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2 ZIRLEI FREIRE SILVA CÂMARA ATIVIDADE PRÁTICA MAMOGRAFIA E DENSITOMETRIA ÓSSEA Jacobina - BA 2023 ZIRLEI FREIRE SILVA CÂMARA ATIVIDADE PRÁTICA MAMOGRAFIA E DENSITOMETRIA ÓSSEA Trabalho apresentado junto à Universidade Pitágoras UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção de notas no primeiro semestre do curso de Radiologia. Jacobina - BA 2023 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 03 2. ATIVIDADE PRPOSTA 1 03 3. ATIVIDADE PROPOSTA 2 04 4. CONCLUSÃO 05 REFERÊNCIAS 06 1. INTRODUÇÃO Os raios X é um tipo de radiação eletromagnética com frequência superior e às radiações ultravioletas. A descoberta dos raios X e a primeira radiografia da história ocorreram em 1895, pelo físico alemão Wilheelm Conrad Rontgen, fato esse que lhe rendeu o prêmio Nobel de física em 1901. Foi durante o estudo da luminescência por raios catódicos num tubo de Crookes que Conrad descobriu esses raios. A denominação Raios X foi usada por Conrad porque ele não conhecia a natureza da luz que ele tinha acabado de descobrir, ou seja, para ele tratava-se de um raio desconhecido. Com o advento da utilização dos raios X para usos medicinais, foram sendo criados novos aparelhos designados a um determinado exame, estrutura, ou parte do corpo humano. Neste trabalho iremos nos aprofundar em conhecer, entender e repassar as informações sobre a densitometria óssea e mamografia. A densitometria óssea foi desenvolvida por John Cameron e James Sorenson em 1963. O primeiro densitômetro com o intuito comercial da história foi desenvolvido na Universidade de Wisconsin – Madison USA em 1972, sob a tutela de Richard B. Mazess, Ph. D. fundador da Lunar Corporation. O aparelho chegou ao Brasil em 1989. Em 1913 em exatos 18 anos após a descoberta dos raios X, o médico alemão Albert Solomon iniciou com tecnologia de raio-x o estudo do tecido mamário que tinha sido extraído por mastectomia. Em 1949, Raul Leborgne, do Uruguai, identificou a necessidade de se comprimir a mama para uma análise mais precisa. Em 1956, Robert Egan, um radiologista de Houston, desenvolveu um filme especial para mamografias. A máquina de mamografia foi inicialmente introduzida em 1966, e em 1976 a mamografia tornou-se o teste padrão para detecção do câncer de mama. 2. ATIVIDADE PROPOSTA 1 Com a administração de meios de contraste por via endovenosa dentro da A mamografia um tipo de radiografia especial, que se realiza em aparelhos específicos para avaliação das mamas. Sabemos que homens e mulheres podem desenvolver câncer de mama, sendo assim a mamografia de rotina é a melhor oportunidade de detectar precocemente qualquer alteração nas mamas antes até que o paciente ou mesmo o médico possa notá-las ou apalpá-las. A paciente é posicionada de modo que o seu corpo fique inclinado, assemelhando-se à posição de Cleópatra deitada sobre o divã (daí o nome da incidência). Caso seja necessário o bucky pode ser angulado de 5º a 15º graus para facilitar o posicionamento de pacientes com menor mobilidade de corpo. A mama é comprimida de forma a enfatizar a região lateral. Essa incidência pode ser útil quando há suspeita de nódulos na região axilar e que não pode ser visualizada na incidência médio-lateral-oblíqua. O tubo de raio-x é angulado 45º. A região da axila e a parte superior do braço são colocados sobre o bucky, de modo que a parte posterior do braço da paciente fique quase debruçada. Nos dias de hoje, a utilização de mamógrafos de alta resolução dotados de foco fino para ampliação, de combinação adequada filme/écran e de processamento específico tem proporcionado a detecção de um número cada vez maior de lesões mamárias, principalmente lesões pequenas, quando ainda não são palpáveis. As incidências crânio caudal (CC) e médio lateral oblíqua (MLO) são duas das posições utilizadas na mamografia para avaliar as estruturas dos seios. A incidência crânio caudal é realizada com a paciente em posição ortostática, com o seio posicionado na superfície da placa de mamografia e a mama comprimida. Neste posicionamento, a imagem deve incluir o seio inteiro, desde a mama superior até a inferior. Já a incidência médio lateral oblíqua é realizada com a paciente em posição lateral, com o seio comprimido e posicionado na superfície da placa de mamografia. Neste posicionamento, a imagem deve incluir a mama desde a linha axilar até a superfície inferior da mama. Ambas as incidências são importantes na avaliação das estruturas dos seios, permitindo a visualização de lesões, tumores, cistos, entre outros achados, que podem ser identificados na mamografia. Para posicionar um aparelho em um posicionamento de mama perfil absoluto later medial (PLM), é necessário colocar o paciente em posição de decúbito lateral esquerdo ou direito, com o braço levantado acima da cabeça. O aparelho deve ser posicionado perpendicularmente ao plano mediano do paciente, com o centro da imagem alinhado com o centro da mama. É importante certificar-se de que a mama esteja completamente dentro do campo de visão da imagem, e que o braço do paciente não esteja presente na imagem. É importante também certificar-se de que o aparelho esteja nivelado e que o paciente esteja confortável durante a aquisição da imagem. Durante a realização do exame é importante que a posição do aparelho em relação o posicionamento de mama perfil absoluto later medial (PLM), seja observada, pois o paciente deve estar em posição de decúbito lateral com o braço a cima da cabeça. Esta posição é ideal para que a coleta de exames seja mais fácil de realizar além de proporcionar mais conforto ao paciente. Em ambas as incidências, a imagem deve incluir a mama inteira e a região axilar. Para o posicionamento de mama perfil absoluto later medial (PLM), o aparelho deve ser angulado de forma que a incidência seja perpendicular à linha média da mama. Na imagem apresentada, é possível observar diferenças de contraste entre os tecidos. 3. ATIVIADE PROPOSTA 2 O exame de Densitometria Óssea institui-se como um método eficiente, simples, rápido, totalmente não invasivo, com baixa emissão de raio-x, tanto para o paciente quanto para o técnico. Tem por finalidade medir a densidade mineral óssea e comparar com padrões para idade e sexo, além de detectar o grau da osteoporose, indicar a probabilidade de fraturas e auxiliar no tratamento médico. Um aliado indispensável para o diagnóstico e tratamento da osteoporose, osteopenia e de outras possíveis doenças que possam atingir os ossos. É atualmente, o único método para um diagnóstico seguro da avaliação da massa óssea e consequente predição do índice de fratura óssea. Indicado para todos os indivíduos com mais de 65 anos. A Densitometria Óssea é uma das mais avançadas tecnologias para avaliação e monitoramento de alterações na densidade mineral óssea (massa óssea). Por permitir a máxima precisão nos resultados e principalmente nos exames comparativos, é o método para diagnosticar precocemente doenças que interferem no metabolismo ósseo. A osteoporose, caracterizada tanto por uma deficiência quantitativa quanto qualitativa, pode levar a massa óssea a um grau de fragilidade, permitindo que fraturas ocorram por traumas mínimos. O exame periódico de densitometria óssea permite detectar estados de redução da massa óssea, estimar a resistência óssea e avaliar o risco de futuras fraturas em pacientes com baixa massa óssea, principalmente na coluna lombar e fêmur, auxiliando no tratamento médico. Densitometria Óssea (DXA) é um método comumente usados para medir a densidade mineral óssea e avaliar o risco de fratura. Esse procedimento é geralmente realizado com um dispositivo chamado densitômetro de raio-x. No protocolo de coluna lombar, o paciente é posicionado deitado de costas sobre a mesa do densitômetro, com os joelhos dobrados e os pés apoiados. O paciente deve permanecer imóvel durante a aquisição das imagens. A região de interesse é a coluna lombar e é importante que a posição seja consistente para garantir a precisão dos resultados.A região de interesse é a coluna lombar, que é o segmento entre a última vértebra torácica (T12) e a primeira vértebra sacral (L1). Essa região é escolhida pois é uma área comum de fraturas osteoporóticas. Além disso, é recomendado que sejam inclusas outras regiões como a coluna total, a coluna femoral, o braço, o punho e a área da cabeça, dependendo do caso e das necessidades do paciente. Para medir a densidade mineral óssea o paciente deverá deitar no aparelho e posicionar as pernas em um suporte esponjoso. O posicionamento é realizado pelo técnico, mantendo a pelve e a coluna vertebral alinhadas. O resultado é expressado como o T-score, que é o desvio padrão em relação à densidade óssea média de uma pessoa jovem saudável do mesmo sexo. No caso específico do paciente de 78 anos, com história familiar positiva para fratura de quadril, e com queixa de lombalgia crônica, é provável que o T-score seja negativo, indicando que o paciente tem uma densidade óssea abaixo da média, e pode ter osteopenia ou osteoporose. É importante que o paciente seja avaliado pelo médico e que sejam realizadas medidas para prevenir fraturas, incluindo a realização de exercícios de fortalecimento, a avaliação do uso de medicamentos que possam contribuir para a perda óssea e a correção de qualquer desequilíbrio nutricional. O exame da coluna lombar em posição póstero-anterior avalia o segmento de L1 a L4, este exame é usado para diagnosticar se o paciente tem osteoporose. O exame da coluna lombar quando está na projeção lateral facilita que seja excluída as estruturas posteriores dos corpos vertebrais e assim os efeitos da osteoporose vão sendo minimizados. No caso especifico da paciente, que tem 78 anos, percebe que há maior dificuldade para posicionar este paciente, o que justifica a má qualidade dos resultados dos exames. Para resultado de osteoporose não se indica que seja realizado o exame com o paciente deitado. O que conclui que é provável que seu T-score seja negativo, (-3,9; -3,8; -4,0; -4,3; -4,0) como define a OMS. Se indicar que ele tem uma densidade óssea abaixo da média, que pode ser caracterizada como osteoporose ou osteopenia. Para esse exame, o paciente deve deitar-se de costas em uma mesa de exame plana, com as pernas retas e os pés apontando para fora. Os joelhos devem estar virados para cima e as pernas devem estar bem juntas, de modo que os joelhos e os tornozelos se toquem. O técnico irá então posicionar o scanner sobre o fêmur, que é o osso da coxa. A região a ser incluída na imagem é o colo do fêmur e o trocânter maior, que é a protuberância óssea que se projeta lateralmente da extremidade superior do fêmur. É importante que o paciente permaneça imóvel durante o exame para garantir a qualidade da imagem. O técnico irá então processar as imagens e analisá-las para avaliar a densidade mineral óssea e detectar possíveis problemas ósseos, como a osteoporose. 4. CONCLUSÃO: Como vimos essas duas tecnologias nos auxiliam em distintos pontos da medicina, cada com sua área de atuação, objeto e finalidade, aparelhos diversos que com o passar do tempo e aprofundamento de estudiosos foram-se aperfeiçoando, um avanço em busca da melhoria e rapidez nos diagnósticos. Também observamos suas limitações, seus acessórios, e etc. A densitometria é, hoje, uma técnica de primeira grandeza. Ocupa o centro da atenção no processo diagnóstico da osteoporose e outras condições que tem ralação com alterações da densidade óssea. Durante os últimos 25 anos, a técnica vem sendo intensamente estudada, principalmente dentro da redoma da ciência médica, com dedicado foco no compartimento ósseo, sua resistência e fragilidade, suas variações durante a evolução de doenças e, também, como referência maior no monitoramento da eficácia de diferentes tratamentos farmacológicos hoje disponíveis. E Não existe dúvida que a mamografia, é hoje um dos meios de prevenção do câncer de mama, é a forma mais eficaz de detectar precocemente alterações nos seios capazes de gerar um câncer, antes mesmo de adquirir um tamanho palpável, até mesmo as menores lesões, que passam despercebidas no autoexame. Sendo assim nos dias atuais esses dois exames indispensáveis para a medicina. REFERÊNCIAS Plataforma MedDream através do link: https://www.softneta.com/ e selecionar “ONLINE DEMO” DANILO. INSTITUTO DE TECNOLOGIA E SAÚDE. 2017. Disponível em: . Acesso em: 04 mar. 2023. image1.png image2.jpeg