Prévia do material em texto
A Hipófise A hipófise, também conhecida como glândula pituitária, é um órgão endócrino fundamental localizado na base do encéfalo, em uma estrutura óssea chamada sela túrcica, do osso esfenoide. Essa glândula é essencial para a regulação de diversas funções fisiológicas por meio da secreção de hormônios que controlam outras glândulas endócrinas, como a tireoide, as suprarrenais e as gónadas. Estrutura Geral A hipófise é dividida em duas partes principais, cada uma com histologia e função distintas: 1. Adeno-hipófise (hipófise anterior) 2. Neuro-hipófise (hipófise posterior) Adeno-hipófise A adeno-hipófise é uma região epitelial altamente vascularizada, derivada da bolsa de Rathke, uma estrutura ectodérmica. Sua histologia é composta por células dispostas em cordões rodeados por capilares sinusóides, permitindo uma eficiente troca de substâncias. As principais células da adeno-hipófise são classificadas conforme sua capacidade de coloração em microscopia de luz: ● Cromófilas: ○ Acidófilas: Células que se coram com corantes ácidos e secretam hormônios proteicos. Entre elas estão as somatotróficas (produzem hormônio do crescimento - GH) e as lactotróficas (produzem prolactina - PRL). ○ Basófilas: Células que se coram com corantes básicos e secretam hormônios glicoproteicos. Entre elas estão as corticotrofos (produzem ACTH), as tireotrofos (produzem TSH) e as gonadotrofos (produzem LH e FSH). ● Cromófobas: São células que não se coram de forma evidente e podem representar células em repouso ou precursoras das cromófilas. A adeno-hipófise está sob controle do hipotálamo, que libera fatores liberadores ou inibidores que chegam à hipófise através do sistema porta-hipofisário. Neuro-hipófise A neuro-hipófise é uma extensão do hipotálamo e não possui células secretoras de hormônios próprias. Em vez disso, armazena e libera hormônios sintetizados pelos núcleos hipotalâmicos supraóptico e paraventricular. A histologia da neuro-hipófise é composta por: ● Pituicócitos: Células gliais que dão suporte estrutural e funcional. ● Axônios não mielinizados: Fibras nervosas que transportam os hormônios do hipotálamo. ● Corpos de Herring: Acúmulos de neurosecreção visíveis ao microscópio, que armazenam hormônios como a ocitocina e o ADH (vasopressina). Os hormônios da neuro-hipófise incluem: ● Ocitocina: Promove contrações uterinas durante o parto e a ejeção do leite. ● ADH (hormônio antidiurético ou vasopressina): Controla a retenção de água pelos rins e regula a pressão arterial. Importância Histológica e Fisiológica A hipófise é essencial para o funcionamento do sistema endócrino, sendo regulada pelo hipotálamo por meio de mecanismos de feedback hormonal. A análise histológica da hipófise é fundamental para a compreensão de doenças endócrinas, como os adenomas hipofisários (tumores benignos que podem causar hipersecreção ou hipossecreção hormonal). Ilhotas de Langerhans As Ilhotas de Langerhans são estruturas endócrinas localizadas no pâncreas, distribuídas entre o tecido exócrino pancreático. Elas representam aproximadamente 1% a 2% do volume total do órgão, mas desempenham um papel crucial na regulação da glicemia e do metabolismo energético do organismo. Estrutura Histológica As ilhotas de Langerhans são formadas por aglomerados celulares delimitados por uma fina rede de fibras reticulares e ricamente vascularizados por capilares fenestrados, que permitem a rápida difusão de hormônios para a circulação sanguínea. Essas células endócrinas são sustentadas por uma delicada matriz extracelular composta por colágeno e outras glicoproteínas que auxiliam na adesão e organização celular. No meio dessas células, há uma intensa interação com terminações nervosas autonômicas, que modulam a liberação hormonal em resposta a diferentes estímulos fisiológicos. Principais Tipos Celulares As células das ilhotas de Langerhans são classificadas com base nos hormônios que secretam. Suas células são poligonais. Entre elas, destacam-se: ● Células beta (β): Representam aproximadamente 60% a 80% das células da ilhota e secretam insulina, um hormônio responsável pela redução da glicemia ao estimular a captação de glicose pelas células do corpo, especialmente músculos e fígado. ● Células alfa (α): Correspondem a 15% a 20% do total e produzem glucagon, que tem efeito oposto ao da insulina, promovendo o aumento da glicemia ao estimular a liberação de glicose pelo fígado. ● Células delta (δ): São cerca de 3% a 10% das células da ilhota e secretam somatostatina, um hormônio que regula a secreção de insulina e glucagon, além de ter efeito inibitório sobre outras funções digestivas. Ação parácrina, intermediador entre a e b. ● Células PP (ou F): Presentes em menor quantidade (1% a 5%), essas células produzem o polipeptídeo pancreático, que modula a função exócrina do pâncreas e regula processos digestivos. ● Células épsilon (ε): São raras e secretam grelina, um hormônio associado ao controle do apetite e da secreção de insulina. Organização e Função A distribuição das células dentro das ilhotas varia entre espécies. Em humanos, as células beta estão predominantemente no centro da ilhota, enquanto as células alfa e delta ficam na periferia. Esse arranjo favorece a comunicação entre os diferentes tipos celulares por meio de sinais parácrinos e da interação direta entre as células. O funcionamento das ilhotas depende da interação hormonal, neuronal e metabólica. A secreção de insulina e glucagon, por exemplo, é regulada pelos níveis sanguíneos de glicose, além da influência do sistema nervoso autônomo e de outros hormônios gastrointestinais. Vascularização e Inervação A vascularização das ilhotas de Langerhans é extremamente rica e composta por capilares fenestrados, que permitem a rápida troca de substâncias entre as células endócrinas e o sangue. Esse suprimento sanguíneo é organizado de forma que os hormônios secretados possam atingir rapidamente os tecidos-alvo e atuar na regulação do metabolismo energético. A inervação autonômica das ilhotas inclui fibras simpáticas e parassimpáticas, que modulam a secreção hormonal em resposta a diferentes condições fisiológicas. Por exemplo, a ativação do sistema simpático estimula a liberação de glucagon, enquanto o sistema parassimpático promove a secreção de insulina. Importância Clínica Alterações na função das ilhotas de Langerhans estão associadas a diversas doenças metabólicas, sendo o diabetes mellitus a mais conhecida. No diabetes tipo 1, há destruição autoimune das células beta, levando à deficiência de insulina. Já no diabetes tipo 2, ocorre resistência à insulina, frequentemente associada a obesidade e outros fatores metabólicos. Além disso, tumores das ilhotas pancreáticas, como insulinomas e glucagonomas, podem resultar em desequilíbrios hormonais graves, exigindo intervenções médicas específicas. Tireoide A tireoide é uma glândula endócrina situada na região anterior do pescoço, logo abaixo da laringe, e envolvida pelos primeiros anéis da traqueia. Sua principal função é a produção e liberação de hormônios que regulam o metabolismo corporal. Histologicamente, a tiróide apresenta uma estrutura altamente organizada, composta por unidades funcionais chamadas folículos tireoidianos, além da presença de células específicas envolvidas na síntese e secreção hormonal. Estrutura Histológica da Tireoide A tireóide é envolvida por uma cápsula de tecido conjuntivo frouxo, que emite septos para o interior da glândula, dividindo-a em lobos e lóbulos. Esses septos (emitido da cápsula) também carregam vasos sanguíneos, nervos e vasos linfáticos, garantindo a nutrição e o funcionamento da glândula. Pode estar em grande atividade (hiperfuncional, com células[cuboides, bem ativas] e coloides grandes) ou com pouca atividade. O tecido tireoidiano é caracterizado pela presença dos folículos tireoidianos, que são esferas preenchidas por uma substância gelatinosa chamada coloide. Cada folículo é delimitado por uma camada única de células epiteliais cúbicas ou colunares, conhecidas como células foliculares ou principais ou tireócitos, responsáveis pela síntese dos hormônios tireoidianos. Também existem células C, chamadas também de parafoliculares [aglomerados] As células foliculares vão pegar a tirosina para formar a tireoglobulina dentro do coloide. O coloide armazena tireoglobulina é quando o corpo precisa de t3 ou t4, essa molécula vai receber iodo no próprio coloide. Aí t3 é t4 vão entrar na célula e vão ser excretadas na corrente sanguínea. As células C/parafoliculares vão produzir calcitonina (que diminui atividade de osteoclastos) para bloquear/diminuir absorção de cálcio para diminuição dele no sangue. Folículos Tireoidianos e Produção Hormonal Os folículos tireoidianos são as principais unidades morfofuncionais da tiróide e possuem duas componentes essenciais: ● Coloide: Um material homogêneo rico em tireoglobulina, uma proteína precursora dos hormônios tireoidianos. ● Células foliculares: São células epiteliais responsáveis pela produção, armazenamento e secreção dos hormônios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). - graças ao estímulo da TSH da hipófise O processo de síntese dos hormônios tireoidianos ocorre da seguinte forma: 1. Captação de iodo: As células foliculares absorvem iodo do sangue e o transportam para o lúmen folicular. 2. Síntese de tireoglobulina: Essa proteína é produzida nas células foliculares e secretada para o coloide. 3. Iodação da tireoglobulina: O iodo se liga aos resíduos de tirosina na tireoglobulina, formando monoiodotirosina (MIT) e diiodotirosina (DIT). 4. Formação de T3 e T4: A junção de MIT e DIT dá origem ao T3, enquanto a união de dois DITs forma o T4. 5. Endocitose e liberação hormonal: A tireoglobulina iodada é reabsorvida pelas células foliculares, onde ocorre a hidrólise liberando T3 e T4 na circulação sanguínea. Os hormônios tireoidianos regulam o metabolismo celular, crescimento, desenvolvimento fetal e funções cardiovasculares e neurológicas. Células Parafoliculares (Células C ou Células Claras) Além das células foliculares, a tiróide contém células parafoliculares, também chamadas células C, que estão localizadas entre os folículos ou na periferia deles. Essas células secretam calcitonina, um hormônio envolvido na homeostase do cálcio, promovendo a inibição da reabsorção óssea pelos osteoclastos e reduzindo os níveis de cálcio no sangue. Vascularização e Inervação A tiróide possui uma vascularização abundante, essencial para a liberação rápida dos hormônios tireoidianos na circulação. Ela recebe sangue das artérias tireoidianas superiores e inferiores, e a drenagem venosa ocorre por meio do plexo venoso tireoidiano. A inervação é feita pelo sistema nervoso autonômico, onde fibras simpáticas estimulam a atividade glandular, enquanto as fibras parassimpáticas regulam a função secretora. Importância Clínica Disfunções na histologia da tiróide podem levar a diversas patologias, incluindo: ● Hipotireoidismo: Produção insuficiente de hormônios tireoidianos, resultando em metabolismo lento, fadiga, ganho de peso e alterações cognitivas. ● Hipertireoidismo: Produção excessiva de hormônios tireoidianos, causando metabolismo acelerado, perda de peso, taquicardia e irritabilidade. ● Bócio: Aumento anormal da glândula tireoideana, geralmente devido à deficiência de iodo ou distúrbios autoimunes. ● Câncer de tiróide: Pode surgir a partir das células foliculares ou das células parafoliculares, exigindo tratamento cirúrgico ou radioativo. Paratireoide A paratireoide é uma glândula endócrina composta por quatro pequenas estruturas situadas na face posterior da tiróide. Sua principal função é a produção do hormônio paratireoidiano (PTH), responsável pela regulação dos níveis de cálcio e fósforo no sangue. Estrutura Histológica Cada paratireoide é envolvida por uma cápsula de tecido conjuntivo denso, que se estende para o interior da glândula formando septo e dividindo-a em pequenos lóbulos. Esses septos carregam vasos sanguíneos e nervos que sustentam a função glandular. O parênquima da paratireoide é composto por cordões celulares anastomosados, entremeados por uma rede capilar abundante, facilitando a rápida liberação do PTH na circulação. Principais Tipos Celulares A paratireoide contém dois tipos principais de células: ● Células principais: São as mais abundantes e responsáveis pela produção e secreção do hormônio paratireoidiano (PTH). Possuem citoplasma claro ou ligeiramente eosinofílico, com núcleo central e arredondado. A secreção de PTH é regulada pelos níveis de cálcio no sangue – quando os níveis de cálcio caem, a liberação de PTH aumenta. ● Células oxífilas: São menos numerosas e aparecem após a puberdade. Possuem citoplasma intensamente eosinofílico devido à alta quantidade de mitocôndrias. Sua função ainda não está completamente esclarecida, mas acredita-se que possam ter um papel na reserva funcional da glândula. São maior que as principais. ● Células De limpeza: clean cells (sem função encontrada ainda) Função do Hormônio Paratireoidiano (PTH) O PTH é um hormônio fundamental para a homeostase do cálcio, atuando em três principais alvos: 1. Ossos: Estimula os osteoclastos, promovendo a reabsorção óssea e a liberação de cálcio na corrente sanguínea. 2. Rins: Aumenta a reabsorção de cálcio nos túbulos renais e estimula a ativação da vitamina D (calcitriol), que facilita a absorção intestinal de cálcio. 3. Intestino: Indiretamente aumenta a absorção de cálcio ao estimular a síntese de calcitriol, um hormônio que melhora a captação intestinal de cálcio. A ação do PTH é oposta à da calcitonina, hormônio produzido pelas células parafoliculares da tiróide, que reduz os níveis de cálcio no sangue. Vascularização e Inervação A paratireoide recebe sangue das artérias tireoidianas inferiores, enquanto a drenagem venosa ocorre por meio do plexo venoso tireoidiano. A inervação autonômica é composta por fibras simpáticas e parassimpáticas que regulam a função secretora da glândula. Importância Clínica Disfunções na paratireoide podem levar a distúrbios no metabolismo do cálcio, como: ● Hiperparatireoidismo: Produção excessiva de PTH, resultando em hipercalcemia, fragilidade óssea e formação de cálculos renais. ● Hipoparatireoidismo: Produção insuficiente de PTH, levando à hipocalcemia, espasmos musculares e alterações neuromusculares. Glândulas Adrenais (Suprarrenais) As glândulas adrenais, ou suprarrenais, são dois órgãos endócrinos localizados no polo superior dos rins. Elas desempenham um papel fundamental na homeostase do organismo, produzindo hormônios essenciais para a resposta ao estresse, regulação da pressão arterial e metabolismo energético. Cada glândula adrenal possui duas regiões histologicamente distintas: 1. Córtex adrenal – Responsável pela produção de hormônios esteroides. 2. Medula adrenal – Responsável pela secreção de catecolaminas. Estrutura Geral As glândulas adrenais são envolvidas por uma cápsula de tecido conjuntivo denso, que emite septos delgados para o interior da glândula, sustentando os vasos sanguíneos e nervos. O parênquima é altamente vascularizado, garantindo a rápida liberação de hormônios na circulação. Cordões podem aparecer de todos jeitos. Córtex Adrenal A adrenal não guarda os hormônios, ele sempre produz e já é liberado para fora da célula. O córtex adrenal ocupa aproximadamente 90%da glândula e é dividido em três zonas distintas, veio do mesoderma. Gotículas de gordura em células, pois são hormônios lipidicos. Tem zonas organizadas em camadas concêntricas: 1. Zona Glomerulosa (mais externa) ○ Composta por células dispostas em aglomerados arredondados. ○ Cordões Celulares em fileiras únicas ou duplas, formando arcos ou letras C. Restrita a uma parte pequena. ○ Produz mineralocorticoides, como a aldosterona, que regula o equilíbrio de sódio e potássio e a pressão arterial. ○ Zona mais escurinha nas fotos. ○ Estímulo: Sistema renina-angiotensina e potássio plasmático. 2. Zona Fasciculada (intermediária, maior porção do córtex) ○ Formada por células organizadas em cordões longos e paralelos. Cordões são retos, com fileiras única ou dupla. ○ Produz glicocorticoides, como cortisol, responsável pela regulação do metabolismo energético, resposta ao estresse e controle da inflamação. ○ Estímulo: Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) da hipófise. ○ Gotículas brancas mais visíveis nas células (células chamadas de espongiócitos) em lâmina ○ Células poligonais 3. Zona Reticulada (mais interna) ○ Possui células organizadas em redes anastomosadas. ○ Produz andrógenos adrenais, como deidroepiandrosterona (DHEA), que influenciam características sexuais secundárias. ○ Zona mais irregular ○ Estímulo: ACTH. Medula Adrenal A medula adrenal ocupa cerca de 10% a 20% da glândula e é composta por células chamadas cromafins, que derivam da crista neural e atuam como neurônios modificados. Veio do neuroectoderma. Só vai liberar se tiver um estímulo. ● Células cromafins: Produzem catecolaminas, como adrenalina (80%) e noradrenalina (20%), responsáveis pela resposta ao estresse agudo (luta ou fuga). ● A secreção é controlada pelo sistema nervoso simpático. ● A medula adrenal é altamente vascularizada e possui capilares sinusóides que permitem a rápida difusão dos hormônios para o sangue. ● Tem uma artéria para liberação do hormônios, que vai se ramificar para ida e volta de hormônios ● Também existem nelas Vascularização e Inervação As glândulas adrenais possuem um suprimento sanguíneo complexo, essencial para sua função endócrina: ● Artérias suprarrenais superiores, médias e inferiores irrigam a glândula. ● O sangue circula do córtex para a medula, levando os glicocorticoides diretamente às células cromafins, estimulando a conversão de noradrenalina em adrenalina. ● A inervação simpática direta regula a secreção de catecolaminas na medula. Importância Clínica ● Doença de Addison: Hipofunção adrenal, resultando em deficiência de cortisol e aldosterona, levando a fadiga, hipoglicemia e hipotensão. ● Síndrome de Cushing: Excesso de glicocorticoides, causando ganho de peso, hipertensão e fraqueza muscular. ● Feocromocitoma: Tumor da medula adrenal que leva à produção excessiva de catecolaminas, resultando em crises de hipertensão severa. Glândula Pineal (Epífise) A glândula pineal, também chamada de epífise, é uma pequena estrutura endócrina localizada no teto do diencéfalo, entre os dois hemisférios cerebrais, na parte posterior do terceiro ventrículo. Sua principal função é a produção do hormônio melatonina, que regula os ciclos de sono e vigília, além de influenciar processos biológicos relacionados à reprodução e ao ritmo circadiano. Tecido conjuntivo + epitélio simples pavimentoso Estrutura Histológica A glândula pineal é envolvida por uma cápsula de tecido conjuntivo derivada da pia-máter, que emite septo para o interior da glândula, formando um arcabouço de sustentação e carregando vasos sanguíneos e nervos. O parênquima pineal é composto por dois principais tipos celulares: 1. Pinealócitos ● Representam a maioria das células da glândula e são responsáveis pela produção e secreção de melatonina. ● Possuem núcleos grandes e vesiculosos, citoplasma claro e prolongamentos citoplasmáticos que se projetam em direção aos capilares sanguíneos. ● Contêm grânulos secretores e são metabolicamente ativas, sofrendo influência direta da luminosidade percebida pela retina. 2. Células Intersticiais (Gliais) ● Correspondem a cerca de 5% a 10% das células pineais. ● São células semelhantes à astrócitos, com funções de suporte e regulação metabólica para os pinealócitos. ● Apresentam núcleo mais alongado e citoplasma menos evidente. Além dessas células, a glândula pineal contém vasos sanguíneos abundantes e fibras nervosas que regulam sua atividade . Produção e Regulação da Melatonina A melatonina é um hormônio produzido a partir do aminoácido triptofano, que é convertido em serotonina e posteriormente em melatonina. Sua produção é regulada pelo ciclo claro-escuro, sendo estimulada à noite e inibida pela exposição à luz. O controle da secreção da melatonina ocorre por meio da via retino-hipotalâmica, que segue o seguinte percurso: 1. Captação da luz pela retina → Envio do sinal ao núcleo supraquiasmático do hipotálamo. 2. Transmissão do sinal ao gânglio cervical superior → Fibras simpáticas inibem a atividade dos pinealócitos quando há luz. 3. No escuro, a inibição desaparece, e os pinealócitos iniciam a secreção de melatonina na corrente sanguínea. A melatonina desempenha funções importantes, como: ● Regulação do ritmo circadiano (sono e vigília). ● Influência sobre funções reprodutivas, inibindo a secreção de gonadotrofinas. ● Ação antioxidante e neuroprotetora. ● Controle biorritmo (período de 24h) Estímulos luminosos-> retina -> córtex cerebral -> pineal -> melatonina 《 escuro e claro》-> mudança rítmicas dos órgãos Areia Cerebral (Corpora Arenacea) Com o avanço da idade, a glândula pineal acumula depósitos de fosfato e carbonato de cálcio, formando corpora arenacea, também chamadas de areia cerebral. Essas estruturas são radiopacas e podem ser visualizadas em exames de imagem, servindo como um marco anatômico no cérebro. Vascularização e Inervação A glândula pineal possui um rico suprimento sanguíneo, derivado das artérias coroidais posteriores. Sua drenagem ocorre por meio das veias cerebrais internas. A inervação é predominantemente simpática, regulando a secreção de melatonina de acordo com a luminosidade ambiental. Importância Clínica ● Distúrbios do sono: A deficiência na produção de melatonina pode levar à insônia e à desregulação do ritmo circadiano. ● Puberdade precoce: Disfunções da pineal podem levar à produção inadequada de melatonina, influenciando a maturação sexual. ● Tumores pineais: Podem causar compressão de estruturas vizinhas, levando a distúrbios neurológicos e hormonais. A Hipófise A hipófise, também conhecida como glândula pituitária, é um órgão endócrino fundamental localizado na base do encéfalo, em uma estrutura óssea chamada sela túrcica, do osso esfenoide. Essa glândula é essencial para a regulação de diversas funções fisiológicas por meio da secreção de hormônios que controlam outras glândulas endócrinas, como a tireoide, as suprarrenais e as gónadas. Estrutura Geral A hipófise é dividida em duas partes principais, cada uma com histologia e função distintas: 1.Adeno-hipófise (hipófise anterior) 2.Neuro-hipófise (hipófise posterior) Adeno-hipófise A adeno-hipófise é uma região epitelial altamente vascularizada, derivada da bolsa de Rathke, uma estrutura ectodérmica. Sua histologia é composta por células dispostas em cordões rodeados por capilares sinusóides, permitindo uma eficiente troca de substâncias. As principais células da adeno-hipófise são classificadas conforme sua capacidade de coloração em microscopia de luz: ●Cromófilas: ○Acidófilas: Células que se coram com corantes ácidos e secretam hormônios proteicos. Entre elas estão as somatotróficas(produzem hormônio do crescimento - GH) e as lactotróficas (produzem prolactina - PRL). ○Basófilas: Células que se coram com corantes básicos e secretam hormônios glicoproteicos. Entre elas estão as corticotrofos (produzem ACTH), as tireotrofos (produzem TSH) e as gonadotrofos (produzem LH e FSH). ●Cromófobas: São células que não se coram de forma evidente e podem representar células em repouso ou precursoras das cromófilas. A adeno-hipófise está sob controle do hipotálamo, que libera fatores liberadores ou inibidores que chegam à hipófise através do sistema porta-hipofisário. Neuro-hipófise A neuro-hipófise é uma extensão do hipotálamo e não possui células secretoras de hormônios próprias. Em vez disso, armazena e libera hormônios sintetizados pelos núcleos hipotalâmicos supraóptico e paraventricular. A histologia da neuro-hipófise é composta por: ●Pituicócitos: Células gliais que dão suporte estrutural e funcional. ●Axônios não mielinizados: Fibras nervosas que transportam os hormônios do hipotálamo. ●Corpos de Herring: Acúmulos de neurosecreção visíveis ao microscópio, que armazenam hormônios como a ocitocina e o ADH (vasopressina). Os hormônios da neuro-hipófise incluem: ●Ocitocina: Promove contrações uterinas durante o parto e a ejeção do leite. ●ADH (hormônio antidiurético ou vasopressina): Controla a retenção de água pelos rins e regula a pressão arterial. Importância Histológica e Fisiológica A hipófise é essencial para o funcionamento do sistema endócrino, sendo regulada pelo hipotálamo por meio de mecanismos de feedback hormonal. A análise histológica da hipófise é fundamental para a compreensão de doenças endócrinas, como os adenomas hipofisários (tumores benignos que podem causar hipersecreção ou hipossecreção hormonal). Ilhotas de Langerhans Estrutura Histológica Principais Tipos Celulares Organização e Função Vascularização e Inervação Importância Clínica Tireoide Estrutura Histológica da Tireoide Folículos Tireoidianos e Produção Hormonal Células Parafoliculares (Células C ou Células Claras) Vascularização e Inervação Importância Clínica Paratireoide Estrutura Histológica Principais Tipos Celulares Vascularização e Inervação Importância Clínica Glândulas Adrenais (Suprarrenais) Estrutura Geral Córtex Adrenal Medula Adrenal Vascularização e Inervação Importância Clínica Glândula Pineal (Epífise) Estrutura Histológica 1. Pinealócitos 2. Células Intersticiais (Gliais) Produção e Regulação da Melatonina Areia Cerebral (Corpora Arenacea) Vascularização e Inervação Importância Clínica