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Ortografia
Acentuação e Hífen
GR0523 - (Esa)
Assinale a alterna�va em que os vocábulos obedecem às
mesmas regras de acentuação gráfica das palavras
“temá�ca” e “saúde”, respec�vamente:
a) hífen, ó�mo. 
b) parabéns, mágico. 
c) médico, conteúdo. 
d) robó�ca, café. 
e) revólver, faísca.
GR0522 - (Eear)
Em qual alterna�va as três palavras estão corretamente
acentuadas?
a) faísca - moínho - juíz
b) saímos - lençóis - pastéis
c) juízo - amendoím - uísque 
d) heróico - chapéuzinho - véus 
GR0525 - (Uece)
Padrão de beleza: mutante, mas sempre ao nosso redor
Fomos ensinadas a agradar e a nos preocupar com a
opinião alheia, a nos comportar de determinada maneira,
a nos ves�r com roupas específicas, ter um �po de cabelo
e por aí vai.
Quando não seguimos a car�lha, algumas pessoas se
sentem no direito de fazer 1comentários ou brincadeiras
sobre nossas caracterís�cas �sicas sem ninguém ter pedido
uma opinião. 2Ao longo dos anos, isso vai se internalizando
em nós. Passamos a ver como problema algo que nem era
uma questão, dando poder a palavras destru�vas.
Bom, nós sabemos que mesmo racionalizando tudo isso,
muitas vezes nos pegamos inseguras por não
apresentarmos 3um conjunto de traços que sa�sfaçam
essas expecta�vas.
4Por muito tempo, fomos ensinadas a agir dessa maneira.
5Quando não somos magras o suficiente ou temos estrias,
nos culpamos e seguimos em busca de melhorar a todo
custo. 6Entender essa dinâmica é o primeiro passo para
construir uma mudança real e significa�va em nossas
vidas.
7Se antes os grandes culpados eram os ensaios
fotográficos e as campanhas publicitárias estampados nas
revistas femininas, 8hoje somos bombardeadas por
centenas de imagens. Facebook, Instagram e Pinterest
estão aí para mostrar padrões de beleza corporal a todo o
momento. Ou seja, o padrão de beleza imposto pela mídia
agora também é encontrado nas redes sociais. Uma das
maiores problemá�cas desse ambiente é que, mesmo
dando preferência para seguir pessoas conhecidas, ainda
há uma tenta�va constante, por parte de todas nós, de
mostrarmos uma existência maravilhosa.
São fotos e mais fotos de pessoas malhando loucamente,
sem estrias ou sinais de celulite. E pensamos: por que não
eu? 9Esse momento pode ser o mais perigoso porque gera
muitas frustrações.
10Está tudo bem você querer perder uns quilinhos ou
seguir um es�lo mais saudável, desde que seja uma
escolha sua e com acompanhamento médico. E esse é o X
da questão. Muitas vezes, queremos alcançar níveis
surreais de magreza ou definição que não têm nada a ver
com a gente.
11Começamos a perseguir uma vida que vemos em nosso
feed, mas cujos bas�dores não conhecemos. 12Gastamos
nosso salário em procedimentos esté�cos, dietas e para
quê? 13Muitas vezes, apenas para chegar a alguma meta
di�cil de ser alcançada e que não combina com o nosso
es�lo de vida e valores pessoais. [...]
Se o seu ritmo é acordar mais cedo, correr, voltar para a
casa, comer uma tapioca e se arrumar para o trabalho,
ó�mo. Se você não é fã de uma ro�na regrada, gosta da
sua alimentação do jeito que ela é, tudo certo também. E
se um dia você acordar e quiser mudar tudo, não tem
nenhum problema!
14Sabemos que estamos falando de um assunto delicado.
No entanto, insis�mos: escolha cuidar de você, da sua
saúde mental e da sua qualidade de vida em primeiro
lugar. E vamos nos apoiar nesta caminhada, dando um
passo por vez, cada uma no seu ritmo. Vamos juntas, no
agora ou no futuro, dizer: 15amo meu corpo do jei�nho
que ele é.
Texto adaptado. Disponível em
h�ps://www.pantys.com.br/blogs/pantys/padrao-de-
beleza-mutante-mas-sempre-ao-nosso-redor Acesso em 28
de maio de 2021.
 
1@professorferretto @prof_ferretto
Acentuam-se pelos mesmos critérios as palavras
a) “ninguém” e “nós”.
b) “opinião” e “mídia”.
c) “médico” e “preferência”.
d) “�sicas” e “fotográficos”.
GR0009 - (Ufms)
Considere o trecho a seguir para responder à questão.
“Olhai, oh Senhor, os jovens nos postos de
gasolina. Apiedai-vos dessas pobres criaturas, a
desperdiçar as mais belas noites de suas juventudes
sentadas no chão, tomando Smirnoff Ice, entre bombas de
combus�vel e pães de queijo adormecidos. Ajudai-os, meu
Pai: eles não sabem o que fazem. [...] As ruas são violentas,
é verdade, mas nem tudo está perdido.
[...] Salvai-me do preconceito e da tentação, oh
Pai, de dizer que no meu tempo tudo era lindo,
maravilhoso. [...] Talvez exista alguma poesia em passar
noite após noite sentado na soleira de uma loja de
conveniência, e desfilar com a chave do banheiro e sua
tabuinha, em gastar a mesada em chicletes e palha
italiana. Explica-me o mistério, numa visão, ou arrancai-os
dali. É só o que vos peço, humildemente, no ano que acaba
de nascer. Obrigado, Senhor.”
PRATA, Antônio. Conveniência. O Estado de S. Paulo, 11
jan. 2008.
 
A palavra “após” recebe acento gráfico por ser:
a) oxítona terminada em “o”, seguida de “s”.
b) proparoxítona.
c) paroxítona terminada em ditongo decrescente.
d) monossílabo tônico terminado em “o”.
e) paroxítona terminada em “o”, seguida de “s”.
GR0019 - (Ufrr)
SOBRE HIENAS E VIRA-LATAS
Aproveitando o momento de vulnerabilidade
polí�ca e econômica do nosso país, os defensores de uma
integração dependente do Brasil na economia
internacional estão lançando uma nova ofensiva, facilitada
pelas agruras do ajuste fiscal, com queda nos
inves�mentos governamentais e o descrédito –
convenientemente es�mulado – das empresas estatais, na
esteira do escândalo da Petrobrás. Em vez de atacar a raiz
desses ilícitos, que é o financiamento empresarial das
campanhas eleitorais (o que não diminui a
responsabilidade dos transgressores da lei), os pós-
neoliberais preferem inves�r contra os poucos
instrumentos de polí�ca industrial que o Estado brasileiro
ainda detém. A estratégia é ampla e não se limita a
aspectos internos da economia. Incide diretamente sobre a
forma pela qual o Brasil se insere na economia mundial.
Três linhas de ação têm sido perseguidas. Uma já
faz parte do an�go receituário de boa parte dos
comentaristas em matéria econômica: o Brasil deveria
abandonar a sua preferência pelo sistema mul�lateral
(representado pela Organização Mundial do Comércio) e
dar mais atenção a acordos bilaterais com economias
desenvolvidas, seja com a União Europeia, seja com os
Estados Unidos da América. O refinamento, não
totalmente novo, é o de que, para chegar a esses acordos,
o Brasil deve buscar a “flexibilização” do Mercosul,
privando-o de sua caracterís�ca essencial de uma união
aduaneira. Sem perceber que a mo�vação principal da
integração é polí�ca – já que a Paz é o maior bem a ser
preservado – os arautos da liberalização, sob o pretexto de
aumentar nossa autonomia em relação aos nossos
vizinhos, facilitando a abertura do mercado brasileiro, na
verdade empurrarão os sócios menores (não em
importância, mas em tamanho) para os braços das grandes
potências. É de esperar que não venham a reclamar
quando bases militares estrangeiras surgirem próximo das
nossas fronteiras.
O segundo pilar do tripé, que está sendo gestado
em gabinetes de peritos desprovidos de visão estratégica,
consiste em tornar o Brasil membro pleno da OCDE, a
organização que congrega primordialmente economias
desenvolvidas. Essa a�tude contraria a posição de
aproximação cautelosa seguida até aqui e que nos tem
permi�do par�cipar de vários grupos, sem tolher nossa
liberdade de ação. A lógica para a busca ansiosa pelo
status de membro pleno residiria na melhoria do nosso
ra�ng junto às agências de risco, decorrente do nosso
compromisso com polí�cas de inves�mentos, compras
governamentais e propriedade intelectual (entre outras)
estranhas ao modelo de crescimento defendido por
sucessivos governos brasileiros, independentemente de
par�dos ou de ideologias. O ganho no curto prazo se
limitaria, se tanto, a um aspecto de marke�ng, e seria
muito pequeno quando comparado com o custo real,
representado pela perda de la�tude de escolha de nossas
polí�cas (industrial, ambiental, de saúde, etc.).
Finalmente – e esse é o aspecto mais recente da
ofensiva pós-neoliberallá!
 - Olha ela ali!
 - Eles entraram na kombi ali adiante!
 - É um mascarado! Não, são dois mascarados!
Ouviu-se ni�damente o pipocar de uma metralhadora,
a pequena distância. Foi um deitar-no-chão geral, e como
não havia espaço, uns caíam por cima de outros. Cessou o
ruído. Voltou. Que assalto era esse, dilatado no tempo,
repe�do, confuso?
- Olha o diabo daquele escurinho tocando matraca! E a
gente com dor de barriga, pensando que era
metralhadora!
Caíram em cima do garoto, que soverteu na mul�dão. A
senhora gorda apareceu, muito vermelha, protestando
sempre:
 - É um assalto! Chuchu por aquele preço é um
verdadeiro assalto!
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond. Assalto. In: Para
gostar de ler. Vol. 3. Ed. Á�ca, 1979. p. 12-14. [Adaptado].
 
Em relação à acentuação gráfica, leia e a analise as
seguintes afirmações: 
 
I. As palavras no�cias, relógio, ânsia e contrário são
acentuadas por serem paroxítonas e terminarem em
ditongo. 
II. Os vocábulos pé, lá, aí e já recebem acento tônico por
serem monossílabos tônicos. 
III. As palavras veículo, módulo, ímpeto e ônibus recebem
acento gráfico por serem proparoxítonas. 
17@professorferretto @prof_ferretto
 
Assinale a alterna�va CORRETA.
a) Apenas as afirmações I e III são verdadeiras.
b) Apenas a afirmação II é verdadeira.
c) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras.
d) Apenas as afirmações II e III são verdadeiras.
e) Todas as afirmações são verdadeiras.
GR0770 - (Cpm)
Leia a �ra e fique atento à nova ortografia para esta
questão
 
 
O que jus�fica não ser usado mais o acento agudo nas
palavras HEROICO – PLATEIA – IDEIA – MOCREIA, segundo
a nova ortografia, é:
a) hiatos em posição paroxítona perderam o acento agudo.
b) ditongos abertos em posição de paroxítona não são
mais acentuados.
c) palavras com tritongo não recebem mais acento agudo.
d) ditongos abertos eu, ei e oi perderam o acento,
independente da posição em que se
encontram
nas
palavras.
GR0794 - (Ufrr)
Observando as regras da acentuação gráfica, marque a
opção que segue a mesma lógica de acentuação da
seguinte sequência de palavras: árbitro, lá, pênal�, vôlei,
também, à noite. 
a) automá�co, é, lâmpada, trégua, café, água.
b) pór�co, né, epígrafe, régua, reféns, às vezes.
c) lâmpada, pó, nível, parabéns, à toa.
d) árvore, pé, fórum, café, refém, às pressas.
e) catástrofe, fubá, cânfora, você, parabéns, à moda.
GR0795 - (Ifrn)
Dez anos da Lei das Cotas
Rosane Garcia postado em 08/07/2022 | 06:00
 
A Lei das Cotas (nº 12.711/2012), que reserva 50% das
vagas em universidade e ins�tutos federais para negros,
completará uma década em 28 de agosto próximo. Ao
longo desses 10 anos, ela se tornou mais inclusiva, ao abrir
espaço para indígenas e estudantes da rede pública,
segmentos da sociedade que, como os negros, foram,
historicamente, segregados pelo Estado, pautado pelo
racismo estrutural e ambiental, base orientadora da
formulação de polí�cas públicas excludentes.
Vista como uma reparação por danos provocados aos
negros, após mais de 300 anos de escravidão, o novo
marco legal esbarrou na reação dos abomináveis racistas e
escravagistas contemporâneos, indignados com a
conquista do movimento negro, que completou 40 anos
neste 2022. Congressistas foram ao Supremo Tribunal
Federal para tentar derrubar a nova lei.
Entre os argumentos, havia a alegação de que a regra
privilegia pretos e pardos em detrimento dos direitos dos
brancos, tornando desigual a disputa por uma vaga nas
universidades. É puro deboche falar em desigualdade,
quando todas as ações do poder público e setor privado
sempre mor�ficaram o ar�go da Cons�tuição anterior a de
1988, em que todos "são iguais perante as leis". Escárnio.
Um discurso ridículo, ante os mais de 300 anos de
escravidão, tortura e assassinatos de homens, mulheres e
crianças sequestrados em terras africanas. Um crime de
lesa-humanidade nunca reparado pelo Estado brasileiro.
Pelo contrário. Ter muitos escravos e ser dono de grandes
extensões de terra — la�fúndios — representavam o poder
polí�co do explorador. Hoje, a eliminação de negros ainda
é fato corriqueiro, protagonizado por integrantes de forças
de segurança pública em inves�das nas periferias dos
centros urbanos.
Em uma década, a Lei das Cotas mudou o perfil das
universidades brasileiras. Nesse período, o número de
alunos negros cresceu em torno de 400%. Hoje, eles
somam mais de 38% dos estudantes, embora o povo preto
seja 56% da população brasileira.
O movimento pela diversidade tem mexido com as
organizações privadas. Hoje, grandes corporações do setor
privado com compromisso social, nos mais diferentes
ramos de a�vidade, criam
programas para que profissionais negros ocupem
cargos de chefia ou de coordenação dentro das empresas.
Uma mudança importante no comportamento do
empresariado, cujo olhar passa a enxergar a pluralidade
étnica e, também, de gêneros no país.
Mesmo com todos os efeitos posi�vos, a Lei das Cotas
tem sido rechaçada por grupos conservadores e
neonazistas, inconformados com a presença dos negros
nas universidades ou em postos de mando em algumas
empresas. Esses segmentos têm representantes no
Congresso e incitam os parlamentares a não revalidarem a
Lei das Cotas. As eleições de novembro podem ser um
escudo, para evitar o es�lhaçamento da legislação. Mas,
considerando-se a atual composição do parlamento, é
18@professorferretto @prof_ferretto
preciso ficar atento, pois o compromisso da maioria não
tem sido, em hipótese alguma, com a sociedade. E, menos
ainda, com os afro-brasileiros.
Texto adaptado para fins pedagógicos. Disponível em:
h�ps://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2022/07/5020827-
ar�go-dezanos-da-lei-das-cotas.html. Acesso em: 28 ago.
2022.
 
Entre os argumentos, havia a alegação de que (1) a regra
privilegia pretos e pardos em detrimento dos direitos dos
brancos, tornando desigual a disputa por uma vaga nas
universidades. É puro deboche falar em desigualdade,
quando todas as ações do poder público e setor privado
sempre mor�ficaram o ar�go da Cons�tuição anterior a de
1988, em que (2) todos (3) “são iguais perante as leis" (3).
Escárnio (4).
O vocábulo ESCÁRNIO (4) é acentuado pelo mesmo mo�vo
de
a) público.
b) étnica.
c) abomináveis.
d) completará.
GR0796 - (Eear)
Considerando a acentuação das palavras, assinale a
alterna�va que completa os espaços da frase abaixo.
Este livro ......................... elegias com temá�cas naturais,
para pessoas que ................ em busca de um sen�mento
mais ....................... Que a natureza ...................... os que
se dispuserem a ler esses poemas!
a) contém - vêm - fluido - abençoe.
b) contêm - vêm - fluído - abençoe.
c) contêm - vem - fluído - abençoe.
d) contém - vem - fluido - abençoe.
GR0797 - (Eear)
Assinale a alterna�va em que não há erro de acentuação.
a) Caminhou pôr trilhas fechadas em matas longínquas
para encontrar a sequoia, espécie gigantesca que pode
viver mil anos.
b) Caminhou por trilhas fechadas em matas longínquas
para encontrar a sequoia, espécie gigantesca que pode
viver mil anos.
c) Caminhou por trilhas fechadas em matas longínquas
para encontrar a sequóia, espécie gigantesca que pode
viver mil anos.
d) Caminhou pôr trilhas fechadas em matas longínquas
para encontrar a sequóia, espécie gigantesca que pode
viver mil anos.
GR0798 - (Uva)
Devem receber acentuação gráfica todas as palavras da
alterna�va:
a) aneis, deposito (substan�vo), anzois e raizes.
b) leem, (eles) tem, revolver (verbo) e geleia.
c) revolver (substan�vo), deposito (verbo), caju e guri.
d) bambu, (ele) tem, gibi e peru.
GR0799 - (Ifrn)
Estudo mostra que o número de invasões em terras
indígenas aumentou
05/10/2019 20h59
Uma das questões que vão ser abordadas no Sínodo, no
Va�cano, será a situação dos índios que vivem na região
amazônica Estudo mostra que o número de invasões em
terras indígenas aumentou. Uma das questões que vão ser
abordadas no Sínodo, no Va�cano, será a situação dos
índios que vivem na região amazônica. Um estudo do
Conselho Indigenista Missionário (CIMI) mostra que onúmero de invasões em terras indígenas aumentou em
2019.
Na terra indígena Alto Rio Guamá, nordeste do Pará,
vivem cerca de dois mil índios, a maioria do povo Tembé.
Lá, segundo os caciques, os invasores derrubam a mata
na�va para re�rar madeira, para a criação de gado e até
para plantar maconha. Em setembro, os índios já �nham
encontrado acampamentos, espingardas e várias pilhas de
madeira em uma área a 30 quilômetros da aldeia. O
Ibama, em parceria com a Polícia Federal e a Funai, foi até
a região e aplicou cerca de R$ 10 milhões em multas.
“A nossa área preservada tem muito fundamento para
a questão indígena, porque sem a área preservada nós não
temos como mostrar a nossa cultura", declara Edinaldo
Tembé, cacique Tembé. A grilagem de terra, o
desmatamento, o garimpo ilegal e a contaminação dos rios
estão entre os principais problemas apontados no relatório
sobre violência e invasões nas terras indígenas do CIMI,
fundado há 47 anos e ligado à Igreja Católica.
Segundo o levantamento, em 2017, foram 96 invasões
em terras indígenas. Em 2018, o número subiu para 111 e
apenas de janeiro a setembro de 2019, já foram
registradas 160 invasões. Pará, Rondônia e Amazonas são
os estados onde houve mais invasões no ano passado.
Uma das áreas citadas no relatório é a terra indígena
Munduruku, no sudoeste do Pará. De acordo com o CIMI,
existem mais de 500 garimpos ilegais na região,
desmatando e poluindo os rios da bacia do Tapajós.
O bispo emérito do Xingu, que vai par�cipar do Sínodo
no Va�cano, defendeu que os índios precisam ter suas
terras protegidas. “Terra é ambiente de se morar, de se
viver, é terra dos ritos e dos mitos e de toda a convivência
dos povos que estão aqui e isso não pode ser
menosprezado, desprezado”, afirma Dom Erwim Krautler.
19@professorferretto @prof_ferretto
A Funai declarou que se tem empenhado no
monitoramento da região com a ajuda da Polícia Federal,
do Ibama e do Ins�tuto Chico Mendes. Disse que a
pesquisa do CIMI carece de validação cien�fica e que, em
breve, vai divulgar dados oficiais que comprovam o
aumento da fiscalização. Para tentar acabar com o garimpo
ilegal, o governo já anunciou que vai propor a
regulamentação da Cons�tuição nos ar�gos sobre
exploração em terras indígenas. A ideia seria permi�r
ganhos econômicos e organizar a fiscalização dos
garimpos. Antes de qualquer mudança, o governo tem que
ouvir as comunidades envolvidas.
Disponível
em: h�ps://g1.globo.com/jornal nacional/no�cia/2019/10/05/estudo-
mostra-que-o-numero-de-invasoes-emterras-indigena.
Acesso em: 24 set. 2021.
Adaptado para uso nesta avaliação.
 
Pará, Rondônia e Amazonas são os estados onde houve
mais invasões no ano passado. Uma das áreas citadas
no relatório é a terra indígena Munduruku, no sudoeste do
Pará. De acordo com o CIMI, existem mais de 500 garimpos
ilegais na região, desmatando e poluindo os rios da bacia
do Tapajós.
 
O vocábulo destacado RELATÓRIO recebeu acento agudo
pelo mesmo mo�vo de
a) polícia.
b) indígenas.
c) emérito.
d) sínodo.
GR0800 - (Esa)
De acordo com as regras de acentuação, assinale a
alterna�va em que as palavras receberam acento gráfico
por serem classificadas, respec�vamente, como: oxítonas,
paroxítonas e proparoxítonas.
 
a) café, alcoólatra, escritório.
b) mocotó, bíceps, exército.
c) açaí, arqué�po, tác�l.
d) dúvida, rubrica, órfã.
e) trânsito, baía, ômega.
GR0801 - (Unichristus)
A �rinha faz menção ao Novo Acordo Ortográfico que
entrou em vigência, de forma oficial, a par�r de 2016.
Além dos vocábulos presentes que perderam o acento,
outros termos também sofreram a perda de acentuação,
como os evidenciados em 
a) linguiça – guisado.
b) açougue – azedo.
c) ideia – heroico.
d) substan�vo – urubu.
e) caju – caqui.
GR0802 - (Imepac)
Um caso de burro
[...]
O que me pareceu, é que o burro fazia exame de
consciência. Indiferente aos curiosos, como ao capim e à
água, �nha no olhar a expressão dos medita�vos. Era um
trabalho interior e profundo. Este remoque popular: por
pensar morreu um burro mostra que o fenômeno foi mal
entendido dos que a princípio o viram; o pensamento não
é a causa da morte, a morte é que o torna necessário.
Quanto à matéria do pensamento, não há dúvidas que é o
exame da consciência. Agora, qual foi o exame da
consciência daquele burro, é o que presumo ter lido no
escasso tempo que ali gastei. Sou outro Champollion,
porventura maior; não decifrei palavras escritas, mas
ideias ín�mas de criatura que não podia exprimi-las
verbalmente.
ASSIS, Machado de. Disponível em: h�ps://contobrasileiro.
com.br/um-caso-de-burro-cronica-demachado-de-assi s/.
Acesso em: 10 set. 2021.
 
20@professorferretto @prof_ferretto
https://g1.globo.com/jornal
No fragmento do conto, o termo sublinhado não recebe
acento gráfico porque 
a) consiste em uma palavra paroxítona que contém um
ditongo aberto.
b) pode ser categorizado como uma oxítona cuja
terminação se dá em vogal.
c) é classificado, pela sua divisão silábica, como uma
palavra proparoxítona aparente.
d) é uma palavra paroxítona, e todas perderam o acento
pelo Novo Acordo Ortográfico.
GR0805 - (Emescam)
Leia o texto a seguir, extraído do romance Quincas Borba,
de Machado de Assis.
 
[Quincas Borba] Ergueu-se e pôs paternalmente as
mãos sobre os ombros de Rubião.
— Você é meu amigo?
— Que pergunta!
— Diga.
— Tanto ou mais do que este animal, respondeu
Rubião, em um arroubo de ternura.
 Quincas Borba apertou-lhe as mãos.
— Bem.
No dia seguinte, Quincas Borba acordou com a
resolução de ir ao Rio de Janeiro, voltaria no fim de um
mês, �nha certos negócios... Rubião ficou espantado. E a
molés�a, e o médico? O doente respondeu que o médico
era um charlatão, e que a molés�a precisava espairecer, tal
qual a saúde. Molés�a e saúde eram dois caroços do
mesmo fruto, dois estados de Humanitas.
— Vou a alguns negócios pessoais, concluiu o enfermo,
e levo, além disso, um plano tão sublime, que nem mesmo
você poderá entendê-lo.
ASSIS, Machado. Quincas Borba. Disponível
em:”machado.mec.gov.br. Acesso em: 2 fev. 2021.
 
O texto do Novo Acordo Ortográfico organizou as regras do
emprego do hífen, de modo a tornar seu uso mais simples.
Estão grafadas de acordo com as atuais regras de emprego
do hífen, as palavras
a) hiper-acidez, inter-estadual, super-aquecimento,
superinteressante.
b) hiperrequintado, interracial, superreacionário,
superresistente.
c) intermunicipal, superproteção, an�rrábico, contrarregra,
semirreta.
d) aero-espacial, extra-curricular, semi-aberto, ante-
projeto, coautor.
GR0806 - (Ufam)
Assinale a alterna�va em que o hífen NÃO foi empregado
de forma CORRETA:
a) Podemos dizer agora que o terreno está circum-murado,
pois ele rodeou o local de �jolos.
b) Os vírus que têm importunado a humanidade são
micro-organismos extremamente nocivos.
c) Os animais, por serem frágeis frente ao homem, são
espécies mal-afortunadas; por isso, tenho pena deles.
d) Antes do almoço, comemos salada de cenoura, feijão-
verde e alface.
e) Há pessoas que obtêm diplomas, mas, na verdade, são
semi-analfabetas.
GR0807 - (Mul�vix)
YOUTUBE, O PARAÍSO DA PUBLICIDADE INFANTIL CANAIS
QUE SÓ FALTAM VENDER BRINQUEDOS ATRAEM
MULTIDÕES DE CRIANÇAS NA PLATAFORMA DE VÍDEOS
Por Daniel Salgado (Adaptado)
(1) Que o YouTube é uma plataforma digital gigantesca,
todo mundo sabe. E também que já existem muitas
pessoas que �ram seu provento do dinheiro gerado pelas
visualizações e propagandas em seus canais na rede. Ainda
assim, não pude negar minha surpresa ao descobrir que o
maior faturamento entre os youtubers ficou com um
garoto de 7 anos de idade, o americano Ryan.
(5) Dono do canal ‘RyanToysReviews’, ele e seus pais
embolsaram US$ 22 milhões ao longo do úl�mo ano. O
valor, que é exorbitante em qualquer contexto, vem de
seus incontáveis vídeos, nos quais o garoto e seus
progenitores aparecem brincando com diversos
brinquedos recém-lançados e comentando suas qualidades
e defeitos. Seu canal, que desde 2015 acumula 17 milhões
de inscritos e 26 bilhões (!) de visualizações, posta vídeos
quase diariamente.Só na úl�ma semana foram sete. 
(10) Ignorando fatores como o tempo gasto pelo
pequeno para gravar esses vídeos num ritmo de conteúdo
diário, é surpreendente pensar que ele arregimentou a
quan�a milionária ao, basicamente, fazer propagandas
para que crianças queiram comprar os mais variados
brinquedos. E uma rápida pesquisa no YouTube mostra que
seus pais não são os únicos a inves�r nesse filão.
(14) Não acredita? É só procurar por um termo como
“toys” (brinquedos, em inglês) e ver que existem canais
como ‘ToyPudding TV (12 bilhões de visualizações); ‘Super
Kids Toys’ (291 milhões); ‘Kids Diana Show’ (4 bilhões) e
‘CKN Toys’ (8 bilhões). 
(17) Os formatos são dos mais variados: alguns u�lizam
crianças para brincar com os produtos enviados — às vezes
com vídeos patrocinados —, outros apenas mostram os
brinquedos para adultos. Há até a categoria de “unboxing”,
dedicada apenas a mostrar a abertura da caixa do
brinquedo.
(20) Em comum a todos está a fe�chização de uma
mercadoria para uma parcela da população altamente
21@professorferretto @prof_ferretto
susce�vel à publicidade. Ainda que o Ins�tuto Brasileiro de
Defesa do Consumidor (Idec) seja contrário a propaganda
infan�l, e haja uma legislação que coíba a prá�ca no Brasil,
o grande truque desses canais é que eles fogem à
classificação tradicional de publicidade para crianças.
(24) Não são comerciais pagos pelas empresas de
brinquedos nem têm mensagens explícitas
convocando a compra do objeto x ou y. De certa
maneira, funcionam quase como os desenhos animados
dos anos 90 que buscavam vender video-games, jogos de
cartas e outros tantos produtos.
Que jovem daquela época não assis�u a Pokemon,
Digimon ou algum programa similar?
(28) O precedente histórico não muda o fato de que
esses canais glorificam e promovem insistentemente
brinquedos para as crianças na plataforma. E isso sem
qualquer verniz ar�s�co ou de entretenimento animado
como os cartuns ou gibis.
(31) As crianças, que ficam hipno�zadas pelos vídeos —
quem já viu uma assis�ndo a esses canais sabe do que
estou falando —, saem quase sempre interessadas ou
clamando pelos brinquedos apresentados. O panorama
não deve mudar: a legislação de regulação infan�l varia
muito de país para país, e o YouTube, com seu alcance
global, passa ao largo de controle nesse quesito, ao
contrário de canais de televisão ou revistas.
(36) É de se imaginar que, no ano que vem, os pais de
Ryan e de alguns outros astros mirins da rede tenham
ainda mais ganhos para seu pé-de-meia generoso. Não
faltará dinheiro para seus brinquedos. Cabe saber se
teremos nós os meios necessários para presentear nossas
crianças.
Disponível em: h�ps://epoca.globo.com/youtube-paraiso-
da-publicidade-infan�l23289383. Acesso em 25 ago. 2019.
 
O termo pé-de-meia (l. 37) é um exemplo de palavra que
não perdeu o hífen na úl�ma Reforma Ortográfica da
Língua Portuguesa, ocorrida em 2009. A seguir, assinale
aquele item que, ao contrário do termo anterior, não
apresenta mais o referido símbolo gráfico e que, por isso,
está ortograficamente incorreto:
a) pé-de-moleque.
b) cor-de-rosa.
c) banana-da-terra.
d) água-de-colônia.
e) pimenta-do-reino.
GR0808 - (Up)
Considere o seguinte texto: Essa conclusão ainda é
............. por dados cien�ficos que exploram a a�vidade
cerebral relacionada com esse �po de emoções. A ficção
que inclui personagens e situações complexas pode ter
efeitos par�cularmente benéficos. Assim, e como exemplo,
um trabalho ............. mostra que a leitura de Harry Po�er
pode diminuir os preconceitos dos leitores. Tudo isso sem
falar na sa�sfação e no ............. proporcionado pelo
conhecimento adquirido e como esse conhecimento se
transforma em memória ............., que é a que temos como
resultado da experiência.
 
Assinale a alterna�va que completa corretamente as
lacunas acima.
a) avalisada – recém-publicado – bem estar – cristalisada.
b) avalizada – recém-publicado – bem-estar – cristalizada.
c) avalisada – recém publicado – bem-estar – cristalisada.
d) avalizada – recémpublicado – bem estar – cristalizada.
e) avalizada – recém publicado – bem-estar – cristalizada.
GR0809 - (Ufv)
“(...) Juridicamente, o ato de espionar diz respeito à
prá�ca de obter informações confidenciais de governos ou
organizações, de forma não autorizada, para alcançar
vantagens militares, polí�cas, econômicas, tecnológicas ou
sociais. Os �pos de espionagem mais comuns são a
industrial, a militar, a tecnológica, a econômica, a
financeira, a polí�ca e a eleitoral.
Embora o método se revele an�go, computadores e
conexões digitais em rede elevaram a espionagem a níveis
inimagináveis nas úl�mas duas décadas. Tempos atrás, as
máquinas eram usadas apenas para quebrar códigos
espiões em documentos arquivados nas extensas estantes
das polícias secretas. Hoje, discos rígidos, nuvens de
dados, telefones celulares e objetos conectados se
transformaram em verdadeiros cofres informacionais, por
onde circulam riquezas, segredos empresariais e
governamentais, além de ar�culações criminosas e
terroristas.
Desse modo, a chamada espionagem ciberné�ca – o
uso malicioso de internet, redes, computadores e objetos
conectados para capturar informações – também tem se
modificado rapidamente. No início dos anos 2000, por
exemplo, os cibercafés e as lan-houses eram o refúgio
daqueles que não queriam ter suas máquinas iden�ficadas
e rastreadas. Rapidamente, também se tornaram espaços
de espionagem administrados pelos próprios governos,
conforme revelou Edward Snowden, ex-técnico da NSA,
hoje exilado na Rússia, que tornou públicos os detalhes de
vários programas e informações do sistema de vigilância
global norte-americano.
Segundo Snowden, os cibercafés londrinos foram
amplamente usados, pelos serviços de inteligência, para
monitorar o encontro do G-20, na cidade de Londres, em
2009. Desde então, vários foram fechados, e agentes
plantados em tais locais �veram que mudar de iden�dade
por questões de segurança. (...)”
Revista Minas faz ciência, uma publicação da Fundação de
amparo à pesquisa do estado de Minas Gerais – FAPEMIG,
Nº 71 – Set a Nov de 2017, p. 21.
22@professorferretto @prof_ferretto
 
O uso do hífen foi um dos tópicos contemplados na
reforma ortográfica de 2016. O uso ou não desse sinal nos
substan�vos CIBERCAFÉ e LAN-HOUSE estão explicados de
forma CORRETA, respec�vamente, em:
a) A supressão do hífen deve-se à junção de consoantes
diferentes, e a manutenção do hífen, no segundo caso,
jus�fica-se porque o segundo elemento inicia-se pela
letra “h”.
b) Suprime-se o hífen, devido à junção de palavras
estrangeiras, e, no segundo caso, fica man�do pelo
mesmo mo�vo.
c) Não recebem mais hífen as locuções de qualquer �po, e
mantém-se o hífen em palavras que cons�tuem unidade
sintagmá�ca e semân�ca.
d) O hífen é suprimido quando a palavra é formada por um
prefixo ou falso prefixo, e fica man�do, no segundo
caso, porque os dois elementos são palavras
estrangeiras.
GR0810 - (Ifpe)
“O BONZINHO SE DÁ MAL”: GENEROSIDADE E
MANIPULAÇÃO
(1) Você tenta levar sua vida direi�nho. Busca ser
cordial e ter empa�a com o semelhante. Trata o outro
bem, pois acha que é assim que qualquer criatura merece
ser tratada. Com quem gosta mais, vai além. Se lhe sobra,
compar�lha. Quando vê o erro, o ins�nto de proteção
passa na frente e você tenta alertar. Se cabem dois, por
que ir sozinho? Isso te alegra, então eu fico contente.
(2) A você, tudo isso parece ser natural, orgânico. E daí
você se engana. De forma egoísta, acha que tem o direito
de re�rar do outro o direito de ser quem ele é. Quer
recíproca, similaridade, espelhamento de a�tudes. Vê
injus�ça na troca, acha que faz mais e recebe menos.
“Trouxa, agora está aí cul�vando mágoas. Da próxima vez,
farei diferente”. E não reflete sobre tudo o que se passou.
(3) Ser verdadeiramente generoso é uma virtude que
contempla um pequeno punhado de pessoas. Em geral,
emprestamos em vez de doar. E não fazemos isso por uma
debilidade de caráter: a vida se mantém a par�r de trocas,
tudo só existe em relação.
(4)Quando tentamos oferecer algo gratuitamente,
inconscientemente esperamos alguma contrapar�da:
reconhecimento, carinho, atenção, pres�gio, escuta,
aprovação. Às vezes, buscamos apenas sermos percebidos
e validados naquilo que somos, mas não cremos ser. É bem
comum. Nisso, tornam-se admiráveis os que ajudam
desconhecidos, sem se importarem com os problemas dos
que estão próximos – a quem poderão cobrar pela
generosidade?
(5) O mesmo vale para os mercenários: aqueles que
sabem dar preço às coisas mais impalpáveis, que
encontram equivalência entre dois valores tão díspares,
mas deixam as intenções às claras. Só nos sen�mos
enganados quando não deixamos às claras o preço das
nossas a�tudes.
(6) A generosidade é uma das formas mais primi�vas de
manipulação desenvolvidas pelo ser humano. Vem do
berço. Mais precisamente, do colo. A nossa primeira
referência de doação vem da mãe, ou de quem exerceu
esse papel. O bebê, indefeso e incapaz, estará subme�do à
oferta que provém dessa fonte. E aí aprendemos o que é
chantagem emocional, que mais tarde se traduzirá no
duelo entre o “só eu sei o que fiz por você” versus “você
poderia ser melhor para mim”. Quem sai vencedor? A
culpa. Justo ela, uma das emoções mais tóxicas que
povoam nossa alma.
(7) O comportamento de abuso é fruto desse eixo
desestrutural, seja para o abusador ou para o abusado. Há,
inclusive, uma espécie de alternância entre esses papéis.
Quando o dito generoso se vê menosprezado pelo outro,
diz: isso é um absurdo, depois de tudo que eu fiz. Mas não
percebe o quanto esse fazer é, em si, uma a�tude abusiva.
(8) Isso não é uma ode ao egoísmo ou à ganância. Mas
a par�lha saudável é aquela que se dá em acordo, de
forma pura. Se não consegue, melhor não ser generoso,
para também não ser hipócrita. Ou, pior: emi�r faturas
para guardá-las na gaveta, à espera da melhor
oportunidade de apresentá-la àquele que julgar devedor.
Não esqueçamos: são as boas intenções que lotam o
inferno.
TORRES, João Rafael. “O bonzinho se dá mal”:
generosidade e manipulação. Disponível em:
h�ps://www.metropoles.com/colunas-blogs/psique/o-
bonzinho-se-da-mal-generosidade-e-manipulacao. Acesso:
08 out. 2017(adaptado).
 
No 4º parágrafo do TEXTO 2, há o emprego da palavra
contrapar�da. Esse termo possui um prefixo que exige o
uso do hífen em alguns casos, segundo o Novo Acordo
Ortográfico da Língua Portuguesa. Assinale a alterna�va
que contém a grafia CORRETA de palavras com o prefixo
contra-.
a) Contrarregra e contra-ataque.
b) Contra-senso e contracheque.
c) Contracep�vo e contra-mão.
d) Contraponto e contra-filé.
e) Contrabaixo e contra-indicação.
GR0812 - (Unesc)
Assinale a alterna�va em que todas as palavras estão
corretas quanto ao emprego (ou não) do hífen:
23@professorferretto @prof_ferretto
a) sub-humano, auto-estrada, contrataque, ultramoderno,
vicepresidente, super-aquecimento, micro-ondas.
b) super-homem, infraestrutura, semicírculo, minissaia,
an�-inflamatório, inter-racial, superinteressante.
c) inter-escolar, an�-rábico, co-herdeiro, auto-
aprendizagem, semi-aberto, micro-ônibus, ultra-
moderno.
d) mini-hotel, an�-higiênico, an�-aéreo, geopolí�ca, semi-
reta, viceprefeito, super-exigente.
e) an�-heroi, pluri-anual, agroindustrial, ante-projeto,
microssistema, biorritmo, auto-peça.
GR0813 - (Unifor)
Leia o fragmento do texto “É junto ou separado?”
 
De todos os aspectos da grafia do português, o que
causa mais embaraço é o uso do hífen. Mesmo sem levar
em conta as incoerências do nosso sistema ortográfico
(tanto o novo quanto o an�go), o fato é que o hífen
costuma ser de uso di�cil e arbitrário em quase todas as
línguas que o adotam.
[...] Quando duas palavras se unem defini�vamente
para formar uma composta, isso costuma ser indicado na
grafia de duas maneiras: pela justaposição pura e simples
(“parapeito”, “girassol”) ou pela união com hífen
(“guardachuva”, “bem-aventurado”).
[...] Em resumo, se uma palavra é composta (o que, em
alguns casos, é di�cil de determinar com precisão), deveria
ser grafada com hífen ou justaposição; se é complexa, seus
cons�tuintes deveriam vir separados por espaços. [...].
BIZZOCCHI, Aldo. É junto ou separado.Língua
Portuguesa,ano 8, nº 93, p.28 e 29, julho de 2013.
 
Assinale a alterna�va em que todas as palavras estão
grafadas corretamente, obedecendo ao novo acordo
ortográfico.
a) Micro-ondas, auto-es�ma, semiaberto, an�rreligioso.
b) Contra-indicação, reidratar, autoes�ma, auto-escola.
c) Contraordem, micro-ondas, an�-herói, an�rreligioso.
d) Microondas, autoes�ma, an�rreligioso, contra-ordem.
e) Autoescola, microondas, autoes�ma, an�rreligioso.
GR0814 - (Fcmsjf)
Febre amarela – por que o cenário atual é muito
preocupante?
Artur Timerman1 /17 jan 2017 (Adaptado).
Em 12 de janeiro deste ano o governo de Minas Gerais
decretou situação de emergência em saúde pública por
180 dias nas áreas do estado onde há surto de febre
amarela. O decreto contempla 152 cidades no entorno de
Coronel Fabriciano, Governador Valadares, na região leste
do estado, Manhumirim, na Zona da Mata, e Teófilo Otoni,
no Vale do Jequi�nhonha e Mucuri.
Em Minas, trinta pessoas morreram com sintomas da
doença neste ano. A situação atual e preocupante das
arboviroses no Brasil reflete um complexo contexto, no
qual interagem entre si ineficácias gerais de atuação do
poder público e da sociedade em geral.
Os condicionantes da expansão das arboviroses nas
Américas e no Brasil são similares e referem-se em grande
parte ao modelo de crescimento econômico
implementado na região, caracterizado pelo crescimento
desordenado dos centros urbanos. O Brasil concentra mais
de 80% de sua população em áreas urbanas, com
importantes lacunas no setor de infraestrutura, tais como
dificuldades para garan�r o abastecimento regular e
con�nuo de água, assim como também é deficiente a
coleta e des�nação adequada dos resíduos sólidos. [...].
Dentro desse contexto, é com enorme preocupação que
deparamos com as no�cias que revelam o ressurgimento
de casos de febre amarela em nosso país.
Como apontado em Bole�m da Organização Mundial da
Saúde de maio de 2016, “grandes epidemias de febre
amarela ocorrem quando pessoas infectadas introduzem o
vírus em áreas densamente povoadas onde exista elevada
densidade de mosquitos transmissores e onde a maioria
da população apresente pouca ou nenhuma imunidade,
tendo em vista a baixa cobertura vacinal. Sob tais
condições, mosquitos infectados transmitem o vírus de
pessoa a pessoa”.
Essa é situação prevalente no Brasil atualmente [...]. A
vacina cons�tui-se o mais importante meio de combate à
febre amarela; é produto seguro, eficaz e rela�vamente
barato, sendo uma única dose suficiente para induzir
imunidade de longo prazo. No Brasil, vem sendo
empregada a estratégia de “vacinação de contenção”, isto
é, vacinação de toda a população em regiões onde foram
descritos casos suspeitos e/ou confirmados de febre
amarela. Como os dados relatados vêm evidenciando uma
rápida progressão da doença, talvez essa estratégia não
esteja se mostrando suficiente.
Em resumo, temos de encarar o problema como sendo
de enorme relevância; não podemos menosprezá-lo, sob
risco de nos depararmos com mais um expressivo
problema de saúde pública em nosso já combalido país.
Disponível em: h�p://veja.abril.com.br/blog/letra-de-
medico/febre-amarela-por-que-o-cenario-atual-e-muito-
preocupante/ Acesso em: 19 abr. 2017.
 
A ausência do hífen na palavra INFRAESTRUTURA está de
acordo com as normas ortográficas vigentes na Língua
Portuguesa. Assinale a alterna�va em que o uso do hífen é
obrigatório no vocábulo destacado.
24@professorferretto @prof_ferretto
a) O uso de ANTIINFLAMATÓRIOS pode comprometer os
rins de crianças.
b) As radiações INFRAVERMELHAS podem ser benéficas à
saúde se u�lizadas corretamente.
c) A vacina da febre amarela é CONTRAINDICADA para
mulheres grávidas e crianças com menos de seis meses
de idade.
d) ANTICORPO é uma proteína produzida para proteger o
corpo humano contra doenças.
GR0815 - (Unaerp)
Assinale a opção em que o usodo hífen está empregado
corretamente.
a) ultra-som.
b) auto-escola
c) co-fundador.
d) peixe-espada.
e) super-interessante.
GR0757 - (Ifmt)
Assim como “onça-pintada”, também recebe hífen o
substan�vo composto:
a) gira + sol.
b) ponta + pé.
c) plano + alto.
d) obra + prima.
e) água + ardente.
GR0759 - (Ifma)
Amou daquela vez como se fosse a úl�ma
Beijou sua mulher como se fosse a úl�ma
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo �mido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com �jolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse príncipe.
(Canção Construção, de Chico Buarque).
 
As palavras destacadas, ainda no texto, classificam-se
como:
a) paroxítonas, como a maioria absoluta das palavras em
língua portuguesa.
b) oxítonas, sendo sua tônica acentuada graficamente.
c) proparoxítonas, e, desta forma, possuem a sílaba tônica
marcada graficamente.
d) paroxítonas, tendo a sílaba átona marcada
graficamente.
e) proparoxítonas, sendo a sílaba átona marcada
graficamente.
GR0760 - (Ifal)
Um futuro singular
Ivan Jaf
 
Senhor diretor, estou escrevendo esta carta porque
temo pela minha saúde mental, e se algo acontecer
comigo quero que todos saibam o mo�vo, principalmente
o senhor, do qual eu esperava toda a compreensão, já que
par�lha comigo a crença de que só com um profundo
respeito à gramá�ca da língua portuguesa construiremos
uma nação desenvolvida. O caso, senhor, é que o Grande
Pajé está me perseguindo, e tenho certeza de que neste
exato momento ele está ali, do outro lado da janela,
escondido entre as folhas da amendoeira... e não resis�rei
a mais um ataque... Minhas força... forças!... estão se
esgotando!
Sempre fui um dedicado professor de português, o
senhor me conhece bem, tantas vezes me elogiou...
Trabalho no ensino fundamental de sua escola há mais de
vinte anos! Desde quando ainda se dizia “1º grau”! Sempre
�ve devoção pela língua portuguesa! É uma verdadeira
religião para mim! Luto contra as gírias, os estrangeirismos
e os erros grama�cais como um cristão contra os hereges!
Minha luta pelo emprego do português correto é uma
verdadeira cruzada! Uma guerra santa! E agora, quando
mais preciso de apoio, quando descubro o verdadeiro
inimigo por trás da falência a que o nosso idioma pátrio
está condenado, quando passo a sofrer ameaças diretas do
Grande Pajé, o senhor me abandona, e, em vez de se aliar
a mim numa batalha sem trégua pelo resgate de nossa
língua, em vez de acreditar em mim, francamente... me
manda procurar um psiquiatra!
Mas não entregarei os ponto! Os pontos! Minha mente
morrerá lutando! Se o Grande Pajé afinal conseguir seu
intento, e plantar à força a semente da língua Tupi dentro
da minha cabeça, através desta carta o povo brasileiro
saberá que lutei até o fim!
Tudo começou naquela tarde de sábado, quando fui
lavar meu carro e o rapaz me cobrou “dez real”. Depois
deixei o carro numa vaga, e me custou “dois real”. O
camelô me ofereceu “três cueca”, minha empregada �nha
25@professorferretto @prof_ferretto
pedido “quatro quilo de batata”, o feirante me ofereceu
“seis limão”, outro gritou “os peixe tão fresco!”; depois,
meu porteiro se pron�ficou a levar “as sacola” até o
elevador e deu o recado de que “meus filho” ainda não
�nham chegado “das compra”. Desesperado, me dei conta
de que os plurais estavam sumindo!
[...]
Não chego a ser um tupinólogo, mas naquele sábado
subitamente lembrei-me de que uma das caracterís�cas da
língua tupi é a ausência de plural! Uma estranha intuição
me fez iniciar uma pesquisa na internet, e eis que logo me
deparo com uma declaração do conceituado crí�co
literário Alfredo Bosi: “O tupi vive subterraneamente na
fala de nosso povo... É nosso inconsciente selvagem e
primi�vo”. Levei as mão... mãos à cabeça! Eu havia
encontrado a resposta! O tupi estava voltando! A língua
tupi, depois de mais de dois séculos ex�rpada de nosso
convívio, brotava agora das profundezas do inconsciente
cole�vo e começava a se manifestar na fala do povo! E o
primeiro sinal era a abolição do plural!
[...]
h�p://paginasclandes�nas.blogspot.com.br/2011/03/licoes-
de-grama�ca-para-quem-gosta-de.html.
 
Assinale a única alterna�va cujas palavras são acentuadas
pela mesma razão da palavra gramá�ca.
a) pajé – está – português – morrerá – saberá.
b) tupinólogo – sábado – caracterís�cas – crí�co – séculos.
c) gírias – pátrio – trégua – ausência – literário.
d) só – há – é – trás – três.
e) camelô – através – até – já – saúde.
GR0756 - (Ifmt)
Quanto ao uso do hífen, julgue as alterna�vas abaixo e
assinale a CORRETA.
a) Pré-história; autossuficiente; mato-grossense.
b) Auto-suficiente; an�-higiênico; extraoficial.
c) Extra-oficial; arqui-inimigo; semicírculo.
d) Extraoficial; arquinimigo; semi-círculo.
e) Minissaia; ultra-sonografia; an�-sép�co.
GR0895 - (Acafe)
Assinale a frase na qual os termos destacados em negrito
estão corretos.
a) Perguntaram várias vezes por que resolvi cobrar na
jus�ça o emprés�mo que fiz à vizinha.
b) Por absoluta falta de coerência e bom censo, o vereador
acabou tendo seu mandato caçado.
c) Meu médico concluiu que não sou nenhum super
homem e, por isso, receitou-me an�inflamatórios e
também um an�-sép�co bucal.
d) Nada havia a fazer se não conformar-se haja visto que o
material usado na sua construção da estrada é de
péssima qualidade.
26@professorferretto @prof_ferretto– há quem já fale em ressuscitar a
Área de Livre Comércio das Américas, cujas negociações
chegaram a um impasse entre 2003 e 2004, quando ficou
claro que os EUA não abandonariam suas exigências em
patentes farmacêu�cas (inclusive no que tange ao método
para a solução de controvérsias) e pouco ou nada nos
ofereceriam em agricultura. A Alca, tal como proposta,
previa não apenas uma ampla abertura comercial em
matéria de bens e serviços, de efeitos danosos para nosso
parque industrial, mas também regras muito mais estritas
e desfavoráveis aos nossos interesses do que as que
haviam sido negociadas mul�lateralmente (isto é, no
sistema GATT/OMC), inclusive por governos que
antecederam ao do Presidente Lula. Tudo isso, sob a
hegemonia da maior potência econômica do con�nente
americano (e, por enquanto pelo menos, do mundo).
2@professorferretto @prof_ferretto
Medidas desse �po não cons�tuem ajustes
passageiros. São mudanças estruturais, que, caso
adotadas, alterariam profundamente o caminho de
desenvolvimento que, com maior ou menor ênfase,
sucessivos governos escolheram trilhar. Os que propugnam
por esse redirecionamento de nossa inserção no mundo
parecem ignorar que mudanças desse porte, sem um
mandato popular expresso nas urnas, seriam não só
prejudiciais economicamente, mas cons�tuiriam uma
violência contra a democracia. Evidentemente nosso
governo não se deixará levar por pressões midiá�cas, mas
até alguns ardorosos defensores de um Brasil
independente e soberano podem não ser de todo infensos
a influências de intelectuais que granjearam alguma
respeitabilidade pela obra passada. Daí a necessidade do
alerta: “intelectuais progressistas, preparai-vos para o
debate”. Ele vai ser duro e não se dará somente nos salões
acadêmicos ou nos corredores palacianos. Terá que ir às
ruas, às praças e às portas de fábrica.
(Texto de Celso Amorim, Carta Maior - 14 de abril de 2015)
 
Indique a opção em que todos as palavras estão conforme
a norma culta:
a) sobreumano, vicerrei, subumano e anteprojeto.
b) mandachuva, semirreta, vicerrei e vice-almirante.
c) vice-rei, micro-ondas, micro-ônibus e hiperacidez.
d) subclavicular, sub-delegado, sub-emenda e vicerrei.
e) infrassom, infraepá�co, semirreta e vicerrei.
GR0018 - (Ufrr)
Em: “A autossuficiência do País permite a exportação de
doses para 70 países, grande parte na África”, segundo
regras e convenções ortográficas vigentes, a não
hifenização da palavra destacada jus�fica-se pelo mesmo
processo ocorrido em:
a) subatômico
b) preencher
c) malnascido
d) semiárido
e) contrarreforma
GR0020 - (U�f)
Polí�ca e Poli�calha
Rui Barbosa
A polí�ca afina o espírito humano, educa os povos no
conhecimento de si mesmos, desenvolve nos indivíduos a
a�vidade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia; cria,
apura, eleva o merecimento.
Não é esse jogo da intriga, da inveja e da incapacidade, a
que entre nós se deu a alcunha de poli�cagem. Esta
palavra não traduz ainda todo o desprezo do objeto
significado. Não há dúvida que rima bem com criadagem e
parolagem, afilhadagem e ladroagem. Mas não tem o
mesmo vigor de expressão que os seus consoantes. Quem
lhe dará o ba�smo adequado? Poli�quice? Poli�quismo?
Poli�caria? Poli�calha? Neste úl�mo, sim, o sufixo
pejora�vo queima como um ferrete, e desperta ao ouvido
uma consonância elucida�va.
Polí�ca e poli�calha não se confundem, não se parecem,
não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se
excluem, se repulsam mutuamente.
A polí�ca é a arte de gerir o Estado, segundo princípios
definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições
respeitáveis. A poli�calha é a indústria de explorar o
bene�cio de interesses pessoais. Cons�tui a polí�ca uma
função, ou o conjunto das funções do organismo nacional:
é o exercício normal das forças de uma nação consciente e
senhora de si mesma. A poli�calha, pelo contrário, é o
envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos
pela contaminação de parasitas inexoráveis. A polí�ca é a
higiene dos países moralmente sadios. A poli�calha, a
malária dos povos de moralidade estragada.
In: ROSSIGNOLI, Walter. Português: teoria e prá�ca. São
Paulo, Ed. Á�ca. 2004. p.19.
 
Tendo em vista a ortografia oficial de Língua Portuguesa,
assinale a alterna�va em que o emprego do hífen está
INCORRETO:
a) Guarda-roupa.
b) Para-quedas.
c) Mico-leão-dourado.
d) Super-homem.
e) Cor-de-rosa.
GR0377 - (Unicamp)
Há dois �pos de palavras: as proparoxítonas e o resto. As
proparoxítonas são o ápice da cadeia alimentar do léxico. 
As palavras mais pernós�cas são sempre proparoxítonas.
Para pronunciá-las, há que ter ânimo, falar com ímpeto - e,
despó�cas, ainda exigem acento na sílaba tônica! Sob
qualquer ângulo, a proparoxítona tem mais crédito. É
inequívoca a diferença entre o arruaceiro e o vândalo. Uma
coisa é estar na ponta – outra, no vér�ce. Ser artesão não
é nada, perto de ser ar�fice. Legal ser eleito Papa, mas
bom mesmo é ser Pon�fice.
(Adaptado de Eduardo Affonso, “Há dois �pos de palavras:
as proparoxítonas e o resto”. Disponível em
www.facebook.com/eduardo22affonso/.)
 
Pernós�cas = arrogantes
Despó�cas = �ranas, opressoras
 
Segundo o texto, as proparoxítonas são palavras que
3@professorferretto @prof_ferretto
a) garantem sua pronúncia graças à exigência de uma
sílaba tônica.
b) conferem nobreza ao léxico da língua graças à facilidade
de sua pronúncia.
c) revelam mais pres�gio em função de seu pouco uso e de
sua dupla acentuação.
d) exibem sempre sua prepotência, além de imporem a
obrigatoriedade da acentuação.
GR0530 - (Ifpe)
 
Segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa,
a palavra “autoes�ma”, que foi empregada no primeiro
quadrinho do texto, é grafada sem hífen. Isso acontece
com muitos outros vocábulos. Considerando as regras para
o uso do hífen em palavras com prefixos, assinale a
alterna�va que possui uma palavra grafada
CORRETAMENTE, conforme o referido acordo.
a) Micro-ondas. 
b) Contra-indicação. 
c) Infra-estrutura. 
d) Auto-escola. 
e) Mini-saia.
GR0017 - (Ufms)
Considerando a ortografia, especificamente o uso
(presença ou ausência) de hífen, a alterna�va correta é:
a) sulmatogrossense; matéria prima; mão-de-obra; an�-
inflamatório; cor de rosa; cana de açúcar.
b) sul-matogrossense; matéria-prima; an�inflamatório;
cor-de-rosa; mão de obra; copar�cipação.
c) ultrassom; afro-brasileiro; porta-relógios; porta-sacos;
infraestrutura; afrodescendente.
d) ultrassom; afro-brasileiro; portarrelógios; portassacos;
infraestrutura; afro-descendente.
e) ultrassom; afrobrasileiro; portarrelógios; portassacos;
infra-estrutura; afro-descendente.
GR0011 - (Ufms)
“Ele saía para o trabalho todas as manhãs, antes de o sol
nascer, e só voltava após o pôr do sol. Mal via os três filhos
e a esposa, mas julgava ser seu herói, pois não lhes faltava
nada. Naquela noite, ao retornar, pôde sen�r, no entanto,
possíveis efeitos de sua ausência constante. Dois dos
meninos estavam sendo abordados por policiais, sob
suspeita de tráfico de entorpecentes.”
[Texto produzido pela Fapec-Ufms especificamente para
esta prova]
 
A alterna�va que traz a informação correta sobre a
respec�va regra de acentuação da(s) palavra(s) e seus pré-
requisitos é:
a) Na palavra “saía”, o “i” recebe acento gráfico porque
forma hiato com a vogal anterior, cons�tui sílaba e não
está precedido de ditongo. Além disso, não é seguido de
–nh.
b) O “i” da palavra “saía” está indevidamente acentuado,
pois, em palavras paroxítonas, o “i” que forma hiato não
recebe acento gráfico.
c) A palavra “herói” está indevidamente acentuada, pois
não se acentua graficamente a vogal tônica dos ditongos
abertos “ei” e “oi”.
d) As palavras “pôr” e “pôde” também poderiam ser
grafadas sem o acento, pois as regras de ortografia em
vigor consideram faculta�vos os acentos diferenciais.
e) As palavras “pôr” e “pôde” não deveriam estar
acentuadas, pois as regras de ortografia em vigor não
preveem uso de acentos diferenciais.
GR0012 - (Ufpe)
A música é uma forma de comunicação u�lizada como um
canal, em que é possível transmi�r umamensagem de
forma su�l, eficiente e agradável, seja apenas para o prazer
do ouvinte ou para influenciá-lo a tomar determinadas
ações ou a�tudes esperadas pelo anunciante – além de
poder ajudar na construção de uma marca e estreitar sua
relação com o consumidor.
Um ó�mo exemplo é o da Coca-Cola. Com tom
alegre e inspirador em suas campanhas, a marca tenta
passar uma mensagem que desperte a empa�a – não só a
seus potenciais clientes, mas a todos que assistem a seu
filme.
É fácil perceber que a trilha sonora de um filme, se
mudada, pode dar um sen�do totalmente diferente à cena.
É assim no cinema e também na publicidade, por isso a
escolha da música certa é tão importante para o trabalho
publicitário.
Disponível em:
h�ps://plugcitarios.com/blog/2017/03/24/importancia-
da-musica-napublicidade. Acesso em 15/09/2019.
Adaptado
 
4@professorferretto @prof_ferretto
Assim como na palavra “música”, deve receber acento
gráfico a palavra
a) súdito.
b) rúbrica.
c) púdico.
d) gratuíto.
e) maresía.
GR0533 - (Insper)
 
Na imagem acima, o cartunista brinca com a reforma
ortográfica. Com relação ao emprego do hífen, todas as
palavras estão de acordo com as novas regras, exceto
a) mega-empresa. 
b) autorretrato. 
c) autoajuda. 
d) micro-ondas. 
e) an�-inflamatório.
GR0014 - (Ufcg)
O novo acordo ortográfico do português está em uso
desde 2009, mas muitos brasileiros ainda estão escrevendo
de acordo com a grafia an�ga. Qual das sequências de
palavras abaixo está conforme o novo acordo?
a) Pré-universitário; (ele) entretém; heroico; dia-a-dia;
(ele) pára.
b) Suprarrenal; ex-diretor; pôr (verbo); perdoo; papéis.
c) Mal-humorado; (elas) descrêem; acriano (do Acre);
fórum; imã.
d) Além-mar; ciên�fico; faisca; (tu) deténs; espontânea.
e) Sobrehumano; copo-d’água; �póia; Sauipe; amiúde.
GR0002 - (Ufrgs)
Darwin passou quatro meses no Brasil, em 1832,
durante a sua 2célebre viagem a bordo do Beagle. Voltou
impressionado com o que viu: "5Delícia é um termo
17insuficiente para 19exprimir as emoções sen�das por
28um naturalista a 8sós com a natureza em uma floresta
brasileira", escreveu. O Brasil, 11porém, aparece de forma
menos 21idílica em 27seus escritos: "Espero nunca mais
voltar a um 12país escravagista. O estado da enorme
população escrava deve preocupar todos os que chegam
ao Brasil. Os senhores de escravos querem ver o negro
como outra espécie, mas temos todos a mesma origem."
Em vez do gorjeio do 6sabiá, o que Darwin guardou
nos ouvidos foi 30um som 3terrível que 29o acompanhou
por toda a vida: "13Até hoje, se eu ouço um grito,
39lembro-me, com 22dolorosa e clara memória, 43de
quando passei numa casa em Pernambuco e ouvi urros
14terríveis. Logo entendi que era algum pobre escravo que
estava sendo torturado,"
Segundo o 4biólogo Adrian Desmond, “a viagem do
Beagle, para Darwin, foi 40menos 41importante pelos
15espécimes coletados do que pela 16experiência de
25testemunhar os horrores da 23escravidão no Brasil.
47De certa forma, ele escolheu focar na 20descendência
comum do homem justamente para mostrar que 32todas
as raças eram iguais e, 31desse modo, enfim, 44objetar
36àqueles que 18insis�am em dizer que os negros
pertenciam a uma espécie diferente e inferior à dos
brancos". 1Desmond acaba de lançar um estudo que
mostra a paixão abolicionista 35do cien�sta, 26revelada
por 33seus 7diários e cartas 42pessoais. “A extensão de
34seu interesse no combate à ciência de cunho racista 9é
surpreendente, e pudemos detectar um ímpeto moral por
10trás de seu trabalho sobre a evolução humana - urna
crença na ‘irmandade racial’ que 38�nha 37origem em
45seu ódio 46ao 24escravismo e que o levou a pensar
numa descendência comum."
Adaptado de: HAAG, C. O elo perdido tropical. Pesquisa
FAPESP, n. 159, p. 80 - 85, maio 2009.
 
Assinale a alterna�va em que as três palavras são
acentuadas graficamente pela mesma razão.
a) célebre (ref. 2) - terrível (ref. 3) - biólogo (ref. 4)
b) Delícia (ref. 5) - sabiá (ref. 6) - diários (ref. 7)
c) sós (ref. 8) - é (ref. 9) - trás (ref. 10)
d) porém (ref. 11) - país (ref. 12) - Até (ref. 13)
e) terríveis (ref. 14) - espécimes (ref. 15) - experiência (ref.
16)
GR0006 - (Ufscar)
Houve um tempo em que a minha janela se abria para
um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de
louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo
branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da
mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no
ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sen�a-
me completamente feliz.
Houve um tempo em que minha janela dava para um
canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de
flores. Para onde iam aquelas flores? quem as comprava?
em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na
sua breve existência? e que mãos as �nham criado? e que
pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era
5@professorferretto @prof_ferretto
mais criança, porém minha alma ficava completamente
feliz. [...]
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas
coisas não existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-
las assim.
(Cecília Meireles, A arte de ser feliz. Em "Escolha seu
sonho", p. 24.)
 
Assinale a alterna�va em que as palavras estão acentuadas
graficamente pelas mesmas regras por que estão
acentuadas, respec�vamente, em: "chalé" e "existência".
a) atrás, próprio.
b) pá, evidência.
c) Jaú, máscara.
d) pré-requisitos, variados.
e) fé, mídia.
GR0531 - (Ifpe)
Acauã
Luiz Gonzaga
Acauã, acauã vive cantando
Durante o tempo do verão
No silêncio das tardes agourando
Chamando a seca pro sertão
Chamando a seca pro sertão
Acauã,
Acauã,
Teu canto é penoso e faz medo
Te cala acauã,
Que é pra chuva voltar cedo
Que é pra chuva voltar cedo
Toda noite no sertão
Canta o João Corta-pau
A coruja, mãe da lua
A pei�ca e o bacurau
Na alegria do inverno
Canta sapo, gia e rã
Mas na tristeza da seca
Só se ouve acauã
Só se ouve acauã
Acauã, Acauã...
 
O úl�mo acordo ortográfico impôs algumas mudanças no
emprego do hífen. No caso específico de “João Corta-pau”,
que aparece na letra de Luiz Gonzaga, é correto afirmar
que
a) perdeu o hífen, logo, deixou de ser palavra composta e
teve sua escrita mudada para “João corta pau”. 
b) con�nuou a ser escrita com apenas um hífen, ou seja,
“João Corta-pau”, pois a presença do nome próprio
“João” impede outra possibilidade de escrita. 
c) passou a ser escrita com apenas um hífen entre o nome
próprio “João” e a forma verbal “corta”, sendo assim,
sua escrita correta é “João-corta pau”. 
d) possui apenas um hífen, todavia a palavra “joão” é
escrita com letra minúscula, logo, passa a ser escrita
“joão corta-pau”. 
e) é escrita com dois hífens, ou seja, “joão-corta-pau”, por
se tratar de palavra composta que serve para nominar
espécie de animal.
GR0003 - (Ufrgs)
Os processos da história mí�ca são francamente
irracionais. Como se explica que, apesar do seu lúgubre
estalinismo, Che Guevara tenha adquirido uma aura
român�ca que 2ofusca a de qualquer outro herói do século
20, culminando hoje na sua san�ficação entre camponeses
bolivianos?
Essa aura român�ca 3começou a se formar quando,
abandonando uma pres�giosa posição no regime cubano,
4se internou no Congo para lutar contra uma corrupta e
sanguinária ditadura neocolonialista. E 5tornou-se
legendária em decorrência de sua trágica aventura na
Bolívia.
Che Guevara morreu antes das suas ideias e, graças a
isso, não só 6escapou do eclipse histórico, como se
transformou num dos símbolos e ícones da nossa época.
Seus métodos eram autoritários, sua base teórica,
extremamente superficial, e seu projeto econômico-social
7fracassou miseravelmente. Imortalizou-o uma das
qualidades mais raras e admiradas entre os homens - uma
nobre e indômita coragem, exatamente o fascinante traço
essencial do herói. O Che foi um herói do nosso tempo -
um tempo feito de mesquinho egoísmo e opaca
mediocridade. É natural que seja 1especialmente venerado
por jovens de classe média,da qual também ele provinha:
encarna o herói que a maioria desses jovens gostaria de
encarnar, mas não consegue.
(Adaptado de: FREITAS, Décio. O PROFETA DA GUERRILHA.
ZERO HORA, 13 de julho, 1997, p.19.)
 
Considere as seguintes afirmações sobre acentuação
gráfica no texto.
 
I - A palavra "teórica" recebe acento gráfico pela mesma
regra que preceitua o uso do acento em "lúgubre".
II - Se fosse re�rado o acento das palavras "só", "é" e
"média", esta alteração provocaria o aparecimento de
outras palavras da Língua Portuguesa.
III - A palavra "herói" é acentuada pela mesma regra de
"autoritários".
6@professorferretto @prof_ferretto
 
Quais estão corretas?
a) Apenas I
b) Apenas II
c) Apenas I e III
d) Apenas II e III
e) I, II e III
GR0007 - (Ufpr)
As duas estrofes a seguir iniciam o poema Y-Juca-Pyrama
de Gonçalves Dias, publicado em 1851.
 
No meio das tabas de amenos verdores
Cercadas de troncos – cobertos de flores,
Alteião-se os tectos d’al�va nação;
São muitos seus filhos, nos animos fortes,
Temiveis na guerra, que em densas cohortes
Assombrão das matas a imensa extensão
 
São rudes, severos, sedentos de gloria,
Já prelios incitão, já cantão victoria,
Já meigos a�endem a voz do cantor:
São todos tymbiras, guerreiros valentes!
Seu nome la vôa na bocca das gentes,
Condão de prodigios, de gloria e terror!
Úl�mos Cantos, Gonçalves Dias
 
Nesse trecho, o poeta apresenta a tribo dos �mbiras.
Constatamos, sem dificuldades, que a ortografia da época
era, em muitos aspectos, diferente da que usamos
atualmente. Tendo isso em vista, considere as seguintes
afirma�vas:
 
1. As palavras paroxítonas terminadas em ditongo não
eram acentuadas naquela época, diferentemente de hoje.
2. As formas verbais se alternam entre presente e futuro
do presente do indica�vo, com a mesma terminação.
3. A 3ª pessoa do plural dos verbos do presente do
indica�vo se diferencia graficamente da forma atual.
4. Os monossílabos tônicos perderam o acento na
ortografia contemporânea.
 
Assinale a alterna�va correta.
a) Somente a afirma�va 1 é verdadeira.
b) Somente as afirma�vas 1 e 3 são verdadeiras.
c) Somente as afirma�vas 2 e 4 são verdadeiras.
d) Somente as afirma�vas 2, 3 e 4 são verdadeiras.
e) As afirma�vas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
GR0010 - (Fcmpb)
Para responder à questão, considere o fragmento a seguir.
“Apesar de serem mais conhecidos como “corações
ar�ficiais”, equipamentos como esses não subs�tuem o
órgão completo. Mas podem ser a solução temporária ou
defini�va para pacientes com insuficiência cardíaca
avançada, quando tratamentos com remédios já não dão
mais resultado.”
Seguem a mesma regra de acentuação gráfica os
vocábulos:
a) insuficiência – remédios – temporária.
b) órgão – temporária – cardíaca. 
c) remédios – temporária – cardíaca. 
d) órgão – remédios – cardíaca. 
e) insuficiência – órgão – cardíaca.
GR0004 - (Insper)
Levando em conta as informações do primeiro quadrinho,
iden�fique a alterna�va que apresenta a palavra que
também sofreu alterações na acentuação gráfica devido à
regra mencionada.
 
a) plateia
b) heroico
c) gratuito
d) baiuca
e) caiu
GR0015 - (Ufpe)
1) Até a Independência, as referências à língua
europeia no Brasil se faziam, sem �tubeio, pelas
expressões português ou língua portuguesa. Já no século
XVI, encontramos o Padre Anchieta, em seu “Breve
informação do Brasil”, mencionando os meninos índios que
eram entregues aos jesuítas “para que fossem ensinados,
dos quais se ajuntou muitos e os ba�zou, ensinando-os a
falar português, ler e escrever”.
(2) No início do século XIX, frei Caneca, herói da
revolução de 1817, escreveu seu “Breve compêndio de
gramma�ca portuguesa” (publicado em 1875), entendida a
gramá�ca como “a arte que ensina a falar, ler e escrever
correctamente a Língua Portugueza”.
(3) Contudo, com a Independência, passou-se a
viver um longo período de incertezas, �tubeios e
ambiguidades, sendo a língua ora designada de língua
7@professorferretto @prof_ferretto
brasileira, ora de língua nacional, ora de português e língua
portuguesa.
(4) Em 1826, na Câmara dos Deputados, José
Clemente Pereira apresentou um projeto propondo que os
diplomas dos médicos cirurgiões fossem redigidos “em
língua brasileira, que é a mais própria”. 
(5) Mas a expressão língua brasileira não fez, de
fato, história no século XIX. Em 15 de outubro de 1827 foi
aprovada a lei que “manda criar escolas de primeiras letras
em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do
Império”. Nela, se introduziu a expressão que faria história
no país: língua nacional, muitas vezes u�lizada na
legislação posterior até pra�camente a Cons�tuição de
1988.
(6) No contexto escolar, porém, língua nacional
conviveu com português e língua portuguesa. A disciplina
escolar era, em geral, referida por estas duas úl�mas
expressões, e as gramá�cas escolares brasileiras �nham,
em geral, essa qualificação em seu �tulo. Já nos textos
analí�cos, nos debates e polêmicas do século XIX, em que
se procurava dar conta das especificidades da língua no
Brasil, predominou uma grande oscilação terminológica,
que perdurou no século XX. 
(7) No âmbito cons�tucional, a questão do nome
da nossa língua só se pacificará com a Cons�tuição de 1988
que, em seu art. 13, diz: “A língua portuguesa é o idioma
oficial da República Federa�va do Brasil”. E no seu art. 210,
2, es�pula: “O ensino fundamental regular será ministrado
em língua portuguesa, assegurada às comunidades
indígenas também a u�lização de suas línguas maternas e
processos próprios de aprendizagem.”
(8) Apesar disso tudo, a questão da língua está de
volta, pelo menos nos meios universitários de Brasil e
Portugal. São outros os tempos e outros os argumentos,
mas retorna à cena saber se os dois países têm ou não a
mesma língua. 
FARACO, Carlos Alberto. História sociopolí�ca da língua
portuguesa. São Paulo: Parábola, 2016, p.161-171.
Adaptado.
 
No que se refere às questões ortográficas, assinale a
alterna�va correta.
a) Ao longo do texto, aparecem as duas grafias: “Língua
Portugueza” e “Língua Portuguesa”. Isso mostra que
essa expressão, atualmente, pode ser grafada dessas
duas maneiras.
b) Na expressão “língua europeia” (1º §), o adje�vo
grafado sem acento obedece ao úl�mo Acordo.
Também perderam o acento palavras como “geleia” e
“�reoide”.
c) A regra que jus�fica o acento da palavra “gramá�ca” é a
mesma que jus�fica o acento de palavras como “púdico”
e “rúbrica”.
d) Assim como a palavra “português”, devem ser grafadas
as palavras “rigidês” e “gravidês”.
e) Estão de acordo com as normas vigentes as grafias das
palavras: “extender”, “umildade” e idenização”.
GR0005 - (Fgv)
DUPLA DINÂMICA
No dicionário, a Sociologia está definida como uma
ciência que pretende pesquisar e estudar a organização e
funcionamento das sociedades humanas e as leis
fundamentais que regem as relações sociais. Já a Economia
se preocupa em estudar os fenômenos relacionados com a
obtenção e a u�lização dos recursos materiais necessários
a uma população. Embora o campo de estudos de ambas
as disciplinas seja parecido, na prá�ca há um abismo
separando as duas áreas. Filhas da mesma mãe, a Filosofia,
as duas disciplinas vieram ao mundo pra�camente na
mesma época. Em razão de algumas diferenças, porém,
estão sem dialogar entre si há quase três séculos.
(...) Em meados dos anos 1970, porém, uma leve brisa
dissipou as nuvens que acobertavam esse cenário sombrio
entre as áreas. Alguns temas, como a construção social do
mercado, o papel das ins�tuições e das redes sociais no
funcionamento da vida econômica, revigoraram o debate
entre a Sociologia e a Economia. Surgiram os primeiros
vislumbres da chamada Nova Sociologia Econômica cujo
precursor foi o sociólogo norte-americano Mark
Granove�er. Em um de seus estudos mais célebres, o
Ge�ng a Job, de 1973, Granove�er demonstrou que as
pessoas estão ligadas às outras por laços fortes (pais, filhos
e amigos) e laços fracos (colegas de trabalho, professores e
alunos).
(Sociologia, ciência & vida, 2007)
 
Assinale a alterna�va correta quanto à acentuaçãoe à
grafia de palavras.
8@professorferretto @prof_ferretto
a) Temas comuns, como a construção social do mercado,
permitem entrevêr as possibilidades de uma saudável
relação entre Sociologia e Economia, que não pode se
paralizar em virtude de algumas diferenças. 
b) Em um de seus estudos mais célebres, Mark
Granove�er vêm demonstrar que as pessoas se ligam às
outras por laços fortes e laços fracos. Por isso, é
imprecindível que as pessoas consigam entender essas
ligações.
c) Alguns temas revigoraram o debate entre a Sociologia e
a Economia, sendo responsáveis por compôr um novo
cenário. O diálogo deve basear-se nos pontos posi�vos e
comuns e não nas excessões.
d) A falta de dialogo entre Sociologia e Economia perdurou
pôr quase três séculos, mas é um quadro que parece
estar mudando, sobretudo em função de fragrantes
pontos em comum entre as disciplinas.
e) Em meados dos anos 1970, parece que uma leve brisa
intervém na falta de comunicação entre sociólogos e
economistas, que não mais hesitam em pôr em
discussão assuntos inerentes às duas disciplinas.
GR0526 - (Eam)
Eu sei, mas não devia
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de
fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para
fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não
abrir de todo as cor�nas. E, porque não abre as cor�nas,
logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida
que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a
amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã
sobressaltado porque está na hora. A tomar o café
correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ónibus
porque não pode perder o tempo da viagem. A comer
sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho
porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está
cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o
dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a
guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja
números para os mortos. E, aceitando os números, aceita
não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando
nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos
números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no
telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem
receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando
precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e
o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com
que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila
para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a
saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho,
para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas
em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A
abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assis�r
a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser
ins�gado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável
catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. As salas fechadas de
ar condicionado e cheiro de cigarro. A luz ar�ficial de
ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz
natural. As bactérias da água potável. A contaminação da
água do mar. A lenta morte dos rios. Se acostuma a não
ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a
hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter
sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando
uma dor aqui, um ressen�mento ali, uma revolta acolá. Se
o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce
um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente
molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está
duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se
no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai
dormir cedo e ainda fica sa�sfeito porque tem sempre
sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza,
para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas,
sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para
poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar,
se perde de si mesma.
COLASANTI, M. Eu sei, mas não devia. Jornal do Brasil,
1972.
 
Em “A comer sanduíche porque não dá para almoçar." (3º
parágrafo), a palavra destacada segue a mesma regra de
acentuação da opção:
a) Historia. 
b) Feiura. 
c) Balaustre. 
d) Bainha. 
e) Juiz.
GR0013 - (Ufpe)
Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos
Indígenas
A Assembleia Geral, guiada pelos propósitos e
princípios da Carta das Nações Unidas e pela boa-fé no
cumprimento das obrigações assumidas pelos Estados de
acordo com a Carta, afirmando que os povos indígenas são
iguais a todos os demais povos e reconhecendo ao mesmo
tempo o direito de todos os povos a serem diferentes, a se
considerarem diferentes e a serem respeitados como tais,
9@professorferretto @prof_ferretto
[...] proclama solenemente a Declaração das Nações
Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, cujo texto
figura à con�nuação, como ideal comum que deve ser
perseguido em um espírito de solidariedade e de respeito
mútuo:
Ar�go 1
Os indígenas têm direito, a �tulo cole�vo ou
individual, ao pleno desfrute de todos os direitos humanos
e liberdades fundamentais reconhecidos pela Carta das
Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos
Humanos e o direito internacional dos direitos humanos.
Ar�go 2
Os povos e pessoas indígenas são livres e iguais a
todos os demais povos e indivíduos e têm o direito de não
serem subme�dos a nenhuma forma de discriminação no
exercício de seus direitos, que esteja fundada, em
par�cular, em sua origem ou iden�dade indígena. [...]
h�ps://api-assets-produc�on.s3.dualstack.us-east-
1.amazonaws.com/fileadmin/Documentos/portugues/
BDL/
Declaracao_das_Nacoes_Unidas_sobre_os_Direitos_dos_
Povos_Indigenas.pdf. Excerto adaptado
 
Observe que na expressão “Assembleia Geral”, presente no
texto, a palavra “assembleia” está grafada sem acento, em
conformidade com as normas ortográficas vigentes. Está
igualmente de acordo com as normas a grafia de:
a) heroina
b) �reóide
c) auto-retrato
d) voo
e) pêlo
GR0008 - (C�sc)
Analise as sentenças a seguir quanto à ortografia e à
acentuação gráfica dos termos em destaque. Assinale a
alterna�va em que NÃO HÁ ERRO quanto a esses critérios.
a) Grandes TOTENS coloridos destacavam-se contra
PAISAGEM escura ao fundo.
b) A CICATRISAÇÃO era quase completa, mas ainda havia
algum PÚS no centro do ferimento.
c) O caso teve grande REPERCUSSÃO são e provocou um
REVÉZ nas negociações de paz.
d) Daquele TRECHO em diante, a mensagem tornava-se
INCOMPREENCÍVEL.
e) A direção mostrou-se PRETENCIOSA ao propor
PARALIZAÇÃO por tempo indeterminado.
GR0001 - (Ifal)
Como prevenir a violência dos adolescentes
“(...) Quando deparo com as no�cias sobre crimes
hediondos envolvendo adolescentes, como o ocorrido com
Felipe Silva Caffé e Liana Friedenbach, fico profundamente
triste e constrangida. Esse caso é consequência da baixa
valorização da prevenção primária da violência por meio
das estratégias cien�ficamente comprovadas, facilmente
replicáveis e defini�vamente muito mais baratas do que a
recuperação de crianças e adolescentes que comentem
atos infracionais graves contra a vida.
Talvez seja porque a maioria da população não se deu
conta e os que estão no poder nos três níveis não estejam
conscientes de seu papel histórico e de sua
responsabilidade legal de cuidar do que tem de mais
importante à nação: as crianças e os adolescentes, que são
o futuro do país e do mundo.
A construção da paz e a prevenção da violência
dependem de como promovemos o desenvolvimento
�sico, social, mental, espiritual e cogni�vo das nossas
crianças e adolescentes, dentro do seu contexto familiar e
comunitário. Trata-se, portanto, de uma ação intersetorial,
realizada de maneira sincronizada em cada comunidade,
com a par�cipaçãodas famílias, mesmo que estejam
incompletas ou desestruturadas (...)”
“(...) Em relação às crianças e adolescentes que
cometeram infrações leves ou moderadas que deveriam
ser mais bem expressas seu tratamento para a cidadania
deveria ser feito com instrumentos bem elaborados e
colocados em prá�ca, na família ou próxima dela, com
acompanhamento mul�profissional, desobstruindo as
penitenciárias, verdadeiras universidades do crime. (...)”
“(...) A prevenção primária da violência inicia-se com a
construção de um tecido social saudável e promissor, que
começa antes do nascer, com um bom pré-natal, parto de
qualidade, aleitamento materno exclusivo até seis meses e
o complemento até mais de um ano, vacinação, vigilância
nutricional, educação infan�l, principalmente propiciando
o desenvolvimento e o respeito à fala da criança, o canto, a
oração, o brincar, o andar, o jogar; uma educação para a
paz e a não violência.
A pastoral da criança, que em 2003 completa 20 anos,
forma redes de ação para mul�plicar o saber e a
solidariedade junto às famílias pobres do país, por meio de
mais de 230 mil voluntários, e acompanhou no terceiro
trimestre deste ano cerca de 1,7 milhão de crianças
menores de seis anos e 80 mil gestantes, de mais de 1,2
milhão de famílias, que moram em 34.784 comunidades de
3.696 municípios do país.
O Brasil é o país que mais reduziu a mortalidade
infan�l nos úl�mos dez anos; isso, sem dúvida, é resultado
da organização e universalização dos serviços de saúde
pública, da melhoria da atenção primária, com todas as
limitações que o SUS possa ainda possuir, da
descentralização e municipalização dos recursos e dos
serviços de saúde. A intensa luta contra a mortalidade
infan�l, a desnutrição e a violência intrafamiliar contou
com a contribuição dessa enorme rede de solidariedade da
Pastoral da Criança. (...)”
“(...) A segunda área da maior importância nessa
prevenção primária da violência envolvendo crianças e
10@professorferretto @prof_ferretto
adolescentes é a educação, a começar pelas creches,
escolas infan�s e de educação fundamental e de nível
médio, que devem valorizar o desenvolvimento do
raciocínio e a matemá�ca, a música, a arte, o esporte e a
prá�ca da solidariedade humana.
As escolas nas comunidades mais pobres deveriam ter
dois turnos, para darem conta da educação integral das
crianças e dos adolescentes; deveriam dispor de equipes
mul�profissionais atualizadas e capacitadas a avaliar
periodicamente os alunos. Urgente é incorporar os
ministérios do Esporte e da Cultura às inicia�vas da
educação, com a�vidades em larga escala e simples,
baratas, facilmente replicáveis e adaptáveis em todo o
território nacional.
“(...) Com relação à idade mínima para a maioridade
penal, deve permanecer em 18 anos, prevista pelo
Estatuto da Criança e do Adolescente e conforme
orientações da ONU. Mas o tempo máximo de três anos de
reclusão em regime fechado, quando a criança ou o
adolescente comete crime hediondo, mesmo em locais
apropriados e com tratamento mul�profissional, que
urgentemente precisam ser disponibilizados, deve ser
revisto. Três anos, em muitos casos, podem ser
absolutamente insuficientes para tratar e preparar os
adolescentes com graves distúrbios para a convivência
cidadã. (...)”
Zilda Arns Neumann, 69, médica pediatra e sanitarista; foi
fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança.
(Folha de S Paulo, 26/11/2003.)
 
Foram re�radas do texto as seguintes palavras acentuadas:
ministérios, replicáveis, adaptáveis, máximo, distúrbios,
convivências.
Assinale a alterna�va que melhor jus�fica a acentuação
gráfica.
a) De todas as palavras destacadas, somente “máximo”
não se insere na mesma regra de acentuação gráfica.
b) Todas as palavras mencionadas seguem o mesmo
padrão ou regra de acentuação gráfica.
c) Com exceção de “máximo” e “convivência”, que são
proparoxítonas, as demais palavras são acentuadas pelo
mesmo mo�vo.
d) Três regras de acentuação contemplam as palavras
supracitadas: a das proparoxítonas, a das paroxítonas
terminadas em ditongos e as que terminam em hiato,
que, no caso em análise, trata-se da palavra
“convivência”.
e) Todas são proparoxítonas.
GR0532 - (Ifpe)
Fico Assim Sem Você
Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola
Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
 
Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim
 
(...) Tô louco pra te ver chegar,
Tô louco pra te ter nas mãos.
Deitar no teu abraço,
Retomar o pedaço que falta no meu coração
 
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior cas�go
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo.
Claudinho e Buchecha
 
Na letra da música “Fico assim sem você”, da dupla
Claudinho e Buchecha, aparece a palavra “alto-falantes”,
que, mesmo após o úl�mo acordo ortográfico, con�nua a
ser grafada com hífen. Todavia, diversas palavras �veram
sua grafia alterada. Entre as alterna�vas abaixo, assinale
aquela que possui uma palavra que deixou de ser grafada
com o hífen após o acordo ortográfico.
a) Mico-leão-dourado. 
b) Comigo-ninguém-pode. 
c) Mula-sem-cabeça. 
d) Cravo-da-índia. 
e) Copo-de-leite.
GR0016 - (Ufrr)
Indique o item que contém a sequência de palavras
grafadas corretamente, conforme a nova ortografia da
língua portuguesa:
a) Coréia, co-autor, an�-educa�vo e coordenação.
b) colmeia, anteprojeto, leem e subumano.
c) co-obrigação, semideus, geopolí�ca e autopeça.
d) jibóia, mini-saia, sulamericano, sequência.
e) heróico, infraestrutura, minissaia e circum-navegação.
GR0524 - (Ime)
Lima Barreto (1881-1922) viveu em um período de
intensas transformações sociais no País, marcado pela
abolição da escravatura (1888), advento da ordem
republicana (1889) e urbanização crescente. Filho de pais
negros (o pai era �pógrafo e a mãe, professora), Lima
Barreto abordou principalmente os temas e os
personagens �picos dos subúrbios cariocas, cruzando os
11@professorferretto @prof_ferretto
limites da realidade e da ficção. Nessa perspec�va, o conto
A nova Califórnia, publicado em 1916, faz uma alusão à
Corrida do ouro, nos Estados Unidos, da primeira metade
do século XIX, para condenar ironicamente a ganância e a
busca do enriquecimento fácil.
Sinopse do conto: Raimundo Flamel, um químico, chega à
pequena cidade de Tubiacanga, no Rio de Janeiro. Anos
depois, ele encontra uma fórmula secreta capaz de
transformar ossos humanos em ouro, o que transformaria
profundamente a cidade, até então, ordeira e tranquila.
Depois de revelar a sua descoberta, Flamel some
misteriosamente. A par�r daí, o cemitério é profanado,
ocorrendo vários roubos de cadáveres
A NOVA CALIFÓRNIA
Ninguém sabia donde viera aquele homem. O agente do
Correio pudera apenas informar que acudia ao nome de
Raimundo Flamel, pois assim era subscrita a
correspondência que recebia. E era grande. Quase
diariamente, o carteiro lá ia a um dos extremos da cidade,
onde morava o desconhecido, sopesando um maço
alentado de cartas vindas do mundo inteiro, grossas
revistas em línguas arrevesadas, livros, pacotes...
Quando Fabrício, o pedreiro, voltou de um serviço em casa
do novo habitante, todos na venda perguntaram-lhe que
trabalho lhe �nha sido determinado.
– Vou fazer um forno, disse o preto, na sala de jantar.
Imaginem o espanto da pequena cidade de Tubiacanga, ao
saber de tão extravagante construção: um forno na sala de
jantar! E, pelos dias seguintes, Fabrício pôde contar que
vira balões de vidros, facas sem corte, copos como os da
farmácia – um rol de coisas esquisitas a se mostrarem
pelas mesas e prateleiras como utensílios de uma bateria
de cozinha em que o próprio diabo cozinhasse. O alarme
se fez na vila. Para uns, os mais adiantados, era um
fabricante de moeda falsa; para outros, os crentes e
simples, um �po que �nha parte com o �nhoso.
Chico da Tirana, o carreiro, quando passava em frente da
casa do homem misterioso, ao lado do carro a chiar, e
olhava a chaminé da sala de jantar a fumegar, não deixava
depersignar-se e rezar um “credo” em voz baixa; e, não
fora a intervenção do farmacêu�co, o subdelegado teria
ido dar um cerco à casa daquele indivíduo suspeito, que
inquietava a imaginação de toda uma população.
Tomando em consideração as informações de Fabrício, o
bo�cário Bastos concluíra que o desconhecido devia ser
um sábio, um grande químico, refugiado ali para mais
sossegadamente levar avante os seus trabalhos cien�ficos.
Homem formado e respeitado na cidade, vereador, médico
também, porque o doutor Jerônimo não gostava de
receitar e se fizera sócio da farmácia para mais em paz
viver, a opinião de Bastos levou tranquilidade a todas as
consciências e fez com que a população cercasse de uma
silenciosa admiração a pessoa do grande químico, que
viera habitar a cidade.
De tarde, se o viam a passear pela margem do Tubiacanga,
sentando-se aqui e ali, olhando perdidamente as águas
claras do riacho, cismando diante da penetrante
melancolia do crepúsculo todos se descobriam e não era
raro que às “boas noites” acrescentassem “doutor”. E
tocava muito o coração daquela gente a profunda simpa�a
com que ele tratava as crianças, a maneira pela qual as
contemplava, parecendo apiedar-se de que elas �vessem
nascido para sofrer e morrer.
Na verdade, era de ver-se, sob a doçura suave da tarde, a
bondade de Messias com que ele afagava aquelas crianças
pretas, tão lisas de pele e tão tristes de modos,
mergulhadas no seu ca�veiro moral, e também as brancas,
de pele baça, gretada e áspera, vivendo amparadas na
necessária caquexia dos trópicos.
Por vezes, vinha-lhe vontade de pensar qual a razão de ter
Bernardin de Saint-Pierre gasto toda a sua ternura com
Paulo e Virgínia e esquecer-se dos escravos que os
cercavam...
Em poucos dias a admiração pelo sábio era quase geral, e
não o era unicamente porque havia alguém que não �nha
em grande conta os méritos do novo habitante. Capitão
Pelino, mestre-escola e redator da Gazeta de Tubiacanga,
órgão local e filiado ao par�do situacionista, embirrava
com o sábio. “Vocês hão de ver, dizia ele, quem é esse
�po... Um caloteiro, um aventureiro ou talvez um ladrão
fugido do Rio.”
A sua opinião em nada se baseava, ou antes, baseava-se no
seu oculto despeito vendo na terra um rival para a fama de
sábio de que gozava. Não que Pelino fosse químico, longe
disso; mas era sábio, era gramá�co. Ninguém escrevia em
Tubiacanga que não levasse bordoada do capitão Pelino, e
mesmo quando se falava em algum homem notável lá no
Rio, ele não deixava de dizer: “Não há dúvida! O homem
tem talento, mas escreve: ‘um outro’, ‘de resto’...”. E
contraía os lábios como se �vesse engolido alguma coisa
amarga.
Toda a vila de Tubiacanga acostumou-se a respeitar o
solene Pelino, que corrigia e emendava as maiores glórias
nacionais. Um sábio...
1Ao entardecer, depois de ler um pouco o Sotero, o
Cândido de Figueiredo ou o Castro Lopes, e de ter passado
mais uma vez a �ntura nos cabelos, o velho mestre-escola
saía vagarosamente de casa, muito abotoado no seu paletó
de brim mineiro, e encaminhava-se para a bo�ca do Bastos
a dar dois dedos de prosa. 2Conversar é um modo de dizer,
porque era Pelino avaro de palavras, limitando-se tão
somente a ouvir. Quando, porém, dos lábios de alguém
escapava a menor incorreção de linguagem, intervinha e
emendava. “Eu asseguro, dizia o agente do Correio, que...”
Por aí, o mestre-escola intervinha com mansuetude
evangélica: “Não diga ‘asseguro’, senhor Bernardes; em
português é garanto”.
E a conversa con�nuava depois da emenda, para ser de
novo interrompida por uma outra. Por essas e outras,
houve muitos palestradores que se afastaram, mas Pelino,
indiferente, seguro dos seus deveres, con�nuava o seu
apostolado de vernaculismo. A chegada do sábio veio
distraí-lo um pouco da sua missão. Todo o seu esforço
12@professorferretto @prof_ferretto
voltava-se agora para combater aquele rival, que surgia tão
inopinadamente.
Foram vãs as suas palavras e a sua eloquência: não só
Raimundo Flamel pagava em dia as suas contas, como era
generoso – pai da pobreza – e o farmacêu�co vira numa
revista de específicos seu nome citado como químico de
valor.
BARRETO, Lima. A nova Califórnia e outros contos. São
Paulo: Unesp, 2012, p. 11-23 (texto adaptado)
 
“Conversar é um modo de dizer, porque era Pelino avaro
de palavras, limitando-se tão somente a ouvir.” (ref. 2)
 
Segundo os preceitos da gramá�ca norma�va, a única
alterna�va, dentre as citadas abaixo, em que todos os
vocábulos possuem o acento prosódico diferente do
encontrado na palavra em destaque “avaro” é
a) cateter, recorde, filantropo. 
b) Nobel, ureter, recorde. 
c) pudico, recorde, ibero. 
d) Nobel, mister, ureter. 
e) misantropo, mister, Nobel.
GR0761 - (I�m)
No texto as palavras “polígamo" e “esferográfica" recebem
acentos agudos, pois são: 
a) Oxítonas terminadas em “a e “o”, respec�vamente, e,
por isso, devem ser acentuadas.
b) Paroxítonas, com sílaba tônica na antepenúl�ma sílaba,
e, por isso, devem ser acentuadas.
c) Proparoxítonas, e por isso devem ser acentuadas.
d) Paroxítonas, mas o acento é faculta�vo.
e) Oxítonas, e, por isso, não devem ser acentuadas.
GR0762 - (Ifsc)
O uso dos acentos é um recurso gráfico de que se
dispõe para marcar a sílaba tônica de certas palavras.
Sabe-se, no entanto, que nem todas as palavras recebem
acento e que seu emprego depende de algumas regras
específicas, dentre elas, a posição da sílaba tônica. Com
base nessas informações e nos seus conhecimentos sobre
as regras de acentuação gráfica na língua portuguesa,
assinale a alterna�va CORRETA.
a) As palavras “húmus”, “processos” e “adubo” são
paroxítonas.
b) Os vocábulos “há”, “você” e “já” são oxítonos.
c) As palavras “química”, “compostável” e “orgânicos”
recebem acento gráfico porque são proparoxítonas.
d) As palavras “além”, “papéis” e “disponível” são
acentuadas porque são oxítonas.
e) As palavras “países”, “saúde”, “dióxido” e “água” são
acentuadas com base na mesma regra de acentuação
gráfica.
GR0763 - (Ifal)
O Texto é a letra de uma música do Accioly Neto. U�lize-o
para responder à questão. 
 
A Natureza das Coisas
Se avexe não...
Amanhã pode acontecer tudo
Inclusive nada.
Se avexe não...
A lagarta rasteja
Até o dia em que cria asas.
Se avexe não...
Que a burrinha da felicidade
Nunca se atrasa.
Se avexe não...
 
Amanhã ela para
Na porta da tua casa.
Se avexe não...
Toda caminhada começa
No primeiro passo.
A natureza não tem pressa
Segue o seu compasso.
Inexoravelmente chega lá...
Se avexe não...
 
Observe quem vai
Subindo a ladeira
Seja princesa, seja lavadeira...
Pra ir mais alto
Vai ter que suar.
 
Quanto à tonicidade, apenas uma das palavras destacadas
nos versos abaixo não é oxítona. Qual?
13@professorferretto @prof_ferretto
a) Amanhã pode acontecer tudo.
b) Até o dia em que cria asas.
c) Amanhã ela para.
d) Inexoravelmente chega lá.
e) Vai ter que suar.
GR0764 - (Ifsul - Rio-Grandense )
TEXTO I
O preço de ser de verdade
Fernanda Pinho
Acabei de ler um livro que me marcou bastante.
Chama-se “A Extraordinária Garota Chamada “Estrela”, do
autor Jerry Spinelli. Estrela tem um rato de es�mação, fica
feliz quando seu �me faz ............... no basquete (mas
quando o outro �me pontua, também), distribui cartões de
aniversários para desconhecidos, usa as roupas de que
gosta (e isso pode ser um ves�do que esteve na moda
duzentos anos atrás), tenta trazer um pouco de alegria
�rando canções de seu ukulele que leva sempre a �racolo.
Num primeiro momento, junto com o impacto de sua
chegada à escola nova, Estrela desperta simpa�as. Afinal,
este livro nada mais é que uma delicada e verdadeira
metáfora da vida.
E a princípio somos assim. Grandes admiradores da
auten�cidade. Capazes de fazer discursos inflamados
defendendo a liberdade de cada um fazer o que ...............,
respeitar as próprias convicções, seguir o que seu coração
manda, persis�r nos seus sonhos, manter relações com
quem se sente à vontade, construir seu próprio caminho.
Lindo, maravilhoso. Se ficar só no discurso, melhor ainda.
Porque, em algum momento,Estrela vai levantar
suspeitas. “Ninguém pode ser tão legal assim”. E da
suspeita para a rejeição se passa num piscar de olhos. Por
que ninguém pode ser “tão legal assim”? Porque ser legal
demais implica ser diferente e a gente pode até admirar
pessoas que fazem tudo o que “dá na telha”, desde que
mantenham uma distância de segurança de nós, por favor.
E, veja bem, quando eu falo de gente que faz tudo o que
“dá na telha”, eu não estou me referindo a nada que possa
machucar ou prejudicar o outro de alguma forma. Estou
falando de a�tudes inocentes, mas que, por sair da
previsibilidade, são tratadas quase como se fossem atos
imperdoáveis.
Gente que dança como se ninguém es�vesse olhando,
que ignora a uniformização das vitrines e faz a própria
moda, que se recusa a fazer social em ambientes inóspitos,
que fala a verdade quando ques�onada, que dá abraços de
dez minutos, que ri na hora que tem vontade de rir, que
chora na hora que tem vontade de chorar, que fala “eu te
amo” quando sente que ama, que escolheu não perder
tempo com quem lhe faz mal, que muda o rumo da própria
vida, que ignora as e�quetas e as convenções. Sabe essa
gente louca, sem noção, desvairada, sem juízo,
perturbada? Então, elas não são nada disso. São apenas
pessoas autên�cas e verdadeiras, que se respeitam muito
(e só quem se respeita muito é capaz de respeitar o outro).
Elas não estão fazendo nada de ............... Nada que irá
prejudicar você ou quem quer que seja. E por que te
incomodam tanto? Bom, apenas ............... optaram por
fazer o que �nham vontade, e não o que você, preso em
seu mundo limitado e previsível, esperava.
Disponível em:
 Acesso em: 7 abr.
2015.(Adaptado).
 
TEXTO II
Como Nasrudin criou a verdade
Nasrudin
(Khawajah Nasr Al-Din)
— As leis não fazem com que as pessoas fiquem
melhores — disse Nasrudin ao rei.
— Elas precisam, antes, pra�car certas coisas de
maneira a entrar em sintonia com a verdade interior, que
se assemelha apenas levemente à verdade aparente.
O rei, no entanto, decidiu que ele poderia, sim, fazer
com que as pessoas observassem a verdade, que poderia
fazê-las observar a auten�cidade — e assim o faria.
O acesso a sua cidade dava-se através de uma ponte.
Sobre ela, o rei ordenou que fosse construída uma forca.
Quando os portões foram abertos, na alvorada do dia
seguinte, o chefe da guarda estava a postos em frente de
um pelotão para testar todos os que por ali passassem. Um
edital fora imediatamente publicado: “Todos serão
interrogados. Aquele que falar a verdade terá seu ingresso
na cidade permi�do. Caso men�r, será enforcado."
Nasrudin, na ponte entre alguns populares, deu um
passo à frente e começou a cruzar a ponte.
— Aonde o senhor pensa que vai? — perguntou o chefe
da guarda.
— Estou a caminho da forca — respondeu Nasrudin,
calmamente.
— Não acredito no que está dizendo!
— Muito bem, se eu es�ver men�ndo, pode me
enforcar.
— Mas se o enforcarmos por men�r, faremos com que
aquilo que disse seja verdade!
— Isso mesmo — respondeu Nasrudin, sen�ndo-se
vitorioso. — Agora vocês já sabem o que é a verdade: é
apenas a sua verdade.
Disponível em: Acesso em: 14 abr.2015.
(Adaptado).
 
Nos textos 1 e 2, aparecem várias palavras acentuadas
graficamente. Em que alterna�va as palavras seguem a
regra de acentuação das oxítonas?
14@professorferretto @prof_ferretto
a) terá, juízo, ninguém.
b) fazê-las, através, será.
c) vocês, construída, previsível.
d) imperdoáveis, metáfora, você.
GR0765 - (Ifal)
Leia o Texto - Uma tarde, em Buenos Aires… do escritor
Rubem Braga, para responder à questão.
 
Uma tarde em Buenos Aires eu estava meio triste – mas
não bebi, não telefonei, não procurei nenhuma pessoa
amiga. Fechado no meu capote e no meu silêncio pus-me a
andar pela rua cheia de gente. As grandes luzes só se
acendem às dez da noite e, desde muito cedo, no inverno,
é escuro. Há um poder nessa mul�dão que desfila na
penumbra como um rio grosso com seu murmúrio. Deixei-
me ir pela Florida, dobrei talvez em Tucumán, subi até
Suipacha, desemboquei em Corrientes, e eu era mais um
homem de capote no seio da mul�dão, e a mul�dão me
embalava e me fazia bem. E por ser impessoal e não ter
pressa e não ter pressa nem rumo, por ter um capote e
sapatos grossos e por andar entre meus desconhecidos
irmãos, eu me sen� mais livre. E cumpri os ritos da
mul�dão, comprei meu jornal, tomei meu café, li o placar
das úl�mas no�cias, fiquei um instante distraído mirando
os frangos que giravam se tostando numa ro�sseria.
Quando voltava para o meu hotel, por Florida, me
lembrei do primeiro verso de um soneto que li há muito
tempo, parece que de Alfonsina Storni, "lo encontré en
una esquina de la calle Florida…“ Fiquei com esse verso na
cabeça, pensando vagamente que esse homem sem nome
que alguém encontrou em uma esquina de la calle Florida
podia ser eu, como podia ser milhões de outros, e �rei
disso não sei que vago e par�cular consolo.
Não foi em uma esquina, mas foi ainda na Florida que
encontrei alguém: era um casal de amigos brasileiros em
lua-de-mel. Os dois estavam felizes, alegres deles mesmos
e de tudo o mais, falando do prazer das compras de lã e da
carne soberba dos restaurantes. Es�mei encontrá-los, e a
felicidade do casal me fez bem, mas sen�, com certa
curiosidade, que no fundo de mim não havia a menor
inveja. Ide-vos, noivos morenos, por Florida e Corrientes,
ide-vos felizes por todos os caminhos da vida. Só vos
invejarão os que também procuram ser felizes; minha
longa tarefa é outra, é não ser infeliz e me proteger e
guardar, ser forte dentro de mim, forte, quieto, sereno.
Essa tarefa me distrai; e, vendo em vossos olhos a
felicidade, eu descobri que em verdade já não a procuro
mais. Já passei por esse caminho; sobre minha cabeça,
quando ia por ele, mais de uma árvore deixou cair flores.
Não choro esse tempo; simplesmente ele passou. Assim
vai passando a mul�dão, e dentro dela caminho outra vez,
lentamente, distraído e tranquilo como um boi. 
 (h�p://contobrasileiro.com.br/?p=1662).
 
Iden�fique a alterna�va cuja jus�fica�va para a
acentuação gráfica está incorreta.
a) Silêncio, murmúrio e no�cias - acentuam-se as palavras
paroxítonas terminadas em ditongo.
b) Distraído - acentuam-se o i e o u tônicos dos hiatos.
c) Alguém e também - acentuam-se as oxítonas
terminadas em em e ens.
d) Só, café e já - acentuam-se as palavras oxítonas
terminadas em a, e e o.
e) Árvore - toda proparoxítona é acentuada.
GR0766 - (Ifrn)
A DITADURA DA BELEZA AO LONGO DA HISTÓRIA*
Bom dia queridos amigos,
Hoje vamos falar de um assunto que é fácil para alguns
e é um verdadeiro trauma para outros: a ditadura da
beleza. Chega a ser irônico que, na pré-história, mulheres
obesas representassem o ideal esté�co e a fer�lidade
sendo que hoje a mídia impõe que uma mulher
comercialmente bonita deve ser extremamente magra.
Esses padrões são fruto de diversos fatores, sendo o
principal a associação de beleza à disponibilidade de
recursos. Na pré-história, uma mulher obesa era
considerada linda por ter como se alimentar em uma
época de grande escassez de alimentos. Nos dias atuais,
uma mulher magra com a musculatura rígida indica alguém
que dispõe de alimentação balanceada, acompanhamento
médico, academia, tratamentos esté�cos entre outros
privilégios.
 
An�guidade
Os exemplos mais notáveis de padrão de beleza na
An�guidade são, sem dúvida, os greco- romanos. Em uma
época de constantes guerras e em uma sociedade que
valorizava a saúde e a habilidade corporal, eram
considerados bonitos homens altos, de corpo musculoso,
rosto com nariz afilado e cabelos encaracolados pelos
ombros. As mulheres deveriam ter curvas perfeitas, seios
pequenos, pele clara e longos cabelos.
 
Idade Média
Na época Medieval, não havia muita preocupação com
a esté�ca. A beleza seria consequência da vida devota e
denotava uma alma pura e casta, como a da Virgem Maria.
Rosto angelical, lábios pequenose cabelo cor de ouro eram
o trunfo das mulheres. Já nos homens, a beleza estava
associada ao poder e, em geral, o "rei" simbolizava esse
ideal.
 
Renascimento
Nessa época, há um retorno dos ideais de beleza greco-
romanos somados à gordura, que era um indica�vo de
status social, visto que a ostentação alimen�cia não era
para todos. Braços roliços, quadris largos e celulites eram
15@professorferretto @prof_ferretto
sinais de volúpia e nobreza. Esse padrão cabia tanto aos
homens quanto às mulheres.
 
Barroco e Maneirismo
Agora, a beleza não é só uma questão de forma �sica, é
algo comportamental. Mover-se ou mesmo olhar deveria
ser reves�do de graça e beleza, cultura esta disseminada
na França e muito presente até os dias atuais. Muito
destaque para os modos refinados e para as roupas e
adornos.
 
Roman�smo
Nesse período, a beleza esteve associada à melancolia e
à doença. As moças deviam ser lânguidas, pálidas, de
cabelo indomável, com olheiras e comportamento
recatado. A beleza masculina estava associada à poesia, à
boemia e à solidão.
 
Era Contemporânea
É o tempo em que magreza, saúde e riqueza andam
lado a lado. E a felicidade está associada ao status social. A
mídia cria padrões de beleza e ideais de vida perfeita para
vender os produtos produzidos pela era capitalista. O
padrão de beleza varia bastante através das décadas,
sempre seguindo a indústria da moda e a cabeça dos
grandes es�listas, que vendem algo que não é acessível
para as grandes massas, que fica restrita a um
determinado círculo da sociedade, e cabe ao restante
trabalhar e gastar para perseguir esse padrão, fazendo
rodar, desta forma, a grande engrenagem da sociedade de
consumo.
 Apesar de tudo isso, o recado que quero deixar
para vocês é: somos todos bonitos, cada um a seu modo,
não importa o quanto você pesa, se seu cabelo é armado,
se sua pele não é perfeita, não importa, temos, acima de
tudo, que nos amar e sempre buscar nos sen�rmos bem
com nós mesmos.
*Postado por Vivian Magalhães, às 08:46. Disponível em
Acesso em: 05 de out. 2013. Texto adaptado para uso
nesta avaliação.
 
Considere o seguinte fragmento, transcrito do Texto, para
responder à questão.
Nos dias atuais, uma mulher magra com a musculatura
rígida indica alguém que dispõe de alimentação
balanceada, acompanhamento médico, academia,
tratamentos esté�cos entre outros privilégios
 
No trecho, a palavra que segue a mesma regra de
acentuação da palavra “rígida” é
a) privilégios.
b) esté�cos.
c) alguém.
d) dispõe.
GR0767 - (Ifam)
A prosódia estabelece a tonicidade dos vocábulos.
Assinale a alterna�va em que as palavras pronunciam-se
como oxítona, paroxítona e proparoxítona,
respec�vamente:
a) Nobel, pudico, vermífugo.
b) Condor, hangar, misantropo.
c) Libido, gratuito, ínterim.
d) E�ope, arqué�po, ureter.
e) Ruim, fluido, rubrica.
GR0768 - (Ifsul - Rio-Grandense )
Leia o texto e responda à questão.
 
Opinião: Uso exagerado da tecnologia torna a mente
preguiçosa
Aparelhos facilitam o dia a dia, mas têm lado nega�vo.
Corpo e mente também precisam evoluir.
 
(...)
 
Adolescentes
[1] Às vezes, encontramos adolescentes que raramente
usam o dicionário, nem sempre
[2] sabendo como fazê-lo. Quando necessitam saber o
significado de uma palavra, �ram a
[3] informação da internet, que a ............... pronta. Não é
di�cil imaginar que o uso do dicionário
[4] impresso exige da pessoa muito mais em termos
mentais que o on-Iine. Além de necessitar usar
[5] de ordenação, tendo que puxar pela memória a
sequência alfabé�ca, depara-se com ouras
[6] palavras que ainda não conhecia
[7] Ou então, para fazer uma pesquisa escolar, recorre ao
Google: lança-Ihe uma pergunta
[8] cuja resposta vem de inúmeros sites, bastando imprimir
a melhor. A biblioteca deixou de ser um
[9] lugar para buscar informações. Antes da internet, os
alunos a frequentavam, exigindo deles uma
[10] busca a�va em enciclopédias, dicionários e outras
publicações, além de usarem de análise e
[11] síntese para escrever o resultado de suas buscas.
[12] E a dificuldade com cálculos simples de matemá�ca?
Para que saber a tabuada se a
[13] calculadora dá isso pronto? Pensando assim, não tem
muito sen�do. Mas ao nos darmos
[14] ............... de que desenvolver o raciocínio matemá�co
propicia o pensamento lógico, a coisa
[15] muda de figura.
[16] Longe de achar que a tecnologia é algo ruim. Pelo
contrário. Com ela pode-se ter
[17] informações sem as quais seria muito di�cil avançar
no conhecimento do mundo e facilitar o dia a
16@professorferretto @prof_ferretto
[18] dia ( ............... não?)
[19] Mas sem exageros. Temos que lembrar que não só a
tecnologia tem de ser cuidada e
[20] evoluir. Nós também. E isso só conseguiremos se
es�vermos funcionando a pleno vapor mente e
[21] corpo.
Disponível em: Acesso em: 25 mar. 2014.
 
Que palavra segue a regra de acentuação das oxítonas?
a) Raciocínio.
b) Alfabé�ca.
c) Fazê-lo.
d) Di�cil.
GR0769 - (Ifsc)
Assalto
 Na feira, a gorda senhora protestou a altos brados
contra o preço do chuchu:
 - Isto é um assalto!
Houve um rebuliço. Os que estavam perto fugiram.
Alguém, correndo, foi chamar o guarda. Um minuto
depois, a rua inteira, atravancada, mas provida de
admirável serviço de comunicação espontânea, sabia que
se estava perpetrando um assalto ao banco. Mas que
banco? Havia banco naquela rua? Evidente que sim, pois
do contrário como poderia ser assaltado?
- Um assalto! Um assalto! - a senhora con�nuava a
exclamar, e quem não �nha escutado escutou,
mul�plicando a no�cia. Aquela voz subindo do mar de
barracas e legumes era como a própria sirene policial,
documentando, por seu uivo, a ocorrência grave, que
fatalmente se estaria consumando ali, na claridade do dia,
sem que ninguém pudesse evitá-la.
Moleques de carrinho corriam em todas as direções,
atropelando-se uns aos outros. Queriam salvar as
mercadorias que transportavam. Não era o ins�nto de
propriedade que os impelia. Sen�am-se responsáveis pelo
transporte. E no atropelo da fuga, pacotes rasgavam-se,
melancias rolavam, tomates esborrachavam-se no asfalto.
Se a fruta cai no chão, já não é de ninguém; é de qualquer
um, inclusive do transportador. Em ocasiões de assalto,
quem é que vai reclamar uma penca de bananas meio
amassadas?
- Olha o assalto! Tem um assalto ali adiante!
O ônibus na rua transversal parou para assuntar.
Passageiros ergueram-se, puseram o nariz para fora. Não
se via nada. O motorista desceu, desceu o trocador, um
passageiro adver�u:
- No que você vai a fim de ver o assalto, eles assaltam
sua caixa.
Ele nem escutou. Então os passageiros também
acharam de bom alvitre abandonar o veículo, na ânsia de
saber, que vem movendo o homem, desde a idade da
pedra até a idade do módulo lunar. Outros ônibus pararam,
a rua entupiu.
- Melhor. Todas as ruas estão bloqueadas. Assim eles
não podem dar no pé.
- É uma mulher que chefia o bando!
 - Já sei. A tal dondoca loura.
 - A loura assalta em São Paulo. Aqui é a morena.
 - Uma gorda. Está de metralhadora. Eu vi.
 - Minha Nossa Senhora, o mundo tá virado!
 - Vai ver que está é caçando marido.
 - Não brinca numa hora dessas. Olha aí sangue
escorrendo!
 - Sangue nada, tomate.
Na confusão, circularam no�cias diversas. O assalto fora
a uma joalheria, as vitrinas �nham sido esmigalhadas a
bala. E havia joias pelo chão, braceletes, relógios. O que os
bandidos não levaram, na pressa, era agora objeto de
saque popular. Morreram no mínimo duas pessoas, e três
estavam gravemente feridas.
Barracas derrubadas assinalavam o ímpeto da
convulsão cole�va. Era preciso abrir caminho a todo custo.
No rumo do assalto, para ver, e no rumo contrário, para
escapar. Os grupos divergentes chocavam-se, e às vezes
trocavam de direção: quem fugia dava marcha à ré, quem
queria espiar era arrastado pela massa oposta. Os edi�cios
de apartamentos �nham fechado suas portas, logo que o
primeiro foi invadido por pessoas que pretendiam, ao
mesmo tempo, salvar o pelo e contemplar lá de cima.
Janelas e balcões apinhados de moradores, que gritavam:
 - Pega! Pega! Correu pra

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