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Neto Santos

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Questões resolvidas

A sociedade empresária XYZ, com sede no Município Alfa, capital do Estado Beta, pretende exercer atividade econômica com significativo impacto ao meio ambiente, exigindo-se, por conseguinte, o licenciamento ambiental.
Nada obstante, a entidade verifica que o Estado Beta, responsável pelo licenciamento ambiental, não possui órgão ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente regularmente instituído. Constata-se, ainda, que os órgãos ambientais do Município Alfa e da União Federal estão em pleno funcionamento. Nesse cenário, considerando as disposições da Lei Complementar nº 140/2011 (Lei da cooperação federativa em matéria ambiental), é correto afirmar que caberá
a) à União Federal ou ao Município Alfa, em caráter subsidiário, desempenhar as ações administrativas de licenciamento e de autorização ambiental, até a criação, no âmbito do Estado Beta, de órgão ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente.
b) à União Federal, em caráter supletivo, desempenhar as ações administrativas de licenciamento e de autorização ambiental, até a criação, no âmbito do Estado Beta, de órgão ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente.
c) à União Federal, em caráter subsidiário, desempenhar as ações administrativas de licenciamento e de autorização ambiental, até a criação, no âmbito do Estado Beta, de órgão ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente.
d) aos Município Alfa, em caráter supletivo, desempenhar as ações administrativas de licenciamento e de autorização ambiental, até a criação, no âmbito do Estado Beta, de órgão ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente.
e) ao Município Alfa, em caráter subsidiário, desempenhar as ações administrativas de licenciamento e de autorização ambiental, até a criação, no âmbito do Estado Beta, de órgão ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente.

João, procurador do Município, vem prestando assessoria jurídica ao novo secretário de Meio Ambiente do Município Alfa. O secretário municipal solicitou a João que lhe informasse quais são as ações administrativas do Município em matéria de competência em tema de licenciamento ambiental.
João lhe esclareceu que, observadas as atribuições dos demais entes federativos previstas na Lei Complementar nº 140/2011, tal diploma legal contém norma que estabelece que cabe ao Município a promoção do licenciamento ambiental das atividades ou empreendimentos que causem ou possam causar impacto ambiental de âmbito local, conforme tipologia definida pelo respectivo Conselho:
a) Municipal de Meio Ambiente, considerados os critérios de potencial poluidor e natureza da atividade ou localizados em quaisquer unidades de conservação instituídas pelo Município, mas o Supremo Tribunal Federal reconheceu a inconstitucionalidade parcial dessa norma, por violação ao princípio da subsidiariedade e do perfil cooperativo do modelo brasileiro de federação;
b) Municipal de Meio Ambiente, considerados os critérios de potencial poluidor e natureza da atividade ou localizados em quaisquer unidades de conservação instituídas pelo Município, e o Supremo Tribunal Federal conferiu interpretação conforme a Constituição da República de 1988 a essa norma, sob pena de violação ao princípio do pacto federativo;
c) Municipal de Meio Ambiente, considerados os critérios de porte, potencial poluidor e natureza da atividade ou localizados em unidades de conservação instituídas pelo Município, exceto em Áreas de Preservação Permanentes (APPs), e o Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade dessa norma;
d) Estadual de Meio Ambiente, considerados os critérios de porte, potencial poluidor e natureza da atividade ou localizados em unidades de conservação instituídas pelo Município, exceto em Áreas de Proteção Ambiental (APAs), e o Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade dessa norma;
e) Estadual de Meio Ambiente, considerados os critérios de porte, potencial poluidor e natureza da atividade ou localizados em quaisquer unidades de conservação instituídas pelo Município, mas o Supremo Tribunal Federal reconheceu a inconstitucionalidade parcial dessa norma, por violação ao princípio da subsidiariedade e do perfil cooperativo do modelo brasileiro de federação.

Para desenvolver determinado empreendimento localizado em unidade de conservação regularmente instituída pelo Município Ômega, a sociedade Perspicaz pleiteou e obteve o licenciamento ambiental pertinente junto ao mencionado ente federativo, que é o competente para tanto, nos termos da Lei.
Ocorre que, no exercício de tal atividade, a mencionada sociedade praticou infração ambiental que foi objeto de duas autuações distintas e posterior sancionamento, após o devido processo legal, sendo certo que uma penalidade foi aplicada pelo Município Ômega, que foi atuante, diligente e proporcional na tutela fiscalizatória; já a outra sanção decorreu da atuação das autoridades federais do IBAMA. Diante dessa situação hipotética, considerando o disposto na Lei Complementar no 140/11 e o entendimento do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que
a) diante da competência comum dos entes federativos para o exercício do poder de polícia, não há como prevalecer nenhuma das autuações realizadas na situação descrita, não sendo possível sustentar complementaridade entre elas ou atuação supletiva de um ente em relação ao outro.
b) considerando que a União e o Município Ômega possuem competência concorrente para o exercício do poder de polícia, deve ser verificado quem promoveu a autuação em primeiro lugar, para fins de afastar eventual autuação posterior.
c) tanto a União quanto o Município Ômega têm competência para o exercício do poder de polícia, mas deverá prevalecer a penalidade aplicada pelos agentes municipais, considerando que o licenciamento é de atribuição deste ente federativo, que foi atuante e diligente na tutela fiscalizatória.

Diante dessa situação hipotética, considerando o disposto na Lei Complementar no 140/11 e o entendimento do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que
a) diante da competência comum dos entes federativos para o exercício do poder de polícia, não há como prevalecer nenhuma das autuações realizadas na situação descrita, não sendo possível sustentar complementaridade entre elas ou atuação supletiva de um ente em relação ao outro.
a) diante da competência comum dos entes federativos para o exercício do poder de polícia, não há como prevalecer nenhuma das autuações realizadas na situação descrita, não sendo possível sustentar complementaridade entre elas ou atuação supletiva de um ente em relação ao outro.
b) considerando que a União e o Município Ômega possuem competência concorrente para o exercício do poder de polícia, deve ser verificado quem promoveu a autuação em primeiro lugar, para fins de afastar eventual autuação posterior.
c) tanto a União quanto o Município Ômega têm competência para o exercício do poder de polícia, mas deverá prevalecer a penalidade aplicada pelos agentes municipais, considerando que o licenciamento é de atribuição deste ente federativo, que foi atuante e diligente na tutela fiscalizatória.
d) o ente competente para o exercício do poder de polícia ambiental só pode ser aquele que tem a atribuição de realizar o respectivo licenciamento, que é o Município Ômega, não sendo admitida a atuação complementar ou supletiva de outro ente federativo, mesmo que haja omissão na tutela fiscalizatória.
e) a despeito de a União não ser o ente competente para o licenciamento, tal ente federativo tem atribuição para o exercício do poder de polícia, de modo que a sanção decorrente da atuação dos agentes federais deve prevalecer na hipótese, em razão de sua dimensão nacional.

A sociedade empresária Alfa opera, com regular licença ambiental expedida pelo órgão federal competente, empreendimento da área de refino de petróleo que está instalado nos limites do território do Estado da Federação Beta e localizado no interior de unidade de conservação instituída pela União. Durante o prazo de validade da licença de operação, o órgão federal competente, com a aquiescência do órgão estadual competente do Estado Beta, deseja delegar a execução de ações administrativas a ele atribuídas, consistente na fiscalização do cumprimento de condicionantes da licença ambiental para o Estado Beta. Sobre a delegação pretendida pelo órgão federal, consoante dispõe a Lei Complementar nº 140/2011, assinale a afirmativa correta.
A) É possível, desde que o Estado Beta disponha de órgão ambiental capacitado a executar as ações administrativas a serem delegadas e de conselho de meio ambiente.
B) É possível, desde que haja prévia manifestação dos conselhos nacional e estadual do meio ambiente, do Ministério Público e homologação judicial.
C) Não é possível, eis que a competência para licenciamento ambiental é definida por critérios objetivos estabelecidos na legislação, sendo vedada a delegação de competência do poder de polícia ambiental.
D) Não é possível, eis que a delegação de ações administrativas somente é permitida quando realizada do Município para Estado ou União, ou de Estado para União, vedada a delegação de atribuição ambiental federal.

Acerca das competências ambientais materiais, assinale a afirmativa correta.
a) É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios combater a poluição em qualquer de suas formas, tendo sido a Lei Complementar n.º 140/2011 editada para fixar normas de cooperação entre os entes no exercício dessa competência.
a) É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios combater a poluição em qualquer de suas formas, tendo sido a Lei Complementar n.º 140/2011 editada para fixar normas de cooperação entre os entes no exercício dessa competência.
b) É competência comum da União, dos Estados e do Distrito Federal preservar as florestas, a fauna e a flora, competindo aos Municípios atuar de forma suplementar, na omissão de atuação pela União, pelos Estados e pelo Distrito Federal.
c) É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios explorar a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e o reprocessamento de minérios nucleares.
d) É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios proteger o meio ambiente, salvo se o bem ambiental estiver inserido nos biomas da Floresta Amazônica brasileira, da Mata Atlântica, da Serra do Mar, do Pantanal Mato-Grossense e da Zona Costeira, caso em que atrairão a competência exclusiva da União.
e) É competência exclusiva da União promover estudo prévio de impacto ambiental de obras ou atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ao meio ambiente, independentemente da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para promover o respectivo licenciamento ambiental.

Em matéria de licenciamento ambiental, a Lei Complementar nº 140/2011 estabelece que:
a) a supressão de vegetação decorrente de licenciamentos ambientais é autorizada pelo órgão ambiental municipal, ainda que o licenciamento esteja sendo levado a cabo no âmbito do Estado ou da União;
a) a supressão de vegetação decorrente de licenciamentos ambientais é autorizada pelo órgão ambiental municipal, ainda que o licenciamento esteja sendo levado a cabo no âmbito do Estado ou da União;
b) no caso de empreendimentos e atividades efetiva ou potencialmente poluidores que, em tese, atinjam dois Estados da Federação, há necessidade de obtenção de licença ambiental pelo órgão competente de ambos os entes federativos e da União;
c) para autorização de supressão e manejo de vegetação, e para fins de licenciamento ambiental de atividades ou empreendimentos utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores, o critério do ente federativo instituidor da unidade de conservação é aplicado às Áreas de Proteção Ambiental;
d) a renovação de licenças ambientais deve ser requerida com antecedência mínima de cento e vinte dias da expiração de seu prazo de validade, fixado na respectiva licença, ficando este automaticamente prorrogado até a manifestação definitiva do órgão ambiental competente;
e) os demais entes federativos interessados no processo de licenciamento de determinado empreendimento podem manifestar-se ao órgão responsável pela licença ou autorização, de maneira vinculante, desde que respeitados os prazos e procedimentos legais.

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Questões resolvidas

A sociedade empresária XYZ, com sede no Município Alfa, capital do Estado Beta, pretende exercer atividade econômica com significativo impacto ao meio ambiente, exigindo-se, por conseguinte, o licenciamento ambiental.
Nada obstante, a entidade verifica que o Estado Beta, responsável pelo licenciamento ambiental, não possui órgão ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente regularmente instituído. Constata-se, ainda, que os órgãos ambientais do Município Alfa e da União Federal estão em pleno funcionamento. Nesse cenário, considerando as disposições da Lei Complementar nº 140/2011 (Lei da cooperação federativa em matéria ambiental), é correto afirmar que caberá
a) à União Federal ou ao Município Alfa, em caráter subsidiário, desempenhar as ações administrativas de licenciamento e de autorização ambiental, até a criação, no âmbito do Estado Beta, de órgão ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente.
b) à União Federal, em caráter supletivo, desempenhar as ações administrativas de licenciamento e de autorização ambiental, até a criação, no âmbito do Estado Beta, de órgão ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente.
c) à União Federal, em caráter subsidiário, desempenhar as ações administrativas de licenciamento e de autorização ambiental, até a criação, no âmbito do Estado Beta, de órgão ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente.
d) aos Município Alfa, em caráter supletivo, desempenhar as ações administrativas de licenciamento e de autorização ambiental, até a criação, no âmbito do Estado Beta, de órgão ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente.
e) ao Município Alfa, em caráter subsidiário, desempenhar as ações administrativas de licenciamento e de autorização ambiental, até a criação, no âmbito do Estado Beta, de órgão ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente.

João, procurador do Município, vem prestando assessoria jurídica ao novo secretário de Meio Ambiente do Município Alfa. O secretário municipal solicitou a João que lhe informasse quais são as ações administrativas do Município em matéria de competência em tema de licenciamento ambiental.
João lhe esclareceu que, observadas as atribuições dos demais entes federativos previstas na Lei Complementar nº 140/2011, tal diploma legal contém norma que estabelece que cabe ao Município a promoção do licenciamento ambiental das atividades ou empreendimentos que causem ou possam causar impacto ambiental de âmbito local, conforme tipologia definida pelo respectivo Conselho:
a) Municipal de Meio Ambiente, considerados os critérios de potencial poluidor e natureza da atividade ou localizados em quaisquer unidades de conservação instituídas pelo Município, mas o Supremo Tribunal Federal reconheceu a inconstitucionalidade parcial dessa norma, por violação ao princípio da subsidiariedade e do perfil cooperativo do modelo brasileiro de federação;
b) Municipal de Meio Ambiente, considerados os critérios de potencial poluidor e natureza da atividade ou localizados em quaisquer unidades de conservação instituídas pelo Município, e o Supremo Tribunal Federal conferiu interpretação conforme a Constituição da República de 1988 a essa norma, sob pena de violação ao princípio do pacto federativo;
c) Municipal de Meio Ambiente, considerados os critérios de porte, potencial poluidor e natureza da atividade ou localizados em unidades de conservação instituídas pelo Município, exceto em Áreas de Preservação Permanentes (APPs), e o Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade dessa norma;
d) Estadual de Meio Ambiente, considerados os critérios de porte, potencial poluidor e natureza da atividade ou localizados em unidades de conservação instituídas pelo Município, exceto em Áreas de Proteção Ambiental (APAs), e o Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade dessa norma;
e) Estadual de Meio Ambiente, considerados os critérios de porte, potencial poluidor e natureza da atividade ou localizados em quaisquer unidades de conservação instituídas pelo Município, mas o Supremo Tribunal Federal reconheceu a inconstitucionalidade parcial dessa norma, por violação ao princípio da subsidiariedade e do perfil cooperativo do modelo brasileiro de federação.

Para desenvolver determinado empreendimento localizado em unidade de conservação regularmente instituída pelo Município Ômega, a sociedade Perspicaz pleiteou e obteve o licenciamento ambiental pertinente junto ao mencionado ente federativo, que é o competente para tanto, nos termos da Lei.
Ocorre que, no exercício de tal atividade, a mencionada sociedade praticou infração ambiental que foi objeto de duas autuações distintas e posterior sancionamento, após o devido processo legal, sendo certo que uma penalidade foi aplicada pelo Município Ômega, que foi atuante, diligente e proporcional na tutela fiscalizatória; já a outra sanção decorreu da atuação das autoridades federais do IBAMA. Diante dessa situação hipotética, considerando o disposto na Lei Complementar no 140/11 e o entendimento do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que
a) diante da competência comum dos entes federativos para o exercício do poder de polícia, não há como prevalecer nenhuma das autuações realizadas na situação descrita, não sendo possível sustentar complementaridade entre elas ou atuação supletiva de um ente em relação ao outro.
b) considerando que a União e o Município Ômega possuem competência concorrente para o exercício do poder de polícia, deve ser verificado quem promoveu a autuação em primeiro lugar, para fins de afastar eventual autuação posterior.
c) tanto a União quanto o Município Ômega têm competência para o exercício do poder de polícia, mas deverá prevalecer a penalidade aplicada pelos agentes municipais, considerando que o licenciamento é de atribuição deste ente federativo, que foi atuante e diligente na tutela fiscalizatória.

Diante dessa situação hipotética, considerando o disposto na Lei Complementar no 140/11 e o entendimento do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que
a) diante da competência comum dos entes federativos para o exercício do poder de polícia, não há como prevalecer nenhuma das autuações realizadas na situação descrita, não sendo possível sustentar complementaridade entre elas ou atuação supletiva de um ente em relação ao outro.
a) diante da competência comum dos entes federativos para o exercício do poder de polícia, não há como prevalecer nenhuma das autuações realizadas na situação descrita, não sendo possível sustentar complementaridade entre elas ou atuação supletiva de um ente em relação ao outro.
b) considerando que a União e o Município Ômega possuem competência concorrente para o exercício do poder de polícia, deve ser verificado quem promoveu a autuação em primeiro lugar, para fins de afastar eventual autuação posterior.
c) tanto a União quanto o Município Ômega têm competência para o exercício do poder de polícia, mas deverá prevalecer a penalidade aplicada pelos agentes municipais, considerando que o licenciamento é de atribuição deste ente federativo, que foi atuante e diligente na tutela fiscalizatória.
d) o ente competente para o exercício do poder de polícia ambiental só pode ser aquele que tem a atribuição de realizar o respectivo licenciamento, que é o Município Ômega, não sendo admitida a atuação complementar ou supletiva de outro ente federativo, mesmo que haja omissão na tutela fiscalizatória.
e) a despeito de a União não ser o ente competente para o licenciamento, tal ente federativo tem atribuição para o exercício do poder de polícia, de modo que a sanção decorrente da atuação dos agentes federais deve prevalecer na hipótese, em razão de sua dimensão nacional.

A sociedade empresária Alfa opera, com regular licença ambiental expedida pelo órgão federal competente, empreendimento da área de refino de petróleo que está instalado nos limites do território do Estado da Federação Beta e localizado no interior de unidade de conservação instituída pela União. Durante o prazo de validade da licença de operação, o órgão federal competente, com a aquiescência do órgão estadual competente do Estado Beta, deseja delegar a execução de ações administrativas a ele atribuídas, consistente na fiscalização do cumprimento de condicionantes da licença ambiental para o Estado Beta. Sobre a delegação pretendida pelo órgão federal, consoante dispõe a Lei Complementar nº 140/2011, assinale a afirmativa correta.
A) É possível, desde que o Estado Beta disponha de órgão ambiental capacitado a executar as ações administrativas a serem delegadas e de conselho de meio ambiente.
B) É possível, desde que haja prévia manifestação dos conselhos nacional e estadual do meio ambiente, do Ministério Público e homologação judicial.
C) Não é possível, eis que a competência para licenciamento ambiental é definida por critérios objetivos estabelecidos na legislação, sendo vedada a delegação de competência do poder de polícia ambiental.
D) Não é possível, eis que a delegação de ações administrativas somente é permitida quando realizada do Município para Estado ou União, ou de Estado para União, vedada a delegação de atribuição ambiental federal.

Acerca das competências ambientais materiais, assinale a afirmativa correta.
a) É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios combater a poluição em qualquer de suas formas, tendo sido a Lei Complementar n.º 140/2011 editada para fixar normas de cooperação entre os entes no exercício dessa competência.
a) É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios combater a poluição em qualquer de suas formas, tendo sido a Lei Complementar n.º 140/2011 editada para fixar normas de cooperação entre os entes no exercício dessa competência.
b) É competência comum da União, dos Estados e do Distrito Federal preservar as florestas, a fauna e a flora, competindo aos Municípios atuar de forma suplementar, na omissão de atuação pela União, pelos Estados e pelo Distrito Federal.
c) É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios explorar a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e o reprocessamento de minérios nucleares.
d) É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios proteger o meio ambiente, salvo se o bem ambiental estiver inserido nos biomas da Floresta Amazônica brasileira, da Mata Atlântica, da Serra do Mar, do Pantanal Mato-Grossense e da Zona Costeira, caso em que atrairão a competência exclusiva da União.
e) É competência exclusiva da União promover estudo prévio de impacto ambiental de obras ou atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ao meio ambiente, independentemente da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para promover o respectivo licenciamento ambiental.

Em matéria de licenciamento ambiental, a Lei Complementar nº 140/2011 estabelece que:
a) a supressão de vegetação decorrente de licenciamentos ambientais é autorizada pelo órgão ambiental municipal, ainda que o licenciamento esteja sendo levado a cabo no âmbito do Estado ou da União;
a) a supressão de vegetação decorrente de licenciamentos ambientais é autorizada pelo órgão ambiental municipal, ainda que o licenciamento esteja sendo levado a cabo no âmbito do Estado ou da União;
b) no caso de empreendimentos e atividades efetiva ou potencialmente poluidores que, em tese, atinjam dois Estados da Federação, há necessidade de obtenção de licença ambiental pelo órgão competente de ambos os entes federativos e da União;
c) para autorização de supressão e manejo de vegetação, e para fins de licenciamento ambiental de atividades ou empreendimentos utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores, o critério do ente federativo instituidor da unidade de conservação é aplicado às Áreas de Proteção Ambiental;
d) a renovação de licenças ambientais deve ser requerida com antecedência mínima de cento e vinte dias da expiração de seu prazo de validade, fixado na respectiva licença, ficando este automaticamente prorrogado até a manifestação definitiva do órgão ambiental competente;
e) os demais entes federativos interessados no processo de licenciamento de determinado empreendimento podem manifestar-se ao órgão responsável pela licença ou autorização, de maneira vinculante, desde que respeitados os prazos e procedimentos legais.

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TÉCNICO - ADMINISTRAÇÃO
NV-LV195-25-1000-QUESTOES-MPU-TEC-ADM
Cód.: 7908428811181
2
SUMÁRIO
NOÇÕES DE SUSTENTABILIDADE ......................................................................... 1
 Æ DIREITO AMBIENTAL - RELATÓRIO BRUNDTLAND (NOSSO FUTURO COMUM) ...............................................1
 Æ LEI COMPLEMENTAR Nº 140/2011 - COOPERAÇÃO ................................................................................................1
 Æ CONCEITOS DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (ARTS. 1º E 2º DA LEI Nº 9.985/00) ..........................................4
 Æ CATEGORIAS DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (ARTS. 7º A 21 DA LEI Nº 9.985/00) .......................................4
 Æ CRIAÇÃO E GESTÃO DAS UCS (ARTS. 22 A 36 DA LEI Nº 9.985/00 E ARTS. 2º A 40 DO DEC. Nº 4.340/02) .....5
 Æ LEI Nº 12.305/2010 - POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS ....................................................................6
 Æ LEI Nº 12.187/2009 - POLÍTICA NACIONAL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA .........................................................8
 Æ AGENDA AMBIENTAL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (A3P) ...............................................................................10
 Æ ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE ...................................................................................................................................10
 Æ NOÇÕES GERAIS (ORDEM SOCIAL) ...........................................................................................................................11
 Æ DO MEIO AMBIENTE (ART. 225 DA CF/1988) ..........................................................................................................11
 Æ DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ........................................................................................................................14
 Æ LEGISLAÇÃO PENAL E PROCESSUAL PENAL ESPECIAL - DISPOSIÇÕES GERAIS (ARTS. 1º A 5º DA LEI Nº 
9.605/1998) ...................................................................................................................................................................14
 Æ DA APLICAÇÃO DA PENA (ARTS. 6º A 24 DA LEI Nº 9.605/1998) .........................................................................15
 Æ DOS CRIMES CONTRA A FAUNA (ARTS. 29 A 37 DA LEI Nº 9.605/1998) ............................................................16
 Æ DOS CRIMES CONTRA A FLORA (ARTS. 38 A 53 DA LEI Nº 9.605/1998) .............................................................17
 Æ DA POLUIÇÃO E OUTROS CRIMES AMBIENTAIS (ARTS. 54 A 61 DA LEI Nº 9.605/1998) .................................18
 Æ DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO AMBIENTAL (ARTS. 66 A 69 DA LEI Nº 9.605/1998) ..................18
 Æ GABARITO .....................................................................................................................................................................19
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NOÇÕES DE 
SUSTENTABILIDADE
 Æ DIREITO AMBIENTAL - RELATÓRIO 
BRUNDTLAND (NOSSO FUTURO COMUM)
1. (FGV — 2016) O Relatório Brundtland, intitulado Nosso Futuro 
Comum (Our Common Future), publicado em 1987, foi o primei-
ro documento a conceber e definir um conceito muito impor-
tante para a área ambiental.
Leia o fragmento a seguir que trata do conceito definido nesse 
relatório.
“ é aquele que satisfaz as necessidades , 
sem comprometer a capacidade das gerações de 
suprir suas próprias necessidades”.
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do 
fragmento acima.
a) Desenvolvimento sustentável – presentes – futuras
b) Desenvolvimento sustentável – futuras– presentes
c) Ecodesenvolvimento – presentes – passadas
d) Ecodesenvolvimento – passadas – futuras
e) Ecodesenvolvimento – futuras – presentes
 Æ LEI COMPLEMENTAR Nº 140/2011 
- COOPERAÇÃO
2. (FGV — 2024) A sociedade empresária XYZ, com sede no 
Município Alfa, capital do Estado Beta, pretende exercer ativi-
dade econômica com significativo impacto ao meio ambien-
te, exigindo-se, por conseguinte, o licenciamento ambiental. 
Nada obstante, a entidade verifica que o Estado Beta, respon-
sável pelo licenciamento ambiental, não possui órgão ambien-
tal capacitado ou conselho de meio ambiente regularmente 
instituído.
Constata-se, ainda, que os órgãos ambientais do Município Alfa 
e da União Federal estão em pleno funcionamento.
Nesse cenário, considerando as disposições da Lei Comple-
mentar nº 140/2011 (Lei da cooperação federativa em matéria 
ambiental), é correto afirmar que caberá
a) à União Federal ou ao Município Alfa, em caráter subsidiá-
rio, desempenhar as ações administrativas de licenciamen-
to e de autorização ambiental, até a criação, no âmbito do 
Estado Beta, de órgão ambiental capacitado ou conselho de 
meio ambiente.
b) à União Federal, em caráter supletivo, desempenhar as 
ações administrativas de licenciamento e de autorização 
ambiental, até a criação, no âmbito do Estado Beta, de órgão 
ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente.
c) à União Federal, em caráter subsidiário, desempenhar as 
ações administrativas de licenciamento e de autorização 
ambiental, até a criação, no âmbito do Estado Beta, de órgão 
ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente.
d) aos Município Alfa, em caráter supletivo, desempenhar as 
ações administrativas de licenciamento e de autorização 
ambiental, até a criação, no âmbito do Estado Beta, de órgão 
ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente.
e) ao Município Alfa, em caráter subsidiário, desempenhar as 
ações administrativas de licenciamento e de autorização 
ambiental, até a criação, no âmbito do Estado Beta, de órgão 
ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente.
3. (FGV — 2024) A Faculdade de Direito XYZ promoveu uma 
palestra versando sobre o exercício da competência material, 
pelos entes federativos, em matéria ambiental, visando à pro-
teção do meio ambiente enquanto direito fundamental de ter-
ceira dimensão, com assento constitucional.
Durante os debates, duas temáticas ganharam destaque, quais 
sejam:
I. a competência para aprovar o funcionamento de criadouros 
da fauna silvestre; e
II. a competência para elaborar o Plano Diretor, observando os 
zoneamentos ambientais.
Nesse cenário, considerando as disposições da Lei Comple-
mentar nº 140/2011 (Lei da cooperação federativa em matéria 
ambiental), é correto afirmar que compete
a) aos Estados aprovar o funcionamento de criadouros da fau-
na silvestre. Por outro lado, a elaboração do Plano Diretor, 
observando os zoneamentos ambientais, é uma competên-
cia dos Municípios.
b) à União Federal aprovar o funcionamento de criadouros da 
fauna silvestre. Por outro lado, a elaboração do Plano Dire-
tor, observando os zoneamentos ambientais, é uma com-
petência dos Municípios.
c) aos Municípios aprovar o funcionamento de criadouros da 
fauna silvestre. Por outro lado, a elaboração do Plano Dire-
tor, observando os zoneamentos ambientais, é uma com-
petência dos Estados.
d) aos Municípios aprovar o funcionamento de criadouros da 
fauna silvestre e elaborar o Plano Diretor, observando os 
zoneamentos ambientais.
e) aos Estados aprovar o funcionamento de criadouros da 
fauna silvestre e elaborar o Plano Diretor, observando os 
zoneamentos ambientais.
4. (FGV — 2024) Sobre as atribuições da União, do Estado e 
do Município no processo de licenciamento ambiental de 
empreendimentos e atividades, analise as afirmativas a seguir.
I. É atribuição da União o licenciamento ambiental de empreen-
dimentos localizados em terras indígenas.
II. É atribuição dos Estados promover o licenciamento ambien-
tal de atividades desenvolvidas em todas as unidades de con-
servação por ele instituídas.
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III. Os Municípios são responsáveis por promover o licencia-
mento ambiental de atividades que causem ou possam causar 
impacto ambiental de âmbitozar não suas instalações ou seus documentos contábeis, mas, 
especificamente, a forma como suas atividades finalísticas 
eram desenvolvidas.
À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que essa 
fiscalização é
a) ilícita, pois afronta a liberdade de pesquisa científica e o 
sigilo assegurado nas descobertas que sejam realizadas.
b) ilícita, pois a livre iniciativa não compactua com o exercício 
do poder de polícia sem a notícia da prática de ilícito.
c) lícita, pois a fiscalização de atividades dessa natureza é uma 
imposição constitucional.
d) ilícita, pois a cultura e suas distintas formas de projeção 
devem ser fomentadas e protegidas, não tolhidas com uma 
fiscalização dessa natureza.
e) lícita, já que compete ao Poder Público regulamentar e fis-
calizar, em caráter contínuo, todas as atividades privadas, 
independentemente de sua natureza.
60. (FGV — 2022) De acordo com o texto constitucional, todos 
têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem 
de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, 
impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defen-
dê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
Para assegurar a efetividade desse direito, a Carta Magna dis-
põe que incumbe ao Poder Público
a) promover a educação ambiental obrigatória apenas no 
nível superior de ensino e a conscientização pública para a 
preservação do meio ambiente.
b) proibir, de qualquer forma, a produção, a comercialização e 
o emprego de técnicas, métodos e substâncias que compor-
tem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente.
c) preservar a diversidade e a integridade do patrimônio 
genético do País, mas não fiscalizar as entidades dedicadas 
à pesquisa e manipulação de material genético, em respeito 
à liberdade científica.
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d) exigir para instalação de qualquer obra ou atividade em zona 
urbana, ainda que não haja efetiva ou potencial possibilidade 
de causar significativa degradação do meio ambiente, estudo 
prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade.
e) definir, em todas as unidades da Federação, espaços terri-
toriais e seus componentes a serem especialmente prote-
gidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente 
através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa 
a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção.
61. (FGV — 2022) De acordo com o texto da Constituição da 
República de 1988, são patrimônio nacional, e sua utilização 
far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem 
a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos 
recursos naturais, a
a) Amazônia, o Cerrado, a Caatinga, a Mata Atlântica e a 
Restinga.
b) Mata Atlântica, o Pampa do Rio Grande do Sul, a Amazônia e 
o Cerrado.
c) Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pan-
tanal Mato-Grossense e a Zona Costeira.
d) Área de Proteção Ambiental, a Área de Proteção Permanen-
te e a Zona Costeira.
e) Pampa do Rio Grande do Sul, o Pantanal Mato-Grossense, a 
Caatinga, a Restinga e a Floresta Amazônica.
62. (FGV — 2022) De acordo com o descrito no caput do Art. 225 
da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 “Todos 
têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem 
de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, 
impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defen-
dê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”
Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder 
Público
a) preservar a diversidade e a integridade do patrimônio gené-
tico do País e fiscalizar as entidades de manipulação de mate-
rial genético, exceto quando ocorre atividade de pesquisa.
b) definir, em todas as unidades da Federação, espaços terri-
toriais e seus componentes a serem especialmente protegi-
dos, para que neles não haja alteração e a supressão, visando 
garantir sua preservação.
c) exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade 
potencialmente causadora de diferentes níveis de degrada-
ção do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, 
a que se dará publicidade.
d) controlar a produção, a comercialização e o emprego de téc-
nicas, métodos e substâncias quando indicarem alto risco 
para a vida humana.
e) promover a educação ambiental em todos os níveis de ensi-
no e a conscientização pública para a preservação do meio 
ambiente.
63. (FGV — 2021) Após um amplo estudo, as autoridades com-
petentes constataram que uma extensa área de terras públicas, 
pertencente ao Estado Alfa e sem destinação específica, mos-
trava-se indispensável à preservação de um importante ecos-
sistema natural.
À luz da sistemática constitucional, as terras assim descritas 
são consideradas:
a) suscetíveis de discriminação, tornando-se indisponíveis 
com a averbação no registro de imóveis;
b) abandonadas, podendo ser alienadas pelo Estado, mas sen-
do insuscetíveis de usucapião;
c) afetadas a um fim público, somente podendo ser alienadas 
após a sua desafetação;
d) de uso especial, não podendo ser alienadas;
e) devolutas, sendo indisponíveis.
64. (FGV — 2021) A Lei nº XX/2021 do Estado Beta, com o objeti-
vo de promover a desburocratização da Administração Pública, 
afastou a necessidade de os órgãos estaduais exigirem a apre-
sentação de estudos prévios de impactos ambientais, nas ativi-
dades potencialmente causadoras de significativa degradação 
ambiental.
Nesses casos, a não realização do estudo estava condicionada 
à demonstração dos prejuízos causados à livre iniciativa com 
a demora no início do empreendimento e à possibilidade de o 
estudo vir a ser realizado em momento posterior.
À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que a Lei 
nº XX/2021 é
a) constitucional, pois a preservação do meio ambiente deve 
ser objeto de concordância prática com a livre iniciativa, não 
tendo preeminência in abstracto.
b) inconstitucional, pois a realização de estudos de impac-
to ambiental, sem a correlata demonstração de um dano, é 
incompatível com a livre iniciativa.
c) inconstitucional, pois o estudo prévio de impacto ambiental 
deve ser exigido, nos termos da lei, nas atividades que podem 
causar significativa degradação ambiental.
d) inconstitucional, pois a realização, ou não, de estudos de 
impacto ambiental deve decorrer de determinação legal, não 
se sujeitando ao livre juízo valorativo da Administração.
e) constitucional, pois a Constituição da República dispõe sobre 
a realização do estudo de impacto ambiental, a priori ou a 
posteriori, conforme os aspectos circunstanciais do caso.
65. (FGV — 2021) O Estado-membro Alfa, por meio da Secretaria 
de Meio Ambiente, desenvolveu diversos estudos a respeito da 
proteção ambiental. Na ocasião, identificou-se que as terras devo-
lutas eram regidas por uma sistemática própria, tendo o assessor 
Ednaldo alcançado as conclusões a seguir.
I. São assim consideradas aquelas a que o Poder Público não con-
feriu uma destinação e que jamais integraram o patrimônio de um 
particular, ainda que possa ter a sua pose irregular.
II. Essas terras são indisponíveis quando necessárias à proteção 
dos ecossistemas naturais.
III. A desafetação dessas terras, com a sua consequente disponi-
bilidade, exige a prévia realização de estudo de impacto ambiental 
e a edição de lei, passando a formar área de proteção ambiental.
À luz da sistemática constitucional, está correto o que se afirma 
em
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I e III, apenas.
e) II e III, apenas.
66. (FGV — 2018) Com relação à tutela jurídica da fauna no orde-
namento jurídico brasileiro, assinale (V) para a afirmativa ver-
dadeira e (F) para a falsa.
( ) De forma excepcional e mediante lei específica, é possível a 
submissão de animais a tratamentos cruéis, quando em bene-
fício da saúde e segurança públicas.
( ) Não se consideram cruéis as práticas desportivas que utili-
zem animais, desde que sejam manifestações culturais, deven-
do ser regulamentadaspor lei específica.
( ) São vedadas práticas que coloquem em risco a função eco-
lógica dos animais, ainda que em benefício da saúde pública.
As afirmativas são, respectivamente.
a) V – V – V.
b) F – V – V.
c) V – V – F.
d) V – F – V.
e) F – F – V.
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 Æ DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
67. (FGV — 2023) Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 
são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger 
o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos 
os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes 
são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contri-
buindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Acesso: 26 mar. 2023.
A esse respeito, analise as afirmativas a seguir.
I. O conservacionismo considera o ser humano como grande 
causador da depredação ambiental; baseado em princípios 
radicais para a solução desse problema, prega a total intocabili-
dade do meio natural.
II. O preservacionismo defende a utilização racional dos recur-
sos naturais, o controle rígido dos dejetos e a criação de formas 
de manejo adequadas para cada tipo de atividade.
III. O exploracionismo da natureza causa impactos ambientais, 
muitas vezes irreversíveis, como a degradação e o esgotamen-
to de diferentes tipos de recursos e ecossistemas, em nome do 
crescimento econômico a qualquer custo.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, II e III.
68. (FGV — 2023) A Agenda 2030 para o Desenvolvimento 
Sustentável
Em setembro de 2015, líderes mundiais e representantes da 
sociedade civil reuniram-se na sede da ONU, em Nova Iorque, e 
decidiram um plano de ação (...) conhecido como Agenda 2030 
para o Desenvolvimento Sustentável, resultou na criação de 17 
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que se baseiam 
nos antigos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
https://www.unodc.org/lpo-brazil/pt/crime/embaixadores-da-juventude/
conhea-mais/a-agenda-2030-para-o-desenvolvimento-sustentvel.html
Em relação ao conceito de desenvolvimento sustentável, julgue 
as afirmativas a seguir:
I. Enfatiza a possibilidade de se atender às necessidades do pre-
sente, sem comprometer as perspectivas das gerações futuras 
de suprirem suas demandas.
II. Está restrito aos objetivos de crescimento econômico essen-
ciais para a satisfação das necessidades materiais das socieda-
des modernas.
III. Perpassa diferentes escalas de organização e atuação, impac-
tando ações e planos governamentais de caráter local e global.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I e III, apenas.
e) I, II e III.
69. (FGV — 2023) O movimento ambiental se transformou ao 
longo das últimas décadas, utilizando diversos termos como 
desenvolvimento sustentável e sustentabilidade.
Hoje as sociedades empresárias utilizam a sigla ESG como 
medidor de desempenho de suas práticas sustentáveis. Nesse 
sentido, assinale a opção que apresenta os pilares do ESG.
a) Ambiental, Social e Governança.
b) Governança, Sustentabilidade e Economia.
c) Economia, Social e Ambiental.
d) Empresarial, Sustentável e Governança.
70. (FGV — 2023) Diante da crise ambiental, diversas soluções 
estão sendo estudadas e novos modos de produção estão sendo 
criados, voltados para a chamada economia verde. Os empre-
gos verdes são cargos, vagas e funções de empregabilidade 
voltados às ações que carregam propósito ambiental. Assim, 
políticas públicas associadas aos programas de emprego verde 
estão sendo promovidas com foco em uma transição social-
mente justa para uma economia mais sustentável, capaz de 
gerar trabalho em atividades econômicas, consideradas verdes.
Assinale a opção que apresenta exemplos de atividades/empre-
gos verdes.
a) A reciclagem de resíduos, o reflorestamento e as emissões 
de carbono e metano.
b) O manejo florestal sustentável, a reciclagem de resíduos e a 
produção de energias renováveis.
c) A produção de energias renováveis, o descarte de poluentes 
em corpos líquidos e o sequestro de carbono.
d) O manejo florestal sustentável, o garimpo de ouro com uso 
de mercúrio e a transformação de pastagens extensivas em 
florestas.
71. (FGV — 2019) Desde a década de 1980, o uso da água tem 
aumentado em todo o mundo a uma taxa de cerca de 1% por 
ano, o que se deve a uma combinação de crescimento popu-
lacional, desenvolvimento socioeconômico e mudanças nos 
padrões de consumo.
A demanda mundial por água deve continuar aumentando, a 
uma taxa semelhante, até 2050, o que deve ampliar a pressão 
sobre este recurso natural e sobre os ecossistemas.
Em escala global, o setor que responde pela maior parcela do 
consumo de água é
a) a indústria.
b) a agricultura.
c) a silvicultura.
d) o uso residencial.
e) a produção de energia.
 Æ LEGISLAÇÃO PENAL E PROCESSUAL PENAL 
ESPECIAL - DISPOSIÇÕES GERAIS (ARTS. 1º A 5º 
DA LEI Nº 9.605/1998)
72. (FGV — 2024) No que tange à responsabilização penal da 
pessoa jurídica por crimes ambientais, de acordo com o enten-
dimento atual dos Tribunais Superiores, assinale a afirmativa
correta.
a) Adota-se a teoria da dupla imputação, condicionando a 
responsabilização penal da pessoa jurídica por crimes 
ambientais à simultânea persecução penal de pessoa física.
b) A responsabilização penal de pessoa jurídica independe da 
concomitante responsabilização da pessoa física que agia 
em seu nome.
c) A Constituição Federal não previu a responsabilidade penal 
da pessoa jurídica, mas apenas sua responsabilidade admi-
nistrativa, portanto, os infratores pessoas físicas estão 
sujeitos a sanções penais, e os infratores pessoas jurídicas, 
a sanções administrativas.
d) Adota-se a teoria da ficção jurídica segundo a qual as pes-
soas jurídicas são puras abstrações, desprovidas de cons-
ciência e vontade e, portanto, não podem praticar condutas 
tipicamente humanas, como as condutas criminosas.
e) Para os Tribunais Superiores, existe responsabilidade da 
pessoa jurídica; contudo, as penas, por terem finalidades 
de prevenir crimes e reeducar o infrator (prevenção geral 
e especial, positiva e negativa), são impossíveis de serem 
alcançadas em relação às pessoas jurídicas, que são entes 
fictícios, incapazes de assimilar tais efeitos da sanção penal.
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73. (FGV — 2023) No exercício de suas atividades empresariais, 
a sociedade Ivacilei praticou crime de poluição, nos termos do 
Art. 54 da Lei nº 9.605/98.
Acerca da responsabilização penal e administrativa da pessoa 
jurídica e de seus administradores, à luz do disposto na men-
cionada norma e da atual orientação do Superior Tribunal de 
Justiça, é correto afirmar que
a) é necessário que o administrador da sociedade Ivacilei res-
ponda em conjunto com a pessoa jurídica, diante da teoria 
da dupla imputação.
b) apesar de a norma em questão dispor sobre tipos de infra-
ções e sanções de natureza criminal e administrativa, a 
imposição concomitante das duas modalidades de pena 
para a sociedade Ivacilei configura bis in idem.
c) eventual celebração de termo de ajustamento de conduta 
pela sociedade Ivacilei ou seus administradores impede a 
persecução penal pela prática de crime ambiental.
d) é possível responsabilizar, por conduta omissiva, o admi-
nistrador da sociedade Ivacilei, que, tendo conhecimento 
da conduta criminosa e, com poder de impedi- la, não o fez.
e) para que a sociedade Ivacilei responda pelo referido crime é 
imprescindível a prévia apuração administrativa, para fins 
de caracterização e quantificação do dano ambiental decor-
rente da poluição.
74. (FGV — 2023) Acerca da responsabilização penal de pes-
soas jurídicas, segundo os termos da Lei n° 9.605/98, que dis-
ciplina os crimes contra o meio ambiente, analise as seguintes 
disposições.
I. Por sua natureza institucional, somente as penas de multa e 
a prestação de serviços à comunidade são aplicáveis às pessoas 
jurídicas por crimespraticados contra o meio ambiente.
II. A responsabilização criminal da pessoa jurídica demanda 
que a infração seja cometida por decisão de seu representante 
legal e de seu órgão diretor colegiado, no interesse e benefício 
da entidade, cumulativamente.
III. A responsabilidade criminal das pessoas jurídicas não exclui 
a das pessoas físicas que sejam autoras, coautoras ou partícipes 
do mesmo fato.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, II e III.
75. (FGV — 2022) Sobre a responsabilidade penal da pessoa jurí-
dica por crimes ambientais, analise as afirmativas a seguir.
I. A reponsabilidade penal da pessoa jurídica não exclui a das 
pessoas naturais que tenham concorrido para o mesmo crime.
II. A pessoa jurídica responde penalmente se o delito tiver sido 
cometido por funcionário a seu serviço e se o cometimento do 
crime atender aos seus interesses econômicos.
III. A responsabilidade penal da pessoa jurídica por crimes 
ambientais não tem previsão expressa em texto normativo, 
mas é fruto de construção jurisprudencial.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III.
b) I, apenas.
c) II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I e III, apenas.
 Æ DA APLICAÇÃO DA PENA (ARTS. 6º A 24 DA LEI 
Nº 9.605/1998)
76. (FGV — 2024) Após a observância do contraditório e da 
ampla defesa, como consectários do devido processo legal, a 
sociedade empresária XYZ foi condenada pela prática de crime 
contra o meio ambiente, nos termos da legislação de regência e 
em observância às disposições constitucionais, que consagra-
ram a possibilidade de a pessoa jurídica responder na esfera 
processual penal.
Nesse cenário, considerando as disposições criminais da Lei nº 
9.605/1998, aplicáveis às pessoas jurídicas, assinale a afirmativa 
correta.
a) A pessoa jurídica constituída ou utilizada, preponderan-
temente, com o fim de permitir, facilitar ou ocultar a prá-
tica de crime definido na Lei nº 9.605/1998, terá decretada 
sua liquidação forçada, sendo certo que seu patrimônio 
será considerado instrumento do crime e, como tal, perdi-
do em favor de fundo destinado à reconstituição do meio 
ambiente.
b) A suspensão de atividades, espécie de pena restritiva de 
direitos aplicável à pessoa jurídica, será adotada quando 
o estabelecimento, obra ou atividade da entidade esti-
ver funcionando sem a devida autorização, em desacordo 
com a concedida ou com violação de disposição legal ou 
regulamentar.
c) Eventual multa aplicada à pessoa jurídica será calculada 
segundo os critérios do Código Penal, sendo certo que, caso 
se revele ineficaz, ainda que fixada no valor máximo, pode-
rá ser aumentada até cinco vezes, tendo em vista o valor da 
vantagem econômica auferida.
d) A interdição, espécie de pena restritiva de direitos aplicável 
à pessoa jurídica, será adotada quando a entidade não esti-
ver obedecendo às disposições legais ou regulamentares, 
relativas à proteção do meio ambiente.
e) A proibição de contratar com o Poder Público e dele obter 
subsídios, subvenções ou doações, espécie de pena restriti-
va de direitos aplicável à pessoa jurídica, não poderá exce-
der o prazo de dez anos.
77. (FGV — 2024) Caio respondeu, em juízo, pela prática de um 
determinado crime contra o meio ambiente. Finda a instrução 
processual, após a observância do contraditório e da ampla 
defesa, os autos foram conclusos para que o magistrado profe-
risse sentença. Em assim sendo, ao estudar o caso, Guilherme, 
juiz de direito, verificou que estava presente uma circunstância 
que atenuaria a pena a ser aplicada em detrimento do réu. Nes-
se cenário, considerando as disposições da Lei no 9.605/1998 
(crimes contra o meio ambiente), é uma circunstância que ate-
nua a pena
a) o arrependimento do infrator, manifestado pela reparação 
de, ao menos, cinquenta por cento do dano, em cumpri-
mento à determinação administrativa do órgão ambiental 
competente.
b) ter o agente cometido a infração no interesse de pessoa 
jurídica mantida, total ou parcialmente, por verbas públicas 
ou beneficiada por incentivos fiscais.
c) o baixo grau de instrução ou escolaridade do agente.
d) ter o agente cometido a infração em época de seca.
e) ter o agente cometido a infração à noite.
78. (FGV — 2022) Pedro, proprietário de imóvel localizado em 
área rural, com vontade livre e consciente, executou extração 
de recursos minerais, consistentes em saibro, sem a compe-
tente autorização, permissão, concessão ou licença e vendeu o 
material para uma fábrica de cerâmica.
O Ministério Público, por meio de seu órgão de execução 
com atribuição em tutela coletiva, visando à reparação dos 
danos ambientais causados, ajuizou ação civil pública em 
face de Pedro, no bojo da qual foi realizada perícia ambiental. 
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Posteriormente, em razão da mesma extração mineral ilegal, 
o Ministério Público ofereceu denúncia criminal, deflagrando 
novo processo, agora em ação penal, e pretende aproveitar, 
como prova emprestada no processo penal, a perícia produzida 
no âmbito da ação civil pública.
No caso em tela, de acordo com a Lei nº 9.605/98, a perícia pro-
duzida no juízo cível
a) poderá ser aproveitada no processo penal, instaurando-se 
o contraditório.
b) não poderá ser utilizada, em razão da independência das 
instâncias criminal, cível e administrativa.
c) não poderá ser aproveitada no processo criminal, eis que 
é imprescindível um laudo pericial produzido pela Polícia 
Federal, para fins de configuração da existência material do 
delito.
d) poderá ser aproveitada na ação penal, mas apenas pode 
subsistir uma condenação judicial final, para evitar o bis in 
idem.
79. (FGV — 2018) Diante de grave situação financeira, a Constru-
tora Pedra Branca começa a utilizar como insumo para a cons-
trução de um edifício, a areia extraída de floresta inserida em 
Área de Preservação Permanente.
Acerca da responsabilidade ambiental aplicável ao caso, assi-
nale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Há responsabilidade criminal ainda que haja prévia autori-
zação do Poder Público competente.
( ) Há responsabilidade criminal da pessoal jurídica e da pes-
soa física autora do fato.
( ) Sem prejuízo da multa fixada na ação penal condenatória 
da pessoa física causadora do dano, poderá haver liquidação 
para apuração do dano efetivamente sofrido.
Assinale a opção que indica a sequência correta, segundo a 
ordem indicada.
a) V – V – F.
b) V – F – V.
c) V – F – F.
d) F – V – V.
e) F – F – V.
80. (FGV — 2018) Januário é autuado pela autoridade com-
petente por destruir floresta considerada de preservação 
permanente.
Com relação às circunstâncias que podem agravar a aplicação 
da pena de Januário, analise as afirmativas a seguir.
I. A ação foi praticada com a intenção de obter vantagem 
pecuniária.
II. A ação foi facilitada por funcionário público no exercício de 
suas funções.
III. A ação foi praticada por agente com alto grau de instrução 
ou escolaridade.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I e III, apenas.
 Æ DOS CRIMES CONTRA A FAUNA (ARTS. 29 A 37 
DA LEI Nº 9.605/1998)
81. (FGV — 2024) A Lei nº 9.605/98 – Lei dos Crimes Ambien-
tais, no seu CAPÍTULO V - Dos Crimes contra o Meio Ambiente, 
Seção I - Dos Crimes contra a Fauna, estabelece, em seu Art. 35, 
que a penalidade para pescar mediante a utilização de explosi-
vos ou substâncias que, em contato com a água, produzam efei-
to semelhante ou com o uso de substâncias tóxicas, ou outro 
meio proibido pela autoridade competente é:
a) Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa.
b) Pena - reclusão, de um a três anos, e multa.
c) Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
d) Pena - detenção, de três meses a dez anos e multa.
e) Pena - reclusão de um ano a cinco anos.
82. (FGV — 2023) Hilda, médica veterinária, proprietária de 
um cão de raça pitbull, efetua a retirada parcial das orelhas do 
animal, para fins estéticos, noprocedimento conhecido como 
conchectomia, vetado em resoluções do Conselho Federal de 
Medicina Veterinária.
Diante do caso narrado, é correto afirmar que Hilda:
a) não cometeu crime, pois o fato é atípico;
b) cometeu o crime de dano;
c) cometeu o crime de maus-tratos a animal, em sua forma 
simples;
d) cometeu o crime de maus-tratos a animal, em sua forma 
qualificada;
e) não cometeu crime, pois agiu amparada em excludente de 
ilicitude.
83. (FGV — 2022) No Brasil, existem legislações que preveem 
punição para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir 
ou mutilar animais. A Lei nº 14.064/2020 alterou a Lei nº 
9.605/1998, para aumentar as penas cominadas ao crime de 
maus-tratos aos animais.
O crime de maus-tratos a animais consta no Art. 32 da Lei de 
Crimes Ambientais – Lei nº 9.605/98. Sobre essas legislações, é 
correto afirmar que
a) islações não preveem pena de reclusão, somente multa.
b) preveem multa e isentam as instituições que utilizam ani-
mais para fins didáticos ou científicos.
c) consideram o ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar 
animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou 
exóticos.
d) isenta de pena quem realizar experimentos em animal vivo, 
quando existirem recursos alternativos.
e) a pena não é aumentada se ocorrer a morte do animal.
84. (FGV — 2022) João, de forma livre e consciente, em setembro 
de 2022, praticou ato de maus-tratos a um cachorro caramelo, 
vira-lata que vive na praça da cidade e de propriedade de José, 
morador em situação de rua, que cuidava com carinho de seu 
animal de estimação. Em razão dos odiosos atos de maus-tra-
tos, consistentes em fortes e diversos chutes contra o animal, o 
cachorro morreu após a agressão.
Consoante dispõe a Lei nº 9.605/1998, João praticou crime:
a) de menor potencial ofensivo, punível com detenção, de três 
meses a um ano, e multa;
b) de menor potencial ofensivo, mas não faz jus à transação 
penal por se tratar de crime ambiental;
c) punível com pena de reclusão, de dois a cinco anos, e multa, 
mais aumento de pena de um sexto a um terço, em razão da 
morte do animal;
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d) de maus-tratos a animal, em sua forma qualificada em 
razão da morte do animal, punível com pena de reclusão, de 
quatro a oito anos, e multa;
e) ambiental qualificado pela morte do animal punível com 
pena de reclusão, de dois a quatro anos, e multa, mais 
aumento de pena de um sexto à metade, em razão de o ani-
mal pertencer a pessoa vulnerável.
85. (FGV — 2022) De acordo com o Art. 32, caput, da Lei nº 
9605/98, a pena para quem praticar maus tratos a animais sil-
vestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, é de 
detenção de três meses a um ano e multa.
Essa pena pode chegar a até 5 anos quando se tratar
a) de cão, gato ou peixe.
b) de cão, gato ou ave ornamental.
c) de cão, gato, roedor, peixe ou ave ornamental.
d) de cão, gato, roedor ou ave ornamental.
e) de cão ou gato.
86. (FGV — 2022) Sobre os crimes contra a fauna, segundo a Lei 
nº 9605/1998, capítulo V, assinale a afirmativa correta.
a) Quem transporta espécimes provenientes da pesca ilegal 
não incorre na mesma pena de quem pesca ilegalmente.
b) A introdução de um espécime animal no país sem licença 
não configura crime contra a fauna.
c) A permissão de autoridade competente para explorar cam-
pos naturais de invertebrados aquáticos não é necessária, 
não sendo considerado crime contra a fauna.
d) O abate animal, quando realizado em estado de necessida-
de para saciar a fome do agente, não é considerado crime.
e) A morte de espécimes da fauna aquática provocada pela 
emissão de efluentes é considerada crime ambiental, mas 
não crime contra a fauna.
87. (FGV — 2023) João é sócio administrador de sociedade 
empresária cuja atividade principal consiste na alienação de 
peças de mármore.
João, para ampliar a sede da sociedade empresária, o que lhe 
garantiria vantagens pecuniárias, danificou, em um sábado, 
durante a noite, floresta considerada de preservação perma-
nente, que se encontrava ao lado do estabelecimento. Em sede 
judicial, comprova-se que João tinha conhecimento de que a sua 
conduta era penalmente proscrita, atuando de forma dolosa.
Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 
9.605/1998, a conduta de João caracteriza:
a) crime contra o meio ambiente, estando positivadas duas 
agravantes – infração penal praticada em um sábado e para 
que o agente obtivesse vantagem pecuniária – e uma causa 
de aumento de pena, pois o crime foi praticado durante a 
noite;
b) crime contra o meio ambiente, estando positivada uma 
agravante – infração penal foi praticada para que o agente 
obtivesse vantagem pecuniária – e uma causa de aumento 
de pena, pois o crime foi praticado durante a noite;
c) crime contra o meio ambiente, estando positivadas duas 
agravantes, pois a infração penal foi praticada em um sába-
do e para que o agente obtivesse vantagem pecuniária, sem 
causas de aumento de pena;
d) crime contra o meio ambiente, estando positivada uma 
agravante, pois a infração penal foi praticada em um sába-
do, sem causas de aumento de pena;
e) crime contra o meio ambiente, sem a caracterização de 
agravantes e causas de aumento de pena.
 Æ DOS CRIMES CONTRA A FLORA (ARTS. 38 A 53 
DA LEI Nº 9.605/1998)
88. (FGV — 2023) João, em um sábado, agindo com dolo, provo-
cou incêndio em floresta, em época de seca. Durante as inves-
tigações, constatou- se que os fatos ocorreram às 07h26min e 
que João teve a sua ação facilitada por um funcionário público, 
no exercício de suas funções.
Nesse cenário, considerando as disposições da Lei no 9.605/98, 
é correto afirmar que João responderá pela prática de crime 
ambiental com a incidência de
a) duas agravantes, porquanto o crime foi praticado em época 
de seca e a ação foi facilitada por um funcionário público, 
no exercício de suas funções, e de uma causa de aumento 
de pena, pois o crime foi praticado em um sábado.
b) uma agravante, porquanto a ação foi facilitada por um fun-
cionário público, no exercício de suas funções, e de duas 
causas de aumento de pena, pois o crime foi praticado em 
um sábado e em época de seca.
c) uma agravante, porquanto a ação foi facilitada por um fun-
cionário público, no exercício de suas funções, e de uma 
causa de aumento de pena, pois o crime foi praticado em 
época de seca.
d) três causas de aumento de pena, porquanto o crime foi 
praticado em um sábado, em época de seca e a ação foi 
facilitada por um funcionário público, no exercício de suas 
funções.
e) duas causas de aumento de pena, porquanto o crime foi 
praticado em época de seca e a ação foi facilitada por um 
funcionário público, no exercício de suas funções.
89. (FGV — 2022) A Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, 
conhecida como Lei dos Crimes Ambientais, possui um capítulo 
sobre os crimes contra o meio ambiente.
Assinale a opção que não indica um crime contra a flora.
a) comercializar motosserra ou utilizá-la em florestas e nas 
demais formas de vegetação sem licença ou registro da 
autoridade competente.
b) fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam 
provocar incêndios nas florestas e demais formas de vege-
tação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento 
humano.
c) cortar árvores em floresta nativa sem permissão da autori-
dade competente.
d) expor à venda, ter em depósito ou guardar madeira, lenha, 
carvão de origem vegetal, sem licença válida para todo 
o tempo do armazenamento, outorgada pela autoridade 
competente.
e) destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo 
ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos 
ou em propriedade privada alheia.
90. (FGV — 2021) João, sem prévia ciência e autorização de qual-
quer órgão público, de forma livre e consciente, com evidente 
dolo, provocou incêndio em floresta. De acordo com a Lei nº 
9.605/98, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas 
derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente,João, em tese
a) não cometeu crime ambiental, exceto se ficar comprovado 
efetivo dano a animal silvestre ou à vegetação nativa.
b) cometeu crime ambiental e está sujeito à pena de reclusão 
de dois a quatro anos, e multa.
c) cometeu crime de incêndio previsto no Código Penal, com 
pena de detenção de um a dois anos e causa de aumento 
pela potencialidade de causar dano à fauna.
d) cometeu crime ambiental de competência do juizado espe-
cial criminal e está sujeito à pena de reclusão de seis meses 
a dois anos, e multa.
18
e) não cometeu crime ambiental, exceto se ficar comprovado 
dano potencial a animal silvestre ou vegetação nativa, sen-
do certo que o dano efetivo a tais bens jurídicos tutelados é 
causa de aumento de pena.
91. (FGV — 2016) Segundo a Lei Federal nº 9.605/98, assinale a 
opção que indica um exemplo de crime contra a flora.
a) Tornar uma área, urbana ou rural, imprópria para a ocupa-
ção humana.
b) Promover construção em solo não edificável, assim consi-
derado em razão de seu valor paisagístico.
c) Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em 
lugares interditados por órgão competente.
d) Abater animal autorizado pela autoridade competente para 
proteger lavouras da ação predatória.
e) Causar dano direto ou indireto às Unidades de Conservação.
 Æ DA POLUIÇÃO E OUTROS CRIMES AMBIENTAIS 
(ARTS. 54 A 61 DA LEI Nº 9.605/1998)
92. (FGV — 2024) Uma clínica veterinária fez o acondiciona-
mento e destinação final de resíduos infecto contagiosos de 
forma incorreta no meio ambiente, o que configura uma infra-
ção, de acordo com a Lei nº 9.605/1998.
Assinale a opção que indica a penalidade prevista para essa 
infração, de acordo com essa mesma lei.
a) Apenas multa.
b) Detenção de 6 meses a um ano.
c) Reclusão de 6 meses a um ano.
d) Detenção, de 1 a 4 anos, e multa.
e) Reclusão, de 1 a 4 anos, e multa.
93. (FGV — 2022) João, de forma culposa, usou produto com 
substância tóxica, nociva ao meio ambiente, em desacordo com 
as exigências estabelecidas em leis e nos seus regulamentos.
Em matéria criminal, de acordo com a Lei nº 9.605/1998, em 
tese, João:
a) não praticou crime ambiental, pois não existe previsão legal 
para a modalidade culposa do crime narrado;
b) não praticou crime ambiental, mas cometeu contravenção 
penal ambiental, que não enseja possibilidade de transação 
penal, diante da natureza do ilícito;
c) praticou crime ambiental e é incabível a transação penal, 
diante da pena máxima abstratamente prevista, que é 
superior a dois anos;
d) praticou crime ambiental de menor potencial ofensivo, e é 
cabível proposta de transação penal, desde que haja prévia 
concordância do órgão ambiental competente do Sisnama;
e) praticou crime ambiental de menor potencial ofensivo, mas 
a proposta de transação penal somente é viável mediante 
composição de eventual dano ambiental, salvo em caso de 
comprovada impossibilidade.
94. (FGV — 2021) Josué, garimpeiro, se utiliza de material tóxico 
para a lavra de ouro, causando, com isso, a mortandade de pei-
xes em lagoa contígua à jazida explorada.
Nesse caso, quanto à tipificação como crime ambiental, o ato:
a) apenas será tipificado como crime caso a espécie de peixe 
atingida esteja no rol de animais com risco de extinção;
b) apenas será tipificado como crime caso a lagoa esteja inse-
rida em unidade de conservação de proteção integral;
c) apenas será tipificado como crime caso praticada em local 
em que é vedada a lavra de ouro;
d) é tipificado como crime ambiental, sendo a pena agravada 
caso a mortandade tenha ocorrido em período de defeso à 
fauna;
e) é tipificado como crime ambiental, salvo se a mortandade 
ocorrer em espécie de peixe que não seja nativa da fauna do 
bioma atingido.
95. (FGV — 2015) A Lei nº 9.605/1998 dispõe sobre as sanções 
penais e administrativas derivadas de condutas e atividades 
lesivas ao meio ambiente. Comete crime ambiental tipificado 
no citado diploma legal aquele que:
a) causa poluição de qualquer natureza em níveis tais que 
resultem ou possam resultar em danos à saúde humana;
b) comete homicídio, cuja vítima seja funcionário público em 
sentido amplo de qualquer órgão público ambiental;
c) subtrai para si ou para outrem, mediante violência ou grave 
ameaça, coisa alheia móvel pertencente à Secretaria Esta-
dual de Meio Ambiente;
d) reduz alguém a condição análoga à de escravo, sujeitando-o 
a condições degradantes de trabalho em área de preserva-
ção ambiental;
e) obtém vantagem ambiental ilícita, em prejuízo alheio, 
induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante qual-
quer meio fraudulento.
96. (FGV — 2015) João executou pesquisa, lavra e extração de 
recursos minerais sem a competente autorização, permissão, 
concessão e licença. De acordo com o ordenamento jurídico, 
sua conduta constitui:
a) apenas infração administrativa, punível com as sanções de 
advertência e multa;
b) apenas infração administrativa, punível com as sanções de 
multa e apreensão do produto obtido;
c) apenas infração administrativa, punível com as sanções de 
embargo da atividade e multa;
d) crime previsto no Código Penal, punível com pena de deten-
ção de dois a quatro anos e multa, além da obrigação de 
reparar e compensar o dano;
e) crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 
9.605/1998), punível com pena de detenção de seis meses a 
um ano e multa.
 Æ DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO 
AMBIENTAL (ARTS. 66 A 69 DA LEI Nº 
9.605/1998)
97. (FGV — 2024) Um funcionário público sonegou dados técni-
co-científicos em um procedimento de autorização ou de licen-
ciamento ambiental.
Segundo a Lei nº 9.605/1998, a pena máxima de reclusão nesse 
caso é de
a) 6 meses.
b) 1 ano.
c) 3 anos.
d) 5 anos.
e) 10 anos.
98. (FGV — 2024) Segundo a Lei nº 9.605/1998, os valores arreca-
dados por pagamentos de multas devido a infrações ambientais 
devem ser destinados a fundos tais como os apresentados nas 
opções a seguir, à exceção de um . Assinale-o.
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a) Fundo Naval.
b) Fundo Nacional do Meio Ambiente.
c) Fundo Global para o Meio Ambiente.
d) Fundos estaduais ou municipais de meio ambiente.
e) Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e 
Defesa Civil.
99. (FGV — 2024) A Lei de Crimes Ambientais (Lei Nº 9.605/1998) 
dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de 
condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Segundo esse 
instrumento legal, os crimes podem ser classificados como: 
contra a flora; contra a fauna; da poluição; contra a administra-
ção ambiental; e contra o ordenamento urbano e o patrimônio 
cultural.
Quando o empreendedor apresenta uma licença de operação 
parcialmente falsa, pois o prazo de validade que consta no docu-
mento é maior que o concedido, ele está cometendo um crime:
a) contra a flora;
b) contra a fauna;
c) da poluição e outros crimes ambientais;
d) contra a administração ambiental;
e) contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural.
100. (FGV — 2016) A Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 
9.605/98) define crimes contra a fauna, a flora, o ordenamento 
urbano e o patrimônio cultural, a administração ambiental e os 
crimes de poluição e outros.
Assinale a opção que apresenta um exemplo de crime contra a 
administração ambiental.
a) Obstar ou dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público no 
trato de questões ambientais.
b) Destruir bem especialmente protegido por lei, ato adminis-
trativo ou decisão judicial.
c) Dificultar ou impedir o uso público das praias.
d) Inutilizar arquivo, registro, museu, biblioteca, pinacoteca 
ou instalação científica protegida por lei.
e) Pichar ou por outro meio conspurcar edificação ou monu-
mento urbano.
 Æ GABARITO 
1 A 15 D
2 B 16 D
3 A 17 D
4 C 18 C
5 C 19 A
6 D 20 B
7 B 21 C
8 C 22 D
9 B 23 D
10 A 24 A
11 E 25 E
12 B 26 C
13 A 27 D
14 B 28 A
29 A 65 C
30 E 66 B
31 B 67 C
32 C 68 D
33 D 69 A
34 A 70 B
35 C 71 B
36 E 72 B
37 B 73 D
38 C 74 A
39 D 75 B
40 A 76 E
41 E 77 C
42 E 78A
43 D 79 D
44 C 80 D
45 C 81 E
46 C 82 D
47 D 83 C
48 E 84 C
49 D 85 E
50 B 86 D
51 A 87 B
52 B 88 C
53 B 89 C
54 B 90 B
55 D 91 E
56 C 92 E
57 A 93 E
58 A 94 D
59 C 95 A
60 E 96 E
61 C 97 C
62 E 98 C
63 E 99 D
64 C 100 A
ANOTAÇÕES
20
ANOTAÇÕESlocal, conforme tipologia definida 
pelos respectivos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente, con-
siderados os critérios de porte, potencial poluidor e natureza da 
atividade.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
5. (FGV — 2024) Em uma universidade pública, localizada no 
Município Alfa, no âmbito do Estado Beta, diversos alunos 
debateram os contornos da Lei Complementar nº 140/2011, 
que fixou normas para a cooperação entre a União, os Estados, 
o Distrito Federal e os Municípios nas ações administrativas 
decorrentes do exercício da competência comum relativas à 
proteção das paisagens naturais notáveis, à proteção do meio 
ambiente, ao combate à poluição em qualquer de suas formas 
e à preservação das florestas, da fauna e da flora. Discutiu-se, 
ainda, sobre a necessidade de elaboração de um plano diretor, 
inexistente na localidade.
Considerando as disposições da Lei Complementar nº 140/2011, 
sobre a elaboração do Plano Diretor, observando os zoneamen-
tos ambientais, assinale a afirmativa
correta.
a) É uma ação administrativa da União e do Município Alfa, em 
cooperação.
b) É competência da União e do Estado Beta, em cooperação.
c) É uma ação administrativa do Município Alfa.
d) É um ato administrativo da União.
e) É competência exclusiva do Estado Beta.
6. (FGV — 2023) João, procurador do Município, vem prestan-
do assessoria jurídica ao novo secretário de Meio Ambiente do 
Município Alfa. O secretário municipal solicitou a João que lhe 
informasse quais são as ações administrativas do Município em 
matéria de competência em tema de licenciamento ambiental.
João lhe esclareceu que, observadas as atribuições dos demais 
entes federativos previstas na Lei Complementar nº 140/2011, 
tal diploma legal contém norma que estabelece que cabe ao 
Município a promoção do licenciamento ambiental das ativi-
dades ou empreendimentos que causem ou possam causar 
impacto ambiental de âmbito local, conforme tipologia definida 
pelo respectivo Conselho:
a) Municipal de Meio Ambiente, considerados os critérios de 
potencial poluidor e natureza da atividade ou localizados 
em quaisquer unidades de conservação instituídas pelo 
Município, mas o Supremo Tribunal Federal reconheceu 
a inconstitucionalidade parcial dessa norma, por violação 
ao princípio da subsidiariedade e do perfil cooperativo do 
modelo brasileiro de federação;
b) Municipal de Meio Ambiente, considerados os critérios de 
potencial poluidor e natureza da atividade ou localizados 
em quaisquer unidades de conservação instituídas pelo 
Município, e o Supremo Tribunal Federal conferiu inter-
pretação conforme a Constituição da República de 1988 
a essa norma, sob pena de violação ao princípio do pacto 
federativo;
c) Municipal de Meio Ambiente, considerados os critérios de 
porte, potencial poluidor e natureza da atividade ou locali-
zados em unidades de conservação instituídas pelo Municí-
pio, exceto em Áreas de Preservação Permanentes (APPs), e 
o Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionali-
dade dessa norma;
d) Estadual de Meio Ambiente, considerados os critérios de 
porte, potencial poluidor e natureza da atividade ou locali-
zados em unidades de conservação instituídas pelo Muni-
cípio, exceto em Áreas de Proteção Ambiental (APAs), e o 
Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalida-
de dessa norma;
e) Estadual de Meio Ambiente, considerados os critérios de 
porte, potencial poluidor e natureza da atividade ou loca-
lizados em quaisquer unidades de conservação instituídas 
pelo Município, mas o Supremo Tribunal Federal reconhe-
ceu a inconstitucionalidade parcial dessa norma, por viola-
ção ao princípio da subsidiariedade e do perfil cooperativo 
do modelo brasileiro de federação.
7. (FGV — 2023) O empreendedor Alfa atua no ramo de posto de 
combustível e a licença ambiental que lhe autoriza a operação 
vence amanhã. Para não haver descontinuidade de suas ativi-
dades, há cinco meses, o empreendedor Alfa requereu a reno-
vação da licença ao órgão municipal licenciador competente.
De acordo com a Lei Complementar federal nº 140/2011 e a 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o pedido de reno-
vação de licença foi feito pelo empreendedor Alfa:
a) observado o prazo legal de antecedência mínima de noven-
ta dias da expiração de seu prazo de validade, fixado na 
licença, e, caso haja omissão ou mora administrativa imo-
tivada e desproporcional na manifestação definitiva sobre 
os pedidos de renovação da licença pelo órgão municipal 
licenciador, a licença será automaticamente prorrogada, 
vedada a instauração de competência supletiva de licencia-
mento ambiental;
b) observado o prazo legal de antecedência mínima de cento e 
vinte dias da expiração de seu prazo de validade, fixado na 
licença, e, caso haja omissão ou mora administrativa imo-
tivada e desproporcional na manifestação definitiva sobre 
os pedidos de renovação da licença pelo órgão municipal 
licenciador, instaurar-se-á a competência supletiva de 
licenciamento ambiental prevista na citada lei;
c) observado o prazo legal de antecedência mínima de cento 
e vinte dias da expiração de seu prazo de validade, fixado 
na licença, e, caso não haja decisão do órgão licenciador 
municipal no prazo legal, a licença ficará automaticamen-
te prorrogada até a manifestação definitiva desse órgão 
ambiental, vedada a instauração de competência supletiva 
de licenciamento ambiental;
d) inobservado o prazo legal de antecedência mínima de cento 
e oitenta dias da expiração de seu prazo de validade, fixa-
do na licença, e, caso não haja decisão do órgão licenciador 
municipal em prazo razoável, a licença ficará automatica-
mente prorrogada até a manifestação definitiva desse órgão 
ambiental, vedada a instauração de competência supletiva 
de licenciamento ambiental;
e) inobservado o prazo legal de antecedência mínima de cento 
e oitenta dias da expiração de seu prazo de validade, fixa-
do na licença, e, caso haja omissão ou mora administrati-
va imotivada e desproporcional na manifestação definitiva 
sobre os pedidos de renovação da licença pelo órgão muni-
cipal licenciador, instaurar-se- á a competência supletiva 
estadual de licenciamento ambiental.
8. (FGV — 2023) Para desenvolver determinado empreendi-
mento localizado em unidade de conservação regularmente 
instituída pelo Município Ômega, a sociedade Perspicaz plei-
teou e obteve o licenciamento ambiental pertinente junto ao 
mencionado ente federativo, que é o competente para tanto, 
nos termos da Lei.
Ocorre que, no exercício de tal atividade, a mencionada socie-
dade praticou infração ambiental que foi objeto de duas 
autuações distintas e posterior sancionamento, após o devido 
processo legal, sendo certo que uma penalidade foi aplicada 
pelo Município Ômega, que foi atuante, diligente e proporcional 
na tutela fiscalizatória; já a outra sanção decorreu da atuação 
das autoridades federais do IBAMA.
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Diante dessa situação hipotética, considerando o disposto na 
Lei Complementar no 140/11 e o entendimento do Supremo Tri-
bunal Federal, é correto afirmar que
a) diante da competência comum dos entes federativos para 
o exercício do poder de polícia, não há como prevalecer 
nenhuma das autuações realizadas na situação descrita, 
não sendo possível sustentar complementaridade entre 
elas ou atuação supletiva de um ente em relação ao outro.
b) considerando que a União e o Município Ômega possuem 
competência concorrente para o exercício do poder de 
polícia, deve ser verificado quem promoveu a autuação 
em primeiro lugar, para fins de afastar eventual autuação 
posterior.
c) tanto a União quanto o Município Ômega têm competência 
para o exercício do poder de polícia, mas deverá prevalecer 
a penalidade aplicada pelos agentes municipais, conside-
rando que o licenciamento é de atribuição deste ente fede-
rativo, que foi atuante e diligente na tutela fiscalizatória.d) o ente competente para o exercício do poder de polícia 
ambiental só pode ser aquele que tem a atribuição de rea-
lizar o respectivo licenciamento, que é o Município Ômega, 
não sendo admitida a atuação complementar ou supletiva 
de outro ente federativo, mesmo que haja omissão na tutela 
fiscalizatória.
e) a despeito de a União não ser o ente competente para o 
licenciamento, tal ente federativo tem atribuição para o 
exercício do poder de polícia, de modo que a sanção decor-
rente da atuação dos agentes federais deve prevalecer na 
hipótese, em razão de sua dimensão nacional.
9. (FGV — 2022) A sociedade empresária Delta requereu ao 
órgão ambiental federal competente licença ambiental para 
empreendimento consistente em usina termelétrica com uti-
lização de gás natural. O empreendimento causa impactos 
ambientais diretos nos Estados Beta e Gama, razão pela qual o 
licenciamento ambiental está sendo regularmente conduzido 
pelo Ibama.
De acordo com o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e com 
estudos técnicos complementares realizados na fase de licen-
ciamento, restou patente a necessidade de supressão vegetal 
em área localizada exclusivamente no Estado Beta, para insta-
lação do empreendimento.
No caso em tela, preenchidos os requisitos técnicos e legais, a 
supressão de vegetação decorrente do licenciamento ambien-
tal da usina termelétrica deve ser autorizada
a) pelo órgão ambiental do Estado Beta.
b) pelo órgão licenciador Ibama.
c) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da 
Biodiversidade.
d) pelos órgãos ambientais dos Estados Beta e Gama.
e) pelo Ibama e pelos órgãos ambientais dos Estados Beta e 
Gama.
10. (FGV — 2021 A sociedade empresária Alfa opera, com regu-
lar licença ambiental expedida pelo órgão federal competente, 
empreendimento da área de refino de petróleo que está ins-
talado nos limites do território do Estado da Federação Beta e 
localizado no interior de unidade de conservação instituída 
pela União. Durante o prazo de validade da licença de operação, 
o órgão federal competente, com a aquiescência do órgão esta-
dual competente do Estado Beta, deseja delegar a execução de 
ações administrativas a ele atribuídas, consistente na fiscaliza-
ção do cumprimento de condicionantes da licença ambiental 
para o Estado Beta. Sobre a delegação pretendida pelo órgão 
federal, consoante dispõe a Lei Complementar nº 140/2011, 
assinale a afirmativa correta.
a) É possível, desde que o Estado Beta disponha de órgão 
ambiental capacitado a executar as ações administrativas a 
serem delegadas e de conselho de meio ambiente.
b) É possível, desde que haja prévia manifestação dos conse-
lhos nacional e estadual do meio ambiente, do Ministério 
Público e homologação judicial.
c) Não é possível, eis que a competência para licenciamento 
ambiental é definida por critérios objetivos estabelecidos 
na legislação, sendo vedada a delegação de competência do 
poder de polícia ambiental.
d) Não é possível, eis que a delegação de ações administrativas 
somente é permitida quando realizada do Município para 
Estado ou União, ou de Estado para União, vedada a delega-
ção de atribuição ambiental federal.
11. (FGV — 2021) De acordo com a Constituição da República de 
1988, a competência material ambiental é comum a todos os 
entes da federação, a quem cabe proteger o meio ambiente e 
combater a poluição em qualquer de suas formas. Para tal, os 
entes devem atuar de forma coordenada, cooperando uns com 
os outros, para não haver desperdício de forças e recursos.
Nesse contexto, a Lei Complementar nº 140/2011 dispõe que 
os entes federativos podem valer-se, entre outros, do seguinte 
instrumento de cooperação institucional:
a) estudo de impacto ambiental com prevalência dos interes-
ses locais, para prevenir crimes ambientais;
b) estudo de impacto de vizinhança com prevalência dos 
interesses regionais, para prevenir delitos ambientais de 
menor potencial ofensivo;
c) licenciamento ambiental com prevalência dos interesses 
locais, para prevenir crimes ambientais de médio e grande 
impacto definidos na referida lei;
d) acordo de cooperação técnica para vistorias, vedada, em 
qualquer caso, a delegação da execução de ações adminis-
trativas de um ente federativo a outro;
e) delegação de atribuições de um ente federativo a outro, res-
peitados os requisitos previstos na referida lei.
12. (FGV — 2021) O empreendedor Alfa possui licença ambiental 
emitida pelo órgão estadual competente para operação de aterro 
sanitário de resíduos sólidos urbanos. O Ibama recebeu notícia de 
que no aterro estava ocorrendo grave degradação da qualidade 
ambiental por descumprimento das condicionantes de licença de 
operação emitida pelo órgão estadual, razão pela qual compare-
ceu ao local e lavrou auto de infração. Dias depois, o órgão estadual 
realizou semelhante diligência, lavrando outro auto de infração ao 
empreendedor exatamente pelos mesmos fatos.
No caso em tela, de acordo com a Lei Complementar nº 140/2011:
a) prevalecerá o auto de infração ambiental lavrado pelo Iba-
ma, que detém atribuição concorrente para fiscalização 
ambiental, porque primeiro atuou no caso;
b) prevalecerá o auto de infração ambiental lavrado pelo órgão 
ambiental estadual, que detém a atribuição de licencia-
mento para o caso;
c) prevalecerá o auto de infração ambiental lavrado pelo lba-
ma, diante do critério de prevalência ambiental hierárquica;
d) incidirão ambos os autos de infração, assim como as san-
ções administrativas ambientais a serem aplicadas após 
processo administrativo;
e) serão anulados ambos os autos de infração, para evitar o 
bis in idem, devendo o órgão estadual ambiental proceder à 
nova vistoria no local e iniciar novo processo administrativo.
13. (FGV — 2016) Acerca das competências ambientais mate-
riais, assinale a afirmativa correta.
a) É competência comum da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios combater a poluição em qualquer 
de suas formas, tendo sido a Lei Complementar n.º 140/2011 
editada para fixar normas de cooperação entre os entes no 
exercício dessa competência.
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b) É competência comum da União, dos Estados e do Distrito 
Federal preservar as florestas, a fauna e a flora, competindo 
aos Municípios atuar de forma suplementar, na omissão de 
atuação pela União, pelos Estados e pelo Distrito Federal.
c) É competência comum da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios explorar a pesquisa, a lavra, o enri-
quecimento e o reprocessamento de minérios nucleares.
d) É competência comum da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios proteger o meio ambiente, salvo 
se o bem ambiental estiver inserido nos biomas da Floresta 
Amazônica brasileira, da Mata Atlântica, da Serra do Mar, do 
Pantanal Mato-Grossense e da Zona Costeira, caso em que 
atrairão a competência exclusiva da União.
e) É competência exclusiva da União promover estudo pré-
vio de impacto ambiental de obras ou atividades poten-
cialmente causadoras de significativa degradação ao meio 
ambiente, independentemente da competência dos Esta-
dos, do Distrito Federal ou dos Municípios para promover o 
respectivo licenciamento ambiental.
14. (FGV — 2016) A sociedade empresária Xique-Xique S.A. pre-
tende instalar uma unidade industrial metalúrgica de grande 
porte em uma determinada cidade. Ela possui outras unidades 
industriais do mesmo porte em outras localidades.
Sobre o licenciamento ambiental dessa iniciativa, assinale a 
afirmativa correta.
a) Como a sociedade empresária já possui outras unidades 
industriais do mesmo porte e da mesma natureza, não 
será necessário outro licenciamento ambiental para a nova 
atividade utilizadora de recursos ambientais, se efetiva ou 
potencialmente poluidora.
b) Para uma nova atividade industrial utilizadora de recur-
sos ambientais, se efetiva ou potencialmente poluidora, é 
necessária a obtenção da licença ambiental, por meio do 
procedimento administrativo denominado licenciamento 
ambiental.
c) Se a sociedadeempresária já possui outras unidades 
industriais do mesmo porte, poderá ser exigido outro licen-
ciamento ambiental para a nova atividade utilizadora de 
recursos ambientais, se efetiva ou potencialmente polui-
dora, mas será dispensada a realização de qualquer estudo 
ambiental, inclusive o de impacto ambiental, no processo 
de licenciamento.
d) A sociedade empresária só necessitará do alvará da pre-
feitura municipal autorizando seu funcionamento, sendo 
incabível a exigência de licenciamento ambiental para ati-
vidades de metalurgia.
15. (FGV — 2015) Em matéria de licenciamento ambiental, a Lei 
Complementar nº 140/2011 estabelece que:
a) a supressão de vegetação decorrente de licenciamentos 
ambientais é autorizada pelo órgão ambiental municipal, 
ainda que o licenciamento esteja sendo levado a cabo no 
âmbito do Estado ou da União;
b) no caso de empreendimentos e atividades efetiva ou poten-
cialmente poluidores que, em tese, atinjam dois Estados da 
Federação, há necessidade de obtenção de licença ambien-
tal pelo órgão competente de ambos os entes federativos e 
da União;
c) para autorização de supressão e manejo de vegetação, 
e para fins de licenciamento ambiental de atividades ou 
empreendimentos utilizadores de recursos ambientais, 
efetiva ou potencialmente poluidores, o critério do ente 
federativo instituidor da unidade de conservação é aplicado 
às Áreas de Proteção Ambiental;
d) a renovação de licenças ambientais deve ser requerida com 
antecedência mínima de cento e vinte dias da expiração de 
seu prazo de validade, fixado na respectiva licença, ficando 
este automaticamente prorrogado até a manifestação defi-
nitiva do órgão ambiental competente;
e) os demais entes federativos interessados no processo de 
licenciamento de determinado empreendimento podem 
manifestar-se ao órgão responsável pela licença ou auto-
rização, de maneira vinculante, desde que respeitados os 
prazos e procedimentos legais.
 Æ CONCEITOS DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO 
(ARTS. 1º E 2º DA LEI Nº 9.985/00)
16. (FGV — 2024) Observe o texto:
“Restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre 
degradada o mais próximo possível da sua condição original”. 
De acordo com a Lei nº 9.985/2000, esse texto define:
a) diversidade ecológica.
b) conservação in situ.
c) manejo.
d) restauração.
e) recuperação.
17. (FGV — 2022) De acordo com a Lei nº 9.985/2000, que trata 
do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, 
o entorno de uma unidade de conservação, onde as atividades 
humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com 
o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unida-
de, é denominado de
a) limitação ambiental, que atinge área de influência indireta 
com extensão de cinco quilômetros.
b) plano de manejo, que deve estar presente junto a todas as 
Unidades de Conservação.
c) corredor ecológico, que deve estar presente junto a todas as 
Unidades de Uso Sustentável.
d) zona de amortecimento, que deve estar presente junto às 
Unidades de Conservação, exceto quando se tratar de Área 
de Proteção Ambiental e Reserva Particular do Patrimônio 
Natural.
e) cinturão de proteção integral, que deve estar presente junto 
a todas as Unidades de Proteção Integral, salvo quando se 
tratar de Estação Ecológica e Reserva Biológica.
 Æ CATEGORIAS DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO 
(ARTS. 7º A 21 DA LEI Nº 9.985/00)
18. (FGV — 2024) A Lei nº 9.985/2000 estabelece que as unida-
des de conservação integrantes do SNUC dividem-se em dois 
grupos, com características específicas: as Unidades de Prote-
ção Integral e as Unidades de Uso Sustentável.
Com base na referida lei, o grupo das Unidades de Proteção 
Integral é composto pelas seguintes categorias de unidade de 
conservação, à exceção de uma , que está errada. Assinale-a.
a) Estação Ecológica.
b) Reserva Biológica.
c) Floresta Nacional.
d) Monumento Natural.
e) Refúgio de Vida Silvestre.
19. (FGV — 2023) Suponha que a União queira criar uma unida-
de de conservação de proteção integral que tenha por objetivo 
a preservação da natureza e a realização de pesquisas científi-
cas, que seja de posse e domínio públicos, de modo que as áreas 
particulares situadas em seus limites serão desapropriadas, na 
qual, em regra, é proibida a visitação pública.
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Nesse caso, de acordo com a Lei no 9.985/00, é correto afirmar 
que a aludida unidade de conservação é uma
a) Estação Ecológica.
b) Floresta Nacional.
c) Reserva Biológica.
d) Refúgio da Vida Silvestre.
e) Reserva de Fauna.
20. (FGV — 2022) O Município Delta, observadas as formali-
dades legais, criou uma Unidade de Conservação (UC) consis-
tente em Refúgio de Vida Silvestre, com o objetivo de proteger 
ambientes naturais onde se asseguram condições para a exis-
tência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local 
e da fauna residente ou migratória.
Os limites territoriais da citada UC incluem parte do imóvel de 
João, uma vez que é possível compatibilizar os objetivos da uni-
dade com a utilização da terra e dos recursos naturais do local 
pelo proprietário.
Ocorre que, atualmente, João não está mais concordando com 
as condições propostas pelo órgão responsável pela adminis-
tração da UC para a coexistência do Refúgio de Vida Silvestre 
com o uso da propriedade.
Assim, João procurou um especialista para prestar consultoria 
jurídica, sendo-lhe informado de que, diante das circunstân-
cias noticiadas, a área deve ser
a) convertida em área de preservação ambiental, por imposi-
ção legal.
b) desapropriada, de acordo com o que dispõe a lei.
c) excluída da UC, mediante decreto do Prefeito do Município 
Delta.
d) alterada para outra UC menos restritiva, do Unidades de 
Proteção Integral.
e) transformada em área de preservação permanente, por 
imposição legal.
21. (FGV — 2022) Sobre as Reservas Extrativistas, analise as afir-
mativas a seguir.
I. A Reserva Extrativista é de domínio público, com uso conce-
dido às populações extrativistas tradicionais, devendo as áreas 
particulares incluídas em seus limites ser desapropriadas.
II. A visitação pública não é permitida em Reservas Extrativistas.
III. A exploração comercial de recursos madeireiros só é per-
mitida em bases sustentáveis, situações especiais e comple-
mentares às demais atividades desenvolvidas na Reserva 
Extrativista.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
22. (FGV — 2015) Dentre as categorias de unidade de conservação 
do grupo de Proteção Integral, previstas na Lei nº 9.985/2000, 
uma se caracteriza por ter como objetivo básico preservar sítios 
naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica. Para essa 
categoria, se for possível compatibilizar os objetivos da unidade 
com a utilização da terra e dos recursos naturais, ela pode ser 
constituída também por áreas particulares. A visitação pública 
estará sujeita às condições e restrições estabelecidas no Pla-
no de Manejo da unidade, às normas estabelecidas pelo órgão 
responsável por sua administração e ao que está previsto em 
seu regulamento. Nos casos em que exista alguma incompati-
bilidade entre os objetivos da área e as atividades privadas, ou 
quando não haja aquiescência do proprietário às condições 
propostas pelo órgão responsável pela administração da uni-
dade para a coexistência da unidade com o uso da propriedade, 
a área deverá ser desapropriada. Essa categoria é denominada:
a) Área de Proteção Ambiental;
b) Parque Nacional;
c) Reserva Biológica;
d) Monumento Natural;
e) Floresta Nacional.
 Æ CRIAÇÃO E GESTÃO DAS UCS (ARTS. 22 A 36 
DA LEI Nº 9.985/00 E ARTS. 2º A 40 DO DEC. Nº 
4.340/02)
23. (FGV — 2024) No exercício de suas atribuições enquan-
to servidor público do Estado de Santa Catarina, Orlando, que 
estava atuando em grupo de trabalho sobre a gestão de espa-
ços ambientalmente protegidos, foi questionado quanto à 
necessidade das unidades de conservação definidaspela Lei nº 
9.985/2000 possuírem zonas de amortecimento e, quando con-
veniente, corredores ecológicos.
Diante dessa situação hipotética, Orlando respondeu, correta-
mente, que é necessária a sua implementação com relação aos 
seguintes tipos de unidades de conservação,
à exceção de um. Assinale-o.
a) Estação Ecológica e Refúgio da Vida Silvestre.
b) Parque Nacional e Reserva Biológica.
c) Reserva Extrativista e Área de Relevante Interesse Ecológico.
d) Área de Proteção Ambiental e Reserva Particular do Patrimô-
nio Natural.
e) Monumento Natural e Reserva de Desenvolvimento 
Sustentável.
24. (FGV — 2023) O Município de Niterói, observadas as for-
malidades legais, pretende criar uma unidade de conserva-
ção (UC), do grupo das Unidades de Proteção Integral, que terá 
como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais 
de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando 
a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de 
atividades de educação e interpretação ambiental, de recrea-
ção em contato com a natureza e de turismo ecológico. Sabe-se 
que a visitação pública à UC estará sujeita às normas e restri-
ções estabelecidas no Plano de Manejo da unidade, às normas 
estabelecidas pelo órgão responsável por sua administração e 
àquelas previstas em regulamento.
Consoante dispõe a Lei nº 9.985/2000, deverá ser criado(a) 
um(a):
a) Parque Natural Municipal;
b) Estação Ecológica Municipal;
c) Área de Relevante Interesse Ecológico Municipal;
d) Reserva de Desenvolvimento Sustentável Municipal;
e) Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal.
25. (FGV — 2024) Com relação ao papel dos Municípios na ges-
tão integrada e gerenciamento de resíduos sólidos no âmbito 
da Lei nº 12.305/2010, é correto afirmar que
a) é vedado que o plano municipal de gestão integrada de resí-
duos sólidos seja inserido no plano de saneamento básico, 
consagrado na respectiva lei, mesmo que respeite aspectos 
basilares previstos na Lei nº 12.305/2010.
b) para os Municípios com menos de 20.000 habitantes o pla-
no municipal de gestão integrada de resíduos sólidos terá 
conteúdo simplificado, na forma do regulamento, mesmo 
que seu território abranja, total ou parcialmente, Unidades 
de Conservação.
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c) os Municípios podem ter acesso a recursos da União, ou por 
ela controlados, destinados a empreendimentos e serviços 
relacionados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos 
sólidos, independentemente da elaboração de plano de 
gestão integrada de resíduos sólidos.
d) a elaboração do plano municipal de gestão integrada de 
resíduos sólidas está no âmbito da discricionariedade dos 
Municípios, que podem dispor sobre os aspectos a serem 
tratados, sem a necessidade de observar um conteúdo 
mínimo para tal finalidade.
e) serão priorizados no acesso de recursos da União destina-
dos a empreendimentos e serviços à limpeza urbana e ao 
manejo de resíduos sólidos, dentre outros, os Municípios 
que optarem por soluções consorciadas intermunicipais 
para a gestão dos resíduos sólidos, incluída a elaboração e 
implementação de plano intermunicipal.
26. (FGV — 2024) A gestão adequada dos resíduos sólidos é um 
desafio cada vez mais urgente e essencial para a preservação do 
meio ambiente e a sustentabilidade do planeta. A inadequada 
gestão de resíduos compromete não apenas o meio ambiente, 
mas a qualidade de vida da população e o desenvolvimento sus-
tentável. Nesse contexto, a implementação de Planos Munici-
pais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos é imprescindível 
para a adequada gestão dos resíduos.
Sobre esses planos, é correto afirmar que:
a) devem prever expressamente a periodicidade de sua revi-
são, observado o período máximo de 30 anos;
b) é facultada a previsão de sistema de cálculo dos custos da 
prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de 
manejo de resíduos sólidos, bem como a forma de cobrança 
desses serviços;
c) devem contemplar ações específicas a serem desenvolvidas 
no âmbito dos órgãos da Administração Pública, com vistas 
à utilização racional dos recursos ambientais, ao combate a 
todas as formas de desperdício e à minimização da geração 
de resíduos;
d) não é obrigatória sua elaboração para que os municípios 
tenham acesso a recursos financeiros e incentivos gover-
namentais relacionados à limpeza urbana e ao manejo de 
resíduos sólidos, embora seja recomendada;
e) devem prever as zonas favoráveis e desfavoráveis para a 
localização de unidades de tratamento de resíduos sólidos 
ou de disposição final de rejeitos.
 Æ LEI Nº 12.305/2010 - POLÍTICA NACIONAL DE 
RESÍDUOS SÓLIDOS
27. (FGV — 2024) A logística reversa corresponde a um conjunto 
de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a cole-
ta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para 
reaproveitamento em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou 
outra destinação final ambientalmente adequada. Sobre a logísti-
ca reversa de pilhas e baterias, analise as alternativas a seguir.
I. Compete aos fabricantes, importadores, distribuidores e 
comerciantes a obrigação de tomar todas as medidas neces-
sárias para assegurar a implementação e operacionalização do 
sistema de logística reversa.
II. A obrigação de implementação de sistema de logística rever-
sa de pilhas e baterias depende da prévia celebração de acordo 
setorial, que deverá levar em consideração a viabilidade técnica 
e econômica da logística reversa.
III. A participação do Poder Público Municipal deve se dar por 
prévio acordo (setorial ou compromisso) e ser remunerada.
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas;
b) II, apenas;
c) III, apenas;
d) I e III, apenas;
e) I, II e III.
28. (FGV — 2024) Os atos de natureza contratual, firmados entre 
o Poder Público e os fabricantes, os importadores, os distribui-
dores ou os comerciantes, com vistas à implantação da res-
ponsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto, são 
denominados:
a) acordos setoriais;
b) termos de ajustamento de conduta;
c) compromissos setoriais;
d) acordos de logística reversa;
e) termos de responsabilidade de logística reversa.
29. (FGV — 2024) Os resíduos sólidos urbanos, quando dispostos 
irregularmente, podem gerar uma série de impactos negativos 
ao ambiente, como obstrução de vias e logradouros, assorea-
mento de rios e proliferação de vetores, entre outros.
De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 
12.305/2010), os resíduos sólidos urbanos englobam, quanto à 
origem:
a) os resíduos de limpeza de logradouros;
b) os resíduos gerados nos serviços de saúde;
c) os resíduos gerados nos processos produtivos e instalações 
industriais;
d) o lodo gerado no tratamento da água nas estações de trata-
mento de água;
e) os resíduos gerados nas construções civis, reformas, repa-
ros e demolições de obras de construção civil, incluídos os 
resultantes da preparação e escavação de terrenos para 
obras civis.
30. (FGV — 2023) Sobre a política nacional de resíduos sólidos:
a) tem como princípios orientadores o da prevenção e o da 
reparação;
b) acordo setorial constitui espécie de contrato firmado entre 
os grandes geradores, as cooperativas e associações de 
catadores e catadoras;
c) a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos atri-
bui-se aos fabricantes e importadores, isentando-se os 
consumidores;
d) o setor empresarial e a coletividade respondem pela efetivi-
dade das ações da política nacional de resíduos sólidos;
e) a existência de plano municipal de gestão integrada de 
resíduos sólidos não exime o Município do licenciamento 
ambiental respectivo.
31. (FGV — 2023) A Política Nacional de Resíduos Sólidos, insti-
tuída pela Lei nº 12.305/10, estabelece que a logística reversa é 
um instrumento de desenvolvimento econômico e social carac-
terizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios 
destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos 
sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu 
ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outradestinação final 
ambientalmente adequada.
Sobre a logística reversa é correto afirmar que
a) os sistemas de logística reversa e outras ferramentas 
relacionadas à implementação da responsabilidade com-
partilhada pelo ciclo de vida dos produtos, apesar de não 
estarem expressamente elencados entre os instrumentos 
da Política Nacional de Resíduos Sólidos, são importantes 
ferramentais para a gestão dos resíduos.
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b) os fabricantes, importadores, distribuidores e comercian-
tes têm responsabilidade que abrange o recolhimento dos 
produtos e dos resíduos remanescentes após o uso, assim 
como sua subsequente destinação final ambientalmente 
adequada, no caso de produtos objeto de sistema de logísti-
ca reversa na forma do Art. 33 da Lei 12.305/10.
c) os produtos comercializados em embalagens plásticas, 
metálicas ou de vidro, e aos demais produtos e embalagens, 
considerando, prioritariamente, o grau e a extensão do 
impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos 
gerados serão objeto de logística reversa apenas quando 
expressamente elencados por lei.
d) não poderá o titular do serviço público de limpeza urbana e 
de manejo de resíduos sólidos encarregar-se de atividades 
de responsabilidade dos fabricantes, importadores, distri-
buidores e comerciantes nos sistemas de logística reversa 
dos produtos e embalagens a que se refere o Art. 33 da Lei 
no 12.305/10, mesmo que as ações do poder público sejam 
remuneradas e acordada entre as partes.
e) com exceção dos consumidores e dos importadores, todos 
os participantes dos sistemas de logística reversa manterão 
atualizadas e disponíveis ao órgão municipal competente e 
a outras autoridades informações completas sobre a reali-
zação das ações sob sua responsabilidade.
32. (FGV — 2022) A Lei nº 12.305/2010 institui a Política Nacional 
de Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus princípios, objetivos 
e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à ges-
tão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos 
os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder 
público e aos instrumentos econômicos aplicáveis.
De acordo com o referido diploma legal, NÃO constitui um dos 
instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos:
a) sistemas de logística reversa;
b) incentivos fiscais, financeiros e creditícios;
c) proibição de consórcios entre os entes federados;
d) termos de compromisso e termos de ajustamento de 
conduta;
e) incentivo à criação e ao desenvolvimento de cooperativas 
de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis.
33. (FGV — 2022) A Lei nº 12.305/2010 instituiu a Política Nacio-
nal de Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus princípios, obje-
tivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas 
à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, 
incluídos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do 
poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis.
Consoante estabelece a mencionada lei, na gestão e gerencia-
mento de resíduos sólidos
a) não existe ordem legal de prioridade, mas deve ser imple-
mentada a coleta seletiva em 50% (cinquenta por cento) das 
residências situadas em zona urbana.
b) não existe ordem legal de prioridade, mas deve ser imple-
mentada a coleta seletiva na totalidade das propriedades 
situadas em zona rural.
c) tecnologias visando à recuperação energética dos resíduos 
sólidos urbanos não poderão ser utilizadas, pelo princípio 
da prevenção, diante da comprovada inviabilidade técnica e 
ambiental causada pela emissão de gases tóxicos.
d) deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: não 
geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos 
resíduos sólidos e disposição final ambientalmente ade-
quada dos rejeitos.
e) deve ser fomentada a coleta seletiva, não geração, redução, 
reutilização, tratamento dos resíduos sólidos, reciclagem e 
remediação ambiental de aterros sanitários, contudo sem 
ordem de prioridade estabelecida na lei.
34. (FGV — 2022) Em tema de Política Nacional de Resíduos 
Sólidos, especificamente em se tratando de instrumentos eco-
nômicos dessa política, a Lei nº 12.305/2010 dispõe que o poder 
público poderá instituir medidas indutoras e linhas de financia-
mento para atender, prioritariamente, as diversas iniciativas.
Assinale a opção que não apresenta uma dessas iniciativas.
a) Estruturação de sistema de coleta seletiva, vedado o siste-
ma de logística reversa.
b) Descontaminação de áreas contaminadas, incluindo as 
áreas órfãs.
c) Desenvolvimento de pesquisas voltadas para tecnologias 
limpas aplicáveis aos resíduos sólidos.
d) Desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e 
empresarial voltados para a melhoria dos processos produ-
tivos e ao reaproveitamento dos resíduos.
e) Implantação de infraestrutura física e aquisição de equipa-
mentos para cooperativas ou outras formas de associação 
de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis forma-
das por pessoas físicas de baixa renda.
35. (FGV — 2022) A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê 
que a União elaborará, sob a coordenação do Ministério do Meio 
Ambiente, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Nesse contex-
to, de acordo com a Lei nº 12.305/2010, é correto afirmar que o 
Plano Nacional de Resíduos Sólidos
a) terá vigência por prazo indeterminado e horizonte de 4 
(quatro) anos, a ser atualizado anualmente, tendo conteúdo 
mínimo estabelecido pelo Ministério do Meio Ambiente.
b) contará com metas para o aumento da quantidade de resí-
duos e rejeitos encaminhados para disposição final ambien-
talmente adequada, com vistas à geração de energia.
c) será elaborado mediante processo de mobilização e partici-
pação social, incluindo a realização de audiências e consul-
tas públicas.
d) adotará políticas públicas com medidas para impedir a ges-
tão regionalizada dos resíduos sólidos e fomentar o manejo 
local dos resíduos sólidos.
e) terá metas para a eliminação e a recuperação de lixões, 
associadas à inclusão social e à proibição de utiliza-
ção do trabalho de catadores de materiais reutilizáveis e 
recicláveis.
36. (FGV — 2022) Em matéria de Política Nacional de Resíduos 
Sólidos, de acordo com a Lei nº 12.305/2010, a elaboração de 
plano estadual de resíduos sólidos, nos termos previstos por tal 
Lei,
a) deve prever medidas para desincentivar a gestão consor-
ciada ou compartilhada dos resíduos sólidos, prestigiando 
soluções ambientalmente adequadas em nível local.
b) deve ter previsão de vigência por prazo de 10 (dez) anos, 
abrangendo todo o território do Estado, com revisões 
anuais, mediante participação popular, com vistas ao con-
trole social.
c) deve incluir metas de redução, reutilização, reciclagem, 
entre outras, com vistas a aumentar a quantidade de 
resíduos e rejeitos encaminhados para disposição final 
ambientalmente adequada.
d) obedece a diretrizes para o planejamento e demais ativi-
dades de gestão de resíduos sólidos locais, vedada a insti-
tuição de regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e 
microrregiões.
e) é condição para os Estados terem acesso a recursos da 
União, ou por ela controlados, destinados a empreendimen-
tos e serviços relacionados à gestão de resíduos sólidos, ou 
para serem beneficiados por incentivos ou financiamen-
tos de entidades federais de crédito ou fomento para tal 
finalidade.
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37. (FGV — 2017) Bolão Ltda., sociedade empresária, pretende 
iniciar atividade de distribuição de pneus no mercado brasilei-
ro. Para isso, contrata uma consultoria para, dentre outros ele-
mentos, avaliar sua responsabilidade pela destinação final dos 
pneus que pretende comercializar.
Sobre o caso, assinale a afirmativa correta.
a) A destinação final dos pneus será de responsabilidade do 
consumidor final, no âmbito do serviço de regular limpeza 
urbana.
b) A sociedade empresária será responsável pelo retorno dos 
produtos após o uso pelo consumidor, de forma indepen-
dente do serviço público de limpeza urbana.
c) A destinaçãofinal dos pneus, de responsabilidade solidária 
do distribuidor e do consumidor final, se dará no âmbito do 
serviço público de limpeza urbana.
d) Previamente à distribuição de pneus, a sociedade empre-
sária deve celebrar convênio com o produtor, para esta-
belecer, proporcionalmente, as responsabilidades na 
destinação final dos pneus.
38. (FGV — 2016) A Lei Federal nº 12.305/10 regulamentada pelo 
Decreto Federal nº 7.404/10, estabelece a Política Nacional de 
Resíduos Sólidos. Um dos instrumentos de gestão introduzidos 
por essa lei é a Logística Reversa.
Sobre a logística reversa, analise as afirmativas a seguir.
I. Segundo esse instrumento legal, os fabricantes, distribuido-
res e comerciantes de agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, 
devem implementar sistemas de logística reversa independen-
temente do serviço público de limpeza urbana.
II. Segundo esse instrumento legal, os produtores de bens que 
geram resíduos perigosos não são obrigados a implementar 
sistemas de logística reversa paralelos ao sistema público de 
limpeza urbana.
III. Segundo esse instrumento legal, os importadores de lâmpa-
das fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio, devem imple-
mentar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos 
produtos após o uso pelo consumidor.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
 Æ LEI Nº 12.187/2009 - POLÍTICA NACIONAL 
SOBRE MUDANÇA DO CLIMA
39. (FGV — 2024) A Política Nacional sobre Mudança do Clima 
(Lei nº 12.187/2009) é um conjunto de princípios, objetivos, 
diretrizes e instrumentos para promover o desenvolvimento 
sustentável e mitigar os impactos das mudanças climáticas no 
Brasil.
Sobre a Política Nacional sobre Mudança do Clima, é correto 
afirmar que visa à(ao):
a) total eliminação da utilização de combustíveis fósseis;
b) paralisação das atividades das empresas que não cumpram 
suas metas de redução de emissão de gases de efeito estufa;
c) remoção dos sumidouros de carbono em território nacional;
d) estímulo ao desenvolvimento do Mercado Brasileiro de 
Redução de Emissões;
e) proteção prioritária do sistema climático em detrimento do 
desenvolvimento econômico-social.
40. (FGV — 2024) A emissão excessiva de gases de efeito estufa 
intensifica o efeito estufa, resultando no aquecimento global e 
em alterações climáticas, razão pela qual é crescente a pressão 
global pela redução da emissão de tais gases.
De acordo com o conceito trazido pela Política Nacional sobre 
Mudança do Clima (Lei nº 12.187/2009), a definição “processo, 
atividade ou mecanismo que remova da atmosfera gás de efeito 
estufa, aerossol ou precursor de gás de efeito estufa” corres-
ponde ao conceito de:
a) sumidouro;
b) mitigação;
c) redução de impacto;
d) adaptação;
e) sequestro de carbono.
41. (FGV — 2023) Nos últimos anos, muito se vem discutindo 
sobre as mudanças do clima, que já são uma realidade com 
consequências severas no Brasil e no mundo. Várias atividades 
humanas contribuem para o aquecimento global, ocasionando 
as chamadas mudanças climáticas, merecendo destaque o des-
matamento, a utilização de combustíveis fósseis para geração 
de energia, atividades industriais, conversão do uso do solo, 
agropecuária e gestão irregular de resíduos sólidos. Tais ativi-
dades emitem grande quantidade de gás carbônico e de gases 
formadores do efeito estufa.
Nesse contexto, foi editada a Lei nº 12.187/2009, que institui a 
Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC). Tal diploma 
legal elenca uma série de diretrizes da PNMC, EXCETO:
a) a utilização de instrumentos financeiros e econômicos para 
promover ações de mitigação e adaptação à mudança do 
clima;
b) o estímulo e o apoio à manutenção e à promoção de prá-
ticas, atividades e tecnologias de baixas emissões de gases 
de efeito estufa, e de padrões sustentáveis de produção e 
consumo;
c) o estímulo e o apoio à participação dos governos federal, 
estadual, distrital e municipal, assim como do setor produ-
tivo, do meio acadêmico e da sociedade civil organizada, no 
desenvolvimento e na execução de políticas, planos, pro-
gramas e ações relacionados à mudança do clima;
d) a promoção da cooperação internacional no âmbito bila-
teral, regional e multilateral para o financiamento, a capa-
citação, o desenvolvimento, a transferência e a difusão de 
tecnologias e processos para a implementação de ações de 
mitigação e adaptação, incluindo a pesquisa científica, a 
observação sistemática e o intercâmbio de informações;
e) a promoção e o desenvolvimento de pesquisas científico-
-tecnológicas, e a difusão de tecnologias, processos e prá-
ticas orientados a mitigar a mudança do clima por meio do 
fomento de emissões antrópicas por fontes e da diminuição 
das remoções antrópicas por sumidouros de gases de efeito 
estufa.
42. (FGV — 2023) A Lei nº 12.187/2009, que instituiu a Política 
Nacional sobre Mudança do Clima – PNMC, definiu o entendi-
mento de alguns conceitos. Nesse sentido, relacione o entendi-
mento de cada conceito com suas respectivas definições.
1. Emissões
2. Sumidouro
3. Fonte
4. Adaptação
( ) Iniciativas e medidas para reduzir a vulnerabilidade dos 
sistemas naturais e humanos frente aos efeitos atuais e espe-
rados da mudança do clima. 
( ) Processo, atividade ou mecanismo que remova da atmos-
fera gás de efeito estufa, aerossol ou precursor de gás de efeito 
estufa.
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( ) Liberação de gases de efeito estufa ou seus precursores na atmosfera numa área específica e num período determinado. 
( ) Processo ou atividade que libere na atmosfera gás de efeito estufa, aerossol ou precursor de gás de efeito estufa.
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.
a) 4 – 2 – 3 – 1.
b) 2 – 4 – 3 – 1.
c) 2 – 4 – 1 – 3.
d) 3 – 4 – 2 – 1.
e) 4 – 2 – 1 – 3.
43. (FGV — 2023) Avalie se a Lei no 12.187/09 estabelece como instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima os seguin-
tes itens:
I. Medidas fiscais e tributárias destinadas a estimular a redução das emissões e remoção de gases de efeito estufa, incluindo alíquo-
tas diferenciadas, isenções, compensações e incentivos independentemente de serem estabelecidos em lei específica.
II. Os Planos de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento nos biomas e a avaliação de impactos ambientais sobre o micro-
clima e o macroclima.
III. Os mecanismos financeiros e econômicos, no âmbito nacional, referentes à mitigação e à adaptação à mudança do clima, como 
as linhas de crédito e financiamento específicas de agentes financeiros públicos e privados e as dotações específicas para ações em 
mudança do clima no orçamento da União.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III.
b) I e III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I apenas.
44. (FGV — 2022) De acordo com a Lei nº 12.187/09, que institui a Política sobre Mudança do Clima – PNMC, estabelecendo seus prin-
cípios, objetivos, diretrizes e instrumentos, define- se impacto como
a) iniciativas e medidas para reduzir a vulnerabilidade dos sistemas naturais e humanos frente aos efeitos atuais e esperados da 
mudança do clima.
b) liberação de gases de efeito estufa ou seus precursores na atmosfera numa área específica e num período determinado.
c) os efeitos da mudança do clima nos sistemas humanos e naturais.
d) constituintes gasosos, naturais ou antrópicos, que, na atmosfera, absorvem e reemitem radiação infravermelha.
e) processo, atividade ou mecanismo que remova da atmosfera gás de efeito estufa, aerossol ou precursor de gás de efeito estufa.
45. (FGV — 2022) A Lei nº 12.187/2009, que instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima – PNMC, estabelece que a PNMC e as 
ações dela decorrentes, executadas sob a responsabilidade dos entes políticos e dos órgãos da Administração Pública, observarão os 
princípios da precaução, da prevenção, da participação cidadã, do desenvolvimento sustentável e o das responsabilidadescomuns, 
porém diferenciadas, este último no âmbito internacional.
Nesse contexto, o mencionado diploma legal dispõe que a Política Nacional sobre Mudança do Clima visará à
a) redução, no mínimo pela metade, de deferimento de licença ambientais para grandes geradores de gases de efeito estufa.
b) eliminação das emissões antrópicas de gases de efeito estufa em relação às suas diferentes fontes.
c) compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a proteção do sistema climático.
d) redução das remoções antrópicas por sumidouros de gases de efeito estufa no território nacional.
e) diminuição das áreas legalmente protegidas e ao incentivo à recomposição da cobertura vegetal em áreas degradadas.
46. (FGV — 2018) Tendo em vista a elevação da temperatura do meio ambiente urbano, bem como a elevação do nível dos oceanos, 
a União deverá implementar e estruturar um mercado de carbono, em que serão negociados títulos mobiliários representativos de 
emissões de gases de efeito estufa evitadas.
Sobre o caso, assinale a afirmativa correta.
a) É possível a criação de mercado de carbono, tendo como atores, exclusivamente, a União, os Estados, os Municípios e o Distrito 
Federal.
b) Não é constitucional a criação de mercado de carbono no Brasil, tendo em vista a natureza indisponível e inalienável de bens 
ambientais.
c) A criação de mercado de carbono é válida, inclusive sendo operacionalizado em bolsa de valores aberta a atores privados.
d) A implementação de mercado de carbono pela União é cogente, tendo o Brasil a obrigação de reduzir a emissão de gases de 
efeito estufa, estabelecida em compromissos internacionais.
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47. (FGV — 2017) A Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) oficializa o compromisso voluntário do Brasil junto à Conven-
ção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de redução de emissões de gases de efeito estufa. O gráfico abaixo mostra 
as emissões de gases de efeito estufa do Brasil, por setor, de 1990 a 2012 (Tg = milhões de toneladas):
Fonte: Estimativas anuais de emissões de gases de efeito estufa no Brasil, MCT, 2014.
A partir da análise desse gráfico, no que diz respeito a gases de efeito estufa, assinale a afirmativa incorreta.
a) A produção e o consumo de HFCs e SF6 estão contabilizadas nos processos industriais.
b) As emissões fugitivas da indústria de petróleo, gás e carvão mineral estão contabilizadas no setor de energia.
c) As emissões devido à fermentação entérica do gado e queima de resíduos agrícolas estão contabilizadas na agropecuária
d) De 2008 a 2012 houve um decréscimo na queima de combustíveis fósseis para geração de energia.
e) A partir de 2008 as maiores reduções nas emissões brasileiras são decorrentes do decréscimo no desmatamento.
 Æ AGENDA AMBIENTAL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (A3P)
48. (FGV — 2016) A Agenda Ambiental na Administração Pública, A3P, é o programa que cuida da inserção de critérios ambientais 
nas áreas de governo, visando minimizar ou eliminar os impactos ao meio ambiente, provocados por atividades administrativas ou 
operacionais.
Sobre esse programa, analise as afirmativas a seguir.
I. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente executar e fazer executar a política nacional e as diretrizes fixadas para a preservação do 
meio ambiente.
II. Cabe às empresas estatais e de economia mista desenvolver projetos e ações de combate ao desperdício.
III. A minimização do uso de materiais de escritório, tais como papel, clips e canetas esferográficas, é um dos indicadores de desem-
penho da A3P.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) II e III, apenas.
 Æ ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE
49. (FGV — 2024) Considere a situação a seguir.
Uma empresa de mineração obteve uma licença do governo para explorar uma área rica em minérios. No entanto, essa área tam-
bém é reivindicada por uma comunidade indígena que possui direitos tradicionais sobre o território e está localizada dentro de uma 
zona de conservação ambiental.
Diante dessa situação, considerando a legislação brasileira e as práticas de governança sustentável, assinale a opção que apresenta 
a abordagem mais adequada para resolver o conflito de sobreposição de territórios e direitos.
a) A empresa de mineração deve iniciar suas atividades imediatamente, pois possui uma licença oficial do governo, ignorando as 
reivindicações indígenas e as restrições ambientais.
b) A comunidade indígena deve ser relocada para outra área, permitindo que a empresa de mineração explore a área sem restrições.
c) O governo deve cancelar a licença da empresa de mineração, priorizando os direitos tradicionais da comunidade indígena e a 
preservação ambiental.
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d) As partes devem discutir a respeito das questões econômi-
cas, ambientais e sociais, visando uma solução que atenda 
aos direitos dos envolvidos e as normas ambientais.
e) A zona de conservação ambiental deve ser desclassificada 
para permitir a exploração mineral, resolvendo o conflito 
territorial.
 Æ NOÇÕES GERAIS (ORDEM SOCIAL)
50. (FGV — 2024) Segundo a Constituição Federal de 1988
Art. 1º – A Seguridade Social compreende um conjunto integra-
do de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, 
destinado a assegurar o direito relativo à saúde, à previdência 
e à assistência social.
No Brasil, a seguridade social abrange atividades dependentes 
e independentes de contribuição à Seguridade Social.
Entre as ações e benefícios listados abaixo, indique os que não 
requerem contribuição de Seguridade Social para serem acessados.
a) Saúde integral e educação, com participação da sociedade.
b) Previdência complementar facultativa, custeada por con-
tribuição adicional e educação fundamental.
c) Provimento das ações e serviços através de rede regionali-
zada e hierarquizada, integrados em sistema único e aten-
dimento das necessidades básicas, traduzidas em proteção 
à família, à maternidade, à infância, à adolescência, à velhi-
ce e à pessoa portadora de deficiência.
d) Saúde integral e universalidade de participação nos planos 
previdenciários, mediante contribuição.
e) Provimento das ações e serviços através de rede regio-
nalizada e hierarquizada, integrados em sistema único e 
educação, com igualdade de condições para o acesso e per-
manência na escola.
51. (FGV — 2021) A União editou diploma normativo dispondo 
sobre o alicerce de sustentação e os objetivos gerais a serem 
alcançados com a implementação de uma série de direitos 
ofertados aos distintos segmentos da sociedade, a exemplo da 
seguridade social, da educação, da cultura e do desporto. De 
acordo com esse diploma normativo, o conjunto desses direitos 
(1) tem por base a preeminência do lazer e, por objetivos, (2) a 
plena realização da personalidade individual, que deveria ser 
analisada de modo separado da coletividade, e (3) a preservação 
da livre iniciativa e o aumento do lucro.
À luz da sistemática constitucional afeta à base e aos objetivos 
da ordem social, é correto afirmar que:
a) os conteúdos descritos em 1, 2 e 3 destoam da ordem 
constitucional;
b) os conteúdos descritos em 1, 2 e 3 estão em harmonia com a 
ordem constitucional;
c) apenas o conteúdo descrito em 3 está em harmonia com a 
ordem constitucional;
d) apenas os conteúdos descritos em 2 e 3 estão em harmonia 
com a ordem constitucional;
e) apenas os conteúdos descritos em 1 e 2 estão em harmonia 
com a ordem constitucional.
 Æ DO MEIO AMBIENTE (ART. 225 DA CF/1988)
52. (FGV — 2024) A norma legal que, em um de seus artigos, 
propugna que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologi-
camente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencia à 
sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à cole-
tividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes 
e futuras gerações” é
a) o Sistema Nacional de Unidades de Conservação de 2000.
b) a Constituição Brasileira de 1988.
c) o Código Florestal de 2012.
d) a Lei de Crimes Ambientaisde 1998.
e) o Protocolo dos Ecossistemas de 2023.
53. (FGV — 2023) Ao estudar o tratamento conferido ao meio 
ambiente pela Constituição Federal de 1988, Gleice concluiu 
corretamente que
a) apesar de amplamente reconhecido, o princípio da solida-
riedade intergeracional não tem respaldo na Lei Maior.
b) são indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos 
Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção 
dos ecossistemas naturais.
c) a proteção ao meio ambiente é considerada um direito fun-
damental, notadamente por se tratar de bem dominical e 
essencial à qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público 
e à coletividade o dever de defendê-lo e de preservá-lo.
d) é vedada qualquer prática que submeta os animais à cruel-
dade, não havendo exceção, nem mesmo quanto às práticas 
esportivas que sejam manifestações culturais, registradas 
como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio 
cultural brasileiro.
e) incumbe ao Poder Público manter regime fiscal favorecido 
para os biocombustíveis destinados ao consumo final, na 
forma de lei ordinária, a fim de assegurar- lhes tributação 
inferior a incidente sobre os combustíveis fósseis.
54. (FGV — 2023) João, tão logo fora empossado no cargo de 
Governador do Estado Alfa, determina que a sua equipe téc-
nica lhe apresente, em dez dias, um parecer técnico, versando 
sobre a constitucionalidade de dois decretos que este pretende 
implementar. Por intermédio do Decreto X, busca-se criar uma 
unidade de conservação em âmbito estadual. Por outro lado, 
o Decreto Y tem a finalidade de extinguir um espaço territo-
rial especialmente protegido já existente. O Governador afir-
ma, para justificar as medidas, ser necessário compatibilizar 
o desenvolvimento socioeconômico e a preservação do meio 
ambiente.
Nesse cenário, considerando as disposições da Constituição 
Federal de 1988, é correto afirmar que
a) o Decreto X é compatível com a Constituição Federal de 
1988, ao ampliar a proteção conferida ao meio ambiente. 
Por outro lado, o Decreto Y viola a Carta da República, pois 
esta veda a supressão de espaços territoriais especialmente 
protegidos já existentes.
b) o Decreto X é compatível com a Constituição Federal de 
1988, ao ampliar a proteção conferida ao meio ambiente. 
Por outro lado, o Decreto Y viola a Carta da República, pois a 
supressão de espaços territoriais especialmente protegidos 
exige a edição de lei em sentido formal.
c) os Decretos X e Y não são compatíveis com a Constituição 
Federal de 1988, porquanto os espaços territoriais especial-
mente protegidos somente podem criados, alterados ou 
suprimidos por lei em sentido formal.
d) os Decretos X e Y são compatíveis com a Constituição Fede-
ral de 1988, porquanto os espaços territoriais especialmen-
te protegidos podem ser criados, alterados e suprimidos 
por lei em sentido formal ou por decreto.
e) os Decretos X e Y não são compatíveis com a Constituição 
Federal de 1988, porquanto os espaços territoriais especial-
mente protegidos somente podem criados, alterados ou 
suprimidos pela União Federal.
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55. (FGV — 2023) O Ministério com competência na respecti-
va área temática editou portaria estabelecendo prazos para 
a aprovação tácita, por órgão a ele vinculado, dos pedidos de 
liberação do uso de agrotóxicos que não fossem apreciados no 
prazo estabelecido em Tel. Em um considerando da portaria, 
foi esclarecido que o uso desses produtos era necessário para 
assegurar a estabilidade da produção de gêneros agropecuá-
rios, o que se mostrava de vital Importância para assegurar a 
continuidade do abastecimento no mercado interno e manter a 
competitividade do país no mercado internacional
À luz da sistemática constitucional é correto afirmar que a refe-
rida portaria
a) está ajustada ao direito fundamental à razoável duração do 
processo administrativo e necessidade de se preservar a ati-
vidade econômica de produção de gêneros agropecuários.
b) realiza uma ponderação adequada entre os valores envol-
vidos, atribuindo preeminência ao interesse público pre-
sente na necessidade de assegurar a produção de gêneros 
agropecuários.
c) se ajusta à política agrícola nacional, que busca intensificar 
os meios de produção e ampliar a exportação de gêneros 
alimentícios, de modo a assegurar o equilíbrio da balança 
comercial brasileira.
d) embora assegure o desenvolvimento da atividade econômi-
ca, com o desenvolvimento da produção de gêneros agrope-
cuários, é incompatível com a necessidade de proteção da 
saúde e do meio ambiente.
e) mostra-se incompatível com o princípio da vedação de 
retrocesso na qualidade de vida da população, que obsta a 
Inserção de novos agrotóxicos no mercado interno, ainda 
que sejam necessários à continuidade da produção.
56. (FGV — 2022) A fiscalização do Município Beta, ao tomar 
conhecimento de que determinada incorporadora estava ini-
ciando a construção de um grande empreendimento, consta-
tou que esse proceder poderia gerar significativa degradação 
ambiental.
Nesse caso:
a) como não foi causado nenhum dano ambiental, não há 
nenhuma medida passível de ser adotada ou exigida pela 
fiscalização;
b) tanto o estudo prévio de impacto ambiental como o poste-
rior exigem a demonstração de dano, sob pena de afronta à 
presunção de inocência;
c) ainda que não tenha sido causado dano ambiental, a exis-
tência de risco em potencial permite que seja exigido o 
estudo prévio de impacto ambiental;
d) pode ser exigido o estudo de impacto ambiental, mas ape-
nas após a conclusão do empreendimento, já que somente 
nesse momento será conhecido o seu potencial lesivo;
e) o empreendimento pode ser concluído sem nenhum óbice, 
mas isso não impede a realização de estudos para identifi-
car a forma como irá interagir com o meio ambiente.
57. (FGV — 2022) WW, conceituada siderúrgica, noticiou na 
imprensa a sua decisão de construir uma unidade especifica-
mente direcionada à produção de aço. Ao solicitar a autoriza-
ção dos órgãos competentes para a instalação dessa unidade, 
foi informada de que uma análise preliminar concluíra que ela 
era potencialmente causadora de significativa degradação do 
meio ambiente.
À luz da ordem constitucional, em razão da referida constatação
a) deve ser exigido, na forma da lei, o estudo prévio de impacto 
ambiental.
b) deve ser proibido o avanço das providências direcionadas à 
instalação e à operação da unidade.
c) é necessária prévia autorização judicial para a adoção de 
qualquer providência direcionada à instalação e à operação 
da unidade.
d) tão logo sejam iniciadas as operações, caso seja efetivamen-
te detectada a degradação ambiental, deve ser apresentado 
estudo de impacto ambiental.
e) deve ser pago o equivalente ambiental, estimado em pecú-
nia, para que sejam adotadas as providências de instalação 
e operação da unidade.
58. (FGV — 2022) O Governador do Estado Alfa editou decreto 
criando uma extensa unidade de conservação ambiental (UCA) 
em área pública pertencente ao Estado. Anos depois, com o 
desenvolvimento do entorno, o Chefe do Poder Executivo con-
sultou sua assessoria a respeito da possibilidade de desafetá-la, 
de modo a possibilitar o aproveitamento econômico do local.
À luz da sistemática constitucional, a assessoria respondeu 
corretamente que
a) apenas mediante lei pode ser promovida a desafetação da 
área.
b) apenas após consulta à Assembleia Legislativa pode ser 
promovida a desafetação da área.
c) a criação da UCA produz efeitos em caráter perpétuo, não 
sendo possível a desafetação da área.
d) apenas mediante autorização da União, pelo Ministério 
competente, pode ser desafetada a área.
e) o princípio da paridade das formas permite que decreto do 
Chefe do Poder Executivo promova a desafetação da área.
59. (FGV — 2022) A Fundação de direito privado Alfa, cujo objeti-
vo estatutário é a pesquisa e a manipulação de material genéti-
co, foi notificada de que, em determinado dia, fiscais vinculados 
ao ente competente compareceriam em sua sede, para fiscali-

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