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Fotografia Publicitária
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Me. Carlos Eduardo Corrêa de Lima
Revisão Textual:
Prof.ª Dr.ª Luciene Oliveira da Costa Granadeiro
História e Conceitos de Fotografia
• Trajetória da História da Fotografia Até a Contemporaneidade;
• Conceitos Técnicos de Fotografia.
• Conhecer a história e o desenvolvimento da fotografi a e sua aplicação ao contexto da 
Publicidade e Propaganda;
• Estudar os conceitos técnicos da câmera fotográfi ca;
• Conhecer as ferramentas da câmera e os dispositivos para produção da imagem publicitária.
OBJETIVOS DE APRENDIZADO
História e Conceitos de Fotografi a
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas: 
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como seu “momento do estudo”;
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;
No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos 
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-
bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua 
interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o 
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e de 
aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e de se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE História e Conceitos de Fotografia
Trajetória da História da 
Fotografia Até a Contemporaneidade
Com a evolução tecnológica das câmeras fotográficas, milhões de imagens são 
produzidas todos os dias. A fotografia faz parte do cotidiano das pessoas em todo 
lugar do mundo e estudar a história da fotografia é importante para o entendimento 
de sua evolução e de utilidade para a Publicidade e Propaganda.
Figura 1 – História da Fotografia
Fonte: Getty Images 
Essa história começa com a câmara obscura e com os pintores. De acordo com 
o fotógrafo e professor Pierre-Jean Amar (2011), a partir do século XVI, alargou-
-se o uso das máquinas de desenhar. Amar comenta: “Elas são, muitas vezes, 
constituídas por um caixilho e por um ‘visor’ com o qual o olho pode permanecer 
fixo sobre o objeto” (2011, p. 11). 
Já no caso da câmara obscura, há relatos de seu uso há muito tempo, por 
exemplo, na obra aristotélica “problemas” por volta do terceiro século a. C. 
O equipamento também é mencionado no século VI d. C. em trabalhos de ge-
ometria. A câmara obscura era uma caixa com um pequeno orifício por onde 
entrava a luz e, assim, quando um objeto era colocado à frente, produzia-se a 
imagem do objeto ao fundo, mas invertido, conforme Figura 2.
8
9
Figura 2 – Câmera obscura
Fonte: Wikimedia Commons
Amar (2011) destaca o uso da câmara obscura, em 1515, por Leonardo da 
Vinci, sendo que, em 1490, o artista já havia dado duas descrições claras da câmara 
obscura em suas anotações. A utilização da câmara obscura foi utilizada por pinto-
res a fim de realizar seus trabalhos, como ilustrado na Figura 3.
Figura 3 – Câmara escura do século XVIII com sistema refl ex
Fonte: Getty Images
No contexto dos grandes desenvolvimentos produzidos pela Revolução Industrial, 
entre os séculos XVIII e XIX, na Inglaterra, está a origem da fotografia. Esse pe-
ríodo foi importante, pois se trata de um momento de grandes transformações 
econômicas, sociais e culturais.
9
UNIDADE História e Conceitos de Fotografia
O período é marcado pela fabricação de máquinas e pelo progresso tecnológico. 
Naquele momento, surgiram inovações e a criação de muitos instrumentos moder-
nos, como, por exemplo, o telégrafo, o automóvel e novos conhecimentos científi-
cos aplicados, como comenta o fotógrafo e professor Boris Kossoy: “Com a Revo-
lução Industrial, verifica-se um enorme desenvolvimento das ciências: surge naquele 
processo de transformação econômica, social e cultural uma série de invenções que 
viriam influir decisivamente nos rumos da história moderna” (2018, p. 29).
Importante!
De acordo com Kossoy (2018), a fotografia surgiu dentro do contexto da Revolução Indus-
trial contribuindo para inovação, informação e conhecimento. Serviu de apoio à pesquisa 
e expressão artística.
Importante!
O autor da escola de Frankfurt Walter Benjamin comenta sobre os primórdios da 
fotografia: “Mais do que no caso desta, sabia-se ter chegado a hora da sua inven-
ção, facto pressentido por alguns dos que pretendiam atingir o mesmo objetivo: fi-
xar imagens na câmara escura que era conhecida desde Leonardo” (1992, p. 115). 
Benjamin diz que: “[...] isso foi conseguido mais ou menos em simultâneo, após 
cinco anos de esforços, por Niecpce e Daguerre” (1992, p. 115).
A partir dessas informações, é importante destacar os inventores da fotografia, sendo: 
Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833)
Joseph Niépce era um pesquisador, um cien- 
tista que buscou, através da química, gravar 
imagens. A litografia era popular na França e 
Niépce tentou obter, por meio da câmara escu-
ra, a imagem permanente.
Litografia: Arte de reproduzir pela impres-
são desenhos feitos com um corpo gorduroso 
em pedra calcária. (A litografia foi inventada 
em 1796 por Senefelder). Gravura impressa 
por esse processo: coleção de litografias.
Ex
pl
or
Fonte: http://bit.ly/2LnHjUQ Figura 4 – Joseph Nicéphore Niépce 
– inventor da fotografia
Fonte: Wikimedia Commons
10
11
De acordo com Amar (2011), Niépce recobriu uma placa de estanho com betu-
me branco da Judeia que tinha a propriedade de endurecer quando atingido pela 
luz. Comenta Amar:
O betume da Judeia é tornado insolúvel pela luz e as partes não expostas 
a esta podem ser dissolvidas em essência de lavanda, o que permite a 
Niépce produzir chapas metálicas gravadas com ácido, a partir de gra-
vuras tornadas translúcidas por um verniz como o do Cardinal Georges 
d´Amboise (1826). Ele lançou as bases daquilo que será, mais tarde, a 
fotografia e, sobretudo, a heliogravura. (AMAR, 2011, p. 17)
Figura 5 – Foto mais antiga tirada por Niépce, por volta de 1826
Fonte: Wikimedia Commons
Amar (2011) conta que, nas partes não afetadas, o betume era retirado com uma 
solução de essência de alfazema. Também com o apoio das lentes produzidas por 
um parisiense que trabalhava com ótica, em 1826, expondo uma dessas placas du-
rante aproximadamente oito horas na sua câmera escura, conseguiu uma imagem 
do quintal de sua casa. (ver Figura 5).
Daguerre
Outro pesquisador que contribuiu para a criação da fotografia foi Louis Jaques 
Mandé Daguerre, francês, que ficou sabendo da produção de Joseph Niépce e o 
procurou com o objetivo de trocar experiências. Em 1829, foi firmada uma parce-
ria entre Niépce e Daguerre e, assim, ambos compartilharam conhecimentos.
11
UNIDADE História e Conceitos de Fotografia
Após a morte de Niépce, Daguerre con-
seguiu desenvolver outra técnica reduzindo o 
tempo de exposição de horas para minutos 
através do vapor de mercúrio.Depois, Daguerre fez evoluir a técnica com 
o uso do mercúrio. Daguerre percebeu áreas 
claras da imagem e submeteu a placa com a 
imagem com um banho fixador e, assim, cor-
rigiu as áreas claras formando áreas escuras 
da imagem. Daguerre também utilizou o sal de 
cozinha como elemento fixador, depois substi-
tuiu pelo tiossulfato de sódio e, assim, batizou 
o processo como daguerreotipia. Em 19 de 
agosto de 1839, apresentou a descoberta para 
a Academia de Ciências da França. 
Nesse período, o daguerreótipo tornou-se 
uma invenção importante e muitos artistas e 
pintores achavam que a produção artística atra-
vés da pintura estava comprometida, ou seja, 
seus dias estavam contados.
Houve muitos problemas apesar da popularização do equipamento e da téc-
nica, por isso surgiram outras tentativas até se chegar à utilização da fotografia 
sobre o papel.
William Henry Fox Talbot
Comenta Amar (2011) que Talbot era um notável homem de ciência e que procu-
rou os meios de captar imagens da câmara escura. Desconhecendo os trabalhos de 
Niépce e Daguerre, realizou ensaios com papel impregnado com nitrato de prata 
fixado com sal de cozinha desde 1834. 
Talbot tomou conhecimento dos resultados de Niépce e Daguerre e aperfeiçoou a 
técnica. Em 1840, realizou a revelação da imagem latente e designou o seu processo 
como “calótipo”, do grego kalos (beleza). Em 1841, registrou patente para se proteger. 
Conforme Amar (2011), Talbot inventou a fotografia moderna: negativo-positivo.
Os autores Rose Zuanetti, Elizabeth Real e Nelson Martins comentam: “Mas foi 
a calotipia que transformou a fotografia em um verdadeiro veículo de comunicação” 
(2004, pg. 48). 
Kodak e a história da fotografia
Outro importante nome para a história da fotografia é o de George Eastman que, 
a partir de 1880, popularizou a fotografia com a criação de sua empresa Eastman 
Kodak Company.
Figura 6 – Louis-Jacques Mandé Daguerre
Fonte: Wikimedia Commons
12
13
A Kodak foi a responsável por popularizar a 
fotografia como comentam os autores Zuanetti, 
Real e Martins: “No mesmo ano, o americano 
George Eastman popularizou de vez a fotogra-
fia com a criação do filme flexível, que tinha o 
nome de american film” (2004, p. 161).
No de 1888, a empresa lançou a primeira 
câmera fotográfica que vinha com o rolo de 20 
metros, capturando até cem imagens de 2,5 
polegadas. A Pocket Kodak, câmera produzi-
da em massa, foi lançada em 1895.
Eastman criou o slogam: “Você aperta o 
botão e nós fazemos o resto” e esse conceito 
foi difundido em vários países, contribuindo 
para que a fotografia fosse acessível a milhões 
de pessoas.
A Kodak contribui para a evolução e inovação da fotografia. Colocou à disposi-
ção no mercado equipamentos inovadores e novos modelos de câmeras. De acordo 
com Zuanetti, Real e Martins (2004): “Eastman e a Kodak iriam ainda mais longe e 
deixariam importantes marcas na história da fotografia” (2004, p. 162). Destacam-
-se, nessa história marcante, além do que já foi exposto acima: 
A fotografia colorida
Conforme Zuanetti, Real e Martins (2004), essa evolução continuou e poste-
riormente surgiram as fotografias coloridas. Em 1935, a Kodak foi a responsável 
por encontrar uma forma de produzir e comercializar a fotografia colorida com a 
criação da Kodachromes.
A fotografia Digital
Nesse processo evolutivo, muitas foram as contribuições da Kodak para que a 
as pessoas pudessem ter acesso a uma imagem de melhor qualidade. Foi seguindo 
esse caminho que, em 1975, Steve Sasson, o engenheiro da Kodak, conseguiu 
desenvolver a primeira câmera digital. O novo dispositivo apresentava muitos pro-
blemas, fazendo com que essa inovação só se tornasse uma realidade em 1990, 
com o modelo da Kodak DCS 100.
A fotografia digital ganhou o seu espaço e também se popularizou por causa 
das facilidades, como, por exemplo, o armazenamento e visualização das imagens. 
A fotografia digital contém um sensor eletrônico (CCD ou CMOS) que ocupa o 
lugar onde antes na analógica ficava o negativo e, assim, transforma a luz em um 
código digital.
Figura 7 – Kodak
Fonte: Wikimedia Commons
13
UNIDADE História e Conceitos de Fotografia
As facilidades do dispositivo digital
No dispositivo digital, as imagens são armazenadas em um cartão de memória. 
Outra evolução importante é que essa nova tecnologia permitiu o uso em dispositi-
vos móveis, como celulares, tablets etc.
História da Fotografia no contexto da 
Publicidade e Propaganda – Fotografia comercial
As fotografias são produzidas por diversos motivos – por exemplo, pessoas 
fotografam para registrar um momento, mas a fotografia também serve para a 
produção científica, para o registro de fatos ou para a produção de arte. Partindo 
disso, falamos então de gêneros fotográficos dos quais se destacam: 
• Amadorismo;
• Fotojornalismo;
• Comercial/Publicitário;
• Científico e Artístico.
No caso da fotografia publicitária, é importante destacar que esse gênero preten-
de evidenciar o produto, a marca, a organização etc.
O objetivo sempre será a persuasão. Esse tipo de produção não precisa necessa-
riamente registrar a realidade, o importante é a construção de um discurso. Amar 
destaca que: “As imagens da publicidade deve produzir um “choque” que suscite o 
desejo de comprar, dirá Lucien Lorelle (1894-1968)” (AMAR, 2011, p. 120).
Importante!
No processo de uma peça publicitária, a fotografia terá um papel importante na cons-
trução do discurso e sua responsabilidade é a de evidenciar o conceito que destaca o 
produto como comentam os autores Zuanetti, Real e Martins (2004): “A responsabilidade 
da fotografia publicitária é ainda maior. Ela precisa vender um produto aliado a emoções 
e a sentimentos” (2004, p. 23).
Importante!
Foi a partir de 1930 que alguns fotógrafos renomados passaram a se dedicar 
também à publicidade, contribuindo, assim, para a evolução do discurso publicitário 
com o uso das imagens e promovendo maior atenção do consumidor.
O importante para o profissional que trabalha com a fotografia publicitária é a 
criatividade, pois a finalidade da imagem publicitária é fazer com que o consumidor 
se interesse pelo produto. Comenta o professor inglês David Prakel: “A fotografia 
comercial ocupa um setor amplo das artes fotográficas aplicadas e lida com ima-
gens que requerem diferentes níveis de criatividade” (2015, p. 69).
14
15
Para pensar o uso da fotografia na Publicidade e Propaganda, é necessário revi-
sar dois pontos: a influência da Art Noveau e a evolução da fotografia publicitária.
Arte na Publicidade e Propaganda – A influência da Art Noveau
Como já foi comentado, a Revolução Industrial foi importante, por se tratar de 
um momento de grandes transformações econômicas, sociais e culturais. No caso 
da cultura, uma nova forma artística surgiu, ou seja, a Art Noveau (Nova arte).
Importante!
Influenciada pela Art Noveau, a fotografia publicitária deu seus primeiros passos como 
ilustração. A Art Noveau foi o principal modelo estético que surgiu com a nova realidade 
construída pela Revolução Industrial. O estilo artístico foi desenvolvido na Europa e um 
dos principais nomes deste novo conceito artístico foi o pintor e litógrafo francês Henri 
de Toulouse-Lautrec. Este movimento foi orientado para o design e sua principal carac-
terística são as formas curvilíneas.
Importante!
O Art Noveau influenciou os formatos de tipos e marcas comerciais. Apresentou 
um estilo que pode ser visto nas embalagens de produtos, folhetos, cartazes que na 
maioria das vezes eram apresentados com a figura feminina. 
A evolução da fotografia publicitária
A fotografia levou algum tempo para ser utilizada na Publicidade e Propaganda 
em virtude da qualidade das imagens. A ilustração era o meio mais utilizado para a 
produção das peças publicitárias. 
Com o advento das câmeras digitais, vieram também outras tecnologias que per-
mitiram um tratamento e efeitos para melhorar as imagens. A fotografia representa 
o objeto, porém, os efeitos dão outra significaçãoà imagem.
De acordo com Prakel: 
A fotografia de produtos e embalagens é a arte de fazer com que um 
produto apareça da melhora maneira possível – mostrando as qualidades 
que o tornam desejável com o apoio de adereços e cenários (para o con-
texto), bem como de iluminação (para realçar qualidades físicas, como, 
por exemplo, a cor ou a textura). (PRAKEL, 2015, p. 69)
Destacam-se, aqui, apenas alguns exemplos de fotografia comercial, ou seja, não 
esgotamos os tipos de fotografia comercial, mas os exemplos apresentados servem 
para visualizarmos a fotografia publicitária conforme algumas categorias:
15
UNIDADE História e Conceitos de Fotografia
Fotografia de embalagens
O recipiente provisório do produto, e que tem por objetivo entregar melhores 
condições de armazenamento é chamado de embalagem. Essa embalagem, além 
da função citada, também destaca o produto através da imagem fotográfica. 
De acordo com Prakel, “A qualidade é a essência desse tipo de fotografia, por 
isso é frequente o uso de câmeras digitais de médio formato ou câmeras de grande 
formato com algum tipo de lente com correção de perspectiva ou dos movimentos 
das câmeras” (2015, p. 71). 
Fotografia de comida
De acordo com Prakel, “A fotografia de comida não tem que ver com truques 
técnicos, mas com a criação de imagens saudáveis e apetecíveis” (2015, p. 71). 
Prakel (2015) destaca que a criatividade está na escolha do cenário, da iluminação, 
dos acessórios e do estilismo. Pode ser feita numa locação com iluminação portátil 
ou levando o cozinheiro e os ingredientes a um estúdio adequadamente equipado. 
Em geral, estarão no estúdio o diretor de arte, o estilista, o cozinheiro e, quando 
houver, os respectivos assistentes.
Fotografia de carros
A fotografia de automóveis é um grande desafio para o fotógrafo e leva em 
consideração alguns pontos como, por exemplo, o reflexo, a cor, se imagem será 
produzida pela manhã ou noite, o carro parado ou em movimento e o enquadra-
mento da imagem.
Conforme Prakel, “A fotografia de carros é geralmente considerada uma das 
mais apaixonantes áreas para se trabalhar em fotografia” (2015, p. 72).
A fotografia comercial abrange, além dos exemplos citados, o setor financeiro, a 
indústria farmacêutica, o setor editorial, de eletrônicos etc. Esses exemplos foram 
citados para entender que a fotografia publicitária requer bom conhecimento da 
área e muita criatividade.
Conceitos Técnicos de Fotografia
Depois de expormos a história da fotografia e sua importância para a Publici-
dade e Propaganda, podemos afirmar que a fotografia faz parte do cotidiano das 
pessoas e sua contribuição está nas várias áreas, como a ciência, a arte, o meio 
comercial e a produção de notícias. Por isso precisamos entender e responder à 
seguinte pergunta: por que fotografamos? Entender esse motivo nos ajuda na de-
finição e também no tipo de equipamento que será utilizado para a produção de 
imagens. Eis alguns motivos:
16
17
Registrar o momento
As pessoas fotografam para registrar um momento de suas vidas, de sua histó-
ria. Um conceito básico da fotografia é o de “eternizar o momento”. 
Figura 8 – Momento
Fonte: Getty Images
Sermos vistos e lembrados
A fotografia também é utilizada para dar visibilidade e tornar possível uma lem-
brança através do registro. Muitos fatos e histórias são recordados através do regis-
tro fotográfico, como, por exemplo, a foto do “rebelde desconhecido” na praça da 
paz celestial, em 1989, na China, conforme Figura 9.
Figura 9 – “O Rebelde Desconhecido”
Fonte: Wikimedia Commons
17
UNIDADE História e Conceitos de Fotografia
Alterar perspectivas
A fotografia, enquanto registro, permite a leitura, a compreensão de algo e a 
interpretação. Por isso a perspectiva em fotografia é muito importante, pois faz 
parte do discurso, do conceito que se quer mostrar. Então se fotografa, também, a 
fim de apresentar um ponto de vista, uma situação. Esse é um fator determinante 
nas fotografias publicitárias, pois o produto deve ser apresentado na perspectiva do 
discurso, na construção da narrativa.
Fotografia: Origem do termo – do grego, foto (luz) e grafia (escrita), portanto, escrever com a luz.
Ex
pl
or
Figura 10 – Perspectiva (ponto de vista)
Fonte: Wikimedia Commons
Esses são alguns dos motivos para fotografar. Independente do porque, é impor-
tante conhecer o equipamento, a câmera fotográfica e suas funções.
Anatomia da máquina fotográfica
Uma câmera fotográfica é um equipamento que tem como principal finalidade 
formar uma imagem nítida em seu interior.
Importante!
A composição da câmera fotográfica:
Corpo: De acordo com Zuanetti, Real e Martins (2004), as partes da câmera são todo o 
sistema de funcionamento da máquina – as partes eletrônicas e mecânicas – e o corpo 
da câmera, que pode ser de plástico, metal ou a combinação de ambos. É onde está mon-
tado o chassi, que mantém o filme na posição correta no plano focal, e por isso precisa 
ser hermeticamente vedado à luz.
Visor: Conforme Zuanetti, Real e Martins, “O visor é um dispositivo óptico usado para en-
quadrar as cenas ou os objetos a serem fotografados, ou seja, é por onde se olha na hora 
de tirar uma foto. Através do visor, é possível compor a imagem antes do clic” (2004, p. 34).
Importante!
18
19
Ao praticar com o equipamento, o fotógrafo lidará com os recursos que a câ-
mera dispõe, mas o controle para a produção de uma boa imagem se dá com 
o uso correto da luz. Para isso comentam os autores Zuanetti, Real e Martins:
“No dia-a-dia você também vai perceber que a técnica fotográfica se baseia em três 
princípios fundamentais: Tempo de luz (obturador); quantidade da luz (diafragma) e 
Sensibilidade do filme (ISO)” (2004, p. 34).
A fotografia é um processo de fácil entendimento e não apresenta grandes difi-
culdades. O importante é o conhecimento da câmara e a prática. Sobre a câmera, 
de acordo com a Figura 11, temos a seguinte constituição: 
Figura 11 – Anatomia da câmera fotográfi ca: Ilustração de uma câmera SLR
Fonte: Wikimedia Commons
Conforme a imagem, temos uma câmera SLR com os componentes típicos de 
uma câmera, sendo:
1. Elementos frontais da objetiva;
2. Elementos intermediários da objetiva;
3. Diafragma;
4. Obturador;
5. Filme ou sensor;
6. Cinta de fi xação;
7. Disparador;
8. Comando do aparelho;
9. Contador de quadros;
19
UNIDADE História e Conceitos de Fotografia
10. Visor;
11. Sapata de flash;
12. Dispositivo de focagem;
13. Pentaprisma;
14. Espelho de reflexo.
Já na Figura 12, é possível ver como ocorre o funcionamento de uma câmera 
fotográfica.
5
6
7 8
3 421
Figura 12 – Funcionamento da câmera fotográfica – Funcionamento de uma câmera SLR
Fonte: Wikimedia Commons
Conforme Figura 12, o funcionamento da câmera ocorre da seguinte forma:
1. Objetiva: onde ocorre a entrada de luz;
2. Espelho refletor: nele a luz é refletida em direção ao visor;
3. Obturador: mecanismo importante que controla o tempo de exposição, a 
entrada de luz. É uma espécie de cortina que protege a câmera. Quando 
o disparador é acionado, ela se abre, sendo que, quanto maior o tempo de 
sua abertura, maior a entrada de luz; 
4. Sensor: nas câmeras digitais é o responsável pela captação da imagem; 
5. Tela de focagem: a imagem passa por cima do espelho e forma uma imagem;
6. Lente condensadora: alinhamento dos raios de luz; 
7. Pentaprisma: faz relação com o espelho refletor e reflete a luz para o visor;
8. Visor: orienta a visão da imagem.
20
21
Equipamentos
Segue a descrição de alguns (não todos) equipamentos de fotografia que são 
câmera e lente(s); bateria reserva. A bateria de uma câmera DSLR costuma ter um 
bom tempo de duração; cartão de memória reserva; flash, rebatedor e rádio; tripé; 
material de limpeza e case/mochila.
Objetivas
As lentes, ou seja, a objetiva, o acessório que 
serve para focalização da cena. De acordo com 
Zuanetti, Real e Martins: “Pode-se dizer que as 
objetivas são a parte mais importante da câme-
ra” (2004, p. 38).
Objetiva éo conjunto de lentes e contribuem 
para a produção da imagem a partir da distân-
cia focal. Conforme a classificação das objeti-
vas, temos:
Imagem 13 – Lentes
Fonte: Getty Images
Normal
Produz uma imagem mais próxima da visão humana. Comentam Zuanetti, Real 
e Martins: “As câmeras geralmente são vendidas com uma objetiva conhecida 
como normal, por ter o ângulo de visão semelhante ao do olho humano (cerca de 
50º)” (2004, p. 38).
Grande angular
Produz imagens com grande ângulo de visão de até 180º. Afirmam Zuanetti, 
Real e Martins: “Quanto menor for a distância focal de uma objetiva, maior será 
seu ângulo de visão” (2004, p. 38).
A profundidade de campo dessas objetivas facilitam fotos em locais onde não 
pode recuar o suficiente para enquadrar o conjunto que se deseja fotografar.
Teleobjetiva
A teleobjetiva permite maior aproximação da imagem. Destacam Zuanetti, Real 
e Martins (2004) que as teleobjetivas são bastante usadas pelos fotojornalistas para 
fotografar acontecimentos que não permitem aproximação suficiente, como espor-
tes, espetáculos, guerras etc.
Zoom
O Zoom permite o ajuste da distância focal. De acordo com Zuanetti, Real e 
Martins: “Existem também objetivas com distância focal variável: as lentes zoom” 
(2004, p. 38).
21
UNIDADE História e Conceitos de Fotografia
Memory card
O objetivo do memory card é o armazenamento adequado das fotografias.
Figura 14 – Memory card
Fonte: Getty Images
Tripé 
A função do tripé é o de dar base e sustentação para a câmera fotográfica. 
De acordo com Zuanetti, Real e Martins: “O mercado oferece vários modelos, 
desde pequenos e leves, que podem ser carregados numa bolsa, até os grandes, 
utilizados em estúdios” (2004, p. 64). 
Figura 15 – Tripé
Fonte: Getty Images
22
23
Material Com plementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Vídeos
Câmera Fotográfica DSLR (como funciona)
https://youtu.be/EtSGEQyKSY0
História da Fotografia
https://youtu.be/GyNa1OdJJcg
 Leitura
Breve história da fotografia: um guia de bolso dos principais gêneros, obras, temas e técnicas
SMITH, I. H. Breve história da fotografia: um guia de bolso dos principais gêneros, 
obras, temas e técnicas. 2018.
http://bit.ly/2ZttlKO
O sistema de informação da fotografia publicitária: as transformações tecnoimagéticas de David Lachapelle
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Máquina fotográfica. O que é uma Máquina fotográfica?
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