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ESTRADAS: PAVIMENTAÇÃO Engenharia Civil Prof. Me. Raphael Santos Materiais betuminosos Histórico • Impermeabilizante – Mesopotâmia, Grécia, Roma • Citações Bíblicas – “Arca de Noé” • Mumificação – Egito • Bolas de fogo – Grécia • Aglutinante – Mesopotâmia, Incas, Roma Histórico • Em 1802 as primeiras pavimentações com asfaltos naturais ocorreram na França, seguido posteriormente pelos Estados Unidos (1838) e pela Inglaterra (1869); • Os asfaltos processados, provenientes do petróleo, começaram a ser produzidos / utilizados no início do século XX. Materiais betuminosos: São materiais compostos essencialmente de betume. Grande emprego na construção civil como os asfaltos, alcatrões e óleos graxos; Uso preponderante em pavimentações rodoviárias e em impermeabilizações, tendo aplicação também em pinturas, isolamentos elétricos e muitos outros; BETUME Betume é uma mistura de hidrocarbonetos de consistência sólida, líquida ou gasosa, de origem natural ou pirogênica, completamente solúvel em dissulfeto de carbono, frequentemente acompanhado de seus derivados não metálicos. CARACTERÍSTICAS BÁSICAS Adesivos e aglomerantes que dispensam o uso de água, ao contrário dos aglomerantes minerais; Hidrófugos (repelem a água); Termoplásticos, sendo facilmente fundidos e solidificados e não possuem ponto de fusão, amolecendo em temperaturas variadas; CARACTERÍSTICAS BÁSICAS São inócuos ou inertes, isto é, não reagem quimicamente com os agregados minerais que são utilizados com o material de enchimento; Devido ao fato de serem termoplásticos e inertes, estes, possibilitam a reciclagem; Possui durabilidade variável influenciado principalmente pela radiação solar. Tipos de materiais betuminosos Naturais (CAN) – Encontrados na natureza em jazidas. Rochas asfálticas – Rochas calcárias contendo betume (10% a 30%) – depósito de Sassel e Gord na França; Lagos naturais – Resíduo da ação da atmosfera e intempéries sobre o petróleo – lago Trinidad na Venezuela. Asfalto São obtidos da destilação fracionada do petróleo. Devem ser aquecidos para serem aplicados, apresentam teor mais elevado de betume e são mais voláteis. Betim-MG Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) O derivado de petróleo usado como ligante dos agregados minerais denomina-se cimento asfáltico de petróleo (CAP). É um material semi-sólido, de cor marrom escura a preta, impermeável à água, viscoelástico, pouco reativo, com propriedades adesivas e termoplásticas. Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) COMPORTAMENTO ELÁSTICO – deformações são recuperáveis ao cessar a aplicação do esforço. COMPORTAMENTO VISCOSO – deformações aumentam continuamente com a ação de um esforço externo. Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) Classificação: De acordo com sua consistência (ensaio de penetração) CAP 30 - 45 CAP 50 - 70 CAP 85 - 100 CAP 150 - 200 Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) Asfalto Diluído de Petróleo (ADP) Necessitam de pouco aquecimento para aplicação em obras, pois contém um solvente misturado. Após a aplicação o solvente evapora, resultando em uma película sólida, muito aderente e impermeável. São divididos em 3 tipos: ADR – cura rápida ADM – cura média ADL – cura lenta Asfalto Diluído de Petróleo (ADP) Resultam da diluição do CAP por destilados leves de petróleo Diluentes ou solventes são produtos menos viscosos que permitem a aplicação em temperaturas mais baixas, reduzindo a necessidade de aquecimento demorado. Asfalto Diluído de Petróleo (ADP) ADR – cura rápida ADM – cura média ADL – cura lenta Asfalto Diluído de Petróleo (ADP) CLASSIFICAÇÃO • CURA RÁPIDA - diluente: gasolina ou nafta CAP – 52 a 86% Diluente – 48 a 14% CR-70; CR-250; CR-800 e CR-3000 • CURA MÉDIA - diluente: querosene CM-30, 70, 250, 800, 3000 • CURA LENTA - diluente: óleos combustíveis Não há no Brasil IMPRIMAÇÃO Asfalto Diluído de Petróleo (ADP) Em países desenvolvidos, seu uso em imprimação está sendo substituído por emulsões asfálticas devido a problemas ambientais. Emulsão asfáltica Constituídos por cimento asfáltico, finamente dividido em gotículas quase que microscópicas, dispersas (emulsionadas) em meio de água (fase aquosa) contendo um agente emulsificante. Emulsão asfáltica Emulsão asfáltica Emulsificante: Dar certa estabilidade à mistura Favorecer a dispersão Revestir os glóbulos de betume com película protetora, mantendo em suspensão Emulsão asfáltica TIPOS DE EMULSÕES • CATIÔNICAS: Emulsificante: sais de amina Agregados de qualquer natureza, porém excelente adesividade nos agregados de natureza sílica – ácida. • ANIÔNICAS: Emulsificante: sabões Mais adequadas aos agregados de natureza básica (alcalinos) Emulsão asfáltica TIPOS / APLICAÇÕES • RR (1C e 2C) - Impermeabilização, tratamentos superficiais • RM (1C e 2C) - Pinturas, PMF • RL (1C) - Com agregado miúdos • LA - Lama asfáltica Emulsão asfáltica Emulsão asfáltica Alcatrões São materiais constituídos predominantemente de betumes, que se apresentam no estado líquido com grande viscosidade à temperatura ambiente. Possui cheiro mais forte que o asfalto e é mais sensível à temperatura. São obtidos a partir da destilação do carvão e madeira Piche São misturas com apenas 11 a 17% de betume, com muita argila, pedriscos e etc. É sólido à temperatura ambiente e funde de forma heterogênea, com muitos nódulos e grãos na massa fundida, apresentando qualidades muito inferiores às dos alcatrões. É obtida através da destilação do alcatrão bruto. ASFALTOS MODIFICADOS COM POLÍMEROS BENEFÍCIOS • Melhor desempenho à fadiga • Maior resistência a deformação permanente e a trincas térmicas POLÍMEROS DISPONÍVEIS • EVA • Borracha moída de pneus Lei Estadual 18.719/2010 ASFALTOS MODIFICADOS COM POLÍMEROS VANTAGENS • maior coesão • melhor adesão • alta viscosidade • resistência ao envelhecimento • maior elasticidade • resistência a tensões cisalhantes • maior benefício/custo ASFALTOS MODIFICADOS COM POLÍMEROS IMPRIMAÇÃO Aplicação de uma camada de material asfáltico sobre a superfície de uma base concluída antes da execução de um revestimento qualquer. • Aumentar a coesão da superfície • Impermeabilizar a base • Promover condições de aderência entre a base e o revestimento IMPRIMAÇÃO Tipos de asfaltos utilizados: • Asfaltos diluídos de baixa viscosidade CM-30 ou CM-70 Equipamentos • Vassouras mecânicas ou manuais • Caminhão espargidor de material asfáltico PINTURA DE LIGAÇÃO Aplicação de uma camada de material asfáltico sobre revestimentos antigos, pinturas antigas e bases estabilizadas com aditivos. • Promover condições de aderência entre a base e o revestimento PINTURA DE LIGAÇÃO Tipos de asfaltos utilizados: • Emulsões asfálticas de ruptura rápida RR–1C e RR–2C Equipamentos • Vassouras mecânicas ou manuais • Caminhão espargidor de material asfáltico Sugestão para utilização dos ligantes betuminosos em pavimentação PROPRIEDADES Dureza É utilizada para a classificação dos asfaltos, sendo medida pelo índice de penetração. A penetração é definida como a profundidade, em décimos de milímetro, que uma agulha de massa padronizada (100g) penetra numa amostra de volume padronizado de cimento asfáltico, por 5 segundos, à temperatura de 25˚C PROPRIEDADES PROPRIEDADES Viscosidade É a resistência oferecida por um fluido à deformação sob a ação de uma força. A viscosidade é uma medida de consistência do cimento asfáltico, por resistência ao escoamento. A unidade do coeficiente de viscosidade mais utilizada é o Poise (g/[cm.s]). PROPRIEDADES PROPRIEDADES Ductilidade Este ensaio determina quanto o material pode dilatar sem fissurar. A coesão dos asfaltos é avaliada indiretamente pela medida empírica da ductilidade, que é a capacidade do material de se alongar na forma de um filamento.PROPRIEDADES Ponto de amolecimento O ponto de amolecimento é uma medida empírica que correlaciona a temperatura na qual o asfalto amolece quando aquecido sob certas condições particular e se atinge uma determinada condição de escoamento. PROPRIEDADES Ponto de fulgor O ponto de fulgor é um ensaio ligado à segurança de manuseio do asfalto durante o transporte, a estocagem e a produção da mistura asfáltica. USO EM PAVIMENTAÇÃO Há diversas razões para o uso intensivo dos materiais betuminosos em pavimentação, sendo as principais: Proporciona forte união dos agregados; Ligante que permite flexibilidade controlável; É impermeabilizante, durável e resistente à ação da maioria dos ácidos, dos álcalis e dos sais. USO EM PAVIMENTAÇÃO Pavimento asfáltico – Feitos com materiais betuminosos puros ou em misturas com agregados pétreos; Imprimações ou pintura de ligação – Feita de asfaltos diluídos ou emulsões aplicados diretamente sobre o solo, com a função de impermeabilização e aderência, e sobre pavimento antigo com a única função de aderência; Concreto asfáltico – Pavimentos do tipo CBUQ, de graduação compacta, preparados com dosagem racional e aplicados com equipamentos e técnicas avançadas. USO EM PAVIMENTAÇÃO Solo-asfalto – Mistura de asfalto como solo natural para obter estabilização, não sendo apropriado para o tráfego de veículos; Impermeabilização – É a proteção das construções contra a infiltração da água. Membranas asfálticas –moldada a frio “in loco”; Mantas asfálticas – Moldada a quente na forma de tecido. USO EM PAVIMENTAÇÃO Misturas betuminosas: Os materiais betuminosos podem ser misturados entre si, sem provocar reação química apreciável a fim de melhorar as propriedades como plasticidade, adesão, resistência, durabilidade etc. Novos Produtos: Asfaltos modificados com polímeros Asfaltos modificados com fibras Exemplo: Interlagos com o objetivo de aumentar a resistência mecânica do pavimento. Asfalto borracha Asfalto ensacado Emulsão asfáltica Manta asfáltica