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A Hipófise 
A hipófise, também conhecida como glândula 
pituitária, é um órgão endócrino fundamental 
localizado na base do encéfalo, em uma 
estrutura óssea chamada sela túrcica, do 
osso esfenoide. Essa glândula é essencial 
para a regulação de diversas funções 
fisiológicas por meio da secreção de 
hormônios que controlam outras glândulas 
endócrinas, como a tireoide, as suprarrenais 
e as gónadas. 
 
Estrutura Geral 
A hipófise é dividida em duas partes 
principais, cada uma com histologia e função 
distintas: 
1. Adeno-hipófise (hipófise anterior) 
2. Neuro-hipófise (hipófise posterior) 
Adeno-hipófise 
A adeno-hipófise é uma região epitelial 
altamente vascularizada, derivada da bolsa 
de Rathke, uma estrutura ectodérmica. Sua 
histologia é composta por células dispostas 
em cordões rodeados por capilares 
sinusóides, permitindo uma eficiente troca de 
substâncias. 
As principais células da adeno-hipófise são 
classificadas conforme sua capacidade de 
coloração em microscopia de luz: 
 
● Cromófilas: 
 
○ Acidófilas: Células que se 
coram com corantes ácidos e 
secretam hormônios proteicos. 
Entre elas estão as 
somatotróficas (produzem 
hormônio do crescimento - 
GH) e as lactotróficas 
(produzem prolactina - PRL). 
○ Basófilas: Células que se 
coram com corantes básicos e 
secretam hormônios 
glicoproteicos. Entre elas 
estão as corticotrofos 
(produzem ACTH), as 
tireotrofos (produzem TSH) e 
as gonadotrofos (produzem 
LH e FSH). 
● Cromófobas: São células que não se 
coram de forma evidente e podem 
representar células em repouso ou 
precursoras das cromófilas. 
 
A adeno-hipófise está sob controle do 
hipotálamo, que libera fatores liberadores ou 
inibidores que chegam à hipófise através do 
sistema porta-hipofisário. 
 
 
 
 
 
Neuro-hipófise 
A neuro-hipófise é uma extensão do 
hipotálamo e não possui células secretoras 
de hormônios próprias. Em vez disso, 
armazena e libera hormônios sintetizados 
pelos núcleos hipotalâmicos supraóptico e 
paraventricular. 
A histologia da neuro-hipófise é composta 
por: 
● Pituicócitos: Células gliais que dão 
suporte estrutural e funcional. 
● Axônios não mielinizados: Fibras 
nervosas que transportam os 
hormônios do hipotálamo. 
● Corpos de Herring: Acúmulos de 
neurosecreção visíveis ao 
microscópio, que armazenam 
hormônios como a ocitocina e o ADH 
(vasopressina). 
Os hormônios da neuro-hipófise incluem: 
● Ocitocina: Promove contrações 
uterinas durante o parto e a ejeção do 
leite. 
● ADH (hormônio antidiurético ou 
vasopressina): Controla a retenção 
de água pelos rins e regula a pressão 
arterial. 
 
 
Importância Histológica e Fisiológica 
A hipófise é essencial para o funcionamento 
do sistema endócrino, sendo regulada pelo 
hipotálamo por meio de mecanismos de 
feedback hormonal. A análise histológica da 
hipófise é fundamental para a compreensão 
de doenças endócrinas, como os adenomas 
hipofisários (tumores benignos que podem 
causar hipersecreção ou hipossecreção 
hormonal). 
 
 
 
Ilhotas de Langerhans 
As Ilhotas de Langerhans são estruturas 
endócrinas localizadas no pâncreas, 
distribuídas entre o tecido exócrino 
pancreático. Elas representam 
aproximadamente 1% a 2% do volume total 
do órgão, mas desempenham um papel 
crucial na regulação da glicemia e do 
metabolismo energético do organismo. 
Estrutura Histológica 
As ilhotas de Langerhans são formadas por 
aglomerados celulares delimitados por uma 
fina rede de fibras reticulares e ricamente 
vascularizados por capilares fenestrados, 
que permitem a rápida difusão de hormônios 
para a circulação sanguínea. Essas células 
endócrinas são sustentadas por uma 
delicada matriz extracelular composta por 
colágeno e outras glicoproteínas que 
auxiliam na adesão e organização celular. 
No meio dessas células, há uma intensa 
interação com terminações nervosas 
autonômicas, que modulam a liberação 
hormonal em resposta a diferentes estímulos 
fisiológicos. 
 
 
 
 
 
Principais Tipos Celulares 
As células das ilhotas de Langerhans são 
classificadas com base nos hormônios que 
secretam. Suas células são poligonais. Entre 
elas, destacam-se: 
● Células beta (β): Representam 
aproximadamente 60% a 80% das 
células da ilhota e secretam insulina, 
um hormônio responsável pela 
redução da glicemia ao estimular a 
captação de glicose pelas células do 
corpo, especialmente músculos e 
fígado. 
● Células alfa (α): Correspondem a 
15% a 20% do total e produzem 
glucagon, que tem efeito oposto ao 
da insulina, promovendo o aumento 
da glicemia ao estimular a liberação 
de glicose pelo fígado. 
● Células delta (δ): São cerca de 3% a 
10% das células da ilhota e secretam 
somatostatina, um hormônio que 
regula a secreção de insulina e 
glucagon, além de ter efeito inibitório 
sobre outras funções digestivas. Ação 
parácrina, intermediador entre a e b. 
● Células PP (ou F): Presentes em 
menor quantidade (1% a 5%), essas 
células produzem o polipeptídeo 
pancreático, que modula a função 
exócrina do pâncreas e regula 
processos digestivos. 
● Células épsilon (ε): São raras e 
secretam grelina, um hormônio 
associado ao controle do apetite e 
da secreção de insulina. 
 
Organização e Função 
A distribuição das células dentro das ilhotas 
varia entre espécies. Em humanos, as 
células beta estão predominantemente no 
centro da ilhota, enquanto as células alfa e 
delta ficam na periferia. Esse arranjo 
favorece a comunicação entre os diferentes 
tipos celulares por meio de sinais parácrinos 
e da interação direta entre as células. 
O funcionamento das ilhotas depende da 
interação hormonal, neuronal e 
metabólica. A secreção de insulina e 
glucagon, por exemplo, é regulada pelos 
níveis sanguíneos de glicose, além da 
influência do sistema nervoso autônomo e 
de outros hormônios gastrointestinais. 
 
Vascularização e Inervação 
A vascularização das ilhotas de Langerhans 
é extremamente rica e composta por 
capilares fenestrados, que permitem a 
rápida troca de substâncias entre as células 
endócrinas e o sangue. Esse suprimento 
sanguíneo é organizado de forma que os 
hormônios secretados possam atingir 
rapidamente os tecidos-alvo e atuar na 
regulação do metabolismo energético. 
A inervação autonômica das ilhotas inclui 
fibras simpáticas e parassimpáticas, que 
modulam a secreção hormonal em resposta 
a diferentes condições fisiológicas. Por 
exemplo, a ativação do sistema simpático 
estimula a liberação de glucagon, enquanto o 
sistema parassimpático promove a secreção 
de insulina. 
Importância Clínica 
Alterações na função das ilhotas de 
Langerhans estão associadas a diversas 
doenças metabólicas, sendo o diabetes 
mellitus a mais conhecida. No diabetes tipo 
1, há destruição autoimune das células beta, 
levando à deficiência de insulina. Já no 
diabetes tipo 2, ocorre resistência à insulina, 
frequentemente associada a obesidade e 
outros fatores metabólicos. 
Além disso, tumores das ilhotas 
pancreáticas, como insulinomas e 
glucagonomas, podem resultar em 
desequilíbrios hormonais graves, exigindo 
intervenções médicas específicas. 
 
Tireoide 
A tireoide é uma glândula endócrina situada 
na região anterior do pescoço, logo abaixo 
da laringe, e envolvida pelos primeiros anéis 
da traqueia. Sua principal função é a 
produção e liberação de hormônios que 
regulam o metabolismo corporal. 
Histologicamente, a tiróide apresenta uma 
estrutura altamente organizada, composta 
por unidades funcionais chamadas folículos 
tireoidianos, além da presença de células 
específicas envolvidas na síntese e secreção 
hormonal. 
 
 
 
Estrutura Histológica da Tireoide 
A tireóide é envolvida por uma cápsula de 
tecido conjuntivo frouxo, que emite septos 
para o interior da glândula, dividindo-a em 
lobos e lóbulos. Esses septos (emitido da 
cápsula) também carregam vasos 
sanguíneos, nervos e vasos linfáticos, 
garantindo a nutrição e o funcionamento da 
glândula. Pode estar em grande atividade 
(hiperfuncional, com células[cuboides, bem 
ativas] e coloides grandes) ou com pouca 
atividade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O tecido tireoidiano é caracterizado pela 
presença dos folículos tireoidianos, que 
são esferas preenchidas por uma substância 
gelatinosa chamada coloide. Cada folículo é 
delimitado por uma camada única de células 
epiteliais cúbicas ou colunares, conhecidas 
como células foliculares ou principais ou 
tireócitos, responsáveis pela síntese dos 
hormônios tireoidianos. Também existem 
células C, chamadas também de 
parafoliculares [aglomerados] 
 
As células foliculares vão pegar a tirosina 
para formar a tireoglobulina dentro do 
coloide. O coloide armazena tireoglobulina é 
 
quando o corpo precisa de t3 ou t4, essa 
molécula vai receber iodo no próprio coloide. 
Aí t3 é t4 vão entrar na célula e vão ser 
excretadas na corrente sanguínea. 
As células C/parafoliculares vão produzir 
calcitonina (que diminui atividade de 
osteoclastos) para bloquear/diminuir 
absorção de cálcio para diminuição dele no 
sangue. 
Folículos Tireoidianos e Produção 
Hormonal 
Os folículos tireoidianos são as principais 
unidades morfofuncionais da tiróide e 
possuem duas componentes essenciais: 
● Coloide: Um material homogêneo 
rico em tireoglobulina, uma proteína 
precursora dos hormônios 
tireoidianos. 
● Células foliculares: São células 
epiteliais responsáveis pela 
produção, armazenamento e 
secreção dos hormônios 
triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). - 
graças ao estímulo da TSH da 
hipófise 
 
 
O processo de síntese dos hormônios 
tireoidianos ocorre da seguinte forma: 
1. Captação de iodo: As células 
foliculares absorvem iodo do sangue 
e o transportam para o lúmen 
folicular. 
2. Síntese de tireoglobulina: Essa 
proteína é produzida nas células 
foliculares e secretada para o coloide. 
3. Iodação da tireoglobulina: O iodo 
se liga aos resíduos de tirosina na 
tireoglobulina, formando 
monoiodotirosina (MIT) e 
diiodotirosina (DIT). 
4. Formação de T3 e T4: A junção de 
MIT e DIT dá origem ao T3, enquanto 
a união de dois DITs forma o T4. 
5. Endocitose e liberação hormonal: 
A tireoglobulina iodada é reabsorvida 
pelas células foliculares, onde ocorre 
a hidrólise liberando T3 e T4 na 
circulação sanguínea. 
Os hormônios tireoidianos regulam o 
metabolismo celular, crescimento, 
desenvolvimento fetal e funções 
cardiovasculares e neurológicas. 
Células Parafoliculares (Células C ou 
Células Claras) 
 
Além das células foliculares, a tiróide contém 
células parafoliculares, também chamadas 
células C, que estão localizadas entre os 
folículos ou na periferia deles. Essas células 
secretam calcitonina, um hormônio 
envolvido na homeostase do cálcio, 
promovendo a inibição da reabsorção óssea 
pelos osteoclastos e reduzindo os níveis de 
cálcio no sangue. 
Vascularização e Inervação 
A tiróide possui uma vascularização 
abundante, essencial para a liberação 
rápida dos hormônios tireoidianos na 
circulação. Ela recebe sangue das artérias 
tireoidianas superiores e inferiores, e a 
drenagem venosa ocorre por meio do plexo 
venoso tireoidiano. 
A inervação é feita pelo sistema nervoso 
autonômico, onde fibras simpáticas 
estimulam a atividade glandular, enquanto as 
fibras parassimpáticas regulam a função 
secretora. 
Importância Clínica 
Disfunções na histologia da tiróide podem 
levar a diversas patologias, incluindo: 
● Hipotireoidismo: Produção 
insuficiente de hormônios 
tireoidianos, resultando em 
metabolismo lento, fadiga, ganho de 
peso e alterações cognitivas. 
● Hipertireoidismo: Produção 
excessiva de hormônios tireoidianos, 
causando metabolismo acelerado, 
perda de peso, taquicardia e 
irritabilidade. 
● Bócio: Aumento anormal da glândula 
tireoideana, geralmente devido à 
deficiência de iodo ou distúrbios 
autoimunes. 
● Câncer de tiróide: Pode surgir a 
partir das células foliculares ou das 
células parafoliculares, exigindo 
tratamento cirúrgico ou radioativo. 
 
Paratireoide 
A paratireoide é uma glândula endócrina 
composta por quatro pequenas estruturas 
situadas na face posterior da tiróide. Sua 
principal função é a produção do hormônio 
paratireoidiano (PTH), responsável pela 
regulação dos níveis de cálcio e fósforo no 
sangue. 
Estrutura Histológica 
Cada paratireoide é envolvida por uma 
cápsula de tecido conjuntivo denso, que 
se estende para o interior da glândula 
formando septo e dividindo-a em pequenos 
lóbulos. Esses septos carregam vasos 
sanguíneos e nervos que sustentam a função 
glandular. 
O parênquima da paratireoide é composto 
por cordões celulares anastomosados, 
entremeados por uma rede capilar 
abundante, facilitando a rápida liberação do 
PTH na circulação. 
Principais Tipos Celulares 
A paratireoide contém dois tipos principais de 
células: 
● Células principais: São as mais 
abundantes e responsáveis pela 
produção e secreção do hormônio 
paratireoidiano (PTH). Possuem 
citoplasma claro ou ligeiramente 
 
eosinofílico, com núcleo central e 
arredondado. A secreção de PTH é 
regulada pelos níveis de cálcio no 
sangue – quando os níveis de cálcio 
caem, a liberação de PTH aumenta. 
● Células oxífilas: São menos 
numerosas e aparecem após a 
puberdade. Possuem citoplasma 
intensamente eosinofílico devido à 
alta quantidade de mitocôndrias. 
Sua função ainda não está 
completamente esclarecida, mas 
acredita-se que possam ter um papel 
na reserva funcional da glândula. 
São maior que as principais. 
● Células De limpeza: clean cells (sem 
função encontrada ainda) 
 
 
Função do Hormônio Paratireoidiano 
(PTH) 
O PTH é um hormônio fundamental para a 
homeostase do cálcio, atuando em três 
principais alvos: 
1. Ossos: Estimula os osteoclastos, 
promovendo a reabsorção óssea e a 
liberação de cálcio na corrente 
sanguínea. 
2. Rins: Aumenta a reabsorção de 
cálcio nos túbulos renais e estimula 
a ativação da vitamina D (calcitriol), 
que facilita a absorção intestinal de 
cálcio. 
3. Intestino: Indiretamente aumenta a 
absorção de cálcio ao estimular a 
síntese de calcitriol, um hormônio 
que melhora a captação intestinal de 
cálcio. 
A ação do PTH é oposta à da calcitonina, 
hormônio produzido pelas células 
parafoliculares da tiróide, que reduz os níveis 
de cálcio no sangue. 
 
Vascularização e Inervação 
A paratireoide recebe sangue das artérias 
tireoidianas inferiores, enquanto a 
drenagem venosa ocorre por meio do plexo 
venoso tireoidiano. A inervação autonômica 
é composta por fibras simpáticas e 
parassimpáticas que regulam a função 
secretora da glândula. 
Importância Clínica 
Disfunções na paratireoide podem levar a 
distúrbios no metabolismo do cálcio, como: 
● Hiperparatireoidismo: Produção 
excessiva de PTH, resultando em 
hipercalcemia, fragilidade óssea e 
formação de cálculos renais. 
● Hipoparatireoidismo: Produção 
insuficiente de PTH, levando à 
hipocalcemia, espasmos musculares 
e alterações neuromusculares. 
 
 
 
 
Glândulas Adrenais 
(Suprarrenais) 
As glândulas adrenais, ou suprarrenais, 
são dois órgãos endócrinos localizados no 
polo superior dos rins. Elas desempenham 
um papel fundamental na homeostase do 
organismo, produzindo hormônios 
essenciais para a resposta ao estresse, 
regulação da pressão arterial e 
metabolismo energético. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cada glândula adrenal possui duas regiões 
histologicamente distintas: 
1. Córtex adrenal – Responsável pela 
produção de hormônios esteroides. 
2. Medula adrenal – Responsável pela 
secreção de catecolaminas. 
 
Estrutura Geral 
As glândulas adrenais são envolvidas por 
uma cápsula de tecido conjuntivo denso, 
que emite septos delgados para o interior 
da glândula, sustentando os vasos 
sanguíneos e nervos. O parênquima é 
altamente vascularizado, garantindo a rápida 
liberação de hormônios na circulação. 
Cordões podem aparecer de todos jeitos. 
 
 
Córtex Adrenal 
A adrenal não guarda os hormônios, ele 
sempre produz e já é liberado para fora da 
célula. O córtex adrenal ocupa 
aproximadamente 90%da glândula e é 
dividido em três zonas distintas, veio do 
mesoderma. Gotículas de gordura em 
células, pois são hormônios lipidicos. Tem 
zonas organizadas em camadas 
concêntricas: 
1. Zona Glomerulosa (mais externa) 
 
○ Composta por células 
dispostas em aglomerados 
arredondados. 
○ Cordões Celulares em fileiras 
únicas ou duplas, formando 
arcos ou letras C. Restrita a 
uma parte pequena. 
○ Produz mineralocorticoides, 
como a aldosterona, que 
regula o equilíbrio de sódio e 
potássio e a pressão arterial. 
○ Zona mais escurinha nas 
fotos. 
○ Estímulo: Sistema 
renina-angiotensina e 
potássio plasmático. 
2. Zona Fasciculada (intermediária, 
maior porção do córtex) 
○ Formada por células 
organizadas em cordões 
longos e paralelos. Cordões 
são retos, com fileiras única 
ou dupla. 
○ Produz glicocorticoides, 
como cortisol, responsável 
pela regulação do 
metabolismo energético, 
resposta ao estresse e 
controle da inflamação. 
○ Estímulo: Hormônio 
adrenocorticotrófico (ACTH) 
da hipófise. 
○ Gotículas brancas mais 
visíveis nas células (células 
chamadas de espongiócitos) 
em lâmina 
○ Células poligonais 
3. Zona Reticulada (mais 
interna) 
○ Possui células organizadas 
em redes anastomosadas. 
○ Produz andrógenos 
adrenais, como 
deidroepiandrosterona 
(DHEA), que influenciam 
características sexuais 
secundárias. 
○ Zona mais irregular 
○ Estímulo: ACTH. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Medula Adrenal 
A medula adrenal ocupa cerca de 10% a 
20% da glândula e é composta por células 
chamadas cromafins, que derivam da crista 
neural e atuam como neurônios 
modificados. Veio do neuroectoderma. Só 
vai liberar se tiver um estímulo. 
● Células cromafins: Produzem 
catecolaminas, como adrenalina 
(80%) e noradrenalina (20%), 
responsáveis pela resposta ao 
estresse agudo (luta ou fuga). 
● A secreção é controlada pelo sistema 
nervoso simpático. 
● A medula adrenal é altamente 
vascularizada e possui capilares 
sinusóides que permitem a rápida 
difusão dos hormônios para o 
sangue. 
● Tem uma artéria para liberação do 
hormônios, que vai se ramificar para 
ida e volta de hormônios 
● Também existem nelas 
 
Vascularização e Inervação 
As glândulas adrenais possuem um 
suprimento sanguíneo complexo, 
essencial para sua função endócrina: 
● Artérias suprarrenais superiores, 
médias e inferiores irrigam a 
glândula. 
● O sangue circula do córtex para a 
medula, levando os glicocorticoides 
diretamente às células cromafins, 
estimulando a conversão de 
noradrenalina em adrenalina. 
● A inervação simpática direta regula a 
secreção de catecolaminas na 
medula. 
Importância Clínica 
● Doença de Addison: Hipofunção 
adrenal, resultando em deficiência de 
cortisol e aldosterona, levando a 
fadiga, hipoglicemia e hipotensão. 
● Síndrome de Cushing: Excesso de 
glicocorticoides, causando ganho de 
peso, hipertensão e fraqueza 
muscular. 
● Feocromocitoma: Tumor da medula 
adrenal que leva à produção 
excessiva de catecolaminas, 
resultando em crises de hipertensão 
severa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Glândula Pineal (Epífise) 
A glândula pineal, também chamada de 
epífise, é uma pequena estrutura endócrina 
localizada no teto do diencéfalo, entre os 
dois hemisférios cerebrais, na parte posterior 
do terceiro ventrículo. Sua principal função 
é a produção do hormônio melatonina, que 
regula os ciclos de sono e vigília, além de 
influenciar processos biológicos relacionados 
à reprodução e ao ritmo circadiano. Tecido 
conjuntivo + epitélio simples pavimentoso 
Estrutura Histológica 
A glândula pineal é envolvida por uma 
cápsula de tecido conjuntivo derivada da 
pia-máter, que emite septo para o interior da 
glândula, formando um arcabouço de 
sustentação e carregando vasos 
sanguíneos e nervos. 
 
 
O parênquima pineal é composto por dois 
principais tipos celulares: 
1. Pinealócitos 
● Representam a maioria das células 
da glândula e são responsáveis pela 
produção e secreção de melatonina. 
● Possuem núcleos grandes e 
vesiculosos, citoplasma claro e 
prolongamentos citoplasmáticos que 
se projetam em direção aos capilares 
sanguíneos. 
● Contêm grânulos secretores e são 
metabolicamente ativas, sofrendo 
influência direta da luminosidade 
percebida pela retina. 
 
2. Células Intersticiais (Gliais) 
● Correspondem a cerca de 5% a 10% 
das células pineais. 
● São células semelhantes à 
astrócitos, com funções de suporte 
e regulação metabólica para os 
pinealócitos. 
● Apresentam núcleo mais alongado e 
citoplasma menos evidente. 
Além dessas células, a glândula pineal 
contém vasos sanguíneos abundantes e 
fibras nervosas que regulam sua atividade 
 
. 
Produção e Regulação da Melatonina 
A melatonina é um hormônio produzido a 
partir do aminoácido triptofano, que é 
convertido em serotonina e posteriormente 
em melatonina. Sua produção é regulada 
pelo ciclo claro-escuro, sendo estimulada à 
noite e inibida pela exposição à luz. 
O controle da secreção da melatonina ocorre 
por meio da via retino-hipotalâmica, que 
segue o seguinte percurso: 
1. Captação da luz pela retina → Envio 
do sinal ao núcleo 
supraquiasmático do hipotálamo. 
2. Transmissão do sinal ao gânglio 
cervical superior → Fibras 
simpáticas inibem a atividade dos 
pinealócitos quando há luz. 
3. No escuro, a inibição desaparece, e 
os pinealócitos iniciam a secreção de 
melatonina na corrente sanguínea. 
A melatonina desempenha funções 
importantes, como: 
● Regulação do ritmo circadiano 
(sono e vigília). 
● Influência sobre funções 
reprodutivas, inibindo a secreção de 
gonadotrofinas. 
● Ação antioxidante e neuroprotetora. 
● Controle biorritmo (período de 24h) 
Estímulos luminosos-> retina -> córtex 
cerebral -> pineal -> melatonina 《 escuro e 
claro》-> mudança rítmicas dos órgãos 
Areia Cerebral (Corpora Arenacea) 
Com o avanço da idade, a glândula pineal 
acumula depósitos de fosfato e carbonato 
de cálcio, formando corpora arenacea, 
também chamadas de areia cerebral. Essas 
estruturas são radiopacas e podem ser 
visualizadas em exames de imagem, 
servindo como um marco anatômico no 
cérebro. 
Vascularização e Inervação 
A glândula pineal possui um rico 
suprimento sanguíneo, derivado das 
artérias coroidais posteriores. Sua 
drenagem ocorre por meio das veias 
cerebrais internas. 
A inervação é predominantemente 
simpática, regulando a secreção de 
melatonina de acordo com a luminosidade 
ambiental. 
Importância Clínica 
● Distúrbios do sono: A deficiência na 
produção de melatonina pode levar à 
insônia e à desregulação do ritmo 
circadiano. 
● Puberdade precoce: Disfunções da 
pineal podem levar à produção 
inadequada de melatonina, 
influenciando a maturação sexual. 
● Tumores pineais: Podem causar 
compressão de estruturas vizinhas, 
levando a distúrbios neurológicos e 
hormonais. 
 
 
	 
	A Hipófise 
	A hipófise, também conhecida como glândula pituitária, é um órgão endócrino fundamental localizado na base do encéfalo, em uma estrutura óssea chamada sela túrcica, do osso esfenoide. Essa glândula é essencial para a regulação de diversas funções fisiológicas por meio da secreção de hormônios que controlam outras glândulas endócrinas, como a tireoide, as suprarrenais e as gónadas. 
	Estrutura Geral 
	A hipófise é dividida em duas partes principais, cada uma com histologia e função distintas: 
	1.​Adeno-hipófise (hipófise anterior) 
	2.​Neuro-hipófise (hipófise posterior) 
	Adeno-hipófise 
	A adeno-hipófise é uma região epitelial altamente vascularizada, derivada da bolsa de Rathke, uma estrutura ectodérmica. Sua histologia é composta por células dispostas em cordões rodeados por capilares sinusóides, permitindo uma eficiente troca de substâncias. 
	As principais células da adeno-hipófise são classificadas conforme sua capacidade de coloração em microscopia de luz: 
	●​Cromófilas:​ 
	○​Acidófilas: Células que se coram com corantes ácidos e secretam hormônios proteicos. Entre elas estão as somatotróficas(produzem hormônio do crescimento - GH) e as lactotróficas (produzem prolactina - PRL). 
	○​Basófilas: Células que se coram com corantes básicos e secretam hormônios glicoproteicos. Entre elas estão as corticotrofos (produzem ACTH), as tireotrofos (produzem TSH) e as gonadotrofos (produzem LH e FSH). 
	●​Cromófobas: São células que não se coram de forma evidente e podem representar células em repouso ou precursoras das cromófilas.​ 
	A adeno-hipófise está sob controle do hipotálamo, que libera fatores liberadores ou inibidores que chegam à hipófise através do sistema porta-hipofisário. 
	Neuro-hipófise 
	A neuro-hipófise é uma extensão do hipotálamo e não possui células secretoras de hormônios próprias. Em vez disso, armazena e libera hormônios sintetizados pelos núcleos hipotalâmicos supraóptico e paraventricular. 
	A histologia da neuro-hipófise é composta por: 
	●​Pituicócitos: Células gliais que dão suporte estrutural e funcional. 
	●​Axônios não mielinizados: Fibras nervosas que transportam os hormônios do hipotálamo. 
	●​Corpos de Herring: Acúmulos de neurosecreção visíveis ao microscópio, que armazenam hormônios como a ocitocina e o ADH (vasopressina). 
	Os hormônios da neuro-hipófise incluem: 
	●​Ocitocina: Promove contrações uterinas durante o parto e a ejeção do leite. 
	●​ADH (hormônio antidiurético ou vasopressina): Controla a retenção de água pelos rins e regula a pressão arterial. 
	 
	 
	Importância Histológica e Fisiológica 
	A hipófise é essencial para o funcionamento do sistema endócrino, sendo regulada pelo hipotálamo por meio de mecanismos de feedback hormonal. A análise histológica da hipófise é fundamental para a compreensão de doenças endócrinas, como os adenomas hipofisários (tumores benignos que podem causar hipersecreção ou hipossecreção hormonal). 
	 
	 
	Ilhotas de Langerhans 
	Estrutura Histológica 
	Principais Tipos Celulares 
	Organização e Função 
	Vascularização e Inervação 
	Importância Clínica 
	Tireoide 
	Estrutura Histológica da Tireoide 
	Folículos Tireoidianos e Produção Hormonal 
	Células Parafoliculares (Células C ou Células Claras) 
	Vascularização e Inervação 
	Importância Clínica 
	Paratireoide 
	Estrutura Histológica 
	Principais Tipos Celulares 
	Vascularização e Inervação 
	Importância Clínica 
	Glândulas Adrenais (Suprarrenais) 
	Estrutura Geral 
	Córtex Adrenal 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	Medula Adrenal 
	Vascularização e Inervação 
	Importância Clínica 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	Glândula Pineal (Epífise) 
	Estrutura Histológica 
	1. Pinealócitos 
	2. Células Intersticiais (Gliais) 
	Produção e Regulação da Melatonina 
	Areia Cerebral (Corpora Arenacea) 
	Vascularização e Inervação 
	Importância Clínica