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1 FISIOPATOLOGIA DAS DOENÇAS ENDÓCRINAS 1 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 2 2. FISIOPATOLOGIA ............................................................................................... 3 3. O SISTEMA ENDÓCRINO ................................................................................... 5 4. DOENÇAS ENDÓCRINAS ................................................................................... 7 5. FISIOPATOLOGIA DO COLESTEROL ALTO OU BAIXO ................................ 10 6. FISIOPATOLOGIA DA DIABETE ...................................................................... 11 8. FISIOPATOLOGIA DA ANDROPAUSA ............................................................ 13 9. FISIOPATOLOGIA DA MENSTRUAÇÃO .......................................................... 15 10. FISIOPATOLOGIA DOS DISTÚRBIOS DA PUBERDADE ................................ 17 11. FISIOPATOLOGIA DAS DOENÇAS SUPRERENAIS ....................................... 19 12. FISIOPATOLOGIA DE DOENÇAS DA HIPÓFISE............................................. 21 13. FISIOPATOLOGIA DA MENOPAUSA ............................................................... 22 14. FISIOPATOLOGIA DA OBESIDADE ................................................................. 23 15. FISIOPATOLOGIA DA OSTEOPOROSE .......................................................... 26 16. FISIOPATOLOGIA DA TIREOIDE ..................................................................... 27 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 28 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 29 2 1. INTRODUÇÃO Distúrbios do sono, alterações bruscas no peso corporal, humor flutuante. Muitas dessas questões são explicadas através das ações dos hormônios no organismo. O que são as glândulas e os hormônios e quais funções eles exercem no organismo? As glândulas são estruturas do organismo responsáveis pela produção de substâncias com funções específicas e importantes. As glândulas endócrinas são aquelas que produzem os hormônios, ou seja, substâncias produzidas em um local do organismo (as glândulas) que, após produzidas, caem na corrente sanguínea e agem em órgãos-alvo, em receptores específicos, produzindo o efeito biológico. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pela glândula chamada pâncreas e que age em diversos órgãos, como o tecido muscular periférico, permitindo a entrada da glicose, para servir de combustível para as células. Os distúrbios endócrinos podem apresentar diversos sintomas que variam de intensidade e de frequência. “Nossas glândulas endócrinas principais são hipófise, tireoide, paratireoide, pâncreas, suprarrenal, ovários e testículos, e a disfunção de uma delas pode comprometer toda nossa saúde”, explica a Dra. Larissa Garcia Gomes, diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP). 3 2. FISIOPATOLOGIA Fisiopatologia é uma convergência de patologia com fisiologia. A patologia é a disciplina médica que descreve condições normalmente observadas durante um estado de doença, enquanto que a fisiologia é a disciplina biológica que descreve processos ou mecanismos que operam dentro de um organismo. A patologia descreve a condição anormal ou indesejada, enquanto a fisiopatologia procura explicar os processos ou mecanismos fisiológicos em que essa condição se desenvolve e progride. A fisiopatologia também pode significar as alterações funcionais associadas ou resultantes de doenças ou lesões. Outra definição é as mudanças funcionais que acompanham uma determinada doença. A fisiopatologia é uma área de estudo necessária para quase todos os programas escolares profissionais de saúde (médicos, odontológicos, assistente médico, terapia ocupacional, fisioterapia, enfermeiro, terapeutas de radiação, farmácia, enfermagem, ciências radiológicas, programas de quiropraxia e paramédicos). A fisiopatologia é o estudo de alterações funcionais no corpo que ocorrem em resposta a doença ou lesão. Por exemplo, se alguém ingerir uma toxina, essa toxina pode estar associada a uma variedade de mudanças físicas, como inflamação no revestimento do estômago ou necrose das extremidades. O campo é projetado para ajudar as pessoas a estudar o progresso da doença para que possam identificar rapidamente doenças e considerar várias opções de tratamento. Esta área de estudo é necessária para a maioria das pessoas que trabalham na profissão médica, incluindo médicos, enfermeiros e técnicos médicos. Compreender o progresso da doença é fundamental para aprender a identificá-lo e tratá-lo, e muitos profissionais médicos ganham habilidades adicionais no decorrer do trabalho. Um radiologista, por exemplo, muitas vezes se torna bastante habilidoso na identificação das mudanças estruturais associadas ao câncer como resultado de ver centenas ou milhares de filmes. Existem dois campos médicos separados envolvidos em fisiopatologia. O primeiro é a fisiologia, o estudo do corpo e suas funções. O segundo é a patologia, o estudo da doença e seu impacto no corpo. Quando combinados, os alunos olham 4 como o progresso de uma doença muda o corpo e como as mudanças podem ser tratadas ou revertidas. 5 3. O SISTEMA ENDÓCRINO O sistema endócrino é responsável pela produção de substâncias químicas denominadas hormônios, que são secretados no sangue, e vão regular diferentes células e tecidos do organismo. As células especializadas responsáveis pela produção dos hormônios são conhecidas como células endócrinas. O sistema endócrino é composto por um grupo de glândulas e órgãos que regulam e controlam várias funções do organismo por meio da produção e secreção de hormônios. Os hormônios são substâncias químicas que afetam a atividade de outra parte do corpo. Em essência, os hormônios atuam como mensageiros que controlam e coordenam as atividades em todo o corpo. O sistema endócrino do corpo é composto de células neuroendócrinas responsáveis pela produção dos hormônios. Os hormônios são substâncias químicas transportadas através da corrente sanguínea que têm um efeito específico sobre a função dos órgãos ou células do corpo. As células neuroendócrinas são encontradas nos tratos respiratório e digestivo. O trato respiratório inclui os brônquios e pulmões. O trato digestivo se inicia na boca, terminando no reto. As células neuroendócrinas também estão localizadas nas glândulas endócrinas, como as glândulas suprarrenais, pâncreas, tireoide e pituitária. Essas células também são encontradas nos ovários e nos testículos. Os tumores neuroendócrinos se desenvolvem quando essas células sofrem alterações, fazendo com que elas se dividam descontroladamente e se transformem em uma massa de tecido anormal (tumor). O sistema endócrino é composto por um grupo de glândulas e órgãos que regulam e controlam várias funções do organismo por meio da produção e secreção de hormônios. 6 Figura 1 – Glândulas Endócrinas Fonte: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-hormonais-e- metab%C3%B3licos/biologia-do-sistema-end%C3%B3crino/gl%C3%A2ndulas-end%C3%B3crinas 7 4. DOENÇAS ENDÓCRINAS As doenças endócrinas dizem respeito a Um excesso de secreção de hormônio (denominada “hiper” função) Uma deficiência de secreção de hormônio (denominada “hipo” função) As doenças podem ser causadas por um problema na própria glândula ou porque o eixo hipotálamo-hipófise (a interação dos sinais hormonais entre o hipotálamo e a hipófise) está fornecendo estímulo excessivo ou insuficiente. Dependendo do tipo de célula da qual são originados,os tumores podem produzir hormônios em excesso ou destruir o tecido glandular normal, diminuindo a produção hormonal. Às vezes, o sistema imunológico do organismo ataca uma glândula endócrina (uma doença autoimune), o que diminui a produção hormonal. Exemplos de doenças endócrinas incluem Andropausa: Cansaço, diminuição da força muscular e disfunção sexual, podem ser decorrentes da diminuição dos hormônios masculinos em razão do envelhecimento. A reposição hormonal prescrita por um endocrinologista é uma opção de tratamento. Colesterol e Triglicerídeos: São esses tipos de gordura do nosso organismo que estão diretamente ligados à saúde do coração. O risco de complicações cardiovasculares é atenuado com alimentação correta e exercícios físicos regulares. Crescimento: Criança que cresce demais ou que cresce de menos pode estar com alterações hormonais, nutricionais ou genéticas. Só um endócrino poderá avaliar com cautela os tratamentos necessários. Diabetes: Excesso de peso, pressão mal controlada, colesterol e histórico familiar podem indicar propensão ao diabetes. Sede excessiva, muita urina e perda peso estão entre os sintomas. Só no Brasil há 13 milhões de diabéticos. Quando mal controlada, a doença que é crônica e não tem cura, pode elevar a sérias complicações nos olhos, pés e rins. Distúrbios da Menstruação: Alterações do ciclo menstrual (falta de menstruação ou menstruação mais de uma vez ao mês) podem significar problemas hormonais. A investigação clinica é o que vai determinar o tratamento adequado. Distúrbios da Puberdade: Desenvolvimento de pelos pubianos e mamas antes da idade adequada podem indicar distúrbios hormonais na criança. https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-hormonais-e-metab%C3%B3licos/biologia-do-sistema-end%C3%B3crino/fun%C3%A7%C3%A3o-end%C3%B3crina#v43015990_pt 8 Adolescentes que ainda não apresentam as características da puberdade também devem ser avaliados. Doenças da Suprarrenal: Aumento de peso, estrias avermelhadas, pelos excessivos, pressão alta ou baixa, puberdade precoce, além do escurecimento da pele podem significar problemas na glândula suprarrenal, que é responsável por vários hormônios, entre eles, o cortisol (hormônio do estresse). Doenças da Hipófise: Conhecida também como pituitária, a hipófise é uma glândula localizada na base do cérebro que tem as funções de regular o trabalho das glândulas suprarrenal, tireoide, testículos e ovários, produzir o hormônio importante para a lactação (prolactina),o hormônio do crescimento, o hormônio antidiurético e o hormônio chamado oxitocina, importante para o trabalho de parto. Entre as principais doenças da hipófise, temos: adenomas hipofisários clinicamente não funcionantes, acromegalia, doença de Cushing, prolactinoma, diabetes insípidus (diferente do diabetes mellitus) e hipopituitarismo. Excesso de Pelos: Mulheres com excesso de pelos com padrão de distribuição masculino (hirsutismo), acne ou amento da musculatura, podem estar com produção excessiva de hormônios masculinos. Menopausa: Decorrente da falência da produção dos hormônios estrógenos e da atividade reprodutiva pelos ovários, geralmente ocorre entre 45 e 55 anos. Quando acontece antes dos 40 anos, é denominada menopausa precoce, o que pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares (infarto e derrame) e osteoporose. O tratamento deve ser individualizado e a terapia hormonal pode ser prescrita por um endocrinologista. Obesidade: A obesidade é uma epidemia mundial e risco para a saúde de crianças e adultos. Quando não tratada, a obesidade está relacionada a doenças cardíacas, diabetes, doenças hepáticas e muitos tipos de câncer. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estarão com sobrepeso, e mais de 700 milhões, obesos. O número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo poderá chegar a 75 milhões. Osteoporose: É uma doença endócrina caracterizada por enfraquecimento nos ossos. Sem apresentar sintomas, a osteoporose causa mais de 8,9 milhões de fraturas por ano em todo o mundo, resultando em fratura osteoporótica a cada 3 segundos, de acordo com a Federação Internacional da Osteoporose (IOF). https://www.iofbonehealth.org/facts-statistics#category-14 9 Tireoide: A principal função da tireoide é a produção de dois hormônios, denominados T3 e T4, que agem em praticamente todas as funções orgânicas, como controle dos batimentos cardíacos; transmissões cerebrais, com influência sobre o humor, memória, atenção, concentração, raciocínio e inteligência; força muscular e metabolismo do tecido adiposo (gordura); controle da produção e consumo de energia, manutenção da temperatura corpórea e mecanismos de adaptação ao frio; formação e renovação do osso; movimentos das alças intestinais (peristaltismo); crescimento; ciclo menstrual e fertilidade, entre outras. O check-up anual, com acompanhamento de um endocrinologista, é fundamental para a boa qualidade da saúde. Geralmente, o médico mede a concentração dos hormônios no sangue para obter informações sobre o funcionamento da glândula endócrina. Às vezes, a concentração sanguínea isolada não consegue prestar informações suficientes sobre a função da glândula endócrina e, por isso, o médico faz a dosagem dos níveis hormonais. Em determinados horários ou mais de uma vez ou em horários diferentes (por exemplo, o cortisol) Depois de ter administrado um agente estimulante ou supressor (por exemplo, uma bebida açucarada, um medicamento ou um hormônio que podem desencadear ou bloquear a liberação do hormônio) Depois que a pessoa cumpriu uma determinada instrução (por exemplo, ficar de jejum) As doenças endócrinas costumam ser tratadas pela reposição de um hormônio cujo nível esteja deficiente ou pela redução de um hormônio cujo nível esteja excessivo. Contudo, às vezes, a causa da doença pode ser tratada. Por exemplo, se houver um tumor em uma glândula endócrina, é possível que ele seja removido. 10 5. FISIOPATOLOGIA DO COLESTEROL ALTO OU BAIXO O fígado é o órgão preliminar que sintetiza o colesterol. Aproximadamente 20- 25% da produção diária do colesterol do total ocorrem aqui. O colesterol é sintetizado igualmente às extensões menores nas glândulas ad-renais, nos intestinos, nos órgãos reprodutivos etc. A síntese do colesterol começa com uma molécula do CoA do acetil e a uma molécula do acetoacetyl-CoA, que são desidratados para formar CoA de 3 hydroxy-3- methylglutaryl (HMG-CoA). Esta molécula é reduzida então ao mevalonate pelo reductase do HMG-CoA da enzima. Esta etapa é uma etapa irreversível na síntese do colesterol. Esta etapa é obstruída pelo colesterol que abaixa drogas como Statins. Mevalonte converte então ao pirofosfato do isopentenyl. Esta molécula decarboxylated ao pirofosfato do isopentenyl. Três moléculas do pirofosfato do isopentenyl condensam-se para formar o pirofosfato do farnesyl com a ação da transferase geranyl. Duas moléculas do pirofosfato do farnesyl condensam-se então para formar o squalene. Isto exige a sintase do squalene no segundo estômago endoplasmic. O cyclase de Oxidosqualene cyclizes então o squalene para formar o lanosterol. Lanoststerol forma então o colesterol. A biossíntese do colesterol é regulada diretamente pelos níveis de colesterol atuais. Quando demasiada entrada do colesterol do alimento é detectada há uma redução na síntese endógena do colesterol. O mecanismo regulador principal é a detecção do colesterol intracelular no segundo estômago endoplasmic pela proteína SREBP (proteína elemento-obrigatória reguladora 1 e 2 do esterol). O reductase do CoA de HMG contém uma membrana e um domínio citoplasmática. O domínio da membrana pode detectar para sua degradação. As concentrações crescentes de colesterol (e de outros esteróis) causam uma mudança neste domínio e fazem-namais suscetível à destruição pelo proteosome. As actividades desta enzima são reduzidas igualmente pela fosforilação por uma quinase de proteína Ampère-ativada. 11 6. FISIOPATOLOGIA DA DIABETE A doença envolve alguns fatores que contribuem para o desencadeamento da destruição das células produtoras de insulina, tais como, fatores ambientais, genéticos, imunológicos e de origem idiopática. Os fatores ambientais podem contribuir nessa patologia por três mecanismos principais: infecções virais, alimentação e toxinas. Os vírus podem atuar de forma citolítica, infectando e destruindo diretamente as células beta ou de forma indireta ativando o sistema imunológico. Na alimentação, inclui as proteínas do leite da vaca (especialmente em recém nascidos, com o sistema digestivo imaturo). Já a nitrosamina pode ser tóxica por reduzir a nicotina-adenina-dinucleotideo (NAD), coenzima importante no processo de oxidação. Os fatores genéticos estão ligados à suscetibilidade do grau de consangüinidade e conseqüente identidade genética. O sistema imune pode promover intolerância através de fatores humorais (80% dos pacientes com DM1) e celulares. Os fatores auto-imunes no DM1 têm como marcadores os anticorpos: antiinsulina, antidescarboxilase do ácido glutâmico (GAD 65) e antitirosina-fosfatases (IA2 e IA2B). Esses marcadores citados, os auto-anticorpos, podem estar presentes na fase pré-clínica do diabetes, ou seja, meses ou anos antes do diagnóstico clínico, com até 90% dos indivíduos detectados com elevação nos níveis de glicose sanguínea. Além disso, a doença está associada fortemente com alguns genes do sistema antígeno leucocitário humano (HLA). Complicações da diabete A cetoacidose diabética é uma complicação aguda, típica do DM1, conceituada como um conjunto de disfunções metabólicas resultante da carência grave de insulina pelo organismo e associada na liberação dos hormônios contra-reguladores (glucagon, catecolaminas, cortisol e hormônio de crescimento), que através da produção exagerada e redução do uso periférico de glicose causam hiperglicemia, liberação de ácidos graxos (tecido adiposo) e formação de corpos cetônicos no fígado. Tais fatores, além do desenvolvimento da cetoacidose diabética contribuem em alguns danos para o organismo, no diabetes não controlado, tais como, lesão tecidual levando à neuropatia periférica, disfunção do sistema nervoso autônomo e diminuição da sensibilidade nas extremidades. 12 Segundo Damiani (2008) a cetoacidose diabética aparece em 25% dos casos de DM1 como primeira manisfestação. Em sua maioria, os fatores iniciais que levam ao desenvolvimento da cetoacidose são de origem infecciosa aguda, associada ou não, ao tratamento insulínico descontínuo ou impróprio para o paciente. A apresentação clínica refere-se à desidratação e respiração acidótica laboratorialmente apresenta glicemia acima de 250 mg/dl, acidose metabólica (pH menor que 7,3 ou bicarbonato séricofase, o hipotálamo liberta a hormônio GnRH (hormônio libertadora de gonadotrofinas), que instrui a hipófise para a libertação de FSH (hormônio folículo-estimulante). Este hormônio atuará nos ovários, estimulando o crescimento dos óvulos contidos nos folículos, até ao estado maduro. Aproximadamente 20 folículos respondem e iniciam o processo de crescimento. Destes 20, o folículo que mais rapidamente chegue a um estado de maturação vai libertar estrogênio. Funções do estrogênio: - Induzir a hipófise a reduzir a produção de FSH até à quantidade suficiente ao desenvolvimento final do maior folículo (os demais cessam o seu processo de maturação). Espessar o endométrio (camada interna do útero) antes da ovulação, preparando-o para receber e nutrir o embrião em caso de fertilização; Provocar na hipófise a produção de um pico de LH (hormônio luteinizante) que estimulará o rompimento do folículo primário (o mais desenvolvido) e consequente libertação de um óvulo maduro; Favorecer a formação de muco cervical. Ovulação: A ovulação ocorre cerca de 24 a 48 horas após o pico de LH.O óvulo libertado é transferido do ovário para a respectiva trompa de Falópio e segue em direção ao útero. Se não ocorrer fertilização neste intervalo de tempo, o óvulo perde 16 a sua viabilidade - embora possa sobreviver até 72h. Verifica-se uma ligeira subida da temperatura (até 0,5ºC) que se mantém durante a segunda fase do ciclo, pela libertação de progesterona, para facilitar a implantação e maturação de um possível óvulo fertilizado. Os kits vendidos em farmácias que ajudam a detectar a ovulação medem a concentração de LH presente na urina, identificando o momento que dá início ao período potencialmente mais fértil. Fase Lútea: Embora a duração da fase folicular possa variar entre mulheres, e por vezes até na mesma mulher, a duração da fase lutea é geralmente de 12 a 16 dias para todas as mulheres. No Fatores como stress, cansaço, exercício físico, medicação, etc. podem alterar o tempo de desenvolvimento do folículo, influenciando assim a data da ovulação. As células do folículo que se rompeu continuam a receber LH, e o folículo transforma-se no corpo lúteo que por sua vez continuará a produzir estrogênio e uma grande quantidade de progesterona (a libertação de progesterona aumenta gradualmente atingindo o pico a meio da fase lútea).A progesterona leva à maturação do endométrio de forma a permitir a implantação do óvulo fertilizado e leva a um aumento da temperatura basal que se manterá durante toda a fase lútea (com o objetivo de garantir um ambiente de incubação propício à nidação e desenvolvimento do feto). O aumento da produção de Estrogênios e Progesterona (pelo corpo lúteo) inibe a produção da GnRH, o que faz cessar a produção de FSH e LH (processo de feed-back negativo). Sem FSH e LH o corpo lúteo deixa de ser estimulado e regride, acabando por degenerar-se, levando à cessação da produção de estrogênio e progesterona. O endométrio desfaz-se, ocorre a menstruação, e dá-se o início de um novo ciclo. Caso haja fertilização, o corpo lúteo mantém-se ativo, suportado por uma nova hormônio (HCG - gonadotropina cariónica humana) produzida pelo embrião e continuará a produzir progesterona e estrogênio. Mais tarde, durante a gravidez, será a própria placenta a fornecer estes dois hormônios. 17 10. FISIOPATOLOGIA DOS DISTÚRBIOS DA PUBERDADE Nas meninas, o primeiro evento puberal é tipicamente o desenvolvimento mamário (telarca), logo depois seguido do aparecimento dos pelos pubianos (pubarca) e axilares e, mais tarde, do primeiro período menstrual (menarca), que tradicionalmente ocorre 2 a 3 anos após a telarca ( Puberdade — quando as características sexuais femininas se desenvolvem.). Nos meninos, o primeiro marco puberal é tipicamente o aumento do volume testicular, seguido do aumento peniano e do aparecimento de pelos pubianos e axilares ( Puberdade — quando as características sexuais masculinas se desenvolvem.). Em ambos os sexos, o aparecimento dos pelos pubianos e axilares é denominado adrenarca. A adrenarca pode ocorrer antes da gonadarca em cerca de 10% das crianças (adrenarca precoce). Embora a gonadarca e adrenarca possam ter sinais que se sobrepõem, elas são reguladas de maneira independente. A definição de puberdade precoce depende de padrões populacionais confiáveis para o início da puberdade (i.e., quando ocorrem as manifestações da puberdade); como o início parece ocorrer mais cedo nos EUA, especialmente em mulheres, esses padrões tradicionais estão sendo reavaliados. O desenvolvimento das mamas ocorre progressivamente em idades mais precoces e essa tendência reflete a epidemia de obesidade, com um índice de massa corporal mais alto (> 85º percentil) associado à telarca precoce. A puberdade tardia é definida como a ausência do início da maturação sexual na época esperada. Na maioria dos casos, o atraso na puberdade representa uma variação normal que pode ser um problema de família (também chamada atraso constitucional da puberdade). Esses adolescentes têm uma taxa de crescimento normal e são, de resto, saudáveis. Ainda que a aceleração do crescimento e a puberdade sejam atrasadas, elas acabam se dando de maneira normal. Vários distúrbios, como diabetes mellitus, doença inflamatória intestinal, doença renal, fibrose cística e anemia podem retardar ou impedir o desenvolvimento sexual. O desenvolvimento pode ser atrasado nos adolescentes que estão recebendo radioterapia ou quimioterapia para o câncer. Algumas vezes, a puberdade pode também ser atrasada por doenças autoimunes (como a tireoidite de Hashimoto, a https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-end%C3%B3crinos-em-crian%C3%A7as/puberdade-precoce#v29302016_pt https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-end%C3%B3crinos-em-crian%C3%A7as/puberdade-precoce#v29302016_pt https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-end%C3%B3crinos-em-crian%C3%A7as/puberdade-precoce#v29302028_pt https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-end%C3%B3crinos-em-crian%C3%A7as/puberdade-precoce#v29302028_pt https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-infantil/dist%C3%BArbios-hormonais-em-crian%C3%A7as/hipogonadismo-masculino-em-crian%C3%A7as#v34446936_pt https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-infantil/dist%C3%BArbios-hormonais-em-crian%C3%A7as/hipogonadismo-masculino-em-crian%C3%A7as#v34446936_pt 18 doença de Addison [insuficiência adrenocortical primária] e alguns distúrbios que afetam diretamente os ovários). Um tumor que danifique a hipófise ou o hipotálamo pode reduzir os níveis de gonadotrofinas ou interromper a produção dos hormônios como um todo. Distúrbios testiculares em meninos, como lesões resultando, por exemplo, da torção anterior de um testículo (torção testicular) ou de uma infecção (como caxumba) podem atrasar a puberdade. Adolescentes, especialmente meninas, que ficam muito magros devido a exercício ou dietas em excesso com frequência experimentam puberdade tardia, incluindo ausência de menstruação (amenorreia). Anomalias cromossômicas, como síndrome de Turner nas meninas e a síndrome de Klinefelter nos meninos e outros distúrbios genéticos podem afetar a produção de hormônios sexuais. Um desses distúrbios genéticos, a síndrome de Kallmann, afeta apenas a produção da gonadotrofina (sem afetar a produção de outros hormônios). https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-infantil/dist%C3%BArbios-hormonais-em-crian%C3%A7as/hipogonadismo-masculino-em-crian%C3%A7as#v34446920_pt https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-infantil/dist%C3%BArbios-hormonais-em-crian%C3%A7as/hipogonadismo-masculino-em-crian%C3%A7as#v34446920_pt 19 11. FISIOPATOLOGIA DAS DOENÇAS SUPRERENAISHiperplasia Suprarrenal Congênita (Síndrome Adrenogenital) Há deficiência em qualquer das enzimas necessárias à síntese de corticol. Geralmente esse defeito acarreta níveis aumentados de ACTH e hiperplasia suprarrenal. Aumento de ACTH -> aumento de produção de androgênios suprarrenais. Mineralocorticoides podem ter produção alterada. São afetados lactentes de ambos os sexos. Lactentes femininos são diagnosticados mais facilmente, pois um aumento nos androgênios é responsável pela síndrome de virilização da genitália ambígua. Em lactentes masculinos só se percebe se possuir a genitália aumentada ou apresentar perca de sal. O tratamento clínico consiste na reposição oral ou parenteral do cortisol. Cirurgia reconstrutiva para consertar a virilização da genitália, não prejudicando a função sexual. Insuficiência Cortical Suprarrenal Primária – Doença de Addison É um distúrbio raro em que todas as camadas do córtex suprarrenal são destruídas. As manifestações da insuficiência suprarrenal só são evidenciadas após a destruição de 90% da glândula. Isso porque o córtex tem uma grande capacidade de reserva. Estas manifestações são por deficiência dos hormônios do córtex suprarrenal e também a ocorrência da hiperpigmentação (pelos níveis altos de ACTH). A doença de Addison é um distúrbio metabólico crônico, o qual precisa de reposição hormonal por toda a vida. Possíveis causas: Destruição autoimune Infecciosas (tuberculose, fungos, AIDS) Doenças metastáticas Deficiência de glicocorticóide familiar. Drogas: que inibem a síntese ou aceleram o metabolismo do cortisol. Raras como amiloidose, hemorragia adrenal (sepsis e anticoagulaçao), hipoplasia adrenal congênita. A ausência dos androgênios suprarrenais resulta em poucos efeitos para o homem, pois este produz esses hormônios no testículo. Mas nas mulheres resulta em escassos pelos axilares e pubianos. 20 Deficiência dos mineralocorticoides causa perdas urinárias de sódio, cloro, água, e uma menor excreção de potássio. Pode haver hiponatremia, hipercalemia e diminuição do débido cardíaco. Com a falta de glicocorticoides, a pessoa com a doença de Addison possui: baixa tolerância ao estresse, hipoglicemia, fraqueza, vômito e perda de peso. A hiperpigmentação pelos níveis elevados de ACTH, ocorre em mais de 90% das pessoas com doença de Addison. Ocorre que a sequência de aminoácidos do ACTH é semelhante à do hormônio estimulador dos melanócitos. Com isso, a pele fica mais bronzeada, nas gengivas e nas membranas mucosas orais podem ficar negro-azuladas. O efeito é muito maior em pessoas que já tem a pele mais escura. Essa característica serve para a diferenciação entre a Insuficiência Cortical Suprarrenal Primária e Secundária. Insuficiência Cortical Suprarrenal Secundária Pode ser causada: Supressão adrenal após glicocorticóide exógeno; Anormalidades do hipotálamo ou hipófise levando a deficiência de CRH ou ACTH; Remoção cirúrgica da glândula hipófise. Crise Suprarrenal Aguda Caracteriza-se por uma situação de risco de vida. Seu início pode ser abrupto ou por um período de alguns dias. Em crianças podem ocorrer sintomas como a síndrome adrenogenital com perda de sal. Podem causar hemorragias suprarrenais bilaterais maciças, uma forma fulminante aguda. 21 12. FISIOPATOLOGIA DE DOENÇAS DA HIPÓFISE Os sintomas variam de acordo com o hormônio secretado. Hormônio prolactina - seu excesso pode ocasionar produção de leite pelas mamas, perda da libido, irregularidades menstruais, infertilidade e alterações ósseas. É o mais comum e, apesar de afetar predominantemente as mulheres, pode ocorrer também em homens, mas raramente leva à produção de leite, nestes casos; Hormônio ACTH (adrenocorticotrófico) - também é mais comum em mulheres. Atua estimulando as glândulas suprarrenais (ou adrenais), que produzem o cortisol e vários outros hormônios - seu excesso leva à doença de Cushing, em que o paciente desenvolve ganho de peso, alteração menstrual, estrias vermelhas e grossas no abdômen, pernas e braços. Causa hipertensão arterial e diabetes incontroláveis; Hormônio GH (do crescimento) - quando ocorre em crianças e adolescentes, estes crescem além do comum, tornando-se gigantes. Se ocorrer em adultos causa acromegalia, aumento das extremidades - pés, mãos, e queixo, além de alterações cardiológicas graves. O paciente também poderá sentir dores de cabeça e alterações visuais em casos de crescimento tumoral excessivo, pois a localização da glândula fica em um ponto muito próximo aos nervos responsáveis pela visão. Os sintomas de hipopituitarismo dependem de qual hormônio está deficiente e podem incluir baixa estatura, infertilidade, intolerância ao frio, cansaço e incapacidade de produzir leite materno. 22 13. FISIOPATOLOGIA DA MENOPAUSA A menopausa – interrupção fisiológica dos ciclos menstruais devido ao fim da secreção hormonal dos ovários – é o termo mais conhecido da etapa de transição da vida da mulher. Esse período é definido como “quando uma mulher para de ovular e não pode mais procriar” (Papalia & Olds, 2000, p. 434) e tem, geralmente, apontado como marco a última menstruação. Biologicamente, o que ocorre nesse período do ciclo de vida da mulher, conforme Silva (2006), é a parada de produção do estrogênio, principal hormônio feminino, pelos ovários. Com isso, há uma modificação de funcionamento de uma série de sistemas do corpo, gerando vários sintomas, como os citados por Oldenhave, Jaszman, Haspels e Everaerd (1993), como sensações repentinas de calor que passam pelo corpo devido à expansão dos vasos sanguíneos, fenômeno que ocorre em 85% das mulheres, mas com severidade em 30%. Há outros sintomas que afetam a minoria das mulheres: queimação e prurido vaginal; infecções urinárias e vaginais; disfunção urinária causada por estreitamento dos tecidos; lentidão na excitação sexual; dor durante a relação sexual devido ao adelgaçamento dos tecidos vaginais e lubrificação inadequada; dores articulares ou musculares; dores de cabeça; insônia e fadiga. Outra mudança importante subsequente à menopausa, apontada pelos autores, é a osteoporose – uma a cada quatro mulheres com mais de 60 anos adquire a doença. O declínio da produção de estrógeno contribui para tal quadro. Vale lembrar que quatro de cada cinco casos de osteoporose ocorrem em mulheres. Durante e após o período da perimenopausa e menopausa, muitas mulheres adquirem peso e cintura devido ao metabolismo mais lento e maior proporção de tecido gorduroso em relação a tecido magro. O aumento significativo de peso pode acrescer o risco de morte prematura por doença cardíaca, diabetes ou câncer (The New Weight Guideline, 1995). Estudos acerca da Middle-Age Spread (1995) sugerem que o fato de engordar após a meia- idade pode estar relacionado aos baixos níveis de estrógeno. 23 14. FISIOPATOLOGIA DA OBESIDADE Obesidade, nediez ou pimelose pode ser simplesmente definida como o excesso de gordura corporal que compromete a saúde, desenvolvendo patologias. É diferenciada pela quantidade de gordura que cada indivíduo pode armazenar anormalmente, e sua distribuição. O chamado Índice de massa corpórea, o IMC que é calculado dividindo-se o peso do adulto, pela altura elevada ao quadrado é o método mais utilizado para relacionar o peso com a altura. A obesidade é classificada em três tipos segundo o IMC: tipo I (IMC entre 30 e 34.9 kg/m²), tipo II (IMC entre 35 e 39,9 kg/m²) e a tipo III, dita extrema, cujo IMC é maior ou igual a 40 kg/m². O IMC normal é considerado de 18, 5 até 24,9; de 25 até 29,9 considera-se sobrepeso. Pessoas com o IMC menor de 18, 5 estão abaixo do peso. O IMC superior a 30, designado como obesidade, indica a maior susceptibilidade da pessoa desenvolver co- morbidades e o tratamento indicado que podeser por farmacoterapia, cirúrgico ou apenas por orientação clínica depende do IMC, do lugar e/ou médico que o paciente está sendo tratado. Outro método para diagnosticar obesidade é pela medição da gordura corpórea; homens com mais de 25% e mulheres com mais de 30% de gordura são considerados obesos. Os dois métodos mais simples e utilizados são através do teste da dobra, em que a pele abdominal é pinçada para ver a espessura do tecido adiposo e o teste de impedância bioelétrica que consiste na medida da resistência da gordura à passagem de uma corrente elétrica (500 a 800 microA mono ou multifrequencial); isso por que os diferentes componentes do corpo oferecem diferentes resistências. Essa avaliação é essencial para o diagnóstico, pois uma pessoa com muita massa muscular pode ter o IMC muito alto, mas não ser obeso, porém é dificultada pela necessidade de aparelhos, ao passo que o IMC não exige nenhum aparelho, portanto é comumente utilizado para calcular a obesidade na prática clínica. De uma forma simples, o maior acúmulo de gordura corporal ocorre devido ao maior consumo do que gasto de energia, e a massa muscular continuar igual. A gordura é armazenada no tecido adiposo (subcutâneo) principalmente, na cavidade intraperitoneal, no fígado e em outros órgãos. Antigamente achava-se que os adipócitos só se multiplicavam até a infância (obesidade hiperplásica), e que o resto da vida eles apenas inchavam (obesidade hipertrófica). Estudos atuais mostram que novas células podem se originar dos pré- 24 adipócitos em qualquer estágio da vida, portanto, a obesidade desenvolvida na vida adulta apresenta, além do aumento do tamanho, o aumento do número de células armazenadoras de gorduras do tecido subcutâneo. Na verdade, o problema vai bem além do simples aumento da ingestão em relação ao gasto, e muitos fatores estão envolvidos e são determinantes para o desenvolvimento da obesidade. Os fatores genéticos provocam cerca de 20 a 25% dos casos de obesidade, e são em doenças específicas como: a síndrome de Prader- Willi, de Laurence-Moon-Biedl, ou mutações no gene produtor e/ou receptor de leptina. A leptina é um hormônio peptídico secretado pelas células adiposas que promove a diminuição da produção hipotalâmica de estimuladores do apetite, aumenta a atividade simpática que aumenta a taxa metabólica e o gasto energético, também promove o aumento da produção de hormônio liberador da corticotropina que diminui a ingestão alimentar, e a leptina também diminui a produção de insulina pelo pâncreas o que contribui ainda mais para a diminuição do armazenamento de lipídeos. Portanto, a diminuição de efeito deste hormônio provoca uma forma rara de obesidade monogênica. Outras formas de obesidade causadas por hereditariedade estão relacionadas a modificações de neuropeptídeos relacionados com o apetite. Maus hábitos alimentares e diminuição da realização de exercícios físicos associadas aos fatores genéticos poligênicos são as causas da maioria dos casos de obesidade. Os fatores ambientais já se iniciam na gravidez, onde a desnutrição no último trimestre de gestação diminui a probabilidade de obesidade adulta, também a exposição do feto ao ambiente diabético aumenta as chances da criança ser obesa e desenvolver diabetes melitus. Maus hábitos alimentares como a ingestão de alimentos calóricos podem resultar no recebimento de maior energia pois a maioria dos adultos só param de se alimentar quando estão saciados (que é referente ao volume de alimento consumido). A obesidade infantil é talvez o fator que mais contribua para a continuidade da obesidade adulta. A criança ainda não se alimenta sozinha, mas sim, segue os hábitos familiares e se estes são ruins, a criança pode se acostumar com eles, e uma mudança posterior é muito difícil. Além disso, nos primeiros anos de vida a multiplicação dos adipócitos é particularmente intensa. 25 Figura 2 – EXCESSO DE GORDURA DE UM OBESO Fonte: https://infomedica.fandom.com/pt- br/wiki/FISIOPATOLOGIA_DA_OBESIDADE#:~:text=De%20uma%20forma%20simples%2C%20o ,f%C3%ADgado%20e%20em%20outros%20%C3%B3rg%C3%A3os. 26 15. FISIOPATOLOGIA DA OSTEOPOROSE A fisiopatologia da osteoporose é um desequilíbrio entre a reabsorção e formação óssea. A reabsorção óssea ocorre em maior medida do que a formação, portanto, um saldo negativo ocorre com uma perda líquida de osso e um risco que acompanha o aumento de fraturas, resultando em deformidade e dor crônica. A dor nociceptiva é considerada crônica quando ele está presente há pelo menos 3 meses. O desequilíbrio entre a formação óssea e reabsorção óssea pode ocorrer como resultado de um ou da combinação de um dos seguintes fatores: Aumento da reabsorção óssea dentro de uma unidade de remodelação; Diminuição da formação óssea dentro de uma unidade de remodelação (acoplamento incompleto). Características Clínicas. Osteoporose é chamada de "doença silenciosa", pois a perda óssea, por si só não causa qualquer sintoma. Os pacientes podem ser assintomáticos por anos, até fraturas começam a ocorrer. A maioria das dores crônicas típicas da osteoporose resulta de fraturas, que podem se desenvolver após trauma mínimo ou inaparente e até na sua ausência. © 2009 International Association for the Study of Pain A compressão de múltiplas fraturas torácicas eventualmente pode causar cifose dorsal, com exagerada lordose cervical (“corcunda da viúva”). Excesso de estresse sobre os músculos e ligamentos espinais causam dor crônica, especialmente na região lombar baixa. • Dor lombar associada com fraturas vertebrais é um dos fatores que afetam de forma mais importante a qualidade de vida. Critérios diagnósticos A osteoporose é caracterizada pela baixa densidade mineral óssea. No entanto, como é largamente subdiagnosticada, o primeiro sintoma clínico é muitas vezes uma fratura da coluna ou quadril. 27 16. FISIOPATOLOGIA DA TIREOIDE O hipertireoidismo caracteriza-se por hipermetabolismo e concentrações elevadas de hormônios tireoidianos livres. Os sintomas são muitos e incluem taquicardia, fadiga, perda ponderal, nervosismo e tremor. O diagnóstico é clínico e por exames de função tireoidiana. A doença de Graves é causada por autoanticorpos contra o receptor de TSH; diferente da maioria dos anticorpos, que são inibitórios, este autoanticorpo é estimulador, promovendo síntese contínua e secreção excessiva de T4 e T3. A doença de Graves (assim como a tireoidite de Hashimoto) às vezes ocorre com outras doenças autoimunes, incluindo diabetes tipo 1, vitiligo, cabelos prematuramente grisalhos, anemia perniciosa, distúrbios do tecido conjuntivo e síndrome de deficiência poliglandular. A hereditariedade aumenta o risco da doença de Graves, embora os genes paticipantes permaneçam desconhecidos. A patogênese da oftalmopatia infiltrativa (responsável pelo exoftalmo na doença de Graves) é mal compreendida, mas pode ser resultado de imunoglobulinas direcionadas para receptores de TSH na gordura e fibroblastos orbitais, resultando em secreção de citocinas pró-inflamatórias, inflamação e acúmulo de glicosaminoglicanos. Também pode haver oftalmopatia antes do início do hipertireoidismo ou mesmo 20 anos depois do seu surgimento, que piora ou melhora independentemente da evolução clínica do hipertireoidismo. Chama-se de doença de Graves eutireoidiana a oftalmopatia típica observada na presença de função tireoidiana normal. No hipertireoidismo, as concentrações séricas de T3 habitualmente se elevam mais que as de T4, provavelmente em razão de aumento de secreção de T3 e da conversão de T4 em T3 nos tecidos periféricos. Em alguns pacientes, apenas o T3 está elevado (toxicose por T3). A toxicose por T3 pode ocorrer em qualquer das doenças habituais que produzem hipertireoidismo, incluindo doença de Graves, bócio multinodulare nódulo único funcionante autônomo. Se a toxicose por T3 não for tratada, o paciente habitualmente evolui com as alterações laboratoriais típicas do hipertireoidismo (ou seja, aumento do T4 e da captação de I123). As várias formas de tireoidites comumente apresentam uma fase de hipertireoidismo seguida de uma fase de hipotireoidismo. 28 1. CONSIDERAÇÕES FINAIS Doenças endócrinas necessitam de acompanhamento de especialistas. Avaliações periódicas são essenciais para o controle do diabetes, obesidade e outras doenças metabólicas e hormonais que interferem no crescimento, desenvolvimento e saúde do pet. Distúrbios hormonais causam alterações em comportamento, metabolismo, crescimento, desenvolvimento e reprodução dos animais. As principais glândulas endócrinas são: hipotálamo, hipófise, tireóide, pâncreas, adrenais, ovários e testículos. Podem surgir problemas nessas glândulas, sendo causados por deficiência ou excesso de hormônios. Os principais sintomas manifestados pelos animais com doença hormonal são beber água além do normal, urinar exageradamente, apresentar um apetite exacerbado, ganhar ou perder peso excessivamente, apresentar distensão abdominal, sonolência e lesões de pele recidivantes. 29 2. REFERÊNCIAS 3. MOORE, Keith L.; DALLEY, Arthur F. Anatomia orientada para a clínica. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabra Koogan, 2007. 4. GUYTON, Arthur C.; HALL, John E.. Tratado de Fisiologia Médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier 2006. 5. CECIL, Russell L. Cecil medicina. 23. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. 6. MARLEY, John E.. Glândulas endócrinas, Saint Louis University School of Medicine. 2019. 7. LIMA, Dieli Fernandes de. Fisiopatologia do Diabetes Mellitus tipo 1 8. BONNACORSI, Antonio C.. Andropausa: Insuficiência Androgênica Parcial do Homem Idoso. Rio de Janeiro, RJ. 2000 9. MANDAL, Ananya. Fisiologia do colesterol. 2019 10. SANTOS, Nayara. Fisiologia do Crescimento. 2009 11. GUYTON, Arthur C; HALL, John E. Tratado de fisiologia médica. 11 a edição, Rio de Janeiro. Elsevier, 2006. 12. TORTORA, Gerard J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 6 a edição, Porto Alegre. Artmed, 2006.