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S
 
Com base na situação narrada, é correto afirmar que 
Jéssica: 
 
a) Não poderá ser responsabilizada criminalmente, já que o 
Código Penal adota a Teoria da Atividade para definir o 
momento do crime e a Teoria da Ubiquidade para definir 
o lugar; 
b) Poderá ser responsabilizada criminalmente, já que o 
Código Penal adota a Teoria do Resultado para definir o 
momento do crime e a Teoria da Atividade para definir o 
lugar; 
c) Poderá ser responsabilizada criminalmente, já que o 
Código Penal adota a Teoria da Ubiquidade para definir o 
momento do crime e a Teoria da Atividade para definir o 
lugar; 
d) Não poderá ser responsabilizada criminalmente, já que o 
Código Penal adota a Teoria da Atividade para definir o 
momento do crime e apenas a Teoria do Resultado para 
definir o lugar; 
e) Poderá ser responsabilizada criminalmente, já que o 
Código Penal adota a Teoria do Resultado para definir o 
momento do crime e a Teoria da Ubiquidade para definir 
o lugar. 
 
Questão 36: John, cidadão inglês, capitão de uma embarcação 
particular de bandeira americana, é assassinado por José, 
cidadão brasileiro, dentro do aludido barco, que se 
encontrava atracado no Porto de Santos, no Estado de São 
Paulo. 
 
Nesse contexto, é correto afirmar que a lei brasileira 
 
a) Não é aplicável, uma vez que a embarcação é americana, 
devendo José ser processado de acordo com a lei 
estadunidense. 
b) É aplicável, uma vez que a embarcação estrangeira de 
propriedade privada estava atracada em território 
nacional. 
c) É aplicável, uma vez que o crime, apesar de haver sido 
cometido em território estrangeiro, foi praticado por 
brasileiro. 
d) Não é aplicável, uma vez que, de acordo com a Convenção 
de Viena, é competência do Tribunal Penal Internacional 
processar e julgar os crimes praticados em embarcação 
estrangeira atracada em território de país diverso. 
 
Questão 37: Um fato criminoso praticado no interior de uma 
embarcação privada brasileira que esteja em alto-mar, fora 
das águas territoriais de qualquer país, está sujeito à 
aplicação da seguinte lei penal: 
 
a) Brasileira. 
b) Do país de onde a embarcação tiver partido. 
c) Do país para onde a embarcação estiver se dirigindo. 
d) Do país mais próximo de onde estiver a embarcação. 
e) Do país em que primeiro aportar a embarcação. 
 
Questão 38: Paulo e Júlia viajaram para Portugal, em 
novembro de 2019, em comemoração ao aniversário de um 
ano de casamento. Na cidade de Lisboa, dentro do quarto do 
hotel, por ciúmes da esposa que teria olhado para terceira 
pessoa durante o jantar, Paulo veio a agredi-la, causando-lhe 
lesões leves reconhecidas no laudo próprio. Com a 
intervenção de funcionários do hotel que ouviram os gritos 
da vítima, Paulo acabou encaminhado para Delegacia, sendo 
liberado mediante o pagamento de fiança e autorizado seu 
retorno ao Brasil. 
 
Paulo, na semana seguinte, retornou para o Brasil, sem 
que houvesse qualquer ação penal em seu desfavor em 
Portugal, enquanto Júlia permaneceu em Lisboa. Ciente de 
que o fato já era do conhecimento das autoridades 
brasileiras e preocupado com sua situação jurídica no país, 
Paulo procura você, na condição de advogado(a), para obter 
sua orientação. 
 
Considerando apenas as informações narradas, você, 
como advogado(a), deve esclarecer que a lei brasileira 
 
a) Não poderá ser aplicada, tendo em vista que houve prisão 
em flagrante em Portugal e em razão da vedação do bis in 
idem. 
b) Poderá ser aplicada diante do retorno de Paulo ao Brasil, 
independentemente do retorno de Júlia e de sua 
manifestação de vontade sobre o interesse de ver o autor 
responsabilizado criminalmente. 
c) Poderá ser aplicada, desde que Júlia retorne ao país e 
ofereça representação no prazo decadencial de seis 
meses. 
d) Poderá ser aplicada, ainda que Paulo venha a ser 
denunciado e absolvido pela justiça de Portugal. 
 
Questão 39: Paulo, funcionário público do governo 
brasileiro, quando em serviço no exterior, vem a praticar um 
crime contra a administração pública. Descoberto o fato, foi 
absolvido no país em que o fato foi praticado. 
 
Diante desse quadro, é correto afirmar que Paulo: 
 
a) Não poderá ser julgado de acordo com a lei penal 
brasileira por já ter sido absolvido no estrangeiro; 
b) Somente poderá ser julgado de acordo com a legislação 
penal brasileira se entrar no território nacional; 
c) Não poderá ter contra si aplicada a lei penal brasileira 
porque o fato não ocorreu no território nacional; 
d) Poderá, por força do princípio da defesa real ou proteção, 
ser julgado de acordo com a lei penal brasileira; 
e) Poderá, com fundamento no princípio da representação, 
ser julgado de acordo com a lei penal brasileira. 
 
Questão 40: Mévio, deputado estadual, estava de férias com 
sua família em embarcação brasileira, de natureza privada, 
na França, quando acabou por praticar um crime de lesão 
corporal grave contra um francês que foi desrespeitoso com 
seus filhos. Dias após do delito, Mévio retornou ao Brasil sem 
que os fatos chegassem ao conhecimento das autoridades 
francesas, mas, em razão de gravações por câmeras de 
celulares, o Ministério Público tomou conhecimento dos 
fatos. 
 
Considerando apenas as informações narradas, é correto 
afirmar que Mévio 
 
a) Não poderá vir a ser julgado no Brasil, já que o Código 
Penal adota o princípio da territorialidade e o crime foi 
praticado em território estrangeiro. 
b) Não poderá vir a ser julgado no Brasil, pois, apesar de o 
Código Penal prever hipóteses de extraterritorialidade, 
Mévio não estava a serviço da Administração e a vítima 
era estrangeira.

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