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PRODUÇÃO ACADÊMICA UNIASSELVI USO DO CANABIDIOL PARA TRATAMENTO Tutor: Frederico Magalhães da Silva Aluno: Vilma Conceição da Silva Curso: Terapia Ocupacional Introdução O canabidiol, ou CBD, é uma substância presente na planta Cannabis sativa, que atua no sistema nervoso central, sendo geralmente utilizado no tratamento de alguns casos de epilepsia. Além disso, o canabidiol apresenta possíveis benefícios terapêuticos no tratamento da ansiedade, doença de Parkinson, doença de Alzheimer e dor crônica, por exemplo. No entanto, por serem necessários mais estudos, a utilização nestas condições ainda não está aprovada em vários países. Uso de CBD na Medicina. O canabidiol (CBD) é uma substância química da planta Cannabis sativa. Cannabis sativa L. tem se mostrado uma excelente opção no tratamento de diversas condições de saúde. Apesar do acesso restrito devido ao alto preço dos medicamentos, recentes legislações pretendem promover seu fornecimento pelo Sistema Único de Saúde. Letargia, náuseas, amnésia e depressão. Esses não são sintomas de uma doença, mas possíveis efeitos expressos na bula de um dos principais medicamentos para epilepsia vendidos no Brasil. As contraindicações são tão extensas, que cabe a pergunta: e se houvesse uma substância natural, capaz de diminuir crises, espasmos, entre outras doenças, sem tantos efeitos colaterais e que garantisse uma melhoria significativa na condição de vida de diversos pacientes? Pesquisas modernas apontam que existe. O produto em questão é oriundo da Cannabis sativa L. – erva que no país ficou popularmente conhecida como “maconha”. No equilíbrio entre o estigma adquirido ao longo das últimas décadas e os resultados cada vez mais promissores, o vegetal tem garantido bem-estar e a retomada da qualidade de vida de muitos brasileiros, ainda que – até o momento – com acesso pouco democrático a boa parte da população. Essa planta, que contém mais de 80 produtos químicos denominados canabinoides, também é chamada de maconha ou cânhamo.Os dois ingredientes principais na cannabis são o tetraidrocanabinol (THC) e o CBD.O THC é responsável pelos efeitos intoxicantes da cannabis e possivelmente contribui para os benefícios à saúde proporcionados pela planta, o CBD não tem efeitos intoxicantes. Foi apenas no fim de 2020 que a Comissão de Drogas Narcóticas das Nações Unidas (CND/ONU) retirou a Cannabis e suas resinas e derivados da lista de drogas consideradas mais perigosas, estando agora classificada como menor potencial danoso. A decisão, que atendeu à recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), foi aprovada por 27 votos contra 25, sendo o Brasil um dos países que votaram contrários à mudança. A nova definição da ONU não alterou o poder dos países decidirem suas próprias leis sobre a substância. A legislação brasileira, por exemplo, prevê, por meio da Portaria 344/98, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde (SVS/MS), o controle da planta e das substâncias derivadas da Cannabis. De acordo com essa determinação, o CBD é considerado uma substância controlada, enquanto o THC é uma substância proscrita, ou seja, proibida, assim como o próprio vegetal. Atualmente, a aquisição de medicamentos pode se dar pela importação de produtos, pela compra nas farmácias, pelas associações canábicas e por meio de um autocultivo, garantido através de um habeas corpus. Os cientistas acreditam que os canabinoides protegem a planta de cannabis contra insetos, bactérias, fungos e fatores ambientais estressantes.O CBD parece prevenir a decomposição de uma substância química no cérebro que ajuda a controlar a dor, o humor e a função mental, está disponível na forma de cápsulas gelatinosas, comprimidos, cápsulas, óleos, goma de mascar, extratos líquidos e líquidos para vapear (para cigarros eletrônicos recarregáveis). O que se alega sobre o CBD? O único uso de CBD que, de modo geral, é reconhecido como sendo seguro e eficaz é no tratamento de determinados distúrbios convulsivos. No entanto, algumas pessoas usam o CBD para tratar muitos outros problemas de saúde, como, por exemplo: · Transtorno bipolar · Dor · Ansiedade · Doença de Crohn · Diabetes · Problemas de sono · Esclerose múltipla · Sintomas de abstinência de heroína, morfina e outros entorpecentes opioides Estudos demonstraram que um produto à base de CBD puro, disponível apenas com receita médica, reduz as convulsões em adultos e crianças com duas formas raras de epilepsia. Nesses estudos, as pessoas foram tratadas com o produto à base de CBD por 14 semanas enquanto continuavam a tomar outros medicamentos anticonvulsivantes. O tratamento com CBD diminuiu o número de convulsões e reduziu sua frequência e gravidade. Em um estudo de pequeno porte, o CBD pareceu reduzir os sintomas de ansiedade e desejo em pessoas abstinentes que apresentavam transtorno por uso de heroína, outro estudo de pequeno porte observou que em pessoas tratadas com medicamentos antipsicóticos para esquizofrenia, o CBD reduziu os sintomas de psicose. Vários estudos retrospectivos e observacionais sugerem que o CBD pode ter efeitos benéficos em certos quadros clínicos, incluindo dor, ansiedade, problemas de sono e colite. Porém, há outras evidências sugerido que no máximo, esses benefícios são modestos, e esses estudos apresentam limitações importantes (por exemplo, resultados inconsistentes para estudos diferentes, inexistência de comparação com um placebo). Quais são os possíveis efeitos colaterais do CBD? · O CBD é provavelmente seguro para ser tomado por via oral ou borrifado sob a língua. Em estudos, até 1.500 mg de CBD tomados por via oral por no máximo quatro semanas pareceram ser razoavelmente seguros. Porém, o CBD pode ter efeitos colaterais, como boca seca, pressão arterial baixa, diarreia, diminuição do apetite, alterações de humor, tontura e sonolência. · O CBD pode causar lesões hepáticas, sobretudo se não for usado sob supervisão médica. · Os contaminantes em alguns produtos à base de CBD podem prejudicar fetos ou bebês e, portanto, o CBD possivelmente não é seguro para gestantes ou lactantes. · Pessoas com doença hepática que usam CBD talvez precisem tomar doses mais baixas que as tomadas por pessoas saudáveis. · Doses altas de CBD podem piorar tremores e outros movimentos indesejáveis em pessoas com doença de Parkinson. · Em estudos em animais, o CBD diminuiu o desenvolvimento de espermatozoides e o tamanho dos testículos, de modo que ele talvez possa afetar a fertilidade em homens. · Alguns produtos à base de CBD estão contaminados com solventes, inclusive alguns que podem causar câncer, bem como pesticidas, metais pesados, bactérias e fungos. Alguns desses contaminantes podem ser prejudiciais ao feto. · Um produto sintético vendido no estado de Utah causou algumas intoxicações agudas. · Quais interações medicamentosas ocorrem com o CBD? · O CBD pode acelerar ou retardar a decomposição de determinados medicamentos pelo organismo e, portanto, diminuir ou aumentar a concentração desses medicamentos no corpo. Exemplos de medicamentos que podem aumentar a concentração de CBD no sangue incluem: Vários tipos de medicamentos usados para tratar a epilepsia (incluindo brivaracetam, carbamazepina, clobazam e topiramato) Everolimo e tacrolimo, medicamentos usados para, por exemplo, prevenir a rejeição de órgão após um transplante Metadona (usada para tratar pessoas viciadas em opioides) Outros medicamentos, incluindo amitriptilina (um antidepressivo tricíclico que às vezes é usado para tratamento da dor crônica), varfarina (um anticoagulante), omeprazol (um tipo de medicamento chamado inibidor da bomba de prótons, usado para diminuir a produção de ácido gástrico), nicotina, lítio (um estabilizador do humor) e cetamina (um anestésico ocasionalmente usado para tratar a depressão) Os sedativos, como benzodiazepínicos, fenobarbital e morfina, bem como álcool: o CBD pode causar sonolência e, portanto, tomar o CBD juntamente com sedativos pode causar excesso de sonolência. Fenitoína e rifampicina: podem diminuir a concentração de CBD. Levotiroxina, varfarina e alguns medicamentos anticonvulsivantes: o CBD pode aumentar as concentrações séricas desses medicamentos e, com isso, potencializando e intensificando seus efeitos. Ácido valproico: Tanto o ácido valproico quanto o CBD podem causar lesão hepática; portanto, a combinação de CBD e ácido valproico pode aumentar a chance de ter lesão hepática. Recomendações Um produto puro à base de CBD, disponível apenas com receita médica, reduz o número de convulsões, bem como sua gravidade e frequência em adultos e crianças que tomam outros medicamentos anticonvulsivantes para uma dentre duas formas raras de epilepsia. Nenhum outro efeito benéfico à saúde pelo CBD foi confirmado por estudos de alta qualidade realizados em pessoas. O CBD pode ter efeitos colaterais, como boca seca, pressão arterial baixa, diarreia, diminuição do apetite, alterações de humor, tontura e sonolência. No entanto, efeitos colaterais sérios são raros e o CBD provavelmente é seguro para a maioria das pessoas. Gestantes e lactantes e pessoas com doença hepática, doença de Parkinson e homens que querem ter filhos não devem tomar CBD. Tomar CBD enquanto estiver tomando outros medicamentos que podem causar sonolência ou tomando bebidas alcoólicas pode causar sonolência extrema, o que pode ser perigoso. As pessoas que tomam medicamentos (incluindo sedativos, medicamentos anticonvulsivantes, alguns antidepressivos, ácido valproico e medicamentos para prevenir a rejeição de órgãos transplantados) devem conversar com o médico antes de tomar CBD. As normas relacionadas ao CBD são complicadas e confusas. Se uma pessoa optar por tomar CBD, ela deve adquirir o produto de uma drogaria ou farmácia e procurar por um “Certificado de autenticidade”. O Governo de SP publicou nesta terça-feira (26) a regulamentação da lei que prevê o fornecimento de remédios à base de cannabis medicinal pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Estado. De acordo a secretaria de estado da Saúde, pacientes que fazem tratamento para as síndromes de Dravet, Lennox-Gastaut e para Esclerose Tuberosa serão os primeiros a ter acesso aos novos fármacos. A seleção foi realizada pela Comissão de Trabalho que analisa as evidências clínicas do uso dessas substâncias para o tratamento dos pacientes. Desde que foi implementado, em fevereiro, o comitê tem promovido e participado de encontros e eventos para construir um sólido protocolo clínico para a indicação e dispensação de medicamentos à base de cannabis medicinal. CONCLUSÃO O tratamento com cannabis medicinal, ou simplesmente maconha medicinal, é considerado um dos temas mais polêmicos da medicina. Infelizmente, a luta pela liberação do uso de componentes canabinoides para tratar diversos problemas de saúde enfrenta uma grande resistência, tanto no meio médico quanto por parte da sociedade. Essa é uma questão que já dura décadas. Entretanto, a esperança é de que, a longo prazo, os benefícios da cannabis medicinal superem o preconceito. Isso porque o testes comprovam seus benefícios para o tratamento de diversas doenças crônicas e neurológicas graves. Sendo assim, à medida em que os casos de sucesso superam a ignorância do uso da cannabis medicinal, a sociedade passa realmente a comprovar sua eficácia. O caminho para o uso da Cannabis medicinal ainda pode ser longo no Brasil, mas tudo indica que estamos na direção certa para a liberação do medicamento no intuito de tratar diversas doenças crônicas. De toda forma, é de extrema importância continuar emitindo informações confiáveis sobre o tema, já que assim, ajudamos a esclarecer a inovação desse tipo de tratamento e impedir que o preconceito seja o maior foco dos brasileiros. BIBLIOGRAFIA https://christianefujii.com.br/os-beneficios-do-tratamento-com-cannabis-medicinal/ Dra. Christiane Fujii - CRM/SC 8813 RQE 5292 e 8074 Formada em Medicina pela Universidade Regional de Blumenau FURB, fez especializações em Homeopatia, Acupuntura, e pós-graduações em Ciências da Fisiologia Humana pelo Grupo Longevidade Saudável e Prática Ortomolecular https://www.cannabisesaude.com.br/ https://www.google.com/search?q=uso+de+carnabiol+na+saude&oq=uso+de+carnabiol+na+saude&aqs=chrome..69i57j33i10i160l4.8761j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8#ip=1 https://www.tuasaude.com/canabidiol/ https://www.tjdft.jus.br/consultas/jurisprudencia/jurisprudencia-em-temas/saude-e-justica/saude-publica/uso-excepcional-do-canabidiol-2013-importacao-autorizada-pela-anvisa-2013-custeio-pelo-estado