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Comandos Elétricos
Fernando Santana
COMANDOS ELÉTRICOS
Fernando Santana
Sumário
1) Apresentação do Autor..............................................................................................................5
2) Introdução.....................................................................................................................................6
3) Fundamentos da Eletricidade................................................................................................15
Grandezas Elétricas...................................................................................................................16
Corrente Elétrica........................................................................................................................16
Tensão Elétrica...........................................................................................................................17
Resistência Elétrica....................................................................................................................18
Circuitos Elétricos......................................................................................................................19
Circuito em Série.......................................................................................................................19
Circuito em Paralelo..................................................................................................................19
Circuito Misto.............................................................................................................................20
Exemplos de Circuitos Elétricos...............................................................................................21
4) Motores Elétricos CA.................................................................................................................31
Motores Monofásicos...............................................................................................................33
Motores Trifásicos.....................................................................................................................40
5) Componentes Elétricos............................................................................................................48
·Botões e Chaves.......................................................................................................................50
Sinaleiros....................................................................................................................................61
Contator Elétrico........................................................................................................................75
Relé de Interface........................................................................................................................92
Temporizador..........................................................................................................................102
Relé Falta de Fase....................................................................................................................113
Disjuntor...................................................................................................................................120
Relé Térmico............................................................................................................................133
Disjuntor Motor.......................................................................................................................142
Seccionadora...........................................................................................................................152
Seccionadora Porta Fusível....................................................................................................161
Fusível Diazed..........................................................................................................................171
Transformador de Comando.................................................................................................178
Fonte CC...................................................................................................................................189
Soft-Starter...............................................................................................................................197
Sumário
6) Diagramas Elétricos para Partida de Motores CA ..........................................................205
Partida direta para motor trifásico com comando liga/desliga manual através de botões
e proteção elétrica feita com fusíveis e relé térmico..........................................................206
Partida direta para motor trifásico com comando liga/desliga manual através de botões
e proteção elétrica feita com disjuntor e relé térmico.......................................................209
Partida direta para motor trifásico com comando liga/desliga manual através de botões
e proteção elétrica feita com disjuntor motor.....................................................................212
Partida direta para motor trifásico com comando liga/desliga manual através de botões,
parada de emergência com botão tipo cogumelo e sinalização com sinaleiros
luminosos................................................................................................................................216
Partida direta para motor trifásico com comando liga/desliga manual, parada de
emergência e sirene/sinaleiro sonoro de partida temporizada para motor usando bloco
de contatos temporizados.....................................................................................................219
Partida direta para motor trifásico com circuito de controle usando fonte retificadora
para corrente contínua...........................................................................................................222
Partida direta para motor trifásico com circuito de controle usando transformador de
comando para reduzir o nível de tensão.............................................................................225
Partida direta para motor trifásico com relé falta de fase para proteção do motor contra
falta de fase..............................................................................................................................228
Partida direta para dois motores trifásicos de forma simultânea....................................232
Partida direta para dois motores trifásicos de forma sequenciada.................................235
Partida direta de dois motores trifásicos com seleção única............................................238
Partida direta para motor trifásico com reversão...............................................................241
Partida estrela-triângulo para motor trifásico.....................................................................244
Partida direta para motor monofásico.................................................................................247
7) Agradecimentos......................................................................................................................250
Para falar de mim, preciso primeiro contar um pouco da história de meu pai. Meu pai é
eletricista há mais de 30 anos, sempre trabalhou com manutenção elétrica e conserto de
aparelhos eletroeletrônicos como TVs, rádios, liquidificadores, secadores de cabelo,
máquinas de lavar, etc., então desde de criança eu vivenciava diversas experiências que me
despertaram a curiosidade de entender como aqueles circuitos e aparelhos funcionavam.
Durante o início da minha adolescência comecei a acompanhar mais vezes meu pai em
obras pela cidade, na qual pude vivenciar mais as atividades envolvidas com eletricidade.
Aos meus 17 anos descobri que haviam algumas empresas da região que ofereciam curso
de elétrica de forma gratuita. Não pensei duas vezes e me inscrevi. Participei de uma seleção
com prova, passei e participei de todo o processo. Quando comecei o curso eu senti que era
aquilo quede Força
Contator
Auxiliar
87
Contatos
de Força
Simbologia do Contator de Força
Contatos
Auxiliares
Bobina
Simbologia
Literal
Aplicação em Diagrama Elétrico
Circuito de Força
Circuito de Controle
88
Contatos
de Força
Bobina
Contatos
Auxiliares
Contatos
Auxiliares
Simbologia do Contator Auxiliar
Bobina
Simbologia
Literal
Aplicação em Diagrama Elétrico
Circuito de Controle
89
Bobina
Bobina
Sinaleiro
Luminoso
Chave
Seletora
Contator
Auxiliar
K1
Contator
Auxiliar
K1
Testes
É importante realizar o teste de continuidade com o multímetro nos contatores da mesma
forma que é feito o teste nos botões e chaves. Para os contatores elétricos o teste será
realizado nos contatos de força, contatos auxiliares e bobina.
Primeiro passo é ligar o multímetro, colocar na escala de continuidade e testar as pontas de
provas. Em seguida conecta-se as pontas de provas nas conexões do que se deseja verificar.
Na sequência iremos testar os contatos e bobina da seguinte forma. Primeiro testamos a
bobina conectando as pontas de prova no A1 e A2. Se existir continuidade então a bobina
está normal, mas se não der continuidade então ela pode estar com problema.
Na sequência testamos os contatos abertos e fechados. Ao conectar as pontas de provas
nos contatos fechados deve dar continuidade no multímetro e quando conectar nos
contatos abertos não pode dar continuidade. Para validar o teste deve-se pressionar o
contator no indicador de ligado/desligado de forma que você force o núcleo móvel para
próximo do fixo. Assim os contatos comutarão e você saberá se houve a inversão do estado
dos contatos.
O teste deve ser feito com o contator elétrico totalmente desenergizado para não danificar o
multímetro. Este teste é válido para os contatores de força e auxiliares.
Aperte
90
Contator de Força
Multímetro
Pontas
de Prova
Bloco
de Contatos
Bloco de Contatos Auxiliares
91
Existem aplicações que os contatos auxiliares de um contator não são suficientes para criar
os Comandos Elétricos, então são usados blocos de contatos auxiliares. Os blocos de
contatos auxiliares são componentes usados para fornecer contatos adicionais aos
contatores de força e em alguns casos ao contatores auxiliares também. Esses contatos
podem ser normalmente abertos (NA) ou normalmente fechados (NF) e são usados para
realizar funções de controle, intertravamento, monitoramento, segurança ou sinalização.
Existem quatro tipos de blocos, sendo com 2 contatos auxiliares ou com 4 contatos
auxiliares ou com 2 contatos temporizados na conexão ou com 2 contatos temporizados na
desconexão.
Aplicação
Veja abaixo um exemplo de aplicação em contator de força:
Bloco com 2 contatos
1 NA + 1 NF
ou
2 NA ou 2 NF
Bloco com 4 contatos
2 NA + 2 NF
ou
4 NA ou 4 NF
Bloco com 2 contatos
temporizados 
na desconexão
1 NA + 1 NF
Contator
de Força
Bloco com 2 contatos
temporizados 
na conexão
1 NA + 1 NF
Relé de Interface
92
Um relé de interface, também conhecido como relé de acoplamento ou relé acoplador, é um
dispositivo eletromecânico ou eletrônico usado para isolar e intertravar circuitos elétricos de
controle. Sua função principal é atuar como intermediário entre componentes com
diferentes níveis de tensão, permitindo que um sinal tensão intertrave com um sinal mais
alto. Por exemplo, 24Vcc com 220Vca.
Relés de interface são amplamente utilizados em automação industrial, sistemas de
controle, automóveis, eletrodomésticos, e muitos outros campos onde a separação de
circuitos de controle e potência é necessária.
Exemplo
Deseja-se usar dois sensores indutivos de proximidade para limitar o fim do curso de um
equipamento elétrico que tem como motriz um motor elétrico, então utiliza-se os relés de
interface para ser o relé intermediário, na qual cada sensor é ligado na série da bobina do
relé e os contatos auxiliares do relé são ligados na série da bobina de um contator de força
que liga então o motor para movimentar o equipamento. Desta forma você conseguirá usar
os sensores como fim de curso.
Veja a seguir alguns modelos de relés de interface:
O que é?
Relé de 
Interface
Fabricante 
Schneider
Relé de
Interface
Fabricante
Finder
93
Relé de 
Interface
Fabricante 
Metaltex
Vamos conhecer abaixo o funcionamento do relé de interface. Em teoria é bem parecido
com o de um contator elétrico, mas existem alguns itens que são cruciais nas diferenças
entre eles. Veja a seguir:
1) Entrada de Sinal de Controle:
O relé de interface recebe um sinal de controle de baixa tensão proveniente de um
sensor ou outros dispositivos de controle, normalmente do campo.
Esse sinal elétrico pode ser em corrente contínua ou alternada e varia tipicamente entre
5V a 24V, dependendo do sistema de controle. Mas já existem relés em 110V e 220V.
2) Bobina do Relé:
A entrada de sinal energiza a bobina do relé, criando um campo magnético.
O campo magnético gerado pela bobina atrai um núcleo móvel dentro do relé, alterando
a posição dos contatos do relé.
3) Ação dos Contatos:
A mudança na posição dos contatos permite que um circuito de tensão maior seja
acionado.
Os contatos podem ser normalmente abertos (NA), que fecham quando o relé é ativado,
ou normalmente fechados (NF), que abrem quando o relé é ativado.
Através dos contatos, o relé pode controlar cargas como motores, lâmpadas, solenoides,
e outros dispositivos que requerem maior tensão.
4) Isolamento Galvânico:
Uma das principais funções do relé de interface acoplador é fornecer isolamento
galvânico entre o circuito de controle e o circuito de carga.
Isso protege o circuito de controle de interferências elétricas, sobretensões, e outros
distúrbios provenientes do circuito de carga.
Funcionamento
94
Conhecer cada detalhe de um relé de interface é importante na hora da montagem,
instalação, ligação e principalmente na manutenção, ainda mais quando falamos de
corretiva. Veremos a seguir as características dois relés de interface, sendo um maior e um
slim (mais fino).
Características
95
Base de Fixação
Base de Fixação
Saída
Contatos
Auxiliares
Entrada da Bobina
(A1 e A2)
Entrada da Bobina
(A1 e A2)
Entrada da Bobina
(A1 e A2)
Relé
Saída
Contatos
Auxiliares
Saída
Contatos
Auxiliares
Relé
Relé
O relé de interface slim é mais interessante, porque ele normalmente ocupa menos espaço
em um painel elétrico comparado ao relé de interface normal. Vejamos a seguir algumas
características deste relé.
96
Base de Fixação
Entrada da Bobina
(A1 e A2)
Saída
Contatos
Auxiliares
Trava
 do Relé
Conjunto de Relés
de Interface Slim
Nota: Não se apegue visualmente aos modelos apresentados acima, porque existem
diversos modelos diferentes e para diversas aplicações diferentes, porém o racional de
funcionamento e características eles são bem parecidos. 
Relé
ad
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Instalação
O relé de interface é normalmente instalado em um painel elétrico através do uso de um
trilho. Este trilho é fixado por parafusos no chassi do painel elétrico. A fixação e remoção do
relé de interface é bem simples, porque nele existe um encaixe fabricado para fixação em
trilho e isto facilita muito na instalação.
Veja a seguir um exemplo da instalação do relé de interface em um chassi de painel elétrico.
Chassi do
Painel Elétrico
Canaletas
Trilho
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Relé de Interface
Normal
A posição do relé de interface dentro do painel elétrico depende muito da necessidade, mas
não existe uma regra. Normalmente ele é colocado no trilho próximo a outros componentes
do comando elétrico, por exemplo, contator auxiliar, contator de força, disjuntores, etc.
97
Relés de Interface
Slim
Ligação
A ligação dos relés de interface inicia-se pela bobina (A1 e A2), porque ela determina quando
o relé de interface irá ligar ou desligar. Na sequência ligamos os cabos nos contatos
auxiliares conforme deseja-se usar. Cada modelo de relé de interface tem mais ou menos
contatos auxiliares, mas sempre existem pelomenos um contato normalmente aberto (NA)
e contato normalmente fechado (NF). E na maioria dos modelos os dois contatos tem uma
conexão em comum.
L
N
Cabos
Elétricos
No exemplo acima utilizei um sensor indutivo de proximidade para ligar o relé de interface
220Vca. E o relé de interface ligar o contator de força 220Vca. A ideia que quis passar é que o
relé de interface funciona tal como qualquer outro relé e faz o intertravamento assim como
os contatores. Ele é normalmente utilizado para intertravar sinal de campo com o comando.
No caso o sensor indutivo que vem do campo.
98
Sensor
Indutivo
Proximidade
Contator
de Força
Relé de Interface
Aplicação em Painel Elétrico
99
Relé de Interface
Relé
de Interface
Painel Elétrico 2
Painel Elétrico 1
Relé de
Interface
76
Contatos
Auxiliares
Simbologia do Relé de Interface
Aplicação em Diagrama Elétrico
Bobina
Simbologia
Literal
Contatos
Auxiliares
Contatos
Auxiliares
No exemplo acima utilizei um relé de interface com bobina em corrente contínua, porque é
bem comum encontrar em painéis elétricos deste modelo. Só é necessário usar uma fonte
CC para alimentar ele.
100
Quando adquirimos um relé de interface novo ou queremos saber se ele está funcionando é
importante realizar o teste de funcionamento. Este tipo de componente é mais adequado
realizar o teste aplicando tensão elétrica na bobina e medindo os contatos auxiliares com
um multímetro na escala de continuidade.
Exemplo: Você quer saber se um relé de interface de 24Vcc irá funcionar quando receber
tensão, então você deverá ligá-lo à uma fonte de 24Vcc em série com um botão de pulso.
Após pressionar o botão a bobina será energizada, então você deverá medir continuidade
com o multÍmetro nos contatos auxiliares para validar se houve a comutação. Alguns relés
tem um LED de sinalização de quando a bobina está energizada, mas é importante validar os
contatos auxiliares.
Testes
101
N F
+ -
Botão
de Pulso
p/ Ligar 
Fonte 24Vcc
110Vca
Relé de
 Interface
Multímetro
Pontas
de Prova
Temporizador
102
Um temporizador é um dispositivo elétrico que é usado para controlar a temporização de
eventos em um sistema elétrico. Ele opera como um interruptor controlado por tempo,
ativando ou desativando um circuito elétrico após um intervalo de tempo predefinido. Este
intervalo de tempo pode ser ajustado de acordo com as necessidades da aplicação
específica.
O temporizador é utilizado em uma variedade de aplicações, tais como sistemas de
automação industrial, sistemas de controle de iluminação, controle de motores, sistemas de
segurança e muito mais. Ele é projetado para fornecer temporização precisa e confiável,
ajudando a automatizar processos e melhorar a eficiência de sistemas elétricos.
Exemplo
Deseja-se que dois motores liguem de forma sequenciada com um determinado tempo de
diferença na partida. Para esta função nós podemos utilizar um circuito com apenas um de
comando liga e um temporizador para atrasar a partida do segundo motor em relação a
partida do primeiro.
Veja a seguir alguns modelos de temporizadores:
O que é?
Temporizador
do Fabricante
COEL
Temporizador
do Fabricante
ALTRONIC
Temporizador
do Fabricante
CLIP
103
Existem diferentes tipos de temporizadores, incluindo temporizadores eletrônicos e
temporizadores eletromecânicos. Os temporizadores eletrônicos geralmente oferecem
maior precisão e flexibilidade na programação do tempo, enquanto os temporizadores
eletromecânicos são mais robustos e podem ser mais adequados para ambientes adversos.
Além disso, os temporizadores podemos ser também classificados quanto ao tipo de
funcionamento. Os dois principais tipos de funcionamento são o temporizador com atraso
na energização (ON Delay) e o temporizador com atraso na desenergização (OFF Delay).
Ambos são quase que idênticos na forma construtiva, mas seu funcionamento interno é
diferente e por isso eles tem aplicações totalmente diferentes.
Tipos
Temporizador On Delay: O funcionamento do temporizador on delay é bem parecido com
o funcionamento de um contator elétrico, mas ao energizar a bobina (A1 com A2) iniciará a
contagem de tempo. Após finalizar a contagem de tempo que foi programado, então ocorre
a comutação dos contatos auxiliares. O contato que é normalmente aberto irá se fechar e o
contato que é normalmente fechado irá se abrir. Em caso de a bobina ser desenergizada
antes de finalizar a contagem do tempo então não ocorrerá a comutação dos contatos
auxiliares.
Exemplo: Um transportador de correia só poderá ser ligado após a sirene tocar, então para
isso podemos utilizar um temporizador que receberá o comando de liga, então o contato
fechado irá ligar a sirene. Após a contagem de tempo ele irá comutar os contatos, então o
contato fechado abre-se e desliga a sirene. E o contato aberto fecha-se e liga-se o contator
que irá ligar o motor do transportador.
Temporizador Off Delay: O temporizador off delay funciona de forma semelhante ao on
delay, porém ele começará a contar tempo após a desenergização da bobina, ou seja, retira-
se a tensão da bobina e ele começar a contar tempo. Após a contagem de tempo ocorrerá a
comutação dos contatos auxiliares.
Exemplo: Um portão de um prédio não pode ficar aberto para a segurança dos moradores,
então foi instalado um sensor que irá tocar uma sirene toda vez que o portão estiver aberto.
Para o circuito funcionar foi criado a seguinte lógica: ao dar comando de fechar, o motor do
portão irá ligar, então será ligado um temporizador junto dele. Após o portão fechar deve-se
então desligar o motor e o sensor indicará portão fechado. Este sensor terá um contato
auxiliar em série com o contato fechado do temporizador. Caso não seja identificado que o
portão está fechado então o temporizador irá contar o tempo, comutar os contatos e irá
ligar uma sirene sonora de aviso para alerta que o portão ficou aberto para o porteiro. Caso
o sensor detecte que o portão está fechado, então a sirene não será tocada.
Funcionamento
84
Entrada das Conexões
Conhecer as características do temporizador on delay é importante para entender o
funcionamento, fazer a instalação em painel elétrico e o esquema de ligação para que ele
funcione de forma adequada ao que se deseja.
Características
Ponteiro
de Ajuste
de Tempo
Carcaça
Isolante
Entrada das Conexões
 Fixação
no Trilho
 Fixação
no Trilho
Trava
para Engate
Rápido
105
Conexão
da Bobina
(A2)
Conexão
da Bobina
(A1)
Conexões
dos Contatos
Temporizados
(15, 25 e 26)
Conexões
dos Contatos
Temporizados
(16, 18 e 28)
Fabricante
Simbologia
Ponteiro
de Ajuste
de Tempo
Indicador
de Bobina
Energizada
Conexão da Bobina (A1 e A2): É onde será conectado os cabos elétricos para trazer a
alimentação da bobina, a fim de ligar/desligar o temporizador.
Fabricante: Responsável pelo projeto e construção do temporizador. Cada fabricante cria os
temporizadores com algumas características diferentes, mas a forma geral é padronizada.
Simbologia: A simbologia pode variar de um modelo de temporizador para outro, porque
alguns modelos tem dois conjuntos de contatos auxiliares enquanto outros tem apenas um,
sendo que o número 15 e 25 recebe a fonte de tensão, ou seja, é o comum. Os números 15
com 16, 25 com 26 são contatos fechados, enquanto o 15 com 18 e 25 com 28 são contatos
abertos.
Indicador de Bobina Energizada: Acende toda vez que a bobina está energizada.
Ponteiro de Ajuste de Tempo: É o ponteiro para realizar a programação do tempo
desejado de temporização. Existem modelos de temporizadores que vão de 0 a 30
segundos, mas também existem outros modelos que contam acima de 1 hora ou mais.
Carcaça Isolante: É feita de material isolante para evitar o risco de choque elétrico direto
caso exista a interação humana com o componente elétrico energizado. Ela também é
responsável por comportar os componentes internos do temporizador e os protege-los.
Fixação do Trilho: É o local onde é fixado o temporizador no trilho em um painel elétrico.
Trava de Engate Rápido: Ela é responsável por mantertravado o temporizador no trilho, a
fim dele não se soltar com facilidade, porque existem diversos painéis elétricos instalados
em locais com vibração.
Nota: Para identificar o tipo de funcionamento On Delay ou Off Delay deve-se verificar o
data sheet, ou seja, as informações do fabricante que ficam escritas na caixa ou na lateral do
componente. Pode também ser feito o check através de um teste, na qual energiza-se a
bobina e verifica-se a comutação dos contatos utilizando um multímetro na escala de
continuidade. 
106
Instalação
O temporizador é normalmente instalado em um painel elétrico através do uso de um trilho.
Este trilho é fixado por parafusos no chassi do painel elétrico. A fixação e remoção do
temporizador é bem simples, porque nele existe um engate rápido fabricado para fixação
em trilho e isto facilita muito na instalação.
Veja a seguir um exemplo da instalação do temporizador em um chassi de painel elétrico.
ad
Chassi do
Painel Elétrico
Canaletas
Trilho
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Temporizador
A posição do temporizador dentro do painel elétrico depende muito da necessidade, mas
não existe uma regra. Normalmente ele é colocado no trilho próximo a outros componentes
do comando elétrico, por exemplo, contator auxiliar, relé de interface, contator de força, etc.
107
Temporizador
Contator
Auxliar
Ligação
A ligação dos temporizadores inicia-se pela bobina (A1 e A2), porque ela determina quando o
temporizador irá ligar ou desligar. Na sequência ligamos os cabos nos contatos auxiliares
conforme deseja-se usar.
Contatos NF = 15 com 16 ou 25 com 26
Contatos NA = 15 com 18 ou 25 com 28
L
N
Chave
Seletora
Cabos/Fios
Elétricos
No exemplo acima utilizei um temporizador para ligar um contator auxiliar após um
determinado tempo. Essa aplicação pode parecer bem simples, mas é bem eficiente em
diversos casos. E lembrando, isso é apenas um exemplo de aplicação. A ideia é você
entender como deve-se ligar o temporizador.
108
Aplicação em Painel Elétrico
Painel Elétrico 1
Painel Elétrico 2
Temporizador
Temporizador
109
Contatos
Auxiliares
Simbologia do Temporizador On Delay
Aplicação em Diagrama Elétrico
Bobina
Simbologia
Literal
Circuito de Controle
110
Bobina
Contato
Auxiliar
Simbologia do Temporizador Off Delay
Aplicação em Diagrama Elétrico
Circuito de Controle
Contatos
Auxiliares
Bobina
Simbologia
Literal
111
Bobina
Contato
Auxiliar
Quando adquirimos um relé temporizador novo ou queremos saber se ele está funcionando
é importante realizar o teste de funcionamento. Este tipo de componente é mais adequado
realizar o teste aplicando tensão elétrica na bobina e medindo os contatos auxiliares com
um multímetro na escala de continuidade.
Exemplo: Você quer saber se um relé temporizador de 220Vca irá funcionar quando receber
tensão, então você deverá ligá-lo à uma fonte de 220Vca em série com uma chave seleora.
Após girar a chave seletora a bobina será energizada, então você deverá medir continuidade
com o multímetro nos contatos auxiliares para validar se houve a comutação. Importante
também verificar se o tempo ajustado condiz com a realidade. Por exemplo, se foi ajustado
para 30 segundos, então o temporizador deve contar os 30 segundos. Se o tempo real for
diferente do ajustado, então é indicado não o utilizar.
Pontas
de Prova
Testes
112
Temporizador
Multímetro
220Vca
Gire
Relé Falta de Fase
113
Um relé de falta de fase é um dispositivo de proteção usado em sistemas elétricos para
detectar a ausência de uma das fases do sistema trifásico. Ele monitora as fases e ativa um
alarme ou desliga o sistema se uma falta de fase for detectada. Isso é importante porque a
operação de equipamentos elétricos trifásicos sem uma das fases pode causar danos ao
equipamento e até mesmo representar riscos de segurança. O relé de falta de fase ajuda a
evitar esses problemas ao detectar a falta de fase e tomar as medidas apropriadas para
proteger o sistema.
Exemplo
Deseja-se que os motores elétricos de uma serralheria sejam desligados toda vez que falta
uma das fases, porque se algum motor operar com duas existirá o risco de queima do
motor. Neste caso podemos utilizar o relé falta de fase para proteger os motores contra a
falta de fase. O relé falta de fase funciona muito com o uso dos contatores elétricos.
Veja a seguir alguns modelos de relés falta de fase:
O que é?
Temporizador
do Fabricante
DIGI
Temporizador
do Fabricante
ALTRONIC
Temporizador
do Fabricante
CLIP
114
Existem diferentes tipos de relés de falta de fase, cada um com suas características
específicas. Alguns dos tipos comuns incluem:
Relé de Subtensão: Este tipo de relé monitora a tensão em uma das fases e atua se a
tensão cair abaixo de um limite definido, indicando uma possível falta de fase.
Relé de Sobretensão: Similar ao relé de subtensão, este relé monitora a tensão em uma das
fases e atua se a tensão aumentar acima de um limite definido, o que também pode indicar
uma falta de fase.
Existem alguns modelos que fazem as duas funções em apenas um relé falta de fase.
Tipos
No relé falta de fase existem três conexões para receber as três fases (R, S e T) e também
existem as conexões dos contatos auxiliares, sendo uma conexão do cabo comum e outras
duas conexões, sendo uma para contato fechado e uma para aberto. Toda vez que o relé
falta de fase detecta que existe uma fase faltando então ele comuta os contatos auxiliares,
ou seja, o contato normalmente aberto fecha-se e o contato normalmente fechado abre-se.
Funcionamento
Características
Conhecer as características do relé falta de fase é importante para entender o
funcionamento, fazer a instalação em painel elétrico e o esquema de ligação para que ele
funcione de forma adequada ao que se deseja.
Contatos
Auxiliares
Alimentação
Três Fases
Fabricante
Modelo
Simbologia
Indicador
Ligado
Ponteiro
Ajuste da Variação
da Tensão
115
ad
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Instalação
O relé falta de fase é normalmente instalado em um painel elétrico através do uso de um
trilho. Este trilho é fixado por parafusos no chassi do painel elétrico. A fixação e remoção do
relé falta de fase é bem simples, porque nele existe um encaixe rápido fabricado para
fixação em trilho e isto facilita muito na instalação.
Veja a seguir um exemplo da instalação do relé falta de fase em um chassi de painel elétrico.
Chassi do
Painel Elétrico
Canaletas
Trilho
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Relé Falta de Fase
A posição do relé falta de fase dentro do painel elétrico depende muito da necessidade, mas
não existe uma regra. Normalmente ele é colocado no trilho próximo a outros componentes
do comando elétrico, por exemplo, contator auxiliar, relé de interface, contator de força, etc.
116
Motor Elétrico
Ligação
A ligação do relé falta de fase inicia-se conexões das fases R, S e T, porque elas determinam
quando o relé falta de fase irá ligar ou desligar. Na sequência ligamos os cabos nos contatos
auxiliares conforme deseja-se usar.
Contatos NF = 11 com 12
Contatos NA = 11 com 14
No exemplo acima utilizei relé falta de fase em série com a bobina do contator de força,
porque toda vez que o relé de falta de fase detectar uma falta de fase, então ele irá abrir o
contato auxiliar e então desligar o contator. Por consequência irá proteger o motor elétrico
contra uma falta de fase.
Outros
Componentes
do Circuito 
de Comando
Contator
de ForçaRelé
Falta
de Fase
R
S
T
117
Aplicação em Painel Elétrico
Painel Elétrico 1
Painel Elétrico 2
Relé Falta
de Fase
Relé Falta
de Fase
118
Conexão das Fases
Simbologia
Aplicação em Diagrama Elétrico
Contatos Auxiliares
Simbologia
Literal
Circuito de Força Circuito de Controle
119
Contato
Auxiliar
Conexão das Fases
Disjuntor
120
O disjuntor é um dispositivo elétrico para proteção do circuito elétrico quetem como
principal função interromper de forma automática a corrente elétrica nos condutores toda
vez que ocorre uma sobrecorrente, ou seja, uma corrente elétrica acima da capacidade que
os condutores podem suportam sem danos físicos. A sobrecorrente pode acontecer por
duas causas: sobrecarga ou curto-circuito. Para proteger contra estas duas causas o
disjuntor é composto por dois disparadores, sendo um disparador térmico que detecta as
sobrecargas e um disparador magnético que detecta os curtos-circuitos.
Exemplo
Imagine que você precise criar uma área na sua casa, por exemplo, uma área de churrasco.
Será necessário que coloque uma instalação elétrica para iluminação e tomadas elétricas,
então você irá aumentar o consumo de energia elétrica e poderá sobrecarregar a rede da
sua casa, caso ela esteja mal dimensionada. O disjuntor detectar as sobrecargas do circuito e
desenergiza para evitar problemas como sobreaquecimento dos condutores. Neste caso é
interessante que tenha disjuntores para cada circuito da casa e um geral, afim de proteger a
instalação contra os curtos e sobrecargas.
Veja a seguir alguns modelos de disjuntores:
O que é?
Disjuntor
Monopolar
do Fabricante
SCHNEIDER
Disjuntor
Bipolar
do Fabricante
ELITEK
Disjuntor
Tripolar
do Fabricante
WEG
121
Tipos quanto aos polos
Os disjuntores podem ser classificados em tipos quanto ao número de polos, ou seja, em
quantas fases eles podem proteger de forma simultânea. É importante conhecer esse
detalhe, porque ele define a forma correta de proteção dos circuitos.
TripolarBipolarUnipolar
Monopolar (1P): Protege apenas uma das fases do circuito.
Bipolar (2P): Protege duas fases do circuito. É comumente usado em circuitos que exigem
proteção em duas fases, como em aplicações de 240 volts.
Tripolar (3P): Protege três fases do circuito. É usado em circuitos trifásicos para proteção
completa.
Tipos quanto as curvas de proteção
Os disjuntores podem também ser classificados quanto ao tipo de curva de proteção, ou
seja, o tempo necessário para desenergizar um circuito em relação a corrente elétrica do
circuito.
A norma que regulamenta as curvas características dos disjuntores é a ABNT NBR NM
60898. Temos basicamente três tipos de curvas: Tipo B, Tipo C, Tipo D. Essas curvas
definem o tipo de carga elétrica a se proteger e o tempo de atuação.
122
Curvas de Proteção
Tipo B: a corrente instantânea suportada será de 3 a 5 vezes a corrente nominal, logo, se
tivermos um disjuntor de 10A, ele irá suportar uma corrente instantânea de no máximo
50A. Este disjuntor é utilizado para realizar a proteção de cargas resistivas como os
chuveiros elétricos, aquecedores, proteção de tomadas de uso geral e assim por diante.
Tipo C: a corrente instantânea suportada será de 5 a 10 vezes a corrente nominal da
carga, logo, se tivermos um disjuntor de 10A ele irá suportar uma corrente instantânea de
no máximo 100A. Estes disjuntores serão utilizados em proteção de cargas indutivas que
exijam correntes de partidas “medianas”. É o caso de motores, compressores, ar
condicionado, motor de bomba de piscina, reatores de lâmpadas fluorescentes bombas
de poço artesiano e cargas indutivas similares.
Tipo D: a corrente instantânea suportada será de 10 a 20 vezes a corrente nominal, logo,
se tivermos um disjuntor de 10A ele irá suportar uma corrente instantânea de no máximo
200A de corrente instantânea. Estes disjuntores serão utilizados por sua vez na proteção
de grandes cargas indutivas como motores de grande porte, transformadores mais
robustos, motores síncronos de carga pesada, um exemplo são as máquinas de solda.
B40 C40 D40
Curva B Curva C Curva D
123
É importante entender que a corrente instantânea determina qual a capacidade que o
disjuntor suporta ao ligar os equipamentos elétricos, porque é comum picos de corrente
elétrica. Um exemplo comum é a energização de um motor elétrico em partida direta. A
corrente instantânea chega até 8x a corrente nominal. Se utilizar um disjuntor curva tipo B
poderá ocorrer o desarme do mesmo na partida do motor, sendo que não há nenhum
problema na instalação. Por isso é importante utilizar o disjuntor correto para o
equipamento correto.
No desenvolvimento dos circuitos para os Comandos Elétricos é comum o uso de mini
disjuntores. De acordo com a NBR NM 60898 e NBR IEC 60947-2 os mini disjuntores devem
atender aos limites de capacidade de corrente nominal (In) estabelecido pelas normas,
sendo: 2, 4, 6, 10, 16, 20, 25, 32, 40, 50, 63, 70, 80, 100 e 125A.
124
Funcionamento
O disjuntor é um dispositivo de proteção elétrica que funciona como um interruptor
automático, projetado para interromper o circuito elétrico em situações de sobrecarga ou
curto-circuito, evitando danos aos equipamentos elétricos e protegendo contra incêndios.
O funcionamento básico de um disjuntor ocorre da seguinte maneira:
Detecção de Sobrecarga ou Curto-Circuito: Sensores internos do disjuntor detectam uma
corrente elétrica anormalmente alta, indicando uma sobrecarga ou curto-circuito no circuito.
Acionamento do Mecanismo de Disparo: Quando a corrente excede o limite seguro, o
mecanismo de disparo do disjuntor é ativado.
Interrupção do Circuito: O mecanismo de disparo interrompe imediatamente o circuito
elétrico, cortando o fluxo de corrente e evitando danos aos equipamentos e riscos de
incêndio.
Restauração Manual: Os disjuntores possuem uma opção de restauração manual, onde é
necessário rearmar o dispositivo após o disparo.
Características
Conhecer as características do disjuntor é importante para entender o funcionamento, fazer
a instalação em painel elétrico e o esquema de ligação para que ele funcione de forma
adequada ao que se deseja.
Conexão de Entrada
da Alimentação
Conexão de Saída
da Alimentação
Carcaça
Isolante
Alavanca
de Manobra
Fabricante
Tensão
Nominal
(230/400V~)
Frequência
Nominal
(50/60Hz)
Corrente de Interrupção
de Curto-Circuito
Curva de Proteção
Corrente Nominal
(C20)
125
Alavanva de Manobra
Borne de Entrada
Borne de Saída
Mecanismo de
Conexão e Desconexão
Disparador Térmico
Contato Móvel
Contato Fixo
Câmara de Extinção
Disparador Magnético
Carcaça
Características Construtivas do Disjuntor
Conhecer as características construtivas de um disjuntor é essencial para todo profissional
que trabalha com eletricidade, porque alguns problemas podem estar relacionados a elas.
Carcaça - Tem a finalidade de armazenar e proteger todos os componentes internos do
disjuntor. Ela é feita de material resistente e isolante para evitar choques elétricos e fugas
de corrente.
Mecanismo de Conexão e Desconexão - Responsável por abrir/fechar o disjuntor afim de
proteger toda a instalação elétrica.
Alavanca de Manobra - Ela tem duas funções, a primeira é sinalizar quando o disjuntor
desarmou por falha e a segunda é ligar/desligar de forma mecânica o disjuntor.
Borne de Entrada - Usado para conectar o cabo de alimentação do circuito que se deseja
alimentar.
Disparador Térmico - É uma lâmina bimetálica que dilata por aquecimento e atua o
mecanismo de desconexão para abrir o contato móvel toda vez que ocorre uma
sobrecarga.
Disparador Magnético - É uma bobina eletromagnética que atua o mecanismo de
desconexão para abrir o contato móvel toda vez que ocorre um curto-circuito.
Contato Fixo e Móvel - São responsáveis por abrir/fechar o circuito na qual o disjuntor
protege. Eles operam junto com o mecanismo de conexão/desconexão.
Câmara de Extinção - Responsável por extinguir o arco-elétrico toda vez que ocorre a
atuação da proteção.
Borne de Saída - Usado para conectar o cabo de saída do circuito que se deseja alimentar.
126
ad
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Instalação
O disjuntor é normalmente instalado em um painel elétrico através do uso de um trilho. Este
trilho é fixado por parafusos no chassi do painel elétrico. A fixação e remoção do relé falta
de fase é bem simples, porque nele existe um encaixe rápido fabricado para fixação em
trilho e isto facilita muito na instalação.
Veja a seguir um exemplo da instalaçãodo disjuntor em um chassi de painel elétrico.
Chassi do
Painel Elétrico
Canaletas
Trilho
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Disjuntor
A posição do disjuntor dentro do painel elétrico depende muito da necessidade, mas não
existe uma regra. Normalmente ele é colocado no trilho próximo a outros componentes do
comando elétrico, por exemplo, contator auxiliar, relé de interface, contator de força, etc.
127
F1 F2F1 F1 F2 F3
Carga Carga Carga
Ligação
Os disjuntores devem sempre ser ligados em série com a fonte de alimentação (F1, F2 ou F3)
e antes da carga. Dessa forma toda vez que ocorrer uma sobrecorrente no circuito ele irá
detectar e desenergizar a carga para proteção de toda instalação.
F1 N
Lâmpada
Disjuntor
Monopolar
Disjuntor
Monopolar
Disjuntor
Bipolar
Disjuntor
Tripolar
Cabo
128
Exemplo de Ligação
Aplicação em Painel Elétrico
Disjuntor
Bipolar
Disjuntor
Tripolar
Disjuntor
Bipolar
Painel Elétrico 1
Painel Elétrico 2
129
Aplicação em Painel Elétrico
Painel Elétrico 3
Painel Elétrico 4
Disjuntor
Tripolar
Disjuntor
Bipolar
130
Aplicação em Diagrama Elétrico
Circuito de Força Circuito de Controle
Simbologia
TripolarBipolarUnipolar
Simbologia
Literal
131
Disjuntor
Tripolar
Disjuntor 
Bipolar
Teste em Disjuntor (verificação de continuidade por polo)
Teste em Disjuntor (verificação de curto entre polos)
Conecte as pontas de provas nas conexões de entrada e de saída de cada polo do disjuntor.
Com a alavanca em OFF não deve acontecer continuidade, porque o contato está aberto. Ao
movimentar a alavanca para ON, então o contato é fechado e deve dar continuidade. Caso
aconteça algo diferente disto então existe um problema no componente.
Conecte as pontas de provas nas conexões de dois polos diferentes. Se não der
continuidade é porque está não existe curto entre os polos, mas se der continuidade é
porque existe um curto entre os polos. Caso isso aconteça eu recomendo descartar o
disjuntor, porque ele está danificado.
Movimente
para cima
132
Relé Térmico
133
O relé térmico, também conhecido como relé de sobrecarga, é um dispositivo de proteção
usado em sistemas elétricos para proteger motores elétricos contra sobrecargas. Ele é
projetado para monitorar a corrente elétrica que flui para um motor e desligar
automaticamente o motor caso a corrente ultrapasse um determinado limite por um
período prolongado.
O maior inimigo do motor elétrico é o sobreaquecimento que é gerado pelo calor do próprio
motor. Este sobreaquecimento normalmente acontece devido uma necessidade de maior
corrente para manter o motor funcionando, porém isso é prejudicial, então é possível aplicar
o relé térmico para proteção. Podemos aplica-lo de forma simples com o apoio de um
contator elétrico. Ele irá atuar toda vez que o motor receber uma corrente maior que a
nominal, pois o relé térmico estará supervisionando.
O que é?
Características
Conhecer as características de um relé térmico é essencial para todo profissional que
trabalha com eletricidade, porque alguns problemas podem estar relacionados a elas.
Terminais de Entrada
Terminais de Saída
Contato Auxiliar NF
95 com 96Contato Auxiliar NA
97 com 98
Botão de Reset/Rearme
Botão Stop
Ajuste de 
Corrente Nominal
Indicador de Atuação
Botão de Rearme
Manual (H) ou Automático (A)
Botão de Teste
134
Terminais de Entrada: É por onde entra a alimentação que logo após passar pelo contator
entra no relé térmico.
Terminais de Saída: Onde é conectado a saída de alimentação para o motor elétrico.
Contato Auxiliar NA (97 com 98): Usado para intertravamento de circuito, segurança ou
sinalização. Toda vez que o relé térmico for atuado então ele muda de estado e fecha-se.
Contato Auxiliar NF (95 com 96): Usado para intertravamento de circuito, segurança ou
sinalização. Toda vez que o relé térmico for atuado então ele muda de estado e abre-se.
Indicador de Atuação: Toda vez que aparece a letra T significa que o relé térmico atuou por
sobrecarga. Após o rearme a letra T some.
Botão de Teste: Esse botão verifica o bom funcionamento do relé antes mesmo de
alimentar o circuito. Ao pressionar esse botão, o contato normalmente fechado (NF) se abre
e o contato normalmente aberto (NA) se fecha. Dessa forma verificamos se o circuito estará
protegido ou não em caso de sobrecarga.
Ajuste de Corrente Nominal: Com uma chave de fenda fina é possível regular o relé de
acordo com a corrente da carga (motor) que será protegida, conforme o dimensionamento.
Botão Reset/Rearme: Esse botão é utilizado quando o relé térmico está configurado para
trabalhar no rearme manual, quando houver uma falha, será necessário apertar o botão
reset/rearme para permitir que o relé térmico volte a funcionar.
Botão Stop: Esse botão está diretamente ligado ao contato normalmente fechado (NF) do
relé térmico, o contato 95 e 96. Ao pressionar esse botão stop, o contato 95 e 96 se abrirá
desligando o circuito.
Botão de Rearme Manual (H) ou Automático (A): Na posição manual (H), o relé
desarmará, desligando o circuito e só rearmará novamente, caso o operador pressione o
botão de reset/rearme para liberar o circuito. Na posição automático (A), o relé desarmará,
desligando o circuito e rearmará sozinho após as lâminas esfriarem, liberando o circuito
automaticamente.
136
Funcionamento
O relé térmico tem seu funcionamento baseado na ação do efeito térmico provocado por
uma corrente elétrica. O relé térmico é constituído basicamente de um elemento bimetálico,
ou seja, uma lâmina formada por dois metais diferentes, normalmente ferro e níquel. Esses
metais têm coeficiente de dilatação diferentes, formando um termopar.
Quando essa lâmina é submetida a uma elevação de temperatura, como os metais têm
diferentes coeficientes de dilatação, um dos metais terá uma maior dilatação que o outro.
Como os dois metais estão unidos formando um só conjunto, a lâmina vai encurvar para o
lado do metal de coeficiente menor, causando um movimento desse bimetálico, como pode
se observar na figura abaixo.
A corrente que causa a dilatação do bimetálico é a corrente do motor elétrico que circula por
um condutor ao redor desse bimetálico. Temos acoplado a esse conjunto um sistema de
disparo que abre um contato elétrico utilizado para interromper a circulação de corrente
elétrica num circuito. 
Esse contato é utilizado no comando elétrico para cortar a alimentação do contator
responsável pelo funcionamento do motor elétrico. Em circuitos trifásicos, é utilizado um
conjunto de três bimetálicos para proteção de todas as fases.
136
ad
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Instalação
O relé térmico é normalmente instalado em um painel elétrico através da conexão com o
contator de força. Existem também alguns modelos de base para relé térmico, mas o jeito
mais fácil é direto no contator. Se conecta os terminais de entrada do relé térmico nas
conexões de saída do contator de força.
Veja a seguir um exemplo da instalação do relé térmico no painel elétrico.
Chassi do
Painel Elétrico
Canaletas
Trilho
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Contator de força
A posição do relé térmico e contator de força dentro do painel elétrico depende muito da
necessidade, mas não existe uma regra. Normalmente ele é colocado no trilho próximo a
outros componentes do comando elétrico, por exemplo, contator auxiliar, relé de interface,
disjuntor, etc.
Relé Térmico
137
Ligação
O relé térmico deve ser ligado em série com o motor que se deseja proteger. Ele
geralmente é colocado após o contator elétrico, conforme a imagem abaixo. É importante
lembra que ele proteger o motor apenas contra sobrecarga, por isso é indispensável o uso
de um disjuntor para proteção contra curtos-circuitos.
Para que o relé térmico funcione corretamente é necessário conectar o contato auxiliar NF
dele em série com a bobina do contator. Dessa forma, toda vez que ocorrer uma
sobrecarga o contator é desenergizado e desliga o motor elétrico, protegendo-o. O contato
NA pode ser utilizado para sinalização.
F1 F2 F3
Disjuntor
Tripolar
ContatorDe Força
Relé
Térmico
Motor
Trifásico
Circuito
de Controle
138
A1
A2
95
96
Ajuste da Proteção do Relé Térmico
Todo relé térmico tem uma escala de proteção, tal como o da imagem abaixo. Este pode
proteger motores de 63 a 80A de corrente nominal, então é necessário fazer o ajuste ideal
para cada motor. Cada motor elétrico tem uma potência e por consequência cada um deles
tem uma corrente nominal.
O ajuste deve ser feito conforme a fórmula abaixo:
 
Ip = In x Fs
 
Onde:
 
Ip = Corrente de Proteção
In = Corrente Nominal
Fs = Fator de Serviço
 
Suponhamos que um motor tenha corrente nominal de 65A e um fator de serviço 1,15.
Então, o ajuste ideal é 74,75A.
Nota: O fator de serviço de um motor elétrico é uma medida que indica a capacidade de um
motor para operar continuamente em determinadas condições de carga e temperatura. Ele
é expresso como uma relação entre a potência nominal do motor (potência que o motor é
projetado para fornecer de forma contínua) e a potência máxima que o motor pode
fornecer sem exceder limites térmicos seguros. 
139
Aplicação em Painel Elétrico
Relé
Térmico
Relé
Térmico
Painel Elétrico 2
Painel Elétrico 1
140
Contatos Auxiliares
Simbologia
Contatos de Força
Simbologia
Literal
Aplicação em Diagrama Elétrico
Contato
NF
Contato
NA
Circuito de Força Circuito de Controle
141
Contatos
Auxiliares
Contatos
de Força
Disjuntor Motor
143
O disjuntor motor é um modelo de disjuntor combinado com um relé térmico. Ele tem a
função de proteger a instalação e o motor contra sobrecorrente, seja por motivo de curto-
circuito ou sobrecarga. O interessante deste modelo de disjuntor é o ajuste da corrente de
proteção de sobrecarga, igual ao relé térmico. Dessa forma, não é preciso usar o relé
térmico em conjunto com disjuntor motor, apenas o disjuntor motor é suficiente para
proteção da instalação e motor. Isso gera uma economia no projeto, além de facilitar a
montagem e manutenção dos painéis elétricos. Diferente do disjuntor convencional, o
disjuntor motor existe apenas trifásico.
Veja a seguir alguns modelos de disjuntor motor:
O que é?
Disjuntor
Motor
do Fabricante
SCHNEIDER
Disjuntor
Motor
do Fabricante
WEG
Disjuntor
Motor
do Fabricante
WEG
144
O disjuntor motor é um dispositivo de proteção elétrica projetado para proteger motores
elétricos contra sobrecargas e curtos-circuitos. Ele funciona de maneira semelhante a um
disjuntor comum, mas com recursos adicionais para lidar com as características específicas
dos motores.
Quando um motor é ligado, ele inicialmente consome uma corrente alta, conhecida como
corrente de partida. Se essa corrente exceder os limites seguros do motor, ela pode causar
danos. O disjuntor motor é projetado para detectar essas correntes de partida e desligar o
circuito se elas excederem um determinado limite.
Além disso, o disjuntor motor também protege contra sobrecargas prolongadas. Se um
motor estiver operando continuamente em uma carga superior à sua capacidade nominal,
ele pode superaquecer e ser danificado. O disjuntor motor monitora a corrente que passa
pelo motor e desliga o circuito se detectar uma sobrecarga prolongada.
Funcionamento
Características
Conheça abaixo as principais características do disjuntor motor. É importante conhecer cada
detalhe e sua função, porque na hora das montagens, instalação ou manutenção este
conhecimento é crucial.
Conexões de Entrada
Conexões de Saída
Fabricante
Capacidade
de Interrupção
de Curto-Circuito
Chave de Manobra
ON/OFF/TRIP
Modelo
Ajuste de Corrente
de Proteção
144
ad
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Instalação
O disjuntor motor é normalmente instalado em um painel elétrico através da fixação em um
trilho, porque ele contém um engate rápido para trilho. O trilho é fixado no chassi do painel
elétrico através da fixação de parafusos.
Veja a seguir um exemplo da instalação do disjuntor motor no painel elétrico.
Chassi do
Painel Elétrico
Canaletas
Trilho
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Disjuntor Motor
A posição do disjuntor motor dentro do painel elétrico depende muito da necessidade, mas
não existe uma regra. Normalmente ele é colocado no trilho próximo a outros componentes
do comando elétrico, por exemplo, contator auxiliar, relé de interface, disjuntor, etc.
145
F1 F2 F3
O disjuntor motor deve ser ligado em série com a alimentação do motor e antes do contator
elétrico. Dessa forma a corrente que alimenta o motor passará pelo disjuntor motor.
Quando ocorrer uma sobrecorrente, seja por motivo de sobrecarga ou curto-circuito, o
disjuntor motor irá detectar e desligar.
Disjuntor
Motor
Contator
de Força
Motor Trifásico
Saída
da Alimentação
Entrada
da Alimentação
Ligação
146
Assim como o relé térmico alguns disjuntores motores têm contatos auxiliares para usar
como intertravamento entre circuitos, sinalização e/ou segurança. Em alguns casos é
possível colocar um bloco auxiliar também.
Contatos Auxiliares para Disjuntor Motor
Bloco
Auxiliar
Lateral
Bloco Auxiliar
Superior
Disjuntor
Motor
147
Ajuste da Proteção do Disjuntor Motor
Assim como o relé térmico tem uma escala de proteção, o disjuntor motor também tem, tal
como o da imagem abaixo. O modelo abaixo pode proteger motores de 32 a 40A de
corrente nominal, então é necessário fazer o ajuste ideal para cada motor. Cada motor
elétrico tem uma potência e por consequência cada um deles tem uma corrente nominal.
O ajuste deve ser feito conforme a fórmula abaixo:
 
Ip = In x Fs
 
Onde:
 
Ip = Corrente de Proteção
In = Corrente Nominal
Fs = Fator de Serviço
 
Suponhamos que um motor tenha corrente nominal de 34A e um fator de serviço 1,15.
Então, o ajuste ideal é 39,01A.
Nota: O fator de serviço de um motor elétrico é uma medida que indica a capacidade de um
motor para operar continuamente em determinadas condições de carga e temperatura. Ele
é expresso como uma relação entre a potência nominal do motor (potência que o motor é
projetado para fornecer de forma contínua) e a potência máxima que o motor pode
fornecer sem exceder limites térmicos seguros. 
148
Aplicação em Painel Elétrico
Disjuntor
Motor 1
Disjuntor
Motor 2
Disjuntor
Motor 1
Painel Elétrico 2
Painel Elétrico 1
149
Contato
NA
Contato
NF
Contatos
AuxiliaresContatos
de Força
Simbologia
Literal
Simbologia
Aplicação em Diagrama Elétrico
Circuito de Força Circuito de Controle
150
Contatos
de Força
Contatos
Auxiliares
A simbologia do disjuntor motor é igual a do disjuntor comum. A principal diferença é que o
disjuntor motor tem contatos auxiliares para intertravamento e sinalização.
Teste para verificação de continuidade por polo
Teste para verificação de curto entre polos
Conecte as pontas de provas nas conexões de entrada e de saída de cada polo do disjuntor
motor. Com o botão vermelho (O) pressionado não deve existir continuidade, porque os
contatos estarão abertos. Ao pressionar o botão preto (I), então os contatos serão fechados
e deverá existir continuidade. Caso aconteça algo diferente disto então existe um problema
no componente.
Conecte as pontas de provas nas conexões de dois polos diferentes. Se não existir
continuidade é porque está não existe curto entre os polos, mas se existir continuidade é
porque existe um curto entre os polos. Caso isso aconteça eu recomendo descartar o
disjuntor, porque ele está danificado.
Aperte
151
Seccionadora
152
O que é?
Uma seccionadora é um dispositivo utilizado em sistemas elétricos para isolar seções
específicas do circuito elétrico. Sua principal função é permitir a desconexão segura de
partes do sistema para manutenção, reparo ou inspeção, sem a necessidade de desligar
toda a instalação elétrica. A grande maioria tem o dispositivo usado para bloqueio por trava
ou cadeado afim de permitir que ninguém religue enquanto você estiver executando
alguma atividade nos circuitos que ela alimenta.Em circuitos de pequeno porte é comum encontrar os dois modelos abaixo.
Enquanto em circuitos de corrente elevada os modelos são diferentes, tal como abaixo.
153
Detalhes da Chave Seccionadora
Interruptor
Alavanca
Rotativa
Alavanca
Rotativa
(ON/OFF)
Haste
de Prologamento
Seccionadora
Conexões de Entrada
Conexões de Saída
Conexões de Saída
Conexões de Entrada
Conexões de Entrada
Conexões de Saída
Carcaça
Isolante
154
Funcionamento da Chave Seccionadora
O funcionamento de uma seccionadora elétrica pode variar dependendo do tipo específico
de seccionadora, mas em termos gerais, aqui estão as principais etapas e características do
seu funcionamento:
Interruptor ou Alavanca de Controle: A seccionadora geralmente possui uma alavanca,
botão ou interruptor de controle que é utilizado para ligar ou desligar o dispositivo. Essa
alavanca pode estar localizada na própria seccionadora ou em um painel de controle
separado.
Mecanismo de Acionamento: Quando a alavanca de controle é acionada, ela está
conectada a um mecanismo interno que opera a seccionadora. Esse mecanismo pode variar
dependendo do tipo de seccionadora, mas frequentemente envolve o movimento de
contatos elétricos.
Contatos Elétricos: A seccionadora possui contatos elétricos que podem ser abertos ou
fechados, dependendo da posição da alavanca de controle. Quando a seccionadora está na
posição fechada, os contatos estão conectados, permitindo a passagem de corrente elétrica.
Na posição aberta, os contatos estão separados, interrompendo o fluxo de corrente.
Isolamento: Uma das funções principais da seccionadora é isolar parte do circuito elétrico
quando necessário. Quando a seccionadora está na posição aberta, ela isola efetivamente a
seção do circuito onde está instalada, permitindo que trabalhadores realizem manutenção
ou reparos com segurança.
Indicadores Visuais: Muitas seccionadoras estão equipadas com indicadores visuais, como
luzes ou marcadores, para indicar claramente se a seccionadora está na posição de conexão
ou desconexão. Isso ajuda a garantir que os mantenedores possam verificar o status da
seccionadora facilmente.
Segurança e Bloqueio: Para garantir a segurança durante operações de manutenção,
algumas seccionadoras têm recursos de bloqueio para evitar acionamento acidental. Além
disso, os mantenedores podem seguir procedimentos específicos para garantir a segurança
durante o uso da seccionadora.
Nota: Importante dimensionar corretamente a seccionadora, porque se mau dimensionada
poderá aquecer e danificar, existindo o risco de autoincendiar. 
155
ad
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Instalação
A seccionadora é normalmente instalada em um painel elétrico através da fixação em um
trilho, porque ele contém um engate rápido para trilho, mas existem alguns modelos que
são fixadas com parafuso no chassi do painel, porque causa do tamanho delas.
Veja a seguir um exemplo da instalação da seccionadora no painel elétrico.
Chassi do
Painel Elétrico
Canaletas
Trilho
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Seccionadora
A posição da seccionadora dentro do painel elétrico depende muito da necessidade, mas
não existe uma regra. Normalmente ela é colocada no trilho próximo a outros componentes
elétricos. Em situações em que o modelo da seccionadora é pequena, então é instalada
diretamente na porta do painel elétrico.
156
Ligação
A seccionadora deve ser conectada antes de todo o circuito que você deseja desenergizar
assim que ela é desligada, ou seja, em série com todos dispositivos. Normalmente ela é
ligada no circuito de força.
F1 F2 F3
Disjuntor
Tripolar
Contator
De Força
Relé
Térmico
Motor
Trifásico
Seccionadora
157
Aplicação em Painel Elétrico
Seccionadora
Painel Elétrico 1
Painel Elétrico 2
Seccionadora
158
Simbologia
Simbologia
Literal
Contatos
de Força
Aplicação em Diagrama Elétrico
Contatos
de Força
Circuito de Força Circuito de Controle
159
Teste para verificação de continuidade por polo
Teste para verificação de curto entre polos
Conecte as pontas de provas nas conexões de entrada e de saída de cada polo da
seccionadora. Ao girar a manopla para a posição OFF não deve existir continuidade, porque
os contatos estarão abertos. Ao girar para a posição ON, então os contatos serão fechados e
deverá existir continuidade. Caso aconteça algo diferente disto então existe um problema
no componente.
Conecte as pontas de provas nas conexões de dois polos diferentes. Se não existir
continuidade é porque está não existe curto entre os polos, mas se existir continuidade é
porque existe um curto entre os polos. Caso isso aconteça eu recomendo descartar a
seccionadora, porque ela está danificada.
Gire
160
Seccionadora Porta Fusível
161
O que é?
A seccionadora porta-fusível é um dispositivo de proteção e seccionamento de circuitos
elétricos. Ela combina as funções de uma seccionadora, que permite abrir ou fechar um
circuito de forma segura, com a proteção de um fusível, que interrompe o circuito em caso
de sobrecorrente ou curto-circuito.
Em circuitos de corrente menores é comum encontrar os modelos abaixo.
Enquanto em circuitos de corrente elevada os modelos são diferentes, tal como abaixo.
162
Detalhes
163
Fusíveis
tipo NH
Abertura
Para Extração
dos Fusíveis
e Seccionar o Circuito
Base
para fixação
em painel
Características
Conheça as principais características da seccionadora porta fusível:
Seccionamento Manual: Permite a abertura e o fechamento manual do circuito,
garantindo segurança para a realização de manutenções.
Proteção por Fusível: Utiliza fusíveis como elemento de proteção contra
sobrecorrentes e curto-circuitos. Os fusíveis são projetados para interromper o circuito
rapidamente em caso de falhas, evitando danos ao equipamento.
Segurança: A seccionadora porta-fusível é geralmente equipada com recursos de
segurança, como indicadores de status e mecanismos que evitam a operação acidental.
Vantagens
Simples e Econômico: Comparado a disjuntores, o sistema de fusíveis é geralmente
mais simples e pode ser mais econômico em certas aplicações.
Proteção Confiável: Fusíveis são conhecidos por sua confiabilidade em proteção contra
curtos-circuitos e sobrecorrentes.
Fácil Manutenção: A substituição de fusíveis é simples e rápida, o que minimiza o
tempo de inatividade.
Desvantagens:
Reposição de Fusíveis: Diferente dos disjuntores que podem ser rearmados, os fusíveis
precisam ser substituídos após cada operação de proteção.
Limitação de Recursos: Pode não oferecer a mesma versatilidade de um disjuntor
motor ou um disjuntor com relé térmico, especialmente em aplicações mais complexas.
Aplicações
A seccionadora porta-fusível é amplamente utilizada em instalações elétricas industriais e
comerciais, onde é necessário um meio seguro e eficiente para seccionar e proteger
circuitos. É particularmente adequada para aplicações onde a simplicidade e o custo são
fatores críticos.
164
Os fusíveis NH (ou fusíveis tipo NH) são um tipo de fusível de alta capacidade, amplamente
utilizados em instalações elétricas industriais e comerciais para proteção contra
sobrecorrentes e curto-circuitos. Eles são conhecidos por sua alta capacidade de
interrupção e são projetados para proteger equipamentos elétricos, cabos e condutores.
Características dos Fusíveis NH
Alta Capacidade de Interrupção: Fusíveis NH podem interromper correntes de curto-
circuito muito altas, garantindo a proteção eficiente dos circuitos.
Formatos Padronizados: Os fusíveis NH seguem padrões internacionais, o que facilita a
sua substituição e compatibilidade em diferentes sistemas e países.
Montagem: São geralmente montados em bases apropriadas (bases NH), que podem
ser instaladas em painéis de distribuição.
Elementos de Fusão: Os fusíveis NH contêm elementos de fusão que derretem em caso
de sobrecorrente, interrompendo o circuito de forma segura.
Indicação Visual: Muitos modelos de fusíveis NH possuem indicadores visuais que
mostram quando o fusívelestá queimado e precisa ser substituído.
Tipos de Fusíveis NH
NH00, NH0, NH1, NH2, NH3, NH4: Diferem em tamanho e capacidade de corrente. O
número indica o tamanho físico e a capacidade de corrente que o fusível pode suportar.
Fusíveis Rápidos (gG/gL): Projetados para proteção geral de cabos e condutores.
Fusíveis Lentos (aM): Projetados para proteção de motores, capazes de suportar as
correntes de partida mais altas sem queimar. NH são altamente confiáveis e
proporcionam proteção eficaz contra sobrecorrentes e curtos-circuitos.
Fusível NH
165
Fusíveis
tipo NH
Instalação
A seccionadora porta fusível é normalmente instalada em um painel elétrico através da
fixação com parafusos.
Veja a seguir um exemplo da instalação da seccionadora porta fusível no painel elétrico.
Chassi do
Painel Elétrico
Canaletas
Seccionadora
Porta Fusível
A posição da seccionadora porta fusível dentro do painel elétrico depende muito da
necessidade, mas não existe uma regra. Normalmente ela é colocada na parte superior
direta.
166
Ligação
A seccionadora porta fusível normalmente é instalada em série com o circuito de força que
você seja seccionar e proteger. Quando ela é usada, não se usa disjuntor. Ela normalmente
é instalada em conjunto com relé térmico para proteção de motores, tal como o exemplo
abaixo. Dessa forma, você tem a proteção de sobrecarga pelo relé térmico e a proteção
contra curto-circuito pelos fusíveis que ficam na seccionadora.
L1 L2 L3
Seccionadora
Porta Fusível
Contator
De Força
Relé
Térmico
Motor
Trifásico
167
Aplicação em Painel Elétrico
Seccionadora
Porta
Fusível
Painel Elétrico 1
Painel Elétrico 2
168
Seccionadora
Porta
Fusível
Simbologia
Simbologia
Literal
Aplicação em Diagrama Elétrico
Circuito de Força Circuito de Controle
169
Seccionadora
Porta
Fusível
Fusíveis
Teste
O teste de continuidade normalmente é feito apenas nos fusíveis NH, porque são eles que
normalmente dão problema ou abre o elo fusível. Para realizar o teste é simples, conecte as
pontas de provas nos terminais do fusível NH. Se existir continuidade é porque o fusível está
intacto, mas caso não existir é porque ele está danificado. Normalmente existe um pino
indicar para identificar que o fusível foi atuado, mas nem sempre este pino funciona. Por
isso é importante realizar o teste de continuidade. O mesmo teste pode ser feito com o
fusível dentro da seccionadora.
Terminal
170
Terminal
Pontas 
de Prova
Multímetro
Fusível Diazed
171
O que é?
O fusível Diazed é um tipo de fusível utilizado em instalações elétricas industriais e
residenciais. Ele é chamado assim devido ao seu criador, o engenheiro alemão Hermann
Dorst, que desenvolveu esse tipo de fusível na empresa Siemens. O nome "Diazed" é uma
combinação de "Dorst" e "Zed" (Z significa "Zylinder" em alemão, que significa "cilindro").
Os fusíveis Diazed são compostos por um suporte de porcelana com um fusível de ação
rápida dentro. Eles são projetados para proteger os circuitos elétricos contra sobrecargas e
curtos-circuitos, interrompendo a corrente elétrica quando necessário. Esses fusíveis são
reconhecidos por sua confiabilidade e são comuns em muitas instalações elétricas ao redor
do mundo.
Funcionamento
O fusível é um dispositivo de segurança utilizado em circuitos elétricos para proteger os
equipamentos e as instalações contra sobrecargas e curtos-circuitos. O funcionamento
básico do fusível é bastante simples:
Material condutor: O fusível é composto por um material condutor, geralmente um metal
com baixo ponto de fusão, como o estanho ou o alumínio.
Fio ou lâmina: Esse material condutor é moldado em forma de fio ou lâmina e é parte de
um circuito elétrico.
Elemento fusível: O material condutor é projetado para fundir quando uma corrente
elétrica superior à sua capacidade nominal passa por ele.
Sobrecorrente: Quando ocorre uma sobrecarga ou curto-circuito no circuito elétrico, a
corrente elétrica aumenta rapidamente.
Aquecimento: A corrente elevada faz com que o material condutor do fusível aqueça
rapidamente devido ao efeito Joule (I²R, onde I é a corrente elétrica e R é a resistência do
fusível).
Fusão: Se a corrente ultrapassar o limite seguro, o material condutor do fusível funde,
interrompendo o circuito elétrico.
Interrupção da corrente: Com o fusível fundido, o circuito é interrompido, impedindo a
passagem de corrente elétrica e protegendo os equipamentos e a instalação elétrica.
172
Caractéristicas
Conhecer as características do fusível diazed é importante na hora da montagem,
manutenção e instalação. Veja a seguir as características de alguns modelos:
Tampa
Rosca
Tampa
com Rosca
Tampa
com Rosca
Fusível
Diazed
Adaptador
Adaptador
Fusível
Diazed
Base
Base
Rosca
173
Instalação
O fusível diazed é normalmente instalado em um painel elétrico através da fixação com
parafuso no chassi do painel, porque eles não têm adaptação para fixação em trilho, então é
necessário furar o chassi.
Veja a seguir um exemplo da instalação do fusível diazed no painel elétrico.
Chassi do
Painel Elétrico
Canaletas
Fusível
Diazed
A posição do fusível diazed dentro do painel elétrico depende muito da necessidade, mas
não existe uma regra. Normalmente ele é colocado no canto para não atrapalhar a locação
dos trilhos.
Parafuso
de Fixação
174
Ligação
O fusível diazed é ligado sempre em série com o circuito que deseja proteger e ele sempre
vem antes do circuito. Veja o exemplo abaixo na qual temos um fusível protegendo o circuito
que alimenta uma chave seletora, um temporizador e um contator auxiliar.
Temporizador
Contator
Auxliar
L
N
Chave
Seletora
Cabos/Fios
Elétricos
Fusível
Diazed
175
Simbologia
Aplicação em Diagrama Elétrico
Circuito de ControleCircuito de Força
Fusível
Diazed
Fusível
Diazed
Simbologia
Literal
176
Teste
É importante realizar o teste de continuidade, toda vez que se adquirir um fusível diazed
novo ou em casos de manutenção. O teste de continuidade é feito para garantir que o elo
fusível do fusível diazed não esteja rompido. É imporante também testar as conexões da
base do fusível, a fim de garantir que não existe nenhum mau contato.
Terminal
177
Terminal
Pontas 
de Prova
Multímetro
Em caso de encontrar mau contato na base ou um fusível com elo rompido, troque
imediatamente, porque senão o circuito não irá funcionar devido estar em aberto.
Transformador de Comando
178
O que é?
O transformador de comando é um dispositivo usado em sistemas elétricos para fornecer a
tensão necessária para operar dispositivos de controle, como relés, contatores e outros
componentes elétricos de baixa tensão. Ele é projetado para fornecer uma tensão
secundária segura e isolada, geralmente de 24V, 110V ou 220V, a partir de uma tensão
primária mais alta, que pode ser de 220V, 380V, 440V ou outra, dependendo da aplicação.
O transformador de comando tem a função de isolar eletricamente os circuitos de controle
dos circuitos de potência, garantindo assim a segurança dos operadores e a integridade dos
componentes de controle. Ele também ajuda a reduzir o risco de interferências
eletromagnéticas nos circuitos de controle, garantindo um funcionamento mais estável e
confiável dos dispositivos elétricos.
Veja a seguir alguns modelos de transformadores de comando:
Transformar
de Comando
do Fabricante
SWELLMARK
Transformar
de Comando
do Fabricante
POLUS
179
O transformador de comando funciona de maneira semelhante a um transformador
convencional, com a diferença de que ele é projetado para fornecer uma tensão secundária
de baixa tensão para dispositivos de controle. 
Aqui está um resumo do funcionamento:
Entrada de Energia: O transformador recebe energia elétrica em sua entrada, que é a
tensão primária, geralmente de uma rede elétrica de média ou alta tensão.
Bobina Primária: A energia elétrica é aplicada à bobina primária do transformador, criando
um campo magnético variável dentro do núcleo do transformador.
Isolamento: O núcleo do transformador isola eletricamente abobina primária da bobina
secundária, garantindo que não haja conexão direta entre as duas.
Indução Eletromagnética: O campo magnético variável induz uma corrente na bobina
secundária, que é a tensão secundária do transformador.
Saída de Energia: A tensão secundária é então disponibilizada para os dispositivos de
controle, como relés, contatores, temporizadores, entre outros, fornecendo a energia
necessária para sua operação.
Segurança e Controle: O transformador de comando fornece uma tensão segura e isolada
para os dispositivos de controle, garantindo sua operação segura e eficiente.
Em resumo, o transformador de comando converte a energia elétrica de uma tensão
primária mais alta para uma tensão secundária mais baixa, fornecendo energia segura e
isolada para dispositivos de controle em sistemas elétricos.
Funcionamento
Carga
Enrolamento
Secundário
Enrolamento
Primário
Tensão de
Entrada Tensão de
Saída
180
Conhecer as características do transformador de comando é importante, porque influência
diretamente na instalação, montagem e manutenção.
Características
Base de Fixação
Enrolamentos
Chapas de Ferro
Conexões de Saída
Conexões de Entrada
Conexões
de Saída
Conexões
de Entrada
Tensão
de Saída
Tensão
de Entrada
Conexões
de Aterramento
Base de Fixação
Dados do
transformador
de comando
Enrolamentos
181
Uma característica importante dos transformador de comando é a disponibilidade de mais
níveis de tensão para entrada e saída, ou seja, você pode usar o mesmo transformador em
aplicações diferentes.
Enrolamento
Primário
Enrolamento
Secundário
Observe o exemplo acima, o enrolamento primário pode receber 220, 380 ou 440Vca e o
enrolamento secundário pode ser 110 ou 220Vca. Importante entender que é uma aplicação
por vez, ou seja, você pode escolher um nível de tensão na entrada e um nível na saída.
Exemplo de Aplicação
Imagine que preciso instalar um painel elétrico de uma bomba d’água no campo. O circuito
da bomba necessita de uma tensão de nível de força e uma tensão de nível de comando.
Suponhamos que o motor da bomba opere em 440Vca e o comando em 220Vca. Neste caso
posso lançar um cabo trifásico para alimentar o painel com apenas 440Vca e dentro do
painel instalar um transformador como da imagem acima, então vou puxar um paralelo de
duas fases da alimentação geral e conectar nos terminais 1 e 5 e conectar 3 com 4. E na
saída vou ter os 220Vca nos terminais 6 com 9, desde que conectar o 7 com 8.
Dessa forma consigo alimentar a parte de força e comando utilizando apenas um cabo
trifásico de alimentação do painel. Isso me poupa recursos materiais, financeiro e mão de
obra.
182
Ligação
As ligações dos transformadores de comando dependem de cada tipo de transformador,
mas basicamente deve-se liga-se os cabos nas conexões do primário e do secundário
conforme a tensão necessária. Em alguns modelos são necessários fazer os jumps conforme
a placa de identificação e outros modelos não precisam. Vou mostrar o exemplo de um com
jump e um sem jump.
Modelo com jump
440Vca
220Vca
183
Modelo sem jump
O modelo sem jump é bem mais simples de realizar as ligações. Observe que o mais
importante é ter atenção as conexões corretas de cada nível de tensão. O trafo abaixo é
muito utilizado para alimentar fonte CC, porque ele estará deixando a tensão nível ideal.
Um fator importante que você deve ter atenção é quanto a potência de cada transformador
de comando, porque se você alimentar um circuito no secundário que esteja acima da
capacidade do transformador, então você poderá danificar os enrolamentos.
Aconselho colocar um disjuntor na saída do transformador para proteger o transformador
em caso de sobrecarga ou curto circuito.
220Vca 12Vca
184
Instalação
O transformador de comando é normalmente instalado em um painel elétrico através da
fixação com parafuso no chassi do painel, porque eles não têm adaptação para fixação em
trilho, então é necessário furar o chassi.
Veja a seguir um exemplo da instalação do transformador de comando no painel elétrico.
Chassi do
Painel Elétrico
Canaletas
Transformador
de Comando
A posição do transformador de comando dentro do painel elétrico depende muito da
necessidade, mas não existe uma regra. Normalmente ele é colocado no canto para não
atrapalhar a locação dos trilhos.
Parafuso
de Fixação
185
Aplicação em Painel Elétrico
Painel Elétrico 1
Transformador
de Comando
Painel Elétrico 2
Transformador
de Comando
186
Simbologia
Aplicação em Diagrama Elétrico
Circuito de Comando
Transformador
de Comando
Circuito de Força
Transformador
de ComandoSimbologia
Literal
187
Teste
É importante realizar o teste de continuidade toda vez que adquiri-se um novo
transformador de comando para verificar se os enrolamentos não estão rompidos. Para
realizar o teste, primeiro você deve verificar na placa de identificação quais os terminais de
cada enrolamento, depois você vai medir continuidade de um por um, primeiro nos
secundários e depois nos primários. Assim você terá certeza que não existe nenhum
enrolamento rompido. É interessante também energizar o transformador e medir a tensão
do secundário para garantir que a tensão estará correta, senão pode-se danificar o
equipamento na qual o transformador será ligado.
Terminais
188
Pontas 
de Prova
Multímetro
Fonte CC
189
O que é?
Uma fonte CC, também conhecida como fonte de energia CC ou fonte de alimentação CC ou
fonte chaveada, é um dispositivo eletroeletrônico que converte tensão alternada em tensão
contínua, além de reduzir o nível de tensão. Por exemplo, tenho uma fonte de tensão
127Vca, mas desejo alimentar um circuito com 24Vcc, então posso utilizar uma fonte CC
para tal aplicação.
Veja a seguir alguns modelos de fonte CC:
190
Fonte CC
do fabricante
Weidmüller
Fonte CC
do fabricante
Mean Well
Fonte CC
do fabricante
WEG
Características
Conheça a seguir algumas características de uma fonte CC:
Tensão constante: A saída mantém uma tensão estável.
Polaridade fixa: Tem um polo positivo e um negativo.
Menor risco de choque: Em muitos casos, fontes CC são consideradas mais seguras
que fontes CA, especialmente em níveis de tensão mais baixos.
Conexões de
Entrada em
Tensão Alternada
Conexões da Saída em
Tensão Contínua
Indicador
de Fonte 
Ligada
Potênciômetro
de Regulagem
do Nível de Tensão
Fabricante
Tensão e Corrente
da Saída
Tensão
de Entrada
191
ad
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Instalação
A fonte CC é normalmente instalada em um painel elétrico através da fixação em um trilho
ou direto no chassi do painel através de parafusos. A forma de instalar vai depender do
modelo, porque existem vários modelos.
Veja a seguir um exemplo da instalação da fonte CC em painel elétrico.
Chassi do
Painel Elétrico
Canaletas
Trilho
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Fonte CC
A posição da fonte CC dentro do painel elétrico depende muito da necessidade, mas não
existe uma regra. Normalmente ela é colocada próximo a outros componentes elétricos.
192
Ligação
Uma fonte CC é ligada de forma bem simples, basta alimentar os bornes de entrada com o
nível de tensão conforme o fabricante indicada. Normalmente as fontes CC tem três bornes
para entrada, sendo Fase, Neutro e Terra. E para saída normalmente têm quatro bornes,
sendo dois positivos e dois negativos. Veja a seguir um exemplo de ligação.
Entrada de Alimentação
CA
193
Saída de Alimentação
CC
Aplicação em Painel Elétrico
Painel Elétrico 1
Fonte CC
Painel Elétrico 2
Fonte CC
194
Simbologia
Aplicação em Diagrama Elétrico
Circuito de Comando
Saída
Entrada
Fonte CC
195
Teste
Por ser uma fonte é possível realizar o teste de medição de tensão para garantir que a fonte
esteja gerando na saída uma tensão e o nível que você deseja. Por exemplo, uma fonte de
24Vcc, podemos medir com um multímetro a saída para garantir que existirão os 24Vcc.
220Vca
196
Pontas de Prova
Fonte CC
Multímetro
24
Escala
Tensão CC
Soft-Starter
144
O que é?
Uma soft-starter é um dispositivo eletrônicoprojetado para controlar a tensão aplicada a um
motor elétrico durante a partida e parada. Ela age como um “amortecedor” elétrico,
garantindo que o motor inicie sua operação suavemente, sem os picos de corrente elétrica
que podem danificá-lo.
O nome soft-starter traduzido para o português significa partida suave, ou seja, uma partida
do motor elétrico de forma gradativa. Normalmente o soft-starter tem o ajuste de tensão
inicial da partida em 30% do valor nominal e durante um tempo pré-determinado chega até
100% da nominal.
Veja a seguir alguns dos modelos de soft-starter:
Soft-Starter
do Fabricante
ABB
Soft-Starter
do Fabricante
SIEMENS
Soft-Starter
do Fabricante
WEG
198
Funcionamento
A soft-starter utiliza pares de tiristores em cada fase para fazer o controle da tensão aplicada
ao motor. Ao invés de injetar tensão nominal, eles reduzem o nível de tensão e vão
aumentando de forma gradativa. O valor inicial e o tempo de aplicação é configurável, ou
seja, vai depender de cada equipamento.
Suponhamos que temos um motor trifásico com tensão nominal de 440Vca, podemos
utilizar uma soft-starter para controlar a tensão na partida e parada do motor elétrico. Por
exemplo, podemos ajustar a tensão inicial em 30% e durante o período de 10 segundos a
tensão chegará em 100% do valor nominal. Por consequência a corrente elétrica da partida
será reduzida, porque a corrente é sempre proporcional a tensão elétrica, conforme a Lei de
Ohm.
Veja a seguir a imagem de um circuito de força interno de uma soft-starter trifásica. Vale
ressaltar que existe a parte de controle que não foi desenhada na imagem. Ela é responsável
pelo controle dos tiristores.
Existem também soft-starters monofásicas e bifásicas, mas o mais comum é trabalhar com
soft-starter trifásica, ainda mais quando se trata de empresas grandes.
199
Características
Conheça abaixo as características de um soft-starter do fabricante Weg, mas entenda que os
modelos de outros fabricantes não é muito diferente deste abaixo.
Entrada de Alimentação Trifásica
Saída para o motor
Fabricante
Modelo
Saída a Relé
Conector 
para Cabo Serial
Sinalização
de Status
Sinalização
de Falhas
A1/A2 - Alimentação da Eletrônica
DI1 - Comando Liga/Desliga
DI2 - Reset
200
Instalação
A soft-starter é normalmente instalada em um painel elétrico através da fixação com
parafuso no chassi do painel, porque eles não têm adaptação para fixação em trilho, então é
necessário furar o chassi.
Veja a seguir um exemplo da instalação da soft-starter no painel elétrico.
Chassi do
Painel Elétrico
Canaletas
Soft-Starter
A posição do soft-starter dentro do painel elétrico depende muito da necessidade, mas não
existe uma regra. Normalmente ela é colocada no canto para não atrapalhar a locação dos
trilhos.
201
Disjuntor
Tripolar
Disjuntor
Monopolar
Botão de Pulso
para Ligar e Desligar
Motor
Trifásico
Soft-Starter
L1 L2 L3 L1N
Ligação
PE
202
A soft-starter é sempre ligada em série com motor elétrico, porque dessa forma ela poderá
controlar a tensão aplicada ao motor. É necessário alimentar os bornes A1 e A2 para ter
tensão de controle. Para dar o comando de liga é necessário um pulso na entrada digital
DI1. Dessa forma você já consegue ligar a soft-starte de uma maneira bem simples. Observe
abaixo um exemplo de esquema de ligação.
Aplicação em Painel Elétrico
Painel Elétrico 1
Soft-Starter
Painel Elétrico 2
Soft-Starter
203
Simbologia
Aplicação em Diagrama Elétrico
Simbologia
Circuito de Força
Circuito de Força Circuito de Controle
204
Diagramas Elétricos para
 Partida de Motores CA
205
Disjuntor
Motor
Contator
de Força
Motor
Trifásico
Bobina
Contator
Sinaleiro
Pulsador
Liga
Pulsador
Desliga
Botão
Emergência Fusível
Fonte
Retificadora
Disjuntor
Monopolar
Cabos
Bornes
6
206
Partida Direta
A partida direta é uma das formas mais simples de acionamento de motores elétricos.
Nesse método, o motor é conectado diretamente à rede elétrica, permitindo que ele receba
a tensão e a frequência nominal diretamente e alcance sua rotação nominal rapidamente. É
uma solução prática, mas que exige cuidados devido ao alto pico de corrente de partida.
Veja alguns exemplos de circuitos que podemos montar a partir dos componentes que
estudamos ao decorrer deste livro digital.
Exemplo 1
Partida direta para motor trifásico com comando liga/desliga manual através de
botões e proteção elétrica feita com fusíveis e relé térmico
No exemplo a seguir, será aprensentado um circuito de partida direta para um motor
trifásico. No circuito de força, utiliza-se uma seccionadora com fusíveis NH para proteção
contra curto-circuito e um relé térmico para proteção contra sobrecarga. Já no circuito de
comando, um fusível Diazed é empregado para garantir proteção adequada e serão usados
dois botões para fazer o comando manual de liga/desliga. Esse tipo de circuito é ideal para
motores trifásicos que operam em apenas um sentido de rotação, ou seja, o eixo do motor
girará exclusivamente no sentido horário ou anti-horário. A definição do sentido de rotação
depende da sequência de fases conectadas ao motor.
Veja os componentes que serão utilizados.
Circuito de Força
X1 - Bornes
F1 - Seccionadora Porta Fusíveis NH
K1 - Contator de Força
F2 - Relé Térmico
M1 - Motor Trifásico
Circuito de Controle
X1 - Bornes
F3 - Fusível Diazed
F2 - Contato Auxiliar NF do Relé Térmico
S1 - Botão de Pulso (vermelho) com Contato NF
S2 - Botão de Pulso (verde) com Contato NA
K1 - Contato Auxiliar do Contator de Força
K1 - Bobina do Contator de Força
Diagrama Elétrico do Circuito de Força
207
Cabos Elétricos
Motor Trifásico
Borne
para Aterramento
Relé
Térmico
Seccionadora
Porta Fusível NH
Contator
de Força
Borne
para Fase/Neutro
208
Diagrama Elétrico do Circuito de Controle
Borne
para Fase/Neutro
Contato
Auxiliar NA
do Contator de Força
Bobina
do Contator de Força
Botão de Pulso
Com Contato NA
Botão de Pulso
Com Contato NF
Contato Auxiliar NF
do Relé Térmico
Fusível Diazed
209
Exemplo 2
Partida direta para motor trifásico com comando liga/desliga manual através de
botões e proteção elétrica feita com disjuntor e relé térmico
No exemplo a seguir, será apresentado o mesmo circuito do exemplo 1, mas com algumas
modificações. No circuito de força, um disjuntor tripolar é utilizado para proteção contra
curto-circuito, substituindo a seccionadora porta fusível NH. Já no circuito de comando, um
disjuntor monopolar substitui o fusível Diazed, garantindo uma proteção adequada. A
principal vantagem deste circuito em relação ao anterior está na possibilidade de rearmar
os disjuntores em caso de falhas por sobrecorrente, porque os fusíveis rompem o elo
fusível, exigindo a substituição do componente. Isso não apenas aumenta o custo de
manutenção, como também prolonga o tempo necessário para o reparo.
Veja os componentes que serão utilizados.
Circuito de Força
X1 - Bornes
Q1 - Disjuntor Tripolar
K1 - Contator de Força
F1 - Relé Térmico
M1 - Motor Trifásico
Circuito de Controle
X1 - Bornes
Q2 - Disjuntor Monopolar
F1 - Contato Auxiliar NF do Relé Térmico
S1 - Botão de Pulso (vermelho) com Contato NF
S2 - Botão de Pulso (verde) com Contato NA
K1 - Contato Auxiliar do Contator de Força
K1 - Bobina do Contator de Força
Diagrama Elétrico do Circuito de Força
210
Cabos Elétricos
Motor Trifásico
Borne
para Aterramento
Relé
Térmico
Disjuntor Tripolar
Contator
de Força
Borne
para Fase/Neutro
211
Diagrama Elétrico do Circuito de Controle
Borne
para Fase/Neutro
Contato
Auxiliar NA
do Contator de Força
Bobina
do Contator de Força
Botão de Pulso
Com Contato NA
Botão de Pulso
Com Contato NF
Contato Auxiliar NF
do Relé Térmico
Disjuntor
Monopolar
212
Exemplo 3
Partida direta para motor trifásico com comando liga/desliga manual através de
botões e proteção elétrica feita com disjuntor motor
No exemplo a seguir, será apresentado o mesmo circuito dos exemplos 1 e 2, porém com
algumas alterações. No circuito de força, o disjuntor motor substituieu queria fazer, aprendi muita teoria e muita prática e foi ali que apaixonei pelos
Comandos Elétricos. Eu achava muito legal criar os diagramas elétricos no papel, montar os
painéis, retirar os defeitos e fazer tudo aquilo funcionar.
Dali em diante não parei, finalizei o curso de elétrica, depois fiz um curso técnico, depois o
curso superior de Engenharia Elétrica, na sequência duas pós-graduações, uma de
Engenharia de Manutenção Industrial e uma de Engenharia de Confiabilidade. Através do
primeiro curso de elétrica consegui um emprego de Eletricista numa siderúrgica, depois virei
Técnico Eletricista na mesma empresa, depois me mudei para outra empresa como Analista
de Automação, mas fiquei pouco tempo e tive a oportunidade em uma nova empresa para
atuar como Engenheiro Eletricista, que é meu cargo atual.
Foram muitos anos de estudo, erros e falhas, mas não faria nada diferente, porque me
trouxe até aqui, a ponto de escrever este livro digital e compartilhar um pouco do sei. Espero
que você goste da leitura e consiga aprender bastante com o que vou passar.
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Apresentação 
do Autor
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Volume 1
Introdução
A eletricidade é um fenômeno físico que o ser humano já domina a seu favor. Nós
descobrirmos que é possível usar a eletricidade e transforma-la em outra forma de energia.
Por exemplo, em energia mecânica, energia térmica, energia luminosa e por aí vai...
Nos dias atuais praticamente todas as casas, prédios e indústrias utilizam energia elétrica. É
bem raro encontrar um local que não tenha energia elétrica. Em casas e prédios é comum
vermos a energia elétrica sendo usada como transformação para energia luminosa, a fim de
manter ambientes iluminados.
Nas industrias é comum vermos o uso da energia elétrica transformada em energia
mecânica para movimentar os maquinários. Existe uma máquina em específico que faz essa
transformação. Estou me referindo ao famoso motor elétrico.
O motor elétrico já está presente nas industrias há muitos anos. Praticamente todas as
máquinas de uma indústria utilizam o motor elétrico para criar movimento mecânico. Seja
para movimentar uma esteira, seja para mover uma bomba que movimenta água ou óleo,
seja para comprimir ar, seja para transportar materiais, seja para içar ou abaixar peças,
enfim. O motor elétrico em conjunto com um sistema mecânico bem projeto pode fazer
diversas funções em uma indústria.
Para controlar a energia elétrica que é usada no motor elétrico é importante alguns
dispositivos elétricos, tanto para circuito de força quanto para o circuito de controle. É aí que
são demandados os Comandos Elétricos.
Os Comandos Elétricos são métodos que utilizam dispositivos elétricos, tal como contatores,
relés, disjuntores, botões, chaves, sensores, etc., a fim de criar circuitos elétricos para
comandar de forma manual ou automática os motores elétricos. Ou seja, quando o motor
elétrico deverá ligar ou desligar, a fim de movimentar um equipamento. Os comandos
elétricos podem também comandar outros equipamentos elétricos, tal como circuitos de
iluminação, sistema pneumáticos ou hidráulico. 
O objetivo deste livro é te ensinar em detalhes tudo que você precisa sobre os Comandos
Elétricos. Você vai aprender cada componente de um circuito, vai aprender também a ligar,
instalar e montar todos eles. Acredito que o conhecimento teórico aliado ao prático pode te
fazer um profissional mais capacitado.
6
2
Para você começar a assimilar os comandos elétricos com a realidade, vou trazer algumas
aplicações que irão te introduzir no assunto.
1 - Esteira Industrial
7
Aplicações dos Comandos Elétricos
Esteira industriais utilizam acionamentos com motores elétricos para fazer a movimentação
da esteira e assim mover cargas de um lugar para outro, tal como caixas, garrafas e
materiais sólidos de forma em geral. Os comandos elétricos são introduzidos no controle do
motor elétrico, a fim de determinar quando a esteira deve funcionar ou para. Seja por uma
falha elétrica ou uma parada operacional mesmo.
É possível integrar sensores e chaves nesta esteira para detectar objetivos ou até mesmo
proteger as pessoas. Estes sensores e chaves podem ser interligados nos comandos
elétricos e aumentarem a confiabilidade do equipamento.
O primeiro exemplo foi a esteira para te mostrar como um motor elétrico é utilizado a fim de
mover algum determinado equipamento. E a esteira é um dos equipamentos mais simples a
ser controlado pelos Comandos Elétricos.
Motor
Elétrico
Parada
de Emergência
Esteira
2 - Elevador de Prédio
8
Elevadores de prédios utilizam também comandos elétricos para controlar os motores
elétricos que operam no sistema de elevação entre andares e as aberturas das portas.
Dentro do sistema de comando do elevador existem os botões que são utilizamos para
chamar o elevador para o andar em que você está ou deseja ir. Como proteção para as
pessoas existem os sensores de barreira para evitar que as portas sejam fechadas nas
pessoas. E para indicação do andar existem sensores ou chaves em cada andar para
detectar o andar que o elevador se encontra. Enfim, esta é uma aplicação comum de
comandos elétricos, mas muitos profissionais nem param para pensar nisso.
Motor
Elétrico
Elevador
Botões
Indicação
do andar
3 - Iluminação
9
Diversas empresas contêm galpões grandes onde os processos ficam instalados sobre
abrigos e é necessário circuitos de iluminação para manter o ambiente iluminado, ainda
mais em empresas que funcionam durante o turno a noite. Estes circuitos de iluminação
podem ser comandados por Comandos Elétricos, tal como o uso de contatores,
interruptores de horário programável, fotocélulas, enfim.
Este é mais um exemplo comum hoje em dia. Ainda mais se tratando de uma grande
empresa.
Luminárias
Luminárias
4 - Sistema hidráulicos
Sistemas hidráulicos são bem comuns atualmente, porque eles têm diversas aplicações
quando se necessita de um torque bem alto e velocidade baixa de movimentação. Os
comandos elétricos geralmente são os responsáveis por determina qual linha de óleo abrir
ou fecha através de válvulas direcionais que utilizam bobinas de solenoides, além disso eles
também usam motores elétricos para mover as bombas de óleo.
Motor
Elétrico
Painel Elétrico
Bobina
de Solenóides
Motor
Elétrico
Bobina
de Solenóides
10
5 - Sistema pneumáticos
Por último, mas não menos importante são os sistemas pneumáticos. Podemos usar
motores em compressores para comprimir ar, por isso é necessário comandos elétricos
intertravados com sensores de pressão para determina quando o motor deve ligar ou
desligar, senão o balão de ar pode explodir. E também temos aplicações de cilindros e
atuadores pneumáticos que utilizam de válvulas solenoides. Estas válvulas são acionadas
por bobinas eletromagnéticas que são comandadas pelos comandos elétricos. Podemos
mover equipamentos com os cilindros e abrir válvula com os atuadores.
Existem milhares de outras aplicações, mas trouxe apenas estas, assim você começará a
entender onde poderemos encontrar os Comandos Elétricos.
Motor
Elétrico
Balão de ar
Sensor
de pressão
Compressor
Válvula Direcional
com Bobina Eletromagética
Cilindro
Pneumático
Válvula
com Atuador 
Pneumático
11
Alimentação Elétrica
Os Comandos Elétricos são apenas uma parte de um sistema, eles são responsáveis por
receber sinais de sensores, chaves, botões, controladores e mandar um comando para o
acionamento elétrico, que por sua vez liga ou desliga a carga. Veja o fluxograma a seguir:
12
Comando Elétrico
Acionamento Elétricoo disjuntor tripolar e o
relé térmico, sendo responsável pela proteção contra curto-circuito e sobrecarga. Já no
circuito de comando, o contato auxiliar NF do relé térmico é trocado pelo contato auxiliar
NA do disjuntor motor. Essa modificação cria um intertravamento entre os circuitos de força
e controle, garantindo que o circuito de controle seja desenergizado sempre que o disjuntor
motor desarmar ou estiver desligado. Além de simplificar o circuito, o uso do disjuntor
motor reduz o espaço necessário nos painéis e os custos com componentes, já que um
conjunto composto por disjuntor tripolar ou seccionadora porta-fusível mais relé térmico é
significativamente mais caro.
Veja os componentes que serão utilizados.
Circuito de Força
X1 - Bornes
Q1 - Disjuntor Motor
K1 - Contator de Força
M1 - Motor Trifásico
Circuito de Controle
X1 - Bornes
Q2 - Disjuntor Monopolar
Q1 - Contato Auxiliar NA do Disjuntor Motor
S1 - Botão de Pulso (vermelho) com Contato NF
S2 - Botão de Pulso (verde) com Contato NA
K1 - Contato Auxiliar do Contator de Força
K1 - Bobina do Contator de Força
Diagrama Elétrico do Circuito de Força
213
Cabos Elétricos
Motor Trifásico
Borne
para Aterramento
Disjuntor Motor
Contator
de Força
Borne
para Fase/Neutro
214
Diagrama Elétrico do Circuito de Controle
Borne
para Fase/Neutro
Contato
Auxiliar NA
do Contator de Força
Bobina
do Contator de Força
Botão de Pulso
Com Contato NA
Botão de Pulso
Com Contato NF
Contato Auxiliar Na
do Disjuntor Motor
Disjuntor
Monopolar
215
Nos três exemplos anteriores, apresentei diferentes formas de proteger contra
sobrecorrente causada por curto-circuito e sobrecarga, para que você entenda como aplicar
esses componentes em um diagrama elétrico. No entanto, a escolha dos componentes deve
ser feita pelo projetista ou eletricista, considerando fatores como custo, espaço disponível
no painel, facilidade de manutenção e montagem.
Relembrando:
No circuito de força, existem três combinações possíveis para proteção contra sobrecarga e
curto-circuito:
Fusível + Relé Térmico
Disjuntor + Relé Térmico
Disjuntor Motor
Já no circuito de controle, há duas opções de proteção:
Fusível
Disjuntor
Além disso, no circuito de controle, o intertravamento com o circuito de força é realizado
por meio dos contatos auxiliares do relé térmico ou do disjuntor motor.
Qual combinação você prefere? Pense com calma e reflita.
Nos próximos exemplos, farei novas alterações nos diagramas, priorizando o uso do
disjuntor motor. Esse componente será destacado por ocupar menos espaço, o que facilita
a montagem dos circuitos que serão apresentados.
216
Exemplo 4
Partida direta para motor trifásico com comando liga/desliga manual através de
botões, parada de emergência com botão tipo cogumelo e sinalização com sinaleiros
luminosos
No exemplo a seguir, será apresentado o mesmo circuito do exemplo 3, porém com
algumas alterações no circuito de controle. Foram adicionados um botão com retenção tipo
cogumelo para fazer a parada de emergência, um sinaleiro luminoso vermelho em paralelo
a bobina do contator de força para indicar motor ligado, um sinaleiro luminoso vermelho
em série com contato auxiliar NF do contator de força para indicar desligado e um sinaleiro
amarelo em série com contato auxiliar NF do disjuntor motor para indicar defeito quando o
disjuntor motor é desarmado.
Veja os componentes que serão utilizados.
Circuito de Força
X1 - Bornes
Q1 - Disjuntor Motor
K1 - Contator de Força
M1 - Motor Trifásico
Circuito de Controle
X1 - Bornes
Q2 - Disjuntor Monopolar
Q1 - Contatos Auxiliares NA e NF do Disjuntor Motor
S1 - Botão com Retenção tipo Cogumelo com Contato NF
S2 - Botão de Pulso (vermelho) com Contato NF
S3 - Botão de Pulso (verde) com Contato NA
K1 - Contatos Auxiliares NA e NF do Contator de Força
K1 - Bobina do Contator de Força
H1 - Sinaleiro Luminoso Vermelho
H2 - Sinaleiro Luminoso Verde
H3 - Sinaleiro Luminoso Amarelo
Diagrama Elétrico do Circuito de Força
217
Cabos Elétricos
Motor Trifásico
Borne
para Aterramento
Disjuntor Motor
Contator
de Força
Borne
para Fase/Neutro
218
Diagrama Elétrico do Circuito de Controle
Disjuntor
Monopolar
Contatos Auxiliares NA e NF
do Disjuntor Motor
Bobina e Contatos Auxiliares
NA e NF
do Contator de Força
Botão de Pulso
Com Contato NA
Botão de Pulso
Com Contato NF
Botão com Retenção
Tipo Cogumelo
Sinaleiros Luminosos
(Verde, Vermelho e Amarelo)
Borne
para Fase/Neutro
219
Exemplo 5
Partida direta para motor trifásico com comando liga/desliga manual, parada de
emergência e sirene/sinaleiro sonoro de partida temporizada para motor usando
bloco de contatos temporizados
No próximo exemplo, será apresentado o mesmo circuito do exemplo 4, mas com algumas
modificações no circuito de controle. Os sinaleiros luminosos serão removidos para
simplificar o diagrama elétrico e evitar o excesso de componentes. Além disso, será
adicionado um contator auxiliar com bloco de contatos temporizados (NA e NF) para
temporizar a partida do motor e acionar uma sirene ou sinaleiro sonoro, indicando que o
motor será ligado em breve e avisar as pessoas que estão na proximidade.
Veja os componentes que serão utilizados.
Circuito de Força
X1 - Bornes
Q1 - Disjuntor Motor
K1 - Contator de Força
M1 - Motor Trifásico
Circuito de Controle
X1 - Bornes
Q2 - Disjuntor Monopolar
Q1 - Contato Auxiliar NA do Disjuntor Motor
S1 - Botão com Retenção tipo Cogumelo com Contato NF
S2 - Botão de Pulso (vermelho) com Contato NF
S3 - Botão de Pulso (verde) com Contato NA
K1 - Bobina do Contator de Força
K2 - Bobina e Contato Auxiliar NA do Contator Auxiliar
K2 - Contatos Temporizados NA e NF
H1 - Sirene ou Sinaleiro Luminoso
Diagrama Elétrico do Circuito de Força
220
Cabos Elétricos
Motor Trifásico
Borne
para Aterramento
Disjuntor Motor
Contator
de Força
Borne
para Fase/Neutro
Botão com Retenção
Tipo Cogumelo
221
Diagrama Elétrico do Circuito de Controle
Disjuntor
Monopolar
Contato Auxiliar NA 
do Disjuntor Motor
Bobina e Contato NA
do Contator Auxiliar
Botão de Pulso
Com Contato NA
Botão de Pulso
Com Contato NF
Sinaleiro Sonoro ou Sirene
Borne
para Fase/Neutro
Bobina do
Contator de Força
Bloco de Contatos
Auxiliares Temporizados
NA e NF
222
Exemplo 6
Partida direta para motor trifásico com circuito de controle usando fonte retificadora
para corrente contínua
No próximo exemplo, será apresentado o mesmo circuito do exemplo 3, porém com
algumas alterações no circuito de controle. Uma fonte retificadora será utilizada para
alimentar o circuito de comando em corrente contínua. Com isso, será necessário substituir
o contator de força por um modelo com bobina para circuito CC. Além disso, foi adicionado
dois bornes fusíveis na saída da fonte retificadora para proteger contra sobrecorrente
causada por curto-circuito.
Veja os componentes que serão utilizados.
Circuito de Força
X1 - Bornes
Q1 - Disjuntor Motor
K1 - Contator de Força
M1 - Motor Trifásico
Circuito de Controle
X1 - Bornes
Q2 - Disjuntor Monopolar
V1 - Fonte Retificadora
F1 - Borne Fusível
Q1 - Contato Auxiliar NA do Disjuntor Motor
S1 - Botão de Pulso (vermelho) com Contato NF
S2 - Botão de Pulso (verde) com Contato NA
K1 - Bobina do Contator de Força
Diagrama Elétrico do Circuito de Força
223
Cabos Elétricos
Motor Trifásico
Borne
para Aterramento
Disjuntor Motor
Contator
de Força
Borne
para Fase/Neutro
224
Diagrama Elétrico do Circuito de Controle
Bobina CC e Contato NA
 do Contator de Força
Disjuntor
Monopolar
Borne
para Fase/Neutro/Terra
Botão de Pulso
Com Contato NA
Botão de Pulso
Com Contato NF
Contato Auxiliar NA 
do Disjuntor Motor
Borne Fusível
Fonte
Retificadora
225
Exemplo 7
Partida direta para motor trifásico com circuito de controle usando transformador de
comando para reduzir o nível de tensão
No próximo exemplo, será apresentado o mesmo circuito do exemplo 6, mas com algumas
modificações no circuito de controle. Um transformador de comando será utilizado para
reduzir o nível de tensão,por exemplo, de 440Vca para 110Vca, garantindo que a tensão
seja adequada para alimentar os componentes do circuito de controle. O transformador de
comando é amplamente utilizado em situações em que o painel recebe apenas um nível de
tensão para alimentar as cargas, sendo indispensável para o funcionamento do circuito de
comando.
Veja os componentes que serão utilizados.
Circuito de Força
X1 - Bornes
Q1 - Disjuntor Motor
K1 - Contator de Força
M1 - Motor Trifásico
Circuito de Controle
X1 - Bornes
Q2 - Disjuntor Monopolar
T1 - Transformador de Comando
F1 - Borne Fusível
Q1 - Contato Auxiliar NA do Disjuntor Motor
S1 - Botão de Pulso (vermelho) com Contato NF
S2 - Botão de Pulso (verde) com Contato NA
K1 - Bobina e Contato Auxiliar NA do Contator de Força
Diagrama Elétrico do Circuito de Força
226
Cabos Elétricos
Motor Trifásico
Borne
para Aterramento
Disjuntor Motor
Contator
de Força
Borne
para Fase/Neutro
227
Diagrama Elétrico do Circuito de Controle
Bobina e Contato NA
 do Contator de Força
Disjuntor
Monopolar
Borne
para Fase/Neutro
Botão de Pulso
Com Contato NA
Botão de Pulso
Com Contato NF
Contato Auxiliar NA 
do Disjuntor Motor
Borne Fusível
Transformador
De Comando
228
Exemplo 8
Partida direta para motor trifásico com relé falta de fase para proteção do motor
contra falta de fase
No próximo exemplo, será apresentado o mesmo circuito do exemplo 3, mas com algumas
alterações nos circuitos de força e controle. Um relé de falta de fase foi adicionado na saída
do disjuntor motor e conectado em paralelo ao contator de força. Esse relé supervisiona a
tensão das três fases e interage com o circuito de controle. Caso ocorra a falta de uma ou
mais fases, o contato auxiliar do relé será aberto, impedindo a energização do contator de
força pelo circuito de controle. Essa aplicação garante que o motor trifásico nunca seja
energizado faltando fase, senão isso pode acarretar em problemas e até danificar o motor.
Veja os componentes que serão utilizados.
Circuito de Força
X1 - Bornes
Q1 - Disjuntor Motor
F1 - Relé Falta de Fase
K1 - Contator de Força
M1 - Motor Trifásico
Circuito de Controle
X1 - Bornes
Q2 - Disjuntor Monopolar
F1 - Contato Auxiliar NA do Relé Falta de Fase
Q1 - Contato Auxiliar NA do Disjuntor Motor
S1 - Botão de Pulso (vermelho) com Contato NF
S2 - Botão de Pulso (verde) com Contato NA
K1 - Bobina e Contato Auxiliar NA do Contator de Força
Diagrama Elétrico do Circuito de Força
229
Cabos Elétricos
Motor Trifásico
Borne
para Aterramento
Disjuntor Motor
Contator
de Força
Borne
para Fase/Neutro
Relé
Falta de Fase
230
Diagrama Elétrico do Circuito de Controle
Bobina e Contato NA
 do Contator de Força
Disjuntor
Monopolar
Borne
para Fase/Neutro
Botão de Pulso
Com Contato NA
Botão de Pulso
Com Contato NF
Contato Auxiliar NA 
do Disjuntor Motor
Relé
Falta de Fase
231
Nos exemplos anteriores, foram apresentados circuitos de partida direta para motores
trifásicos, com diversos ajustes nos circuitos de força e controle. Assim, você pôde observar
a aplicação prática de diferentes componentes elétricos, como:
Bornes
Cabos
Disjuntores
Disjuntores Motor
Fusíveis
Relés Térmicos
Contatores
Relés de Falta de Fase
Sinaleiros Luminosos
Sinaleiros Sonoros
Sirenes
Blocos de Contatos Temporizados
Fontes Retificadoras
Transformadores de Comando
Embora os circuitos possam parecer semelhantes, é fundamental compreender o
funcionamento e a aplicação específica de cada componente.
Nos circuitos a seguir você verá alguns exemplos de diagramas elétricos ainda utilizando
partida direta, porém com mais motores ao mesmo tempo, na qual podemos ligar motores
de forma simultânea, sequenciada ou por seleção.
232
Exemplo 9
Partida direta para dois motores trifásicos de forma simultânea
No próximo exemplo, será apresentado um circuito semelhante ao do exemplo 3, mas com
uma diferença no circuito de força: haverão dois circuitos em paralelo, cada um destinado a
um motor (1 e 2). No circuito de controle, foi adicionada a bobina do contator K2 em
paralelo à bobina do contator K1. Assim, sempre que o contator K1 for acionado, o contator
K2 também será ligado, permitindo que ambos os motores (1 e 2) funcionem
simultaneamente. Este método pode ser usado para mais do que dois motores, tudo
depende da necessidade do projeto.
Veja os componentes que serão utilizados.
Circuito de Força
X1 - Bornes
Q1 e Q2 - Disjuntores Motor
K1 e K2 - Contatores de Força
M1 e M2 - Motores Trifásicos
Circuito de Controle
X1 - Bornes
Q3 - Disjuntor Monopolar
Q1 - Contato Auxiliar NA do Disjuntor Motor
Q2 - Contato Auxiliar NA do Disjuntor Motor
S1 - Botão de Pulso (vermelho) com Contato NF
S2 - Botão de Pulso (verde) com Contato NA
K1 - Bobina e Contato Auxiliar NA do Contator de Força
K2 - Bobina do Contator de Força
Diagrama Elétrico do Circuito de Força
233
Disjuntor Motor
Disjuntor Motor
Contator
de ForçaContator
de Força
Motor Trifásico Motor Trifásico
234
Diagrama Elétrico do Circuito de Controle
Bobina e Contato NA
 do Contator de Força
K1
Disjuntor
Monopolar
Borne
para Fase/Neutro
Botão de Pulso
Com Contato NA
Botão de Pulso
Com Contato NF
Contato Auxiliar NA 
do Disjuntor Motor 1
Contato Auxiliar NA 
do Disjuntor Motor 2
Bobina
 do Contator de Força
K2
235
Exemplo 10
Partida direta para dois motores trifásicos de forma sequenciada
No próximo exemplo, será apresentado um circuito similar ao anterior, com algumas
modificações. No circuito de controle, foi adicionado um temporizador em paralelo à bobina
do contator de força K1. Além disso, um contato auxiliar do temporizador foi inserido em
série com a bobina do contator K2. Com essa configuração, sempre que o contator K1 for
acionado, o temporizador será ativado simultaneamente, iniciando a contagem de um
intervalo de tempo X. Após esse período, o contator K2 será energizado. Dessa forma, o
motor 1 será ligado primeiro e, depois de um tempo determinado, o motor 2 será acionado.
É importante destacar que o motor 2 só poderá ser ligado após o motor 1 estar em
funcionamento. Esse método pode ser facilmente adaptado para controlar o acionamento
sequencial de mais motores.
Veja os componentes que serão utilizados.
Circuito de Força
X1 - Bornes
Q1 e Q2 - Disjuntores Motor
K1 e K2 - Contatores de Força
M1 e M2 - Motores Trifásicos
Circuito de Controle
X1 - Bornes
Q3 - Disjuntor Monopolar
Q1 - Contato Auxiliar NA do Disjuntor Motor
Q2 - Contato Auxiliar NA do Disjuntor Motor
S1 - Botão de Pulso (vermelho) com Contato NF
S2 - Botão de Pulso (verde) com Contato NA
K1 - Bobina e Contato Auxiliar NA do Contator de Força
K2 - Bobina do Contator de Força
KA1 - Contato NA e Bobina do Temporizador
Diagrama Elétrico do Circuito de Força
236
Disjuntor Motor
Disjuntor Motor
Contator
de ForçaContator
de Força
Motor Trifásico Motor Trifásico
237
Diagrama Elétrico do Circuito de Controle
Disjuntor
Monopolar
Borne
para Fase/Neutro
Botão de Pulso
Com Contato NA
Botão de Pulso
Com Contato NF
Contato Auxiliar NA 
do Disjuntor Motor 1
Contato Auxiliar NA 
do Disjuntor Motor 2
Bobina do Contator 
de Força K2
Bobina e Contato NA
 do Contator de Força K1
238
Exemplo 11
Partida direta de dois motores trifásicos com seleção única
No próximo exemplo, será apresentado um circuito similar ao anterior, com algumas
alterações no circuito de controle. Foi adicionada uma chave seletora S2 em série com o
botão de desligar S1, permitindo a criação de dois caminhos que podem ser escolhidos
conforme a posição da chave seletora, que possui duas posições. Quando a chave está na
posição esquerda, ela habilita o circuito de acionamento do contator K1. Já na posição
direita, habilita o circuito do contator K2. O acionamento dos contatores é realizado pelo
mesmo botão de pulso, que utiliza dois blocos de contato NA. Cada um desses contatos
está conectado em série com a bobina de um dos contatores. Para manter as bobinas
energizadas após o acionamento, há contatos de selo ligados em paralelo com os contatos
depulso. Além disso, alterei o local de ligação dos contatos auxiliares NA dos disjuntores
motor para a série com as bobinas dos contatores. Dessa forma a proteção de cada
disjuntor motor fica ligada diretamente ligada com a bobina do contator.
Veja os componentes que serão utilizados.
Circuito de Força
X1 - Bornes
Q1 e Q2 - Disjuntores Motor
K1 e K2 - Contatores de Força
M1 e M2 - Motores Trifásicos
Circuito de Controle
X1 - Bornes
Q3 - Disjuntor Monopolar
Q1 - Contato Auxiliar NA do Disjuntor Motor
Q2 - Contato Auxiliar NA do Disjuntor Motor
S1 - Botão de Pulso (vermelho) com Contato NF
S2 - Chave Seletora com 2 posições
S3 - Botão de Pulso (verde) com Contato NA
K1 - Bobina e Contato Auxiliar NA do Contator de Força
K2 - Bobina e Contato Auxiliar NA do Contator de Força
Diagrama Elétrico do Circuito de Força
239
Disjuntor Motor
Disjuntor Motor
Contator
de ForçaContator
de Força
Motor Trifásico Motor Trifásico
240
Diagrama Elétrico do Circuito de Controle
Disjuntor
Monopolar
Borne
para Fase/Neutro
Botão de Pulso
Com Contato NA
Botão de Pulso
Com Contato NF
Contato Auxiliar NA 
do Disjuntor Motor 1 Contato Auxiliar NA 
do Disjuntor Motor 2
Bobina do Contator 
de Força K2
Bobina e Contato NA
 do Contator de Força K1
Chave
Seletora
241
Exemplo 11
Partida direta para motor trifásico com reversão
Neste exemplo, demonstrarei um método prático e eficiente para fazer um motor trifásico
girar em dois sentidos: horário e anti-horário. Isso é possível com o uso de dois contatores
de força conectados em paralelo, responsáveis por inverter as conexões de duas fases. Essa
inversão altera o fluxo do campo eletromagnético no estator, mudando automaticamente o
sentido de rotação do motor. No circuito de comando, utilizei um diagrama elétrico
semelhante ao exemplo anterior, adicionando uma chave seletora para definir qual
contator será acionado. Também implementei contatos auxiliares NF em série com a bobina
de cada contator de força, garantindo o intertravamento elétrico e impedindo que ambos os
contatores sejam energizados simultaneamente. Essa precaução é essencial, pois o
acionamento simultâneo dos dois contatores resultaria em um curto-circuito no circuito de
força.
Veja os componentes que serão utilizados.
Circuito de Força
X1 - Bornes
Q1 - Disjuntor Motor
K1 - Contator de Força para Sentido Anti-horário
K2 - Contator de Força para Sentido Horário
M1 - Motor Trifásico
Circuito de Controle
X1 - Bornes
Q3 - Disjuntor Monopolar
Q1 - Contato Auxiliar NA do Disjuntor Motor
S1 - Botão de Pulso (vermelho) com Contato NF
S2 - Chave Seletora com 2 posições
S3 - Botão de Pulso (verde) com Contato NA
K1 - Bobina e Contato Auxiliar NA e NF do Contator de Força
K2 - Bobina e Contato Auxiliar NA e NF do Contator de Força
Diagrama Elétrico do Circuito de Força
242
Disjuntor Motor
Contator
de Força
Contator
de Força
Motor Trifásico
Borne para 
Fase/Terra
Borne para
 Fase/Terra
243
Diagrama Elétrico do Circuito de Controle
Disjuntor
Monopolar
Borne
para Fase/Neutro
Botão de Pulso
Com Contato NA
Botão de Pulso
Com Contato NF
Contato Auxiliar NA 
do Disjuntor Motor 1
Bobina do Contator 
de Força K2
Bobina e Contato NA
 do Contator de Força K1
Chave
Seletora
244
A partida estrela-triângulo é um método amplamente utilizado para reduzir a corrente de
partida de motores trifásicos de alta potência, protegendo tanto o motor quanto o sistema
elétrico. Esse método aproveita a possibilidade de alterar a forma como as bobinas do
motor são conectadas, diminuindo a tensão aplicada em cada uma delas durante a partida.
Veja o funcionamento abaixo:
Conexão estrela
Durante a partida, as bobinas do motor são conectadas em estrela, o que reduz a
tensão em cada bobina para aproximadamente 58% da tensão de linha.
Como a corrente é proporcional à tensão, a corrente de partida é reduzida para cerca de
1/3 da corrente nominal. No entanto, o torque disponível também é reduzido na mesma
proporção.
Conexão triângulo
Após o motor atingir uma velocidade próxima à nominal (geralmente entre 80% e 90%),
ele é reconectado em triângulo.
Na configuração triângulo, as bobinas recebem a tensão de linha completa, permitindo
que o motor opere em sua potência nominal.
Componentes principais
Três contatores: Um para a conexão estrela (K3), outro para a conexão triângulo (K2), e o
terceiro para alimentação principal do motor (K1).
Temporizador (T): Controla o tempo necessário para a transição da conexão estrela para
triângulo.
Sequência de operação
O botão de partida é acionado, energizando o contator principal (K1) e o contator estrela
(K3). O motor começa a girar em configuração estrela. Após o tempo configurado no
temporizador, o contator estrela é desligado, e o contator triângulo (K2) é acionado. Isso
reconecta o motor na configuração triângulo. O motor opera normalmente em triângulo até
que seja desligado.
Partida Estrela-Triângulo para Motor Trifásico
Diagrama Elétrico do Circuito de Força
245
Disjuntor Motor
Borne para
Fase/Neutro/Terra
Borne para Fase
Borne para
 Fase/Terra
Motor Trifásico
Contator
de Força
Contator
de Força
Contator
de Força
Exemplo 12
246
Diagrama Elétrico do Circuito de Controle
Disjuntor
Monopolar
Borne
para Fase/Neutro
Botão de Pulso
Com Contato NA
Botão de Pulso
Com Contato NF
Contato Auxiliar NA 
do Disjuntor Motor 1
Bobina e Contato NF
Contator K3
Bobina e Contato NA
Contator K1
Bobina e Contato NF
Contator K2
Bobina e Contato 
Temporizador
247
Exemplo 13
Partida direta para motor monofásico
Neste exemplo, demonstrarei uma partida de motor monofásico que é bem simples, porém
por usada, porque normalmente motores monofásicos são de pequeno porte, então não é
muito empregado em Comandos Elétricos, mas é legal que você conheça.
Veja os componentes que serão utilizados.
Circuito de Força
X1 - Bornes
Q1 - Disjuntor Monopolar
K1 - Contator de Força
M1 - Motor Monofásico
Circuito de Controle
X1 - Bornes
Q2 - Disjuntor Monopolar
S1 - Botão de Pulso (vermelho) com Contato NF
S2 - Botão de Pulso (verde) com Contato NA
K1 - Bobina e Contato Auxiliar NA e NF do Contator de Força
Diagrama Elétrico do Circuito de Força
248
Borne para
Fase/Neutro/Terra
Motor
Monofásico
Contator
de Força
Disjuntor
Monopolar
Borne para
Fase/Neutro/Terra
249
Diagrama Elétrico do Circuito de Controle
Borne
para Fase/Neutro
Contato
Auxiliar NA
do Contator de Força
Bobina
do Contator de Força
Botão de Pulso
Com Contato NA
Botão de Pulso
Com Contato NF
Disjuntor
Monopolar
Agradecimento
250
Agradeço profundamente por dedicar seu tempo e esforço para estudar Comandos
Elétricos comigo. É gratificante saber que você está investindo no seu crescimento e espero,
sinceramente, que todo o conhecimento adquirido seja valioso na sua jornada profissional e
pessoal.
Gostaria de incentivá-lo a continuar estudando e se aprofundando ainda mais nesse
universo fascinante da eletricidade. Sempre há algo novo para aprender, e o mercado está
em constante evolução, o que torna o aprendizado contínuo uma ferramenta poderosa
para se destacar.
Além disso, compartilhe seu conhecimento com outras pessoas. Ensinar é uma das
melhores formas de consolidar o que sabemos e, ao mesmo tempo, contribuir para o
crescimento de quem está começando. Juntos, podemos formar uma corrente de
aprendizado que beneficia a todos.
Seu empenho já é um grande passo, e eu estou torcendo para que essa jornada seja cheia
de conquistas e realizações. Continue firme e não desista, porque o sucesso está no
caminho daqueles que perseveram.
Qualquer dúvida pode me chamar no whatsapp +55 31 99928-8142.
Fico à disposição.
Abraço.
Fernando Santana
Engenheiro Eletricista
7Carga
Um comando simples pode ter o comando elétrico e o acionamento elétrico no mesmo
componente, por exemplo, um interruptor ligando uma lâmpada. O interruptor é o
comando e o acionamento elétrico. Em comandos mais complexos isso é de forma
individual.
Abaixo temos um exemplo. Neste exemplo existe uma alimentação de 440V em corrente
alternada com três fases, um Comando Elétrico feito através de botões e contatores. Sendo
que o acionamento elétrico é feito pelo contator de força. E como carga teremos o motor
trifásico acoplado a uma bomba.
13
Cabo
Alimentação 
do Motor
Motor
Elétrico
Bomba
Cabo
de Alimentação
dos Comandos
Elétricos
Painel
Elétrico
440Vca 3F
Comandos
Elétricos
14
Veja a seguir uma definição simples de cada parte do fluxograma:
Alimentação Elétrica - Refere-se ao fornecimento de energia elétrica a um dispositivo ou
sistema. Ela pode ser proveniente de diversas fontes, como redes de energia pública,
geradores, baterias ou painéis solares. A alimentação elétrica é essencial para o
funcionamento de aparelhos elétricos e eletrônicos, e pode variar em termos de tensão,
corrente e tipo de corrente (alternada ou contínua).
Comando Elétrico - Refere-se a um conjunto de dispositivos e técnicas utilizadas para
controlar máquinas e equipamentos elétricos, automatizando seu funcionamento. Eles são
fundamentais em sistemas industriais e automação, permitindo que os operadores iniciem,
interrompam, ajustem e protejam o funcionamento de motores e outros dispositivos
elétricos.
Acionamento Elétrico - Refere-se ao conjunto de componentes utilizados para controlar e
movimentar máquinas e equipamentos elétricos, como motores. É uma área fundamental
na automação industrial e em muitos outros setores, permitindo que máquinas e
dispositivos funcionem de maneira precisa e eficiente. Exemplo de acionamento elétrico:
contatores de força, inversores de frequência, soft-starters, etc.
Carga - Refere-se as máquinas e equipamentos que serão controlados pelos acionamentos
elétricos. Elas são responsáveis pela transformação da energia elétrica em outro tipo de
energia. Por exemplo, lâmpadas, motores, bobinas, resistências, etc.
Após entender um pouco de cada parte do fluxograma que citei, você iniciará o
aprofundamento da leitura no livro em mais detalhes sobre tudo que envolve os Comandos
Elétricos.
Sem mais delongas, vamos para a primeira parte.
Fundamentos da
Eletricidade
15
3
Grandezas Elétricas
Nesta primeira parte quero apresentar para você de forma rápida os conceitos das principais
grandezas elétricas que você precisa ter compreensão para dominar Comandos Elétricos.
Falarei sobre um pouco sobre corrente elétrica, tensão elétrica e resistência elétrica. Não
falarei de outras, porque elas são as principais e se você dominar elas, então vai ter sucesso
com certeza.
Corrente Elétrica
Representa o movimento ordenado dos elétrons em um condutor. Ela só existirá quando
tivermos um circuito elétrico entre dois potenciais diferentes. Sua unidade de medida é o
ampére (A).
Existem dois tipos de corrente elétrica: a corrente contínua e corrente alternada.
Corrente Contínua (CC)
A corrente contínua segue um fluxo contínuo de um potencial para o outro, por exemplo do
negativo para o positivo. Esse tipo de corrente é encontrada em fontes de alimentação como
baterias e pilhas.
16
Corrente Alternada (CA)
A corrente alternada segue o fluxo variável, ora negativo e ora positivo. Seria o mesmo que a
corrente ora ir para o lado esquerdo do condutor e ora para o lado direito. Este conceito
variável na corrente alternada é conhecido como frequência (Hz), ou seja, quantas vezes a
corrente alternada de polaridade durante 1 segundo.
A corrente alternada é gerada por usinas hidroelétricas, termoelétricas, fotovoltaicas, eólicas
ou um simples gerador. Ela é a corrente elétrica que alimenta as nossas residenciais, porque é
possível transmiti-la em longos circuitos elétricos.
É importante conhecer estes dois conceitos da corrente elétrica, porque nos Comandos
Elétricos iremos utilizar as duas como fontes de alimentação elétrica. Nas aplicações práticas
veremos o uso principal da corrente alternada para alimentar as máquinas e equipamentos
elétricos, como motores elétricos trifásicos, solenoides, lâmpadas e contatores, enquanto a
corrente contínua utilizaremos em sua grande maioria para alimentar apenas contatores, relés
e sinaleiros. Existem motores em corrente contínua, mas não vou abordar neste livro, porque
é um assunto que tem ficado mais escasso devido a baixa utilização de motores CC.
Tensão Elétrica
A tensão elétrica, também conhecida como diferença de potencial elétrico, é uma medida da
energia potencial por unidade de carga em um circuito elétrico. Em termos simples, é a força
que impulsiona os elétrons através de um condutor, como um fio metálico, criando assim uma
corrente elétrica. A unidade de medida da tensão elétrica é o volt (V).
Quando há uma diferença de potencial entre dois pontos em um circuito, os elétrons tendem
a fluir do ponto de maior potencial para o ponto de menor potencial, criando assim uma
corrente elétrica. A tensão é fundamental para o funcionamento de dispositivos elétricos e
eletrônicos, pois fornece a energia necessária para o movimento dos elétrons e a realização de
trabalho elétrico.
17
Resistência Elétrica
A resistência elétrica é uma medida da oposição que um material oferece ao fluxo de corrente
elétrica. Em outras palavras, é a dificuldade que os elétrons encontram ao se movimentar
através de um condutor. A unidade de medida da resistência elétrica é o ohm (Ω).
A resistência elétrica (R) de um condutor pode ser determinada pela Lei de Ohm, que
estabelece a relação entre tensão (V), corrente (I) e resistência:
R = V / I
onde:
R é a resistência elétrica em ohms (Ω),
V é a tensão em volts (V),
I é a corrente em amperes (A).
De acordo com a Lei de Ohm, a resistência é diretamente proporcional à tensão e
inversamente proporcional à corrente. Materiais diferentes têm diferentes níveis de
resistividade, o que afeta a resistência elétrica. Por exemplo, materiais como metais
geralmente têm baixa resistividade e, portanto, baixa resistência elétrica, enquanto isolantes
têm alta resistividade e alta resistência elétrica.
A resistência elétrica também pode ser influenciada pela geometria do condutor e pela
temperatura do material. Por exemplo, a resistência de um fio metálico aumenta com o
aumento da temperatura.
Assim como a corrente elétrica, a tensão elétrica existem tanto para corrente contínua quanto
para corrente alternada.
Agora que entendemos os conceitos de corrente elétrica, tensão elétrica e resistência elétrica,
veremos um pouco dos conceitos sobre circuitos elétricos. Esse próximo tópico é de muita
importância, iremos usá-lo o tempo todo quando falarmos de Comandos Elétricos.
Tensão Alternada (Vca)Tensão Contínua (Vcc)
18
Os circuitos elétricos são os caminhos por onde a corrente elétrica poderá passar e ao passar
por este caminho acontecerá algum efeito de trabalho, tal como acender um lâmpada.
Veremos três conceitos dos circuitos elétricos, sendo série, paralelo e misto. É importante que
você conheça estes conceitos, porque usaremos durante todo o assunto do livro.
Circuito em Série
É o circuito elétrico cujo os componentes são ligados um após o outro, esse modo faz com
que exista apenas um único caminho para a corrente elétrica. Conheça as características do
circuito em série.
A corrente elétrica é a mesma em cada ponto do circuito.
A tensão elétrica se divide em cada carga.
O funcionamento do circuito é dependente, isto é, se uma das cargas for retirada do
circuito ou parar de funcionar a outra carga para de funcionar também.
Circuito em Paralelo
É o circuito elétrico cujo os componentes são ligados um ao lado do outro em relação a fonte,
fazendo com que exista mais de um caminho para a corrente elétrica. Conheça as
características do circuito em paralelo:
A tensão elétrica é a mesma em cada ponto do circuito.
A correnteelétrica se divide em cada carga.
O funcionamento do circuito é independente, isto é, se uma das cargas for retirada do
circuito ou parar de funcionar a outra carga continua funcionando.
+
-
+
-
Fonte
de Alimentação
(Vcc)
Lâmpada 1
Lâmpada 2
i
i
i
Fonte
de Alimentação
(Vcc)
Lâmpada 2
i
i
i1
i1
i2
i2
Lâmpada 1
Circuitos Elétricos
 Circuito Elétrico
 Circuito Elétrico
19
Circuito em Misto
É o circuito elétrico cujo os componentes são ligados de forma mista, ou seja, em série e em
paralelo. Ele é o circuito mais comum quando se trata de Comandos Elétricos.
+
-
Fonte
de Alimentação
(Vcc)
Lâmpada 2
i i2
i
i1
i1
i2
i2
Lâmpada 1
Lâmpada 3
Nos exemplos acima desenhei todos circuitos elétricos em corrente contínua, porque fica mais
fácil o entendimento ao utilizar pilhas e lâmpadas, porque são coisas do cotidiano de qualquer
pessoa, mas entenda que se fosse um circuito em corrente alternada o que mudaria seria
apenas a fonte de alimentação. E vale ressaltar que lâmpada que é construída para uma fonte
de tensão contínua não pode ser ligada em uma fonte de tensão alternada.
 Circuito Elétrico
Exemplos de Circuitos Elétricos
Vou mostrar agora alguns exemplos de diagramas elétricos, ou seja, representações
ilustrativas de circuitos elétricos que podemos encontrar no cotidiano. Dessa forma você
começará a familizarizar com as simbologias e circuitos. Primeiro vou te apresentar as
simbologias que usaremos em circuitos alimentados por uma fonte de corrente contínua.
Fonte de Alimentação em Corrente Contínua
Condutor Elétrico (Fio ou Cabo)
Lâmpada
Interruptor com Contato Normalmente Aberto (NA)
Interruptor com Contato Normalmente Fechado (NF)
20
Exemplo 1
Este primeiro circuito é uma representação do circuito em série com uma lâmpada (H1), um
interruptor (S1) e fonte com 12 volts de tensão elétrica contínua.
Ao manter o interruptor aberto não existirá corrente elétrica fluindo pelo condutor e por
consequência a lâmpada ficará apagada. A lâmpada acenderá apenas quando apertamos o
interruptor para que ele feche o contato e a corrente passe por todo o circuito.
Interruptor
Aberto
Interruptor
Fechado
Fonte
Lâmpada
Condutor
Fonte
Lâmpada
Condutor
Ao interpretar os diagramas elétricos é importante usar a imaginação, porque não existirá
animação em um papel.
i
21
Exemplo 2
Neste segundo exemplo temos um circuito em série para acender uma lâmpada (H1) com dois 
interruptores (S1 e S2) e fonte com 24 volts de tensão elétrica contínua. 
Para acender a lâmpada é preciso que os dois interruptores (S1 e S2) recebam comando de
fechar para dar caminho para a corrente elétrica existir no circuito elétrico.
Interruptor 2
Aberto
Lâmpada
Se apenas um interruptor estiver fechado não existirá corrente elétrica no circuito e por
consequência a lâmpada ficará apagada.
Fonte
Condutor
Interruptor 1
Aberto
Fonte
Lâmpada
Condutori
Interruptor 2
Fechado
Interruptor 1
Fechado
22
Exemplo 3
Ainda iremos acender uma lâmpada (H1) com dois interruptores (S1 e S2) e fonte com 24 volts
de tensão elétrica contínua, porém os interruptores estarão de forma paralela.
Para acender a lâmpada é preciso que apenas um dos dois interruptores (S1 e S2) recebam
comando de fechar para dar caminho para a corrente elétrica existir no circuito elétrico.
Este exemplo acima é quando precisamos ligar algo de dois lugares diferentes, então teremos
dois comandos distintos de liga.
Fonte
Condutor
Lâmpada
Interruptor 1
Aberto
Lâmpada
Interruptor 2
Aberto
Condutor
Interruptor 1
Aberto
Fonte
i
Interruptor 2
Fechado
23
Interruptor 2
Aberto
Interruptor 1
Aberto
Interruptor 3
Aberto
Exemplo 4
Para acender a mesma lâmpada (H1) usaremos agora três interruptores (S1, S2 e S3) e uma
fonte com 48 volts de tensão elétrica contínua, porém os interruptores serão ligados de forma
mista, ou seja, série com paralelo.
Para acender a lâmpada é preciso que S1 receba comando para fechar e um dos dois
interruptores (S2 ou S3) também sejam fechados para dar caminho para a corrente elétrica
existir no circuito elétrico.
A combinação para ligar a lâmpada pode ser tanto de S1 + S2 fechados ou S1 + S3, caso tente
ligar apenas apertando os interruptores S2 + S3 não acontecerá nada com o circuito, porque
S1 precisa estar fechado devido estar em série os S2 e S3.
Fonte
Condutor
Lâmpada
Lâmpada
Condutor
Fonte
Interruptor 3
Aberto
Interruptor 1
Fechado
Interruptor 2
Fechado
i
24
Observações
Nos exemplos utilizados acima eu quiz te apresentar a lógica série, paralela e mista de forma
simples e visual. Tanto que o foco era te apresentar o entendimento por onde a corrente
elétrica passará pelo circuito afim de acender a lâmpada, por isso utilizei inicialmente a
exemplificação com fonte CC, porque a corrente elétrica tem apenas um sentido e fica mais
fácil a visualização e imaginação.
Outro ponto interessante é quanto ao nível de tensão da fonte. Eu te apresentei três valores
diferentes: 12, 24 e 48Vcc. A ideia é te mostrar que nos circuitos elétricos o nível de tensão
pode ser diferente de um circuito para o outro. Então fique atento, porque cada componente
elétrico foi feito para suporta um nível de tensão.
Nos exemplos coloquei lâmpadas que suportam apenas 12Vcc, algumas outras apenas 24Vcc
e outras 48Vcc. Então, sempre fique atento ao montar seus Comandos Elétricos. Leia a
descrição dos componentes e respeite sempre o nível de tensão de cada um deles.
Caso você tenha uma lâmpada por exemplo que deve funcionar em 48Vcc e você injeta 12Vcc,
então ela ficará muito fraca ou então nem acenderá, mas se fizer ao contrário a lâmpada irá
queimar intantâneamente.
No próximo tópico iremos ver alguns exemplos de circuitos utilizando fontes de alimentação
em corrente alternada. Primeiro ponto de atenção, a corrente elétrica é alternada então ora
ela está no sentido positivo/negativo e ora negativo/positivo, por isso não se apague no
sentido da corrente, mas sim no caminho que ela existirá.
Conheças as simbologias que usaremos.
Fonte de Alimentação em Corrente Alternada (Fase e Neutro)
Condutor Elétrico (Fio ou Cabo)
Lâmpada
Interruptor com Contato Normalmente Aberto (NA)
Interruptor com Contato Normalmente Fechado (NF)
25
Exemplo 5
Este primeiro circuito é uma representação do circuito em série com uma lâmpada (H1), um
interruptor (S1) e fonte com 127 volts de tensão elétrica alternada.
Ao manter o interruptor aberto não existirá corrente elétrica fluindo pelo condutor e por
consequência a lâmpada ficará apagada. A lâmpada acenderá apenas quando apertamos o
interruptor para que ele feche o contato e a corrente passe por todo o circuito.
Este exemplo é identico ao exemplo usado nos exemplos de circuitos com fonte CC, o que
mudou é apenas a fonte de alimentação, porém, na prática as caracterísiticas dos
componentes elétricos também mudam.
Interruptor
Aberto
Fonte
Lâmpada
Condutor
Interruptor
Fechado
Fonte
Lâmpada
Condutor
i
26
Interruptor 2
Aberto
Exemplo 6
Neste segundo exemplo temos um circuito em série para acender uma lâmpada (H1) com dois 
interruptores (S1 e S2) e fonte com 220 volts de tensão elétrica alternada. 
Para acender a lâmpada é preciso que os dois interruptores (S1 e S2) recebam comando de
fechar para dar caminho para a corrente elétrica existir no circuito elétrico.
Lâmpada
Se apenas um interruptor estiver fechado não existirá corrente elétrica no circuito e por
consequência a lâmpada ficará apagada.
Fonte
Condutor
Interruptor 1
Aberto
Fonte
Lâmpada
Condutor
Interruptor 1
Fechado
Interruptor 2
Fechado
i
27
Interruptor 1
Aberto
Interruptor 2
Aberto
Exemplo 7
Ainda iremos acender uma lâmpada (H1) com dois interruptores (S1 e S2) e fonte com 220
volts de tensão elétrica alternada, porém os interruptores estarão de forma paralela.
Para acender a lâmpada é preciso que apenas um dos dois interruptores (S1 e S2) recebam
comando de fechar para dar caminho para a corrente elétrica existir no circuito elétrico.
Observe que neste exemplousei o contato NF (11 e 12) ao invés do NA (13 e 14) pressionado,
porque quero também mostra à você a utilização dos contatos NA e NF, porque uma coisa é
circuito fechado e aberto, outra coisa é o estado normal do componente elétrico.
Fonte
Condutor
Lâmpada
Interruptor 1
Aberto
Lâmpada
Fonte
Interruptor 2
Fechado
i
28
Interruptor 2
Aberto
Interruptor 1
Aberto
Exemplo 8
Para acender a mesma lâmpada (H1) usaremos agora três interruptores (S1, S2 e S3) e uma
fonte com 440 volts de tensão elétrica alternada, porém os interruptores serão ligados de
forma mista, ou seja, série com paralelo.
Para acender a lâmpada é preciso que S1 receba comando para fechar e um dos dois
interruptores (S2 ou S3) também sejam fechados para dar caminho para a corrente elétrica
existir no circuito elétrico.
A combinação para ligar a lâmpada pode ser tanto de S1 + S2 fechados ou S1 + S3, caso tente
ligar apenas apertando os interruptores S2 + S3 não acontecerá nada com o circuito, porque
S1 precisa estar fechado devido estar em série os S2 e S3.
Interruptor 3
Aberto
Fonte
Condutor
Lâmpada
Interruptor 1
Fechado
Lâmpada
Condutor
Fonte
Interruptor 3
Aberto
Interruptor 2
Fechado i
29
Observações
Nos exemplos utilizados acima você consegue observar que a lógica série, paralela e mista não
mudou nada mesmo alterando a fonte de alimentação. Tivemos apenas alguns detalhes que
para simbologia é algo simples, mas que na prática muda os componentes utilizados.
Primeiro ponto que vou fixar é quanto ao nível de tensão e qual o tipo, se é contínua ou
alternada. Sim, fique muito atento a isso, porque se você errar pode acontecer um problema
grave no circuito e até risco em segurança.
O segundo ponto é que nos exemplos de 1 a 5 usei apenas contato NA (13 com 14), então toda
vez que um deles aparecia fechado é porque o interruptor tinha sido pressionado em campo
para acender a lâmpada.
Enquanto nos exemplos 6 a 8 usei contato NA (13 com 14) e NF (11 com 12). Isso foi para te
mostrar que o funcionamento do circuito tem haver com o estado normal dos contatos.
Quando uso o NF (11 com 12) quero dizer que o estado normal dele é fechado no circuito e
não houve ninguém pressionado os interruptores.
Isso parece algo simples, mas tem todo um racional por trás e quero que você comece a
pensar neste racional.
No próximo tópicos serão abordados os motores elétricos, porque eles normalmente são as
principais cargas, então é importante começarmos por eles.
30
Motores
Elétricos CA
31
4
O funcionamento de um motor elétrico é baseado nos princípios do eletromagnetismo. Ele é
composto por duas partes principais: o estator e o rotor.
Estator: É a parte fixa do motor e contém bobinas de fio enroladas em torno de um núcleo
de ferro laminado. Quando uma corrente elétrica é aplicada às bobinas, um campo
magnético é criado.
Rotor: É a parte móvel do motor e geralmente é composto por um eixo que suporta um
conjunto de bobinas ou ímãs permanentes. O rotor fica dentro do campo magnético criado
pelo estator.
Quando a corrente elétrica é aplicada ao estator, o campo magnético criado faz com que o
rotor gire devido à interação entre os campos magnéticos do estator e do rotor. Esse
movimento rotativo pode ser utilizado para realizar trabalho mecânico.
Os motores elétricos podem ser de corrente contínua (CC) ou de corrente alternada (CA),
dependendo do tipo de corrente elétrica utilizada. Em ambos os casos, o princípio básico de
funcionamento é o mesmo: a interação entre os campos magnéticos produzidos pelas
correntes elétricas gera o movimento rotativo do motor.
O que é?
Um motor elétrico é um dispositivo que converte energia elétrica em energia mecânica. Ele
funciona por meio da interação entre um campo magnético e corrente elétrica, gerando um
movimento rotativo que pode ser usado para acionar máquinas e equipamentos. Os motores
elétricos são amplamente utilizados em diversas aplicações, desde eletrodomésticos,
indústrias até veículos elétricos. Eles são geralmente mais eficientes do que os motores de
combustão interna, pois convertem a maior parte da energia elétrica em trabalho mecânico,
com pouca perda de energia na forma de calor.
Funcionamento
Estator Rotor
32
Dentro do livro digital de Comandos Elétricos irei mostra para você apenas os motores em
corrente alternada, porque atualmente os motores de corrente contínua estão
extremamente escassos para uso de Comandos Elétricos. E dentro do seguimento de
motores em corrente alternada nos estudaremos os motores monofásicos e trifásicos.
Motores Monofásicos
Os motores monofásicos são motores elétricos que foram criados para funcionar com
apenas uma fase, sendo normalmente para os níveis de tensão 110Vca ou 220Vca. Uma coisa
interessante é que para o nível de tensão 220Vca pode ser usados duas fases de 110Vca,
sendo assim ele é pode ser categorizado como um motor bifásico.
O motor monofásico possuiu dois enrolamentos: principal e auxiliar. E de acordo com o
arranjo auxiliar o motor monofásico pode ser classificado como:
1) Motor de fase dividida
2) Motor com capacitor de partida
3) Motor com capacitor permanente 
4) Motor com dois capacitores
Características
Conheça abaixo as principais características de um motor com capacitor de partida. Apenas o
motor de fase dividida que não tem capacitor e o motor com capacitor permanente não tem
chave centrífuga. Fora isso todos eles são bem parecidos, então com apenas esta imagem
explodida você terá uma noção de todos os demais.
Capacitor Rolamento 
Traseiro
Rolamento 
Dianteiro
Rotor
Ponta
de Eixo
Base
de Fixação
Estator
Chave
Centrífuga
Carcaça
33
Motor de Fase Dividada
Este motor contém um enrolamento principal, um enrolamento auxiliar e uma chave
centrífuga em fica ligada em série com o enrolamento auxiliar. O enrolamento auxiliar é
usado apenas para suporte da partida do motor. Quando a velocidade de rotação do eixo do
motor chega em 80% da velocidade nominal, então a chave centrífuga desliga a alimentação
do enrolamento auxiliar. Durante operação é energizado apenas o enrolamento principal.
Enrolamento
Auxiliar
Enrolamento
Principal
Chave
Centrífuga
L1 L2
Motor com Capacitor de Partida
Este motor é bem parecido com o motor de fase partida, mas ele contém um capacitor em
série com o enrolamento auxiliar. Esse capacitor é responsável por criar um campo elétrico
defasado, que gera um campo magnético rotativo para iniciar o movimento do rotor. Ele
também possui uma chave centrífuga para desenergizar o enrolamento auxiliar e capacitor
quando atingir 80% da velocidade nominal.
Enrolamento
Principal
Enrolamento
Auxiliar
Chave
Centrífuga
Capacitor
L1 L2
34
Enrolamento
Principal
Enrolamento
Auxiliar
Motor com Capacitor Permanente
Este motor assim como os anteriores contém um enrolamento principal, um enrolamento
auxiliar e um capacitor. Ele não contém chave centrífuga, então o enrolamento auxiliar e o
capacitor estarão energizado durante a partida e operação do motor.
Enrolamento
Auxiliar
Enrolamento
Principal
Capacitor
L1 L2
Motor com Dois Capacitores
O motor com dois capacitores é resultado da combinação do motor com capacitor de partida
e o motor com capacitor permanente. Quando o rotor atinge 80% da velocidade, então a
chave centrífuga desenergiza o capacitor da partida e mantém energizado o enrolamento
auxiliar, o capacitor permanente e o enrolamento principal.
Chave
Centrífuga
Capacitor
Capacitor
L1 L2
35
Esquema de Ligação
Os motores monofásicos são fabricados com dois, quatro ou seis terminais para ligação.
Conforme a quantidade de terminais é possível ter aplicações diferentes, por exemplo, ligar
em 110Vca ou 220Vca, girar o eixo horário ou anti-horário.
Dois Terminais
Os motores com dois terminais funcionam apenas um nível de tensão: 110Vca ou 220Vca, ou
seja, se comprou um motor para 110Vca, então nunca conseguirá ligá-lo com 220Vca. Eles
não aceitam inversão de rotação do eixo do motor.
127Vca
L1
L2
T1
T2
O motor já vem ligado internamente para funcionarapenas em 127Vca. Se por um acaso for
ligado em 220Vca, existirá o risco de danificar os componentes elétricos.
Para 127Vca
220Vca
L1
L2
T1
T2
Para 220Vca
O motor já vem ligado internamente para funcionar apenas em 220Vca. Se por um acaso for
ligado em 127Vca, o motor pode funcionar, mas ele ficará fraco ou talvez não ter força
suficiente para girar o eixo com carga. Talvez com eixo sem carga ele gire normal.
36
Quatro Terminais
Os motores com quatro terminais podem funcionar com 110Vca ou 220Vca, ou seja, o
mesmo motor pode ser usado em aplicações diferentes só alterando o fechamento. Eles não
aceitam inverter a rotação do eixo do motor.
Para 127Vca
Para 220Vca
T1
T3
T2
T4
L1
L2
127Vca
T2
T3Emenda
220Vca
T4
T1
L1
L2
Para ligar o motor de 4 terminais em 127Vca deve-se unir os terminais T1 com T3 e T2 com
T4, depois ligar a fonte de alimentação no L1 e L2.
Para ligar o motor de 4 terminais em 220Vca deve-se unir os terminais T2 com T3, depois ligar
a fonte de alimentação no L1 e L2.
37
Seis Terminais
Os motores com seis terminais possuem três enrolamentos, sendo dois principais e um
auxiliar. O primeiro enrolamento recebe a numeração T1 e T2, o segundo recebe a
numeração T3 e T4 e o terceiro que é o enrolamento auxiliar recebe T5 e T6. Este tipo de
motor pode funcionar em 127Vca ou 220Vca e permitem a inversão de rotação.
Para 127Vca
Para ligar o motor de 6 terminais em 127Vca deve-se unir os terminais T1, T3 e T5 entre si e
ligamos à fase. Unimos os terminais T2, T4 e T8 entre si e ligamos no neutro.
N
T1
T3
T5
T2
T4
T8
L1
N
Para 220Vca
Para ligar o motor de 6 terminais em 220Vca deve-se unir os terminais T2, T3 e T8 entre si. O
T4 liga-se numa fase, une-se T1 e T5 e liga-se na outra fase.
L1
T4
T1
T5
T2
T3
T8
L2
Emenda
L1
127Vca
220Vca
38
Inverter a rotação
Para inverter a rotação do eixo do motor basta você alterar a ligação dos terminais T5 pelo
T8.
127Vca
Sentido Horário
T1
T3
T5
T2
T4
T8
L1
N
T4
T1
T5
T2
T3
T8
L2
Emenda
L1
T1
T3
T5
T2
T4
T8
L1
N
T4
T1
T5
T2
T3
T8
L2
Emenda
L1
127Vca
Sentido Anti-Horário
220Vca
Sentido Horário
220Vca
Sentido Anti-Horário
39
Motores Trifásicos
Os motores trifásicos são motores elétricos que foram construídos para funcionar com uma
rede trifásica, ou seja, três fases distintas. Dentro desta classe de motores existem diversos
modelos, porém iremos estudar apenas o motor mais utilizado mundialmente. O motor que
me refiro é o motor de indução trifásico com rotor gaiola de esquilo. Este modelo de motor
contém estator e rotor igual todos outros motores, ele pode ser construído com 3 ou 6
enrolamentos. Conforme a quantidade de enrolamentos poderemos realizar fechamentos
elétricos diferentes e por consequência conseguimos ligar em níveis de tensão diferentes.
Características
Conheças as características de um motor de indução trifásico com rotor gaiola de esquilo.
Observe a imagem abaixo e veja que são diversas partes que foram o motor, porém a parte
na qual circula energia elétrica é apenas no estator, no qual é construído por três ou seus
enrolamentos.
Este modelo de motor é muito utilizado mundialmente pelo fato de ter uma construção
simples e por consequência tem um custo de manutenção mais baixo do que outros modelos.
Além disso ele é um motor com alta eficiência energética, durabilidade alta e já existem
métodos de controle de velocidade para ele, tal como o inversor de frequência.
40
Fechamento Elétrico
Os motores trifásicos podem conter três ou seis enrolamentos, então por consequência vão
existir motores com três, seis, nove ou dozes pontas para ligação na caixa de ligação.
Conforme o fechamento elétrico conseguiremos alimentar estes motores com níveis de
tensão diferente e por consequência usar em locais diferentes o mesmo modelo de motor. Os
níveis de tensão mais comum são: 220, 380, 440 e 760Vca.
3 pontas
O motor com três pontas é fechado internamente pelo fabricante então pode ser ligado em
apenas um nível de tensão. Deve-se conferir a placa de identificação para saber o nível
correto.
L1
L2
L3
Exemplo:
220Vca
L1
L2
L3
380Vca
41
6 pontas
O motor com seis pontas não é fechado internamente pelo fabricante. O fechamento elétrico
deve ser feito pelo eletricista que irá instalar o motor. Neste caso existe duas possibilidades
de fechamento, sendo triângulo ou estrela. O fechamento triângulo é para motores de tensão
220 ou 440Vca, o fechamento estrela para motores em 380 ou 760Vca.
220/440Vca
R
s T
O fechamento para 220/440Vca é sempre em triângulo. Vamos unir 1 com 6 e ligar numa fase,
unir 3 com 5 e ligar em outra fase, depois unir 2 com 4 e ligar na última fase. Dessa forma
estará fechado para triângulo.
1
6
3
5
2
4
42
s
380/760Vca
R
T
O fechamento para 380/760Vca é sempre em estrela. Primeiro vamos unir 4, 5 e 6 e fazer uma
emenda e isolar, depois vamos ligar 1 numa fase, 2 em outra fase e 3 na última fase.
1
6
3
52
4
Emenda
Diagrama das caixas de ligação
43
9 pontas
Esse tipo de motor pode ser ligado em apenas dois níveis de tensão conforme o fabricante.
Ele pode ser ligado em 220/440Vca ou 380/760Vca. Se você comprar um motor que pode ser
ligado em 220/440Vca então ele não tem como funcionar em 380/760Vca e vice-versa.
220Vca
440Vca
L1
L2
L3
1
7
6
2
4
8
3
9
5
Diagrama pra caixa de ligação de motor
1
2
3
4 7
5
8
6
9
Emenda
Emenda
Emenda
L1
L2
L3
44
1
L1
L3
7
8
3
9
L1
L3
380Vca
Emenda
L2
2
4
5
6
1
2
3
4 7
5
8
6
9
Emenda
Emenda
Emenda
L2
760Vca
Diagrama pra caixa de ligação de motor
45
L1
L1
Emenda
4
1
7
3
9
2
8
L3
12 pontas
Esse tipo de motor pode ser ligado em quatro níveis de tensão conforme o fabricante. Ele
pode ser ligado em 220, 380, 440 ou 760Vca. Ele é um tipo de motor muito versátil, porque
tem diversas aplicações por causa da possibilidade de vários níveis de tensão.
220Vca
L2
380Vca
1
7
4
10
2
8 11
5
6
3
9
12220V
220V
220VL3
L2
1
6
7
12
3
9
5
11
2 8 4
10
L3
L2
5
10
116
12
L1
L1
L3
L2
1 7
4 10
5
2
8
11 12
6
3
9
220V
46
L1
Emenda
1
12
11
Emenda
2
440Vca
L3
L2
Emenda
Emenda
3
2
10
9
6
4
7 5
8
L3
L2
L1
1
4
7
10
2 5 8 11
220V
3
220V12
9
6
L1
760Vca
L3
L2
Emenda
Emenda
Emenda
3
4
7
58
6
9
12
10
11
Diagrama pra caixa de ligação de motor
L1
L2
L3
1
1
4
7
10
11 12
9
6
3
8
5
2
220V
47
Componentes
Elétricos
48
5
Para se tornar um Especialista em Comandos Elétricos é necessário que você conheça todos
os componentes elétricos e seus detalhes, a fim de saber como utilizar. Já vimos no livro sobre
os motores elétricos, então agora aprenderemos mais sobre os componentes elétricos dos
Comandos Elétricos e Acionamentos Elétricos. Dessa forma teremos visto toda as partes que
põem o sistema. É aqui que está a maior dificuldade dos profissionais, porque eles não
conhecem em detalhes os componentes elétricos, então sofrem na hora montar ou fazer uma
manutenção.
Por isso, no próximo tópico você verá cada componente elétrico em sua integridade seguindo
os critérios a seguir:
o que é
tipos
características
instalação
ligação
simbologia
aplicação em diagrama elétrico
aplicação em painel elétrico
testes
Serão mostradas imagens reais dos componentes afim de você familiarizar-se com eles.
Aconselho que você estude esse livro mais de uma vez, porque quanto mais você estudá-lo,
mais aprenderá e terá facilidade no dia a dia de trabalho.
49
Botões e Chaves
50
Os botões e chaves são componentes eletromecânicos que foram construídos para ser o
meio de interação de um ser humano com uma máquina elétrica, a fim de enviar um
comando para a máquina executar, tal como ligar ou desligar.
Exemplo de Aplicação
Deseja-se ligar uma bomba de sucção de água de um poço artesiano de forma manual para
realizar testes no funcionamento do sistema de bombeamento de água. Pode ser instalado
um painel elétrico com um contator e dois botões de pulso. O contator será responsável por
ligaro motor, um dos botões responsável por ligar o contator e o outro botão por desligar o
contator. Dessa forma será uma operação segura para o sistema elétrico e para o usuário.
Veja a seguir alguns modelos de botões e chaves:
O que é?
Botão
ON/OFF
Chave com
2 posições
Botão
Congumelo
Botão
de Pulso
51
Botão de
Pulso sem Retenção
Existem diversos tipos de botões e chaves, porém vou te apresentar apenas os modelos
mais comuns utilizados em painéis elétricos e seus respectivos funcionamentos. Uma
observação, não fique atrelado a cor, porque existem diversas cores para todos tipos. A cor
vai conforme o que você deseja representar, por exemplo, a cor verde pode ser para ligar e
vermelho para desligar.
Tipos e Funcionamento
Botão de Pulso com Retenção: Ao ser pressionado mudará o estado do contato e ele fica
retido. Por exemplo, se ele tiver um contato normalmente aberto, então ao ser pressionado
irá mudar para o estado fechado e ficará retido neste estado. Somente após ser pressionado
novamente que voltará ao estado aberto.
Botão de
Pulso com Retenção
Botão de Pulso sem Retenção: Ao ser pressionado ele muda o estado do contato, porém
ao retirar a pressão ele volta ao estado inicial. Por exemplo, imagine um contato aberto, ao
aberto o botão o contato fecha-se, ao retirar a pressão do dedo do botão, então o contato
abre-se novamente. No seu interior ele têm uma mola que empurra o contato para o seu
estado normal.
Observe que os dois botões acima são bem parecidos e são dos mesmos fabricantes, mas se
observar bem verá que eles têm a estrutura de tamanho diferente, porque a parte
construtiva para atender ao funcionamento é diferente então ocupa-se um tamanho
diferente na parte interna do botão. O correto para identificar cada um é o teste de
funcionamento para identificar o real funcionamento, porque nem todos fabricantes tem
características construtivas diferentes.
52
Botão ON/OFF: Ele contém dois botões na mesma estrutura. Ao pressionar o botão verde (I)
o contato muda de estado e trava-se o botão verde internamente, mas ao pressionar o
botão vermelho (O), então destrava-se o botão verde e o contato volta ao estado normal.
Existem diversos modelos diferentes de botão ON/OFF, mas todos têm funcionamento de
forma similar.
Botão Cogumelo: Este botão contém retenção, porque ao ser pressionado muda o estado
do contato e fica travado. Para destravar necessita ser girado o cabeçote do botão. Ele tem o
nome cogumelo por se parecer realmente com um cogumelo. É muito utilizado como botão
de emergência por ser mais fácil de pressionar em uma situação que necessita desligar o
equipamento rapidamente.
Botão Liga
Botão Desliga
Botão Cogumelo
Chave Seletora: Este é um modelo de chave que ao girar o cabeçote da chave ocorre a
comutação dos contatos. Existem diversos modelos de chaves seletoras, desde chaves com
2 seleções ou mais. Algumas são mais robustas que outras, portanto sempre observe as
características, mas o princípio de funcionamento é o mesmo.
2 seleções
3 seleções
2 seleções
com chave
53
Conhecer as características de um botão ou chave é fundamental para o seu conhecimento
técnico, porque isso lhe auxiliaria na hora de montagem, instalação ou manutenção. Na
imagem abaixo você verá um exemplo de um botão desmontado, a fim de conhecer cada
parte que ele é composto. Vale ressaltar que nem todos são iguais, mas a grande maioria
contém as mesmas partes.
Características
Botão
Montado
Atuador Porca
de Fixação
Flange Bloco de
Contatos
Atuador: É o dispositivo que é pressionado e que faz contato direto com o bloco de
contatos.
Porca de Fixação: Usada para fixar o atuador em um furo em painel elétrico. Importante
que o furo tenha o diâmetro correto do atuador.
Flange: Usado para fixar o bloco de contator no atuador.
Bloco de contatos: Responsável pela comutação dos contatos e fazer interface direta nos
circuitos elétricos.
As chaves não são tão diferentes dos botões, porque a finalidade é a mesma que é a
comutação dos contatos do bloco. Então, aconselho que você sempre verifique e observe as
características de cada componente, porque assim você não terá dificuldades.
Basicamente e de forma bem resumida, os botões e as chaves fecham ou abrem algum
contato. Esse contato está instalado em algum circuito, seja em série ou paralelo, a função
dele interromper a passagem da corrente elétrica ou liberar a passagem.
54
Os botões e chaves são normalmente instalados em portas de painéis elétricos. Primeiro é
realizado a marcação na porta do painel para determinar o local exato da instalação, depois
fura-se com uma broca de aço e na sequência faz um furo maior utilizando uma serra copo.
A serra copo deve ser do diâmetro da parte interna do flange do botão ou chave para não
ter folga. Após a furação então você poderá fixar o botão ou chave na porta do painel.
Veja a seguir um exemplo da instalação de alguns botões na porta de um painel elétrico.
Instalação
LIGADODESLIGADO
QD ALIM. BOMBA
Botão
Cogumelo
Painel
Elétrico
Botão
ON/OFF
55
A ligação dos botões ou chaves é bem simples, porque após fixado no painel elétrico você
deverá conectar os cabos nos parafusos do bloco de contatos. A quantidade de blocos de
contatos pode variar conforme a necessidade de cada circuito. Por isso é importante você
ter noção de quantos contatos será necessário e também qual tipo de contato (NA ou NF).
Abaixo você verá um exemplo de ligação de um botão e de uma chave.
Ligação
L
N
Contato
Fechado
Contato
Aberto
Sinaleiro
Luminoso
Desligado
Sinaleiro
Luminoso
Ligado
Cabo/Fio Elétrico
O circuito acima é apenas um exemplo. Você deverá sempre ligar os botões e chaves em
série com o circuito de outros componentes, tal como contatores, relés, sinaleiros
luminosos, temporizadores etc. Assim você poderá usá-los para fechar ou abrir circuitos. 
56
110Vca
Botão
de Pulso
Chave
Seletora 2
Posições
11
12
13
14
X1
X2X2
X1
Circuito
em Série
Circuito
em Série
Circuito 
em Paralelo
Circuito 
em Paralelo
Aplicação em Painel Elétrico
Painel Elétrico 2
Painel Elétrico 1
Botão
ON/OFF
Botão
Cogumelo
Chave
Seletora
Botão de Pulso
sem Retenção
Chave
Seletora
Botão de Pulso
sem Retenção
57
Aplicação em Painel Elétrico
Painel Elétrico 4
Painel Elétrico 3
Chave
Seletora
Botão
Cogumelo
Chave
Seletora
Botão com
Pulso sem
Retenção
58
1 2
Aplicação em Diagrama Elétrico
Simbologia
Simbologia
Literal 3
1 - Botão de Pulso com Retenção, Botão ON/OFF e Chave Seletora
2 - Botão de Pulso sem Retenção
3 - Botão Cogumelo
59
Botão
Cogumelo
Botão de
Pulso
sem
Retenção
Botão de
Pulso
sem
Retenção
Circuito de Força Circuito de Controle
Escala de
Continuidade
Escala de
Continuidade
Quando adquirimos um botão/chave novo, nós esperamos que ele venha em perfeito
estado de funcionamento, mas pode acontecer dele vir com defeito. Por isso, é importante
realizar o teste de continuidade com um multímetro para verificar o funcionamento do
componente elétrico. Este teste é muito usado também durante uma manutenção corretiva,
a fim de encontrar defeitos nos componentes e circuitos elétricos. O teste de continuidade
nada mais é do que um teste de resistência, caso a resistência seja extremamente alta, ou
seja, circuito aberto, nada acontece, mas se a resistência for zero, consideramos como
circuito contínuo, e nesta situação o multímetro emite um sinal sonoro. Ele nos permite
verificar se existe ou não continuidade entre dois pontos, podendo ser utilizado para realizar
testes em circuitos elétricos ou eletrônicos. 
Testes
Circuito
Aberto
Nota: Os testes de continuidade deve ser executado com os componentes elétricos
desenergizados, porque o multímetro aplica tensão, então pode acontecer um problema e
até danificar o instrumento. 
60
Circuito
Fechado
3
4
3
4
Pressionar
o
botão
Botão
de Puslso
Botão
de Puslso
Pontas
de Prova
Pontas
de Prova
Sinaleiros
61Os sinaleiros são dispositivos frequentemente usados para indicar informações
importantes, alertas ou instruções em ambientes onde a comunicação visual e
sonora é essencial. Eles são comumente encontrados em diversas aplicações, como 
sinalização industrial, máquinas e equipamentos, entre outros.
Tipos
Existem dois tipos de sinaleiros, sendo os sonoros e os luminosos. O sinaleiro
sonoro tem a função de informar algo através do som, enquanto o sinaleiro
luminoso tem a função de informar através da emissão de luz.
 
Veja a seguir alguns modelos de sinaleiros:
O que são os sinaleiros?
Sinaleiros Sonoros
Sinaleiros Luminosos
62
Para que os sinaleiros funcionem é necessário que eles estejam conectados a uma
fonte de alimentação. Ao conectar o sinaleiro na fonte irá circular uma corrente
elétrica pelo circuito interno do sinaleiro e então ele executará a ação que ele foi
projetado. No caso do sinaleiro sonoro ele irá emitir um som e o sinaleiro luminoso
irá emitir luz.
O mais importante para os sinaleiros é a fonte de alimentação correta, porque
existem níveis e tipos diferentes. Alguns sinaleiros funcionam apenas em corrente
alternada e outros apenas em corrente contínua. Por isso, tenha muita atenção ao
tipo de fonte da alimentação. Leia o manual ou verifique os dados impressos nos
sinaleiros antes de instalá-los e energizá-los.
Funcionamento
Tensão
de Alimentação
em 
220VCA
Na imagem acima é possível ver que no próprio sinaleiro vem escrito qual o nível e
tipo de tensão deve-se usar o sinaleiro. Por isso, é importantíssimo você ter
atenção ao funcionamento.
63
Conhecer as características dos sinaleiros é importante para auxiliar seu
conhecimento técnico durante a instalação, manutenção ou montagem. Nas
imagens a seguir iremos ver algumas características de um sinaleiro luminoso. A
parte estrutural dos sinaleiros tanto no sinaleiro luminoso quanto no sinaleiro
sonoro é bem parecida. O que muda normalmente é o circuito interno e a tampa
frontal.
Características
Tampa Frontal
Sinaleiro Luminoso
Conexões
X1 e X2
Fabricante
Modelo
Ligação
Tensão
Corrente Nominal
Porca de
Fixação
Corpo
do 
Sinaleiro
Norma
do Padrão
de Fabricação
64
Tampa Frontal
Sinaleiro Sonoro
Verde: Máquina em perfeita condição de funcionamento, pronta
para operar.
Vermelho: Estado de alerta, máquina parada, seja por dispositivo
de emergência ou de proteção.
Amarelo: Alarme de falha, grandezas do sistema, como
temperatura, atingindo valor máximo.
Branco: Circuito pronto para funcionar, indica que tudo está
normal.
Azul: Função qualquer que não seja nenhuma acima.
Além de conhecer sobre as características é importante também que você entenda
o significado de cada cor para sinalização, porque cada cor tem que passar uma
informação diferente.
Vale ressaltar que para os sinaleiros sonoros a cor não é tão importante, porque
neste caso o sinal sonoro é o foco em questão, mas em alguns locais ela
acompanha a mesmo significado das cores dos sinaleiros luminosos.
Normalmente no Brasil as cores de sinaleiros luminosos mais usadas são o verde, o
vermelho e o amarelo, na qual o verde indica-se que o equipamento está
operando, o vermelho o equipamento está parado e o amarelo que o equipamento
em falha.
65
LIGADO DESLIGADO
QD ALIM. BOMBA
Os sinaleiros são normalmente instalados em portas de painéis elétricos. Primeiro é
realizado a marcação na porta do painel para determinar o local exato da instalação, depois
fura-se com uma broca de aço e na sequência faz um furo maior utilizando uma serra copo.
A serra copo deve ser do diâmetro do flange do sinaleiro para não ter folga. Após a furação
então você poderá fixar o sinaleiro na porta do painel.
Veja a seguir um exemplo da instalação de alguns sinaleiros na porta de um painel elétrico.
Instalação
Painel
Elétrico
Sinaleiro 
Luminoso
Verde
FALHA
Sinaleiro
Luminoso
Vermelho
Sinaleiro
Sonoro
66
A ligação dos sinaleiros luminosos e sonoros é bem simples, porque existem apenas duas
conexões via parafusos (X1 e X2) para conectar os cabos de alimentação. 
Na imagem abaixo coloquei um exemplo de ligação. Ela sempre será em série com o circuito
que irão ligá-los. No caso abaixo eu coloquei um botão em série com o sinaleiro luminoso e
uma chave seletora em série com o sinaleiro sonoro.
Ligação
L
N
Contato
Fechado
Contato
Aberto
Sinaleiro
Sonoro
Desligado
Sinaleiro
Luminoso
Ligado
Cabo/Fio Elétrico
Uma coisa importante a dizer é que nem sempre os sinaleiros estarão sendo ligados por um
botão ou chave. Eles podem ser alimentados via uma série de contatos, por exemplo de
contatores, relés de interface, relé térmico, disjuntor etc. 
67
11
12
13
14
X1
X2
X1
X2
110Vca
Botão
de Pulso
Chave Seletora
2 posições
Aplicação em Painel Elétrico
Painel Elétrico 1
Painel Elétrico 2
Sinaleiro
Luminoso
(Verde)
Sinaleiro 
Luminoso
(Amarelo)
Sinaleiro
Luminoso
(Verde)
Sinaleiro 
Luminoso
(Amarelo)
68
Aplicação em Painel Elétrico
Painel Elétrico 4
Painel Elétrico 3
Sinaleiro
Luminoso
Sinaleiro
Luminoso
Sinaleiro
Luminoso
69
Aplicação em Painel Elétrico
Painel Elétrico 5
Sinaleiro
Sonoro
Painel Elétrico 6
Sinaleiro
Sonoro
70
Aplicação em Painel Elétrico
Painel Elétrico 8
Painel Elétrico 7
Sinaleiro
Sonoro
Sinaleiro
Sonoro
71
Simbologia para Sinaleiro Luminoso
Simbologia
Literal
Sinaleiro
Luminoso
Aplicação em Diagrama Elétrico
72
Sinaleiros Luminosos
Simbologia para Sinaleiro Sonoro
Simbologia
Literal
Aplicação em Diagrama Elétrico
H
Sinaleiro Sonoro
73
Sinaleiro
Sonoro
Quando adquirimos um sinaleiro novo ou queremos saber se um sinaleiro está funcionando
é importante realizar o teste de funcionamento. Este tipo de componente é mais adequado
realizar o teste aplicando tensão elétrica.
O teste é bem simples, você irá conectar o sinaleiro a uma fonte de alimentação, mas
sempre respeitando o nível de tensão.
Exemplo: Você quer saber se um sinaleiro luminoso de 24Vcc irá acender quando receber
tensão, então você deverá ligá-lo à uma fonte de 24Vcc em série com um botão de pulso. Se
acender é porque o sinaleiro está bom, senão acender é porque está danificado. O mesmo
pode ser feito com o sinaleiro sonoro, a diferença é que neste caso ele emitirá um som ou
não. 
Testes
74
N F
+
-
IMPORTANTE: Tenha muita atenção ao nível de tensão do sinaleiro. Verifique o corpo do
sinaleiro e identifique o nível correto. Nunca ligue em nível diferente, porque pode danificar
instantaneamente o sinaleiro. 
Sinaleiro
Luminoso
Botão
de Pulso
p/ Ligar 
Fonte 24Vcc
110Vca
Contator Elétrico
75
O que é?
Um contator elétrico é um dispositivo eletromecânico utilizado para ligar e desligar
máquinas e equipamentos elétricos de forma remota, ou seja, você pode ligar algo que está
longe do seu campo de visão. Os contatores estão sempre presentes quando pensarmos em
Comandos Elétricos.
Funcionamento
O contator elétrico funciona com um interruptor, porém ele é projetado para suportar
correntes elétricas maiores do que de um interruptor simples e tem mais contatos elétricos.
Ele é constituído basicamente de um núcleo ferromagnético bipartido, uma bobina
eletromagnética, molas e os contatos elétricos (NA ou NF). Ao aplicar uma tensão elétrica na
bobina, ela criará um campo magnético que será induzido no núcleo fixo e por consequência
irá atrair o núcleo móvel para perto do núcleo fixo. Os contatos elétricos estão fixados no
núcleo, então eles comutaram dos contatos, o que está aberto fecha-se e o que está fechado
abre-se.
Quando a bobina está energizada as molas fazem pressão para empurrar o núcleo móvel,
porém a força criada pela bobina é maior do que a força das molas. Ao retirar a tensão da
bobina, as molas empurrarão o núcleo móvel para longe do núcleo fixo e assim os contatos
elétricos retornaram ao seu estado normal.
O funcionamento do contator elétrico é bem simples, porémo que mais confunde os
profissionais é quanto ao esquema de ligação, porque é necessário de um circuito individual
que alimentará a bobina (A1 e A2) e outros circuitos utilizam os contatos elétricos do
contator, seja para ligar uma iluminação, um motor elétrico ou até mesmo fazer apenas o
intertravamento em circuitos de segurança.
Tipos de Contatores Elétricos
Existem dois tipos de contatores, sendo o contator de força que é usado para controle o
circuito de força das máquinas e equipamentos elétricos e o contator auxiliar que é usado
para os circuitos elétricos auxiliares, tal como intertravamento, segurança e sinalização.
76
Características dos Contatores
Conheça as principais características dos contatores elétricos:
Conexões da Entrada de Força - São onde conectamos os cabos da alimentação da energia
elétrica da rede.
Conexões de Saída de Força - São onde conectamos os cabos que alimentaram a
máquina/equipamento elétrico.
Conexões da Bobina - São onde conectamos os cabos para alimentar a bobina. Toda vez
que energizada o contator irá ligar.
Carcaça Isolante - Responsável por manter todos componentes alocados, protegidos e
seguros. Ela também protege os profissionais por choque elétrico em caso de toque
acidental.
Fabricante - Responsável pela construção do contator de força.
Modelo - Código para identificar os diferentes modelos de contator de força de cada
fabricante.
Base de Fixar em Painel Elétrico - Usado para fixação do painel elétrico, sendo que pode
ser via parafuso ou via trilho.
Tensão Nominal - A tensão máxima suportada pelo contator de forma segura.
Indicador Ligado/Desligado - Ele movimenta conforme o contator é energizado, então é
possível através deste indicador saber em qual estado ele está.
Conexões de Entrada e Saída dos Contatos Auxiliares - São onde conectamos os cabos
para utilizar os contatos auxiliares em circuitos auxiliares, ou seja, para intertravamento,
segurança ou sinalização.
77
Base para
Fixar em Painel
Elétrico
Contator de Força
O contator de força é projetado para ligar/desligar alguma máquina/equipamento elétrico tal
como um motor elétrico. Ele contém três contatos de força que suportam correntes maiores
que de um contator auxiliar. No mercado atual existem contatores de força de pequeno porte
que suportam pequenas correntes, por exemplo de 9A, mas também existem contatores de
força de grande porte que podem suporta correntes de 1250A por exemplo. Conforme maior
a capacidade de corrente nominal maior será seu tamanho, mas o princípio de
funcionamento é mesmo. Todos contém núcleo, bobina, contatos de força e contatos
auxiliares.
Conexões da
Saída de Força
(2T1, 4T2 e 6T3)
Conexões
da Bobina
(A1 e A2)
Conexões da
Entrada de Força
(1L1, 3L2 e 5L3)
Conexões dos
Contatos Auxiliares
(13-14/21-22)
Fabricante
Modelo
Carcaça
Isolante
78
Exemplos de Contatores de Força
Veja a seguir alguns modelos de contatores de força:
79
Contator de Força
Fabricante JNG
Mini Contator de Força
Fabricante WEG
Contator de Força
Fabricante WEG
Contator de Força
Fabricante Siemens
Contator de Força
Fabricante Schneider
Contator de Força
Fabricante ABB
Contator Auxiliar
Os contatores auxiliares são utilizados para complementar os comandos elétricos de uma
máquina. Eles possuem vários contatos que suportam corrente baixa e que podem ser
contatos normalmente abertos, contatos normalmente fechados ou ainda combinações
destes dois tipos de contatos.
Conexões da
Saída dos Contatos Auxiliares
(14, 22, 32 e 44)
Conexões da
Entrada dos Contatos Auxiliares
(13, 21, 31 e 43)
Conexões
da Bobina
(A1 e A2)
Indicador
(Ligado/Desligado)
Fabricante
Base para
Fixar em Painel
Elétrico
Tensão
Nominal Carcaça
Isolante
Os contatos do contator auxiliar podem ser usados para intertravamentos, acender
sinaleiros sonoros ou luminosos, ou simplesmente criar algumas lógicas que fazem controle
de um processo e até mesmo podem ser usados para suprir uma demanda de falta de
contatos auxiliares de um contator de força. Então neste último caso você precisa ligar a
bobina dele em paralelo a bobina do contator de força, para que eles trabalham de forma
simultânea.
80
Exemplos de Contatores Auxiliares
Veja a seguir alguns modelos de contatores Auxiliares:
81
Contator Auxiliar
Fabricante JNG
Contator Auxiliar
Fabricante WEG
Contator Auxiliar
Fabricante Steck
Contator Siemens
Fabricante Siemens
Contator Auxiliar
Fabricante Schneider
Contator Auxiliar
Fabricante ABB
Instalação
O contator elétrico é normalmente instalado em um painel elétrico através do uso de um
trilho, este trilho é fixado por parafusos no chassi do painel elétrico. A fixação e remoção do
contator no trilho é bem simples, porque nele existe um engate rápido fabricado para
fixação em trilho e isto facilita muito na instalação.
Veja a seguir um exemplo da instalação dos contatores em um chassi de painel elétrico.
ad
Chassi do
Painel Elétrico
Canaletas
Trilho
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Parafuso
de Fixação
do Trilho
Contator de Força
No exemplo da imagem acima coloquei a representação do contator de força e contator
auxiliar. Observe que o contator auxiliar é bem menor, comparado ao contator de força e isso
é devido a capacidade de corrente de trabalho dos contatos.
82
Contator Auxiliar
Ligação do Contator de Força
O contator de força deve ser ligado em série com a fonte de alimentação e a carga que se
deseja ligar/desligar de forma remota. Dessa forma ele controlará a corrente que chega no
equipamento elétrico. No exemplo abaixo utilizei um motor trifásico para ser controlado pelo
contator de força. Observe que as três fases passam pelo contator de força, assim toda vez
que o contator estiver desligado o motor permanecer desligado e assim vice-versa.
Contator
De Força
Motor
Trifásico
Alimentação
da Bobina
Cabos Elétricos
F1 F2 F3
Fonte de
Alimentação
Saída
para a
carga
83
1 3 5
2 4 6
A2
A1
U
V
W
Ligação da Bobina do Contator de Força
Contator
De Força
A alimentação da bobina normalmente vem de um circuito de comando, na qual existe uma
lógica que determina quando ligar ou quando desligar o contator de força, afim de
ligar/desligar o motor elétrico em um determinado processo. 
No circuito abaixo utilizei um botão de pulso para ligar a bobina do contator de força e te
mostrar um exemplo de como iremos alimentar a bobina, porque ela é responsável por
fechar/abrir os contatos de força e auxiliares.
84
A2
A1
É importante atentar ao nível de tensão da bobina do contator de força, porque existem
diversos níveis. Os mais comuns são 24Vcc, 24Vca, 48Vcc, 110Vca, 110Vcc, 220Vcc, 220Vca e
440Vca.
Botão
de Pulso
p/ Ligar 
L N
13
14
Ligação do Contator Auxiliar
O contator auxiliar é ligado de forma bem parecida com o contator de força, porém a bobina
dele normalmente fica no mesmo nível de tensão dos circuitos ligados em seus contatos
auxiliares. Importante ter atenção ao nível e tipo de tensão da bobina, porque existem
contatores auxiliares que funcionam em corrente contínua ou alternada. Os contatos
auxiliares são ligados em série com o que deseja-se ligar/desligar. Veja um exemplo a seguir.
L
N
No exemplo acima utilizei uma chave seletora para ligar o contator auxiliar K1. Após o
contator auxiliar K1 ligado, então liga-se o sinaleiro verde e o contator auxiliar K2. A ideia que
quero passar é que um contator auxiliar pode intertravar com outros circuitos. Cada circuito é
ligado em um contato do contator auxiliar, seja ele aberto ou fechado. A forma que você
utilizará o contator auxiliar vai depender do racional do circuito que deseja controlar.
Contator
Auxliar
K1
Contator
Auxliar
K2
Sinaleiro
Luminoso
Verde
Chave
Seletora
Cabos/Fios
Elétricos
85
220Vca
13
14
A1
4313
14 44 A2
A1
A2
X1
X2
Aplicação em Painel Elétrico
Painel Elétrico 2
Contator
de Força
Painel Elétrico 1
Contator
de Força
86
Contator
Auxiliar
Aplicação em Painel Elétrico
Painel Elétrico 4
Painel Elétrico 3
Contator
Auxiliar
Contator
de Força
Contator

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