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MAPA DE RISCO
Imagine que você está em
um grande navio, navegando
por mares desconhecidos.
Você gostaria de saber onde
estão os perigos, não é
mesmo?
O QUE É MAPA
DE RISCO?
Visa a conscientizar, bem
como estimular a
participação de todos na
prevenção dos riscos e na
manutenção da saúde das
pessoas inseridas nos
processos produtivos e de
trabalho da
empresa.
COMO SURGIU?
No fim dos anos 60, por
intermédio de um movimento
sindical originado na FLM
(Federazione dei Lavoratori
Metalmeccanici), que, no período,
criou uma metodologia própria
na aplicação de investigações e
atenuação dos fatores de riscos
aos quais os trabalhadores
estavam expostos.
COMO SURGIU?
 Popularmente, essa metodologia
foi designada como o “Modelo
Operário Italiano”, e tinha como
principal objetivo formar grupos
homogêneos que levassem em
conta a expertise, a
subjetividade operária e a
elaboração realizada de forma
espontânea e não imposta. 
COMO SURGIU?
Assim, tornou-se possível a
participação dos operários nas
tomadas de decisões de
medidas de planejamento e
controle das questões de
segurança e saúde nos locais de
trabalho, fazendo com que essas
medidas não ficassem apenas sob
responsabilidade dos cargos
técnicos específicos
QUEM DEVE
ELABORAR O
MAPA DE RISCO?
FUNDAMENTAÇÃO
LEGAL
A fundamentação legal para uma
análise da percepção de riscos
pelos trabalhadores está
apresentada no item 5.3.1, letra
“b”, da NR-5. Esse item aponta
que a CIPA deve escolher uma
ferramenta para conduzir essa
análise e apresenta o mapa de risco
como uma possibilidade.
E O
PROFISSIONAL
TÉCNICO EM
SEGURANÇA NO
TRABALHO?
IMPORTANTE
Apesar de a experiência dos trabalhadores e de suas opiniões
serem de extrema importância na elaboração do mapa de
riscos, os profissionais da área de saúde e segurança no
trabalho devem ter senso crítico no momento de compilação
dos dados obtidos. 
EXEMPLO
Um grupo de cipeiros elabora um mapa de risco em uma
empresa de montagem de componentes mecânicos. No setor
de soldagem, ao realizar o levantamento juntamente com os
trabalhadores do setor, anotam que há no setor “radiações
ionizantes”. Como técnico nesta área, você saberá que, nesse
processo produtivo, o tipo de radiação não seria ionizante,
pois, na solda, a radiação emitida é a não ionizante.
ETAPAS DE
ELABORAÇÃO
Primeiramente é
necessário conhecer
todos os processos de
trabalho dentro da
empresa. Dessa forma, é
possível identificar todos
os fatores de risco
envolvidos e levantar
diversos dados, por
exemplo, número de
funcionários, sexo, idade,
os treinamentos de cada
um, os instrumentos e
equipamentos de
trabalho, as atividades
exercidas e o ambiente de
trabalho.
01
Instalações:
Detalhar todas as
instalações da
empresa, incluindo
áreas de trabalho,
descanso, cozinha,
banheiros e
estacionamento. 
Atividades
Executadas: Listar
todas as atividades
realizadas pelos
funcionários,
independentemente
do risco associado. 
01
Equipamentos e
Produtos: Catalogar
todos os
equipamentos,
máquinas,
ferramentas e
materiais utilizados. 
Substâncias:
Identificar
substâncias químicas
ou materiais
perigosos que
possam estar
presentes. 
01
Legislação: Verificar
quais Normas
Regulamentadoras
(NRs) se aplicam à
empresa. 
Histórico de
Acidentes: Mapear
ocorrências de
acidentes anteriores
na empresa ou no
setor. 
01
Levantamentos
Ambientais: Utilizar
levantamentos
ambientais já
realizados e, se
necessário, realizar
novos estudos. 
01
O próximo passo é identificar os fatores de risco do
local de trabalho e classificá-los.
02
GRUPO 1 - VERDE
- FATORES DE
RISCOS FÍSICOS
•Ruídos
• Vibrações
• Radiações ionizantes
• Radiações não ionizantes
• Frio
•Calor
• Pressões anormais
GRUPO 2 -
VERMELHO -
RISCOS QUÍMICOS
• Poeiras
• Fumos
• Névoas
•Neblinas
• Gases
• Vapores
• Substâncias compostas ou
produtos químicos em geral
GRUPO 3 -
MARROM -
RISCOS
BIOLÓGICOS
•Vírus
• Bactérias
• Protozoários
•Fungos
• Parasitas
• Bacilos
GRUPO 4 -
AMARELO -
RISCOS
ERGONÔMICOS
• Esforço físico intenso
• Levantamento e transporte
manual de peso
• Exigência de postura inadequada
• Controle rígido de produtividade
• Imposição de ritmos excessivos
• Trabalho em turno e noturno
• Jornadas de trabalho prolongadas
• Monotonia e repetitividade
• Outras situações causadoras de
estresse físico e/ou psíquico
GRUPO 5 - AZUL -
RISCOS DE
ACIDENTES 
•Arranjo físico inadequado
• Máquinas e equipamentos
sem proteção
• Ferramentas inadequadas ou
defeituosas
• Eletricidade
• Probabilidade de incêndio ou
explosão
• Armazenamento inadequado
• Animais peçonhentos
• Outras situações de risco que
poderão contribuir para a
ocorrência de acidentes
O passo seguinte, após
classificar os fatores de risco, é
identificar as
medidas de proteção
existentes no local, sejam
elas individuais ou coletivas. É
necessário identificar possíveis
queixas dos funcionários
quanto à saúde e sobre os
riscos a que estão expostos,
identificar os acidentes já
ocorridos, as doenças já
diagnosticadas e as causas
frequentes pela ausência das
pessoas ao trabalho. Somente
após todas essas ações é que
será elaborado o mapa de
riscos.
03
Depois de elaborado o mapa de riscos, a CIPA, em uma
reunião ordinária da equipe, irá aprova-lo, chegando ao
momento da implantação. Nesse momento, os mapas serão
disponibilizados nos setores, afixados em local de fácil
acesso e visualização para todas as pessoas, identificando
todos os riscos existentes naquele local de trabalho, servindo
como informação para as pessoas e para a prevenção de
acidentes.
Será providenciada uma forma de disseminação dessas
informações para os funcionários, podendo ser por meio de
ações educativas ou palestras, finalizando a elaboração e a
implantação do mapa de riscos.
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Após essa interpretação, você, como técnico em segurança
do trabalho, deve auxiliar a CIPA a atuar de forma ativa, com o
objetivo de, já no próximo levantamento feito por outra
gestão da CIPA, mitigar ou até mesmo eliminar os
fatores de risco do setor, dando prioridade aos fatores de
risco que apresentam graus mais elevados. Por meio desse
mapeamento, pode-se começar o processo nesse setor e nos
demais setores da empresa, que também serão mapeados,
estabelecendo planos de ação e até mesmo identificando
quais os programas de saúde e segurança no trabalho mais
adequados a serem implantados.
GESTÃO
 A gestão significa um
permanente
acompanhamento das
ações
implantadas, uma verificação
permanente da sua
validade, verificar a sua
atualização e
incentivar a CIPA, em suas
reuniões ordinárias, a sempre
colocar em pauta uma
avaliação
desse documento.

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