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História e Urbanização
Você vai reconhecer o entrelace das dimensões tempo e espaço ao longo da organização humana em
centros articuladores e sedentários, mais tarde chamados de urbanos.
Profa. Debora Rodrigues
1. Itens iniciais
Propósito
Explicar aos alunos de ciências humanas e suas dimensões o aspecto fundamental da organização humana
em espaços urbanos para a compreensão da sociedade.
Objetivos
Identificar o surgimento dos centos urbanos, em especial no mundo antigo e medieval ocidental.
Analisar o renascimento urbano e seu impacto na transformação das cidades em centro de poder no 
mundo moderno.
Reconhecer os eixos de ocupação da América Latina e do Brasil.
Introdução
A cidade é um ícone da transformação da história da humanidade. Lá, espaço e tempo se encontram para
criar um universo singular de debates, pensamentos e dinâmicas humanas. É a história da urbanização que
estabelece compreensões fundamentais sobre o ser humano como organizador do tempo, transformador e
recompilador do espaço.
Mas temos um problema! É possível pensar em todos os espaços e cidades do mundo? Ou são todos iguais,
puxados pelo desenvolvimento da Europa? Definitivamente não são idênticos, no entanto, a concepção
contemporânea de cidade, serviços, urbanização e comunicação é tributária à história da Europa. Esse
desenvolvimento não foi isolado: a partir do colonialismo, do imperialismo e da industrialização é evidente
perceber como as cidades modernas são parecidas. E como foi que isso aconteceu?
Para chegarmos a essa resposta, vamos nos dedicar a um diálogo entre a história e a geografia, encarando-o
com a mente aberta. O propósito é promover a ampliação do conhecimento e despertando o desejo de estudo
contínuo sobre a história e a urbanização.
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Milton Santos.
1. Cidades do mundo antigo e medieval
Conceitos fundamentais
Para explorar a relação entre história e urbanização, você precisa compreender alguns conceitos
fundamentais. Para isso, vamos destrinchar os conceitos de forma, função, estrutura e processo, e discutir
sua articulação com a noção de espaço geográfico.
O cientista Milton Santos é o precursor do
debate atual sobre o espaço geográfico,
compreendido como todo o conjunto de
materiais, ações e produtos do ser humano
sobre o ambiente. Antes da intervenção
humana, temos um espaço natural. Mas desde
a pré-história, quando o homem começa a
modificar o ambiente, esse espaço passa a ser
conhecido como espaço geográfico, tal como
observamos nas cidades construídas ao longo
da história (Santos, 1978).
Vamos entender como Santos conceitua os
quatro elementos de um espaço geográfico.
Forma
É o aspecto visível de uma coisa, como um prédio, uma igreja ou um fórum. Lembre-se das casas e dos
castelos construídos na Idade Média. A forma cuida do desenho geométrico.
Função
A noção de função implica uma tarefa, atividade ou um papel a ser desempenhado pelo objeto ou forma
criados. Assim, o espaço geográfico tem:
No passado, os castelos e os casebres dentro das muralhas medievais tinham a função de proteção das
pessoas e até mesmo da sociedade como um todo. E hoje? Muitas dessas formas mudaram de função, ou
seja, passaram por um processo de refuncionalização. Atualmente, castelos e casas dentro de muralhas são
pontos turísticos, pousadas e casas comerciais. Quantas vezes, não vemos algumas fachadas de prédios
sendo considerados patrimônios culturais?
Forma 
Aspecto exterior e visível.
Função 
Desempenho de uma atividade.
Ruas e casas do centro histórico em Paraty, Rio de Janeiro, Brasil.
Estrutura
Relacionada ao modo como os objetos estão organizados, ou seja, refere-se não a um padrão espacial, mas à
maneira como estão inter-relacionados entre si. Diferentemente da forma, a estrutura não constitui algo que
tenha uma exterioridade imediata. Ela é invisível, estando subjacente à forma, uma espécie de matriz onde a
forma é gerada.
Estrutura é a natureza social e econômica de uma sociedade em um certo momento do tempo.
Aquele que permitiu a você entender por que aquela forma e função foram criadas.
O que as casas estão fazendo dentro das muralhas? Por que não estão fora da zona de proteção? Por que os
castelos estão localizados em locais mais altos? Por que a Acrópole, de Atenas, fica também em um local de
monte?
Pôr do sol sobre o castelo de Urquhart, Lago Ness, na Escócia.
A forma e a função são resultantes do momento histórico. Ou seja, são fruto da estrutura socioeconômica
naquele ano/período. Então... a estrutura deve ser analisada sempre na dicotomia espaço-tempo, sendo ela
um produto imposto ao espaço, pela sociedade.
Processo
Pode ser considerado uma estrutura em movimento, ou seja, o conjunto de mecanismos e ações a partir dos
quais a estrutura se movimenta, alterando-se as suas características.
Os processos acontecem dentro de determinada estrutura social e econômica e resultam de suas
contradições internas. O processo é definido como uma ação que se realiza continuamente, visando a um
resultado qualquer, implicando tempo e mudança.
Por que um castelo muda de função? Por que parte de muralhas caem e não são reconstruídas?
Se considerarmos apenas as categorias de estrutura e processo, faríamos uma análise que necessita de
aspectos espaciais, tornando-a não geográfica. Essa abordagem é absolutamente incapaz de captar a
organização espacial de certa sociedade em um momento específico ou suas mudanças ao longo do tempo.
Considerando apenas a estrutura e a forma, desprezando o papel do processo e da função, deixaríamos de
lado a mediação (processo e função) entre o que é subjacente (a estrutura social e econômica) e o
exteriorizado (a forma espacial). Perde-se a história, os elementos dinâmicos de transformação, que põem a
estrutura em marcha, culminando na mudança ou permanência das formas espaciais.
Milton Santos e o conceito de espaço geográfico
Assista ao vídeo e compreenda como o conceito de espaço geográfico apresentado por Milton Santos norteia
todos os nossos olhares sobre história e urbanização.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Urbanização no mundo antigo
Vamos fazer uma viagem no tempo e espaço. Nossas primeiras paradas? Egito e Crescente Fértil! Muitos
afirmam que nesses lugares tudo teve início e as histórias são incríveis. Observe que nosso objetivo aqui é
visual, buscamos criar a percepção das primeiras cidades e dos primeiros espaços geográficos adensados.
Primeira parada: Mesopotâmia
Você já ouviu falar dos rios Eufrates e Tigre? De acordo com Benevolo (2019), algumas das primeiras cidades
da história surgiram entre esses rios, por volta de 7500 AEC. E não eram pequenos assentamentos.
Destacam-se Eridu, Uruk e Ur. O motivo é evidente: terras excepcionalmente férteis que proporcionavam
abundância de alimentos.
AEC
O uso das siglas AEC (antes da Era Comum) e EC (Era Comum) tem como objetivo uma escrita inclusiva,
sem distinção de crença ou cultura. São equivalentes aos termos antes de Cristo (a.C.) e depois de
Cristo (d.C.).
Mapa do Império Romano, sob Trajano, em 117 EC.
Segunda parada: Egito
Uma região enigmática e fascinante. Você está familiarizado com o grande protagonista dessa área? O rio Nilo!
Para os antigos egípcios, esse rio foi fundamental para o seu sucesso. Imagine: uma faixa de terra altamente
fértil em ambas as margens do Nilo, por volta de 7000 AEC. Esses povos tinham discernimento ao escolher
onde se estabelecer. Mais tarde, os romanos também reconheceram o valor desse local, percebendo que o
Nilo era uma verdadeira mina de ouro, tanto literalmente quanto metaforicamente.
Mapa da região do Egito com destaque para o rio Nilo.
Terceira parada: De volta à Mesopotâmia
Voltando à Mesopotâmia, essa região que abraça partes da atual Síria, Iraque e Turquia, também teve sua
dose de inovação. De acordo com Abiko, Almeida e Barreiros (1995), foi lá que surgiu uma das primeiras
civilizações, por volta de 6000 AEC. Os sumérios, por exemplo, eram mestres em criar cidades-estados
independentescomo Ur, Uruk e Nipur. E eles não paravam por aí: tinham talento de sobra em agricultura,
matemática, escrita cuneiforme e até astronomia. E uma curiosidade: uma cidade de 4 mil anos foi descoberta
recentemente na região!
Mapa da região da Suméria mostrando as cidades: Ur, Uruk, Nipur e Eridu.
Quarta parada: China
O rio Amarelo é considerado o berço da civilização chinesa. Na bacia desse rio surgiu a cultura Yangshao,
entre 5000 e 3000 AEC. No entanto, o grande marco foi a ascensão da Civilização Shang, que demonstrou
habilidade na criação de um sistema político estruturado, no desenvolvimento da escrita e no avanço da
metalurgia do bronze.
Mapa da região do rio Amarelo com destaque para a Civilização Shang e suas
capitais.
Quinta parada: Vale do Indo
O Vale do Indo é um local que transmite uma sensação única de imersão na história. Entre 2600 e 1900 AEC,
essa região floresceu, destacando-se Mohenjo-daro como um dos seus mais preciosos tesouros
arqueológicos.
Ruínas arqueológicas em Mohenjo-daro.
Cada cidade, rio e vale têm uma história incrível esperando para ser descoberta. E aí, vamos para os próximos
destinos?
As cidades ocidentais
As cidades eram centros urbanos sofisticados, possuíam planejamento urbano avançado, casas bem
estruturadas, um sistema de abastecimento de água complexo, sistema de esgoto e evidências de uma
sociedade organizada.
Cidades romanas e gregas
Assista ao vídeo e entenda geográfica e historicamente a urbanização das cidades gregas e romanas na
Antiguidade, mostrando sua intensa relação com os conceitos geográficos.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Vamos à Grécia
A Grécia passou por inúmeras fases, como o Período Pré-Homérico, em que Creta e Micenas eram os grandes
centros. O Período Homérico trouxe os clãs familiares à luz, com todo mundo reunido, discutindo o que fazer
da vida. O Período Clássico foi intenso! Muito teatro e filosofias e rivalidades entre cidades-estados, como
Atenas X Esparta. Cada uma delas era como uma mininação, com seus próprios costumes e suas leis.
O termo em voga era pólis, do qual derivou a palavra política. Se alguém acredita que a política é um conceito
atual, os gregos estavam profundamente envolvidos nisso muito antes de nós.
Imagine uma cidade que se inicia no ponto mais elevado de uma colina, estendendo-se gradualmente pela
paisagem, como se buscasse se integrar ao solo. Esse era o formato das pólis. Em Atenas, por exemplo,
destacava-se a Acrópole, uma espécie de mirante da cidade. Posteriormente, a população descia em direção
à Ágora, o centro da vida cívica, onde ocorriam desde transações comerciais até debates filosóficos.
Acrópole de Atenas.
A Grécia Antiga influenciou significativamente diversas áreas, como arte, política e arquitetura, deixando uma
marca duradoura. Explorar essa história é tão empolgante quanto maratonar séries durante um final de
semana.
Agora, vamos a Roma
O gigante do mundo antigo. Durante o período de domínio do Império Romano, que teve início por volta do
século I AEC e se estendeu até o século V EC, a influência da península itálica não se restringiu apenas a um
território, mas se expandiu por uma extensa porção do mundo conhecido. Os romanos demonstraram uma
notável capacidade de expansão, conquistando territórios que abrangiam desde as regiões chuvosas da
Europa até os áridos desertos do norte da África, passando pelas paisagens imponentes do Oriente Médio
(Belato, 2009).
Dica
Para os apreciadores de filmes e séries, a Netflix oferece Império Romano e o filme Roma, lançado em
2005. É como ter um Google Street View da Antiguidade diretamente no conforto do seu sofá, inclusive
com a possibilidade de experimentar, de maneira moderada, o sabor do vinho romano. 
Roma não se resumiu apenas a conflitos bélicos. Se considerarmos suas realizações de engenharia, é possível
observar a construção de estradas extensas e retas, aquedutos que desafiavam a gravidade e a
grandiosidade dos anfiteatros. O Coliseu, por exemplo, era palco de espetáculos contínuos,
independentemente do custo. No entanto, a influência romana não se limitou ao Mediterrâneo.
Coliseu de Roma.
Romanos, gregos e outros grupos trocaram ideias e inovações, tendo como um dos legados a evolução do
alfabeto. Os gregos adaptaram o alfabeto fenício, introduzindo melhorias que serviram como base para muitos
sistemas de escrita utilizados nos dias atuais.
Roma expandiu-se e transformou as cidades recém-conquistadas em verdadeiras representações em menor
escala da própria Roma. Essa transformação não se deu apenas pela influência da gastronomia, mas também
pelo notável urbanismo romano, que resultou no crescimento da cidade até atingir a marca de um milhão de
habitantes.
O termo urbanismo vem da palavra urbi, que significa cidade em latim. Portanto, quando ouvir a
expressão 'todos os caminhos levam a Roma', perceba que ela não se limita a um simples ditado; é
quase um manual de instruções urbanísticas. Roma não representava somente uma cidade, mas sim
um estilo de vida singular e marcante.
Se a Grécia foi o berço da civilização, Roma foi a festa de aniversário que ninguém queria que acabasse.
Mapa do Império Romano.
A cidade romana era dividida em três áreas: cívica, pública e privada. As colinas de Roma eram usadas para
edifícios públicos importantes, como o Monte Capitolino, onde há vestígios que remontam a 1300 AEC,
incluindo templos famosos. No Monte Quirinal, também existiam templos relevantes, como a casa dos
imperadores da dinastia flaviana.
O fórum centralizava o principal centro comercial e os edifícios públicos mais significativos, como mercados,
eventos festivos, debates políticos e tribunais. Isso explica o porquê de ainda hoje utilizarmos o termo tribunal
central em várias cidades. Ao redor do fórum, havia um circuito que abrigava diferentes edifícios de caráter
público, destinados a várias funções, como circos, teatros, arenas e banhos públicos, entre outros.
Recomendação
Busque o mapa topográfico de Roma feito por Nicolaus Beatrizet em 1557 e observe a localização das
sete colinas de Roma (com tons mais rachurados/escuros) e a área plana, onde ficava a ocupação
urbana e as instituições públicas. 
Quando consideramos o Império Romano, é verdade que enfrentou desafios significativos. No entanto, reduzir
a complexidade da transformação das cidades à ideia de que simplesmente desapareceram é uma análise
superficial. As cidades estão sujeitas a mudanças, adaptações e, por vezes, perda de destaque devido a
transformações políticas, econômicas e culturais. No entanto, sua existência não foi apagada por completo.
Urbanização no mundo medieval
Neste vídeo, explicamos a multiplicidade de cidades medievais: herdeiras de Roma, cidades bárbaras,
religiosas, cidades do crescimento do comércio, cidades árabes medievais, cidades africano-medievais e
cidades bizantinas.
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Explorar as cidades medievais é como entrar em um labirinto de influências, no qual as pegadas do passado
ecoam nas ruas estreitas e paredes de pedra. É como degustar um vinho cheio de sabores culturais,
misturando um toque de Roma, temperos árabes, e até nuances nórdicas e germânicas.
Caminhar por essas antigas vias é ser transportado no tempo. As muralhas fortes, que antes protegiam, hoje
contam histórias de guerra, amor, traição e comércio. As torres altas, que vigiavam o horizonte, agora são
guardiãs da história, testemunhando séculos de mudanças.
O que exatamente definia uma cidade na Idade Média?
As fronteiras entre vilas, burgos e cidades eram fluidas. Em alguns lugares, uma concentração de artesãos
poderia ser suficiente para considerá-la uma cidade. Em outros, a presença de uma catedral ou a concessão
de um foral determinavam sua importância urbana. E, em meio a essas definições, as influências culturais se
misturavam de tal maneira que, em certos momentos, tornava-se um desafio distinguir o legado romano
islâmico ou germânico.
Noentanto, a tapeçaria de influências não foi um acidente. Foi, de fato, uma reação à necessidade de
adaptação. À medida que o Império Romano se desintegrou, as cidades que sobreviveram tiveram que ser
flexíveis, absorvendo e se moldando às culturas que chegavam. E assim, mesmo em meio à turbulência da
Idade Média, as cidades não apenas sobreviveram, mas prosperaram, tornando-se polos de comércio, cultura
e inovação.
Ao olharmos essas cidades hoje em dia, é impossível não perceber como essas influências do passado ainda
ecoam em nossa atualidade. Embora as feiras medievais possam ter dado lugar aos mercados globais e as
muralhas tenham sido substituídas por arranha-céus, a essência dessas cidades, como um caldeirão de
culturas, perdura. Seja em Lisboa, São Paulo ou Tóquio, o espírito urbano das cidades medievais vive e
continua a influenciar nossa maneira de viver, construir e sonhar.
Muralhas de Óbidos, em Portugal.
Ávila, na Espanha, também era guardada por muros, em uma tentativa de proteção contra os invasores
estrangeiros. A muralha de Ávila foi construída entre os séculos XI e XIV. O Real Monastério de Santo Tomás foi
residência de verão dos reis católicos (Abreutur, 2023).
Muralhas de Ávila, na Espanha.
As cidades medievais geralmente cresciam em torno de um castelo ou mosteiro, ou seguiam o contorno de
uma encosta ou margem de um rio. Como resultado, possuíam ruas íngremes e sinuosas, com largura irregular.
Como o terreno disponível dentro das muralhas era limitado, as ruas eram estreitas. As ruas principais
conduziam aos portões da cidade, únicos acessos de entrada e saída.
Ruas estreitas de Óbidos, em Portugal.
Nas cidades medievais, a falta de higiene era comum devido à alta população e à ausência de sistemas de
saneamento. O lixo era jogado nas ruas, e animais, como porcos e ovelhas, circulavam livremente. Algumas
vezes, os açougueiros descartavam resíduos de carne nas vias públicas ou nos rios.
As residências refletiam o status social de seus habitantes. As casas das classes mais altas eram como
pequenas fortalezas, enquanto as habitações da classe comum se assemelhavam com as dos camponeses,
incluindo pátios e celeiros.
Inicialmente, as cidades medievais eram centros comerciais, mas logo se tornaram locais de produção de
mercadorias. O comércio e a produção eram regulamentados por guildas, associações de comerciantes e
artesãos que protegiam os interesses dos membros e asseguravam a qualidade dos produtos e serviços.
Havia dois tipos principais de guildas:
 
Mercantes
Artesanais
1. 
2. 
Cada grupo de artesãos possuía sua própria guilda, abrangendo desde tecelões até sapateiros, responsáveis
por confeccionar sapatos, cintos e outros artigos de couro, assim como pedreiros, construtores das
imponentes catedrais.
Igrejas e catedrais eram elementos proeminentes nas cidades medievais. A arquitetura religiosa,
frequentemente construída em estilo gótico, caracterizava-se por vitrais, arcadas e elementos ornamentais.
Um exemplo clássico desse período é a catedral gótica de Notre-Dame, na França, que representa um marco
arquitetônico na arte medieval.
Fachada e lateral da Igreja Notre-Dame, construída entre os séculos XII e XIV.
Você sabia que Veneza foi a maior potência marítima do mundo medieval? A cidade surgiu durante o colapso
do Império Romano do Ocidente, no século V. Os refugiados das invasões germânicas buscaram abrigo nesse
local relativamente seguro, composto por uma mistura de ilhas e lagoas pantanosas, e começaram a
estabelecer uma nova comunidade.
Sua localização geográfica, situada no trajeto dos produtos orientais para a Europa, propiciou o crescimento
da cidade por meio do comércio. Com acesso ao Mar Mediterrâneo, Veneza se conectou com o resto do
mundo. A República de Veneza evoluiu de uma cidade-estado para um verdadeiro império, estabelecendo
colônias no Mediterrâneo Ocidental.
As formas das cidades comerciais medievais
A estrutura da cidade foi definida no final do século XI e permaneceu praticamente inalterada desde então.
Veneza é uma porção urbanizada de uma laguna, situada onde diversos canais convergem e deságuam no
mar aberto, por meio de uma abertura nas terras. Um desses canais, o Canal Grande, penetra na cidade e a
percorre com um trajeto sinuoso característico, onde São Marcos está localizado na foz (o centro político da
cidade) e Rialto, no meio (o centro comercial), com a única ponte atravessando o Canal.
Mapa mostrando a localização da Basílica de São Marcos, em Veneza, na Itália.
Veneza também era conhecida por suas magníficas igrejas e obras de arte. A Basílica de São Marcos, com sua
impressionante arquitetura bizantina e mosaicos dourados, é um exemplo emblemático da riqueza artística e
religiosa de Veneza.
Basílica de São Marcos.
Na Bélgica, Bruges é uma cidade pitoresca, cujo centro com ruas de paralelepípedos, praças encantadoras e
edifícios medievais preservados, é considerado Patrimônio Mundial da Unesco. Durante a Idade Média, Bruges
floresceu como o principal polo de manufatura de tecidos da Europa. A cidade é atravessada por canais que
se conectam diretamente ao mar, estabelecendo um próspero comércio com a Inglaterra e a Escandinávia.
Tamanha era sua riqueza, que foi o local de origem da primeira bolsa de valores do mundo. A Igreja de Nossa
Senhora de Bruges abriga a famosa escultura em mármore de Michelangelo, Madonna e Criança.
Cidade de Bruges, na Bélgica, que guarda resquícios do seu passado medieval.
York, no Reino Unido, é uma cidade histórica no norte da Inglaterra, com uma rica herança medieval. A
Catedral de York Minster, uma das maiores catedrais góticas do norte da Europa, e as antigas muralhas da
cidade são apenas alguns dos pontos turísticos que atraem visitantes.
Nesse sentido, vale debater os conceitos de forma, função, estrutura e processo, para debater o conceito de
espaço geográfico.
Micklegate, muralhas medievais em York, no Reino Unido.
Verificando o aprendizado
Questão 1
O Crescente Fértil, de grande importância para o surgimento de algumas das primeiras civilizações urbanas,
era uma região caracterizada pela sua fertilidade e pelo potencial agrícola. Essa riqueza natural facilitou o
desenvolvimento de quais aspectos fundamentais para o surgimento de cidades na Antiguidade?
A
Estabelecimento de redes de comércio e desenvolvimento de escrita.
B
Desenvolvimento da navegação e fundação de escolas.
C
Estabelecimento de rotas de peregrinação e desenvolvimento da metalurgia.
D
Fundação de teatros e desenvolvimento de sistemas democráticos.
E
Estabelecimento de grandes impérios e desenvolvimento da pintura.
A alternativa A está correta.
O Crescente Fértil proporcionou um ambiente propício para a agricultura, o que levou ao estabelecimento
de assentamentos permanentes. Esses assentamentos evoluíram para cidades que desenvolveram redes
de comércio e sistemas de escrita para administrar e registrar as transações.
Questão 2
A urbanização do mundo medieval teve fases temporais e diferenças regionais. Sobre elas podemos afirmar:
 
I – O mundo antigo morreu e as cidades foram completamente perdidas com a Idade Média, vivenciando uma
ausência de cidades. 
II – As maiores cidades do mundo medieval foram as fundadas pela cristandade. 
III – As cidades italianas tinham papel fundamental na difusão de conhecimentos e do comércio.
 
Estão corretas:
A
Somente I.
B
Somente II.
C
Somente III.
D
Somente I e II.
E
Somente II e III.
A alternativa C está correta.
As cidades italianas, em especial com retomadas de comércio. foram preponderantes na estrutura local, já
a lógica de que não existiam cidades, ou que tudo fora controlado e criado pela cristandade é um equívoco.
Ruas estreitas de Florença, na Itália.
2. Renascimento e cidades como centro de poder
O Renascimento e as cidades
O Renascimento foi uma modificação gradual que precisamos analisar para entender seu impacto na
urbanização. Entre os séculos XIV e XVII, esse foi um período de despertar cultural, artístico e urbanona
Europa.
O Renascimento Urbano testemunhou o florescimento das cidades europeias com uma energia renovada. As
populações cresceram, o comércio prosperou e os burgos – centros urbanos – borbulhavam com atividades e
novas ideias. Inovações na agricultura garantiam o abastecimento de alimentos, incentivando o comércio.
Muitos indivíduos buscavam refúgio nas cidades, distanciando-se da rigidez do feudalismo, e encontrando
novas oportunidades. A burguesia, classe emergente do comércio urbano, viu seu poder e influência
crescerem significativamente.
Florença, conhecida como a joia da coroa
renascentista, foi o berço de gênios como
Michelangelo e Botticelli. Pensadores notáveis,
como Maquiavel, cujas reflexões sobre a
diplomacia são reverenciadas até os dias
atuais, Galileu, que contemplava os céus e
desafiava paradigmas, e Pico della Mirandola,
com suas profundas reflexões filosóficas,
emergiram das estreitas ruas de Florença.
Enquanto Florença foi um epicentro
renascentista, outras cidades também exibiam
essas características distintas. Em Nápoles, a
música e a literatura prosperavam, com Pierluigi
da Palestrina compondo melodias enquanto o poeta Torquato Tasso escrevia seus versos. Em Roma, os
artistas os artistas encontravam inspiração nas ruínas romanas, fazendo da cidade um centro de renovação,
com estudiosos percorrendo suas ruas em busca dos escritos antigos.
Mas não pense que o Renascimento foi apenas uma "coisa italiana". Em Paris, sob a sombra do que viria a ser
a Torre Eiffel (ainda inexistente na época), o rei Francisco I convidava artistas italianos para banquetes. O
Louvre, hoje um museu renomado, estava apenas começando a ser o centro das atenções.
O Renascimento foi uma época em que a Europa despertou não apenas para a vida, mas para a expressão
artística, literária, intelectual e criativa como nunca antes. Cada cidade tinha seu próprio ritmo e contribuição
única para este período extraordinário.
Mapa das rotas comerciais e produtos mais comercializados.
As luzes e sombras das metrópoles imperialistas
Neste vídeo, abordamos novas formas de urbanismo na Europa Ocidental nos séculos XVIII e XIX, fazendo uma
correlação com os estudos de Milton Santos. Acompanhe!
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A era do imperialismo foi um período de contrastes vivos, entre as cintilantes metrópoles e as terras
subjugadas nas colônias. Se Londres se erguia com a pompa de seu império, Paris deslumbrava com seu
charme e cultura. Entretanto, por trás da majestade dessas cidades, havia histórias de exploração, de culturas
subjugadas e de riquezas arrancadas das terras distantes.
Berlim, capital do império alemão, não era exceção nessa narrativa. No fim do século XIX, sob a liderança de
Otto von Bismarck, a Alemanha ascendeu como uma potência colonial, estendendo sua influência na África,
Ásia e no Pacífico. Com sua imponente arquitetura e a notável Universidade Humboldt, Berlim tornou-se um
centro de estudos e pesquisas sobre os povos colonizados. E, é claro, não podemos deixar de mencionar a
famosa Conferência de Berlim de 1884-85, que basicamente dividiu a África entre as potências europeias.
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abaixo.
Colonizadores na África.
Bruxelas refletia a grandeza da pequena Bélgica, cujo rei Leopoldo II possuía um interesse pessoal no Congo.
Sua posse pessoal nessa região foi marcada por uma exploração brutal dos recursos naturais e das
populações locais. Enquanto isso, Bruxelas prosperava com grandes palácios, parques e boulevards.
Roma foi o centro do império italiano. Embora a Itália tenha sido uma das últimas potências a entrar na corrida
colonial, deixou sua marca em locais como a Somália, a Líbia e a Etiópia. O Coliseu, um ícone remanescente do
antigo Império Romano, pode ser interpretado também como um símbolo do imperialismo, um período em que
Roma dominou vastas extensões do mundo.
Mulheres trabalhando em máquinas têxteis, em Boston,
Ca. 1910.
Atenção
É essencial lembrar os custos humanos e culturais do imperialismo. Museus, como o Museu do Quai
Branly, em Paris, e o Museu Britânico, em Londres, são repletos de artefatos das colônias, muitos dos
quais foram adquiridos sob circunstâncias questionáveis. 
À medida que avançamos para um mundo mais globalizado e consciente, é essencial que reconheçamos e
aprendamos com os erros do passado. As cidades europeias, com sua rica tapeçaria histórica, oferecem uma
janela para esse passado tumultuado. No entanto, como diz o ditado, "quem não conhece a história está
destinado a repeti-la". Portanto, enquanto apreciamos a beleza e a grandiosidade dessas metrópoles,
devemos também refletir sobre as sombras que elas lançam.
É importante observar que os imperialismos britânico e francês não estão isentos de críticas e controvérsias.
As políticas de exploração e dominação colonial tiveram consequências significativas para os povos
colonizados. Ao longo dos anos, as vozes de resistência e os movimentos anticoloniais surgiram não apenas
nos territórios colonizados, mas também em Londres e outras regiões do império.
A ascensão do imperialismo e da industrialização no Ocidente durante os séculos XVIII e XIX provocou
transformações significativas na paisagem urbana das principais cidades europeias.
As potências coloniais acumularam riquezas e
trouxeram matérias-primas exóticas das
colônias para alimentar as crescentes indústrias
nas metrópoles. Esse influxo de recursos
estimulou a inovação tecnológica,
impulsionando a Revolução Industrial, que, por
sua vez, moldou as cidades de maneiras sem
precedentes.
As cidades europeias, como Londres, Paris e
Berlim, experimentaram rápidos surtos de
crescimento, com surgimento de bairros
industriais, sistemas de transporte público e
novas infraestruturas. Mas essas mudanças no
tecido urbano também trouxeram consigo
problemas sociais, como crescimento de favelas, poluição e disparidades econômicas.
Vamos entender os pontos positivos e os negativos desse imperialismo, de acordo com o professor Milton
Santos.
Espaço como reflexo do poder
O crescimento dos bairros industriais e a expansão das cidades demonstram o poder econômico das
nações industrializadas. Esse poder não era apenas interno, mas também refletia a dominação das
potências coloniais sobre suas colônias.
Desigualdades territoriais
A transformação das cidades levou à criação de zonas distintas, desde bairros operários até áreas
comerciais e distritos de elite. Santos discute a produção desigual do espaço, em que certas áreas
são priorizadas em detrimento de outras, levando a desigualdades socioespaciais.
Mobilidade e conexões
A Revolução Industrial trouxe consigo novas formas de transporte, como trens e bondes. Para Santos,
são mecanismos que facilitam a circulação e a globalização, conectando diferentes partes da cidade
e, por extensão, diferentes partes do mundo.
A cidade e o campo
Santos também discute a relação entre o urbano e o rural. Com a industrialização, muitas pessoas
migraram do campo para a cidade em busca de empregos. Isso resultou na crescente urbanização,
mas também na marginalização dos espaços rurais.
O papel do Estado
As cidades industrializadas frequentemente necessitavam de intervenção estatal para gerenciar os
desafios do crescimento, fosse através da regulamentação industrial, do planejamento urbano ou da
implementação de serviços públicos. Para Santos, o estado desempenha um papel crucial na
modelagem do espaço geográfico.
Em resumo, os séculos XVIII e XIX foram períodos de transformação drástica nas cidades europeias
ocidentais, impulsionados pelo imperialismo e pela industrialização.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Durante o Renascimento, houve uma mudança profunda no modo como as pessoas percebiam o mundo ao
seu redor, passando a dar mais valor à observação direta, experimentação e ao indivíduo. Como essa nova
perspectiva influenciou a transformação das cidades?
A
Estimulou a reclusão das cidades,tornando-as menos abertas ao intercâmbio de ideias e culturas.
B
Fortaleceu as cidades como centros de poder, inovação e troca cultural, nos quais as artes e as ciências
floresceram.
C
Fez com que as cidades abandonassem práticas tradicionais, levando ao declínio de suas economias.
D
Desencorajou a urbanização, pois a natureza passou a ser vista como superior à civilização.
E
Priorizou o desenvolvimento rural em detrimento das cidades, visto que o campo era associado à verdadeira
essência humana.
A alternativa B está correta.
A mudança na perspectiva durante o Renascimento, valorizando a observação direta, o indivíduo e a
experimentação, deu impulso às cidades como centros de poder e inovação. As cidades tornaram-se
espaços nos quais novas ideias floresciam, as artes eram celebradas e a troca cultural era intensa.
Questão 2
Durante o Renascimento, as cidades europeias passaram por transformações significativas, tornando-se
centros de poder e inovação. O florescimento de algumas dessas cidades, como Lisboa, não só as
estabeleceu como potências em seus próprios continentes, mas também influenciou a forma como essas
metrópoles se relacionaram com o resto do mundo. Como essa transformação nas cidades europeias afetou a
dinâmica global durante o período imperialista?
A
Limitou a expansão europeia apenas ao continente africano, devido à proximidade geográfica.
B
Reduziu a influência cultural das cidades europeias no exterior, uma vez que estavam focadas internamente.
C
Levou a uma disseminação dos ideais renascentistas, moldando culturas e estruturas de poder em regiões
colonizadas.
D
Isolou as cidades europeias de outras civilizações, evitando qualquer troca cultural.
E
Reforçou o poder das monarquias absolutistas, limitando a influência das cidades nos assuntos internacionais.
A alternativa C está correta.
As cidades europeias, como Lisboa, tornaram-se pontos nevrálgicos de poder, comércio e cultura durante o
Renascimento. Consequentemente, à medida que os países europeus se expandiam imperialisticamente, os
ideais e as inovações renascentistas eram disseminados, moldando e influenciando as culturas e estruturas
de poder nas regiões colonizadas. Essa difusão criou uma interação global, na qual a influência europeia se
tornou marcante em diversos territórios ao redor do mundo.
3. História e cidades na América Latina
Eixo Caribenho
Neste vídeo, abordamos a colonização espanhola, um processo histórico que envolveu a expansão do império
espanhol por diferentes partes do mundo, principalmente nas Américas, durante os séculos XVI e XVII.
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A ocupação da América Latina pelos colonizadores europeus foi moldada por vários eixos principais, que
influenciaram as áreas de colonização e a distribuição das colônias. Alguns dos eixos de ocupação mais
significativos são:
1
Caribenho
2
Andino
3
Da Prata
4
Amazônico
Segundo Milton Santos, para falarmos de espaço geográfico, vamos nos referir ao conceito de processo. É
importante ressaltar que a ocupação e a colonização variaram de acordo com a época, as potências
colonizadoras e as dinâmicas regionais (os processos).
Eixos de ocupação da América Latina.
O eixo Caribenho é uma importante área de ocupação e colonização na América Latina, que abrange as ilhas
do Caribe e áreas costeiras adjacentes. Durante o período colonial, o Caribe foi disputado por várias potências
coloniais europeias, incluindo Espanha, Inglaterra, França e Holanda.
Ilhas como Cuba, Jamaica, Hispaniola (hoje dividida entre Haiti e República Dominicana) e Porto Rico serviram
como importantes bases comerciais e pontos de partida para a colonização de outras regiões da América
Latina.
Ilhas da América Central.
O Caribe era uma região estratégica para o comércio transatlântico, pois estava localizado em uma posição
central entre as Américas, Europa e África. As ilhas do Caribe serviram como pontos de parada para navios
que transportavam mercadorias, escravizados e recursos naturais entre essas regiões. Isso levou ao
estabelecimento de importantes portos comerciais e cidades ao longo das costas. Posteriormente, ocorre a
transformação da região em um centro importante para a produção de açúcar, impulsionado pelo trabalho
escravo africano nas plantations.
A arquitetura do eixo Caribenho reflete as influências coloniais europeias, especialmente a arquitetura
espanhola, inglesa e francesa. Há uma mistura de estilos arquitetônicos, como fortalezas espanholas, casas
coloniais com varandas, mansões em estilo georgiano e plantations com casas senhoriais.
O legado arquitetônico de Cuba é uma mistura fascinante de estilos e períodos históricos, que contam a
história do país e sua evolução ao longo do tempo. Nas cidades antigas, como Havana, Trinidad e Cienfuegos,
é possível encontrar edifícios coloniais bem preservados, com fachadas coloridas, varandas de ferro forjado e
pátios internos. A arquitetura colonial espanhola é caracterizada por sua grandiosidade e influências barrocas
e neoclássicas.
A arquitetura de Cienfuegos é fortemente influenciada pelos estilos colonial francês e espanhol e a maior
parte da cidade está bem preservada, com grandes praças e edifícios ornamentados.
Praça central com palácio de cúpula vermelha, Cienfuegos, Cuba.
Em Havana Velha (Patrimônio da Humanidade desde 1982), há muitos prédios degradados, mas é o coração
turístico de Cuba. Ainda há fachadas coloridas acompanhadas de ruas de paralelepípedos e algumas
edificações estão sendo recuperadas.
Calle O’Reilly, principal rua e também a mais famosa de Havana Velha.
No que se refere ao legado espanhol, em Porto Rico não é diferente, especialmente nas cidades antigas, como
San Juan e Ponce. As influências espanholas podem ser vistas em edifícios históricos, como o Forte San
Felipe del Morro e o Forte San Cristobal, em San Juan, que são patrimônios mundiais da Unesco. Esses locais
históricos apresentam características arquitetônicas únicas, como paredes de pedra, muralhas defensivas e
pátios internos.
Forte San Felipe del Morro, em San Juan.
No continente, a ocupação foi um pouco mais tardia, mas é importante destacar a importância da ocupação
dos povos pré-colombianos na América latina.
Eixo Andino
Assista ao vídeo e veja como a colonização espanhola foi um processo histórico que envolveu a expansão do
império espanhol por diferentes partes do mundo, principalmente nas Américas, durante os séculos XVI e XVII.
Entenda também a complexa colonização dos Andes.
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O eixo Andino abrange a região dos Andes, desde a Colômbia até o Chile. A colonização dessa região foi
conduzida principalmente pelos espanhóis, que buscavam minerais preciosos, como ouro e prata. Cidades
como Lima (Peru), Quito (Equador) e Bogotá (Colômbia) se desenvolveram como importantes centros urbanos
e administrativos.
Lima, fundada em 1535 pelos conquistadores espanhóis, tornou-se a capital do Vice-Reino do Peru. A cidade
cresceu como um centro administrativo, comercial e cultural, refletindo a riqueza e o poder dos colonizadores.
Também no Peru, Cuzco foi a capital do Império Inca antes da chegada dos espanhóis. Após a conquista
espanhola, a cidade foi parcialmente destruída e reconstruída com influências arquitetônicas coloniais.
A fundação de Cuzco é atribuída ao inca Manco Capac, no século XI ou XII. Porém, por meio de vestígios,
acredita-se que o local já fosse habitado há 3 mil anos. Você sabia que é a cidade habitada mais antiga de
toda a América? Sua principal atração é um sítio arqueológico conhecido mundialmente e patrimônio mundial
pela Unesco, chamado de Machu Picchu.
Ruínas de Machu Picchu.
Machu Picchu abriga pirâmides em degraus, templos, calendários solares e diversas outras estruturas
construídas em pedra e adobe. Além disso, a domesticação de animais, como a alpaca e o lhama, era uma
prática comum na sociedade quíchua. Esses animais desempenhavam um papelfundamental na economia,
fornecendo lã, servindo como meio de transporte de carga e sendo fonte de alimento.
Eixo da Prata
Neste vídeo, explicamos a colonização espanhola, um processo histórico que envolveu a expansão do império
espanhol por diferentes partes do mundo, principalmente nas Américas, durante os séculos XVI e XVII,
abordando as dinâmicas da Bacia da Prata.
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O eixo da Prata abrange as terras drenadas pelos rios afluentes do rio da Prata, que inclui partes da Argentina,
Uruguai e Paraguai. Essa região era rica em recursos naturais, principalmente prata, cuja exploração levou
riqueza à metrópole espanhola. A região do rio da Prata tornou-se um importante centro de produção agrícola
e pecuária, fornecendo alimentos e materiais para o comércio colonial.
Panorama da Praça de Maio, no centro de Buenos
Aires.
A Bacia da Prata e as atuais metrópoles e cidades locais.
Os colonizadores estabeleceram assentamentos como Buenos Aires (Argentina) e Assunção (Paraguai) e a
exploração mineral e o comércio fluvial impulsionaram o desenvolvimento dessas cidades.
Um bom exemplo que podemos citar é Buenos Aires se tornou a cidade mais importante da região, fundada
por Pedro de Mendoza, em 1536. Mas a hostilidade dos povos indígenas querandis impediu a colonização
efetiva da região, levando os espanhóis a abandonarem a incipiente cidade de Buenos Aires e se dirigirem
para Assunção.
A necessidade de uma saída das riquezas do Peru pelo Atlântico forçou a Coroa espanhola a enviar para a
região Juan de Garay com a missão de fundar uma cidade e colonizar os chamados territórios do Sul, o que foi
feito em 1590, por Juan de Garay (Pontes, 2021).
Uma vez mais, a arquitetura da cidade é um reflexo reflete sua história colonial, com edifícios históricos
preservados, praças e ruas pitorescas.
Você sabia que Buenos Aires foi a primeira
grande metrópole sul-americana? Na década
de 1940, já tinha ultrapassado a cifra de dois
milhões e meio de habitantes. O fato é notável,
se levarmos em conta que a população
argentina é muito menor do que a do Brasil.
Como pode uma população urbana adensada,
quando o país tem um consolidado histórico
agroexportador? A Argentina vive da terra. Mas
essa sociedade, sem campesinato, vive nas
cidades.
Todo o desenvolvimento de Buenos Aires se
baseou no comércio. Um dos principais motivos
para esse crescimento foi o estabelecimento do
porto no século XVIII, que permitiu a expansão das rotas marítimas e movimentou todo o país. Atualmente,
ocorre movimentação de cargueiros, mas também serve de chegada e partida de cruzeiros nacionais ou
internacionais.
Nesse cenário, Porto Madero se destaca. Construído no final do século XIX, o local permaneceu parcialmente
abandonado por quase cem anos. Posteriormente, passou por um processo de revitalização e, atualmente,
abriga escritórios modernos, residências de alto padrão, restaurantes, cafeteiras e muitas lojas voltadas para
o turismo.
Porto Madero.
Assunção, fundada pelos espanhóis em 1537, é a capital do Paraguai. Foi a cidade mais importante na
chamada Provincia Gigante de las Indias, uma região que se estendia desde o Amazonas até a Patagonia.
A centralidade da cidade foi importante para a fundação e o desenvolvimento de outras na região. A partir das
expedições que partiram de Assunção, especialmente ao longo do rio Paraguai, mais de 70 cidades foram
fundadas nos territórios que atualmente compõem Argentina, Brasil, Bolívia e, claro, o Paraguai.
Além de Buenos Aires, foram fundadas cidades importantíssimas para a época, como Corrientes, Santa Cruz
de la Sierra, Santa Fe, Cordoba, Villarrica e a antiga capital de Santiago de Jerez, que fica localizada no atual
estado de Mato Grosso.
Atualmente, o Manzana de La Rivera é um complexo histórico e cultural localizado no centro histórico de
Assunção, composto por vários edifícios que remontam ao período colonial e, entre eles, destacam-se as
Casas Viola, Clari e Castelví.
Entrada principal da Manzana de la Rivera.
No eixo da Prata, vale a pena destacar também Montevidéu, fundada pelos espanhóis em 1726. Durante o
período colonial, a cidade cresceu como um porto comercial e um centro administrativo da região. A sua
fundação foi realizada para impedir as incursões portuguesas na baía de Montevidéu, ou seja, foi estabelecida
como um tampão militar e uma cidade portuária, situada por mais de um século em um meio-termo inquieto
entre os impérios.
Eixo Amazônico
Neste vídeo, apresentamos o eixo de ocupação Amazônico em suas formas e características principais.
Confira!
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O eixo Amazônico refere-se à região da Amazônia, abrangendo partes do Brasil, Colômbia, Venezuela, e as
Guianas. Ele se interliga com o eixo Andino, uma vez que muitas cidades, nas encostas da Cordilheira dos
Andes, localizam-se na Amazônia.
Eixo Amazônico.
Essa região vasta e densamente florestada foi explorada principalmente pelos portugueses no Brasil, em
busca de recursos como pau-brasil, ouro e especiarias. A colonização portuguesa nessa região levou ao
estabelecimento de cidades como Manaus e Belém, ao longo do rio Amazonas.
Iquitos é uma pequena cidade peruana, cujo acesso só é possível por avião ou por via fluvial, uma vez que é
cercada pela densa floresta amazônica. Serve como ponto de partida para a exploração da Amazônia peruana
e abriga uma mistura de culturas indígenas e influências coloniais.
Imagem de satélite de Iquitos, bordeado por rios e floresta amazônicos.
Segundo Souza (2023), a cidade foi estabelecida em meados do século XVIII, quando os jesuítas fundaram
uma estação missionária para a catequização de povos indígenas. Quase cem anos depois, houve um
crescimento na exploração da borracha, o que provocou um crescimento em Iquitos. Mais tarde, em 1960, a
descoberta de poços de petróleo trouxe ainda mais desenvolvimento para a cidade.
Pelourinho, Salvador.
Letícia (Colômbia) e Tabatinga (Brasil), bordeadas por rios e floresta amazônicos.
No Brasil, Manaus (AM), está localizada às margens do rio Negro, um dos principais afluentes do rio
Amazonas, será discutida a seguir.
O eixo Amazônico é marcado pela presença da floresta tropical, por rios imponentes e uma rica diversidade
cultural. A região desempenha um papel vital na manutenção do equilíbrio ecológico do planeta, além de ser
lar de inúmeras comunidades indígenas com tradições, conhecimentos e práticas ancestrais. O eixo
Amazônico também enfrenta desafios relacionados ao desmatamento, às mudanças climáticas e ao
desenvolvimento sustentável, sendo objeto de preocupação e atenção global.
Os eixos de ocupação do Brasil
O eixo litorâneo certamente se interliga com o eixo Nordeste, uma vez que o litoral nordestino foi efetivamente
o primeiro grande centro econômico do Brasil colonial. O Nordeste brasileiro possui uma história rica e diversa,
com diferentes ciclos econômicos ao longo dos séculos. A região Nordeste também foi marcada pela
produção de açúcar, algodão, cacau e outras culturas agrícolas.
As cidades de Salvador, Rio de Janeiro e Recife foram importantes centros urbanos e administrativos durante
o período colonial.
Salvador foi fundada em meados do século XVI,
tornando-se a primeira capital do país por estar
localizada em uma área de grande extração de
pau-brasil e como principal produtora de açúcar
(Brasil, 2022). A cidade foi palco de grandes
conflitos entre os portugueses e os indígenas,
marcando a sua fundação. Posteriormente,
também serviu como cenário para lutas contra
o imperialismo europeu, tanto durante o
período colonial quanto no Brasil Império.
A cidade é conhecida por sua influência afro-
brasileira, preservada em suas tradições,
culinária, música e religião. O centro histórico
de Salvador, chamado de Pelourinho, é um patrimônio mundial da Unesco, famoso por suas ruas de
paralelepípedos, igrejas barrocas, casarões coloridos e festivais culturais. O bairro era o centro administrativoe comercial da cidade, onde se concentrava o poder político e econômico, e possui um conjunto arquitetônico
colonial barroco brasileiro preservado.
Centro histórico de Recife.
Panorama do Rio de Janeiro.
Recife, por sua localização estratégica, era tão
importante que antes de ser cidade, era porto.
No início do século XVII, o porto do Recife era o
mais movimentado da América sob domínio
português. Por isso, enfrentou frequentes
tentativas de invasão por parte dos corsários
franceses, ingleses e holandeses.
Outra cidade litorânea, é o Rio de Janeiro. Foi
fundada em 1º de março de 1565 por Estácio de
Sá com o objetivo principal estabelecer uma
fortaleza que servisse como base para a defesa
da colônia portuguesa contra as constantes
ameaças dos invasores franceses, que
buscavam estabelecer uma colônia no território.
A expedição liderada por Estácio de Sá chegou ao local onde hoje está a Baía de Guanabara e iniciou a
construção de uma fortificação chamada de São Sebastião do Rio de Janeiro. A localização estratégica da
baía, com suas águas profundas e proteção natural, tornou-se um ponto-chave para a defesa e o controle da
região.
A cidade cresceu rapidamente ao redor da fortaleza,
atraindo colonos portugueses, africanos escravizados e
indígenas. Com o tempo, o Rio de Janeiro se tornou um
importante centro comercial e administrativo da colônia
portuguesa no Brasil.
Ao longo dos séculos, a cidade passou por diversas
transformações. Foi capital do Brasil Colônia, sede do
império português, capital do Reino Unido de Portugal,
Brasil e Algarves, capital do Império do Brasil e,
posteriormente, capital da República Federativa do Brasil.
Eixo Amazônico no Brasil
O Brasil também contou um com um eixo de ocupação que
se estendeu pela floresta amazônica, a partir do rio Amazonas e seus afluentes. Inicialmente, com os ciclos da
borracha, depois com a mineração e, atualmente, com a necessidade de proteger a floresta tropical e suas
populações indígenas.
No século XVIII, a região amazônica teve um período de intensa exploração da borracha, conhecido como o
Ciclo da Borracha. Isso resultou em um aumento significativo da migração para a região, principalmente de
pessoas oriundas do Nordeste em busca de melhores oportunidades econômicas (Gadelha, 2002). Cidades
como Manaus e Belém se desenvolveram como centros urbanos e portos importantes nessa época.
Região da Amazônia, palco do ciclo da borracha.
Festival de Parintins.
A cidade de Manaus foi ocupada, inicialmente, pelos povos indígenas que habitavam a região amazônica há
milhares de anos. Mas a sua ocupação pelos colonizadores europeus aconteceu a partir da necessidade de
controle e fortificação da região contra possíveis invasões estrangeiras, principalmente dos espanhóis, e para
estabelecer o domínio comercial na região. Segundo Gadelha (2002), a ocupação mais efetiva e o seu
desenvolvimento ganharam um impulso significativo durante o Ciclo da Borracha, entre o final do século XIX e
início do século XX, transformando Manaus em centro de beneficiamento e comércio desse produto.
Nesse período, a cidade passou por um rápido crescimento populacional e uma transformação urbana
significativa. Foram construídos grandes edifícios, como o Teatro Amazonas, e estabelecidas infraestruturas
para atender às demandas da economia da borracha, como portos, estradas e sistemas de abastecimento de
água e energia.
Vista aérea do Teatro Amazonas.
Com o declínio do Ciclo da Borracha, Manaus enfrentou um período de crise econômica e estagnação e,
somente no final do século XX, com a implantação de políticas de incentivo fiscal e a criação da Zona Franca
de Manaus, a cidade começou a experimentar um novo impulso de desenvolvimento, atraindo indústrias e
investimentos nas áreas de eletrônicos, eletrodomésticos, motocicletas, entre outros setores.
Manaus, como legado, é conhecida por sua rica
diversidade cultural, resultado da influência
indígena, africana, europeia e outras. A cidade
abriga diversas manifestações culturais, como
o Festival de Parintins, uma festa folclórica que
celebra a rivalidade entre os bois-bumbás
Garantido e Caprichoso, e o Boi Manaus, um
evento que reúne apresentações de grupos
folclóricos. Além disso, a cidade também possui
uma cena artística vibrante, com artistas
plásticos, músicos e escritores que contribuem
para o cenário cultural da região.
Com o declínio do Ciclo da Borracha, Belém
enfrentou um período de estagnação
econômica, mas manteve sua importância
como capital do estado do Pará e como centro
administrativo, educacional e cultural da região Norte do Brasil.
A ocupação da Amazônia também trouxe desafios e impactos ambientais significativos. O desmatamento, a
mineração ilegal, a expansão da agropecuária e outros tipos de atividades humanas têm causado
preocupações em relação à preservação da biodiversidade, às comunidades indígenas e ao equilíbrio
ambiental da região.
O eixo centro-sul do Brasil
Passagem de D. João VI sob os arcos da Rua Direita
(atual Primeiro de Março), em frente à Rua do Ouvidor.
O eixo Centro-Sul do Brasil abrange estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, Paraná e Rio
Grande do Sul. Essa região se desenvolveu a partir do século XIX com a expansão da cafeicultura e da
pecuária, impulsionando o desenvolvimento urbano e industrial.
A Região Sudeste ganhou mais espaço econômico a partir da descoberta de recursos minerais valiosos no
Oeste e da necessidade de maior controle da exportação do ouro e diamante, através dos portos regionais.
Nesse contexto, compreende-se a
transferência da capital do Brasil de Salvador
para o Rio de Janeiro, em 1763. A chegada da
família real, na nova capital, em 1808, trouxe
uma série de transformações, incluindo a
abertura dos portos às nações amigas, a
instalação de instituições culturais e científicas
e a modernização da cidade.
No Sul, também houve a colonização de
portugueses, mas o que chama a atenção é a
significativa imigração de italianos, alemães,
ucranianos, japoneses e poloneses.
Os italianos chegaram em grande número ao
Sul do Brasil, especialmente nas últimas décadas do século XIX e no início do século XX e se estabeleceram
principalmente nas áreas rurais, dedicando-se à agricultura e ao cultivo de uvas e produção de vinho (Souza,
2020). Algumas cidades foram fortemente influenciadas pela cultura italiana.
Exemplo
Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Garibaldi, Farroupilha e Nova Roma do Sul (no Rio Grande do Sul), Nova
Trento, Brusque, Criciúma, Urussanga e São Joaquim (em Santa Catarina). 
Os imigrantes alemães também desempenharam um papel importante nessa colonização e se estabeleceram
em diferentes regiões do Sul do Brasil, formando comunidades agrícolas prósperas. Eles trouxeram
conhecimentos avançados em técnicas agrícolas, como o cultivo de trigo, a produção de alimentos e a criação
de gado. Os alemães também contribuíram para o desenvolvimento da viticultura na região, especialmente na
Serra Gaúcha. No Rio Grande do Sul, destacam-se as colônias alemãs de São Leopoldo, Novo Hamburgo,
Santa Cruz do Sul, Pelotas, entre outras. Em Santa Catarina, cidades como Blumenau, Joinville, Pomerode e
Brusque têm forte influência alemã.
A arquitetura em Blumenau reflete fortemente a influência alemã. As construções em estilo enxaimel,
caracterizadas por estruturas de madeira com preenchimento de tijolos ou barro, são uma marca registrada da
cidade. Muitos edifícios históricos preservam esse estilo arquitetônico único.
Inauguração da estação ferroviária Bernardo Sayão, em
Brasília.
Parque Vila Germânica, em Blumenau.
Segundo Chelmicki (2010), as imigrações polonesa e ucraniana para a região Sul ocorreram principalmente no
final do século XIX e início do século XX e ficaram principalmente no Paraná, dedicando-se à agricultura,
inicialmente. Cidades como Curitiba e Irati possuem influências polonesas em sua cultura, religião e culinária.
Enquanto a cidade de Prudentópolis é conhecida por sua forte influência ucraniana.
O Eixo do Centro-oeste
O Centro-Oestebrasileiro é uma região de ocupação mais recente, impulsionada pela construção de Brasília
em meados do século XX. A capital federal se tornou um importante centro político e administrativo, atraindo
uma população crescente. Além disso, a região também é marcada pela expansão da agropecuária, com
cidades como Goiânia, Cuiabá e Campo Grande.
Durante o período colonial, a região era pouco povoada e uma fronteira pouco conhecida. O desbravamento
do Centro-Oeste começou com as expedições exploratórias, como as Bandeiras (oficiais, organizadas pelo
governo) e as Entradas (organizadas e financiadas por particulares), que buscavam ouro, pedras preciosas e
mão de obra indígena e escravizados fugitivos, que ajudaram a mapear a região.
A construção de estradas e ferrovias foi um
fator importante para a ocupação do Centro-
Oeste, facilitando o acesso e o transporte de
pessoas e mercadorias para a região. A partir
de então, houve um fluxo migratório
significativo de diversas partes do Brasil, com o
objetivo de explorar recursos naturais,
estabelecer fazendas e promover o
desenvolvimento econômico. Além disso, o
governo brasileiro também promoveu
programas de colonização, como o Projeto Jari
e o Projeto Rondon, que incentivaram a
ocupação da região.
O Centro-Oeste se tornou uma importante área
de produção agropecuária e agronegócios, uma
vez que o clima favorável e a disponibilidade de
terras propícias para a agricultura contribuíram
para o desenvolvimento do agronegócio na região, com destaque para a produção de grãos, como soja, milho
e algodão, e criação de gado. Não sem a degradação do bioma cerrado, a poluição de corpos hídricos e
destruição de cultura regional tradicional, como aquelas desenvolvidas por indígenas e quilombolas.
Verificando o aprendizado
Questão 1
A ocupação da América Latina pelos colonizadores europeus foi moldada por vários eixos principais, que
influenciaram as áreas de colonização e a distribuição das colônias. Alguns dos eixos de ocupação mais
significativos são os eixos Caribenho, Andino, da Prata e Amazônico. Qual desses eixos tem a cidade de
Buenos Aires como ponto de adensamento urbano?
A
Eixo Oeste.
B
Eixo da Prata.
C
Eixo Amazônico.
D
Eixo Andino.
E
Eixo Caribenho.
A alternativa B está correta.
O eixo da Prata abrange a região do rio da Prata, que inclui partes da Argentina, Uruguai e Paraguai. Essa
área foi influenciada pela colonização espanhola e portuguesa e tem uma rica história cultural e econômica.
Cidades como Buenos Aires, Montevidéu e Assunção desempenharam papéis importantes como centros
políticos, econômicos e culturais ao longo dos séculos.
Questão 2
No contexto da ocupação territorial no Brasil, é possível identificar diferentes eixos de desenvolvimento que
contribuíram para a formação do país. Considerando os aspectos históricos e econômicos mencionados no
texto, qual desses eixos de ocupação se destacou pelo desenvolvimento da cafeicultura, recursos minerais e
imigração europeia, resultando em intensa urbanização e industrialização?
A
Eixo Litorâneo.
B
Eixo Amazônico.
C
Eixo Centro-Sul.
D
Eixo do Centro-Oeste.
E
Eixo Nordeste.
A alternativa C está correta.
Esse eixo, que abrange estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, é conhecido por sua
intensa urbanização e industrialização, influenciadas pelo desenvolvimento da cafeicultura, dos recursos
minerais e de imigração europeia, como mencionado no texto. Esses fatores contribuíram
significativamente para o crescimento urbano e industrial da região.
4. Conclusão
Considerações finais
Como vimos, a Antiguidade Clássica foi palco do florescer de inúmeras cidades que deixaram legados até hoje
admirados, como os aquedutos romanos, a organização das cidades orientais e as pirâmides egípcias.
Durante a Idade Média, as cidades tornaram-se acanhadas, na Europa, mas continuaram a crescer no Oriente
e nos impérios africanos.
Na América Latina, o processo de urbanização tornou-se mais intenso com as colonizações portuguesas e
espanholas, que fundaram inúmeras cidades com intuitos geopolíticos importantes de aumentar a sua
importância econômica e captar os recursos.
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Referências
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	História e Urbanização
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Cidades do mundo antigo e medieval
	Conceitos fundamentais
	Forma
	Função
	Estrutura
	Processo
	Milton Santos e o conceito de espaço geográfico
	Conteúdo interativo
	Urbanização no mundo antigo
	Primeira parada: Mesopotâmia
	Segunda parada: Egito
	Terceira parada: De volta à Mesopotâmia
	Quarta parada: China
	Quinta parada: Vale do Indo
	As cidades ocidentais
	Cidades romanas e gregas
	Conteúdo interativo
	Vamos à Grécia
	Agora, vamos a Roma
	Dica
	Recomendação
	Urbanização no mundo medieval
	Conteúdo interativo
	As formas das cidades comerciais medievais
	Verificando o aprendizado
	2. Renascimento e cidades como centro de poder
	O Renascimento e as cidades
	As luzes e sombras das metrópoles imperialistas
	Conteúdo interativo
	Conteúdo interativo
	Atenção
	Espaço como reflexo do poder
	Desigualdades territoriais
	Mobilidade e conexões
	A cidade e o campo
	O papel do Estado
	Verificando o aprendizado
	3. História e cidades na América Latina
	Eixo Caribenho
	Conteúdo interativo
	1
	2
	3
	4
	Eixo Andino
	Conteúdointerativo
	Eixo da Prata
	Conteúdo interativo
	Eixo Amazônico
	Conteúdo interativo
	Os eixos de ocupação do Brasil
	Eixo Amazônico no Brasil
	O eixo centro-sul do Brasil
	Exemplo
	O Eixo do Centro-oeste
	Verificando o aprendizado
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

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