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Atenção à Saúde II Medicina de Família e Comunidade · MFC é a especialidade médica que presta assistência à saúde, de forma continuada, integral e abrangente, às pessoas, às suas famílias e à comunidade Princípios da Medicina de Família e Comunidade são centrados: · Na pessoa (não na doença) · Na relação entre médico e indivíduo, e na relação deste sujeito com sua família e com a comunidade Processo saúde-adoecimento: fenômeno complexo - interação de fatores biológicos, psicológicos, sócio ambientais e espirituais, sendo um processo influenciado fortemente pela estrutura familiar e comunitária do indivíduo História · Slogan “Saúde para todos” : Conferência Internacional sobre Atenção Primária à Saúde, organizada pela OMS em Alma-Ata (Cazaquistão) -> países participantes convidados a mudar seus sistemas de saúde p/ tornar a APS direito básico dos cidadãos -> expandiu p/ mundo. Discutiu-se o conceito de atenção primária. · Brasil: criação do SUS em 1988, regulamentado pela lei 8.080 de 1990; implantação PSF em 1994 - APS se expandiu -> substituição do modelo tradicional, início da construção de modelo de assistência com base na promoção e proteção da saúde, diagnóstico precoce e recuperação dos agravos à saúde. MFC · 1975: surgem primeiros programas de residência em med da família sob diversos nomes · 1981: chama Medicina Geral Comunitária -> resolução CNRM · 2001: chama MFC -> reconhecimento CNRM e CFM Médico de família e comunidade Outros especialistas Foco na pessoa Foco na doença Continuidade sustentada Continuidade mínima Geração de hipóteses e testes Baixa construção de hipóteses e padrão de reconhecimento Pouco especifico Mais especifico Problemas vistos no início, pouco definidos Problemas vistos mais tarde · APS, segundo Rakel: 1- Cuidado de primeiro contato: porta de entrada da pessoa para o sistema de saúde 2- Continuidade 3- Atendimento integral extraído de todas as disciplinas tradicionais 4- Servir e coordenar todas as necessidades de saúde da pessoa 5- Responsabilidade pela continuidade 6- Cuidado altamente personalizado Princípios da Medicina de Família e Comunidade - Organização Mundial dos Médicos de Família - WONCA: 1. Atuar, no âmbito da APS, a partir de uma abordagem biopsicossocial/existencial do processo saúde-doença 2. Desenvolver ações integradas de promoção, proteção, recuperação da saúde, no nível individual e coletivo 3. Priorizar a prática médica centrada na pessoa, na relação médico-paciente, com foco na família e orientada p/ comunidade, privilegiando acesso, primeiro contato, vínculo, continuidade e integralidade do cuidado 4. Coordenar cuidados de saúde prestados a indivíduo, família e comunidade, referenciando, sempre que necessário, para outros especialistas ou outros níveis e setores do sistema, mas sem perda do vínculo 5. Atender, com elevada qualidade e resolutividade, no âmbito da APS, cerca de 85% dos problemas de uma população especifica, sem diferenciar o de gênero ou faixa etária 6. Desenvolver, planejar, executar e avaliar, junto à EqSF, programas de atenção, p/ dar respostas às necessidades de saúde da população adscrita -> utilização o do método científico e epidemiológico 7. Estimular a resiliência, a participação e a autonomia dos indivíduos, das famílias e da comunidade 8. Desenvolver novas tecnologias em APS 9. Desenvolver habilidades de metodologia pedagógica e capacidade de autoaprendizagem e empoderamento dos indivíduos 10. Desenvolver capacidade de atuação médica humanizada, relevando seus aspectos científicos, éticos e sociais Características desejáveis aos MFC •Forte senso de responsabilidade para o atendimento, total e permanente, das pessoas e da família durante saúde, doença e reabilitação. •Compaixão e empatia, com sincero interesse na pessoa e na família. •Atitude constantemente curiosa, entusiasmo com os problemas médicos indiferenciados e sua resolução. •Interesse no amplo espectro da medicina clinica. •Habilidade para lidar confortavelmente com múltiplos problemas que ocorrem ao mesmo tempo em uma pessoa. •Desejo de frequentes e variados desafios intelectuais e técnicos. •Capacidade de apoio às crianças durante o crescimento e desenvolvimento e em sua adaptação à família e à sociedade. •Ajudar as pessoas a lidar com os problemas do cotidiano e na manutenção da estabilidade da família e da comunidade, •Capacidade para atuar como coordenador de todos os recursos de saúde no atendimento de uma pessoa. •Entusiasmo em aprender e na satisfação que vem da manutenção do conhecimento médico atualizado mediante educação médica continuada. •Capacidade de manter a compostura em tempos de estresse e responder rapidamente utilizando lógica, eficácia e compaixão. •Desejo de identificar os problemas o mais cedo possível ou de prevenir a doença inteiramente • Habilidades necessárias para gerenciar doenças crônicas e para assegurar a máxima recuperação após a doença aguda. •Habilidades para desenvolver, e um compromisso, de educar as pessoas e familiares sobre os processos de doença e os princípios da boa saúde Princípios da MFC I-O médico de família e comunidade é um clínico qualificado · Ser competente no MCCP -> empatia e harmonização da relação clínica. Conhecer profundamente os problemas de saúde mais frequentes na APS. · Ter prática clínica baseada no melhor conhecimento científico existente, estar atualizado com os protocolos mais recentes II-A atuação do médico de família é influenciada pela comunidade · Conhecer as condições de saúde da população de abrangência, seja em seus aspectos de problemas de saúde mais frequentes, condições de meio ambiente, epidemiológico, cultural ou contexto do local de trabalho, influenciam a demanda e nas formas de atuação do médico · O médico é parte da rede de assistência em saúde, deve referenciar só aquilo que necessita. Conhecer recursos sociais para estabelecer parcerias. Capaz de atender desde a infância , passando pela saúde mental, até fase final de vida, dando conforto para pacientes e seus familiares. III-O médico de família é recurso de uma população definida · Atender c/ resolutividade e disponibilidade: entre 1800 e 2200 pessoas. População procurará por suas demandas e ele deverá estar disponível a atendê-la, criando uma agenda de atendimento, procedimentos, visita domiciliar, reuniões e ações com a equipe de ESF IV-A relação médico-pessoa é fundamental para o desempenho do MFC · Compaixão, paciência, compreensão e honestidade. Entender que experiência do adoecimento varia de pessoa para pessoa, valorizando a forma como cada paciente se sente a respeito da condição. A história de vida, a personalidade e o contexto onde cada um está inserido repercutem fortemente na maneira como cada um enxerga sua doença. MFC deve compreender e levar em consideração na sua conduta. Uso MCCP e habilidades de comunicação p/ garantir boa relação médico-pessoa Consulta e abordagem centrada na pessoa “ Não precisamos saber apenas que doença a pessoa tem, mas que pessoa tem essa doença” –Oliver Sacks Construção do MCCP contou com vários profissionais Primeiro, o médico húngaro Michael Balint que, na década de 1970, trouxe à tona o termo: “Medicina centrada no paciente”, buscando inserir na prática médica a contextualização da vida do paciente. IV-A relação médico-pessoa é fundamental para o desempenho do médico de família e comunidade: · Cada pessoa é única · Construa uma relação específica · Contato visual é fundamental, demonstre interesse · Iniciar a consulta com perguntas abertas: "-Em que posso ajudar?" · Harmonizar · Buscar empatia Afeição pode ser "à primeira vista" ou seguir um caminho de construção por meio do conhecimento mútuo, progressivo, em que se estabelece uma relação harmonizada baseada na confiança e no afeto · Consulta: encontro entre pessoas com expectativas, objetivos e tarefas definidos, estabelece relações com objetivos: cuidado à saúde e qualidade de vida Preparo do médico para a consulta: 1. No curso de graduação, na sua postura e nos seus interesses frente ao aprendizado, e nos modelos de médico com os quais se identifica; 2. Segue com a escolha da especialidade; 3. Continua com o preparo na especialização; 4. Tem relação com o seu momento da vida atual; 5. Culmina nos momentos preliminares à consulta, como influência da consulta imediatamente anterior, conhecimento prévio da pessoa, etc Preparo para quem busca a consulta: 1. Começa com sua história pessoal, familiar, genética e cultural, dos contatos com o adoecer; 2. Progride com o estabelecimento do estilo de vida, ciclo de vida e outros aspectos biopsicossociais que interferem na saúde; 3. Segue com a decisão pelo momento de buscar ajuda ( muitas vezes, não é ela quem decide, às vezes, é precoce; outras, é tardia); 4. Passa pela escolha do médico; 5. Segue na recepção da Unidade de Saúde e tem seus momentos finais no ambiente e nas conversas da sala de espera e na escuta inicial. O médico de família é geralmente o primeiro e com frequência o único acesso aos cuidados de saúde para as pessoas, que podem apresentar-se por uma variedade de razões, repetidamente e por um longo período de tempo Alguns aspectos são essenciais, para uma consulta bem organizada e caracterizada, pelo médico: · Ter controle de cena: ambiente, tempo, etc. · Estimular a pessoa a falar, de forma orientada. · Encorajar a pessoa a falar sobre ela e suas percepções. · Enfatizar aspectos fortes apresentados ou identificados. · Incorporar esse modelo de comportamento expresso nos itens anteriores Onde os médicos erram: · Pressupor que a pessoa não vai entender as explicações · Mentir ou omitir informações para poupar a pessoa sem que ela tenha manifestado vontade de não saber · Confundir persuasão com coerção · Ameaçar de morte não é a melhor forma de convencer de que um tratamento é melhor que outro · Sentir-se ofendido se a pessoa manifesta desejo de ouvir outras opiniões · Impor à pessoa apenas uma possibilidade de tratamento, quando existem outras opções O que os médicos devem fazer: · Ser paciente e explicar quantas vezes for necessário. A pessoa não é obrigada a saber tudo sobre a doença, mas precisa entender o básico para tomar decisões · Evitar muitas informações · Falar sempre francamente, usando bom senso para perceber o que a pessoa está preparada para escutar · Ser cordial. Falar com a pessoa e escutar o que ela tem a dizer · Usar linguagem adequada, que possa ser entendida facilmente sem ser formal ou coloquial demais. Escrever · Deixar em aberto a possibilidade de a pessoa buscar a opinião de outros profissionais · Saber respeitar as decisões da pessoa, mesmo que contrariem o que você acha melhor para ela · Caso se sinta constrangido, comunicar à pessoa e discutir a possibilidade de encaminhá-lo a outro profissional Onde as pessoas erram: · Achar que o médico tem o poder de curar tudo · Insistir no tratamento mesmo quando a confiança no médico e a relação com ele estão abaladas · Chegar à consulta já com preconceitos ou desconfiança no médico · Ser agressivo e culpar o médico pelo diagnóstico ou por coisas ruins que estão acontecendo · Ocultar do médico o desejo de procurar outros profissionais · Mentir sobre medicações que toma ou exames realizados · Tirar conclusões precipitadas sobre resultados de exames sem discutir com o médico Método clínico de abordagem centrado na pessoa 1. Explorar a doença e a experiência da pessoa em estar doente “Uma determinada doença (disease) é o que todos com essa patologia têm em comum, mas a experiência sobre a doença (illness) de cada pessoa é única.” S: sentimentos relacionados ao problema atual (medos e preocupações) I: ideias da pessoa sobre o que pode estar de errado F: função da sua rotina que pode ser afetada por causa do que está passando E: expectativas do que pode ser feito pelo profissional para ajuda-lo a melhorar 2. Entender a pessoa como um todo, inteira Família, educação, emprego, lazer, comunidade, cultura, religião, situação econômica 3. Elaborar um projeto comum ao médico e à pessoa para manejar os problemas · Busca pela concordância em três áreas principais: A natureza dos problemas e o estabelecimento das prioridades; Definição dos objetivos do tratamento; Caracterização dos papéis do médico e da pessoa Dificuldades na relação surgem quando o médico e a pessoa têm ideias diferentes sobre o problema, ou as prioridades são diferentes. · Buscar o momento adequado; encorajar a participação; clarear a concordância da pessoa; A não aderência pode ser a expressão da discordância sobre os objetivos do tratamento · Quando suspeitar que uma pessoa é "não aderente“: Esquece suas consultas ou abandona o cuidado; incapaz de falar corretamente como toma os medicamentos; apresenta frasco com mais comprimidos que o esperado; falta de resposta clínica esperada para uma intervenção terapêutica; nível da medicação está abaixo do esperado para a dose de medicação prescrita; ausência de um efeito esperado com o uso da medicação para uma dose dada; alcoolismo, outro abuso de substâncias ou doença psiquiátrica 4. Incorporar prevenção e promoção da saúde na prática diária 5. Intensificar a relação médico-pessoa 6. Ser realista: usar tempo e energia de forma eficiente, não tendo expectativas além das possibilidades Abordagem familiar A família do paciente pode funcionar como contexto-problema e/ou como recurso terapêutico -> A prática do MFC envolve uma parceria médico-família-pessoa · Família nuclear: pais e filhos · Família extensa: consanguinidade · Família não abrangente: não parentes que coabitam a casa Quando devemos chamar a família para participar da consulta? · Doenças crônicas com não aderência ao tratamento · Recusa de tratamento ou de outro cuidado especifico que possa trazer risco pessoal, familiar ou comunitário Consultas de puericultura · Pré-natal · Problemas mentais e naqueles com baixo intelecto · Problemas interpessoais familiares Pergunta-se se algum membro da família poderia vir à consulta, deve-se deixar o paciente à vontade para escolher e tentar compreendê-lo neste momento -> Para vencer a resistência é importante não aceitar a primeira negativa, seja positivo, ressalte os benefícios · A única situação em que há contraindicação em convidar a família a realizar a consulta: risco de violência direta à alguém: ao paciente , a algum dos membros da família à equipe de saúde ou ao médico Conduzir uma boa consulta com a família: Etapas entrevista com a família 1. Apresentação social: cumprimente cada pessoa individualmente 2. Aproximação: buscar pontos de aproximação, conhecer o cotidiano das pessoas e perceber a diferentes formas de comunicação, tanto verbal, quanto não verbal 3. Entendimento da situação: solicite a cada um que mostre seu ponto de vista, ouvir atentamente 4. Discussão: encoraje a família a conversar. Organize esta conversa evitando desentendimentos 5. Estabelecimento de um plano terapêutico: a partir da discussão vá introduzindo orientações medicas que juntamente com os ponto de vista dos familiares e pessoa possibilite a elaboração de um plano terapêutico A abordagem familiar é baseada em três pontos fundamentais · ANATOMIA FAMILIAR: Nomes, datas, profissão, escolaridade, etc (Genograma e Ecomapa) · CICLO DE VIDA: representa a fase da vida que a família se encontra · FUNCIONAMENTO: as regras de convivência familiar · Ciclo de vida Cada fase traz desafios e reações tanto emocionais como funcionais. Ajuda o MFC a prever possíveis situações. Cabe ao MFC mostrar as características das fases e possíveis causas de stress, tranquilizando ou alertando a desvios do que naturalmente ocorreria. Maior vulnerabilidade na passagem de uma fase do para a outra: sintomas ou desajustes podem ocorrer dentro do esperado ou serem inesperados, como falecimento, acidentes, separação. 1. Saindo da casa, jovens solteiros 2. O novo casal 3. Nascimento do primeiro filho 4. Família com adolescentes 5. Lançando os filhos e seguindo em frente (ninho vazio) 6. Famílias no estagio tardio da vida Ciclo de vida familiar da população de classe popular · Genograma Representação gráfica da família. Nele são representados os diferentes membros da família, o padrão de relacionamento entre eles e as suas principais morbidades. Podem ser acrescentados dados como ocupação, hábitos, grau de escolaridade, entre outros. Permite que o profissional reflita sobre a dinâmica familiar, os problemas mais comuns que a afligem e o enfrentamento dos mesmos pelos membros da família 1. Nomes. 2. Idades. 3. Estado marital. 4. Casamentos prévios. 5. Filhos,netos e agregados. 6. Doenças da família. 7. Datas de eventos traumáticos. 8. Ocupações. 9. Proximidades, distância ou conflito entre os membros. 10. Outras informações que sejam relevantes · Homens ficam do lado esquerdo Mulheres do lado direito Pessoas que moram na mesma casa circular uma linha tracejada · Simbologia padrão, utilizando símbolos e siglas · Representação de pelo menos três gerações · Início com a representação do casal e seus filhos · Representação das relações familiares · Cronologia de idade − dos mais velhos para os mais novos · Indicar os fatores estressores, como doenças e condições · O desenho provê um resumo de uma grande quantidade de informações, que pode ser explorado na busca de conflitos e de recursos familiares · Sempre deverá estar acompanhado de legenda, data de realização, atualizações e o nome de quem colheu as informações · O desenho do Genograma inicia-se a partir da geração da pessoa que é considerada como “problema” da família (pessoa índice) que será grifada com dupla linha ao redor de sua representação · A leitura do genograma deve ser feita em dois eixos: no horizontal vê como a família se move no tempo e como lida com as mudanças nas fases do ciclo da vida familiar; vertical sinaliza conexões que afetam a família e o individuo naquele momento de vida · Acredita-se que as famílias repetem a si mesmas: permite ao MFC intervir, orientar e ajudar a perceber a repetição de erros anteriores. MFC vai decifrando os detalhes e perspectivas, muitas vezes escondidas e disfarçadas. Todo genograma deve ser dinâmico, ou seja, pode ser modificado a qualquer momento Ecomapa Identifica as relações e ligações da família com o meio onde habita -> genograma simples + relações · A força da relação entre um indivíduo/família e algum elemento externo é representada pela linha que os une · Direção do fluxo de energia, representada por uma seta -> direção da seta indica se o indivíduo/família gastam energia na relação com algum elemento da rede social, se eles se beneficiam dessa relação, ou se ambos ocorrem FIRO Orientações Fundamentais nas Relações Interpessoais: avaliar sentimentos da família na vivência cotidiana · Inclusão: os que “estão dentro” ou os que “estão de fora” do contexto familiar - como os membros da família se organizam, interagem, compartilham. · Controle: exercício de poder dentro da família · controle dominante: um exerce influência sobre todos os demais, controle unilateral · controle reativo: reações contrárias, de reação a uma influência que quer tornar-se dominante · controle colaborativo: divisão de influências entre os familiares · Intimidade: interações familiares correlatas às trocas interpessoais, ao modo de compartilhar sentimentos, aproximação ou de distanciamento entre os familiares P.R.A.C.T.I.C.E · Situações mais complexas: resolver algum problema que a família apresenta e aplicado em reuniões familiares · O profissional tem que ter a clareza de que só uma entrevista familiar será insuficiente para se construir com a família soluções para o problema · Trata-se de um instrumento que permite a avaliação do funcionamento das famílias, facilita a coleta de informações e entendimento do problema, seja ele de ordem clínica, comportamental ou relacional, assim como a elaboração de avaliação e construção de intervenção com dados colhidos junto à família P: Devemos enunciar os problemas em algum ponto da conversa e observar a reação dos familiares. Devemos evitar proteger e expor uma “vítima” da família, temos de ter tato, ser neutros quando necessário, mas sem excessos Cultura Características do sistema de saúde podem auxiliar na obtenção de uma melhor competência cultural: · Adequação entre a população adscrita e equipe de saúde · Politica de fixação do profissional na mesma região por períodos prolongados · Planejamento das ações baseadas no diagnóstico local Recolocar a pessoa no centro da prática médica implica considerar não apenas os aspectos individuais, mas também o contexto no qual ela se insere -> fatores socioculturais Exemplo: o fato de um paciente não seguir determinada prescrição médica pode estar relacionado com diversos fatores -> 1-dificuldades econômicas em adquirir os medicamentos; 2-concepções culturais sobre a doença e sobre medicamentos; 3-forma de organização do tempo Motivos para se aprimorar a qualidade dos contatos interculturais: · Melhorar a relação e a comunicação para uma melhor adequação a diferentes subgrupos populacionais · Melhorar a adesão, as recomendações e o diálogo com as discordâncias · Diminuir atritos com outras formas de cuidado à saúde frequentemente mobilizadas pelas pessoas Evidências · Aplicação da melhor evidência científica disponível na literatura nem sempre produz o melhor resultado · Melhora o desempenho em casos difíceis como o de hiperutilizadores ou não aderentes · Insuficiência da ciência como abordagem exclusiva perante fenômenos complexos da vida Antropologia cultural · Todos os fenômenos relacionados com o ser humano -> sua cultura · Relação direta da cultura com o corpo: são as ideias que as pessoas têm sobre o corpo que vão determinar o que é considerado “normal” e “anormal. Se “aprende a ficar doente” -> Para melhor intervir sobre os indivíduos, é fundamental conhecer o universo sociocultural no qual estes se encontram inseridos. Antropologia médica · Questões vinculadas ao corpo, à saúde e à doença -> como as pessoas explicam as causas das doenças, os tipos de tratamento em que acreditam e a quem recorrem se ficam doentes · A falta de preparo faz com que os aspectos culturais sejam menosprezadas durante o processo de cuidado Disease(patologia) Visão médica da doença: problema físico-biológico -> como a experiência da doença é interpretada pelos profissionais de saúde à luz de seus modelos teóricos e que os orienta em seu trabalho clínico Illness (problema, perturbação) Como as pessoas percebem a sua doença -> resposta subjetiva do indivíduo e/ou de sua rede de relações 1. Admitir que EU estou imbuído de uma cultura e que ao me formar profissional de saúde assumo mais este universo cultural, onde o meu trabalho médico depende de uma “leitura” da realidade ao meu redor 2. Perceber a realidade do outro, sempre, com total respeito. Questões éticas complexas nascem desses encontros culturais. Territorialização levantando estas características é importante 3. Conhecer os recursos terapêuticos disponíveis para aquela população e a forma de acesso a ela 4. Aprendizado da língua e dialeto local, quando necessário 5. Contato com pessoas importantes na comunidade de forma respeitosa, com grande empatia 6. Acesso a dados previamente coletados e a estudos antropológicos já realizados · Cultura pode ser equivocadamente hipervalorizada ao ser identificada como problema principal em um caso · Competência cultural : procura acordos a partir de objetivos pactuados. LEARN Organização em um encontro terapêutico com uma abordagem que se pretende sensível culturalmente SIFE S: sentimentos relacionados ao problema atual (medos e preocupações) I: ideias da pessoa sobre o que pode estar de errado F: função da sua rotina que pode ser afetada por causa do que está passando E: expectativas do que pode ser feito pelo profissional para ajuda-lo a melhorar QULTURA Qualificar a escuta Usuário, (sua família, comunidade) no centro do processo Levantar a importância de cada atuante-chave Tabelar ou mapear atuantes (atores sociais e não humanos envolvidos) Unir resultados em um pacto terapêutico Reorganizar o coletivo (atuantes saem, entram ou são resignados conforme o pacto) Avaliação conjunta e adequação do plano Práticas integrativas e complementares (PICs) · Segundo a OMS, as medicinas tradicionais são praticadas em todos os países do mundo · No Brasil, com a criação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) em 2006, a mentalidade com relação a estas tem mudado de forma ainda tímida, mas consistentemente · Integrar e complementar o cuidado coerentemente, de forma segura e inteligente · Para todo profissional de saúde, é mais importante ter a realidade do que é um ser humano saudável do que ter a noção do que significa estar doente Medicina tradicional chinesa · práticas corporais · práticas mentais ( meditação) · orientação alimentar · uso de plantas medicinais ( fitoterapia tradicional chinesa) Auriculoterapia · Método terapêutico e analgésico · Estímulos no pavilhão auricular · Pontos nas orelhas - corpo humano representado na orelha · Cada ponto tem um órgão específico · Tratar problemas e aliviar sintomas Métodos de estimulação: · Filiformes –aplicadas sobre os pontos (agulhas) · Intradérmicas – ficam embaixo da pele por uma semana · Esferas magnéticas – coladas na pele por 5 dias · Semente de mostarda – aquecida ou não Mindfulness (meditação) · Atenção plena · Tomada de consciência do que está surgindo a todo momento; prestar atenção, perceber e estar presente em qualquer atividade que você esteja fazendo; sair do "modo automático" · Prática intencional - respiração profunda em uma posição confortável -> traz toda a sua consciência para aquela respiração - a atenção está direcionada a um foco específico Aromaterapia · Óleos essenciais, os quais são extraídos das plantas · Inalação, o banho aromático e a aplicação na pele · Estímulo das células nervosas olfativas - ativação da área cerebral responsável pela olfação, memória e emoção Fitoterapia · A fitoterapia engloba todo o conhecimento e utilização de plantas na cultura popular ou não, já os medicamentos fitoterápicos utilizam conceitos farmacológicos para a extração de compostos das plantas · Loções de uso tópico feito através de plantas frescas, além de chás · ANVISA define medicamento fitoterápico como aquele obtido exclusivamente de matérias-primas de origem vegetal, com qualidade constante e reprodutível Homeopatia Baseada no princípio vitalista e no uso da lei dos semelhantes, enunciada por Hipócrates no século IV a.C No Brasil, a homeopatia foi introduzida por Benoit Mure em 1840, tornando-se nova opção de tratamento No SUS: · Recoloca o sujeito no centro do paradigma da atenção - dimensões física, psicológica, social e cultural · Adoecimento é a ruptura da harmonia dessas diferentes dimensões - fortalecimento da integralidade da atenção à saúde · Fortalece a relação médico-paciente - humanização na atenção, autocuidado e a autonomia do indivíduo · Contribui para o uso racional de medicamentos, podendo reduzir a farmacodependência Yoga Unir o corpo, a mente e o espírito, possibilitando que as pessoas se reconectem com sua verdadeira essência image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image1.png image2.png image3.png image4.png