
ção podem ser identificados: generalização por simplificação de condições e generalização baseada 
em instâncias [Holland et al., 1986 apud Meira, 1997]. No primeiro caso, para que o evento da classe 
mais baixa seja substituído por um outro de classe mais alta no diagrama de classes, são ignoradas 
ou desprezadas uma ou mais condições definidas como necessárias à sua identificação. No segundo 
caso, um novo evento pode ser gerado a partir da associação das informações correspondentes a 
dois ou mais eventos recebidos. 
Especialização 
É uma operação inversa à generalização, que consiste em substituir um evento por outro, correspon-
dente a uma sub-classe [Bapat, 1994 apud Meira, 1997]. Esta operação, baseada em raciocínio do 
tipo dedutivo, não acrescenta novas informações em relação às que já estavam implicitamente pre-
sentes nos eventos originais e na base de dados de configuração, mas é útil no evidenciamento das 
consequências que um evento numa determinada camada de gerência pode ocasionar nas camadas 
de gerência superiores. 
Relacionamento Temporal 
Operação na qual o critério para correlação depende da ordem ou do tempo em que são gerados ou 
recebidos os eventos. Diversas relações temporais podem ser definidas, utilizando conceitos como: 
“depois-de”, “em-seguida-a”, “antes-de”, “precede”, “enquanto”, “começa”, “termina”, “coincide-com”, 
“sobrepõe-se-a”. 
Aglutinação 
Aglutinação consiste na geração de um novo evento a partir da verificação do atendimento, pelos 
eventos recebidos, de padrões complexos de correlação. A operação de aglutinação também pode 
levar em consideração o resultado de outras correlações e o resultado de testes realizados na rede. 
Vamos a alguns exemplos, através de uma plataforma de correlacionamento de ventos, é possível 
criar uma regra que identifique que os alarmes relacionados a uma falha no nodo central da rede, su-
prima todos os alarmes gerados nos nodos de rede abaixo do nodo central, até que a falha no nodo 
central seja corrigida ou reestabelecida. 
Outro exemplo seria o recebimento de alarmes (snmptraps, por exemplo) de Link Down e Link Up em 
um espaço de tempo (time window) inferior a 30 segundos, ou seja, se minha plataforma de gerência 
receber um alarme que um determinado enlace de comunicações caiu (Link Down), porém, numa ja-
nela de tempo inferior a 30 segundos o enlace voltou ao normal (Link Up), pode ter acontecido ape-
nas uma pequena e rápida falha e não devo gerar um incidente a ser tratado, pois tratou-se de uma 
pequena intermitência. 
Explorando um pouco mais este conceito, poderíamos estender as regras deste último caso e criar 
uma nova regra informando que, se o enlace receber este par de eventos (Link Down/Link Up) mais 
de X vezes num espaço Y de tempo, deve-se criar um incidente informando que existe uma intermi-
tência na qualidade do sinal e deve-se investigar a causa da falha, pois esta pode indicar um pro-
blema prestes a ocorrer e causar interrupção do serviço. 
Indo além da aplicação da correlação de eventos para eventos de rede, pode-se ampliar enorme-
mente o uso desta tecnologia para eventos de TI e principalmente para eventos de segurança da in-
formação. 
Por exemplo, a falha de uma máquina virtual (VM) na nuvem pode estar relacionada a um maior 
tempo de resposta de uma aplicação de loja virtual. Assim como, um aumento significativo na utiliza-
ção da internet (acima de 95%) em um horário normalmente de pouco uso, associado a um evento de 
alto número de acessos ao seu site (ou a uma determinada aplicação) pode estar relacionada a um 
ataque de hackers e deve gerar um incidente para sua área de segurança da informação. 
 SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO 
 
9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Os exemplos são inúmeros e seguramente estas “regras” estão dispersas na inteligência dos profissi-
onais de sua organização. Cabe a uma plataforma de correlação de eventos criar estas regras para 
serem automatizadas e documentadas adequadamente. 
A plataforma OpMon, bem como outras plataforma de gerenciamento open-source, como o Nagios e 
o Zabbix, possuem nativamente formas de criação de correlação de eventos, porém de forma bas-
tante manual e de difícil criação e manutenção, uma vez que são baseadas em códigos e configura-
ções complexas. A partir da versão 5.0 da plataforma OpMon, a OpServices, disponibiliza um módulo 
adicional de correlação de eventos, o EventGuard (EG). 
O EventGuard é uma plataforma gráfica de correlação de eventos, fortemente integrada ao OpMon. O 
EG permite a criação das regras de forma gráfica numa interface drag-and-drop para os eventos e as 
condições para a geração de alarmes. O EventGuard pode processar milhares de eventos de forma 
simultânea e com altíssima performance, já que o tratamento adequadoseu destino e não dá 
qualquer garantia que eles irão chegar na ordem. Se uma aplicação requer essas características, então 
ela mesma terá que provê-las ou usar o protocolo TCP – transmission control protocol. 
Esse protocolo udp – user datagram protocol é tIPicamente usado por aplicações como as de mídia de 
streaming, principalmente áudio e vídeo, já que a chegada quase instantânea (rápida) é mais impor-
tante do que confiabilidade, ou para aplicações de simples requisição/resposta como pesquisas de dns 
– domain name system. 
Tanto o TCP – transmission control protocol quanto o udp – user datagram protocol são usados para 
transmitir um número de aplicações de alto nível. As aplicações em qualquer endereço de rede são 
distinguidas por seus endereços de porta TCP ou udp. Por convenção, certas portas "bem conhecidas" 
estão associadas com aplicações específicas. 
A Camada de Rede 
Como definido anteriormente, a camada de rede resolve o problema de obter pacotes através de uma 
rede simples. Exemplos de protocolos são o x.25 e o host/imp da arpanet. 
Com o advento da internet novas funcionalidades foram adicionadas nessa camada, especialmente 
para a obtenção de dados da rede de origem e da rede de destino. Isso geralmente envolve rotear 
(escolher automaticamente uma rota mais adequada para um pacote de dados em uma rede) o pacote 
através de redes distintas que se relacionam através da internet. 
INTERNET 
 
21 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Na suíte de protocolos para a internet, o IP – internet protocol executa a tarefa básica de rotular pacotes 
de dados em tráfego, da origem para o destino. O protocolo TCP – transmission control protocol pode 
transmitir dados para diferentes protocolos de níveis mais altos, esses protocolos são identificados por 
um único número de protocolo IP. 
O pdu – protocol data unit descreve um bloco de dados que é transmitido entre duas instâncias da 
mesma camada. O pdu da camada de rede é geralmente conhecido como pacote. Lembrando que 
todas as camadas têm seu pdu, cujos nomes variam para dados (aplicação), segmento (transporte), 
pacote (rede), quadros (enlace) e bits (física e llc, que é sub-camada de enlace). 
A Camada de Enlace 
A camada de enlace não é exatamente parte do modelo TCP/IP, mas é o método usado para passar 
quadros da camada de rede de um dispOSItivo para a camada de rede de outro dispOSItivo. Esse 
processo pode ser controlado tanto em software (device driver) para a placa de rede quanto em fir-
mware ou chIPsets especializados. Esses irão executar as funções da camada de enlace de dados 
como adicionar um header (cabeçalho) de pacote para prepará-lo para transmissão e então, de fato, 
transmitir o quadro através da camada física. 
Do outro lado, a camada de enlace irá receber quadros de dados, retirar os headers adicionados e 
encaminhar os pacotes recebidos para a camada de rede. Essa camada é a primeira normatizada do 
modelo, é responsável pelo endereçamento, roteamento e controle de envio e recepção. Ela não é 
orientada à conexão e se comunica pelos datagramas ou pacotes de dados. 
Um datagrama ou datagram, em inglês, é um pacote de dados trafegando em um sistema de comuta-
ção de pacotes com rótulo de endereço de origem e endereço de destino. 
Entretanto, a camada de enlace não é sempre tão simples. Ela pode também ser um vpn - virtual private 
network, traduzindo rede privada virtual, ou túnel, onde pacotes da camada de internet, ao invés de 
serem enviados através de uma interface física, são enviados usando um protocolo de tunneling. O vpn 
– virtual private network ou túnel é usualmente estabelecido além do tempo, e tem características es-
peciais que a transmissão direta por interface física não possui. Por exemplo, ele pode crIPtografar os 
dados que passam através dele. 
A Camada Física 
A camada de interface de rede ou física é a primeira camada. Também chamada camada de abstração 
de hardware, ela tem como função principal a interface do modelo TCP/IP com os diversos tIPos de 
redes (x.25, atm, fddi, ethernet, token ring, frame relay, sistema de conexão ponto-a-ponto slIP, etc.) E 
transmitir os datagramas pelo meio físico. Ela tem a função de encontrar o caminho mais curto e confi-
ável para os pacotes de dados. Como há uma grande variedade de tecnologias de rede que utilizam 
diferentes velocidades, protocolos e meios transmissão esta camada não é normatizada pelo modelo, 
o que provê uma das grandes virtudes do modelo TCP/IP, a possibilidade de interconexão e inter-
operação de redes heterogêneas. 
Esta camada lida com os meios de comunicação. Ela está relacionada ao nível de hardware ou meio 
físico, que trata dos sinais eletrônicos, conector, pinagem, níveis de tensão, dimensões físicas e carac-
terísticas mecânicas e elétricas. Os protocolos da camada física enviam e recebem dados em forma 
de pacotes, que contêm endereços de origens, os dados propriamente ditos e endereços de destinos. 
Os datagramas já foram construídos pela camada de rede. 
Ela é responsável pelo endereçamento e tradução de nomes e endereços lógicos em endereços físicos. 
Ela determina a rota que os dados seguirão do computador de origem até o de destino. Tal rota depen-
derá das condições da rede, prioridade do serviço e outros fatores. 
Também gerencia o tráfego e taxas de velocidade nos canais de comunicação. Outra função que pode 
ter é o agrupamento de pequenos pacotes em um único para transmissão pela rede ou a subdivisão 
de pacotes grandes. No destino os dados são recompostos no seu formato original. 
A camada física estabelece e encerra as conexões e notifica e corrige falhas. Os sinais podem ser 
guiados através de cabos ou podem ser irradiados por ondas de rádio, inclusive com o uso de micro-
ondas. Os sinais podem ser analógicos ou digitais, atualmente com a predominância dos meios digitais. 
INTERNET 
 
22 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Atualmente, as tecnologias permitem a transmissão de mais de um sinal em um mesmo meio físico. A 
camada física não define protocolos, mas diz como usar os protocolos já existentes. Ela mapeia os 
endereços lógicos em físicos, ou seja, transforma os endereços lógicos em físicos. Os bits (sinais digi-
tais) são codificados por manchester encoding ou differencial manchester encoding. 
A camada física pode ser considerada uma das mais importantes, pois permite que os dados cheguem 
ao destino da forma mais eficiente possível. Ela tem várias funções importantes, entre elas a determi-
nação do caminho ou rota seguida pelos pacotes, da origem ao destino; ela realiza a comutação dos 
pacotes de dados, movendo pacotes dentro do roteador da entrada à saída apropriada; estabelece a 
chamada; ela faz a tradução de endereços; ela faz a conversão de endereços IP em endereços físicos; 
faz o encapsulamento; faz o transporte de datagramas IP em quadros da rede física; entre outras. 
O Protocolo TCP 
 
Como já dito anteriormente, o protocolo TCP – transmission control protocol está fundamentalmente 
orientado ao transporte de dados. A camada de aplicação envia um pedido de conexão para o destino 
e usa a conexão para transferir dados. Portanto, se faz necessário o estabelecimento de uma conexão, 
por meio de uma sequência de passos definida no protocolo para que os dois pontos da conexão pos-
sam interagir entre si. 
O chamado handshake é um sinal para estabelecimento de comunicação entre dois pontos da rede. 
Eles são sinais padronizados que dois computadores ou dispositivos conectados na rede trocam para 
assegurar que a rede está funcionando. Os sinais emitidos e recebidos podem ser interpretados como 
o equivalente à “pronto para transmitir”, “pronto para receber”, “transmitido” e “recebido”. 
O handshake, traduzindo aperto de mão, é um mecanismo de estabelecimento e finalização de cone-
xão a três e quatro tempos, respectivamente, o que permite a autenticação e encerramento de uma 
sessão completa. O TCP – transmission control protocol trabalha para que, no final da conexão, todos 
os pacotesforam transmitidos e recebidos. 
Ele está relacionado à habilidade que dois dispositivos que estão se comunicando têm de estabelecer 
uma transmissão. Por isso, esses dispositivos usam o TCP – transmission control protocol para com-
binar parâmetros de transferência de dados, entre eles a taxa de transferência (velocidade), a largura 
de banda (os limites de frequência), o canal de comunicação, o tamanho dos pacotes de dados e a 
eventual necessidade de correção de erros, caso algum pacote se perca no meio do caminho ou che-
gue deteriorado. 
O chamado ponto a ponto é uma conexão TCP – transmission control protocol estabelecida entre dois 
pontos. 
Em relação ao aspecto de confiabilidade, o TCP – transmission control protocol usa várias técnicas 
para proporcionar uma entrega confiável dos pacotes de dados que, dependendo da aplicação, gera 
uma grande vantagem que tem em relação ao protocolo udp - user datagram protocol. Aliado a outros 
fatores, o protocolo se mantém bastante difundido nas redes de computadores e dispositivos. 
O TCP permite a recuperação de pacotes perdidos, a eliminação de pacotes duplicados, a recuperação 
de dados corrompidos e pode recuperar a ligação em caso de problemas no sistema e na rede. 
No contexto de informática, o termo full duplex é usado para indicar a transferência simultânea de dados 
em ambas as direções, cliente – servidor e servidor – cliente, durante toda a sessão. Apesar disso, em 
alguns momentos o protocolo TCP – transmission control protocol necessita que alguns pacotes de 
INTERNET 
 
23 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
dados cheguem antes para que se dê o envio de outros, o que limita a capacidade de transmissão. A 
expressão full duplex pode ser usada também para se referir ao tráfego simultâneo de dados em ambas 
as direções em um mesmo canal. 
A camada de aplicação faz a entrega de blocos de dados ao TCP – transmission control protocol com 
um tamanho arbitrário num fluxo (stream) de dados, tIPicamente em octetos. Já o TCP fragmenta esses 
dados em segmentos de tamanho especificado pelo valor mtu, ordenando assim a entrega dos dados. 
Porém, a circulação dos pacotes ao longo da rede (utilizando um protocolo de encaminhamento, na 
camada inferior, como o IP – internet protocol) pode fazer com que os pacotes não cheguem ordenados. 
Por outro lado, o TCP garante a reconstrução do fluxo no destinatário mediante os números de sequên-
cia. 
O protocolo TCP – transmission control protocol faz o controle do fluxo de dados, usando o campo 
janela ou window para controlar o fluxo. O receptor, à medida que recebe os dados, envia mensagens 
ack ou acknowledgement messages, traduzindo mensagens de reconhecimento de recebimento, con-
firmando a recepção de um segmento de dados. 
Como funcionalidade extra, essas mensagens podem especificar o tamanho máximo do buffer no 
campo ou janela do segmento TCP, determinando a quantidade máxima de bytes aceita pelo receptor. 
O transmissor pode transmitir segmentos com um número de bytes que deverá estar confinado ao 
tamanho da janela permitido, o menor valor entre sua capacidade de envio e a capacidade informada 
pelo receptor. 
Pra quem não sabe, um buffer é uma memória temporária usada para permitir que dois sistemas ou 
componentes com desempenhos diferentes trabalhem de forma mais ou menos harmônica. Uma ana-
logia sobre o buffer seria a de uma caixa dágua residencial, que faz o armazenamento temporário de 
uma pequena fração do volume de água (dados) que vem com alta pressão do sistema público de 
saneamento para que a família use a água diariamente, numa pressão interna mais baixa nas torneiras 
e no chuveiro. 
Os pacotes de dados transmitidos pela rede seguem pelos mais diversos meios físicos, principalmente 
por fibra ótica, cabos par de cobre, satélites e cabos coaxiais. O desempenho de cada um desses meios 
físicos é diferente, uns mais rápidos, outros menos rápidos, por isso a necessidade do buffer para 
compensar essas diferenças ou, numa linguagem mais precisa, harmonizar o fluxo de dados pela rede. 
O protocolo TCP – transmission control protocol também evita congestionamento do fluxo de dados, 
baseado no número de mensagens de reconhecimentos ack recebidos pelo remetente por unidade de 
tempo, calculada com os dados do tempo de ida e de volta ou, em inglês, rtt – round trIP travel ou rtt – 
round trIP time. Assim, o protocolo prediz o quanto a rede está congestionada e diminui sua taxa de 
transmissão de modo que o núcleo da rede não se sobrecarregue. 
Funcionamento do TCP 
O protocolo TCP – transmission control protocol especifica três fases durante uma conexão, o estabe-
lecimento da ligação, a transferência e o término de ligação. O estabelecimento da ligação é feito em 
três passos, enquanto que o término é feito em quatro. Durante a inicialização são inicializados alguns 
parâmetros, como o número de sequência, em inglês sequence number, para garantir a entrega orde-
nada e robustez durante a transferência. 
Para estabelecer uma conexão, o TCP – transmission control protocol usa um handshake de três vias. 
Antes que o cliente tente se conectar com o servidor, o servidor deve primeiro ligar e escutar a sua 
própria porta, para só depois abri-la para conexões. Isto é chamado de abertura passiva. Uma vez que 
a abertura passiva esteja estabelecida, um cliente pode iniciar uma abertura ativa. 
O protocolo TCP – transmission control protocol está equipado com vários mecanismos que asseguram 
a confiabilidade e robustez da comunicação, enquanto o IP – internet protocol não tem como função 
principal prover confiabilidade e fidelidade no recebimento de dados. Durante a transferência de dados, 
os números de sequência dos pacotes de dados garantem a coerência da informação transmitida, com 
código detector de erros ou checksum para detecção de falhas em segmentos específicos, confirmação 
de recepção e temporizadores que permitem o ajuste e contorno de eventuais atrasos e perdas de 
segmentos. 
INTERNET 
 
24 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Os pacotes de dados possuem números de checagem de integridade, o checksum. O receptor dos 
dados verifica os dados e se não os reconhece ou percebe que não estão íntegros então os descarta. 
Durante sua transmissão pela internet os pacotes de dados seguem seu caminho passando por vários 
roteadores. Cada passagem por roteador de internet é chamada de hop. 
Como se pode observar pelo cabeçalho TCP, existem permanentemente um par de números de se-
quência, doravante referidos como números de sequência e números de confirmação ou acknowled-
gement. O emissor determina o seu próprio número de sequência e o receptor confirma o segmento 
usando como número ack o número de sequência do emissor. Para manter a confiabilidade, o receptor 
confirma os segmentos indicando que recebeu um determinado número de bytes contíguos. Uma das 
melhorias introduzidas no TCP – transmission control protocol foi a possibilidade do receptor confirmar 
blocos fora da ordem esperada. Esta característica designa-se por selective ack, ou apenas sack. 
As confirmações de recepção (ack) servem também ao emissor para determinar as condições da rede. 
Dotados de temporizadores, tanto os emissores como receptores podem alterar o fluxo dos dados, 
contornar eventuais problemas de congestionamento e, em alguns casos, prevenir o congestionamento 
da rede. O protocolo está dotado de mecanismos para obter o máximo de performance da rede sem a 
congestionar. 
O cabeçalho TCP possui um parâmetro que permite indicar o espaço livre atual do receptor. Assim, o 
emissor sabe que só poderá ter em trânsito aquela quantidade de informação até esperar pela confir-
mação (ack) de um dos pacotes - que por sua vez trará, com certeza, uma atualização da janela. Curi-
osamente, a pilha TCP no windows foi concebida para se auto-ajustar na maioria dos ambientes e, nas 
versões atuais, o valor padrão é superior em comparação com versões mais antigas. 
A fase de encerramento da sessão TCP é um processo dequatro fases, em que cada interlocutor 
responsabiliza-se pelo encerramento do seu lado da ligação. Quando um deles pretende finalizar a 
sessão, envia um pacote com a flag fin ativa, ao qual deverá receber uma resposta ack. Por sua vez, o 
outro interlocutor irá proceder da mesma forma, enviando um fin ao qual deverá ser respondido um ack. 
Pode ocorrer, no entanto, que um dos lados não encerre a sessão. Chama-se a esse tIPo de evento 
de conexão semi-aberta. O lado que não encerrou a sessão poderá continuar a enviar informação pela 
conexão, mas o outro lado não. 
O protocolo TCP – transmission control protocol introduz o conceito de porta tipicamente associado a 
um serviço. Assim, cada um dos lados na conexão dispõe de uma porta associada, um valor de 16 bits, 
que dificilmente será o mesmo do interlocutor. Alguns serviços que fazem uso de protocolos específicos 
são tipicamente acessíveis em portas fixas, conhecidas como portas bem conhecidas, que são aqueles 
numerados do 1 ao 1023. Além dessas, existem ainda duas gamas de portas, registradas e privadas 
ou dinâmicas. As portas bem conhecidas são atribuídas pela iana – internet assigned numbers authority 
e são tipicamente utilizados por processos com direitos de sistema ou super-utilizador. Nessas portas 
encontram-se em escuta passiva os serviços triviais, como http, ssh e ftp, por exemplo. Todos os pro-
tocolos da suíte IP se encontram registrados dentro dessa gama. 
A gama de portas privadas segue regras de atribuição específicas do sistema operativo e serve para 
abrir ligações a outras máquinas, como surfar na rede, por exemplo. 
O Protocolo IP 
 
INTERNET 
 
25 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Os dados numa rede IP – internet protocol são enviados em blocos referidos como ficheiros. Em parti-
cular, no IP nenhuma definição é necessária antes do nó tentar enviar ficheiros para um nó com o qual 
não comunicou previamente. 
O protocolo IP – internet protocol oferece um serviço de datagramas considerado não confiável, tam-
bém chamado de melhor esforço, ou seja, o pacote vem quase sem garantias. Mas o internauta/leitor 
não precisa ficar preocupado, pois essa é só uma linguagem usada nos meios técnicos, não signifi-
cando necessariamente que a internet não tem segurança alguma, pois o TCP – transmission control 
protocol cuida para que a transmissão de dados tenha um nível mínimo necessário de segurança. 
Os pacotes de dados podem chegar desordenados, também podem chegar duplicados e alguns deles 
podem ser perdidos. Se a aplicação requer maior confiabilidade essa é adicionada na camada de trans-
porte, na qual está o protocolo TCP – transmission control protocol. 
Os roteadores são usados para reencaminhar datagramas no formato IP através das redes interconec-
tadas na segunda camada. A falta de qualquer garantia de entrega significa que o desenho da troca de 
pacotes é feito de forma mais simplificada. 
O protocolo IP – internet protocol é o elemento comum encontrado na internet pública dos dias de hoje. 
É descrito no rfc 791 da ietf, que foi pela primeira vez publicado em 1981. Esse documento descreve o 
protocolo da camada de rede mais popular e atualmente em uso. Essa versão do protocolo é designada 
de versão 4 ou IPv4. Já o IPv6 tem endereçamento de origem e destino de 128 bits, oferecendo mais 
endereçamentos que os 32 bits do IPv4. 
Na internet e nas redes particulares internas que vemos hoje nas organizações em geral, públicas e 
particulares, incluindo empresas, o protocolo de comunicação usado pelos computadores chama-se IP 
– internet protocol, de longe o mais usado em praticamente todo o mundo. 
Criado na década de 1970 e adotado em caráter definitivo a partir da década de 1980, o IP tem como 
objetivo não só fazer dois computadores ou dispositivos "conversarem", mas também possibilitar a in-
terligação de duas ou mais redes separadas, locais ou não. Com raríssimas exceções, praticamente 
todas as redes de computadores no mundo acabaram, de uma forma ou de outra, sendo conectadas 
entre si, formando assim a internet como conhecemos hoje. 
Se fosse possível traduzir, o nome em inglês internet seria algo como "inter-redes" ou "redes interliga-
das". Também é comum e possível o uso do nome internet com inicial minúscula. 
Uma analogia possível para o protocolo IP – internet protocol seria o esquema atual de numeração 
para telefones. Assim como qualquer número completo de telefone no mundo todo é único, conside-
rando o código de país, seguido do ddd e do número da linha, cada dispositivo ou computador (e não 
estamos falando aqui somente de computadores no formato servidor, desktop e notebook, mas também 
de smartphones, tablets e smartvs) conectado à internet recebe automaticamente um número único, 
que é chamado de endereço IP ou número IP. Esse número serve para identificar o dispositivo no 
ambiente da internet. Por exemplo, se você precisa conversar com alguém pela internet, basta mandar 
mensagens endereçadas ao endereço IP do computador da pessoa. 
Para que o e-mail de uma pessoa saia de seu computador e chegue ao computador de outra pessoa, 
por exemplo, é preciso que os dados que formam o email sejam divididos em pacotes pequenos, cha-
mados de pacotes IP, que são rotulados pelo endereço IP de origem e o endereço IP de destino. O 
sistema encontra automaticamente o melhor caminho físico entre os dois dispositivos, sem que ne-
nhuma das duas pessoas conectadas precise se preocupar com isso. 
Na década de 1980, lá atrás, no início da internet, a atribuição (concessão) dos endereços IP era uma 
prerrogativa exclusiva da iana – internet assigned numbers authority, ou seja, só ela podia distribuir 
endereços IP para provedores de acesso, que por sua vez distribuíam os endereços para os usuários 
da internet. 
Com o passar do tempo, essa prerrogativa (direito) foi repassada para outras organizações, como a 
ripe – réseaux IP européens (europa, oriente médio e áfrica), apnic – asia pacific network information 
center (ásia e pacífico sul) e arin – american registry internet numbers (américa do norte, américa do 
sul, américa central e caribe). A partir daí a iana foi renomeada para icann – internet corporation assig-
ned names and numbers. 
INTERNET 
 
26 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Num futuro não distante será iniciada a utilização em larga escala da versão 6 do protocolo IP – internet 
protocol, conhecida também como IPv6, com resolução de endereços de 128 bits, que provavelmente 
resolverá alguns problemas de segurança da internet e com certeza eliminará a limitação do número 
de endereços IP atualmente disponíveis para uso no planeta, atualmente de cerca de 4,3 bilhões de 
endereços, lembrando que o planeta tem atualmente mais de sete bilhões de habitantes. 
Algumas organizações já começaram a utilizar o IPv6, mas a sua utilização em larga escala ainda não 
foi adotada. 
Por algumas razões, entre elas a de segurança, existem também organizações, públicas e privadas, 
incluindo empresas, que utilizam arquiteturas de rede baseadas no uso misto de endereços IP roteáveis 
e endereços IP não roteáveis, o que significa que o computadores clientes que formam a rede local lan 
– local area network estão cadastrados com endereços IP não roteáveis, portanto sem acesso direto 
ao mundo externo, ou, em outras palavras, sem acesso direto à internet, e os servidores/roteadores 
para acesso à internet (conhecidos também como gateways) dessas mesmas organizações usam ob-
viamente endereços roteáveis, portanto fazendo a ponte de comunicação para que os computadores 
clientes acessem a internet. 
Implementações 
Hoje em dia, a maioria dos sistemas operacionais comerciais incluem e instala a pilha TCP/IP por pa-
drão. Para a maioria dos usuários, não há nenhuma necessidade de procurar por implementações. O 
protocolo TCP/IP é incluído em todas as versões do unix e linux, assim como no mac os e no microsoft 
windows. 
Uma minoria de implementações aceitáveis inclui os seguintes protocolos, listados do mais essencialao menos essencial: IP, arp, icmp, udp, TCP e algumas vezes igmp. Em princípio, é possível suportar 
somente um protocolo de transporte, como udp, mas isso é raramente feito, porque limita o uso de toda 
a implementação. O IPv6, além da sua própria versão da arp (ndp), icmp (icmpv6) e igmp (igmpv6), 
tem algumas funções requiridas adicionais, e frequentemente são acompanhadas por uma camada de 
segurança integrada IPsec. Outros protocolos podem ser facilmente adicionados depois, como o dns – 
domain name system, para a resolução de nomes de domínio para endereços IP, ou dhcp para confi-
gurar automaticamente interfaces de rede. 
Normalmente, os programadores de aplicativos estão preocupados somente com a interface na ca-
mada de aplicação e muitas vezes também preocupados com a camada de transporte, enquanto as 
camadas abaixo são serviços prestados pelo conjunto TCP/IP no sistema operacional. A maioria das 
implementações de IP são acessíveis aos programadores através de sockets e apis. 
Sistemas Autônomos Internet 
Os Sistemas Autônomos (AS) são redes ou conjuntos de redes sob uma gestão comum. Em outras 
palavras, são empresas que têm seus próprios prefixos de IP para gerenciar e trocar tráfego a partir de 
uma política comum que define regras de roteamento para a web. 
A Internet pode ser vista, então, como um conjunto de Sistemas Autônomos interconectados. Todos os 
dispositivos que estão conectados à rede estão interligados, direta ou indiretamente. Além disso, cada 
um deles tem um IP, uma espécie de endereço na internet. 
Então, ao se tornar um Sistema Autônomo, o provedor tem mais liberdade com o que pode ser feito 
com os IP's. Ele pode, por exemplo, ter endereçamento portável, alocação de IP diretamente para 
clientes, maior quantidade de endereços de IP e outros. 
Essas regras são a política de roteamento, com base em diversos parâmetros que definem quem pode 
acessar determinado conteúdo e como isso é feito. O provedor tem controle sobre o tamanho de paco-
tes, uma lista de acesso e diversos outros. 
Quais são os tipos de Sistemas Autônomos? 
Basicamente, existem 3 tipos de Sistemas Autônomos, divididos de acordo com sua conectividade: 
 
INTERNET 
 
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Sistema Autônomo Stub: é o mais simples, possuindo apenas uma conexão com outro AS. Na maioria 
dos casos, esse sistema funciona como um "subsistema", no caso de ligações privadas de instituições 
financeiras, que demandam uma camada extra de segurança; 
Sistema Autônomo Multihomed, multiconectado ou multicamadas: mantém ligações com outros siste-
mas, mas também são usadas para tráfego. Uma de suas principais vantagens é se manter conectado 
à internet mesmo que ocorra um problema grave em um dos sistemas. 
Sistema Autônomo de Trânsito: são mais usados por provedores de internet, eles são conhecidos como 
"backbones". A espinha dorsal da internet é o caminho principal pelos quais os dados passam. 
Por que é importante se tornar um Sistema Autônomo? 
O Sistema Autônomo pode ser um facilitador para que uma organização mantenha suas operações e 
serviços sempre disponíveis. 
Alguns segmentos, como bancos, seguradoras, hospitais e companhias aéreas, por exemplo, não po-
dem ficar suscetíveis a quedas de conexão ou indisponibilidade de rede. No caso de uma instituição 
bancária, ela jamais pode ficar sem conexão, visto que boa parte das transações financeiras dependem 
da Internet. 
Isso significa que a indisponibilidade de rede é algo muito crítico nesse setor, podendo comprometer a 
atividade-fim da empresa. Diante desse cenário, é fundamental garantir, por meio de Sistemas Autô-
nomos, que haverá disponibilidade de rede constante e segura para a realização das funções concer-
nentes ao core business da organização como um todo. 
Isso porque, quando uma empresa se torna um Sistema Autônomo, ela passa a ter uma infraestrutura 
de rede mais robusta, e pode contar com mais de um fornecedor de trânsito para garantir redundância 
em caso de indisponibilidade ou intermitência de rede. 
O problema é que a estrutura da internet brasileira, assim como toda a mundial, aconteceu meio que 
no improviso. Existem muitos provedores e instituições que começaram a operar em condições abaixo 
do ideal. Para elas, se tornar um Sistema Autônomo pode trazer inúmeras vantagens, como veremos 
a seguir. 
Uso de IP portável 
Quando a empresa atua de modo independente, sem precisar de um provedor externo, o processo de 
troca de provedor de acesso à Internet passa a ser facilitado e mais ágil, pois não há mais necessidade 
de mudanças de configuração interna. 
Espaço de endereçamento de IP próprio 
É possível alocar endereços de IP válidos diretamente para os seus clientes. Isso, quando bem explo-
rado, pode ser utilizado em aplicações internas, além de facilitar o processo de rastreabilidade de cli-
entes. O resultado é uma maior segurança tanto na conexão interna como na externa. 
Redundância 
Um Sistema Autônomo permite a redundância na conexão à Internet por meio do uso de dois ou mais 
provedores. Com isso, aumenta-se a disponibilidade dos serviços prestados e diminui-se as chances 
de que o negócio fique sem conexão. Como falamos, há segmentos em que esse tipo de situação não 
pode ocorrer. 
Possibilidade de participar em um IX 
Somente Sistemas Autônomos podem participar de um IX (Internet Exchange). Trata-se de uma infra-
estrutura física que facilita o trânsito de dados entre provedores e outras redes - acadêmicas, de insti-
tuições governamentais e de empresas - otimizando a interconexão das diversas redes que compõem 
a Internet. 
Esse tipo de estrutura física possibilita uma redução de custos nos processos de conexão e aumenta 
a eficiência na troca de dados nas redes. Quando um novo Sistema Autônomo faz uma conexão com 
INTERNET 
 
28 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
o IX, ele automaticamente se interliga a toda a rede de outros AS que estão ali presentes, e passa a 
trocar tráfego diretamente com eles. 
Quais são os principais usos de Sistemas Autônomos? 
Na prática, os Sistemas Autônomos são usados por empresas de grande porte, como multinacionais, 
universidades, redes de bancos, portais de conteúdo e outras. Os objetivos são variados, como o uso 
de muitos IPs para trocar informações com os servidores públicos. 
Imagine uma universidade, por exemplo. Entre o corpo docente, funcionários e alunos, a quantidade 
de computadores e dispositivos conectados à rede é absurda. O Sistema Autônomo é uma forma de 
criar uma "internet dentro da internet", que é mais fácil de controlar. 
Como ficou claro, um Sistema Autônomo definitivamente não é uma solução para todo mundo. Ele é 
importante em situações mais específicas, o que significa que é preciso contar com a avaliação de uma 
equipe técnica especialista para avaliar se vale a pena ou não implementá-lo. 
Não existe regra geral, mas é possível observar alguns indícios de quando pode ser o momento de se 
tornar um Sistema Autônomo. Basicamente, são dois indicadores: a quantidade de endereços de IP 
alocados e o planejamento futuro da empresa. 
No caso dos endereços de IP, a alocação mínima de blocos do tipo IPv4 feito pelo registro.br é 1/20. 
Então, a justificativa mínima é 25% desse bloco, o que dá um bloco /22 ou, de forma mais simples de 
entender, 1024 endereços de IP. Além disso, se a empresa planeja ter uma política de roteamento 
distinta, se tornar um Sistema Autônomo também é justificado. 
Vale ressaltar que a adoção do IPv6 é necessária, já que o IPv4 se esgotou no LACNIC em agosto de 
2020. Agora, a única possibilidade de obter blocos IPv4 é aguardando em uma fila seletiva onde esses 
IPs serão recuperados de empresas que não os utilizam mais, porém para isso não há prazo definido. 
Pontos de Troca de Tráfego (PTT) 
Mesa de bar 
Uma das melhores analogias para explicar o que é um PTT vem de Demi Getschko, diretor presidente 
do NIC.br, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR. Desde dezembro de 2005 a entidade 
éresponsável por coordenar e integrar as iniciativas e serviços da Internet no país. 
Para Getschko, um Ponto de Troca de Tráfego é como uma “mesa de bar”: um ponto de encontro onde 
há cerveja disponível (tráfego de dados) e toda a infra-estrutura necessária para o consumo (hardware), 
além de pessoas ao redor (provedores), que podem ou não estar bebendo ou conversando entre si 
(trocando dados). 
Ou seja, ao invés dos provedores trocarem dados entre si gerando diversas conexões, os PTTs funci-
onam como verdadeiros “hubs”, centralizando todo o tráfego de dados em uma determinada região 
para que a partir dali ele possa ser acessado e distribuído para outras localidades. 
Uma rede de redes 
Com isso, já dá para ter uma ideia da importância dos pontos de troca de tráfego para o bom funciona-
mento da Internet. Uma vez que seria impraticável criar infra-estruturas únicas para a troca entre cada 
provedor – tanto pelo custo elevado quanto pela inviabilidade técnica -, os PTTs permitem que esse 
processo seja simplificado. 
E não apenas para os provedores de serviço. Como a Internet é composta por Sistemas Autônomos 
(as ASs – Autonomous Systems) que incluem também servidores, provedores de tráfego e usuários 
finais, os pontos de troca de tráfego acabam servindo com verdadeiros pilares de sustentação da rede. 
Infra-estrutura e custos 
De certa forma a Internet é organizada hierarquicamente: na primeira camada, existem os provedores 
internacionais chamados Tier1, que trocam dados entre si e têm acesso a toda rede mundial sem pagar; 
na segunda camada, há os grandes provedores nacionais que têm acesso limitado a Internet e devem 
INTERNET 
 
29 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
se tornar clientes daqueles provedores da primeira camada; por fim, há os provedores regionais e fi-
nalmente os usuários locais. 
Sem os pontos de troca de tráfego, os provedores regionais dependeriam de se conectar diretamente 
aos provedores da primeira camada, para todas as trocas de dados, provavelmente a um custo muito 
maior, com um serviço pior e de maior latência. Graças aos PTTs, eles podem trocar tráfego aqui 
mesmo, com custos menores, redução do valor pago aos provedores estrangeiros e diminuição da 
latência. 
Em um país continental como o Brasil, a importância dos PTTs é ainda maior, sendo necessário ainda 
mais PTTs para que os provedores regionais possam distribuir o tráfego e levar conexão para cidades 
fora dos centros metropolitanos. E é aqui que a Eletronet pode ajudar esses provedores. Presente em 
9 PTTs (São Paulo-NIC, Fortaleza, Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Campinas 
e São Paulo-Equinix) através de uma rede de mais de 17 mil km de fibra óptica utilizando cabos OPGW, 
podemos suportar suas operações e ajudá-lo a expandir seus negócios. 
Redes de Distribuição de Conteúdo (CDN) 
CDN (Content Delivery Network) é uma Rede de Distribuição de Conteúdo é um grupo de servidores 
que permitem que os conteúdos da internet estejam facilmente disponíveis, com rapidez e segurança. 
A rede é a responsável por melhorar a experiência do usuário enquanto usa os recursos dela de forma 
eficiente. 
Algumas marcas conhecidas de CDN são Cloudflare, Akamai, Incapsula e MaxCDN. Na Hostinger, 
todos os nossos pacotes de hospedagem têm suporte integral com o Cloudflare. E você pode usá-lo 
tranquilamente no seu site sem qualquer complicação. 
Antes de nos aprofundarmos na forma como os conteúdos são entregues, precisamos detalhar o que 
é conteúdo. 
Em suma, conteúdo é qualquer tipo de elemento textual, visual ou auditivo de um site. É um bloco de 
texto, uma imagem, arquivos de áudios, vídeos e assim por diante. 
Existem dois tipos de conteúdos: o ESTÁTICO e o DINÂMICO. O conteúdo estático é aquele em que 
sua versão original (a de entrada) é o que as pessoas realmente veem na página publicada (o resul-
tado). Simplificando, ele permanece o mesmo e não é modificado. 
O servidor dá o mesmo tipo de dado a cada usuário; por conta disso, a entrega do conteúdo é bem 
mais rápida. O processo é simples: um usuário faz um pedido ao servidor de internet para acessar um 
arquivo e, na mesma hora, o servidor entrega o arquivo solicitado. 
Já o conteúdo dinâmico é qualquer conteúdo que se modifica baseado na sua versão original (a de 
entrada). Ele é personalizado para várias páginas, dependendo das solicitações do usuário. 
Um exemplo de conteúdo dinâmico é uma página de um produto: ela geralmente contém o nome do 
produto, uma descrição, um preço e inclui imagens. Outro exemplo é uma página que mostra informa-
ções relevantes ou registros das interações dos usuários. 
Como funciona uma CDN? 
Basicamente, uma CDN reproduz o conteúdo que está armazenado no servidor central. A versão re-
produzida do conteúdo vai, então, ser salva em locais de várias regiões do planeta, chamados de Pon-
tos de Presença (PoP, do inglês). Esses Pontos são os locais em que mais de duas redes fazem a 
conexão consigo mesmas. 
Sem uma CDN, quando um usuário tenta acessar um site, o computador envia um pedido de acesso 
ao servidor central para o conteúdo. O servidor central, então, responde ao pedido e mostra o conteúdo 
ao usuário. 
Esse processo leva algum tempo para ser concluído. A distância entre o usuário e o servidor é que 
determina a velocidade do processo. 
INTERNET 
 
30 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Por exemplo, vai levar um tempo para um usuário localizado no Rio de Janeiro conseguir uma resposta 
de um servidor localizado em Nova York (EUA). 
Mas com a CDN, o negócio é diferente. Em vez de levar o pedido até o servidor central, os visitantes 
de um site recebem uma cópia dos dados (conteúdos já armazenados) do servidor de internet mais 
próximo. 
Se em alguma ocasião o servidor mais próximo não conseguir entregar o conteúdo ao usuário, ele vai 
procurar por outros servidores em um ambiente de CDN. 
Além disso, se os dados não existem ou não tiverem sido armazenados, o servidor vai contactar o 
servidor central para fornecer tal conteúdo. E, então, vai armazená-lo para atender aos pedidos futuros. 
Em resumo, um CDN tem data centers localizados em várias regiões do mundo. Sendo assim os PoPs 
consistem em um aglomerado de centenas de servidores. 
E esses servidores trabalham sem cansar para acelerar o processo de entregar o conteúdo ao usuário, 
conforme sua solicitação. 
Benefícios de Usar CDN 
Por que você precisa de uma CDN? Existem 4 razões bem fundamentadas da importância de usar uma 
CDN. São elas: velocidade, uso amplo da internet, custo e segurança. 
Melhorias na Velocidade 
Cada segundo conta. Se um usuário de internet tenta acessar seu site e levar mais de 3 segundos para 
ver o conteúdo dela, é provável que ele desista do seu site. 
Normalmente, o servidor de hospedagem do seu site é que faz o trabalho de gerenciar os dados e o 
tráfego de uma página. . 
Mas, quando a quantidade de acessos sobe muito e você tem apenas um servidor para administrar 
tudo, uma resposta bem lenta é inevitável. 
É aqui onde a CDN entra. Ele ajuda a responder as solicitações de acesso a uma página com muito 
mais velocidade. Como isso? Driblando a latência (o atraso entre o momento do pedido e a resposta) 
de conexões. 
Alguns fatores podem causar esse atraso, mas é mais influenciado pela distância entre os visitantes e 
o servidor de hospedagem de um site. 
Melhor Disponibilidade do Conteúdo 
A quantidade de usuários de internet está crescendo rapidamente. Se você já pensava que fornecer 
conteúdos de qualidade poderia fazer explodir suas conversões, você está absolutamente certo. 
Mas, para isso, você precisa se certificar que esses mesmos conteúdos estejam disponíveis em todas 
as ocasiões. Nesse caso, usar a CDN é uma ótima opção. 
Imagine se seu site não funcionar corretamente quando o tráfego aumentar. Isso não apenas vai dimi-
nuir a credibilidade dele. Mas, também, será uma grande perda de oportunidade para mais conversões. 
A CDN foi feito para lidar com essas situações.Isso significa que você não precisa pagar altas quantias de dinheiro para ter um serviço eficiente e que 
você mesmo pode otimizar. Outra coisa boa é que você não precisa criar uma infraestrutura. A empresa 
de CDN é que cuida disso para você. 
Segurança é Tudo 
A segurança do seu site e dos dados dele devem ser a sua prioridade número 1. Tanto na sua pers-
pectiva quanto na dos seus usuários. 
INTERNET 
 
31 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Mas, na maioria das vezes, você não precisa realmente saber como se proteger de todos os ataques 
maliciosos. O fato é que um ataque hacker acontece a cada 39 segundos e 95% das brechas em 
segurança digital são causadas por falha humana. 
Além disso, acredito que você saiba o quão destrutivo um ataque DDoS pode ser. É uma tentativa 
maliciosa de perturbar um servidor ou uma rede com uma avalanche de pedidos e tráfego desorientado. 
Como resultado, seu site cai e não pode ser acessado por ninguém. Qualquer negócio que você tiver 
na internet corre risco se algo desse tipo acontecer. Seus consumidores podem, também não querer 
mais acessar seu site e procurarem opções mais seguras. 
Ainda, se você já implementou uma CDN, é ele quem vai gerenciar todo o tráfego recebido pelo site, 
garantindo que este esteja sempre funcionando. A rede estará lá para ajudar você a bloquear um ata-
que malicioso antes que ele atinja seu data center ou servidor. 
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ARQUIVOS, PASTAS E PROGRAMAS 
 
 
 
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Arquivos, Pastas e Programas 
Onde ficam os documentos? 
Qualquer coisa que exista no seu computador está armazenada em algum lugar e de maneira 
hierárquica. Em cima de tudo, estão os dispositivos que são, basicamente, qualquer peça física 
passível de armazenar alguma coisa. Os principais dispositivos são o disco rígido; CD; DVD; cartões 
de memória e pendrives. 
Tais dispositivos têm uma quantidade de espaço disponível limitada, que pode ser dividida em 
pedaços chamados partições. Assim, cada uma destas divisões é exibida como 
uma unidade diferente no sistema. Para que a ideia fique clara, o HD é um armárioe as partições são 
as gavetas: não aumentam o tamanho do armário, mas permitem guardar coisas de forma 
independente e/ou organizada. 
Em cada unidade estão as pastas que, por sua vez, contém arquivos ou outras pastas que, por sua 
vez, podem ter mais arquivos… e assim, sucessivamente. A organização de tudo isso é assim: 
 
1. Dispositivos 
 
São todos os meios físicos possíveis de gravar ou salvar dados. Existem dezenas deles e os 
principais são: 
• HD ou Disco Rígido: é o cérebro da máquina. Nele está tudo: o sistema operacional, seus 
documentos, programas e etc. 
• DVD: Um DVD permite que você leia o conteúdo que está gravado nele. Há 
programas gravadores de DVD que permitem criar DVDs de dados ou conteúdo multimídia. 
http://www.softonic.com.br/windows/masterizacao
ARQUIVOS, PASTAS E PROGRAMAS 
 
 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
• CD: Como um DVD, mas sem a possibilidade de gravar vídeos e com um espaço disponível 
menor. 
• Pendrive: São portáteis e conectados ao PC por meio de entradas USB. Têm como vantagem 
principal o tamanho reduzido e, em alguns casos, a enorme capacidade de armazenamento. 
• Cartões de Memória: como o próprio nome diz, são pequenos cartões em que você grava dados 
e são praticamente iguais aos Pendrives. São muito usados em notebooks, câmeras digitais, 
celulares, MP3 players e ebooks. Para acessar o seu conteúdo é preciso ter um leitor instalado na 
máquina. Os principais são os cartões SD, Memory Stick, CF ou XD. 
• HD Externo ou Portátil: são discos rígidos portáteis, que se conectam ao PC por meio de 
entrada USB (geralmente) e têm uma grande capacidade de armazenamento. 
• Disquete: se você ainda tem um deles, parabéns! O disquete faz parte da “pré-história” no que 
diz respeito a armazenamento de dados. Eram São pouco potentes e de curta durabilidade. 
2. Unidades e Partições 
Para acessar tudo o que armazenado nos dispositivos acima, o Windows usa unidades que, no 
computador, são identificadas por letras. Assim, o HD corresponde ao C:; o leitor de CD ou DVD 
é D: e assim por diante. Tais letras podem variar de um computador para outro. 
Você acessa cada uma destas unidades em “Meu Computador”, como na figura abaixo: 
 
A conta não fecha? Aparecem mais unidades do que você realmente tem? Então, provavelmente, o 
seu HD está particionado: o armário e as gavetas, lembra? Uma partição são unidades criadas a 
partir de pedaços de espaço de um disco. Para que você tenha uma ideia, o gráfico abaixo mostra a 
divisão de espaço entre três partições diferentes: 
 
3. Pastas 
As pastas – que, há “séculos” eram conhecidas por diretórios – não contém informação propriamente 
dita e sim arquivos ou mais pastas. A função de uma pasta é organizar tudo o que está dentro de 
cada unidade. 
ARQUIVOS, PASTAS E PROGRAMAS 
 
 
 
3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
 
4. Arquivos 
Os arquivos são o computador. Sem mais, nem menos. Qualquer dado é salvo em seu arquivo 
correspondente. Existem arquivos que são fotos, vídeos, imagens, programas, músicas e etc. 
Também há arquivos que não nos dizem muito como, por exemplo, as bibliotecas DLL ou outros 
arquivos, mas que são muito importantes porque fazem com que o Windows funcione. Neste 
caso, são como as peças do motor de um carro: elas estão lá para que o carango funcione bem. 
 
 
5. Atalhos 
O conceito é fácil de entender: uma maneira rápida de abrir um arquivo, pasta ou programa. Mas, 
como assim? Um atalho não tem conteúdo algum e sua única função é “chamar o arquivo” que 
realmente queremos e que está armazenado em outro lugar. 
 
Podemos distinguir um atalho porque, além de estar na área de trabalho, seu ícone tem uma flecha 
que indicativa se tratar de um “caminho mais curto”. Para que você tenha uma ideia, o menu “Iniciar” 
nada mais é do que um aglomerado de atalhos.Se você apagar um atalho, não se preocupe: o arquivo original fica intacto. 
6. Bibliotecas do Windows 7 
A última versão do Windows trouxe um novo elemento para a lista básica de arquivos e pastas: as 
bibliotecas. Elas servem apenas para colocar no mesmo lugar arquivos de várias pastas. 
Por exemplo, se você tiver arquivos de músicas em “C:\Minha Música” e “D:\MP3 para deixar as 
petecas de cabelo em pé”, poderá exibir todos eles na biblioteca de música. 
 
ARQUIVOS, PASTAS E PROGRAMAS 
 
 
 
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Entretanto, diferentemente dos atalhos, se você apagar um arquivo de alguma biblioteca, o original é 
que vai para o beleléu. Assim, cuidado, muito cuidado. 
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	Informatica
	08 Segurança da Informação
	16 Google
	17 Informática Aplicada a Educação
	35 Sistema Operacional Windows
	13 Internet
	04 Arquivos, Pastas e Programasdos eventos é fundamental 
para a eficácia das regras definidas. Utilizando o conceito de banco de dados invertido (up-side-down 
database), os eventos não são lidos a partir de um banco de dados, mas sim, são tratados e correla-
cionados em memória para só depois serem armazenados. 
Quando o assunto é o crescimento e evolução da Tecnologia da Informação no meio corporativo, es-
tamos acostumados a reconhecer os benefícios e inovações apresentados. Porém, em termos de Se-
gurança da Informação, esse desenvolvimento nos mostra o outro lado da moeda. 
As empresas que investem pesado na modernização da infraestrutura, adotando tecnologias recen-
tes, modificando a maneira como se trabalha com os dados e tudo mais, passaram a ser alvo de 
ameaças e riscos que permeiam pela web. 
Isso porque os cibercriminosos entendem o valor que os dados sigilosos têm para o negócio, às ve-
zes até mais que a própria empresa. Logo, ao perceber que os dados são gerados e armazenados 
virtualmente, a invasão passa a ser o maior objetivo. 
Sendo assim, é preciso tratar a Segurança da Informação como um requisito para o sucesso da em-
presa, assegurando que os riscos cibernéticos não consigam atingi-la. 
Neste artigo, falaremos um pouco mais sobre essa importante área, além de apresentar as ameaças 
mais comuns que estão mirando o seu ambiente de TI. Acompanhe! 
O que é Segurança da Informação? 
A Segurança da Informação é um conceito que vai além do setor de TI. Ele abrange o uso de ferra-
mentas diversas para proteger as informações sigilosas da empresa e garantir que elas estejam à 
disposição das pessoas autorizadas. 
O seu papel é definido por meio de três pilares: 
 Confidencialidade: as informações sigilosas não devem ser acessadas por pessoas não autoriza-
das. 
 Integridade: os dados não devem ser alterados ou excluídos de forma não prevista ou autorizada, 
ou seja, a garantia de que os dados estarão íntegros. 
 Disponibilidade: o serviço ou o acesso às informações deve estar sempre disponível para quem 
possui autorização. 
Os três pontos se complementam e norteiam a criação de uma boa Política de Segurança da Informa-
ção (PSI). 
Como as ameaças para a Segurança da Informação vão além de problemas com malware e inva-
sões, é necessário pensar não só na proteção do setor de TI, mas nas regras para a criação de se-
nhas, contratos de confidencialidade e restrição do acesso a informações e espaços físicos dentro da 
empresa. 
 SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO 
 
10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Quais as ameaças mais comuns à segurança da informação? 
 
Scan 
É um ataque que quebra a confidencialidade com o objetivo de analisar detalhes dos computadores 
presentes na rede (como sistema operacional, atividade e serviços) e identificar possíveis alvos para 
outros ataques. 
A principal forma de prevenção é a manutenção de um firewall na empresa e uma configuração ade-
quada da rede. 
Worm 
Worms são alguns dos malwares mais comuns e antigos. Malwares são softwares com o intuito de 
prejudicar o computador “hospedeiro”. 
Essa categoria engloba tanto os vírus quanto os worms, entre diversos outros tipos de programas 
maliciosos. 
Os worms são perigosos devido à sua capacidade se espalhar rapidamente pela rede e afetar arqui-
vos sigilosos da empresa. 
Rootkit 
Esta é uma ameaça que teve origem na exploração de kits do Linux. Tem como objetivo fraudar o 
acesso, logando no sistema como root, ou seja, usuário com poder para fazer qualquer coisa. 
Os ataques de rootkit são feitos a partir de um malware. Quando a máquina é infectada, os arquivos 
maliciosos se escondem no sistema e, com essa discrição, liberam o caminho para os invasores agi-
rem. 
Apesar de seu surgimento no Linux, o malware é capaz de causar danos nos sistemas operacionais 
Windows e Mac. Sem dúvidas, trata-se de um grande perigo para ambientes corporativos. 
DDoS (negação de serviço) 
Os ataques de negação de serviço, mais conhecidos como DDoS (Distributed Denial of Service), es-
tão entre os mais frequentes. 
Eles têm como objetivo tornar um sistema, infraestrutura ou servidores indisponíveis, causando inter-
rupção dos serviços. 
Como isso acontece? Ao receber o ataque, o alvo é sobrecarregado de diferentes formas (uso de 
banda larga, falhas de software ou excessivo uso de recursos), o que pode gerar muito prejuízo à ví-
tima. 
Ransomware 
A família ransomware é um conjunto de vírus do tipo malware e tem sido massivamente utilizada para 
a prática de crimes de extorsão de dados — prática também conhecida como sequestro de dados. 
O modo como o ransomware age varia conforme a sua versão, pois cada malware lançado explora 
uma diferente brecha do sistema operacional. Esse detalhe, inclusive, é o que torna os ataques tão 
repentinos e, ao mesmo tempo, fatais. 
Embora a maneira como o vírus se manifesta varie, a finalidade é a mesma: bloquear todos os arqui-
vos do computador, impedindo que o sistema possa ser utilizado adequadamente, e encaminhando 
mensagens solicitando o pagamento pelo resgate. 
Algumas empresas chegaram a negociar valores milionários com os criminosos para que os dados 
fossem devolvidos. 
 SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO 
 
11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Contudo, fazer o pagamento não é uma atitude recomendável, porque não há garantias de que a situ-
ação se normalize — além de acabar estimulando o crime. 
Devido ao número de ataques, o ransomware é visto atualmente como a maior das ameaças. 
Vírus de Resgate 
Conforme a expansão dos ataques de ransomware foi acontecendo, muitos usuários (a maioria cor-
porativos) se desesperaram por não saber como agir diante do sequestro de dados. 
A recomendação é sempre evitar o pagamento pelo resgate e utilizar uma solução para recuperar os 
arquivos — de preferência desenvolvida por fabricantes confiáveis. 
Contudo, os cibercriminosos buscaram driblar isso ao criar um vírus que ativa a oferta de um pro-
grama para resgatar os dados sequestrados. Ou seja, é um vírus que oferece outro para que o usuá-
rio pague por uma solução ilegítima. 
Antivírus Falsos 
Selecionar os produtos de antivírus não é uma tarefa simples como parece, visto que existem solu-
ções que, na verdade, são raízes para problemas ainda maiores que sua rede possa estar enfren-
tando. 
Da mesma maneira que existe o vírus de resgate, uma nova onda de antivírus falsos, os quais ofere-
cem um produto para rastrear ameaças e limpar o computador. 
Esses vírus são conhecidos como do tipo locker (bloqueador), assim como o ransomware e o mal-
ware, solicita pagamentos por bitcoins ou cartão de crédito. 
Phishing 
A prática de phishing consiste no envio de mensagens de email, onde o invasor se passa por uma 
instituição legítima e confiável (geralmente bancos e serviços de transação online), induzindo a vítima 
a passar informações cadastrais. 
Essa é uma das mais antigas armadilhas conhecidas na Internet e, ainda assim, continua atraindo 
muitas vítimas que utilizam email. 
Ultimamente o phishing vem sendo utilizado em ataques de BEC (Business Email Compromise), que 
tem como propósito fazer com que representantes da empresa alvo pensem estar se comunicando 
com executivos. 
Dessa maneira, as instituições acabam fazendo depósitos em conta de terceiros sem saber que se 
trata de uma fraude. O pior disso tudo é que o criminoso não deixa rastros, pois a mensagem não 
contém nenhum anexo ou links. 
Concluímos que, a todo o momento, essas ameaças podem surgir e fazer de sua empresa uma ví-
tima grave. Portanto é importante se manter atualizado, bem como investir nas melhores práticas de 
Segurança da Informação. 
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GOOGLE 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Google 
Gerenciar as Configurações do Google 
Abrir as Configurações do Google 
Dependendo do smartphone: 
Abra as configurações do smartphone Google. 
Em seguida, abra um outro app de Configurações do Google 
Gerenciar as Configurações do Google 
Conta 
Em "Conta", toque em Gerenciar sua Conta do Google. 
Na parte superior da tela, role até a guia desejada. 
Toque em uma guia: 
Página inicial 
Informações pessoais 
Atualize as informações básicas na sua Conta do Google. 
Dados e personalização 
Veja seus dados, atividades e preferências que podem tornar os serviços do Google mais úteis para 
você. 
Segurança 
Use as configurações e recomendações para ajudar a manter sua conta segura. 
Pessoas e compartilhamento 
Gerencie suas interações e as informações que você mostra nos serviços do Google. 
Pagamentos e assinaturas 
Veja suas formas de pagamento, transações, pagamentos recorrentes e reservas. 
 Serviços 
Em "Serviços neste dispositivo", role para baixo e toque no serviço desejado. Exemplo: 
Anúncios 
Desative a personalização de anúncios ou redefina seu código de publicidade. 
Connected apps 
Gerencie os apps conectados à sua Conta do Google, como aqueles com permissão para o Login do 
Google. 
Número de telefone do dispositivo 
Gerencie como o Google usa seu número de telefone para ajudar as pessoas a se conectarem com 
você. 
Google Fit 
Veja ou desconecte os apps e dispositivos conectados ao Google Fit. 
GOOGLE 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Local 
Gerencie as configurações de localização. 
 Pesquisa, Assistente e Voz 
Gerencie as configurações e preferências do Google Assistente e do Google app. 
Encontre meu dispositivo 
Gerencie as configurações para localizar um smartphone perdido e apagar os dados dele remota-
mente. 
Limpar dados de apps 
Se um app não é feito pelo Google, é possível excluir os dados dele da sua Conta do Google. Na tela 
principal das Configurações do Google, toque em Mais Limpar dados de apps. 
Funcionalidades que o Google oferece e talvez você não saiba 
O Google passou a permitir pesquisas compostas, onde são mostrados resultados baseados na sua 
pesquisa e outras informações relacionadas ao contexto total. Um exemplo desse tipo de buscas é 
com a frase "quando os criadores do google nasceram". Além da data de nascimento dos elementos 
pesquisados, informações sobre a história da empresa serão mostradas. 
 
Encontre Informações Nutricionais 
Aproveitando a onda fitness, o mecanismo de buscas quer ajudar seus usuários a saberem exata-
mente o que cada alimento pesquisado pode representar, em calorias, na sua dieta. Por exemplo 
"quantidade de sódio do amendoim". 
 
https://www.google.com.br/search?safe=active&rlz=1C1NHXL_pt-BRBR799BR799&ei=LXKZW_2IE4yxzwKGtqboBg&q=quando+os+criadores+do+google+nasceram&oq=quando+os+criadores+do+google+nasceram&gs_l=psy-ab.3...29106.30991.0.31261.8.8.0.0.0.0.311.708.0j1j1j1.3.0....0...1.1.64.psy-ab..5.0.0....0._L9HeUbGvbI
https://www.google.com.br/search?q=quantidade+de+s%C3%B3dio+do+amendoim&rlz=1C1SQJL_pt-BRBR799BR799&oq=quantidade+de+s%C3%B3dio+do+amendoim&aqs=chrome..69i57.19107j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8
GOOGLE 
 
3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Procure por imagens com uma imagem 
Um dos recursos mais interessantes, e que eu sempre uso, é o de realizar a pesquisa de imagens 
usando a mesma imagem ou outra visualmente semelhante. 
Seja para encontrar uma variação com uma resolução maior, ou simplesmente com cores e aspectos 
semelhantes, tudo vai variar de acordo com o objetivo. Para realizar essa ação, você pode selecionar 
uma mídia do seu PC e arrastar para a barra de busca no Google imagens, ou realizar o mesmo pro-
cesso com uma imagem que seja fruto de uma pesquisa dentro do site. 
Calcule medidas 
Lembrar o passo a passo para realizar a conversão de medidas para diferentes formatos nem sempre 
é uma tarefa fácil ou rápida, e hoje em dia tempo é algo escasso e extremamente precioso. Para te 
ajudar a realizar essa tarefa com maior facilidade, o Google disponibiliza um conversor de medidas 
que realiza toda a tarefa de calcular em cima do número desejado. 
 
Obtenha respostas sobre saúde 
Uma das coisas mais comuns de fazermos é realizar pesquisas relacionadas a doenças que vemos 
na TV ou baseada em sintomas que estamos sentindo. Vale lembrar que o site não incentiva o pro-
cesso de automedicação, então não tome nenhum remédio sem consultar ao seu médico de confi-
ança. Basta inserir o nome da doença que você deseja ter mais informações sobre no campo de pes-
quisa do site e aparecerão resultados válidos e inseridos pelo Hospital Israelita Albert Einstein. 
 
GOOGLE 
 
4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Google em 1998 
Apesar de ser uma data aleatória para a maioria, esse foi o ano em que a empresa foi criada. Ao pes-
quisar "Google in 1998", você é redirecionado para a primeira página de pesquisa desenvolvida, o 
que dá um tom de nostalgia para quem já navegava na web nessa época, e ajuda a nova geração a 
saber como era o sistema de buscas recém-nascido em 1998. 
 
Calculadora 
Ao inserir cálculos matemáticos na barra de pesquisa, o Google mostra uma calculadora com o resul-
tado da equação, e isso facilita e muito a vida de quem precisa realizar tarefas da escola que esta-
vam atrasadas. 
É preciso dar uma conferida antes de se assegurar de que o resultado está 100% certo, pois se você 
errar a posição de um sinal, pode fazer todos os dados ficarem incorretos. 
 
GOOGLE 
 
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Gerador de gráficos 
Desenhar gráficos e saber onde cada dado deve ser inserido não é uma tarefa fácil, mas o "Tio Goo-
gle" pode de ajudar! Digitando os dados por extenso, o mecanismo de pesquisa consegue realizar a 
estreuturação de um gráfico completo. Por exemplo, se você digitar " (sem as aspas), aparecerá o 
gráfico com o formato abaixo. 
 
Veja como dizer números longos em inglês 
Falar ou escrever em inglês não é uma tarefa fácil, mas pior do que a comunicação via palavras é re-
alizar a leitura ou escrita de números longos, mas o Google promete ajudar a facilitar esse feito. Digi-
tando uma sequência de números acompanhados do código "=english", o resultado da pesquisa mos-
trará exatamente como escrever o número. 
 
Conversão de moedas 
Apesar de parecer algo simples, realizar a conversão de moedas pode ser algo variável de acordo 
com o resultado da bolsa de valores no dia da pesquisa. Para mostrar quanto um produto em dólar 
vale, depois de convertido para reais, basta digitar na barra de pesquisa, por exemplo, "450 dólares 
para reais" 
 
Lembretes com busca por voz 
GOOGLE 
 
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Uma das funções mais interessantes do Google é a possibilidade de te ajudar a lembrar de tarefas 
básicas do dia a dia, como comprar o pão quando estiver nas proximidades de uma padaria, ele lem-
brará do aviso gravado alguns dias, horas ou minutos antes. Vale lembrar que essa pesquisa só fun-
ciona no smartphone e será preciso manter o GPS dele ativo para ter o aviso no momento certo! 
Buscar dentro de um período de tempo 
Quem gosta de bancar o jornalista investigativo, ou precisa de um dado específico para realizar uma 
tarefa escolar, pode usar o intervalo de pesquisa em momentos específicos para pegar as melhores 
notícias sobre o tema desejado. 
Por exemplo, pesquisando por "world trade center", você verá todas as notícias recentes sobre o ata-
que terrorista, mas indo em "Ferramentas" e determinando um intervalo personalizado, torna-se mais 
rápido encontrar informações compartilhadaspela imprensa no dia da tragédia. 
Buscas seguras 
Se o seu computador é compartilhado, ou você simplesmente não gosta de ter acesso a imagens um 
pouco mais explícitas ao pesquisar termos específicos no Google, basta ativar a opção "Busca se-
gura" nas configurações da sua conta. 
Busca avançada 
Para realizar uma pesquisa mais refinada de algo em específico na web, basta ir na opção "Pesquisa 
avançada", assim você encontrará tudo que estiver com as palavras desejadas, podendo também fa-
zer essa filtragem por data, idioma e país. 
 
Como utilizar o Google Drive na educação de forma efetiva 
 
https://www.google.com/advanced_search
https://www.google.com/advanced_search
GOOGLE 
 
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Para entender como é possível usar o Google Drive para dinamizar a educação, primeiro é preciso 
entender o que ele é o como ele funciona. 
O Google Drive é um serviço de armazenamento em nuvem. Ou seja, ele funciona como um cofre 
para guardar todos os seus arquivos, porém, ele faz isso em um servidor fora do computador. 
Assim os arquivos não estão sujeitos a perda por problemas no computador local. Sem contar que o 
Google Drive permite que os arquivos sejam acessados de qualquer lugar do mundo e por qualquer 
pessoa com acesso a conta que guardou os arquivos. 
Além de poder compartilhar os arquivos com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo, o Google 
Drive também permite a alteração e edição dos arquivos sem a necessidade do uso de outros aplica-
tivos como o Word, Excel ou outros. 
O programa pode ser usado de forma gratuita com um limite de 5Gb. Porém, para documentos e ima-
gens este é uma capacidade muito alta e que dificilmente será preenchida. 
Como usar o Google Drive na educação 
A primeira grande vantagem que o Google Drive oferece para os usuários na educação é a sua capa-
cidade de armazenamento de arquivos. 
Muitas vezes é necessário guardar uma grande quantidade de trabalhos, exercícios, vídeo aulas, ex-
plicações, fotos e outras coisas relacionadas à educação. Guardar isso de forma física ou no compu-
tador de forma local pode ser trabalhoso. 
Sem contar que é bem fácil acabar deletando algum arquivo sem querer e é ainda mais fácil perder 
um pedaço de papel ou folha. Ou seja, uma das principais maneiras de usar o Google Drive na edu-
cação é usando a ferramenta para guardar e organizar todo o seu material. 
Em caso de professores é possível usar para organizar os materiais de todas as turmas. Aliás, há 
como fazer muito mais do que isso e até mesmo agilizar as entregas de trabalhos e distribuição de 
tarefas. 
Compartilhar documentos e tarefas de forma fácil 
Como dissemos: É possível armazenar, organizar e agilizar a entrega de trabalhos e tarefas para os 
alunos e para o professor. 
Isso acontece porque o Google Drive possui a função de compartilhar todos os arquivos armazena-
dos em uma conta. Basta que a pessoa tenha acesso a conta para poder visualizar ou editar os arqui-
vos. 
Ou seja, é possível que um professor possa criar uma pasta na nuvem e dar o acesso para todos os 
alunos que precisam interagir com aquela lição ou trabalho. Sem a necessidade de ter que imprimir e 
entregar tudo pessoalmente ou então ficar mandando vários e-mails. 
Esta facilidade também funciona para o professor, pois é possível que os alunos usem o drive para 
entregar trabalhos, listas e outras atividades cobradas. Assim, ao invés de ter que pegar um monte de 
papel ou receber dezenas de e-mails, está tudo ali no mesmo lugar. 
Aumentar a dinâmica da aula 
O Google Drive pode ser usado para aumentar significativamente a dinâmica da aula. A pasta de uma 
classe pode ser transformada em uma extensão da aula. Lá é possível que os alunos interajam com 
os arquivos e tenham um acesso as informações de forma mais rápida e a qualquer momento do dia. 
GOOGLE 
 
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Também é possível que o professor entregue um feedback das atividades através do drive, facilitando 
os alunos a entenderem suas dificuldades e a serem motivados. Nem sempre é possível fazer isso 
dentro de sala de aula, principalmente com o número de matérias e o pouco tempo destinado a cada 
uma. 
O Google Drive traz está excelente opção de flexibilidade de horário para a comunicação dos alunos 
com os professores, além é claro de ser uma ótima plataforma para a distribuição e entrega dos tra-
balhos e exercícios. 
Com certeza esta ferramenta é uma opção mais viável do que as redes sociais que podem distrair 
muito. 
Criação de aulas virtuais para os alunos 
Criar aulas virtuais pode ser uma excelente maneira de estender as aulas para além da sala. O pro-
fessor pode criar um plano de aula, fazer um compilado de informações ou até mesmo gravar um ví-
deo para passar informações extras para o aluno. 
A maneira mais fácil de dividir essas aulas é através do Google Drive. A ferramenta oferece uma ma-
neira fácil de alcançar todos os alunos de forma simples e sem muitas complicações. 
Com o uso destas técnicas (e muitas outras que podem ser incorporadas por diferentes métodos de 
ensino) é possível criar um sistema de organização de trabalhos, assistência remota e correção de 
exercícios de forma rápida e centralizada. 
Além de facilitar a vida do professor e do aluno, esta é uma ferramenta que pode melhorar a maneira 
em que o estudante recebe feedback sobre suas atividades, dificuldades e progresso escolar. 
Portanto o Google Drive é uma excelente ferramenta para a educação e para o desenvolvimento de 
alunos. 
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Governo Federal
Ministério da Educação
Secretaria de Educação Básica
Departamento de Articulação e Desenvolvimento dos Sistemas de Ensino
Universidade de Brasília – UnB
Reitor
Timothy Martin Muholland
Vice-Reitor
Edgar Nobuo Mamiya
Coordenação Pedagógica do Profuncionário
Bernardo Kipnis – Cead/FE/UnB
Dante Diniz Bessa – Cead/UnB
Francisco das Chagas Firmino do Nascimento – SEE-DF
João Antônio Cabral de Monlevade – FE/UnB
Maria Abádia da Silva – FE/UnB
Tânia Mara Piccinini Soares – MEC
Centro de Educação a Distância – Cead/UnB
Diretor – Sylvio Quezado
Coordenação Executiva – Ricardo de Sagebin
Coordenação Pedagógica – Tânia Schmitt
Unidade de Pedagogia
Gestão da Unidade Pedagógica – Ana Luisa Nepomuceno
Gestora Pedagógica – Juliana C. Jungmann
Gestão da Unidade Produção – Rossana M. F. Beraldo
Designer Educacional – Luciana Kury
Revisão – Danúzia Maria Queiroz Cruz Gama
Editoração – Raimunda Dias
Ilustração – Tatiana Tiburcio
Unidade de Apoio Acadêmico e Logístico
Gerente da Unidade – Lourdinéia Martins da Silva Cardoso
Gestora do Projeto – Diva Peres Gomes Portela
K39i Nascimento, João Kerginaldo Firmino do.
Informática aplicada à educação. / João Kerginaldo 
Firmino do Nascimento. – Brasília : Universidade de 
Brasília, 2007.
84 p.
ISBN: 978-85-230-0981-61. Capacitação de funcionários. I. Título. II. Univer-
sidade de Brasília. Centro de Educação a Distância.
CDD 370
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Apresentação
Neste módulo, você e eu vamos tratar da informática 
educativa como mais um importante recurso pedagógico 
em nosso ambiente de trabalho. Conheceremos a história de 
sua implantação no Brasil e traçaremos um gráfico de sua evo-
lução. Conversaremos sobre a utilização do computador na esco-
la, introduzindo técnicas que enriquecerão a prática pedagógica dos 
professores.
Trataremos também do seu importante papel, como funcionário de uma 
escola, e a necessidade de capacitação e formação continuada, que possi-
bilitará um redimensionamento de conceitos já adquiridos para a busca de 
novas idéias no uso dos laboratórios de informática. 
Ementa
Informática na educação. Histórico da informática educativa no Brasil. O uso do 
computador na escola como recurso pedagógico. A importância da capacitação 
e do papel do professor, do administrador escolar e do funcionário da educação. 
O uso da internet na educação. 
Objetivo 
Capacitar o funcionário de escola para a utilização de ferramentas da informática na 
educação, a fim de diversificar e ampliar os processos de ensino-aprendizagem.
Mensagem do autor
Olá! Tudo bem? Meu nome é Kerginaldo. Nasci no Ceará 
em 1969 e ainda bebê vim para Brasília com minha famí-
lia. Aqui cresci, formei-me em Processamento de Dados, 
fiz especialização em Educação, Redes de Computadores 
e Criptografia. Atualmente, faço mestrado na área de Edu-
cação. 
Sou professor do Centro de Educação Profissional de Cei-
lândia – uma escola pública do Distrito Federal localizada a 
cerca de 30 km do centro de Brasília – e trabalho com in-
formática há 22 anos, tempo durante o qual pude vivenciar 
como a informática foi se transformando em algo tão impor-
tante para a sociedade e, aos poucos, sendo incorporada ao 
nosso cotidiano, como uma ferramenta revolucionária. 
Trabalho na Secretaria de Educação do Distrito Federal há 
11 anos. No decorrer desses anos, dei aula de informática 
com e sem computadores. Também fui coordenador de 
laboratório de informática e gestor de capacitação de servi-
dores. Hoje, administro uma moderna rede de 405 compu-
tadores no Centro de Educação Profissional de Ceilândia, 
sendo 175 deles ligados por meio de uma tecnologia cha-
mada sem fio (wireless). 
Sou uma pessoa de fácil convivência, pois dificilmente me 
aborreço com alguma coisa, sou brincalhão e vivo de bem 
com a vida. Acredito que sempre podemos tirar boas li-
ções de qualquer experiência vivida, mesmo de situações 
ruins. Penso que encarar as coisas de forma positiva nos 
faz pessoas mais felizes e capazes de superar, com mais 
tranqüilidade, as dificuldades da vida.
E como a vida não é feita somente de trabalho, procuro 
aproveitar os finais de semana, as horas vagas e as férias 
para fazer coisas que me divertem. Gosto muito de assistir 
a filmes e estar em contato com a natureza, sempre, é cla-
ro, na companhia da minha namorada, da minha família e 
dos meus amigos. Fazer o que gosto ao lado de quem gos-
to é uma combinação perfeita para aproveitar momentos 
agradáveis e espantar o estresse.
Acredito que já lhe dei boas dicas a meu respeito. Pena que 
você não possa fazer o mesmo agora. Mas, quem sabe, 
um dia, possamos nos encontrar por aí! Espero que este 
módulo de estudo possa ser útil para você. O importante é 
lembrar que estamos em constante aprendizado e que os 
desafios nos ajudam a crescer.
Sumário
UNIDADE 1 – Histórico da informática educativa no 
Brasil 11
UNIDADE 2 – O uso do computador na escola como 
recurso pedagógico 37
UNIDADE 3 – A importância da capacitação e do 
papel do funcionário da educação 61
UNIDADE 4 – O uso da internet na educação 71
REFERÊNCIAS 83
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Histórico da 
informática educativa
no Brasil
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Vamos começar esta unidade 
com um breve histórico de como 
se deu o início da informática na 
educação aqui em nosso país. 
O Brasil deu os primeiros passos, 
no caminho da informática edu-
cativa, em 1971, de acordo com 
o livro Projeto Educom, quando, 
pela primeira vez, se discutiu o 
uso de computadores no ensino 
de física (USP de São Carlos), 
em seminário promovido em co-
laboração com a Universidade 
de Dartmouth/EUA. As entida-
des responsáveis pelas primeiras investigações sobre o uso 
de computadores na educação brasileira foram: Universidade 
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Estadual de 
Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Rio Grande 
do Sul (UFRGS). 
Os registros indicam a Universidade Federal do Rio de Janei-
ro como instituição pioneira na utilização do computador em 
atividades acadêmicas, por meio do Departamento de Cálcu-
lo Científico, criado em 1966, que deu origem ao Núcleo de 
Computação Eletrônica (NCE). Nessa época, o computador 
era utilizado como objeto de estudo e pesquisa, propiciando 
uma disciplina voltada para o ensino de informática. 
A partir de 1973, o Núcleo de Tecnologia Educacional para 
a Saúde (Nutes) e o Centro Latino-Americano de Tecnologia 
Educacional (Clates), dessa mesma universidade, iniciaram, 
no contexto acadêmico, o uso da informática como tecnologia 
educacional voltada para a avaliação formativa e somativa de 
alunos da disciplina de química, utilizando-a para o desenvol-
vimento de simulações.
Ainda em 1973, surgiram as primeiras iniciativas na UFRGS, 
sustentadas por diferentes bases teóricas e linhas de ação. 
Segundo o livro Projeto Educom, o primeiro estudo utilizava 
terminais de teletipo e display (que eram telas de computa-
dores bem diferentes das que temos hoje) num experimento 
simulado de física para alunos do curso de graduação. Desta-
cava-se também o software Siscai, desenvolvido pelo Centro 
de Processamento de Dados (CPD), voltado para a avaliação 
de alunos de pós-graduação em Educação. 
O teletipo é um sistema 
de transmissão de textos, 
via telégrafo, por meio de 
um teclado que permite 
a emissão, a recepção e a 
impressão da mensagem. 
Ele foi inventado em 1910 
e permitiu o envio de 
mensagens a distância 
utilizando o código Baudot, 
criado por Émile Baudot em 
1874. 
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Essas e outras experiências foram realizadas até 1980, utili-
zando equipamentos de grande porte. Nessa época, o compu-
tador era visto como recurso auxiliar do professor no ensino 
e na avaliação, enfocando a dimensão cognitiva e afetiva, ao 
analisar atitudes e diferentes graus de ansiedade dos alunos 
em processos interativos com o computador.
Em 1975, um grupo de pesquisadores da Universidade de 
Campinas (Unicamp), coordenado pelo professor Ubiratan 
d’Ambrósio, do Instituto de Matemática, Estatística e Ciências 
da Computação, escreveu o documento “Introdução de Com-
putadores nas Escolas de 2o Grau”, financiado pelo acordo do 
Ministério da Educação (MEC) com o Banco Interamericano de 
Desenvolvimento (BID), mediante convênio com o Programa 
de Reformulação do Ensino (Premen)–MEC, existente na época.
Em julho de 1975 e no ano seguinte, a Unicamp recebeu a 
visita de Seymour Papert e Marvin Minsky, renomados cientis-
tas criadores de uma nova perspectiva em inteligência artifi-
cial, para ações de cooperação técnica. Em fevereiro e março 
de 1976, um grupo de pesquisadores da Unicamp visitou o 
MEDIA-Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts nos 
Estados Unidos MIT/EUA, cujo retorno permitiu a criação de 
um grupo interdisciplinar envolvendo especialistas das áreas 
de computação, lingüística e psicologia educacional, dando 
origem às primeiras investigações sobre o uso de computado-
res na educação, utilizando uma linguagem de programação 
chamada Logo. 
A partir de 1977, o projeto passou a envolver crianças sob a 
coordenaçãode dois mestrandos em computação. No início 
de 1983, foi instituído o Núcleo Interdisciplinar de Informática 
Aplicada à Educação (Nied) da Unicamp, já com o apoio do 
MEC, tendo o Projeto Logo como o referencial maior de sua 
pesquisa, durante vários anos.
Ainda no final da década de 1970 e início de 1980, novas expe-
riências, apoiadas nas teorias de Jean Piaget e nos estudos de 
Papert, surgiram na UFRGS, destacando-se o trabalho realiza-
do pelo Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC) do Instituto 
de Psicologia da UFRGS, que explorava a potencialidade do 
computador usando a linguagem Logo. Esses trabalhos fo-
ram desenvolvidos, prioritariamente, com crianças de escola 
pública que apresentavam dificuldades de aprendizagem de 
leitura, escrita e cálculo, procurando compreender o raciocí-
nio lógico-matemático dessas crianças e as possibilidades de 
A inteligência artificial (IA) 
é uma área de pesquisa 
da ciência da computação 
dedicada a buscar 
métodos ou dispositivos 
computacionais que possuam 
ou simulem a capacidade 
humana de resolver 
problemas, pensar ou, de 
forma ampla, ser inteligente.
Por meio de várias 
observações, com crianças, 
o professor e biólogo 
suíço Jean Piaget (1896-
1980) deu origem à Teoria 
Cognitiva. Ele valorizou 
o potencial infantil pela 
legitimidade cognitiva 
(ligada ao saber), social, 
afetiva (ligada à postura 
e sentimentos) e cultural. 
Segundo o pesquisador, 
existem quatro estágios 
de desenvolvimento 
cognitivo no ser humano, 
relacionados com o saber: 
Sensório-motor, Pré-
operacional, Operatório 
concreto e Operatório 
formal. 
Obtido no site: hhtp://
wikipedia.org/wiki/Jean_
Piaget
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intervenção como forma de promover a aprendizagem autô-
noma delas. 
Com relação às ações do governo federal na busca pela in-
formatização da sociedade brasileira, segundo a professora 
Maria Candida Moraes, o Brasil, a partir de meados da década 
de 1970, estabeleceu políticas públicas voltadas para a constru-
ção de uma indústria própria, objetivando uma maior garantia 
de segurança e desenvolvimento da nação. Tais políticas con-
dicionaram a adoção de medidas protecionistas para a área.
Dessa forma, o governo brasileiro deu origem à Comissão 
Coordenadora das Atividades de Processamento Eletrônico 
(Capre), à Empresa Digital Brasileira (Digibras) e à Secretaria 
Especial de Informática (SEI). Esta última nasceu como órgão 
executivo do Conselho de Segurança Nacional da Presidência 
da República em plena época da ditadura militar e tinha por 
finalidade regulamentar, supervisionar e fomentar o desenvol-
vimento e a transição tecnológica do setor.
Com a criação da SEI, como órgão responsável pela coorde-
nação e pela execução da política nacional de informática, 
buscava-se fomentar e estimular a informatização da socie-
dade brasileira, voltada para a capacitação científica e tecno-
lógica capaz de promover a autonomia nacional, baseada em 
diretrizes e princípios fundamentados na realidade brasileira e 
decorrentes das atividades de pesquisas e da consolidação da 
indústria nacional. 
A busca de alternativas capazes de viabilizar uma proposta 
nacional de uso de computadores na educação, que tivesse 
como princípio fundamental o respeito à cultura, aos valores 
e aos interesses da comunidade brasileira, motivou a consti-
tuição de uma equipe intersetorial, que contou com a partici-
pação de representantes da SEI, do Ministério da Educação 
(MEC), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico 
e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de Estudos e Projetos 
(Finep), como responsáveis pelo planejamento das primeiras 
ações na área. 
Como princípio fundamental do trabalho desenvolvido, a equi-
pe reconheceu como prioritária a necessidade de consulta 
permanente à comunidade técnico-científica nacional, no sen-
tido de discutir estratégias de planejamento que refletissem 
as preocupações e o interesse da sociedade brasileira. Para 
isso, decidiu realizar o I Seminário Nacional de Informática na 
Educação, na Universidade de Brasília (UnB), no período de 25 
a 27 de agosto de 1981.
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Esse seminário contou com a participação de especialistas na-
cionais e internacionais, constituindo-se no primeiro fórum a 
estabelecer posição sobre o tema, destacando a importância 
de se pesquisar o uso do computador como ferramenta auxi-
liar do processo de ensino-aprendizagem. Desse seminário, 
surgiram várias recomendações norteadoras do movimento e 
que continuaram influenciando a condução de políticas públi-
cas na área.
Entre as recomendações, destacavam-se aquelas relaciona-
das à importância de que as atividades de informática na edu-
cação fossem balizadas por valores culturais, sociopolíticos e 
pedagógicos da realidade brasileira, bem como a necessidade 
do prevalecimento da questão pedagógica sobre as questões 
tecnológicas no planejamento de ações. O computador foi re-
conhecido como um meio de ampliação das funções do pro-
fessor e jamais como ferramenta para substituí-lo.
Foi nesse seminário que, ainda de acordo com a professora 
Maria Candida Moraes, surgiu a primeira idéia de implanta-
ção de projetos-piloto em universidades, cujas investigações 
ocorreriam em caráter experimental e deveriam servir de sub-
sídios a uma futura política nacional de informatização da edu-
cação. Nesse evento, foi recomendado que as experiências 
atendessem aos diferentes graus e modalidades de ensino e 
deveriam ser desenvolvidas por equipes brasileiras em uni-
versidades de reconhecida capacitação nas áreas de educa-
ção, psicologia e informática.
Após a realização desse primeiro seminário, foi criado um gru-
po de trabalho intersetorial com representantes do MEC, da 
SEI, do CNPq e da Finep para elaboração de subsídios para 
um futuro Programa de Informática na Educação que possibi-
litasse a implantação dos sugeridos centros-piloto e colabo-
rasse no delineamento dos principais instrumentos de ação. 
Em dezembro de 1981, foi divulgado o documento “Subsí-
dios para a Implantação do Programa Nacional de Informática 
na Educação”, que apresentou o primeiro modelo de funcio-
namento de um futuro sistema de informática na educação 
brasileira, elaborado por aquela equipe. Esse documento re-
comendava que as iniciativas nacionais deveriam estar cen-
tradas nas universidades e não diretamente nas Secretarias 
de Educação, pois era necessário construir conhecimentos 
técnico-científicos para depois discuti-los com a sociedade 
brasileira. Buscava-se a criação de centros formadores de 
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recursos humanos qualificados, capazes de superar os desa-
fios presentes e futuros então vislumbrados.
O documento, ainda, destacava a necessidade de combinação 
adequada dos fatores de produção em educação para viabi-
lizar um sistema de ensino realmente adequado às necessi-
dades e às realidades regionais, com flexibilidade suficiente 
para o atendimento às situações específicas, ao aumento da 
efetividade no processo de ensino-aprendizagem e à elabora-
ção de uma programação participativa a partir dos interesses 
do usuário. 
O documento propunha também a ampliação e a acumulação 
de conhecimento na área mediante a realização de pesquisas 
para a capacitação nacional, o desenvolvimento de software 
educativos, demarcados por valores culturais, sociopolíticos e 
pedagógicos da realidade brasileira, e a formação de recursos 
humanos de alto nível.
Para a operacionalização da proposta, esse documento suge-
ria a criação de uma comissão oficial – sob o amparo do MEC, 
com representantes da SEI, do CNPq e da Finep – e de uma 
comissão executiva para exercer a função mediadora entre a 
comissão oficial e a comunidade acadêmica, os centros-piloto 
eSe você apagar um atalho, não se preocupe: o arquivo original fica intacto. 
6. Bibliotecas do Windows 7 
A última versão do Windows trouxe um novo elemento para a lista básica de arquivos e pastas: as 
bibliotecas. Elas servem apenas para colocar no mesmo lugar arquivos de várias pastas. 
Por exemplo, se você tiver arquivos de músicas em “C:\Minha Música” e “D:\MP3 para deixar as 
petecas de cabelo em pé”, poderá exibir todos eles na biblioteca de música. 
 
ARQUIVOS, PASTAS E PROGRAMAS 
 
 
 
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Entretanto, diferentemente dos atalhos, se você apagar um arquivo de alguma biblioteca, o original é 
que vai para o beleléu. Assim, cuidado, muito cuidado. 
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	Informatica
	08 Segurança da Informação
	16 Google
	17 Informática Aplicada a Educação
	35 Sistema Operacional Windows
	13 Internet
	04 Arquivos, Pastas e Programas

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