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Programas de Saúde: Saúde do 
Trabalhador, da Criança, do Adolescente, 
da Mulher, do Homem, da Pessoa 
Idosa e Saúde Mental, Estratégia 
de Saúde da Família
Conteudista
Prof. Me. Sérgio Ricardo Boff
Revisão Textual
Denise Costa
2
Objetivos da Unidade ............................................................................................................3
Saúde do Trabalhador .......................................................................................................... 4
Trabalho x Adoecimento ..................................................................................................... 5
Acidente de Trabalho .........................................................................................................................6
Vigilância da Saúde do Trabalhador (VISAT) .................................................................. 9
Saúde da Criança e do Adolescente ................................................................................. 9
Políticas e Programas de Saúde da Criança ...................................................................13
Saúde da Mulher ...................................................................................................................15
Saúde do Homem ................................................................................................................16
Saúde da Pessoa Idosa ........................................................................................................19
Saúde Mental ....................................................................................................................... 23
Estratégia de Saúde da Família ........................................................................................ 26
Em Síntese .............................................................................................................................31
Material Complementar..................................................................................................... 32
Atividades de Fixação ........................................................................................................ 35
Referências ........................................................................................................................... 36
Gabarito ................................................................................................................................38
Sumário
3
Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line para 
que você assista à videoaula. Será muito importante para o entendimento 
do conteúdo.
Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua disponibili-
zação é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, re-
comendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento.
• Discutir as ações de promoção, proteção, vigilância e assistência à saúde;
• Compreender o contexto histórico do surgimento e da implantação de políti-
cas que objetivam a garantia da saúde da criança e do adolescente, da mulher, 
do homem, da pessoa idosa e da saúde mental;
• Conhecer a estratégia de reorientação do modelo assistencial a partir da aten-
ção básica, ilustradas na Estratégia da Saúde da Família;
• Obter informações sobre esses assuntos e, para aprofundar seus conhecimen-
tos, a sugestão é sempre estar buscando atualizações no portal da saúde, site 
disponibilizado pelo do Ministério da Saúde.
Objetivos da Unidade
4
Saúde do Trabalhador
A Saúde do Trabalhador é a área responsável pelo estudo, pela prevenção, assistên-
cia e vigilância aos agravos à saúde relacionados ao trabalho. Portanto, em resumo, 
pode-se dizer que são as relações entre o trabalho e o processo saúde doença.
Em 1990, por meio das Leis Orgânicas da Saúde (LOS) é atribuído às três esferas 
do SUS (federal, estadual e municipal) um olhar especial aos usuários trabalhadores, 
visando à integralidade da atenção dispensada.
Mais tarde, em 2002, foi criada a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do 
Trabalhador (RENAST), por meio da portaria 1679/GM, com objetivo de disseminar 
as ações de vigilância, prevenção e promoção de saúde do trabalhador.
Site
Programas de Atenção à Saúde
O Ministério da Saúde possui políticas e ações 
com o objetivo de promover a saúde dos diver-
sos segmentos da população brasileira. Todas 
essas políticas têm como base os princípios 
do Sistema Único de Saúde de integralidade 
e universalidade. São diversos os segmentos: 
seja uma criança, uma pessoa com deficiência 
ou um trabalhador, entre outros perfis que se-
rão abordados individualmente.
Recentemente, pela Portaria 1.823, de 23 de agosto de 2012, por meio do artigo 1º: 
“Fica instituída a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.”, que 
tem como finalidade o que está expresso em seu Art. 2º.
VOCÊ SABE RESPONDER?
Qual é a importância da Estratégia da Saúde da Família na reorientação do modelo 
assistencial de saúde e como ela contribui para a promoção, proteção e assistência 
à saúde da população?
http://bit.ly/402fOG8
http://bit.ly/402fOG8
5
A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora tem como finalida-
de definir os princípios, as diretrizes e as estratégias a serem observados pelas três 
esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), para o desenvolvimento da 
atenção integral à saúde do trabalhador, com ênfase na vigilância, visando a pro-
moção e a proteção da saúde dos trabalhadores e a redução da morbimortalidade 
decorrente dos modelos de desenvolvimento e dos processos produtivos.
Fonte: Brasil, 2012, n.p.
A atenção primária à saúde é responsável pelo cuidado integral à saúde dos trabalha-
dores que deve ser realizada por meio de:
• Análise da situação de Saúde do Trabalhador;
• Planejamento das ações por meio do estabelecimento de prioridades para 
atuação, dispensando maior atenção aos problemas de saúde de maior fre-
quência, risco e vulnerabilidade;
• Assistência ao trabalhador vítima de acidente ou doenças relacionadas ao 
trabalho;
• Ações educativas de promoção da saúde e orientação dos usuários 
trabalhadores.
Trabalho x Adoecimento
Algumas enfermidades ou acidentes podem ter estreita relação com a atividade de-
senvolvida durante a execução de um trabalho, essas atividades somadas aos outros 
fatores de risco (estilo de vida, sexo, idade, perfil genético) podem determinar o 
perfil de adoecimento ou morte dos membros de uma sociedade.
Schilling (1984) classifica as doenças relacionadas ao trabalho de acordo com três 
grupos:
Tabela 1 – Classificação das doenças segundo sua relação com o trabalho
Categoria Exemplos
I – Trabalho como causa necessária
• Intoxicação por chumbo;
• Silicone;
• Doenças profissionais legalmente reconhecidas.
II – Trabalho como fator contributivo, mas não 
necessário
• Doença coronariana;
• Doenças do aparelho locomotor;
• Câncer;
• Varizes dos membros inferiores.
6
Ao observar a tabela, pode-se concluir que o trabalho é considerado um fator 
de risco, ou seja, um aumento da probabilidade de ocorrência de uma doença, e 
nem sempre um fator causal. A eliminação dos fatores de risco reduz a incidên-
cia da doença.
Os fatores de risco para a saúde e segurança dos trabalhadores, presentes ou rela-
cionados ao trabalho, podem ser classificados em cinco grandes grupos:
Tabela 2 – Riscos 
Riscos físicos
Ruído, vibrações, pressões anormais, radiações ionizantes, 
radiações não-ionizantes (microondas, ultrassom, 
radiofrequências, raio laser etc.), temperaturas extremas 
(calor e frio).
Riscos químicos Bactérias, vírus, protozoários, fungos e parasitas em geral.
Riscos decorrentes da 
organização do trabalho 
Jornadas de trabalho longas, trabalho penoso, ritmo intenso de 
trabalho, trabalho noturno ou em rodízio de turnos, monotonia, 
excesso de responsabilidade, demandas excessivas por 
produtividade, relações de trabalho autoritárias, falhas no 
treinamento e na supervisão de trabalhadores, equipamentos, 
máquinasou mobiliários inadequados, más condições de 
ventilação e conforto, exigências de posturas e posições 
desconfortáveis.
Riscos mecânicos e de 
acidentes 
Inadequação em arranjo físico, ordem e limpeza do ambiente, 
proteção de máquinas, sinalização de máquinas e áreas 
perigosas, rotulagem de produtos químicos, proteção de 
instalações elétricas e outras situações que podem levar a 
acidentes de trabalho.
Fonte: Elaborada pelo conteudista 
I – Trabalho como provocador de um distúrbio 
latente, ou agravador de doença já 
estabelecida
• Bronquite crônica;
• Dermatite de contato alérgica;
• Asma;
• Doenças mentais.
Fonte: Adaptada de Schiling, 1984 
Acidente de Trabalho
Sempre que ocorrer um acidente de trabalho deve-se adotar algumas condutas com 
o objetivo de dar a devida atenção ao trabalhador que foi a vítima, entre essas con-
dutas, destacamos que, além de encaminhar o trabalhador ao Centro de Referência 
de Saúde para atendimento no âmbito do SUS, deve-se:
7
• Emitir Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), nos casos de acidentes 
e doenças relacionadas ao trabalho dos que possuem carteira assinada, em 
até 24 horas. O preenchimento é de responsabilidade do empregador, mas, 
em caso de recusa, tanto o serviço de saúde, como o próprio trabalhador, seus 
familiares, podem realizar essa notificação;
• Notificar o SINAN – Sistema de informação de agravos de notificação, sem-
pre que for confirmado caso de agravo relacionado ao trabalho de notificação 
compulsória. Dentre eles:
A ficha de notificação está disponível em todos os postos e centros de saúde.
Tabela 3 – Agravos de notificação compulsória
Agravos de notificação compulsória
I Acidente de Trabalho Fatal. 
II Acidentes de Trabalho com Mutilações.
III Acidente com Exposição a Material Biológico.
IV Acidentes do Trabalho em Crianças e Adolescentes.
V Dermatoses Ocupacionais.
VI
Intoxicações Exógenas (por substâncias químicas, incluindo 
agrotóxicos, gases tóxicos e metais pesados).
VII
Lesões por Esforços Repetitivos (LER), Distúrbios Osteomusculares 
Relacionadas ao Trabalho (DORT).
VIII Pneumoconioses. 
IX Perda Auditiva Induzida por Ruído – PAIR. 
X Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho.
XI Câncer relacionado ao Trabalho. 
Fonte: Elaborada pelo conteudista
8
Saiba Mais
O XXII Congresso Mundial de Segurança e Saúde do Trabalho 
ocorreu no Canadá, realizado entre os dias 20 e 23 de setembro 
de 2021. Esse evento é uma tradição que remonta a 1954, acon-
tecendo a cada três anos em diferentes países, e desempenha 
um papel de destaque como um fórum essencial para a intera-
ção entre especialistas de todo o globo.
Para obter uma visão abrangente do que se desenrolou ao longo 
dos quatro dias do congresso, é importante destacar alguns dos 
tópicos em destaque:
• Trabalho remoto, seus desafios e suas oportunidades;
• Inovações na governança de SST;
• Violência e assédio no ambiente ocupacional;
• Saúde mental no trabalho;
• Tecnologia da informação e comunicação em SST;
• Resiliência e sustentabilidade de SST nas empresas;
• Lições da pandemia de Covid-19;
• Novas ideias para enfrentamento do câncer ocupacional;
• Novas ferramentas digitais para tomada de decisão em 
SST;
• Prevenção e proteção nas cadeias de abastecimento 
globais;
• Segurança nas estradas na era dos veículos automatizados;
• Armadilhas da economia informal;
• Inúmeras experiências em SST dos países participantes;
• Visão de SST dos jovens trabalhadores;
• Realização do Fórum Global para Seguro de Acidentes do 
Trabalho;
• Utilização da liderança na promoção da cultura da 
prevenção;
• Apresentação dos 18 pré-selecionados do Festival 
Internacional de Mídia para a Prevenção.
(Safe, 2021).
9
Vigilância da Saúde do 
Trabalhador (VISAT)
A Vigilância em Saúde do Trabalhador (VISAT) é um dos componentes do Sistema 
Nacional de Vigilância em Saúde. Visa à promoção da saúde e à redução da mor-
bimortalidade da população trabalhadora, por meio da integração de ações que 
intervenham nos agravos e seus determinantes decorrentes dos modelos de desen-
volvimento e processos produtivos.
Saúde da Criança e do Adolescente
Um período que merece destaque no desenvolvimento do ser humano é a infância, 
todas as ações para essa faixa etária devem buscar um futuro aumento das poten-
cialidades humanas, porém qualquer alteração negativa poderá acarretar em graves 
consequências para indivíduos e comunidades.
Os documentos que tratam da infância também abordam a adolescência, portanto 
esses dois ciclos de vida serão tratados juntos e, ao serem colocados em uma linha 
do tempo, algumas datas merecem destaques:
Segundo a Secretaria de Vigilância em saúde as ações da VISAT são:
• Vigilância da situação de saúde dos trabalhadores – levantamentos, 
monitoramentos de risco à saúde dos trabalhadores e de populações 
expostas, acompanhamento e registro de casos, inquéritos epidemio-
lógicos e estudos da situação de saúde a partir dos territórios;
• Intervenção nos fatores determinantes dos riscos e agravos à saúde 
da população trabalhadora – Inspeção Sanitária; 
• Monitoramento da intervenção;
• Divulgação sistemática de informações;
• Educação em saúde do trabalhador.
10
Maior destaque será dado à Portaria Nº 1.130, DE 5 DE AGOSTO DE 2015 que Institui 
a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) no âmbito do 
Sistema Único de Saúde (SUS).
Para fins da PNAISC, considera-se:
• Criança: pessoa na faixa etária de 0 (zero) a 9 (nove) anos, ou seja, de 0 (zero) 
a 120 (cento e vinte) meses; e
• Primeira infância: pessoa na faixa etária de 0 (zero) a 5 (cinco) anos, ou seja, de 
0 (zero) a 72 (setenta e dois) meses.
Parágrafo único. Para fins de atendimento em serviços de pediatria no SUS, a 
PNAISC contemplará crianças e adolescentes até a idade de 15 (quinze) anos, ou 
seja, 192 meses, sendo este limite etário passível de alteração de acordo com as 
normas e rotinas do estabelecimento de saúde responsável pelo atendimento.
1959
Declaração dos Direitos da Criança, a criança passou a ser vista como 
sujeito de direitos (nela estão contidos os direitos e liberdades de toda 
e qualquer criança).
1989
Convenção sobre os Direitos da Criança, documento que foi 
oficializado no ano seguinte como lei internacional. Promulgada pelo 
governo brasileiro, por meio do Decreto no 99.710, de 21 de novembro 
de 1990.
1990 Aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA.
2000
Foram estabelecidas as metas do milênio (0DM) pela Organização das 
Nações Unidas (ONU) e a quinta meta é a de reduzir a mortalidade 
infantil.
2015
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) no 
âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Leitura
Saiba mais sobre os objetivos de desenvolvi-
mento do milênio.
http://bit.ly/48Clx9c
http://bit.ly/48Clx9c
11
Figura 1 – Diretrizes
Fonte: Freepik
Tabela 4 – Princípios e Diretrizes
Princípios da PNAISC Diretrizes da PNAISC
I – Direito à vida e à saúde;
I – Gestão Interfederativa das ações de 
saúde da criança; 
II – Prioridade absoluta da criança; 
II – Organização das ações e serviços 
na rede de atenção;
III – Acesso universal à saúde; III – Promoção da saúde;
IV – Integralidade do cuidado; 
IV – Fomento à autonomia do cuidado 
e da corresponsabilidade da família; 
V – Equidade em saúde; 
V – Qualificação da força de trabalho 
do SUS; 
VI – Ambiente facilitador à vida;
VI – Planejamento e desenvolvimento 
de ações; 
VII – Humanização da atenção
VII – Incentivo à pesquisa e à produção 
de conhecimento;
VIII – Gestão participativa e controle 
social. 
VIII – Monitoramento e avaliação; e IX 
– intersetorialidade. 
Fonte: Elaborada pelo conteudista 
12
Art. 6º A PNAISC se estrutura em 7 (sete) eixos estratégicos, com a finalidade de 
orientar e qualificar as ações e serviços de saúde da criança no território nacional, 
considerando os determinantes sociais e condicionantes para garantir o direito à 
vida e à saúde, visando à efetivação de medidas que permitam onascimento e o 
pleno desenvolvimento na infância, de forma saudável e harmoniosa, bem como a 
redução das vulnerabilidades e dos riscos para o adoecimento e outros agravos, à 
prevenção das doenças crônicas na vida adulta e da morte prematura de crianças, a 
seguir relacionados:
Saúde 
Integral da 
Criança
Vigilância e 
prevenção do 
óbito infantil, 
fetal e materno
Atenção à saúde 
de crianças com 
de�ciência ou em 
situações especí�cas e 
de vulnerabilidade
Atenção humanizada 
e quali�cada: na 
gestação, no parto, 
ao recém-nascido
Atenção integral 
à criança em situação 
de violências
Promoção, 
proteção e apoio ao 
aleitamento materno
Atenção integral 
a crianças com 
agravos prevalentes 
na infância e com 
doenças crônicas
Promoção e 
acompanhamento 
do crescimento e 
do desenvolvimento 
integral da criança
Figura 2 – Saúde Integral da Criança
Fonte: Acervo do conteudista
#ParaTodosVerem: esquema composto por vários círculos que se conectam, em que se apresentam os seguin-
tes elementos, a partir do centro: Saúde integral da criança; Atenção humanizada e qualificada: na gestação, 
no parto, ao recém-nascido; Promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno; Vigilância e prevenção do 
óbito infantil, fetal e materno; Promoção e acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento integral da 
criança; Atenção à saúde de crianças com deficiência ou em situações específicas e de vulnerabilidade; Atenção 
integral a crianças com agravos prevalentes na infância e com doenças crônicas; Atenção integral à criança em 
situação de violências. Fim da descrição.
13
Políticas e Programas de Saúde 
da Criança
Abaixo são colocadas algumas políticas de saúde para a infância e a adolescência.
• O Pacto de Redução da Mortalidade Materna e Neonatal;
• Programa de Atenção Integral à Saúde da Criança – PAISC;
• Programa Nacional de Imunizações – PNI;
• Atenção Integral às Doenças Prevalentes na Infância – AIDPI;
• Atenção Integral às Doenças Prevalentes na Infância no período Neonatal 
– AIDPI;
• Iniciativa Hospital Amigo da Criança – IHAC; 
• Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE;
• Política de Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso – Método 
Canguru;
• Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil;
• Rede Amamenta Brasil;
• Programa Saúde na Escola (PSE);
• Brasil Carinhoso;
• Saúde do Adolescente e do Jovem.
O Ministério da Saúde, por meio Secretaria de Atenção à Saúde, formulou uma agenda 
de compromissos para a saúde integral da criança e redução da mortalidade infantil.
14
Figura 3 – Atenção integral à saúde da criança e redução da mortalidade infantil
Fonte: Ministério da Saúde
#ParaTodosVerem: esquema em formatos retangulares, branco e azul, no qual se relacionam os seguintes ele-
mentos: saúde da mulher; Vigilância à saúde da criança; Planejamento familiar; Allimentação e hábitos sau-
dáveis; Pré-natal; Saúde bucal; Parto; Saúde mental; Imunização; Nascimento saudável; Aleitamento materno; 
Triagem neonatal: teste do pezinho, triagem auditiva; crescimento/desenvolvimento; puerpério; criança com 
deficiência; Saúde da mulher; Distúrbios nutricionais: desnutrição, sobrepeso/obesidade, anemias carenciais; 
Doenças Infecto-parasitárias: diarréias, sífilis congênita, HIV/aids; Doenças respiratórias: pneumonias, asma, 
alergias; Violências: maus-tratos, acidentes, trabalho infantil; vigilância da mortalidade infantil. Fim da descrição.
Importante
No portal da Saúde do Ministério da Saúde, é possível encontrar:
• Diretrizes Nacionais para a Atenção Integral à Saúde de 
Adolescentes e Jovens na promoção, proteção e recupera-
ção da saúde;
• Caderneta da Saúde do (a) adolescente;
• Política Nacional de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes 
em conflito com a lei, em regime de internação provisória;
• Plano de Ação Nacional de Atenção Integral à Saúde de 
Adolescentes e Jovens.
Neste espaço do Portal Saúde, você encontra também informações voltadas para a 
promoção, proteção e recuperação da saúde de jovens e adolescentes. Entre os da-
dos disponíveis, destacam-se aqueles sobre crescimento e desenvolvimento; saúde 
sexual e reprodutiva; e redução da mortalidade por violência e acidentes.
15
Saúde da Mulher
O primeiro programa com foco nas mulheres foi o Programa “Assistência 
Integral à Saúde da Mulher”, que era focado no controle da natalidade, devido 
à explosão demográfica em 1983. Esse documento foi considerado histórico, 
pois, anteriormente, só havia programas destinados às mulheres relacionados 
com a amamentação.
Em 2003, teve início a construção da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde 
da Mulher, que foi lançada em 2004 e construída a partir da proposição do SUS e 
respeitando as características da nova política de saúde.
O PAISM tem como princípios norteadores a reforma sanitária, a ideia de des-
centralização, hierarquização, regionalização, equidade na atenção, bem como 
de participação social. Confere maior autonomia e controle da saúde, do corpo e 
da vida às mulheres, além disso o Saúde das Mulheres aborda desde o pré-natal, 
puerpério e aleitamento materno, até o planejamento reprodutivo, climatério e 
atenção às mulheres em situação de violência doméstica e sexual. Contempla, 
ainda, a abordagem dos problemas/queixas e a prevenção dos cânceres que mais 
acometem a população feminina.
As estratégias e atuações para cada área da saúde da mulher descrito na 
PNAISM são:
• Promoção da atenção obstétrica e neonatal, qualificada e humanizada, 
com ênfase na redução da morte materna, incluindo a assistência ao 
abortamento em condições inseguras e previsto em lei para mulheres 
e adolescentes, tendo como estratégia a Rede Cegonha;
• Promoção, conjuntamente com o PN-DST/AIDS/MS, da prevenção e 
do controle das doenças sexualmente transmissíveis, da infecção pelo 
HIV/aids e Hepatites Virais nas mulheres;
• Redução da morbimortalidade por câncer na população feminina;
• Implementação da saúde sexual e reprodutiva, no âmbito da atenção 
integral à saúde da mulher;
• Implementação da saúde da mulher idosa, no âmbito da atenção inte-
gral à saúde da mulher;
• Apoio na Implementação das ações no campo da Saúde no Programa 
Mulher Viver sem Violência.
16
Saiba Mais
Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, 
divulgada pelo IBGE em 2022, indicam que no Brasil há 104,55 
milhões de mulheres, o equivalente a 51,5% da população. Em 
2019, 76,2% da população (159,6 milhões) havia consultado 
um médico nos 12 meses anteriores à entrevista – um au-
mento considerável em relação a 2013 (71,2%). A proporção 
de mulheres (82,3%) que consultou um médico foi superior à 
dos homens 69,4%) (IBGE, 2022).
Em 2016, o Ministério da Saúde publicou os protocolos da Atenção Básica – Saúde da mu-
lher, que, em síntese, é um compacto das ações para uma abordagem integral da mulher, 
com conteúdo que abrange desde o acolhimento até as ações de promoção e atenção 
integral. Trata-se de um instrumento potente para a implementação de boas práticas e 
deve funcionar efetivamente como material de consulta no dia a dia dos profissionais de 
saúde, podendo ser adotado em sua íntegra ou adaptado pelos gestores locais.
A publicação conta com diversos protocolos e, em todos eles, são considerados os 
aspectos biológicos, psíquicos, socioeconômicos, culturais, espirituais e ambientais 
que exercem determinação sobre o processo saúde-doença dos indivíduos.
Reflita
A questão da saúde da mulher não deve se resumir às questões 
gineco-obstétricas. A mulher ocupa hoje uma posição social e 
cultural que foi alcançada com muita luta política, portanto a 
questão da saúde da mulher deve ser compreendida como par-
te da construção de um mundo fraterno e solidário.
Saúde do Homem
Em 2009, ano em que se comemora 20 anos do SUS, o Ministério da Saúde lança a 
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNSAIH), que visa quali-
ficar a saúde da população masculina reconhecendo os agravos do sexo masculino 
e resguardandoa integralidade da atenção.
17
Muitas doenças podem ser prevenidas quando os homens procuram os serviços de saúde 
regularmente. Portanto, um dos objetivos da PNSAIH é incentivar os homens a irem rotinei-
ramente às unidades de saúde, pois, segundo dados do Ministério da Saúde, dos homens 
que participaram de um inquérito telefônico realizado pela Vigitel, em 2015, 31% deles não 
têm o hábito de ir ao médico. Desses que não vão, 55% afirmam que não precisam.
Nota-se que aproximadamente 75% das enfermidades e agravos dessa popula-
ção estão concentrados em 5 (cinco) grandes áreas especializadas: Cardiologia, 
Urologia, Saúde mental, Gastroenterologia e Pneumologia. Além disso, o homem é 
mais vulnerável à violência, pois os óbitos atingem o dobro em relação às mulheres.
Importante
Os principais fatores de risco que acometem a saúde do homem, se-
gundo os dados do Vigitel 2015, são a obesidade (57%), o alcoolismo 
(25%), o tabagismo (13%). E as principais causas de morte entre os 
homens, segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade, 
são as causas externas, como acidentes de trânsito, acidentes de tra-
balho e lesões por violência. Em segundo lugar, estão as doenças do 
aparelho circulatório (como infarto agudo do miocárdio), seguida das 
neoplasias (brônquios e pulmões).
Para atingir o seu objetivo geral de promover a melhoria das condições de saúde 
da população masculina adulta – 20 a 59 anos – do Brasil, a Política Nacional de 
Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) é desenvolvida a partir de cinco 
eixos temáticos:
A Política de Atenção Integral à Saúde 
do Homem é destinada a população 
masculina na faixa etária de 25 a 59 
anos, e está alinhada com a Política 
Nacional de Atenção Básica e em con-
sonância com os princípios do SUS. 
18
Eixos 
temáticos 
da PNAISH
Prevenção 
de Violências 
e Acidentes
Doenças 
prevalentes 
na população 
masculina
Saúde Sexual 
e Reprodutiva
Paternidade 
e Cuidado
Acesso e 
Acolhimento
Figura 4 – Eixos temáticos da PNAISH
Fonte: Acervo do conteudista
#ParaTodosVerem: esquema composto por vários círculos, em que se apresentam as seguintes informações a 
partir do centro: Eixos temáticos da PNAISH; Prevenção de Violências e acidentes; Doenças prevalentes na po-
pulação masculina; Paternidade e cuidado; Acesso e acolhimento; Saúde sexual e reprodutiva. Fim da descrição.
Merecem destaque alguns avanços no SUS que têm permitido a maior participação 
do homem:
• Lei do Acompanhante (11.108/2005): garante o direito a acompanhante du-
rante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto;
• Marco Legal da Primeira Infância (Lei 13.257/2016): ampliação da licença 
paternidade para 20 dias, direito a acompanhamento de consultas médicas e 
exames complementares durante o período de gravidez da esposa ou compa-
nheira e a garantia de um dia por ano para acompanhar filho de até seis anos 
em consulta médica;
• Em janeiro de 2017, o Ministério da Saúde passa a disponibilizar a vacina con-
tra o HPV para a população masculina de 12 a 13 anos na rotina do Calendário 
Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).
19
Saúde da Pessoa Idosa
Uma das maiores conquistas culturais de um povo é o envelhecimento de sua popu-
lação, o que reflete uma melhoria das condições de vida. De acordo com projeções 
das Nações Unidas (Fundo de Populações), “uma em cada 9 pessoas no mundo tem 
60 anos ou mais, e estima-se um crescimento para 1 em cada 5 por volta de 2050”.
Figura 5 – Evolução dos grupos etários 2000-2023
Fonte: IBGE
#ParaTodosVerem: gráfico em que se apresenta as seguinte informações: eixo vertical – 0 a 100 %; eixo horizon-
tal – 2000 a 2023; 2017 – Idosos (65 anos ou mais): 8,46%; Legenda: jovens (10 a 14 anos); PIA (15 a 64 anos); 
Idosos (65 anos ou mais). Fim da descrição.
Saiba Mais
No Brasil, é considerado idoso a pessoa com 60 anos ou mais, 
enquanto que nos países desenvolvidos idoso é aquele que tem 
65 anos ou mais (OMS).
Dois marcos legais nacionais merecem destaque, por favorecer a questão do enve-
lhecimento: a Constituição Federal de 1988 e a Política Nacional do Idoso, estabele-
cida em 1994 (Lei 8.842). Em uma linha do tempo pode-se conhecer um pouco da 
trajetória das Políticas de Saúde voltadas à pessoa idosa:
20
1994 – Política Nacional do Idoso
Lei 8.842 Garante os direitos sociais e amplo amparo legal a pessoa idosa e 
estabelece as condições para promover sua integração, autonomia e partici-
pação efetiva na sociedade. Objetiva atender às necessidades básicas da po-
pulação idosa como: a educação, saúde, habitação e urbanismo, esporte, tra-
balho, assistência social e previdência, justiça, direitos sociais à pessoa idosa, 
autonomia, integração e participação efetiva na sociedade e reafirmando o 
direito à saúde nos diversos níveis de atendimento do SUS.
1999 – Portaria Ministerial no 1.395/99
Determina que os órgãos do Ministério da Saúde promovam a elaboração ou a 
adequação de planos, projetos e ações em conformidade com as diretrizes e 
responsabilidades estabelecidas na Política Nacional do Idoso.
2002 – Portaria GM/MS no 702/2002
Em seu Art. 2. “Determinar às Secretarias de Saúde dos estados, do Distrito 
Federal e dos municípios em Gestão Plena do Sistema Municipal de Saúde que, 
de acordo com as respectivas condições de gestão e a divisão de responsabi-
lidades definida na Norma Operacional de Assistência à Saúde – NOAS/2002, 
a adoção das providências necessárias à implantação das Redes Estaduais de 
Assistência à Saúde do Idoso e à organização/habilitação e cadastramento dos 
Centros de Referência que integrarão estas redes.
21
2003 – Estatuto do Idoso
Considerado uma das maiores conquistas sociais da população idosa em nos-
so país, ampliando a resposta do Estado e da sociedade às necessidades da 
população idosa. Art 15: É assegurada a atenção integral à saúde do idoso, por 
intermédio do Sistema Único de Saúde – SUS, garantindo-lhe o acesso univer-
sal e igualitário, em conjunto articulado e contínuo das ações e serviços, para 
prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde, incluindo a atenção 
especial às doenças que afetam preferencialmente os idosos.
2006 – Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa
Representando, assim, a atualização da antiga portaria (n. 1935/94). Com ob-
jetivo de “recuperar, manter e promover a autonomia e a independência das 
pessoas idosas, direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para 
esse fim, em consonância com os princípios e diretrizes do Sistema Único de 
Saúde. É alvo dessa política todo cidadão e cidadã brasileiros com 60 anos ou 
mais de idade”.
2006 – Pacto pela Saúde que contempla o Pacto pela Vida.
Neste documento, a saúde da pessoa idosa aparece como uma das seis prio-
ridades pactuadas entre as três esferas de governo, sendo apresentada uma 
série de ações que visam, em última instância, à implementação de algumas 
das diretrizes da Política Nacional de Atenção à Saúde do Idoso.
2009 – Decreto no 6.800
A Coordenação da Política Nacional do Idoso passa a ser de responsabilidade 
da Secretaria Especial dos Direitos Humanos.
22
Merecem destaque algumas conquistas relacionadas com o público de pessoas 
idosas:
• Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa
 • Onde é possível identificar todas as situações de risco da saúde da Pessoa 
 Idosa.
• Caderno de Atenção Básica
 • Protocolos clínicos em relação à saúde da pessoa idosa de forma a facilitar 
 a prática diária dos profissionais que atuam na Atenção Básica.
• Produção de material gráfico para o Programa Chapéu de Palha “Atenção à 
Saúde do Idoso: Manual do Agente Comunitário de Saúde”.
E só em 2016, é possível encontrar no site da Fiocruz diversas ações destinadas a 
esse público-alvo, entre elas:
Site
Saúde da pessoa idosa – Boas práticas.
• Serviço especializado de geriatria e gerontologia vinculado à atenção primária 
à saúde;
• Núcleo de Atenção Gerontológica (NAG);
• Alfabetização para pessoas idosas: ferramenta na construção do processode 
saúde;
2022 – Estatuto do Idoso passa a ser chamado Estatuto da Pessoa Idosa
O projeto foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos do Senado em 
abril de 2019 e pela Câmara dos Deputados em junho de 2022. A lei já foi san-
cionada e publicada no Diário Oficial.
http://bit.ly/48TofGT
http://bit.ly/48TofGT
23
• Ações para obtenção do selo inicial do programa hospital amigo da pessoa 
idosa;
• Adequação do cuidado às pessoas idosas e às pessoas portadoras de deficiência;
• Alfabetização para pessoas idosas: ferramenta na construção do processo de 
saúde;
• Amigos, o grupo da digna idade;
• Assistência integral à saúde da pessoa idosa – estratégias preventivas e de pro-
moção da saúde;
• Atendimento odontológico a pessoa idosa;
• Autocuidado: teorias e práticas do bom envelhecer.
Saúde Mental
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, saúde mental é um estado de bem-
-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do 
estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade.
Durante muitos anos, a realidade das pessoas com transtornos mentais era passar a 
vida em manicômios, realidade essa rompida com a criação da Política Nacional de 
Saúde Mental, apoiada na Lei n. 10.216/02 que busca uma mudança do modelo de 
tratamento: no lugar do isolamento, o convívio com a família e a comunidade.
Entre os equipamentos substitutivos ao modelo manicomial, podemos citar: os 
Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), os Serviços Residenciais Terapêuticos 
(SRT), os Centros de Convivência (Cecos), as Enfermarias de Saúde Mental em hos-
pitais gerais, as oficinas de geração de renda, entre outros. Portanto, A RAPS (Rede 
de Atenção Psicossocial), instituída com a Portaria GM/MS nº 3.088, de 23 de de-
zembro de 2011, é dividida pelos seguintes componentes:
24
Tabela 5 – Componentes e pontos de atenção
Componente Pontos de atenção
Atenção Básica em Saúde
Unidade Básica de Saúde
Núcleo de Apoio a Saúde da Família
Consultório na Rua
Apoio aos Serviços do componente Atenção Residencial 
de Caráter Transitório 
Centros de Convivência e Cultura
Atenção Psicossocial Estratégica Centros de Atenção Psicossocial, nas suas diferentes 
modalidades
Atenção de Urgência e 
Emergência
SAMU 192
Sala de Estabilização
UPA 24 horas e portas hospitalares de atenção à urgência/
pronto socorro, Unidades Básicas de Saúde
Atenção Residencial de Caráter 
Transitório
 Unidade de Acolhimento
Serviço de Atenção em Regime Residencial 
Atenção Residencial de Caráter 
Transitório
Unidade de Acolhimento
Serviço de Atenção em Regime Residencial
Atenção Hospitalar
Enfermeira especializada em Hospital Geral
Serviço Hospitalar de Referência para atenção às pessoas 
com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades 
decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas
25
São direitos da pessoa portadora de transtorno mental:
Estratégias de 
Desinstitucionalização
Serviços Residenciais Terapêuticos
Programa de Volta para Casa
Estratégias de Reabilitação 
Psicossocial
Iniciativas de Geração de Trabalho e Renda
Empreendimentos Solidários e Cooperativas Sociais 
Fonte: Portal da Saúde
Tabela 6 – Direitos da pessoa portadora de transtorno mental
Direitos da Pessoa Portadora de Transtorno Mental
I – Ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas 
necessidades; 
II – Ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de 
beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, 
no trabalho e na comunidade; 
III – Ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração;
IV – Ter garantia de sigilo nas informações prestadas;
V – Ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a 
necessidade ou não de sua hospitalização involuntária; 
VI – Ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis;
VII – Receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de 
seu tratamento;
VIII – Ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos 
possíveis;
IX – Ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental. 
Fonte: Elaborada pelo conteudista
26
Estratégia de Saúde da Família
A Estratégia Saúde da Família é definida pelo Ministério de Saúde como uma forma de ex-
pansão, qualificação e consolidação de uma atenção básica mais resolutiva e humanizada.
A família é a escolhida por assumir um papel importante na promoção da saúde e no 
controle de doenças, influenciando conceitos e comportamentos ligados à saúde.
Alguns antecedentes históricos da Atenção em Saúde com foco na família mere-
cem destaque:
A Rede de Cuidados em Saúde Mental, Crack, Álcool e outras Drogas obje-
tiva ampliar a atenção à saúde para pessoas com sofrimento ou transtorno 
mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras 
drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde, tem como objetivo pro-
mover o vínculo entre os usuários de crack, álcool e outras drogas e suas 
famílias, além de garantir a atenção à saúde por meio do acolhimento, do 
acompanhamento contínuo e da atenção às urgências.
OMS – Informe Técnico no 257 – Formação do médico da família. Retrata a 
preocupação com a superespecialização do trabalho médico, o que acarreta 
um alto custo financeiro e a deterioração da relação humana com os pacientes.
1963 
EUA – Medicina familiar – especialidade médica.
1969
54 programas de residência aprovados.
1970
27
O termo Programa de Saúde da família foi utilizado até o ano de 2006, quando as-
sociaram o termo “programa” como sendo de enfoque reducionista, desenvolvido 
de forma centralizada e vertical. E passou-se a utilizar a denominação “estratégia” 
por ser considerada reorganização do processo de trabalho, com plena aplicação 
dos princípios do SUS (universalidade, integralidade, equidade e controle social). A 
Estratégia da Saúde da Família (ESF) realiza ações de prevenção, promoção e recu-
peração da saúde das pessoas, de forma integral e contínua. O atendimento deve 
ser sempre realizado por uma equipe multiprofissional e segue alguns princípios bá-
sicos, entre eles:
• Caráter substitutivo: Não significa a criação de novas estruturas de serviços, 
exceto em áreas desprovidas, e sim a substituição das práticas convencionais 
de assistência por um novo processo de trabalho, cujo eixo está centrado na 
vigilância à saúde;
Expansão do modelo no Canadá, México e alguns países europeus.
Década de 1970 
Criação do Programa de Saúde da Família (PSF).
1994
Implantação em escala nacional do programa médico de família em Cuba, no 
qual toda a população é atendida, no nível primário, em policlínicas organizadas 
a partir das especialidades médicas e odontológicas básicas.
1984
Foi criado, no Brasil, o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PAEs) 
tendo a família como unidade de ação programática. Esse programa melhora 
os indicadores de saúde, principalmente a redução dos índices de mortalidade 
infantil e impulsiona a criação do PSF.
1991
28
• Integralidade e hierarquização: A Unidade de Saúde da Família está inserida 
no primeiro nível de atenção, ou seja, na Atenção Básica. A população será 
encaminhada para os outros níveis do sistema, sempre que for requerida maior 
densidade tecnológica para resolução de problemas identificados na atenção 
básica, garantindo-se assim a atenção integral às famílias do território sob res-
ponsabilidade de cada equipe;
• Territorialização e cadastramento da clientela: As atividades serão desenvolvi-
das para atender a população residente em um território de abrangência. Sendo 
a equipe responsável pelo cadastramento e acompanhamento da população.
Saiba Mais
Cada equipe de Saúde da Família deve ser responsável por, no máxi-
mo, 4.000 pessoas, sendo a média recomendada de 3.000 pessoas.
O número de ACS deve ser suficiente para cobrir 100% da população 
cadastrada, com um máximo de 750 pessoas por ACS e de 12 ACS 
por equipe de Saúde da Família, não ultrapassando o limite máximorecomendado de pessoas por equipe.
29
• Equipe multiprofissional
1 Auxiliar de
 Enfermagem
4 a 6 Agentes 
Comunitários 
de Saúde
1 Médico 
Generalista 
(ou médico 
de família)
1 Enfermeiro
Equipe 
Ampliada
Equipe 
Mínima
Equipe 
mínima 
1 Cirurgião-dentista
1 Auxiliar de 
Saúde Bucal 
(ASB)*
1 Técnico em 
Saúde Bucal 
(TSB)*
Figura 7 – Equipe mínima e equipe máxima
Fonte: Acervo do conteudista
#ParaTodosVerem: dois esquemas em formatos circulares em que se relacionam os seguintes elementos a 
partir do centro: Equipe mínima – 1 auxiliar de enfermagem; 1 enfermeiro; 4 a 5 agentes comunitários de saúde; 
1 médico generalista (ou médico de família). Equipe ampliada – Equipe mínima; 1 auxiliar de saúde bucal (ASB); 
1 cirurgião-dentista; 1 técnico em saúde bucal (TSB). Fim da descrição.
Saiba Mais
Cada profissional de saúde pode ser cadastrado em apenas uma ESF, 
exceção feita somente ao profissional médico que poderá atuar em 
no máximo duas ESF e com carga horária total de 40 horas semanais.
30
Bases de Atuação da Estratégia Saúde da Família
É fundamental promover a participação da comunidade no planejamento, na exe-
cução e na avaliação das ações de saúde, uma vez que o sucesso de uma Estratégia 
de Saúde da Família (ESF) está intrinsecamente ligado às interações com a comuni-
dade, o que vai além do fornecimento de assistência clínica adequada, englobando 
também o uso eficaz de abordagens relacionais (Patussi et al., 2008).
Planejamento das 
ações
“...desenvolver habilidade de conhecer o território 
estando atento também para descobrir os aspectos 
positivos e o potencial da comunidade para resolver os 
problemas de saúde.”
Saúde, promoção e 
vigilância à saúde.
“...é fundamental entender a saúde como produção 
social e como um processo de responsabilidade 
compartilhada das ações, incluindo a articulação entre 
diferentes e a população.”
Trabalho interdisci-
plinar em Equipe
“...buscar a possibilidade da prática de um profissional 
se reconstruir na prática de outro, transformando 
ambas.”
Abordagem integral 
da família
“...ver as pessoas em seus contextos socioeconômico e 
cultural, com ética, compromisso, respeito...conceber 
o ser humano como sujeito social capaz de traçar seus 
próprios projetos.”
31
Ao longo desse processo de exploração e aprendizado, discutimos e analisamos as 
diversas ações de promoção, proteção, vigilância e assistência à saúde, abrangendo 
uma ampla gama de grupos populacionais, como crianças, adolescentes, mulheres, 
homens, pessoas idosas e aqueles que necessitam de cuidados em saúde mental. 
Compreendemos a importância da contextualização histórica que deu origem e im-
pulsionou as políticas de saúde voltadas para esses grupos.
Além disso, adquirimos um conhecimento profundo sobre a Estratégia da Saúde da 
Família como um modelo fundamental na reorientação da assistência à saúde, enfo-
cando a atenção básica como um pilar essencial desse processo de transformação.
A importância de buscar atualizações constantes no portal da saúde disponibilizado 
pelo Ministério da Saúde ficou clara, pois a evolução das políticas e práticas de saúde 
exige conhecimento contínuo e atualizado para fornecer assistência de qualidade à 
população. Este processo de aprendizado nos equipou com informações valiosas 
e direcionamentos para manter nosso conhecimento atualizado e aprimorar nossa 
compreensão dos desafios e práticas em saúde no Brasil.
Em Síntese
32
Vídeo do Conecta SUS sobre a Saúde do Trabalhador
Neste vídeo, você poderá entender um pouco mais sobre a saúde do traba-
lhador e como o SUS atua nesse segmento.
https://youtu.be/PUnVIrMk5qg 
Linha de Cuidado para Atenção Integral à Saúde de Crianças, Adolescentes 
e suas Famílias
Este vídeo destaca a importância dos direitos humanos das crianças e ado-
lescentes, destacando a implementação de políticas de saúde. A abordagem 
de cuidados é uma estratégia que estabelece as quatro dimensões do atendi-
mento: acolhimento, tratamento, registro e acompanhamento na rede.
https://youtu.be/_a0YoTPzra0
Vídeo do Conexão SUS sobre a Estratégia de Saúde da Família 
Este vídeo contém uma breve discussão sobre a Estratégia de Saúde da Fa-
mília no Brasil.
https://youtu.be/lT3VmVbdxsU
Vídeo da Rede SP Saudável – Saúde em Ação: Conheça o Programa Estra-
tégia Saúde da Família
A Estratégia Saúde da Família, também conhecida como PSF, foi iniciada na 
cidade de São Paulo em 2002. Essas equipes operam nas unidades básicas de 
saúde, concentrando seus esforços em áreas em que a população enfrenta 
maior vulnerabilidade em questões de saúde.
https://youtu.be/wvDtTHdTrzM
Vídeos
Material Complementar
Saúde do Trabalhador Cadernos de Atenção Básica – Saúde do Trabalhador
Este documento faz parte dos esforços do Ministério da Saúde para a rees-
truturação da atenção básica à saúde no Brasil.
https://bit.ly/47E2ZnF
Leituras
33
Saúde da Criança Síntese de Evidências para Políticas de Saúde: Promoven-
do o Desenvolvimento na Primeira Infância
A fase inicial da vida é crucial para o progresso nos aspectos cognitivos, so-
cioemocionais e físicos. O apoio ao desenvolvimento infantil (DI) e as políticas 
voltadas para a primeira infância são embasados em diversos fundamentos.
https://bit.ly/47D0li2
Saúde da Mulher Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres 
Os Protocolos da Atenção Básica (PAB) abordam questões clínicas e de ges-
tão do cuidado, desempenhando um papel significativo na orientação das 
decisões dos profissionais de saúde. Eles fornecem informações essenciais 
para garantir a prestação de cuidados de qualidade na Atenção Básica.
http://bit.ly/2l3bT6Q
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher: Princípios e 
Diretrizes 
Este documento adota uma perspectiva de gênero, priorizando a abordagem 
integral e a promoção da saúde como princípios orientadores. Além disso, 
busca fortalecer os progressos no âmbito dos direitos sexuais e reprodutivos.
https://bit.ly/3u07k6T
Saúde do Homem CNSH – Coordenação Nacional de Saúde dos Homens 
O objetivo da PNAISH é promover a melhoria das condições de saúde da 
população masculina brasileira, contribuindo, de modo efetivo, para a redu-
ção da morbidade e da mortalidade dessa população, abordando de maneira 
abrangente os fatores de risco e vulnerabilidades associados.
https://bit.ly/3U4wcoy
Saúde do Idoso Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa. Cadernos de 
Atenção Básica
A longevidade é, indiscutivelmente, um feito notável. No entanto, é impor-
tante destacar que existem diferenças significativas entre as nações desen-
volvidas e aquelas em desenvolvimento.
http://bit.ly/1iUGItV
Material Complementar
Leituras
34
Saúde Mental Cadernos da Atenção Básica: Saúde Mental
Apresenta e discute as principais demandas em saúde mental, os fatores de 
proteção e de risco à saúde mental, os planos de intervenção e os métodos 
de acompanhamento dos casos.
http://bit.ly/2lyQqVc
Estratégia da Saúde da Família Guia Prático do Programa de Saúde da Família
Convidamos você a examinar este guia minuciosamente e a incorporar a Es-
tratégia Saúde da Família como meio para assegurar uma vida saudável a 
todos os cidadãos brasileiros.
https://bit.ly/4aUTPpP
Material Complementar
Leituras
35
1 – No Portal Saúde do Ministério da Saúde, as informações sobre a saúde da mulher 
e do homem abordam diversos aspectos, incluindo questões sociais, econômicas 
e culturais que influenciam diretamente a saúde de ambos os sexos. Considerando 
o contexto atual, selecione a alternativa correta que melhor descreve os elemen-
tos abordados nas informações disponíveis:
a) Aspectos econômicos, sociais e culturais que impactam a saúde, bem como es-
tratégias para a promoção da saúde das mulheres e dos homens, incluindo a im-
portância da prevenção de doenças e o acesso aos serviços de saúde.
b) Análises demográficas detalhadas sobre a saúde da mulher e do homem, desta-
cando estatísticas específicas, como taxas de mortalidade por gênero e expecta-
tivade vida.
c) Recomendações específicas sobre alimentação saudável, práticas de exercícios 
físicos e cuidados preventivos relacionados à saúde feminina, com foco nas ques-
tões relacionadas à gestação e ao parto.
d) Diretrizes para abordagens de promoção de saúde direcionadas a mulheres, in-
cluindo informações detalhadas sobre saúde sexual, reprodutiva e orientações 
para a prevenção de doenças de transmissão sexual.
2 – Qual das seguintes alternativas é um dos princípios fundamentais da Estratégia 
de Saúde da Família (ESF) descritos no texto?
a) Descentralização e integração da assistência, estabelecendo estruturas de saúde 
autônomas em cada comunidade. 
b) Foco na superespecialização do trabalho médico, visando a alta qualidade no 
atendimento. 
c) Criação de estruturas de serviços de saúde totalmente novas em todas as áreas 
desprovidas de assistência médica. 
d) A ESF não realiza ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde, apenas 
encaminha pacientes para outras instâncias de atenção.
Atividades de Fixação
Atenção, estudante! Veja o gabarito desta atividade de fixação no fim 
deste conteúdo.
36
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Coordenação de 
Saúde da Comunidade. Saúde da Família: uma estratégia para a reorientação do 
modelo assistencial. Brasília: Ministério da Saúde, 1997. p. 36.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas da Saúde. Departamento de 
Atenção Básica. A implantação da Unidade de Saúde da Família. Brasília: Ministério 
da Saúde, 2000. p. 44.
BRASIL. Ministério da Saúde. Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil. 
Doenças relacionadas ao trabalho: manual de procedimentos para serviços de 
saúde. Série A. Normas e Manuais Técnicos; n114. Brasília: Ministério da Saúde, 
2001. p. 580.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento 
de Atenção Básica Área Técnica de Saúde do Trabalhador. Saúde do trabalhador. 
Cadernos de Atenção Básica. Programa Saúde da Família; 5. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2002. p. 63.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de 
Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde 
da Mulher: princípios e diretrizes. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. p. 82.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de 
Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Cadernos de Atenção 
Básica n.19. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. p. 192. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de 
Atenção Básica. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimenta-
ção complementar. Cadernos de Atenção Básica n. 23. Brasília: Ministério da Saúde, 
2009. p. 112. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de 
Atenção Básica. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas Saúde Mental. 
Cadernos de Atenção Básica n.34. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. p. 176. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos 
Estratégicos. Departamento de Ciência e Tecnologia. Síntese de evidências para 
políticas de saúde: promovendo o desenvolvimento na primeira infância. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2016. p. 64. 
Referências
37
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da atenção básica: saúde das mulheres. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. p. 230.
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Trabalhador no SUS: desafios para uma política pública. Revista Brasileira de Saúde 
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nar. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2009.
GOMES, S., MUNHOL, M. E.; DIAS, E. Políticas públicas para a pessoa idosa: marcos 
legais e regulatórios. Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social. 
Fundação Padre Anchieta, 2009.
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atenção à saúde do idoso. Saúde Soc., v.19, n.4, p.866-877, 2010.
MENDONÇA, C. S. Saúde da família, agora mais do que nunca. Ciência e Saúde co-
letiva, v. 14, Supl. 1, p. 1493- 1497, 2009.
PAIM, J.; TRAVASSOS, C.; ALMEIDA, C.; BAHIA, L.; MACINKO, J. O sistema de saúde 
brasileiro: história, avanços e desafios. v. 377, n. 9779, p. 1778-97, 2011. 
PATUSSI, M. P. et al. A influência do capital social no contexto da Estratégia Saúde 
da Família. In: MOYSÉS, S. T.; KRIGER, L.; MOYSÉS, S. J. (orgs.). Saúde Bucal das 
Famílias: trabalhando com evidências. Artes Médicas, p.207- 215, 2008.
SAFE. Veja o que foi discutido no XXII Congresso Mundial de Segurança e Saúde no 
trabalho – 2021. 01/12/2021. Disponível em: . Acesso em: 17/01/2024.
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modelo de assistência. Rev Latino-am Enfermagem, v.13(6), p. 1027-34, 2005. 
SCHILLING, R. S. F. More effective prevention in occupational health practice? 
J Soc Occup Med. 1984;34:71-9.
38
Questão 1
a. Aspectos econômicos, sociais e culturais que impactam a saúde, bem como 
estratégias para a promoção da saúde das mulheres e dos homens, incluindo a 
importância da prevenção de doenças e o acesso aos serviços de saúde.
Justificativa: Esta alternativa é correta, pois reflete uma abordagem holística da 
saúde que considera fatores econômicos, sociais e culturais. O Portal Saúde do 
Ministério da Saúde geralmente abrange informações que vão além de diretrizes 
clínicas específicas, reconhecendo como diversos fatores influenciam a saúde de 
homens e mulheres. Isso inclui estratégias de promoção da saúde e prevenção de 
doenças, ressaltando a importância do acesso equitativo aos serviços de saúde. As 
outras alternativas, embora possam conter elementos verdadeiros, são mais limi-
tadas em escopo ou não refletem completamente a abrangência das informações 
disponibilizadas pelo Portal Saúde.
Questão 2
a. Descentralização e integração da assistência, estabelecendo estruturas de 
saúde autônomas em cada comunidade.
Justificativa: A Estratégia de Saúde da Família (ESF) é fundamentada no princípio 
da descentralização e integração da assistência à saúde. Ela visa levar os serviços 
de saúde para mais perto da comunidade, estabelecendo unidades que podem 
atender as necessidades locais de forma mais eficaz. Essa abordagem permite 
uma melhor coordenação dos cuidados de saúde e facilita o acesso a serviços de 
saúde de qualidade, adaptados às necessidades específicas de cada comunidade. 
As outras alternativas não representam corretamente os princípios da ESF. A su-
perespecialização do trabalho médico (B) e a criação de estruturas de saúde total-
mente novas em todas as áreas (C) não são focos principais da ESF, e a afirmação 
de que a ESF não realiza ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde 
(D) é incorreta, pois estas são, de fato, componentes essenciais da Estratégia de 
Saúde da Família.
Gabarito

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